Os apetites atormentam e afligem a alma | Parte 1 | Pregação | Quaresma 2026 | #12
Qual parte mais te marcou?
- Desejo e vontade humanaApetites atormentam e afligem a alma · Diferença entre concupiscência e pecado · Apetites como prisão e escravidão · Apetites como espinhos que ferem a alma · Luta contra os incentivos da carne
- Legado da EscravidaoPecado apresentado como liberdade mas é prisão · Cadeia do pecado e suas consequências · Escravidão ao demônio através do pecado · Libertação verdadeira em Jesus Cristo · Todo homem que se entrega ao pecado é escravo
- Gestao e AdministracaoConcupiscência concebe e dá à luz o pecado · Consentimento transforma tentação em pecado · Pecado consumado gera morte · Responsabilidade pessoal na escolha · Salário do pecado é a morte
- A concupiscência e suas consequênciasConcupiscência permanece após o batismo · Concupiscência como incentivo para o mal · Diferença entre tentação e pecado · Batalha contra a concupiscência até a morte · Graça de Cristo para resistir à concupiscência
- Teologia da LibertacaoJesus como libertador do jugo do pecado · Conhecimento da verdade que liberta · Verdadeira liberdade em Cristo · Descanso e alívio prometidos por Jesus · Filho vs escravo - permanência eterna
- A imagem dos espinhos e do tormentoApetites como espinhos que ferem · Pessoa deitada em espinhos fica aflita · Apetites como braseiro de espinhos · Exemplo de Francisco de Assis · Mortificação da carne para evitar tormento espiritual
- Mateus 13:22 - o coração cheio de espinhosSemente caída entre espinhos · Cuidados do mundo como espinhos · Sedução das riquezas · Infrutividade espiritual · Falta de afeiçoamento às coisas do alto
- Comparação entre conceitos teológicosConcupiscência como tentação inicial · Proposta do fruto proibido · Contaminação pela carne ferida · Pecado sempre é fruto proibido · Diabo como enganador apresentando pecado como bem
- Renuncia e Negacao de SiChamado de Jesus para negar-se a si mesmo · Carregar a própria cruz · Mortificação voluntária · Oferecer a outra face · Resgate da verdadeira liberdade
- Catolicismo e FeEfeitos do batismo · Pecados perdoados pelo batismo · Consequências temporais do pecado que permanecem · Importância do catecismo para os católicos · Parágrafo 1264 sobre batismo
- Produção de CarnesFornicação e impureza · Brigas e homicídios · Ambição e amor ao dinheiro · Invejas e bebedeiras · Cada vício como prisão específica
- O Papel da Fé e EspiritualidadeEstrutura do livro de São João da Cruz · Progresso na leitura (metade do livro na metade da quaresma) · Aplicação prática do conteúdo · Método de meditação durante a Quaresma
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendita é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém. Para você que tem o livro, nós estamos meditando o livro A Subida do Monte Carmelo, São João da Cruz, parte 1. E nós estamos agora na página 85. Página 85.
pregações todos os dias, alguns dias a gente ficou sem pregação, mas o conteúdo não está sendo prejudicado. Por quê? Já estamos praticamente na metade do livro. Então estamos chegando na metade, na metade da quaresma e estamos na metade do livro, porque o livro é muito curtinho. É muito curtinho. E, por exemplo, um assunto como esse, às vezes não compensa destrinchar em dois, porque pode ficar sem a devida compreensão.
Então é um conteúdo que rapidamente a gente consegue aplicar. O tema da pregação de hoje é, vimos na pregação passada, São João da Cruz está nos convencendo de que não vale a pena ter a alma presa aos apetites da terra. Abra isso a Bíblia em Colossenses capítulo 3, versículo 2. Eu gosto de trazer sempre esse versículo para que fique no seu coração o que significa apetites,
significam as afeições. Colossenses capítulo 3, versículo 2. Afeiçoai-vos as coisas lá de cima e não as da terra. Afeiçoar-se as coisas do alto e não as coisas da terra. São João da Cruz nos explicou ao longo das pregações passadas de que não vale a pena, de que os apegos às coisas da terra nos prendem e tantas coisas causam a alma. Na pregação passada nós vimos que os apetites,
cansam. Os apetites fadigam a alma. E agora, na pregação de hoje, a gente vai ver que os apetites atormentam e afligem a alma. Então, afeiçoai-vos as coisas lá de cima e não as da terra. Quando eu e você nos afeiçoamos as coisas da terra, a nossa alma fica atormentada e a nossa alma fica aflita. Deu pra entender? Afeiçoar-se as coisas da terra,
atormenta a tua alma. Afeiçoar-se as coisas da terra, aflige a sua alma. Freitou da pessoa, então, que está presa às coisas da terra, está com a alma aflita? Sim. Eu já peço para você também abrir sua palavra em Mateus capítulo 11. Mateus capítulo 11, versículo 28 a 30. Mateus 11, 28 a 30. Vinde a mim, vós todos que estáis aflitos, sob o fardo, e eu vos aliviarei. Então Jesus está dizendo, olha,
Vinde a mim você que está aflito. Os apetites afligem a alma. E aqui você pode entender essa palavra, aflito pelo fardo do pecado. Aflito pelo fardo do apetite. Então se você estiver assim, eu vos aliviarei. Tomai o meu jugo, olha, tira esse jugo, tira esse fardo do apetite, tira esse fardo do pecado e toma o meu jugo. Sobre vós recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas,
é suave e o meu peso é leve. Tira esse fardo de você, tira esse apetite de você e coloque o meu sobre você. A segunda maneira de dano positivo que os apetites causam à alma é que atormentam e afligem. Como acontece com quem está sendo torturado por cordas, amarrado a alguma parte, onde até que se livre e não descansa. Então, para São João da Cruz, quando você está preso a alguma coisa da terra,
você está amarrado, você está torturado, você está preso. Enquanto você não está livre, você não descansa. Enquanto você não se livra desse vício, você não descansa desse vício. Porque, entenda, lembra de muitas pregações passadas? Vamos pegar um vício. Quando você tem um vício, seja ele qual for, ele te atormenta. Ele te atormenta. Então, a pessoa quer se livrar de um determinado vício. Ela quer se livrar, mas o vício vai atormentar ela. Eu quero.
eu quero, eu quero, eu quero, eu quero. Então, o apetite, porque eu me apeguei a ele, porque é um vício, eu tenho um vício, porque eu me apeguei a ele. Um vício não entra na minha vida do nada. Um vício entra na minha vida porque eu me abri aquele vício. O vício entra na minha vida porque eu me apeguei àquele vício. Porque eu dei espaço para aquele vício e agora aquele vício me aflige. Destes diz Davi, no Salmo 118, abre aí sua Bíblia, Salmo 118,
versículo 61. Salmo 118, versículo 61. As malhas dos ímpios me cercaram, mas eu não esqueço a vossa lei. Então, destes diz Davi, as malhas dos ímpios, que são os apetites, me cercaram. Para São João da Cruz, as malhas dos ímpios são os apetites que me cercaram. Abra também sua Bíblia em Provérbios, logo depois do livro dos Salmos, Provérbios, capítulo 5, versículo 22.
Provérbios capítulo 5, versículo 22. O homem será preso por suas próprias faltas e ligado com cadeias de seu pecado. Olha que interessante essa palavra. A gente não para pra pensar nisso, né? O pecado, o que é o pecado? O mundo prega o pecado como se fosse algo bom. O mundo prega o pecado como se fosse algo de liberdade. Ah, quando você peca, você é livre pra fazer o que você quiser.
Amarrado a quem? Amarrado ao seu próprio pecado. E infelizmente, amarrado ao demônio. Não tira aí da sua palavra provérbios, mas 1 João capítulo 3, versículo 8. Aquele que peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio. Então, quando eu peco, quando eu quero viver uma vida de pecado, eu estou me amarrando a quem? Quem peca é do demônio, porque o demônio peca desde o princípio.
capítulo 5, versículo 22. O homem será preso por suas próprias faltas, então aquelas faltas me prendem, aquele pecado me prende. E ligado com cadeias de seu pecado. Então, na verdade, o pecado é uma cadeia. Vamos voltar, eu vou fazer vocês enjoarem dessa palavra. Gálatas, capítulo 5, versículo 19 em diante. Gálatas, capítulo 5, versículo 19 em diante. Ora, as obras da carne são esta,
Então, o pecado é uma cadeia, não é? Então, quando a pessoa se entrega, se entrega ao pecado da fornicação, ao sexo fora do casamento, ela está presa à cadeia do sexo fora do casamento. Presa à cadeia da impureza. Presa à cadeia da libertinagem, da idolatria, da superstição. Você está preso. O pecado é uma cadeia. O pecado é uma prisão. Preso a inimizades, brigas, ciúmes, ódios.
preso ao amor ao dinheiro, ambição, agora você está preso ao amor ao dinheiro, você está preso, você é escravo do dinheiro, você está preso a isto, preso a discórdias, a partidos, a invejas, preso a bebedeiras, eu quero sair dessa bebedeira, você está preso, está amarrado nisso, preso a orgias e outras coisas semelhantes, então você está entendendo, o pecado na verdade não é liberdade, o pecado é uma prisão, mas o diabo apresenta o pecado para você,
Como liberdade? Ah não, porque no dia que você comer deste fruto, você vai ser como Deus, conhecedor do bem e do mal. O diabo apresenta o pecado como liberdade e o pecado não é liberdade, o pecado é prisão, seja qual pecado for. Abra sua Bíblia. Não sei onde está, vamos achar? Creio que é João, Evangelho segundo João, capítulo 8, versículo 34. João capítulo 8, versículo 34. Eu estava dizendo para vocês,
O pecado não é liberdade. O pecado é prisão. Frei, mas eu não tenho liberdade para pecar? Então, como é que no pecado eu não sou livre? Não, não. Você tem que entender o seguinte. O pecado, ele te atormenta. O pecado, ele é uma prisão. Então, no pecado, você não é livre. No pecado, você está usando o seu livre-arbítrio. Aí sim, seu livre-arbítrio. Você pode escolher o bem ou o mal. Então, no pecado, você está escolhendo,
O mal, por causa do seu livre-arbítrio. Mas a liberdade, você só é livre quando você está em Jesus. Sem Jesus, no pecado, você não está livre. Você está preso ao pecado. Você está preso ao demônio. E quem fala isso é Jesus. João capítulo 8, versículo 34, respondeu Jesus, em verdade, em verdade, vos digo, todo homem que se entrega ao pecado, veja, todos somos pecadores, mas aqui a gente está falando de se entregar ao pecado. Eu não quero deixar esse pecado.
Eu amo esse pecado. Eu gosto desse pecado. Então, você se entregou a esse pecado. Agora, você é escravo dele. Em verdade, em verdade, eu digo, todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo. Então, você está preso. Você está preso. Então, não é liberdade. Se você é escravo do pecado, então você não é livre. Vamos ler toda essa palavra? João, capítulo 8, versículo 31 a 38. Ou melhor, a 36. João 8, de 31 a 36. E Jesus dizia aos judeus que nele creram.
Se permaneceres na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Em outras palavras, vocês estão presos. Se vocês me conhecerem, se vocês conhecerem a minha verdade, eu vou libertar vocês da prisão que vocês estão. Replicaram-lhes. Somos descendentes de Abraão e jamais fomos escravos de alguém. Como dizes, sereis livres. E eles se questionam, mas a gente não é escravo. É, você acha que você não é escravo.
um pecado, você é escravo. E é o que Jesus vai abrir os olhos deles. Respondeu Jesus, em verdade, em verdade, vos digo, todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo. Vocês obedecem a lei de Moisés, né? Vocês conhecem a lei de Moisés, mas vocês estão presos a tantos pecados, que inclusive a lei de Moisés impede que vocês pratiquem, como adultério, como roubos. Ora, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim fica para sempre. Se, portanto, o filho vos libertar, sereis
verdadeiramente livres. Está vendo? A verdadeira liberdade somente em Jesus Cristo. Gálatas capítulo 5, versículo 1. É para a liberdade que Cristo os libertou. Se você se entrega ao pecado, você não é livre. O pecado vai te afligir, o pecado vai te atormentar. Da mesma maneira que atormenta e aflige ao que nu se deita sobre espinhos e pontas,
Uma pessoa nua se deitando sobre os espinhos estará aflita? Assim atormenta a alma e aflige quando sobre seus apetites se apoia. Então João da Cruz faz uma imagem. Pensa uma pessoa nua, sem roupa, deitando sobre os espinhos. Ficaria aflita? Para São João da Cruz, quando você se apoia nos seus apetites, quando você se deita nos seus apetites, você também ficará aflito. Como se você estivesse deitando nos espinhos.
espinhos ferem, machucam, agarram e deixam dor. Deles também diz Davi, Salmo 117, Salmo 117, versículo 12, Salmo 117, 12, ainda que me envolvessem como enxame de abelhas, como um braseiro de espinhos, eu as esmagaria em nome do Senhor, como um braseiro de espinhos. Os apetites são braseiros de espinhos. Por isso que Francisco de Assis, quando ele
se converter ao Senhor. E ele tinha feito agora o voto de castidade, porque era um homem muito rico, era um homem que viveu nos prazeres do mundo. Mas agora, quando ele se converte, ele não quer mais viver nos prazeres do mundo. Ele faz o voto de castidade. Mas determinado momento da sua vida, mesmo fazendo voto de castidade, ele sente desejo sexual. O que Francisco faz? Ele se joga nos espinhos. E até hoje, tem os espinhos que São Francisco se jogou lá em Assis, na Itália.
O que acontece? Francisco de Assis aprendeu que os apetites, os prazeres carnais, na verdade estes são os verdadeiros espinhos que afligem e atormentam a minha alma. Para não passar pelos espinhos do pecado, eu prefiro me jogar nos espinhos físicos para deixar de sentir este apetite. Eu estou contando o fato histórico da vida de Francisco, mas para você entender, não estou falando para você se jogar nos espinhos.
Mas estou dizendo que, para Francisco de Assis, vale a pena mortificar os apetites da carne para não sofrer a tormenta dos espinhos da alma. Pois nos apetites que são os espinhos, então para São João da Cruz, apetite é espinho, cresce o fogo da angústia e do tormento. Então, quando você se entrega ao pecado, quando você se entrega ao apetite, vai crescer o tormento da tua alma. Mateus capítulo 13,
Mateus capítulo 13, versículo 22. Mateus capítulo 13, versículo 22. O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo. Olha que importante essa palavra. O coração cheio de espinho. E por que o teu coração tem espinho? Porque em você há os cuidados do mundo e a sedução das riquezas e sufocam e a tornam infrutuosa.
É uma pessoa que está apoiada nos apetites do mundo. Ela até ouve a palavra de Deus, veja, ela ouve a palavra de Deus, mas nela os cuidados do mundo. Então é uma pessoa que está presa aos cuidados do mundo. É uma pessoa que não se afeiçoou as coisas lá do alto, mas se afeiçoou as coisas da terra. Ela está presa às seduções da riqueza, apegada a dinheiro, apegada a bens materiais, não está preocupada com os bens espirituais, não.
não são mais importantes que os materiais. Primeiro, eu tenho que correr atrás do material. O material é mais importante. O material é mais importante. E ela esquece que o mais importante é os bens da alma. São os bens espirituais. E, portanto, sufocam a palavra. Essa pessoa não produz fruto. E é isso que João da Cruz está dizendo para nós. Você não está produzindo fruto. Por quê? Porque você está preso aos apetites. E assim como o lavrador aflige e atormenta o boi debaixo do arado
Você deu para entender aqui? Abra sua Bíblia em Tiago, Tiago capítulo 1, versículo de 14 a 15.
Tiago 1, 14 a 15. Preste atenção nessa palavra. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. Então, dentro de mim e dentro de você existe uma malícia. Dentro de mim e de você existe uma concupiscência. Então, quando eu e você fomos batizados, o pecado original saiu. Fomos perdoados do pecado original, mas ficou a concupiscência. Aliás, eu quero até pedir ajuda aqui.
até achar no Catecismo da Igreja Católica isso pra você entender. Parágrafo 1264. 1264. Você que tem um catecismo, pode abrir. Aliás, todo católico tem que ter esse livro, tá? Todo. Esse aqui é um livro que todo católico tem que ter. Aqui nesse livro está toda a sua fé resumida. Toda a fé católica resumida neste único livro. Toda a fé católica. Aqui você responde muitas perguntas, muitas dúvidas.
Por exemplo, é o que eu estou buscando agora. O que a igreja católica fala sobre esse assunto? 1.264. Então quem não tem, já trate de comprar hoje mesmo. 1.264. No batizado, aliás, vamos começar do 1.263. Pelo batismo, você foi batizado um dia, pelo batismo, todos os pecados são perdoados. Criança não tem pecado, né? Pessoal. Então uma criança de sete anos para baixo,
o uso da razão, ela ainda não cometeu pecados pessoais. Mas ela herdou o pecado de Adão e Eva, o pecado original. Agora, uma pessoa batizada adulta, todos os pecados são perdoados. Todos. O pecado original. Então, o adulto é perdoado o pecado pessoal e o pecado original. Na criança, como ela não tem pecado pessoal, mas apaga dela o pecado original. Então, essa é a doutrina católica. Pelo batismo, todos os pecados são perdoados.
as crianças. Porque se uma criança nasce no pecado original e o batismo apaga o pecado original, então a igreja católica entende por que demorar tanto para oferecer a graça para uma criança que pode ser perdoada, purificada, limpa desse pecado original. Então, para a igreja católica, pelo batismo, todos os pecados são perdoados. O pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Isso aqui já é outro assunto. Com efeito naqueles que foram
não resta nada que os impeça de entrar no reino de Deus, nem o pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as sequelas do pecado, das quais a mais grave é a separação de Deus. Agora, o parágrafo que me importa, que eu fui atrás dele. No batismo, então, o pecado original foi apagado? No batizado, porém, certas consequências temporais do pecado permanecem, tais como os sofrimentos, a doença, a morte,
As fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de caráter, etc. Assim como a propensão ao pecado, que a tradição chama de concupiscência. Ou, metaforicamente, o incentivo do pecado. Então, entendeu? No batismo, você foi perdoado do pecado original. Se você foi batizado adulto, até mesmo dos pecados pessoais. Até mesmo das penas do pecado. Mas tem uma coisa que ficou.
Não tirou. Não tirou sofrimento, não tirou a doença, não tirou a morte, não tirou as fragilidades inerantes à vida, não tirou as fraquezas de caráter e não tirou a concupiscência. O que é a concupiscência? A concupiscência é incentivo do pecado. Ou seja, algo dentro de nós nos incentiva para pecar. Por isso que é difícil ser santo. Por isso que para ser santo eu preciso me esforçar, porque dentro de mim tem incentivo para fazer coisas.
Incentivo para mentir, incentivo para fofocar, para julgar, para guardar mágoa. Dentro de mim há esse incentivo. Deixada para os nossos combates, a concupiscência não é capaz de prejudicar aqueles que não consentindo nela. Mas veja, ela não é o pecado ainda. Ela só é o incentivo, mas ela não é o pecado ainda. Então, a concupiscência não é capaz de prejudicar aqueles que não consentindo nela resistem com coragem pela graça de Cristo.
Aleta na luta esportiva, só recebe a coroa se lutar segundo as regras. O pecado atormenta você. O pecado aflige você. É por isso que Tiago agora está dizendo para nós. Tiago capítulo 1, versículo de 14 a 15. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. Então, incentivo para o pecado. Lembra o catecismo? Olha aqui a palavra dizendo. Ele alicia você. Essa concupiscência alicia você.
coisa que não deve. Então, é uma luta constante contra você mesmo. Gente, aqui nós não estamos falando de demônio. Não é o demônio aqui. Concupiscência não é demônio. Concupiscência é você. É a sua carne ferida pelo pecado original. E, então, o batismo não apagou de você a concupiscência. O que é a concupiscência? Incentivo para o mal. É por isso que Paulo... Segura aí, Tiago. Vamos para Romanos. Vamos para Romanos, capítulo 7. Romanos.
Capítulo 7. É por isso que Paulo vai dizer, Romanos capítulo 7, 14 em diante. Sabemos de fato que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido ao pecado. Não entendo absolutamente o que faço, pois não faço o que eu quero, mas o que eu aborreço. Então seja, eu não queria fazer isso, mas acabo fazendo. Porque há algo dentro de mim que me leva para o pecado. E uma vez levado para o pecado, esse pecado na verdade não é liberdade, esse pecado é espinho.
Agora vamos ler o versículo 15, que a gente não leu ainda. A concupiscência. Depois de conceber, dá à luz o pecado. Então, preste atenção. A concupiscência ainda não é o pecado. Eu estou com vontade de me vingar dessa pessoa. Por hora, é só um incentivo. É só vontade. Mas aí você vai olhar para a palavra de Deus e vai falar, não, a palavra de Deus disse, amai os vossos inimigos, pronto. Não vou me vingar. A vontade eu tinha, mas não farei. Pronto.
Eu estou com vontade de falar um monte de coisa para essa pessoa. Mas a palavra de Deus diz que nenhuma palavra má saia de vossa boca. Portanto, eu não vou falar. Pronto, você não pecou. Veio pensamentos errados. Veio pensamentos de todas as esferas. E você diz, não, eu não vou alimentar isto. Veio, mas não vou alimentar. Pronto, você não pecou. O pecado é quando você decide aquilo. É quando você alimenta aquilo. É quando você quer aquilo. Veja, é como se a sua concupiscência fosse a proposta.
É como se fosse a proposta da serpente, lembra? Se você comer deste fruto. Então a carne agora está contaminada por esse desejo pelo fruto proibido. Então você pode prestar atenção que o pecado é sempre um fruto proibido. O adutério é um fruto proibido. A pornografia é um fruto proibido. A bebedeira é algo proibido. É sempre o excesso. É sempre o que você não deveria fazer. É sempre o que Deus não quer para você.
Então, a sugestão da concupiscência, o incentivo da concupiscência, vai lá fazer, vai lá faz isso, faz aquilo. Então, a concupiscência, depois de conceber, dá à luz ao pecado. Quando você diz, eu quero o que minha concupiscência está me propondo, aí você dá à luz ao pecado. E o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Romanos, capítulo 6, versículo 23. Porque é o salário do pecado, a morte.
Amada irmã, eu disse pra você que eu não queria separar essa pregação em dois, mas eu vou separá-la. Porque eu já peguei bastante tempo aqui, só no primeiro parágrafo aqui desse capítulo. Eu prefiro então parar aqui e na próxima pregação a gente vai continuar. Falando dessa realidade que os apetites atormentam e afligem a alma. Tá dando pra entender? Mas veja, veja, preste atenção, preste atenção nessa palavra.
ele. Veja que a palavra de Deus está sendo clara. A concupiscência, depois de conceber, depois que você aceitou a proposta da concupiscência, porque a proposta ainda não é o pecado. A tua concupiscência te propor algo ainda não é o pecado. É essa carne. Por isso que Paulo vai dizer, infeliz que sou eu, quem me livrará desse corpo de morte? Então até agora, até agora está tudo tranquilo. A sua concupiscência só vai parar de pedir coisa errada quando ela entrar no caixão. Quando você morrer,
Aí a sua concupiscência para. Enquanto nós não estivermos no caixão, ela vai pedir coisa errada para nós. Porque isso é a concupiscência. O batismo não tirou de nós a concupiscência. Então a minha carne vai pedir coisa errada. É por isso que Jesus falou o que para mim? Mateus 16, 24. Quem me quiser seguir, negue-se a si mesmo. Negue-se a si mesmo. Jesus está falando, a sua concupiscência vai ter vontades contrárias a mim.
Então você vai precisar se negar. Então a concupiscência é o incentivo para o mal. A concupiscência é o incentivo para o pecado. E eu não preciso obedecer o incentivo dela. Eu posso mortificar o incentivo dela. Não farei. Não falarei. Não alimentarei isto. Tenho vontade de dar um tapa na cara dessa pessoa porque ela me desrespeitou. Se alguém te bater numa face oferece a outra. Isso por causa desta palavra. Eu não vou bater na outra. Eu vou oferecer a outra face.
Concupiciência, depois de conceber, dá à luz o pecado. E o pecado, uma vez consumado. Veja, a concupiciência, ela não te coloca no tormento e na aflição. É claro que ela não deixa de ser uma aprovação para nós. Essa concupiciência que está em nós, que sempre nos provoca, que sempre nos provoca, que sempre nos provoca, mas veja, ainda não é o pecado. O pecado, uma vez consumado. Eu decido por isso, eu quero o pecado. Por isso que Jesus falou,
entrega o pecado, que é o problema. Eu me entreguei ao prazer, eu me entreguei ao apetite. Pronto. Uma vez consumado, gera a morte. Então, uma vez que eu aceitei o pecado, esse pecado vai gerar em mim tormento, aflição. Nós vamos continuar esse assunto na próxima pregação. Tenho certeza que Deus já falou muito com você, trazendo realidades da sua vida, que aí você percebe. É verdade. Toda vez que eu me entreguei a este pecado, ele não me trouxe alegria. Na verdade, ele me trouxe
e tormento. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.