A Parábola do semeador | Parte 2 | Luz para os meus passos | Novo Testamento | #98
Qual parte mais te marcou?
Frei Gilson
Dom José Francisco Falcão
- Ambição e amor ao dinheiroDinheiro como ferramenta · Ambição · Abraão · O Rico e Lázaro · Zaqueu · Jovem Rico
- Piedade e ContentamentoOportunistas na fé · Judas Iscariotes · Bolsa comum dos apóstolos · Evangelização sem levar dinheiro · Sustento do operário · Dízimo
- A Parábola do SemeadorProdução de frutos (100, 60, 30 por 1) · Capacidade individual e coletiva · Madre Teresa de Calcutá · São Vicente de Paulo
Seja muito bem-vindo a mais um programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Com alegria que eu acolho você que nos acompanha pela TV Canção Nova, você que nos acompanha pelo canal do YouTube, Frejilson Barração do Monte, canal do YouTube de Dom José Francisco Falcão. Aqui este programa onde você permite com que a Palavra de Deus ilumine a sua vida.
Este aqui é o programa Luz para os Meus Passos Novo Testamento. Há pouco tempo terminamos uma grande e bonita introdução aos Evangelhos, à Sagrada Escritura, aos Evangelhos, às parábolas. E agora nós já adentramos na primeira parábola que estamos estudando, que é a parábola do semeador.
Vamos estudar as 41 parábolas de Jesus Cristo, uma a uma, versículo por versículo. Então vai ser muito especial, já está sendo, porque já começamos a primeira parábola, que é a parábola do semeador. Já aconselho você a abrir sua Bíblia em Mateus capítulo 13, é a parábola que nós estamos estudando. Nessa parábola, nós já começamos ela.
Nós já vimos o que significa o que é o semeador, o que é a semente. Já vimos o terreno, o que significa a semente caindo à beira do caminho. Já vimos o que significa a semente caindo em terreno pedregoso. Já vimos o que significa...
Aliás, paramos no pedregoso. Hoje vamos ver o que significa uma semente que cai entre os espinhos. Tá certo? Então sequência aqui do nosso estudo. Antes de tudo, também quero acolher Dom José Falcão, que já está no meio de nós. Sua bênção.
Deus abençoe, Frey Gilson. Uma alegria estar aqui. Que bom receber o Senhor. O nosso estudo está maravilhoso. Eu creio que ficou muito claro o que é uma semente caindo à beira do caminho, que é uma semente caindo no terreno pedregoso. E hoje ficou de a gente ver o que significa uma semente caindo entre os espinhos.
A explicação da parábola sempre é dada por nosso Senhor. São quatro situações diferentes. Já vimos duas. Agora vamos adentrar na terceira e depois a última, que é a mais jubilosa. Mateus capítulo 13, versículo 7. Vamos ler o que Jesus diz dessa terceira situação. E depois vamos pedir a ele que nos explique no versículo um pouquinho mais na frente.
Primeiro, a terceira situação. Outras sementes caíram entre os espinhos. Os espinhos cresceram e as sufocaram. Pronto. A explicação é dada por Jesus. Mais na frente, no versículo 22. O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo.
e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. Bem, aqui nós temos realidades que dificultam, que impedem o crescimento.
da palavra e a sua frutificação. Mas esses empecilhos, eles se encontram na própria pessoa. Ela é a causadora. Aqui nós temos uma coisa curiosa. Esses cuidados do mundo são coisas muitas vezes extremamente irresponsáveis. São fruto de uma solicitude.
de uma honestidade, de uma decência, do amor ao trabalho, da preocupação em garantir o pão de cada dia, o sustento para a família, enfim, determinadas realidades que em si são boas. Mas...
É impossível nessa terceira situação não lembrarmos do que Jesus diz, a amiga dele, na casa dela, na casa de Betânia, os três irmãos, Marta, Maria e Lázaro. Qual é o problema? Ela...
Tem uma irmã, provavelmente a caçula, e esta está sentada aos pés do Senhor que está ensinando. A cena muito simples, Jesus está provavelmente num espaço grande da casa e está pregando. Ela está sentada aos pés dele. Daqui a pouco vem a solicita, a preocupada Marta e faz um pedido a Jesus.
Tu não te preocupas que minha irmã fique sentada aí a te escutar e eu aqui, ordena que ela venha me ajudar. E a frase de nosso Senhor Jesus Cristo, que não é uma crítica, enquanto tal, a solicitude dela, mas é uma advertência que precisa ser inserida aqui na explicação de Jesus. Tu te preocupas, tu te inquietas com muitas coisas, uma só é necessária.
Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada. A melhor parte, o único necessário. Isto precisa ocupar um lugar de destaque na nossa jornada, na nossa correria. Sem o que? Tu te preocupas, tu te inquietas. Isso pode redundar exatamente nisso. A sufocação.
a palavra foi sufocada ou está sendo sufocada pela falta de tempo, pela falta de dedicação que ela exige para que seja meditada, para que seja compreendida. E aí poderíamos incluir neste sufocar a palavra.
Falta de tempo para rezar, falta de tempo para meditar, falta de tempo para estar apenas diante de Deus. Na verdade, falta de tempo...
Isso não justifica muito, porque na minha terra se diz que tempo é questão de preferência. Ah, não estou tendo tempo para rezar. Talvez essa afirmação signifique tempo você tem, mas você está ocupando esse tempo que é dedicado à oração para outras coisas. Então, com o passar do tempo, sob o pretexto legítimo de trabalhar, de garantir o pão de cada dia, disso, daquilo, outro, daquilo, outro, cuidados do mundo.
A palavra aos poucos vai sendo sufocada. E depois tem outro motivo, a sedução das riquezas. Tem um texto da primeira carta de São Paulo a Timóteo, que a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro.
Acossados pela cobiça, muitos enredaram em muitas complicações e acabaram perdendo a fé. Mas esse texto a gente vai ver daqui a pouco, porque desgraça pouco é bobagem. Vamos tratar logo dessa desgraça aqui. Depois a gente vai falar de mais desgraça mais na frente. Claro, Fred Gilson? Sim. Sim.
Dito isso, bom, Jesus já foi bem claro, né? Apesar de as expressões cuidados do mundo ser bem amplas, envolve cuidados consigo, com sua saúde, cuidados com o seu estudo, cuidados com sua família, com seus filhos, com seus pais, cuidados com várias coisas. Entra naquela outra palavra de Jesus, que eu não me recordo onde.
onde ele diz assim, acontecerá como nos tempos de Noé, que davam-se em casamento, comiam e bebiam. Ou seja, ali quando ele descreve, não parece que tem pecado nenhum, mas parece que está dizendo, olha, é um povo que só pensou nisso, nas coisas do mundo, né? Eu vou chutar.
É sem corte, viu? Mateus capítulo 23. Se eu estiver errado, aí o Frejilson já vai dizer... Difícil ele errar, viu, gente? Mateus 23, não. É 24? A grande tribulação. 24. Errei por um... Deixa eu ver.
Aqui, 24, ali por volta do 38, 37. Está bem. Então, diga, diga mesmo. Versículos de 37 a 39.
Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se, davam-se em casamento até o dia em que Noé entrou na arca. E os homens de nada sabiam até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem. Bem pontuado. Veja, comer, beber e se casar e dar-se em casamento em si não é algo mau. O problema está no excesso, o problema está...
Os padres da igreja vão interpretar isso daqui, dizendo que isso enquanto tal não é mal, não há nada de pecaminoso nisso. O problema é quando há dedicação a essas realidades, ao lazer, às responsabilidades, às obrigações, etc.
acabam tomando o tempo que deve ser exclusivo para Deus, de estar diante de Deus, para alimentar-se da palavra, para refletir a palavra, para orar, para louvar, para bendizer a Deus. Se essas coisas acabam tomando todo o tempo da pessoa, ela vai, inclusive, quando indagada, se for indagada, tem rezado, tem ido à missa, não.
A minha vida é uma oração. Eu rezo 24 horas por dia, trabalhando, isso para ir, aquilo outro. Um burro de carga, né? Um trabalhador de mão cheia, etc. Mas é problemático quando no seu itinerário, na sua jornada, no seu dia a dia, nas suas responsabilidades, desde quando você acorda até quando você dorme.
O tempo reservado exclusivo para Deus não existe mais. A palavra, com tudo isso, vai sendo sufocada por coisas boas. O problema não está na bondade das coisas, mas está em você não se organizar, não priorizar.
Se quisermos evocar Mateus capítulo 6, versículo 32, buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e tudo mais será dado. Aquela palavra entra aqui, dar a Deus o que é de Deus e dar a César o que é de César?
No sentido de... Eu incluiria também, Mateus 22, 21. Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Sim. As coisas mundanas. Sim. Apesar de o contexto dessa frase é o imposto, né? É o imposto. É o imposto. Mas ela se aplica, sim, perfeitamente. Eu inseriria também. Você não está dando a Deus o que é de Deus. Certo. No dia do repouso, à missa, você não vai. Na hora da refeição, você não ora para agradecer a Deus.
No silêncio do seu quarto, você não eleva seu coração a ele? Você se alimenta do pão material, mas a escritura não é o seu alimento? A Eucaristia e assim por diante. Sim, colocaria assim você. Perfeito, perfeito. Muito bom. Vamos então ao pseudo-crisóstomo.
comentando, não é explicando Matheus 13, 7, porque a explicação já foi dada por Jesus, mas comentando esta explicação de Jesus, o que concretamente significa cuidados do mundo e sedução das riquezas. A preocupação pelas riquezas não te permite ir à igreja para escutar as escrituras e as tradições dos doutores para que alimentem a palavra que recebeste.
Mesmo que vás com o corpo, não fazes com a mente. Ainda que escute com os ouvidos, não fazes com o coração. Toda a tua atenção está nessas coisas que te preocupam. O desejo de riquezas não te permite fazer boas obras? Como pretendes que te produzam benefícios os bens que te movem a tomar o bem alheio? Ocorre o mesmo se a palavra de Deus se coloca em perigo.
Pelo desejo de riquezas, temes perder o que tens, ou desejas conseguir o que não tens, e desejarás de professar a preclara verdade da tua fé. Percebes como a preocupação e o desejo de riqueza sufocam a palavra e a impedem de frutificar? Aqui ele apresenta várias situações, inclusive dentro da igreja.
você não vai à igreja, ou quando vai, você não presta atenção, ou quando você sai dela depois de prestar atenção, e assim por diante. Sim, algumas, quando eu vi, eu disse, não, eu tenho que colocar esse para ilustrar como a preocupação das riquezas e a sedução, a sedução das riquezas e os cuidados do mundo.
são um perigo que pode, sem dúvida alguma, sufocar a palavra de Deus. Como eu disse que desgraça porque é bobagem, vamos agora a algo assustador. Na primeira Timóteo, capítulo 6, versículos de 6 a 10, porque aqui São Paulo fala de algo estarrecedor, os danos que a relação desvirtuada...
desequilibrada com o dinheiro, pode levar uma pessoa e dificilmente ela vai sozinha para a ruína. Quase sempre, ou então muitas vezes, ela traz desgraça.
ruína, perturbação, sofrimento para outras pessoas, sobretudo se ela tem família, se ela tem esposa, se ela tem esposo, se ela tem filhos, se ela tem netos, se ela tem pessoas que dependem dela ou que amam essa pessoa arruinada.
Ruína da perdição é uma palavra muito dura. Ruína da perdição, abismo da ruína e da perdição. Vamos então, Frey Gilson, a um texto assustador que ilustra essa terceira parte da parábola. Primeiro Timóteo 6. Capítulo 6, de 6 a 10. Sem dúvida.
Grande fonte de lucro é a piedade, porém quando acompanhada de espírito de desprendimento. Porque nada trouxemos ao mundo como tampouco nada poderemos levar. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso. Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio e em muitos desejos insensatos e nocivos que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição.
porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições. É assustador isso. Os problemas principais que eu reputo nessa realidade, primeiro está no versículo 9, ambição. Depois, no versículo 10, amor ao dinheiro.
Em outra ocasião, no discurso da montanha, Mateus capítulos 5, 6 e 7, Jesus diz, ninguém pode servir a dois senhores, porque amará um e odiará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Ele deixa bem claro, né? Sim. Amor ao dinheiro, ambição.
E ele coloca um limite que, no versículo 7, nos faz lembrar da sabedoria de nosso Senhor no Pai Nosso. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso. Veja, o desejo de ter mais do que aquilo que você possui.
Enquanto tal, isso não é pecaminoso. Mas onde está a pecaminosidade deste intuito, desse projeto? Nessa palavra que está no versículo 9, ambição.
a ambição, ela torna esse desejo desenfreado. Torna esse pensamento mórbido, uma obsessão. E nessa obsessão você vive em função disso. E passa a tratar esse bem que você tem, mas quer mais. Ou esse bem que você não tem, como a razão da sua existência. E daí, para você conquistar isso sem os limites.
Tudo isto será teu, se prostrado me adorares. Ou seja, eu dou para você, mas se desvincule desse seu vínculo com ele, essa sua obediência a ele, essa sua sujeição a ele, essa história de obedecer aos mandamentos, ruína e perdição.
Ô, D. José, me parece que nesse terreno pedregoso... Não, já estamos na terceira. Os espinhos, desculpa. Nos espinhos, os cuidados do mundo e a sedução das riquezas, me parece que as duas coisas são neutras. As realidades do mundo em si não são pecaminosas. O problema é como eu coloco o que eu coloco como prioridade.
Eu olharia os cuidados como algo neutro, certo? Só que na segunda realidade, sedução das riquezas, já temos aí uma realidade que não é tão neutra. O que eu ia falar que era neutro era o dinheiro. O dinheiro em si é neutro. Ah, sim.
O dinheiro em si é neutro, não é o problema eu ter dinheiro. Sim, a precisão de Jesus em Mateus capítulo 5 foi não poder servir a Deus. A Deus você deve servir. E agora o problema é servir ao dinheiro. É o dinheiro que tem que servir você. Exato, exato. Quando você subverte a coisa, aí ela é complicada. Ou seja, as duas coisas são neutras, a forma como você usa. Sim. Mas aqui fala sedução. Sedução, aqui não é tão neutro não. É.
Ele já te seduziu. Sim, exatamente. Vamos dar uma olhada em alguém que foi rico, muito, muito, muito rico e não se seduziu. Agora a memória. Gênesis capítulo 13, versículo 2. Gênesis 13. Gênesis capítulo 13, versículo 2. Abraão era muito rico em rebanhos, prata e ouro. Basta.
Abraão alguma vez foi seduzido pelas riquezas dele? Não. Não. Então o problema não está nas riquezas. Exato. Próximo argumento. Na parábola de Lázaro e do rico, Abraão era rico? Sim, sim. Leia de novo, leia de novo. Abraão era muito rico? Abraão era muito rico em rebanhos pratos e ouro. Ok. O rico da parábola de Lázaro e do rico era muito rico? Sim. Abraão foi para o seio de Abraão? Sim. O rico foi para os tormentos do inferno?
O rico foi para os tormentos do inferno porque era rico? Não. Não, porque se fosse, Abraão também estava. Exato. Então o problema não estava no que ele possuiu, nem no que Abraão possuiu. Responda. Abraão foi para o céu porque era rico? Não, porque se fosse, o rico também iria. Ok? Então o problema não... O que levou Abraão para o céu nem foi o que ele possuiu, nem foi o que ele não possuiu. Exato. E outra coisa.
O que levou Lázaro para o céu foi o que ele não possuiu? Não. Ótimo. O que levou Lázaro para o céu foi a paciência dele. A paciência da fé. O amor é paciente. Diz o hino da caridade. Portanto, nessa parábola, a sabedoria de Nosso Senhor é impecável. Ele colocou uma parábola em que o diálogo...
Entre quem está no seio de Abraão e quem está nos tormentos do inferno, entre dois ricos. Exato. Abraão, muito rico. O fulano, nas profundezas do inferno, muito rico também. Verdade. Um soube usar, o outro não. Essa é a questão. Tocou no cerne. É como você usa. Senhor, vou distribuir metade dos meus bens aos pobres e se defraudir alguém...
restituirei quatro vezes mais. Não foi assim que... Não, Zaqueu. Zaqueu. No capítulo 19 de São Lucas. Jesus disse, hoje a salvação entrou nesta casa, correto? Sim. Jesus exigiu dele que ele ficasse pobre de maré desse? Não. Ele ficou meio pobre. Vou distribuir metade dos meus bens. E hoje a salvação entrou nesta casa.
As mulheres ricas que seguiam nosso Senhor. Lembra delas? Lembro. Suzana, mulher de Cusa, procurador de Herodes, Maria Madalena e muitas outras mulheres que serviam Jesus com suas posses.
Salmo 61 ou 62, versículo 11, Frey Gilson. Aqui é uma prova de que a riqueza enquanto tal nem leva você para o céu, nem leva para o inferno. O problema não está na riqueza, mas numa relação.
equivocada que você pode estabelecer com ela. Salmo 61, versículo 11. Crescendo vossas riquezas, não prendais nelas os vossos corações. Pronto, então veja que a Bíblia admite que você cresça a sua riqueza, que você tendo uma loja, você abre uma segunda.
que você tenha um negócio, que você o expanda. A Bíblia não é contra de forma alguma o empreendedorismo, não é? Crescendo vossas posses, vossas riquezas, não prendais a elas os vossos corações. Zaqueu compreendeu bem isso. E Jesus compreendeu que aquilo que ele prometeu era suficiente para que a salvação entrasse nessa casa. O jovem rico não compreendeu.
O problema do jovem rico é esse verbo do versículo 11. Veja, qual é o último verbo? Prender. Prendais. Prendais. Ele estava preso. É uma prisão, né? Escravidão, né? Sim. Ou seja, o que ele possuía era senhor dele. Ele estava sendo escravo do que ele possuía. É por isso que Jesus vai depois dizer, é muito difícil um rico entrar no reino dos céus. Sim, exatamente. Porque tem mais condições para se prender. Exatamente.
E o problema está aqui. Se você não estiver atento, você vai se prender àquilo que você já tem e àquilo que está entrando na sua conta bancária, no seu patrimônio, no cartório do registro de imóveis.
no seu investimento, enfim, na sua fortuna e assim por diante. Mas eu queria também lhe perguntar, já deixar essa deixa para o próximo, que 1 Timóteo capítulo 6, começa dizendo, 1 Timóteo 6,6, né? Sem dúvida, grande fonte de lucro é a piedade, porém, quando acompanhada de espírito de desprendimento.
Eu queria perguntar para o senhor se esse contexto que Paulo aqui está dizendo, ou Timóteo, tem a ver com a questão de gente que queria lucrar com a fé, com a piedade, se tem esse contexto. Então, gostaria que o senhor deixasse essa deixa para o próximo bloco. Eu já antecipo uma regra básica da escritura, o texto no contexto.
Os versículos anteriores ajudam a gente a compreender. E eu já antecipo, Frejisto, sim. Tem a ver. Tem a ver. Não é somente isso, mas tem a ver também. Porque o título, a partir do versículo 3, Piedade Desinteressada. O primeiro bloco, então, está se encerrando, mas, olha, é só o primeiro bloco. Então, um breve intervalo e a gente já retorna. Não saia daí.
Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Estamos meditando a parábola do semeador. Estamos naquela parte que Jesus fala da semente que caiu entre os espinhos. Estamos vendo que a palavra de Deus, quando cai num coração, que fica preocupado com as coisas deste mundo.
não dando prioridade para Deus, mas cuidando das coisas deste mundo, sufoca a palavra. E também estamos vendo que um coração que é seduzido pelas riquezas, ou seja, tem um coração preso às riquezas, ele também fica sufocado, a palavra fica sufocada dentro dele.
E eu terminei o bloco anterior perguntando a D. José se esse texto de 1 Timóteo, capítulo 6, versículo 6, tem a ver com pessoas que se aproveitavam da fé para ganhar dinheiro. O senhor já começou respondendo, mas então tinha esse problema na comunidade primitiva, na comunidade primitiva, pessoas que usavam da fé, da piedade para lucrar?
Sim, o texto inserido no contexto de todo o capítulo 6 não deixa dúvida. São Paulo aqui prega uma piedade desinteressada. Vale a pena a gente ler os versículos anteriores para a gente compreender e neles a gente já encontra a resposta à sua pergunta. Por favor, 1 Timóteo 6, de 1 até o versículo 5.
De 1 até o 5? Sim. Todos os que vivem sob o jugo da servidão, considerem seus senhores dignos de toda honra, para que não sejam caluniados o nome de Deus e de sua doutrina.
E os que têm patrões que abraçaram a fé, nem por isso menosprezem sob o pretexto de serem irmãos. Ao contrário, deverão servi-los ainda melhor pelo fato de que eles são fiéis, amados de Deus e participantes de seus benefícios. Tal deve ser o tema de teus ensinamentos e de tuas exortações. Aqui parece que os problemas que São Paulo apresenta a Timóteo, que Timóteo estava...
experimentando na sua comunidade, Timóteo Bispo, os problemas dentre eles, nós vamos ter esse também. Continue. Quem ensina de outra forma e discorda das salutares palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como da doutrina conforme a piedade, é um obcecado pelo orgulho.
Um ignorante, doentio por questões ociosas e contendas de palavras. Daí se originam a inveja, discórdia, os insultos, as suspeitas injustas, os vãos conflitos entre homens de coração corrompido e privados da verdade, que só vem na piedade uma fonte de lucro. A que me permita emitir uma opinião, na comunidade que é pastoreada por São Timóteo, a quem São Paulo escreve essa carta,
Está havendo sim realmente esse problema. Oportunistas, interesseiros, aqueles que se aproveitam da sua posição para fazer da piedade uma fonte de lucro. A resposta é sim, Frei Gilson. Sim, já havia esse problema naquele tempo. Judas aqui se insere como nesse amor ao dinheiro? Ele...
Ele foi seduzido pela riqueza, se aproveitou também do seu cargo para isso. As duas coisas. Vamos então a João capítulo 12, a unção de Betânia, para a gente descobrir o que era que ele praticava. Jesus lhe dera uma responsabilidade e ele abusou desta responsabilidade e acabou se tornando um ladrão.
João capítulo 12, capítulo 12, versículo 6. Mas para a gente entender o versículo 6, vamos à narrativa. Para a gente entender, quer dizer, não dá para entender, sinceramente. Eu não consigo compreender como é que uma pessoa que foi chamada por nosso Senhor e recebeu essa responsabilidade de ser uma espécie de coletor das doações, a bolsa comum.
É a expressão que vai aparecer aqui. Acabou se tornando uma pessoa tão materialista, um ladrão. Aliás, os três mais terríveis e todos verdadeiros. Adjetivos atribuídos a Judas. Ladrão, traidor e suicida. Aqui a gente vai ver...
O primeiro adjetivo, ladrão. João 12, de 1 a 6. Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus a Betânia onde vivia Lázaro que ele ressuscitara.
Deram ali uma ceia em sua honra, Marta servia e Lázaro era um dos convivas. Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou com seus cabelos. Aqui é a mesma Maria de Marta e Maria lá? Sim. Marta.
servia e Lázaro era um dos convívios. É na casa dos três irmãos. Sim. A casa encheu-se do perfume do bálsamo.
Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair, disse, por que não se vendeu este bálsamo por 300 denários e não se deu aos pobres? Agora vem a triste constatação do que ele fazia ao longo dos três anos da vida pública de Jesus. Dizia isto não porque ele se interessasse pelos pobres, mas porque era ladrão e tendo a bolsa, furtava o que nela lançavam.
Aqui é João escrevendo depois, muitos anos depois, né? Porque nesse momento ele ainda não sabia que era ladrão, né? Ele foi descobrir só na ceia, depois da ceia. Disse bem, o quarto evangelho foi escrito segundo a quase totalidade dos exegetas.
Foi o último evangelho a ser escrito e, com certeza, alguns anos antes da morte de São João, o autor, que morreu no ano entre 95 e 98, mais ou menos. Então, a resposta é assim, tem tudo a ver, Frei Gilson, com essa triste figura, essa figura sombria, um usurento, ladrão.
traidor e inescrupuloso e depois, no auge do desespero, cometeu suicídio.
Dois fatos que eu queria trazer ainda, Dom José, ainda sobre a fé em vista do dinheiro. É por isso que Jesus orienta os apóstolos, quando vocês forem evangelizar, não levem dinheiro, não levem nada. E depois também a gente vê... Licença, guarde aí. E ele acrescentava, o operário merece o seu sustento. Sim, sim. Ele não disse que vocês vão passar fome, nem que vocês não tenham direito. Não, o operário merece o seu sustento.
E depois vamos ver Gálatas capítulo 6, versículo 6, um dos fundamentos para todos os fiéis sustentarem aqueles que catequizam. Aqueles que são catequizados ajudem em tudo aqueles que os catequizam. Mas daqui a pouco, Gálatas 6, 6. Mas como equilibrar isso que o senhor está trazendo? Ao mesmo tempo é digno do seu sustento e ao mesmo tempo Jesus orientando, não levem dinheiro, não tal. Como equilibrar esse juro? Confiem na providência. Certo.
Isto é, não levem consigo aquilo que para vocês é a garantia do sustento de vocês. A garantia do sustento de vocês sou eu. Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça. Tudo mais, essas porcarias, vão ser dadas em agressão. Certo.
Mais avante, a segunda coisa. A segunda coisa eu ia trazer Paulo, que Paulo me parece que ele dizia, eu trabalho para não ser pesado para ninguém. Ou seja, ele não usava do poder que ele tinha para conseguir o dinheiro que provavelmente ele conseguiria. Veja, ele abriu mão de um direito. Sim. Só que esse direito não foi abdicado por Jesus, para nós. Vamos a Mateus capítulo 10.
Portanto, a côngrua de um sacerdote na paróquia, a remuneração em diocese que...
estabelece, diocese bem pobre, um salário mínimo, dois salários mínimos para os sacerdotes, outros dioceses um pouquinho mais, etc. Isso é de justiça. Mateus capítulo 10. Descubra aí, por favor, o operário é digno do seu sustento. Está aqui. Deixe-me ver. Deixe-me ver. Aqui, versículo 9. 10, versículo 9. Por favor.
Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos. Avante. Nem mochila para viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão, pois o operário merece o seu sustento. Pronto. Exatamente. Esse é um dos fundamentos para não somente a remuneração dos sacerdotes que exercem o ministério, está certo? Mas também, e aí é uma coisa bonita, Nosso Senhor Jesus Cristo por meio do apóstolo Paulo, essa eu não posso errar,
porque eu decorei vários textos a respeito da manutenção da paróquia logo quando eu me ordenei, padre. Gálatas, capítulo 6, versículo 6. Aquele que recebe a instrução, ou seja, o que é catequizado, colabore em tudo com aquele que o catequiza. Aquele que recebe a catequese da palavra reparta todos os seus bens com aquele que o instrui. Pronto. Que bonito. Eu nunca tinha reparado esse versículo. Ah, não? Pois eu reparei.
Desde que me ordenei padre. Nosso senhor me colocou numa paróquia e a paróquia foi preparada, por assim dizer, para mim. Então, antes de a paróquia ser criada, eu comecei a educar o povo na disciplina do dízimo. E esse foi um dos textos. Eu catequizo vocês. Agora, em troca, vocês têm que repartir o que vocês têm comigo. Eu não quero luxo, mas a feira da casa paroquial...
A côngrua que é tirada da paróquia com aquilo que ela arrecada. O dízimo, as ofertas.
E assim foi durante 20 anos na humilde e paupérrima paróquia de São Vicente de Paulo, em Palmeira dos Índios. O senhor foi paroco há 20 anos lá? 20 anos lá. Deixa eu ver agora. Se essa outra, segundo os Coríntios capítulo 9, versículo 7, Deus ama quem dá com alegria. Deem com alegria, por favor, etc. E Deus vai retribuir a vocês.
Dê cada um conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria. Certas passagens. Também o padre tem que saber de qual, né? E outra, se você dá com alegria, meu filho.
Deus vai retribuir a você com muito mais, muito mais. Agora dê com alegria. Avante, avante os versículos, por favor. Olha a promessa de Deus. Poderoso é Deus para acumular com toda espécie de benefícios, para que, tendo sempre em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras. Pronto. E eu dizia, e essa é a mais absoluta verdade, faça a experiência para você dar o dízimo com alegria.
E eu garanto a você que Deus vai lhe dar muito mais do que aquilo que você dá à igreja. Sim, isso mesmo. E os celeiros do céu vão se abrir, as torneiras do céu vão se abrir. Malaquias fala sobre isso. Malaquias, sim. Porque é que vocês retenham, etc. Faça a experiência. Faça a experiência. Trazei o dízimo para o tesouro do templo e assim por diante, sim.
Interessante. Então o senhor trouxe hoje, estamos falando do lucro, a piedade que é fonte de lucro, mas o senhor está colocando o jeito correto de ter os benefícios e que bonito que é com a caridade do povo. Que nem os apóstolos que recebiam as ofertas da comunidade que depositavam aos pés deles. Exatamente. A palavra-chave da 2 Coríntios capítulo 9 é alegria. Não é somente dar.
Se você der com alegria, eu estou devolvendo a casa de Deus ao meu Deus, ali representado na figura do sacerdote, do pároco da igreja. Dê com alegria. E Deus vai retribuir não somente com dinheiro, viu? Mas com saúde, com dádivas materiais, com bênçãos para a sua casa, para a sua família e assim por diante. Eu sinto uma saudade tremenda.
da minha paróquia. Nós conseguimos implantar isso. Nós conseguimos abolir essa história de taxa para casamento, de taxa para matrimônio, de taxa para crisma, etc. De fazer bingo para conseguir dinheiro para kermesse, de fazer leilão disso, daquilo outro. Não. Nós não precisamos disso. Dízimo. Isso é bonito. E a respeito do dízimo, veja, tem uma frase de nosso senhor no capítulo 23.
do Evangelho segundo Mateus, em que ele não critica o dízimo, também não trata o dízimo como a coisa mais importante. Lembra quando ele disse, vocês se preocupam com o dízimo do coentro, do cominho, etc.
Esquecem as outras coisas mais importantes. Aí Jesus diz, importa fazer essas coisas sem esquecer as outras. Vamos a Mateus 23, por favor? Interessante. O que Jesus diz a respeito do dízimo? Claro que nos lábios de Jesus aqui, ele está falando do dízimo veterotestamentário. O dízimo da igreja tem como fundamento Mateus capítulo 10, Deus ama...
O operário merece o seu sustento. E Gálatas capítulo 6, versículo 6. E também segundo os Coríntios capítulo 9, versículo 7. Mas aqui o que Jesus diz a respeito do dízimo é que é importante. Ele não despreza o dízimo. Versículo 23.
Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e desprezais os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante. Ou seja, não deixe o dízimo não, mas primeiro pratique a justiça.
Bonito. Jesus não abomina o dízimo. Jesus não exclui o dízimo. Jesus só diz. Existe uma hierarquia de valores. Você se preocupa com o dízimo. Está bem, tudo bem. Mas coisas mais importantes vocês ignoram. Olha a frase dele. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar. A justiça, a misericórdia e a fidelidade. Sem, contudo, deixar o restante.
Entendi. Percebeu como Jesus protege o dízimo? O dízimo é uma... E coloca ele no lugar dele. No lugar dele. Não é o lugar mais importante. Uma coisa importante que o senhor falou também é que essa ajuda não é para dar luxo, né? O senhor até falou nada de luxo. Ou seja, é ajuda digna, ajuda é necessária. O Código de Direito Canônico diz que os bens temporais...
adquiridos pela igreja, dinheiro e outros bens materiais, tem três finalidades. A manutenção do culto, a manutenção do sacerdote e as obras de apostolado, particularmente aquelas relacionadas com os pobres. E o senhor falou de um dízimo do Antigo Testamento, porque isso vem desde o Antigo Testamento, né? Sim. Qual foi a primeira vez que apareceu a palavra dízimo? Quem foi a figura que veio da batalha? Pão e vinho, né? Pão e vinho? Sim. Apresentados por quem? Amelquisedeque?
Pai Abraão. Abraão, Abraão. Pai Abraão, pai Abraão. Ele foi para a batalha para buscar o seu sobrinho Ló, venceu a batalha. Quando ele chegou em Salém, rei de Salém, Jerusalém, se apresentou a Melquisedeque e pagou o dízimo de tudo. E apresentou pão e vinho.
E Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, ofereceu sacrifício. Caim e Abel não diriam dízimo, ali não é dízimo. Não, a palavra dízimo aparece pela primeira vez em Abraão. Ali você tem primícias, vamos dizer, não aparece a palavra primícias, mas o fruto do trabalho de Caim, que era como se fosse agricultor, e o fruto do trabalho de Abel, que era como se fosse criador de animais.
Muito bom. Entramos nessa seara toda por conta do amor ao dinheiro. Do amor ao dinheiro, exatamente. Dom José, podemos passar para o último terreno, que é a terra boa? Está bem. É a quarta situação da parábola do semeador, que é a mais bonita, a mais gostosa de ouvirmos e de comentarmos, enfim. A semente que cai em terra boa.
É Mateus capítulo 13, versículo 8. Outras, enfim, caíram em terra boa, deram frutos 100 por 1, 70 por 1, 30 por 1.
70 ou 60? 60 por 1. 60 por 1. 30 por 1. Muito bem. É a quarta situação. Explicação é o próprio Jesus. Em Mateus capítulo 13, versículo 23. A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende. E produz frutos 100 por 1, 60 por 1, 30 por 1. Bem, não esqueça mais na frente.
De nós aludirmos aquela questão, me parece que da versão de São Lucas, que só trata de 100 por 1. É, São Lucas só 100. Ok, só 100. Vamos então, antes de entrarmos nos padres da igreja, as ponderações de vossa reverendíssima sobre a explicação de Jesus. Terminadas as suas ponderações, nós vamos entrar nos padres da igreja e eu peguei aqui gente da pesada, no melhor sentido do termo. Peguei São João Crisóstomo.
bispo e doutor da igreja, peguei o magnífico Santo Agostinho, bispo e doutor da igreja, e peguei Origenes também, um gênio da patrística. Ponderações.
Não podemos seguir. Já podemos entrar em São João Crisóstomo? Podemos. Veja, aqui algumas pessoas podiam dizer, bem, mas parece que eu estou vendo três situações. Será que a palavra de Deus é responsabilidade dela ou é Deus que quer que uma terra boa produza 100 e outra só produza 60 e outra só produza 30? Não.
A resposta não pode ir por aí, por uma razão simples. Lembra que ainda há pouco nós falamos que nosso Senhor Jesus Cristo explicava as parábolas conforme eles eram capazes de compreender? Lembra também da parábola, bom, lembra sem dúvida alguma, mas não vamos explicá-la agora.
A parábola em que o Senhor dá cinco talentos a um, dois talentos a outro e um talento a outro, conforme a sua capacidade. Sim. Cada um de nós tem uma capacidade e essa capacidade precisa ser enfocada sobre diversos prismos. Existe uma capacidade física.
Existe uma capacidade psicológica, existe uma capacidade espiritual, existe uma capacidade familiar, existe uma capacidade social, existe uma capacidade que se situa em um determinado contexto. E determinadas capacidades, elas podem ser superadas como às vezes não conseguimos superá-las. Tudo isso precisa ser levado em conta nessas capacidades.
Claro que tem realidades das quais os seres humanos são responsáveis. Essa comunidade é capaz de tanto, mas ela não pode dar tanto. Não é por culpa de Deus. É por negligência, é por preguiça, é por falta de boa vontade política ou disso tudo daquilo outro. Essas crianças têm um potencial tremendo.
Mas a falta de investimento disso, daquilo, outro, na educação, etc. Infelizmente, o ensino fundamental, o ensino disso, o ensino daquilo, outro, deixa muito a desejar. Todos esses elementos a gente tem que considerar, não é? E não colocar culpa em Deus Todo-Poderoso. Deus não é o responsável pelo gerenciamento dos bens que Ele entregou em nossas mãos. Enchei, povoai e submetei à terra.
A responsabilidade é de vocês, eu dei responsabilidade para vocês. Cuidado para não confundir injustiça social como algo querido por Deus. Que limitação, incapacidade, deficiência, fragilidade, desafios.
de infraestrutura, de água, de luz, de condições de vida digna, culpando Deus Todo-Poderoso, como se ele fosse o responsável. Absolutamente, absolutamente. Mas tudo isso, decisões humanas, podem contribuir para que seres humanos, que têm uma incrível capacidade, essa capacidade seja tolhida, essa capacidade seja abafada.
Muito bem. Então, quando o senhor fala dessa capacidade, é mais ou menos o que significa 100 por 1, 60 por 1 e 30 por 1? Não apenas isso, mas também eu vou dar um exemplo. Aqui e agora, você tem um progresso espiritual considerável e em comparação com a sua vida de trevas, você começa a produzir frutos. Está frutificando, mas pode ainda crescer em santidade.
pode ainda estudar mais, pode se esforçar mais, pode se dedicar mais, pode rezar mais, pode amar mais. Isso também se aplica a uma mesma pessoa. Hoje eu estou produzindo 30 em comparação com outros, mas em comparação comigo mesmo eu posso me superar. Eu posso chegar a 60, eu mesmo posso chegar a 100.
Ao dizer 30, 60 e 100 por 1, veja, deram frutos 100 por 1, 60 por 1, 30 por 1. Jesus me parece aqui outras. Não está falando apenas de pessoas tomadas individualmente. Este deu 100, este deu 60 e este deu 30.
O texto também permite isso. Mas o texto também permite. Este sou eu dando 30. Daqui a três meses poderei ser eu dando 60. E daqui a três anos poderei eu dando 100. Dá um exemplo. Dá um exemplo.
Madre Teresa de Calcutá, no dia da morte dela, poderia, Vossa Reverendíssima, dizer quantas casas de acolhimento aos pobres, em quantos países Madre Teresa de Calcutá tinha quando ela morreu? A congregação dela tinha... eu mesmo não sei, mas eu vou dizer que mais de 20 países, mais de 20 países. Ela se superou com as primeiras casas, não sei se foi em Calcutá, na Índia. Não.
Quando ela começou a construir as casas para os pobres em Calcutá, na Índia, e em outras cidades da Índia, 30 por um. Mas depois a congregação se expandiu, foi para outros países. Temos no Brasil aqui, viu? A congregação de Santa Teresa de Calcutá. São Vicente de Paulo, voltemos um pouco no tempo. Paris.
Quando ele morreu, ele viu ainda em vida, em vida, a obra dele ultrapassar os limites da França e chegar a vários, vários, vários, vários países. Portanto, 30 por um, eu, hoje. 60 por um, eu posso chegar a isso daqui a 30, 40 anos. 100 por um.
até o fim da vida. Portanto, também a frase de Jesus permite esse tipo de interpretação para uma única pessoa. Então esse 100 poderia também atribuir um número completo, assim, fechado, de plenitude? Boa, boa, exatamente. Mas isso é assunto para o próximo programa. Olhe para o cronômetro.
Que alegria estarmos juntos, meditando essa parábola tão bonita, explicada pelo próprio Jesus, e aqui simplesmente aprofundada através dos padres da igreja, com os ensinamentos de Dom José Falcão. Tenho certeza que Deus está falando muito ao seu coração, como está falando comigo. Eu tenho certeza que é um estudo que toca a nossa vida, toca a nossa alma.
Nós esperamos você na semana que vem, se Deus quiser, para continuarmos este estudo maravilhoso. Vamos pedir a benção de Deus e até semana que vem. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.