As prefigurações de Cristo no Antigo Testamento | Parte 16 | Luz para os meus passos | #66
Qual parte mais te marcou?
- SacramentosMelquisedeque · Salmo 109 · Ordem romana · Sacramento da Ordem · Sacramento da Eucaristia · Ordem das virgens · Ordem das viúvas · Código de Direito Canônico · Cristo · Evangelho · Cruz · Catecismo · Corpo dos que governavam · Ordem dos bispos · Ordem dos presbíteros · Ordem dos diáconos · Sacra potestas · Imposição das mãos · Dom do Espírito Santo · Sacerdócio real batismal · Munus
- Escolha e aliança de Deus com IsraelPáscoa · Êxodo capítulo 12 · Número 12 · Amor de Jesus · Antigo Testamento · Novo Testamento · Israel · Igreja · Judá · Davi · Abraão · Isaac · Rebeca Andrade · Esaú · Jacó · Israel (nome de Jacó) · Lia · Raquel Lira · Zelfa · Bala · Rubem · Simeão · Levi · Issacar · Zabulon · Gade · Aser · José · Benjamin · Dan · Neftali · Gênesis capítulo 35 · Belém de Éfrata · Túmulo de Raquel · Profecia de Jeremias 31:15 · Ramá · Matança dos inocentes · Herodes · Mateus · Josué capítulo 13 · Divisão da terra · Tribo de Levi · Tribo de Judá · Tribo de Benjamin · Tribo de Simeão · Tribo de Issacar · Tribo de Zabulon · Tribo de Aser · Tribo de Neftali · Tribo dos filhos
Que alegria começar mais um programa Luz para os Meus Passos. Deus te abençoe. Chegou o dia tão esperado, chegou o momento tão esperado, um programa novo, um programa inédito, onde vamos meditar juntos a palavra de Deus. Eu, você, Dom José Falcão, com a inspiração do Pai, do Filho e do Espírito Santo, nos ajudando. Deus abençoe você que nos acompanha pela TV Canção Nova.
Deus abençoe você que nos acompanha pelo canal do YouTube, Frei Gilson Barração do Monte, e pelo canal do YouTube de Dom José Francisco Falcão. Deus abençoe você, Deus abençoe sua vida, pegue sua Bíblia, pegue o seu catecismo, seu caderninho de anotações, se você pode, porque eu tenho certeza que Deus vai falar muito ao seu coração hoje. Também quero acolher Dom José Falcão, que já está no meio de nós, sua bênção, alegria imensa ter o Senhor aqui. Deus abençoe sua vida, Frei Gilson, uma alegria grande para mim também.
Dom José, no programa passado a gente terminou, porque veja, estamos meditando sobre as prefigurações de Cristo no Antigo Testamento. E estamos pegando alguns personagens muito importantes do Antigo Testamento e mostrando que eles são figuras de Cristo. E no programa passado nós vimos uma grande figura, Melquisedeque.
Hoje o programa é sobre os doze filhos de Israel, mas antes de passar para os doze filhos de Israel, eu gostaria de saber se o senhor tem mais alguma ponderação a fazer sobre Melquisedeque. Na frase do Salmo 109, tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque, ou a ordem do rei Melquisedeque em outras traduções, essa palavrinha ordem, palavra que já foi incluída, portanto já se encontra no Antigo Testamento.
palavra que também era utilizada em âmbito pagão. Por exemplo, na política romana, na política grega, para falar da ordem dos senadores, da ordem dos nobres, da ordem dos cavaleiros, da ordem, são categorias sociais, digamos assim, categorias políticas também. Não é o momento de a gente fazer uma investigação nas diversas civilizações do sentido dessa palavra ordem.
E essa nomenclatura bíblica, bíblica, vai ser a nomenclatura utilizada para descrever um sacramento. O sacramento da ordem. O sacramento da ordem. Bom, Jesus instituiu o sacramento, mas a nomenclatura desse sacramento instituído por Jesus, Jesus instituiu dois sacramentos na quinta-feira santa. O sacramento da ordem e o sacramento da Eucaristia. A nomenclatura, a igreja vai pegar do Salmo 109.
E vai dar um significado sacramental. Se bem que, nos primeiros séculos da igreja, havia outros tipos de ordem, ou seja, de classes, digamos assim, de grupos de pessoas com um determinado carisma. Ordem das virgens. As virgens na igreja com um trabalho específico. Ordem das viúvas.
Entendeu? Sim. Bom, então a palavra ordem, ela vai, primeiro ela é veterotestamentária, Salmo 109. Depois ela é também utilizada em mundo pagão. Mas no cristianismo, essa nomenclatura do Salmo 109 vai ser utilizada num primeiro momento, tanto para descrever categorias de fiéis dentro da igreja, virgens,
viúvas, etc. E mais para frente, esse nome ainda é utilizado no Código de Direito Canônico para a Ordem das Virgens. Por exemplo, tem essa categoria.
é, digamos assim, esse carisma dentro da igreja, a ordem das vigias, mas ordem não no sentido sacramental. Então, com o passar do tempo, no amadurecimento da compreensão do dogma dos sete sacramentos, esse que sempre a igreja considerou...
o momento fundante institucional dele, a quinta-feira santa, o sacramento da ordem, com o passar do tempo, esse nome vai se associar a essa instituição perpétua de Jesus na quinta-feira santa. Ele não utilizou o nome ordem, sacramento da ordem, ele instituiu o sacramento.
E a igreja vai nomear esse sacramento com essa nomenclatura que não é dela, é do Antigo Testamento, o Salmo 109. E ficou claro para também, porque como ele era do mundo pagão também, mas ficou claro que a nossa inspiração não vem do mundo pagão. Vem do Antigo Testamento. Vem do Antigo Testamento. Sim, sim. Ainda que determinadas categorias que são cristãs e que são bíblicas, elas tinham outro significado no mundo pagão. Dão um exemplo, Evangelho.
Euangelion, uma boa notícia. Essa palavra já existia no mundo pagão e o sentido era completamente diferente. Por exemplo, no Império Romano, acho que estudamos aqui. Estudamos, estudamos. No mundo romano, quando o imperador ia fazer uma visita a uma província...
Ele mandava primeiro os seus emissários para anunciar a boa notícia. O evangelho. Anuncio o evangelho, o imperador vai chegar. Ou então o próprio imperador, quando ele estava chegando, olha a boa notícia que o imperador está aí, vamos recebê-lo e tal. Mas independente do significado pagão que a palavra tem,
O importante é o sentido bíblico ou cristão da palavra. Exato, exato. Lembre-se, quando você nomeia uma coisa, você nomeia com uma categoria que precede você.
O judaísmo, ele não é a primeira civilização, a primeira cultura do mundo, a primeira nação do mundo. Ela está inserida naquele contexto e muitos dos símbolos, muitos dos sinais, muitas das expressões, da linguagem do homem bíblico do Antigo Testamento, nos povos vizinhos tinham um significado completamente diferente.
Então, a questão é qual o significado que essa palavra, que essa expressão, que esse termo, que esse símbolo, que esse sinal adquire nessa cultura. Está claro? Está claro, está claro. Muitos símbolos, por exemplo, turbante. Um sacerdote no Antigo Testamento usava turbante? Usava. Os turbantes, o que mais ou menos vai...
Significa hoje as mitras dos bispos. Bem, mas isso aí foi específico do mundo judaico? Claro que não. Civilizações bem anteriores, os sacerdotes já utilizavam uma indumentária parecida. Ah, então o judaísmo paganizou. Não é que paganizou, é uma vestimenta que no judaísmo tem esse significado, tem esse sentido.
É muito importante para que a gente não diga, isso aqui é pagão, isso aqui é... Bem, no paganismo tinha algo parecido. O significado aqui agora é diferente. Evangelho. Evangelho é um exemplo clássico. Para quem diz que o evangelho nasceu... Tudo do evangelho, o seu instrumental linguístico, etc., os sinais, isso daí é típico do... Bem, as outras culturas, as outras civilizações.
Se você investigar, tinham, tiveram sinais parecidos, só que o sentido é um. Uma coisa é esse sinal, o significante, o que ele significava naquelas culturas. Bom, deixa para lá. Agora eu quero saber o significante, qual é o significado dele na religião judaica.
E na religião cristã. Poderia até dar um exemplo do que o senhor está falando, a própria cruz. Ela já existia antes de Cristo, muita gente morria na cruz, aquela coisa toda, o sinal cruz mesmo. Boa, boa, boa. A madeira. Boa. A partir de Cristo ela tem um outro significado. Boa, boa. A partir de agora... Gostei, gostei. Eu citei o Evangelho, Vossa Reverendíssima usou a cruz. Está bem. Vários sinais. Então, vamos agora à palavra ordem, que é bíblica e é também pagã.
Aliás, é o Catecismo que vai dizer isso. São dois parágrafos pequenos, mas vamos ler os todos juntos e depois vossa reverendíssima vai fazer as considerações, se houver. Se não houver, a gente fecha de vez aqui o assunto de Melquisedeque, para o qual o Novo Testamento dedicou consideráveis versículos. E o? 1.537, é isso? E o 38 também. A palavra ordem, na Antiguidade Romana,
designava corpos constituídos no sentido civil, sobretudo o corpo dos que governavam. Ordenação designa a integração numa ordem. Na igreja, há corpos constituídos que a tradição, não sem fundamento na Sagrada Escritura, chama desde os tempos primitivos de... Táxis. Táxis.
Por exemplo, a liturgia fala da ordem dos bispos, da ordem dos presbíteros, da ordem dos diáconos. Outros grupos também recebem essa denominação, ordo. Os catecúmenos, as virgens, os esposos, as viúvas, etc. A integração em um desses corpos da igreja era feita por um rito denominado...
Ordenácio. Ordenação, né? Isso. Ato religioso e litúrgico que consistia numa consagração, numa bênção, num sacramento. Hoje, a palavra ordenação é reservada ao ato sacramental que integra na ordem dos bispos, dos presbíteros e dos diáconos. Tal ato transcende a simples eleição, designação, delegação ou instituição pela comunidade.
Pois confere um dom do Espírito Santo, o qual permite exercer um poder sagrado. Sacra potestas. Que só pode vir do próprio Cristo por meio de sua igreja. A ordenação também é denominada. Consecrácio. Por ser uma separação e uma investidura por parte do próprio Cristo por sua igreja. A imposição das mãos do bispo com a oração consecratória.
constitui o sinal visível desta consagração. Olha que bonito aqui a igreja. A igreja simplesmente constata um dado óbvio. A cultura política de Roma, que dava à palavra ordem um significado. Sim. Uma instituição romana. Então, ordem dos senadores, ordem dos nobres, ordem disso, ordem daquilo outro. Palavra que, por outro lado, já 200, que a...
O Antigo Testamento associa, tu és sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. O sentido é outro. Estamos aqui, Bíblia, estamos aqui, Antigo Testamento. A palavra vai ser conservada nos primeiros séculos da igreja. Essa palavra é polissêmica, vários significados, ordem das viúvas, ordem das virgens, ordem dos esposos, ordem dos catecômes. Ou seja...
Você está inserido nesta categoria e no momento em que você passava a pertencer, se falava, você foi ordenado. Você foi ordenado para participar do grupo dos catecúmeros, você foi ordenada para participar do grupo das viúvas. Você foi, isto é, ordenação, o rito de integração, o momento em que você passa a integrar.
paralelamente a isso, o sacramento da ordem, por causa da palavra que está no Salmo, segundo a ordem de Melquisedeque, a compreensão da igreja vai também nomeado, com o passar do tempo, hoje no Código de Direito Canônico, ainda se fala da ordem das virgens.
mas com o O pequeno, isto é, uma categoria, um carisma dentro da igreja, diferente do sacramento da ordem. Então, ordem dos bispos, primeiro grau do sacramento da ordem. Ordem dos presbíteros, segundo grau do sacramento da ordem. Ordem diaconal, o sacramento da ordem no grau do diaconato. Terceiro grau. Exatamente. E o sacramento da ordem, que comporta essas três nomenclaturas.
Eu citei isso somente para a gente recordar a nomenclatura. Ficou bom, ficou bem claro. Até hoje, né, Dom Falcão, a Ordem dos Agostinianos, a Ordem dos Carmelitas, a Ordem, se fala assim, mas deixou bem claro o catecismo que não é mais uma consagração, né, que não é somente uma escolha o sacramento da Ordem. É a própria pessoa de Cristo que está consagrando aquela pessoa. É, uma coisa é quando você fala Ordem das Virgens.
É um carisma dentro da igreja, é conhecido, aprovado, existe a bênção litúrgica para o rito, o rito de introdução da bênção daquele que vai fazer uma determinada profissão de fé, compromissos assumidos com a igreja para integrar aquela categoria de fiéis. Os institutos religiosos clássicos, ordens religiosas, ainda temos muitos.
Muitas ordens. Então, você tem OFM, Ordem dos Frades Menores. OFM CAP, Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. OFM CONVE, Ordem dos Frades Menores Conventuais. Os três ramos do carisma de São Francisco, não é? Vocês, vocês. Ordem OCD, Ordem dos Carmelitas Descalços. Depois tem os outros carmelitas, etc.
Há diferentes, digamos assim, manifestações de carismas na igreja, com nomenclaturas ordem. São vários institutos religiosos, nem todos, nem todos. Alguns são congregações.
mas tem as ordens religiosas. Não é um momento aqui de nós entrarmos na diferença entre ordem e congregação e instituto secular, sociedade de vida apostólica. Essas nomenclaturas vamos deixar para lá. Mas também essa nomenclatura designa carismas reconhecidos pela igreja de vida religiosa. Então, a gente leu o parágrafo 300 e... Foram dois parágrafos. 300 e...
1537 e 1538 eu só queria ler estava aqui já 1537 porque eu achei para a gente finalizar hoje a palavra ordenação é reservada ao ato sacramental que entrega e integra na ordem dos bispos, dos presbíteros, dos diáconos e eu achei bonito aqui quando ele falou tal ato transcende a simples eleição, como era o que o senhor estava dizendo aí das virgens e tal e aí
Simples eleição, designação, delegação ou instituição pela comunidade. Pois confere um dom do Espírito Santo, o qual permite exercer um poder sagrado que só pode vir do próprio Cristo por meio de sua igreja. Sim. Aqui é o sagrado poder reservado aos ordenados. Sim. Há outros poderes que Cristo Jesus, pela força do sacramento do batismo, confere.
a determinados fiéis. Na verdade, todo batizado tem poderes, tem o sacerdócio real ou batismal, que confere inúmeros poderes, o poder que o torna detentor do sacerdócio real, sacerdote em Cristo, nação sacerdotal, o poder de pregar.
e o poder de colaborar com Cristo no pastoreio do rebanho. O triplice munos de todos os batizados, que é diferente em essência, em grau e em essência do sacramento da ordem. Mas essa questão da teologia do sacramento do batismo e da ordem, vamos deixar para um outro momento. Então José, já que tocamos esse assunto, minha última pergunta sobre a... A gente está falando sobre sacerdote, tu é sacerdote para sempre? Para sempre. E ficou muito claro isso na pessoa de Jesus.
Sacerdote para sempre. A pergunta minha seria, minha última pergunta, é, isso também se aplica a nós, sacerdotes? O sacerdote, quando ele é ordenado, ele é sacerdote para sempre também? O sacramento da ordem, nos três graus, diaconato, presbiterato e episcopado, imprime caráter. Um sinal que não se apaga. A teologia utiliza o termo técnico para dizer sinal.
indelével. Exato. Por isso ele não pode ser reiterado, isto é, não pode ser repetido. Três sacramentos são não reiteráveis, isto é, não podem ser repetidos. O sacramento do batismo, o sacramento da confirmação e o sacramento da ordem. Por isso...
Batizado para sempre, uma vez e para sempre. Crismado, uma vez e para sempre. Ordenado no grau do diaconato, uma vez e para sempre. Ordenado no grau do presbiterato, uma vez e para sempre. Ordenado no grau do episcopado, uma vez e para sempre. Então, não existe segundo batismo ou rebatismo. Não existe segunda crisma ou recrisma ou nova crisma.
E não existe nova ordenação. Essa é a doutrina dogmática católica. O que pode acontecer, por exemplo, de um sacerdote é que ele deixa o ministério, mas ele ainda continua sendo sacerdote, é isso? O grau, qualquer grau que ele recebeu validamente, impregna o seu ser por toda a eternidade. O que ele deixa, o que a igreja desonera dele, seja por uma punição, ele pode ser demitido do Estado clerical.
e ele pode pedir ao Papa para ser desobrigado do seu estado clerical. Isto é, aquela condição de ordenado a qual estão associados direitos e deveres próprios da ordem.
Por outro lado, sim, e aí a igreja vai reputá-lo para fim de direito como leigo. Mas o seu ser, ontologicamente, é para sempre, seja no céu, no inferno ou no purgatório, ou peregrinando aqui na terra, se foi ordenado, ordenado para sempre. O sinal não vai ser tirado, nem nesta vida, nem na outra. Que interessante.
Podemos ir para o próximo assunto? Avancemos. Os doze filhos de Israel, tão citado pelo Senhor em tantos programas, os doze filhos, as doze tribos, e agora chegou a hora de nós tratarmos sobre isto. Como é que o senhor gostaria de começar? Dentre as instituições perpétuas, no capítulo 12 do livro do Êxodo, se diz...
Deus Todo-Poderoso diz exatamente ao descrever como a Páscoa deve ser celebrada.
Tem uma expressão que me agrada muito, que está na Bíblia Ave Maria, que aliás eu pediria até, porque é uma boa introdução para a gente, abra no êxodo capítulo 12, enquanto eu vou falando já no finalzinho do capítulo 12, que é a descrição da Páscoa. A Páscoa é uma instituição perpétua. Poderíamos utilizar essa nomenclatura também para o número 12.
que é de vontade divina, disposição divina. Jesus escolheu doze, instituição perpétua. Por quê? Porque ela foi querida e instituída por Jesus. Porém, o número doze remonta já ao Antigo Testamento. Nosso Senhor, Deus Todo-Poderoso, quis que...
Israel fosse alicerçada nessas 12 realidades, nessas 12 colunas. A palavra instituição perpétua, veja se tenta descobrir aí no final do capítulo 12, Deus descrevendo tudo, enfim, é Páscoa, essa é uma instituição perpétua, enfim. Das instituições, isto é, criadas para perdurar para sempre,
Hoje você conversa com um judeu, se você conversar com qualquer judeu, o que o número 12 representa para você? Primeira coisa que ele vai lembrar, que ele vai dizer, que ele vai professar, e com muito orgulho, com muito orgulho, o nosso povo está alicerçado nessas 12 colunas, os 12 filhos de Israel. Descobriu, tem. É no capítulo 12 do... É no capítulo 12 do livro do Êxodo.
É que o senhor falou que está lá no final, lá no final da semana. Do livro do Êxodo, esta é uma instituição... Ah, versículo 14, perdão. Olha a idade. Versículo... Vai. Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor. Fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua. Pronto. 12 também é uma instituição... Quanto às tribos. É uma instituição perpétua para Israel. Ainda que...
Ainda que, dos doze, se perguntar qual é a nação mais importante, um judeu vai responder qual? A mesma resposta que os cristãos vão responder, com devido respeito aos outros onze, Judá. Judá de onde vai vir Jesus? Eles vão dizer Judá de onde vieram todos os reis de Israel, mas só vão vir até aí. Nós cristãos olhamos para os doze, nem olhamos como mais importante o primeiro.
nem olhamos como o mais importante e o último, mas um deles, e Deus não quis nem que fosse o primeiro, nem que fosse o último, nem que fosse o mais velho, nem que fosse o caçula, Judá.
Então, essa instituição Jesus levou tanto a sério como Deus, como Deus, porque a instituição 12 no Antigo Testamento foi a instituição do próprio Jesus, porque Jesus é Deus com o Pai e com o Espírito Santo. Então, Deus quis 12 no Antigo Testamento, quis também esse mesmo número no Novo Testamento. Antigo povo de Deus, novo povo de Deus. Israel, igreja. Muito bom. Sim.
Vamos então conhecer os doze... Vamos. Porque eu acho que para muita gente que está acompanhando o programa agora, ainda está começando agora a ler essa grande escritura, tem muita gente que quando ouviu o nome Judá, parecia somente o nome de um local. Tipo Judá, Judá, parece o nome de um local, não de uma pessoa. Entendi. E é que nem a minha cidade de São Paulo, né? Minha cidade de São Paulo é o nome de uma pessoa também. Paulo, Paulo. Então, acho que isso...
O senhor trazer agora o nome dos doze, mostrar então que são pessoas. São pessoas, sim. Vamos ao livro do Êxodo, capítulo 35. Êxodo, capítulo 35. Primeiro, de 24 a 26. Bem, primeiro vamos somente recordar quem foi, como tudo começou. Abraão. Abraão teve com Sara um filho.
Isaac casou com sua linda esposa, Rebeca, e eles tiveram dois filhos, o mais velho, Esaú, e o caçula, Jacó. Ocorre que Esaú tinha o direito de primogenitura, mas ele acabou vendendo, barganhando, vamos chamar assim, barganhando, trocando o seu direito.
por um prato de lentilhas. E o caçula se aproveitou da situação, mas foi o próprio Exaú quem aceitou. Jacó não forçou.
E aí tem aquele episódio no final da vida do pai Isaac. Isaac acaba abençoando Jacó no lugar de Esaú, etc. E pronto. Jacó luta com o anjo. Tem o seu nome mudado para Israel. Jacó. Jacó, Jacó, Jacó. Sim. E Jacó teve 12 filhos. Então, Jacó, neto de Abraão.
E agora vamos à relação dos doze filhos. Aqui não é o momento da gente lembrar... Então aqui é os doze filhos de Jacó. Sim, sim, sim, ou de Israel. Sim, sim. Aqui não é o momento de quem foi que nasceu de quem, porque nós temos Lia e Raquel, as duas irmãs, correto? A paixão da vida de Jacó não foi Lia, foi Raquel.
Mas ele teve filhos com Lia e teve filhos com Raquel e teve filhos também com a escrava de Lia e teve filhos com a escrava de Raquel. Bom, então vamos ver agora os 12. Gênesis capítulo 35, versículos de 23 a 26. Aqui a gente vai ver, veja.
Naquela mentalidade, naquela época, uma escrava podia ser dada pela patroa para o marido dela. E o filho da escrava é considerado o filho dela. Viu? Então, quando se fala de filhos de Lia, entenda-se, filhos de Lia e da escrava de Lia. Filhos de Raquel e da escrava de Raquel.
Vamos ver? Nosso tempo está acabando, acho que vamos ter que deixar ver. Mesmo? O tempo passou e eu pensando aqui nos patriarcas e matriários. Ficou, vamos ficar na expectativa, é só dois minutinhos, é só o tempo de você ir no banheiro, então a gente daqui a pouco retorna para a continuação deste programa que está uma benção. Então, um breve intervalo e a gente já volta.
Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos. É uma alegria imensa ter você aqui conosco. Terminamos o bloco anterior falando para você abrir sua Bíblia em Gênesis 35, de 23 a 26. Não deu tempo de ler no último bloco, vamos ler agora. Gênesis capítulo 35, de 23 a 26, que vai falar quais são todos os filhos de Jacó. Os filhos de Jacó foram...
Em número de 12.
Tais são os filhos nascidos a Jacó em Padã Arã. Pronto, o número 12 está aqui, os 12 estão aí. Veja que detalhe curioso. É a primeira vez que aparece um número de 12, assim, de filhos aqui, o senhor, na Bíblia? Sim, por uma razão simples. A descrição do nascimento do caçula, do ponta de rama, como se diz, está nesse mesmo capítulo.
Portanto, ele é que completa o número 12. É a primeira vez que aparece o número 12, porque agora o número está completo. Sim. Ótimo. Agora aqui um detalhe interessante. Veja, você tem, responda-me uma coisa, que coisa curiosa. Poderia dizer, não, não, Jacob para nós, perdão, é Judá. Para os judeus, de todos, com o devido respeito, a mais importante tribo para os judeus hoje é a de Judá. Porque judeu vem de Judá.
judaísmo. Bem, juda. Todavia, Jacó, Israel, a paixão da vida dele não foi Lia, foi Raquel. Todavia, Lia deu mais filhos para... Havia uma competição entre elas. Todavia, Israel teve mais filhos com a mais velha do que com Raquel, que era a queridinha dele.
E nosso patriarca Judá, de onde veio o Davi, de onde veio a tribo de Jesus? Foi filho, na sua opinião, já foi lido aqui, vamos ver sua memória. Na sua opinião, Judá, Judá, Judá, foi filho de Raquel ou de Lia? Raquel era a queridinha de Jacob. Eu vou chutar, eu já esqueci de Raquel. Não, não, foi de Lia. Olha lá o versículo, olha o versículo 23.
23. Leia. Os filhos de Jacó foram em número de 12 filhos de Lia. Lia. Rubem. Rubem, primogênito de Jacó. Simeão, Levi e Judá. Judá, Isaacá e Zabulon. Quem é a queridinha mesmo aqui? Raquel. Raquel era a queridinha. Ah, não, então era Lia. Eu queria dizer Lia mesmo. Ele não disse Raquel. Eu queria, porque quando o senhor falou isso, eu imaginei, ah, eu creio que Jesus pegou a que não era tão queridinha assim.
Lia era mais velha, né? E Raquel era a caçula. Só que o episódio...
que dizendo rapidamente, Jacob vai morar com o seu sogro, pai de Lia e pai de Raquel. Ele trabalha muito tempo, etc. E aí, depois que ele trabalha, a filha é dada em casamento. À noite, na lua de mel, entra a filha para as núpcias. E ele vai e dorme com ela. No outro dia, ele descobre que não era Raquel, descobre que era Lia. Aí ficou.
Furioso foi falar com o pai, com o pai. Aí ele disse, não, mas aqui não é costume que a gente dê em casamento a filha caçula, não. Mas eu posso dar a filha depois que você trabalhar mais um certo tempo. Ele vai trabalhar mais sete anos, se não me engano, e só depois é que ele vai contrair matrimônio com a caçula.
resultado, ele acaba ficando com as duas e com Lia tem esses filhos, com Raquel também tem outros filhos. Parece que Raquel no começo não podia ter filhos e havia um certo atrito, uma certa competição entre elas e aí concorri a uma certa concorrência para ver quem dava mais filhos para Jacó. Lia deu vários filhos, vamos contar quantos filhos Lia deu, só ela.
Versículo 23. Um, dois, três, quatro, cinco, seis. Só no versículo 23? Sim. Muito bem. E agora vamos ver. A escrava de Lia, Zelfa, deu mais dois, Gade e Azer. Correto? No versículo 26? Uhum. Muito bem. Então, só Lia deu oito filhos para Jacó. Seis dela?
E dois da escrava, correto? Certo. Agora vamos ver quantos a Raquel deu para ele. Diga-me, filhos de Raquel no versículo 24. José e Benjamin. José e Benjamin. Dois. E filhos da escrava dela, Dan e Neftali. Dan e Neftali. Então... Quatro. Exato. Então, somando Lia, os que ela deu e a escrava, oito.
E Raquel, somando os que ela teve, e aí o fim da vida de Raquel, muito doloroso, porque ela morre de parto de Benjamin. Quando ela tem Benjamin, ela morre. E está enterrada, onde? Ali, mais ou menos, na cidade de Belém. Belém de Éfrata. Vamos ler, por favor, o parto com a morte da mãe.
deve ter sido extremamente doloroso para Jacó, já chamado de Israel, sepultar o grande amor da vida dele, que foi Raquel. Ela casou com ele.
Ele sempre a amou, apesar de ter Lia também, a irmã da esposa dele, a sua cunhada como sua esposa, duas mulheres. Agora o que passa pela minha cabeça, a interrogação, é se ele chorou tanto a morte de Lia como chorou a morte de Raquel, porque Raquel era o amor da vida dele. Outra coisa também que a gente não consegue responder com segurança.
a não ser indiretamente quem morreu primeiro. A morte de Lia, de Raquel, ela é descrita no capítulo 35 do livro do Gênesis.
em trabalho de parto. O seu último filho, Benjamin, ela só teve dois filhos que saíram do ventre dela, como nós já vimos. Veja aí, Dan, perdão, filhos de Bala, escrava de Raquel, Dan e Neftali, certo? E aí ela tem um, perdão, filhos de Raquel, José e Benjamin. Ela só tinha um.
estava grávida de Benjamin, o segundo que nasceu do ventre dela. E ela está chegando na Terra Santa ali em Éfrata, Belém de Éfrata, a região passou a se chamar Raquel. E ela entra em trabalho de parto, a criança nasce, mas ela morre. Nossa! Sim. Leia, por favor, versículos 16 a 20, como foi a morte do amor da vida de Jacó. E partiram de Betel, quando estavam a pouca distância de Éfrata,
Raquel deu à luz e o seu parto foi penoso. Durante as dores do parto, a parteira disse-lhe, não temas, porque ainda terás este filho. E estando prestes a render a alma, porque estava lá agonizante, ela chamou o filho de Benone, o seu pai, porém chamou o Benjamim. Raquel expirou e foi sepultada no caminho de Éfrata.
Hoje Belém. Jacó erigiu uma estela sobre seu túmulo e é a estela do túmulo de Raquel que existe ainda hoje. Bem, então, essa é a putada. Nós podemos nos perguntar, Lia ainda estava viva ou já havia morrido? A Bíblia não diz com clareza, mas se a gente olhar as últimas palavras de Jacó, Jacó morrendo, por favor.
Gênesis capítulo 49, versículos de 29 a 31. Em seguida fez-lhe esta recomendação, Eis que vou ser reunido aos meus. Enterrai-me junto de meus pais na caverna da terra de Efron, o Iteu.
Na caverna da terra de Maspela, de fronte de Mambré, na terra de Canaã, essa caverna que Abraão havia comprado a Efron, o Iteu, ao mesmo tempo que a terra para ter a propriedade de uma sepultura. Agora vem o que interessa. Foi ali que enterraram Abraão e Sara, sua mulher. Foi ali que enterraram Isaac e Rebeca, sua mulher. E foi ali que enterrei Lia.
Eu enterrei Lia. Sim. Então, indiretamente, a gente pode afirmar que Lia morreu antes. Ele estava vivo quando Raquel morreu. Então, Lia, a mais velha, morreu antes que Raquel. E aí, Jacob vai passar o resto da vida agora viúvo. Viúvo duas vezes, mas o amor da vida dele foi Raquel. Foi Raquel. E esse relato, eu acho que trouxe uma realidade tão...
como é difícil para as mulheres darem à luz, quantas sofrem também ao dar à luz. A gente viu aqui que Raquel acabou falecendo por causa disso. Trabalho de parto. Quantas, que é consequência do que a gente já estudou, do pecado original, mas quantas mulheres guerreiras para dar à luz. Sim. Aliás, o choro de Raquel, naquela região, uma profecia relacionada com...
Isso daqui. Qual é a profecia? Eu vou citar o texto, eu vou citar o fato, Vossa Reverendíssima vai dizer quem são as personagens e qual é a interpretação que o evangelista vai fazer desse momento. O choro do povo de Israel com a morte da grande matriarca, que foi enterrada em Belém. Ok? Muito tempo depois...
muito sangue vai ser derramado em Belém porque alguém vai mandar matar inocentes. E essa região vai estar associada com ela e com outra pessoa no tempo do exílio. No tempo do exílio, essa região tinha muitos judeus, hebreus.
que por ocasião do exílio de Babilônia, Nabucodonosor invadiu a cidade, e obviamente os arredores da cidade, e matou muita gente. E os que escaparam foram para o exílio. Junte agora, Raquel foi enterrada ali, muita lágrima derramada. Muitos hebreus foram mortos nos dias que antecederam a ida para a Babilônia.
Muita gente morreu ali, os que escaparam foram. Então, ali, um banho de sangue. Muito sangue dos hebreus, muito sangue, muito sangue foi derramado. E depois, os inocentes. Vamos dar uma olhada, por favor, à matança dos inocentes. É o Evangelho segundo Mateus, se não me engano, a região de Ramá.
Vejamos, Evangelho, seguindo Mateus, a matança dos inocentes, massacre dos inocentes, pronto. Raquel aparece aqui, porque Raquel chora seus filhos. Raquel, com a morte de Raquel, aquela região passou a se chamar Raquel, a grande matriarca. Nossa matriarca morreu aqui, a mãe do nosso pai, Jacó, a esposa do nosso pai, Jacó, a esposa do nosso pai, Israel.
Então, veja, Raquel chora não porque a Raquel pessoa, que já tinha morrido, mas Raquel, a pessoa, morreu e foi enterrada ali. E aquela região passou a se chamar região de Raquel. Naquela região, no tempo do exílio de Babilônia, 586, muitos judeus derramaram seu sangue.
Ok? Ficou isso na memória. A região de Raquel chora. No tempo de Jesus, Herodes mandou matar os inocentes. Ali naquela região, evangelista Mateus vai e pega a profecia de Jeremias 31, 15 e faz essa bela interpretação. Versículo 17, por favor. Cumpriu-se então o que foi dito pelo profeta Jeremias. Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos. É Raquel a chorar seus filhos.
Não quer consolação porque já não existem. Pronto. Ramá e Raquel, a mesma região. Raquel, a região é Belém, Belém, Belém de Éfrata.
proximidades de Jerusalém, ali houve esse banho de sangue de muitos judeus que sucumbiram, muitos hebreus antes de irem para o exílio. No mesmo local nasceu Jesus. Jesus foge para o Egito, Herodes manda matar muitas crianças, derramar o seu sangue. Raquel chora, não é Raquel a esposa, ela já tinha morrido bastante tempo, mil e oitocentos, mil e seiscentos anos antes do...
do nascimento de Nosso Senhor e do massacre dos inocentes. Mas Mateus pega a profecia de Jeremias e aplica, chamando Raquel Chora, ou seja, aquela região chora. Então, aquela região é também a região do choro. Os hebreus choraram a morte da matriarca, que ficou sepultada ali.
Veja, ela está sepultada, não está sepultada na tumba dos patriarcas. Se houver, são apenas restos mortais. Mas ela foi sepultada em Belém de Éfrata, que também é a região do derramamento de sangue dos inocentes. Interessante, hein?
Meu Deus do céu, agora o senhor fez um raciocínio muito bonito, mas que eu mesmo nunca imaginei um negócio desse quando eu li esse versículo. Raquel chora, isto é, Israel chora, particularmente aquela região chamada de Raquel, mas essa região é chamada de Raquel porque Raquel foi sepultada ali.
Mas a região que ela morreu foi aquela região de Belém. Belém, Belém. Onde Jesus nasceu. O parto de Benjamin foi ali e a morte dela, descrita na escritura, foi ali. Nossa. Sim, sim, sim. Podemos avançar? Podemos avançar. Agora vamos ver os doze filhos. Você já leu? Vossa reverendíssima já leu? Já lemos, já lemos. Já lemos os doze de Gênesis 35, de 23 a 26. De 23 a 26.
Vossa reverendíssima, tem alguma observação a fazer sobre eles? Não, Judá é o que nos interessa mais, não é? Todos esses filhos, para cada um foi dada uma tribo, é isso? Exceto, exceto Levi. Foi dada uma terra, uma parte da terra? Uma terra, é. Sim, sim. Com a posse da terra, com Josué...
Vamos, por favor, ao livro do Josué para a gente mostrar a divisão da terra. Se demorar um pouquinho, todos vocês... Não, já encontrei, já encontrei. Josué capítulo 13. É porque ele vai... Isso prova que o programa aqui é bem espontâneo e que... Ele dispara as perguntas dele. Eu fico aqui doido e varrido para encontrar as respostas, né? Não, mas a pergunta dele agora foi essa.
Todos eles ficaram com uma parte da terra? Resposta, não. Somente uma tribo não ficou com nenhuma terra, que foi a tribo de Levi, que Deus escolheu para ser a tribo sacerdotal. Que nós vimos nos programas anteriores. Já vimos exaustivamente. Vocês vão cuidar do culto. E vocês vão se manter com a colaboração das outras tribos. Primícias, dízimos, etc. Para a manutenção do culto.
o bom andamento do culto e assim por diante. Sim, sim, sim. Então, é a partir do capítulo 13 do livro de Josué que nós temos a divisão da terra. Depois vocês podem ler, no capítulo 14, a divisão da Palestina, parte de Caleb, parte da tribo de Judá, capítulo 15.
as cidades de Judá, a parte de José capítulo 16 e capítulo 17, os últimos lotes, capítulo 18, a partir do versículo 11, a parte de Benjamin, capítulo 19, a parte de Simeão, a parte de Zabulon, a parte de Issacá, a parte de Azé, a parte de Neftali, a parte dos filhos de Dan, e aí vem o fim da divisão. O capítulo que já...
Aqui, nesse momento, a terra já é toda dos hebreus. Foram 31 batalhas, agora vem essa parte, enfim, e Levi não. Só para quem está começando agora nesse contexto, essas tribos hoje não existem mais. Judá. Judá ainda permanece. E o que seria, então, Reino do Sul e Reino do Norte? Judá, Reino do Sul. E Reino do Norte significaria o quê?
Bom, é o seguinte, antes me permita aqui explicar...
Em que sentido que as tribos não existem mais? Digo, em como instituição grupal, tribal, ali reunida, identificada com uma terra, com características culturais, familiares, religiosas, próprias de cada tribo. Essa realidade desaparece, começa a desaparecer quando Israel, Reino do Norte,
é invadido pela Síria, me parece que é no 721 ou 722, se eu errar por um eu acerto pelo outro. Com a morte de Salomão, assumiu o trono Roboão, que era filho de Salomão. E ele se indispôs com os chefes das dez tribos.
Dez outras tribos que tinham parte da terra prometida, cada um tinha a sua parte. Judá tinha a tribo do sul, onde hoje é Jerusalém até a divisa com o Egito, se não me engano. Mar vermelho, etc. Bom, o deserto... A parte sul, a parte sul de Israel era o que...
Antigamente se chamava o reino, a parte que cabia a Judá, Reino do Sul. Até então, com a morte de Roboão, não havia divisão, Reino do Sul, Reino do Norte. Ocorre que Roboão se indispôs com dez tribos e houve uma separação. As dez tribos não quiseram mais conversa com ele. E um pouquinho mais para frente, eles vão e chamam para governar o Reino do Norte, nada mais, nada menos que Jeroboão, o grande inimigo de Salomão.
e depois inimigo do seu filho Roboão. Aí nós temos o cisma. Dez tribos vão do norte, dez com um, não onze. E os levitas, obviamente moravam em Jerusalém, ficaram com a tribo do sul. Então nós temos uma divisão, dez tribos vão constituir o reino do norte, capital Samaria, hoje Nábulos, no tempo de Jesus se chamava Sicar.
E o Reino do Sul, capital Jerusalém. Então é por isso que Jesus tem aquela parábola, parábola não, aquela história famosa de que os judeus não falavam com os samaritanos. Bem, aí é posterior, mais ou menos. Por quê? Porque quando a Síria toma o Reino do Norte, que desaparece, eles trazem colonos, pagãos, para morar na terra. Portanto, pessoas da Síria, pagãos, pagãos, vem morar no Reino do Norte.
e eles se casam com judias, com hebreias. Com hebreias. E o casamento, que era proibido pela lei de Moisés, hebreia não pode casar com pagão, como elas se casaram. Então, nasceram filhos, não 100% hebreus, mas filhos de hebreias com pagãos. Os judeus, os hebreus do Reino do Sul não admitiram isso. Aí começou a...
separação que ainda se fazia presente no tempo de Jesus. Porque os samaritanos foram.
Foram, vamos colocar são ainda, um povo resultado da união de pagãos com hebreias do Reino do Norte. Por isso os judeus não se davam bem com os samaritais. E para ser judeu precisa ter pai e mãe em judeus, é isso? A mentalidade do Antigo Testamento era essa. E até hoje eu acho que alguns grupos, né? Eu não sei dizer se são todas as ramificações dos judeus. Eu acredito que... Amém.
muitas ramificações do judaísmo são radicais. Para você casar com um homem, esse homem tem que se tornar judeu, tem que fazer a circuncisão e assim por diante. Não posso responder se hoje determinados ramos do judaísmo, isto é, uma interpretação mais branda, um pouco diferente, não tão radical, e tem toda a religião.
Tem muitas interpretações, muitos tipos de judeus, ortodoxos, ultraortodoxos, liberais, etc. Exato, exato. Não sei dizer. Se no mundo judaico, com tantas interpretações, se há entre eles alguns ramos que admitem que um judeu se case com uma mulher não judia, ou se admitem que uma mulher judia se case com um não judeu. Sinceramente, eu não posso dizer do universo.
do... Judaico. Judaico. Mas no tempo do Antigo Testamento, o que as hebreias que ficaram no Reino do Norte fizeram era inadmissível para...
a interpretação rigorosa da lei de Moisés, que não admitia de forma alguma esses casamentos, digamos, ilícitos, casamentos impuros de hebreias que casam com não-hebreus, ou de hebreus que casam com não-hebreias. Enfim, por outro lado, é preciso você levar em conta também, veja bem. José teve filhos no Egito? Sim. E ele casou-se com quem? Com a egípcia.
José. Tem uns mistérios, né? Tem uns mistérios. José se casou com um egípcio. Sim, sim. Pois é. Bem, e lembre-se também de Ruth. Lembra de Ruth? Sim. Moabita? Aham. Bisavó do rei Davi. Uma pagã. Que depois, não, provavelmente ela se tornou judia, mas o sangue dela era o sangue de uma Moabita. Uma nação que durante muito tempo foi inimiga de Israel.
Minha gente, o programa está bom demais, mas temos que chegar ao fim, né? Eu sei que está sendo muito rico de informações esses últimos programas.
rico de informações sobre o Antigo Testamento, sobre a história bíblica. É muita coisa, é muita história. E nós estamos aqui com um grande mestre que tem, parece que muito, parece não, nós estamos vendo isso, muita coisa na cabeça, nomes e versículos bíblicos que nos ajudam a entender um pouquinho melhor toda essa realidade. Deus abençoe, lembre-se que você está sempre aqui nessa mesa e eu estou aqui representando você que faz questionamentos e pergunta.
para que esclareça um pouco mais a Sagrada Escritura para nós. Até a próxima semana, se Deus quiser. Vamos pedir a benção de Deus. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. Amém.