Episódios de Frei Gilson Podcast - Oficial

A Parábola do semeador | Parte 1 | Luz para os meus passos | Novo Testamento | #97

18 de maio de 202653min
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Participantes neste episódio2
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Dom José Francisco Falcão

HostReligioso
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Freigilson Barração do Monte

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Assuntos7
  • A Parábola do SemeadorExplicação de Jesus · São Jerônimo · Mateus 13:4 · Mateus 13:19 · Marcos 4:14 · Lucas 8:11 · São João Crisóstomo · Pseudo Crisóstomo · Caminho · À beira do caminho · Maligno · Romanos 10 · Nossa Senhora · Mateus 7:6 · Santo Agostinho · Cães · Porcos · Solo pedregoso · Mateus 13:20-21 · Tribulação ou perseguição por causa da palavra · São Beda, o Venerável · Herodes · João Batista · Papa Leão XIV · Concílio de Niceia · Terra Santa
  • Os TestamentosParábolas de Jesus Cristo · Evangelho de Mateus · Evangelho de Marcos · Evangelho de Lucas
  • A Obra de Deus e a SalvaçãoIniciativa de Deus · Pecado impedindo o acesso a Deus · Encarnação de Jesus
  • Declarações de féFé e constância · Alegria inicial vs. raiz profunda · Perseguição e tribulação · Ser minoria na fé
  • O papel da consciência e da fé individualCulpa pelo não entendimento · O papel do maligno · Liberdade e consentimento · Descuido e desprezo
  • Guardianismo da verdade factualOpositores da verdade (cães) · Desprezo pela verdade (porcos) · Relativismo e animosidade
  • Palavra de DeusA palavra como semente · A palavra como caminho
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Que alegria começar mais um programa, Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Seja muito bem-vindo, você que nos acompanha pela TV Canção Nova, você que nos acompanha pelo canal do YouTube, Freigilson Barração do Monte e de Dom José Francisco Falcão. Você que ainda não...

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É muito bom saber disso, que vamos estudar todas as parábolas de Jesus. A primeira, a parábola do semeador, uma parábola explicada pelo próprio Jesus.

No programa anterior, inclusive, lemos uma citação de São Jerônimo que dizia algo importante. Reparai que esta é a primeira parábola e que é dita juntamente com a sua interpretação. Cuidemos para não dar aos discursos do Senhor explicados por Ele mesmo outra explicação, ou acrescentar, ou retirar nada daquilo que o Senhor expôs. Ou seja, esta é uma das poucas parábolas que o próprio Jesus explica.

E Dom José fez questão de mostrar essa citação de São Jerônimo para dizer que nós aqui precisamos ficar dentro daquilo que o Senhor mesmo explicou, nem tirando, nem acrescentando, mas o que nos permite aprofundar, que é o que vamos fazer através das explicações de Dom José e com os padres da igreja.

Vamos antes receber com alegria, Dom José, sua bênção. Que bom ter o senhor aqui conosco. Salve, caro irmão, é uma alegria estar aqui. Deus te abençoe. Dom José, nós já lemos esta parábola do semeador nos três evangelhos. Já foi feita essa citação importante de São Jerônimo. Creio que a gente pode agora, versículo por versículo, tentar entender, aprofundar essa parábola.

Perfeito, vamos fazê-lo. Primeiro versículo, versículo 4. Por favor. Mateus capítulo 13. Versículo 4. Disse ele, um semeador saiu a semear, e semeando parte da semente caiu ao longo do caminho. Os pássaros vieram e a comeram. Ninguém tem autoridade para explicar de forma diferente daquela que Jesus...

Explicou. Esse versículo 4 está conexo com o versículo 19. É no versículo 19 que temos a explicação do versículo 4. Vamos então à explicação dada pelo próprio Jesus. Quando um homem ouve a palavra do reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. E este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. Bem.

A respeito do semeador, Jesus não se pronunciou. Então, é lícito perguntar quem é o semeador. E também é lícito perguntar o que é a semente. São Jerônimo vai dar um aprofundamento, mas...

Também vamos precisar da versão de São Marcos, capítulo 4, versículo 14, para a gente responder a essas duas perguntas. Primeira pergunta, quem é o semeador? Porque nosso Senhor Jesus Cristo disse, no versículo 4, um semeador saiu a semear. Mas no versículo 19, ele não disse quem é esse semeador.

Está bem? Agora, em Lucas, ele diz que a semente é a palavra de Deus, não é? Sim. Então, já temos... E Marcos também. Marcos também. Marcos, sim. Mas o semeador? O semeador, não. São Jerônimo, por favor. A explicação de São Jerônimo é uma linha. Este semeador representa o Filho de Deus que veio a semear entre os povos a palavra de seu pai. Perfeito.

Então, esse semeador é Jesus. A semeadura ele faz pessoalmente, ele fez pessoalmente, pregando. Judeia, Samaria, Galiléia. E depois da ressurreição, com o envio do Espírito Santo, ide pelo mundo e pregai o Evangelho. A igreja. Sim. E todos os seus filhos também, todos os anunciadores da palavra. Está certo?

Então, agora vamos a Marcos 4,14, por favor. É por isso que João vai dizer, e o verbo se fez carne, ou seja... Certo, sim. Ele é a palavra. Ele é a palavra. A palavra que se encarnou, mas...

Se encarnou para semear, no caso, para anunciar, para levar a palavra. Então, vamos aos dois textos dos outros dois evangelhos, por favor, para responder a pergunta. O que é a semente? A resposta, ela não está explicitamente em Mateus, mas está em Marcos e está em Lucas. Primeiro Marcos 4,14. O semeador semeia a palavra.

Pronto, só isso, só isso. Versículo 11 de Lucas, Lucas 8, versículo 11. Eis o que significa esta parábola, a semente é a palavra de Deus. Pronto. Então acho que está bem explicado o primeiro versículo.

Nós estamos seguindo a versão de Mateus, porque temos que seguir uma, não é? Mas quando precisar evocar a versão de Marcos e de Lucas, a gente faz como fez agora. A explicação versículo por versículo, dado que são três parábolas, a gente tem que escolher uma, estamos escolhendo a de Mateus, ok? Pronto. Mas ainda tem alguma coisa. Tem um verbo, o primeiro verbo do versículo 4, dê uma olhada.

Um semeador saiu. Saiu. De onde? Jesus não tratou disso. Mas, mas, São João Crisóstomo sim. Saiu de onde? Por favor, com a palavra, um doutor da igreja. Autoridade tremenda.

De onde saiu Ele, que está presente em toda parte, como saiu? Não saiu de lugar algum, mas pela encarnação se aproxima mais de nós, revestindo-se de carne. E veio a nós porque não podíamos entrar onde Ele estava, uma vez que nos impedem os nossos pecados. O verbo, no princípio estava o verbo, o verbo estava junto de Deus, o verbo era Deus e o verbo se fez carne.

Portanto, esse semeador é Jesus, que com o Pai e o Espírito Santo habita em luz inacessível e que na plenitude de Deus saiu. Mas saiu ficando, porque Ele é onipresente. Veio do Pai, veio do céu.

E que bonito, ele fala que saiu porque nós não poderíamos ir até ele, por causa dos nossos pecados. Não fostes vós que me escolheste, fui eu que vos escolhi e nada que a humanidade pudesse fazer conseguiria chegar até Deus, porque com o pecado esse vínculo, esse acesso estava completamente impedido, por isso a iniciativa foi dele. Sim.

E o que seria esse caminho que a palavra coloca? O semeador saiu a semear e semeando parte da semente caiu ao longo do caminho. Do caminho. O Pseudo Crisóstomo, que vossa reverendíssima vai ler daqui a pouco, ao longo do caminho. Primeiro, Jesus se identifica.

com o caminho, uma alegoria muito bonita, em João capítulo 14, versículo 6, eu sou o caminho. Mas, num sentido amplo, a nossa aventura aqui na Terra, a nossa peregrinação. Nós somos peregrinos, nós somos cidadãos do céu, para usarmos a expressão do apóstolo Paulo.

A nossa morada não é aqui. A nossa... estamos aqui em trânsito, estamos aqui de passagem. E nessa aventura rumo à casa do Pai, essa aventura nós podemos chamar de caminho, ou se quisermos peregrinação, ou rota, ou então direção, etc. Mas fiquemos com a palavra clássica usada por Jesus, que é o caminho.

Dito isso, vamos ao pseudo-Crisóstomo, um padre anônimo do século V, desdobrando esse caminho. Por favor. O que é o caminho? Este mundo pelo qual passam todos aqueles que nascem.

É caminho, peregrinação e passagem para todos os que saíram de Deus e para Ele se dirigem. Por isso disse também o profeta, Eu sou um forasteiro junto a ti, um inquilino, como todos os meus pais.

Por isso, da mesma forma que um caminhante não se entretém no caminho e nada leva consigo, senão o que é necessário, assim também o homem não deve entreter-se com nada na peregrinação deste mundo, salvo com aquilo que é necessário para percorrê-lo.

Quem deposita sua esperança no mundo e nele se compraz, assemelha esse homem desesperado que não tem pátria, nem casa, nem família para a qual se dirigir. Ali onde estiver, será a sua casa. Essa será a sua casa. Bem, esse mundo, de fato, para nós é um caminho, é uma peregrinação. Estamos de passagem.

Cada dia é um quilômetro percorrido, é uma légua percorrida, é uma milha percorrida, se nós quisermos. Enfim, cada etapa da nossa vida nós vencemos uma parte desse caminho.

Levanta-te, o caminho é longo, disse o Senhor Deus ao profeta, come, porque tens ainda um longo caminho a percorrer, sim, a nossa vida. Com todos os dramas, com todas as aventuras, com todos os desafios, as provações e também as alegrias, as vitórias e as conquistas.

Um pensamento bonito do Pesceudo Crisóstomo, porque diz isso, não é um ponto de chegada, é um caminho. E como se ele então quisesse dizer, olha, cuidado para você não parar no caminho, não ficar preso às coisas do mundo, porque a sua pátria definitiva, a sua casa não é aqui. Então é um pensamento muito bonito. É sim.

A outra pontuação é a expressão à beira do caminho. Veja como termina o versículo 4. E semeando parte da semente caiu à beira do caminho. O que é à beira do caminho?

O mesmo Piseu do Crisóstomo, lido por vossa reverendíssima, dá a resposta. Por favor. Piseu do Crisóstomo é... É um autor anônimo que escreveu essa obra, que é uma obra incompleta de interpretação do Evangelho segundo Mateus. Esse livro gozou de muita autoridade nos primeiros séculos da igreja. Durante um certo tempo pensou-se que ele havia sido escrito por São João Crisóstomo.

Depois se descobriu que esse livro não podia ter sido como autor São João Crisóstomo. E aí, apesar disso, o conteúdo dele é fantástico. Então, os estudiosos da Patrística decidiram, já que nós não sabemos quem é o autor, pensou-se que era São João Crisóstomo, então vamos chamá-lo de pseudo-crisóstomo. Entendi. Por favor.

O que significa a beira do caminho? O homem que vive segundo este mundo, que conhece as coisas do mundo, mas ignora as de Deus. Dia e noite, nada faz se não pensar e desejar, comer e beber bem e ocupar-se com as imundícias do corpo. Destas coisas nascem todos os males. Veja, a palavra de Deus não é lançada para ser marginalizada.

E aqui o texto não diz, veja, veja que o texto não diz que a semente foi colocada à beira do caminho por vontade do semeador. O que foi que o semeador no versículo 4 fez? Um semeador saiu a semear. Pronto. O texto diz que o semeador lançou a semente à beira do caminho. E semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho. Ah, sim.

O semeador semeia e coloca no íntimo do coração. Romanos capítulo 10. A palavra está ao teu alcance, em tua boca e em teu coração. Ah. Agora, se ela chega ao meu coração e eu decido colocá-la aqui à beira, aí sou eu. Ficou claro, Frejus? Sim. Para que ninguém pense que lendo desavisadamente esse versículo 4,

Não, a semente foi colocada à beira do caminho porque o semeador não teve boa pontaria. Epa, não senhor, o semeador saiu a semear. Jesus quando pregou para as multidões, ele não pregou para dizer, não, deixa isso daqui como coisa secundária. Não, ele foi direto. A palavra está em tua boca e em teu coração. Romanos 10. A palavra chega aqui ao coração pelo ouvido.

Agora, aqui dentro, eu faço, qualquer pessoa pode fazer da palavra, ouvir daquilo que ele bem entendeu. Então a pessoa vai para uma missa bem celebrada, ungida, etc., pelo Fergilson, que fez uma pregação maravilhosa. Terminada a missa, é tudo uma bobagem. Acabou de colocar a palavra à beira do caminho. Mas a culpa foi sua? Não. Que fez a homilia? Não.

Ficou clara aqui a questão de a beira do caminho. Muito bem. Então, ou seja, é aquela pessoa que ouve aquela palavra, mas ainda tem dificuldade de deixar o mundo. Porque fala que o homem que vive segundo este mundo. Então, ele não quer...

Ele viu que contrapôs com as realidades que ele gosta. Então, seria isto. Sim, sim, perfeitamente. A explicação dada por Nosso Senhor vai nessa linha. Vamos à explicação dele. O que significa a beira do caminho. Ele já explicou. E a explicação está, se não me engano... Versículo 19. Leia. Quando um homem ouve a palavra de Deus e não entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Pronto.

O não entendimento não é culpa do semeador. O não entendimento é culpa daquele que ouviu. Portanto, o entendimento voluntário, evidentemente, eu não quero entender, eu não me esforço por entender, não faço nenhum esforço para dirimir minhas dúvidas, etc. Isso aí é responsabilidade sua. Então, a palavra vai ser marginalizada.

Jesus coloca aqui o maligno, em M maiúsculo. Aí é que está. O poder de o demônio tirar alguma coisa da minha vida. É só com a minha permissão. Exatamente. Se eu não abrir a porta, se eu...

Ele não entra. Se eu negligenciar, ele entra. Se eu não me esforçar, aí ele aparece. Se eu não retiver, se eu não retiver essa palavra como Nossa Senhora, e ela guardava todas essas coisas no seu coração. Aí sim, você está dando força para ele.

você está abrindo um espaço para ele, você está se expondo a ele, você está se fragilizando diante dele e ele vem e tira. Mas tira com o seu consentimento. Então eu posso entender, segundo essa parábola, de que é interesse do maligno?

Toda vez que alguém recebe a palavra genuína de Deus, é interesse do maligno logo tirar essa palavra. Completamente. É um interesse, aliás, é prioridade absoluta dele. Porque se o começo da conversão está na acolhida da palavra, o começo da perversão está na retirada da palavra.

Perfeitamente, bem pontuado. Romanos, a fé vem pela pregação da palavra, ou seja, se aquela palavra de fato entra, a pessoa vai aderir à fé. Romanos capítulo 10, já que ele falou, essa provocação não pode ficar sem resposta. Romanos capítulo 10, capítulo 10, sim, versículos de 9.

Perdão, já a partir do versículo 8 até o versículo... 17? Sim, vamos lá. Que diz ela, afinal, a palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração. Essa é a palavra da fé que pregamos. Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

É crendo de coração que se obtém a justiça e é professando com palavras que se chega a salvação. A Escritura diz, todo que nele crer não será confundido, pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam, porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Porém,

Como invocarão aquele em quem não tem fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar se não houver quem pregue? E como pregarão se não forem enviados, como está escrito, conformosos são os pés daqueles que anunciam as boas novas? Mas não são todos que prestam ouvido a boa nova.

É o que exclama Isaías, Senhor, quem acreditou na vossa pregação? Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo. Pois bem, no versículo 16, não são todos que prestaram ouvido à boa nova. Isto é, ela foi anunciada, prestar ouvido significa o que Nossa Senhora fez. Ela guardava essas coisas no seu coração.

Meditar, não deixar cair por terra, guardar é outro verbo utilizado por Jesus, quem guarda a minha palavra, ou seja, quem conserva, quem retém para ser meditada, para ser vivida, para ser proclamada, para ser defendida. É por isso que então Mateus capítulo 7, Jesus vai falar de a importância de ouvir e colocar em prática. A imagem da casa edificada sobre a rocha.

Aquele que ouve a minha palavra e a põe em prática é semelhante a uma casa edificada sobre a rocha. E o outro, a casa edificada sobre a areia. Sim, é uma imagem cara a Nosso Senhor.

Então ficou claro o que significa aqui a beira do caminho. Agora, uma outra pergunta, eu acho que de certa forma já respondi, de quem é a culpa de o demônio ter tirado a palavra?

De novo, vamos a Mateus, Mateus... O 19, Mateus 13, 19. 13, 19, Jesus diz exatamente, quando um homem ouve a palavra do reino e não a entende...

O maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. Veja, não é que a semente foi lançada à beira do caminho, ele a recebeu. Isto é, eu recebo o que o Fregilson acabou de dizer nessa pregação. E coloco aqui nesse lugar bem secundário. Porque eu tenho coisa mais importante para ver. A respeito está ali, à beira do caminho.

Bem, recebeu à beira do caminho, isto é, tratou-a como algo marginal. Então vem o demônio e tira. Pergunta, como o verbo utilizado aqui por Jesus é arranca? Será que Jesus aqui está dizendo que o demônio viola a nossa liberdade? Será que Jesus aqui está insinuando que o demônio contra a nossa vontade arrancou? A coisa não é bem assim, não é em vereda e por aí.

O pseudo-crisóstomo, de novo, vai dar essa explicação. Qual é a força que o demônio tem na vida de uma pessoa a ponto de arrancar a palavra de Deus que chegou no coração dela? Por favor. Arrancou o sol que está à beira do caminho.

Correto, correto, correto. Mas ainda a questão é, arrancou com ou sem o meu consentimento? Sim. Agora sim, por favor, vamos ao pseudo-crisóstomo, que vai responder a esta pergunta. De quem é a culpa? Do demônio ou de quem não entende a palavra do reino? A semente da palavra que cai sobre o solo pedregoso é levada pelos demônios voadores.

Diz-me de quem é a culpa, dos demônios que levam a semente ou dos homens endurecidos que não a acolhem no suco de seu coração? Penso que não é culpa dos demônios que a levam. O ladrão que atravessa uma parede e entra na casa por um lugar escondido? Entretanto. Entretanto, quem está do lado de fora, como poderá ser culpado de ser o ladrão? Assim também o diabo.

Se pudesse introduzir-se nos segredos de teu coração para arrebatar a palavra sem o teu consentimento, justamente seria culpável. Todavia agora ele a leva por causa do teu descuido e do teu desprezo.

Percebeu aqui a gravidade? Que explicação fantástica. Então, costuma-se atribuir ao demônio aquilo que, na verdade, é responsabilidade nossa. Vossa reverendíssima lembra de alguém lá no livro do Gênesis que tentou colocar a culpa do seu pecado no diabo? Eva. Eva. Primeiro ele perguntou para o irresponsável esposo dela, né?

Onde estás? Ouvi teus passos no jardim e estonou. Quem te disse que estavas nu? Foi a mulher que tu me deste. Ela me deu fruto e eu comi. Abestado. Botou a culpa na mulher. Aí o Senhor Deus perguntou à mulher, e por que fizeste isto? Ela tentou botar a culpa na serpente. Foi a serpente que me iludiu e eu comi. Epa! Adão não assumiu sua culpa. Eva também não assumiu sua culpa. Alto lá.

Portanto, isso de dizer, ah, foi o diabo que destruiu a minha vida. Bom, indiretamente sim. Vamos ver como foi que a vida foi destruída. Teve o pecado aí no meio. Teve responsabilidade com relação ao pecado. Teve negligência com relação às coisas de Deus. Descuido e desprezo. Portanto, assuma a sua culpa. O diabo fez a parte dele, mas depois que você fez a sua.

Assim como Deus respeita a nossa liberdade, não...

Como é que eu posso dizer? Não obriga. O diabo também não pode nos obrigar. Esse poder Deus também não deu ao diabo de obrigar. E se ele fez algum rápido, se ele apanhou, se ele abucanhou, se ele tirou, etc. Foi por causa do nosso descuido, foi por causa do nosso desleixo. Não desleixemos. Resistir-lhe firmes na fé, diz São Pedro. A Pedro capítulo 5, versículo 8.

Mas é hora de terminar o bloco. Estamos começando ainda, graças a Deus, temos ainda o segundo bloco. Então é um breve intervalo, não sai daí não, a gente já continua, tá bom?

Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Está maravilhoso o programa de hoje. Estamos aprofundando a parábola do semeador que foi explicada pelo próprio Jesus. Já aprendemos o que é o semeador, o que é a semente, de onde saiu o semeador, o que é o caminho, o que significa a beira do caminho, de quem é a culpa, que é o que estávamos vendo há pouco.

Do demônio ou de quem não entende a palavra do reino? Nós vamos continuar. E eu pergunto para Dom José, porque na versão de Lucas, diz que a semente foi pisada. Muito interessante sua pontuação. E não podemos deixar passar em branco esta informação. Jesus não coloca nada nas parábolas que não tenha importância.

E a primeira coisa, vamos ler então, Lucas capítulo 8, versículo 5. Lucas capítulo 8, versículo 5. Saiu o semeador a semear a sua semente e ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as árvores do céu a comeram. Pronto. A explicação, ela precisa de dois momentos.

O primeiro momento, Mateus, capítulo 7, versículo 6. A semente foi pisada e essa informação só aparece em São Lucas. Portanto, não aparece na versão de Mateus e não aparece na versão de Marcos.

Mateus, capítulo 7, versículo 6. Não lanceis aos cães as coisas santas, nem não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. Cães, porcos, pérolas, pés, despedaçar. Que linguagem misteriosa, não é? Uhum.

Mas o que significa isso? Aí entram os padres da igreja, explicando essa imagem tão sugestiva de nosso Senhor Jesus Cristo. O que é uma coisa santa? O que são os porcos? O que são as pérolas? O que significa atirar? Os padres da igreja são...

maravilhosos nesse sentido. E a vossa reverendíssima quem vai ler Santo Agostinho, na sua famosa obra, O Sermão da Montanha, onde ele comenta versículo por versículo, Mateus 5, 6 e 7. Aqui só para ficar claro para o povo, foi pisada por quem? Foi pisada pelo semeador ou foi pisada por quem acolheu esta palavra? Pois é.

Como no versículo 5 de Lucas, parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada. O texto não diz. Mas como a Bíblia se explica com a Bíblia, vamos buscar os autores desse pisotear. Então, e vamos buscar nos lábios de Jesus. O texto que vossa reverendíssima acabou de ler. Mas a explicação desse texto, porcos, cães...

Quem são eles? Santo Agostinho, por favor. Ora, os homens tentam corromper aquilo que não querem deixar íntegro e desprezam o que consideram vil e abaixo de si mesmos. Por essa razão é dito que é pisoteado tudo aquilo que se despreza. Como os cães lançam-se para desperdaçar...

E não deixam nada inteiro aquilo que agarram, diz o Senhor, não deis aos cães o que é santo. Ainda que a coisa santa não possa ser corrompida nem despedaçada, continuando sempre íntegra e inviolável, entretanto é preciso considerar a intenção dos que se opõem com inimizade encarniçada para aniquilar a verdade, como se tal fosse possível.

Quanto aos porcos, ainda que não despedacem com os dentes, como os cães, contudo sujam, pisoteando tudo o que encontram.

Por isso, prossegue o Senhor, não atireis vossas pérolas aos porcos, para que não as pisem, voltando-se contra vós, vos estraçalhem. Logo, sem incongruência, cremos que se pode denominar cães aos opositores da verdade e porcos aos que a desprezam. Não é maravilhoso? Pronto. Você descobre no seu dia a dia, no trato com as pessoas, no relacionamento até com instituições, com...

com pessoas realmente que têm uma animosidade contra a palavra de Deus.

Esses cães, segundo a imagem usada por Jesus, e esses porcos. Portanto, veja com relação, vejamos aqui a anatomia do cachorro, do cão, e a anatomia do porco. Qual dos dois é herbívoro e qual dos dois é carnívoro? O cachorro é carnívoro. O cachorro é carnívoro. Então, estraçalhar. O que ele quer é causar dano.

ele se opõe à verdade. E a oposição à verdade tem muitos nomes hoje, não é? Relativismo, relativismo, a agressividade, a animosidade contra a mensagem da igreja, contra a própria igreja, essa contestação que também se percebe dentro da igreja, muitas vezes, não é? De não aceitar a sã doutrina, de querer introduzir.

Um outro credo, um outro ensinamento, que São Paulo diz na abertura da Carta aos Gálatas, aquele que ensinaram o Evangelho é diferente daquele que foi anunciado, seja anátema. Então, os opositores da verdade e os porcos, os que a desprezam. O porco é um animal relaxado, não é? É um animal que tanto faz estar limpo como está sujo, ele gosta muito de se remover na lama.

É um animal, bom, eu não digo criado em cativeiro, mas um animal relacionado com a sujeira, com a imundícia e assim por diante. O desprezo, o escárnio, tratar isso com desdém. Enfim, tudo aquilo que a vida do porco tem, não nos tempos atuais, mas no tempo de nosso Senhor Jesus Cristo, um animal impuro.

a impureza como desprezo, como escânio, como deboche, como irreverência das coisas santas de Deus. O bonito dessa colocação de Santo Agostinho também foi que, por mais que desprezem a verdade, opositores da verdade ou que desprezem, não conseguem tocar na verdade nela, não conseguem...

desfazer a verdade, não conseguem diminuir essa verdade. Assim, São Paulo diz, nada podemos contra a verdade, ainda que a contestação, ainda que a deturpação, ainda que a difusão de heresias cause muito dano. Você imagina um seminário contaminado com heresias.

com toda certeza, ou muito provavelmente, os futuros sacerdotes que estão assimilando, enquanto seminaristas e diáconos, essas doutrinas, uma vez ordenadas, vão causar um dano tremendo ao povo de Deus. Sim, isso também no exercício do ministério sagrado, na catequese, etc., um risco.

Existe, claro, é doloroso, é triste ver que a situação da igreja naquele ambiente, naquela parte do planeta, naquele, enfim, padece exatamente disso, ensinamentos que não são os ensinamentos da sã doutrina.

Muito bom, Dom José. Podemos continuar? Sim. Então, voltemos à versão de Mateus. Mateus capítulo 13, versículos de 5 a 6. Então, vamos avançar agora à segunda situação da parábola. Primeira, a semente lançada à beira do caminho. Correto? Certo. Solo pedregoso. Só tem pedra. O diabo tem as árvores, etc. Jesus já deu a explicação.

Agora vamos à segunda situação, de 5 a 6. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra e nasceu logo porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se por falta de raízes. Bem.

Então já vamos imediatamente para a explicação desses dois versículos. E a explicação, que é dada pelo próprio Jesus, está nos versículos 20 e 21. Por favor. O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida. Mas não tem raízes, é inconstante. Sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda. Parece-me que a explicação é bem clara.

É bem explícita. Aqui está a explicação. Então, eu não posso, nem devo, nem ninguém pode, nem deve explicar de forma diferente, porque a explicação aqui é cabal. Antes de entrarmos no pseudo-crisóstomo, em São Beda, o venerável, monge e doutor da igreja...

Alguma pontuação sobre Mateus 13, de 5 a 6, e sobre Mateus 13, de 20 a 21? Sim, eu tenho uma pergunta importante. Sobrevindo a uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra,

Aqui parece que deixa claro que essa perseguição e a tribulação tem que ser por causa da palavra. Só pode ser por causa da palavra porque esse foi o sentido dado por Jesus. Porque às vezes tem uma tribulação que não é por causa da palavra, então não se aplica aqui. Não se aplica aí. Se aplica ao espinho.

As tribulações da vida. Ah, tá. Calma, é até sempre. Não se aveste, rapaz. Mas é bom fazer essa diferenciação. Está certo. Exatamente. Porque aqui é por causa da palavra. Exatamente.

Ou seja, eu comecei a seguir o Evangelho, comecei a seguir o caminho de Jesus, e isso traz um sofrimento, isso traz uma perseguição. Aquele ataque, aquele deboche, aquela crítica, aquele link para anarquizar com a igreja, para anarquizar com os ministros sagrados, aquela contestação em ambiente, sei lá, acadêmico, em ambiente de trabalho, etc. Aquela pressão, aqueles insultos, porque você abraça a palavra, porque você reza, porque você utiliza um, sei lá...

um símbolo religioso, porque você não se envergonha da sua fé, etc. Ou seja, tem relação com uma provocação pelo fato de você pertencer a Jesus, pelo fato de você professar a palavra, pelo fato de você ser de Jesus. Interessante, eu estou me lembrando do meu pai, João João da Cruz, que ele fala que nós temos três inimigos, o demônio, o mundo e a carne.

E aí, aqui já podemos perceber no primeiro contexto, que é o maligno, falou do maligno, como o nosso inimigo que descuido, ele rouba a palavra. E agora, meio que o mundo, a crítica do mundo, a oposição do mundo é também um grande inimigo. Porque pertencemos ao Senhor. Exato.

Muito bom. O senhor vai aprofundar com o padre da igreja, é isso? Sim. Vamos primeiro ao pseudo-crisóstomo e é vossa reverendíssima quem vai ler. A pedra possui duas propriedades naturais, fortaleza e dureza. Por isso os homens são chamados pedras pela fé ou pela dureza de coração. Diz o profeta.

Tirarei do vosso peito o coração de pedras. Ezequiel 36, 26. O que é a terra? É a inteligência carnal não racional que está na alma dura e constante. Muitos têm uma inteligência natural boa, porém poucos têm uma alma constante. Porque a inteligência do homem vem de Deus, enquanto a constância da alma depende da vontade própria.

Existem homens aos quais, quando se lhes fala da glória dos santos e da felicidade do reino dos céus, alegram-se e se rejubilam escutando, porque os que têm a sabedoria natural é também fácil receber a palavra. Porém, não te fiz de sua alegria, pois escutam carnalmente e se rejubilam carnalmente.

Carnal, inteligência carnal, escutar carnalmente, rejubilar-se carnalmente. O homem espiritual e o homem carnal. Essa imagem também é usada pelo apóstolo Paulo, não é? Na primeira aos corintios. Precisamos remontar a esse texto. Recomendo depois a leitura da primeira aos corintios sobre esse argumento.

Podemos chegar então a São Beda, o venerável? Sim. Só para destacar aqui, outra caiu em solo pedregoso. Então esse solo pedregoso é o, pelo que foi dito aqui pelo PCU do Crisóstomo, é esse coração de pedra. Pronto. Exatamente. Dureza de coração. É a dureza de coração. Dureza de coração. A palavra não consegue penetrar. Não consegue. Existe um bloqueio. Por mais alegria que você esteja recebendo. Boa, boa, boa.

porque é possível você receber com alegria como a gente vai...

Perceber na explicação dada por nosso Senhor Jesus Cristo em Mateus 13, de 20 a 21. Leia de novo, Mateus 13, de 20 a 21. O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida, mas não tem raízes, é inconstante, sobrevive numa tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda. Qual é a figura?

Qual é a figura... Não, quatro figuras. Quais as quatro figuras que vêm à mente de Vossa Reverendíssima quando o assunto é esse? Alegria. O texto diz a respeito de Herodes que ele ouvia de bom gosto João Batista. Se alegrava em ouvir João Batista. Mas João Batista está preso. E permanecia no adultério. Perfeito. Está preso. Outra.

Alguém ouviu Jesus com alegria e disse, Senhor, te seguirei onde queres que vais. As aves têm os seus ninhos, as aposas têm suas tocas, mas o Filho do Homem não tem onde reclamar a cabeça. Com alegria passageira. Foi embora. Senhor, eu te seguirei, mas deixa primeiro que eu me despeça da minha família. Esse também.

Senhor, eu te seguirei, mas deixa que eu enterre os meus mortos. Deixa que os mortos enterrem os seus mortos. Quem coloca a mão no horário, olha para trás, não é digno de mim. Etc, etc, etc. Quatro, que receberam com alegria mais quando Jesus apresenta as exigências. Quero mais. Sim, a alegria não é tudo.

É um sentimento bonito, sem dúvida alguma, aquela exultação, aquele primeiro encontro. Veja que encontro bonito, eu estive em Barretos com o Frei Gilson, eu estive em Brasília com o Frei Gilson, etc. Saiu alegre. Ótimo, é um passo importante, por favor. Sim. Mas trate de retomar isso de...

transformar isso num itinerário, desdobre isso, amadureça isso, pondere isso. Você está disposto a sofrer as consequências disso tudo. É uma palavra radical, é uma palavra extremamente exigente e ela terá repercussões na sua vida e ela exigirá muito de você, porque sem dúvida alguma virão as tribulações, virão as perseguições e aí se você não estiver alicerçado nessa palavra é...

essas perseguições, essas tribulações vão ser, por causa da palavra, vão ser uma ocasião de queda. É por isso então que Jesus em João capítulo 15, versículo 18, diz, Se o mundo vos odeia, sabei que o teu nome... Antes de odiar o homem. Ele vai falando desse ódio do mundo, o mundo vai te odiar, né? Sim. E é porque você não é do mundo, se fosse do mundo, o mundo vos amaria. Vos amaria, sim.

Cabe bem, cabe bem este texto. Vamos a São Beda? Vamos. É vossa reverendíssima quem vai ler. Agora vamos para a Inglaterra dos séculos VII e VIII. Outra parte caiu sobre pedregulho. Chama de pedra a dureza da mente lasciva, de terra a leveza da alma obediente, de sol o ardor da perseguição violenta.

A profundidade da terra que deveria receber a semente de Deus é a virtude da alma exercitada pela instrução celeste, irregularmente instruída a obedecer as palavras divinas.

Já os lugares pedregosos, que não possuem força para receber a raiz, são aqueles corações que são atraídos no momento apenas pela doçura da palavra ouvida e pelas promessas celestes, mas que na hora da tentação batem em retirada, pois neles há pouco desejo salutar para que a semente da vida rebente. O que São Beda, o destaque de São Beda aqui, me parece, foi nessa palavra de Jesus em Mateus 13, de 20 a 21.

Não tem raízes. É inconstante. Ele pensa que a palavra que ele acolheu com alegria é uma palavra que vai ser respeitada por todo mundo, vai ser admirada por todo mundo, e é uma palavra que não vai ser atacada, etc. Quando ele percebe, de fato, colocando os pés no chão, que o mundo não é assim, eis que eu vos envio como cordeiros no meio de lobos.

Dentro e fora da igreja, por favor, lobos. Dentro da igreja, muitas vezes, os falsos irmãos de quem fala São Paulo. Há muitos anticristos no meio de vós. Pois é. E ele sente aquele choque. Eu estou sendo... Tem um menino...

um menino garotinho de 7 anos, ele cresceu torcendo por um determinado time de futebol. Eu não vou dizer qual é o estado, nem vou dizer qual é o time de futebol. E aí, o coitadinho na escola, torcedor fanático, como o pai dele, né? O pai dele torcia por esse time. Só que esse time, há uns 10 ou 15 anos, que não ganhava um título.

E aí os colegas na escola começaram a criticar, etc. Depois, sabe o que ele fez? Mudou a casaca, passou a torcer pelo time. Mudou e resolveu o problema. Aí eu, mas filho, você... É, porque meus colegas criticam e tal, então eu vou torcer.

Traduzindo agora, passando para isso. Muita gente faz isso com a fé. Exatamente. Estão perseguindo, porque estão criticando, estão dizendo que católicos adoram imagem. Então, eu vou para uma denominação que não adora imagem, porque católicos... O que é isso?

Não, estão atacando demais a minha religião, as minhas convicções, estão criticando acidamente os mandamentos, os sacramentos, a palavra de Deus, dizendo que isso é coisa de gente carola, etc. Inconstante. Daí a necessidade de um substrato, já desde a infância, uma boa catequese, antes de tudo, no lar, dentro de casa.

que deva ser retomada, que precisa ser retomada na comunidade paroquial com uma catequese, verdadeiramente catequese, exatamente para preparar os nossos filhos, preparar os nossos jovens, preparar os nossos adultos, os nossos casais.

para essas provocações, essas tribulações, essa perseguição, que vão se manifestar as duas, perseguição e tribulação, por causa da palavra que você abraçou. Nós que abraçamos a fé em Jesus, abraçamos a fé, mas vamos para o mundo, o mundo cruel.

muitas vezes, de pessoas que não dão a mínima para a igreja, que não dão a mínima para a fé que nós professamos. E é preciso enfrentá-los e dizer, não, eu sou constante, eu estou alicerçado em Jesus da minha fé, eu não abdicarei, nela eu nasci, nela eu cresci e nela eu hei de morrer. Há todos os apóstolos que falam que vamos chegar ao reino dos céus com perseguições. Para chegar ao reino dos céus é necessário que passemos por muitas tribulações. Exatamente.

E, Dom José, me parece que às vezes pode acontecer de ser a maioria, né? A maioria que está contra, a maioria... A gente percebe que o mundo de hoje, a maioria está indo pelo caminho do mundo. Então, às vezes, a pessoa se sente intimidada. Ah, mas a maioria está falando isso, a maioria está indo por aquela direção. E ela vê que ela está num grupo menor. Ou seja, ela não pode se intimidar mesmo quando ela está nesse grupo menor. Bem lembrado, Frey Gilson.

Papa Leão, 14, há pouco tempo, ele foi à Turquia celebrar com os católicos e os irmãos cristãos separados os 1.700 anos do concílio de Nicea, celebrado no ano 325, que proclamou a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, Jesus Cristo, o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem.

Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado. E lá, na Turquia, os católicos, em comunhão com o bispo de Roma, em comunhão com o Papa, eles são uma minoria, mas uma minoria muito coesa, que convive com a imensa maioria muçulmana.

mas convive em paz, mas convive em paz sem abdicar dos seus princípios, sem abdicar da sua fé, sem abdicar exatamente dessa solidez em Cristo e na fé da igreja. Então ele esteve num país de minoria católica, de extrema minoria católica. E depois foi ao Líbano.

Lá, nós católicos romanos também não somos maioria. Lá nós convivemos com uma grande quantidade de denominações, tanto cristãs não católicas, como também de muçulmanos. E foi confirmar a fé daqueles que vivem como minoria, minoria religiosa. Sim, muitas comunidades no Brasil, eu estive recentemente numa paróquia,

em Dilma, Arquidiocese do Nordeste, não vou dizer qual foi, em que a quantidade de cristãos católicos é uma minoria, diante da maioria que professa não uma, mas várias denominações. Pois bem, e essa comunidade, ela é muito viva, tem um certo, digamos assim, uma certa, aspas, vantagem, você ser minoria, porque obriga você a...

dá razões da sua esperança, como diz a carta de São Pedro, uma das cartas de São Pedro. Eu sou minoria, mas é uma minoria muito sólida, muito consciente, muito viva, nos Estados Unidos da América.

Muitas paróquias onde eu celebrei, Vossa Reverendíssima também, lá nós não somos maioria, mas Vossa Reverendíssima viu como eu vi, como são católicos conscientes, católicos confitos. Adoração perpétua em várias igrejas. Pois bem, confissão, missa, sacramentos, o pagamento do dízimo e assim por diante. Pois bem, mas faltam...

Faltam quase dois minutos para o fim. Estamos acabando. Vou terminar já, mas o senhor também me fez lembrar, a última vez que eu fui na Terra Santa, quando eu podia ainda ir, se bem que parece que abriu novamente agora, eu estava conversando com um judeu mesmo, ele dizia que...

No ano 1930, 70% de cristãos na Terra Santa. E hoje, agora são 2 a 3%. Então nós somos a minoria. Mas é o que o senhor está dizendo. Mesmo sendo a minoria, não podemos deixar de seguir Jesus.

É uma alegria estar aqui com você. Olha, agora estudar as parábolas vai ser isto. É um estudo que vai tocando a nossa alma. Na verdade, não tem como estudar a palavra de Deus e a palavra de Deus também não ir causando algo em nós.

E que bom que isso acontece. Então, aqui não é um estudo somente intelectual para a gente saber o que, intelectualmente, o que está acontecendo aqui no texto. Não. Aqui é um estudo onde nós também queremos deixar que o Senhor toque o nosso coração. Foi uma alegria estar com você. Até semana que vem, se Deus quiser. Vamos pedir a benção de Deus. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

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