Introdução às Parábolas | Parte 10 | Luz para os meus passos | Novo Testamento | #96
Qual parte mais te marcou?
Freigilson Barração do Monte
José Francisco Falcão
- Parábolas BíblicasDiferença entre parábola e alegoria · Evangelho de João e alegorias · Número de parábolas · Dom Estevam Bittencourt
- A Parábola do SemeadorDivisão por Evangelhos · Divisão por tamanho · Divisão por época de redação · Divisão por assuntos/temática principal · Dom Estevam Bittencourt
- Exegese Evangelho JoaoAlegoria do servo e do filho · Alegoria do bom pastor · Alegoria das 12 horas do dia · Alegoria do grão de trigo · Alegoria de caminhar na luz · Alegoria de preparar um lugar · Alegoria da diversidade de brilhos · Alegoria do dragão e as estrelas · Alegoria da videira verdadeira · Alegoria da mulher com dor de parto
Que alegria estarmos começando mais um programa Luz para os Meus Passos Antigo Testamento. Seja muito bem-vindo aqui pela TV Canção Nova, no canal do YouTube, Frei Gilson Barração do Monte, canal do YouTube de Dom José Francisco Falcão. É uma alegria imensa estar aqui com você.
A gente tem feito aqui um estudo muito caro da Sagrada Escritura. Então, na mesma semana, você tem recebido, tanto pela TV Canção Nova, quanto pelo canal do YouTube, um conteúdo riquíssimo da Bíblia. Eu ouso dizer, jamais visto em nosso Brasil, e até porque não dizer no mundo. E ouso também dizer um conteúdo gratuito. Gratuito, você não paga nada.
Você acessa quando você quiser, você pode rever quantas vezes você quiser. Um conteúdo gratuito. Eu sei que muita gente já está valorizando isso. Nós já temos muitas pessoas que são assíduas, que não perdem um programa. Outras que vêm um programa ou outro, todos sejam muito bem-vindos. Mas saiba que aqui você tem um alimento sólido para estudar, meditar a Sagrada Escritura.
Lembrando que quanto mais você conhece as Sagradas Escrituras, mais você vai amar a Jesus Cristo. Então é uma alegria imensa ter você aqui. Estamos terminando, eu creio que a gente termina hoje, a introdução às parábolas. Fizemos uma introdução à Sagrada Escritura, aos Evangelhos, às parábolas, porque agora, a partir de agora...
Dom José já nos mostrou que nós vamos estudar 41 parábolas de nosso Senhor Jesus Cristo. Você imagina isso? Estudar 41 parábolas, uma a uma, com os padres da igreja. Vai ser especial demais. Creio que hoje mesmo a gente começa o estudo da parábola do semeador, que vai ser a nossa primeira parábola.
Seja bem-vindo e vamos agora acolher Dom José Falcão, que está no meio de nós. Sua bênção, que bom ter o Senhor aqui nos ensinando a Palavra de Deus. Salve, caríssimo. Deus abençoe sua vida. É uma alegria estar aqui. Dom José.
Nós estamos quase terminando a nossa introdução às parábolas. Foi tão importante o senhor nos mostrar o que é uma parábola, qual a finalidade de uma parábola, por que Jesus falava em parábolas. E agora o senhor já está sintetizando, mostrando, esquematizando quantas parábolas vamos estudar, 41 parábolas. E no último programa a gente percebeu que no Evangelho de João,
Segundo João, não aparecem parábolas, mas aparecem muitas alegorias. E o senhor adotou essa postura de que não são parábolas, mas alegorias. E o senhor nos disse que daria 12 exemplos. O senhor terminou o programa passado no quarto exemplo em São João. É verdade. Vamos dar continuidade, somente recordando.
Não há unanimidade no mundo dos estudiosos da Bíblia a respeito do número das parábolas. Há exegetas que consideram que só são 27, 28, 30 parábolas, outros que consideram 40, 50, 60, 70, 80, até 90 ou perto de 100 parábolas. E os motivos para essa disparidade dentre...
por vários motivos, temos essa questão de tradução e de compreensão do que é parabolé e do que é paroimia. A palavra parabolé, parábola.
no original grego, não aparece no quarto evangelho. Esse é um dos motivos para os exegetas, vários exegetas, não considerarem o quarto evangelho como contendo alguma parábola. Vamos nos inclinar com meu professor de Bíblia, Dom Estevam Bittencourt, que o número de parábolas é 41, mas esse número não há unanimidade. Retomemos, então.
Agora, o quinto exemplo de alegoria no Antigo Testamento. Somente para lembrar o programa anterior. Em João, né? Sim, João, no Evangelho segundo João. O apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas, capítulo 4, utiliza essa palavra alegoria. E o que é alegoria? Ele mesmo diz o que é alegoria. É uma representação. H representa a nova aliança.
Sara representa a nova aliança, a esposa de Abraão, e H representa a antiga aliança. Sim. Pronto, então a definição bem simples, bem palatável e bíblica também de alegoria. É uma representação. Essa realidade representa a outra. E isso tem muito no quarto evangelho. Vamos ao quinto exemplo, o servo e o filho. João capítulo 8, versículos de 35 a 36.
Ora, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim fica para sempre. Se, portanto, o filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Imagem bonita de nosso Senhor aqui. E veja aqui o pano de fundo dessa alegoria. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
Ele faz essa afirmação e depois remete à comparação, à alegoria, à representação filho e escravo. O filho permanece ou o escravo não permanece e assim por diante. É uma alegoria. Isto é, para nós.
compreendermos a nossa relação com Jesus, Jesus se utiliza dessa alegoria para falar dentro de uma casa, no seu tempo, evidentemente, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim, porque o escravo chega o momento em que ele obtém a carta de alforria, ou porque ele compra, ou porque o patrão decide mandá-lo embora, ele está livre, eu não vou ficar mais nessa casa, enfim, eu vou seguir o meu caminho, mas o filho não.
Então, essa alegoria, ela representa o quê? O filho que fica para sempre é a autêntica relação com Jesus. E o escravo vai embora. Muito bonito, muito bonito. Mais uma alegoria. Vamos ao pastor.
É a alegoria do bom pastor. Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas, elas me conhecem. João capítulo 10. Quem não conhece essa imagem? São 18 versículos. Não vamos lê-los todos. Mas aqui nós temos várias alegorias. Primeira, a porta. Depois, as ovelhas. Tudo isso no versículo primeiro. Depois, o ladrão.
Depois, o pastor. O pastor só aparece no versículo 2. Depois, o porteiro, versículo 3. Depois, vejamos aqui, o estar dentro, o estar fora, o seguimento. Depois, a palavra estranho. Depois, fugir. Depois, matar. Depois, roubar. Depois, destruir. Versículo 10. Bem, é uma...
Vem um lobo também? Então, são muitas imagens que representam realidades que transcendem a própria materialidade daquela coisa ou daquela pessoa ali colocada. Salteador.
Aquele que rouba, aquele que mata, aquele que destrói. Sem dúvida alguma, é alguma realidade que toca como algo nocivo, prejudicial, um perigo para as ovelhas. O que o pastor é para as ovelhas, Jesus é para nós. O que as ovelhas são para o pastor, nós devemos ser para Jesus. A porta, repare no versículo 9 quem é a porta. Dê uma olhada.
Eu sou a porta. Pronto. Mas ele diz também, ele diz também em versículo 14. Eu sou o bom pastor. Então, nessa alegoria do bom pastor, Jesus é pastor, mas também é porta. Em que sentido ele é pastor? Em que sentido ele é porta? Não podemos entrar agora porque não estamos tratando de alegorias.
Eu acho que somente esse capítulo 10, pelo menos até o versículo 18, exigiria acho que uns cinco ou seis programas para nós explorarmos essa riqueza. Mas não vamos entrar agora, apesar de ser uma adorável tentação nos determos nessa riqueza. Mas o nosso papel agora não é alegoria e sim parábola.
Vamos para a sétima então. Sétima, às doze horas do dia. Pulemos para o capítulo 11 de São João, versículos de nove a dez. Jesus respondeu, não são doze às horas do dia? Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta luz. Interessante, os padres da igreja...
comentando esse versículo, vão enxergar nos 12, os 12 apóstolos, 12 horas do dia. O que significa caminhar de dia com essas 12 horas. Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Se você caminha durante as 12 horas, com as 12 horas, iluminado pela luz das 12 horas, a luz das 12 horas...
É Jesus que conferiu aos apóstolos o poder. Brilha a vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras, quem caminha à luz do dia durante as doze horas. Tudo isso são os padres da igreja. Quem vos ouve, a mim ouve. Exato, mas não vamos entrar nessa seara, porque isso é alegoria. Você viu que ele fica nos provocando. Vamos agora ao grão de trigo. É a imagem que Jesus utiliza primeiro para ele.
Se o grão de trigo não morrer, quem é que não conhece essa afirmação? Leia, por favor. Mais uma alegoria. Jesus se compara com o grão. Aqui é uma alusão explícita à sua morte e ressurreição. João 12, 24. Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só. Se morrer, produz muito fruto. Outra alegoria. Jesus está falando, antes de tudo, de si.
Vamos agora a mais uma alegoria, Caminhar na Luz 12.
Versículos de 35 a 36. Respondeu-lhe Jesus, ainda por pouco tempo a luz estará em vosso meio. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam. E quem caminha nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, e assim vos tornareis filhos da luz.
Jesus disse essas coisas, retirou-se e ocultou-se longe deles. Então, Jesus, a luz está para Jesus. Ele que disse em João capítulo 8, versículo 12, eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas. Então, são alegorias que ele já utilizou no capítulo 8.
e que ele retoma agora no capítulo 12. Trevas, longe de Jesus, sem Jesus, sem o brilho de Jesus. Caminhar é seguir, quem quiser me seguir negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me, porque quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la e quem perder a sua vida por causa de mim vai salvá-la. Então é o binômio luz e trevas. E nós já sabemos quem é o príncipe das trevas. Que Jesus não vai falar agora, mas vai falar mais na frente. Outra alegoria.
Então é importante a gente entender o que é alegoria, porque literalmente não tem como você ser filho da luz, né? De uma forma literal, você é filho da luz. É, exatamente. E quando nós tratarmos, aqui não é Novo Testamento, mas vamos entrar no programa que vai ao ar sempre amanhã.
estamos nos preparando para um assunto bastante interessante, que é a ira de Deus. E a Escritura fala algumas vezes de filhos da ira. Filhos da ira. Também vasos da ira. E também a ira do Cordeiro. Muito bem. Mas isso tem relação também com luz e trevas? Sim, os temas estão profundamente ligados. Sim. Então, filhos das trevas, filhos do diabo,
Filhos da ira são expressões afins, todas bíblicas, todas bíblicas. Vamos ao próximo? Décima. Preparar um lugar. Ah, sim, não se perturbe o vosso coração, etc. João capítulo 14, versículos de 2 a 7. Aqui nosso Senhor Jesus Cristo vai falar de uma linguagem que é comum a todo mundo. Casa, morada. São Paulo vai dizer... ...
Enquanto estamos na tenda do nosso corpo, já percebeu a diferença? Enquanto estamos aqui, o nosso corpo não é casa, é tenda. Mas, quando deixarmos essa tenda, aí vamos morar na casa do Pai.
E Jesus aqui utiliza casa e moradas. Na casa do meu pai há muitas moradas. O que significam essas moradas? São Paulo vai utilizar outra linguagem, também que ambas se completam, elas não são conflitantes. A diversidade dos brilhos. No céu...
A felicidade é a mesma para todo mundo. Mas os brilhos dos astros, o brilho do sol é um, o brilho da lua é outro, o brilho das estrelas é outro. Diversidade de brilhos. O brilho de São Dimas que se arrependeu no fim da vida. Hoje estarás comigo no paraíso. Ele está brilhando no céu? Sim. Mas Nossa Senhora está brilhando mais do que ele? Sem dúvida.
pelos merecimentos dela, que foram bem maiores. Mas a felicidade de São Dimas é a mesma felicidade de Nossa Senhora. E essa diversidade dos méritos não significa de forma alguma...
Aqui no céu existem categorias, aqui classe A, classe B, aqui é um condomínio fechado. Carna nobre, aranha menos nobre, não, nada disso. Então, com essa introdução, vamos a essa alegoria. E depois, já que eu tratei da alegoria utilizada por São Paulo, vamos ver essas duas ideias, essas muitas moradas, que São Paulo não chama de moradas, mas é a mesma coisa.
que é a diversidade de brilhos. João 14, versículos de 1 a 6. Não se perturbe o vosso coração, credes em Deus, crede também em mim. Vai começar agora. Na casa de meu pai há muitas moradas. Não for assim, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e vos tomarei comigo, para que onde eu estou também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir onde vou.
Disse-lhe Tomé, Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos conhecer o caminho? Jesus lhe respondeu, eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim. Então são várias alegorias que ele utiliza aqui, casa, morada, caminho.
para não citar outras, porque o capítulo tem o quê? O capítulo tem 31 versículos, tem mais alegorias para frente, sobretudo quando ele vai tratar da promessa do Espírito Santo, habitação, etc., morada.
São alegorias muito caras para nosso Senhor Jesus Cristo. Dito isso, é importante que a gente vá para as alegorias utilizadas por São Paulo na 1 Coríntios. Ele vai falar da diversidade dos brilhos. Vamos lá? Sim. 1 Coríntios capítulo 15. 1 Coríntios capítulo 15. A diversidade dos brilhos.
vejamos aqui. 40, versículo 40. Por favor.
Comece a ler então a partir do versículo 40 até o 44. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres. Agora vamos ao que Jesus diz, muitas moradas, vamos ver como é que São Paulo chama essas moradas. Uma é a claridade do sol, outra claridade da lua e outra claridade das estrelas. E ainda uma estrela difere da outra na claridade.
Assim também a ressurreição dos mortos. Assim, pronto. Portanto, ele está falando dos corpos ressuscitados que têm diferentes brilhos. Está claro? Avante.
Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível. Semeado no desprezo, ressuscita glorioso. Semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso. Semeado o corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Muito bem, então valeria a pena que a gente visse a beleza da explicação dos padres da igreja sobre isso, mas...
Em poucas palavras, com a minha pobre limitação, é exatamente isso. Diversidade de brilhos, São Paulo e moradas, muitas moradas na casa do pai, isso se refere à diversidade de méritos. Maria Santíssima, sem dúvida alguma, foi a que mais se abriu a Deus. Isso significa que o brilho dela, depois de Jesus, é o que mais refugia no céu. Ela teve mais méritos.
Não mérito de justiça, mas mérito de misericórdia. Depois, com isso, caro Frei Gilson, a gente entende, a Bíblia se explica com a Bíblia. A Bíblia ajuda, numa passagem, a compreender outra passagem.
Lembra no capítulo 12 do Evangelho segundo João, do Apocalipse de São João, quando o dragão, no capítulo 12, varria com sua cauda a terça parte das estrelas do céu?
Brilho das estrelas que deixa de brilhar. Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vendo vossas boas obras glorifiquem o Pai que está nos céus. Vós sois a luz do mundo, vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, etc. Mas também, se a luz deixa de brilhar, o que significa então? Dizem os padres da igreja que o diabo, o dragão, a primitiva serpente, Satanás, varria.
com sua cauda, a terça parte das estrelas do céu, a apostasia dos cristãos, o esfriamento da fé, e diante do crescimento da iniquidade, do avanço da iniquidade, a caridade de muitos esfriará, como uma estrela que perde o brilho e acaba morrendo, engolida por um buraco negro.
percebeu aqui a gravidade, varria com sua cauda a terça parte, o abandono da fé, o esfriamento da fé, a apostasia da fé, brilhe a vossa luz a terça parte. Vem coisa grave por aí. O senhor tocou no...
Apocalipse 12 é um capítulo de alegorias também, dragão, a lua, mulher que pisa na lua, as estrelas, bastante alegorias. Bastante alegorias, sim. O dragão. Exatamente. Vamos ao brilho das estrelas que deixa de brilhar a terça parte, a terça parte, Apocalipse capítulo 12.
Apocalipse capítulo 12, está no versículo 4 essa informação, mas a partir do versículo primeiro eu acho que é importante. Apareceu em seguida um grande sinal no céu, uma mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de 12 estrelas. Tudo alegoria, tudo alegoria. Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.
Depois apareceu outro sinal no céu, um grande dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete coroas. Agora vem o que interessa. Varia com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu e as atirou à terra. Este dragão deteve-se diante da mulher que estava para dar à luz a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho. E aí segue, recomendo a todos a leitura.
Para quem não conhece, é um capítulo assustador, mas o final do Apocalipse termina com a vitória do Cordeiro Imolado. Então, eu citei várias moradas, citamos várias moradas, a alegoria do capítulo 14 de São João.
Precisamos citar primeiro os Coríntios 15 e depois acabamos no Apocalipse. Mais uma coisa leva a outra. Um texto vai explicando outro. Vai explicando outro. Muito bem. Agora nós vamos para a alegoria conhecidíssima do capítulo 15 de São João. Eu sou a videira, meu pai é o agricultor. Quem é que não conhece esse capítulo? Não vamos lê-lo todo.
mas apenas os versículos de 1 a 2. Eu sou a videira verdadeira e meu pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará. E podará todo que der fruto para que produza mais fruto. E aí segue, ou seja, a relação que produzirá a nossa salvação com relação a Jesus é a relação dos ramos com a videira. Para que os ramos deem fruto.
frutos, é necessário que esses ramos estejam unidos à própria videira. Aí vem também a alegoria da poda, a alegoria do corte. A poda é para que dê mais fruto, o corte é quando o ramo não está dando mais fruto e assim por diante. Então tem toda uma teologia nesse capítulo 15. Profundíssimo esse capítulo, né?
Bem, então avancemos agora para o capítulo 16. A alegoria da mulher com dor. E aí, quando terminarmos de ler, vale a pena ler do versículo de 20 a 24, eu vou perguntar a vossa reverendíssima qual foi o apóstolo que utilizou a imagem da dor de parto. Mas vossa reverendíssima já sabe. João 16, de 20 a 24.
Em verdade, em verdade vos digo, a vez de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E a vez de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria. Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque veio a sua hora. Mas depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo.
Assim também vós, sem dúvida, agora estáis tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos tirará a vossa alegria. Naquele dia não me perguntareis mais coisa alguma. Em verdade, em verdade vos digo, o que pedires ao Pai em meu nome, ele voludará. Até agora não pedistes nada em meu nome.
Pedi e recebereis para que a vossa alegria seja perfeita. Perfeito. É São Paulo quem vai dizer que a criação geme dores de parto. Lembra disso? Sim, lembro. Aguardando a sua redenção, etc. Provavelmente, São Paulo, ao escrever isso, se inspirou nessa alegoria da mulher com dor. Claro que aqui Jesus está falando...
da iminência da sua paixão, ele começa a se perturbar e essa perturbação vai adquirindo intensidade cada vez que ele se aproxima de Jerusalém, em Jerusalém especificamente a instituição da Eucaristia, mas desejei ardentemente celebrar essa Páscoa convosco, aí ele vai para o Jardim das Oliveiras e começa a entrar em agonia, ou seja, é o parto, as dores do parto, chegou a minha hora, chegou a minha hora.
E ao dizer à Nossa Senhora, minha hora ainda não chegou, sem dúvida alguma ele está fazendo alusão ao momento do parto aqui usado por ele. Mas falta um minuto e meio, trate de concluir.
É uma alegria estar aqui com você, com Dom José Falcão. Nós estamos aprendendo muitas coisas da Palavra de Deus. Gente, é só uma introdução, né? Bloco que virá. Nós vamos, então, já começar a fazer uma divisão de como que nós vamos estudar todas essas parábolas. É a pergunta que eu vou fazer para Dom José. Como é que a gente vai estudar 41 parábolas? Então, qual é o método que ele vai utilizar?
Vamos separar em blocos, em assuntos, como é que vai ser isto. E eu tenho certeza que hoje mesmo a gente já começa o estudo da primeira parábola, que será a parábola do semeador. Deus te abençoe, um breve intervalo e a gente já volta.
Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Estamos terminando de fazer a introdução às parábolas de Jesus Cristo. Ficou claro, eu creio, que a distinção entre parábola e alegoria. Vimos que no...
No Evangelho segundo João, não temos parábolas, porque no entendimento de Dom José, a escolha que ele fez, e também ficou muito aceitável para nós, de que no quarto Evangelho nós temos muitas e diversas alegorias. E foi nos dado 12 exemplos. Vamos continuar, porque agora a minha pergunta é...
Chegando a este momento, D. José, de começarmos o estudo das parábolas uma por uma, como vamos dividir essas parábolas por blocos, por assuntos, para que este estudo seja bem didático? São 41, né? Há muitas formas de você dividir as parábolas.
Por exemplo, segundo os evangelhos, parábolas em Mateus, parábolas em Marcos, parábolas em Lucas e parábolas em João. É uma forma de você dividir as parábolas. Outra fórmula, outra forma, você dividir as parábolas pelo tamanho. Parábolas mais longas, parábolas médias e parábolas que tem até um versículo, apenas um versículo. Também você pode dividir dessa forma.
Você pode dividir as parábolas segundo a época de redação. Um pouco mais difícil você dividir as parábolas porque você não tem exatamente, com precisão, a datação. A não ser que você diga que essas parábolas são mais antigas porque estão no Evangelho segundo Mateus, que é o Evangelho mais antigo. Por outro lado, essa parábola também está em Marcos, que foi escrito depois, e está em Lucas, que foi escrito depois. E assim por dentro. Então...
É uma forma, mas eu diria, não é muito didática você dividir por data de redação. É muito difícil você dizer com exatidão esta parábola aqui foi redigida em que ano. Mas tem outra forma de você dividir as parábolas, e é essa que eu vou utilizar, não é minha.
A do meu professor, que é tudo rabisco, os alfarrabios, os escritos antigos das minhas aulas de Bíblia, do meu saudoso, do meu inesquecível professor de escritura, Dom Estevam Bittencourt. Então, o que é que ele propõe? Ele propõe a distinção, a divisão das parábolas por assuntos. Entenda-se, assunto, a temática principal.
O que é a temática principal? É o fio condutor daquela parábola. Certo. Porque tem determinadas parábolas que tratam de vários assuntos. A respeito de realidades aqui na Terra e a respeito de realidades no céu ou na outra vida. Vejamos.
Tem parábolas que tocam realidades da nossa aventura aqui na terra. Peguemos, por exemplo, a parábola de Lázaro e do Rico. Ela tem dois momentos. Lázaro aqui na terra e o Rico aqui na terra. Depois Lázaro morre e vai para o seio de Abraão. E o Rico morre e vai para os tormentos do inferno. É óbvio que essa parábola tem várias temáticas.
temáticas que tocam aqui na Terra, nosso comportamento e assim por diante, e a temática da escatologia, a temática do que acontece depois de deixarmos esta vida. Já outra parábola, peguemos, por exemplo, a parábola do bom pastor, do pastor que deixa as 99 ovelhas e vai enquanto daqui se perder, etc. A temática aqui não é tanto, não é tanto o fim do mundo.
não é tanto a outra vida, mas a nossa relação com Jesus, com ele, às 99, e também com ele quando ele vai ao encontro da desgarrada e coloca no ombro. Então, o tema principal, ou um dos principais, foi, você pode dividir as...
as parábolas também nessa perspectiva. Então, vamos lá, vai aparecer aí, vão aparecer essa divisão em outro oito blocos, oito categorias, e eu já digo quais são as categorias. A fecundidade da palavra, quem é Deus, como responder a Deus, sabedoria e insensatez, o mistério do bem e do mal, a oração...
a misericórdia de Deus e a consumação, ou seja, as coisas do fim, o fim do mundo, o fim dos tempos, se nós quisermos, enfim. Então, essa é a proposta de divisão para o nosso estudo. Vamos então dizer uma breve palavra sobre a fecundidade da palavra. A palavra de Deus que é dirigida ao coração do homem, é dirigida às pessoas.
E qual é a ressonância, ou não, da palavra acolhida ou rejeitada? Fecunda ou não? E por que ela é fecunda? Por que ela produz frutos? E por que não produz? Então, dessa temática tratam quatro parábolas. A parábola do semeador.
A parábola da semente que germina por si só. A parábola do grão de mostarda. E a parábola do fermento. O curioso é que as três primeiras palavras têm relação com semente. Percebeu? Sim. E uma tem relação com fermento. Então, três no campo e uma na cozinha.
Na cozinha, o papel do fermento, nós sabemos, a pessoa hábil.
em preparar o bolo ou alguma coisa que exige fermento, ele prepara, mas na justa medida, e aquela realidade que é colocada no forno ou no fogo, ela vai encorpando, ela vai assumindo um tamanho maior, exatamente como no campo, a sermente que vai crescendo. Então, esse é o primeiro bloco, por isso, a primeira parábola vai ser a parábola do semeador. Ficou clara a fecundidade da palavra? Sim.
Vamos então agora ao segundo bloco. Quatro parábolas cuja temática principal é quem é Deus. A parábola dos amigos do noivo. A parábola da veste nova. A parábola do vinho novo. A parábola dos trabalhadores da vinha.
Claro, quando se fala quem é Deus, entenda-se aqui também a pessoa de Jesus, que é Deus com o Pai e com o Espírito Santo. Então, o quem é Deus aqui envolve a fé na trindade, envolve a fé em Deus Pai, a fé em Deus Filho e a fé em Deus Espírito Santo. As três pessoas em um só Deus. Terceiro bloco de parábolas. Como responder a Deus?
Isto é a palavra interpela, ou Deus vem ao seu encontro, Deus faz um convite e como você responde a ele. São seis parábolas. A parábola dos talentos, a parábola das minas, aquela distinção, não é? Há quem diga que a parábola dos talentos é a mesma das minas, aqui a gente distingue. A parábola das crianças que brincam, a parábola dos dois filhos.
a parábola do tesouro escondido, a parábola da pérola de grande valor. Quarto bloco de parábolas, a temática da sabedoria e da insensatez. A parábola do rico insensato, a parábola de Lázaro e do rico, a parábola das dez virgens, a parábola da construção da torre e a parábola do rei que parte para guerrear.
Agora, outro bloco cuja temática é o mistério do bem e do mal, como eles atuam na história, os conflitos, as tensões, porque o mal...
porque ele cresce. Lembra da parábola do joio e do trigo? Senhor, quem foi que semeou? Foi o inimigo que fez isso. O senhor quer que o arranquemos, deixar, etc. Então, nesse bloco, cinco parábolas. A parábola do joio e do trigo. A parábola dos vinhateiros homicidas. A parábola do banquete nupcial.
a parábola da pureza do rito e do coração, a parábola dos reinos de Deus e de Satanás. Sexto bloco, bloco extremamente importante também, Jesus dedica três parábolas, como principal temática, à oração. A parábola do amigo inoportuno, a parábola do juiz iníquo e da viúva que não o deixa em paz, e da viúva que não o deixa em paz.
A parábola do fariseu e do publicano. Sétimo bloco. Parábolas cuja temática principal é a misericórdia de Deus. A parábola da ovelha desgarrada. A parábola da dráquima perdida. A parábola do filho pródigo. A parábola dos dois devedores. A parábola do devedor implacável.
A parábola do bom samaritano. A parábola da figueira estéreo. A parábola da figueira amaldiçoada. Então, oito parábolas. E o último bloco.
a respeito do fim do mundo, da consumação da história pessoal, ou seja, cada um que deixa esta vida, ou seja, tudo está consumado, lembra? Ou seja, cheguei ao fim. Parábolas a respeito dessa hora derradeira e também da consumação da história. Parábolas que tratam do céu, da morte, do juízo particular, do inferno, do purgatório e do paraíso. São cinco parábolas. A parábola do proprietário ausente.
a parábola do mordomo, a parábola da rede lançada ao mar, a parábola da figueira, a parábola dos abutres, a parábola do urubu, que vossa reverendíssima não lembra, mas acabou de lembrar.
Onde está o cadáver? Aí estamos, abutres. Bem, então, aqui está o itinerário que, para percorrer, não sei se nós vamos seguir essa ordem, não é? Então, a última parábola vai ser a do Urugu. Eu não sei se eu vou conseguir chegar, mas se eu não estiver nessa vida, trate de chamar outro bispo, outro padre, para continuar, para deixar isso para a postura. Longa vida, o senhor. Longa vida.
Dom José, que alegria, então nós estamos, minha gente, concluindo uma etapa muito importante. E que bonito, né? Dom José, lembrar que também, muita gente nos acompanha aqui desde o programa Força de Deus, quando era Força de Deus, o título do programa.
E agora o nome do programa é Luz para os Meus Passos Novo Testamento. E Dom José fez questão de retornar um pouco. Ou seja, quem acompanha a força de Deus pode até falar, nossa, mas tudo isso a gente já tinha visto de fato. Até aqui nós chegamos. Inclusive a gente já, na força de Deus, já estudamos a parábola do semeador e a parábola que foi dita aqui que é a semente que germina por si só.
A semente que germina por si só. Creio que nós chegamos até essas duas. Mas como foi essa uma nova etapa, inclusive aqui na TV Canção Nova, a gente agradece a TV Canção Nova por essa graça, para todos que acompanham a Canção Nova, novo programa, novo cenário. Dom José fez questão de retornar por amor a vocês. Então, sabemos que tem gente nova aqui nos acompanhando.
Então agora nós vamos adentrar parábola por parábola de Jesus Cristo. A primeira é a parábola do semeador. Então nós estamos ainda faltando 13 minutos para acabar este programa. Então tenho certeza que dá para a gente ao menos introduzir. Dom José disse que quer que nós vejamos a parábola.
se aparece em outros evangelhos, que a gente lê em cada evangelho. Essa é uma das parábolas que aparecem nos três evangelhos. Então acredito que nós vamos ter que ler em cada evangélico. E talvez tenha uma diferença aqui, outra ali, uma palavra que não aparece ali, mas aparece no outro. É isso, Dom José, que alegria começarmos a primeira parábola e uma parábola explicada pelo próprio Jesus. Das raras parábolas explicadas por nosso Senhor, esta é uma delas.
Por isso, convém que nós comecemos com uma parábola longa, conhecidíssima, mas principalmente porque Jesus explica cada imagem, cada figura dessa narrativa tão bonita, cadenciada em quatro momentos. Como a Vossa Reverendíssima disse, essa parábola aparece em Mateus 13, de 4 a 9 e de 18 a 23.
Em Marcos 4, de 3 a 9 e de 13 a 20. E Lucas 8, de 5 a 8 e de 11 a 15. Então, Mateus 13, de 4 a 9, é a parábola. De 18 a 23, é a explicação da parábola.
Marcos 4, de 3 a 9, é a parábola. De 13 a 20, é a explicação da parábola. Lucas 8, de 5 a 8, é a parábola. De 11 a 15, é a explicação da parábola. Vamos então à narrativa? Vamos. Mateus, capítulo 13, de 4 a 9 e de 18 a 23. Disse ele, um semeador saiu a semear.
E semeando parte da semente caiu ao longo do caminho.
Os pássaros vieram e a comeram. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra e nasceu logo porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se por falta de raízes. Outras sementes caíram entre os espinhos, os espinhos cresceram e as sufocaram. Outras, enfim, caíram em terra boa, deram frutos 100 por 1, 70 por 1, 30 por 1. Aquele que tem ouvidos, ouça. Pronto, até aqui a parábola.
Agora pule para o versículo 18 e vá até o 23, porque é a explicação da parábola. Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador. Quando um homem ouve a palavra do reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida.
mas não tem raízes, é inconstante, sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição, por causa da palavra logo encontra uma ocasião de queda.
O terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende e produz frutos 100 por 1, 70 por 1, 30 por 1. Pronto, são pouquíssimas as parábolas explicadas por Jesus. Essa é uma delas.
É a maior de todas as explicadas por Jesus, que são poucas, essa é a maior. Pronto, essa é a narrativa segundo o primeiro evangelho. Vamos para o segundo evangelho? Vamos. Marcos capítulo 4, de 3 a 9 e de 13 a 20.
Dizia-lhes na sua doutrina, ouvi, saiu o semeador a semear. Enquanto lançava a semente, uma parte caiu à beira do caminho, vieram as aves e a comeram. A outra parte caiu no pedregulho, onde não havia muita terra. O grão germinou logo, porque a terra não era profunda.
Mas assim que o sol despontou, queimou-se e como não tivesse raiz, secou. Outra parte caiu entre os espinhos, estes cresceram, sufocaram-na e o grão não deu fruto. Outra caiu em terra boa e deu fruto, cresceu e desenvolveu-se. Um grão rendeu 30, outro 70 e outro 100. E dizia, quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Pronto, aqui está a parábola. Agora vamos à explicação da parábola de 13 a 20.
E acrescentou, não entendês essa parábola? Como entendereis então todas as outras? O semeador semeia a palavra. Alguns se encontram à beira do caminho, onde ela é semeada, apenas a ouvem, vem Satanás tirar a palavra nele semeada. Outros recebem a semente em lugares pedregosos, quando a ouvem recebem-na com alegria, mas não tem raiz em si, são inconstantes, é assim que se levanta uma tribulação, uma perseguição, por causa da palavra eles tropeçam.
Outros ainda recebem a semente entre os espinhos, ouvem a palavra, mas as preocupações mundanas, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam-na e a tornam infrutífera. Aqueles que recebem a semente em terra boa, escutam a palavra, acolhem-na e dão fruto 30, 60 e 100 por 1. Pronto, literalmente é o mesmo tamanho.
Aqui está essa tabela que vossa reverendíssima tem aí em mãos. É uma ou outra palavrinha que não aparece no relato primeiro, que não aparece no segundo e vice-versa, enfim. Mas os evangelistas consideraram esse ensinamento de Jesus como importante e reproduziram com fidelidade. Vamos agora à narrativa de São Lucas?
Lucas capítulo 8, versos de 5 a 8 e de 11 a 15. Saiu o semeador a semear a sua semente, e ao semear parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu a comeram.
Outra caiu no pedregulho e, tendo nascido, secou por falta de umidade. Outra caiu entre os espinhos, cresceram com ela os espinhos e sufocaram-na. Outra, porém, caiu em terra boas, tendo crescido, produziu frutos sem por um.
Dito isto, Jesus acrescentou, alteando a voz, quem tem ouvidos para ouvir ouça. Curioso, curioso até aqui, é que no versículo 8, produziu frutos 100 por 1. Nos outros evangelhos, produziu 30, 60 e 100 por 1. Lembra disso? Sim. Porque São Lucas omitiu 30 e 60 e só falou 100.
Calma, a resposta vai ser dada daqui a uns oito anos. Estou brincando. Já estamos estudando, vamos explicar nos próximos programas. Porque em São Lucas só aparece 100 por 1 e não aparece 30 e 60 por 1. Mas vamos avançar de 11 a 15. Pule agora para o versículo 1. Aqui também tem algumas, parece que algumas realidades que não apareciam, né? Por falta de umidade.
Sim, sim, sim, claro, tudo isso, tudo isso vamos ver. Foi pisada, algumas coisas, né? Exatamente. E também ele fala uma coisa, um detalhe, né? Jesus elevou a voz, alteando a voz, diz quem tem ouvido. Tudo também tem um significado. Pule agora de 11 a 15, que é a explicação de Nosso Senhor.
Eis o que significa esta parábola, a semente é a palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas depois vem o demônio e lhes tira a palavra do coração, para que não creiam nem se salvem. Aqueles que a recebem em solo pedregoso são os ouvintes da palavra de Deus, que a acolhem com alegria, mas não tem raiz, porque creem até certo tempo e na hora da aprovação a abandonam.
A que caiu entre os espinhos são os que ouvem a palavra, mas prosseguindo o caminho são sufocados pelos cuidados, riquezas e prazeres da vida, e assim os seus frutos não amadurecem. A que caiu na terra boa são os que ouvem a palavra com o coração reto e bom. Retenam e dão fruto pela perseverança. Aqui a gente já percebe umas diferençazinhas que não alteram.
a estrutura da parábola, mas palavras que são caras para São Lucas, que ele, muito atento, como investigador, bastante rigoroso, como ele diz no começo do seu Evangelho, acuradamente ele investigou.
tudo a respeito de Jesus e certamente ele não colocou por acaso essas informações. Pois bem, Frejilson, aqui estão as três versões da única parábola do semeador. Mateus, Marcos e Lucas. Muito bom.
E como é que o senhor quer que a gente comece o estudo delas? Primeiro, fazendo uma pontuação que São Jerônimo faz, que é a seguinte. Tem determinadas parábolas cuja interpretação Jesus não deu, ok? Certo. Isto é, claro, Jesus deu todas as explicações para os apóstolos assim a parte. Mas eu estou dizendo a explicação que não se encontra nos evangelhos. Mas as parábolas que...
tiveram explicação da parte de Jesus, nós não podemos explicar de outra forma. Por favor, São Jerônimo, leia o texto de São Jerônimo no comentário ao Evangelho segundo Mateus, livro 2, capítulo 12, parágrafo 3. É uma advertência muito importante que ele faz.
Por favor. Reparai que esta é a primeira parábola e que é dita juntamente com sua interpretação. Cuidemos para não dar aos discursos do Senhor explicados por ele mesmo outra explicação, ou acrescentar ou retirar nada daquilo que o Senhor expôs. Se a parábola teve uma explicação dada por Jesus, a explicação é essa.
Não podemos dar outra explicação. E outra, não acrescentar nada ao que Jesus acrescentou e não retirar nada do que Jesus falou. Podemos aprofundar o que Jesus falou. Boa. E é o que os apóstolos vão fazer, em algumas pouquíssimas, a gente vai ver depois, em São Paulo, sobretudo.
E os padres da igreja fizeram. Então, o que os padres da igreja... E vamos citar muitos padres da igreja...
Nessa parábola, mas não explicando a parábola, não a explicação, é de Jesus. Eles vão aprofundar a explicação dada por Jesus. Ficou claro? Sim. E o senhor está querendo dizer que a explicação nossa aqui vai ser totalmente baseada em Jesus, sem tirar nem pôr?
Somente aprofundar, então. Exatamente. O que é que nós vamos fazer? Versículo tal, o semeador saiu a semear. Quem é o semeador? O que significa saiu? E a gente vai sempre remeter a resposta à pessoa de Jesus. Lá naquele outro parágrafo, um pouquinho mais na frente. Depois a gente vai acrescentar...
um padre da igreja, vários padres da igreja, comentando a explicação de Jesus. Não é comentando a parábola, comentando sim, mas partindo de Jesus, levando em conta a explicação dada por Jesus. Podemos dizer então que essa parábola é a mais fácil de entender, porque é o próprio Jesus que explicou. Gostei, gostei. Porque as outras, como não ouvimos a explicação a sós. Gostei.
Eu aceitaria esse seu raciocínio. Bem. Gente, muito obrigado pela sua presença. Estamos chegando ao fim de mais um programa. Então, na semana que vem, já começamos a parábola do semeador, a nossa primeira parábola que vamos estudar. A partir de agora serão 41 parábolas. Então, na semana que vem, nós vamos começar.
a adentrar de fato em versículo por versículo dessa parábola com os padres da igreja, com as explicações de Dom José. Deus te abençoe e até semana que vem, se Deus quiser. Lembrando que tudo está disponível no canal do YouTube para você assistir a hora que você precisar, tá bom? Vamos pedir a benção de Deus. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho, Espírito Santo. Amém. Amém.