As prefigurações de Cristo no Antigo Testamento | Parte 15 | Luz para os meus passos | #65
Qual parte mais te marcou?
Freigilson Barração do Monte
- Epístola aos HebreusCristo como pontífice santo, inocente e separado dos pecadores · Cristo elevado além dos céus · Cristo oferecendo sacrifício uma só vez para sempre · Cristo como sacerdote, altar e vítima · O único sacrifício de Cristo no Calvário · A Missa como perpetuação do sacrifício de Cristo · Cristo
- SacramentosO sacerdócio na antiga aliança · O povo eleito como reino de sacerdotes · A tribo de Levi e sua dedicação ao serviço litúrgico · O episódio do bezerro de ouro e a escolha dos levitas · O sacerdócio levítico como prefiguração do sacerdócio de Cristo · A impotência do sacerdócio antigo para operar a salvação · A Missa como atualização do sacrifício de Cristo · O sacerdócio ministerial como reflexo do sacerdócio de Cristo · A sucessão apostólica e o papel dos bispos e presbíteros · Colaboradores da ordem episcopal · O único sacerdócio de Cristo · Melquisedeque como prefiguração do sacerdócio de Cristo · O sacrifício redentor de Cristo como único e definitivo · A Eucaristia como perpetuação do sacrifício de Cristo · A instituição da Eucaristia na Última Ceia · A teologia católica sobre a Imaculada Conceição · Os doze filhos de Israel como prefiguração dos doze apóstolos · A simbologia do número 12 · O número 144 mil no Apocalipse · Catecismo da Igreja Católica · Malaquias
- Prefigurações de CristoMelquisedeque sem pai, mãe ou genealogia · Comparação de Melquisedeque com o Filho de Deus · Sacerdócio eterno de Melquisedeque · Melquisedeque
- Levita vs. SacerdoteNecessidade de outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque · Transferência do sacerdócio e mudança da lei · Sacerdócio levítico baseado na lei e na morte · Abolição da antiga legislação · Nova aliança e novo templo · Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo · Sacerdócio levítico · Arão
Que alegria estarmos juntos para mais um programa Luz para os Meus Passos. Chegou um programa tão esperado de tantos de vocês que aguardam com ansiedade este programa para aprender mais da Sagrada Escritura, para meditar mais sobre a Palavra de Deus. Estamos meditando um assunto interessantíssimo. Estamos estudando as prefigurações de Cristo no Antigo Testamento e já meditamos tantas figuras do Antigo Testamento. Chegou a vez de a gente meditar uma figura importantíssima.
que foi falado no programa anterior que talvez a nenhum outro nome do Antigo Testamento foi dedicado tantas páginas da Sagrada Escritura, como nós vemos com o Melquisedeque. O livro de Hebreus dedica muitas páginas, muitos capítulos, versículos a essa figura, Melquisedeque, que é uma figura de Cristo.
Portanto, nós já fizemos os programas passados sobre isto, nós vamos continuar. No programa passado, nós lemos Hebreus capítulo 7, mas terminamos naquela leitura muito corrida e prometemos a você fazer uma explanação melhor, um aprofundamento melhor no que a Carta aos Hebreus quis dizer.
Antes de tudo, acolho você pela TV Canção Nova, pelo meu canal do YouTube, Frei Gilson Barração do Monte, pelo canal do YouTube de Dom José Francisco Falcão. E também quero acolher, neste momento, Dom José, que já está aqui conosco. Sua bênção. Salve, Frei Gilson. Deus abençoe sua vida. É bom ter o senhor aqui. Terminamos o...
o programa anterior lendo corrido, porque faltava pouquinho tempo, o senhor falou, tem que ler o capítulo 7 completo. E agora eu quero ver se a gente pode esmiuçar um pouquinho. Claro que a gente já leu todo o texto, não vamos ler de novo, então é importante que quem ainda não leu o capítulo 7 do livro do Hebreus, é importantíssimo ler. Mas eu queria esmiuçar com o senhor, porque aqui traz o porquê Melquisedeque é uma pessoa tão importante. A Hebreus capítulo 7, versículo 3.
Sem pai, sem mãe, sem genealogia, a sua vida não tem começo nem fim. O Senhor chegou a dizer que ele morreu, ou seja, não é que ele não tinha pai, não é que ele não tinha mãe, é que se desconhece tudo isso, né? Então, nesse sentido, ele é comparável sobre todos os pontos ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
Na verdade, uma figura que aparece e desaparece não é muito usual. Não é muito usual no Antigo Testamento uma coisa dessa. Mas o simples fato de não termos nenhuma outra informação de uma criatura humana, toda criatura humana, ela é inserida num contexto cultural, social, familiar, de ascendentes e de descendentes. Quem ele é? É filho da mamãe dele.
E ela nasceu onde? Nasceu em Pernambuco. E o pai? Etc. Dá para se construir uma história a respeito do Friar Gilson. Mas, quando você no Antigo Testamento vê uma figura que aparece na vida de Abraão, ninguém sabe de onde ele veio. Ninguém sabe quem foi seu pai, quem foi sua mãe. E depois disso, Abraão continua sua vida e ninguém sabe mais nada a respeito do que aconteceu depois, quantos anos ele viveu, se deixou filhos, etc.
Aí você tem essa comparação. Qual é o único ser que não tem princípio nem tem fim? Deus. Cristo. Deus. Deus, sim. As três pessoas da trindade, nosso senhor também. Figura comparável. E dado que esse que não tem princípio, porque a gente não sabe nada dele.
Mas, literalmente falando, por ser uma criatura humana, ele nasceu da mãe dele. Só que nós não sabemos quando foi, não sabemos o nome da mãe, não sabemos o nome do pai. Não sabemos, não temos elementos para construir a história dele até esse momento. E também depois, tudo isso é comparação, tudo isso evoca aquela ideia de um sacerdote eterno. Porque só Deus é que não existe nada antes dele e não existe nada depois dele, porque ele é eterno.
É a comparação. Muito sugestiva essa reflexão. Gostaria que também o senhor comentasse conosco o capítulo 7 de Hebreus, versículo de 11 a 12. Se a perfeição tivesse sido realizada pelo sacerdócio levítico, porque é sobre este que se funda a legislação dada ao povo, que necessidade havia ainda que surgisse outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque e não segundo a ordem de Arão?
Pois, transferido o sacerdócio forçoso, é que se faça também a mudança da lei. Perfeito. Aqui o autor deixa um pouquinho de lado Melquisedeque, que é bem antes do sacerdócio levítico, porque Levi, de quem vem o nome sacerdócio levítico, Levi vai ser um trineto, não? Abraão gerou Isaac.
Isaac gerou Jacó. Portanto, Jacó é neto, correto? Jacó é Israel. E Levi é bisneto. Então, o sacerdócio levítico vai vir bem depois de Abraão. E esse sacerdócio aqui, ele é baseado exatamente isso, no sangue. O pai é sacerdote, o filho é sacerdote, mas o filho só pode exercer quando o pai morrer. Então, tem aí o elemento da morte.
E esse filho, o pai já morreu, ele exerce o sacerdócio, mas quando ele morreu, o filho dele e assim por diante. Bem, a pergunta que se faz é, se a perfeição fosse realizada pelo sacerdócio levítico,
porque se se funda nessa legislação, está tudo prescrito sobretudo no livro do Levítico. O Levítico vem de Levi, sacerdócio Levítico tem prescrições em outros livros da Bíblia, mas principalmente no livro do Levítico, qual era a necessidade que surgisse um outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque?
Isto é, se Jesus não traz uma novidade, porque a novidade já é definitiva de um sacerdócio que está radicado em família, em sangue, e, portanto, é interrompido com a morte, qual é a novidade que nosso Senhor Jesus Cristo trouxe? Então, está certo dizer que esse sacerdócio levítico é baseado na lei. Sim. E essa lei um dia vai ser interrompida. Jesus vai trazer uma nova lei, ou seja, Cristo não...
Deus não institui o seu sacerdócio sobre esse diarão, porque um dia esse sacerdócio seria abolido. Correto, é o tema do capítulo 7, o raciocínio está correto. Era um sacerdócio instituído pelo próprio Deus, mas provisório. Então, antes de Moisés, antes da lei, nós temos uma realidade prefigurativa.
A partir de Levi, a partir do sacerdócio levítico, ali prefigurado, digamos assim, antecipado, por assim dizer, na pessoa de Arão, Arão, o sacerdote, mas as prescrições levíticas, a redação do livro do Levítico, toda essa questão é pós...
Egito, após a saída do povo em direção à terra prometida, você tem a lei, a aliança, e depois todas as normas, dentre elas a do sacerdócio levítico. Essa é uma realidade provisória, destinada a desaparecer. Tanto é, tanto é, atenção, por favor.
Versículo 18, aqui não sou eu, aqui é a palavra de Deus. As palavras são ineficaz, inútil, portanto, o que é ineficaz e o que é inútil? Não enquanto tal, por favor, porque enquanto valeu é sagrado.
Mas chegou o outro sacerdote, o sumo sacerdote. Até aqui valeu. Foi realizado um definitivo sacrifício. A vítima é outra, é o próprio filho de Deus. Portanto, se você tem o sacerdote que é Deus, você tem a vítima que é Deus, você tem o altar que é Deus.
se torna inútil, ineficaz. Versículo 18, por favor. Com isso está abolida a antiga legislação, por causa de sua ineficácia e inutilidade. Pronto. A partir de agora. A partir de agora, chegou a nova aliança, esse é o cálice da nova aliança. Sim, e nisso reside a... Por favor, não se trata de criticar, não se...
Ninguém pode fazer isso, é pecado você dizer, xingar, falar mal, desprezar, ridicularizar. Não, é uma etapa da história da salvação. Preparação, prefiguração. Israel necessitava de um elemento cúltico.
que pudesse apresentar a Deus a vítima. Deus estava preparando, né? Foi o próprio Deus, é o próprio Deus quem prescreve as normas com relação às vestimentas, do sacerdote, ao templo, todos os detalhes para a construção do templo de Salomão, o altar, o santo dos santos lá no fundo.
O sacerdote entra lá algumas vezes no ano e com determinadas roupas, os animais são oferecidos, etc. Isso enquanto tal agrada a Deus, porque foi iniciativa do próprio Deus. Mas, à luz da fé cristã, provisório, chegou Jesus. Chegou Jesus. Aí a frase, destruam esse templo e eu reconstruirei em três dias. Eles não entenderam. Ou seja, chegou o novo templo. E o novo templo, então, onde está o novo altar?
E onde está a nova vítima? Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Este é o cálice do meu sangue. O sangue que eu hei de dar, o pão que eu hei de dar, é a minha carne para a vida do mundo. É uma teologia completamente nova, que por outro lado não debocha, não ridiculariza, mas enxerga, é provisório. A partir de agora, versículo 18, é ineficaz, é inútil. Pois a lei nada levou à perfeição.
apenas foi portadora de uma esperança melhor que nos leva a Deus. Sim. Concluiu o que o senhor acabou de dizer. Sim. Que benção. Que lindo. Olha, quem interpreta bem, quem lê, quem compreende bem e compreender bem significa com a escritura Hebreus 7 e com o Catecismo da Igreja Católica, que eu proponho que a gente dê umas pinceladinhas sobre o sacramento da ódio. Essencialmente, tudo o que a gente já viu aqui é o que a gente vai ver no Catecismo. Eu tenho...
E dentre os muitos defeitos que eu tenho, eu sou escritura, tradição e magistério. Eu tenho esse defeito. Defeito bom. Ô, Dom José, para a gente terminar Hebreus 7, o versículo 26 a 27. Ah, bem escolhido. Eu acho que aqui todo o arremate, toda a conclusão, ela tem já a síntese de todo o raciocínio. O capítulo 7, ele tem 28 versículos.
O Frei Gilson propõe a leitura dos dois, porque é a síntese, né? Aqui está a síntese. Leia, por favor. Tal é com efeito pontífice que nos convinha, santo, inocente, maculado, separado dos pecadores, elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros, sumo sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo. Por isso o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo. Veja.
Aqui você tem as figuras que são separadas, mas na verdade em Jesus não são. No Antigo Testamento, o sumo sacerdote é uma pessoa de carne e osso, correto? O altar é uma realidade de pedra. Os primeiros altares, lembra lá no Antigo Testamento, eram pedras que eram assim juntadas na relva mesmo, na mata, enfim.
e se oferecia a Deus. Uma coisa muito provisória, né? As pedras. Depois, isso até a fundação do templo, no tempo de Salomão. Até então, tudo era muito provisório. Antes de Israel entrar na terra prometida, o altar era feito assim, tudo de improviso. Pedra, pedra mesmo, pega essa pedra, bota aqui, pega essa outra, até ficar uma realidade mais ou menos uniforme, e vamos realizar o sacrifício aqui, matar os animais, etc. Então, sacerdote levítimo.
O sacerdote é uma pessoa de carne e osso, correto? Com seus pecados, com seus pecados, com suas limitações, porque ele tem que oferecer a sacrifício a Deus. Pelos seus pecados primeiro. Exato, e pelos pecados do povo. Altar, pedra mesmo, realidade mineral. Vítima, os animais, correto? Templo, muito bem. Agora chegou Jesus. O sacerdote é ele.
O templo é ele, o altar é ele, a vítima é ele. Isso os judeus não aceitam de maneira nenhuma. Para nós é exatamente a novidade.
do sacerdócio da nova aliança. Jesus, ao derramar o seu sangue na cruz, esse é o cálice do meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado por vós e por todos. Não é derramado por mim, derramado por vós e por todos, porque vós tens pecados. Eu não tenho. Eu sou Deus, eu sou o sumo e eterno sacerdote. Mudou muita coisa. Muda, muda, muda, muda. Sacerdote, altar do Calvário.
Isto é, o local onde a vítima é sacrificada. Por isso que se fala que toda missa é o Calvário. Sim, sim, a perpetuação do único e eterno sacrifício de Cristo no Calvário. Corretíssimo. Então, é uma vez para sempre, uma vez para sempre, veja aí a palavra do versículo 27, uma vez para sempre. A missa não é um segundo sacrifício de Cristo. A missa não é substituição do único sacrifício de Cristo. Não.
A missa é a perpetuação, isto é, está acontecendo agora, está lá o Freigilson, qualquer sacerdote. Presentificação. Presentificação me agrada muito também essa expressão. Está sendo perpetuado ali toda a celebração, o único sacrifício do Calvário está se manifestando ali. A única diferença é de forma incruenta.
Uma pergunta só, agora a nível de curiosidade, de Antigo Testamento. Aqui fala que ele oferecia, aqui ó, de oferecer todos os dias sacrifícios, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios.
Em algumas outras passagens fala que o sacerdote oferecia uma vez por ano esse sacrifício. Não, uma vez por ano o sumo sacerdote entrava lá. O sumo sacerdote. O sumo sacerdote, no santo dos santos. E qual é a diferença daqui para isso que o senhor acabou de falar, do sumo sacerdote? Bem, os sacrifícios eles eram realizados na presença das pessoas. Você tem dois lugares sacrificais.
No templo de Jerusalém, você tem o santo dos santos lá no fundo. Nenhum sumo sacerdote podia entrar diariamente lá. Você tem um outro altar, o altar do sacrifício, dos sacrifícios cotidianos. Isto é, as pessoas entravam no templo com os animais, ofereciam, apresentavam para os sacerdotes e o sacrifício era realizado. Digamos que é um altar anterior.
e o altar posterior lá no fundo, no Santo dos Santos, é apenas raríssimas vezes ao longo do ano. Então era o sumo sacerdote, só ele podia entrar. Sim. E Cristo, ele é comparado aqui no livro de Hebreus, se eu não me engano, ao sumo sacerdote. Ele é o sumo e eterno sacerdote, sim. Que entrou uma vez só, não mais uma vez por ano, mas uma vez só, fez todo o sacrifício. O único sacrifício que Nosso Senhor e Salvador operou...
Foi no Calvário. Antes, todos eram provisórios. Agora, no Calvário, é um sacrifício definitivo. É uma vez por todas. A expressão é uma vez por todas. Então, eu sou um sacerdote, uma vez ao ano, no Santo dos Santos, um lugar onde ninguém podia entrar. E aí aconteciam sacrifícios diários. Não no Santo dos Santos, mas no Santo. Entendi.
É porque é importante, eu acho que o que o senhor acabou de falar, porque nós não temos mais tanto a visão de como era o templo daquela época. O senhor agora, acho que ainda dá tempo, dá muito tempo, o senhor prometeu para nós falar do sacerdócio no catecismo da Igreja Católica. Sim, a riqueza do sacramento da ordem, a teologia do sacramento da ordem, ela está nos parágrafos 1539 até o...
Parágrafo 1547. Não vamos ler todos, mas como estamos tratando de Melquisedeque e do sacerdócio levítico, precisamos da posição oficial da igreja sobre o argumento. Peço a vossa reverendíssima, propõe então que façamos assim uma leitura, parágrafo por parágrafo, aí paramos. Faça suas observações.
Eu faço as minhas, depois vamos para o próximo parágrafo. Está bom assim? E ainda estamos no primeiro bloco, ainda temos... Ok. 1.539, o sacerdócio na antiga aliança. O povo eleito foi constituído por Deus como um reino de sacerdotes e uma nação santa, êxodo 19, 6. Dentro do povo de Israel, Deus escolheu, no entanto, uma das doze tribos, a de Levi, reservando-a para o serviço litúrgico.
Deus mesmo é a sua herança. Um rito próprio consagrou as origens do sacerdócio da antiga aliança. Os sacerdotes são aí constituídos para intervir em favor dos homens em suas relações com Deus, a fim de oferecer dons e sacrifícios pelos pecados.
Gostei, é uma coisa bem condensada. Bem resumida. A teologia do sacerdócio levítico. Primeiro, a expressão reino de sacerdotes e nação santa é uma expressão dirigida a todo Israel. É uma nação sacerdotal. Mas num sentido não cúltico. No sentido de que Israel apresenta a Deus suas dores.
Israel apresenta a Deus suas aflições, sua confiança, suas preces. Assim como o sacerdote apresenta a Deus no altar a vítima serimolada, a vítima que Israel apresenta a Deus é ela mesma.
E com seus dramas, com sua confiança, com seu desejo, com suas misérias, com suas quedas, implorando perdão, pedindo a sua ajuda, pedindo a providência divina, etc. Então são sacerdotes, mas neste sentido, não é cúltico, como se todos os homens e todas as mulheres
fizessem antes da tribo de Levi, cultualmente, liturgicamente, vamos dizer, aquilo que vai ficar reservado para eles. Mas, antes do sacerdócio levítico, nós temos Israel, a nação toda, é uma nação sacerdotal. Uma só pergunta, são 12 tribos, não é isso? Levi é uma delas. Tem algum motivo por que Deus escolhe só uma para os sacerdotes ou não tem explicação para isso?
Porque ele poderia ter escolhido sacerdotes das doze tribos, vai ser de cada tribo tantos sacerdotes, mas só de uma tribo é interessante. A resposta, ela tem etapas. O povo está peregrinando no deserto em direção à terra prometida. Aí tem um episódio do bezerro de ouro. Moisés desce do monte com Josué, que ficou ali no sopé da montanha, ele ouve barulho de festa.
Depois ele descobre que eles estão praticando, fecha assim, mas a idolatria. Arão fez um bezerro de ouro, o próprio Arão. O próprio sacerdote. O próprio sacerdote. Levita, levita. Muito bem. E aí, no livro dos números, capítulo 3, versículo 12, nós temos aqui...
Esse episódio, Números capítulo 3, vamos a ele, Números capítulo 3, o que é que nós temos aqui? Versículo 12? Leia, por favor. Eu tomei os levitas dentre os filhos de Israel em lugar de todo primogênito que abre o seio de sua mãe entre todos os israelitas. Os levitas serão meus. Então, dedicação exclusiva ao templo. Mas é preciso voltar um pouco no tempo.
Aqui é números, mas tem um probleminha que aconteceu, que é narrado no livro do Êxodo. Sim. O episódio do Bezerro de Ouro. Ainda nesse capítulo, capítulo 3, números 3, vá ao versículo 45, por favor.
Toma os levitas em lugar de todos os primogênitos israelitas e o gado dos levitas em lugar do deles. Os levitas serão meus. Eu sou o Senhor. Pronto. Que é a pergunta que eu lhe fizeste. Por que a tribo de Levi, né? Certo. O Senhor escolheu. Mas parece que os levitas vão se destacando na história de Israel, na prática da idolatria. Muitos enveredam por esse caminho, mas os levitas não. Então, a ideia de pureza, né?
de pureza, isto é, de fidelidade a Deus. Nesse episódio, alguns hebreus ficaram do lado de cá e os outros não se contaminaram. Então, não foi todo mundo. É, o relato diz que não era todo mundo. Não era todo mundo. Por favor, o versículo, vamos agora ao livro do Deuteronômio, capítulo 10. Capítulo 10. Deuteronômio 10. Capítulo 10, versículo 9. 10, versículo 9. Deuteronômio 10, 9.
Por isso Levi não teve parte nem herança com os seus irmãos, porque o Senhor mesmo é o seu patrimônio, como lhe prometeu o Senhor, teu Deus. Curioso, Arão, Levita, sacerdote, mas foi justamente ele que pediu a todo mundo para entregar os seus braceletes, as coisas de ouro, para fundir o ouro e fazer um bezerro. Sim, veja a bondade de Deus.
que teve compaixão do povo, alguns morreram naquele episódio, a terra se abriu, eles foram engolidos, etc. Depois Moisés precisou talhar de novo uma pedra para Deus Todo-Poderoso escrever os mandamentos, porque aquelas duas pedras ele jogou, enfim, naquele episódio. E em tudo aquilo, nessa idolatria, os levitas não se contaminaram de forma alguma. Então talvez esse seja o motivo da escolha.
Acredito que sim, acredito que sim. Porque não se congrediu com a idolatria. Exato. Com o passar do tempo, a tribo de Levi foi se destacando como fiel, como obediente, como não contaminada, etc. E mais para frente, as prescrições do culto serão eles. O próprio Deus diz, esses vão ser meus, esses não vão ter pedaço da terra, etc. E como é que eles vão sobreviver?
Cada um de vocês vai cuidar da terra e vai dar as primícias. Depois das primícias vem o que nós chamamos de dízimo, que é uma nomenclatura já do tempo de Abraão, bem atrás. Muito bom. Minha gente, o nosso primeiro bloco está quase chegando ao fim. Saiba que é uma alegria imensa ter aqui você. Então nós vamos continuar lendo o Catecismo da Igreja Católica. Nós temos ainda um outro bloco. Nós vamos continuar lendo o Catecismo. E o bom desse programa é isso. A gente não...
a gente pode fazer perguntas, e eu estou aqui no seu nome, tentando fazer perguntas para Dom José nos ajudar a compreender este livro que precisa de tanta ajuda para a gente compreender. É um livro que não é tão fácil, ainda mais quando se trata de Antigo Testamento, não é tão simples.
Não é tão simples entrar na cultura deste povo, na história deste povo, como ele se organizava. Então agora a gente está falando de tribos. É uma realidade totalmente diferente do que a gente vive hoje. Então não é tão simples assim. Eu tenho certeza que pouco a pouco você está compreendendo o que significa alguns termos na Sagrada Escritura. Então um breve intervalo e a gente já retorna.
Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos. É uma alegria imensa ter você aqui conosco. Estamos meditando sobre o sacerdócio, agora no Catecismo da Igreja Católica. Estamos vendo a figura de Melquisedeque. Melquisedeque, um sacerdócio no Antigo Testamento. E agora meditamos sobre Jesus Cristo.
Melquisedeque como preparação a Jesus Cristo. E agora, no Catecismo da Igreja Católica, vamos ler agora o parágrafo 1540. Instituído para anunciar a palavra de Deus e para restabelecer a comunhão com Deus pelos sacrifícios e pela oração, esse sacerdócio continua, não obstante, impotente para operar a salvação.
Precisa por isso repetir sem cessar os sacrifícios e não é capaz de levar a santificação definitiva, a qual só o sacrifício de Cristo haverá de operar. Impotente para realizar aquilo que Jesus veio trazer, aquilo que o sacerdócio de Jesus, o sacerdote de Jesus, a vítima que é Jesus, o altar que é Jesus, trouxe. Eu disse trouxe porque tudo está concentrado.
na única pessoa de Jesus, que é altar, que é vítima, que é sacrifício e que é templo. Então, nós enxergamos no sacerdócio do Antigo Testamento, o que Hebreus vai dizer no texto já aludido por V.R. no bloco anterior. Ineficácia e inutilidade.
tinha que ser sacrifício diário, portanto repetido, e por pessoas também diferentes, o pai, depois o filho, depois o neto, e entre um e outro temos a realidade da morte. Então, repetição, repetição, repetição, sacrifício diário, sacrifício que a luz de Cristo vai se tornar ineficaz, vai se tornar inútil. Eu acho que agora cabe muito bem a explicação que o senhor já deu.
Porque a missa não é uma repetição. Não. Ou seja, alguém pode estar se perguntando, mas por que então celebra a missa todo dia, toda hora? Não, mas a missa não é repetição. Não é repetição, de forma alguma. A missa, toda a celebração eucarística, perpetua.
Portanto, o único sacrifício do Calvário torna-se presente, acontece. Não é repetição ou imitação ou mera lembrança de um fato passado. É a atualização, a presentificação, a perpetuação do único sacrifício de Cristo.
Na carta aos hebreus, capítulo 7, acho que o texto ele realizou uma vez para sempre, ou uma vez, a expressão é muito precisa. E a gente está olhando para a escritura. Na escritura nós temos a nomenclatura correta, uma vez para sempre. Pois isso fez uma só vez para sempre. Pronto. Oferecendo-se a si mesmo. Pronto. 7, 27. Perfeito. Uma vez para sempre, uma só vez, não mais outra.
Isso ficou claro. Então, é muito importante todo católico saber disso. Então, vamos supor, dez missas vão ser celebradas nesta cidade. Um bilhão de missas serão celebradas hoje, em diferentes lugares do planeta Terra. Então, são um bilhão de sacrifícios? Não. O único sacrifício em cada celebração da Eucaristia que se perpetua. Isso é mistério da fé.
Porque antigamente um sacerdote pegava um cordeirinho X, o outro pegava outro cordeirinho tal. Esse é um sacrifício, esse é outro sacrifício, etc. Depois o sacerdote se cansava, aí vinha outro sacerdote, etc. Então nós temos repetições. Exato. Acabou isso. Agora não é mais outros cordeiros, outros sacerdotes. É um só cordeiro. Outros altares. Um só altar.
Em um só templo. Em um só templo, enfim. Uma das profecias mais bonitas, o último livro da Bíblia termina com essa profecia misteriosa. Vamos ver como está a minha memória. Se eu errar...
Malaquias capítulo 1, versículo 11. Malaquias? Meu Deus, olha a vergonha que eu vou passar agora. Primeiro. Mas vocês não vão dizer não. É sempre arriscado a gente chutar o capítulo 1. Mas vamos ver. Em todos os altares são oferecidos para mim, etc., sacrifícios. A tradição da igreja enxerga em Malaquias capítulo 1, versículo 11, uma profecia da Eucaristia. É?
Vamos ver, porque do nascente ao poente, meu nome é grande entre as nações e em todo lugar. Se oferecem ao meu nome o incenso, sacrifícios e obrações puras. Sim, grande é o meu nome entre as nações, diz o Senhor dos Exércitos. Profecia da Eucaristia. Em todos os altares, aí tem no plural, sacrifícios. Os padres da igreja vão ver nisso. O Antigo Testamento está acabando.
E está acabando com uma profecia sobre a Eucaristia. É o último livro do Antigo Testamento. É Malaquias, Malaquias, sim. Sim, sim, sim. Então, aí pronto. Você já tem, acabou a época, quer dizer, acabou a mentalidade, a teologia, a etapa da história da salvação em que você ia para Jerusalém, para o único templo, para oferecer sacrificios no altar.
onde tem ali a serviço do altar vários sacerdotes e várias vítimas. Agora está tudo no singular. Agora não é mais o templo de pedra que já apareceu, é Jesus. Destrua esse templo, sumo eterno sacerdote, o único altar, a única vítima. É a teologia completamente diferente. Linda demais, Linda demais.
Parágrafo 1541 do Catecismo da Igreja Católica. Entretanto, a liturgia da Igreja vê no sacerdócio de Arão, no serviço dos levitas e na instituição dos 70 anciãos, prefigurações do mistério ordenado da nova aliança. Assim, no rito latino, a Igreja reza no prefácio o consecratório da ordenação dos bispos.
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pela vossa palavra estabelecestes leis na igreja e escolhestes desde o princípio um povo santo descendente de Abraão, dando-lhe chefes e sacerdotes e jamais deixastes sem ministros o vosso santuário. Então, aqui nós temos a teologia um pouco mais do sacramento da ordem no grau do episcopado. Sim. Ok, porque os bispos são sucessores dos apóstolos.
os apóstolos são os detentores desse poder que nosso Senhor Jesus Cristo conferiu para eles, fazei isto em memória de mim. Isto o quê? O novo sacrifício? Este é o cálice do meu sangue, façam isto em memória de mim. A igreja enxerga nesta ordem de Jesus. Não é a Eucaristia, não é a Eucaristia, todo o contexto da celebração, mas sobretudo nessas palavras aqui, o dia da instituição da Eucaristia.
Ok? Muito bom. Então, primeiro, apóstolos. Depois, os sucessores deles. Os bispos. Até aqui. Até aqui. Agora, nós vamos ver na ordenação dos presbíteros, como esse poder foi passado dos apóstolos para os bispos e dos bispos para os presbíteros.
Nos presbíteros, o Pedro é o sucessor de Pedro. Ou melhor, o Papa é o sucessor de Pedro. Sim, exato. Os bispos são sucessores dos apóstolos. São. E os padres, os presbíteros entram, não é sucessor de ninguém. Ele recebe um poder que é o que vamos ler agora. Leia, por favor. Na ordenação dos presbíteros, a igreja reza. Senhor Pai Santo.
No Antigo Testamento, em sinais prefigurativos, surgiram vários ofícios por vós instituídos. De modo que, tendo a morte de Moisés e Arão, para guiar e santificar o vosso povo, lhe deste colaboradores de menor ordem e dignidade. Assim, no deserto, comunicastes a setenta homens prudentes do Espírito dado a Moisés, que com o auxílio deles, pôde mais facilmente governar o vosso povo.
Perfeito, aqui é um pouquinho da oração consecratória da ordenação presbiteral, aquela que vossa reverendíssima ouviu quando o bispo que lhe ordenou pronunciou essa oração, que é a forma do sacramento da ordem, no seu caso, no grau do presbiterato. Eu também recebi, lógico, quando eu me ordenei, presbítero. Agora, a pergunta que vossa reverendíssima fez, se os presbíteros não são sucessores de ninguém,
Uma palavra que é do Conselho Vaticano II, tanto na Lumen Gentium, que é a Constituição Dogmática sobre a Igreja, e também na Presbiterorum Ordenis, que é o documento do Vaticano II sobre a vida e o Ministério dos Presbíteros, eu sintetizaria com uma expressão do próprio Conselho, colaboradores da ordem episcopal.
É a palavra que apareceu aqui, assim no deserto comunicaste, não, aqui antes. Colaboradores? É, lideste colaboradores de menor ordem e dignidade. Sim, que é a palavra utilizada lá no parágrafo 1563. Vamos ao parágrafo 1563. O ofício dos presbíteros por estar ligado à ordem episcopal.
participa da autoridade com que o próprio Cristo constrói, santifica e rege o seu corpo. Por isso, o sacerdócio dos presbíteros, supondo o sacramento da iniciação cristã, é conferido por meio de um sacramento peculiar, mediante o qual os presbíteros, pela unção do Espírito Santo, são assinalados com um caráter especial e assim configurados com Cristo o sacerdote de forma a poderem agir em nome e na pessoa de Cristo cabeça. Perfeito. É a expressão que...
Vou pedir a vossa reverendíssima que leia o parágrafo 15 de 62, que é o parágrafo anterior, porque essa expressão é clássica, tanto na oração consecratória, agora lida por vossa reverendíssima, como pelo próprio concílio.
colaborador da ordem dos sucessores dos apóstolos, que é a ordem episcopal. Devagar, por favor, que na verdade aqui o que é que nós temos? Nós temos duas citações literais do Conselho Vaticano II, da Lumen Gentium e também da Presbiterorum Ordens. Lumen Gentium, para o pessoal entender.
a Constituição dogmática sobre a Igreja, luz das nações, traduzindo, lumen gentium, luz das nações, luz dos povos, ali nós temos a primeira e mais importante teologia do sacramento da ordem, nos três graus. Ali se fala a ordem dos bispos, a ordem dos presbíteros, a ordem dos diálogos.
Quando chega na ordem dos presbíteros, aqui a gente vai ver a citação literal, a primeira citação, aí nós temos essa certeza. No documento sobre os presbíteros, presbiterorum ordens, temos também essa expressão, colaboradores da ordem episcopal. Aqui está o específico da ordem presbiteral. Parágrafo 1562, citando o primeiro alumengêncio. Aquele que o pai consagrou e enviou ao mundo...
Fez os bispos participantes de sua consagração e missão por meio dos apóstolos de quem são sucessores. Pronto. Então, quem é sucessor de quem? O Papa, bispo de Roma, é sucessor de Pedro. Os bispos não são sucessores de um bispo. Eu não sou sucessor de nenhum outro apóstolo, de nenhum outro.
E esse outro bispo não é sucessor daquele apóstolo. Nós, bispos, somos sucessores, cada um é sucessor dos apóstolos. Avante. Os bispos transmitiram legitimamente o munos de seu ministério em grau diverso a pessoas diversas na igreja. Pronto. Então, com a morte dos apóstolos, nós temos os sucessores deles. Com a morte de Pedro, nós temos o sucessor de Pedro. E o terceiro sucessor de Pedro não é sucessor do penúltimo.
o quarto bispo de Roma, o quinto bispo de Roma, todos eles são sucessores de Pedro.
Leão agora não é sucessor de Francisco. Perfeito, nem Francisco foi sucessor de Bento XVI. Cada Papa é sucessor de Pedro e cada bispo é sucessor dos apóstolos. E aí o senhor, quem ordenou o senhor o nome do bispo? Dom do Senho, fonte de Mato. Então o senhor não é sucessor dele? Não, não. De forma alguma, o senhor é sucessor dos apóstolos. Nem o bispo que está na diocese agora é sucessor do bispo anterior. Não.
É sucessor dos apóstolos. Você pode dizer que o bispo aqui sucedeu no ofício, no ofício de bispo de Ocesano, mas no sacerdócio, é sucessor dos apóstolos. Que forte isso. Certo? Você pode dizer, eu diria...
Não no rigor, como você disse, sucessor dos apóstolos. Mas você tem o ofício que está sendo ocupado por esse, e o ofício vai ser assumido pelo outro que vai vir depois. Bem, em termos canônicos de ofício eclesiástico é uma coisa, mas em termos da teologia do sacramento da ordem, o bispo é sucessor dos apóstolos. Não é sucessor do bispo que o ordenou.
É isso, vai trazendo uma força, né? Eu acho que para o povo está sendo importante, para mim que sou padre, a obediência ao nosso bispo, todo o povo entender a força disso, o bispo é sucessor dos apóstolos. Perfeito. Agora, terminando a citação literal da Lumen Gentium, que é até a metade do parágrafo 1562, vamos agora à citação literal da Presbiterorum Ordenes.
O munos de seu ministério foi, por sua vez, confiado em grau subordinado aos presbíteros para que, constituídos na ordem do presbiterado, com o fito de cumprir a missão apostólica transmitida por Cristo, fossem os colaboradores da ordem episcopal. Pronto, aqui está a expressão clássica que muito me agrada, que é segura, que é completa.
que define bem o que é o específico da ordem presbiteral. Colaborador da ordem episcopal. Um padre que se ordena e não quer colaborar com o seu bispo, não tem razão de ser.
Ele foi chamado a ser um colaborador. O sacerdócio, no grau do presbiterato, tem essa configuração. Colaborador da ordem episcopal. Sim? Muito bom. E outra expressão também, colaborador necessário. Necessário da ordem episcopal, isto é, o vínculo antológico que une o sacerdócio no grau do presbiterato é indissolúvel com o episcopado. Que forte isso. Sim.
1.544. O único sacerdócio de Cristo. Todas as prefigurações do sacerdócio da antiga aliança encontram seu cumprimento em Cristo Jesus. Um só mediador entre Deus e a humanidade. Pronto. 1 Timóteo 2.5. Perfeito. Paremos aqui somente um pouco. É exatamente o assunto que estamos tratando. Prefigurações. Todas as manifestações de sacerdócio no Antigo Testamento são...
A lembrança de uma realidade futura, que vai ser plena, que vai ser completa, que vai ser única, que vai ser definitiva, que não vai ser provisória, que não vai ser repetida, que não vai ter nenhuma imperfeição, são prefigurações do sacerdócio de Cristo. E veja, eu parei aqui agora porque minha coisa é que vai aparecer. E é dele que nós estamos tratando. Continue.
Melquisedeque, sacerdote de Deus Altíssimo, é considerado pela tradição cristã como prefiguração do sacerdócio de Cristo único, o sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, santo, inocente, sem mancha, que com esta única oblação levou a perfeição definitivos que são por ele santificados, isto é, pelo único sacrifício de sua cruz. Pronto, aqui está o cerne do cerne do cerne da teologia do sacerdócio cristão.
Tudo que estudamos até aqui, veja a citação, aí foi citado Hebreus 5, vimos, né? Aí foi citado Hebreus 7, vimos, não foi? Sim. Agora, vamos à especificidade do sacerdócio cristão na pessoa de Jesus, único e eterno sacerdote, parágrafo 1545, e acho que com ele a gente amarra bem essa questão. Por favor. O sacrifício redentor de Cristo é único.
realizado uma vez por todas, não obstante, torna-se presente no sacrifício eucarístico da igreja. O mesmo acontece com o único sacerdócio de Cristo. Torna-se presente pelo sacerdócio ministerial, sem diminuir em nada a unicidade do sacerdócio de Cristo. Por isso, somente Cristo é o verdadeiro sacerdote, os outros são seus ministros. Pronto. Então, o que é que eu sou? O seu ministro do sumo e eterno sacerdote. Ministro de Cristo. Perfeito.
Que lindo, né? Exato. Tanto é que nas palavras da consagração, o sacerdote não diz, Jesus disse. Cristo, Jesus, se utiliza dos lábios do sacerdote para dizer, isto é o meu corpo. O sacerdote diz, mas não é que o sacerdote quando eleva a hoste está dizendo que aquele corpo é dele, pessoa de carne e osso. Não, mas do próprio Jesus que ali está se visibilizando.
No próprio sacerdote, fazendo as vezes de Cristo, agindo na pessoa de Cristo, cabeça, pastor, e nesse caso, na missa, sacerdote. E, veja que bonito, Cristo presente no sacerdote, falando pelos lábios dele, e Cristo presente nas mãos do sacerdote, com o pão já consagrado. E para alguém que se pergunta assim, mas tá, mas onde que Cristo...
Onde que mostra Cristo que criou que sacerdotes? Onde que ele ordenou esses sacerdotes? Qual seria o texto bíblico melhor? Não, a carta aos hebreus com tudo aquilo que a gente já viu. Já é suficiente. Sim, perfeitamente. É só ler a carta aos hebreus. Mas na última ceia ali a gente pode dizer que houve uma... Jesus e seus apóstolos, a primeira missa, a consagração dos seus... Se foi um sacrifício? As palavras dele. Exato. As palavras dele.
este é o cálice do meu sangue, da nova eterna, derramado. Portanto, onde tem sangue derramado, tem sacrifício consumado. Ponto e basta. Você nem precisaria, na verdade, a não ser que você diga que Jesus estava falando de forma figurada. Falou em forma figurada, não é mais católico. Aí já é herege. Dizer que o santo sacrifício da missa...
no santo sacrifício da missa, o pão e o vinho não se transformam com as palavras da consagração em corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, não é mais católico.
É herege. Se é sacerdote, deixe o ministério, se não quiser se converter, se não quiser professar a fé da igreja. E se é leigo, está automaticamente excomungado. Se você nega que a missa perpetua o único e eterno sacrifício de Cristo, que após as palavras da consagração, o pão continua pão e não é mais corpo de Cristo, e não é corpo de Cristo, isso é heresia, isso é protestantismo, isso é qualquer realidade, menos a fé católica.
Para você reconhecer, aqui supõe a fé católica, a fé católica, para você reconhecer a realidade sacrifical da Santa Missa, bastariam, no meu entendimento, as palavras de Jesus.
Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna lença, derramado por vós. A pronúncia foi derramada. Qual é a realidade que torna o momento de você apresentar no Antigo Testamento um animal? Qualquer animal. Para o sacerdote.
Ele tem que ser morto, tem que ser morto. Se tem um cautelo, um punhal, uma faca, sei lá, e vai ali no pescoço do animalzinho, o sangue é derramado. Sacrifício, sacrifício. Então, onde está, onde está? Nas palavras de Jesus. Nas palavras de Jesus. Ah, Jesus foi um leigo.
Pois não, meu filho. Você está pegando uma nomenclatura. Primeiro está pegando uma nomenclatura moderna. No tempo de Jesus não havia distinção entre leigo e clérigo. Jesus não foi clérigo no sentido de sacerdócio levita. Não, Jesus não foi levita. Jesus nasceu da tribo de Judá. O leão da tribo de Judá, que não era tipo sacerdotal. Nem sacerdote daquela época dos judeus. O sacerdote levita, não.
Agora, você negar o sacerdócio de Jesus, na perspectiva do Salmo 109, tu és sacerdote para sempre. Na perspectiva da carta aos hebreus, se você nega, herege. Católico você não é. Portanto, cuidado com essa expressão que Jesus nunca foi sacerdote. O que você quer dizer com isso? Você está negando a carta aos hebreus? Você está negando?
que o que Jesus instituiu na quinta-feira santa não foi o santo sacrifício da missa, que a Eucaristia tem uma dimensão sacrifical, que o que Jesus realizou não foi um sacrifício, isso é heresia. Pronto. Agora, a gente já está quase acabando o nosso programa, que está sendo uma bênção. Dom José, Cristo na última ceia ainda não tinha derramado o seu sangue.
E quando ele diz na última C, para Deus não tem tempo, ele está antecipando isso ali? A Eucaristia, ela perpetua o único sacrifício de Cristo. Isso se aplica também à primeira missa. O que é perpetuar? É tornar presente um ato perpétuo, único e definitivo. Ou seja, Jesus na quinta-feira institui de forma ritual aquilo que vai acontecer no dia seguinte. E para Deus não existe tempo. Que lindo, hein?
É como se fosse antecipado. Então. Uma antecipação ritual do que vai acontecer no dia seguinte. Só que a antecipação ritual já perpetua o que vai acontecer depois. Ah, mas como é que já está acontecendo aqui? O que ainda vai acontecer amanhã? A sua cabeça de criatura que está querendo colocar tempo em Deus. É. Maria Santíssima foi redimida pelo sangue de Jesus, sim ou não? Quando ela foi concebida no ventre de Maria.
em previsão dos méritos de Cristo. Percebeu a beleza da teologia católica romana? Sim. É isso. Sim. Então, o sangue de Jesus vai ser derramado 33 anos depois do nascimento dele. Vai. E como é que a Igreja Católica diz que Maria Santíssima, que precisou da redenção, vai ser redimida por uma realidade que só vai acontecer daqui a 33 anos? Em previsão dos méritos de Cristo. Pronto.
Matou a charada. Palavra que está na definição do dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria. Papa Beato Pio XI, 1854, se não me engano.
Mas faltam dois minutos e trato de concluir. Muito bom. Dom José, o próximo assunto nosso será os doze filhos de Israel. Ou a gente acabou, eu acredito, né? Melquisedeque? Melquisedeque, já. O nosso próximo assunto será os doze filhos de Israel. O que as pessoas podem esperar disso?
Uma prefiguração dos 12 apóstolos, uma prefiguração da igreja apostólica, da apostolicidade, da totalidade. 12 é o número da totalidade das tribos de Israel, 12 é o número dos apóstolos. Vamos tratar também do número 144 mil, que é o número simbólico dos eleitos no capítulo 7 do Apocalipse.
Viu o número dos eleitos, 144 mil. A simbologia do número 12. Extremamente rica para o novo, para Jesus, porque ele não quis.
que estivessem consigo menos de 12 apóstolos e mais de 12 apóstolos, e outras realidades que contêm o número 12. Olha aí, já fica como gostinho então para a semana que vem, você não pode perder o programa da semana que vem. Começamos sobre os 12 filhos de Israel. Deus te abençoe, até semana que vem, se Deus quiser.
Vamos pedir agora a bênção de Deus, agradecer sua presença, Dom José, e pedir a bênção de Deus para todos nós. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho, Espírito Santo. Amém.