Episódios de Frei Gilson Podcast - Oficial

As prefigurações de Cristo no Antigo Testamento | Parte 12 | Luz para os meus passos | #62

14 de abril de 202652min
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Qual parte mais te marcou?

Participantes neste episódio2
F

Freijilson Barração do Monte

HostJornalista
D

Dom José Francisco Falcão

Co-hostReligioso
Assuntos2
  • Prefigurações de CristoAbraão · São Tiago · Sermão da Montanha · Obras da fé · Sara · Igreja como mãe · Catecismo da Igreja Católica · Gálatas · Hebreus · Ruth · Débora · Judite · Esther
  • Fé e EspiritualidadeFé e obras · Tiago 2 · Conversão
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Que alegria começarmos mais um programa Luz para os Meus Passos. Deus abençoe você, Deus abençoe sua família. Com alegria entramos na sua casa ou no lugar que você estiver, pela TV Canção Nova, pelo canal do YouTube Freijilson Barração do Monte, pelo canal do YouTube de Dom José Francisco Falcão, ou até mesmo você só está escutando através de um podcast. Então, Deus seja louvado por você estar aqui acompanhando este programa.

No programa passado, veja, nós estamos falando de, estudando que no Antigo Testamento Cristo já foi prefigurado. Estamos estudando vários personagens do Antigo Testamento que são prefiguração de Cristo. E agora estamos num grande homem do Antigo Testamento chamado Abraão, o nosso pai na fé. Já vimos isso, Abraão é o nosso pai na fé e estamos entendendo isto.

No programa passado, nós terminamos lendo a carta de São Tiago, onde diz que, Queres ver, homem, vão? São Tiago, capítulo 2, aliás, já pode abrir sua Bíblia, Tiago, capítulo 2, versículo de 20 a 24. Queres ver, homem, vão? Como a fé sem obras é estéreo? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo seu filho Isaac sobre o altar?

Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas? Assim se cumpriu a Escritura que diz, Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça e foi chamado amigo de Deus. Vês como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Foi aqui que nós paramos e nós precisamos mastigar bem esse texto.

E por isso vamos dedicar o começo deste programa para esta citação tão importante. Antes quero acolher D. José Falcão, que já está no meio de nós. Sua bênção, D. José, é uma alegria imensa ter o senhor aqui conosco. Deus abençoe sua vida, Fred Gilson, a alegria estar aqui.

D. José, nós terminamos aqui o programa passado e faltou a gente esmiuçar essa palavra. Já ouvimos muitas vezes que somente a fé é capaz de justificar. Às vezes já escutamos isso. E São Tiago já começa, queres ver o homem vão como a fé sem obras é estéreo? Então,

Para nós cristãos católicos, não é possível uma justificação só por uma fé sem obras. Excelente. É o tema que Vossa Reverendíssima expôs, um tema muito caro para São Tiago. O problema é somente. A palavra somente aparece no versículo 24. Ao fazer uma pergunta...

São Tiago já está afirmando, vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé. Você está vendo, você está vendo a atitude do nosso pai Abraão? Ele sempre acreditou em Deus, mas quando Deus deu uma ordem para ele, pegue o seu filho e vá sacrificá-lo no Monte Moriá, ele foi, e isto é uma obra.

Portanto, Abraão creu em Deus. Isso lhe foi creditado em conta de justiça, diz Gênesis 15, 6. Mas essa fé cooperou, possibilitou que ele pegasse o filho e levasse. E as obras, a obra de Abraão completou a fé. Cooperar e completar. Dois verbos utilizados por São Tiago. Essa é a lógica da justificação na fé cristã.

Portanto, isso de dizer, quem quer que tenha dito, e eu já ouvi também, como vossa reverendíssima, já ouvi muitas pessoas dizer, obras não, obras não, obras não, somente a fé. Responda essa pergunta de São Tiago, a coisa não é bem assim. O homem é justificado pela fé, mas não somente por ela, por ela e pelas obras, não da lei de Moisés, mas obras da fé. Nosso pai Abraão é modelo. Tiago 2, 24.

É, Dom José, eu acho que a pergunta cabe aqui. Que obras da fé são essas? Porque vemos aqui, vedes como o homem é justificado pelas obras, obras da fé. Que obras são essas? Bom, tem vários textos da Escritura para a gente responder. Na carta aos Gálatas, você tem no capítulo 5, de 19 a 23, mais ou menos, duas relações. A relação das obras da carne.

e a relação das obras do Espírito. Aquela é uma relação, é uma forma de você responder. A outra, você olha para o sermão da montanha, as bem-aventuranças. Porque deles é o reino dos céus, porque herdarão a terra, etc., porque serão consolados e assim por diante. Aquela é a obra por excelência.

Outra relação nos lábios do próprio Jesus para o jovem rico. O que devo fazer para ganhar a vida eterna? Quais são as obras que praticadas me possibilitarão a vida eterna? Jesus já respondeu para o jovem rico no capítulo 19 de São Mateus. É outra resposta, os mandamentos da lei de Deus.

Vós sois meus amigos, se cumprides os meus mandamentos. Também Jesus vai falar dessa forma. Então, a obra fundamental é crer em Jesus, mas que essa fé vem acompanhada de obras. As obras da fé. As obras da fé estão espalhadas, por assim dizer, exemplificadas por Jesus e pelos apóstolos ao longo de todo o Novo Testamento. Eu colocaria, se vossa reverendíssima me apertar mais, diga qual, diga qual, diga qual.

Sermão da Montanha. As bem-aventuras. Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras oferecendo seu filho Isaac sobre o altar? Ou seja...

Abraão, ele prova que de fato a sua fé era verdadeira pelas obras também. Correto. Ou seja, Deus pede algo para ele e ele faz. Correto. Deus diz algo e faz. Obediência. Ou seja, então posso dizer que para mim que sou cristão, a fé acompanhada das obras é fazer tudo o que Jesus me pede e tudo o que Jesus me pede...

Eu diria até mais, não é só o Sermão da Montanha, mas toda a Sagrada Escritura, então, foi o que Jesus me pede, tudo que está na sua palavra é o que Jesus me pede para fazer. Corretíssimo. Se quisermos colocar nos lábios de Nossa Senhora uma postura que vai se traduzindo ao longo da vida da Bem-Aventurada Virgem Maria até o seu derradeiro instante.

Eis aqui a serva, faça-se-me segundo a tua palavra. Ela viveu pela fé, ela se abandonou, se jogou, ela se abriu inteiramente à graça de Deus. Jesus diz, Eis aqui quem é meu pai, minha mãe, quem faz a vontade do meu pai que está no céu. Lembra disso? Sim, sim. Tua mãe e teus irmãos estão ali fora e te procuram. Jesus vai e aponta para todo mundo quem é meu irmão, etc, etc.

Ou seja, para Jesus, mais importante do que os laços sanguíneos da carne judaica é fazer a vontade do Pai. E a vontade do Pai, bem, ao jovem rico, os mandamentos. No discurso da montanha, as bem-aventuranças. E por aí vai. Sim, está corretíssimo. É por isso, então, que me vem muito aquela passagem, Jesus repetiu várias vezes, aquele que ouve a palavra e coloca em prática.

A casa edificada sobre a rocha? Foram várias, inclusive. Ou seja, esse prática é as obras da fé. Você não pode só escutar, você precisa colocar em prática o que eu... São Tiago, quem disse, vocês não sejam meramente ouvintes, mas praticantes da palavra de Deus. Também é uma forma de você responder a pergunta. Sim? Maravilhoso. É o versículo 22. Como vês como a fé cooperava com as suas obras?

Ou seja, por causa da fé de Abraão é que ele foi capaz de levar o filho dele ao Monte Moriá. Sim, sim. Então não é uma mera obediência automata, isto é, chegou a ordem, eu tenho que cumprir, certo? Isso vai ser feito, mas por amor ao Deus em quem eu creio. Primeiro eu acreditei nele. Deixa tua casa, tua terra e tua parentela. Ele foi pela fé, jogou-se na escuridão do futuro desconhecido.

sem ter certeza de nada que iria acontecer, que terra é essa, há quantos quilômetros de Ur da Caldeia, o completo desconhecido. Mas é ele, ele que está dando a ordem. E pediu o filho que eu mais amo, meu único filho. Aí foi, realmente. Essa talvez seja uma prova de fé. Eu considero a maior. A maior, né? Da vida de Abraão.

A maior. Seu único filho, ele poderia ter questionado, mas que Deus é esse que pede para matar o meu próprio filho? A nenhuma personagem do Antigo Testamento, Deus pediu isso. Nenhuma. Nesse sentido, Abraão é a imagem de Deus Pai, que não poupa o seu único filho. Sim, os padres da igreja fazem uma analogia da postura de Abraão, que amando a Deus, não poupou o seu próprio filho.

Com o Pai, tanto Deus amou o mundo, João 3,16, que enviou o seu Filho para que todo que nele crie não pereça, mas tenha a vida eterna. E se quisermos ser mais radicais ainda, Isaías capítulo 53, versículo 10. Aprove a Deus esmagar o seu Filho pelo sofrimento. Lembra dessa palavra? Lembra. Esmagar.

É forte, mas esmagar no sentido de eu amo tanto a humanidade que eu não abdico nem do meu filho. Envio o meu próprio filho para salvar a humanidade. É nesse sentido esmagar. Porque em Isaías 53, 5, quem esmagou Jesus foram os nossos pecados. Então há dois esmagamentos, por assim dizer. Nossos pecados esmagaram Jesus e o pai esmagou Jesus. Mas o pai esmagou Jesus permitindo que ele morresse. E por amor a todos nós enviou o seu filho.

Já os pecados, eles foram, digamos assim, a causa, entre aspas, material. Sim. Então, por causa da... sem a fé, ele não conseguiria entregar seu filho. A fé cooperou para que ele fizesse essa obra. Disse bem, disse bem. E aí depois, com as suas obras, com as suas obras, e era completada por elas. É como se Tiago, São Tiago, quisesse dizer aqui, você tem a fé, eu não duvido. Só ela está incompleta.

Me mostre? Você tem que... Me mostre? É no mesmo capítulo, né? Que você diz que ama a Deus. Me mostre a fé sem as obras e eu mostro a minha fé pelas obras. E o senhor tanto citou aqui, né? Galatas 5, 6, eu acho que também... A fé que age pela caridade? Que é uma outra forma de dizer o que Santiago disse. Fé que age pela caridade. A fé é atuante. A fé...

intrinsecamente está voltada, impulsionando você para a prática da fé. Se você não traduzir a fé com obras, aí entra em Tiago capítulo 2, é morta, é morta, é morta, é morta. Então aquela pessoa que diz, eu tenho fé, mas não reza, eu tenho fé, mas não perdoa, não quer perdoar. Sim. Então é uma fé que poderíamos dizer que não está completa? Completamente, é completamente corretíssimo, corretíssimo.

Aliás, aí como agravante, se não perdoa, sério, o candidato aí para o inferno. Sim. Com a sua suposta fé. Que, aliás, é a fé. O diabo tem fé? Exato. Capítulo 2. Desse mesmo o capítulo. Eu não sei se é o versículo 19, meu Deus. Tiago 2, 19. Você diz que... Sim, certo, mas os demônios creem, mas tremem.

Leia. Crees que há um só Deus? Fazes bem. Também os demônios creem e tremem. Pois é. Existe fé no inferno? Olha aí o capeta, capiroto do cão. Só que o demônio não consegue traduzir em obras de caridade. Aí é que está, porque ele odeia. Ele não consegue completar essa fé. A fé incompleta pode ser uma fé que agrada ao diabo, porque ele treme, mas crê. É uma fé que não se traduz em obras.

Existe uma obra que é fundamental quando você está no pecado, a conversão. Convertei-vos e creio-te no Evangelho. É possível você conjugar uma fé sem conversão? É. A fé do diabo. Sim, Tiago 2,19. Exato, exato. O diabo crê em Deus. Não, isso é muito forte, porque é o caso de muita gente aqui. Eu creio em Deus, mas eu não quero fazer, só fica nisso, né? Só fica nisso. Ele não reza, não obedece o mandamento, não quer ir para uma igreja, não faz nada.

Ou seja, então não está completa, e o senhor está falando algo muito forte, né? Então está se assemelhando aos demônios. Os demônios, creio. A Bíblia é quem diz, mas tremem, mas tremem, sim. O senhor acha que tem mais alguma coisa para esmiuçar aqui? Eu proponho, como eu disse, que era a hora de a gente citar o Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 145 e 146, por quê?

Porque como já vimos a carta aos hebreus, a galeria, vamos dizer assim, dos nossos heróis na fé, dentre os quais o que tem mais versículos destinados a ele é nosso pai Abraão, esses dois parágrafos, 145 e 146, digamos assim que eles fazem uma síntese. Como estamos acabando o estudo sobre o nosso pai Abraão, depois vamos entrar na esposa dele, Sara, ou Sarai, depois Sara.

Vamos ao arremate com a Igreja, Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 145 e 146. A Epístola aos Hebreus, no grande elogio à fé dos antepassados, insiste particularmente na fé de Abraão. Pela fé, ao ser chamado Abraão, obedeceu a ordem de partir para uma terra que devia receber como herança. E partiu sem saber para onde iria. Pela fé viveu como estrangeiro.

e como peregrino na terra prometida. Pela fé, Sara recebeu a graça de conceber o filho da promessa. Pela fé, por fim, Abraão ofereceu seu filho único em sacrifício. Abraão realiza assim a definição da fé dada pela epístola aos hebreus. A fé é a certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem. Abraão creu em Deus.

E isso lhe foi levado em conta como justiça. Graças a esta fé, Abraão tornou-se pai de todos os crentes. Então, Abraão é nosso pai por causa da fé dele. Parâmetro, modelo, a revelação positiva começou com ele, com a decisão. Deixa teu pai, teu pai, partiu. Pronto, aqui está a saga da fé.

Não quer dizer que foi o primeiro. Abel, nesse mesmo capítulo 11, é citado, Noé é citado, Enoque é citado, etc. Mas Abraão, por quê? Porque a nenhum deles, antes dele, Deus dirigiu um pedido tão claro. E ele partiu. Somente ancorado numa única coisa. Autoridade do Deus que se revelou. Foi Deus quem falou? Voou. Isso é fé. Ah, eu vou usar a expressão, aspas, loucura.

de você confiar completamente num Deus que você nunca viu. O senhor poderia esmiuçar um pouquinho mais essa palavra que o Catecismo trouxe, de Hebreus 11.1, que eu acho que dá uma grande definição da fé? Bem. A fé é a certeza daquilo que ainda se espera. Perfeito. Ao dizer isso, primeiro, deixe aí essa citação e vamos a de Hebreus 11.1 aqui para ver como está a tradução.

Porque, como estamos usando a palavra de Deus... Aqui está a fé, o fundamento da esperança. A certeza do que não se vê? É uma certeza a respeito do que não se vê. Pronto. Primeira coisa é a relação entre fé e esperança, que são duas virtudes teologais diferentes. Sim. Qual é o objeto da fé? O Deus que se revela? A certeza de que ele existe?

e o abandono do meu coração a esse Deus que se revelou. Esperança. A esperança tem como objeto a vinda de Deus, o cumprimento de suas palavras. Se eu aguardo, eu tenho a certeza de que aquilo que eu espero um dia virá. Um dia acontecerá, um dia se cumprirá e assim por diante. Ora, eu espero aquilo em que acredito. E eu acredito aquilo que eu espero que virá.

Eu acredito em Deus. Então, por exemplo, Maranatá, vem Senhor Jesus. Nós vivemos nessa expectativa feliz, a esperança da manifestação gloriosa dos filhos de Deus, como diz a carta de São Paulo a Tito no capítulo 2, versículo 13, se não me engano. Nossa expectativa feliz. Ora, eu não espero, senão aquele em quem eu acredito. Eu acredito que Deus existe.

Eu creio que Ele é o Senhor e eu creio que Ele virá. Ora, no momento em que eu jogo para o futuro e aguardo com certeza que essa expectativa vai ser plenamente atendida, que uma promessa vai se cumprir, eu estou no âmbito da esperança. Ok? São Paulo vai dizer na Carta aos Romanos, capítulo 5, versículo 5, a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

esperar, aguardar algo, aguardar Deus mesmo, virar sobre as nuvens com poder e glória, virar para julgar os vivos e os mortos. E eu aguardo o cumprimento de suas promessas. Eu aguardo Deus, eu aguardo o cumprimento do que Ele anunciou que vai acontecer. Seja no derradeiro instante da minha vida, seja...

mas entrega o teu caminho a Deus, confia nele e ele agirá, e os desejos do teu coração, ele atenderá todas as promessas de Deus para a nossa vida, e para o ocaso da vida, e para a vida eterna, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá, etc. Crê, existo, quem come minha carne, bebe meu sangue, tem a vida eterna, e eu ressuscitarei no último dia. Se nós esperamos, virtude da esperança. Se nós cremos, virtude da fé. Então, a fé é o fundamento da esperança. Eu não posso esperar, se antes eu não creio.

Eu creio e porque eu creio, eu espero. Então, avançando. A fé é a posse antecipada do que se espera, isto é, virá. Mas eu já tenho em penhor a vida eterna aqui. E é a certeza do que não se vê. Ou seja, você já esteve no céu? Não. Como é que você tem tanta certeza? Por causa da autoridade de Deus. Porque ele disse.

É uma certeza. É uma certeza. Mas você tem prova? Eu preciso de prova se o meu Deus já disse que vai me dar a eternidade? Não, você tem que provar para você acreditar, vê para crer. Aí você cai naquela lógica maluca, não é? Enfim, se eu não vir com... Bem-aventurados os que não viram e creram, Tomé, não sejas incrédulo, mas homem de fé. Então, na definição... Ah...

versão da Bíblia de Ave Maria, de Hebreus 11, versículo 1, é a posse antecipada do que se espera. Então, pela fé, eu tenho a posse daquilo que eu aguardo, fé e esperança. E é a certeza do que não se vê.

Essa palavra certeza significa que eu não posso ter dúvidas, porque no caminho de fé, às vezes a gente tem determinadas dúvidas, a pessoa questiona uma coisa ou outra. Existem dúvidas que são aceitáveis, que são plausíveis, que são conjugáveis com o ato de fé. Certo. A de Jesus na cruz, por quê? A de Nossa Senhora, como se fará isto? Se eu não conheço homem algum.

Agora, certas dúvidas não. É lícito pagar imposto a César? A besta vai fazer uma pergunta dessa a Jesus. Jesus respondeu no devido lugar, colocou-se no devido lugar. Então, é preciso ver que dúvidas podem ser conjugadas com a fé. E que dúvidas não são conjugáveis com a fé.

Certas dúvidas são insultos, certas dúvidas podem ser incredulidade. Incredulidade. Certas dúvidas, existem dúvidas em boa fé, existem dúvidas que você, eu acredito em Deus, mas eu quero compreender como se fará isto se eu não conheço um homem algum. Não é uma, a sua pergunta foi muito ampla, viu? Não é uma resposta fácil, porque é preciso inserir a pergunta, entrar no coração de quem está perguntando.

para tentar descobrir qual é o grau de honestidade, de sinceridade e também de interesse em dissipar a dúvida, ou é-se de provocar, ou é uma dúvida que contesta depois que a verdade foi dita, dúvida pertinaz. Ou seja, Frey Gilson, você pode me explicar o purgatório? Sente aqui.

Aí vai o fregisto com toda paciência, mostra os dados na Escritura, mostra os dados na tradição da Igreja. Foi claríssimo.

E a pessoa de má fé começa a duvidar, começa a questionar. Sim, mas até certo ponto, até que ponto, até que ponto. É a Eucaristia, a Eucaristia. Então chega uma pessoa e diz, eu não acredito que Jesus está presente debaixo das espécies do pão e do vinho após a consagração, corpo, sangue, alma e divindade. Eu não acredito, eu não acredito. O milagre de Lanciano, o padre, o padre.

diante de quem a hosta se transformou em carne e sangue, nutriu durante muito tempo essa dúvida. Mas não foi uma dúvida em boa fé, foi dúvida de contestação. Eu não acredito, eu celebro, mas eu não acredito que eu tenha o poder de consagrar esse pedaço de pão, isso durante um certo tempo, viu? Até que Nosso Senhor mandou um recado para ele. E todos os milagres eucarísticos quase sempre têm...

ou no próprio celebrante, ou no próprio sacerdote, ou na própria comunidade, alguém que contesta, alguém que, enfim, entendeu? Os dados escriturísticos foram mostrados, a argumentação foi apresentada, a explicação foi cabal, foi simples, mas profunda, foi direta, como a igreja. E mesmo assim, o cabra, entendeu? Dúvida, até que ponta, etc. Aí não. Então, como é uma pergunta... Ou seja, ou seja...

Nós vemos que os fariseus, aquele povo todo duvidou, e nós vemos também os apóstolos que duvidaram muitas vezes. Mas há contextos diferentes, uns que estavam abertos e outros que estavam com o coração fechado. Em certas ocasiões, Jesus foi homem de pouca fé, porque duvidaste para São Pedro, que ia se afogando. Vejamos aqui, homem sem inteligência, Cléofas e os seus companheiros, burrinhos. Sem inteligência...

e outras ocasiões, sim, de incredulidade. Mas tinha um coração aberto, era dúvidas das suas fraquezas, tinha um coração aberto para crer. À medida em que Jesus ia explicando, sim, aí Cléofa depois vai dizer, não ardia o nosso coração quando ele nos explicava as Escrituras, ou seja, o fogo da palavra de Deus explicada por Jesus foi aquecendo aqueles corações cujos olhos estavam como que? Cegos.

Você é o único forasteiro? Confundiram Jesus com o forasteiro. Os olhos estavam cegos. Como é que se explica isso? E Jesus, com toda a paciência, vai dissipando a dúvida deles. Está no fim. É, é isso aí. Veja, aquela passagem que o senhor mesmo citou aqui, de Abraão, que comparou até as pedras poderiam se tornar descendentes de Abraão. Ou seja, vocês têm um coração duro, o senhor falou isso em programas passados. Então, uma coisa é uma dúvida.

onde a pessoa está aberta para crer, aberta para saber a verdade. E outra coisa é aqueles que duvidam só por duvidar, só para brigar, só para questionar. E dúvida pertinaz também. Isto é, eu sei que a argumentação está clara, mas eu quero duvidar. Eu não quero dar o braço a torcer. Eu não quero me render diante dessa explicação. Você já é Deus. Quero questionar. Isso já não é de Deus.

Minha gente, o programa de hoje começou bem demais. Eu quero convidar você a permanecer conosco. É só o primeiro bloco, um breve intervalo e a gente já retorna.

Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos. Que alegria ter você aqui conosco. Estamos estudando sobre as prefigurações de Cristo no Antigo Testamento e vimos com muita profundidade Abraão. E vimos que ele é o nosso grande pai na fé. Como Dom José já tinha assinado,

Depois de Abraão viria a sua esposa, Sara. Eu creio que tudo o que nós já tínhamos proposto aqui para você falar sobre Abraão já aconteceu, já falamos tudo o que aqui era proposta. Claro, gente, sempre tem muito mais coisa para falar, aquilo que sempre o Tom José fala, né? Aí a gente também não avança nunca, né? Se for falar tudo, tudo, tudo, tudo, você nunca vai sair de um tema. Mas eu creio que sempre aqui é muito profundo também, não é de uma forma rasa, não.

Foi muito profundo, vários textos da Escritura, Catecismo da Igreja Católica. E agora chegou o momento de a gente passar para outro personagem, a esposa de Abraão, Sarai ou Sara. O que o senhor tem a trazer para nós? O que Sara representa para nós? Na ótica do apóstolo Paulo, uma coisa. Na ótica do autor da Carta aos Hebreus, outra. Na ótica da primeira Carta de São Pedro, outra.

Os textos do Novo Testamento mais importantes que tratam da nossa matriarca, esposa de Abraão, são esses três, os principais. E acho conveniente a gente analisar um por um. O primeiro, eu acho que é o mais famoso, o que fala de um gênero literário muito caro para o apóstolo Paulo, alegoria, ele lança a mão do episódio.

do nascimento de Ismael, o filho da escrava, Agar, e de Isaac, o nascimento do seu filho, da sua esposa, Sara. E nesse confronto, nesse paralelo, vamos dizer assim, Sara passa a ser a figura de uma coisa, e Agar passa a ser a figura de outra. São Paulo faz essa leitura e vai enxergar nessa alegoria a igreja.

O texto que vamos ver agora, Gálatas 4, de 22 em diante, a igreja é chamada mãe. É a única vez na Bíblia que a igreja é chamada de mãe. Já percebeu que esse título não é admitido pelos protestantes? A igreja mãe? Para nós é irrelevante se eles usam ou não. Para nós é fundamental.

Maria, mãe da igreja, ou a igreja, nossa mãe. A maternidade da igreja está aqui. Tanto existe fundamento para Maria, nossa mãe, João 19, 27, eis aí a tua mãe, para a igreja, nossa mãe. Esse texto que vamos ler agora. Proponho, então, que vossa reverendíssima leia do 22 ao 31.

Porque aqui temos Abraão, temos Sara, temos Agá, temos implícitos Ismael e Isaac e temos a mãe igreja. A escritura diz que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. O da escrava, filho da natureza, e o da livre, filho da promessa. Nestes fatos, há uma alegoria visto que aquelas mulheres representam as duas alianças.

Uma do Monte Sinai, que gera para a escravidão, é a Gar. O Monte Sinai está na Arábia, corresponde à Jerusalém atual, que é escrava com os seus filhos. Mas a Jerusalém lá do alto é livre, e esta é a nossa mãe. Por que está escrito, Alegra-te, ó estéreo, que não davas à luz?

Rejubila e canta tu que não tinha dores de parto, pois são mais numerosos os filhos da abandonada do que daquela que tem marido. Como Isaac, irmãos, vós sois filhos da promessa. Como naquele tempo o filho da natureza perseguiu o filho da promessa, o mesmo se dá hoje. Que diz, porém, a Escritura?

Lança fora a escrava e seu filho, porque o filho da escrava não será herdeiro com o filho da livre. Pelo que irmãos, não somos filhos da escrava, mas sim da que é livre. Um texto que acho que já abordamos aqui, foi depois dos evangelhos, talvez um dos textos mais mastigados. Aqui nós temos a nossa matriarca Sara, sendo apresentada como tipo.

como pré-figuração da mãe igreja, que é nossa mãe. Olha aqui no versículo 26, a única vez que a igreja... Ah, Jerusalém do Alto! A igreja, que é a imagem... Por favor, vamos ao Apocalipse. Está falando da igreja? Sim, sim, sim, sim. 21, versículo 2. Apocalipse 21, versículo 2.

Eu vi descer do céu de junto de Deus a cidade santa, a nova Jerusalém com uma esposa ornada para o esposo. A igreja, a igreja, a igreja. A igreja na glória. Sim. Então, nossa mãe. Que coisa mais honrosa você chamar a igreja de mãe. Que é a imagem do capítulo 12 do Apocalipse. Uma mulher vestida de sol, grávida. Pronto.

Então é completamente bíblico. Se você perguntar, mas por que certas denominações protestantes não reconhecem a igreja como mãe? Resposta bem educada, sei lá. Eu sei porque nós chamamos a nossa igreja mãe católica, a igreja católica de mãe. Porque a igreja...

Esse é um título bíblico. Ô Dom José, quando diz aqui no versículo 29, como naquele tempo o filho da natureza perseguiu o filho da promessa, houve uma briga entre eles, o mesmo se dá hoje. O que a palavra quer dizer aqui, o mesmo se dá hoje? É o seguinte.

Versículo 31. Pelo que irmãos não somos filhos da escrava, mas sim da que é livre. No tempo do apóstolo Paulo, nós temos aqui na segunda carta aos Coríntios uma explicação bem clara. Quais foram os principais adversários da igreja no tempo do apóstolo Paulo? Vamos à segunda aos Coríntios? Vamos. É vossa reverendíssima quem vai ler.

Quem são os filhos que estão perseguindo os outros filhos? Primeiro, São Paulo perseguiu a igreja. Enquanto ele perseguiu a igreja, ele era filho da escrava, que estava perseguindo os filhos da promessa. Mas vamos aqui mais claramente, por favor, vossa reverendíssima que vai ler a partir do versículo 22. Aliás, a resposta já está logo no começo, mas vá até...

O versículo 26. Do 22 ao 26. São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São ministros de Cristo? Falo como menos sábio. Eu ainda mais. Muito mais pelos trabalhos, muito mais pelos cárceres, pelos açoites sem medida, muitas vezes via a morte de perto. Cinco vezes recebidos judeus, os 40 açoites menos um.

Recebi de quem? Do judeus. Continue. Três vezes fui flagelado com varas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo, viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos.

Está respondido? Ou seja, assim como um irmão lutava contra o outro, assim acontece nos dias de hoje, é como se fossem os nossos próprios irmãos, coisas de dentro. Isso continua acontecendo. O fenômeno na Terra Santa é um fenômeno entre irmãos. Esse episódio aqui, por favor.

como naquele tempo o filho da natureza perseguia o filho da promessa. O mesmo se dá hoje. Ele não disse não se dará, se dá. E São Paulo foi vítima disso. A igreja de Cristo. A igreja de Cristo, sim. Está respondido, Freire? Sim, sim, sim. Mas o senhor falou algo importante, o que está acontecendo na Terra Santa hoje tem a ver, muito a ver com esse versículo. Eu não pronuncio o nome de nenhuma nação e não pronuncio o nome de nenhum dos envolvidos.

mas é briga entre irmãos. Porque ambos vieram do nosso pai Abraão. É um mistério insondável, sinceramente. Todos irmãos. O senhor falou que sobre Sara ia citar Hebreus também. Depois de Gás, sim. O famoso capítulo 11, vai abrindo, o famoso capítulo 11 da carta aos Hebreus, são os heróis da fé, os heróis.

Então, já vimos nosso pai Abraão, Enoque aparece, Abel aparece, Noé aparece e agora Sara. Hebreus 11, 11. Foi pela fé que a própria Sara cobrou o vigor de conceber, apesar de sua idade avançada, porque acreditou na fidelidade daquele que lhe havia prometido. Perfeito, ela acreditou.

Ela não tinha rido? Tinha. Foi uma queda pontual, mas acreditou. Como São Pedro também, que ia se afogando, pelo amor de Deus. Ele se afogou, mas depois disse, tu és o Cristo, filho de Deus vivo. Teve uma recaída, literalmente uma quase afogada, ia se afogando. Jesus teve compaixão dele, foi censurado por Jesus. Mas Jesus, tu me amas, etc. Mas ele professou, foi o primeiro que professou a fé da igreja.

Sara debochou, não digo debochou, ela riu ironizando, ironizando como o que desconfiado. Sim, foi um momento de fraqueza de Sara, mas ela acreditou. Mas então é muito importante para nós, porque acreditar que no caminho de fé nós podemos cair muitas vezes. Como tantas personagens do Antigo e do Novo Testamento. Mas isso não significa que nós não podemos levantar e continuar crendo.

Davi caiu, mas para nós é modelo de temor a Deus, não pelas quedas que ele teve, mas pela vida de convertido que ele levou após as suas quedas. O mesmo se aplica a Salomão, o mesmo se aplica a todas as personagens bíblicas, porque a rigor, se nós quisermos, vamos encontrar limitações em todos eles, pelo amor de Deus. Sim, nossa matriarca Sara também é modelo de fé. Naquele momento ela duvidou, mas depois se converteu.

E foi sugestão dela que Abraão tivesse filho com a escrava? Foi ela quem convenceu Abraão a dormir, a fazer sexo com a escrava. Foi ela, partiu dela. Ela não é. Ótimo. E o senhor tinha falado de Pedro também. Agora sim. Vamos a primeira, Pedro, capítulo 3.

versículos de 1 a 6, eu só advirto a todos que no programa anterior, foi até penúltimo, já explicamos o que significa a submissão. A submissão na Bíblia entre marido e mulher é recíproca. Sim. Ser de submissos uns aos outros no temor de Cristo. Então isso para nós entendermos aqui, qual é o sentido da submissão? Submissão no amor, a imitação de Cristo que se submeteu ao Pai e se nos submeteu, sendo por nós obediente até a morte e morte de cruz. Ele se tornou...

servo de todos nós. E essa servidão, esse serviço aos homens foi traduzido significado no Lava Pés. 1 Pedro 3, de 1 a 6. Vós também, ó mulheres, sede submissas aos vossos maridos. Se alguns não obedecem a palavra, serão conquistados mesmo sem a palavra da pregação, pelo simples procedimento de suas mulheres.

a observar em vossa vida casta e reservada. Não seja o vosso adorno o que aparece externamente, cabelos trançados, ornamentos de ouro, vestidos elegantes, mas tem de aquele ornato interior e oculto do coração. A pureza incorruptível de um espírito suave e pacífico, o que é tão precioso aos olhos de Deus.

Era assim que outrora se ornavam as santas mulheres que esperavam em Deus, eram submissas a seus maridos. Como Sara, que obedecia a Abraão, chamando-o de Senhor. Dela vos tornais filhas pela prática do bem, sem temor de perturbação alguma. Olha, interessante, somos filhos de Abraão, que é o pai de todos nós, e Sara é nossa mãe.

Essa é nova para mim, assim, não era tão no sentido de... Sim, sim, eu compreendo. Não. Também era nova para mim. É muito comum a gente escutar. Somos filhos de Abraão, somos filhos de Abraão. Esquece que temos uma mãe, né? Uma mãe. Filhas pela prática do bem, sem temor de perturbação alguma. Eu só queria lembrar aqui, Sara obedecia a Abraão, mas Abraão também obedecia a Sara, viu? Sim. Quando ela disse, durma com a escrava e também quando convenceu Abraão, foi ordem dela.

a botar Sara para correr. Sim. Não deu muito certo essa história. Não deu muito certo. Aliás, não foi um pedido dela, não, foi uma ordem. Mande essa mulher embora. E Sara partiu. H partiu. Sim. Mas interessante, então...

Como Sara, que obedecia a Abraão, chamando-o de Senhor, dela vos tornais filhas pela prática do bem, sem temor de perturbação alguma. Então é pela prática. Mais uma vez entramos na fé e as obras. Ah, sim, gostei da lembrança. Sim, se aplica perfeitamente o raciocínio. Pela prática do bem. Correto, correto, sim. Agora vamos ao catecismo, por quê?

Porque no Catecismo nós temos outras mulheres que vão aparecer aqui também como modelos. Lógico que é a mais importante, todo mundo já sabe qual é que vai aparecer por último. Mas veja, há determinadas heroínas do Antigo Testamento, além de Sara, que vai ser a primeira a ser citada aqui, viu? A primeira a ser citada.

O Catecismo vai fazer um raciocínio muito bonito. Maria, Maria, Maria Santíssima, mãe de nosso Salvador, a vinda dela vai ser preparada por vindas de mulheres, heroínas, de mulheres de fé, de mulheres de brilho, de mulheres de garbo, de mulheres de muito... Mulheres exemplo para todos nós. Vão aparecer Débora, Ruth, Judite, Esté, Ana,

E, evidentemente, depois chega a Nossa Senhora. Até a Virgem Maria vai ter as suas prefigurações, mulheres, no Antigo Testamento. Bom, vamos ao parágrafo 480. O título do Catecismo, para esse ponto, é A Predestinação de Maria. Ah, é? Que interessante. Mãos à obra. Ao longo de toda a antiga aliança.

A missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. Olha que bonito, gostei do termo preparada. Avante. No princípio está Eva. A despeito de sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o maligno. Porém, inimizada, esse dia a mulher, etc. E de ser a mãe de todos os viventes. Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho.

apesar de sua idade avançada. Pronto, é nossa matriarca aqui que nos interessa. Avante. Contra toda expectativa humana, Deus escolheu o que era tido como impotente e fraco para mostrar sua fidelidade, para mostrar sua fidelidade à sua promessa. Ana, a mãe de Samuel, Débora, Ruth, Judite, Esther e muitas outras mulheres. Maria, primeira entre esses humildes e pobres do Senhor.

que com confiança dele esperam e recebem a salvação. Com ela, excelsa a ilha de Sião, depois de longa espera da promessa, completam-se os tempos e instaura-se a nova economia. Eu acho importante esse parágrafo, porque ele fala das heroínas da antiga aliança. Os judeus hoje, ele tem, os judeus tem a relação dos seus heróis e heroínas.

também eles reconhecem essas mesmas figuras como aquelas de destaque na história de Israel. Todo povo tem seus heróis, não é? Nós temos Duque de Caxias, nós temos Dom Pedro I, nós temos Dom Pedro II, o Marachal de Odoro, os grandes heróis da nossa história. Eles também, e entre eles, as personagens bíblicas que mais se destacam, homens e mulheres. E dentre as mulheres, todas essas.

E, lógico, os judeus têm uma veneração, viu, pela pessoa da Virgem Maria, porque, segundo eles, é a mãe do profeta Yeshua. Nossa Senhora é muito respeitada pelos judeus. Mas eles só enxergam também no filho dela, Yeshua, um simples judeu, não Deus. Para nós, ela é a mãe de Deus. Esse judeu que foi gerado no ventre dela é o Deus Todo-Poderoso que se encarnou.

E a história da Virgem Maria é preparada por essa grande quantidade de mulheres que se destacaram no Antigo Testamento. Ô, Dom José, em poucas palavras, não precisa ser muito extenso, mas para quem não tem o conhecimento bíblico, o que o senhor poderia dizer brevemente sobre cada uma dessas mulheres? Ana, Dé... porque às vezes saiu assim, quem são essas mulheres? Nunca vi a história delas. Ana, Débora, Ruth, Judite e Esther. Em pequenas palavras.

Bom, Débora, a gente tem que ir para o livro dos Juízes, né? Vamos ao livro dos Juízes? Vamos lá ao livro dos Juízes. E aqui é o Antigo Testamento, né, Cabe? É. O livro dos Juízes é depois de Josué. O livro dos Juízes. A relação dos Juízes em Israel começa no capítulo 3, versículo 7. Juízes. Juízes. Capítulo 3. Juízes.

Versículos de 7 em diante. São 12 juízes. Alguns defendem que são 13, incluindo Samuel. Outros não, que são 12. Eu me inclino pela quantidade 12. 12 juízes. Não, Samuel não foi o décimo terceiro. Samuel seria uma espécie de transição entre os juízes e os reis. Porque ele quem vai consagrar é Saul, que é o primeiro rei de Israel. Depois de Saul vem Davi, depois de Davi vem Salomão e aí segue.

Certo? Bom, vamos então à relação, vamos contar quais os juízes de Israel nesse livro. Primeiro, Aode, versículo 12. Capítulo 3? Versículo 12. Versículo 12. Olha o título, Aode. Aode. Depois, o segundo juiz, Sangar. Sangar. Depois entra Débora, já respondendo a sua pergunta no capítulo 4. Ela foi, ao mesmo tempo, profetiza e juíza. Ah.

Uma das mulheres mais espetaculares, viu, do Antigo Testamento. O cântico dela no capítulo 5 é muito bonito, muito bonito. Aliás, é nesse capítulo aqui que você tem uma mulher chamada Jael, que vai matar um general, explodindo o tímpano dela com...

um cravo, o general vai morrer nas mãos dela. E vai ser a primeira mulher a quem vai ser dirigido esse elogio que Nossa Senhora vai repetir, que Santa Isabel vai repetir. Bendita és tu entre as mulheres. Juízes 5, 24. Leia. Bendita seja entre as mulheres, Jael.

Mulher de Heber ou Kenita, entre as mulheres da tenda seja bendita. Pronto. Então, olha que bonito. Ela matou um general. A frase que ela ouviu é a frase que Nossa Senhora ouviu a respeito dela. A frase pronunciada por Santa Isabel. Quem diz bendita é estuente entre as mulheres. Está evocando um hino de guerra. Está pedindo a guerreira Maria Santíssima.

que assuma a nossa causa e lute contra o inimigo. É você que vai pisar a cabeça da serpente. Sim, exatamente. Que é a imagem, tendo a coroa debaixo dos pés, sim, a imagem de Apocalipse capítulo 12, sim. E a profecia de Gênesis 3, tu esmagarás, ela esmagará a tua cabeça. Ela esmagará a tua cabeça, sim. A segunda mulher que vai matar alguém é...

Mais para frente. Mais para frente. Vamos agora para responder, vamos agora ao próximo juiz, Gedeão, capítulo 6. Depois avancemos... Juízes menores. Jefté. Depois de Jefté você tem, esse talvez seja o mais famoso no capítulo 13. Sansão.

depois você tem o que mais? Bem, todo o livro dos juízes, você tem doze, o total são doze juízes. Como sua pergunta foi sobre Débora, Débora foi uma juíza e profetiza. Né? Profetiza.

Deixa eu ver, faltam dois minutos. Ruth! Ruth! Uma espécie de bisavó do rei Davi. Ah! Sim. Vamos, então, ao... Ruth está aqui, logo depois de Juízes. Sim, pertinho, certo. A síntese da vida dela, aqui está. É...

No tempo que governavam os juízes, sobreveu uma fome na terra. Um homem partiu de Belém de Judá com sua mulher e seus dois filhos. Indo morar nos campos de Moab, chamava-se Elimelec e sua mãe Noemi. Seus dois filhos chamavam-se Malan e Kelion. Eram Efrateus de Belém de Judá. Chegaram à terra de Moab e estabeleceram-se ali.

onde é que ela vai aparecer? No versículo 4, Etnimelec, marido de Noemi, morreu, deixando-a com seus dois filhos. Estes se casaram com mulheres moabitas, chamadas uma orfa e outra Ruth. Ruth é uma espécie de bisavó ou triavó, tetravó, não sei o grau exato, mas moabitas, moabe, um povo inimigo de Israel, ou seja, uma mulher estrangeira, uma mulher que não era do povo hebreu.

Na linhagem, nos ancestrais de Jesus, nós temos uma mulher que não pertencia ao povo hebreu. Rute. Sim, que é citada, mais para frente, faltam 33 segundos. No próximo programa, lembre-se de a gente recomeçar com Rute. Com as mulheres.

Eu creio que as mulheres ficam felizes de saber, as mulheres, foi importante, o Catecismo da Igreja Católica termina com ele, as mulheres precederam a Virgem Santíssima, prepararam. Ela vai ser citada na genealogia de São Mateus, é uma ancestral de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma estrangeira. Então começamos o programa da semana que vem com essas mulheres. Se Deus quiser.

Semana que vem a gente espera você, se Deus quiser, vamos pedir a bênção de Deus. Abençoe por Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.