Episódios de Frei Gilson Podcast - Oficial

Introdução às Parábolas | Parte 6 | Luz para os meus passos | Novo Testamento | #92

13 de abril de 202653min
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Qual parte mais te marcou?

Participantes neste episódio2
D

Dom José Francisco Falcão

HostReligioso
F

Freijilson Barração do Monte

Co-hostJornalista
Assuntos4
  • David Flucer e História JesusSignificado das parábolas · Coração endurecido · Liberdade e escolha · Conversão e fé · Interpretação de textos bíblicos
  • Direitos HumanosDecisão e responsabilidade · Consequências da rejeição · Deus e a liberdade
  • Fé e EspiritualidadeImportância do estudo · Teologia e humildade · Formação sacerdotal
  • Propósito divino transcende rejeiçãoCondenação e escolha · Rejeição da palavra
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Estamos começando mais um programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. É uma alegria imensa ter você aqui conosco. Lembrando que este mesmo programa se chamava, no nosso canal do YouTube, Frei Gilson Barração do Monte, Dom José Francisco Falcão, Força de Deus.

Então, o programa Força de Deus sempre tratou do Novo Testamento e agora esse programa veio para a Canção Nova e se chama Luz para os Meus Passos. Então, Luz para os Meus Passos, Antigo Testamento. Luz para os Meus Passos, Novo Testamento, que é o programa de hoje. Tá bom?

Nós estamos fazendo neste programa uma breve introdução à Sagrada Escritura, ao Novo Testamento. Há pouco tempo nós estamos vendo sobre alegorias, sobre parábolas, porque o nosso intuito aqui é estudar todas as parábolas de Jesus Cristo. Se prepare porque vai ser bom demais. Imagina você estudar conosco todas as parábolas de Jesus.

Dom José já falou de algumas aqui, umas pinceladas, e a gente percebe que não é tão simples assim, às vezes, entender as parábolas, o significado, o que elas representam.

E eu tenho certeza que você vai aprender muita coisa da palavra de Deus. Então fique conosco, é bom demais ter você aqui. Vamos acolher Dom José. Dom José, sua bênção, que bom ter o Senhor nos ensinando a palavra de Deus. Deus abençoe sua vida, Fred Gilson. É uma alegria imensa estar aqui.

terminamos o programa passado falando sobre por que Jesus falava em parábolas. E o Senhor nos trouxe o próprio Jesus respondendo a pergunta em Mateus capítulo 13, versículo de 13 a 15. Eis por que eles falam em parábolas, para que vendo não vejam.

E ouvindo não ouçam nem compreendam. Assim se cumpre para eles o que foi dito pelo profeta Isaías. Ouvireis com os vossos ouvidos e não entendereis? Olhareis com os vossos olhos e não vereis? Porque o coração deste povo se endureceu? Tapar os seus ouvidos e fechar os seus olhos, para que seus olhos não vejam e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda, para que não se convertam e eu o sare.

Também o Senhor trouxe Marcos capítulo 14, versículo de 11 a 12. Ele disse-lhes, a voz é revelado o mistério do reino de Deus, mas aos que são de fora, tudo se lhes propõe em parábolas. Desse modo, eles olham sem ver, escutam sem compreender, sem que se convertam e lhes seja perdoado. E o Senhor ficou de trazer Lucas para nós e também falou que ia trazer alguns padres da igreja sobre o assunto.

A resposta de Jesus, ela é contundente. A sua pergunta foi Jesus quem respondeu com esses dois textos. E a mesma resposta de Jesus aparece também no Evangelho segundo Lucas, capítulo 8.

versículos de 9 a 10. É um texto um pouco maior do que esse último de São Marcos. A resposta mais longa de Jesus está no capítulo 13 de São Mateus. É a resposta mais longa. Vamos então à resposta de Jesus no terceiro evangelho.

Os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola. Ele respondeu, a voz é concedido conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas, de forma que vendo não vejam e ouvindo não entendam. A vocês é concedido conhecer, mas aos outros eu falo em parábolas. Vocês, os discípulos.

Os outros, aí nós precisamos dividir por questão de honestidade, o público ao qual Jesus se dirigia, as multidões eram multidões constituídas de bem-intencionados e mal-intencionados, de pessoas humildes e de alguns arrogantes, que eram a minoria, mas eles estavam ali infiltrados. Pois bem, por causa desses...

Jesus falava em parábolas. Mas eu lembrava a vossa reverendíssima um texto que nós não podemos ignorar em Mateus. Vamos ao primeiro evangelho, capítulo 11, versículos de 25 a 26.

Quando Deus Todo-Poderoso tem corações humildes, abertos, simples, sem resistência a Deus, eles se enquadram, esses corações se enquadram naquilo que nosso Senhor vai chamar...

nesse texto que vossa reverendíssima vai ler agora, é de pequenos, humildes. Por outro lado, os outros, isto é, os duros de coração, os supostamente sábios, os supostamente entendidos, aí a palavra vai para eles, só que o efeito exatamente não é o efeito mesmo que acontece no coração dos humildes. Aí Deus se esconde.

Mas veja, Deus se esconde, não omitindo sua palavra, mas por decisão de quem a escuta, essa palavra não produz o efeito esperado por causa da dureza, por causa da relutância, por causa do fechamento do seu coração. Então, é uma palavra que é acolhida e não acolhida. Quando ela é acolhida? Quando o coração se abre. Quando ela não é acolhida? Quando o coração se fecha.

Então, por favor, Mateus capítulo 11, versículos de 25 a 26. Essas palavras de Jesus ajudam a gente a entender bem Isaías 6, versículos de 9 a 10, citado por Jesus na versão de São Mateus. Por favor. Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras.

Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Pronto, então podemos dividir o público de nosso Senhor Jesus Cristo, as multidões que acompanhavam nosso Senhor. Para onde nosso Senhor ia?

Multidões acompanhavam o nosso Senhor, mas não eram multidões de somente pessoas bem intencionadas, abertas a ele, sedentas dele, carentes dele, necessitadas dele. Não, tinha gente má, tinha gente perversa, os sábios e entendidos. É por isso que Jesus dá o significado da parábola do semeador para revelar...

Os terrenos que a palavra cai, porque ali ele dá alguns exemplos claros de que a palavra não penetra, ou até penetra, mas não surte efeito. Boa colocação. Nas quatro situações da parábola do semeador, onde nós colocaríamos escribas, fariseus e doutores da lei?

Eu não colocaria na quarta situação, eu não colocaria na terceira situação, a dos espinhos, eu não colocaria na segunda situação, não. Porque a segunda situação é dito que ele recebe com alegria.

E os escribas e fariseus e doutores da lei nunca recebiam com alegria nada de Jesus. Nada, nada, nada, nada, nada. Mas eu colocaria na primeira situação. Isto é, a palavra é colocada à beira do caminho. Aí vem os pássaros e come. Nem aí para isso. Então, para colocar gente ruim, gente hostil, refratária à palavra de Deus numa das quatro situações da parábola do semeador, eu colocaria na primeira.

Uma outra pergunta que eu faço ao senhor, Lucas 8, de 9 a 10, nós lemos, os seus discípulos perguntaram-lhe a significação desta parábola. Ele respondeu, a voz é concedido conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas, de forma que vendo não vejam e ouvindo não entendam. Pergunta, se...

Claro que é uma pergunta que não aconteceria nunca mais. Se essas pessoas não existissem, se não houvesse ninguém com o coração fechado, Jesus então não falaria em parábolas? Ou ele falaria em parábolas, a diferença é que todos entenderiam sempre. Ou ele não haveria necessidade de falar em parábolas, já que todos os corações estão abertos.

É um pouco difícil a gente responder algo que não aconteceu, dado que depois do pecado original, o coração do homem pode se fechar para Deus Todo-Poderoso. Mas eu responderia assim, a palavra está ao teu alcance, em tua boca e em teu coração, diz Romanos capítulo 10. A palavra sem a qual ninguém se salva, tua palavra é uma luz para os meus passos.

Teoricamente, Adão e Eva não pecaram. Eles necessitariam da palavra? Necessitariam da palavra. Como isso aconteceria? Seria certamente uma palavra anunciada e imediata e prontamente acolhida, sem nenhuma resistência, sem nenhuma hostilidade, sem nenhuma contestação.

Por que não tem o pecado? Por que não tem a malícia? Por que não tem a concupiscência desregrada? E assim por diante. Então, o público, se Adão e também os seus filhos, se a humanidade não tivesse pecado...

A ressonância da palavra de Deus, eu acho que seria imediata, seria completamente abraçada, seria totalmente acolhida e vivida e louvada e proclamada e assim por diante. Ou seja, sem esse elemento pecado.

com tudo aquilo que ele pode trazer de nocivo no entendimento e na vontade, não tendo essas resistências, eu creio que seria uma adesão instantânea da palavra. Mas, infelizmente, não foi assim, né?

O senhor tratou um assunto interessante. O senhor está querendo dizer que sem o pecado, quase que não haveria esforço do ser humano. Nenhum esforço. Nenhum esforço. Então agora, depois do pecado original, o senhor está querendo dizer que o ser humano, para aderir a essa palavra, precisa se esforçar em algo?

Na parábola do semeador, nós temos exatamente isso. Veja, primeira situação da parábola do semeador. A parábola é a semeada à beira do caminho. Ora, qual é a única criatura que tem o poder de colocar a palavra que chega ao meu ouvido? Romanos 10, Romanos 10. A palavra está ao teu alcance, em tua boca, em teu coração.

Se confessares com tua boca que Jesus é o Senhor, se creres de coração que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Se. O se significa, é preciso que você faça algum esforço. Certo. Se você tangencia, isto é, se você coloca do lado a palavra, o que é que aparece? Vêm os pássaros e tomam. Os pássaros são símbolo do demônio. Sim. Então, o esforço seu, a palavra chegou ao seu coração. É preciso que você crie condições para que essa palavra dê frutos. Então, vamos lá.

Todas as três situações, à beira do caminho, terreno fértil, sim, mas pouco, superficial, e depois ela não tem raízes, acolhe com alegria, e depois nas dificuldades, nas tentações.

Isso significa que você não se esforçou, que você não compreendeu, não fez nenhum movimento no sentido de acolher, de meditar, de viver essa palavra. E deixou-se levar pelas preocupações da vida, pelas provações, etc., e sucumbiu. Sim, e na terceira situação, os espinhos que vêm e abafam.

Aquela semente, as preocupações da vida, os cuidados deste mundo, etc, etc. Tudo negligência, tudo culpa do coração que acolheu a palavra. A resposta é sim, perfeitamente, bem colocado. E quando o senhor diz a sua parte, o senhor está querendo dizer que Deus respeita a nossa liberdade. Completamente. O respeito do pai com relação ao filho, na parábola do filho pródigo, sabe como ele se traduz? No silêncio do pai. Sim.

O pai não tenta objetar, o pai não diz uma única palavra no sentido, meu filho não vá não, meu filho você não quer pensar. Claro que ordinariamente o conselho do pai com relação aos filhos, na educação dos seus filhos, o padre que está em crise quer deixar o ministério, aquela pessoa que está em crise matrimonial e quer se separar, ordinariamente a gente procura ver o espiritual, uma pessoa para aconselhar.

E a gente tenta encontrar de todas as formas um outro caminho para, primeiro, procurar saber se você tem realmente se esforçado para salvar o seu sacerdócio, para salvar o seu matrimônio, para salvar esse relacionamento, etc.

Mas na parábola do filho pródigo, o silêncio do pai, isto é, o respeito absoluto à sua capacidade de entender. Doida, no caso dele, maluca, no caso dele, mas é isso que você quer? Aliás, o próprio Jesus, é isso que você quer, dirigindo-se a Judas Iscariotas, na celebração da Santa Ceia. O que você tem a fazer, faça depressa.

sempre haverá o respeito imenso, absoluto de Deus, a nossa capacidade de tomar a decisão acertada ou doida, ou maluca.

E aplicando Isaías 55, a palavra, ela veio ao teu coração. A palavra, ela vai produzir os efeitos, só não vai produzir se você não quiser, se você não se abrir a isto. Exatamente. E isso na parábola de Lázaro e do Rico, o diálogo entre os dois, quando o Rico pede para que Lázaro coloque água no seu dedo para aliviar a sede dele nos tormentos, e aí...

O pai Abraão diz, enquanto você estava na terra, você se regalava, você se divertia e Lázaro padecia. Agora, Lázaro está aqui e você aí. Não será possível. Ademais, existe um abismo. Ou seja, nesse diálogo de pai Abraão com o rico, a gente percebe a sua capacidade de decidir quando você estava na terra não foi violada.

Você decidiu, decidiu, decidiu, se fechou, se fechou, se fechou. Agora, meu filho, você tem que arcar com as consequências. Disse bem, Freigius é um argumento seríssimo esse, do respeito de Deus ao seu poder, com P maiúsculo, viu? Com P maiúsculo, o poder de decidir e ninguém impedir você. Poder que, enquanto estamos a caminho, pode ser revertido. Na possível, na possível, no caso da parábola do filho.

Na casa do meu pai há comida e abundância, eu aqui passando fome. É um poder que o diabo não pode reverter, não pode impedir. Nem Deus impede você de sair da casa até chegar à Póssilga, Deus não impede o silêncio do pai. E o diabo também não impede se quem está na Póssilga quer assumir o caminho de volta.

Interessante, deixa eu falar poder com P maiúsculo. Com P maiúsculo, e é. E é, e é. Quando São Paulo diz na Carta aos Filipenses, capítulo 4, versículo 13, tudo posso, é posso tudo. Claro, naquele que me fortalece. Nesse caso aqui, esse versículo não se aplica ao poder que você exerce de sair da casa do pai. Não. Aí já é o abuso do poder, vamos chamar assim. O poder você tem de decidir. Quando você decide em favor do bem...

É um poder que liberta você. Filipenses 2, 13, o querer e o... É Deus que opera em nós o querer e o agir. Filipenses 2, 13, gostei do cabra, ele citou. Filipenses 2, 13. Neste caso, Deus só quer o bem, Deus só quer o que é bom.

Sim. Deus só pode te inspirar um querer bom e você realizar algo que seja bom. Não se aplica ao querer o mal. Perfeito. Já aqui ele citou, vamos a Filipenses, capítulo 2. Sim. Sim.

Versículo 13. Dado que o versículo 13 começa com o porquê, então é a conclusão de um raciocínio. Queira, por gentileza, citar os versículos 12 e 13. Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor.

Não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar. Pontuou bem, vossa reverendíssima, ao dizer que Deus não opera o querer quando a gente quer o mal. E Deus não opera o executar em nós, quando nós executamos aquilo que é mal.

Por outro lado, é preciso fazer uma outra pontuação. Ele realiza em nós, respeitando nossa capacidade de entender e de decidir. Não se pode interpretar esse versículo 13 no sentido de que ele força, ou ele ignora, ou ele coage a nossa capacidade de querer e de executar. Ele sugere...

E ele também auxilia a nossa capacidade de raciocinar e de decidir. Voltemos ao episódio da Pocilga. Veja, ele refletiu.

Diz o texto, Lucas capítulo 15. Então, se preocupem que a parábola do filho pródigo, vamos interpretá-la, acho que daqui a uns 19 anos. Mas, ele refletiu. A reflexão é um ato da pessoa. Sim. Mas, sem mim nada podeis fazer. Então, se é uma reflexão para o bem, para a conversão, para Cristo, para enveredar o caminho de volta, para ser levantada por Silga...

Deus auxilia você a refletir. E Deus auxilia você a se levantar. Vou levantar-me, vou ao meu pai e direi, pai, peguei contra o céu e contra a terra. A ajuda de Deus não falta. Não falta. E ela é necessária. Sem mim nada podeis fazer. Se eu faço, é com a graça de Deus. Ou se nós quisermos, eu vivo, já não sou eu que vivo. É Cristo que vive em mim. Eclesiástico, capítulo 15, só para a gente terminar.

versículo 14, seria isso? No princípio, Deus criou o homem e o entregou ao seu próprio juízo. Ou seja, deu a ele a liberdade. Exatamente. Se eu entrego você ao seu próprio juízo, ou seja, eu dou autonomia para você. Isto é, você tem essa capacidade tremenda. Use-a bem, por favor. É o que o senhor falou do P maiúsculo. Do P maiúsculo, exatamente. É um poder tremendo.

O poder de fazer o bem para os outros, como Madre Teresa de Calcutá, como Santa Dulce dos Pobres, como São Vicente de Paulo e como tantos outros. No âmbito da pregação também tantos pregadores, São Domingos de Gusmão e tantos outros que pregaram maravilhosamente. E também no âmbito do sacerdócio.

Tantos ministros do culto que viveram santamente, que se santificaram e santificaram os outros com a digna dispensação dos sacramentos da igreja. A função de ensinar, a função de pastorear e a função de santificar. Caridade, sobretudo na função de pastorear, de cuidar, de proteger, de aliviar, de promover, etc. O ensino e também a santificação. Você tem esse poder tremendo. Mas também...

Tem o reverso da medalha, não é? A capacidade de entendimento sem Deus, longe de Deus e contra Deus, pode levar o homem a usar o entendimento para o mal, para se destruir, para destruir os outros também. Lembra quando o nosso senhor disse que os filhos da luz são mais espertos, os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz.

Ficou muito claro, Dom José, porque entramos em todo esse assunto por causa disso, porque Jesus está dizendo que vocês vão olhar sem ver, escutar sem compreender. Então ficou claro que é o fechamento do coração, que é o mau uso da sua liberdade que leva o ser humano a isto. O senhor ficou de trazer alguns padres da igreja que falariam sobre esta realidade.

Eu escolhi São Jerônimo, São Cirilo de Alexandria e Santo Agostinho, são três doutores da igreja. São Jerônimo, padre. São Cirilo de Alexandria e Santo Agostinho, bispos. Os três doutores da igreja. Comentando essa explicação de nosso Senhor Jesus Cristo. Por que Jesus falava em parábolas. Vamos primeiro a São Jerônimo?

No comentário ao Evangelho segundo Mateus, livro 2, capítulo 13, parágrafo 15. Queira, por favor, vossa reverendíssima lei.

Explica porque veem sem ver e ouvem sem ouvir. Porque diz, o coração deste povo se endureceu, taparam seus ouvidos e para que não pensemos que o embotamento do coração, o endurecimento dos ouvidos é defeito da natureza e não da vontade. Destaca a culpabilidade do livre-arbítrio, dizendo, fecharam seus olhos.

para que seus olhos não vejam, seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda, para que não se converta e ouçare. Portanto, ouvem em parábolas, obscuramente, os que fechando os olhos não querem ver a verdade. São Jerônimo foi profundo no meu entendimento porque ele intuiu de fato a razão lá no livro de Isaías, capítulo 6, de 9 a 10.

que está citado por Jesus na narrativa de São Mateus. Isto é, vamos agora em linguagem brasileira, certo? Já que vocês taparam os ouvidos, já que vocês fecharam os olhos para não verem e os ouvidos para não ouvirem.

E assim, o coração de vocês não compreenda por iniciativa de vocês. Já que eu estou diante dessa resistência, dessa pré-resistência, isto é, vocês já estão autobloqueados, vocês já emitiram preconceito a meu respeito, então é perda de tempo eu usar uma linguagem clara.

E aí vem as parábolas. Muito bom. Ou seja, não é defeito da natureza, mas da vontade. Da vontade, exatamente. Na sua vontade, você disse não quero. Exatamente. Aqui não é questão de formação intelectual. Não, não, ele compreendeu porque ele fez faculdade. Não. Evangelho, palavra de nosso senhor. O que isso tem a ver com faculdade? A nossa beata das Minas Gerais, analfabeta ou semi-analfabeta.

Uma santa aberta a Deus nunca sentou nos bancos das universidades. A questão não é essa. A questão é, dou-vos graças, ó Pai, porque escondeste essas coisas dos sábios e entendidos, aqui está o problema, e as revelaste aos pequeninos, aqui está a solução.

E esses sábios entendidos no que diz respeito à sabedoria mundana, às coisas do mundo e não tem um coração aberto para Deus. Não que Deus não possa falar com gente muito sábia, como um santo Agostinho da vida, nesse sentido. Abriu-se a Deus, é disponível a Deus, não rechaça, não refrata a ideia de Deus, a possibilidade de Deus, aí temos algum indício da sabedoria segundo Deus, da sabedoria dom do Espírito Santo. Nada contra...

títulos, nada contra mestrado, doutorado, nada contra informação intelectual no sentido acadêmico. A questão é docilidade a Deus ou não. Jesus foi sábios e entendidos no sentido de a razão dele se fechou para Deus. É uma sabedoria humana, é uma sabedoria mundana, é uma sabedoria não segundo Deus. Por outro lado, existe uma sabedoria segundo Deus, sabedoria do Espírito Santo.

Mas falta menos de um minuto. Estamos acabando o primeiro bloco. Foi muito bom estar com você até agora. É um breve intervalo, tá? E a gente já volta.

Estamos de volta ao programa Luz para os Meus Passos, Novo Testamento. Está muito bom o programa de hoje, onde estamos vendo sobre a realidade que podemos fechar o coração a palavra de Deus. E Dom José tem frisado muito esta palavra do Evangelho, escondestes essas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos.

que eu e você, então, tenhamos um coração pequeno, humilde, para acolher a palavra de Deus. Como a nossa Mãe Santíssima, que disse, eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.

Uma pessoa humilde, ela reconhece que a palavra de Deus é mais importante que tudo na sua vida. Que ela precisa de Deus para orientar os seus passos e seu caminho. Uma pessoa orgulhosa, ela acha que ela mesma pode orientar a sua vida e orientar o seu caminho. Seria isso, né, D. José? Sim. A pessoa orgulhosa, ela acha que ela mesma tem algo suficiente para iluminar a sua vida. Eu queria aproveitar, porque o senhor terminou o último bloco falando de estudo, o senhor como bispo.

Qual palavra, senhor? Eu sei que aqui muitos seminaristas acompanham, até mesmo sacerdotes. Encontro vários que dizem que acompanham o nosso programa.

Quando o senhor diz que Deus esconde aos sábios e entendidos, Jesus não está de forma alguma desqualificando quem estuda. Até nós, sacerdotes, bispos, precisam estudar para chegar ao sacerdócio. Mas seria aqui um estudo sem humildade, um estudo para inchar o seu ego e o seu orgulho? Ou seja, qual o conselho que o senhor daria para sacerdotes, para seminaristas que se deparam com o estudo para que também não...

não se enchem de orgulho, digamos assim. Meu professor de teologia, grande teólogo, grande apologeta, talvez um dos maiores apologetas da história da igreja no Brasil, um monge beneditino chamado Dom Estevão Bittencourt, ele dizia que teologia se faz de joelho. Ou seja, o objeto da teologia é Deus.

E Deus deve ser, antes de tudo, adorado. E adorado com humildade. A investigação teológica exige que nós nos debrucemos sobre o dado revelado, sobre o objeto da teologia, que é uma ciência, o dado da fé cujas fontes são a Escritura, a tradição e o magistério. Mas que o façamos com humildade, certo de que... A...

Deus resiste aos soberbos, diz o apóstolo, e ele dá a sua graça, ele se revela aos humildes. A humildade é em reconhecer que estamos diante de um mistério grandioso, um mistério que enquanto tal nunca será esgotado, nem na eternidade, mesmo na visão beatífica, mesmo contemplando Deus face a face. Esse mistério investigado exige método.

Existe uma investigação rigorosa, acurada, exige que nós nos rendamos no melhor sentido da expressão, diante do dado que nos precede, diante da pregação da igreja.

que é nossa mãe, não estamos acima dela, por isso a onda de contestação a respeito do ensinamento da igreja, isso não faz parte da autêntica teologia, da autêntica formação teológica, a igreja é sábia, a igreja sabe mais do que eu seminarista, do que eu diácono, do que eu que estou me preparando para o sacerdócio.

Eu, portanto, tenho a obrigação de estudar com objetividade, com imparcialidade, isto é, desarmado, digamos assim, daquelas agressividades de uma certa exegese, de uma certa categoria de teólogos que nutrem.

Com relação à doutrina da igreja, uma ojeriza, uma rejeição, um deboche, uma crítica, um escárnio, isso não é de Deus. Esse tipo de postura nas salas de aula, nos ambientes acadêmicos, seja de formação para o sacerdócio nas escolas dos religiosos ou dos seminários diocesanos, enfim, isso não é de Deus. Isso acaba contaminando.

os futuros sacerdotes com uma visão distorcida, com uma visão herética, muitas vezes, com uma visão perigosa, contaminada por ideologias, com filosofias, com doutrinas, com ensinamentos que, de fato, descaracterizam a mensagem cristã.

levam ao coração dos fiéis que já estão, meu Deus do céu, em alguns lugares, não poucos lugares do mundo tão desorientados, tão carentes de uma formação séria, segura, enfim. Claro que o seminarista tem que fazer esse esforço, isto é, eu estou me preparando para ser um ministro sagrado, um ministro da palavra, um pastor do povo de Deus e tenho que aproveitar bem esse tempo que a igreja me oferece para...

estudar no melhor sentido, vorazmente, avidamente, no bom sentido, aproveitar bem o meu tempo para aprender o que a Igreja ensina, para interpretar a Escritura como a Igreja interpreta. E nesse sentido, os padres da Igreja, os santos, os doutores, os papas, o Catecismo da Igreja Católica, um seminário vivido nessa perspectiva.

vai redondar mais na frente, num ministério sacerdotal profícuo, como prega bem esse padre, a segurança dele, os textos que ele cita, a fundamentação bíblica e também patrística, e também na doutrina da igreja, que bênção, que graça, enfim. Tudo isso é o resultado de que tive um bom seminário. Aproveitei realmente bem o meu tempo e me esforcei porque...

a responsabilidade que a igreja coloca nos meus ombros, naquela paróquia, naquele ofício, naquela missão, isso é de extrema importância e eu sei que vou responder perante Deus pela salvação dessas pessoas ou pela condenação eterna delas. Aide, que é nesse sentido, para...

Assustar, sim, porque nosso Senhor Jesus Cristo... Dá um susto de vez em quando? Ah, bastante, bastante, bastante. A casa edificada sobre a rocha e a casa edificada sobre a areia. Quando nosso Senhor Jesus Cristo diz isto, eu de fato...

Lucas, é Mateus capítulo 7, por favor. Mateus capítulo 7. Aquele que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, semelhante a um homem prudente, versículo de 24 em diante, que edifica sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa. Ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha.

Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática, é semelhante a um homem sensato que constrói sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa.

Ela caiu e grande foi a sua ruína. Como é belo você saber, o tempo de seminário foi um tempo em que eu edifiquei essa minha formação sacerdotal na rocha que é Cristo. Cristo em sua palavra, Cristo na tradição viva da igreja, Cristo no seu magistério. Essa é a minha formação. E quando eu me formar, eu me ordenar diácono, eu me ordenar padre.

Eu não vou pregar outra coisa, eu não tenho outra coisa para pregar. Eu não sou agente de um partido político, eu não sou propagador de uma filosofia ou de uma ideologia, eu sou pastor do povo de Deus e vou responder por essas almas. Quando nosso Senhor Jesus Cristo diz no capítulo 5,

do Evangelho segundo Mateus, sobre eu não vim abolir a lei, mas vim levá-la à perfeição, ele diz uma coisa interessante, quem escuta a palavra e a pratica.

Já vimos essa primeira pontuação no capítulo 7. Mas quem vive a palavra e ensina os outros a fazê-lo, esse será grande no reino dos céus. Olha que bonito, um professor de filosofia ou de teologia no seminário, cuja consciência reta diante de Deus, eu estou aqui ensinando o que diz a igreja.

Podemos até academicamente dizer o que pensam os faltores desta heresia, dessa filosofia, etc., etc., etc. Expor o pensamento contrário, expor aquilo que as ideias, as heresias, etc., que polulam nos tempos atuais e não são poucas. Mas, no final, fechar com a igreja. A orientação da igreja é essa, o ensinamento da igreja é esse.

E nesse assunto em que a igreja ainda não bateu o martelo, não se posicionou, vamos aguardar, vamos respeitar a igreja. A igreja é maior do que eu. A igreja é nossa mãe. E eu sou filho da igreja. Eu sou professor aqui investido de um ofício que a igreja me deu. Eu não tenho direito de anarquizar, de debochar dela, de criticar coisas do tipo anarquizar o magistério da igreja, anarquizar a liturgia, detratar.

o celibato ou outras leis disciplinares da igreja, contestar, propugnar e ter aquela recepção negativa e insistir ainda em coisas heréticas, em negar aquilo que a igreja ensina, em ensinar aquilo que a igreja nega.

Isso não é de Deus e tem um efeito catastrófico quando esses alunos, coitados, são ordenados sem essa segurança doutrinal, sem essa segurança da sadia, da cristalina doutrina da igreja.

Muito bom esse adendo aos nossos seminaristas, diáconos, sacerdotes, cada um de nós. Muito obrigado, Dom José. Antes de a gente avançar, o senhor tocou no assunto, quando o senhor respondeu, só para não ficar dúvida, o senhor disse que nem no céu nós vamos abarcar a Deus. Completamente. Ou seja, no céu nós continuaremos sendo finitos e Deus o infinito que ainda não conseguimos abarcar? Sim.

o que vai ser infinito, que tem o nome de eternidade, que é a privação do tempo, não vai ter mais tempo, portanto, para sempre, para sempre. Nosso Senhor Jesus Cristo a respeito do céu, ele é várias expressões no Antigo e Novo Testamento para descrever o céu, por todos os séculos dos séculos, ou eternamente, ou vida eterna, são várias expressões para denotar exatamente isso, jamais acabará.

Continuaremos sempre finitos, porque infinito no sentido estrito, quanto ao ser, só Deus é infinito. Isto é, ele nunca teve princípio nem terá fim. Porém, contemplaremos Deus face a face. Mas é uma contemplação que vai nos saciar. Nada vai nos faltar. O mistério infinito de Deus vai nos realizar.

Um dos salmos diz, em vossa luz contemplamos a luz, contemplaremos a luz. Em vossa luz contemplamos a luz. Ver Deus face a face. Essa é a expressão do apóstolo Paulo, na primeira aos Coríntios, capítulo 13, o hino da caridade e também o capítulo 15, que fala do mistério da ressurreição. E São João vai falar na sua primeira carta, vede...

a graça de nós sermos filhos de Deus, mas ainda não se manifestou o que seremos. O veremos como Ele é. Mas ver Deus como Ele é significa ver Deus na capacidade da nossa condição de criatura. Contemplaremos, amaremos, mas quanto mais contemplarmos, mais Ele por ser um mistério inesgotável.

se revelará como um Deus completamente novo. A nossa contemplação no céu jamais esgotará o mistério de Deus, até porque se nós esgotássemos o mistério de Deus, se nós conhecêssemos o mistério de Deus cabalmente, Deus deixaria de ser mistério, porque o mistério seria esgotado.

Portanto, é um mistério que nos leva a contemplar e quanto mais contemplamos, mais nos saciamos. Mas quanto mais nos saciamos, mais Deus se revela como mistério e isso por toda a eternidade. Por isso que ninguém vai enjoar de estar no céu. Jamais, jamais. Não existe enjoar. Ai, que chato. Já esgotou. Não vai ter isso. Não vai ter isso, sim. Nós o veremos como ele é. Que bom.

O senhor citou o grande São Jerônimo e falou que ia citar também São Cirilo de Alexandria, que é o segundo doutor. Vamos aos fragmentos sobre o Evangelho segundo Mateus. O contexto ainda, só para que ninguém esqueça.

Nós estamos aprofundando a resposta de Jesus ao Frei Gilson. Frei Gilson fez uma pergunta dizendo, vou responder a Jesus, que vai responder. E Jesus respondeu, porque ele fala em parábolas. O famoso texto de Isaías, capítulo 6, de 9 a 10. Por favor, Frei Gilson, a intuição de São Cirilo de Alexandria.

A expressão para que não se convertam e ouçarem manifesta intenso descontentamento, mas de quem tenta trair provocando, pois o que ele quer mostrar é que, se eles se converterem, o salvará.

Efetivamente, se fala desse modo é porque quer salvá-los. Se não fosse assim, o correto seria não falar nada, apenas ficar calado. Ele faz tudo, não por causa de sua própria glória, mas pela salvação deles. Pois é. Enquanto o coração está duro, Deus, de certa forma, se adequa, no sentido respeitando a decisão. Sim. Voltando ao que Jesus disse a Judas, o que você tem a fazer, faça depressa. É isso que você quer?

Pois bem, agora, até o momento em que você decida rever a sua posição, enquanto você está nessa posição de refratação, de rejeição, de indocilidade, de dureza de coração,

Mas, na hora que você se dispuser a mudar esse seu pensamento, a palavra vai se tornar clara, acessível. Eu diria mais do que palatável. A palavra vai ficar verdadeiramente evidente, enfim. E eu tenho uma prova no capítulo 4 do Evangelho 2 João. O diálogo de Jesus com a Samaritana. Jesus começa, digamos, eu tenho um síndrome.

E ele vai, aos pouquinhos, levando a Samaritana a compreender que quem está ali diante dela é a verdadeira água, é a verdadeira bebida, é a verdadeira... Isso é uma alegoria? Sim, claro. Uma alegoria, né? Claro. A água que eu vou dar para você vai saciar você eternamente. Se eu me dê dessa água para que eu não venha mais aqui? Exatamente. E também, depois que ela se converte, bom, até que ela se converte, vai e traga o seu marido, eu não tenho marido.

De fato, você teve cinco maridos, o que você tem agora não é seu, etc. Aí ela se converte e ela vai à cidade. Quando ela vai à cidade, os samaritanos vêm e dizem para ela uma coisa interessante. Nós agora já acreditamos, não é por causa de você, é porque nós contemplamos o nosso Senhor. Lembra disso? Sim. A cidade toda vem e se converte a nosso Senhor. Então, veja, quando a clareza...

de fato, irrompe no coração da pessoa. Ela não tem necessidade mais de nada, não precisa mais de nada. Seja ela uma pessoa que estabeleceu um diálogo com Deus, fez um itinerário, ou um itinerário, digamos assim, truncado, como foi o itinerário do... Vamos pular para o Calvário?

o itinerário do centurião, depois que Jesus morreu, o que é que ele diz? Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus. Lembra disso? Este centurião é o mesmo de qual? O centurião da cruz, da cruz, da cruz. O centurião da cruz. Da cruz, da cruz. Mas ele só aparece essa hora ou ele apareceu outras vezes?

Não, ele é um protagonista de toda a trajetória de Jesus, desde o Littorstotus até o Calvário. E é lá que ele se converte, mas só se converte depois da morte de Jesus. Força reverendíssima, que sempre se dirige a mim atirando sem piedade. Proponho Mateus 27, 54, esse centurião que se converteu, o itinerário que ele fez até a conversão.

acaba só depois que Jesus morre. Não é o centurião que foi procurar Jesus, Senhor, não sou digno de quem entrei. Quer dizer, quer dizer, não sabemos se foi. Não sabemos quantos centuriões...

Havia na Terra Santa, se esse centurião que foi antes da morte de Jesus, esse episódio da cura, Senhor, não sou digno de quem três em minha morada, se ele estava na Terra Santa ou se ele foi transferido e chegou outro centurião. É possível que tenha sido o mesmo, mas também é possível que tenha sido outro. Bom, mas em todo caso, um centurião se converte logo depois que Jesus morre. Por favor, Mateus 27, 54. O centurião e seus homens que montavam guarda Jesus,

Diante do estremecimento da terra e de tudo o que se passava, disseram entre si, possuídos de grande temor, verdadeiramente este homem era filho de Deus. É curioso, o centurião e seus homens, foi uma conversão em massa. Que bonito. E certamente, aqui é a minha opinião, esse centurião deve ter dado muitas chicotadas em Jesus. Esse centurião esteve à frente, ele é o superior, ele é o superior.

A guarda foi colocada, de Pôncio Pilatos, à disposição dos escribas e fariseus e doutores da lei para machucar nosso Senhor lá no Litóstrados e acompanhá-lo até o Calvário. Portanto, homem malvado.

O homem que estava cumprindo o ódio. Certo, mas está cumprindo o ódio. Ei, por favor. Quando Herodes disse, traga a cabeça de João Batista, disse ao soldado. Ah, ele estava cumprindo o ódio. Portanto, o bichinho não teve culpa. Não, senhor. Quem disse que o soldado que decepou a cabeça de João Batista e trouxe a cabeça num prato não teve culpa? Teve culpa, sim. E esse cidadão aqui? Teve culpa? Teve culpa, sim. E os soldados? Tiveram culpa? Tiveram culpa, sim. Mas se converteram. Sim. Muito bom.

O senhor está deixando claro que a palavra de Deus, quando ela chega até nós, ela nos chama uma mudança. Porque nos dias atuais a gente ouve muito isso, né? Eu não preciso mudar, Deus me ama do jeito que eu sou. Mesmo eu ouvindo a palavra, mesmo a palavra dizendo o contrário, eu não acho que eu preciso mudar porque...

Sou feliz assim, estou me sentindo bem assim, os tempos mudaram. E o que o senhor está dizendo é que quando uma palavra chega, exige mudança, sem te obrigar, sem te provocar uma mudança obrigatória. Mas então não seria certo uma pessoa que diante da palavra viu que está errada e quer continuar do mesmo jeito.

Ah, corretíssimo tudo isso, pensamento brilhante. E eu colocaria que Deus vai respeitar sempre essa decisão, sim. Mas nosso senhor no diálogo com Nicodemus, a respeito de quem não crê, ele não diz que será condenado. Está condenado. Vamos ver? Sim. Vamos nos assustar? É outro texto que tem alegorias também.

No diálogo, sim. A serpente, como a serpente foi levada no deserto, o filho do homem será elevado, etc. Jesus usa a alegoria da serpente recordando...

Números capítulo 21, o episódio da Serpente. Mas o que nos interessa aqui, diante da sua colocação, é o versículo 18, João 3. Tem muitos que pensam que, não, essa palavra, eu preciso me converter agora e tal. Bom, isso é arriscado. Arriscado em que sentido? Esse sentido aqui. Por favor, está sentado, não é?

Você, Benedíssimo, já está assustado, mas vamos assustar algumas pessoas. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não crê no nome do Filho único de Deus. É assustador. Então, a mensagem chegou ao coração. Creia. Não creio! Ui, ui, ui, ui, ui, ui, ui, ui.

Abre o coração. Abre o coração, meu Deus. Não abre tal, é o teboche, é o escárnio, fulano não creu. Obviamente que o anúncio tem que ser o querigma, ou o querigma. Tem que ter chegado até ele. Perfeito, tem que ter chegado. E digo com uma certa, uma certa não, com uma total lisura, imparcialidade, o cerne do cristianismo precisa chegar até ele. A mensagem é essa.

Deus te amou tanto a ponto de enviar o seu filho para que quem crê nele não pereça. Portanto, se você crer, não vai perecer, mas se você não crer, isso terá consequências. Diante dessa rejeição, quem não crê, a palavra de Jesus é clara, já está condenado.

Muito forte essa palavra, pois Deus não enviou o seu filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. E é muito bonito, é muito bonito insistir exatamente nisso. Ele veio, estamos gravando aqui no tempo do advento, estamos esperando no advento a chegada de Jesus na liturgia da igreja.

mas Ele vai chegar também com poder e glória. É a dupla expectativa da primeira vinda e da segunda vinda. E isso tem uma consequência tremenda na nossa vida. A vinda primeira dEle não foi para condenar ninguém, mas foi para que o mundo seja salvo. Portanto, essa é a finalidade da vinda do nosso Redentor.

Ah, então eu já estou salvo. Calma, existe a salvação objetiva que foi operada na cruz, mas ela só se torna eficaz na sua vida. Se você crê, se você não crê, quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado. Então, a pregação cristã deve evocar o que está no versículo 17, com toda a sua beleza, e o que está no versículo...

18, com toda a sua beleza, quem nele crê, e com todo o seu susto, quem não crê. O senhor acabou, já estamos no final do nosso programa, acaba muito rápido. O senhor acabou citando um padre da igreja que eu ia citar, eu pregando esses dias, São João Crisóstomo. Ele falava sobre isso. O versículo 16 se refere à primeira vinda de Cristo. Ele veio para salvar a todos.

Mas o versículo 18 diz respeito ao julgamento, é a segunda vida de Cristo, virá para julgar. Acertou. E alguns serão, por isso que alguns serão condenados. Bem preciso. Agora, a condenação, ela é consequência da criatura que se fechou a Deus. Da sua livre escolha. No capítulo 25, Jesus explica o porquê do apartaibus de mim, malditos. Porque tive fome e não me destes de comer. Então, o porquê da sua condenação. Da sua condenação.

Está em você, não está em mim. Apartai-vos de mim, malditos. Então, não encarar condenação, que é a palavra que Jesus utiliza no versículo 18 de João capítulo 3, como iniciativa dele, como vontade dele, como algo que vai causar prazer para ele. Não.

É consequência de um rechaço, de uma refratação, de uma rejeição, de uma dureza de coração da criatura. Sim. É por isso que então Santo Agostinho vai dizer, o Deus que te criou sem ti, não pode te salvar sem ti.

E é esse grande doutor que a gente vai ver no próximo programa. Vamos terminar este programa. Que alegria ter você aqui conosco. Lembrando que cada programa está no canal do YouTube, para você assistir a hora que você quiser rever. Muita gente fala para mim também. Eu acabo revendo os vídeos porque é muito conteúdo e às vezes não dá tempo de anotar e de absorver tudo. Então você pode rever.

e mandar para os seus amigos. Ah, o meu canal no WhatsApp, e o canal do WhatsApp de Dom José Falcão, a gente também disponibiliza para você mandar para quem você quiser. Até semana que vem, vamos pedir a benção de Deus. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. Amém.