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As prefigurações de Cristo no Antigo Testamento | Parte 11 | Luz para os meus passos | #61

06 de abril de 202652min
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Qual parte mais te marcou?

Participantes neste episódio2
F

Freijilson Barração do Monte

HostJornalista
D

Dom José Francisco Falcão

Co-hostReligioso
Assuntos4
  • Prefigurações de CristoAbraão como pai da fé · Descendência de Abraão · Relação entre Abraão e Jesus · Justificação pela fé · Paternidade espiritual
  • Cartas de PauloRomanos e Gálatas · Justificação pela fé em Cristo · Paternidade de Abraão
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeJustificação pela fé e obras · Tiago e a fé
  • Entrada Triunfal JesusParábola de Lázaro e do rico · Ironia de Jesus sobre Abraão
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Estamos começando mais um programa Luz para os Meus Passos e é uma alegria imensa ter você aqui conosco. É um programa onde meditamos a Palavra de Deus. Estamos estudando as prefigurações de Cristo no Antigo Testamento e agora estamos na figura de Abrão.

o nosso grande Pai na fé. Começamos no programa passado e vamos dar sequência agora. É muito bom ter você, Deus abençoe você que nos acompanha pela TV Canção Nova, pelo canal do YouTube Frei Gilson Barração do Monte, Dom José Francisco Falcão, é uma alegria ter você aqui. Também é uma alegria ter aqui conosco mais uma vez, Dom José Francisco Falcão conosco. Sua bênção, que bom ter o senhor aqui. Deus abençoe vossa reverendíssima, é bom estar aqui.

O senhor está pronto para mais uma? Sim, estamos sim, vamos lá. Abraão é pai de um grande povo. Isso ficou muito claro no programa passado. Vamos continuar daqui, Dom José? Vamos. O que o senhor teria a dizer mais sobre isto? O apóstolo Paulo em outra carta, na carta aos Gálatas, aliás, as duas cartas que são importantíssimas do ponto, com devido respeito aos demais,

mas as mais importantes do Novo Testamento sobre a doutrina da justificação pela fé, Romanos e Gálatas. Nelas, Abraão é citado. Em Romanos, pai de todos nós. Em Gálatas, vai aparecer uma outra palavrinha, descendência. São Paulo vai fazer uma breve reflexão sobre Abraão e a sua descendência, não os seus descendentes, e vai identificar essa descendência como Cristo.

Então aqui nós temos o elo obrigatório entre Abraão e Jesus. Por quê? Abraão é o pai de todos nós, modelo de fé. Já vimos Hebreus capítulo 11. Aliás, são muitos elogios. A pessoa de Abraão no capítulo 11 é um dos heróis da fé. Ele talvez um dos mais importantes. E Cristo que é o objeto da nossa fé. O núcleo da nossa fé é a pessoa do Senhor Jesus.

Gálatas, capítulo 3, versículo 16. Antes de a gente ler, Dom Falcão, me passou pela cabeça, porque a gente estudou Adão. Certo. Somos descendentes de Adão. Somos. Só que aqui, então, agora, a descendência diz respeito à fé, porque isso não vimos em Adão. É isto? Não, a descendência é Cristo. Certo. Cristo. Obviamente, primeiro Ele. O ponto de partida da nossa fé é Ele. Então...

Essa descendência, na ótica de São Paulo, é a pessoa de Jesus. Certo. Gálatas 3,16. Nós entramos depois. 3,16. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a sua descendência. Não diz aos seus descendentes como se fossem muitos, mas fala de uma só e a tua descendência, isto é, a Cristo. A descendência é Cristo. Aham. Então.

Olha que bonito, lá atrás eu farei de ti o pai de uma grande nação. Essa grande nação é a partir de Cristo. A nação dos eleitos, a nação dos redimidos. Não redimidos pela lei de Moisés, que aliás, quando Abraão ouviu isso, nem existia a lei de Moisés.

Abraão foi justificado pela fé. Abraão existiu 600 anos, pelo menos antes de Moisés, que recebeu a lei. Por isso, o parâmetro da fé é ele, dentre outros. E, portanto, quando se trata de descendência, São Paulo interpreta essa descendência em Cristo.

Então, pai de uma grande nação. Qual é a grande nação da qual Abraão foi o pré-figurador? Ele foi o pai. É a nação que encontra a sua plenitude em Cristo. A descendência de Abraão é Cristo. Então, repare, toda a preparação dele até a pessoa de Jesus. No singular, descendência é Cristo.

Ele vai preparando para Cristo, ele prefigura Cristo, seria isso. Sim. Abraão vai gerar Isaac. Isaac vai gerar Isaú e Jacó. Deixamos Isaú para lá e Jacó. Depois, Jacó, Israel vai ter doze filhos, os doze patriarcas. Com o devido respeito aos outros onze, vamos ficar com Judá.

Leão da tribo de Judá Jesus vai ser chamado assim no Apocalipse Depois de Judá Você tem todos os reis de Israel Dentre eles Davi, Salomão Etc, etc A linhagem real Vem da tribo de Judá Depois os reis desaparecem Vem o exílio de Babilônia Na volta vemos

Essa expectativa da chegada do Messias e 500 anos depois, 530 e poucos anos depois, o Messias. O Messias que vem da tribo de Davi. Davi da tribo de Judá, a tribo de Judá, Judá filho de Israel, Israel filho de Isaac, Isaac filho de Abraão, onde tudo começou.

Então é por isso que essa palavra, Paulo, está falando isso. Vou repetir. Gálatas 3, 16. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a sua descendência. Não diz aos seus descendentes, como se fossem muitos, mas fala de um só, a tua descendência. Gênesis 2, 7. Isto é, a Cristo. A descendência de Abraão é uma pessoa, não é um monte de gente. É uma pessoa. Então...

Aqui está o cumprimento, o significado profundo da frase do Senhor Deus, eu farei de ti o pai de uma grande nação. A grande nação de Abraão foi, teve os seus primórdios no Antigo Testamento, a grande nação que veio de Abraão, Jesus de Nazaré. Muito bonito. Apóstolo Paulo, sim, sim, sim.

Então nós podemos dizer que nós temos um parentesco espiritual em Abrão? Disse bem. É um tema muito caro para Jesus.

E um tema muito caro para o apóstolo Paulo em duas passagens. Eu escolhi sobre esse argumento três textos, dois de Mateus e um de Lucas, para nós começarmos com os Evangelhos, e dois textos do apóstolo Paulo. O de Romanos é o mais demorado, mas vamos começar por Jesus.

Jesus, numa determinada polêmica, os adversários dele dizem para ele, nós temos como o pai Abraão, nós temos como o pai Abraão, e estão certos. Só que a hostilidade deles é para a pessoa de Jesus. Eles dizem uma coisa certa e querem se basear nessa coisa certa para hostilizar nosso Senhor. Aí nosso Senhor precisou dizer essa verdade, que é o primeiro fundamento para essa tese, tese não, para essa verdade de fé.

Abraão é nosso pai espiritual. Mateus 3, versículo 9. Mateus 3, 9. Não digais dentro de vós, nós temos a Abraão por pai. Pois eu vos digo, Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos a Abraão. Percebeu aqui uma ironia de nosso senhor? Isto é, vocês são duros, duros demais.

Vocês estão se baseando nessa verdade que é correta, que é minha, que é de vocês. Nós não discutimos, nós somos judeus. Não estou aqui questionando o que vocês estão dizendo, que nós temos Abraão por pai. Ele é pai meu, ele é pai de vocês, ele é pai de todos nós. São Paulo quem vai dizer, aliás, já disse. Mas Deus é poderoso para suscitar dessas pedras, filhos de Abraão. Como que eu não sou capaz de suscitar do coração de vocês que são.

Corações que são mais duros do que pedra. Sim. Ou seja, Deus é capaz de suscitar destas pedras aqui, filhos de Abraão. Ou seja, Deus é poderoso demais para dos pagãos, das pessoas mais obstinadas, mais empedernidas, converter as pessoas e torná-las filhos de Abraão. Mas como que, como que? De vocês eu não consigo, é dureza demais. É como se Jesus aqui, sutilmente...

dissesse o coração de vocês é mais duro que pedra. Exato, exato. Que coisa, né? Mas que eles, literalmente falando, disseram a verdade, eles disseram a verdade. Abraão é pai da grande nação dos judeus, até hoje vai ser por tudo sempre. Mas também é para nós, só que Abraão teve uma descendência, e a descendência é? Cristo.

Primeiro texto. Ok. Vamos agora ao segundo texto. Eu escolhi Mateus 8, de 11 a 12. Jesus gostava muito dessa expressão, lembra na polêmica com os saduceus, que não acreditavam na ressurreição e lançaram lá uma história que eles inventaram.

que uma mulher casou com um homem, o homem morreu, depois ela casou com o irmão dele, ele também morreu, ela casou com os sete, os sete morreram, depois ela morreu. E no céu, quem vai ser o marido dela? Quem vai ser o marido, etc. Jesus cita então, ele é o Deus dos vivos, não dos mortos. E cita o quê? Deus de Abraão, Isaac e Jacó. O texto vai aparecer aqui em Mateus 11, 12, Jesus gostava de citar...

a figura de nosso pai Abraão. Mateus 8, de 11 a 12. Por isso, eu vos declaro que multidões virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão no reino dos céus com Abraão, Isaac e Jacó. Enquanto os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes. Qual é a parábola, Força Reverendíssima? Tenha uma memória boa.

A parábola onde tem choro e ranger de dentes e tem Abraão ali pertinho. Lucas 16. A parábola de Lázaro e do rico mal. Exatamente. Ele foi para o seio de Abraão. Exatamente. O que interessa nesse texto aqui? Mostrar que a paternidade de Abraão, ela se estende até a eternidade. O rico, na parábola de Lázaro, chama Abraão como?

Pai. Pai. Pai Abraão. Pai Abraão. Paternidade espiritual. Paternidade que não acaba nem com o filho no inferno. Olha que interessante, né? E Jesus usar o pai Abraão nessa parábola é interessante também, né? O respeito pela sua cultura. E Lázaro ali do lado. Lázaro não fala nada, mas está feliz lá.

O desgraçado é que dialoga com Abraão, que muito educado, responde chamando de filho. Sabia? Filho. Um chama pai, o outro chama filho. A paternidade, ela se estende para além da morte. Não vai acabar nunca. Como a nossa paternidade, como a nossa circuncisão espiritual é pelo batismo, o batismo imprime caráter. O batismo imprime caráter, portanto, é indelével o sinal.

que o batismo empregue na pessoa não é tirado jamais, até no inferno o batizado continua batizado. Sendo filho. Sendo filho. Daí a beleza, a justeza, perdão, da parábola. Filho. Um filho rebelde, um filho que não quis o pai, um filho que não quis estar na casa do pai. É filho. E na parábola do filho pródigo nós temos um recado muito educado.

Do pai para o filho mais velho que não queria entrar na festa? Este teu filho que desperdiçou todos os bens com prostitutas e tal. Agora se o senhor vem dar uma festa. Como se ele implicitamente culpasse o pai. Este teu filho. Ele não disse esse meu irmão. Também o pai deu uma resposta na hora.

Convinha que dessemos uma festa para este teu irmão. A tapa de luva. É de luva, de luva. Uma lembrança. Uma lembrança. Você me chama o seu irmão de meu filho e eu estou dizendo que ele é seu irmão. A sabedoria de Jesus na parábola. Sim, sim. É bonito. Vamos avançar? Vamos.

Agora vamos a Zaqueu, em Lucas 19, versículo 9. É o finalzinho do episódio. Jesus vai elogiar Zaqueu como filho de Abraão. Lucas 19, 9. Disse-lhe Jesus, hoje entrou a salvação nesta casa.

Porquanto também este é filho de Abraão. Olha que legal, interessante. Pois o filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido. Perfeito. Lucas 19, este é filho de Abraão. Ele poderia dizer, é filho de Deus? É filho, enfim. Preferiu Abraão, por quê?

Essa expressão era muito cara para os judeus. E Jesus também, como judeu, quis intitular esse convertido como da linhagem de Abraão, cuja descendência é Cristo. Aqui ele não era, provavelmente ele não era circuncidado, ele era pagão, era isso? Por isso que Jesus não diz nada o texto, né? Frei Gilson, agora a Vossa Reverendíssima me...

Deixou inseguro, com toda a humildade. Veja, olha, vamos partir de Mateus para chegar em Zaqueu. Zaqueu, nós não sabemos qual a sua situação perante o judaísmo quando ele recebeu Jesus. Mas nós sabemos da condição de Mateus, porque Mateus era chamado de Levi.

Se era Levi, era judeu. Certo. Então, nós temos aqui uma coisa. A profissão de cobrador de impostos não exigia necessariamente que se tratasse de um pagão ou de um cidadão romano. O governo romano podia contratar judeus para desempenhar essa missão. Um deles, Mateus, que se chamava Mateus, mas se chamava também Levi. Certo. Ora, se Mateus publicano era judeu...

Temos então duas alternativas. Ou se tratava de um judeu também, circuncidado, saqueu? Ou era um pagão que acabou se convertendo ali na hora com Jesus. Eu vou dar a minha opinião. Zaqueu era opinião. Zaqueu, como Mateus, era judeu.

Mas é opinião, porque não tenho como provar. Eu tenho como provar que Mateus era judeu pelos dois nomes que ele tinha. Ele se chamava Levi. E Levi é um dos doze filhos de Judá, uma das doze tribos de Israel. Daí vem os levitas. Correto? Sim.

Então, é... É, eu acho que porque quando Jesus fala hoje é... Porque ele também é... Cadê aqui? Também este é filho de Abraão. Também este pode ser o que o senhor está falando. Sim. Eu opino que ele era judeu. Ele também é circuncidado igual a vocês, mas também pode ser o contrário. Ele não é circuncidado, mas também ele é filho de Abraão. Mas filho de Abraão no sentido do Novo Testamento? Filho de Abraão na descendência de Abraão, que é Cristo. Exato. Sim, sim, sim. Ou seja, as duas... É. Sim.

Muito bom. O senhor terminou os evangelhos? Os evangelhos, sim, são dois textos. Porque me fez lembrar outro evangelho de Cristo, quando ele está na discussão com os fariseus, aquela coisa toda, ele fala, eu sou maior que Abraão. Antes que Abraão existisse, eu sou. Isso, acho que sim. Ah, quarto evangelho.

Eu acho essa bonita, forte. É, pronto. Vamos então agora. Antes que Abraão existisse, eu sou. Aí pegaram em pedras para apedrejar nosso Senhor. Eu vou chutar. Nós estamos aqui nas proximidades do... É João, né? João, eu não sei se está ali pelo capítulo 8. É o 8 que me veio na cabeça. Perdão. É o 8, finalzinho. É o 8 que me veio na cabeça. 8,58 e 59.

Bom, aqui foi dramático, porque Jesus teve que correr. Jesus correu várias vezes para não apanhar, não, uma vez para não apanhar, não, para não morrer. Em Lucas capítulo 4, ele foi arrastado para um lugar alto de onde queriam precipitá-lo, Jesus escapa. E Jesus escapa três vezes da tentativa de assassinato dele com pedras. Esse é um texto, esse é um momento.

porque Jesus aqui está dizendo, realmente, eu sou divino. Antes que Abraão existisse, eu sou. Vamos ao texto. João 8, versículos de 56 a 59. Abraão, vosso pai, deixa claro, né? Abraão, vosso pai, exultou com o pensamento de ver o meu dia. Viu e ficou cheio de alegria. Os judeus lhe disseram,

Não tens ainda cinquenta anos e viste Abraão? Respondeu-lhe Jesus, em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão fosse eu sou. A essas palavras pegaram então em pedras para lhas atirar, Jesus porém se ocultou e saiu do templo. O eu sou aqui faz lembrar a frase do Senhor Deus a Moisés na Sarça, no capítulo 3 do livro do Êxodo.

Eu sou aquele que sou. Na língua grega, essa expressão, se você confronta Êxodo 3, eu sou, na versão dos 70, com essa frase de Jesus, você tem as mesmas palavras.

Ou seja, eles entenderam o que Jesus falou, eu sou Deus. Jesus é que disse claramente que eu sou Deus. Eu sou Deus. Olha, antes que ele existisse, como é que você, não tem tantos anos, e já existiu? Não, antes que Abraão existisse, só Deus pode pronunciar isso. Antes que Abraão existisse, eu sou, e utiliza as mesmas palavras, eu sou. Aí, ou seja, é um abogante e tal, vamos nos apedrejar. No templo. No templo.

No templo. Tentativa de assassinato no templo. Eu me pergunto como é que eles conseguiram pedras no templo. E Jesus falar isso no templo, né? No templo. A coragem de Jesus falar isso, né? Mas quando precisava falar, falava. Não tem para onde correr. E outras passagens, eu e o pai somos um. Como é vereis o filho do homem vindo na glória.

Isso ia irritando profundamente os adversários de nosso Senhor. Essa foi uma das passagens. Então aqui nessa passagem Jesus reconhece Abraão como pai, mas diz claramente, eu sou o Deus de Abraão. Isso deixa eles irritados. Porque aqui é uma confissão da divindade de Jesus. Muito bonito. Podemos seguir. Boa lembrança.

Agora, como já citamos dois textos de Mateus e com essa sua contribuição muito importante de São João, vamos a dois textos do apóstolo Paulo para falar do parentesco espiritual que todos nós temos com Abraão. Aliás, é outro texto onde se diz claramente que Jesus é Deus bendito.

São muitas as passagens do Novo Testamento que provam a divindade de Jesus. Essa é uma delas. Pronto, essa sua, essa sua de João, é claríssima, porque foi pronunciada pelo próprio Jesus. Mas aqui, também, São Paulo vai dizendo, Jesus é Deus bendito. Romanos 9, de 4 a 8. Nosso parentesco espiritual com Abraão. É correto você dizer, Abraão é nosso pai. São Paulo já disse, já vimos, pai de todos nós.

Eles são os israelitas, a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas, e os patriarcas deles descém de Cristo. Segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém. Jesus é Deus bendito.

Ele descende, Cristo segundo a carne é Deus bendito para sempre. Claríssimo, claríssimo. Claríssimo. Avante. Não quer dizer, porém, que a palavra de Deus tenha falhado. Porque nem todos os que descendem de Israel são verdadeiros israelitas. Como nem todos os descendentes de Abraão são filhos de Abraão. Mas é em Isaac que terás uma descendência que trará o teu nome.

Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa que serão considerados como descendentes. Claríssimo. Nossa descendência, somos descendentes de Abraão, em Cristo, porque a descendência de Abraão, já vimos São Paulo dizer, é Cristo. E enxertados em Cristo, renovados pelo sangue de Cristo, pertencentes a Cristo, membros do corpo de Cristo, todas essas imagens são paulinas.

De fato, nossa paternidade espiritual remonta à figura do nosso pai Abraão. Muito bom. Sim, sim. Intocável, intangível, sacratíssima a figura do nosso pai Abraão. Aliás, tem um detalhe, veja que de propósito aí, eu propus Romanos 9, de 4 a 8, que todo esse capítulo 9, aliás, o capítulo 9, 10 e 11 de Romanos, é uma longa...

Reflexão de São Paulo sobre o seu povo. O amor dele pelos judeus era tão grande, que no versículo 3, veja, o único santo, a única afirmação na Bíblia chocante, à luz da razão, mais bela à luz da fé, que São Paulo deseja o inferno. Sabia?

O senhor já citou alguma vez aqui. Vossa reverendíssima Valê, fique aí sentado. São Paulo deseja o inferno, contanto que, veja, é com uma finalidade. Eu prefiro me condenar, viver afastado de Cristo, contanto que o meu povo se salve. Aliás, ele começa nos versículos 1, 2 e 3. Leia.

Ele diz mais ou menos assim, eu sinto uma grande dor no meu coração. O capítulo 9 ainda de Romanos? Romanos, 9 de 1 a 3. Leia. Digo a verdade em Jesus Cristo, não minto, a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo, sinto grande pesar, incessante amargura no coração, porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne.

E isso é uma prova indiscutível do amor que ele tinha pelo seu povo. Até ao fim da vida, ele guardou essa angústia no coração. O meu próprio povo.

rejeitando o meu Jesus, o Messias. Que ele também rejeitou por um tempo, né? Foi, foi, foi, foi, foi. Mas ele se abriu, ele teve um coração aberto, né? Ele perseguiu a igreja de Cristo. Ele mesmo diz em várias de suas cartas, assim. Mas está terminando, seu cabra.

Gente, o programa de hoje está bom demais, que a gente nem vê a hora passar. É bom demais ter aqui você conosco. Estamos meditando sobre o nosso pai Abraão. Você sabia disso? Que Abraão é teu pai na fé? Nós estamos vendo isso em vários textos difíceis da Sagrada Escritura. Estamos tendo aqui a ajuda de Dom Falcão para nos ajudar a compreender estes textos. Então, um breve intervalo e a gente já retorna para discutirmos, estudarmos, meditarmos mais sobre...

o parentesco espiritual com Abraão.

Estamos de volta, programa Luz para os Meus Passos. É uma alegria imensa ter você aqui conosco. Estamos meditando sobre a figura de Abraão como prefiguração de Cristo. Estamos descobrindo coisas maravilhosas. O nosso parentesco espiritual com Abraão. Abraão é o nosso pai na fé. Então, José Falcão, temos mais alguma coisa para ver nesse sentido? O parentesco espiritual em Abraão?

O apóstolo Paulo utiliza, faz um raciocínio muito bonito no capítulo 3 da carta aos Gálatas, cuja quase conclusão, vamos dizer assim, no versículo 16, traz uma informação muito relevante e relaciona Abraão com a fé dos cristãos, a fé da igreja.

Como o texto é longo, vamos ficar com o versículo 16, porque depois, se vossa reverendíssima tiver alguma consideração, fazemos a consideração ou chamando a atenção de alguns versículos anteriores ou posteriores. Leia, por enquanto, só Gálatas 3,16. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a sua descendência.

Não diz aos seus descendentes como se fossem muitos, mas fala de um só e a tua descendência, isto é, a Cristo. Esse texto já foi citado, mas por que foi repetido? Porque a descendência de Abraão é uma pessoa, que é o objeto da nossa fé. Certo. Então veja o contexto. A fé de que estamos tratando aqui é a fé em Cristo. Certo.

São Paulo vai dizer agora em Gálatas 3, 7 e 29, uma coisa surpreendente. Mas ela precisa ser inserida nesse versículo 16. Gálatas 3, 7. Gálatas 3, 7. Sabei, pois, só os que têm fé é que são filhos de Abraão. Entenda-se, fé em Jesus. Ele não está dizendo que os filhos de Abraão, segundo a carne, não têm fé.

Até porque a fé de Israel é a fé no único Deus. Ouve ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus. É a frase que foi citada pelo próprio Jesus Cristo. Deuteronômio capítulo 6, versículo 4. Aqui estamos falando da linhagem de Abraão, cuja descendência é Cristo. Então, essa frase tem que ser inserida no contexto. São Paulo não está dizendo que os seus conterrâneos, que os seus irmãos do mesmo povo não têm fé.

Aqui é a fé em Jesus. Uma coisa é a fé em Abraão, Isaac e Jacó. No Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. A fé judaica. Mas uma fé judaica que atingiu sua plenitude em Jesus. Entendi. Entendeu? Entendi. Pule para o versículo 26. Porque o raciocínio está completo. 29. 29. Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente e descendência de Abraão. Herdeiro segundo a promessa.

Pronto, o contexto aqui, ele está fazendo uma comparação entre a fé de Israel, que segundo os fariseus, só é cumprida com as obras da fé.

com as obras da lei de Moisés, e São Paulo vai dizer, não, o homem não é justificado pela prática da lei de Moisés, mas pela fé em Jesus Cristo. Quem tem a fé em Jesus Cristo, esses são os verdadeiros filhos de Abraão. É nesse sentido. Enquanto o senhor fala, eu estou tentando me imaginar na cabeça deles como eles estão compreendendo tudo isso, os judeus. Então, na cabeça deles, havia um só Deus. Certo, é a fé de Israel. Um só Deus.

Eles têm esse conhecimento da Santíssima Trindade? Não, eles negam categórica. Por causa que negam Jesus Cristo. Negam Jesus como Messias, que é uma categoria. Outra coisa é que é Jesus Cristo Deus. Para eles, o Messias não é Deus. O Messias é um enviado de Deus. Para nós, o Messias é Deus. Deus que se encarnou. Isso para eles é uma loucura. Agora entendi. Então, sabei, pois, só os que têm fé é que são filhos de Abraão.

Ou seja, naquela perspectiva que o senhor está falando, a descendência de Abraão é Cristo, só os que têm fé em Cristo é que são filhos de Abraão, nesse sentido. Nós não temos pais senão Abraão, etc. Se vocês cressem em Abraão, vocês acreditariam em mim? Exato. Aquela polêmica do quarto evangelho. Então, se vocês dizem que são filhos de Abraão e creem no Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob.

mas não creem em mim. Então, não é uma fé verdadeira. Não é uma fé verdadeira. Completa. Então, quando São Paulo diz, só os que têm fé, têm Jesus. É que são filhos de Abraão. É muito forte. Nós somos, nós cristãos, somos filhos de Abraão. Por quê? Porque professamos a fé em Cristo. Porque Cristo é a descendência de Abraão. Lembra de Romanos? Romanos capítulo 4. Foi. Romanos capítulo 4. Sim, exatamente.

Ou seja, quem não tem uma fé em Cristo, no sentido aqui da Carta aos Gálatas, dentro das Carta aos Gálatas, não tem a fé que Cristo gostaria de ver dos seus filhos? Exatamente. Como seguir Cristo e não ter fé nele? Pois é, em certa ocasião Jesus disse, vocês reconhecem Moisés, mas Moisés falou de mim? Abraão exultou pelo meu dia. Exultou pelo meu dia.

Então aqui a gente chega numa encruzilhada, por assim dizer, a fé de Israel, a fé em Jesus. Quando ambos se cruzam, os judeus dizem não. Nós não reconhecemos isso. Ou seja, as profecias não se cumpriram em Yeshua, em Jesus. Não é o Messias esperado, nós não o aceitamos como Messias. Jesus diz, eu sou o Messias. As escrituras falaram de mim.

Então, só os que têm fé em Jesus, segundo a ótica cristã, a ótica de São Paulo, é que são os verdadeiros filhos de Abraão. Nossa! É uma pregação muito forte. Eu estou me imaginando naquele povo, naquela cultura. É muito forte. Que para nós agora é tranquilo, né? E ela explica, está aqui. Se sois de Cristo, versículo 29, Galatas 3, Galatas 3, 3, 29. Se sois de Cristo.

Então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiro, segundo a promessa. Porque ele foi o Deus que falou com Abraão. Correto. Ele que levantou Abraão, ele que fez tudo acontecer. Exatamente. Abraão sem Deus é nada, sem Cristo é nada, podemos dizer assim. Sim. Tudo foi feito por Cristo para ele, sem ele nada foi feito. Os padres da igreja vêm no episódio do sacrifício de Isaac.

Abraão levando seu filho para o Monte Moriá, como... Meu pai, onde está o cordeiro? Lembra? Onde está? Não, Deus vai providenciar, etc. Sem dúvida alguma, Deus pai e Deus filho. Outra forma é exatamente Isaac, sendo colocado no lugar onde ia ser, recebeu o cautelo, a apunhalada, é nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.

entregando a sua vida por nós. E o curioso é o Monte Moriá fica em Jerusalém. Então você tem ali três montes, o Monte Sião, o Monte Moriá e o Monte Calvário. O Monte Moriá, agora, a geografia é perto do templo de Jerusalém? Alguém um dia me falou que era lá. Pois é, tem uma discussão, os judeus discordam um pouco dos muçulmanos. Para os muçulmanos, o Monte Moriá está na esplanada do templo, onde hoje tem a mesquita.

Os judeus dizem que não. É na mesma cidade, é tudo ali perto, você tem um monte de sião. Não, é verdade, um monte de sião é toda a montanha sobre a qual está...

a cidade de Jerusalém. Tem uma discussãozinha. Para muitos, Monte Sião e Monte Moriá é a mesma coisa. Já outros dizem, não, o Monte Sião está aqui, o Monte Moriá está ali. Entendi. Vai mostrar, vai discutir isso. Porque também ao longo dos milênios, milênios.

A cidade de Jerusalém foi muito modificada, muita coisa foi aplanada, muita coisa foi aterrada, muita coisa foi só aterrada, enfim, as construções, os edifícios, etc. Mas Monticião é uma expressão clássica para designar Jerusalém.

Dom José, foi muito bom. Creio que todo mundo entendeu o parentesco espiritual que nós temos com Abraão. E entendemos que essa descendência de Abraão é Cristo. Então a nossa fé está necessária em Cristo. E ficou muito claro, só os que têm fé que são filhos de Abraão. Abraão, então, ele passa a ser o modelo dos que creem. Passa.

Passa assim, parâmetro. Aliás, várias personagens do Antigo Testamento são modelos para nós. É a carta aos hebreus, capítulo 11. Ali vão aparecer várias personagens. Abraão é uma delas, que na verdade é um dos mais importantes, né? Porque tudo começou com ele. A fé dos cristãos tem nele.

Essa origem, ainda que antes dele existiram esses que tiveram fé. Versículo 8? Não, no versículo 4 nós temos Abel, dê uma olhada. Abel. Superior de Caim. No versículo 5 temos Enoque. Sim. No versículo 8, aí começa assim, nosso pai Abraão, ele vai até onde? Nosso pai Abraão, acho que vai até o versículo 19.

19, né? O que tem mais versículos é o dele. É o dele. No versículo 20 aparecem Isaac, Jacó e Esaú. Na verdade, é Jacó o elogiado. José aparece no versículo 22. Moisés aparece no versículo 23. Mais para frente, vejamos, acho que Josué é citado por causa da cidade de Jericó no versículo 30.

Jericó, Raabe, a Meretriz, veja, veja, uma Meretriz que é modelo de fé para nós. Não por ter sido Meretriz, mas por ter crido. E ela teve o privilégio de ser citada na genealogia de Jesus. Muitas mulheres do Antigo Testamento não foram citadas. Uma prostituta foi. Mas o senhor pode trazer no que ela criou a história dela nesse sentido? Está aqui.

Versículo 31, foi pela fé que Raab, a meretriz, não pereceu com aqueles que resistiram por ter dado asilo aos espias. Ah, aquela história dos espiões. Em Jericó, sim, nos capítulos 5 e 6 do livro de Josué, os espiões...

enviados por Josué, entram na cidade e se hospedam na casa dela. Aí não sei como as autoridades de Jericó descobrem e vão lá na casa dela. Deixa que quando ela percebe que as autoridades vão chegando, ela esconde os espiões, um lugar assim, fica escondido numa espécie de teto. E para onde eles foram? Eles fugiram e assim por diante. Deixa que eles estavam escondidos. E aí eles fazem um pacto com ela, você nos ajuda.

E quando nós invadirmos a cidade, nós vamos poupar você. Aí eles dizem, faça assim, vai ser o nosso trato. Você coloca um fio escarlate na porta da casa, e aí quando a gente entrar, a gente vai saber, os nossos soldados vão saber que aqui tem uma aliada. E acabou assim acontecendo. Raab, uma espécie de bisavó de nosso Senhor Jesus Cristo. Uma prostituta. E sabe onde ela aparece?

Na genealogia de São Mateus, no capítulo 1º, exatamente. Vejam que coisa interessante, a fé em Jesus, em Jesus, você já encontra nos primórdios da história de Israel ao tomar a terra prometida, Raabe. Sim. Bom, então vamos avançar no versículo 32, estamos ainda em Hebreus 11, não é? Sim. Você tem no livro dos Juízes Gedeão.

Você tem Baraque, você tem Sansão. Depois vem Jefté, Davi, Samuel e vem os profetas. Todos esses são elogiados por causa de quê? Da fé. Da fé em Jesus, evidentemente. Ainda que eles não tivessem a noção, creram no Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, que haveria de cumprir as promessas de enviar o Messias. Que lindo. Sim, sim.

Então, Abraão passa a ser o nosso modelo, modelo da fé, modelo dos que creem. Porque ouviu a voz de Deus e disse, vou obedecer. Sim. A rigor, todas essas personagens citadas em Hebreus 11 são para nós o modelo da fé. Certo. Mais.

De nenhum deles foi dito o que foi dito de Abraão. Abraão acreditou em Deus e isso foi creditado em conta de justiça. Porque a nossa, a história da salvação positivamente começa com ele. Mas ele teve primórdios. Essas personagens que remontam a Abel. Sim. Então você tem uma história fantástica da fé.

onde ela vai sendo testemunhada, vai sustentando a vida, a existência de pessoas e do próprio povo que está ainda em gestação, que já foi chamado, já foi constituído em Abraão, está sendo gerado na descendência dele, Isaac, Jacó. Os patriarcas, os juízes, depois os profetas e assim por diante. Moisés, sem dúvida alguma, é a culpa do estáquia.

Na nossa pauta aqui temos Tiago, capítulo 2. O que Tiago, capítulo 2, teria a ver com Abraão? Tiago, capítulo 2, não, de 20 a 24. Aqui nós temos uma coisa, caro irmão, que é de grande importância para nós. São Paulo, com toda a justeza, diz que o homem não é justificado pela prática da lei de Moisés, mas pela fé em Jesus Cristo.

São Tiago, sem negar isso, vai complementar. Porque, na verdade, essencialmente, o que São Tiago vai dizer é o que São Paulo diz. Grave essa frase. Não é a circuncisão que justifica, nem a incircuncisão, mas a fé que age pela caridade. Lembra disso? Galatas capítulo 5, versículo 6. Então, São Tiago vai dizer isso de outra forma. O homem não é justificado apenas pela fé, mas pelas obras da fé. Como que é dizer?

A fé é evidenciada pelas obras. Se você diz que tem fé e não age, a fé sem as obras é morta. É o tema do capítulo 2. Todo esse capítulo. Quando chega no versículo 20 a 24, Abraão vai ser citado, que é o texto que vamos ler agora. Abraão se torna parâmetro para nós porque ele foi justificado pela prática.

Mas veja, qual é a diferença da prática das obras em Tiago da prática das obras na visão dos escribas e fariseus e doutores da lei? É simples. Eles, os escribas, fariseus e doutores da lei, consideravam que o homem era justificado pela prática das obras da lei de Moisés.

São Paulo e São Tiago vão dizer não. O homem é justificado pela fé em Jesus Cristo. E mais para frente, São Paulo em outra ocasião, Galatas 5, 6 e Tiago agora, o homem é justificado não só pela fé, mas pelas obras da fé.

Vamos ao texto, por favor, e se detenha sobre ele e só passe para outro texto quando o texto ficar bem claro, bem mastigadinho, porque esse tema é central para nós. Sim, sim. E o seu papel aqui é fazer às vezes das pessoas. Ainda que vossa reverendíssima entenda...

mas se coloque no lugar deles para que se explique bem. Esse é um tema central para a teologia católica, a justificação pela fé e pelas obras da fé. São Tiago vai dizer com todas as letras aqui, no versículo 24, o homem não é justificado só pela fé. Quem diz que é só pela fé, uma coisa é dizer que o homem é justificado pela fé, correto? Sim. Outra coisa é dizer que o homem é justificado só pela fé. Calma.

Só pela fé? Não. Pela fé e pelas obras da fé. Onde está isso? Meu bichinho, deixa o freio disso ler. Tiago, capítulo 2. De 20 a 24. 20 a 24. Queres ver, ó homem vão, como a fé sem obras é estéreo? Abraão, nosso pai, não foi justificado pelas obras, oferecendo seu filho Isaac sobre o altar? Ah, começou a bomba.

Esse texto me agrada muito. Avante. E agora que a gente está na temática de Abraão, parece que agora a gente acordou para o Abraão que aparece aqui com mais profundidade. Sim, sim, sim. Avante. Vês como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas? Grave esses dois verbos até o dia da sua morte. Completada. Não, cooperar. Primeiro cooperar.

Cooperar e completar. Muito bem. Então, a fé coopera para que aquilo em que você crê se traduza em obras. E a completeza, a plenitude da fé se traduz nas obras. Continue. Assim se cumpriu a escritura que diz, Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça e foi chamado amigo de Deus.

Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé? Pronto. O boss reverendíssimo já ouviu, não vou dizer nem a religião dessas pessoas, contra a igreja católica, não, São Paulo é muito claro, São Paulo, São Paulo, esquecem São Tiago. São Paulo, São Paulo, o homem é justificado somente pela fé. Quem disse isso?

Onde você encontrou essa palavra somente nas cartas de São Paulo? Não, somente. Já ouviu alguém dizer somente a escritura? Onde está isso na Bíblia? Que a sua fonte de fé é somente a escritura. Onde está essa frase? Cuidado, rapaz, ao colocar...

Palavras que a Bíblia não coloca. Aqui São Tiago está dizendo, vocês que dizem que é somente pela fé, é não. Olha de novo a palavra somente aqui nessa pergunta. Leia bem devagar. Vê-des como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?

O que seria uma fé, somente pela fé? Seria, eu creio que Jesus é Deus e pronto, acabou e faço da minha vida o que eu quero. O que seria isso? Vamos imaginar, para colocar numa história contada por Jesus, a fé do rico é pulão. Que olhando para Lázaro, do lado de fora, tem um compromisso com isso, eu creio no meu Deus, vou deixar a porta fechada e não vou ajudar esse desgraçado, porque para mim é somente a fé.

ajudá-lo não significa nada para mim. O jovem rico entraria aí também? Não creio, não creio, não creio. Porque Jesus recordou os mandamentos e ele disse, tenho observado tudo isso desde a minha juventude. O problema do jovem não era não ter praticado, mas estar apegado ao que possuía. Eu não qualificaria o jovem rico, não. Mas podemos pegar ali que outra personagem...

que conviveu com Jesus, que podia se enquadrar aqui. Bom, aqueles três que foram, Senhor, deixa que eu enterre os mortos, Jesus não aceita, deixa primeiro que eu me despeça da minha família, quem coloca a mão no arado e olha para trás, ou seja, eu colocaria esses, mas o jovem rico não, ele era um praticante, mas o problema dele não era não praticar.

Era praticar, estando, porém, apegado àquilo que ele possuía. Mas o versículo 24, mesmo em forma de pergunta, não é uma bomba? Sim. É uma bomba. Então, aceite quando a pessoa diz, ensinando, pregando e tal, que o homem é justificado pela fé. É. Mas a pergunta é, somente isso?

Olhe somente aqui. Olhe somente aqui. Eu queria que o senhor confrontasse esse com Efésios capítulo 2. Diga. Cadê aqui? Estamos em Tiago, né? Efésios. Efésios capítulo 2, versículo 8, se eu não me engano. Porque é gratuitamente que foste salvos mediante a fé. Certo.

Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Certo. Não provém das obras para que ninguém se glorie. Certo. Aí eu queria que o senhor confrontasse esses dois, porque na Bíblia não há contradição. Quando você se gloria, você se gloria do que é seu. Sim. As obras da fé, quem se gloria, glorie-se no Senhor. Sim. Ou seja...

Os fariseus, os escribas e os doutores da lei sustentavam essa tese. Você é justificado quando pratica o que a lei diz, as obras da fé. Praticando isso, você se glorie pelo que você fez. Mas São Paulo diz, no texto que você acabou de ler, é dom de Deus.

É presente de Deus, não é mérito seu. João 15, 5, sem mim nada podeis fazer. E também a 1 Coríntios 4, 7, o que tens que não tenhas recebido. Sim.

Então, o que é que nós temos aqui? Nós temos na mentalidade dos esquivas, fazer o doutor Dali, uma coisa de que eles se orgulhavam, que dava na cabeça deles, na ótica deles, a presunção de exigir de Deus, o senhor tem a obrigação de me salvar, porque eu fiz, eu posso reivindicar no senhor. E eu me justifico.

É a parábola, acho que é a parábola do... Fariseu e publicano? É, porque ali quem foi justificado? Você diz, eu pago o dízimo, eu faço isso, eu faço aquilo, como se ele já tivesse sido justificado. E ainda debochou do coitado que estava lá atrás, não sou como esse infeliz aí. Sim, sim, a história... Jesus pergunta exatamente, quem deles dois foi justificado? Exatamente, foi bem colocada. É paradigmática essa parábola, porque são duas mentalidades, a mentalidade farisaica representada no fariseu e a mentalidade...

diferente, personificada no publicano, pecador público, que não ousa olhar para o céu e bate-se, meu Deus, tem piedade de mim porque eu sou um pecador. Correto, é a melhor contraposição de todo o Novo Testamento, a história colocada pelo próprio Jesus. Então, o senhor Pedro falou, já estamos acabando. Ele falou que eu podia apertar, mas já acabou o programa. Há tempo, não falta para ele apertar, viu? É, porque vamos fazer o seguinte, vamos deixar para o próximo programa.

Eu tenho certeza que então a gente começa o próximo programa com esta palavra de Tiago, falando das obras da fé, falando da fé sem as obras. Então nós começamos o programa da semana que vem. Você vai ter que esperar semana que vem, tá bom? O programa de hoje foi bom demais, tudo disponível no nosso canal do YouTube para você poder compartilhar quando você quiser. Deus te abençoe, até semana que vem, se Deus quiser. Vamos pedir a benção de Deus. Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.

Amém.