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Noite da mortificação dos apetites | Pregação | Quaresma 2026 | #24

03 de abril de 202656min
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Qual parte mais te marcou?

Participantes neste episódio1
F

Freijilson Barração do Monte

HostJornalista
Assuntos1
  • Desapego de apetites voluntáriosPecado mortal · Pecado venial · Purificação espiritual · Apetites e danos à alma · A importância da mortificação
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Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendita é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

Esta é a nossa penúltima pregação, é a vigésima quarta pregação que a gente fez nesta quaresma. Foi bem leve em relação às outras. Muitas delas eu tive que pregar todos os dias e mesmo assim o livro ainda ficava difícil de aplicar. Dessa vez um livro muito curtinho, deu para a gente aplicar com muita calma.

O tema da pregação hoje é noite da mortificação dos apetites. Em plena sexta-feira santa que nós estamos vivendo, vale muito a pena meditar isto. A noite da mortificação dos apetites. Para quem tem o livro, A Subida do Monte Carmelo, esse daqui, que a página corresponde a este livro, mas quem tem o livro A Subida do Monte Carmelo, parte 1 de São João da Cruz, nós estamos então no capítulo 12.

Capítulo 12, página 133. E ele vai tentar responder uma outra pergunta. Resposta a outra pergunta, declarando quais sejam os apetites suficientes para causar na alma os danos ditos. Nós vimos que São João da Cruz

nos ensinou que um apetite que não é mortificado, ele vai causar dano para a nossa alma. Então, um apetite que não é mortificado, ele causa dano para a alma. Romanos capítulo 6, versículo 12. Romanos capítulo 6, versículo 12. Abra aí sua Bíblia. Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites.

Então, quando um apetite, a gente começa a obedecer apetite, vai causar dano na sua alma. E esse dano é o que? É o reinado do pecado em você. Então, obviamente, se o pecado reina em você, logo o pecado te faz mal. Quem deve reinar em você? Deus, a santidade. Deus não te faz mal.

Agora, não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal. E o que é reinar o pecado em mim? É quando eu obedeço aos apetites. Já vimos, não tem problema a gente ter apetite. O pecado não é ter o apetite. É ter aquele apetite de fazer algo que não convém. Eu só não posso obedecer ao apetite.

Então, voltemos àquela nossa lista, que foi quase todas as pregações, o Frei abre ela, Gálatas, capítulo 5, versículo 19 em diante, Gálatas 5, 19 em diante. Ora, as obras da carne são estas, fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias. Às vezes, você tem o apetite, nossa...

Eu tenho um apetite para fazer isto, eu tenho um apetite para o ciúme, eu tenho um apetite para a briga, para a impureza, só que eu não vou obedecer. O apetite vem, a vontade vem, mas eu não vou obedecer, pronto. Não obedeçais. E nós sabemos que se a pessoa obedece, se a pessoa obedece,

O apetite da impureza, da libertinagem, da fornicação, da idolatria, da superstição, da briga, do ciúme, da bebedeira. Se você obedece esse apetite, esse apetite pode fazer mal para você. E nós vimos que causa alguns danos. Quando se refere a pecado mortal, que é o pecado grave. Então vamos lá, vamos relembrar. Lembrando que...

Quem quiser saber mais estudado o que é pecado mortal, o que é pecado venial, é só procurar aqui dentro. Dá um Google aí, ó. O que é pecado mortal no catecismo da Igreja Católica? Você vai, com certeza já aparece pra você. O que é pecado venial no catecismo da Igreja Católica? Já vai aparecer pra você. Mas claro, católico deveria ter este livro aqui na sua casa, e daqui mesmo você procura e lê. O que é pecado mortal, o que é pecado venial?

Mas o que é pecado mortal? Pecado mortal, para ser pecado mortal, tem que ter três coisas, não pode faltar uma delas. Tem que ser uma falta grave, portanto uma ofensa aos Dez Mandamentos, de uma forma grave. Segundo, eu tenho que ter consciência de que isto é uma ofensa a Deus, eu tenho que ter consciência de que isto é um pecado, eu tenho que ter consciência de que isto é ruim.

E terceiro, eu tenho que ter liberdade para fazê-lo. Ou seja, ninguém me obrigou. Eu quero fazer. Eu vou fazer. Essas três coisas juntas. Falta grave. Eu tenho consciência que isso é grave. E eu quero fazer. Ninguém me obriga. Pronto, isso aqui é um pecado mortal. O pecado mortal, ele pode. Nós vimos isso.

Tirar toda a graça de você, ele faz você morrer espiritualmente. Ele faz você morrer espiritualmente. Pecado mortal. Depois, o pecado venial.

O pecado venial já não acarreta a morte da alma. Mas São João da Cruz nos ensinou que o pecado, por menor que ele seja, ele causa alguns danos em nós. Ele nos cansa, ele nos atormenta, ele nos cega. Ele causa cansaço, ele atormenta, ele causa trevas. A gente viu cinco danos. Fizemos essas pregações.

Essa pequena introdução é para a gente adentrar neste capítulo. Então, a resposta a outra pergunta, declarando quais sejam os apetites suficientes para alcançar na alma os danos ditos. Então, a pergunta é, qual o pecado que eu faço que eu vou recair sobre esses danos vão acontecer na minha alma?

Qualquer pecado que eu faça, eu já vou ficar cansado, vai cansar minha alma, vai trazer trevas, vai atormentar minha alma. Vamos ver isso. Muito poderíamos nos alongar nessa matéria da noite do sentido. Pois teríamos muito o que dizer dos danos que causam os apetites. Não só nas maneiras explicadas, senão em muitas outras.

Mas para o que faz o nosso propósito, o dito basta. Porque parece-me, e fica dado a entender, como se chama noite a mortificação dos apetites e quanto importa entrar nessa noite para ir a Deus. Então, com São João da Cruz, a gente entendeu que para subir ao Monte Carmelo, o que é subir um monte? É a perfeição com Deus nessa terra. É a união com Deus nessa terra.

Mas para subir esse monte, nós vamos ter que passar pela noite escura. E o que é a noite escura? É purificação. Purificação do quê? Dos meus apetites. Purificação do quê? Dos meus sentidos. Porque para me unir a Deus, Deus não vai se unir. Que união pode haver entre o justo e o injusto? Conforme São Paulo aos Coríntios. Que união pode haver com Cristo e Belial? Como diz Paulo aos Coríntios.

Então precisarei passar pela noite, que é a purificação para eu me unir a Deus. Não tem outro jeito. Abra sua Bíblia em Atos dos Apóstolos. Atos dos Apóstolos. Capítulo 14, versículo 22. Atos dos Apóstolos 14, 22.

exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no reino de Deus por meio de muitas tribulações. Veja, para atingir o reino de Deus, para ter união com Deus, eu vou precisar passar por muitas tribulações. Para São João da Cruz, precisarei passar pela noite escura. Precisarei passar pela purificação.

Só o que se oferece antes de tratarmos deste modo de entrar nela, para concluir com essa parte, é uma dúvida que poderíamos correr ao leitor sobre o dito. Primeiro, preste atenção. Se basta qualquer apetite para produzir e causar na alma os dois males já ditos, isto é, o privativo, que é privar a alma da graça de Deus, ou seja, qualquer pecado que eu faça.

ele já causa morte na minha alma? Ele vai tirar a graça de Deus de mim? Esse é o dano privativo, ou seja, tira, me priva da graça de Deus. Então, qualquer pecado que eu cometa, ele me priva da graça de Deus? E o positivo, que é causar nela cinco danos principais que dissemos? Então, olha que interessante essa pergunta. Qualquer pecado que eu cometa? Qualquer pecado que eu cometa?

ele causa o que na alma? Ele é capaz de causar o dano privativo, ou seja, qualquer pecado que eu cometa, tira a graça de Deus de mim. Segundo, dano positivo. Qualquer pecado que eu cometa, ele causa aqueles cinco danos que a gente já estudou? Cansa minha alma, atormenta, cega. E assim vai? Traz cansaço?

Mateus 6, 23, ou melhor, Romanos 6, 23. Romanos 6, 23. Porque o salário do pecado é a morte. Então, todo pecado que eu cometo, eu recebo o salário da morte? Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Segundo, ainda é as perguntas, vai vir as respostas.

Se basta qualquer apetite, por mínimo que seja, e de qualquer espécie que seja, para causar todos esses cinco danos juntos. Então aqui a pergunta, primeiro, qualquer pecado que eu cometa, me priva da graça de Deus? Segundo, qualquer pecado que eu cometa, atrai sobre mim os cinco danos? Cansa minha alma, atormenta minha alma, cega minha alma. Os cinco danos.

Outra pergunta, qualquer pecado que eu cometa, por mínimo que seja, vai trazer para a minha alma os cinco danos juntos? Vai cegar a minha alma? Vai atormentar a minha alma? Vai cansar a minha alma? Vai sujar a minha alma? A gente viu todos esses danos.

Ou somente uns causam uns e outros? Ou seja, determinado pecado suja a minha alma, determinado pecado cega, determinado pecado atormenta, determinado pecado cansa, ou cada pecado vai causando alguma coisa. E aí São João da Cruz começa a responder. Respondendo a isso, digo primeiro que quando o dano, quanto ao dano privativo,

que é privar a alma de Deus. Somente os apetites voluntários, que são de matéria de pecado mortal, podem e fazem isso totalmente. Porque eles privam nesta vida a alma da graça e na outra da glória, que é possuir a Deus. Muito bom. São João da Cruz já dá a primeira resposta.

Qual é o pecado que eu cometo que me tira a graça de Deus? Que me tira a vida de Deus dentro de mim? Só tem um pecado que é capaz de fazer isso. E esse é o pecado mortal. É o pecado grave, que eu sei que é grave, e ninguém me obrigou e eu quero fazer. Eu quero fazer. Este é o pecado grave.

E aí vamos colocar um exemplo? Você quer colocar um exemplo? Vamos pegar o mandamento de não roubar. É uma falta grave. Você sabe que roubar é errado? Você sabe que roubar é... Claro, tenho total consciência de que roubar não é a coisa certa a se fazer. Então já caiu em duas. Terceiro, você está roubando por quê? Alguém te obrigou a roubar?

Você está passando por uma fome extrema? Você está passando por uma necessidade extrema que é o roubo para você virou uma vida ou morte? Não. Tenho tudo. Eu quero roubar porque quero mais. Pronto, essa pessoa cai no pecado mortal. Falta grave. Ela tem consciência que isso é grave. E ninguém obriga ela, ela faz. Esse pecado é o único que pode tirar você da graça de Deus.

e ele priva. Abra sua Bíblia em 1 João, capítulo 5, 1 João, capítulo 5, versículo de 16 a 17.

1 João 5, 16 a 17. Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, veja, a própria Bíblia está falando, há pecado que não conduz àquela morte, morte eterna. Aqui é morte eterna. Claro, porque todo pecado gera morte em nós, mas morte eterna. Reze, Deus lhe dará vida. Isso para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para a morte. A Bíblia está afirmando, existem pecados que matam a vida de Deus em você.

Há pecado que é para a morte, não digo que se reze por esse. Toda iniquidade é pecado. Toda iniquidade é pecado. Mas há pecado que não leva à morte. Eu creio que vale a pena nós... Nós lermos agora... É para o curtinho?

porque é o tema, né? Vale a pena a gente ler no Catecismo da Igreja Católica? Se você tem, pode pegar. Vamos ver se no 1855. 1855. Porque se esse pecado... Olha que interessante. Se você for no 1849, não dá tempo de a gente fazer tudo aqui, né? Vai dizer qual é a definição de pecado. O que é pecado?

Na verdade, o artigo 8, que já começa no 1846, a igreja vai ensinar misericórdia e o pecado. Depois, a definição do pecado, 1849. Depois, 1852, a diversidade dos pecados. 1854, a gravidade do pecado, pecado mortal e venial. Ela vai começar a distinção de o que é pecado mortal e o que é pecado venial.

1855. Vamos ver qual é a definição que a igreja dá de pecado mortal. Olha que interessante. O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infração grave à lei de Deus. Desvia o homem de Deus, que é seu fim último e sua beaventurança preferindo um bem inferior.

857. Para que um pecado seja mortal, são requeridas três condições ao mesmo tempo. Já expliquei isso. É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave e que, além disso, é cometido com plena consciência, plena consciência e deliberadamente. E aí ele vai começar a explicar... Então, tudo aqui é muito importante.

Eu vou deixar aqui, caso precise mais. O que você está entendendo então? O que você está aprendendo? Pecado mortal, meu amigo, na sua vida é nunca. Nunca, nunca, nunca, nunca. Porque isso faz muito mal para você. Como assim? Eu vou cometer um pecado que vai gerar morte para a minha alma? Eu vou cometer um pecado que vai tirar Deus da minha vida? Não, não, não posso fazer isso.

Então, em nome de Jesus, não abra espaço na sua vida para o pecado mortal. Não abra um espaço na sua vida para o pecado mortal. Segundo.

Digo que estes são de matéria de pecado mortal, como os voluntários de matéria de pecado venial. E os que são de matéria de imperfeição, cada um deles basta para causar na alma todos esses danos positivos juntos. Opa, vamos lá, de novo. Segundo, digo que estes que são de matéria de pecado mortal, como os voluntários de matéria de pecado venial.

Agora ele juntou. Pecado mortal, pecado venial. Os que são de matéria de imperfeição, cada um deles basta para causar na alma todos esses danos positivos juntos. Lembra dos danos?

Quando você comete um apetite, um pecado, o pecado cansa a sua alma, o pecado enfraquece a sua alma, o pecado suja a sua alma, o pecado causa cegueira na sua alma. Então, agora João da Cusa está falando, olha, o único pecado que pode tirar Deus de você, tirar a graça de Deus de você, é o pecado mortal. O único pecado é esse.

Agora, pecado mortal, pecado venial e pecado e até imperfeições são capazes de gerar os danos na sua vida. E em tese, gente, pecado não presta para nada. É isso que ele está dizendo para nós. Porque se João João da Cruz não falasse isso, a gente sabe o que ia acontecer? O pecado compensa. Ah não, só o pecadão que é o problema.

Isso seria um perigo. Se São João da Cruz falasse diferente, seria um perigo, porque, ah, então só o pecado grave, mortal, que é o problema. O pecado venial, que é o pecado leve. Veja, a igreja define o que é um pecado venial. No parágrafo 1855, o pecado venial deixa subsistir a caridade, embora a ofenda.

E a fira. Então, veja, querendo ou não, o pecado venial também é um ferimento a Deus. É um ferimento a caridade. Então, se São João da Cruz dissesse que não causa dano só porque você cometeu um pecadinho, um pecado venial, uma mentirinha, uma fofoquinha...

Então, o pecado compensaria. A gente viveria assim, ah, eu só não posso cometer pecado grande. Eu só não posso cometer pecado gigante. Não, você tem que entender que também o pecado pequeno, e João da Cúria já começou a responder isso, o pecado mortal, o pecado venial e até as imperfeições podem causar muito mal para a sua alma.

os quais, embora em certa maneira sejam privativos, chamamos-los aqui positivos porque respondem à conversão da criatura assim como o privativo responde à aversão a Deus. Mas há essa diferença, que os apetites de pecado mortal

Então, qual é a diferença do pecado mortal para o pecado venial? Se o pecado mortal cega a minha alma, se o pecado mortal suja a minha alma, e o pecado venial, o São João da Cruz está dizendo que também suja, que também cega a alma, então qual é a diferença? A diferença é que os outros de matéria venial ou imperfeição, ou melhor, que os apetites de pecado mortal causam total cegueira, total tormento, imundiça e fraqueza. Então, aqui está uma diferença.

No pecado mortal, o pecado mortal cega, cega. O pecado venial cega, cega, só que tem uma diferença. O pecado mortal cega completamente. O pecado venial, como ele é menor, ele cega, mas cega menos. Mas cega.

E os outros de matéria venial e imperfeição não causam esses males em grau total e consumado, pois não privam da graça. Ou seja, pecado venial não priva você da graça de Deus. Tanto é que você pode comungar em pecado venial. Sabia disso? Aliás, vamos corrigir, né? Lembrar que na missa...

Há o ato penitencial. E no ato penitencial você pede perdão a Deus dos seus pecados. Na missa você é perdoado dos seus pecados veniais. Mas o que eu quero dizer é, a igreja nunca proibiu você de comungar em pecado venial. Aquele que diz não ter pecado, atire a primeira pedra. Aquele que diz que não tem pecado é mentiroso, a verdade não está nele. Portanto,

Veja, o que São João da Cruz está dizendo? O pecado venial não tira a graça de Deus de você, por isso não te impede também de a gente comungar, porque a gente está na graça. Claro, aquele pecado venial, ele acabou nos cegando um pouco, ele acabou nos enfraquecendo um pouco, e nós pedimos perdão na missa, e Deus perdoa os nossos pecados também na missa.

Diferente do pecado mortal, o pecado mortal cega completamente, priva você da graça de Deus completamente. Por isso que a pessoa em pecado mortal não comunga. Qualquer pecado mortal, não é só pecado contra o sexto mandamento que não deve comungar na missa. Qualquer pecado mortal não arrependido ainda.

não desejoso de mudança. Por exemplo, eu dei o exemplo do roubo. Então a pessoa rouba, ela está em pecado mortal. Ela pode comungar na missa? Não deveria, porque ela está em pecado mortal e ela não quer mudança de vida ainda, ela não quer arrependimento, ela não quer confessar isto.

Então, qualquer pecado mortal que a pessoa cometa, ela não deveria comungar. Está privada da graça de Deus. Está cega totalmente. Está suja completamente. É preciso um arrependimento sincero para retornar à graça.

Então, os outros de matéria venial e imperfeição não causam esses males em grau total e consumado, pois não privam da graça, de onde depende a posse deles, porque a morte dela é a vida deles. Romanos 8, 6. Romanos 8, versículo 6.

Ora, a aspiração da carne é a morte, enquanto a aspiração do Espírito é a vida e a paz. Veja, a aspiração da carne é a morte. Há uma tendência dentro de nós que quer a morte, que quer o pecado.

Mas cansam-nos na alma proporcionalmente segundo a diminuição da graça que tais apetites provocam, de maneira que aquele apetite que mais enfraquecer a graça, mais abundante tormento, cegueira e sujeira causará. Parágrafo 4.

Mas é de notar que, embora cada apetite cause esses males que aqui chamamos positivos, há alguns que principalmente diretamente causam certos danos, enquanto outros causam males diferentes e os demais por conseguinte.

Veja, preste atenção, preste atenção, porque embora seja verdade que um apetite sensual, agora ele vai dar um exemplo, o apetite sensual que Gálatas chamou de impureza, de fornicação, orgia, um apetite sensual causa todos esses males, ou seja, um apetite, ele causa todos os outros males.

Vamos só recordar aqui que eu tô falando... Vamos ver se a gente acha aqui. Porque eu tô falando de cabeça, não tô conseguindo recordar os cinco. Os cinco danos. Que a gente pregou um por um, né? Vamos ver se eu acho aqui fácil.

Estamos chegando, capítulo 6, capítulo 7, a partir do capítulo 8. Primeiro apetite, vou até marcar aqui. Primeiro apetite que a gente estudou é o que cega a alma. Vamos marcando aqui, cega. Obscurece cega.

Vamos ver o segundo dano que o pecado causa na nossa alma. Sujam. Sujam. Sujam a alma. Terceiro dano que causa na alma o pecado. Enfraquece. Então sua alma fica fraca. Enfraquece. Quarto dano.

É, aqui já não ficou tão claro pelo título, mas aí o quarto dano, vamos ver se... Cansam, é cansa, enfraquece, suja, cega, depois pode ser aqui. São João da Cruz falou aqui, cadê, cadê, cadê, cadê? Desculpa, minha gente.

cansam, tormento, cansaço, trevas. É, eu não consigo pegar aqui e eu esqueci, mas foram cinco danos, foram cinco danos. Me desculpe, eu devia ter preparado isso antes. E São João da Cruz não está trazendo aqui de uma forma resumida de novo. Agora São João da Cruz está no pecado do apetite da sensualidade, o apetite sensual.

Esse apetite sensual, ele vai causar todos os males? Cega, suja, enfraquece, atormenta? Vai. Mas... O principal e propriamente suja a alma e o corpo. Olha que interessante, o senhor não está falando. O apetite sensual, ele vai trazer todos os danos? Vai. Ele vai cegar, ele vai sujar, ele vai enfraquecer, ele vai atormentar. Mas o principal que ele vai fazer é sujar.

Isso é provado na Bíblia. Abra sua palavra em 1 Coríntios. 1 Coríntios, capítulo 6. 1 Coríntios, capítulo 6, versículo de 18 a 19.

1 Coríntios 6, 18 a 19. Então São João da Cruz está ensinando algo belíssimo. O pecado causa todos os danos. Cega, suja, enfraquece, atormenta, mas ele principalmente suja. Fugir da fornicação.

que é o sexo fora do casamento. Fuja do sexo fora do casamento. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que por isso mesmo já não vos pertenceis? Olha, o impuro sujeira.

Então, causa outras coisas, causa. Mas o principal dano que causa o pecado do apetite sensual, desregrado, é que suja a sua alma e suja o seu corpo. E está provado aqui. Depois ele dá outro exemplo. Ainda que o apetite da avareza também cause todos e principalmente diferente, e...

Ou seja, ainda que o apetite da avareza, que é o amor ao dinheiro, cause todos os outros danos, mas o principal que ele causa é a aflição. Aliás, talvez seja esse um outro dano, aflição, aflige a sua alma.

Então, quem é amante do dinheiro, cega, cega. Quem é amante do dinheiro, suja, suja a alma. Quem é amante do dinheiro, enfraquece, enfraquece. Mas, principalmente, aflige. A prova também está em 1 Timóteo, capítulo 6. 1 Timóteo, capítulo 6, versículo de 9 a 10.

Aqueles que ambicionam tornar-se ricos caem nas armadilhas do demônio em muitos desejos insensatos e nocivos, que precipitam os homens no abismo da ruína e da perdição, porque a raiz de todos os males é o amor a dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições. São João da Cusa está dizendo, olha, quem ama dinheiro?

vai cegar-se, vai se sujar, vai se enfraquecer, mas principalmente vai se afligir. Olha lá, a Bíblia confirma isso, muitas aflições. É uma alma aflita. Outro exemplo. Embora o apetite da vanglória, da vanglória, agora o apetite da vanglória, da mesma forma causa todos os males, principal e diretamente causa trevas e cegueira.

Então, quem é cheio de si mesmo, vanglória, ele vai ficar sujo? Vai. Vai enfraquecer? Vai. Vai ficar aflito? Vai. Mas principalmente, ele vai ficar cego. Porque quem é cheio de vanglória é porque na verdade está cego. Abra sua Bíblia em João capítulo 5, versículo 44. João capítulo 5.

Versículo 44. Jesus fala disso. Como podeis crer, vós que recebeis a glória um dos outros e não buscais a glória que é só de Deus? Aqueles homens que estavam inchados de vanglória, inchados de glória humana.

E embora um apetite de gula os cause todos, mas principalmente causa a mornidão na virtude, e assim com os demais. Então veja, o apetite da gula causa todos os danos, cega, suja, enfraquece, aflige, mas principalmente ele causa mornidão.

A causa pela qual qualquer ato de apetite voluntário produz na alma todos esses efeitos juntos é pela contrariedade que diretamente tem contra todos os atos de virtude que produzem na alma os efeitos contrários. Porque assim como um ato de virtude produz na alma e cria juntamente suavidade, paz, consolo, luz, pureza e fortaleza, olha que interessante, quando você faz algo de virtude, o que gera aquele ato de virtude? Quando você é bom com alguém.

Gera paz, gera consolo, gera luz, gera pureza, gera fortaleza. Conforme está, abra sua Bíblia em Gálatas capítulo 5. Gálatas capítulo 5.

Versículo de 22 a 23. Ao contrário, fruto do Espírito é, quando você vive no Espírito, o que acontece com a sua vida? É caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Assim, um apetite desordenado causa tormento, fadiga, cansaço,

cegueira e fraqueza. Aliás, eu acho que eu peguei o último dano que me faltava aqui, cansaço. Se bem que cansaço pode estar no enfraquecer aqui. Cansa. Então, quando você se entrega a algum apetite desordenado, causa tormento. Tormento.

fadiga, cansa. Então, quando você realiza uma virtude, a virtude traz outras coisas juntas. Então, quando você faz a virtude, o que acontece com você? Gera paz, gera consolo, gera luz, gera pureza, gera fortaleza. Agora, qualquer, veja, uma coisinha boa que você faz, gera luz, gera pureza, gera fortaleza, gera paz. Uma coisa má que você faz, gera fadiga, gera cansaço, gera cegueira, gera fraqueza, como está em Gálatas, você já está em Gálatas, capítulo 6, versículo 8. Jesus.

Gálatas 6, 8. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção. Você está entendendo? Então, se você fizer um pecadinho, por mínimo, é só uma mentirinha. É, só que essa mentirinha, você vai colher a corrupção. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção. Quem semeia do Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.

Todas as virtudes crescendo, ou melhor, todas as virtudes crescem no exercício de uma. Olha que bonito. Fazendo uma virtude, as outras crescem. E todos os vícios crescem no exercício de um. Gente, isso aqui é um dado impressionante da vida espiritual. Uma virtude que você tenha gera outras. Uma pessoa que vive a caixidade, ela vai ter paz, ela vai ter alegria.

ela vai ter muita coisa boa. Uma pessoa que quer viver um apetite qualquer, a impureza, por exemplo, falei de castidade, impureza, vai gerar outras coisas, vai gerar ciúme, vai gerar sujeira, vai gerar tanta coisa. Então, assim como uma coisa boa traz coisas boas para a sua alma, uma coisa que é ruim traz coisas ruins para a sua alma.

Ainda que todos esses males não se percebam no momento em que se satisfaz o apetite, porque o gosto dele então não dá lugar, mas antes ou depois bem se sentem seus maus restos. Isso aqui é outro dado impressionante. Preste atenção, por favor. Primeiro dado. Um pecado traz outro pecado.

Uma virtude traz outra virtude. Então vamos lá. Volte para Gálatas capítulo 5, versículo 22. Ao contrário, o fruto do Espírito é o quê? Caridade. E a caridade vai trazer o quê? Vai trazer alegria, vai trazer paz, vai trazer paciência, vai trazer afabilidade. Uma traz a outra. É tudo a mesma família.

Uma traz a outra. Agora, eu não quero... Quando eu vivo na carne, também um traz o outro. Então, fornicação traz impureza. Impureza traz libertinagem. Libertinagem traz idolatria. Idolatria traz superstição. E vai trazer inimizade. Vai trazer briga. Vai trazer ciúme. Vai trazer ódio. E vai trazer amor a dinheiro. E vai trazer discórdia. Vai trazer partido. Vai trazer inveja. Vai trazer bebedeira.

Uma coisa vai trazer a outra e vai levar a orgia. Uma coisa leva a outra. Só que tem um problema e aqui é outro dado. Preste atenção. O dado que na hora que a pessoa está cumprindo esses desejos, fornicação, impureza, às vezes ela não percebe nada disso. Ou seja, enquanto eu estou na impureza, eu não estou percebendo que estou ficando cego.

Eu não estou percebendo que estou sujando a minha alma. Eu não estou percebendo que estou ficando fraco. Eu não estou percebendo que estou ficando aflito, que estou cansado. Não estou percebendo nada disso. Mas não é porque a pessoa não está percebendo o que não está acontecendo. Olha que interessante.

Ainda que todos esses males não se percebam no momento em que se satisfaz o apetite, enquanto você está satisfazendo o apetite, enquanto você está se embriagando, enquanto você está se entregando à impureza, enquanto você está se entregando às brigas, você não percebe, embora isso aconteça. Porque o gosto dele, então, não dá lugar, mas antes ou depois, bem se sentem esses maus vestes. Antes ou depois, você vai sentir.

O que se dá muito bem a entender, porque aquele livro que mandou o anjo comer a São João no Apocalipse, a qual na boca lhe fez doçura e no ventre lhe foi amargo. Apocalipse capítulo 10. Apocalipse capítulo 10. Versículo 9.

Fui eu, pois, ter com o anjo, dizendo-lhe que me desse o pequeno livro. E ele me disse, toma e devora-o. Ele te será amargo nas entranhas, mas na boca doce como o meu. Porque o apetite, quando se executa, é doce e parece bom. Veja, a palavra de Deus, ela às vezes é amarga no começo, mas no final é doce. Olha lá.

Tome e devora, devora. Ele te será amargo nas entranhas. A palavra de Deus às vezes é difícil de a gente. Nossa, que palavra dura, que palavra pesada, que palavra forte. Mas depois ela se torna doce como mel. Olha o pecado como é diferente. Ele começa doce e termina amargo. Ai como é bom fazer a impureza. É, é doce, é doce, vai terminar amargo.

Ah, como é bom esse adultério, porque minha mulher não me dá valor, meu marido não me dá valor. Olha como é bom esse adultério. Ele começa doce, termina amar.

Porque o apetite, quando se executa, é doce, parece bom, parece bom, parece bom, mas depois se sente o seu amargo efeito, o que poderá bem julgar quem se deixa levar por eles. Embora não ignore que há alguns tão cegos e insensíveis que não sentem. Por quê? Como não andam em Deus, não percebem o que lhes impede de ir a Deus. E aqui nós temos o absurdo que São João da Cruz está trazendo.

Se você tiver o mínimo de docilidade a Deus, se você tiver o mínimo de docilidade a Deus, voltemos a Gálatas, capítulo 5, versículo 19, se você tiver o mínimo de amor a Deus.

você vai cair na fornicação. Porque quantas vezes você já pode ter caído nesse pecado? Eu não estou fazendo essa pregação para te acusar, para te condenar. Isso aqui são pecados da vida de muitos seres humanos, da maioria de todos nós. Dificilmente não tem um de nós aqui que não caiu em nenhum dessa lista aqui. Eu já caí em vários.

Não tem um de nós aqui, nenhum de nós aqui, eu, você, que não caiu em algum pecado dessa lista. Então, eu não estou fazendo essa pregação para te acusar, dizendo que você é o único que cometeu essas coisas. Agora, estamos dizendo o perigo que é cometer essas coisas. Então, quando a pessoa, ela comete a fornicação, o sexo fora do casamento, parece bom no começo. Ah, porque...

é uma forma de eu expressar meu amor. E você vai inventar um monte de argumento. Tudo mundano, não conforme a palavra. Porque a palavra de Deus está falando, não amor, fornicação é obra da carne.

Sexo fora do casamento é obra da carne. Impureza é obra da carne. Você vai inventar suas modas, você vai inventar suas teorias. E veja, parece bom, né? Parece, parece que essa impureza é boa. Parece que essa briga vale a pena. Parece que esse ciúme vai valer a pena. Parece que a ambição que eu tenho, esse amor ao dinheiro que eu tenho é bom. Parece que a bebedeira, neste caso que eu estou vivendo, é maravilhosa. Parece, parece, parece.

Mas depois eu vou sentir o peso disso. Depois eu vou sentir que cega. E depois eu vou sentir que eu tô sujo. Depois eu vou sentir que eu tô fraco. Depois eu vou sentir que eu tô aflito. Depois eu vou sentir que eu tô cansado na vida espiritual. Agora, São João da Cruz relembrou pessoas que não vão sentir nem antes, nem durante e nem depois. Aí a coisa é séria, meu amigo.

Aí a coisa, agora eu vou te falar, agora a coisa é séria. E é muita gente que não está tão afastada de Deus, ela está tão afastada de Deus, que ela não sente que o apetite cega, suja, enfraquece, aflige e cansa. Ela está tão afastada.

que ela vai fornicar, ela vai na impureza, na libertinária, na idolatria, na superstição, na inimizade, na briga, tudo isso aqui. E ela não sente nem antes, nem durante, nem depois. Mas a pergunta que eu faço é porque ela não sente que está tudo legal? Por que será que ela não sente? Abra sua Bíblia. Efésios capítulo 4, Efésios capítulo 4, versículo 19.

Por que será que ela não sente? Efésios 4,19, indolentes. Entregaram-se à dissolução, à prática apaixonada de toda espécie de impureza. Aliás, vou ler um pouquinho antes. Versículo 17 a 19.

Portanto, eis que o digo e conjuro no Senhor, não persistais em viver como os pagãos, que andam à mercê de suas ideias frívolas. E Paulo está. Vocês vão viver como os pagãos? Que estão centrados em suas ideias frívolas? Não, não façam isso.

O que está acontecendo com essa galera? O que está acontecendo com esse povo? Tem o entendimento obscurecido. Está vendo? Estão cegos.

Tem o entendimento obscurecido. Sua ignorância. Ah, são ignorantes. E o endurecimento do seu coração. Mantém-nos afastados da vida de Deus. Estão afastados da vida de Deus. E está tudo certo? Indolentes. Entregaram-se à dissolução. A prática apaixonada de toda espécie de impureza. Entregaram-se. E não sentem mais nada. Nem antes, nem durante, nem depois. Porque se entregaram.

Por que você ainda cometendo algum desses pecados, você ainda no final, no fundo, no fundo, você sente que não está fazendo a coisa que agrada a Deus? Porque você ainda não se entregou definitivamente a essas práticas. Agora, no caso aqui, são indolentes. Entregaram-se à dissolução. E a prática apaixonada de toda espécie de impureza. Eles se mantêm afastados da vida de Deus. Eles não querem saber da vida de Deus.

É essa a vida que você quer para você? Não, com certeza não.

Dos demais apetites naturais que não são voluntários, dos pensamentos que passam de primeiros movimentos e de outras tentações não consentidas, não trato aqui, porque esses não causam nenhum dos ditos males à alma. E aqui, olha que bonito São João da Cruz, para quem acha que está sendo muito duro, muito rígido, ele está falando assim, existem pecados que você faz que não são pecados voluntários, você não quis fazer, você não premeditou fazer, você... E aqui ele está falando de coisas...

que você nem se tocou que errou, muitas das vezes.

São tantas situações que a gente poderia ter feito diferente, a gente poderia ser melhor, mas a gente nem sabia o que fazer para ser melhor. Às vezes ele está falando aqui um pensamento que veio, um pensamento ruim, um pensamento errado, só que você não consentiu nele, você não alimentou nele. Ele está falando assim, gente, relaxa, isso aí eu não quero nem tocar nesse assunto, porque isso aí não vai causar nada para você, porque você não pecou, você não consentiu, você não alimentou, fique em paz, isso daí.

pensamento ruim, apetites naturais que não são voluntários, ou seja, eu tenho um desejo de impureza, tudo bem, você tem desejo, mas você não alimentou a impureza. Ah, veio um pensamento errado, beleza, veio o pensamento errado, mas você não alimentou esse pensamento. Então, fique em paz.

Embora a pessoa que os experimenta possa perecer que a paixão e perturbação que então lhe causam a sujam e cegam, não é assim. Antes lhe causam os proveitos contrários. Olha que São João da Côs está falando. Ai, Frei, mas quando, querendo ou não, o senhor está falando que eu não estou pecando quando vem um pensamento errado. Mas eu me sinto sujo, eu me sinto suja. Calma, você está se sentindo sujo, suja. Mas não é porque vem um pensamento errado que você já está sujo.

O que faz a tua alma sujar, cansar, cegar, enfraquecer, se afligir, cansar, é o que está em Romanos capítulo 6, versículo 12. Romanos capítulo 6, versículo 12. Não reine, pois, o pecado em vosso corpo mortal, de modo que obedeçais aos seus apetites. Então, o que muita gente pode se confundir? Que ter o apetite já é pecado.

Que estar sendo tentado já é pecado? Não, não é. O que é o pecado então, Freire? É quando você obedece. Então você tem um apetite da impureza. Calma. Todo mundo tem. Eu tenho um apetite para brigar. Tô com vontade de brigar. Eu tô com vontade de brigar. Calma, todo mundo tem. O apetite todo mundo tem. São João da Cruz tá falando, isso daí não vai sujar a sua alma. Ah, mas eu me sinto sujo porque... Não, aí você tem que entender que...

O que suja você é quando você obedece. Tô com vontade de brigar. Até agora não.

É o apetite, é a vontade. Mas eu não vou obedecer, porque Jesus falou que se alguém te bater numa face, oferece a outra. Pronto, quebrou, desmontou o pecado. Em São João da Cruz está falando algo lindo. Agora vai acontecer o efeito contrário, porque esse apetite, que por si só não é pecado, quando você não obedece, sabe o que aconteceu agora? Você ganhou virtude, você ganhou prêmio, você ganhou mérito.

E é por isso que Jesus deixa a gente ser tentado. Porque depois de uma tentação, depois de um combate, se eu vencer, eu ganho mérito.

Porque enquanto os resiste, olha que bonito, enquanto você resiste o apetite da bebedeira, o apetite da briga, o apetite do ciúme, conforme Galatas 5, 19, enquanto você vai resistindo a isso, você ganha fortaleza, ganha pureza, ganha luz, consolo e muitos bens, segundo o qual disse nosso Senhor a São Paulo, que a virtude se aperfeiçoa na fraqueza.

Então, você está experimentando a sua fraqueza. É ruim demais a gente sentir tudo isso. Sim, Romanos, ou melhor, 2 Coríntios 12, 9. 2 Coríntios 12, 9. Mas ele me disse, basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas para que habite em mim a força de Cristo. Você está experimentando as suas fraquezas.

O desejo de apetite, de fornicação, de impureza, de bebedeira, de orgia, de ciúme, de inveja, de ambição, é a sua fraqueza. Só que eu não vou alimentar isto. E aí você começa a experimentar a força, a força, a força, a força. Gente, esta foi a vida de todos os santos. Você pensa que os santos não tinham pecados?

Todos, vai ver a vida de todos, tinham pecados a vencer, tinham apetites a vencer, mas qual é o mérito deles? É porque eles não obedeceram. Francisco de Assis obedeceu, obedeceu os apetites até um dia que ele falou, chega. Santo Agostinho, foi mundano, chegou um dia que ele falou, chega, basta, não vou obedecer mais os apetites. Mas os apetites voluntários causam todos os ditos e males e ainda mais. Agora, aí vamos separar uma coisa da outra.

Existe o apetite que ele vem sem eu querer. Não fui eu que pedi, não fui eu que fui atrás da fornicação, não fui eu que fui atrás da ambição. Não, ele vem, ele apareceu do nada aqui. Eu não tenho como controlar isso. Eu não tenho como controlar não chegar a nenhum pensamento errado, não chegar a nenhum desejo errado. Eu não tenho como controlar isso. Mas aí tem uns que não é o que eu não posso controlar. Os apetites voluntários. É aquele que eu busco.

É aquele que eu busco. Eu quero a impureza. Ah, eu quero impureza, então eu vou pegar agora o meu celular. Eu quero ver, eu quero. Veja, eu ainda nem vi, mas eu quero ver. Então, os apetites voluntários causam todos os apetites e males, ainda mais. Então, quando eu quero e aí eu executo, aí esse apetite vai causar dano para a minha alma.

Por isso, o principal cuidado que tem os mestres espirituais é mortificar logo os seus discípulos de qualquer apetite. E São João da Cruz vai terminando dizendo assim, olha, por isso, se você cuida da alma de alguém, se você é um mestre espiritual, cuide de mortificar o seu discípulo. Conforme está em Colossenses, capítulo 3,

Colossenses capítulo 3, versículo 5. Mortificai, pois, os vossos membros no que tem de terreno, devassidão, impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Destas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.

Outrora, também vós assim vivias, mergulhados como estáveis nesses vícios. Agora, porém, deixai de lado todas essas coisas, ira, animosidade, maledicência, maldade, palavras torpes da vossa boca, nem vos enganeis uns aos outros. Vós vos despistes do homem velho com os seus vícios, e vos revestistes do novo, que vai se restaurando constantemente a imagem daquele que o criou, até atingir o perfeito conhecimento, que é o que a gente quer aqui, a perfeita união com Deus.

fazendo-os ficarem vazios do que lhes apetecia. Então, o que eu tenho que fazer? Me esvaziar dos apetites que me apetecem. Para livrá-los de tanta miséria, para que a gente fique livre da cegueira, da sujeira, do enfraquecimento, da aflição, do cansaço. Eu termino com 2 Coríntios.

2 Coríntios capítulo 5, versículo 17, isso tem que acontecer na sua vida. 2 Coríntios capítulo 5, versículo 17, todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho, eis que tudo se fez novo.

Então não tem como estar com Cristo e estar ainda na velha criatura. Não tem como. Segundo a Bíblia, todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Frei, mas eu sou de Cristo e ainda não sou uma nova criatura. Eu sou velho. Então é que você se engana que você está em Cristo. Você não está em Cristo. Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Em outras palavras, não tem como estar em Cristo e estar velho. Como assim uma pessoa está em Cristo e está velha?

Não tem como. Não tem como. Cristo muda a tua vida. Cristo transforma a sua vida.

Eu não estou dizendo que você não tenha pecados. Aqui não é uma pessoa impecável. Não estou falando assim. A Bíblia não está dizendo assim. Todo aquele que está em Cristo não peca mais. Não está dizendo isso.

Mas é um pecador que busca sua conversão diária. É um pecador que não aceita o seu pecado. É um pecador que não aceitou o pecado como forma de vida. Aqui não. Aqui tudo que está em Cristo é uma nova criatura. Eu procuro ser novo todos os dias. Passou o que era velho. Eu não quero mais viver as coisas velhas. Eis que tudo se fez novo. Deus tem coisas novas para a sua vida. Deus tem coisas novas para a sua história. E eu quero louvar a Deus porque nesta quaresma...

Muitos de vocês, muitos de nós, vamos experimentar uma novidade de vida. Eu, às vezes, olho os comentários de vocês nas redes sociais e é tão bonito ver algumas pessoas dizendo, Frei, essa quaresma está mudando a minha vida. Meu jeito de pensar, meu jeito de olhar, meu jeito de me comportar. E o que ela está querendo dizer? Eu estou sendo uma pessoa nova.

Eis que o que era velho passou, eis que tudo se faz novo, e é isso que era pra acontecer, e não foi uma obra minha, é uma obra de Cristo na sua vida, eis que tudo se fez novo.

Assim eu termino. Sem dúvida alguma, uma das mais difíceis pregações que eu tive que fazer aqui para vocês, porque foi difícil explicar tudo isso. Para quem está acompanhando todas as outras, creio que vem na sequência bonitinha, tudo certinho. Na próxima pregação, que será a última, nós vamos dar aquele desfecho final. Amanhã, então, a última pregação. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.