EV 160 - A Mídia Física NÃO PODE M0RR3R (Feat. Gigito - VHS Break e Júlio Macoggi - Novelacast)
Neste episódio, a conversa gira em torno de uma pergunta que muita gente já tratou como respondida… mas talvez cedo demais: a mídia física realmente morreu — ou a gente só parou de olhar pra ela?
Para esse papo, recebemos dois convidados que vivem esse universo na prática: Gigito, do canal VHS Break, e Júlio Macoggi, do Novelacast e Radiofobia.
Entre histórias, nostalgia e boas provocações, a gente mergulha no valor das mídias físicas em um mundo dominado pelo streaming. Afinal, o que significa realmente “ter” um filme hoje em dia? Será que estamos trocando posse por conveniência sem perceber? E mais: será que estamos perdendo algo importante no caminho?
O episódio passeia por memórias afetivas, debates sobre qualidade, preservação e até umas boas verdades que pouca gente gosta de ouvir. Tudo isso, claro, com aquele clima descontraído e caótico que você já conhece.
Se você já rebobinou fita, organizou coleção ou simplesmente sente que tem algo estranho nesse mundo onde tudo pode sumir com um clique… esse episódio é pra você.
Dá o play e vem pra conversa.
Quer conhecer o canal do Gigito, vai em: https://www.youtube.com/@VHSBREAK
- Mídia Física vs. StreamingNostalgia e valor afetivo da mídia física · Qualidade de imagem e som em mídias físicas · Preservação histórica e cultural da mídia física · Disponibilidade de conteúdo em streaming · Monopólio de conteúdo por grandes empresas · O futuro da mídia física
- Colecionismo de Mídia FísicaHistória do colecionismo de VHS · Colecionismo de DVDs e Blu-rays · Dificuldades e desafios do colecionismo · Raridades e itens de colecionador · Obras perdidas e mídia física como registro
- Transição VHS para DVDImpacto da chegada do DVD · Novidades tecnológicas do DVD (menus, extras, legendas) · Comparativo entre VHS e DVD · O fim das locadoras de VHS
- Pirateria e Acesso a ConteúdoJustificativas para a pirataria · Conteúdo indisponível em streaming · Diferença entre pirataria de grandes estúdios e independentes · Acesso antecipado a conteúdo
- Filmes Marcantes e Memórias AfetivasFilmes marcantes da infância e juventude · Memórias ligadas a fitas VHS · Filmes que influenciaram a vida pessoal
- Chocumentários e Filmes ProibidosGênero chocumentário · Filmes de terror e conteúdo chocante · O caráter proibido e sinistro de certos filmes · Coleção de chocumentários
- Tecnologias de Mídia Física ObsoletasBetamax vs. VHS · HD DVD vs. Blu-ray · LaserDisc
- Gravações Domésticas e Memórias PessoaisGravação de fitas VHS da TV
Fala, seu desajustado, GG. Cara, assisti o último episódio do Encontroverso. Muito bacana. Lembrei do Full Throttle, que era point click famoso. A gente vinha no kit multimídia de muita gente ali dos anos 90. Você comprava aqueles kits multimídia da Creative, Sound Blaster. E via com alguns jogos. Dark Forces, Full Throttle, Sibéria. Jogos assim, abandonados total, né?
Na Full Throttle ainda fizeram um remake, uma remasterização decente para as plataformas atuais, sei lá, tem uns 10 anos. Inclusive essa coisa das revistas de CD-ROM é tipo uma desculpa para você vender um...
um jogo que não pode ser vendido, né? Porque é um demo, uma demonstração. A galera não tinha internet o suficiente pra você baixar um jogo daquele tamanho, né? Não ia demorar dias, semanas pra terminar de baixar cada jogo. Botavam no CD, era tudo demo. E a desculpa, você tá vendendo? Não, você tá vendendo a revista. Tá falando pela revista, o disco é de bônus.
Olá e bem-vindos ao Encontroversa, o podcast mais analógico da podósfera. Aqui discutimos tudo.
Olá e bem-vindos ao Em Controverso, o podcast mais analógico da podósfera. Aqui discutimos tudo o que pode causar controvérsia ou não. Então sente-se, relaxe e prepare-se para se juntar à nossa conversa. Quer nos ajudar a criar uma pauta? Escuta a dica da assistente mais retro raiz da podósfera.
Fala galerinha do Encontro Verso. Queria convidar vocês a escutar o podcast do Encontro Verso. O melhor podcast da Pada Sfera. Quem quiser sugerir um tema, é só mandar lá no nosso e-mail ou então no site. E quem quiser apoiar o Encontro Verso, é só entrar no site do E-Apoios.
www.apare.se barra encontroverso você pode apoiar o nosso podcast a partir de 2 reais um super beijo, um bom podcast pra você, beijo, boa noite tchau
Eu sou o Santiago e, se depender de mim, vai ter gente rebobinando fita até 2050 só pelo prazer. Oi, eu sou o Iá, ô filha da puta. Não, é o GG. Eu sou, você não falou nada, Cacai? É o GG. E lá, Iá. A essa altura do campeonato. 0-2, 10 anos de curso 0-2 e tu mete uma dessa porra. 160 episódios e ela ainda vai nessa, mas vai, GG. Porra, 0-2. 20 anos de curso, porra.
Fala, seus desajustados aqui, quem fala é GG, eu sou o cara retro. Tony. Eu posso falar, ela vai me interromper de novo.
Fala, meu povo, aqui é Tony Farias e eu me perdi aqui depois dessa proeza. E a Ara? Ah, que bosta. Oi, pessoal, aqui é a Ara e eu já paguei muita multa por não rebobinar a fita. Irresponsável. Bom, galera, e hoje nós temos dois convidados de peso pro assunto que a gente vai falar. Nós vamos falar hoje, você já deve ter visto o título do episódio, então nós vamos falar de mídia física, porque a mídia física não pode morrer.
E para falar sobre esse assunto, a gente trouxe dois caras que são colecionadores com orgulho e um deles tem um dos melhores canais do YouTube. Quem ainda não conhece, por favor, vai lá, se inscreve, deixa like, compartilha, comenta, porque o canal dele, cara, é uma verdadeira máquina do tempo. Você viaja no tempo assistindo aos canais dele.
que é Gigi do VHS Break. Salve, salve pessoal, Gigi do canal VHS Break, como já foi bem apresentado aí. Valeu pelo elogio também. E, bom, mídia física, minha paixão, especificamente o VHS, mas eu acho que o VHS é um... Meu amor pelo VHS é um resumo pela mídia física no geral, e toda a importância que ela tem e o que ela representa para todos nós também. E eu acho que o papo vai ser bem legal, vai ser bem descontraído. Estou muito feliz de estar aqui. Valeu pelo convite.
Oi, Gigi, posso perguntar uma coisa? Diga. Você prefere duas cabeças ou quatro cabeças? Ih, rapaz, aqui na Bahia a gente falaria lá ele, né? Cuidado com o Gegê, viu? O Gegê, ele tem esse... Eu nunca vi o Santiago tão desesperado tentando deixar as coisas com controle em ordem. Filho, você tá tentando...
Você tá nitidamente tenso. Essa risada dele foi uma risada de nervoso. O fator Lael e do GG é nível quinta série, viu? Não, a gente é terrível. Não é o GG, não. E eu também, tá? Ele vai tentar fazer o de que a gente é comportado, mas a gente não é. A gente é terrível. Eu sou da Bahia, eu tô bem treinado com o Lael, então não caio fácil, não, hein?
Vem da raiz, né? O Lael é baiano, né? Exatamente. Lael! E, para completar o time, essa voz que vocês já conhecem, esse cara que já esteve aqui conosco algumas, muitas vezes, como é que ele se denomina? Putinha de podcast, é, Júlio? Putinha de podcast. Convidou, eu estou vindo. Se bem que aqui eu tenho sido menos convidado. Eu já deixo aqui o meu disclaimer.
A reclamação, né? Direto de Salto, em São Paulo. O cara que está lá no Bondcast, que está no Novelacast, que está no... Radiofobia. Está no Radiofobia. Está onde mais, Júlio? Ah, eu estou onde me convidarem, eu vou. Está onde convidarem? Está no Perspectivas Adulteradas. Estou aqui, estou no Perspectivas. Exatamente. Eu estou, em todo lugar. Júlio Macói. Se o Gigi abrir um podcast aí, pode me chamar que eu vou também. Opa, já está anotado, hein?
Olha, eu queria dizer o seguinte, que se você, caro ouvinte, nunca comprou uma mídia física, se prepara, porque o futuro vem aí, e o futuro tá no passado. É verdade. Você está no Encontroverso, o podcast onde todos os temas se convergem. Se convergem.
Você já pode comprar os vídeos Disney nas melhores lojas e tê-los na sua casa para ver e rever na hora que quiser. Esta fita você não precisa mais devolver. Ela vai ser sua para sempre.
Eu queria começar ouvindo do Gijito. Ô, Gijito, de onde foi que veio essa paixão pela mídia física e a ideia de montar o VHS Break? Bom, é curioso, né? Porque até 2020 eu não tinha mais olhos para a mídia física, né? Por muito tempo, para mim também, como muitas pessoas ainda pensam, né? Para mim o mundo era digital e é isso aí. Mas é curioso porque em 2020, ali no final de 2020...
eu comecei a ficar com um pensamento recorrente na minha cabeça. Porque vinha esse pensamento de eu comprar algumas fitas e um aparelho videocassete, né? E eu pensei... Sabe quando só vem na cabeça e sei... Beleza, só foi um pensamento. Mas por algum motivo, no dia seguinte, em algum momento do dia, voltava esse pensamento. Daqui a dois dias voltava de novo o pensamento. Até que um dia eu percebi que era um pensamento que não era só um temporário, parecia uma mensagem vinda de algum outro lugar insistindo pra eu...
comprar VHS, eu entrei no site de anúncios e fiz uma pesquisa, vi que tinha uma cidade aqui ao lado, um cara vendendo um videocassete, eu resolvi arriscar e fui lá. Comprei, o cara já me deu uma fita junto, do Timão em Pumba, o desenho do Timão em Pumba, inclusive, e eu voltei e foi curioso porque eu montei aquele videocassete, coloquei a fita do Timão em Pumba e assisti um desenho animado do Timão em Pumba do início ao fim, com sorriso no rosto. E quando eu tive contato de novo com todos aqueles...
artefatos sonoros de um aparelho videocassete, o som da fita entrando, rebobinando e tal. Aquilo reviveu dentro de mim uma paixão que eu já tinha há muitos anos atrás, que vinha com essa relação da mídia através das locadoras. E eu percebi que, na verdade, eu sempre... Não era só o fato de assistir o filme, era o fato de assistir aquilo através da mídia física. Ali eu me dei conta, né? Que é uma outra relação que a gente tem. E a partir daí, comecei a ir atrás de mais fitas, comecei a colecionar e deu no que deu, né?
Ei, Gigi, mas essa tua colocação aí, quando tu comprou o videocassete, tu ligou ele numa TV moderna? Como é que foi? Ou tinha uma TV antiga? Eu liguei numa TV moderna, sim. Tinha ainda as entradas, né? E tudo mais. O do cabo a ver, apesar de ser uma TV bem moderna já. Ainda tinha entrada a ver? Sim. É uma TV moderna, mas não é de última geração, né? Então ela tava ali no meio do caminho, vamos dizer assim.
Eu tenho curiosidade, porque é uma TV de LED ou então LCD, né? Se fosse uma mais antiga. Como é que fica a imagem do videocassete nesse tipo de TV? Ela fica melhor ou pior? É. Fica pior que a TV de tubo. Tem muitas razões pra isso, né? Na forma que a imagem é processada numa TV dessas e tudo mais.
mas dá pra assistir, tá? Também não fica algo completamente inacessível, não. Dá pra você colocar e assistir, né? Pra quem assistiu filmes em fita VHS, em TVs de tubo, né? Não é uma experiência pior do que aquela. É uma experiência que eu vou dizer igual. Eu não acho que fica pior, eu acho que fica igual...
aquela que a gente tinha. A TV de tubo, ela tinha uma tecnologia, Júlio, que ela meio que complementava os pixels, assim, o que seria pra TV de LED os pixels, né? Que causa estranhamento no VHS nas televisões normais.
é a proporção da tela. Porque a proporção é 4x3 e as televisões são 16x9. Então é o que me causa mais estranhamento. Mas em relação à qualidade, eu acho que dá pra assistir normal. Claro que não esperem nada maravilhoso, mas...
Alguém que queira entrar de cabeça no hobby, o ideal é o pacotão, né? TV de tubo e videocassete, né? Uma TV de tubo antigona, daquelas 29 polegadas, sempre Toshiba, tela plana. Não precisa ser tela plana. Eu diria assim, a fita e o videocassete, a TV dá pra assistir na TV atual. Eu não acho que fica igual. Na minha opinião, fica pior um pouco a imagem. Mas dá pra assistir tranquilo. É o que eu disse, não é nada que fica inacessível, inassistível, não. Você consegue assistir tranquilamente, você vai entender tudo que tá em tela.
Agora, em relação à proporção, na TV atual dá pra você deixar a proporção 4x3 nas configurações também lá da TV, né? Ah, sim, isso sim. Mas dá, assim, se você quer experiência fiel e você assistir na melhor qualidade, uma TV de tubo é aconselhável. Mas você pode ser feliz da vida, assistindo VHS, no videocassete, com a TV moderna também não vai ter problema.
Bom! Cara, e eu queria fazer a mesma pergunta pro Júlio. Júlio, como foi que você começou a sua coleção, no caso do Júlio, pessoal? O Júlio coleciona DVDs e Blu-ray, né, Júlio? Mas eu tenho VHS também. Tem VHS também? Tenho! Opa! E como foi que começou essa coleção?
Olha, o primeiro videocassete que eu comprei, na verdade não foi o que eu comprei, né? Porque eu tinha nove anos. Foi em 1986. A família foi fazer uma viagem, nós fomos para os Estados Unidos e tal, né? Outros tempos, outras eras, né? E aí o meu pai trouxe um videocassete. Um real, né?
Imagina, nem era real na época 86, antes ainda Sei lá que moeda que era Cruzeiro real ou cruzado, acho Acho que era cruzeiro real Eu sei que a gente trouxe um videocassete e trouxe uma câmera também Aquelas que colocava Que era de fita VHS também E o primeiro filme que eu lembro de ter alugado Na Videomunque Ela chamava Videomunque Eu lembro até hoje o nome dela Era um filme chamado Sem licença para dirigir Eita, esse filme é bom, velho Eita, esse filme é bom
É um filme com o Corey Ham, dessa época aí, final de 80 e tal. Eu lembro disso aí. E aí o que acontece? Num determinado momento das locadoras, elas modificaram os seus acervos de fitas piratas para as fitas chamadas seladas. Não sei se vocês conhecem esse termo, talvez o Jijito saiba aí, né?
Então as fitas seladas eram as fitas que tinham lá o selo da empresa detentora dos direitos. Sony, Warner, Paramount, sei lá. Enfim. Era a fita original, né? É, a famosa fita original. A fita original era a fita que a gente chamava de fita selada.
Eu me lembro que tinha tipo um pinguelinho na ponta da fita que você podia quebrar, né? Pra ela poder não ser gravada. Quando você comprava uma fita pra você gravar em casa, a trava, chamava trava, né? Ela vinha, ela tava ali como parte da fita inteira. Se você gravasse algo que você não quisesse que fosse apagado, né?
Aí você quebrava a trava, e aí quebrando a trava, você não conseguia mais gravar. E isso acontecia também na fita cassete. Nada que um pedacinho de papel... Ah, durex. Um durequinho, pô, um durequinho resolveu qualquer coisa. Muito fácil pra burlar, né? Exatamente. Eu lembrei dessa história de trava física, eu acho que era nas fitas do Super Nintendo. Fita cassete.
também tinha isso. Não, os cartuchos. Cartuchos do Super Nintendo tinha, né? Na verdade, o Super Nintendo não. O Super Nintendo era o seguinte. Nos consoles japoneses, ele vinha, dentro do console, ele vinha essa trava. E aí era o contrário. Você quebrava no console a trava, porque aí encaixava a fita ocidental. Então a fita americana, ela era diferente da fita japonesa, o formato dela, por causa disso. A fita japonesa é aquela redonda, né?
A redonda, e a americana é a quadrada. Isso, isso. Eu sei que aí, voltando na história, né? Aí, todas as vezes que eu alugava a fita, e eu levava a fita rebobinada, e a Ara falou, né? Paguei muita multa, né? Sobre fita não rebobinada. Todas as vezes que eu devolvia uma fita rebobinada, eu ganhava um ponto da locadora. Até a gente trocar o aparelho, porque o mais novo ele rebobinava sozinho.
Era alto ou reverso? Ah, é, é isso aí mesmo. Eu sei que quando a fita acabava, que ela passava toda e acabava, ela voltava sozinha, mas se você desce o stop no final, ela não fazia nada, você tinha que retornar. Isso, você tinha que esperar ela acabar. É, e aí então, o que acontece? A cada ponto que eu ia juntando, quando eu fazia um determinado número de pontos, não vou lembrar, 10, 20, não sei, eu ganhava a alocação de uma fita.
Só que essa locação que eu ganhava da fita não me eximia de ter os meus pontos somados pra que no final de um determinado ponto eu ganhasse uma fita. Boa. Dessas que eram da parte do pirata e que estavam sendo trocadas pelas fitas originais. Eu sei que eu fiz lá 100 pontos, 200 pontos, 500 pontos.
mil pontos, eu não sei. Eu ganhei uma fita. E eu cheguei lá, fui com os meus pontos, fui resgatar a minha fita. E eu comprei meu primeiro filme da minha coleção, que era uma fita não original, que era do filme Bom Dia, Vietnã. Esse foi o meu primeiro filme e eu tenho ele até hoje em VHS. Legal. A tua primeira fita ainda tem? Tenho. Tenho. Tenho. Tenho sim. Caraca.
Aí acontece o seguinte, né? Os VHS, você perguntou se eu tinha VHS, Santiago. Eu tenho uma faixa de 400 a 600 VHS, mas eles já não estão mais comigo, assim. Eles estão guardados num lugar que eu tenho fácil acesso. Não é dentro da minha casa, é num outro lugar, mas eu ainda tenho toda a minha coleção de VHS. Eu tenho alguns comigo.
Local de localização desconhecida, para terceiros. Não, não é desconhecida, não. É um quartinho na casa da minha sogra que não tem nada. Eu fechei as caixas e falei, vou levar, vou deixar. Ela falou, pode deixar e tá lá. É um bunker. É um bunker, exatamente. Quando você percebe que a coleção tá saindo do controle é quando você fica arranjando quartinho na casa da sogra pra botar as caixas lá, né? Isso é verdade. Gijito, você já chegou nesse número, Gijito, de alugar o quartinho na casa da sogra?
Cara, não da sogra, mas minha mãe esteve aqui final de semana passado. Eu pedi para ela levar para casa dela quatro caixas. Pagou um frete para a mãe. É isso mesmo. Porque está começando a complicar. Já está em quantos, Gigi? Está em coleção? Cara, eu vou te dizer assim, ó. Minha coleção está dividida hoje em filmes, em gravações da TV.
Então aí são muitas coisas, tem de tudo. Fitas de gravação da TV, né? Que é outro aspecto do VHS, né? Ele não só trouxe os filmes pra nossa casa, mas com o possibilitou que a gente gravasse a TV também, né? E a gente ficasse independente da programação da TV, né? Isso foi muito revolucionário. Na verdade, a principal propaganda do VHS no início era isso, não eram nem os filmes, porque os filmes levaram um tempo a mais pra serem licenciados mesmo.
Porque teve uma guerra, né? Na verdade, as empresas de Hollywood, as produtoras, achavam que o VHS ia matar o cinema, né? E acabar com o lucro deles. Então, o VHS começou, de fato, a ser divulgado como grave a programação da televisão. Depois entrou a questão dos filmes, né? E...
E assim, eu acho muito interessante essa parte porque eu faço questão de colecionar fitas gravadas na TV porque pra mim é um recorte da história da televisão, um recorte do que a gente assistia na época, do que a gente tinha que estar na frente da TV pra não perder aquilo, né? E quando a gente vê isso em VHS hoje, tem tanta coisa que nem os canais às vezes tem mais, né? E a gente encontra em VHS, né? Lost Medias e tudo mais, né?
Podia ter gravado a banheira do Gugu, né, cara? Perdi essa... Ah, com certeza alguém gravou.
Tem tudo que você imaginar. Hoje, se você entra no YouTube, por exemplo, e você vai procurar um episódio, um capítulo de uma novela, ou uma novela que você não vê há muito tempo e você lembra dessa novela e você vai procurar no YouTube, via de regra, você tem uma identificação ali de que aquilo veio de uma fita VHS. Perfeito. De uma gravação. Pode ter certeza. Você tem ou uma data e hora.
que ficava impresso na gravação, ou você tem um ajuste de tracking, né, Gigi? O tracking, o auto-tracking... Exatamente. O auto-tracking, aí você percebe. Então, assim, ainda hoje é um...
um celeiro da história perdida da televisão que às vezes nem mesmo a própria televisão tem. São gravações de pessoas que fizeram. As quartas-feiras, né, Gigi? Tu faz as lives. Agora tá nas sextas. Pois é, antes ele fazia as quartas-feiras, agora na sexta ele faz lives justamente vendo essas fitas que a galera gravou com Lost Mídias. Inclusive já rolou problemas relacionados com algo semelhante à banheira do Gugu, Gigi. Já, pior. Tá lá uma firme pra...
transmitiram a live e rolou algo que não deveria rolar no YouTube. Que demais! Exatamente. Vou assistir as lives agora. Eu tenho, no YouTube, eu subi a fita VHS da gravação da minha viagem para os Estados Unidos em 1986. Meu pai comprou a câmera. Sensacional.
Meu pai filmou, e assim, com um amadorismo gigantesco, porque, né, naquela época, quem que sabia operar uma câmera? Sabia nem que botão tinha que apertar, né? Ainda meu pai não falava inglês, eu não sei como é que ele conseguiu operar a câmera de alguma forma. E aí eu peguei essa fita, que eu tenho essa fita de VHS até hoje, essa é uma das fitas que eu mantenho aqui dessa filmagem da minha viagem de 1986.
Eu converti ela no digital e, convertendo ela no digital, eu subi ela no YouTube pra ter... Pra ficar lá. E nunca... E tem música, músicas... Tem Van Halen, tem que tocar, que tava tocando lá, né? E nunca recebi strike nem nada, porque, obviamente, quem que tá vendo ali? Eu, né? Eu, de vez em quando, vou lá ver. Mande-nos o link que a gente... Que a gente mostra pro pessoal aí, pro nosso ouvinte.
Não, é legal pra caramba. É um registro histórico de uma outra época, né? Isso pra mim é voltar no tempo, de certa forma, né? A gente ter esse contato de novo. E eu acho muito interessante porque eu pego fitas variadas, assim, de gravação da TV. E, às vezes, eu já peguei fita, assim, de um senhor que tinha falecido e a família estava querendo se livrar. Então, eu tenho aqui todo o acervo que era dele, né?
Aí pego de outra pessoa que assistia um outro tipo de programação e você vê lá gravado o que a pessoa gostava de assistir. Acho bem curioso, né? E aí, só pra terminar de responder a questão, entre essas fitas que eu tenho, eu só contei as de filme. E, assim, tem um ano e meio, dois anos que eu contei, eu tava perto das 600. Com certeza, eu já adquiri muito mais agora. Então, assim, ou eu tô perto das mil só de filmes, ou já tô aí quase lá, né?
Eu acho que filmes ainda não cheguei nos mil não, mas tô perto. Se for juntar com a cita de gravação da TV, aí lascou. Com certeza passa de mil, né? Então tô num ponto que eu já decidi. Eu não quero mais comprar nenhum armário, nenhuma prateleira, nada. O limite é esse aqui. Se eu quiser adquirir... Nem alugar um apartamento maior, né? É, não, não. Se eu quiser adquirir novas fitas, eu vou ter que dar um jeito nas que eu já tenho, né? Então eu botei essa regra aí.
Vamos fazer uma rifa aqui, uma apostinha aqui, uma fezinha. Gente, entra a gente. Vê quem vai bater mil primeiro, o Júlio ou o Gigi. Olha, em VHS eu não sei, mas em DVD e Blu-ray eu já passei. Pronto. Era essa pergunta. Cara, eu acho que se eu pegar em VHS... VHS eu não tenho mais nenhum. Eu tinha essa VHS que eu mandei de presente pro Gigi, mas DVD...
e Blu-ray, eu devo ter na casa de umas 400, mais ou menos. Porque eu tinha muita série. É, muita coisa. É, assim, uns 400 a 500, eu tenho novela, por exemplo, eu tenho o Rock Santeiro, o box da novela. Eu não comprei, você não comprei. Capítulos, DVD. Então, eu também tenho algumas coisas, também gosto de colecionar. Os demais aqui, tem GG, Tony e Yara, né? Eu sei que nós três aqui, eu, Júlio e... Deve ter umas quatro. O que, GG? DVD, Blu-ray...
DVD, Blu-ray, fita, tudo. Deve ter umas quatro ali. Não era o seu hábito não colecionar? Mas é umas quatro fitas ou umas quatro estantes? Não, uns quatro fitas. Eu sou adepto do programa 5S, né? Se eu passo mais de um ano sem usar, eu passo pra frente, irmão. Ah, boa. Eu passo pra frente. Eu não consigo fazer isso. Infelizmente. De jeito nenhum.
Cara, Blu-ray, eu tenho um só, porque veio junto de um jogo que eu comprei. É um filme, uma animação do Batman. DVD, eu tenho alguns, mas a maioria tá na casa dos meus pais. Acho que eu devo... Eu não chego até 20, acredito eu. Então, pra eu chegar perto do Julho, bicho, é surreal. Eu não quero não comprar essa briga. Inclusive, eu tinha uma coleção de CDs de música, né? A resta eu dei pro meu pai. E você, Yara? A coleção era grande.
Eu acho muito legal o colecionador ter consciência do que ele tem, né? Porque, assim, eu parei de contar quando eu tava ali perto das 600. Tudo isso? E já tem uns dois anos isso. Porque eu tava catalogando todas as fitas. Não só a quantidade, mas eu achei um programa de locadora e falei, vou catalogar tudo nesse programa de locadora, né? E é um programa de MS-DOS ainda. Eu tive que emular.
Nossa, eu imagino qual é Maravilhoso, assim, eu falei, caramba Eu também tô imaginando a interface dele aqui Pois é, tudo quadriculado Aquela coisa bem antiga, que você nem vai no mouse Você tem que se virar mais ou menos ali no teclado Faz tempo Olha, eu vou ser sincero, eu já tentei umas três vezes Catalogar tudo que eu tenho, eu não consigo É, mas eu acho importante, sabe por quê? Eu consegui todas até aquele ponto Aí começou a vir E eu sempre falava, ah, depois eu entro no programa E faço do resto E aí
Só começou a vir, acumulou, acumulou, já fui distribuindo aqui, já não sei mais qual eu cataloguei, qual tá faltando, então já me perdi todo. Mas eu acho muito importante a gente ter essa noção de quantas fitas a gente tem, né? E eu tenho uma coisa que eu fiquei pensando, putz, era pra eu ter anotado isso desde o começo, quanto eu paguei em cada fita, pra eu saber quanto eu já gastei com fita. Não faça isso. Porque eu não sei dizer.
Cara, não faça isso não, vai. Faça isso não, vai. Ó, eu sou psiquiatra, cara. Eu vou... Siga a dica do psiquiatra. Não faça isso. Não faça. Errou feio, errou rude. Eu separei algumas raridades que eu tenho aqui pra mostrar. Vou mostrar mais pra frente, né? Mas eu tenho... Aqui, por exemplo, ó. Eu tenho um aqui, ó. Que é uma raridade que eu tenho. Que é um documentário da Panair, que é uma empresa brasileira, né?
Ele tem uma etiqueta de preço aqui, ó. Paguei 20 reais. Esse é um DVD ou um Blu-ray? 20 reais. Esse é um DVD. Esse é um DVD. Mas eu tenho muitas fitas que eu compro. Muitas fitas. Muitos DVDs, muitos Blu-rays que eu compro. Eles são já de segunda mão. Eles são de cebos e tal. E tudo vem com preço, né?
E eu tenho, por princípio, não comprar nada no lançamento. Nada eu compro no lançamento. Exceto o controle do 007 do PS5. Que eu não comprei ainda. Vou esperar baixar ainda. Mas já tá no carrinho. Talvez na Black Friday eu compre, porque tá caro, pra cacete. Mas nem James Bond, eu não compro nada no lançamento. Ah, um box que eu tenho de DVD, Júlio, é aquele box que saiu com todos os James Bond.
Eu tenho também. Eu tenho também. Eu tenho o Blu-ray, que é um livreto. É o meu primor da coleção. Não tá nem aqui perto. Ele tá escondido. Ele fica escondido. É o meu tesouro. É aquilo. Eu não ponho nem... Não fica nem em display, nem nada.
E a Yara tá muito calada, eu queria saber dela. E aí, Yara? Lá no Corg, tem alguma coisa ainda guardada? É, eu tava pensando aqui nisso, porque... O que acontece? Pra minha mãe, relíquia, são coisas diferentes. Eu sei que ela tem umas coisas da época do meu avô, umas argolas da mula, de não sei o que lá. Eu não sei nem se aquilo tem valor, mas na cabeça dela tem. A mula de balaão.
É, deve ser. Mais uma vez. Um estrivo, que não sei o que lá. Ela tem umas coisas mais assim, mais da roça. Então eu acho que na cabeça dela, ela não era muito de guardar. Só que lá em casa tem de tudo. O que eu acho que tem de VHS, pode me corrigir, é uma fita do Rei Leão verde. Sim, acho que era verde. Geralmente as da Disney, elas vinham verdinhas. Então, era uma só. Eu lembro de assistir o filme do Pateta. Pateta.
E Max... Legal, eu adorava. Tinha um filme, tinha um filme, um filme que eu e meu irmão, a gente assistia todo dia no horário político, que a gente não queria ver coisa. Eu lembro, assim, dessa. O Veloz e Furiosa 1, que a gente também ficava vendo na fita. E eu sei que tem, eu não sei como é que chama, né? Aqui tem gente pra explicar. Quando você gravava aquela, só o meinho, assim, e aí você coloca... Pra reproduzir, você tem que colocar numa...
A fita pequena que tu diz? É isso, isso, isso, isso. É aquela fita, Digito, que ela só tem um lado que tu precisa de um adaptador, que até que tu usa na tua câmera. Isso, isso. Isso, é, que você tinha que colocar no adaptador. Só que a gente tem isso, mas não tem o adaptador, porque alguém gravou um aniversário e não tem. Eu tenho um adaptador, Yara. Não sei onde tá, mas eu tenho. Olha só. Era o que eu ia falar. Se você quiser digitalizar isso, o Digito faz isso. Só mandar, só mandar.
Então, o meu marido, ele fez isso com... Porque quando ele nadava, ele era criança, tá tudo filmado, todas as competições. Ele conseguiu passar tudo mesmo, digitalizou tudo. Que massa, que massa. Mas tá tudo lá na minha sogra, né? Aqui no apartamento não cabe mais nada, mais nada.
É, mas é o que eu lembro, porque minha mãe não considerava guardar essas coisas. E é muito triste, porque eu lembro da gente jogando fora, porque a gente também era besta, né? E teria muita coisa lá, viu? Meu pai tem um disco, um disco vinil, do filme do Bang Bang, aquele antigo. Ele tem, ele é menorzinho, assim, ó. Sim. Tá lá, mas se deixasse...
jogava embora. Ah, não, mentira, ele é grande. É o do Dire Straits, que é pequenininho. O do Bang Bang, do filme Bang Bang Italiana lá, ele é grandão. Mas eu já não sei mais, porque minha mãe, pra ela, essas coisas não...
Mas isso é normal, essa coisa de jogar fora, né? Porque a gente percebe certos valores depois, né? Quando a coisa passa e passa o tempo, né? E tudo mais. Só que quando a gente tá vivendo no tempo presente, muitas vezes a gente pensa assim, pô, VHS, tô cheio de VHS aqui. E aí, o que eu faço? Ah, vou jogar fora porque já já os videocassetes já não existem mais. Você só tem como assistir DVD. Então é natural que a gente acabe fazendo esse tipo de coisa, né? Faz sentido.
Eu tenho uma felicidade grande que, assim, eu acho... A gente tinha alguns VHS na família e gravações da família também, porque eu tive o privilégio, assim, dos meus pais terem uma câmera, então a gente teve muita coisa filmada, assim, da nossa infância, né? E eu tenho certeza que durante um tempo, por muito tempo, eu achei que fita VHS não tinha mais salvação, não tinha nem como assistir. Por muito tempo, eu achei que não existia mais videocassete funcionando. Isso, claro, há muitos anos, né? Então...
Eu fiquei pensando, caramba, velho, quando eu voltei a colecionar VHS, minha mãe chegou com a caixa, ó, tava aqui no depósito de casa, todas as fitas que existiam lá em casa. Alguns filmes, gravações que eu fiz da MTV na época que eu gravava muito clipe, especial Red Hot Chili Peppers, um monte de coisa.
e... é... fitas da família. E eu fiquei, caramba, velho, minha mãe guardou isso porque eu acho que eu teria jogado fora. Achando que não tinha mais... Aquelas memórias ali, não tinha mais como acessar. E, putz, pensei tanto tempo depois, tava lá com aquela caixa, com tudo que a gente gravou naquela época, né? Mas é natural que muita gente tenha jogado fora por esse pensamento, né?
Essa parada assim de gravação, né? Vamos lá, se tu for... Hoje em dia, o pessoal, principalmente o que não tá aqui, mas eu vou citar ele porque ele tem essa fala, né? É, não, cara, tem que ser 4K, tem que ser no máximo. Aí tu pega um vídeo desse, tu tá lá passando alguma coisa na televisão, tu vai gravar, o tamanho fica absurdo. Aí tu fica sem mídia pra gravar um negócio desse.
Uhum. É. Porque, de repente, tu vai ocupar um Blu-ray inteiro com um filme só. E um Blu-ray é caro, velho. VH, você conseguia gravar três filmes, dependendo do formato que você utilizasse, né? Até seis horas no formato EP. Exatamente. Então, era uma maravilha, né? Exatamente. Então, você estava três filmes ali de duas horas. Dava para gravar. Inclusive, eu lembro, cara. E eu queria fazer essa pergunta e eu vou começar respondendo. E aí eu vou passar de um em um, né? Para vocês responderem.
Eu queria que vocês dissessem um filme que vocês lembram que marcou a vida de vocês. E eu pensei nisso porque a Yara falou agora há pouco do Pateta e Max. Que vocês assistiram e que marcou muito a lembrança de vocês relacionada com a VHS. Eu vou começar. Pra mim, cara. Inclusive, eu acredito que, de algum modo, isso meio que influenciou a minha profissão hoje. Eu ser psiquiatra. Que é um filme da década de 70. Que minha mãe tinha gravado. Porque minha mãe adora esse filme.
Até hoje ela gosta desse filme, ele tem no YouTube completo e eu já coloquei pra ela assistir algumas vezes. E o nome é Meu Filho, Meu Mundo. O nome em inglês é Sun Rises. Só que o Sun é Son, de filho, né? Então seria um trocadilho pra nascer do sol ou despertar do filho. E conta a história de um menino que ele tinha autismo.
E a mãe dele desenvolveu uma técnica para conseguir interagir com ele. Ela tinha muita dificuldade de se comunicar com ele, porque o autismo dele era um autismo mais grave. E ela criou essa técnica chamada Sunrise. E minha mãe tinha esse filme. E eu lembro de assistir a esse filme. E de algum modo aquilo marcou muito a minha vida, eu assistindo aquele filme. E vendo a minha mãe se emocionando com aquilo, eu aprendi a me emocionar com aquilo. E eu acho que...
Um pouco dessa minha coisa de querer cuidar do outro, principalmente do psicológico do outro, veio daí. Então, essa é a minha menção aí a filmes que marcaram a minha vida. Yara? É o que eu falei. Até mandei a fotinha aí. É o filme do Pateta, de 1995. Pateta e Max. Pateta ou filme? Cara, eu não lembrava desse filme, você acredita? Mas eu adorava o desenho.
A dupla quer demais, amigos de fé. Com eles tudo vai dar. Eu lembro, é esse aqui. Algumas pessoas vêm aqui, não são todas, que emocionam de fato. Como você veio aqui e emocionou e muito. Você tem o meu sim.
Júlio Macogi, qual o filme que você lembra? VHS, não chegamos à era dos DVDs ainda. Olha, eu era um frequentador de locador assim, ferrenho, né? Talvez fosse o maior cliente que a locadora teve, né? Pelo menos quando eu tava lá em São Paulo, eu era moleque e tal.
Eu lembro de um evento que aconteceu comigo, um fato que aconteceu comigo, que foi de eu ir na locadora, eu chegar da escola e eu ia de ônibus, eu voltava para a escola de ônibus, descia um ponto ou dois na frente, porque a locadora era um pouquinho mais na frente, eu descia, já ia direto na locadora, pegava o filme, inclusive, dependendo do dia, eu tinha que esperar o dono chegar, porque a locadora nem aberta estava.
que naquela época o horário de funcionamento não era das oito ou das nove às seis, era tipo do meio-dia até as oito. Era da hora que o cara quisesse, né? Era diferente. Era da hora que eu quero até a hora que eu tenho vontade. O Júlio ouvindo e o cara falando, puta que pariu, lá vem aquele pivete chato. Puta que pariu, chega aquele mala do caralho, né? Isso é verdade.
porra, menino chato do caralho uma dessas vezes que eu fiz isso, né e eu não me lembro de outra, eu só me lembro disso eu aluguei um filme que foi Supergirl, que é um filme de 84 mas isso foi depois, né, foi em 87 88, eu já não sei que ano foi, né eu aluguei o Supergirl fui pra casa assisti o filme
rebobinei, voltei na locadora, devolvi e peguei outro filme. No mesmo dia? No mesmo dia. Tamanho era o meu... O cinema sempre foi uma coisa que... Asilado. O nome disso é asilado. O cinema sempre foi uma coisa que me encantou demais, né? Eu sempre gostei muito de assistir filme, até hoje e tal. Então eu lembro disso e lembro do título especificamente.
do dia que aconteceu isso, mas obviamente que se eu for resgatar na minha memória aqui, eu vou achar outras coisas, coisa de passar na locadora e falar bom, hoje eu vou alugar filme, aí você sai, eu saio com 20 filmes na sacola, isso já aconteceu. Ah, vamos fazer um bem bolado aqui, ó, eu preciso alugar 4 filmes na sexta-feira pra te devolver na segunda-feira.
E se eu alugar 10 filmes, você me deixa devolver na sexta-feira? Ah, e se eu alugar 20, você me deixa devolver na outra segunda? Ficar 10 dias com o filme? Ah, pode ir, manda bala. Desde que você não pegue os lançamentos. E aí eu vou catalogando, vou pegando o filme, aí já pega filme que já assistiu mais de uma vez. Fala, ó, tô afim de rever esse aqui, né? Então.
Ele foi pegar um combo desse aí e ele começou em 1989 e terminou semana passada. Então como é isso? Eu alugar 800 filmes. O cara não logava pra mais ninguém. Se eu alugar 800 filmes, eu posso devolver ano que vem?
E você, Tony Farias, um filme que marcou a sua infância e a sua juventude ligada ao VHS? Cara, VHS eu não cheguei a assistir, não. Você não pegou a era do VHS? Não, eu peguei a era do VHS, mas só que eu não tinha VHS em casa. Sim. Acho que eu posso ter surfado em alguns primos e acho que, bicho, eu acho que é aquele eu sei o que vocês fizeram no ano passado. Foi esse filme que eu devo ter assistido em VHS.
Cara, acho que ele é de 97 esse filme. Eu não tenho certeza, mas eu acho que é 97. Então, é mais ou menos aí por essa fase. Tu é de 87, tu devia ter uns 10, 11 anos, animal. Já assisti no filme de terror. Mas eu não assisti no lançamento, não, pô. Ah. É 97 mesmo. É 97, né? É. É, 97.
Essa é uma pergunta maldita, porque é sempre difícil de responder. Mas tem uma fita, assim, que da minha infância é muito especial e que, pra mim, eu guardo, assim, essa lembrança com muito carinho, que foi a fita do primeiro filme do Pokémon. E que... Putz, 1998, né?
saiu esse filme. Eu tava com 10 anos de idade. Tu é de que anos, Jijito? Eu sou de 88. 88, então eu tava com 10 anos de idade, né? Então, eu lembro que eu tava... Eu e um colega, a gente vidrado em Pokémon, era febre pra todo mundo, né? Naquela época. E eu lembro que a gente sabia do filme que ia sair, e a gente ficou nessa de, caramba, a gente tem que ir na locadora todos os dias pra ver se esse filme vai chegar. Então a gente encheu o saco do cara, todos os dias a gente ia.
E Pokémon já chegou? E Pokémon chega quando? O cara, não sei ainda não, mas quando souber aviso e tal.
Até que um dia ele falou, vai chegar sábado, tal dia. A gente ficou maluco, caramba, sábado, tal dia. A gente sabia que esse filme ia ser concorrido, porque isso era febre, né? Toda criança amava Pokémon nessa época, tava no auge, assim. Então eu lembro que a gente acordou, a locadora abriu às 9 da manhã no sábado, a gente acordou às 7 e meia e já tava lá na frente da locadora, às 7 e meia.
Achando que ia ter uma fila. Igual o Júlio aí. É, exatamente. Achando que ia ter uma fila já de gurizada pra pegar o filme também, né? Então a gente queria ser o primeiro. Porque locador era legal, mas não tinha nada mais frustrante do que você chegar lá pra pegar aquele filme e saber que já tinham locado, né? Tá alugado. Exatamente. Tipo assim, tá alugado. E outra coisa, algumas locadoras, quando havia clientes como tipo o Júlio, que era o cara que o dono da locadora não queria perder o cliente porque sabia que ele era rentável, ele ainda fazia uma fila VIP de espera.
E aí você diz, cara, ó, já tá alugado e ele vai voltar amanhã, mas amanhã já vai sair de novo pro Julho. Exatamente. Às vezes já tinha uma fila de espera. Exatamente. Santiago, Santiago, quantas e quantas vezes eu não coloquei o meu nome
na lista do filme, na chegada. Fui o primeiro locatário daquele filme. Ó, vai chegar o tal filme em tal hora. Que dia vai chegar? Vai chegar em tal dia. Então você pode pôr meu nome, a hora que chegar você pode me avisar. Aí o cara ligava no telefone fixo e falava assim, ó, chegou. Caro ouvinte, nós estamos falando de ligar para a casa de alguém. Quando você fala... É.
Torcer pra esse alguém estar em casa. Exatamente. E esse alguém estar em casa e dizer, olha... Alô. Essa ligação é para o Júlio. É, exatamente. Ó, é pra você, fulano. É pra você, fulano. Foi há 84 anos. GG, um filme que marcou a sua infância ligada ao VHSG.
Cara, eu acho que eu já falei em algum podcast que a gente gravou, não sei se foi de nostalgia, alguma coisa, que um filme que me marcou, VHS, foi o filme do Jurassic Park, pô, porque foi o filme que eu me lembro que veio... A caixa era muito diferente, era uma caixa de plástico. A capa fóssil. Aquela capa fóssil, aquela capa ali, eu achei muito irada, aquilo ali, cara, diferenciado.
Bem valorizado hoje em dia, inclusive, né? No colecionismo aí, né? Custa uma granazinha. Ali deve ser uma loucura, né? Ela era preta, né? Aí tinha um... Isso. Exatamente. Isso mesmo. Isso mesmo. Hoje os colecionadores chamam da capa fóssil, né? E que... Putz, muita gente corre atrás assim, mas é difícil de encontrar. Cara...
E aí, em algum momento, acho mais ou menos final dos anos 90, começo dos anos 2000, não sei o ano exato, o VHS deu lugar ao DVD. Ainda estávamos ali na mídia física. Vocês lembram como foi o impacto para vocês desta mudança? E eu lembro, né? Quando a primeira vez que eu soube que isso ia acontecer, o que mais me chamou a atenção foi um ponto que, inclusive, já foi assunto deste podcast em algum dos episódios recentes.
que era a possibilidade de você escolher dublado ou legendado. Isso era uma coisa que, nas fitas VHS... É revolucionário, né? Exatamente. Não havia essa possibilidade. E o DVD, ele já trazia essa possibilidade, porque ele tinha um menu antes de começar o filme. E outra coisa que me chamou muito a atenção era a presença dos extras, né? Porque você tinha ali, às vezes, bastidores, cenas extras, cenas cortadas. Então, eu lembro como isso foi revolucionário. E eu lembro exatamente quando eu comprei o meu...
primeiro aparelho de DVD, né, que foi em 2003, e foi porque eu tinha, eu fiz um concurso pelo colégio, e aí eu tirei o primeiro lugar, o colégio premiava a gente com dinheiro, e eu peguei esse dinheiro e comprei um aparelho de DVD pra mim, e eu lembro que a primeira fita, o primeiro DVD, no caso, não era mais fita, né, agora a gente tá falando de disco, primeiro disco que eu... Esse concurso aí foi aquele que a tua mãe falou, Gata Molhada, foi o que tu participou?
Não, cara, era da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, foi Super Sex. Ah, você quer que eu tenha tomado uma olhada. Eu tirei o primeiro lugar, e aí o colégio bonificou com o valor. E aí o primeiro DVD que eu assisti foi um filme chamado Duets, que é com a...
Gwyneth Paltrow. Gwyneth Paltrow e o... O cara que cantou a música do De Volta pro Futuro. É, aquele, não sei o que, Lewis. É o... Rui Lewis. Rui Lewis. Rui Lewis. Exatamente. Foi o primeiro filme em DVD que eu lembro de ter assistido, cara. Eu lembro a sensação de poder escolher, de ver os extras, de ir no menu inicial, ficar tocando a música de fundo. Então, aquele impacto ali, eu lembro que foi muito marcante pra mim.
E vocês lembram, Gigi? Tu lembra o primeiro contato que tu teve da saída do VHS pro DVD? Lembro sim. Eu não vou lembrar o primeiro filme, mas eu tenho muito claro na minha memória. Na vez, era mais um final de semana, em que eu estava indo na locadora pra alugar um filme. E eu vejo no balcão ao redor ali, o dono da locadora. Tem uma galera ao redor, tem a TV e tal. E ele tava mostrando alguma coisa. Obviamente que eu fiquei curioso assim que eu entrei.
Eu fui no balcão ver o que estava rolando ali, né? Uma aglomeração de gente. E aí o cara estava mostrando um DVD, o DVD player, ele colocando o DVD, mostrando o menu, mostrando essa coisa aí de selecionar a legenda, a linguagem, áudio, tudo mais. Mostrando os extras, mostrando como... Ele estava explicando como é que passava cenas, porque você não precisava mais adiantar e rebobinar, né? Você passava os quadros. Isso, porque seleção de cenas, é verdade. Exatamente.
E eu lembro que quando eu vi aquilo, eu fiquei, caramba, velho, é o futuro, você já pode escolher a língua, o áudio, a legenda, tem extras, tem tudo. E foi, se a gente parar pra pensar, do VHS pro DVD, não foi algo progressivo, foi um salto enorme do VHS pro DVD em termos de novidades. O DVD foi muito revolucionário. Sim, foi uma quebra, né? Foi muito, muito, muito. Muito diferente, por exemplo, do DVD pro Blu-ray. Porque o que a gente teve ali não foi um salto tão grande como foi do VHS pro DVD. Concordo.
Claro, teve um salto, mas não foi tão grande. E o DVD trouxe tantas novidades de uma vez só que foi revolucionário mesmo. Eu fiquei encantado com aquilo. Eu lembro de chegar em casa contando pra família. Caramba, vocês não sabem o que é que eu vi na locadora e tal. O DVD é incrível. Faz isso contando como uma grande novidade mesmo, né? E, bom, eu não lembro que data foi exatamente. Não lembro qual foi o primeiro filme, mas esse foi meu primeiro contato com o DVD.
Acho que tão marcante, né? Que ficou aí. Eu tenho muito claro na minha memória esse momento, assim. E você, Júlio?
Olha, eu tô tentando puxar pela memória aqui qual foi o primeiro filme que eu assisti em DVD. Eu confesso pra vocês que eu não me lembro nem na casa de quem, nem aonde eu vi. Alzheimer é hoje um problema que se instala em geral em pessoas mais velhas. Talvez tenha sido sim em locadora, né? Você vê a mídia efetivamente, você ter contato com o aparelho, né? Principalmente porque agora eu tô lembrando que algumas locadoras, elas até vendiam aparelhos, né?
aparelhos que vinham do Paraguai, obviamente, né? Dessa nova tecnologia. E aí eu lembro de ter algumas locadoras que vendiam aparelhos, né? Mas eu não lembro efetivamente qual foi o primeiro filme que eu vi em DVD. Mas eu lembro do meu primeiro DVD.
Primeiro DVD que eu comprei efetivamente. Eu já, colecionador de fita, VHS, muitos filmes, enfim. Inclusive em 1994, eu fui para os Estados Unidos de novo. Aí dessa vez fui só eu e a minha irmã, vamos fazer uns passeios lá. E eu comprei alguns.
Comprei alguns filmes em VHS Que obviamente não tem Não existe Pelo menos não que eu saiba que existam aqui Então eu comprei alguns VHS pra trazer e tal Mas eu lembro que Eu fui Numa Numa espécie de supermercado
E esse supermercado tinha lá uma área de eletrônicos. Foi aqui na cidade de Itu, né? Que é do lado aqui de onde eu moro. Na verdade, eu morava em Itu. E eu comprei um Gradiente modelo S10. Eu vou mostrar pra vocês aqui na nossa live aqui. É um Gradiente S10. Esse era um leitor de DVD. Esse era um leitor de DVD. E qual era o grande apelo deste aparelho?
em relação aos demais. Esse aparelho custou, na época, R$ 699,00. E ele vinha na sua caixa com 10 DVDs originais de filmes.
Então, além do aparelho, eu tinha 10 DVDs, também vieram 10 filmes dentro. Eu não vou lembrar os 10 agora, eu lembro que tem um que era do Jeff Bridges, que se chama Tormenta. Eu tava até tentando pegar pra ver quais eram os filmes que tem. Eu sei que eu tenho todos ainda, estão todos aqui na minha coleção, em algum lugar.
Eles não eram padronizados, eles eram, cada um tinha uma capa diferente, né? Não era uma edição, entre aspas, especial, né? Alguém escolheu aleatoriamente 10 e jogou lá dentro da caixa, né? Não, não, eram os 10 iguais. Pra todas as caixas, eram os mesmos 10. Aí acho que era alguma coisa em relação a...
a produtora, a distribuidora dos filmes que fez uma parceria com a Gradiente e distribuiu tudo, né? Então esse eu lembro que foi o meu primeiro aparelho de DVD. Lá em casa foi um Gradiente também o primeiro e era um Gradiente karaokê. Ele tinha entrada pra microfone e funcionava karaokê nele também. Engraçado.
O meu era Sony, cara, o meu primeiro. É isso que eu comprei que eu falei, que era um... Eu não lembro o modelo, mas era um Sony prateado, fininho, que eu lembro que o botão de dar o play, ele era... Tipo assim, ele parecia aquele botão de aumentar e baixar volume, só que ele também era botão. Ele era um botão que você girava e apertava também. E aí, Gerardo, você lembra, cara, seu primeiro contato aí com o DVD, como foi?
Meu primeiro contato com o DVD foi o seguinte, o meu padrinho tinha viajado para os Estados Unidos há pouco tempo, pouquíssimo tempo desta data, né? E aí ele trouxe dois aparelhos de DVD dessa viagem. E duas coisas que me deixaram impressionado. Uma é que o tamanho dele era gigantesco, era um Panasonic preto.
que dava do tamanho, era do tamanho de dois videocassetes, praticamente. E videocassete já era um bicho de um trambolho grande. Agora, eu não conseguia entender o porquê daquele tamanho gigantesco daquele aparelho pra um negócio que era menor que uma fita, né? Um DVD era um CD, né? Um CD disfarçado, né? E eu me lembro da saga pra conseguir um filme, o primeiro filme a assistir.
Porque ele veio com só um DVD demonstrativo, com as besteiras lá da Panasonic. E aí, a gente, através de informações, até pro meu padrinho, a gente descobriu que só tinha um canto em Fortaleza que tinha aluguel de DVD, que era a afinada de estrivídeo da Antônio Salles, lá perto de Guatemi. Aí lá a gente mora aqui na Parque Elândia, quem aqui do Ceará sabe que a gente saiu lá... Do Santiago, sou.
Da Parcalândia. Não, mas é os ouvintes, né, pô? Ah, tá. A gente saiu lá da Parcalândia. Isso aí, a gente tá falando dos anos 90. Meu padrinho morreu, acho que, se não me engano, em 94, ou foi em 92. E aí, é... Lá pra Distrivídeo e tinha, tipo assim... A Distrivídeo era uma locadora gigantesca, que acho que era a maior do estado, né, Zé? A Distrivídeo? Era sim, era sim. A Distrivídeo era a maior.
Aí a Distrivídeo era gigantesca. Era gigantesca. Era quase um quarteirão, meio quarteirão, sei lá. Era meio quarteirão ela. De fitas. Aí a gente falou assim, gente, quer um DVD? Aí o cara, ah, DVD é aqui, ó. Aí era 12. Já tem uns 10 e 12. E aí, eu me lembro que o primeiro filme que eu acho que eu assisti no DVD foi O Poderoso Chefão. Era um dos filmes que estavam lá. Começou com os dois pés na porta, né, logo? Bela estreia. Exatamente. Pois é. Absolute Cinema.
era remasterizado, né, uma coisa assim, porque realmente ele ficou, e esse cara, e assim, a gente alugou o poderoso chefão, porque o aluguel, era como se fossem, o aluguel de uma fita, na época, já era cara, absurda na Instrivídea, era 4 reais, e o aluguel do DVD, era tipo 15, era, dava pra alugar 4 fitas, era.
E por isso, galera, a gente tá falando de uma época, uns 15 reais o aluguel de um DVD, né? A gente tá falando de uma época em que o Big Mac, a oferta do Big Mac era 6 reais. Entendeu? É, sempre foi mais caro, né? Meteram a faca aí, cara, nesse aluguel.
Não, pô, era muito caro, era muito caro, tá dizendo? A gente foi pra, vamos alugar uns três, quatro, tá aí. Comparado a um Big Mac. É, aí quando a gente chegou, quando a gente chegou e foi alugar, o cara, aí o cara, a gente pegou, tinha lá uns dez filmes, a gente pegou uns três, aí o cara falou, ó, dá tipo 45 reais. Pô, o salário mínimo era 100, 150. Exatamente, minha nossa senhora, caríssimo. Aí a gente, opa, peraí, peraí, peraí.
Aí o meu pai, não, vamos levar só um pra ver se a gente gosta, né? Aí o meu pai, não, é, pai, vamos levar só um.
Vocês sabiam que existe esse índice Big Mac como medida de preço? Sim. Sabia, pô. É, o salário até os anos 2005 era medida em Big Mac, né? Você ganha quantos Big Mac por mês? Exatamente, é o índice mundial de medidas. É o índice Big Mac, que é para calcular preços.
E você, Yara, você lembra dessa transição aí do VHS pro DVD? Lembro, lembro sim e tô aqui, chamei meu irmão e falei, Luca, você lembra qual que foi o primeiro? Porque assim, eu tô com, na cabeça tô com a Harry Potter Harry Potter, mas eu acho que a Harry Potter já foi pra frente eu me lembro também do Matrix do Animatrix, né? Eu lembro de ver em DVD e o Animatrix a gente viu muitas vezes não sei se era um bônus que vinha não lembro E aí
Mas o meu irmão falou que os primeiros que a gente viu, acho que foi a Rainha dos Condenados. Rainha dos Condenados. Rainha dos Condenados era da saga do... Do que? Da noite? Como é que chama? Lá do... Anjos da Noite, é? Não. Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não. Porque... 2002, a Rainha dos Condenados. Anjos da Noite tem uma saga com bem uns 10 filmes, né? É, não, não. Isso aí foi depois. Isso aí foi depois.
Reconheça uma fita legítima, abriu o vídeo. Verifique a marca embeleve com o título do filme na face superior e observe o selo da UBV na lombada. Exija qualidade.
A Yara, parece que ela combinou comigo os ganchos. Ela levanta a bola pra gente passar pro próximo bloco. Porque eu ia falar sobre... Isso que é sincronia. Exatamente, cara. É sincronia. Por isso que essa moça foi convocada pra ocupar a bancada. Fala merda pra caralho. Fala a verdade.
Uma das grandes dificuldades que a gente tem, e aí o motivo pelo qual o título desse episódio é A Mídia Física Não Pode Morrer, é justamente a dificuldade que nós temos com mídias que não estão presentes em nenhum serviço de streaming. Não é porque lá por meados da década de 2010, início de 2010 lá fora, mas aqui no Brasil, meados da década de 2010, as mídias físicas começaram a dar espaço para os serviços de streaming.
E as locadoras acabaram fechando. Muita gente comprou acervo de locadoras. Júlio deve ter feito a festa nessa época. Gigi, se já fosse... Eu já saí de locadora fechando com 50 DVDs comprados. Olha aí. O Gigi, se ele tivesse o canal nessa época, teria feito a mesma coisa, né, Gigi? Com certeza. Nos VHS, aliás.
Com certeza, cara. Eu lembro da... Tinha a locadora Diniz que tinha lá na minha cidade na época. Na época que as locadoras começaram a, de fato, substituir as fitas pelos DVDs, eu lembro que essa locadora, ela pegou um monte de caixa, botou no passeio com recado. Pode pegar, é grátis. Eu lembro que meu amigo vizinho tocou a campanha de casa e falou Caramba, o passeio da Diniz virou ali, tá cheio de fita. A gente foi lá ver. Chegamos lá, olhamos, mas não levamos nada. Porque a gente pensou, ah, véi, pra quê? Por quê?
porque a gente, na época, era DVD. É pegadinha, né? Ficou procurando a câmera do Silvio Santos. Isso foi igual a história do Marcelo. É, não fazia sentido. Era aquela coisa. Pra mim, não fazia sentido ficar pegando fita, porque agora era DVD. Então, eu não lembro se a gente já estava com DVD player nessa época. A gente pensou, ah, fita pra quê? Se vai estar chegando o DVD aí. Então, deixamos lá. Mas teve gente pegando.
Acho que o Gigi tu fez igual o Marcelo lá no Banco Central. É, o Marcelo do Banco Central. Ficou ali olhando com os bracinhos pra trás, só observando ali. Isso aqui é o quê, hein, velho? É. Aquela cutucada com o pé e vai afastando assim uma fita da outra pra ver, deixa eu ver o que é essa fita aqui. E com a mãozinha pra trás, assim, nas costas. E essa fita aqui, o que é? E essa ali? Não, eu penso as pedrada que devia ter lá e que eu deixei passar, né?
Hoje com a cabeça de colecionador, né? Pronto. E aí, como eu ia falar, né? Esse bloco, né? O motivo por que eu acho que a mídia física não pode morrer.
É porque uma das grandes dificuldades, e aí Yara citou exatamente o primeiro exemplo que me veio à mente quando eu lembrei disso, que são filmes que a gente não encontra em nenhum serviço de streaming, e às vezes a gente não encontra sequer pra alugar no Google Filmes lá, que você pode alugar, ou na Apple que você pode alugar, ou no Prime que você pode alugar. Animatrix, por exemplo, é uma série, né, de curta, de animação, que...
Seria um prequel do primeiro filme do Matrix, mostrando como foi que a revolução das máquinas aconteceu para que chegássemos à Matrix. E a gente não encontra isso para assistir nenhum serviço de streaming. Então, se você quiser assistir, você precisa recorrer a serviços alternativos, né? Bota a musiquinha de piratas do caribe aí.
Exatamente. Porque a gente não encontra, cara. E aí eu queria deixar esse bloco um pouquinho mais livre pra vocês falarem naquele bloco anterior, eu pedi pra cada um falar, mas aqui eu queria, vocês podem falar aí, a prioridade é dos convidados, Gigi e Júlio. Qual é a impressão que vocês têm? Vocês acham que a mídia física vai morrer? Ou vocês concordam comigo de que ela não vai morrer e não pode morrer porque existem coisas que o streaming nunca vai substituir?
Eu acho que, assim, vai morrer, eu não sei, mas vai ficar muito esgotada, porque a gente já percebe isso, né? Aqui no Brasil, as majors já caíram fora, né? Então, e lá fora já diminuiu muito, né? Agora eu acho que sempre vai...
ter uma parcela de colecionadores que vão se importar com isso e que vai sustentar uma parcela desse mercado. Então, acho que o mercado não vai morrer por completo, sabe? Mas, sim, é inegável que já passou por transformações e que vai eu acho que vai diminuir ainda um pouco mais com o passar dos anos aí, né?
Agora, você falou algumas coisas interessantes sobre a disponibilidade de certos filmes no streaming. Isso é muito importante, mas é importante a gente pensar também que é o seguinte. Nem toda locadora tinha tudo. E nem tudo... O próprio DVD não abarcou todos os lançamentos em VHS. Teve muito filme em VHS que não foi pro DVD, muito menos pro Blu-ray. Você vai encontrar muito filme que só vai existir no VHS. Então esse é um problema que vai muito além do streaming, na minha opinião. Não tem como você pegar...
os milhões de filmes que foram lançados em VHS e conseguir relançar todos eles no DVD. Até porque entra questões legais aí que já nem era mais possível você relançar em DVD alguns filmes. Não era interesse das produtoras, dos estúdios, relançar alguns filmes porque eles também não foram tanto sucesso em VHS porque seria um DVD. Então eles já não tinham tanto interesse. Tem alguns filmes que as próprias distribuidoras, depois de um tempo, né? As produtoras, depois de um tempo...
Acharam que aquele filme não representava mais os interesses delas, então elas também não passaram para DVD. Enfim, vários exemplos desse tipo. Eu acho que um dos grandes pontos que a gente pode estar falando, na minha opinião, ao meu ver, em relação ao streaming, que é uma problemática grande, é quando essas produções ficam no monopólio, no controle dessas grandes empresas. Então eles tiram quando eles querem, eles modificam essas obras quando eles querem.
E isso é um problema, na minha opinião, seríssimo. Porque se um dia um stream e tal quiser tirar todo o catálogo dele, e isso não existir mais em mídia física, acabou. Você não vai ter como acessar aquilo. Claro, existe, né? É verdade. Existe uma outra saída, como você bem citou. Mas que é uma saída que não é... Não é... Pelo menos em teoria, não é legal. Não é legal. Da mais pura possível, né? É, exatamente. Apesar de que eu tenho minhas opiniões polêmicas quanto a isso também, né? Mas...
Eu tava querendo me lembrar qual foi dos caras, bicho, que fez um... Que era tipo um esquema desse que o Jiu Jitsu acabou de falar. Ele tinha um canal no YouTube e ele tinha vários vídeos e era... Acho que ele tinha milhão de inscritos lá. E um belo dia ele disse, ah, vou me aposentar. E ele não só se aposentou. Ah, e foi o cara do Não Salvo, o Cid do Não Salvo.
O Seed, sim. Ele tirou o canal do YouTube lá e deletou tudo. Tipo assim, você não tem mais acesso a nada dele. Tipo assim, ele não só saiu do YouTube, né? Como ele tirou acesso a tudo. Vira Lost Media. Tudo que ele tinha lá... É, Lost Media. Total. Caramba. E eu disse, caraca, realmente...
Imagina uma pessoa, se os caras começam a fazer isso, por exemplo, os caras que eu gosto de assistir no YouTube, o Luiz, o Carioca no Mundo, o Gigi tá aí. Pois é. Ah, vou tirar tudo, foda-se. Imagina, cara, você chega ali, hoje a gente tem muitos filmes que são feitos para o streaming só, né? Você não vê eles sendo lançados em mídia física, eles são lançados direto no streaming. Então perceba como é fácil dar um sumiço nesse filme.
É só o streaming querer ali tirar. Não vai ter como achar ele em nenhum lugar, né? A não ser...
Na nossa amiga pirataria, né? Que eu não sei a posição de vocês, mas eu apoio completamente. Eu também. A pirataria. Essa similidade, né? Olha, eu como um colecionador e um consumidor de mídia e dos streams, eu assino quase todos os streams que existem, porque eu realmente quero ter acesso a um conteúdo...
de qualidade, né? Porque afinal de contas o streaming entrega qualidade, né? Quando você dá o play num filme, o filme vem com qualidade. Nem sempre nem sempre a ferramenta do streaming, ela é boa, ela demora ela demora pra carregar, ela é ruim mas quando o filme entra tem a qualidade. Eu apoio completamente a pirataria, porque eu vou te dar um exemplo muito simples, por exemplo. Caralho, Júlio, agora todo mundo tá achando que tu exerçou totalmente contra o cara... Olha.
GG, justamente por isso Porque eu dou o dinheiro Porque eu dou o dinheiro Porque eu dou o dinheiro para esta indústria Eu não acho justo Que ela não me beneficie Com aquilo que eu quero assistir Então se o que eu quero assistir Não está lá e eu ainda assim Estou dando dinheiro para a indústria Por que eu não vou fazer uso da pirataria?
Vou te dar um exemplo agora. Eu assisti um documentário que tá no Prime Video sobre o Ennio Morricone. Quem gosta de Ennio Morricone, assista na Prime Video. É um documentário que tem lá duas horas de cacetado. E mostra todo... Tem um assobil? Tem tudo. Tem até o cara que fez o assobil.
aparece até o cara que fez a Subiu. Tem todos os filmes lá. E aí tem um filme lá específico que chama Cidade da Esperança City of Joy, que é com o Patrick Swayze. Ou seja, é um ator renomado, um diretor que é o Roland Joffet, que também é um diretor renomado, com a trilha sonora de Ennio Morricone, e esse filme não está disponível em nenhum lugar, onde eu fui procurar na pirataria. Exatamente.
Eu tenho esse filme, eu não sei aonde ele está, eu não lembro se é em DVD, se é em VHS, eu tenho esse filme em algum lugar. Eu fiquei com preguiça de procurar, isso aqui é verdade. Hoje em dia... Mas eu fui atrás da pirataria, porque eu queria assistir o filme. Ô, Júlio, paga o churrasco pra nós, que a gente vai e faz o seu catálogo... Catálogo... Ih, catálogo... Eita, caralho! Faiou, faiou, faiou, faiou. A confusão mental idosos é um evento muito frequente.
Eu vou dizer o que um amigo meu diz, Júlio. Ele disse que quando ele paga por um streaming, vamos supor, e aquele filme vai sair no streaming daqui a duas semanas e já saiu na pirataria, ele está apenas garantindo acesso antecipado a algo que ele já pagou. Muito bom. É, também. Isso sim. Isso sim. Não, sem dúvida nenhuma.
Não, e ele não tá errado. Se ele está pagando o streaming que disponibilizará o filme que recém saiu do cinema e vai entrar no streaming, ele não teve oportunidade de ir no cinema, ele, obviamente, ele tá tendo acesso antecipado numa qualidade que talvez não seja a melhor possível. Vamos ser honestos. Às vezes já é, cara. Hoje em dia a galera já bota um 4K, um 8K no... Exatamente. Mesmo assim, nada como você dar o play no streaming ou mesmo na mídia física, né? Mas tá certo.
Você sabe que o Ezequiel vai matar mais quando eu escutar isso aqui, né, Santiago? Depende do streaming, viu? Exatamente, o streaming sofre, porque existe um... O streaming, ele precisa amaciar a qualidade, os beat, rate lá, do vídeo e tal, pra conseguir transmitir isso online, né? Então nem o streaming é tão perfeito, né? Ninguém consegue bater a Netflix, né, bicho? Porque a fluidez da Netflix é foda.
Eu vou falar um ponto a respeito da pirataria, que nessa situação aí, eu vejo que é uma felaputagem. Porque, bicho, não existe não, cara. Foi um post que eu vi uma vez, eu não lembro se já era o X ou se ainda era o Twitter. Bicho, o cara reclamando porque estavam pirateando o jogo dele na Steam e o jogo era menos de 5 reais, pô.
Não, aí é foda, cara. Aí é... Aí é foda, pô. Não. Exato. Uma coisa é a gente pegar filmes de grandes produtoras, grandes empresas, né? Grandes estúdios. Outra coisa é um trabalho independente, um trabalho que é feito no suor ali, né? Aí eu acho super válido apoiar mesmo e não piratear, né? Não é outra coisa, cara. Tu tá vendo um negócio de dois reais, pô. O trabalho que tu tem pra... Dois reais, três reais. O trabalho que tu tem pra piratear é... Não vale nem a dor de cabeça de tu procurar...
pirateia, vai e apoia o incontroverso. É, eu ia falar isso. O que que dá pra fazer com dois reais, Vigir? Dá pra apoiar o incontroverso, cara, muito melhor do que fazer isso. Se garanta aí, qual site? Segue o conselho da nossa estagiária mais linda da podosfera. Inclusive, eu tô pensando seriamente em tirar o meu nome dos apoiadores anônimos e botar só pra me escutar ouvindo falar meu nome, porque eu corra linda. Eu volto umas dez vezes.
Uma coisa que eu vi um dia um cara fazendo no Instagram, que eu achei um trabalho sensacional que o cara fazia, porque sabe quando você, aquelas que aparecem, aquelas sugestões pra você seguir, aí você vê o vídeo e depois não segue e ele desaparece? É um cara que ele pegava filmes justamente como esse que tu citou, Júlio, que você não encontra.
E o cara fazia um puto trabalho de transformar isso em DVD. Ele fazia um menu personalizado. Não era aquele menu que a gente fazia lá no Nero, Burning Room. Sim, sim. Era um menu mesmo de decência, cara. Com extras, com seleção de idiomas.
Cara, e aí ele fazia uma capa personalizada, ele imprimia na mídia mesmo a capa do DVD. Cara, ele fazia um trabalho, obviamente ele fazia por encomenda, individualmente, mas o cara fazia umas obras de arte, ele fazia uma capa perfeita, tu jurava que aquilo ali tinha sido feito pela distribuidora. Eu cheguei a fazer isso.
de forma amadora, né? Eu comprei, na época, eu queimava o DVD com o filme, obviamente, às vezes eu conseguia o marrom lá que tinha os extras e tinha tudo, e eram arquivos grandes, era uma internet diferente, então eu demorava muito tempo pra baixar e tal, queimava o DVD.
Ou mesmo fazia cópia, né, de um pro outro. Isso eu cheguei a fazer bastante também. Cópia de um DVD pra outro. No computador você tinha dois drives de DVD, e aí um gravava e o outro reproduzia e tal. E aí eu comprei... Basta fazer um ISO, pô. É, fazia ISO.
comprei papel, que era um papel que era próprio pra CD. Existia um site, que eu não vou lembrar qual é agora, onde esse site disponibilizava as capas prontas com os capítulos e tudo mais, pra você baixar e imprimir não só a capa, como também a parte do disco. Então, eu imprimia a parte do disco e colava no disco, pô, o adesivo.
Ah, o adesivo. Eu acho que era alguma coisa label. Eu lembro desse site que eu tinha também. É label alguma coisa, eu vou procurar. Eu devo ter alguns arquivos dele ainda. Cara, eu tenho, acho que uns 4 HDs externos com filmes que eu estou garantindo o acervo no futuro. Eu tenho alguns também.
A internet caia. Eu tenho um HD de 2TB, cheio de filme. Caramba, muita coisa, 4HD. Eu devo ter uns 8TB de filme. Caraca. Porque vai que um dia a internet cai. Então pessoas como nós, eu, Júlio, Gigi, nós estamos garantindo que a sociedade no futuro vá ter acesso a essa cultura, né? A esses filmes. Verdade.
Isso se sobrar alguma sociedade depois que a internet foi extinta, né? Isso se sobrar. É verdade. Cara, mas não necessariamente se chegar no ponto da internet cair, mas como foi falado aqui, realmente tem filme, bicho, que não é dizer assim que num streaming que eu assino não tem. De fato, você não acha lugar nenhum. Não, não acha. Assim, mesmo um canal paralelo, vamos dizer assim, do YouTube, pode não ter.
Cara, eu... No meu mestrado, eu selecionei filmes que são relacionados à esquizofrenia, que tem algum link com esquizofrenia, pra poder selecionar cenas. E um dos filmes que era mais... Você conhece Stamira? Stamira tá lá. Eu selecionei, acho que umas... Tem algum do livro?
Do livro infame. 20 cenas. Tem. Depois eu vou te mandar o link da plataforma. Eu criei uma plataforma hoje, Gigi, que ela auxilia os professores a usar o cinema pra ensinar sobre esquizofrenia. Muito bom. E aí eu vou te mandar o link pra tu dar uma olhada na plataforma.
E aí, cara, um dos filmes que eu queria usar, que eu acabei usando, né, eu citei, se chama Clean Shaven. Inclusive, o ator principal é aquele mesmo ator que faz o vilão do Máscara, do primeiro Máscara. Aquele que era, que trabalhava, acho que ele era segurança naquela boate.
E depois ele até coloca a máscara e ele fica muito mal. Sim, sim. Pronto, é aquele mesmo ator, ele é o cara lá, o ator principal. É um filme de 93, se eu não me engano, Clean Shaving. A tradução seria, tipo, limpo e barbeado. Cara, e esse filme? Peter Green, o ator.
Exatamente. De que ano é o filme, ô Tony? 93 mesmo, é. Acabei de ver. Pronto. Então, cara, pra eu encontrar esse filme foi uma luta porque eu não encontrava ele em lugar nenhum. Não tinha pra alugar, não tinha... Eu procurava em todos os serviços de streaming. Era tão...
fiz que até pra conseguir via... E aí, ô Gigi, nós temos um amigo que participou da fundação do podcast, que é o Bruno Vago, né? E a gente brinca que esse serviço alternativo de filmes a gente chama de VagoFlix, porque ele é um defensor ferrenho da ideia. Então, até no VagoFlix, era difícil de conseguir, cara.
Mas aí, algum dia, eu consegui encontrar um arquivo num site de torrent, que é só de filmes que ninguém encontra em lugar nenhum. E aí, eu consegui encontrar o filme pra poder selecionar cenas. E, cara, que bom que eu encontrei, porque é um filme que tem cenas muito ilustrativas, né? Pra mostrar pro aluno como é.
Por exemplo, uma manifestação de uma alucinação, de um delírio, um delírio persecutório, coisas assim. Então, esse filme, ele era fundamental pro meu trabalho. E eu tive uma dificuldade enorme, como o Tony falou, às vezes. Eu podia procurar em qualquer lugar. Era um filme que eu tava precisando dele pra uma finalidade acadêmica e eu não tava conseguindo encontrar em lugar nenhum. E se eu tivesse a mídia física, por exemplo, esse problema estaria resolvido.
Tem pra vender, viu, Santiago? 24 dólares aqui, ó, no Criterion.com. Clean Shaven. Tá aqui, ó. É só comprar.
Pra todos os efeitos, esse link foi postado agora. Foi o que eu fiz, Júlio. Foi o que eu fiz. Eu comprei, cara. Ah, tá certo. Não vai existir, cara, servidor, stream nenhum que vai colocar todos os filmes. E se tivesse, não seria muitas vezes interesse de certo stream que segue, vamos dizer assim, uma linha de filmes que vai interessar pra ele. Porque o stream também quer retorno com isso, né? Então, não existe. Não vai ter isso.
Então, tem muita gente, cara, que coleciona, pelo menos no cenário do VHS, que coleciona filme e desce a porrada no streaming. Mas eu acho que são duas coisas que podem coexistir perfeitamente e que cada coisa também tem suas vantagens e desvantagens, né? A praticidade de você conseguir acessar o streaming e já encontrar aquele filme e também assistir, já que você já assina, é bacana. Mas tem suas desvantagens também nisso, né?
A gente sabe que colecionar mídia física não é pra todo mundo em muitos sentidos. No sentido de espaço, isso ocupa muito espaço, cara. Eu compro uma zorra de uma prateleira, eu faço qualquer comprinha de VHS e já não tem mais espaço na prateleira que eu acabei de comprar. É incrível. E o VHS, ele ainda tem uma desvantagem que ele é maior, né, cara, do que o DVD.
Ele é maior, cara. Onde cabe, eu acho que três DVDs é uma fita quadradona. DVD, a capa mais fininha do DVD. Então, é dois ou três, não lembro agora, mas enfim. Então, tem uma questão financeira, querendo ou não, também que envolve no colecionismo. Então, assim, eu entendo que não é pra todo mundo.
E eu acho que pode coexistir. O streaming é maravilhoso. Eu sempre falo isso. Bicho, se naquela época das locadoras chegasse um cara do futuro e falasse, bicho, aguarda aí. Daqui uns 15 anos vai ter um negócio que você vai botar assim, ó. www.tal, tal, tal, tal. Você vai acessar um site que vai te dar lá um monte de filme. E você vai poder assistir dando um clique e assistindo da sua casa sem precisar sair de casa. E achar aquilo maravilhoso. Achar incrível o negócio daquele.
Então eu acho que o grande ponto pacificador de uma discussão como essa é os dois podem existir, a mídia física e o streaming. E um equilibra o outro, porque é uma forma da gente ter um pouco de controle sobre aquilo que a gente gosta, porque a gente que é colecionador, a gente também não vai ter tudo. Assim como streaming. É impossível a gente conseguir ter tudo que foi lançado em DVD, em Blu-ray ou em VHS.
Eu, por exemplo, não tenho nada de terror, Gigi. Não compro nada de terror. Não gosto. Olha aí. Mas eu acho que o interessante é você ter o que você gosta e você ter controle do que você gosta. Aí é maravilhoso a mídia física. Pronto, eu ia perguntar isso. Qual é o teu foco, Gigi? Hoje, você foca em que quando você vai comprar... Já que você tem essa limitação do espaço? Trecheira pura. Pelo que eu entendi ele falando, o foco dele é em não ter mais nada, né?
Ô, Gegê, entenda uma coisa. O colecionador não tem esse papo de eu não vou comprar mais nada. Não tem. A gente se engana, né? A gente se engana até. A gente pode ficar ali um mês, dois, mas na hora que pintam a promoção, fio, aparece alguém oferecendo. E digo mais, as melhores promoções e os melhores preços aparecem um dia depois que você diz que não vai comprar mais nada. É sempre assim.
O algoritmo, né? O algoritmo ele sabe. Sempre, quantas vezes eu falei que eu vou ficar uns seis meses sem comprar e no outro dia me aparece um anúncio maravilhoso que eu falei, caramba, isso aqui eu não posso deixar passar. Olha, cara, tu vai fazer o seguinte, tu vai comprar um terreno aí, sei lá, 10 por 50, vai montar um galpão dos quatro andares e começa por aí. Pois é.
Quando enxerga, o corpo está redorado. Eu espero não chegar nesse ponto. Nem sobre não adquirir. Agora, para eu adquirir coisas novas, eu vou ter que dar vazão de outras. E já tem coisa aqui que eu quero me livrar, então serve bem. Meu foco ultimamente é trecheira. É o que eu mais gosto. Eu não tenho isso, Gigi, tu jamais. Eu não me livro de nada para comprar coisa nova. Nada. Eu posso pôr numa caixa...
Eu também não. E deixar essa caixa lá no meu container, no quartinho da minha sogra, mas eu não me livro. Eu falo pra minha filha, eu falo assim, isto aqui é a sua herança. Se você vender pra pessoa certa, pelo preço certo, tem uma grana foda aqui.
Vai ganhar uma grana. Voltando aqui à pergunta, o Gigi, como ele falou nessa questão da limitação de espaço físico, já que há essa limitação, hoje tu foca em que tipo de mídia, Gigi? Trecheira, cara. Que tipo de conteúdo? Trecheira? Não só terror, mas tudo que eu posso encontrar de trecheira em qualquer tipo de filme, assim, é o que mais me interessa. Mas eu tenho um pouco de tudo. Apesar de tudo, eu tenho muito tipo de filme aqui, né? Mas...
É o que eu quero cada vez mais... Eu quase entendi o Gigi dizer assim, Teixeira, de o que é que tem Teixeira? Não, é Treixeira, filme tosco de baixo orçamento mesmo, sabe? Filme absurdo, porque eu acho que tem algo muito especial na Treixeira, que são os filmes que não estavam devendo nada para ninguém, então os caras faziam o que queriam. Eles não iam dever promessas de grande bilheteria para nenhuma produtora, então era baixo orçamento e criatividade lá em cima.
E eu acho que baixo orçamento e criatividade lá em cima é uma combinação maravilhosa, né? É verdade. Não precisa seguir fórmula nem nada, né? Então, assim, eu gosto muito de terror. É a maioria da minha coleção. Terror trecheira. Melhor ainda. Mas eu tenho outras coisas que não são terror, que é trecheira pura também, assim.
Cara, tu já pegou algum absurdo em uma filmagem dessa? Eu tô perguntando porque eu lembrei de uma cena de Friends que eu acho que era uma filmagem da Mônica, que era da Dumbale de formatura. Ela pegou pra reassistir. Quando ela pegou, começou a reproduzir, entrou no meio uma cena dos pais dela, pra quem se gravar por cima.
Eu queria saber se tu já pegou uma parada muito louca dessa. Cara, eu já peguei muita... Eu compro muito lote de fita de câmeras de pessoas que eu não sei quem são, né? Vem nos lotes. Às vezes já comprei lote de várias fitinhas também. Já peguei muita coisa maluca, assim. Sei lá, os caras dando tiro em boi. Sério, cara? Atirando na cabeça do boi pra depois fazer churrasco. E mostra tudo, os caras fazendo isso. Coitado do boi caindo.
Os caras filmavam isso. Filmando, cara. Já peguei... Aí depois mostra o boi aberto, né? Os caras fazendo churrasco. Mas aí não seria batendo, não? Com aquela arma de pressão? Não, era com tiro mesmo. Não arroça lá, entendeu? Não era coisa de matadouro, nada disso. Os caras pegando um boi na roça mesmo, assim. Dá pra ver que a arma não era de pressão.
Isso aí é uma coisa que existe uma produção que é antiga, inclusive foi uma das minhas últimas aquisições aqui em DVD que eu encontrei, falei, não posso deixar passar, que foi um filme chamado Faces da Morte. Não sei se o Gigi tu conhece. Ah, eu tenho a coleção. Eu comprei o Faces da Morte 2 em DVD. Não vou ter coragem de colocar, muito provavelmente, mas é um filme que eu assisti lá no meu passado em VHS.
E eu falei, a hora que eu vi que ele tava custando ali, sei lá, dois reais, três reais, né? Eu falei, ah, vou levar, né? Não vou deixar aqui. Falou o cachorro que acabou de dizer que não tinha nada de terror, né? Não, então, nada...
Não, mas veja bem, esse eu comprei por conta de uma memória que eu tinha, de algo que eu assisti no meu passado e que não foi algo que eu gostei, mas foi uma coisa que permeou a minha juventude. E quando eu vi, eu falei, não, esse aqui eu preciso pegar para ter na minha coleção. Enfim.
Eu tenho muita coisa assim. Ah, o Júlio, eu acho que você deve botar uma meta no fazer o seu bucket list e colocar esse filme pra assistir, viu? Eventualmente eu vou fazer, eventualmente eu vou fazer. O Fácil da Morte 2 é o mais pesado da franquia, cara. Eu coleciono só comentários, né? Porque esse tipo de filme é só comentário, né?
É chocumentário. Esse que eu falei do cara matando o boi é fita de câmera de gravação doméstica, familiar. O Fácil da Morte faz parte de um gênero de filme que é chamado de chocumentário, que são filmes pra chocar, com as cenas mais bizarras que você pode imaginar. Teoricamente reais, porque o Fácil da Morte também fez muita cena fake. O Fácil da Morte 2 é o único filme que você vai ver 99% com cenas reais. Todos os outros tem muita coisa fake, né?
agora assim, tem muito chocumentário lançados em VHS eu tenho um desejo nem é por apreciar esse tipo de filme mas é um desejo por isso que você falou, Júlio pelo caráter proibidão que esse filme tinha, entendeu? esse caráter sinistro, né? então você ia na locadora, você via um facet desse, você moleque, o cara não ia deixar se alugar você tinha que pedir pro seu tio alugar pra você assistir escondido ainda da sua mãe tava na sessão 18+, né? exatamente, isso e aí
Então assim, eu tenho uma coleção já muito grande de chocumentários ali. E os nomes são dos piores. Traços da Morte, Faces da Morte, Cenas da Morte, Morte e a Experiência Final. Retratos da Morte, Cenas da Morte 1 e 2, Faces da Morte 1, 2, 3, 4. O pior de Faces das Mortes, Traços da Morte 1, 2, 3, 4. Tem Morte e a Experiência Final. Tem Faces da Aberração. Eu quero tanta violência, rapaz.
Não, teve uma época que isso foi... Isso virou uma certa moda, né? Porque o pessoal que gosta de terror assistia, né? Era a única forma que as pessoas mais curiosas com essas coisas tenebrosas tinham pra assistir. Porque na época sem internet, você não tinha como acessar essas coisas. Isso não era mostrado nos jornais. Então, o cara alugava esse filme pra ver as coisas sinistras, né?
pra ver como era um acidente de carro, como é que era um acidente de trem, tem muita coisa bizarra. Era igual aquele site que tinha o acidente do Ramonas assassino, né? Com os pobre rei tudo espedaçado. O assustador, né? É, o assustador. Ó, isso é tão verdade, essa ideia do proibidão, que em 95, 96, por aí, o meu irmão tinha uma locadora, e eu lá, com meus 13 anos de idade, eu estudava de manhã.
E à tarde eu ia para a locadora e ficava lá trabalhando, né? Trabalho infantil. Estimula o trabalho infantil. Então eu ia para a locadora e ficava lá à tarde. E obviamente não era movimento 24 horas por dia. Então havia muitos momentos em que eu ficava lá sentado sem fazer nada. E eu não tinha coragem.
de colocar Faces da Mó, porque vinha a ideia do proibido na minha cabeça. Então, cara, era uma coisa tão impactante, tão proibitiva, que eu sozinho, com o filme na minha frente, com um videocassete na minha frente, a televisão na minha frente, não tinha coragem de colocar pra eu assistir. Mas nessa brincadeira, Xixi, tu já pegou coisas assim, muito proibidão? É, lógico.
É, não, Proibidão, mais 18, não amador, assim, de pessoas se filmando. Já coloquei fitas que tinha, sem identificação, e quando coloquei eram filmes mesmo, mais 18, né? Ah, mas filme produzido, né? Não amador. Produzido, não. Amador, não. Eu já peguei fita de cliente assim, cara, mas não, assim, digitalizei, não quis nem saber, não perguntei nada, devolvi pro cara e...
fita de cliente que eu digitalizo eu não mostro nas lives nem nada, né? Não é a intenção. Sim. Fita de cliente é uma coisa. Só fez o teu trabalho, né? Só fiz o trabalho e beleza. O cara me pediu, ele falou, ó, velho, vou te entregar uma cita aí, mas é confidencial e tal. É um negócio assim, que é íntimo. Sigiloso. Aí eu não, beleza, tá tranquilo. Eu nem assisto, na verdade, eu deixo digitalizando, eu só vez ou outra eu venho conferir, né?
E aí, porque depois que eu faço a limpeza... Aí eu fui dar uma conferida e tinha uma rola, assim. Tá vendo?
E aí, cara, mas foi isso. É a parada, assim, não comento com ninguém também. Digitalizo, mando pra ele, tudo certo, né? Profissionalismo, né? Cada um com seus B.O., né? Mas na live, não, né? Live, não. Nunca peguei nada nesse sentido. Eu brinco, né? Que eu tenho vontade de pegar só pela zoeira, né? Uma fita desconhecida.
colocar na live e ser uma gravação amadora de época, de câmera VHS, de qualquer coisa do tipo, né? Quem sabe um dia a gente acha aí, vai ser bem engraçado. Vê não em live, né? Que não vai dar pra ver, né? Você devia criar uma live da surpresa, pô. Tu pega uma fita que tu acabou de comprar sem ter assistido e assiste na hora. Bota lá na... Mas é, a live é exatamente isso. É isso que ele faz, GG. Contar uma coisa. Numa dessas fitas, uma vez, a gente tava assistindo na live, coloquei uma dessas fitinhas pra gente assistir.
e era a lua de mel de um casal. A gente já ficou assim, vai ter coisa, eu já fiquei atento porque eu tenho um botãozinho que quando aparece algo proibido assim, não pode passar no YouTube, senão eu vou ser penalizado. Eu aperto um botãozinho da emergência, um botãozinho do pânico que apaga a tela, toca um alarme, tem umas coisas dessas.
E eu já fiquei preocupado ali, que eu falei, rapaz, casal, tava filmando o quarto. O dedo no botão, assim, né? É, com o dedo já no botão ali, preparado. No primeiro, segundo, eu já tinha que apertar. No botão da live, cuidado com o... Da live, da live. É, ué.
mas o dedo no botão é... Calma, da live, exatamente. Live, live. Pra vocês terem ideia, a gente foi assistindo, quando chegou mais ou menos na metade ali e tal, um cara no chat da live fala, esse cara é conhecido, foi jogador do Santos e jogou na seleção brasileira também.
Aí eu fiquei, puta que pariu, eu não acredito nisso, eu não acredito que uma fita dessa veio parar na minha mão. Aí eu pesquisei o nome do cara e era, vi as fotos dele com camisa do Santos, seleção brasileira, era a lua de mel dele com uma mulher lá e tal, uma fita de 90 e pouco, qualquer coisa do tipo. Cara, eu não acreditei. Já não devia mais ser a mulher dele, por isso que foi passar a parar na sua mão a fita, né?
Não, então, aí você não sabe. A gente falou... Muito obviamente. Exatamente. A gente falou, putz, vamos pesquisar pra ver se eles estão casados. A gente descobriu que eles têm filho junto, mas estão divorciados. Aí a gente pensou isso mesmo. A gente falou, ah, então, alguém jogou essa fita fora. É, não sei. Parou na mão de alguém que botou no anúncio fitas aleatórias lá, que também não sabia o que tinha. Eu comprei sem saber e descobri aqui agora. Então, assim, vem parar coisas nas minhas mãos assim que são...
loucura. Quando eles divorciaram, foi uma coisa pra cada coisa e falaram assim, isso aí joga fora. Aí você não sabe, cara. Eu entrei em contato, esse cara, ele tem um programa esportivo, entendeu? E eu entrei em contato com ele, eu mandei uma mensagem pra ele e achei a esposa, a ex-esposa dele. Entrei em contato com ela, eu falei, ó, eu sou um colecionador, muita fita vai parar na minha mão. Eu achei uma fita que é de vocês e tal. Se vocês tiverem interesse, eu digitalizo e mando, porque eu acho que pode ser.
Essa mulher deve ter passado dois minutos sem respirar. Eu sou colecionador e eu tenho uma fita. Ela virou para ele e veio assim, queima esta merda. Cara, eu vou te dizer, nunca me responderam até hoje. Nunca, nenhum nem outro.
A live, obviamente, eu tirei do ar depois, porque se tratava de pessoas públicas, que a gente conseguiu identificar quem era, pessoas que ainda estão vivas e tal. Então, eu falei, eu vou tirar, porque isso também não pode dar treta pra cima de mim, né? Então, tirei a live. Quem assistiu, assistiu. Quem assistiu, sabe quem é. Eu não posso revelar também, porque, enfim, deixa quieto, né? Cara, agora um dos vídeos que eu acho mais massa...
Você ouvinte, vocês aqui, meus amigos que não ouviram ainda. O Gigi, cara, um dia ele ganhou um presente de um seguidor dele lá do canal. O cara mandou um videocassete lacrado, cara, ainda. Da época da...
com a pilha ainda funcionando, né, Girito? Conta aí essa história, cara. É, foi loucura, né? O cara, ele disse, ah, vou te mandar um presente e tal. Pô, beleza. O presente chegou, né? Era um videocassete lacrado de fábrica. Pelo que eu vi um videocassete, se não me engano, era 94, 95, qualquer coisa assim, na época que eu pesquisei. Então imagine, né? Tá dentro do plástico, no isopor, dentro da caixa ainda assim, tá aberto desde aquela época, né? Loucura total isso aí.
E eu abri, tava lá, tudo novinho, o manual veio com a sete 100%, novo, no plástico. Um cheiro de novo ainda. Um cheiro de novo, exatamente. E aí, controle, a bateria, vinha com a bateria, com a pilha, eu coloquei a pilha, a pilha funcionando ainda. E, putz, é uma sensação única na vida de qualquer colecionador, você conseguir abrir um item lacrado há tantos anos, né? Cara, imagina.
Ainda mais desse tipo, né? Exatamente. Ainda mais desse tipo. Exatamente. Um Sharp maravilhoso que eu uso hoje. Hoje você encontrar um videocassete já é difícil, imagina um videocassete lacrado ainda, né? Exatamente. Eu perguntei pra ele, ele falou, na época que os videocassetes estavam saindo de linha, ficou muita coisa estocada em depósito de lojas. Ninguém queria mais comprar.
Ficou nos depósitos, o DVD já tava vendendo e tal, e ele disse que ele foi nessas lojas e ele tem outros lacrados, porque ele pediu os que a loja tinha em depósito lá, e comprou por um preço lá especial, e ele tem até hoje, ele disse que tem outros lacrados lá. Caramba. Olha! Olha os olhos do Júlio brilhando aí, ó.
Ô, Santiago, Santiago, eu... O Júlio vinha uma oportunidade de negócio aí. Olha, VHS, eu não sei quanto tempo faz que eu não vejo um VHS, que eu não ponho ele e tal, mas aparelho eu tenho três. Três aparelhos de VHS? Eu tenho três aparelhos de VHS. Funcionando? Funcionando, todos eles funcionando. Cara, uma das grandes dificuldades do VHS é o mofo, né? Porque criava aquele mofozinho ali na fita, cara. É, quando eu crio o mofo, o mofo deu em tudo.
Mas dá pra limpar tranquilo, né? Ali você faz limpeza. Toda fita que chega pra eu digitalizar, eu tenho que fazer a limpeza, porque tá tudo assim, né? E é tranquilo. Você limpa ali, já foi, tá? Dá pra assistir. É muito difícil pegar uma fita que ficou danificada de verdade por causa do mofo. Claro, vai ter um trecho ou outro, né?
Aquele mastigadinho que tinha, que você tinha que cortar e fazer aquela velha emenda com o durex, né? Quem nunca, né? É, exatamente. Isso é fruto de aparelho desalinhado já, né? Já tá com as peças meio desalinhadas, aí ele mastiga o canto da fita. Isso é problemático, isso aí pode acabar com a fita, né? Que aí não tem pra recuperar, ou você emenda com outra parte boa. Se tiver toda mastigada, putz, se atingiu a faixa de tracking ali, já era. Você não vai conseguir ter imagem.
Assista mais um sucesso. Abrir o vídeo. Em Controverso. O podcast onde todos os temas se convertem.
Cara, infelizmente, estamos chegando ao fim, né? Esse assunto aqui, por mim, a gente passaria dias conversando e esse assunto não acabaria. Mas uma coisa que eu queria deixar que ficou claro aqui pra gente é que a ideia é essa, né? Que a gente aqui, quando a gente tá falando que a mídia física não pode morrer...
A gente não está sendo contra a ideia do digital, como o Girito falou, contra o streaming, porque isso é inclusivo, isso permite que mais e mais pessoas consigam assistir. A ideia, cara, é que a gente não precisa abrir mão de escolher a forma de consumir.
Porque, como a gente falou, se amanhã um serviço desse sai do ar, a Netflix faliu. Cara, muita coisa vai se perder porque ninguém vai ter aquilo de outra forma, né? E empresas vão à falência, né? A própria Netflix, ela foi responsável pela falência da maior locadora da história, que foi a Blockbuster. Então, a Netflix selou o caixão da Blockbuster, né? Que foi oferecida pra ela e ela não quis comprar, né? Porque achou que aquilo não iria vingar. Errou!
Errou feio, errou feio, errou rude E infelizmente não deu Mas cara, tem uma coisa que eu queria falar Duas coisas aqui É uma honra ter o Gijito aqui Eu já tinha falado com ele há algum tempo Sigo o canal dele, assisto todos os vídeos E é uma honra poder tê-lo aqui conosco E tem uma...
Quem segue o Gigi no Instagram, ele faz um trabalho que eu acho maravilhoso, cara, que ele filma naquela camerazinha que o Gigi falou, JVC, com a camerazinha pequena, e ele filma cenas do cotidiano, cenas atuais.
E filma também no celular, né? E, cara, é uma viagem no tempo. Ele coloca lá uma música da época e você viaja vendo aquilo que era visto, como a gente via na nossa época, nas nossas TVs de tubo, sendo filmadas nas festas de aniversário.
E aí a gente percebe que o mundo ainda é o mesmo, cara. O mundo, o que mudou foi só a forma de registrar. E quando a gente registra, a impressão que dá é que a gente está voltando para os anos 90. E aí eu queria agradecer o Gigi pela presença e por nos oferecer isso, Gigi.
E aí eu queria que você desse a palavra final aí. Pô, valeu pelo convite. Super feliz de ter esse papo aqui descontraído. Pô, demorou um pouco, mas conseguimos, né? Tudo acontece na hora certa. É isso que é importante. E tá falando de VHS, de colecionismo, de mídia física, todos esses temas.
Me interessam bastante, porque eu vivo isso diariamente, né? Eu acho que todo mundo que coleciona vive isso diariamente, né? E compreende a importância de ter mídia física e de ter o mundo digital também. Porque não dá pra gente fugir do que é o mundo hoje também, né? E tudo com suas maravilhas. Eu acho que foi muito bem colocada aí, essa conclusão aí. E agradecer mais uma vez aí. Tô muito feliz de estar participando aí do papo. E o outro trabalho que o Gigi tu tem, galera?
que eu falei antes de gravar, mas agora falando aqui online, a gravação. O Gijito, ele é professor de um instrumento que não é muito comum aqui no nosso país. Ele é formado em composição musical e ele é professor de banjo, cara. É. Bem louco. Eu quero dizer, professor de cérebro. O pessoal não usa muito aqui no nosso país.
Cara, ele é professor de banjo e ele já participou de um podcast, que é, pra mim, o maior podcast musical do nosso país, que é o podcast O Amplifica, do Rafael Bittencourt, que é guitarrista do Angra. E o Gigi já tocou lá com o Rafael, cara. Então, assim, eu acho que é zerar a vida, né, Gigi, de chegar ali.
Ô caramba, loucura, né? Porque eu sempre fui um fã do Angra, muito fã do Rafael também. De repente eu tô lá gravando com ele, né? Então foi uma realização inimaginável, se eu pensasse na minha adolescência. Que sequer, eu acho que sequer eu veria ele na minha frente, eu imaginava assim, né? E de repente eu tô vendo ele, conversando com ele e gravando podcast com ele. Foi incrível, né?
Gigi, tu tocando banjo. Baiano, se tu não meter um agachadinho na frente do Rafael Bittencourt. Não, é banjo americano, pô. É banjo de música country. É o de cinco cordas, cara. Mas não dá pra meter um agachadinho, não. Agachadinho, agachadinho. Dá, dá. Dá pra fazer. Mas falhei, não fiz isso.
Dá pra fazer aquele... Lá do... Como era o nome do... Harmonia do samba, né? Harmonia do samba. Dá pra meter o harmonia do samba lá no banjo. Mandei meu cavaco chorar, pô. Mandei meu cavaco chorar. É. A gente chamou um roqueiro aqui, bicho, e deu um susto nele. Era mais ou menos isso aí. Rafael Bitecu... Aí ele, toca uma música aí, Gigi, pra você representar aí o nosso canal. Aí tu, mais tu... Não, não, não, não.
Acho que a gente ia ficar doido, ó. E, Júlio, cara, é uma honra tê-lo aqui de volta conosco. Qual a sua palavra final para o nosso ouvinte aí sobre a mídia física?
Olha, eu agradeço o convite e eu queria dizer que a gente tateou em relação a VHS, DVD e tal. A gente não falou também nas suas variações, que é o Betamax, que o Betamax era o concorrente do VHS, que é uma tecnologia que morreu e o VHS supandou e prevaleceu. O Videolaser. Também.
E também o HD DVD. O HD DVD era o concorrente direto do Blu-ray, que também foi uma tecnologia que morreu. E por incrível que pareça, eu tenho um HD DVD. Poxa, isso é difícil de ver, hein? Dos bons companheiros. Dos bons companheiros. Eu comprei num sebo.
Mas ele lê no aparelho normal de DVD? Não, não, ele não lê. Ele só lia no seu específico aparelho de DVD. Então o aparelho de DVD que você tem aí hoje não consegue ler isso? Não, não, não. Veja bem, o HD DVD, Santiago, ele não era relacionado ao DVD. Ele era relacionado ao Blu-ray. O DVD não teve concorrente.
Não teve concorrente. Quando o Blu-ray surgiu, houve essa variação do HD-DVD e do Blu-ray. Se não me engano, o HD-DVD... Eu sei que o Blu-ray era da Sony, era uma tecnologia da Sony. E aí a Sony prevaleceu nessa tecnologia, né?
E o HD DVD saiu alguns aparelhos, saíram algumas mídias e tal, mas acabou. Tu tem o aparelho? Não, de HD DVD não. Não, não cheguei até. Muito difícil, muito difícil. Cara, outro que também era um aparelho muito massa, que era... Eu tenho um amigo que inclusive ele tem alguns filmes, e eu não sei se ele tem um leitor, era o Videolaser, né? Que era... ele parecia um CD gigante. É, ele é gigantesco, gigante... Incrível, né? Tecnologia incrível.
Faz coisa aí de seis meses atrás, eu vou num sebo lá na terra de Léo Lopes, lá em Serra Negra, né? Eu sou amigo do dono e tal. E ele estava com um aparelho de vídeo laser, LaserDisc, né? E ele tinha, além do aparelho, ele tinha em LaserDisc, ele tinha Top Gun, ele tinha Dirty Dancing, ele tinha um show da Madonna, ele tinha o show dos Três Tenores, ele tinha alguns lá. E ele queria vender aquilo tudo. E tu não comprou?
Eu acabei não comprando, porque eu pensei assim, é mais uma doideira pra eu pôr aonde dentro da minha casa. Vamos pensar no raciocínio. Você trabalha pra quê? Filho, quando você tá no inferno, quando você tá no inferno, você tem que se abraçar com o capeta. Eu já abracei muitas vezes o capeta nessa vida. Maiúma é foda, viu?
Tem que pensar o seguinte, Júlio, só se vive uma vez. Isso é, isso é verdade. Eu me arrependi depois, claro que eu me arrependi de não ter comprado, né, eu gostaria muito. Na verdade, eu queria ter comprado só os discos. Eu não queria ter comprado o aparelho, porque eu sabia que em comprando o aparelho... Tinha de volta para o futuro? Rapaz, não, se tivesse eu teria comprado.
Com certeza... Agora o Santiago plantou o seletinho. Com certeza teria comprado o filme. Teria comprado pelo menos o filme. Agora ele tá questionando, olha. Aí acabei não comprando. Eu queria mostrar uma outra coisa também. Isso é um pouco mais ligado pro... Pro nosso ouvinte que é de São Paulo, né? Eu queria mostrar um DVD que eu tenho aqui. Que é um DVD chamado Cine Magia.
Isso aí é legal, hein? Esse DVD aqui, ele conta a história das locadoras em São Paulo, né? As grandes locadoras e os seus grandes términos, né? As suas grandes finalizações por conta de, não só de blockbusters e por conta dos streamings também, né? Elas acabaram minguando ao longo do tempo, né? Então é um documentário muito interessante.
Cara, esse documentário é sensacional Inclusive quando a gente gravou um episódio de locadoras Eles compartilham Imagina que eles seguem a gente É incrível E esse filme, eu comprei ele em DVD E ele tem Ele tem uma versão em Blu-ray também Essa versão em Blu-ray VHS também Eu sei que esse daqui Quando eu abro ele aqui Ele é como se fosse um VHS
Tu tem LVHS ou Gijito? Desse daí, não tenho. Foi uma tiragem muito limitada, muito limitada. Foi. Eu comprei ele assim no... Olha, ouvinte, se você sabe quem tem e quer mandar de presente pro Gijito, vai lá no Instagram dele, segue, fala com ele e pode mandar de presente. Pode, com certeza.
A capa dele é um VHS, tá vendo? É como se fosse um VHS. Então ele é muito, muito bonito. Ele é muito, muito bonito. Muito mesmo. Esse filme estava disponível no Prime Video por algum tempo, mas infelizmente ele saiu... Ele, se não me engano, ele tem pra alugar. Esse aqui tem pra alugar no Prime Video.
Pronto, esse é um problema. Há algum tempo atrás, inclusive, quando a gente lançou, eu acho que eu falei sobre isso, ele estava disponível no Prime V. Isso, exatamente. Eu não sabia que ele tinha saído. Eu já ia indicar, eu já ia dizer que ele estava disponível. E aí o Júlio agora acabou de me corrigir dizendo que não estava. Então, eis aí o problema disso. E eu queria passar agora a palavra final aqui para os meus amigos de bancada para se despedirem dos nossos convidados. E a Ara, começando por você.
Muito obrigada aí pelo papo. Tava com saudade do Júlio. Foi um prazer conhecer o... O Gigi... Gigi... Gigi... É nosso... Gigi... Quase roubando o nome do... Do... Do Gigi. E... E que... Que legal que ia ser, velho. As bizarrice. Até que não dá pra falar tanto. Mas um pouquinho que você falou foi muito... Eu só fico pensando, né? Nos Bell.
Muito obrigada, viu? E foi um prazer. Volte sempre. É, a porta tá aberta. Aqui é assim, depois que vem uma vez, a porta fica aberta. É só dizer assim, ó, eu quero gravar semana que vem sobre qualquer assunto aí que a gente se vira. GG. Eu não vou nem perguntar se ele gosta de Van Hels pra não acabar com a magia da gravação, porque vai que ele fala que eu não gosto?
Você falou que eu não gosto? Quando eu assisti, eu gostei muito, cara. Olha aí, Yara. Olha aí, Yara. Achou, achou alguém, achou alguém. Eu não sei com minha cabeça de hoje. Espera aí, não, não. O GG gosta, o GG gosta. Eu também gosto, Yara, eu também gosto. Eu gosto, pô. Eu gosto até hoje. Eu já disse, pô. É o Wolverine no caçador de vampiro, pô. Respeita. É, tem Wolverine, tem vampiro, tem Wolverine caçando vampiro. É perfeito. GG, qual a sua palavra final, GG?
É, eu queria, minha palavra final aqui, agradecer a participação do nosso amigo Gigi, né? E dizer que essa nostalgia dele é importante. E também é muito importante saber que o nosso HD, da nossa filmatografia mundial, é a sogra do Júlio. Aconteceu algum catálogo digital aí?
Corre todo mundo pra casa dessa velha e faz um arrastão. Salve-se quem puder. Save your souls. Existe um repositório da sétima arte na casa da minha sogra.
Tem um livro que é um apocalipse, eu acho que é um apocalipse vampiro ou zumbi, eu não lembro agora, que acontece no Brasil, esse livro é escrito por um brasileiro. E aí é massa porque eles vão procurar locais específicos para tentar restabelecer a comunicação e tal.
E eu já sei, se acontecesse um desse, eu iria me direcionar a salto pra poder assistir alguma coisa. Ó, e isso aí é pra também quebrar outro paradigma aqui do incontroverso. Essa véia sogra do Júlio é o tipo de aveia que eu não quero matar. Eu quero matar a aveia do... Do encanto, né? Do encanto. Essa é uma aveia gente boa. A aveia é mais gente boa até do que a minha mãe. Caralho, véi. É sério, bicho. Bicho que vai apanhar de novo, véi.
A gente tá falando de repositório. Eu não sei se vocês assistiram um filme que eu não vou lembrar agora o nome, que é com a Julia Roberts, que é um filme recente, meio recente da Netflix. O Mundo Depois de Nós. Isso. O Mundo Depois de Nós. Que a menina vai assistir o final de Friends em mídia física na casa do lado, porque não tem internet. Eu assistiria porque eu tenho o pack todo de Friends. Eu também tenho o box todos. Eu tenho também.
E você, Tony Farias? Cara, eu queria agradecer a muita participação dos dois. O Júlio é sempre muito bem-vindo aqui. O XG também passou a ser bem-vindo ao Encontro Verso. E só pra ele ter uma noção, essa sujeita aí, ela veio como convidada. Onde ela tá agora?
Ela começou como convidada Isso é a prova de que a gente aceita qualquer coisa Ela foi chegando Foi ficando Aí um dia ela armou uma rede Aí no dia seguinte já tinha um quarto ali
Quando a gente percebeu, ela estava todo dia aqui, olha. Como diria falta de opção, né? Mas tudo bem. E para você, ouvinte que nos ouviu até agora, muito obrigado. Mas antes de terminar, antes de me despedir, quero reforçar. Vai lá no YouTube, procura VHSREG. E você, caro ouvinte que nos ouviu até agora, eu queria dar uma dica antes de terminar.
Vai lá no YouTube, procura VHS Break. Você vai ver um dos melhores canais do YouTube. Super divertido. É muito nostálgico poder ver o Gigi falando sobre VHS. A forma como ele apresenta é sensacional. E vai no Instagram dele, segue também. Como eu falei, você vai ver vídeos nostálgicos que lhe farão viajar no tempo. E muito obrigado. Valeu. Foi bom. Adeus. Valeu, pessoal. Valeu, meu povo. Boa.
Fala galerinha do Encontroverso. Aqui quem fala é a estagiada mais linda do Encontroverso. E de toda a padosfera. E queria mandar um super beijo para todos os apoiadores. Caio Damiani, José Gutenberg, Michel Pereira, Camila de Yolanda, Cristiana e Ara Hauque. Ezequiel Noronis, Fernando Neko, Júlio Markog.
Lino Yusco, Evandro Faria, Elton Alves, Alife Almeida, Oliver Slander, José Antonio, Leandro Toval, e Prisciliane. Um super beijo e vamos apoiar o Encontro Vez, para eu falar todos os nomes aqui.
Esse episódio foi editado por Audionias Edições, a sua melhor opção em edições de podcast.
Estúdio Novelo
Radiofobia
VHS Break