Como ajudar seu filho quando ele não entende a matéria
Podcast - Podpais: Pais Instruídos Filhos Fortalecidos14 - Como ajudar seu filho quando ele não entende a matéria.Episódio do Podpais: Pais instruídos Filhos FortalecidosSeja bem-vindo(a) ao nosso podcast, onde discutimos o tema 'Pais Instruídos, Filhos Fortalecidos'. Neste episódio, mergulhamos nas estratégias e abordagens que os pais podem adotar para fortalecer seus filhos em todas as áreas da vida. Exploramos o papel dos pais como mentores e modelos, destacando a importância da comunicação aberta, do estabelecimento de limites saudáveis e do incentivo ao desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais. Junte-se a nós enquanto compartilhamos insights valiosos e exemplos práticos para capacitar os pais a cultivarem. saudável e promoverem o crescimento pessoal de seus filhos. Prepare-se para uma conversa inspiradora e transformadora. Aperte o play e junte-se a nós neste episódio do podcast 'Pais Instruídos, Filhos Fortalecidos'." Deixe nos comentários o seu feedback do que achou do nosso Episódio de estreia.O Episódio também ficará disponível no SpotifyLink para se cadastrar e entrar no grupo do whatsapp do Podpais para acompanhar e não perder os episódios:https://clubedeexatas.com.br/podpais#podpais #podcast #Pais #familia #educaçãoConheça mais sobre o podcast
Jorge Fernandes
- Apoio aos filhos com dificuldades de aprendizadoImportância da presença e escuta ativa dos pais · Identificação de dificuldades básicas (ex: matemática) · Superação de dificuldades em português (experiência pessoal) · Riscos de delegar a educação para a escola · O papel do exemplo dos pais · Mitos sobre responsabilidade escolar e sucesso do aluno · Importância do relacionamento interpessoal e do professor como ponte · Autoconhecimento e desenvolvimento de habilidades (ex: oratória) · Sistema educacional e a lacuna para o futuro · Educação financeira e raciocínio lógico para crianças · Preparação para concursos e vestibulares
- Disciplina e constância nos estudosA importância da constância sobre a disciplina · Motivação como sentimento variável · Desenvolvimento de hábito natural através da constância · Lifelong learning (aprendizado contínuo)
- Diferença entre alunos que se destacam e os que ficam para trásRelatividade do destaque acadêmico · Fatores como relapsia, dificuldade de aprendizado e falha dos pais · Autoconhecimento e autoavaliação como ferramentas · Importância da boa escuta e do feedback
- Relação clube-torcidaSuporte para preencher lacunas de aprendizado · Potencialização do conhecimento adquirido na escola · Preparação para concursos, vestibulares e Enem · Exemplo de aprovação em concurso público
Sejam bem-vindos a mais um Pó de Paz. No episódio de hoje a gente vai falar sobre um tema que é muito comum na rotina dos pais, de quem tem filhos. Como ajudar o seu filho quando ele não entende a matéria? Será que é cobrando mais? Explicar de novo? Deixar para que a escola resolva? O que fazer?
contamos com a sua participação no episódio que está fantástico. Então fica aí conosco, porque hoje a gente vai ter vários insights sobre esse tema, para que você possa entender como é que você pode apoiar o seu filho quando ele não entende a matéria, quando ele tem dificuldade com alguma matéria ou algumas matérias em específico.
Então aproveita esse momento para compartilhar o episódio com toda a família, com o grupo de pais da escola. Você que é pai ou mãe dos nossos alunos do Clube de Exatas, que faz parte da comunidade de pais do clube, aproveita, você que já está conectado aí.
manda já o link dizendo começou o PodPaz, porque hoje é terça-feira e nós temos um encontro marcado todas as 20 horas, ou seja, todas as terças-feiras, às 20 horas, aqui no YouTube. Só lembrando que nós estamos em todas as plataformas de podcast, você está assistindo hoje aqui no YouTube, mas você também pode estar...
ouvindo esse episódio em outra plataforma, na sua plataforma predileta, fazendo outra atividade na sua rotina do dia a dia. Então não é desculpa para que você possa nos acompanhar. Deixa aí um curtir e mais uma vez compartilha esse episódio. Vamos levar conhecimento para toda a família, para a sociedade. Porque aqui é um canal onde as pessoas entendem que é um lugar de conhecimento, de trocas ricas, mas sobretudo de afeto.
Na verdade, aqui é um canal onde os pais se sentem acolhidos para poder falar o que pensam, trocar aqui suas experiências. A gente traz especialistas para falar sobre diversos temas para instruir os pais, para que eles possam se fortalecer cada vez mais e ajudar os seus filhos. Então, pós de paz, toda terça-feira, às 20 horas, hein? Conto com vocês. E para ajudar nessa conversa...
nós temos aqui um convidado super especial, o professor Jorge Fernandes. É um prazer tê-lo aqui conosco, professor. Prazer a todo mundo. Então, muito obrigada. Ele é quem vai trazer as orientações práticas, como vocês pais responsáveis podem estar ajudando os seus filhos a entender essa matéria, essa matéria que eles têm dificuldade.
Quais de fato são as aplicações práticas? Porque aqui a gente traz muitas dicas práticas. Não é só teoria aqui de especialista não, tá? De professor. É de fato algo que você possa aplicar no dia a dia da sua família, em casa, e diante a uma rotina intensa. A gente sabe que tem pais aqui, professor Jorge, que tem uma rotina intensa mesmo, literalmente no sentido da palavra. É uma rotina de trabalho.
casa, às vezes é levar filho pra curso de inglês, pra realizar uma atividade ali, a natação, judô, tem ainda outras situações, tem dois, três empregos, tem outra renda extra, então tem as atividades de casa, organizar a casa, então...
Nós sabemos que os dias atuais, ele demanda realmente essas diversas atribuições para o pai, para a mãe. Então, aqui, os pais com os nossos pais não são diferentes, tá? Então, como ajudar os filhos diante de uma rotina tão intensa quando ele tem dificuldade em uma matéria? Quando ele não está conseguindo desenvolver e ter um aprendizado mais assertivo? Então...
O nosso convidado de hoje é que vai trazer esses insights para vocês maravilhosos. Então, aproveita, pega aí a agenda, pega o celular, se você está assistindo a gente pelo notebook, pela TV, para fazer as anotações. Chama toda a família, faz aquela pipoca, porque hoje é dia de conhecimento, de instrução, para que a gente possa cada vez mais orientar essa geração de hoje para que eles se tornem adultos, mais seguros, mais confiantes.
Mas você que acabou de chegar, deixa aí o seu nome, de onde você está falando, se você é um pai, uma mãe, ou o responsável dos nossos alunos do Clube de Exatas, se você é um convidado do professor Jorge Fernandes, se você faz parte da rede de network deles. Queremos conhecer você.
E se você já tem uma dúvida sobre esse tema, deixa aí já nos comentários que vai ser um prazer, uma alegria compartilhar aqui ao vivo. Mas sem mais delongas, tá, Jorge Fernandes? Conta aí, pra quem não te conhece, que tá vindo aqui você pela primeira vez, quem é Jorge Fernandes?
Bem, meu nome é Jorge Fernandes, eu sou professor de contabilidade formado pela Unijorge em 2005. Eu atualmente faço, sou membro da comissão de estudos tributários do CRC Bahia, Conselho de Contabilidade, fui membro da comissão de IES.
também do CRC Bahia, e fiz diversas especializações na Fundação Visconde Cairu, e atualmente estou fazendo uma especialização de gestão tributária e planejamento tributário também nessa mesma instituição. E tive experiência em vários escritórios de contabilidade, mais precisamente pelo setor contábil.
e agora atualmente também trabalho como em home office então atendo meus clientes em home office presencialmente quando vão me solicitar os serviços inclusive eu até convidei vários deles para estar aí assistindo aí muito bom maravilha então fica aí né um pouquinho da história das habilidades comportamentais e técnicas do nosso convidado de hoje
E se você quiser ter mais conexões, no final a gente deixa aí no chat o perfil do Instagram dele, contatos para que vocês possam fazer essas conexões quando necessário para dicas, para ampliar aí o conhecimento e quem sabe futuras parcerias. Professor, mais uma vez obrigada por ter aceito o nosso convite, tá? É uma alegria imensa tê-lo aqui conosco.
Tenho certeza que vai ser um momento muito bacana, de muito conhecimento e de uma troca rica. Quero dizer que a gente tem aqui um público que nos acompanha desde o primeiro episódio do Podpaz. Já estamos há três anos no ar, na terceira temporada, onde...
eles nos acompanham e que estão espalhados no Brasil inteiro. Então, a gente tem aqui, tá? Não só pais, mães que acompanham a gente porque são responsáveis pelos nossos alunos do Clube de Exatas, mas também uma galerinha que passou a assistir por conta do tema e está conosco até hoje. Então, aproveitem para colocar o seu nome, de onde você está falando, a cidade, e se você tem alguma relação aí com os...
com o Clube de Exatas. Para quem não conhece, professor Jorge, o Clube de Exatas é um curso preparatório que prepara a criança, o adolescente, o jovem, que quer ingressar no colégio militar, porque existe um concurso, também preparando esses jovens para ingressar em outras escolas, colégios que têm uma prova para o ingresso a essa escola, bem como o preparo para o Enem, para o vestibular.
para quem está se preparando para o vestibular de medicina. Então, a gente tem aí diversos cursos, modalidades, que vai estar apoiando esses adolescentes e jovens que querem, de fato, esse apoio com relação à matemática, à redação, a esses concursos.
o vestibular, então se você quer conhecer um pouco mais sobre o Clube de Exatas nos segue aí no Instagram no Youtube, veja os depoimentos de pais, de alunos, dos professores para entender um pouco mais a nossa metodologia e lembrando que o Podpais ele é uma iniciativa ele faz parte das ações realizadas pelo Clube de Exatas porque a gente tem de que é um canal
que conecta os pais, onde traz informação para que os pais se instruam para fortalecer os seus filhos. Mas queremos saber um pouquinho sobre o tema de hoje. Muitos pais aqui sofrem de vato com essa situação, com esse desafio de ter ali um filho ou a filha, ou ambos, quem tem mais de um filho.
tem dificuldade com uma matéria. A gente sempre tem uma habilidade maior, um apreço maior, posso dizer assim, por uma disciplina, por uma matéria. Mas muitas vezes a dificuldade da criança, do adolescente, ele não está porque ele não goste da matéria. Mas às vezes é algum tipo de processo de dificuldade no aprendizado. E ele acaba tendo uma repulsa.
Então, quando esse aluno, quando esse filho tem dificuldade em uma matéria ou em mais de uma, como é que os pais podem estar apoiando nesse processo? Então, assim, na sua visão, Jorge, a formação do aluno, ele começa de fato aonde? É na escola ou dentro de casa? Dentro de casa.
Na verdade, os pais têm que estar presentes com seus filhos. Eles terem uma boa escuta, eles acompanharem seus filhos, perguntarem qual é a dificuldade deles, ter uma conversa sem exigência.
sem pressionar a criança, porque está nessa formação da personalidade da criança. Então, se fizer muito, pressionar muito, ele pode se frustrar futuramente. Então, o que é que deve ser feito? Na conversa com o filho, pergunta-se, digamos, qual é a matéria que você tem dificuldade? Matemática.
Então, com base nas conversas, até mesmo não só com o seu filho, ir até a escola, conversar com seus professores, para saber também de como é que ele está se comportando em sala de aula. Então, isso vai ajudar nesses pais.
saber orientar o seu filho. Então, digamos, por exemplo, o filho tem dificuldade na fração. Sim. Resolver a fração. Então, necessária, provavelmente...
ele tem a dificuldade na base. Então qual é a base? As operações básicas, somar, dividir, multiplicar, subtrair. Então, trabalhando a base.
digamos, a tabuada. Os seus pais vão lá e compram essas tabuadas, passam por seus filhos, eles vão resolvendo as questõezinhas e, consequentemente, ele vai ter um melhor desempenho ao resolver as questões da fração. E isso, consequentemente, ele não passar das séries, no primeiro ano, no segundo ano, no terceiro ano, no quarto ano, ele vai...
desenvolvendo uma capacidade tal que ele vai resolver esses problemas, essas operações matemáticas. Eu digo isso, por exemplo, matemática. Pode ser qualquer outra disciplina, pode ser português, pode ser ciências, pode ser geografia, história, digamos, português.
Se o filho tem uma grande dificuldade em português, eu já trago para a minha experiência, que tem dificuldade em uma interpretação de texto, uma dificuldade em uma escrita, uma dificuldade em aprender a gramática.
Então, consequentemente, qual é a deficiência dele? Uma leitura? Está faltando leitura? Está faltando... Qual é a deficiência de atenção? Então, tudo isso deve ser apurado pelos pais. Então, trazendo para a minha experiência, eu, quando criança, tinha muita dificuldade em português.
Muita, muita mesmo. Gramática não entrava, português na leitura, interpretação de texto, nada entrava. Na hora de fazer uma redação, eu tinha uma séria dificuldade de escrever três, quatro linhas, só do primeiro parágrafo. E aí o que foi feito? Eu conversando com meu pai, que meu pai sempre me acompanha desde criança.
E aí ele disse assim, olha, o método está correto. Se você está indo bem nas outras matérias, então você permanece o método de estudo. Então, o que é que deve ser feito? Eu estava com um grau mais elevado em matemática, ciências, história, geografia, estava com um grau bem elevado. Tirava notas altíssimas. Já português lá embaixo.
Então, o que eu fiz? Eu aumentei a intensidade de esforço para que aumentasse o nível em português, até chegar a emparelhar com as outras disciplinas. Tanto que, na minha experiência como aluno em nível fundamental, eu...
só ia para recuperação em português. Só ia para recuperação em português. Então, esse trabalho de melhora, de correção, de ajuste, de lapidação, foi levado a longo prazo. Então, eu comecei lá atrás.
Em nível fundamental, eu fui concluir uma melhor escrita, uma melhor interpretação já no nível superior. Olha quantos anos que eu levei, desde criança, adolescência até maturidade. Então, hoje, quem já leu, quem conhece a minha escrita, que já viu, sabe que eu tenho uma ótima escrita.
mas não sabe que lá atrás eu tive um sério problema de aprendizado, mas que eu superei esse problema. Mas aí qual foi o ponto-chave? Não foi necessariamente o estudo em si, mas sim a confiança, a presença...
da família, que me deixou mais confortável, para que eu tivesse uma segurança melhor, para eu me sentir acolhido também, ser compreendido e até mesmo ser ajudado para haver essa correção.
E hoje, no meio profissional, graças a Deus, eu tenho uma boa escrita. Se alguns colegas, professores, contadores, estiverem presentes, eles vão... Perfeito. Vão poder confirmar isso.
Poder confirmar. Então, quer dizer que você traz aqui o reforço, professor Jorge, da importância de ter a participação dos pais nesse processo de aprendizagem. Isso. Muitas vezes, você trouxe aqui a sua experiência, mas para compartilhar com quem está nos acompanhando, a importância, principalmente em uma certa idade, de formação de caráter.
de trazer essa confiabilidade, essa segurança de que você pode, de que você consegue, ela se forma com a participação e a atuação ativa dos pais ali num processo de aprendizagem. Então, foi algo que deu certo contigo. Ter aí o seu pai te ajudando nos estudos, te dando ali todo um planejamento para seguir com o português, para poder estar nivelando com outras disciplinas. Então, só consolidando aí. Então, uma formação, na sua opinião,
começa dentro de casa começa dentro de casa isso é muito bom mas enquanto o envolvimento você faz aqui dos pais de forma que ele impacta diretamente ou seja, como que esse envolvimento vai impactar dos pais de forma direta
na vida, no desenvolvimento dessa criança e do adolescente. Então, você também trouxe um pouco disso, da atuação do seu pai, os impactos que ele trouxe, que essa participação trouxe no seu desenvolvimento. Então, eu acredito também que isso traz uma melhora até na questão comportamental da criança na escola. Mas hoje a gente sente também uma situação. Hoje muitos pais, eles delegam a educação totalmente para a escola.
enquanto outros são mais participativos, como foi o exemplo do seu pai. Mas para esses pais que sempre estão delegando a sua responsabilidade de ensinar, de estar ali ajudando em uma matéria que essa criança tenha dificuldade, que ele delega totalmente para a escola, quais são os riscos disso?
para a criança? Quais são os riscos, inclusive, desse processo de terceirizar ou de simplesmente achar que a escola é responsável?
Bem, é um erro gravíssimo que esses pais cometem, porque a responsabilidade na educação da criança, na formação como pessoa, como caráter, valores morais e éticos, parte dentro de casa. Os limites a serem traçados, o não, os pais devem aprender a dizer um não para o filho, por mais que doam no coração, mas que saiba que o não...
para o filho dado é um sim para um sucesso na vida. Com certeza. Para um sucesso na vida. Então, delegar essa responsabilidade para a escola vai deixar uma grande lacuna. A criança vai entender no seu íntimo que não tem uma responsabilidade com os estudos.
qual é a referência que ele vai ter dentro de casa de um pai ou de uma mãe para assumir uma responsabilidade nos estudos, aprender as matérias, ter uma melhor desenvoltura escolar e até se tiver com interesse de ingressar numa faculdade de medicina, no colégio militar, dentre outras, contabilidade, direito, administração, seja lá esse curso qual for.
qual é a referência que ele vai ter, os pilares, para que ele se espelhe e que ele possa pôr em prática. Porque, assim, a palavra dita, no caso, se o pai disser não faça isso, tudo bem, o filho ouve, mas ele não assimila. A palavra vai...
Mas o que vivifica é o exemplo. Então, se o pai disser assim, não faça isso porque é errado, você deve estudar, você deve respeitar os seus professores, você deve respeitar seus colegas. E o pai e a mãe, eu digo o pai e a mãe.
se comportam dessa maneira, eles inconscientemente vão copiar o comportamento dos pais. Eles vão ver, se meu pai está fazendo, é porque é o certo. Se ele está estudando, se ele está lendo livros, se ele está trabalhando, então isso aqui que é o correto. Ele tem uma responsabilidade, então vou copiar meu pai. Se ele está exercendo uma função profissional.
É muito comum no núcleo familiar os filhos copiarem os pais de tais maneiras que eles seguem até a mesma profissão. Quem foi professor, o filho quer ser professor também. Se é engenheiro, torna-se também... Não 100% dos casos, mas... Mas é uma referência.
Uma referência. Com certeza. Isso. Se é contador, segue como contabilidade. Se é administrador e assim sucessivamente. Então, por quê? Tem uma referência, tem um exemplo lá. Na sua casa, um exemplo vivo que está ali.
A criança assimila muito, são super observadoras. Com certeza. São super observadoras. Então, se você faz algo de errado, você não deve traçar, trilhar nesse caminho. E, de repente, o pai faz o inverso.
A criança vai chegar um momento que ele vai dizer, se o senhor disse que não posso fazer, e o senhor faz errado. Então, olha a responsabilidade da formação do caráter da criança. A mesma coisa, se ele disse que é para estudar, se é para trabalhar, se é para assumir os compromissos escolares, ele respeitar o próximo. Então, se o pai e a mãe respeitam o próximo, ele vai chegar a respeitar um professor fatalmente.
fatalmente, que eu digo, de um lado positivo. Ele vai seguir o mesmo exemplo. Então, até mesmo a forma de tratamento, aqui nós estamos em um ambiente informal, mas nas escolas existem aquelas crianças que são tão educadas que falam com o professor, senhor, senhora, com seus coleguinhas, com os diretores da escola, com os coordenadores. Então, sempre, até mesmo no ambiente de trabalho, tem essa formalidade, de uma forma inconsciente.
E natural. Perfeito. Mas, assim, os riscos, no caso dos pais, estarem delegando funções que são, na verdade, deles para a escola. O que você acredita que traz o impacto, na verdade, na vida desse jovem? Ele vai se frustrar.
porque o pai e a mãe têm pura obrigação, uma obrigação como pais, não só tutelar.
os seus filhos, mas também mostrar-lhes quais são os caminhos certos e errados. Vou chegar lá. Vou chegar. Então, se ele tutelar os cuidados ao seu filho, à educação, vai existir uma lacuna. O filho não vai ter bom desempenho na escola. Ele não vai respeitar os seus professores. Ele não vai ter mais responsabilidade. Então, ele vai se tornar uma criança relapsa e vai se frustrar.
durante a vida, no seu caminhar, na escola, na faculdade. E se conseguir entrar na faculdade, ele não tem isso. Porque quando ele não assume a responsabilidade nos estudos, ele se frustra. Então, ele, por si só, vai dizer que vai ter um complexo de inferioridade. Ele vai ver seus coleguinhas, seus amiguinhos de infância.
crescendo, evoluindo, adquirindo um sucesso profissional e ele sendo passado para trás. Então, a diferença de desempenho. E isso é uma falha dos pais. Então, os pais devem...
de uma certa forma, cuidar dos seus filhos e orientá-los, e nunca delegar para a escola a educação, porque a educação moral, os princípios morais, o não que a gente dá, os pais dão para os seus filhos, não é a escola que deve dar, e sim...
Com certeza. E aí eu quero fazer um desafio aqui, professor. Mito ou verdade? É um novo quadro do Pó de Paz. E aí eu vou trazer aqui três situações e eu quero ouvir sua opinião, tá bom? Mas fique muito à vontade também para fazer complementos, fazer aí toda a sua justificativa ou trazer seus pensamentos e opinião a respeito. Então vamos lá, mito ou verdade? A escola é a principal responsável pelo sucesso do aluno?
Mito. A escola não é o principal, o principal é justamente a família, a presença, a presença dos pais. Então, eles têm que estar sempre presentes e aí, consequentemente, os seus filhos vão ter sucesso no futuro próspero. Maravilha. E se o aluno estuda, já é o suficiente para ter um bom futuro? Mito.
o estudo não é só o suficiente, o estudo em si não é o suficiente, porque existe uma prática, existe também o convívio com seus colegas, tem que haver uma troca de experiência, tem seus coleguinhas na sala de aula.
até mesmo na universidade, a gente tem que... Os filhos têm que aprender a ter um relacionamento interpessoal, conviver com aqueles colegas que sabem mais.
porque a gente não sabe de tudo, ninguém é dono do saber, ninguém sabe tudo em lugar nenhum, em qualquer parte do planeta. Mas se ele tem uma certa dificuldade, aí já trago de novo minha experiência, se ele tem uma certa dificuldade em determinada matéria, ou então em determinado assunto...
qual é o colega que tem habilidade naquela matéria ou naquele assunto. Então, é importante ter um bom relacionamento com seus colegas, ser solícito, se permitir para conhecer e ser conhecido, como aluno, como pessoa, como ser humano.
O interrelacionamento também com os professores, explorar os professores que estão ali, eu não costumo dizer que o professor é o facilitador, porque o facilitador soa como se desse de bandeja. Na verdade, o professor é uma ponte, ele mostra os caminhos, abre um leque de caminhos, faz com que os seus alunos se tornem, sejam os protagonistas.
E aí, de acordo com o desenvolvimento de cada um deles, ele vai direcionando a turma, porque na sala de aula a turma é heterogênea. Então, existem alunos que têm mais facilidade e tem outros que têm menos facilidade, mas todos são de igual valor. Perfeito. Muito bom. E aí, para terminar esse quadro de mito ou verdade, Jorge, conta aí para a gente. Pais não precisam se envolver tanto na vida escolar?
Mito. Eu não vou nem ser redundante, porque já respondi. Já trouxe para lá. Mas tudo bem. Mas só reforçando, por exemplo, para quem chegou aí agora. Pronto. Mito, porque a presença dos pais é de suma importância. Então, ele estando presente na formação acadêmica do filho, de ter um impacto tão grande.
tão grande, que a gente não consegue mensurar. A gente só vai perceber o quão foi positivo esse posicionamento, essa presença familiar, os pais estarem presentes, cobrando.
Não que cobrar resultado, mas cobrar o compromisso com os estudos e também incentivar o resultado, sempre bater palma para o seu esforço, o que foi que ele aprendeu. Então, os pais perguntam, o que foi que você entendeu deste assunto? O que foi que você não entendeu? O que foi que você aprendeu? Pode me explicar, porque a criança em formação não vai explicar como nós adultos.
mas ele, com poucas palavras, quando ele consegue externar o seu entendimento em determinado assunto que ele estudou, ele, consequentemente, vai mostrar, vai deixar bem claro que estudou e está compreendendo o assunto. Se ele já procura...
responder como se tivesse decorado, então ele não compreendeu. Então, é essa presença que é fundamental. E outra questão, os pais não necessariamente não precisam conhecerem a matéria, terem habilidade na matéria. Muito bom. Isso.
Os pais podem não saber português, mas ensinar o processo, acompanhar o processo, incentivar. Podem não saber matemática, da mesma forma. Podem não saber história, geografia, não ter o conhecimento, ou então não se lembrar do assunto, que é natural depois de longos anos, e aí rever os assuntos é meio complicado.
Mas só o fato de estar presente e incentivando, a criança vai se sentir confiante, mais à vontade.
Inclusive, a gente teve aqui no episódio passado o professor Marcos Leite, onde ele trouxe inclusive a utilização do IA para apoiar os pais, por exemplo, como você trouxe aqui o exemplo, Jorge, sobre os pais que não têm tanta habilidade como a disciplina, que às vezes é a disciplina que o filho tem dificuldade. Ou de repente já tem muito tempo que ele viu esse assunto, muita coisa também mudou.
E como ele pode ter esse suporte. Então, dos pais, incentivou também que os pais pesquisassem, usassem o IA para ajudar nesse processo, para poder, de fato, eles estarem também ali se preparando. E ajudar os seus filhos. E o fato também de acompanhá-los, como você trouxe, isso também reforça e ajuda o pai a lembrar do assunto, a estudar junto e, com certeza, trazer confiança para o seu filho, para ele se sentir mais confiante.
entusiasmado e ter aí um resultado eficaz. Muito bom. E falando sobre disciplina e preparação. Na sua opinião, disciplina e constância são fundamentais nos estudos? Como é que esses jovens podem realmente ter ali uma disciplina, serem disciplinados, ter uma constância para ter resultados positivos nos estudos? Disciplina e constância andam juntos, lado a lado.
principalmente a constância. O aluno pode ser disciplinado, ele tem um bom comportamento, ser bem organizado nas suas atividades acadêmicas, estudando em casa ou na academia.
Mas a constância é importante porque tem a palavra que eu acrescento aí também, além dessas duas, a motivação. Agora, motivação já...
Digo assim, não que ela seja importante, mas é porque motivação é um sentimento. Como um sentimento pode variar para bom ou para ruim, então, uma criança que não estiver motivada, se não tiver constância, não vai produzir. Então, ele sendo constante, ele tendo uma atividade rotineira, diária, com constância,
Mesmo com ou sem motivação, ele vai desenvolver um hábito natural em que vai assimilar o conteúdo com o passar do tempo, de médio a longo prazo. Então...
ele tem na disciplina, é importante também. Agora, a constância, eu até gosto muito dessa palavra, porque ser constante foi o que aconteceu comigo. Eu fui constante no meu desenvolvimento na matéria do português, aumentei só um pouco a intensidade no meu esforço para compreender, aprender o assunto. Desculpe, compreender o assunto.
E aí até nivelar as matérias, até melhor desempenho. Então, a constância é o que eu já digo que é mais importante até que a própria disciplina. A disciplina também é válida, tem que estar lá quietinho, centrado, aprender, tem todo um desenvolvimento.
Maravilha. E a constância, de fato, o estado ali, ou natureza daquilo que é constante, ou seja, o que é contínuo. Então, é ser persistente, é ser obstinado. E, de fato, eu gosto muito desses dois processos, de você estar ali tendo disciplina e tendo constância.
Então, essas naturezas de Estado, né? Essa qualidade de Estado são importantes. E algo que você trouxe muito bacana, professor, é que muito mais do que ser disciplinado, você ter ali uma organização, você seguir toda uma rotina, é você persistir nela, é você ter obstinação, é você ter foco e dar continuidade. E eu acho que, inclusive, Constância está muito ligada...
Uma palavra que está fazendo muito sucesso. A gente ama trazer termos em inglês, né? O lifelong learning, ou seja, o aprendizado contínuo. A gente gosta de trazer aí uns enfeites para as palavras e tal. Só brincando porque a gente traz muito esses termos americanos. Mas nada mais é que aprendizado contínuo. Então, o processo de ser contínuo mostra sobreconstância. Então, o estudo...
O aprendizado precisa ser constante, independente de formações, de já ter concluído cada etapa. Então, estudo, gente, é contínuo. A gente acha... É muito engraçado porque eu lido também com muitos jovens de várias fases e a gente acha assim, ah, depois a gente finaliza ali a faculdade, ensino técnico, ensino médio, está tudo ali. Não, é só o começo, gente. E aí, assim, mesmo que tenha o mestrado, doutorado...
A gente precisa estar sempre ali como profissionais, pesquisando, estudando, para buscar o nosso diferencial, para estar acompanhando as tendências na sua área, para se desenvolver, para interagir. Então, tudo está ligado ao aprendizado, ao conhecimento e, sobretudo, essa constância.
nesse processo. Muito bom. Gosto muito também, compartilho contigo, de que entre esses dois estados aí, essa natureza, esses termos, esses hábitos, muito mais a constância. Mas na sua experiência, o que de fato diferencia um aluno que se destaca daquele que fica mais pra trás? Você trouxe, inclusive, professor Jorge, sobre a...
Na verdade, a pluralidade que é uma sala de aula, onde a gente tem ali personalidades diferentes, idades ali. Geralmente, hoje, agora, a gente está trabalhando, equiparando as salas com as faixas etárias, mas, ainda assim, a gente tem ali idades um pouco diferentes, criações diferentes, habilidades. Cada um tem um tipo de desenvolvimento que apresenta. Então, tem uns que têm dificuldade com a matéria, outros não.
que tem um determinado desempenho, né? Então, a gente vive essa pluralidade na sala, como também a gente tem ali um aluno que se destaca mais e aquele que já fica um pouquinho mais ali nos bastidores, que talvez não queira, né, estar muito ali à frente, ou que também não tem esse desempenho tão elevado, que traga essa visibilidade.
O que diferencia, de fato, aquele aluno que mais se destaca daquele aluno que fica para trás? Com base entre o aluno que se destaca e aquele que fica para trás, existe uma relatividade. Por quê? Nem sempre o aluno que se destaca, ele aprende. Tem aqueles que aprendem mesmo, que estudam, são disciplinados, são constantes, são disciplinados, são compromissados com os estudos.
Mas tem aqueles que estudam só para passar, tiram uma nota alta, decoram as questões. Então, existe uma relatividade, da mesma forma que existe uma relatividade do aluno que é relapso, que é passado para trás por ser relapso, por ele não se importar com os estudos e até mesmo a falha dos pais de não cobrarem isso dele, de não podarem as arestas.
E também, ou da dificuldade, ou então outro exemplo, a dificuldade do aluno em aprendizar, aprender, perdão, em aprender. E aí, ter um melhor êxito nas notas. Então, vou trazer também uma experiência minha.
Por favor, a gente ama a experiência. Vou trazer uma experiência minha. Além dessa minha dificuldade na matéria de português, eu nem sempre fui uma pessoa, nem sempre fui uma criança comunicativa. Eu sempre fui tímido.
Então, os alunos que eram mais extrovertidos, mais comunicativos, até os mais estudiosos, eles se destacavam. E aí eu ficava mais retraído. Até mesmo na época da faculdade, eu sempre fui tímido, sempre fui calado.
Então, isso, eu tenho o hábito de sempre analisar, me autoavaliar. Perfeito. Um autoconhecimento e, a partir daí, procurar corrigir da melhor forma para que eu tenha uma melhor desenvoltura. Então, quando eu percebi que eu era muito tímido, eu tinha medo de falar em público.
Tinha medo de falar em público, não fazia palestra, nada. Na apresentação de seminário, eu começava bem, de repente batia o nervoso, e aí eu tinha que ler o esquema no papel. Então, o que foi que eu fiz? Eu comecei a exercitar oratória em pequenos grupos.
grupos de estudo, até não só na academia, mas em outros contextos que exigem o estudo, em qualquer outro contexto. Então, a partir daí, comecei a exercitar essa oratória, falando um pouco mesmo, mas para justamente perder essa inibição, perder essa vergonha, perder esse medo de falar em público, e a partir daí eu começar a falar...
mais prolongadamente. Hoje, também, quem me vê, quem já assistiu minhas palestras, até agora mesmo, podem perceber como eu verbalizo. Quem me conhece, desde a época que eu era bem calado, tímido, para hoje, tive uma mudança enorme. Então, qual é o ponto-chave também? O autoconhecimento.
Se o aluno exercitar o seu autoconhecimento, ele procurar se autoconhecer, se avaliar e também perguntar, poxa, perguntar ao colega, perguntar ao pai, à mãe, se os pais permitem para que ele tenha essa confiança. E aí ele perguntar quais são esses erros, quais são as deficiências que devem ser corrigidas.
E para os seus colegas de sala, os professores, principalmente os professores, ele se permitir para que conheça, e aí o professor, principalmente, ele gosta que o aluno se expresse, que ele vê que existe um interesse numa melhora. Consequentemente, ele, mais adiante, vai ter um êxito profissional também. Sim.
Como é que você deve se relacionar com um cliente de um escritório de contabilidade, digamos que é a minha área, um escritório de contabilidade, vem um cliente e vai procurar saber de uma... tirar dúvidas, não, externar suas dores referente à sua empresa.
E a gente, como um contador, é como se fosse um consultor. Não tem um consultório médico, já que tem alunos que vão fazer medicina. Consultório médico. O médico está ali, o paciente vai, diz o que está sentindo para ele.
Para ele avaliar, ele dá o diagnóstico. A mesma coisa, o consultor contábil, ele ouve o cliente, quais são as dores, e aí ele dá o diagnóstico e a partir daí ele resolveu o problema. Então, nessa questão da comunicação...
muito mais importante que falar, que eu digo isso na minha própria experiência, muito mais importante que falar, porque é importante, mas muito mais, é a boa escuta. Você saber o que é que o...
o seu aluno tem como dificuldade, o que é que o seu cliente está exigindo, o que é que o seu colega também está precisando de ajuda se você tem uma habilidade para ensinar, porque o aprendizado é mútuo, é uma via de mão dupla. Então, uma boa escuta, eu sempre digo isso, uma boa escuta.
é muito mais válido do que a própria fala. Olha o que eu falei lá atrás, o exemplo. Porque o exemplo que vivifica, as palavras passam. Então, se a gente for objetivo no que for explicado...
para seus alunos, para seus professores, para seus colegas, para seus clientes, já é um ponto positivo até para obter um sucesso profissional, seja a área que for.
Maravilha! E é sempre o que a gente gosta muito de ouvir as histórias, porque às vezes a gente traz aqui os profissionais para que os pais entendam que antes mesmo de ser um profissional, é um ser humano. Então, pode ter ali a vivência, a experiência com relação à técnica, mas muitas vezes na prática.
E até chegar a estar aonde vocês chegaram, até seguir essa trilha, esse caminho de ser ali um especialista, um professor, teve um processo e que muitas vezes pode ter sido parecido com um filho aqui de um pai que nos acompanha.
Pode ter sido a história, inclusive, de uma mãe, de um professor. Tem muitos professores que também nos acompanham aqui no PodPaz. Então, é tão bom, porque a gente, muitas vezes, se identifica e cria a sensação de pertencimento. Poxa, eu passei por isso. Como é que você superou? Então, muitas vezes, quando você trouxe aí que a diferença entre o aluno que se destaca e o que fica mais para trás, também tem essa questão da timidez, tem a questão dele ser mais introspectivo.
A insegurança, então a importância mais uma vez de estar aí os pais presentes ajudando, reafirmando, porque tem muita gente que precisa dessas palavras de afirmação para entender que é bom, para entender que pode, que consegue. Então o processo de participação dos pais junto com os professores, eu acredito muito, professor Jorge, que também ajuda a esses alunos que ficam um pouco mais para trás para entender.
Entendeu o motivo por que eles estão ficando sempre ali nos bastidores, por que eles não querem interagir, por que eles não têm se destacado para entender se é uma dificuldade, se é uma introspecção, se é uma questão cognitiva, para poder apoiá-los nesse processo. Muito bom, mas falando sobre futuro e construção real. E aí trazendo muito assim a questão do sistema educacional.
Como é que você acredita muito na sua opinião, tá? Se o sistema educacional, ele hoje tem preparado realmente os alunos para o futuro ou ainda existe uma lacuna, ou ainda está um pouco aquém de chegar a esse mundo ideal?
Existe uma lacuna, porque teve um progresso educacional, mas, infelizmente, existe essa lacuna, porque existem instituições de ensino que se preocupam em...
passar o conteúdo em demasia para os alunos. Será que os alunos aprendem totalmente esse conteúdo? Hoje em dia, são utilizadas as redes sociais, são utilizados o celular, que é a informação em tempo real. Então, essa atual geração é imediatista.
Quando a instituição passa uma grande quantidade de conteúdo para determinadas turmas, dessas crianças, desses jovens, desses adolescentes, eles vão achar muito maçante, muito, digamos assim, na concepção deles.
É desnecessário estudar tanto, ser objetivo, poucas palavras. Então, são imediatistas, diferente da nossa geração. A minha geração, isso funcionava. Isso funcionava, entre aspas. Funcionava porque nós não tínhamos tanta informação como temos hoje, mas aprendíamos.
Olha, por exemplo, ninguém, na minha geração, eu nunca iria imaginar que iria usar um celular. Na época, quando eu queria fazer uma pesquisa, eu tinha que ir para a biblioteca da Uneb. No meu ensino fundamental, que eu tinha dificuldade em português, que eu relatei, eu ia para a biblioteca da Uneb fazer pesquisa. Eu chegava da escola, de segunda a sexta, chegava da escola.
tomava banho, almoçava, descansava um pouquinho, pegava o ônibus e ia para a Uneb. Então, chegava lá na Uneb, fazia pesquisa até seis horas da noite, mais ou menos, seis horas da noite, e aí retornava para casa. E aí descansava para no dia seguinte ir para a escola. Era diário, era diário. Então, não tinha essa facilidade que temos hoje de qualquer pesquisa que nós vamos fazer no celular, já avisava em pronto. Tinha que se deslocar de ônibus, de carro, no meu caso, eu tinha que ir de ônibus,
chegava lá na biblioteca, fazia pesquisa, anotava no caderno, chegava em casa à noite, ao retornar, passava limpo, elaborava o trabalho e entregava para o professor. Se não era na biblioteca da Uneb, eu ia para a UFBA, ou então eu ia para...
ali nos barris, Biblioteca Central. Na Biblioteca Central. Fui muito ali na Biblioteca Central. Então, eu sempre fui um frequentador assíduo de bibliotecas. Por isso que hoje eu tenho um hábito de leitura. Não é só também...
oriundo de uma boa educação familiar, uma base, uma boa orientação. Mas eu tenho esse hábito da leitura. E hoje, os jovens, se as instituições de ensino passam muito conteúdo... Eu tive uma experiência também, me lembrei agora. Eu fiz uma palestra, uma determinada faculdade, na universidade aqui de Salvador. Eu fiz uma palestra para os alunos do curso de contábil e administração.
e outros cursos. E antes de ministrar essa palestra, eu conversei com um professor. Aí ele falou, poxa, os alunos aqui estavam se queixando porque um professor determinou para que a turma lesse um determinado livro. Um livro.
E aí o que foi que os alunos fizeram? Eles foram para a coordenação para fazer queixa à coordenadora. Olha, o professor pediu para a gente ler esse livro todo. Não pode. Aí o coordenador do curso falou assim, não, não, vocês estão certos. Esse professor está errado. Não pode exigir só um livro. Tem que exigir três, quatro, cinco. Cinco livros. Porque...
acadêmico tem que estudar, tem que ler. Mas, professor, é verdade. Um livro só é pouco. Eu vou falar com ele agora, vou chamar ele aqui, vou me reunir com o professor e vou exigir dele para cobrar mais de vocês. E aí eu abordei isso na minha palestra. Eu disse, olha, também no nosso tempo, no meu tempo, quando eu estudava na Udyn Jorge.
Era cada disciplina, cada professor, se tiveram meus colegas de turma, eles vão confirmar isso, cada disciplina, no mínimo, eram dois, três livros. A gente, economia, administração, TGA, administração, contabilidade, matemática, então a gente estudava mesmo, fora as apostilas, tirávamos xanox do conteúdo. Então, a gente não...
não tinha esse recurso de celular para fazer pesquisa, a gente ia no papel mesmo, escrevia, por isso que, graças a Deus, eu hoje estou até numa boa escrita, uma melhor escrita, melhorei um pouquinho. Com essa constância aí, né? Com essa constância nesse aprendizado. Perfeito!
Você que está na área aí de exatas, você entende que a educação financeira, o raciocínio lógico, ele tem aí, tem papéis importantes, né? Desde cedo na formação do aluno, então já conduzir aí desde cedo, enquanto criança, adolescente, essa disciplina e organização com relação à educação financeira, de fato, é um diferencial na formação dessa criança e adolescente?
É diferencial. Eu acho de suma importância os pais ensinarem seus filhos a lidarem com as finanças de forma gradativa. Não necessariamente... Quando se trata de uma criança de 9 anos, 10 anos, então leva ele para o supermercado. É claro que ele vai querer um iogurte, um chocolate.
Coisa de criança mesmo. Mas aí, com base, de forma lúdica, uma conversa pueril com seus filhos. E aí, conversar com ele. Antes de ir para o supermercado, faz uma lista. O que é que nós vamos precisar aqui dentro de casa? Aí, claro, ele vai dizer iogurte, normal. Mas aí, diz, não, vamos precisar de um arroz, de um feijão. Aí vai listando. Aí vai ensinando para a criança. Arroz, feijão, carne, tal, tal, tal.
E aí vamos para o supermercado. Então, o que é que vai ser feito? Não estou querendo assumir o papel dos pais. Cada um sabe como ensinar seus filhos, mas isso aqui é um parâmetro, digamos assim, um parâmetro. E aí o que é que acontece?
levando o filho ou a filha para, digamos, pegar um feijão. Quanto custa esse feijão? Feijão tal custa R$ 5,00. E o outro feijão, R$ 2,50. Aí vai conversando, certo? Qual desses dois tem melhor qualidade? Qual é o mais barato?
Nós só trouxemos aqui para fazer as compras R$ 200. Então, ao mesmo tempo com essa educação financeira, ele vai exercitando a matemática. E aí ele vai passar a compreender o que é que ele deseja.
O que é que a criança deseja? Um iogurte, um chocolate, os brinquedos, os bombons. Mas o que é necessário? O que é que é necessário? O essencial. O essencial. Então, ele vai aprender a distinguir o desejo dele e o essencial. O que é que deve ser feito? Nesse essencial...
que é o prioritário. Ele tem que aprender que o essencial é a prioridade, que tem que pensar no coletivo, na família. E ele comprando os filhos, ajudando nessas compras, ele vai desenvolvendo. Depois, se sobrar dinheiro, compra um chocolate.
que é a fase da criança, não tem problema. Tem ali o momento da recompensa. Da recompensa, porque assim, já se tratando de crianças de sete, oito, nove, dez anos, a gente não deve exigir muito. Então, a gente tem que ter um tato, uma conversa lúdica com a criança, ainda mais pais com filhos, principalmente. E é pronto.
E como é que os pais podem preparar? A gente comentou aqui que a maioria das pessoas que nos acompanham são ali pais responsáveis de alunos do Clube de Exata do Cursinho Preparatório, que muitos estão ali estudando para ingressarem no Colégio Militar, que é através de uma prova, de um concurso. Tem o Enem, tem o próprio vestibular que tem.
esse viés de avaliação, de concurso, enfim, tem os editais, todo um processo de regulamento a ser seguido. Então, como é que os pais podem preparar os seus filhos, não só para passarem nesses concursos, nas provas, no dia a dia ali na escola, mas para a vida? Bem, eu acho de grande valia o curso de exatas, não só o curso de exatas, mas os outros cursos correlatos.
Por quê? Tem assim, a escola, ele passa para os alunos, tem que cumprir um programa escolar, tem que cumprir determinados assuntos. Já esses cursos, como foi citado aqui o Clube de Exatas, elez, elez...
eles ajudam a tapar essas lacunas, essa sangria, essa deficiência do conteúdo adquirido pelos alunos, essa deficiência no aprendizado. Então, é de grande importância. Aí vem essa questão de se quer se tornar, vai entrar no colégio militar, ingressar numa faculdade, no curso de medicina, ou qualquer outro curso.
Então, ele vai ensinar técnicas, esses cursos ensinam geralmente técnicas, vai potencializar o conhecimento, o que é dado em sala de aula, nas escolas, o curso de exatos e os correlatos, eles vão potencializar, vão ajudar a solidificar esses conteúdos. E tem um melhor êxito nas provas, no vestibular e concursos públicos. E aí vem a questão da palavra constância.
Porque mesmo estando nesse curso, ele tem que ter essa constância no seu aprendizado, no seu estudo, no seu compromisso, mesmo sendo um curso preparatório. E isso é de grande valia e ele vai colher bons frutos no futuro.
Por exemplo, concurso público, que hoje em dia muitos profissionais, profissionais e até alunos, estudam para concurso público. Vou citar o exemplo de um colega meu. Eu convidei ele para assistir, mas ele agora deve... Não sei se ele está aqui. Ele estudou no Colégio Militar.
Então, ele era oficial, ele era tenente, a patente dele no colégio militar é como tenente. E eu, então, sempre chamei ele de tenente. Se ele estiver aqui, ele já sabe que é dele que eu estou falando.
E ele sempre quis seguir a carreira como policial, seguir o exemplo do pai dele. O pai dele é policial e professor dessa escola. E o que foi que ele fez? Ele sempre perguntava para mim, ele conversando comigo. Ele é novo, ele é novo, mas a gente sempre bate um papo harmônico, ele é disciplinado, típico mesmo de quem estuda, ou já estudou no colégio militar, nesse regime militar.
da disciplina exemplar. Isso, um bom comportamento. Então, a gente conversava muito e ele sempre me pedia conselhos, orientações. E antes dessas orientações, eu falava assim, olha, eu não quero assumir o papel do seu pai, não quero passar por cima da autoridade do seu pai. Então, o que ele disser é lei. Então, o que ele disser, seu pai e sua mãe disserem é lei. Agora, eu posso dizer tal coisa. Aí, eu explicava.
E o que foi que ele fez? Ele prestou concurso para a polícia militar, me lembro que ele fez inscrição para São Paulo e Rio Grande do Sul. Recentemente, eu soube que ele foi aprovado no concurso público na Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
Que maravilha! Ele está lá, está trabalhando. Não sei se ele está agora assistindo ou está de serviço, mas eu falei até com ele poucas horas atrás. Então, um exemplo, ele estudou, se dedicou e passou no concurso. Então, o Clube de Exatas dá esse suporte.
dar o suporte para o adolescente, para os alunos, para que tenha uma boa base, não só a base, claro, começa da escola, mas potencializar essa base, potencializar esse conhecimento para que ele tenha bom êxito nas suas provas de concurso, no vestibular e dentre outras.
Então, fica aí a dica de como os pais podem estar auxiliando os seus filhos para a vida como um todo, para melhorar a educação, que é o Clube de Exatas também. Vocês buscarem realmente esse auxílio, esse apoio, através de cursos como o Clube de Exatas, para que possa estar aí elevando esse potencial, ajudando.
no aprendizado do seu filho, da criança e do adolescente. Professor Jorge, eu poderia ficar aqui contigo durante horas, mas é sempre esse momento de que eu te imposto e a gente quer mais, é tanta coisa para trocar, é tanta informação, tantos insights. Mas antes da gente finalizar esse episódio...
Deixa aí uma dica ou um desafio simples para que os pais possam aplicar em casa. E quem sabe até hoje, hein? Então assim, sei lá, criar uma rotina de estudos, reduzir distrações. Eu não vou ficar aqui dando a dica porque o convidado aqui...
É o professor Jorge Fernandes. Então, traz aí um desafio pra gente fechar aqui esse episódio com chave de ouro e pra quem acabou de chegar, voltar desde o início pra ficar atento a todos os insights que a gente começou hoje. Certo. Bem, o desafio que eu proponho pra os pais, que é esse desafio pra vida toda. Olha! Pra vida toda.
Sejam presentes aos seus filhos. Sejam presentes. Então, os filhos, eles estão formando caráter, então, formando a personalidade, eles precisam dessa ajuda, desse amparo, dessa orientação. Então, começar a presença dos pais. E nessa presença, não cobrar, não exigir resultado, mas sim celebrar o processo.
o desenvolvimento, ajudar nas orientações, acompanhar o filho de perto, porque os filhos se sentem à vontade, eles passam a ter confiança, eles se abrem mais com os seus pais. Então, muitas vezes, a rigidez em excesso, a cobrança em excesso, se torna nociva.
acolher, amar, eu digo amar, já estou passando para o amor, acolher, amar, mas é sobre isso, orientar, se tornar o exemplo, o pai e a mãe são os heróis dos seus filhos, o pai e a mãe são os heróis dos seus filhos, então, o desafio que eu proponho, que é para a vida toda, sejam presentes para seus filhos.
Uau, que desafio, hein? Que desafio ficar aí pra vocês que estão nos acompanhando. E muitas vezes estar presente, não estar ali lado a lado. Tem muitos pais que estão do lado dos filhos, mas em celular. O filho no celular, ele também no celular. Mas é se fazer presente. É estar de fato atuante em todo o processo das fases, das etapas. Não só nos estudos.
mas na vida. E como foi falado, é um desafio pra vida, hein? Então vai vendo como é que tá esse desafio, faz aí um planejamento, o que é que você pretende fazer, e vai fazendo um checklist, vendo como é que tá cada etapa aí sua nesse processo, pra saber se você realmente tá seguindo e cumprindo esse desafio dado aqui pelo professor Jorge Fernandes. E depois desse bate-papo, fica aí um aprendizado.
que é muito importante e essencial para todos que estão aqui nos assistindo, que são pais, mães ou responsáveis, que tem um sobrinho, que é irmão, mais velho. Quando se tem um filho, quando se tem uma criança que não entende uma matéria, não é só sobre conteúdo.
É muito mais sobre apoio, paciência estratégica. Foi o que foi falado muito esta noite. A forma como os pais reagem, como os responsáveis por essa criança e adolescente, é que, de fato, é o fator essencial.
predominante e que fará diferença nesse processo. Então, sobre apoio, paciência e utilizar as estratégias corretas para ajudar essa criança, esse adolescente, esse jovem a de fato...
a ter êxito nos estudos, nessa disciplina que ele tem dificuldade. Então, eu quero agradecer ao Jorge Fernandes por essa conversa bacana, por compartilhar aqui as suas experiências, suas vivências, pelas orientações, pelas dicas que foram muito úteis. E eu tenho certeza que quem está nos acompanhando, quem vai ouvir esse episódio depois, com certeza vai agradecer e vai entender o que de fato faz sentido no processo de aprendizagem do seu filho.
Muito obrigada. Obrigado também. Fica aí uma outra oportunidade para a gente estar dialogando sobre outros temas. E para você que está aqui conosco, que ficou até o momento final aqui do episódio, muito obrigada. É uma grande alegria tê-los conosco. Sempre é uma honra.
aproveite para compartilhar esse episódio com outros pais, com amigos, com professores, para poder se inscrever em nosso canal, para não perder mais nenhum dos nossos episódios. Coloque aqui o tipo de assunto que você gostaria de ouvir, para você que faz parte da comunidade de pais do Clube de Exatas, essa conversa não acaba aqui, tá? Não pode pais, ela dá continuidade na comunidade, queremos ouvir a sua opinião, o que você mais gostou, como é aí o processo na sua casa.
para que a gente possa estar trocando informações e se ajudando nessa rede colaborativa, que é muito bacana. Ninguém larga a mão de ninguém e vamos juntos se instruindo para fortalecer essa geração que é tão importante e já tem feito a diferença no mundo. Então, muito obrigada. Coloca aí para a gente o que fez mais sentido nesse episódio e até a próxima terça. Lembre-se, temos um encontro marcado todas as terças-feiras, às 20h, aqui no Pós de Paz. Até mais.