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ÉGUA DO PODCAST #190 ROBERTA MACEDO ( PROFª E PRÉ-CANDIDATA DEP. FEDERAL )

06 de maio de 20261h27min
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Produção e direção: Leonardo Rodrigues Apresentação: Leonardo e Fabricio Bezerra. O Égua do Podcast é um produto da MosaicoHD

Bio Site:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://bio.site/eguadopodcast

Assuntos7
  • Pré-candidatura de Roberta MacedoMotivações para a política · Convite do Senador Zequinha Marinho · Representatividade da educação no Pará · Papel da mulher na política · Estratégia de pré-campanha online · Candidatos apoiados para o governo do Estado · Daniel Pereira · Eder Mauro · Flávio Bolsonaro · Lula · Romeu Zema · Ronaldo Caiado
  • Politicas PublicasBolsa Família e Bolsa Escola · Analfabetismo funcional no Brasil · Qualificação de mão de obra · Importância das creches · Ensino integral · Cotas raciais e sociais
  • Debate sobre identidade de gênero e direitos transComissão das Mulheres no Congresso · Erika Hilton · Direitos das mulheres trans · Diferença entre ser e se considerar · Ginecologista demitido por não atender paciente trans · Presídios femininos e detentas trans · Proposta de banheiros neutros
  • Pertencimento social e políticaDesvalorização do Pará · Representatividade política do Pará · Desenvolvimento de Salinas · Problemas de saneamento em Salinas · Impacto da COP 30 em Belém · Infraestrutura de Belém pós-COP · Divisão da direita no Pará · Liderança política no Pará
  • Correção gramatical e sotaqueDiferença entre sotaque e erro gramatical · Correção de Bolsonaro · Correção de Michelle Bolsonaro · Correção de Nicolas Ferreira · Correção de Erika Hilton
  • Influência da mídia na políticaUso de cortes de vídeo na política · Polarização entre esquerda e direita · Crítica a políticos 'melancia' · Disputa de egos na política
  • Museu da Língua Portuguesa e a linguagem do funkExposição de funk no Museu da Língua Portuguesa · Linguagem do povo
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Para, mano! Direto dos estúdios Mosaico HD. De Belém do Pará, para todo o Brasil, quer dizer, para todo o planeta Terra, sejam todos bem-vindos a mais um... É como do podcast depois daquela chuva, né?

Como sempre, mas é o momento dela e a gente tem que respeitar, a gente cheguei e pôr debaixo de chuva sim, mas tô aqui firme e forte para mais um bate-papo com ela, a professora Roberta Macedo, que inclusive já está aqui no estúdio, daqui a pouquinho vai abrir ali o seu livro e falar um pouquinho mais da sua vida pessoal, profissional, e vocês estão convidados para assistir esse bate-papo e vai começar daqui a pouquinho, né, Islao?

Então vamos lá vender nosso peixe, né, cara? Por favor, meu mano. Vamos falar dos produtos pinduca, mano? Ah, produto pinduca, realmente. O nosso amigo Juninho ali, cara. É isso aí. Inclusive, se você tem o seu... Traz aqui, Juninho. Traz aqui, traz aqui, traz aqui. Pega lá, pega lá, mano. Traz aqui, traz aqui. Pega lá, mano. Bora.

Vai lá, Dom Lato. Vai lá, gente. É. Bom, é o seguinte, se você tem o seu comércio, se você tá abrindo aí o seu supermercado, se você quer vender os produtos Pinduca, gente, esses produtos aqui são maravilhosos. Ó, eu quero a minha cesta, mano. Você sabe que eu gosto de uma boa tapioca da tarde, de manhã.

E essa tapioca, essa tapioca, ela é diferenciada, meu mano. Mas por quê, Fabrício? Porque ela tem sabores. Sabores de, por exemplo, a gente tem aqui... Cadê, cara? A gente ainda não provou. A gente ainda não provou. A gente vai provar ainda, viu? Na próxima...

batata doce, me falaram que essa aqui é a melhor que tem, meu mano, já que eu gosto de treinar e manter em uma boa dieta, então já sabe, tapioca com sabor de batata doce, tem sabor de coco, tudo isso e muito mais pra você que gosta aí de uma boa alimentação, uma boa tapioca e uma boa pipoca, você já sabe, o produto de espinduca é a solução para os seus problemas. Passou a fome, porra.

Comer uma tapioca do produto Spinduca, meu mano. Mostra aqui, mostra aqui a sacola. Que coisa bonita. Olha aqui, ó. Produtos Spinduca. 60 anos fazendo a diferença na sua mesa. Coisa bonitosa, mano. Depois de se mexer, meu mano, se o senhor mandar uma fecha pra mim, vai ter onda, hein? Pode tirar aqui do Glitur. E se você quiser ficar mais pertinho da gente, como é que eu faço, Fabrício? A gente tá participando das principais redes sociais. Não é isso, Leozito?

É só comprar o produto? Não. É só digitar a Égua do Podcast tudo junto lá no Google. Égua do Podcast. Estamos no Spotify, Kawaii, TikTok. Aqui no Instagram. Aqui no Instagram e também aqui no YouTube. A gente tá vivo no YouTube. Instagram e também Facebook.

É isso, inclusive, gente, presta atenção, se você quiser fazer uma pergunta pra nossa convidada aqui na nossa live, fica à vontade, que em algum momento desse bate-papo eu vou abrir um espaço. Só não pode ter erro de português. Se ainda ela vai corrigir, mano, na moral. Bora começar? Bora. Vamos lá, ela é professora e pré-candidata a deputada federal. Ela tem muita história pra contar e a gente, obviamente, quer conhecer.

Com vocês, pra vocês, professora Roberta Macelli. Solta os aplausos aí. Só um aplauso. Tá rolando os aplausos. Professora, seja bem-vinda ao nosso Ego do Podcast. Obrigado por ter citado o nosso convite. E fica à vontade nessa tarde maravilhosa. Muito obrigada. Já estou à vontade com vocês. Que bom. Prazer estar aqui.

Você promete que se a gente fala errado, você não vai corrigir? Prometo, prometo. Tá de boa? Vai ter o corte, não vai ter o corte. Vamos trocar um corte. Ei, professora, tá errado corrigir alguém que fala errado? Se você passou pela escola, se você completou seu fundamental, seu médio, passou pela universidade, você deveria ter a obrigação de saber. Então é errado? Não, não é errado. Você tá ajudando o outro, né?

Depende de como você chega. Exato, eu acho que é isso. Pronto, você chega com o outro, é uma ajuda. É como você corrige, com certeza. Agora, não estudou, é errado. Não faça isso. Eu tive essa pergunta porque muitas das vezes, eu já ouvi muita gente falar isso, cara, não corrija aqui, isso é falta de educação. Eu falei, porra, mano, mas...

E aí, professora? É falta de educação? Não, né? É da forma que a gente corrige, né? É como você chega a outra. É também o grau de intimidade que você tem com a outra. É a maneira como você chega de forma bem delicada. E você presta uma ajuda, com certeza. Eu sempre fui muito bom em português. Mas eu tenho medo de estar perto de uma professora de português.

Por que? Sei lá, vai com o meu vacilo aqui, cara. Não, é natural. Tá de boa? É de boa, né? Tranquilo. Tranquila comigo. Mas professora, e quando tem... Porque eu sou dito cruir, né? E tem muita gente lá que tem um sotaque. O sotaque, quando a pessoa fala um pouco errado... Sotaque não é erro gramatical. Sotaque é sotaque, é regional. E quando a gente... A gente não pode confundir... O que é o sotaque que parece um erro, assim?

Pois é, sotaque não. Você tem... Vamos lá. Eu puxo... Giz. Sim. É o meu sotaque daqui de Belém. Você puxa o i. É o seu sotaque. Quem vai corrigir? Não tem como. É diferente de vocês confundirem sotaque com erro gramatical. Por exemplo, você fala lá, nós vai. Isso não é sotaque. Isso é um desvio gramatical. É um erro. Depende. De quê?

Depende da região, né? Tem lugar que fala nós vai mesmo, né? Sim, tem, mas aí você não pode justificar como sotaque. É o que eu estou dizendo a você. Aí é um erro mesmo. Então, você não tem como pegar o erro gramatical e dizer não, isso aqui é o sotaque da região. Você pode dizer que é cultura. É cultural falarem assim, ok. Não tem nada a ver com sotaque. Tem nada a ver com sotaque. Inclusive... Sotaque é a maneira como...

você. É, de três, três. Pronto, é isso. Por exemplo, eu fui fazer um trabalho com o Léo em Tucuruí, e aí eu tô falando em Tucuruí porque é a tua área, então a gente pode falar. E eu percebo que as pessoas lendo ali, interpretando um texto, ao invés de falar no plural, elas falavam no singular. E aí eu cheguei com o Léo e disse mas mano, tá falando errado, tipo pô, aí é plural. Não, você fala singular, plural, misturando? Não, tipo assim, eu quero falar no plural, eu falo no singular.

Entendeu? Não tem o S. Não fala no S, entendeu? Ok, não fala... Todos, todo. Aí eu... Entendeu? É todos. Não é todo. Aí eu fui fazer... Mas aí eu te pergunto, rapidinho. Todos os alunos ou todos os alunos? É isso. É isso que eu tô falando, é quebra da concordância. É isso? Inclusive, se você perceber, não é em Tucuruí, não nos interiores, mas isso está...

Se tornando geral. As pessoas estão quebrando o S mesmo das palavras nas frases. Os alunos, as portas. E naturalizando. Na política tem muito? Na política também. Sociedade de forma geral. Mas é verdade. Eu vejo muito isso. Aí essa naturalização. Aí certa vez me disseram o seguinte... Você já corrigiu o Bolsonaro em algum vídeo? Já, já sim. Em qual? Menino. Lembra? Quando ele confundiu os pronomes. Ele...

Trouxe a primeira pessoa, primeira pessoa, eu. E não trouxe o pronome oblíquo em primeira pessoa, trouxe em terceira pessoa. Então essa mistura é nada salutar. Claro que eu fui lá e cutuquei. É mesmo assim, dá voto nele. Não, mas entenda. Uma coisa é outra coisa. Existe a Roberta professora, comunicadora, né? E claro, não é só a esquerda que fala.

Sim. Com desvios gramaticais. Na direita também nós temos, já corrigi. Faz parte, né? Já corrigi a Michelle, o Nicolas, é só você dar uma olhada na minha página que as correções estão lá. Eu vi outro dia um... Mas o pessoal da direita bate em você quando você corrige alguém da direita? Não, pelo contrário, acredite você que eles... Eles agradecem? Agradecem. E quando é da esquerda? Hahahaha!

Não, as pessoas em si, não. Não recebi nenhum comentário nesse sentido. Mas é claro que os eleitores da esquerda... Mas você não bloqueia ninguém, não. Você vai falar lá. Não, não. Eu ia ficar puto. Ficaria? Ficaria.

Eu te falei com você. Se eu te pusesse uma fala, assim, sério. Você tá com medo, professor. Você não vai fazer. Esquece, me esquece. Não faça corte meu, não. Mas é sério, eu fico. Fique tranquilo. Você fala bem. Outro dia eu vi um cientista político que veio aqui no nosso podcast e elogiou a Erika Hilton e o Nicolas Ferreira. São dois fenômenos da comunicação, certo? E aí eu vi esses dias agora, você criticando a Erika Hilton por usar uma palavra que não existe. Não é isso?

Foi isso. Na verdade, ela criou o superlativo. E se você também prestou atenção em outros vídeos, ela falou para o Roda Viva e a entrevista dela, foi assim, muito criticada, socialmente falando, mas a minha crítica foi direcionada à gramática, que ela fez exatamente o que você falou no início. Sabe aqueles cortes do S? Sempre tirando S, S, S. E uma das pessoas que contra-argumentou disse não.

É a maneira como o povo fala, é a linguagem do povo. Então, as pessoas representando o povo devem falar como ele fica. Eu digo, não, peraí. Então, você quer me dizer que eu me preocupo com a fala do povo?

representando, mas não me preocupo então com o restante, é só a linguagem verbal que entra aí. Mas eu não me visto como povo, meu carro não é que nem o do povo, minha conta não é que nem o do povo, é só maneira como eu falo, pra dizer que eu me aproximo desse povo, eu vou desviando aqui da gramática. É alguma coisa errada aí, né?

Não deveria ser o contrário? Não deveria ser o contrário? Então, espera aí. Se eu quero valorizar e quero trazer essa igualdade, essa valorização realmente à educação, qual deveria ser o meu papel? Trazer o povo para ocupar espaços maiores e melhores. E, claro, que a maneira como nós nos reportamos ao outro, como nós dizemos, atrai ou afasta.

E você, já teve alguma vez que você falou algo errado e depois se corrigiu? Publicamente, assim, não. Não, e depois percebeu isso na rede social, por exemplo.

Ou não? Toda vez tem que ficar... Ela é perfeccionista? Não consegue? Não, não, é porque, na verdade... Como é que pode? Como é que funciona o cérebro de quem trabalha com a língua portuguesa? É no automático, é o tempo todo. Então, eu estou falando, mas aqui o meu cérebro já trabalhou as palavras para que elas cheguem a vocês. Ah, eu já falei muito, ó. De chegar ao ponto de dizer, o corte está pronto. Eu disse, não, tira essa parte aí, pelo amor de Deus. Não, espera aí que eu vou voltar. É.

Acredita? Acredito. Acredito, porque aí é preocupação diferente. Eu falo da emoção falando aqui. Eu não, eu não. Sou a linguagem do povo. Professora, quem é? Esse argumento não cabe. Professora, quem é a Roberta Macedo? Roberta Macedo. Olha uma filha muito mimada de Deus, hein? É. Privilegiada. Porque uma professora privilegiada neste país tem que ser, de fato, muito mimada por Deus. Você veio de onde?

Você fala de cidade, estado? Belém. Você é de Belém mesmo. Belém mesmo. Mas apaixonada por praia, né? Apaixonada por praia. Por quê? Louca por praia. Acho que é DNA. Minha mãe era louca por praia, meu pai também. E aí, trabalhei muito na cidade e coloquei como meta. Até os 50 anos, eu paro minha vida na cidade, minha vida urbana e vou pra praia. Consegui isso antes, graças a Deus. E agora? Tá morando onde? Agora, na verdade. Eu moro, moro, moro.

Ingeri, pré-á, só que eu estou desde outubro em Celinas. E por que você quer ir para Brasília? Porque, na verdade, acredite você, eu nem quereria. Nunca, a política não fazia parte do meu DNA, não faz. Poder não me atrai, porém...

Eu comecei a entender, e há pouco tempo, acredite, porque a minha resposta sempre foi a mesma. Desde 2014. Desde 2014 eu recebo convite, partidos diferentes, minha resposta sempre não, não, não. E, ultimamente, minha justificativa, não, não existe praia em Brasília, não existe praia em Brasília. Só que de semanas para cá, semanas mesmo, comecei a perceber que quando nós temos conhecimento, habilidades,

preparo, um poder de discussão, nós devemos sim trazer isso para o público e de alguma forma trazer esse bem social. Na minha página eu consigo fazer isso com a língua portuguesa e também trazendo problemas sociais a serem discutidos, porque hoje não é só a língua portuguesa, mas nos fazer refletir sobre várias situações sociais. E aí eu percebo que a minha voz pode ser ainda mais forte se eu estiver em Brasília trazendo algo para o povo do Pará.

Quem nos representa aqui? Quando eu falo nos representa, quem representa a educação aqui no Pará? Nós não temos. Quem está em Brasília falando sobre educação, tratando sobre a língua portuguesa, sobre as escolas, trazendo melhorias para as nossas escolas, as emendas parlamentares passeiam pela saúde. Nós temos representantes que defendem a saúde, a infraestrutura de forma geral, mas a educação, nós não temos essa voz.

Então, espera, Deus tem nos levantado e tem o melhor desta terra para os seus filhos para que nós tenhamos uma voz e essa voz funcione para a sociedade de forma geral. Então, não é só você pegar trechos de livros e colocar para a sociedade, não é isso. Tanta gente fala educação freiriana, alguns metem o pau, outros defendem, ok, mas vamos interpretar direito essa educação em prol do povo.

Porque isso não está acontecendo. Muita gente aí mete o pau no Paulo Freire sem saber quem é, sem ter um livro do cara. Nada! E é um dos mais respeitados do mundo. Mas como é que nós conseguimos trazê-lo, então, para a sala de aula? Entende? Como é que nós conseguimos trazer?

A teoria dele aplicada às comunidades escolares. Tudo errado, gente. Professora, quem foi que te fez o convite para você vir pré-candidata a deputada federal? E esse convite foi aceito logo assim de cara? Não, em se tratando de partidos, eu tive convite do Novo, do Republicanos e do Podemos.

Não aceitei inicialmente nenhum, sempre uma recusa. E na semana em que fecharia, eu tive mais um convite formal, pessoalmente, com várias explicações. E aí, nessas conversas, eu disse, bom, pode ser então uma tentativa. Não sou da política, nunca fui, não tenho parente, não tenho amigos, não tenho. Eu sou totalmente de fora, minha vida é outra, eu sou professora. Uma professora que tem uma vontade de revolucionar pela educação, que acredita nisso. Fazer a diferença, né? De fazer.

uma diferença. Você era. Não, eu sou professora. Não, era estava fora da política, agora você está dentro. Mas e aí, quem fez o corrente? Foi o senador. Zequinha Marinho. Zequinha Marinho.

Eu, o assessor dele direto é o Anderson. O que a gente falou? Anderson, meu amigo, assim, há mais de 20 anos. Pronto. Então o Anderson já vinha, já vinha fazendo esse assédio, né? Até que eu cedi o convite e disse, ok, vamos lá. Mas o que o Zequinha falou que fez se mudar de tempo? Na verdade. Caramba, agora é o momento de dizer sim.

É, essa questão da educação, a valorização da educação, a voz da educação no Pará. Entende? Porque nós, você sabe, nós somos uma região desvalorizada, nós somos um Estado sem uma representatividade mesmo, e a gente precisa dessa seriedade. Meu amigo, eu acho que chega um momento...

Em que a política precisa parar de ser extensão de entretenimento. Precisa parar. 2010, você sabe que nós tivemos aí o Tiririca como o deputado federal mais votado do Brasil. E como é que pode parar se está cada vez pior?

Nós precisamos levantar vozes, nós precisamos falar com a população e fazê-la entender que um voto é importante para decidir a vida dela, da sociedade e do Brasil. A importância foi embora. Eu entendo até que pelo descrédito, sabe? São políticos que repetem, repetem palavras, repetem atitudes, quando você vê todo mundo fazendo a mesma coisa, sabe? E se não existe uma mudança no cenário...

Não existe uma mudança nesse tratamento. Exato. Então, eu creio que a gente precisa restabelecer essa confiança. Eu acredito nisso. E como foi que os seus seguidores receberam isso?

Para te falar a verdade, vocês anteciparam essa notícia, porque até então os meus seguidores não sabiam que eu era pré-candidata. Quando vocês anunciaram ontem, claro, eu precisei repostar, eu disse, valeu, obrigada. Eu não sabia que tinha sido um furo. Pois é, não.

O meu vídeo de preparo mesmo, vocês anteciparam. Entendeu? Mas como receberam até então... Eu ia ter falado pro Fabrício, que a gente tirava de lá. A gente é pé direito, tá? A gente dá sorte. Amém, acredito, acredito. Então, na verdade, esse vídeo... Cuidado, esse negócio de falar direita, esquerda, dá problema. Mas, professora, eu tenho uma curiosidade aqui. Você recebeu convites de partidos votados pra direita.

E convites voltados para a esquerda? Chegar a receber? Não. Não porque eu acredito que as pessoas tenham essa noção de quem é a Roberta, de quais são os valores defendidos, quais são as pautas, o que eu prego na minha página. Por exemplo, se o PT viesse e quisesse uma reunião com você? Não. Para eu estar no PT, não tem como...

As conversas não batem, o diálogo não tem como acontecer. Se você pensa, e eu não consigo me alinhar ao seu pensamento, aos seus valores, a gente não tem como.

entendeu? Fazer uma fusão. Não tem como, eu vou continuar te respeitando, ok, mas eu vou te questionar. Você entende? Claro. Então vamos lá, vamos conversar sobre o aborto. Você me diz, não, Roberto, a gente precisa aprovar. Eu vou dizer, não, a gente não pode. Então como é que eu vou me associar a você? Entendeu? Como é que nós estaremos juntos? O Podemos traz aí o senador que é um pastor, é cristão, eu sou cristã. Então eu penso que a valoração slammed slammed

precisa ser uma bandeira, a primeira bandeira. As ideologias são as mesmas, né? Precisam ser. Sim. Senão, nós não teremos um consenso. Você vai puxar para um lado, eu vou puxar para o outro. Entende? Então, aqui nós falamos de pautas, nós falamos de valores, de princípios. E existem princípios que são inegociáveis. E por quê? Pré-candidata a deputada federal.

Pois é. Por que federal, se eu não sou desse mundo da política? Por que eu não comecei como vereadora, deputada estadual? Na verdade, nós não teremos aqui eleição para vereadora, se não... Só daqui a dois anos. É, se não, já viria, com certeza, se tivesse que entrar, entraria como vereadora. Mas a campanha passada foi convidada. Fui, como eu te falei, não aceitei, nem estava aqui, estava em gerir. Outra vida...

Outro momento, outra vibe. É verdade. E eu continuo, porque eu estou em Salinas, então continuo com a minha vida lá, continuo observando como está lá a cidade. De vez em quando eu dou umas cutucadas também, em função do abandono. E aí você começa a perceber que, de repente, em Brasília, você pode ser uma voz forte.

Entende? Aqui eu posso ser uma voz forte, posso, mas em Brasília, por que não? Precisamos de pessoas que conversem com propriedade, que tenham conhecimento de causa para poder conversar sobre tudo. Dentro, claro, dos interesses sociais. Você já pensou como vai ser o teu trabalho de pré-campanha? De pré-campanha?

Com certeza muito focado na internet, muito focado nas redes sociais, é o meu forte. Eu tenho ali um público muito fiel. Mas o seu público, ele é a nível Brasil, né? Nível Brasil. Assim, quantos por cento seria ali do Pará que poderia ir atrás desse voto? Eu tenho hoje 600 mil seguidores do Pará. Então eu tenho essa força de voz. Aí o meu público é 100% direitista? Não, mas a maior parte é direitista.

Que não significa também que é 100% dos votos, né? Não, não significa... Exatamente, mas aí, quem é esse meu público que vai se identificar com a Roberta? E o que esse público procura? O que a Roberta pode oferecer? Quem é a Roberta, voz da mulher, voz da educação? Entende? Como é que eu posso representar a mulher? Entenda, nós temos hoje uma representatividade ínfima ainda da mulher no Congresso Nacional. Sim.

Nós temos aí, a gente não chega a 20%. Nem em nível nacional, nem em nível regional. Que absurdo. Pois é. E as mulheres? Porque mulher costuma não votar em mulher.

Que é a maioria, né? A maioria é mulher, é verdade. Mas será que costuma não votar em mulher ou será que nós não tínhamos essa cara a tapa? Será que nós não tínhamos essa representatividade? Pode ser, pode ser. Entende? Será que a mulher está votando nos homens porque elas não têm...

um espelho a ser seguido, porque elas não têm ali uma representação. Nós precisamos questionar isso também. Cadê as mulheres se levantando e expondo suas ideias, dizendo a que vieram? Entende? Essa foi uma das minhas maneiras de pensar para chegar até aqui. Mas não aconteceu nenhuma pesquisa em relação a isso. Minha? É. O pensamento... Por que a mulher não vota na mulher assim?

Como eu estou te falando, a minha opinião, não, não pesquisei nada, não vi nada, mas a minha opinião é de que a mulher não vota em mulher, porque ela não tem essa representação, entendeu? Então, ela precisa me enxergar, quem sou eu? De que forma uma mulher pode se ver na Roberta? Quais são os valores? Quais são os princípios? O que eu defendo? O que é que eu posso trazer para a mulher, não só do Pará, mas também do Brasil como espelho para que ela diga, eu vou votar nela?

Eu gostei da história dela. Eu gostei do posicionamento. Algo que sirva de inspiração, né? Pronto. Agora, Roberta, a gente sabe que a rede social é muito forte, né? Em relação a converter, né? Ali uma parte dos votos. Mas aquele corpo a corpo mesmo ali, o abraço e tal, a conversa, olho no olho. Não vai acontecer na sua pré-campanha ou campanha?

Não é que não vá acontecer, não é a minha primeira bandeira. Não é que eu não esteja na comunidade, que eu não visite, que eu não conheça, porque nós precisamos conhecer. Para que eu converse sobre creches, eu preciso saber cadê as escolas de cada bairro, como é que estão as periferias em relação à educação.

Senador Venha Ká, como é que está a sua defesa, a sua bandeira, como é que estão as ajudas de Brasília para a educação? Eu gostaria de saber quais são as propostas. Nós temos aí um pré-candidato ao governo do Estado, que é do mesmo partido no qual eu estou. Como é que está tratando a educação? Como pretende tratar a educação? Entendeu? Como é que está a educação hoje, as escolas públicas?

Cadê esse índice de alfabetização real? Não é o mascarado, é real. Aprovação por mérito e não aprovação por uma lei que diz que agora ninguém pode reprovar. Eu preciso ter conhecimento disso para poder fazer alguma coisa. Essa visitação faz parte na realidade escolar, não é comunidade pela comunidade.

Entende? Eu preciso ir na bandeira que eu defendo, aquilo que eu acredito, que é a minha autoridade, que é a minha especialidade. E você já tem o seu candidato ou candidata que vai apoiar, levantar o braço para o governo do Estado? Bom, precisa ser direitista, precisa ser lá do meu partido, né? Então, doutor Daniel.

Mas é aí, você vai levantar a mão dele mesmo não conhecendo ou conhecendo a fundo o trabalho dele em Ananideu? Conhecendo o trabalho dele. O que você acha? O que você acha do trabalho dele em Ananideu? Tu achas que Ananideu não melhorou? Tu achas que o índice não mudou? A gente continua se indignando com algumas realidades, isso é verdade.

Mas melhorou a educação, a saúde, principalmente a saúde, que é a bandeira dele e da esposa. Nós tivemos essa melhora. Agora, precisamos também entender o que é aquilo que vem para prejudicar o candidato.

para se construir a imagem dele fora do que se quer e também o que é verdade. Então vamos visitar, vamos atrás das verdades, não apenas das teorias da conspiração. O que foi que ele fez? Como estava na Nindeua quando ele recebeu e como fica na Nindeua? Entende? Então, pelo menos na educação, a gente teve essa melhora. Mas lá vocês recebem o Daniel como candidato realmente de direita?

Lá? No partido. Sim. Porque há pouco tempo ele era do PSB, né? Pois é, né? Fez essa troca e você sabe que a política é esse jogo de interesses. Como eu te falei, eu fora da política vejo isso muito de longe. Ele dentro da política, jogo de interesses, como é que se alia, não deu certo aqui, não deu certo ali, vou para cá. E aí o interesse dele, pessoal, entrou no partido, ficou.

E aí, que bandeira me interessa para poder apoiá-lo? Quero saber o que ele vai fazer pela educação. Educação em Belém não está bacana? Não está. O que o senhor pretende? Como é que o senhor consegue comprar uma ideia minha aqui?

Já fez esse questionamento pra ele ou não? Não. Então vai fazer. Vamos fazer. Olho no olho, aí não é pela internet. Exatamente. Aí é olho no olho, com certeza. Com certeza. Porque de que vai valer a pena um apoio se aquilo não for realidade? Acho que chega de promessa, né? Pelo menos se você se propõe a fazer diferente, chega de promessa. Você anda muito por Belém? Conhece Belém na forma da mão?

Não. Não? Você fala assim, dentro das comunidades, periferias? Eu conheço Belém, Marge. Eu ia te perguntar o que você acha hoje dessa Belém.

Eu sei que ela tá no fundo. Eu mesmo acabei de sair de casa com água até aqui. Fiz vídeo. Você pode acompanhar. Tá sim, Belém? Tá sim, Belém, né? É mesmo? É. Não, a Nani deu a também. Calma. A Nani deu a também. Ele me perguntou de Belém. Ele me perguntou de Belém. Calma, mano. E eu disse como eu saí de casa. É que o Belém tá sim. Eu gosto de ser justo, porra, né?

A Marituba também, né? O que você acha desses meses, um ano e alguns meses, governo Igor Normando? Você acha que ele tá dando conta da cidade? Já consegue ver uma melhoria? Não. Não? Tá pra pior? Em se tratando pelo menos do saneamento e das chuvas que estão aí, pra pior. Mas não deu tempo. Então? Quando você...

Um exemplo, se você ganhar, né? Se eleger pra deputada federal, em um ano e cinco meses. Já dá pra ver alguma coisa. Já dá pra ver alguma coisa? Eu acho que já, né? Então eu tô fazendo o que lá em um ano e cinco meses? E as discussões? E as emendas? E os projetos? E as leis? Mas emenda você sabe que não é assim, né? É, mas vamos atrás. Então lá fazendo o que?

Porque se não tiver uma articulação dentro ali com o resto do federal ali, não caminha em nada. A gente sabe que a política ganhar aqui é uma coisa e conseguir lá dentro é outra. Só que abre a boca e diz. Mas espera. Quatro anos. Eu espero quatro anos. Vou cobrar com quatro anos. O cara tem parceria com o governo do Estado. O problema é que muita gente deixa para o último ano.

Para tentar essa reeleição, né? Então vamos trabalhar, vamos trabalhar no último ano, que é para o povo, para a comunidade enxergar que tem asfalto, que a escola aprovou, que se construiu um hospital. Esse é o grande problema. Professora, o que nós só dá para o governo Ido Normando? 0 a 10? 5.

Nota vermelha. Uns cinco. Nota vermelha. O Igor vai ter que estudar bastante agora, né? Não, nota vermelha não. Ele está regular. Saiu da insuficiência. Nota vermelha até 4,9. Ah, é? Entrou no regular. Então tá. E a gente estava falando rapidinho, por favor. A gente estava falando lá do... O seu senador... São dois votos, né? O seu primeiro senador, quem seria? E o segundo?

Já tem seu pódio? Você já tem? Meu pódio? Vamos lá. Meu segundo seria Eder Mauro. Da direita também. Eu preciso fortalecer a bandeira da direita. E presidente?

A gente tem grandes nomes aí, né? Tem o... Flávio Bolsonaro. Flávio, tem o Lula. Como é o nome dele? Nilson. O Zema. Tem o Zema. Tem o Zema, gente. Mas aí o Zema ainda não definiu, né? Não houve essa definição. O Caiado vem, o Caiado. Acredito que não. Ainda não. Ainda não.

Vem também o médico psicanalista. E eu amei o nome dele porque eu acredito que fortalece as discussões. Você acha que o Lula ainda tem todo esse gás para ganhar uma reeleição? Menino, não é que ele não tenha gás. É que existem muitas políticas públicas aí.

querendo ou não, fidelizam esse público. Então, as políticas públicas, as bolsas da vida, que, infelizmente, não tiram da miséria, fidelizam a miséria.

fidelizam à falta de instrução, de educação, que aí nós temos o Bolsa Escola, e eu acho formidável, desde que, de fato, essas Bolsas fossem para alimentar essas crianças, mas alimentar também para aprendizagem. E a gente sabe que não. Elas estão ali, infelizmente não aprendem como deveriam, o analfabetismo funcional é real. O analfabetismo...

real tem uma taxa muito alta ainda. E para você ter uma ideia, num país em que 8% da população consegue ler um texto, compreendê-lo, interpretá-lo e falar sobre ele, discutir sobre ele,

Muito pouco. Por que a direita bate tanto nessa tecla em relação ao Bolsa Família, mas na época do Bolsonaro ele inventou lá um... Era Bolsa Brasil? Não é bater. Eu acho que tem que ter. Só que uma coisa é você...

ajudar e ajudar também aquela família a se preparar como uma mão de obra especializada. Não acho problema nenhum em trazer Bolsa Família para a pessoa que precisa daquela manutenção, precisa ver. Mas vamos preparar essa família? Não é você receber e ficar por isso, não. Quem é você?

Uma mulher, um homem, vamos preparar essa mão de obra? A gente não precisa ser todo mundo universitário, a gente não precisa só da formação universitária. Cadê os técnicos? Cadê os outros profissionais? Eu estou em construção em Salinas e acredito em vocês. Eu não tenho uma mão de obra tão especializada lá para que eu possa contratar vários pedreiros. Cadê essas pessoas?

Eu preciso de pessoas que construam. Cadê? Cadê os cursos para essas pessoas? Entende? Então, vamos ajudar? Vamos. Mas olha, Viniacá, existe um curso aqui para você fazer. Na verdade, vários cursos. Escolha. Temos várias profissões. Você quer se especializar em quê? Todo mundo diz, ah, precisamos de mão de obra. Cadê a mão de obra especializada? Então, falta essa associação. Entende? Não é que a direita bata.

No Bolsa Brasil, no Bolsa Família, no Bolsa Escola, não é isso. Não, não é o bater pelo bater. Entende? Entenda a crítica. É o bater que vai, mas eu preciso de um retorno. Qual é o retorno? Uma mão de obra especializada. Você vai receber, mas vamos vincular esse recebimento a cursos. Nós precisamos de manicures.

De cozinheiros, porteiros, pedreiros, serventes. Nós não precisamos só de médicos. E por incrível que pareça, está cada vez mais difícil contratar esses profissionais, né? É o que eu estou te falando. Você procura uma costureira, você não encontra mais uma costureira. Cadê essa mão de obra? Então, a partir do momento que você recebe, mas você não produz, fica difícil. Complica. Então, é só receber, receber, receber. Entende? Nós temos aí...

mais de 50 milhões de brasileiros já recebendo. Cadê a contraprestação? Você entende por que eu não posso preparar essa mão de obra? Então, acredito que falte aí do governo... A minha fala não era nem em relação a isso, é em relação ao que o Bolsonaro pregou e na hora dos votos ele foi e soltou.

Mas ele já fazia isso. Lá no governo dele, ele fazia isso. Pois é. Ele continuou essa ajuda. Ele não tirou. Ele ampliou. Ele tirou lá dos cento e pouquinho e foi pra seiscentos reais. Só que ele não ensinou a pescar. Na pandemia. Ele não ensinou a pescar também, né? Aí a minha crítica não é...

Ao Lula, minha crítica geral, você entende? Eu não vejo problema, porque você disse assim, por que vocês batem tanto? Não, eu não acho que tenha que tirar. Mas eu preciso dessa associação. Entende? Eu penso nessa associação. Vamos especializar uma mão de obra. Existem pessoas aí que são saudáveis. É verdade. É porque fica parecendo que a crítica é pela crítica, né?

Não, não. É uma crítica que precisa ser reajustada. Eu não sou contra. Porque já sentou, sentaram aqui um monte de político que vem com o mesmo argumento. Só que vão fazer o quê em relação a isso? Fazer nada. Mas eu acho que deveria fazer. Não é tirar. A medida não é tirar, mas a medida é associar. Da mesma forma, a criança que está na escola, não é ela estar.

Mas ela estar e aprender. Não é ela estar sabendo que ela vai passar. Ela saber que ela precisa aprender, estudar de fato para aprovar. E não o que já se tem hoje. A própria criança sabe que ela estando ou não estando, exercitando ou não exercitando, fazendo prova ou não fazendo prova, no fim do ano ela vai passar.

Sabe por quê? Porque a gente precisa desse índice para dizer em sociedade, temos aprovação. As crianças não são mais analfabetas. Elas estão passando da primeira para a segunda, da segunda para a terceira. E, gente, isso é uma mentira. Nós temos hoje 50 milhões, você tem noção desse número? 50 milhões de analfabetos, sendo 10 milhões analfabetos reais, reais aqueles que nunca frequentaram uma sala de aula.

40 milhões, essa média, 38 milhões aí de crianças, adolescentes, jovens, adultos que passaram pela escola, porém sabem tão somente assinar seu nome, não conseguem ler sequer um parágrafo. E nós temos desse montante todo, apenas 8% da população brasileira que consegue ler um texto com competência, gente. E aí? Mas recebe o Bolsa Escola, receba, mas estude.

Receba, mas trabalhe. Mas trabalhe exatamente. Se eu, para receber, preciso estudar, trabalhar, por que as pessoas não podem? Entendi. Você está entendendo? Então, a indignação não é pelas bolsas. Roberta, tu achas que o Lula tem condições de voltar? Eu acho que tem condições de voltar. Ele fortalece isso pelas políticas públicas, nesse sentido. Porém, a gente precisa corrigir. Seja com ele, seja com a direita, precisa corrigir.

É tirando? Não. Mas é criando responsabilidades. Não é justo que eu sustente você. Você não é uma mão de obra ativa? Você não é uma pessoa saudável? Então, por que você não pode estudar e trabalhar? Se todo mundo... Mas Roberta... E quer alguma coisa na vida, estuda e trabalha. Mas Roberta, quando você sair da internet e começar a andar na periferia, você vai ver que tem aquela mãe com cinco filhos, que não tem marido e precisa desse Bolsa Família.

Eu não quero tirar a Bolsa Família dela. E não tem como trabalhar. Não é justo tirar. Pois é, mas é aí que entra. Cadê as creches para essas crianças? Mas cadê as creches reais? As creches em que a mãe deixa lá às sete da manhã e vai buscar às cinco da tarde, seis da tarde? Cadê? Isso sim seria...

um grande programa social para essa mãe, porque ela poderia trabalhar tranquilamente, sabendo que o filho dela estaria estudando, estaria na creche, e se acabou a creche, vai para o ensino fundamental, vai para o ensino fundamental, o ensino integral. E o ensino integral que não precisa ser português e matemática apenas. Vamos colocar essa criança para aprender sobre sociedade, sobre convivência. Vamos colocar essa criança...

Pra aprender a cozinhar? Por que não? A gente tá falando da China aí agora. Só lá tem isso. Aqui eu nunca vi. Pois é, você tá entendendo como o problema não é dar o Bolsa Família? Eu entendo quando você diz aquela mulher tem cinco filhos e ela precisa do Bolsa Família. Ok, eu entendo a necessidade dela. Mas vamos também assegurar um lugar pra essas crianças estarem, pra essa mãe poder sair. Não é só dar. Poder trabalhar, não é só dar. Na teoria é muito fácil de falar.

Meu amigo, cadê os investimentos? Não é uma teoria aqui que eu estou trazendo para você. Dentro da minha área, que é a educação, por que não as creches nas periferias? Por que não creches? Por que não creches em cada bairro periférico? Mas uma creche que funcione, como eu lhe falei, sete da manhã até 17 horas. Essa mãe sai do trabalho, ela vai buscar o filho. Por que não pode? Gente, nós temos recurso para isso. Por que não direcionam?

Mas não, é mais fácil o quê? Só dar o dinheiro, e não é um dinheiro que vai tirar da miséria. É um dinheiro que mal vai dar para esse feijão com farinha. E nós sabemos disso. Não é uma ajuda que mude a vida social daquela família. Não é uma ajuda financeira que mude uma realidade. Não muda. Apenas fideliza a gratidão. Às vezes muda também.

Muda? Aquele valor muda a vida de alguém? Sério? De que forma? Tu achas que uma ajuda de 600 reais transforma a realidade de uma família? 600 reais por mês? Meu amigo, eu não sei como hoje as pessoas conseguem viver com salário mínimo. Quanto mais 600 reais por mês... Eu concordo, professora. É isso. Calma, professora. É só te destacar essa chica na minha cara. Se quiser mais uma...

Mas aí quando você contra-argumenta e você diz que muda, eu quero saber como. Porque se você me disser que é pela educação, que a gente vai lá pra universidade, aí nós vamos abrir um leque maravilhoso. Nós vamos entrar em outra situação social. Qual é? As cotas. Roberta, és a favor das cotas? Eu sou. Sou super a favor das cotas. Porém, precisamos conversar sobre elas. E professora, você acha que o Flávio Bolsonaro é um Bolsonaro melhorado?

Eu acho que é um Bolsonaro melhorado porque ele é bem mais político nas palavras. Ele mede as palavras. Sem falar que eu penso que ele tem mais carisma também. Sim. Sabe? Ele é mais... Sociável, mais comunicativo. Ele é. Bem mais. Bem mais. Tudo que o pai não era.

Verdade. Verdade, que pra mim o pecado do Bolsonaro está exatamente aí. O que? A língua? É, nessa falta de tato. Né? De muitas vezes falar sem pensar, muitas vezes não trazer uma assessoria correta em relação à linguagem. Não só a linguagem verbal, mas a linguagem não verbal. E, infelizmente, os cortes.

Falaram muito contra ele, apesar de, quando você assiste a integralidade, assiste o todo, você percebe que não é aquilo. Mas você sabe que existe uma parte da sociedade que quer, sim, promover esse mal, pega aquele corte, e fora de contexto, você sabe que arrebenta uma pessoa. Mas isso a gente sabe que foi usado, né? Tanto do lado da esquerda quanto da direita, né? Em relação aos cortes, né?

Isso é um instrumento. Agora, quando você parte pra ir lá pras falas da esquerda na integralidade, você vê que aquele corte faz todo sentido. Você é suspeita pra falar, que você é de direita. Não, mas... Tudo bem, eu sou suspeita, mas eu também sou justa. Eu estou lhe falando de trechos assistidos na integralidade. Eu tô falando disso. Não, o Bolsonaro falou muita merda, isso é verdade. Ele falou, eu vou fazer aqui a minha culpa, ele falou.

Se a gente pegar o total, tem um monte também. Tem um monte de besteira que ele falou. Não vou dizer que não. Por isso que a minha resposta em relação ao Flávio é ele é um Bolsonaro melhorado muito e começa por onde? Pela linguagem. O que vai fazer diferença nessa campanha do Flávio?

Esse corpo a corpo, sim. Essa linguagem, sim. A simpatia, sim. A maneira como ele se comporta e se... Eu vi um vídeo dele esse dia, falando assim, dizem por aí que eu sou meu pai vacinado. Melhorado. Melhorado. Eu já achei... Não, ele falou vacinado. Ele falou vacinado. Pois é, mas o vacinado não é sentido, não é melhorado. Sim, eu achei...

Mas é verdade, ele mesmo se julga assim, ele se enxerga assim, e a sociedade já entendeu que é dessa forma. Concordo, ele tem esse carisma que o Bolsonaro não tinha.

Você acha que ele vai dar trabalho? Vai. Vai. Vai fazer ferida. Pode ser presidente? Pode. Tem tudo pra ser. A direita tá forte, né? A direita tá forte. E tá com um bom candidato? Ele é um bom candidato? Eu acredito que sim. Ele é um bom candidato. Mas nós temos questionamentos. Inclusive, já lancei um questionamento pra ele. Ah, é? Já. Por exemplo, nós temos hoje uma grande polêmica, não sei se vocês estão acompanhando aí. Museu.

Da língua portuguesa. O Museu da Língua Portuguesa traz hoje o quê? Uma amostra de funk. Para exaltar a linguagem. Mas que linguagem? Ah, vamos exaltar a linguagem. A linguagem das letras de funk, é isso? Sim. Nossa. Das letras. Da dança. Da dança, mas é verdade. Sim. Se você for lá na amostra, você vai ver que existem as fotos, a mulherada, a arma. Tem tudo que representa esse funk dentro do seu local, dentro das suas favelas.

Só que aí se tirou da favela e se trouxe para o Museu da Língua Portuguesa. E o meu questionamento foi, por que o Museu da Língua Portuguesa? E a justificativa é, a sociolinguística apoia, vamos falar sobre isso? Já que é uma linguagem do povo, eu digo, mas que povo, gente? Calma, existe um grupo que fala e nós vamos trazer isso para a totalidade? É complicado.

Existem crianças que passam por ali E essas crianças vão ficar reproduzindo aquelas imagens Porque são imagens chocantes Se são chocantes pra mim como adulta São chocantes pra criança, pra adolescente Então esse foi um questionamento que eu fiz pra direita E aí? Vocês não vão se posicionar Ei, governador, pra direita Ei, governador, Tarcísio, vai ficar por isso? Entendeu? Vocês vão aceitar isso tranquilamente Vocês não vão questionar, não vão contra-argumentar Entende?

Esse vai e volta, entra, sai E vai ficar até agosto Porque a amostra vai ficar até agosto Teve resposta?

E aí, professora, o que você acha da direita no Pará?

Eu estou fazendo essa pergunta, porque, assim, eu vejo que a direita... Não parar. Ela está... Ela é forte, mas eu vejo uma desorganização absurda, porque, na verdade, eu vejo três, quatro grupos de direita, assim, aqui no Estado. Não há uma integração. Era sobre isso que eu... Era isso que eu falaria. Eu não vejo uma direita integrada, como você vê em outros lugares. Você vai puxar só um pouquinho o microfone. Exatamente isso.

E aí? São três, quatro grupos de direita... Falta orientação, né, meu amigo? Falta junção, falta propósito, acho que falta. E aí?

Não adianta a gente só... Falta liderança. Aí nós temos partidos, e aí cada partido um líder. Você tem vários caciques. Quando, na verdade, se é para fortalecer um lado, vamos fortalecer um recua de um lado, outro recua do outro. Mas não, você vê os próprios direitistas se...

queimando entre si, falando mal um do outro, isso não é bacana. Uma coisa é apontar o que você, que é meu oponente, está fazendo e eu discordo. Outra coisa não, é meu colega que muitas vezes até de partido. Meu colega de partido por quê? Porque o poder subiu a cabeça, porque eu quero brilhar mais do que você. Quem são os da direita do Estado do Pará que te representam?

Gosto do Zequinha, como eu falei para você. Gosto do Eder Mauro. Admiro o trabalho dele. Acho que ele é uma voz forte. Gosto do Rogério. Também é uma boa representação. Você gostava mais do Eder Mauro agora ou na época da campanha para prefeito? Que era o Eder Mauro mais vacinado, igual o...

vacinado igual o Flávio Bolsonaro eu gosto dele hoje que ele vai pra cima eu acho que o político que realmente representa precisa ir pra cima e lutar por uma causa ele tem causa qual é a causa dele? dentro da segurança pública é a bandeira dele ele é autoridade na segurança pública e por que o comando vermelho é tão forte aqui ainda? boa pergunta eu acho que é porque ele não é governador do estado se ele fosse certamente não seria assim slammed

Eu, pelo menos... E a bandeira dele... Amigo, ele é deputado federal. Ele é deputado federal, ele tá em Brasília. Não tem como o cara fazer tudo. Calma, mas antes o presidente dele era... O presidente dele era... O Bolsonaro, né? E nós não tínhamos essa força como nós temos hoje da bandidagem. A bandidagem toma conta de Belém.

tomou conta, infelizmente, também na prefeitura a gente não tem essa força. Então vamos. Éder Mauro, governador do Estado, eu te garanto que não estaria assim. Se ele como delegado não era, nós não tínhamos essa força da bandidagem que nós temos hoje. E por que não ficou delegado? Porque certamente foi lutar em Brasília pelo Pará, uma causa maior. Você pode me perguntar, então, Roberto, por que que tu não fica professorando as escolas?

Porque eu acredito que em Brasília eu consigo resolver bem mais do que está em quatro paredes.

Ei, professora... Calma, gente. Eu tô amando esse bote-fapo de hoje. O Fabrício... Se empolga. Ai, meu Deus do céu. Eu tô amando isso. Professor, eu vi inclusive o Edemauro defendendo uma deputada.

Adorei o posicionamento dele Teve um militante lá do PSOL Chamou a deputada de horrorosa E ele foi pra cima, não foi? Os homens precisam se posicionar, gente O que é isso? Precisam Nós precisamos ser defendidos Mas ele não fez pior com a Maria do Rosário Naquela vez? O que foi que a Maria do Rosário fez pra ele? Não Calma, não adianta você só queimar o cara O que foi que ela fez pra ele pra ele poder reagir?

Gente, olha os dois lados. Não é porque a mulher é mulher. Não é porque a mulher é mulher que sempre ela vai ter razão, gente. Não, a pergunta que eu quero fazer... E a provocação. Eu nem terminei de concluir. A pergunta que eu quero fazer, ele mudou de lá pra cá em relação a isso. Aí você pergunta pra ele quando vier aqui. Mas vamos lá. Eu quero saber o seguinte. Preste atenção. Ele foi lá, defendeu a deputada, no qual o militante do pessoal chamou ela de horrorosa. Certo? Certo?

A Erika Hilton. Primeiro feia, não satisfeito, horrorosa. Pois é, a Erika Hilton, que tá ali na presidência... Me ajuda? Das mulheres. Da comissão das mulheres. Da comissão das mulheres. Foi lá e defendeu o cara também, né? Partido dela, né? Mas ela não era pra defender as mulheres? Deveria. Mas, na verdade, entenda. É muito complicado também pra ela. Ela não sabe exatamente como é que nós, mulheres, funcionamos. E por que colocaram ela como presidente?

Até onde eu sei porque essa representatividade era do PSOL. E ela foi uma indicação do PSOL. Entendi. Entendi? E aí houve uma votação. E nessa votação, se houvesse uma maioria, ela levaria. Inclusive, o Eder Mauro votou contra. É bom que nós saibamos. Nós tínhamos ali alguns representantes do Pará. E graças a Deus...

Da direita todos votaram contra, porém ela ganhou por um voto. Então, 11 votos ela teve e a Erika Hilton assumiu. Erika Hilton está na presidência da Comissão das Mulheres. Erika Hilton é uma mulher? Não. Ela é trans. Ela é trans. Ela é um homem biológico e que se enxerga, se vê, se julga.

Mulher fez essa transição. Esse cargo não é dela, então? Não é dela. Não é dela. Não é uma voz da mulher. Não é uma voz feminina. Mesmo ela se considerando uma mulher? Meu amor, a gente pode se considerar o que quiser. Existe uma diferença entre se considerar e ser. Ela não é. Ela quer ser. Entende? Eu quero ser rica, mas eu não sou. Existe diferença.

Eu vi, inclusive, você fazendo um post sobre um médico ginecologista que foi demitido do hospital porque ele não quis atender uma paciente trans. Isso. Ele disse que não estudou. Não estudou, exato. Ele disse que estudou o corpo feminino. Estudando o corpo feminino, ele está esperando...

Um corpo feminino pra analisar. Essa pauta não é uma pauta muito delicada? Muito delicada, meu amigo. Muito delicada. Porque entenda, mesmo quando existe a transição, existe a cirurgia, e ali é a retirada do pênis, e a implantação de uma vagina, aquela vagina foi criada. Ela não nasceu ali. Então, por dentro...

Nós temos o quê? Nós temos um corpo masculino. Daqui a 100 anos vamos desenterrar esse corpo. São ossos masculinos. E esses direitos que dá trans, tem o nome feminino? Tem o nome social, sim, isso é real. Inclusive, quando as pessoas julgam que não é mulher, levam até processo.

Pois é, isso está muito delicado. E aí foi também um questionamento meu para a direita. Como é que a direita vai se posicionar em relação a isso? Como é que o presidente, caso Flávio Gani, como é que ele vai se posicionar nessa proteção à mulher real? À mulher de fato?

Porque acaba que hoje nós estamos desprotegidas. Entende? Aí você diz, não, Roberta, mas ela se vê mulher, ela está uma mulher, ela se veste como mulher e ela entrou no banheiro de mulher ocupando espaços de mulher. Mas e nós? Nós nos sentimos ameaçadas, sim.

Quem é que vai nos proteger? Quem é que vai segurar os nossos espaços aqui? Quem entenda, meu amigo, nós mulheres passamos séculos para alguns reconhecimentos. E olha na política. Na política a gente não chega nem a 20%. Ou seja, vocês homens continuam ocupando espaços que sempre foram de vocês. E está tudo bem, isso é histórico, é cultural. Ninguém vai questionar a história nem a cultura. Porém, nós estamos provando...

A cada dia que temos competências intelectuais também para ocupar espaços que antes eram só de vocês. Mas e aí? Quando o homem vem e diz, não, não quero mais ser homem, eu me vejo mulher, nasci no corpo errado. Meu amigo, cada um pode ser o que quiser, desde que não invada o espaço e a ambiência do outro. Aí você vem e coloca um homem biológico para a gente representar. Cadê?

Cadê? O nosso papel, a nossa cadeira ali. Então, mais uma vez, o que você vê? O homem ocupando espaço feminino. Então, a gente não consegue avançar. E o contrário, curioso, que você não vê. Você não vê uma mulher que nasceu mulher. Não, não me vejo mais como mulher. Eu vou me transformar agora, eu quero ser homem. Você não vê essa mulher.

que se transformou em homem que fez lá, está tentando essa transição, ocupar espaços de vocês. Vocês não deixam. Vocês não deixam. Você está entendendo? Então, é diferente. E é essa diferença que é questionável. Você não vê a mulher que fez a transição que se vê como homem competindo com o homem biológico. Ela vai perder.

Por quê? Porque a força física existe, é real. Mas você vê a transição. Ao contrário, o cara lá nasceu, homem, quer ser mulher, mas ele vai competir. Pronto, a mulher trans e vai competir. E essa trans vai competir, quem vai ganhar? É claro que é ela, a força física está do lado dela. Entende? Isso não muda. Mas seria mais fácil mulher representar mulher e as trans representar trans, não é?

Pronto, ninguém... Aí, ah, tudo é transfobia, tudo é preconceito. Não é, gente? Antigamente, nós tínhamos um mundo que era homem e mulher. Hoje, nós temos outro mundo. Homem, mulher, trans. Ok, então vamos adaptar esse mundo? Vamos. E nós temos o quê? Temos o time feminino, o time masculino e o time de trans. Nós temos o banheiro feminino, o banheiro masculino e o banheiro de trans. Não quero que coloque trans. Ok, então coloca neutro. Então não coloca nada, gente. Coloca unissex.

Entendeu? Você ia ficar incomodada se uma tranche entrasse no banheiro feminino e você estivesse lá dentro ou não? Seria de boa? Depende. Mulher trans ou homem trans?

Pois é, já pensou? E aí? Aí você tem aí o trans, que você tá ali com barba, é uma mulher. Sim. Trans, com barba, que você vê que é um homem, você não vai se assustar, eu vou me assustar. Eu vou me incomodar, tô sendo muito honesta com vocês. Eu vou me incomodar porque eu não sei o que tá fazendo ali. Você não acompanhou a reportagem dos penitenciários? Em que nós tivemos aí de 86.

presas trans, vamos lá, homens que se identificaram como mulheres e foram para o presídio feminino. Dessas 86, apenas 85, de fato, eram trans que já haviam se declarado antes. Que não haviam, desculpa. Uma era real. E aí? E aí as ameaças que as outras sofreram lá dentro?

que as próprias mulheres denunciam lá dentro. O que se faz com isso? O que se faz com esses dados? E há policial mulher que está ali pedindo proteção masculina porque nas celas existem as trans e elas ameaçam, e elas partem para cima. Se as próprias policiais mulheres estão pedindo ajuda dos homens para a contenção das trans, como é que a gente explica isso, gente? Não dá, está tudo errado, está desorganizado. Não é?

Que essa pessoa não possa existir, ela pode existir do jeito que ela quiser, no momento que ela quiser, no espaço que ela puder frequentar. Tanto quanto eu, tanto quanto você. Porém, eu, Roberta, não entro no banheiro masculino. Acredito que você não entra no banheiro feminino. Entendeu? Então, cada qual no seu espaço, gente, cada qual no seu quadrado. Eu não vou competir no vôlei no time masculino. Acredito que vocês não vão competir no time feminino. Então, vamos colocar cada qual no seu espaço.

E assim está tudo bem. Podemos circular nos espaços sociais, claro. O que você olha no Congresso Nacional? No Congresso Nacional temos mulheres, homens, trans. Temos. Cada um defendendo sua voz. Agora defenda o seu grupo, defenda a sua voz. Entende? Mas não vem me ocupar. Você pode me defender, pode, mas não vem me ocupar meu espaço. O Nicolas Ferreira, inclusive, perdeu o processo para a Erika Hilton por conta disso. É verdade. Por quê? Porque realmente está se politizando tanto isso, trazendo tanta...

que tanta polêmica se nós poderíamos resolver atendendo a todos os grupos? Não dá pra atender um grupo e prejudicar outro. É isso que não dá pra existir. Entende? Não dá pra fazer nascer aqui algo que venha ajudar você se eu estou prejudicando um outro grupo. Não é assim que funciona. Então, vamos atender a todos? Dá pra fazer? Dá pra fazer. Não é o que você colocou ainda pouco, mas aí é muito no campo do projeto, da teoria. Não!

É do que dá pra efetivar. A gente consegue construir um terceiro banheiro? Consegue. A gente consegue. Por que a Kereka Hilton não foi pra uma comissão, inclusive, que a elegeu? Nós temos uma outra comissão. Acho que seria justo se ela tivesse uma comissão das trans. Mas tem, meu amigo. Não seria justo? Tem. Se ela tivesse ali à frente? Então, nós temos a comissão... Ela sabe a dor, sente, né? Pronto. Cada qual sabe a sua dor.

Cada qual sabe como lutar pela sua classe. Entende? Então, acho que é isso que está faltando. E falta coerência. Falta, sim, dar uma puxadinha atrás, uma recuada, uma repensada. O poder não pode subir a cabeça. Nós não podemos perder a logicidade da vida. É sobre isso. É isso. Professora, como é que você enxerga hoje a política para isso? Precisa ser fortalecida.

É uma política que ainda está perdida, muito dividida, precisa conversar e discutir causas que valham a pena, que realmente ajudem o Pará. O Pará, apesar de ser o segundo maior estado do Brasil, de ter toda essa riqueza, ainda está muito atrás de estados muito pequenos. É muita gente do Pará, por exemplo, indo para o Sul, critica tanto o Sul, mas quer ir para lá, o povo quer ir para lá trabalhar. E por que o povo não fica aqui para trabalhar?

Então, políticos que não estão ajudando nesse sentido, que não estão fazendo pelo seu povo como deveriam. Você falou agora há pouco que hoje, que é apaixonada por praia, que mora também lá em Salinas. Como é que está Salinas? Pois é.

Nós temos alguns espaços bem esquecidos. Lá? Sim. E é um ambiente tão cobiçado pelo povo paraense, até por muita gente de fora também. Quando o povo pisa no Pará, dizem, pô, quero conhecer Salinas. Verdade. É não? Verdade. Verdade. Muita gente de fora mesmo chegando lá, principalmente depois das construções dos resorts. Isso teve um outro olhar. Nós tivemos Salinas com uma potência maior. Tivemos o aeroporto funcionando. Porém...

O que falta? Falta saneamento, falta asfaltamento, falta olhar para as periferias, porque não é só olhar para a praia. Não é só a praia, não é só a talaia, não é só o farol velho. Não é só praia. Existe uma cidade, existe uma comunidade lá atrás. Essa comunidade é que precisa do olhar. Não é o...

O povo que vai de Belém ou que vai de outros municípios precisa ter esse olhar de turismo. Não, Salinas não é só turismo. Existe uma comunidade lá que precisa ser enxergada. E existem, claro, as situações sociais que precisam ser enxergadas. Que é muita coisa, né? É muita coisa.

E quando chega o mês de julho, que a Salinas se torna... Não temos. Um ambiente extremamente frequentado, né? É uma doideira. Não temos preparo para isso. Não temos. Para receber esse ponto. E todo ano é a mesma conversa, né? Todo ano a mesma conversa. Todo ano a mesma quantidade de lixo. Todo ano esse saneamento perdido. É isso. É uma saúde entregue. É uma educação que... Quem é o prefeito de lá?

Menino, eu sei que ele é de esquerda, não sei o nome dele, não. Eu sei que a maior parte dos políticos lá são de esquerda. É mesmo, mas o cara não tem feito tão bom o trabalho pra você estar falando dessa forma.

Não, como eu estou te falando, a comunidade em si não tem esse retorno. Falando de estrutura, não tem. Nós tivemos uma, não sei se você já viu, a orla maravilhosa, maravilhosa. Mas não adianta nós termos uma orla maravilhosa se não há um reparo constante. Entende? Se não há uma fiscalização. Por exemplo...

É um espaço que hoje está abandonado. De que forma? Banheiros que não funcionam. É lindo, mas o banheiro não funciona, as plantas morrem sem cuidado, não há limpeza. Entende? Então, cadê a continuidade desse serviço? Cadê os profissionais? Porque eu acredito que isso não seja o dever do governo. Acredito que seja o poder da prefeitura. Cadê os profissionais que estão ali limpando, zelando, cuidando, fiscalizando?

Você não vê isso. Faz muito tempo que eu não vou em Salinas. Muito tempo mesmo. Vá, vá. Tá bem bonita aquela parte da orla. Tá linda. Foi lá, foi lá no passado? Foi, mas não quero começar. Mas por quê, meu Deus? Depois do criado com voz sou eu. Por quê? Ele não gostou da orla? Mas, ó, o seu forte é a educação. A educação de Salinas, então... Frato. Tá difícil. Tá difícil.

Na verdade, acho que do Pará, de forma geral, né? Nós precisamos puxar aí os índices e você vai ver que o Pará está onde? Lá no fim da fila, lá na lanterna. Já esteve pior?

Já esteve pior? Sempre tá pior. Ele sempre tá no fim. Você não consegue ver o Pará em destaque. Diferente do Nordeste. Você vai puxar o Nordeste, o Nordeste já esteve lá no fim da fila. Ele já foi lá pra lanterna. E hoje tá aí, ó, bombando. E muito, principalmente na área militar. Mas o Pará nos últimos...

Anos pra cá, tem sido muito bem comentado no mundo inteiro, né? Em relação a quê? Ah, muita coisa. Por exemplo, eu acho que só o fato da Copa 30 ter vindo pra cá, a gente deu uma movimentada, não deu? Menino, aí depende. Depende, porque realmente o Pará ficou na boca do povo, mas ficou bem mal na boca do povo também.

Porque você sabe que muitos jornalistas vieram, fizeram leituras e leituras, e isso também foi para o mundo. É bacana falar da Amazônia, é maravilhoso. É bacana ir lá no Combo, é lindo. Sim, mas nós não podemos esquecer os problemas reais. E eles são reais. Mas sempre vão existir também, não é, professora? Concordo com você. Concordo com você. Mas e aí? Não é 100%.

Tudo bem. É porque eu sou apaixonado pelo meu estado. Então, obviamente que a gente já recebeu muitos políticos aqui. Você também, né? Falando mal. Total, como não. Na época da Copa 30, muita gente falando mal, falando bem, tudo mais e tal. Mas eu sempre tento olhar pelo melhor ângulo da situação. Sim. Por exemplo, nós estávamos na boca do mundo. Todo mundo...

No olho do furacão, literal. Uma doideira. Nacional e internacional. Eu sei que falta isso, mas quando eu vejo que a gente está no patamar que a gente nunca esteve... Avançou, avançou. Entende? Amigo, foram 5 bilhões de reais em investimento. Se nós não tivéssemos construções, também nós iríamos mostrar o quê? Nós iríamos colocar essas pessoas onde? Nós não tínhamos até então parque da cidade.

Magnífico, vai dizer que não? Nós não tínhamos aí Avenida Liberdade, magnífica. Não é verdade? Então nós tivemos sim viadutos, viadutos vários. Então existiu uma realidade de Belém antes da COP e depois da COP. Conseguiu resolver tudo? Não, infelizmente não. Mexeu-se na doca, ficou bonita, ficou bonita. Ficou turística, ficou turística. Porém, o saneamento continua uma merda.

E nós sabemos disso. Quando é que a gente percebe? Com a chuva. Porque as chuvas sempre virão. Aí você há de fazer a meia-culpa também. Não inundava a doca como ela inunda hoje. Não transbordava como ela transborda hoje. Então, que mudança foi essa que, infelizmente, foi só beleza ali, mas quando vem o problema mesmo de fato, a gente explode.

Entende? Então, linda, linda. Vamos convidar, vamos tornar a Belém mais turística. Gente, Belém tem pontos turísticos lindos. Tem uma história que precisa ser conhecida. Sim, Belém é linda, o Pará é lindo. Só precisa de mais cuidado. Sabe? Só precisa do dinheiro que vem e é aplicado corretamente.

Que realmente a gente consiga participar na integralidade dessa sociedade aí, não para inglês ver, mas para a gente viver. Que sejam construções para nós, que nós possamos passear com segurança. Eu amo passear na estação. Amo, porque lá me sinto segura. Mas se for assim na rua, eu te confesso que eu sinto um certo medo.

É, agora vai ter que caminhar na pré-campanha. É verdade, é verdade. Olha aí. É verdade. Olha, já fui caminhar lá em Salinas, por isso que eu te disse como está lá. É verdade. Vamos lá nas periferias também. Na pré-campanha você falou que o ego do podcast deu um furo na tua pré-campanha, porque a gente jogou aí.

É você como pré-candidata. Anteciparam, né, meu vídeo? Mas por quê? Por quê? Porque tava esse segredo todo. Não, não era segredo. Não é segredo. É como eu te falei. Quando iria encerrar? Na semana de encerramento. Olha, vai encerrar. Roberta, vamos filiar. Vamos. A gente não vai ter outra oportunidade. Vai encerrar. Ok, me filiei. Mas até então eu estou amadurecendo. Estudando. Tudo novo. É um mundo que não é meu, gente. Roberta, lá você se elege com quantos votos? Menino, mais de 100.

Mil. Pois é, mais de 100 mil. Você precisa disso. Preciso. E quem é lá do partido assim, que concorre com você assim? Ah, mas que vem e arrasta o Vlad. O Vlad é maravilhoso, já foi pra quatro mandatos e vem pro quinto, certeza. Ele vem mesmo? É o Vlad, quem mais? Vem. Vem. Talvez.

Vem. Talvez. Ah, talvez é você que tá dizendo. Eu acredito que vem. Tu já viu ele falando que vem? Vem. Vem. Vem. Eu tô falando porque eu não tinha notícia dizendo que vem. Deixa eu perguntar um pouquinho aqui também. Ei, Alberto.

E deixar, caralho. E a Roberta, Roberta, lá tem o Vlad, você, quem mais seria ali? A doutora Alessandra. Ah, tem a Alessandra. Tem a doutora Alessandra. Ali consegue eleger quantos? Três, né? Três ou quatro? Eu acredito que até quatro. Até quatro. Mas vem o... Tem um pastor também? Qual é o pastor? Não, a doutora Amanda. Doutora Amanda. Doutora Amanda, não sei quem é não.

Doutora Amanda, delegada. Ela vem com a bandeira da... Claro, da profissão dela, que é a segurança. E você sabe que é um gargalo nosso também, né? Educação, saúde e segurança. Já fizeram alguma pesquisa interna, assim, dos pré-candidatos? Vocês, a federal? Entre nós? É. Uma pesquisa, assim, por alto. Não. Que eu saiba, não. Se fizeram... E você já tem a sua, assim? Porque tem que trabalhar com pesquisa, né? Não tem como ficar no machismo, né?

É, mas eu ainda, como eu te falei, ainda é tudo muito novo pra mim. Até a minha pré-candidatura nem tinha sido lançada. Até só a pré não foi você que lançou. Entenda, é um estudo diferente, sabe? Meus livros eram outros. É tudo novo agora. É tudo novo, é tudo novo. É uma outra vida, é uma outra realidade, entende? Então é uma outra prioridade também. Minhas prioridades eram outras, minhas leituras eram outras. E então... Porque é um jogo de xadrez, né? É verdade. Dentro até do próprio partido, né? A política. Sim.

Sim, concordo com você. Até que ponto? Ah, Roberta, vem com uma escada. Não sei. Entendeu? Até que ponto vão conseguir me puxar? Também não sei. Sabe quando você não é autoridade naquilo? Sou eu. Roberta, para a estadual, não seria mais confortável, não, assim, em relação aos votos? A garantir alguma coisa? Pode ser que sim. Sabe que esse foi um argumento meu? Sabe que esse foi um questionamento? Mas por que não?

né? Por que não, estadual? Acho que é interessante começar até por aqui. Mas aí se pensou muito, pois é. Mas nessa praia, né? Bem aqui. É verdade, é verdade. Aqui eu tô na praia, não tem jeito. Mas, sabes que essa voz da representatividade, essa voz aqui, ó. E também não falta no Pará, é isso?

O que? A voz? É. Falta. Então. Falta. Falta, então. Por que não chegar lá e realmente conversar sobre? Vamos lá, precisamos de pessoas. Não para que eu falo na Assembleia. Ah, se aqui nós temos? Ou se nós precisamos? Precisamos. Precisamos também. Precisamos dos dois lados. Pois é, então o argumento foi esse, mas aqui também precisa.

Acho que precisa. E sabe que eu também disse isso? Tá, tudo bem. A gente precisa dessa representatividade em Brasília, mas a gente também precisa não parar. Na verdade, a gente precisa dessas vozes aqui. E quem você vai carregar como deputado estadual?

Não tenho ainda. Não. Tudo é um estudo, né, meu amigo? Não tenho. Porque ele também deixa de carregar, né? Não é isso? É uma troca. Não é uma troca? Conseguir um pré-candidato aí, ou então a reeleição, né? Com voto, né? Pra ajudar aí também. Eu penso, sim, com voto, mas também vamos afinar.

Os interesses. Quais são os seus pensamentos? O que você defende? O que você quer? Entende? Essa vaga aí é para quê, exatamente? Vamos aqui conversar com muita transparência. O que mais vai ter é quem vai chegar junto. Você precisa de voto, né? Sim, precisa de apoio, né? Mas aí não tem como eu ir com você, mas também ir com você.

Não tem como a gente vai precisar afinar o discurso. Os interesses. Preciso de voto. A sua região de atuação, assim, de cidade, é região metropolitana de Belém e tal. O sul do Pará, assim, que tem um perfil mais de direita, assim, você não vai passar por lá? Vou passar por lá. A gente está só começando. Me convida daqui a três meses e eu vou te mostrar o trabalho. É.

Esse é o início. Você tem medo, assim, de perder o teu engajamento que hoje em dia tem por conta da pré-campanha em campanha? Não.

Porque vai ser tudo dentro da tua rede social, né? Das minhas redes, isso. Não só o Instagram, sim. Perder, não. Mas por que perderia? Por causa do... Por tratar sobre? Não, da política em si, né? Eu já faço muito vídeo de política. Eu já discuto muito assunto social ligado à política. E agora vai só defender o que é seu, né? Pronto. Algo mais direcionado.

É assim, antes era aquele... Você vai escrever certo por linhas tortas.

E a linha continua sendo... É na política que eu faço. Não, mas a linha vai continuar sendo certa. Não dá para negociar a princípio. Então, te respondendo, não tenho esse receio de perder nem seguidor, nem apoio. Não, eu tenho uma oportunidade a mais de mostrar quem é a Roberta, pessoa, profissional, e como é que quem está do outro lado pode se ver representado pela minha história, pelos meus princípios. Entende? Quem está com você, vai estar com você, né?

Exatamente. Por exemplo, no post que você colocou ontem, né, sobre o que mais nós tivemos ali de comentários. Roberta, meu voto e da minha família, que bom saber, já saiba que você tem meu apoio. O outro, eu estou em Santa Catarina, se eu pudesse votar em Belém, meu voto já seria seu. Eu li alguns comentários do tipo, pessoas falando, caramba, será que eu vou ter que mudar meu voto pra Belém, pro Pará, tudo mais. Pois é, eu achei muito legal, exatamente.

Ou seja, pessoas que dependem de qualquer coisa já se identificam com o conteúdo do dia, né?

Sim, mas eu tenho esse público que se identifica mesmo e eu tenho um público que, ó, de muito tempo... Roberto, por que tu não entras na política? Por que tu não te candidatas? Por que tu não pensas em representar o teu Pará e o Brasil? Seria uma boa. Eu acho que você vai dar uma causada.

Eu acho. Uma causada, também acho. Eu sim. Concordo com você. Inclusive, daqui a três meses tem que voltar. Vamos voltar para... Para mostrar esse serviço, ora. Não é? Porque ele me diz, ah, vai para o estudo parar, calma. Vamos começar. É. Porque é nessa caminhada que eu vou poder chegar lá, dar uma palestra. Vou chegar nas escolas, conversar nas escolas. Como é que estão as escolas? Mas vamos dar uma palestra. Vamos falar sobre...

O que eu sou aqui, autoridade, e que pode interessar para você? Claro, com certeza. Entende? Roberta, literalmente agora você é pré-candidata à deputada federal. A partir de agora, o que muda na sua vida? O que muda?

Não vejo, assim, uma mudança de imediato, não. Eu continuo a mesma pessoa, eu continuo com... Mais a dedicação. Agenda, sim, a agenda vai ser diferente. Mudou isso, menos praia, né? E mais... Ação. Mais ação. Mais ação, não só no corpo a corpo, mas mais ação para pensar como eu, de fato, posso continuar sendo útil à minha sociedade. Boa.

Entende? Porque, ok, sou útil como professora, mas como é que eu consigo trazer o que eu tenho para agregar para a sociedade paraense e representar isso no Brasil de forma geral? Como é que a gente consegue ser essa voz arrastando? Como é que a gente consegue ser esse exemplo para a pessoa se identificar e ver que aquilo é real? É a Roberta Roberta, não é uma personagem, não é uma invenção, não é uma construção.

Não, é Roberta, ser humano, mulher, como é que eu consigo te ajudar de alguma forma, fora daqui, fora das redes. Então, muda esse trabalho, muda essa... Eu preciso afinar as ações, entende? Que é mesmo o que deputado federal faz, é, peraí, deixa eu ver quais são as minhas missões e como é que eu vou conseguir ser útil. E mostrar, ser muito transparente.

E você ainda continua lecionando? Continua lecionando. Onde? Não, é internet. Só na internet. É. É tudo online. Saí das salas de aula em 2023. Fechei meu curso presencial em 2023. O que seus alunos acharam da novidade? Dessa pré-candidata.

Eu tô te falando que eu tenho 24 horas só dessa novidade. Mas já houve um buchicho, não já? Já, já sim. Muita gente me parabenizando. Nem consigo acompanhar. Pra você ter uma ideia, meu Instagram não consigo sequer acompanhar as mensagens que chego. Mas você não tem uma assessoria que trabalha também pra isso? Que não estou dando conta. Acredite você, eu tenho duas assessorias. Uma está aqui, a outra está me assistindo e ainda assim a gente não está vencendo. Não tá fácil, né, Natasha? Põe o Claudio Bot lá.

Está puxado. Está puxado. Hoje ainda nós tivemos uma reunião já para uma terceira contratação, porque está puxado. Eita, o negócio está bravo assim. Está pesado. De verdade. Isso é ótimo, né? Sim, isso é maravilhoso. É porque na verdade, precisa responder as pessoas. As pessoas gostam de ter esse tato, esse contato, né? Esse feedback, né? Com certeza. Isso sempre foi uma prioridade para mim, até eu entender que eu não conseguia mais. Entendi.

Porque se eu parar para responder, eu não faço mais nada, absolutamente nada. Mas a experiência de uma eleição dentro da rede social é diferente do comportamento. Você espera... Não, na sua rede social. Quando você começar a trabalhar a sua campanha na rede social, o que você espera de comentários? Não só de apoio, que a gente sabe que pode ter. E como é que ficam em relação às críticas?

Eu acredito que venham os questionamentos. Quem entenda, mudou uma opinião. Entende? Aquela Roberta, política nem pensar, nem pensar, não, não, não, não, não, não faz parte da minha vida, não faz parte do meu DNA, não faz parte dos projetos. Até um repensar, de que forma, então, a Roberta, que é útil aqui pra vocês, consegue ser útil além. Isso mudou.

Então não é uma mudança de discurso, mas vai ser uma mudança de realidade. Sai a Roberta da praia que quer só praia, praia, praia e trabalha na praia.

para viver uma outra realidade. E de que forma o meu seguidor vai aceitar isso? Eu acredito que de forma muito positiva, porque eu tive uma força muito grande desse eleitor, ou, desculpa, desse seguidor que vai se transformar em eleitor. Uma palavra de poder. Claro, vamos profetizar, como não profetizemos o bem? Para que eu viesse, para que eu fosse essa representação. Então, por que não? O que hoje me impede?

Entende? O que que eu consigo fazer aqui que eu consigo estender? Estou preparada para as críticas? Meu amigo, o hater não nasceu agora. Existe muita gente que critica, existe muita gente que fala mal, existe. Mas é tudo como você lida com isso, não está satisfeito. Não tem problema nenhum, você tem a sua opinião, você vai ficar com ela.

Entendeu? Eu não vou me desgastar por isso. Gente, eu tenho muita coisa pra fazer. Eu tô te falando que eu tô partindo pra terceira assessoria porque eu não tô dando conta. E isso é real. Entende? Então, se eu não tô dando conta de responder quem quer meu bem, eu vou responder, perder meu tempo quem quer meu mal? Claro que não. Mas aí tu pode converter o voto, né? Não tem como converter um voto da esquerda. Tem. Tem. Tem. Tem isso.

Tem. Tem. Tem. Tem muita gente lesada que não sabe de fato o que quer. Vai. Não, não é porque eles...

A esquerda é lesada. Não foi isso que ele quis dizer. Não foi isso que ele quis dizer. Muita gente, ele falou geral. Não, eu estava falando da esquerda. É que a gente estava falando da esquerda. Não, eu entendi geral. Eu sempre entendi pro lado dele. Não! Eu entendi o que ele quis dizer, de verdade. Quando você diz que tem muita gente lesada, ok. Quem sabe de fato o que quer, não tem direito esquerdo. Mas uma coisa é a pessoa que é neutra e é lesada, como você falou. É disso.

E ela diz, ah, gostei dela. Aí muda. Muda. Mas a gente tá falando de esquerda. Esquerda real? Esquerda, assim como direita. Me coloca então pra votar. O Daniel era de esquerda, agora é de direita, pô. Ele era de esquerda? Por exemplo... Eu nunca vi o Daniel como de direita. Eu sempre fiz com esquerda mesmo. Por exemplo, vamos lá. Quando ele tirou uma foto lá com Alckmin.

Ali, pra mim. Quebrou muita gente. Naquela época, pronto, quebrou. Eu disse, aí ele se quebrou. Aí ele se quebrou. Aí ele quebrou uma imagem, manchou uma imagem, sabe? E eu não sei, não entendo, tá? Então, não sei por que não deu certo essa fusão. Não sei que tipo de apoio lhe foi prometido e de repente não foi cumprido. Não sei o que de repente foi prometido do lado de cá. Gente, não é minha seara. Não consigo julgar, sabe? Não consigo. Mas se ele veio, certamente algumas promessas.

Foram melhores. Mas ele tentou ficar nos dois lados. E eu acho que isso é um problema. É um problema porque você quebra um posicionamento e você quebra confiança. Entendeu? Mas eu já tinha quebrado uma vez. É isso que eu estou te falando. Quebrou lá atrás quando ele veio com essa foto. E quando ele veio com essa foto, ele confundiu muita gente. Porque até ali, ele seria um centro. Aí quando ele faz uma foto dessa, então, peraí, ele não é mais centro? Não, seria um centro com o PSB?

Porque ele fazia articulação dos dois lados. Ele não era aquele assumido esquerdista. Nunca foi. E nem o assumido de direito. Ele não é ainda. Por isso que eu falei do centro. Ele estava ali no meio. O centro nesse sentido. Nem aqui, nem aqui, porque eu vou tentar agradar aos dois lados. É difícil estar no PSB e ser um centro. É igual estar no PL. Ser um centro.

Só se for melancia. E tem. E você sabe que é o que macho tem. Entendeu? Então eu acredito que ele, pra não perder de um lado nem perder do outro, se posicionasse dessa forma. Até então, não se via como esse esquerdista apesar do...

Quem é melancia lá na direita? Ah, meu Deus. Isso aí! O Zezinho é melancia mesmo? O Zezinho é melancia? Gente, eu não acho. Não, bora botar mais escala. Eu gosto do Zezinho. Pois é, mas bora botar... Eu gosto dele. Eu gosto dele. Eu gosto, gosto dele. Bora botar mais escala de Zé.

Ah, lá vem. O Zezinho é quanto melancia de 0 a 10? Não acho que ele seja, honestamente, não acho. Não acho. Eu não tive tantas presenças com ele. Presenças mesmo, né? Sem ser acompanhar o trabalho pela internet. Não tive tantas. Mas o que eu pude acompanhar, eu acho que... O Vilaça falou que ela é melancia. O Vilaça falou... Mas o Vilaça vai ter que justificar aí o ponto de vista dele. Não o vejo assim. De verdade. Nem ele, nem aquele povo ali do PL. Não o vejo.

De verdade. Acho que ele é de direita mesmo. Professora, deixa eu falar. De direita é melancia, né? Não! Mas aí por que tu acha? Preciso de me convencer da tua tese. Não, o pessoal da direita mesmo que vem aqui. Por quê? A Agatha, não foi? Falou também. Eu acho que quando a gente tem algum problema interno ali, aí eles querem... Lembra quando tu falaste ainda há pouco?

que nós temos uma direita dividida, pois é, isso é ruim demais. Porque se a direita... Gente, vamos unir. Nós temos um propósito maior. Larga essa picuinha aqui. A direita com a direita brigando. Exatamente, é disso que eu tô falando. Aí você vê isso na esquerda? Você não vê. Agora o negócio... Você não vê. Você não vê. Você vê PT e PSOL ali se unindo, se apoiando. Porque pode estar errado, mas ele tá lá contigo. Mas todo mundo de direita que chega aqui fala, bora se unir. Mas ninguém pega e chama pra unir, né?

Pois é, cadê esse interesse maior que deveria ser? Hoje é o Joaquim, né? Então convida aqui todo mundo da direita. Ô, gente, eu tô chegando agora. Tô gatinhando aí. Mas chega agora de apoio moral. Pois é, tô gatinhando, né? Ou você é a mulher melancia também. Não, de forma alguma. Agora, entenda, quando você tem aí interesses individuais que falam mais do que o interesse coletivo,

Aí você tem que puxar para trás, né? O que me parece uma disputa de ego. E aí também me parece que na política tem muito isso. Como eu até então não fazia parte, não era um mundo meu, gente. É muito difícil você falar sobre um mundo que não é seu. É muito difícil você falar sem ser autoridade naquilo.

Entende? Então, não é um meio no qual eu já estivesse e no qual eu estou. Você acha que você vai ter dificuldade dentro da direita, na política, por conta disso? Não, por conta desse racha. Tem vários grupos da direita. Pois é, eu acredito que sim. Porque em algum grupo você vai ter que se encaixar, né? Sim, eu acredito que sim. Até porque eu sou extremamente objetiva.

Entendi. Então, talvez essa transparência não seja tão positiva para algumas pessoas. A não ser que você faça a diferença, né? Começa a ter uma boa relação com todos eles e tentar entender também esse outro lado. Uma boa relação, tentar entender, sem puxar para nenhum lado, ok. Agora, como é que eles vão ver isso? Na realidade, alguém tem que puxar para um lado todo mundo, né?

Senão, parece aquela ideia da neutralidade, né? Exatamente isso. E não dá pra você ficar em cima do muro. Não dá. Professora Roberta Macedo, quero te dizer que foi um prazer gigante te receber aqui. De verdade. Muito obrigada. Foi muito legal te conhecer. Obrigada, de verdade. Te conhecer mais sobre a tua história, sobre o teu posicionamento, sobre as ideologias.

Não vá me corrigir, não faça nenhum corte nosso. Não, não, você falou tudo certinho. Mas de verdade, só te desejo mais sucesso, tá? As portas do nosso web, do podcast, vão estar sempre abertas aí pra você. E que 2026 esteja só começando, que você ainda faça toda aquela diferença. Amém. Na sua nova carreira. Amém, recebo, em nome de Jesus, amém. A sua nova jornada. Nova jornada, e bote jornada, né? O que o povo paraense pode esperar dessa pré-candidata a deputado federal daqui pra frente?

Bom, muita força, uma mulher que realmente representa as mulheres de verdade, que tem voz, mas não é aquela voz para o grito, é a voz de fato para o argumento, é a voz do conhecimento que chega, é a voz que consegue conversar e acredita que através do diálogo a gente consiga mudar uma realidade social. Eu acredito no poder da mudança pela educação. Acredito.

Porém, precisamos de atitude. Não é só papel, não é só lei. Não, a gente precisa da lei, ok, a lei vai nos dar a base, mas eu preciso de ação, eu preciso fazer a coisa acontecer, senão vamos continuar reproduzindo Gilberto de Menstein como cidadãos de papel.

E chega de ser cidadão de papel. Vamos ser cidadãos reais, com dignidade, trazer dignidade de fato para o povo. Não é para mim, é para nós. É um coletivo, é um coletivo que precisa ser reconhecido como tal. Precisa ter essa dignidade resgatada, essa esperança resgatada.

Em todos os sentidos. Não é só ajuda social, mas é uma construção para mostrar eu sou útil, mas você também pode ser. Eu sou útil à sociedade a qual eu sirvo, mas você também pode ser. E de que forma? De várias maneiras. Você pode ser muito bom naquilo que você quer ser se houver um investimento em você.

É nisso que eu acredito. É sobre isso. Essa é a professora Roberta Macedo. Que bate-papo gostoso, meu amor. Obrigada. Sucesso. Uma honra estar aqui com vocês. Obrigada, querido. Tá certo? Eu. Até o próximo. Obrigado pelo carinho e pela audiência. Até o próximo égo do podcast. Tchau, minha gente. Tchau, gente.

ÉGUA DO PODCAST #190 ROBERTA MACEDO ( PROFª E PRÉ-CANDIDATA DEP. FEDERAL ) | Castnews Index — Castnews Index