ÉGUA DO PODCAST #189 GLAUCO ALEXANDER LIMA ( COMUNICAÇÃO POLITICO-ELEITORAL )
Produção e direção: Leonardo Rodrigues Apresentação: Leonardo e Fabricio Bezerra. O Égua do Podcast é um produto da MosaicoHD
Bio Site:https://bio.site/eguadopodcast
- Comunicacao PoliticaEvolução da comunicação política · Inteligência Artificial na política · Marketing político e redes sociais · Comportamento do político moderno · Pesquisa eleitoral e comportamento do eleitor · O papel da mídia de massa na política · Construção de audiência e engajamento · Oposição e crítica política
- IA e Impacto no Mercado de TrabalhoImpacto da IA na automação de tarefas · IA na criação de conteúdo e textos · IA em canais automatizados de atendimento · Adaptação profissional à IA · IA e a coleta de dados do usuário · IA na criação de vídeos e deepfakes
- Publicidade e criatividade comercialTransição da datilografia para o digital · Evolução das ferramentas de criação publicitária · O papel dos mestres na publicidade · Mudanças tecnológicas na comunicação
- Comunicação Científica e ResponsabilidadePesquisas qualitativas e quantitativas · Entendimento do comportamento humano e social · A importância de ouvir as dores das pessoas · IA na análise de dados e comportamento
Mosaico. Diretamente de Belém do Pará. Sejam todos bem-vindos a mais um queijo do Marajó. Não é qualquer queijo, hein? É o queijo do Marajó que a minha amiga Raquel trouxe, especialmente lá nesse lugar tão incrível que é o Marajó. Raquel, beijo, meu amor. Obrigado por ter vindo aqui. Conheci o nosso álcool do podcast de perto. Prazerzão, viu?
Vende a página dela, pô. Calma, irmão. Calma. E a Raquel tá à frente aí da página Marajó em Foco. Se vocês quiserem seguir, ficar por dentro de tudo o que acontece no Marajó e região, vai ser um prazer. E eu tenho certeza que vocês vão gostar muito. Marajó em Foco é a página do sucesso do Marajó. Beijo, Raquel. Obrigado por ter vindo aqui com a gente, tá certo? Próxima vez.
traz também pra mim, Raquel. Muito ciumento, né, Raquel? Ela trouxe queijo pro Fabrício. Ela trouxe o queijo marajó delicioso, com doce. Aquela, mano, essas maravilhas que só o Estado Paratê e o marajó também. Gente, quero convidar vocês pra ficarem com a gente até o finalzinho desse bate-papo. Hoje a gente vai conversar com o Glauco, que está à frente da política por tanto tempo, tanto tempo, dominando.
com muita maestria, né? Já fez aí vários políticos ganharem a eleição. E, olha, as dicas dele, com certeza, vão ser de extrema importância para você que gosta de política, que está envolvido com política. Daqui a pouquinho, ele vai trazer essas informações exclusivas para vocês. Agora, se vocês quiserem também seguir a gente, o nosso podcast está presente nas principais redes sociais. Não é isso, Leonardo? Primeiro, mandando um abraço para o Grupo O Liberal. Afinal, o ego do podcast agora faz...
A gente tem uma parceria com o Liberal. Quem quiser assistir o Égua do Podcast na nossas redes sociais, é a Égua do Podcast tudo junto ali no Google. Vai ter Spotify, Kawaii, TikTok, Instagram, Facebook e YouTube aqui ao vivo, tá bom? E também lá no grupo O Liberal. Oliberal.com.br a gente tá lá e oliberal, arroba que é no Instagram.
É, inclusive o Grupo Liberal tem o Instagram bombado lá, com mais de um milhão de seguidores. Os nossos costas também são veiculados por lá, não é isso, Leonardo? É isso, bora começar? Bora, com essa tarde chuvosa de Belo e do Pará. Eu que tô saindo daquela gripe, afinal qual é o paraíso que ainda não pegou, vai pegar.
Hoje a gente trouxe aqui ele que está à frente, dominando o marco de política por tanto tempo. E obviamente que a gente convidou para bater um papo com a gente, esclarecer muita coisa legal. Receba com carinho ele, Glauco Alexander Lima. Seja bem-vindo. Solta os aplausos, Leonardo.
Grau, que seja bem-vindo ao nosso Podcast. Meu mano, boa tarde e obrigado por ter citado o nosso convite. Eu que agradeço, agradeço muito. Eu sou fã daqui. Já vim aqui como consultor de políticos e agora estou aqui na frente da câmera.
É muito bom, parabéns pelo conteúdo de vocês, pelo ritmo, pela dinâmica que vocês... Principalmente o estilo como vocês entrevistam o pessoal da política, que faz o assunto ficar mais leve. Faz toda a diferença, faz? Isso. E Glauco, você começou a se interessar por política?
Desde quando e por quê? É, como eu falei, até conversei com o Léo antes, esse ano eu vou completar 40 anos da minha primeira campanha. 40 anos? 40 anos. Eu trabalhei a primeira campanha em 86. Antes eu já estava uns 2 ou 3 anos no mercado publicitário, porque eu me formei, eu fiz vestibular, entrei na universidade... Você é para o licitário de formação. É, eu estudei, eu entrei na Universidade Federal do Pará, eu entrei na universidade mais ou menos com 17 anos, 18 anos.
Aí me formei em publicidade, que na época a maioria fazia jornalismo, mas eu fiz publicidade. E entrei no mercado publicitário, como redator de agência de publicidade, trabalhando com marcas aqui, com varejo.
O antigo chá de GPT, né? É, isso, porque realmente era a gente que fazia tudo na máquina, na Olivete. E depois de uns três anos trabalhando aqui na agência, eu comecei a ter um certo destaque.
E aí eu fui convidado por uma empresa de São Luís para trabalhar lá em duas campanhas, uma de deputado estadual e uma de deputado federal. E aí de lá eu não parei mais. Eu fui com muitas campanhas para prefeitura, governo, senado, parlamento, vereador, deputado. Eu só não fiz ainda a campanha que é um sonho meu para presidente. Ainda não, não tive essa sorte. Trabalho numa campanha presidencial. Então eu...
Fui levando paralelamente a vida de publicitário. Eu levei muito tempo a vida de publicitário. Ajudei a construir grandes marcas aqui. Trabalhei muito tempo na Galvão Propaganda. Tive um mestre que eu reputo como um dos melhores do país, que é o Pedro Galvão, um dos melhores redatores, um intelectual fantástico. Eu tive muita sorte. Porque isso é muito importante, você ter sorte de encontrar mestres pelo caminho e saber se submeter a eles.
Aprender com eles, né, cara? E tinha uma coisa muito interessante, né, Fabrício? Isso que é... Outra vez.
Antigamente, a gente fazia os textos, não existia o computador, não existia o Word, era na máquina de escrever. A datilografia lá. Então, você fazia um texto, por exemplo, de uma lauda para um anúncio de jornal, você ia lá na sala do Pedro, que era o meu chefe e patrão, ele, olha aqui, isso aqui risca, isso aqui está legal, uma risca daqui, mexe, mexe, muda esse parágrafo. Aí, tu ia pegar o texto, ia lá na máquina de escrever.
E tu tinha que escrever ele todinho de novo. Refazer. É, todinho. Aí tu ia lá de novo com ele. Aí ele mexia duas frases só. Ainda não tá bom. Então isso era um exercício de redação. Você escrevia e reescrevia.
E eu vivi a transição, eu vi nas agências de propaganda os computadores, os primeiros computadores, onde veio com o Word e a gente só mexe ali com aquelas CPUs imensas que é do nosso lado. Então eu vi o que era novidade virar antiguidade.
E estou vivendo hoje a novidade virar o alucinante. Verdade, mano. Porque o que a gente vive hoje, de 10 anos para cá, é quase indefinível de transição. E nos próximos cinco vai ser ainda mais. Porque nós tivemos praticamente 100 anos de paz. As mudanças eram pequenas e demoradas.
Tive a Maria TV, que era preto e branco, virou colorida, mas o jornal reinou por décadas, a revista reinou por décadas, a mídia exterior, que é a hot door, a placa, reinou por décadas, televisão nem se fala. E em pouco mais de 10 anos para cá, nós já vimos tanta coisa surgir, tanta coisa sumir.
Então, nós vivemos hoje, num momento de comunicação, talvez o setor da vida humana hoje que mais teve mudanças alucinantes. E o que você acha, cara, da IA? Você acha que veio de fato para somar ou prejudicou e continua prejudicando muita gente? A IA é outra dessas coisas que, se a gente fosse lembrar da campanha de 2024, praticamente não se falava em IA.
não se falava, praticamente não se falou em IA em 2024, nós temos uma eleição agora em 2026, onde só se fala em IA daqui a dois anos sabe-se lá o que a gente vai estar falando você é favor? sou, sou favorável, acho que ela tem como tudo, é uma arma é como o avião de Santos Dumont que quando ele inventou era a felicidade de um avião, um transporte aéreo mas depois foi usada para bombardear alguns lugares então mas a IA veio também para retirar o cargo de muitos e
E até esse lado, é um lado muito preocupante. Eu sou um profissional que já apresentei vários comerciais de TV. Hoje eu já assisti comerciais de TV e o povo fala, cara, isso não é o apresentador. E aí eu falo, opa.
E a IA, a ponta dos vídeos, é a ponta mais visível da IA. Mas a IA, hoje, ela faz automação de você fazer os seus textos, você refaz textos, você pede para ela fazer o mesmo texto em 10 vezes diferentes, então você bota 5 ou 6 palavras-chave, que chamamos de prompt, e ela faz o trabalho de muita gente. Então, ela tem esse lado, que realmente ela vai diminuir muitos postos de trabalho.
mas também tem a possibilidade de surgir funções e atividades novas. Então, por exemplo, hoje a gente trabalha... Tem que ser reciclado, não pode deixar parado. Olha, você tem, por exemplo, hoje nós temos, os governos trabalham, também trabalham com isso, os governos têm canais automatizados de WhatsApp para atender a população com IA.
Então você imagina um canal de um governo que tem 3 milhões de pessoas no canal, que atende por voz. Quantas pessoas você não teria que ter em uma sala do telemarketing? Então a pessoa hoje é analfabeta, ela pega o celular, entra no canal do governo e pergunta, por exemplo, como é que ela consegue absorvente feminino na farmácia popular.
E a IA fala com ela. É verdade. E o procedimento é esse, esse e esse. Então esse é o lado positivo da IA. É o lado bom da IA. E, Glauco, como foi que você fez para se atualizar? Você que é de uma era da teleografia e hoje tem a IA. E eu vejo que tem muitos profissionais, jovens profissionais, que já nasceram com a IA praticamente. Mas você veio de um mercado totalmente diferente.
Essa transformação, essa mudança, o que você fez para estar dentro desse novo mercado? É um choque, como chamamos o Caetano Veloso, é um tenebroso esplendor. É fascinante, mas é assustador. Eu vi, por exemplo, nos anos 90, profissionais que já estavam na propaganda há 30 anos, ou seja, já estavam desde os anos 60, quando surgiu o computador nas agências. Antigamente, eu peguei nas agências de propaganda.
Os layouts feitos todos à mão. Inimaginável. Letras coladas. Você ia fazer um anúncio de uma geladeira, de um fogão, e você chamava um desenhista para desenhar aquilo. Então, certos profissionais, quando surgiram, eles ficaram, às vezes, deprimidos. Sumiram. Desistiram dessa profissão.
É frustrante. É frustrante. Aí vieram uma sequência alucinante de mudanças que foram abrindo. Por exemplo, a gente trabalhava com cola benzina, a gente trabalhava com lápis de cor, com giz de cera. A agência de propaganda tinha tudo isso. Tinha prancheta, tinha guache, tinha nanquim.
tudo que é feito hoje pela IA, pelas máquinas, a gente fazia na mão. Como eu falei, do texto. A gente tinha folha de papel carbono. A secretária batia o texto com a folha. Uma ia para o cliente, outra ficava folha de carbono. E mesmo assim, você continua nativa, né? Muito. Aí eu senti... A evolução não tirou do mercado. Por quê?
O ponto de virada foi ali 2013, 2016, eu comecei a perceber que alguma coisa tinha mudado demais. Aí eu fui entrar, fui fazer curso, fui participar de evento, fui estudar, recomeçar praticamente a vida. Recomeçar. Quem não fez isso, perdeu espaço. Então, você foi entender...
de rede social, de digital, depois ver os aplicativos de mensagem, que hoje são outra força absurda na comunicação, por exemplo, o WhatsApp no Brasil, que o Brasil especialmente é um país que tem um apego muito grande aos aplicativos. Ou seja, começou do zero. Recomeçou praticamente do zero. Agora...
O fundamental na comunicação é entender o ser humano, entender a sociedade. Isso é insubstituível. Você só vai adaptando tecnologia. Entender comportamento. Entender o que as pessoas sentem. Nesses 40 anos, eu devo ter participado de centenas de pesquisas. Qualitativas e quantitativas. Imagina quantas pessoas eu não ouvi falando suas dores. Nossas qualitativas com pessoas da classe C, da classe D.
Com mulheres, com jovens, com idosos. No Maranhão, no Pará, no Ceará, em São Paulo, no Paraná. Tudo onde eu já trabalhei. Então, isso te dá um HD de informações sobre o ser humano. Hoje, a IA também já faz isso, né? Porque a IA rouba tudo que tu digita lá.
Então ela captura tudo que existe na internet. É o que é a IA. Mas a IA não tem a vida. Por enquanto... Por enquanto, não. A IA nunca foi num cabaré. A IA nunca saiu num boteco. Nunca chorou sozinha num banheiro. Entendeu? Mas isso a gente ouve na vida. É verdade. Então, um dos...
principais pontos do marketing político é a pesquisa. A IA vai no cabareta através do celular. Talvez. O cara vai lá, faz uma... Os mecanismos de busca, que hoje são verdadeiros mapeadores da vontade. Até nas investigações criminais, você pega as últimas buscas da pessoa e você descobriu lá aquele cara que explodiu um lugar e ele está buscando por pólvora. Então, isso deixa as digitais.
tem hora que dá vontade de desistir dessa profissão.
Porque se ela já tinha um grau de dificuldade altíssimo, hoje ela é dez vezes demais. Outra coisa, ela te absorve demais. Você dorme e quando acorda, vira para o lado que tem cinco crises no WhatsApp. E Glauco, e esse comportamento do político em si? A gente viu que mudou o comportamento dele. Hoje em dia, o político tem que mais ser o entretenimento do que ser o político em si daquela velha guarda. O que fez isso mudar, cara?
Eu não gosto de generalizar nada, mas eu acho que essas relações, que a gente chama de relação mediada por tecnologia, elas se tornaram a política ainda mais rasa, mais rasa, mais simplória.
Porque o próprio algoritmo entrega o que é raso, o que é treta, o que é polêmico. Então, se você for fazer um belo vídeo de 120 segundos, falando das suas ideias para a geração de energia daqui a 20, 30, 40 anos, algo importantíssimo para a sociedade, transição energética, isso tem um engajamento baixíssimo, mesmo que você impulsione.
Aí você faz uma graça, faz uma frase de efeito, faz uma lacração. Isso é natural do algoritmo. Então, o algoritmo hoje é um fator. Eu digo também nas minhas palestras que se falou há muito tempo que quem acabaria com o mundo era a bomba atômica. Eu acho que quem vai acabar com o mundo é o algoritmo.
porque o algoritmo fecha as pessoas nas verdades dela, nas certezas, tranca, porque só entrega aquilo que ela... Se eu começar, por exemplo, aqui, a me interessar por rugby, e começar a fazer busca de rugby, ver coisa de rugby, só vai aparecer rugby. Aí eu vou sentar numa mesa de bar e eu vou achar todo mundo que gosta de futebol idiota.
ultrapassado, burro, porque não sabe o que está acontecendo no mundo, que o futebol é uma bobagem. E quem faz isso são as grandes big techs. Elas controlam. Então, não tem a coisa orgânica. Mas os políticos tiveram que se adaptar a isso. Tiveram que se adaptar.
Então, hoje existe uma geração de políticos articulados, que são bons verbalizadores. Dá dois exemplos aqui, um pela esquerda e um pela extrema direita. A Erika Hilton e o Nicolas Ferreira. São fenômenos de expressão, de saber articular, de falar dentro do público deles.
Por que você falou um da esquerda e um da extrema-direita? É, porque isso é uma questão política. Eu acho que a direita hoje migrou para a extrema-direita. A direita brasileira perdeu espaço, ela aderiu...
Ao bolsonarismo, a maioria da direita brasileira. A direita liberal, que a gente chama. Porque não é ruim ser direita. Não é feio você defender o capitalismo. Agora, você flertar com a ruptura da política, isso é perigoso. Mas quando o Flávio lançou um vídeo dele, você viu ele sendo de casa e tal, agora na pré-campanha, ele tentou tirar esse negócio do bolsonarismo um pouco dele. Sim, sim.
Aí a gente já vai entrar para a conjuntura. É verdade, claro. Você acha que isso pesa negativamente para ele? Traz uma rejeição, leva uma rejeição para ele? Não, é porque assim, para você ganhar uma eleição majoritária, qualquer que seja, você precisa de 50%. Mais um. Então, nem todo mundo tem 50%. Nem a esquerda, nem a direita. Então, você tem que trazer um pouco de um outro tipo de visão de mundo, outro eleitor, para ganhar. É diferente de uma eleição proporcional.
Por exemplo, eu, para ganhar uma eleição proporcional para deputado federal, eu preciso de 2% a 3% do eleitorado geral. Então, eu posso falar para um público específico. Eu vou falar para criadores de galinha.
Não quero saber mais do resto, quem cria porco, não sei o quê. Eu vou falar porque eu vou ganhar eleição, é foco, é nicho. Agora, se eu quiser ser prefeito da minha cidade, eu vou ter que falar para criador de galinha, de porco, de vaca, entendeu? Pelo menos a metade eu tenho que ter comigo. Mas você já tem acompanhado o trabalho publicitário do Flávio?
Sim, eu acompanho. Você acha que o Flávio é o Bolsonaro mais lapidado? Ele tenta, ele vai tentar. Com o freio na boca, mais humano, mais acessível, de uma forma mais... Mas porque o que faz isso dele é a pesquisa também, né? É a pesquisa, é a pesquisa e essa visão clara de que ele precisa, para ganhar a eleição, ele precisa avançar além.
do eleitorado cativo dele. Então, se você for fazer uma análise aqui... Que o cativo automaticamente já está. Já está. Nós temos o que se chama voto cristalizado no Brasil, nós temos já bastante em relação à presidência. Gente que não vai mudar de voto, nem que... É verdade. Entendeu? Mas tem um eleitor ali, vamos fazer uma conta aqui, tem uns 30% para um lado, 30% para o outro, e tem uns 30 e poucos por cento aqui esperando...
Pra ver pra onde vai, pra ouvir. Eu vi uma mídia do Flávio, Léo, que ele disse o seguinte. Dizem por aí que sou o meu pai e sou o Bolsonaro vacinado. Isso. Então ele já chegou chegando, mostrando que ele é a favor, que não tem nada a ver. Entendeu? Eu gostei desse contraste. Se a gente pegar...
O governo do Bolsonaro, por que ele foi o primeiro presidente nesse período de redemocratização que não conseguiu se reeleger? Verdade. Porque ele radicalizou em certas posições. O próprio Trump, quando ele viu que a questão de rejeitar a pandemia estava gerando desgaste, ele começou a falar de vacina.
Aqui não, o Bolsonaro fez uma opção, que é uma questão política deles, e ele radicalizou. Então, principalmente, existem estudos principalmente em relação à pandemia. Se ele flexibiliza em relação à pandemia, ele teria ganho a eleição. Tu acha que o Bolsonaro faltou um marqueteiro político, ele ouvir mais?
Eu acho que o Bolsonaro, ele é um tipo de político que ouve pouco o aconselhamento. Ele tem muito a força... Ou ouvia, hoje em dia não mais, né? Que errou, né, cara? Por exemplo, certos termos, certas posturas mais... A linguajar também, né? Tipo assim, ele tem uma hora lá, aquela coisa que ele falava, que tomasse vacina ia virar jacaré, umas gracinhas que...
Não se diz assim, às vezes, numa mesa de bar essas coisas. Ainda mais que do presidente. É um excesso de... Então, o Flávio já ciente disso, aprendeu com a história. Exatamente, é. Já flertou, tentou seduzir já o público LGBT. Verdade. Alguns setores mais que não dialogam. Porque, realmente, é a questão da democracia. Você tem que...
eleição é a vitória do maior consenso. Quem consegue construir o maior consenso ganha uma eleição. Mas você acredita que o Flávio vai dar trabalho para o Lula? Vai, vai. Já está dando. Já não, vai. Vai? Não vai ser fácil. Não, não vai ter para ninguém facilidade. Eu acho que, na minha visão, é novamente uma eleição para ser disputada ali no olho. Vai ser acirrada, mano. Isso. Mas no final das contas, você acha que vai dar?
Cara, eu acho que o Lula e o governo do Lula sabem usar melhor a máquina estatal do que o Bolsonaro usou. E a gente sabe que numa eleição... O que é máquina estatal? O que todo mundo fala? A máquina estatal é uma estrutura de ação de governo. Políticas públicas. Agora, pé de meia, é o gás.
usar o que você tem na mão sendo o governo. Então, isso é máquina pública. Não falam não, porque vai usar a máquina. Parece que ele vai colocar os carros do governo para pedir voto. Não é isso. Ele usa o que tem de recurso, porque você é a situação, você está com o poder executivo na mão. Se você tivesse escolhido uma das duas campanhas para trabalhar com vontade, seria do Flávio ou do Lula? Com certeza do Lula. Como cidadão, claro.
Como eu falei aqui, o problema que está acontecendo no Brasil hoje é que o Brasil vinha por muito tempo num debate entre dois tipos de social democracia. A social democracia do PT e a social democracia do PSDB. Duas linhas de proposta, de plano, de projeto de país. Aí tivemos Serra, tivemos Aécio, próprio Alckmin.
O crescimento do Bolsonaro é outro tipo de, vamos dizer assim, de debate. Não é mais um debate. Eles não consideram, inclusive, os...
Os pensamentos que tinha no PSDB, que está até extinto hoje. Então, assim, eu acho que o Brasil... Eu estou falando aqui já não como profissional de comunicação. Não, fica voltado. O Brasil é um país que precisa de uma sequência grande de governo social-democrata. O que é governo social-democrata? É um governo dentro do capitalismo, que ninguém está aqui propondo acabar com o capitalismo.
investe no chamado estado de bem-estar social. Um país que teve 350 anos de escravidão negra, que tem 525 anos, tem uma necessidade de resgatar essas pessoas que não eram consideradas nem gente. Então, a história do Brasil, o formato histórico, a formação econômica do Brasil, pede um governo que, dentro dos...
das regras de mercado, que nós vivemos numa economia de mercado, as empresas, mas um Estado que inclua, que invista em saúde, educação, transferência de renda, esse que é chamado formato social-democrata, que pode ser o PT, pode ser o PSDB, podia ser o PDT, o MDB também, mas o bolsonarismo já propõe uma ruptura com a política, como é o governo do Trump.
que inclusive ameaça pilares da democracia americana, que era referência da democracia no mundo todo. Os próprios republicanos americanos, muitos criticam o Trump. Então, nós vivemos uma quadra histórica no mundo hoje muito favorável ao extremismo de direita.
Como nós já tivemos um tempo Que a esquerda Formou a União Soviética Avançou para o Sudeste Asiático Chegou aqui na América Teve a Revolução Cubana
Era o momento de expansão na esquerda. Hoje nós vivemos uma quadra histórica, mas a história é gigante. Daqui a pouco muda. Daqui a pouco, daqui a pouco, daqui a pouco, eu digo 10, 20 anos, muda. O quadro são, digamos assim, são fatores muito além só de uma eleição. São fatores conjunturais. Muita coisa. De apatia, de desencanto. Esse mundo que a gente vive hoje do digital, como eu falei aqui, do algoritmo.
Ele leva não só problemas na política, mas a gente está assistindo aí, problemas de depressão, problemas de desencanto do jovem, problemas de... Porque é um novo mundo que ainda está se aprendendo a viver. Se alguém chegar aqui e dizer que sabe...
O que fazer hoje em dia? Porque as relações mudaram, a hierarquia se quebrou. O que a gente chama de hierarquia da comunicação, que a gente aprendia na faculdade, o fato, o meio, não sei o quê, aquela hierarquiazinha que a gente aprendia, isso quebrou. Porque hoje todo mundo é produtor de conteúdo. É verdade. É verdade. E Glauco, se eu quiser vir candidato a algo, vamos lá, deputado federal, eu vou chegar com vocês. Glauco, vem como candidato.
A deputada federal tem uma verba aqui para esse trabalho. Eu preciso de você. O que você iria me entregar em relação ao seu trabalho?
Eu acho que para você se candidatar, você tem que ter primeiramente propósitos claros. Porque daí a gente trabalha a partir dos teus propósitos. Não sou eu que vou inventar para ti. Mas acontece. Eu já vi isso. Tem uns exemplos de marqueteiros criar inclusive projetos para o próprio candidato. Tem. O Lula foi um. Tem candidatos que às vezes são construídos.
Mas acho que uma candidatura, naturalmente, ela nasce de algum propósito, de alguma indignação com alguma coisa que faz do que tu vai buscar a política eleitoral. E foque um pouco naquilo. Sei lá, tu é um operário e tu é revoltado com as condições de trabalho naquele setor e tu começa a... Trabalhar em prol dessa classe. É, aí tu vai trabalhar na...
É da saúde, né? É por isso que o nome que a gente vive, o sistema que a gente vive, chama-se democracia representativa. Então cada político representa um setor da sociedade. E aí você vai desenhar a minha campanha? Isso, você vai desenhar a campanha a partir do setor que tu quer representar. O seu trabalho contra comunicação política, contra marqueteiro político. Você desenha a campanha...
Você trabalha em cima da minha postura, do que vou falar, é tudo isso? É, discurso, narrativa. Cria peças. Peças de... Hoje cada vez tem mais peças, que antigamente a gente precisava de televisão, panfleto, né? Hoje em dia... Então você trabalha com... Hoje também tem um trabalho muito grande que a gente chama construção de audiência. Porque antigamente tu botava o teu comercial na TV, tu usava a audiência da televisão. Verdade.
Hoje, tu constrói a tua. Então, uns que tem um milhão, tem dois, tem três. Então, hoje em dia, todo mundo, não só político, tem que construir audiência.
É produzir conteúdo com frequência, fidelizar essas pessoas, transformar aquela pessoa que deu uma curtida na sua postagem no seguidor teu. Verdade. Para converter em votos. Isso é um trabalho que não existia antigamente. De você ampliar, hoje tem os recursos de tráfego pago que você vai aumentar. Então, por isso que eu digo, as tarefas do marketing político aumentaram muito.
Aumentaram muito. Então, você pega um candidato novo que está entrando na política, você tem que trabalhar o discurso, trabalhar a estética, não só visual, física dele, mas toda uma estética de programação visual. Hoje tem até marcas sonoras.
Paleta de cor, paleta de som. Investigar opinião para saber, reafinar o discurso. Dá para pesquisar quales e quantitativas. E hoje, com a internet...
Tem uma chamada escuta de internet, onde você tem ferramentas para capturar os assuntos mais quentes, os assuntos menos quentes. Por exemplo, aconteceu um fato. Eu me manifesto ou não sobre esse fato? Hoje tem como você entrar rápido na internet e saber se aquele assunto repercutiu, se você precisa soltar um tiro de canhão ou uma baladeira.
A política, o nosso trabalho ali não é um trabalho mágico. Porque muita gente acha que... Por exemplo, se tu mudar uma ação do teu óculos para vermelho, tu vai ficar melhor. Essas coisas que parecem... O Glauco tem assim, o político se elege, não trabalha os quatro anos, quando chega três meses antes, quer que o marqueteiro faça milagre. É, mas hoje em dia eu acho que...
Dá para fazer esse milagre? Não tem. Não dá. Eu digo que, por exemplo, se você está no governo, existe um tripé na comunicação, na política para você. É governo, é gestão, é entrega.
É política, você saber dialogar, fazer alianças, fazer... E comunicação. É uma junção de tudo isso. Se você só tem um, você fica perneta. Se você só tem dois, só tem perneta. Você tem que ter os três minimamente... Aliados. Então, às vezes, tem governos que até entregaram muito, mas não comunicaram bem.
Outros comunicam demais, mas, na verdade, não tem até entrega, então a comunicação é vazia. Outros não têm sustentabilidade política. Rede de alianças, porque a política, ainda mais a política pluripartidária como é no Brasil, tem 30 partidos.
político que é queimado, vamos lá, que tem uma série de acusações de fatos negativos, de uma história, enfim, só de confusão. Aí eles dirão, cara, eu preciso que você me ajude a limpar a minha imagem, eu quero ganhar essa eleição. O que você fala pra ele? Perseguição. Perseguição política. Eu acho que...
Se é realmente injusto a imagem que ele tem, há como você construir com o tempo isso. Ele falou tudo aquilo mesmo. Por exemplo, vou dar um exemplo.
associou-se ao Boulos, à imagem de invasor de casas de apartamento, porque ele trabalhava no movimento dos sem-teto. Vamos lá, não vou fazer aqui juízo de valor, vamos dizer que tem acontecido. Mas ele não era necessariamente, mas a crítica a ele, os adversários fizeram colar nele. Então você tem como trabalhar, e foi feito, por exemplo, no caso específico desse, ele fez umas ações de marketing muito interessantes, de comunicação, que ele ficava dentro de uma van.
E chegava alguém na calçada, abordava uma pessoa, perguntava se você visse o Boulos, o que você ia dizer para ele? Aquele é o invasor, aquele invade apartamento. Aí o Boulos descia e ia conversar com aquela pessoa e acabava muitas das vezes revertendo aquela situação.
Então, assim... Isso é negativo, né? E quando é positivo, né? Em relação ao rei do norte. É, você constrói isso, né? Isso se constrói com o tempo, né? Que falaram em relação ao Éder. É o Éder. Isso é construção, mas tem que estar baseada...
Em realidade, eu não posso dizer, olha, a partir de hoje, eu vou fazer você chamado de o rei do norte. Aí ele, tá, mas o que a gente vai fazer para isso? Só fazer um post, um vídeo? Não dá, né? Uma marquinha linda, uma musiquinha, não. Ele vai, ele tem que participar de fóruns sobre a Amazônia no exterior, ele participa de fóruns em Davos, ele vai para a COP lá no Dubai, ele...
Articulado, né? Então, assim, ele tem uma prática que ajuda a sustentar um discurso. Esse número alto de aprovação do Helder. Que o discurso nem é dele, né? Ele foi por fora, né? Ele tem um número de aprovação muito grande, a gente sabe disso, né? Tanto que os candidatos senadores já lutam pela segunda cadeira porque acham que a primeira já é dele, entende? Então tudo isso é fruto de um trabalho de quatro anos que não parou. Oito anos. De oito anos que não parou.
Eu acho que o Helder é dessa geração de políticos que percebeu o protagonismo da comunicação. Ele somou ao governo, que ninguém consegue uma avaliação boa se realmente não entregar. E eu estou falando aqui, não vamos fazer juízo de valor de nada. Vamos pegar os números. Então, ele tem gestão, tem entrega, tem marcas de governo, ele tem política, o governo dele é de ampla coalizão. E tem um marqueteiro por trás também?
Tem, tem, tem. São bons profissionais lá. Teve, inclusive, o colega nosso que trabalhava, que faleceu, tem um ano, dois anos, o Edson. O Edson é muito... O Edson tem um time muito bem estruturado, tanto dentro do governo como com a própria gestão da imagem dele. Então, ele é dessa geração que percebeu o crescente protagonismo da comunicação e profissionalizou a comunicação. Ele mesmo...
É um comunicador. Ele é muito bom, né, cara? É comunicador. A oratória dele é perfeita. É comunicador. Como outros que são bons comunicadores, né? Ele construiu essa percepção, que a gente chama de avaliação. E tem avaliação pessoal e avaliação de governo, né? Sim. Então ele conseguiu construir uma marca política.
considerável na história aqui do Pará. Acho que talvez tenha próprio superado até o do pai, que era outro momento histórico, era outro tipo de mídia. Vamos dizer, há oito, dez anos atrás, a pré-campanha era fazer reunião.
que era pré-campanha, era reunião. Hoje, a pré-campanha é fazer postagem, vídeo, entrevista. Então, é outro mundo hoje, realmente. A comunicação ganhou um protagonismo excessivo. Excessivo. Eu lembro que eu atendi uma candidata que foi duas vezes prefeita e depois foi deputada federal.
E ela dizia que o que ela mais gostava da política era trabalhar nas comissões lá na Câmara. Ela entrava pela noite, madrugada, discutindo questões nacionais para daqui a 10, 20, 30, 40 anos.
Mas isso não tem percepção de valor para o eleitor. E for dizer, ainda vão dizer que estava mentindo, que estava bebendo lá, estava tratando de tudo mesmo do Brasil. Então, assim, a comunicação acaba, às vezes, distorcendo um assunto que é muito sério, que é política e governo. Talvez seja a coisa mais importante das nossas vidas.
Porque influi em tudo da nossa vida, tudo. No trânsito, no alimento, na energia elétrica. A política está envolvida em tudo da nossa vida. Ela devia ser uma coisa até... Eu sou contra, por exemplo, a redução, a diminuição do tempo das campanhas.
Eu sou contra a restrição excessiva da propaganda eleitoral. Porque já que está todo mundo hoje no celular discutindo política e no zap, as pessoas deviam ter mais tempo também para participar de eleições. Por exemplo, eu acho que cada emissora podia fazer um debate sobre uma área diferente, porque aprofundaria. A Globo faria sobre saúde, o SBT sobre orçamento.
A bandeirante fazia um debate sobre agricultura. Tempo fica muito curto, né, cara? É. Aí faz um debate para não incomodar as pessoas. Faz um debate para umas 11 horas, que acaba às 3 da manhã. O operário que tem que acordar às 5 já está dormindo há muito tempo. É verdade. Ele é o que mais vai ser impactado pelo que está sendo discutido ali. Então, a política precisa... Ela mesma, a política precisa... Eu já até uma vez sugeri que se criasse uma academia brasileira de política. Assim como a academia brasileira de letra. Sim.
ter mais espaço para ela mesmo. A gente vê os partidos hoje, eles fogem do nome de partido político, começam a criar nomezinhos, Marquinha, Agir, Levante, não sei o quê, Paparide.
Lembra aquela propaganda do Unibanco? Nem parece banco, mas o cara era banco. Tanto que ele acabou, porque ele foi querer menosprezar o negócio dele. Então foi querer esconder o business dele, que era ser banco. Então o político é político, o partido é político. A gente tem que ter coragem de dizer que tem orgulho de ser político. Porque política é um negócio bom.
na essência é algo vital. Mas que vem sendo demonizado, é uma coisa que é sempre atribuída. Você pega um cidadão comum, motorista, a Abelém é legal, o que mata são os políticos. O Rio de Janeiro é maravilhoso, o que mata são os políticos. Acabou se associando tudo... Da política. É ruim à política. E também tudo que tem de bom...
Vem da política. Se existe salário mínimo, vem da política. Se existe voto feminino, vem da política. Se existe o fim da escravidão, vem da política. Tem muita coisa boa que vem da política. Iglauco, todo esse protagonismo do Helder, que fez ele ficar gigante na política paraense, ele consegue transferir esses votos para a candidata dele, a Hanna?
Eu acho que o Helder apostou nessa popularidade toda, na boa aprovação do governo dele, para escolher uma candidata que ele entendesse, ele, o grupo dele, que fosse a mais adequada ao projeto de poder dele. É o que a gente chama de projeto de poder. O projeto de poder é um projeto de você continuar no governo.
Como já tiveram outros projetos de poder, o próprio PSDB teve, se somar aqui, mais de 20 anos no poder aqui. O Ceará teve um projeto grande de poder lá com o Tasso Gereissat. Então, fez com que ele optasse por uma candidata difícil no sentido de pouco popular. Então, ele assumiu um esforço maior.
para eleger uma candidata pouco conhecida, sem disputa eleitoral, é uma pessoa que é uma técnica que está há muito tempo no governo, entende muito de governo, mas... Então, é um preço que ele comprou, entendeu? Tu acha que o fato dele ser muito grande, ofuscou mais assim a ela?
Eu acho que qualquer um seria afuscado, porque ele não tem no grupo dele um correlato. Algo tão forte quanto ele, né? É, um deputado, não tem. E ele optou, provavelmente, uma escolha, que isso aí é interno deles. Quando você escolhe, e também você já... A escolha implica muita coisa, você já desencanta outros que estavam postulando dentro do grupo. Isso faz parte do preço.
Então, o outro já sentindo, pô, e o maior adversário hoje é veio desse entorno. Mas agora ela conseguiu ganhar um certo protagonismo por conta de que hoje ela é governadora. Então, literalmente, as pessoas vão saber quem é governadora do Estado. E depois, por conta da campanha política, que o foco vai ser bem maior. O fato dela ficar nove meses no poder realmente aumenta muito a visibilidade. Aumenta muito. Ela é uma executiva, a executiva-chefe do Pará.
é líder do poder executivo, ela vai ter a campanha eleitoral com a coligação que o EOD faz com um bom tempo de televisão, embora a televisão hoje, a campanha seja muito curta, a campanha hoje tem 45 dias, a campanha assumidamente quando você pode pedir voto, mostrar seu número, não é mais uma campanha, já chegou a ter a campanha desde agosto, aí foi encurtando, encurtando. Então, assim, é extremamente competitiva. Né?
Mas eu acho que, como os números estão mostrando, não é uma vitória tranquila, como se pudesse anunciar. Vai ser acirrada? Vai ser acirrada? O Raim Glauco, ele tem para eleger, ele próprio, né? Colocou o Chicão como senador e a Rana como governadora. E o irmão dele. O irmão dele, deputado federal. Federal. Não acha que mesmo o cara que é considerador rei do norte, é muita gente para ele eleger?
É, eu acho que isso aí é, talvez tem a cabeça do leitor também, às vezes a nossa visão é uma e você vai fazer uma qual e o cara vai dizer, não, ele está certo. Então, a cabeça do leitor, a gente precisa entender, estudar muito. Mas, realmente, eu acho que talvez acaba sendo também, é um atributo de desgaste, talvez seja.
Porque a oposição pega isso como uma veia de crítica política. Isso é o que a gente chama de crítica política, você criticar esse tipo de grupo. Mas ele também precisa ter a chapa dele, ele precisa vender a chapa dele. Não está errado. Não está errado. Tudo é legítimo do ponto de vista da legalidade, do ponto de vista do risco eleitoral também que se assume. Porque...
Poderia compor com outro grupo, que não fosse necessariamente o grupo de dentro do MDB. Poderia fazer esse tipo. Mas assim, é uma análise, como eu falo, interna. Como se fosse uma chapa única. É uma análise de projeto, é uma análise de perspectiva, de poder.
de projeto administrativo também a pergunta que eu faço é porque você já tem muitos anos de campanha fazendo trabalho se isso já lá atrás já teve um formato nesse sentido e qual foi o resultado tu acha que pode caminhar pra que lado?
Tem vários casos e histórias no Brasil. Porque é como se fosse 100% de aproveitamento, né? Se eleger todo mundo. É. Tem histórias. Eu falo, por exemplo, essa campanha que eu fui fazer em 86, um dos candidatos, o nome dele era Sarney Neto. Então, ele nem era Neto. Ele era sobrinho, mas ele usava essa como marca de propaganda.
Então, assim, tem o Maranhão, onde o Sarney já fez a Rosiana, fez a Zequinha. Deu certo? Deu, deu por muitos anos. Hoje, aí vamos pegar a CM na Bahia, que tinha o filho que faleceu. Hoje tem Neto, que é um nome muito forte. E tem vários outros que ocupam cargos, ocupavam cargos.
que lá no Sarney tu falou esse negócio do eleitor tem uma história muito interessante lá do Maranhão a oposição criticava muito a oligarquia Sarney a oligarquia Sarney era a família a sua família sei lá numa das eleições lá o
o Sarney ganha a eleição com muita força, elegendo tudo do parente. Aí veio um cara bem humilde, lá do meio do povo, um cara que não tinha nada da elite, bate na costa do Sarney e diz, Sarney, nossa oligarquia ganhou. Como se ele fizesse parte daquilo. Então é um olhar do eleitor que a gente detecta isso em pesquisa. Às vezes, para a gente, é um senso comum. O que para a gente, às vezes, é um senso comum, do nosso olhar.
para um segmento da população é outra visão. Comunicação é o que tu diz, é o que as pessoas entendem. Então, voltando aqui ao caso do Helder, ele tem esse projeto, eles têm também as suas atuações, cada um tem a sua trajetória, o seu posicionamento ali dentro, mesmo sendo um grupo familiar.
A mãe tem uma atuação, um tipo de atuação, o senador, o irmão está entrando agora como ministro. Então, são marcas políticas com almas próprias dentro de um guarda-chuva.
Que abriga todo mundo ali, né? Que acaba funcionando também, né? É, funciona, funciona. E Glauco, agora vamos trazer o Daniel aqui pro papo? Daniel, que é de Ananideua. A gente tem visto muitas notícias negativas, onde o mesmo bate na tecla de que ele está vivendo uma perseguição política. Diante de tudo isso, você acha que o Daniel pode transformar isso em voto? Ou ele está se prejudicando, batendo só nessa tecla?
Eu acho que não dá para concentrar uma campanha para governador só nisso. Eu acho que ele... Eu moro fora, mas eu vivo muito aqui também. Você acompanha tudo. Ele tem que também ter um propósito. Além de ser o adversário do grupo do Helder ou só se dizer... E ele vai apresentar com certeza...
projeto para o Estado. Não, a perseguição política não. Não, tanto que o projeto dele está vamos dizer assim atraindo mais setores, mais a direita, vamos dizer assim. Porque ele vai ter que se posicionar. Você não vai ganhar uma eleição para governador sem um posicionamento claro. Ele demorou muito se posicionar?
Eu acho que, de um tempo para cá, ele tem se posicionado. Até então a gente não sabia se ele era da direita, da esquerda, do que ele iria. Ele andou na base do governo federal, até quando ele estava no PSB. Mas eu acho que ele vai avançar para isso também, para um outro projeto de parar.
Porque no fim, essas discussões assim, corrupção, tu é corrupto, tu não é, tu é oligarquia familiar, no fim isso vai ficando meio para o lado e as pessoas vão dizer, olha, a última pesquisa mostrou que a grande questão é saúde. O cidadão médio está esperando soluções para saúde e para segurança pública.
Tem sentimentos aí que precisam ser atendidos, que não são, né? Por exemplo, como é que hoje está um jovem de 16 a 25 anos no Pará em relação à perspectiva de emprego? Então, a eleição passa por isso também, sabe? Com essa automação e o fim dos empregos. Antigamente, a maioria dos jovens começava a sua carreira profissional como bancário. Agora acabou.
Lembra, né? Quando o cara ia para o Banco Real, para o Bradesco, para fazer um concurso para o Banco Pará. Esse setor acabou. Então, o governador tem também que sinalizar com a esperança. Ele tem que sinalizar com o projeto. O do Helder é de continuidade.
E o do Daniel tem que ser um projeto alternativo, novo, que contraria isso. É verdade. E aí, como eu falei, ganha eleição que construiu o maior consenso. Hoje, pelo que a pesquisa mostra, não há um sentimento disseminado de mudança no Pará.
O povo está gostando? É, pelo que a pesquisa mostra. Uma maioria quer que o projeto continue e outros querem que alguns pequenos ajustem. Em outras situações, em outros estados, em outros tempos, às vezes o sentimento de mudança é dominante. Na Júlia, por exemplo? Na Júlia, você pega, por exemplo, hoje o...
O Rio de Janeiro, onde o Eduardo Paes, ele representa a mudança do sentimento. Porque aí, quando o sentimento é de mudança, o eleitor vai ver quem é que representa a melhor mudança.
Já nem é mais aquele que está no poder. Ele vai escolher quem significa mais a mudança. Então, se o Daniel for percebido como se conseguir ampliar esse sentimento de que é preciso mudar, e que ele seja visto como esse instrumento de mudança, é realmente... Salvador da pátria. É, não é? Salvador da pátria.
Ele sinalizar com outro projeto, por exemplo. O Helder é um projeto diferente do PSDB. Eu acho que se sentiu uma hora que ali tinha um clima para mudar e o Helder apareceu como esse cara que incorporava, encarnou essa mudança. Porque foi um formato de governo aqui, entre Almir Gabriel e Jateni, que foi de sucesso por muito tempo. Eles tiveram...
Uma interrupção com a vitória do PT em 2006.
que foi também essa questão do candidato. Às vezes o candidato, o Jateni vinha fazendo um governo, ele não veio para a reeleição e veio o homem Gabriel. Aí, acho que não perguntaram para o, como dizia no futebol, não perguntaram para o russo. Se o eleitor queria que mudasse, e parece que não queria mesmo, porque a urna mostrou que queriam.
pelo sentimento era adquirir ou que continuasse a história mostrou e a chapa para a Senada do Estado devido a esse protagonismo do Helder as pessoas já falam que ele já tem a primeira cadeira então vamos falar da segunda cadeira que está disputadíssima a gente tem aí vamos lá
O Zequinha, a gente tem o Chicão, Celso Sabino. O que mais, Léo? A gente tem grandes nomes da política paraense. Tem os da direita, o Edemauro. Não, Edemauro vem para o Senado. É, vem para o Senado. Edemauro, exatamente. São grandes nomes da política paraense. Na sua opinião, tem alguém ali que pode, de fato, garantir essa segunda cadeira? Olha, tradicionalmente, que a gente for pegar os últimos resultados das eleições,
O governador, quando está bem avaliado, ele puxa o segundo voto. A gente viu no... O candidato dele. É. No caso seria o Chicano. É. Você viu, por exemplo, na eleição de 2022, que foi o Beto Faro, que era um voto ligado ao Élder. O governo. Embora não fosse o mesmo partido do Beto Faro.
O próprio Zequinha, né? O Zequinha foi puxado pelo Jander. Exatamente. O Helder, naquela eleição que ele não ganhou, mas quase ganha, o candidato a Senado dele era o Paulo Rocha. É verdade. E acabou entrando. Verdade. Então, pela popularidade, pela força, do que a gente já falou aqui de máquina, pela força...
A tendência é que mesmo o Chicão ainda não sendo um candidato que apontando bem nas pesquisas, ele tende a crescer. É, bem disso. Porque o segundo voto é muito cômodo.
Porque o cara tem um nome e não tem outro. Na maioria, a pesquisa mostra que não tem dois. Aí, se ele já tem um, o cara que já quer votar, pede, pode votar no meu amigo aqui? Tradicionalmente, né? É mais fácil, né? Do que olhar para o lado ali e ver outro, né?
Então, segundo as histórias... Agora, os outros nomes são fortes também. Nós temos um cara como Eder Mauro, Celso Sabino, Zequinha, não sei se o Mauro Couto, acho que não é para... O próprio Paulo Rocha, que ainda está pontuando nas pesquisas, embora não tenha se lançado candidato. Mas vai ser mais trabalhada. Vai ter que ser mais esforço desses aí. Vai, né, mano? Sem dúvida alguma.
porque assim, não é só a propaganda política, não é só o marketing, também tem a política. As alianças com os prefeitos, com os vereadores, aquela política que a gente chama do chão. Para a Senado vai ser uma segunda grande campanha. É. Você apostaria em quem?
O Glauco Pessoa. Eu acho que o maior favoritismo é o segundo nome que o Helder apoiar. Chicão, no caso. Tanto que ele está comprando essa opção. Porque ele poderia fazer uma coligação e até agregar mais força para a candidatura majoritária da Hanna. E comprando essa opção já há muito tempo. Mas assim...
sem menosprezar qualquer chance para um Celso Sabino, que também é um político extremamente articulado no chão, sabe fazer política com prefeito, com vereador, com liderança. O voto bolsonarista, que é independente de quem seja o candidato.
O eleitor tende a votar quem se identifica como bolsonarista. Então, é outro fator. O bolsonarismo avançou muito no Pará. No norte, na Amazônia, hoje você vê a esquerda hoje no norte, na Amazônia, ela praticamente está extinta.
É verdade. No Amazonas, no Acre, aqui, definharam, as lideranças ficaram pequenas. É um momento histórico, que eu não estou dizendo que é culpa disso ou culpa daquilo. Realmente é um fato. A direita é mais forte na rede social também, né? Tem também, mobilização. O momento histórico, eu digo, é favorável à esquerda, à direita. O momento histórico nacional e mundial.
Você vê, por exemplo, hoje O Trump faz uma postagem vestida de Jesus Cristo E todo mundo fica calado Imagina se o Lula se aparece vestido de Jesus Cristo Ele ia ser xingado, espedrejado Como o mais blasfêmia dodo Há um pensamento, há um clima A gente chama de ambiente eleitoral Que também não se briga contra o mundo eleitoral Eu não vou mudar Eu não vou mudar
um clima com três, quatro meses. É verdade. Com uma campanha política. Há uma série de conjunturas. Há uma mudança no mundo hoje muito significativa, onde certas verdades, certos discursos perderam muita força. Por exemplo,
Todo mundo... Quem não queria ter uma carteira assinada há 20 anos atrás? Hoje as pessoas já querem ser MEI, já querem ser dono do seu próprio nariz. Então, a carteira assinada era um discurso de esquerda. Era um direito trabalhista, CLT. Hoje, CLT, às vezes, é xingamento. A questão, por exemplo, do empreendedorismo.
seu próprio patrão. As pessoas sonhavam com o emprego no Banco do Brasil. Todo pai queria ver seu filho passar no concurso do Banco do Brasil há 20, 30 anos atrás. Então isso tudo impacta na política. Nas escolhas que as pessoas fazem. Há uma mudança de, como diz os marqueteiros, de mindset hoje. Há uma nova...
concepção de cristianismo, diferente daquele cristianismo lá de 30, 40 anos atrás. Hoje é um cristianismo mais, vamos dizer assim, individual do que coletivo. É muito mais focado na prosperidade pessoal do que naquela questão de combater as injustiças, da compaixão, deu o seu rosto, deu outra face quando você... Então, eu fui formado na igreja católica. Então...
num catolicismo que formava uma forma de pensar. Hoje está tendo transições. Avanço, o percentual de evangélicos neopentecostais no Brasil cresce todo ano. E Glauco, só voltando aqui para o marqueteiro político. Hoje em dia...
Comeu meu dor. Hoje em dia, muitos políticos, né? Tem aqui o cara ali que é o mobile, né? Que faz o trabalho da rede social para ele. Mas quando chega na campanha eleitoral em si, né? Ele precisa do marqueteiro. Como é que está esse mercado do marqueteiro político para os proporcionais e para os majoritários?
Olha, de quando eu comecei, claro, quando eu comecei eu era um redatorzinho jovem, eu não era marqueteiro. Você vai subindo na carreira. Hoje, esse mercado está hiperpovoado. Hiperpovoado. Você tinha antigamente aqui, vamos dizer, para o Pará, você falava no Olíbe Zerra, uma referência. Hoje temos...
sei lá, 50, 100 atuando nessa área. No país nem se fala. Então, assim, eu acho que, inclusive, em todas as atividades praticamente hoje, eu me lembro que há 20, 30 anos atrás, a gente ia disputar uma concorrência de agência de propaganda.
Aparecia uma, duas, vamos dizer, tu ia disputar a Prefeitura de Belém, tu ia disputar o Governo do Estado, aparecia uma, duas. Hoje, se você vai disputar a Prefeitura de Pará, aparece 30 agências. Uma de Goiás, uma do Maranhão, uma do Amazonas. Isso na publicidade. No marketing político é a mesma coisa.
Às vezes o cara faz duas campanhas com o redator, na terceira ele já quer ser o marqueteiro, que a gente chama de estrategista-chefe. O marqueteiro nada mais é do que estrategista-chefe. E também hoje, Léo, a quantidade de disciplinas aumentou. Eu trabalhei com o Duda Mendonça, o Duda Mendonça foi a grande referência. O país, né, mano? O Duda Mendonça praticamente se preocupava com TV e rádio.
Era o foco dele. Era, TV e rádio. Hoje, para você ser marqueteiro, você tem que ter gente que entenda de TV na tua equipe, gente que entenda de rádio, gente que entenda de métrica, de IA, gente de pesquisa, gente de performance digital, produtor de...
O produtor, por exemplo, de vídeo, videomaker, filmmaker, é diferente de uma produtora de vídeo. É diferente. Aquela estrutura, mega estrutura de estúdio, grandes câmeras, grandes ilhas. É uma coisa... Mas hoje já tem um moleque que faz coisas sensacionais com um iPhone. Então, hoje você tem que administrar 20 disciplinas dentro de uma campanha grande. O Duda chegava no lugar em julho.
para preparar o programa de TV, o programa de rádio. Claro, trabalhava com muita pesquisa. A pesquisa nunca foi... Até hoje. Nunca deixou de ser importante. Mas hoje já tem novas formas de pesquisa. Hoje tem novas formas. Por exemplo, eu posso ficar monitorando os trends do Google de busca em Belém do Pará.
aí eu vejo que nos últimos 15 dias as pessoas em Belém só ficam buscando por concurso público. Aí eu passo para o meu candidato que ele fale de concurso público. Entendeu? Porque ele vai estar falando com o que as pessoas... Ele não vai ficar falando, eu vou resolver a saúde, a educação, não sei o quê. E o pessoal está falando coisa, concurso público, concurso público. Então ele tem que falar, isso é uma forma de investigar opinião.
Então, existem várias formas hoje de investigar opinião. De sentimento, de calor. Quem conecta mais o Red Bull com a água? Quem conecta mais o Red Bull com o café? O energético com a água. O queijo com doce de leite. Isso tudo se monitora hoje. Glauco, você está morando fora, mas vive aqui em Belém, Belém, a tua raiz. Você também conhece muito bem a política paraense.
E aí, cara, você vai trabalhar para algum político esse ano por aqui, cara? É, não, assim, ainda não tenho... Nada fechado, nada previsto? Os dois grandes campos aqui eu não tenho ainda nada... Previsto? Nada. Eu tenho uma... No momento eu estou fazendo trabalho no Amazonas, no Maranhão, né? Estou fazendo, iniciando um projeto lá em São Paulo. Mas não descansa a possibilidade? Não, não. Até porque eu acho que é muito melhor tu trabalhar num lugar...
onde você conhece muito a cultura local, conhece muito os hábitos das pessoas, linguajares, o letramento, que hoje é uma expressão que se usa muito. E, Glauco, mas você trabalharia para a direita ou para a esquerda? Não tem? Não, eu trabalho para a direita e para a esquerda. Eu não trabalho para a extrema direita. Não trabalho. Por que, Glauco? Porque eu acho que é uma ruptura com... Vamos dizer que...
a tentativa de golpe que eu acho que houve tivesse dado certo, talvez a gente não estivesse nem aqui, com essa liberdade de expressão. Entendeu? Então, quando você mina a política, você acaba com o marketing político, porque você acaba com a competição. Quando você...
pensa no plano totalitário, você acaba a competição. E a gente vive da competição. Se tiver só uma marca de bolacha, não vai mais ter disputa de publicidade. Mas se tiver cinco, a gente está cheio de emprego. Claro. Pagando bem. É.
Essa coisa também é um grande debate, essa coisa da preferência pessoal e profissional. É um grande debate, é um dilema, são questões muito pessoais.
Mas quando junta as duas coisas, melhor ainda. Melhor. Mas eu acho que hoje já existe muita gente que assume trabalhar num campo onde as afinidades também dela como cidadão, como pessoa, é melhor. Porque você está convivendo ali. Porque não é só...
na frente da câmera, é todas as reuniões, os ambientes, você está convivendo com pessoas que estão, de certa forma, afinidades com você. Claro que você tem. Né? Aí você... É hora de sentar, tomar uma cerveja. É, bater um papo, trocar uma ideia, uma piada que, às vezes, te ofende, porque tu não acredita naquilo. Né? Então, é...
É uma atividade profissional, mas nem tanto assim. Porque envolve a vida. Muita coisa. Envolve a vida, né? Eu não sou aqui um... Qualquer atividade profissional. Se eu fosse um advogado. Você também tem critérios, né?
Até um médico tem critérios também. Se ele sabe que aquele cara claramente é uma pessoa que não tem uma índole, ele pode escolher não atender. É, claro. Então, esse é um debate na nossa profissão permanente que vai se estender. E o que o político tem que ter nessa eleição para garantir uma boa votação? Olha...
Hoje nós vivemos nesse mundo da comunicação muitos para muitos. Então eu digo assim, o que é a pré-campanha? A pré-campanha não é um momento onde se pede voto, a legislação não permite. Então o que é a pré-campanha? Hoje a gente faz política non-stop, não para mais. A pré-campanha é você conseguir mais gente.
para te ajudar a contar a tua verdade. Aliados. Aliados anônimos. Um cara que tem mil pessoas no Facebook, mil no Instagram e tem 200 contatos aqui, já é um grande aliado. É uma audiência que eu quero para mim. Onde ele vai estar discutindo lá no grupo família dele.
E aí a família diz, pô, mas tem um político que presta. Não, mas olha o que, esse aqui eu gostei dele. Olha esse vídeo aí. Então é isso que a gente conquista na pré-campanha. E o político, só para concluir a tua rata, ele tem que ter propósito, eu acho que é propósito. Claramente propósito. De direita, de esquerda, ele tem que ter claramente. Tanto que hoje o algoritmo, ele privilegia muito posicionamento. Certo. Sabe, pessoas que dizem na lata, que pensam.
Eu gosto disso também, cara. Independente daqui do viés de biológico. Sem filtro.
É, o cara se posiciona. Certo. Então ele não fica... Porque o algoritmo quer isso. Ele quer isso. Excelente dica. Que gera comentários, gera treta embaixo. Claro. Defesa. Quanto mais você gera comentários ali embaixo, mais ele sobe as tuas...
agregado a isso, um bom comunicador também tem que saber se comunicar em relação a campanha de 2026 a rede social é um campo eliminado de muita concorrência só que é o seguinte esses dias eu assisto pouco TV, eu estava assistindo a TV e eu venho comercial do TikTok eu pensei assim, eu acho que o político que também apostar ainda na TV pode perfeito perfeito
Pode ter uma vantagem em relação aos outros que só vai para um campo onde já está minado ali de gente, né? Numa guerra. Isso. Não, e eu acho que, como eu falei aqui, não existe... Fuja das verdades absolutas. Ah, a TV acabou. O rádio acabou. O que é isso aqui que a gente está fazendo que não é Seja Rádio?
pode ter uma pessoa agora que está lavando roupa e está ouvindo a gente, sem olhar para a tela. Então, isso acontece muito. Quem não fica ouvindo podcast lavando louça? Então, não existe isso. A mídia de massa ainda tem um poder muito grande, num país como o Brasil, que foi um país culturalmente acostumado a ver boa televisão.
A televisão no Brasil é boa de fotografia, de luz, de ator, de roteiro. Então o brasileiro é educado ainda, apesar de tudo. A audiência do Big Brother é absurda. É verdade.
Então, aí é boa a tua pergunta, porque o TikTok precisa da televisão, se ela está morta. Se eu ando pelas ruas de São Paulo, aquelas propagandas que eles chamam out of home, aquelas propagandas de rua, aqueles relógios, cheio de propaganda do Google, cheio de propaganda do TikTok, do Zoom, dessas plataformas que estão na internet. Porque o que a gente chama de mix de marketing, sempre vai existir um mix onde você...
ataca o consumidor por vários lados da vida dele. Pelo ouvido, pelo cheiro, pelo olho. Então, a TV ainda tem uma força. É uma força aí da bolha dele. Nesses 45 dias, ela ainda influencia bastante. A verdade é que todo veículo de comunicação é válido. É válido. Você faz um mix, por exemplo. Quem não gosta de dar uma entrevista na TV Globo hoje? Qualquer político quer.
Qualquer político quer. Se eu conseguir uma entrevista para ti na rádio Globo, tu vai me amar. Porque as empresas jornalísticas, elas ainda transferem a credibilidade dela para a notícia que elas dão. É por isso que a gente dá uma parceria com o Liberal. Por exemplo, ainda existe, embora existam setores hoje que demonizam muito a mídia de massa, tanto pessoas da esquerda quanto pessoas da direita,
Mas é uma referência. É verdade. Deu no New York Times, deu no Globo, deu na Folha. Ainda é nesse mundo de confusão de que todo mundo fala toda hora tanta coisa, ainda é. Onde é que tu vai quando tu ouve uma coisa meio duvidosa? No Google.
É verdade. E o que o Google te entrega? Tudo. UOL. Tudo. CNN. Então, vai para ali. É verdade. Ele vai te entregar o Correio Brasiliense. Então, ali acaba sendo, nessa confusão de milhões de versões, não que aquilo seja verdade, mas que eu também tenho muito interesse por trás na grande imprensa.
mas acaba sendo uma referência para cidadão comum. Ele vai se segurar naquilo. Quando eu recebo uma coisa que eu acho fake news, assim, de algum parente, eu vou checar no Google. Aí eu procuro três, quatro, aí eu digo, ah, isso aqui realmente é verdade. Não, isso aqui é mentira. Completamente isso aqui não é mentira. Às vezes já tem até a notícia lá.
vídeo mostrando fulano de tal é fake, é feito em IA. A gente nunca sabe o que é de verdade, o que é mentir agora, né? Tem esses estudos de checagem que estão crescendo muito, né? Que eles fazem checagem com lupa, essas coisas. Que tem ferramenta de identificar o que é IA, o que não é IA, o que é montagem. Hoje acontece muito, por exemplo...
O cara pega uma imagem de um touro matando alguém lá na Espanha e diz que foi aqui em Bujaru. Aí tu tem que checar. Isso aí foi há 20 anos atrás, lá na Espanha. Mas está circulando que os touros estão matando gente aqui no interior do Pará. É verdade. É um mundo louco hoje da comunicação. Impressionante. A dificuldade... É louco, mas a gente chama muito esse diverso. É um negócio que é um jogo. É um jogo. É um game. É um game.
E tem gente que se aproveita desses recursos pouco nícitos. É verdade. É uma maldade. Foi muito legal bater esse papo contigo hoje. A gente aprendeu muito as tuas dicas, a tua opinião pessoal também enriqueceu muito o nosso bate-papo. Foi muito precioso para nós. Eu quero dizer que você já teve muito sucesso na sua caminhada quanto comunicação política.
E volte sempre que quiser. Eu acho, inclusive, que você tem que retornar no período das eleições, quando o negócio estiver bem quente aqui, para atualizar a gente de muita coisa, cara. Eu agradeço e eu acho assim, eu posso deixar um recado para quem trabalha com isso, para o jovem que está entrando com isso. É importantíssimo, cara. E para o político. Fica à vontade aqui. Marketing político. Pense mais na política do que no marketing.
A política é o que interessa. O marketing é comunicação. O marketing é o como dizer. A política é o que dizer. Então, se você é um candidato, você é um político, quer ser um vereador, se você quer ser um jovem profissional de comunicação, pense em política. Estude política.
Estude socialismo, estude capitalismo, estude economia de mercado, estude Estado, estude privado, estude grandes caras que fizeram política, estude Getúlio Vargas, estude a JK. Porque é daí que vem tudo. Não é botar a carroça na frente do boi. Pensar primeiro no slogan.
sem saber o que tu tá dizendo. Verdade. Isso foi uma coisa que o grande Pedro Galvão me ensinou muito, eu ficava batendo cabeça pra criar esloga. Eu ficava querendo achar uma forma, uma frasezinha, ele dizia, não é assim que se cria. O que é que a loja faz?
O que ela tem de diferente? Por que ela não é igual ao outro? Aí tu começa a pensar isso, aí vem o slogan. Aí vem o slogan. O slogan vem da verdade de alguém, não de uma frase, de uma musiquinha. É isso. Política.
É tudo. A política é tudo na nossa vida. Desde quando a gente acorda até onde a gente vai dormir. As escolhas que a gente faz. Tudo é política. E se você deixar, quando tem uma frase nessa, se deixar os outros decidirem por ti, aí tu não vai poder reclamar. É verdade. Então, esse negócio de demonizar a política, de se afastar da política, de não participar de uma reunião, de uma passeata. Acho que tudo é válido, né, cara? Tudo é.
Você constrói uma vida cada vez mais política que a gente vive hoje. Então, assim...
A política é muito mais importante que marketing, que propaganda. E aí, se a gente conseguir fazer um bom debate sobre o país, melhor ainda. Obrigado, Glauco. Vote sempre que quiser. Valeu muito. E a gente espera no próximo bate-papo em breve. Parabéns aqui. É muito bom aqui. Obrigado, irmão. E a vocês, obrigado pelo carinho e pela audiência. Até o próximo... Égua. Do podcast. Égua. Do podcast.