Episódios de Leigos Intelectuais

SETA #41

08 de julho de 20261h3min
0:00 / 1:03:34

SETA #41

Frenectomia/México/Dondicêé

Hosters: Bruno DC Ramalho: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@brunodcramalho⁠⁠⁠⁠

Filipe Vieira: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@filipevieira_⁠⁠⁠⁠

VnusTv: ⁠⁠⁠⁠@vnustv⁠⁠⁠

⁠⁠⁠Leigos Intelectuais Wiki | Fandom

Participantes neste episódio3
B

Bruno DC Ramalho

Host
F

Filipe Vieira

Co-host
V

VnusTv

Co-host
Assuntos7
  • Retorno de Monark e Nova FaseTransfobia e declarações polêmicas · Surto psicótico e uso de drogas · Contrato com Flow Podcast · Monark
  • Subcidadania BrasileiraSentimento de pertencimento · Diversidade cultural no Brasil · Influência africana e indígena · Seleção Brasileira de Futebol · Brasil
  • FrenectomiaProcedimento cirúrgico · Recuperação pós-cirúrgica · Dor e desconforto · Comparação com extração de siso
  • Genealogia e Historia FamiliarOrigens familiares · Sobrenomes portugueses e espanhóis · Descendência indígena · Cidadania e passaporte
  • Cuidados com a saúde bucalTratamento ortodôntico · Impacto na fala e aparência · Dentes separados
  • Impacto nos motoristas de aplicativoMotorista mexicano no Brasil · História de imigração · Adaptação cultural · México
  • Promoção de camisaQualidade de camisas originais vs. falsas · Camisas de futebol (Red Bull Bragantino, City) · Dry fit e conforto
Transcrição566 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Nem cheguei nem perto de iniciar uma live.

?Voz B

Ela me viu passando um comedor de rã.

?Voz C

Fazendo mais live, cara? Como assim?

?Voz B

Eu não faço mais stream, mano. Não sou mais streamer.

?Voz A

Triste, né? Porque em todas suas bios tá lá.

?Voz B

Você nunca assistiu minha live, mano? Fica falando isso. Eu sou, eu sou firepeiro, velho. Eu tenho brasileiro, quer mais o quê? Brasileiro? Por falar em Brasil, seleção brasileira. Por falar em seleção brasileira, eliminação.

?Voz A

Vendo, você vê o que é seta.

?Voz B

Eu, mano, seta é sem edição. Então, quanto assunto, um programa, não consigo falar, um quadro onde a gente não combina nada. Dessa vez é 100% verdade, a gente não combinou nenhum assunto, ninguém sabe o que a gente vai falar, o que vamos falar. A gente só tá aqui falando e não tem edição. Então, basicamente isso. O Bruno vai falar sobre, sei lá, australopitecos. O Vieira vai falar sobre Caixa de areia e eu vou falar sobre não posso dar risada. E esse vai ser os temas aleatórios do dia.

?Voz A

Você não pode dar risada porque você tá com algum tipo de ferida?

?Voz B

Mano, não posso dar risada, mano. Eu fiz frenectomia.

?Voz A

Ah, o cara tá sem freio, tá sem freio.

?Voz B

Gritou, mano. Você vai tomar uma multinha legal. Ou não, não é 10 horas ainda, né?

?Voz A

Não, safe.

?Voz B

Tá safe, mano. Eu fiz frenectomia, que é arrancar uma parte do lábio da parte de cima interna ali da gengiva. E tá com ponto, né? Então você dá risada, dói, desconfortável.

?Voz A

Mas antes de você contar, primeiro, você tá bem, meu amigo?

?Voz C

Cara, tô bem sim. Eu bati meu recorde do Candy Crush, tipo punhas. Como assim?

?Voz B

É, nunca, nunca teve um recorde de punhas seguidas.

?Voz C

Eu prefiro comer palmito mesmo, aquele em conserva.

?Voz A

Não vende mais palmito, né?

?Voz B

Palmito, pupunha.

?Voz A

Palmito, palmito não existe, né?

?Voz B

Claro que existe, mano.

?Voz A

Então pupunha.

?Voz B

Eu prefiro pupunha do que palmito.

?Voz C

Depende de dar onde, né? Mas tudo bem. Meu recorde foi— sabe quando você vai tirar sangue, fazer exame de sangue, que tem aqueles? Não lembro.

?Voz B

Tubinho. 20 litros de sangue.

?Voz C

Eu tirei 22 tubetes, cara.

?Voz B

Eita, quanto que dá um tubete, mano?

?Voz A

Impossível. Não existe exame no mundo.

?Voz C

Eu fui fazer aquele exame que você toma lactose e faz de 30 em 30 minutos uma coleta.

?Voz A

Nossa, cagou na calça!

?Voz C

Não, não tive.

?Voz A

Não, não é intolerante?

?Voz B

Não é intolerante.

?Voz A

Religioso?

?Voz B

Religioso.

?Voz C

Entendi.

?Voz A

Não, não.

?Voz B

Ai, ai, ai, calma, o cara não pode rir, velho.

?Voz C

Um minuto para ele não rir.

?Voz B

Obrigado.

?Voz A

É quando ele começar a rir, a gente fica modo serinho.

?Voz B

Aí que eu vou dar risada, mano. Olha lá, já tô. Então é, por favor. Aí eu me concentro, tipo assim, vocês vão rindo, eu fico aqui, ó.

?Voz A

Quem mais pegou resultado já, filho, dos exames?

?Voz C

Acho que os exames de sangue foram bastante, não saíram todos ainda. E aí teve um monte desse do lactose, porque foi 30, 60, 90, 120 minutos, e cada um tinha que tirar 3 bagulete. Então eu ficava com acesso e ele lá tirava 3 em cada um. Aí foi um corre de exame. É, digamos assim que não está muito bom não, mas eu vou esperar o resultado final, né? Porque de preliminatórias a gente já tá, já tá feito.

?Voz A

É, não adianta nada você ficar olhando, porque às vezes aparece assim, ah, de tanto a tantos anos homem tem que ter X, só que aí você teve uma gripe semana passada que zoou tudo. Tem essas bagunça que a gente não adianta a gente querer interpretar, deixar o médico trabalhar, né?

?Voz C

Gordura no fígado tá altíssima, mas é porque eu fiquei com gripe semana passada, né?

?Voz B

Vai ser, nunca se sabe.

?Voz C

Vou esperar todos os exames saírem, aí eu atualizo. Mas até o presente momento, como minha esposa falou, não tem resultado. Então você tá bem. Quando você souber o resultado, a gente fala.

?Voz A

Fica preocupado depois, né, mano?

?Voz B

Só é doente quem descobre a doença.

?Voz C

Sim, com certeza.

?Voz A

O Trump que falou isso, não foi?

?Voz B

Na época do COVID, desculpa, eu não quero repetir nenhuma frase desse ser humano.

?Voz A

Eu acho que na época da COVID ele falou assim, gente, tá aumentando muito o número de COVID porque vocês estão indo fazer exame.

?Voz B

Tão pegando COVID em 2 exames, né? Muito foda.

?Voz A

Enfim, acho que você já é o único que tem tema cravado aqui. Você pode começar, por favor.

?Voz B

Acho que não, mano, eu nem falei o número do seta.

?Voz A

É verdade, você sabe de cabeça? Porque eu não me preparei. Eu normalmente acho que é seta 39, muito mais, eu acho muito mais, já passou de 40, 745. Não, muito menos, né?

?Voz B

7:32. 7:44.

?Voz A

Acho que é menos.

?Voz B

7:43.

?Voz A

Vai falando. Acho que é menos.

?Voz B

O cara, 7:42.

?Voz A

Menos.

?Voz B

7:41.

?Voz A

Yes, baby!

?Voz B

Aí, obrigado.

?Voz C

Você tá vendo?

?Voz B

Você tá vendo?

?Voz A

É isso. Vênus TV vai falar sobre freio de burro que ele tirou.

?Voz B

Mano, então eu não sei se é legal esse tema, né?

?Voz A

Mas vai ficar fazendo você rir toda hora, sei lá.

?Voz B

Não faz, mano, por favor, mano.

?Voz A

Você é engraçado que fala isso, já seu sorrisinho já começa, mano.

?Voz B

A Duda virou top 3 pessoas mais engraçadas do planeta Terra agora. Ela era top 5, mano. Eu sei, ela já é uma das pessoas mais engraçadas do planeta Terra, só que, cara, qualquer coisa que ela faz eu começo a dar muita risada. Sabe o problema? Eu gosto muito de fazer gracinha. E eu dou risada das minhas gracinhas.

?Voz A

Sim.

?Voz B

Então eu tô tendo que virar um ser humano normal, não tô gostando.

?Voz A

Tá se autossabotando.

?Voz B

É, tô tipo, não, isso eu já faço com freio ou sem freio, entendeu? Mas eu tô tipo assim, virando uma pessoa mais séria nessa uma semana que eu estou.

?Voz A

Por que você tirou o freio, cara?

?Voz B

Cara, eu tirei porque eu tô de aparelho, né? Que nem teve um episódio que eu falei que eu tô de aparelho e tá dando resultado, só.

?Voz A

Aí dá um sorrisado assim, caraca, faz isso não.

?Voz B

Real doeu. Tô colocando o aparelho lá certinho, bonitinho, tá fechando. E quando eu fui colocar o aparelho, a moça deu uma olhadinha e falou, ih, você tem tal coisa. Aí eu falei, é grave? Ela falou, não, é que eu, sabe aquela partezinha que gruda a sua gengiva no seu lábio? Tá todo mundo agora com a língua aqui, né, entre os dentes aqui, o lábio em cima, né? É em cima. Essa pelinha minha ali, ela era muito profunda e curta, né?

?Voz A

A minha é longa.

?Voz B

A sua é longa? A minha era profunda e curta.

?Voz C

Isso, cara, é muito—

?Voz B

nossa, eu acho que é profunda e curto, que é— não sei ao certo, tá?

?Voz A

Basicamente parece um livro de Dostoiévski, né? Profundo e curto.

?Voz B

O mundo, né, profundo e curto. Nossa, gostei, vou fazer esse livro. Enfim, isso gerou uma condição que era isso que fazia os meus dentes serem separados, do meio aqui separadinho, do meio. Exato, era isso aí que fazia essa condição dos meus dentes serem separados.

?Voz A

Então se juntasse com esse bagulho aí, ia ficar pegando na gengiva.

?Voz B

O que acontece, inchou o meu céu da boca, porque tipo assim, o aparelho tá fazendo força para aproximar e meu corpo fazendo força para afastar. Sim, entendeu?

?Voz A

Então virou um ímã na boca dele.

?Voz B

É, mano, para, cara, calma, mano.

?Voz A

Não, não precisa de automaticamente você falou para eu parar de rir, eu vou rir 10 vezes mais, né?

?Voz B

Faz o contrário, fala rir, mas já vai ficar no infinito, vai ser isso aqui. Enfim, aí eu precisei fazer essa frenectomia que é para arrancar esse freio, essa pelinha aí, tá ligado?

?Voz A

Mas tirou o excesso, tirou tudo, tudo. Você não tem? Tá liso?

?Voz B

É, não tenho mais, tá liso. É, não posso fazer porque tá com um ponto ainda, né? Não posso fazer, mas não, não tem. Tipo assim, o lábio de cima eu sinto que tem ele mais solto, entendeu? Bizarro, né? Não tenho mais. Geralmente o pessoal faz na língua, quando a língua, o freio da língua também nasce muito curto. Aí a pessoa tem dificuldade na fala, mas geralmente faz isso quando é bem recém-nascido, né?

?Voz A

Sim, é porque acho que dá língua presa, né? Porque ela não consegue alcançar a língua, só da boca, né?

?Voz B

Exatamente. No caso, eu não tive na língua, tive na gengiva, dente superior.

?Voz A

Mas agora você vai entrar no bonde do Mengão sem freio então?

?Voz B

Vou, mano, sem freio, velho, porque eu sou brabo, né? Tô sem freio aí, meu. Mulheres que quiserem beijar minha boca sem freio não vão beijar porque eu sou um cara casado. Não vão beijar porque eu sou um cara casado, calma lá, rapaz.

?Voz A

Perdeu, né? Perdeu a oportunidade. Já viram você seminu, então sim, é o máximo que elas vão ter.

?Voz B

Eu quero comentar isso, eu nunca mais vou aparecer sem camisa na internet.

?Voz A

Calma lá, amigão.

?Voz B

E a chance de eu derrubar esse post aqui é grave.

?Voz C

É mínima.

?Voz A

O que você acha da gente colocar R$1.000 de tráfego pago nesse vídeo aí?

?Voz B

Não, por favor, que aí eu me aposento do CLT, né? Diviro influencer.

?Voz C

Eu dou milão por ver, né? Que isso, não, não, para com isso.

?Voz B

É verdade, eu tô aceitando R$1.000. Ah, notícia boa, pô, notícia boa!

?Voz C

Calma lá, ganhou R$1.000?

?Voz A

Não, melhor ainda, perdeu R$1.000.

?Voz B

O pedreiro foi na minha obra e começou a construir, mano. Que isso, velho, palmas, mano!

?Voz A

Para quem ouviu o último set aí, que isso, abraço, meu pedreiro, mano!

?Voz B

Mandou hoje de manhã certinho perguntando uns negócios dúvida. Eu falei assim, ó, Fernando, tô aqui já, ó, é aqui que vai ficar o interfone, aqui que eu vou fazer tal coisa mesmo, né? Falei, cara, maravilhoso, muito obrigado.

?Voz A

Vai até dar um bônus para ele. Não, porque não tem dinheiro, mas ele merece, ele merece, ele merece.

?Voz B

Mas não tem um bônus, mano, foi mal, velho.

?Voz A

Tá, mas só para encerrar a ofronectomia aí, dói? Como é que é, mano?

?Voz B

Então é bem de boa a recuperação da cirurgia, não dói, é muito incômodo. Tá ligado? Principalmente o primeiro dia foi bastante incômodo, porque aí sim a gente fica dando aquele tipo, alguém relou em mim, irmão, tem alguma coisa errada, tá ligado? Sabe quando você bate o braço, não corta, mas fica, tá ligado? Fica meio doendinho. Ficou assim, mas é de boa. Aí, mano, como se tivesse tomado um socão. Perfeito, eu tomei um socão no lábio superior e ficou meio zoadinho, sabe?

A gente já percebeu que tava só com sandinho assim. Incha, incha bastante. Meu lábio ficou parecendo um da Anitta, bem grande assim, mano, entendeu? Mas é bem de boa a recuperação, tipo, não dói no dia a dia. Se eu ficar parado aqui, ó, tem que baixar o braço. Se eu ficar parado assim, dói, mano. Zero dor, zero incômodo. Incomoda para quê? Escovar o dente, lógico, comer e dormir. E para dar risada, principalmente para dar risada, mano.

Porque puxa, né, o lábio. Aí o ponto fica tipo Homem-Aranha, tá ligado, segurando o negócio. Mas, mano, fora isso, muito de boa.

?Voz A

Mas na hora você faz acordadação, acordadação, mano.

?Voz B

Anestesia, falar anestesia, mano, não vai ter.

?Voz A

Você que fez a piada?

?Voz B

Não fiz a piada, eu só ri, cara.

?Voz A

Você que riu?

?Voz B

Não foi piada.

?Voz C

Calma, você é uma piada.

?Voz B

Precisava também acabar com a minha autoestima desse jeito. Na hora, anestesia, mano, é 100%, tipo, você não sente nada mesmo. Você tirou muito foda que eles estavam tipo segurando meu lábio e para mim tava suave. Eu tava assistindo Noruega e quem que foi outro do jogo do Brasil? Enfim, tava assistindo Noruega e esse cara. Mas eu fui eliminado 2 a 0.

?Voz A

É pior ou igual tirar dente do siso, por exemplo?

?Voz B

É melhor, é menos pior, muito, muito melhor do que tirar dente do siso. Dente do siso incha por mais tempo, dói por muito mais tempo, a higienização é diferente, tá ligado? Dói muito, muito mais. Essa aqui é bem suave. Restrição, mano, a dentista me falou: só não rela, só não toca, só não tenta ficar vendo, que, mano, uma semaninha você tá aqui muito suave.

?Voz A

E realmente, só não vai comer rapadura com os dentes da frente, mano.

?Voz B

Só não come nada que você precisa morder com os dentes da frente. Coisa que você pode cortar e colocar dentro da boca, suave.

?Voz A

Uma carne suave, mano.

?Voz B

Cortar e pegar. Tipo, você não posso comer um hambúrguer, exemplo, que aí eu vou mordê-lo, entendeu? É, não pode mordê-lo.

?Voz C

Nossa, como que é mordê-lo?

?Voz A

O cara tem uns lábios profundos. Vai morrer.

?Voz C

Mordelo, ei, mordelo, ei, mordelo, ei.

?Voz B

Eu não gosto desse episódio, não sei porque eu tô gravando. Enfim, não posso mordê-lo, mas agora o dentista já vai juntar. GG, 100%, 100%. Aí eu acho que eu vou acabar meu tratamento em janeiro, fevereiro. Muito rápido, mano, porque eu fico agora sem zoeira um ano.

?Voz C

É, caramba.

?Voz B

Vai fazer um ano já, porque é muito simples, não é nada de corrigir altura, espaço, não tá um mais para frente, mais para trás, mano, é só fechar. E o espaço que tava para frente e para trás era muito curtinho, não era profundo, entendeu? Era só curto, já resolveu. Então era só, é, já resolveu, já alinhou, é só. É, não era curto e profundo, era só curto, entendeu? Curto e raso, era só alinhar só. Então já alinhou tudo, só precisa fechar tudo e colocar o bagulho que segura.

?Voz A

Vai ser muito engraçado quando você tirar, você vai ficar passando a língua no dente toda hora, mano.

?Voz B

Eu já acho estranho já, porque tipo assim, geralmente eu tirava foto e era normal eu ver, né, a rachadura no meio ali sobrando, tipo assim, faltando em um buracão. Agora eu tiro e falo, ih, tá junto, é legal.

?Voz C

Sua voz vai mudar de novo, né, cara? Porque você vai—

?Voz B

será, mano? Muda um pouquinho, acho que vai, né?

?Voz A

Que loucura!

?Voz B

Mas, mano, é muito legal. E usar aparelho não é tão ruim quanto dizem não, tá, mano? É muito suave. Tipo assim, no dia que você aperta, pode ser que para comer você dá uma zoadinha, mas, mano, no outro dia é suave.

?Voz A

Tem gente que acha ruim usar óculos, eu não consigo entender. Impossível, você nem sente na sua cara.

?Voz B

A única coisa ruim do óculos é sujar.

?Voz A

Não, achei que você falou assim beber bebida quente.

?Voz B

Eu não tomo nenhuma bebida quente, então Não, mano, os óculos é muito de boa usar óculos.

?Voz C

Tipo, o meu cai, né, quando eu olho para baixo.

?Voz A

Eu acho engraçado, eu só uso para trabalhar basicamente. Tipo, em casa eu não uso nunca, mano.

?Voz B

Então eu só uso quando eu tô no PC e para trabalhar.

?Voz A

É para longe, né? Então tipo, no PC não precisa.

?Voz B

Ah, o teu é para longe?

?Voz A

Eu vou colocar aqui para ficar feliz.

?Voz B

É que o meu é por causa da enxaqueca, né, mano?

?Voz C

Não, porque assim, eu tô enxergando no computador, já não é tão longe assim, mas é longe. É porque eu enxergo direito a tela do computador.

?Voz B

Mas sabe o que é bizarro? Eu enxergo 100% a tela do computador, só que se eu usar sem óculos dói minha cabeça 100%.

?Voz A

É que o seu é mais forte que o meu, né? Meu é só meio grau.

?Voz C

Ah, é, o meu já tá 1,75.

?Voz A

É minha altura quase, 1,5.

?Voz C

É porque é engraçado, porque é longe, mas a tela do computador aqui é um palmo, né, de distância assim.

?Voz B

Palmo, cara, está muito colado na frente do monitor, mano. O cara tá um palmo, o cara tá aqui, ó.

?Voz C

É um braço de distância. Já não enxergo sem óculos não assim.

?Voz B

Nossa, mano, eu enxergo 100%, mas dor de cabeça é bem, bem válida. Mas é isso, mano. Bora ver se vocês tirem seus freios.

?Voz A

Será que tem o contrário? Só que alguém tem que Colocar freio?

?Voz B

Ah, isso é uma boa pergunta.

?Voz C

Na boca, mas tem muita gente que precisa de um freio, né?

?Voz B

Isso, meu, freio social, né?

?Voz C

Qualquer tipo de freio aí, né?

?Voz A

Às vezes é bom, mano. A senadora do Paraguai precisa de um freio nos dedinhos dela na vida, né? Que ela foi racista com o Mbappé.

?Voz B

Que loucura! Ela não foi racista, ela foi muito racista, tá ligado? Não foi só racista, foi muito.

?Voz A

O Monark olhou para ela e falou, caralho, Cara, calma, mano.

?Voz B

Eu, a pá de asneira que o moleque voltou a falar na internet, sacanagem, né?

?Voz A

Ah, sim, mano.

?Voz B

Eu não sei se eu mandei hoje.

?Voz A

Eu vi, cara, já tinha visto. Não sei se eu quero entrar nisso, mano.

?Voz B

Ele tá cometendo uma transfobia gratuita em níveis, mano.

?Voz A

Eu vou comentar brevemente aqui, mas não é o meu assunto não. Mas ele, mano, ele tá, ele virou o doido da praça, só que com dinheiro.

?Voz B

Virou, né, mano? Que loucura! Você viu isso, Fih?

?Voz C

Não, eu ia até dar um Google aqui, cara.

?Voz B

Eu não vou repetir o que ele falou porque é bem, bem do podre, mas você pode ser superficial, né? Acho que é recente.

?Voz A

Assim, um exemplo só para você ter uma noção, Fih, mais ou menos. Ele falou que todas as mulheres que ele já se relacionou são trans, que ele tem certeza, e eram trans escondidas, tipo, ninguém, ele não sabia, que a Luísa Sonza é trans. É que eles são trans e que as mulheres, a Xuxa, Xuxa trans também, não sabia que as mulheres que são trans na verdade são, eram filhos homens que os pais doaram pênis para Satanás para fazer pacto.

?Voz B

É nesse nível que ele tá, cara.

?Voz C

Realmente é doido da praça.

?Voz A

Meu Deus, virou doidinho da praça, o cracudo da praça, só que com dinheiro.

?Voz B

O que será que aconteceu? Cara, eu acho que foi realmente drogas.

?Voz A

Acho que ele tá em surto psicótico grave já, tipo assim, perdeu a graça.

?Voz C

É preocupante já, né? Alguém deu espaço para ele simplesmente?

?Voz B

Acho que ele tem podcast, né?

?Voz A

Galera dá espaço, filho. Galera gosta porque, tipo assim, você chamou Monark, ele vai falar um bagulho absurdo e vai dar, né? Vai dar audiência. Mas tipo assim, eu não consigo nem ter mais, entre aspas, raiva dele. Nossa, esse cara é um bosta, mano. Esse cara é ele.

?Voz B

Dá para ter raiva do Nicolas Ferreira, exemplo, ainda, né?

?Voz A

Claramente ele tá ciente do que ele tá falando. Faz sentido o que eu tô falando?

?Voz B

Ele acredita no que ele tá falando, ele não tá tipo—

?Voz C

para ele não é loucura.

?Voz A

É, mas para o Monark, cara, ele tá falando sozinho, é aquele cara que tá falando sozinho.

?Voz B

Não, mano, é loucura. Tipo assim, virou um negócio do tipo, parou de ser o acorda, cara, que ainda é engraçado, né? Do tipo, olha lá, o cara tá achando que nós tá numa ditadura, para o negócio tipo, cara, tratamento psiquiátrico.

?Voz A

Ele falou o seguinte, ele falou que o nome dele é Bruno Ayub, que nos Estados Unidos estavam perseguindo ele por causa do nome dele, porque a galera falava, achava que ele era AI, porque AI Ayub. Ele falava que ele ia nos lugares, a galera ficava falando para ele, falando AI, repetindo assim. Mano, ele tá vivendo um filme de terror só na cabeça dele. Assim, tá todos, 15 pessoas olhando para ele falando, e aí, e aí, e aí, roboticamente.

?Voz C

Nossa, eu acho que assim, única coisa que me deixa assim um pouco ligado sobre o assunto, porque quando eu era criança, que eu acredito, com certeza eu era criança nessa época aí, eu assisti, eu lembro dele fazendo coisas no Minecraft com redstone e tipo, cara, Loucura, meu. Pheromônios.

?Voz B

Podia ter parado no mar, né?

?Voz C

Que engraçado, né? Porque é possível, né? A gente tem vários louquinhos da praça que os nossos pais conheciam antigamente, virou isso, só conheceu como— é, nossa, vê evolução. Não é evolução, né? Era digivolução. Caramba, entendi. Eu vou pesquisar mais sobre isso só para hoje da praça.

?Voz A

Mano, ele precisa ser internado, é nesse nível, ele precisa ser internado, mano. Só que é o doidinho da praça ganhando R$20 mil mensal do flow lá do contrato com o Igão, e aí gasta em tudo. Então ele brigou até com o Igão nesses dias, mano, ele tá doente da cabeça. O Igor tá cumprindo, tipo assim, você fez um contrato, ele tá sendo cumprido, que mais que ele quer?

?Voz B

É que eu não vi essa treta, tipo assim, eu sei que ele tretou, mas eu não vi.

?Voz A

Contrato disse que Se o Flow, contrato seguinte, eu não vou, não fala os números exatamente. Se o Flow fizer, um exemplo, R$100 mil de lucro, tem que pagar R$50 mil para o Monark por mês. Se fizer menos, é R$20 mil. Não tá, não tá batendo esse lucro que eles combinaram, então ele tá dando R$20 mil. Às vezes que bateu R$100 mil, não é R$100 mil, mas exemplo, às vezes que bateu o lucro estipulado, ele pagou R$50 mil. Às vezes que não, ele paga R$20 mil. É isso.

?Voz C

Perante ao que foi o mês, tipo proporcional ou não?

?Voz A

É o mês, é o lucro mensal. Se o mês lucrou X, é R$50 mil. Se lucrou menos que X, é R$20 mil.

?Voz C

Mas é tipo, é 50% desse X ou não? É R$50 mil? É valor fixado?

?Voz A

R$20 mil é isso mesmo, é R$20 mil que ele tá recebendo.

?Voz C

E ele queria estar recebendo R$50 mil, mas não tava faturando para ter essa grana. Bateu 3 vezes, ele não ganha mais que R$50 mil.

?Voz A

Não, R$50 mil é o teto. Mas assim, ele que assinou a porra do contrato. Se tava ruim, reclamasse antes.

?Voz B

Se pá, ele que fez o contrato.

?Voz A

Não, e assim, ele vai reclamar na internet, mano, irmão. Tipo assim, nós tem aqui o Leigos, pô, começou a ganhar dinheiro, nós tretou, não vai se juntar nós três aqui, nós vai combinar, ó, nós vai pagar isso, isso, isso, é isso, né? Combinou. Nós vai ficar fazendo videozinho na internet, pô, o Vênus tá me roubando, porra. Eu vou ligar para o Vênus, falar, Vênus, nós tem que resolver essa porra.

?Voz B

É bem possível acontecer.

?Voz A

Você acha que ele não tem o número do Igor?

?Voz B

Será que não tem o número do Jean?

?Voz A

Tem o meu número da esposa do Igor. Ele só mandou um e aí no WhatsApp, só um WhatsApp de um número desconhecido.

?Voz B

Mano, ele tá ficando louco, mano. Melhor alguém internar esse cara, mano.

?Voz A

Ele tem que treinar, mas não tem ninguém, mano. Ele não tem ninguém, não tem ninguém do lado dele para internar.

?Voz C

Tipo, não tem ninguém de família, é isso que você quer dizer?

?Voz A

Não tem ninguém, mano. Assim, as poucas relacionamentos que ele teve, ele se afastou porque todas as mulheres que ele se relacionou eram trans. Ele ficou desconfiado, ele tá doidão.

?Voz B

Mesmo que fosse, né? Qual o problema, cara?

?Voz A

E alguém precisa, mano, internar esse cara, velho, para fazer ele parar de usar droga. Primeira coisa, cortar droga, mano, cortar. Não sei se ele bebe, enfim.

?Voz C

Mas tipo assim, como ele chegou a 35 anos, né? É jovem, é novasso, é nossa média, digamos assim.

?Voz A

E ele tinha os dentinhos separados, seu futuro, eu vi você juntou os dentes.

?Voz B

Eu sou separar agora, mas loucura, né?

?Voz A

Doidão da praça, mano.

?Voz B

Um abraço, moleque, espero que você volte a ser o que você era antes. Senão não quero abraço também, mano.

?Voz A

Porque tipo assim, ele tá, por exemplo, o Trump é teoria da conspiração para caralho, Tilenol dá autismo, ele fala. Mas você percebe, é diferente que o Monark tá se tornando. Ele tá, ele virou, ele tá com mania de perseguição.

?Voz B

Mas tipo assim, será que é alguma fobia já? Tipo, sei lá, alguma condição?

?Voz A

Eu acho que ele tá se sentindo isolado. Acho que a droga afeta muito. A droga, quando as pessoas falam muito sobre maconha, sobre relaxar, acalmar, mas para pessoa que não funciona, ela deixa mais ansioso ainda.

?Voz B

É, faz sentido mesmo.

?Voz A

É um agravante. Tipo, um cara com ansiedade, com pânico, isolado, mano, não tem ninguém do lado dele. Não, que tipo assim, quem que o cara tem? Quem que o cara tem? Porque assim, ah, na internet, pô, sei lá, Vênus tem o Felipe, o Mítico tem o Igor, tem o Cocielo, todo mundo tem alguém na internet ali, tipo um amigo, tem um brother, né? Quem que o Monark tem, mano?

?Voz C

Mas ele não fez por onde também, não é uma situação.

?Voz B

Beleza, a gente não tá aí não sentando.

?Voz A

O Vênus falou uma merda, um bagulho, mano, acabou leigos porque o Vênus falou uma bosta. Eu não vou, mano, eu não vou sair do lado dele quando ele precisar de ajuda.

?Voz C

Mas depende do que que ele falou de bosta, né?

?Voz A

Não, independente. O Vênus falou uma bosta absurda, colossal. Não, para você tá precisando de ajuda contra droga, para parar de usar droga, vou ajudar o cara, mano. Nem que for anonimamente, sabe?

?Voz C

Eu entendo da ajuda. E assim, a gente ajuda quem quer ajuda, e é muito difícil você ajudar quem não quer ajuda, né?

?Voz B

Assim, aí acho que já é outra verdade.

?Voz C

Chegando num ponto, ele tá, ele talvez a gente não tenha visto diretamente isso nas redes sociais e tudo mais, mas ele pode ter tido alguém que foi lá e tentou ajudar, mas a pessoa vai lá e leva chulapada, a pessoa recusa.

?Voz A

Esse é o perigo de alguém doidão com dinheiro. Tipo assim, um exemplo: o Vênus falou bosta, tá sem dinheiro para caralho. Eu falo, mano, eu vou te internar. Assim, você vai acabar morando na rua, você tá pobre. Ele vai ter que aceitar, né?

?Voz C

Não dá toda opção, depende muito da coisa. E o dinheiro ele ajuda de várias formas, né? Tanto positivo quanto negativamente. O cara pede qualquer coisa, quero um iFood daquilo, sabe? E aí você sabe, não é dinheiro que Sustente até quando, mano?

?Voz B

Monark é pouco dinheiro também, né?

?Voz A

Ele tá cinza, velho. Ele virou uma pessoa cinza. Não faz sentido, não é saudável uma pessoa ter aquela cor.

?Voz B

Que loucura, né, mano? Que tristeza.

?Voz C

Enfim, e qual que vai ser o seu tema?

?Voz A

Então esse foi meu tema. Será?

?Voz B

Não, se você tiver outro tema, você que sabe.

?Voz C

Depois foi, entra de Copa, você gosta tanto.

?Voz A

Não tem outro. Tema, mas eu vou falar, contar um breve relato que tem um pouquinho a ver com Copa. Então esse tema vai ser o complemento do meu tema. Então fechou, fechou. Minha Airfryer deu pau, aí eu fui levar.

?Voz B

Nice, mano, que bom!

?Voz A

Fui levar para fazer orçamento porque não sei o preço, dependendo do preço nem compensa, né?

?Voz B

Mas que que deu pau?

?Voz A

Então aí levei, peguei Uber, não tenho veículo, peguei Uber não, aplicativo motorizado.

?Voz B

Que não patrocina a gente.

?Voz A

Cheguei lá, o cara falou, mano, R$100 o termostato. R$100, carinho, hein?

?Voz B

Carinho.

?Voz A

Não, ele abriu.

?Voz C

Não, lá os R$100 conta assim que eu não sei, mas achei relativamente barato dependendo de como for.

?Voz B

Barato, louco!

?Voz A

Eu achei carinho.

?Voz C

Mas qual que é o air fryer que você tem, entendeu? É porque eu fui cotar uma, cara, e tem tipo de 5 litros, 7 litros, duas bocas, não sei o quê, duas gavetinhas, sobe e desce, não sei o quê. E o cara dava 100 conto, tá 100%, tem de tudo quanto é coisa, né?

?Voz A

Ah, mano, sei lá, não sei falar o tamanho da minha air fryer.

?Voz C

Não, por isso que eu tô falando, eu achei que se fosse tipo 100 conto, toma, e daqui leva embora.

?Voz A

É, mano, 15 minutos. Ele falou assim, ó, R$100, 15 minutos, arrumar. Falei, mano, manda bala.

?Voz B

Eu achei caro.

?Voz A

Então ele explicou, ele falou, se fosse tal coisa nem compensava arrumar. Aí eu falei, mano, quando você não manja você tem que pagar, você tem que fazer o quê, tá ligado?

?Voz B

Tipo assim, os cara tiver te enganando, você não tem nem como você descobrir.

?Voz A

Eu não manjo, ele não, ele abriu, mostrou para caralho, bagulho queimado.

?Voz B

Com certeza ele não tava. Mas um exemplo, se o cara quiser te enganar, assim, dá para ver que tá queimado o bagulho.

?Voz A

Até porque ela ligava, fazia o barulho e não esquentava nada.

?Voz B

Não, esse mesmo problema que eu dei minha mãe.

?Voz A

Seu termostato, termostato, temperatura não tá esquentando.

?Voz C

Então é comum.

?Voz B

Enfim, então, mas aí o que eu ia falar, porque eu achei caro, minha mãe pagou 20 conto para arrumar.

?Voz A

Nice, mas é inflação da cidade grande, né?

?Voz B

Tá aqui no interior.

?Voz A

Para quê, cara? Arrumou lá 15 minutinhos, fiquei esperando, suave. Chamei Uber para voltar. Aí quando você—

?Voz B

Uber não, aplicativo de—

?Voz A

era o nome do cara, era Uber.

?Voz B

Ah, chamou Uber?

?Voz A

É o nome do cara. E no aplicativo desse aplicativo secreto, eu sempre clico no perfil do motorista para ver quantas vezes estrela, sei lá, mano, quanto tempo o cara, 5 anos, 10 milhões de viagens.

?Voz B

Você gosta de avaliar o cara que tá te levando?

?Voz A

Aí vi lá assim, de cidade do México. Olha, mexicano. Aí eu entrei, mano, tipo, normalmente quase nunca, só conversa, o cara fala, só respondo, né? Aí eu tive no mesmo tempo, você é do México? Falando aquele português estilo Jacquin, português jacônico, jacônico, jacônico é bom, que ele tem tipo 60 e tanto, já mora no Brasil há 15 anos, só ele fala muito, ele fala, tem vocabulário, mas fala com sotaque muito forte, dá para perceber que não é bem, mano, basicamente fala em espanhol, só que com palavras brasileiras.

Sim, a pessoa que fala assim, ela sabe que tá falando espanhol, mas é brasileiro. Enfim, é quase, é. E pô, ele contou a história dele que eu não vou contar aqui, não vou expor o cara.

?Voz B

Aí basicamente, ele veio do México refugiado, cara.

?Voz A

Começa, ele morava aqui há 15 anos e largou da mulher e ficou fodido de grana, ficou pobre. Ele teve que começar a fazer Uber. Aí eu falei, pô, mas e aí, você quer voltar tipo para o México, né? Porque largou da mulher e ele falou que tem filho lá, tem mãe lá. Você vai voltar? Ele falou, então acho que não. Por quê? Então eu fui para lá no final do ano passado e eu me senti gringo no meu próprio país.

?Voz B

Olha, abrasileirou mexicano, mano!

?Voz A

Ele falou que agora ele é lugar dele aqui, que ele tava se sentindo estranho lá.

?Voz B

Nice, mano! O cara gostou muito de pão de queijo, cafezinho feito na hora.

?Voz A

Quem não gosta, né, mano? Caramba, isso que o México é da hora para cacete, né? É um país muito da hora, muito foda.

?Voz B

Mas você falou muito caliente, elásticas abalem uma noite. Você não perguntou o quê? Ele achou tão da hora aqui do Brasil.

?Voz A

Ele veio por causa da mulher, né? Ele veio para casar com a mulher dele, que é brasileira. Sim, agora largou. Por isso que eu achei que ele ia voltar, né? Ele falou, não, vou ficar aqui. Meu lugar é aqui.

?Voz C

Mas é engraçado, cara, complementando, nada a ver, mas isso dá a ver. O brasileiro é um povo muito da hora por esse sentido, né, de tipo conseguir abraçar pessoas de várias nacionalidades, de vários lugares, e ainda assim é brasileiro, é brasileiro. Pode falar que o cara é brasileiro, e é mesmo, porque às vezes você conhece um brasileiro que não parece brasileiro, mas ele é brasileiro. Tipo, é muito estranho, tipo, é um brasileiro, muita variedade, né.

É, cara, é bonito de ver assim. Eu tinha um certo preconceito, mas cara, é muito legal ver isso hoje.

?Voz B

Tipo, é você vendo o jogo, tipo, vai, vou chutar um qualquer jogo aqui, o da Noruega, exemplo assim, né? Você vendo o pessoal achando o jogo da Noruega, é todo mundo meio parecido, muito, é muito um padrão. O do Brasil, você fala, mano, tem ninguém que se parece, é completamente todo mundo diferente. Eu achei legal isso aí também, né?

?Voz C

E toda vez que eu vejo isso, eu lembro do Bruno, porque ele falou do passaporte, do visto e tal. Eu ainda quero tirar meu passaporte. E é muito legal porque o nosso passaporte ele é muito visado, né? Porque é difícil você olhar pro passaporte de um brasileiro e falar, não, ele não é brasileiro. Tipo, porque pode ser que ele seja mesmo, cara.

?Voz A

Qualquer pessoa, qualquer ser humano. O cara pode ter cara de chinês, ele pode ser brasileiro.

?Voz C

É brasileiro, é muito bom.

?Voz B

Eu gosto muito de algumas entrevistas que de algum brasileiro que tá em outro país, ele chega falando inglês. Aí os dois descobrem na mesma entrevista que são brasileiros. Where are you from? Brasil, cara. E aí? Eu acho muito bom isso, cara. Que não tem cara de brasileiro. Você fala, mano, o cara é gringo e o cara é brasileiro.

?Voz C

E você falou espanhol com ele?

?Voz A

Então, no meio do caminho, aí eu falei, pô, já senti isso de me sentir gringo no próprio país quando eu voltei a morar no Brasil. Ele, aonde você morou? Eu falei, Colômbia. Ele, ah, cabrão, caralho, por que não? Ele ficou puto, entre aspas, porque eu não tava falando espanhol com ele.

?Voz B

Mano, você é da minha terra, mano, o que você tá falando português, velho? Mas é real, ele ficou meio putozinho de falar, puto na zoeira, cabrão.

?Voz A

É tipo assim, caralho, por que você não fala?

?Voz B

Da hora, mano. Deve ser mó difícil ele tentando falar, né? Desculpa, você fala espanhol.

?Voz A

É porque, apesar dele gostar daqui, mano, a língua materna não sai da cabeça nunca, mano. Você sempre vai pensar naquela língua dele, né? Você pode mudar hoje para China, viver 50 anos lá, você vai pensar em português até o final da sua vida.

?Voz B

Muito legal. É isso que eu ia perguntar, tipo assim, será que tem como esquecer a língua-mãe?

?Voz A

Então, mano, eu esqueci bastante espanhol até eu precisar praticar bastante ano passado, né?

?Voz B

Não, mas eu acho que não é só língua-mãe. De qualquer forma, não é que você cresceu ouvindo desde neném, mas eu fui a que eu aprendi a ler e escrever, né? Não, beleza, mas eu quero dizer com língua-mãe, tipo assim, realmente com seus pais falavam e tudo mais.

?Voz A

Entendi. Português o tempo todo.

?Voz B

É, exato.

?Voz C

Vocês que manjam mais do que eu, o cara que narra lá na Casetv, ele foi alfabetizado em alemão, né, mano?

?Voz A

Eu não sei onde ele foi alfabetizado, mas eu sei que ele fala umas 8 línguas.

?Voz C

O cara é tipo bizarro, ele fez um vídeo falando e ele falou, cara, eu não falo tudo. Ele falou de italiano, que ele arranha, que ele não fala mesmo, ele é um bromation. Mas ele falou, cara, eu fui alfabetizado em alemão e lá também tem inglês, então tal. E foi falando e eu falei, porra, que louco, porque ele não tem sotaque nenhum. E ele fala, eu fui alfabetizado em alemão, por isso que eu manjo assim, consigo dar umas traduzidas e tudo mais.

Aí você fala, foi alfabetizado em espanhol? É muito engraçado isso, porque não tem o sotaque de onde você exatamente nasceu, é mais de onde você mais viveu.

?Voz A

Em questão de língua, Fih, quando você aprende criança, você não pega sotaque. Tipo assim, por que que acontece? Eu falava espanhol na escola, ia com minha irmã. Dentro de casa era eu e minha irmã falando espanhol um com o outro, só que o meu pai com a minha mãe em português. Então não pega esse espanhol, esse brasileiro que fala assim. Nunca falei assim, porque se eu falo assim, esse espanhol, se eu falo assim, é português. Não tem, é algo automático.

Acho que é por isso que é tão legal a criança aprender duas línguas desde muito cedo.

?Voz C

Você é a favor dessa parada?

?Voz A

É muito bom, cara.

?Voz C

Espanhol, alemão.

?Voz B

Acho que não tanto. Eu acho que meu filho colocaria pelo menos no inglês ou no espanhol, você quer um pouco mais fácil, né? Assim, mas pô, é que inglês não tem como. Mas é muito bom saber inglês, é roubado em todos os lugares.

?Voz A

Mas é muito bonito se você, assim, claro, sabemos da realidade do brasileiro que é muito difícil você pagar uma escola de inglês, um curso para um filho. Mas se você é pai e mãe e tem possibilidade Mano, bota teu filho no inglês, no espanhol, bota teu filho na natação, mano, investe no seu filho que é muito foda. Você tiver oportunidade, dinheiro, faz isso que é muito legal, principalmente no esporte, né? Muda a vida, mano, completamente.

?Voz B

Eu arranho muito no inglês, né? Tipo, não sou bom em inglês, entendeu? É, eu arranho muito no inglês. Eu sei um pouco mais que a média, eu acho, tipo assim, pessoal, tipo, sei mais.

?Voz A

Pegar o brasileiro médio, fazer uma prova, ele vai tirar 4, você vai tirar 7.

?Voz B

É, tipo assim, é, eu sei decifrar o inglês, né? Tipo assim, eu não sei, eu vou muito deduzindo muitas coisas. E cara, eu queria tanto saber inglês, tá ligado? Mas hoje para mim estudar é muito difícil, cara. É tipo, eu não sou tão velho, né? Não sou tão de idade, sou novo ainda, mas mesmo assim muito difícil. Aí eu vejo Filho do meu patrão, ele chega e, mano, ele manja de um inglês absurdo. Eu falo, olha lá, moleque tem 5 anos de idade, sabe inglês porque estuda inglês desde—

?Voz A

e ele não vai ter sotaque. Tipo assim, quando ele for lá para os Estados Unidos, um exemplo, ninguém vai saber que ele é brasileiro e vai falar o inglês perfeito. Talvez saiba que ele não é de lá, tá? Talvez Inglaterra, talvez outro país, mas não vai saber que é brasileiro.

?Voz B

Legal, mano, eu queria ter essa facilidade para aprender línguas assim. Eu acho muito, muito legal.

?Voz A

É porque quanto antes começar, mais da hora, né, mano?

?Voz B

Da hora. Parabéns, Bruno, por achar um cara no Uber que é mexicano. Isso você falou da Copa com ele?

?Voz A

Falei. Ele falou, ele, o cara conseguiu errar tudo. Ele falou que o Brasil ia passar e que o México ia passar. Parabéns, Zicador de merda!

?Voz B

Você xinga ele em português, em espanhol, pode ter certeza que ele vai entender que você falou, mano.

?Voz A

Coitado, ele falou que tava torcendo mais para o Brasil do que para o México. Mas não deu, nem para nós nem para o México. É isso, vamos Colômbia agora. Puta, acabei de dizer, cara, Colômbia fora, cara, não quero mais.

?Voz B

Mano, eu vou torcer para Noruega.

?Voz A

Nice, pelos seus ancestrais vikings, né?

?Voz B

É, mano, não sei se dá para perceber, eu tenho ancestrais na Noruega.

?Voz A

Sim, sim.

?Voz B

E no Japão também. É só porque eu gosto do Japão, animes, entendeu? Comida japonesa.

?Voz A

Eu fiquei esperando, achei que ia vir a punch ainda.

?Voz B

Não, não, é só isso mesmo. Eu tenho descendência japonesa, Felipe. Eu nem sei que descendência eu tenho. Que bizarro, né?

?Voz A

Não vai, hein?

?Voz C

É brasileiro, brasileiro, mano.

?Voz B

Está sem assunto. Que descendência você tem? Você tem alguma descendência italiana, venezuelana?

?Voz C

Porra nenhuma, cara. Minha avó é adotada.

?Voz A

Mas aí, calma lá.

?Voz B

Mas tipo assim, para ser adotado você precisa nascer. Geralmente para nascer você precisa ter uma descendência.

?Voz A

Ela foi feita em laboratório.

?Voz B

Calma, calma, calma, cara, calma, cara.

?Voz C

A minha avó é adotada, não sei exatamente onde ela nasceu, os descendentes dela.

?Voz A

Colocaram ela no cesto no rio e acharam?

?Voz C

Não, é quase que venderam ela de certa forma.

?Voz B

Escrava de show?

?Voz C

A família dela era um pouco mais, né, assim, sem dinheiro. Ela trabalhava para uma outra família. E essa família meio que adotou ela. E aí, contato com o restante, da onde ela veio, como que é.

?Voz B

Ah, mas ela pegou sobrenome dessa família?

?Voz C

Então ela tem sobrenome muito genérico, ela tem Gama. É tipo Silva, tipo Gama.

?Voz B

Legal, legal, muito foda.

?Voz C

Não é da, é tipo, como que eu posso te explicar? Que ela me fala é que ela não tem contato, ela tinha contato com o irmão dela, mas tipo assim, biológico, é, foi ela e o irmão, mas tipo o irmão era muito rude com ela e tudo mais, ela se afastou. E aí ela acabou ficando com essa família que também não era das melhores. Aí logo depois ela conheceu o meu vô, e do meu vô eu não faço a mínima ideia.

?Voz A

9 anos de idade casou? Era assim antigamente?

?Voz C

Era 9, mas acho que eram uns 12 assim, não sei, juro para você.

?Voz B

Com 13 teve um filho.

?Voz C

Ah, eu não sei quanto que ela começou.

?Voz A

Antigamente as crianças brincavam com o próprio filho, né? Quem era criança vendo TV.

?Voz C

Pesado, cara.

?Voz A

Mas é real, triste e real.

?Voz C

Assim, eu não tenho uma desse como a da minha esposa, né, mozão? Ela tem a avó dela por parte de pai, a descendência sueca. E realmente, se for puxar cada um assim, vai, o do lado da da mãe, não, do pai é sueca e da mãe é italiana. Então tipo, tem sobrenome, se você vai puxando assim uma parada, ela tem mais do que eu. Eu tipo não faço ideia assim tipo do interior de Minas Gerais, sabe? O negócio bem, mano.

?Voz B

Então isso que eu ia falar, se for interior de Minas, eu fiquei curioso, pensei, nossa, né, será que eu tenho uma descendência, sei lá, né, né, da hora assim, uma Espanha às vezes, né? Porque tem pessoas que se vangloriam por ser descendentes, né? Tipo, o cara fala, não, eu sou italiano. Quem foi italiano? Foi mãe dele, foi O tataratio do tataraneto, tá ligado?

?Voz A

E como se fosse foda, porque tipo assim, meu bisavô veio da Itália para cá fodido, sem grana, sem nada.

?Voz B

Sim, né? Não veio tipo, ah, vou dar um rolê lá no Brasil, tá ligado? Não, foi tipo, preciso sobreviver. Mas eu fui pesquisar, né? Fui saber. Aí cheguei na minha mãe e falei, ô mãe, né, fala aí, né, de onde a minha avó veio, não sei o quê. Ah, de Minas Gerais.

?Voz A

Falei, ah, quem te conhece não esquece jamais.

?Voz B

É, falei, ah, não acredito, mano.

?Voz A

Mano, mas é muito mais legal ser descendente de mineiro.

?Voz B

Muito não, é foda. Obrigado aí, Minas, tamo junto, velho. Minas não, quer dizer, Minas o estado, não mulheres, não Minas.

?Voz A

As minas de Minas? As minas de manos de Minas?

?Voz B

Calma, calma que eu não posso rir aqui, mano.

?Voz C

Ó, eu pesquisei gama, fala que é origem portuguesa e tem caráter geográfico do lugar chamado Gama em Portugal, tipo, cara, a maioria da gente que dizia português, né? Meio Brasil é de lá, né?

?Voz A

O Vieira é português também, não é?

?Voz C

Então é também, é o Lima do meu sobrenome é português também.

?Voz B

Aí minha mãe tem um sobrenome Pérez, né, que é espanhol, mas ela não colocou em mim.

?Voz C

Eu acho, eu acho assim, quanto mais parecido com português é dessa parada aí que a galera veio meio que tudo essas migração maluca. Quando tem Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, assim tipo você tem uma coisa Coisa mais que você consegue pegar a linha genealógica, uma coisa mais assim, sabe? Quando é uma coisa mais portuguesa, é uma coisa mais tipo muita gente, a galera errando o nome, é misturando. Quando é espanhol, cara, quando é umas coisas assim, eu acho que tem mais ligação, mais fácil puxar.

?Voz A

O Felipe que jogou RPG com nós, do, dos Biridisos, esses das antigas, você não conhece, vai lá ouvir. Ele é de descendência dinamarquês e tipo assim, diretaço, aço, aço. Não parece, né?

?Voz C

Ele consegue achar alguém assim da família, não da família, mas consegue achar um.

?Voz A

Ele consegue até fazer a cidadania.

?Voz B

Legal, então ele é bem, bem descendente.

?Voz C

Você trouxe um negócio legal, cara, que Eu vi um vídeo de um cara lá em Portugal falando assim, cara, se você conseguiu cidadão, cidadania portuguesa, portuguesa, que a galera italiana, italiana, cara, aqui você ainda vai continuar sendo brasileiro, que ninguém olha para o seu passaporte e fala que você é italiano ou não, você é só documento. E eu achei o negócio forte, né?

?Voz A

Até porque você fala italiano?

?Voz C

Eu não falo.

?Voz A

Não, não você, você que tem passaporte italiano.

?Voz B

Não, você, eu, no caso, não, ele, eu não falo italiano.

?Voz A

Tá falando com outra pessoa? Às vezes eu tô entendendo.

?Voz B

Ah, e ele fala italiano.

?Voz C

Eu achei isso muito importante porque, cara, o que faz você pertencer a uma nacionalidade? É um documento? É a forma? Como que é culturalmente? Até mesmo as pessoas te aceitarem, né?

?Voz B

É muito interessante, tipo assim, eu acho que a cidadania é mais um tá liberado morar do que realmente você é, né? Tipo, você pegar cidadania italiana, você não é italiano, é algo mais liberado morar na Itália, mais burocrático e político, né?

?Voz A

Você vai poder votar, você vai poder morar.

?Voz C

Você é dupla cidadania?

?Voz A

Sim.

?Voz C

Não, eu, de uma personalidade, não tem dupla cidadania.

?Voz B

Não, você não tem cidadania colombiana?

?Voz A

Não, mas posso, mas tem que pedir, mas posso, mas não tenho.

?Voz B

Mas então você tem cidadania colombiana por morar lá, não por ter descendência, né? Mas não tiramos.

?Voz A

Porque a gente parou de morar lá.

?Voz C

Não, não, mas acho isso tipo legal, porque é uma coisa que muita gente tava indo atrás e tal. E o que que faz você ser alguém? Eu vi um outro, outra galera indo para o Paraguai, né? Galera indo para o Paraguai pegando lá uns documentos, fazendo umas paradas assim, cara. Você ainda continua sendo brasileiro, tipo.

?Voz B

Então, o Bruno, no seu caso, você cresceu lá, você se considera brasileiro ou colombiano?

?Voz A

Eu vou falar disso com o mexicano no Uber. É, eu demorei bastante tempo para me sentir brasileiro. Eu acho que muitas das coisas que passam por eu me sentir brasileiro— esperar ver, talvez alguma urgente ali, vai que alguma, um recado importante, né? Vamos enrolar aqui, filho.

?Voz C

Patrocinador, patrocinador, parece uma ligação.

?Voz A

Vamos ali. Não, vai que alguma coisa séria importante. Vou botar no Vovoz, vamos ver o que vai ser. Mas ele tá com o dedinho de desmutar.

?Voz C

É, ele tá quase.

?Voz B

Calma, agora você tá ao vivo.

?Voz C

Oi!

?Voz A

Ah, não tenho nada para dizer.

?Voz B

Ah, é ela, gente! É o meu amorzinho! Cantar música do Haaland. Ô louco, Bruno!

?Voz A

Pede para ela fazer você rir. Eu sabia, sabia, amor!

?Voz B

Fala para eles que eu não posso rir, por favor.

?Voz A

Não pode rir, coitado.

?Voz C

Tá vendo?

?Voz A

Perguntando a ancestralidade dela, tá cirurgiada.

?Voz B

Mas qual que é a sua nacionalidade? Tipo assim, dos seus pais, seus avós?

?Voz A

Minha avó é indígena, meu pai é filho do meu pai indígena. E minha avó, eu não sei, é do Paraná, daqui do Brasil.

?Voz B

Descendência brasileira, né? Tem que ter. Mas muito foda indígena, né? Mas ela é indígena tipo de fato assim mesmo, tipo o pai dela era pajé. Sim, muito foda.

?Voz A

Xamã talvez.

?Voz B

Talvez. Obrigado, amor, pela participação, viu? Um abraço. Tchau, tchau, beijo, te amo. Calma mesmo, calma mesmo, calma mesmo. Claro, caralho, louco.

?Voz A

Até agora você tava pedindo para as minas e todas as minas.

?Voz B

Não, eu falei um abraço Minas, do região de Minas.

?Voz A

Bom, enfim, eu até parei que eu tava sendo para não te atrapalhar tua ligação.

?Voz B

Não, é que ela ligou aqui, mano, ela nunca liga. Falei, pô, aconteceu alguma coisa. É, e segunda-feira, hora de gravação, falei, não, aconteceu alguma coisa. Ela falou, vixe, não sabia que você tava gravando. Então você tá ao vivo.

?Voz A

Respondendo a tua pergunta, eu demorei muito tempo para me sentir brasileiro no sentido de pertencimento. E por incrível que pareça, talvez vocês não vão ficar surpreendidos porque vocês já me conhecem, mas muita coisa de me resgatar o amor pelo Brasil tem a ver com a seleção brasileira. Passou pela seleção.

?Voz B

Deus, tô muito surpreso, não sabia disso, cara. Você olhava para o Neymar e falava Neymar tinha 12 anos. Foi mal então, vou paquetar então.

?Voz A

Mas é sério, então eu demorei muito para sentir a pátria brasileira bater, brilhar nos meus olhos.

?Voz B

Votou no Bolsonaro, falou agora brasileiro.

?Voz A

Só que eu também não me sentia colombiano, então tipo assim Entendeu? Eu sou eu. Era meio que isso.

?Voz B

Que legal, né?

?Voz C

Demorei bastante. Americanense ou alguma coisa assim? Você sente pertencente a uma região, uma cidade ou alguma coisa assim?

?Voz A

Não, mano, eu acho esquisito.

?Voz C

É mais brasileiro.

?Voz A

Eu acho esquisito que, tipo assim, eu, por exemplo, fui para Brasília para passear, a pessoa fala assim: não, Brasília tem o céu mais bonito do Brasil. Eu pensando: irmão, é o mesmo céu que tem qualquer lugar, porra. Mano, nós tá viajando no universo mesmo, mudou tudo toda hora. Como assim o seu céu é mais bonito?

?Voz B

Você imagina estar na divisa do estado com outra coisa, você pula, o céu fica escuro, tá ligado? Você vai voltando, é claro, escuro, claro. Se a chuva acontece, limpo, nublado, limpo, nublado.

?Voz A

Esse regionalismo de cidade eu acho muito esquisito. Aí tá, o Baté tem o sítio do Pica-Pau Amarelo, pô, da hora.

?Voz B

Mas Novaes tem os melhores habitantes paulistas.

?Voz C

E tal, vai ou não? Oi? Paulistas, falar paulista, questão de estado, vai ou não? Cidade tudo bem, aumentando estado. É só paulista, você é mineiro, você é paranaense.

?Voz A

Sim, mas não é legal ser paulista, não é um bagulho que você tem orgulho, né? Mineiro é, mineiro é muito foda, mano. Mineiro não ser Nordeste é sacanagem.

?Voz B

Não é Nordeste, é Centro, Sudeste. Mano, eu achava que era qualquer coisa menos Sudeste.

?Voz A

Não combina, né?

?Voz B

Não combina com Sudeste, mano.

?Voz A

Comida boa, gente da hora, gente fina, mano.

?Voz B

Qualquer mineiro é da hora, mano. Sotaque foda, muito foda.

?Voz A

E no Nordeste, pão de queijo. Petição para Minas Gerais mudar para o Nordeste, mano.

?Voz B

Petição para Minas Gerais ser o centro do Brasil, tipo assim, o Distrito Federal fica em Minas Gerais, a capital, mano. Sabia que a capital seria Minas Gerais?

?Voz A

Sabia que Brasília faz divisa com Minas Gerais? Sabia nada.

?Voz B

Quantos anos eu não olho um mapamundi, mano?

?Voz A

Só é um petelequinho aqui, ó, tipo assim, um mapa do Brasil, mano, um negocinho assim, ó, só num rabeirinho, mano.

?Voz B

Esse set vai ser difícil eu nomear porque eu não sei o que que eu coloco, mano.

?Voz A

Coloca, a gente falou de frenectomia, a gente falou de monarca, a gente falou de México, de sobrenome, e o Felipe ainda não falou o assunto dele.

?Voz B

É sobrenome, eu dei o assunto para ele, foi que não te escolheram.

?Voz A

Sobrenome ou ancestralidade, mano?

?Voz B

Ancestralidade eu acho que é muito grande, pô.

?Voz A

Descendência, mano, descendência, ancestralidade não é tão diferente.

?Voz B

Então coloca de onde você veio, coloca assim, de onde você veio, de onde você é, Dom Céu, Dom Céu, Dom Céu. Perfeito, mano, Dom Céu. Mas eu acho legal ver esse negócio, tipo assim, pô, de onde será que eu vim? E o Fih trouxe questionamento muito legal do tipo A pessoa é cidadão, mas não é, entendeu? Porque vamos olhar para mim e para o Fique. Nascemos no Brasil, né? Não para o Bruno, que, né, Colômbia e tudo mais. Brasil. O Fique, o que que te faz brasileiro? Você fala assim, eu sou brasileiro por isso, só por nascer no Brasil?

?Voz C

Cara, o que me faz ser brasileiro é que eu não me identifico com nenhum tipo de padrão que tem outros países, cara. A gente é muito misturado.

?Voz B

Isso é legal.

?Voz C

E eu acho que essa mistura que antigamente me fazia, nossa, aí eu não pertenço nenhuma, sei lá, eu não sou que nem, vamos falar assim, que tá mais assim na minha cabeça, não é nem provocando muito o Bruno, mas ele pode sentir que seja que nem o pessoal lá da Noruega, né? Ah, sou descendente de viking, sou isso, tem por tudo uma história, né, cara? A gente não tem uma história não, a gente tem várias, e tipo muito misturado a gente acaba absorvendo histórias de outros países.

E eu acho que é isso, falar, porra, você é brasileiro, cara, Você tem a questão da política, do meio ambiente, questão segurança, o cara, mas ainda assim é um puta de um país. Porque você acha que os gringos vem cá e gosta? Não é porque é ruim não, cara. Porque se for ver lá fora, a gente acha que é melhor, mas não é bem assim não. A gente é um puta de um país. Hoje eu tenho orgulho, cara. Acho que é muito foda. Ainda quero ter o meu passaporte brasileirinho.

?Voz A

As histórias dos outros países, principalmente europeu, É tudo muito unificada, né? Assim, é a história do nosso povo. Dentro do Brasil tem vários povos, muitos, tem várias. Pô, é, a galera fala assim, pô, tá, Remada Vick, pô, nós tem cangaceiro. Mas nós quem tem o cangaço? Nós quem tem o Lampião? Nós quem? Tipo, nós brasileiro? Sim, mas não nós paulista.

?Voz B

É isso que é bizarro, o Brasil é tão grande que tem culturas dentro Tipo assim, não é para falar não, aqui é Lampião, mano, a gente tá muito longe, tá ligado? É isso que é o da hora, tipo cada canto, né?

?Voz C

Aqui a parte de bandeirantes, é, mano, é que pobreza, entendeu?

?Voz B

E aí essa é a nossa cultura, tá ligado? Mandrake, entendeu? Essa é a nossa.

?Voz A

Por exemplo, quinta-feira, o dia seguinte desse episódio é feriado só no estado de São Paulo, porque é Revolução Constitucionalista do estado de São Paulo. Deve ter algum outro estado que é mais bad, que eu não sei qual que é, mas enfim, é Rio de Janeiro, não é, por exemplo.

?Voz B

E isso é muito da hora porque, né, o Nordeste tem a cultura deles, aí você vai para Amazônia, mano, é algo totalmente diferente de cultura, de tudo, tá ligado? Então isso é da hora, tipo, e que o Fih falou é verdade.

?Voz A

Eu acho que a vaia cearense, que é um bagulho mais específico, é só no Ceará, não é Nordeste, não, é vaia cearense. Só no Ceará.

?Voz B

Isso é muito legal, mano. E se for para o sul é outra cultura ainda, né? Então é isso, isso é da hora. E o que o Fih falou, acho que é verdade. Eu me perguntei tipo, o que que é ser brasileiro então, já que, né, na sociedade é só nascer? Acho que o Fih falou certo, a gente tem isso de culturas, mano. Tipo assim, o mundo, o mundo inteiro se encontra no Brasil, cara.

?Voz A

E vou te falar, vamos ser grato, vou falar uma frase legal aqui, mano. Graças a Deus que a gente é brasileiro, mano. Muito, não tem, mano, não tem outra coisa mais da hora.

?Voz B

Pô, a gente é mó legal, brasileiro é mó legal, mano.

?Voz A

O Brasil é muito foda, tudo. Se eu falar um bagulho brasileiro, ai, mano, o sul, você falou do sul, pô, mano, chimarrão é muito foda, foda-se. Churrascão foda, mano, é. Aí vai para, mano, qual que é o nome daquele prato do Pará que tem que cozinhar? Maniçoba. Os cara tem que cozinhar um bagulho 87 dias seguidos, não é foda? Tipo assim, não parece vindo de um livro.

?Voz C

Eu já tomei os dois, cara, que loucura! Eu já comi a maniçoba e já tomei o tererê e chimarrão. E é Brasil ainda, totalmente de ponta a ponta. Isso é muito bom.

?Voz A

Maniçoba não parece vindo de um livro de ficção? Tipo assim, uma refeição que deve ser cozida por 8 dias, senão é veneno.

?Voz B

Ou um livro de comédia, né? Capitão Maniçoba, mano, muito bom esse nome, velho, não é?

?Voz C

É boa.

?Voz B

Cara, mas eu acho legal isso aí que o Fih falou. O Brasil é um mistão de culturas, né?

?Voz A

Mas ó, é para ser justo com a Colômbia, com a minha Colômbia, a Colômbia também é um pouco assim, não tanto, mas também é bem diferente as regiões assim entre si.

?Voz B

Tipo assim, a América do Sul inteira é, mano.

?Voz A

Então não sei, nunca morei na América do Sul inteira.

?Voz B

Bora lá nos outros lugares para nós providenciar.

?Voz A

Mas falando de Colômbia, mano, é, por exemplo, vou tentar trazer similaridades, tá? Bogotá, que é onde eu morei, é bem São Paulo, tipo assim, 11 milhões de habitantes, capital pra caralho, tal. Só que, pô, já é altitude pra cacete também. Então já tem as tradições de altitude, mascar a folha, já tem aquelas coisas mais que é bem mais comum em cidades montanhosas aqui na América do Sul. Medellín é como se fosse uma cidade mais, é uma cidade muito mais perigosa, é muito mais, tem muito mais crime organizado.

?Voz B

É isso que eu ia falar de crime, né?

?Voz A

E tem, por exemplo, Barranquilla, que é, mano, uma Bahia, por exemplo. É muito calor, é muita dança, muita festa. Porra, tô limitando a Bahia só isso, mas enfim, aos estereótipos, né? Aí tem as ilhas, tem a Ilha de San Andrés, que é praia, como se fosse um Fernando de Noronha deles.

?Voz B

Onde você passou aquele jogo lá do Rockstar?

?Voz C

Sim, só para saber.

?Voz A

Exatamente. A gente tem a Falha San Andrés, o filme do The Rock.

?Voz B

Ah, é lá, é 100% lá mesmo.

?Voz A

Não é aí mesmo, não tô dizendo.

?Voz B

Beleza, legal. Mas não sei, né, essa piada de novo.

?Voz A

A Colômbia também tem muito de, não tanto quanto aqui. Aqui tem muita, aqui o que não tem lá que tem aqui é muita coisa de matiz africana, que os escravos chegavam muito aqui, né? Chegavam não muito, chegavam todos por aqui. Até os que iam para Argentina passava por aqui para chegar, tinha que chegar aqui, tá? Que tem muita influência africana, que é muito foda, mano. Porque, porra, muito, a gente falou de Copa, mano, mano, não tem como.

As seleções africanas são as mais fodas, mais da hora, todo mundo torce, mano. É muito foda, cara.

?Voz C

É legal, mano, do Brasil tende a ser um tendão de Aquiles, mas ao mesmo tempo é o que deixa forte. Porque assim, você não tem uma coisa só que você afeta, é meio que todo mundo se junta. E sou brasileiro, e a gente vê isso fora, porque todo mundo, mesmo que a gente não tenha ido muito bem na Copa e tem os problemas gerais de tudo, a galera usa a verde e amarela de uma forma, amarelinha, de uma forma tão diferente, né? Eu tava vendo a camisa dos Estados Unidos, né, do time de futebol, é totalmente diferente, sabe assim?

Não tem uma paixão, mesmo a gente se fodendo bastante assim, bem claro, várias coisas, cara.

?Voz B

Aí tipo, eu sou muito do tipo, tá, a gente não ganha mais Copa, beleza, Tá, mano, Brasil mesmo, né, cara?

?Voz C

A gente sofre muita coisa.

?Voz B

É tipo, ah, pô, a gente já foi muito bom na Copa, a gente foi muito bom no futebol, beleza, passou-se a fase. Agora o Brasil é outra coisa, tá ligado?

?Voz C

E tamo junto, mano.

?Voz B

Qualquer país você vai do mundo, os cara nunca vai falar mal de brasileiro, mano, porque nós é zica, entendeu?

?Voz A

Os cara gosta de nós, é legal, é, tem, mas a galera preconceituosa com qualquer outro país, tá tentando forçar um choro na marca que Não vou conseguir, cara.

?Voz B

Concentrado muito, 10 minutos fica sem falar, só posso chorar, tá ligado? Mas legal, acho que a gente define o que é ser brasileiro.

?Voz A

Mas isso é real, tem várias culturas, é bom em tudo. Quando a gente falava que era brasileiro lá na Colômbia, os cara, mano, só faltava pular na nossa frente de felicidade. Que outra nacionalidade que o cara fala assim, ah, eu sou equatoriano, o cara fala, cara, ninguém fica assim, mano.

?Voz B

É só com brasileiro, mano.

?Voz C

É verdade.

?Voz A

O cara falar sou japonês, fala, pô, da hora, japonês, zica.

?Voz B

Mas no máximo você não fica Naruto, você não fica assim, Pokébola joga na cara do cara.

?Voz A

Não, brasileiro fica assim com nós, mano.

?Voz B

Eu não tenho uma camisa do Brasil, né, mano?

?Voz C

Providenciar Nike Jordan, R$449, tá difícil, né, filho?

?Voz B

Ah, mas aí a gente dá aquele jeitinho, né, que dá aquele negócio que é mais barato, né?

?Voz A

Isso não é pirataria brasileira, não é pirataria, consciência de classe.

?Voz B

É, irmão, quanto tá o salário mínimo?

?Voz C

Eu fui ver essa daí, eu tava no shopping, eu olhei, cara, não tem nada desse valor não, não achei nada. Ó, do Borogodó não perde nada para outros que você vê aí não. Não, assim, a fábrica é a mesma, gente.

?Voz A

Exato, porque é a mesma.

?Voz B

Mano, eu compro uma idêntica por R$150. É carinho, mas é, mas tá pago.

?Voz A

A única coisa que não é igual, que é quando você pega com número.

?Voz B

É, mas não quero.

?Voz A

Eu tô aqui, ó, Chapecoense aqui original, certo? Comprei original Chapecoense, tal. Essas lindas camisas, essas coisas estampadas, quando é original você pode colocar na lava e seca que tranquilo não vai sair. Se você pegar, tipo assim, aqui que não tem nome, certo?

?Voz B

Nem número. Eu vou pegar um exemplo quando você fala.

?Voz A

Vamos supor que tinha escrito aqui Bruno 10. Esse na falsa, o Bruno 10, ele descola se você coloca na lava e seca, descola muito fácil. Olha, porque esse número 10 não é original, não é a mesma fábrica. Mas se você pega sem número, mano, dura igual uma original.

?Voz C

Por isso que é tão fácil que os caras, tipo, ah, eu personalizo agora a sua, porque a qualidade da personalizada é bicho.

?Voz A

Tipo assim, cola o bagulho e passa um ferro em cima, eu acho.

?Voz C

Apenas pegou.

?Voz B

Calma aí que eu tô ajeitando minha cadeira, vai entretendo um pouco.

?Voz A

Fica tranquilo aí, cuidado para não cair, né? Porque se você caiu, ia dar muita risada. Você ia dar risada também, você ia estourar, ia doer, mano.

?Voz B

Que você falou, eu tenho uma camisa original, né, do Red Bull Bragantino. Nice! A única camisa de futebol que eu tenho. Bonita, eu gosto.

?Voz A

Você tinha uma do City, né?

?Voz B

Original.

?Voz A

Oi? Você tinha uma do City?

?Voz B

Eu tinha uma do City, aí dei para o meu melhor amigo. É aqui, ó. Que é, né, ó, borrachadinho, lindo. Só que a estampa descola, tá vendo? Ó, não vai dar para ver, mano, mas ó, ó, ó, uns enrugadinho.

?Voz A

Ela ressecou, ressecou. Aí você bota o número atrás, é, você bota tipo assim, vendo, porque eu pedi de torcedor, tá ligado?

?Voz B

Então não tem número, mas o resto, mano, linda, perfeita. É só isso que zoa.

?Voz C

Mas qual que é a diferença da torcedor para Não vem nada de torcedor.

?Voz A

Não, tem a diferença de tecido também.

?Voz B

A do jogador é mais leve, entendeu? É outra fita.

?Voz C

Mas tipo, o dia a dia da vida, é, mano.

?Voz B

Mas eu acho que você vai pagar muito mais caro, né?

?Voz A

É muito caro, é ridiculamente mais caro.

?Voz B

Não faz sentido.

?Voz A

Mas tipo assim, se você tem grana sobrando e gosta, pega jogador.

?Voz B

É, se é muito fã para caralho.

?Voz C

Eu odeio dry fit, cara. Eu comprei uma dos Chiefs, cara, da vida aí. Eu Odiei, cara, é ruim, não gostei. Se a do jogador é mais gostosinho, posso pensar um dia em comprar uma. Mas se fala que o mesmo, mas é diferente do dry fish da vida, não dá certo.

?Voz A

Essa é que é torcedor, mano, é muito jogador, jogador, jogador, jogador.

?Voz B

Pelo menos é do Red Bull aqui que é de torcedor, mano, é muito, muito gostoso. Eu não sei falar, eu Eu sou muito chato com pano, mano. Me incomoda muito.

?Voz A

Você ia falar eu sou chato.

?Voz B

Eu sou chato. Ai, ai, calma, para não poder rir.

?Voz A

Vamos acabar esse episódio, cara.

?Voz B

Mas será que tem como eu tirar isso aqui do Red Bull Bragantino e deixar assim?

?Voz A

Ficou horrível.

?Voz B

Ah, porque, mano, eu não uso mais porque tá muito feio assim, tá ligado?

?Voz A

Você quer tirar o touro?

?Voz B

É isso aqui eu falo, porque tá feio, tá descolando da asa.

?Voz A

O problema é sair e ficar um clarinho, tipo assim Um subtom assim, eu já não uso mais.

?Voz B

Vale a pena?

?Voz C

Quer testar?

?Voz A

Eu não uso, cara, que eu acho que nem me serve. Manda para cá.

?Voz C

Caralho, não te serve? Você quer tirar um negócio?

?Voz B

Manda para cá que vai. É, tá, Bruno, mano, pior que te serve para você perfeitamente.

?Voz A

Todas as camisas que encolheu dele, você quer?

?Voz B

Mano, óbvio. Então beleza, posso ver que te viu, te dou.

?Voz A

Aí, muito obrigado. Comprar camisa de basquete, quando não servir mais em mim, eu te dou.

?Voz B

Eu, mano, eu, a única camisa de basquete que eu comprei, que eu gastei uma grana, era do Golden State Warriors, é do comemorativo com o México, do Toscano. Nice, mano, linda! Não me serviu, deu para meu irmão Rafael. Um abraço aí, um abraço.

?Voz A

Nessas horas ele tá jogando já, né? Ele comprou um PC nessas horas quando saiu o episódio.

?Voz B

Ah, pode ser, tá jogando World of Warcraft agora, ele voltou.

?Voz A

Enfim, rapaziada, estamos encerrando aqui mais Legos Intelectuais toda quarta-feira. Porque você não sabe, eu sempre acho que a pessoa que não conhece nós vai cair, vai cair num seta primeiro episódio aleatório.

?Voz B

Mas aí ela vai vir, vai, ela vai vir.

?Voz C

É maior, tá quase sendo probabilidade maior.

?Voz B

Não é, vai cair lá no Dário Mutsumaki também. É de onde todo mundo vem, mano, todo mundo vem de lá.

?Voz C

Então Todo mundo vem de lá, todo mundo vem de lá, mano.

?Voz A

Meu pai, ele no último corte, né, que a gente tava de roupa, ele falou assim, pô, conhece aquele cara? Já vi ele no Globo Esporte. Já? Ele falou, é, carregando uns carrinhos de mercado. Aí ele me mostrou uma matéria que o Marcão tava empilhando carrinho de mercado, e mano, o carrinho cheio e ele levantando assim como se não fosse nada.

?Voz B

Muito foda, muito Foda, cara, muito forte.

?Voz C

Que bizarro.

?Voz A

Um abraço, um abraço.

?Voz B

Acabou, mano, acabou.