EP. 147 As estrelas-guia dos pais
EP. 147 As estrelas-guia dos pais
Hosters: Bruno DC Ramalho: @brunodcramalho
Filipe Vieira: @filipevieira_
VnusTv: @vnustv
- O Filho da EstrelaInspiração em filmes dos anos 80 · Crítica social sobre crianças e rua · Processo criativo do autor · Mudança de título do conto · O final aberto do conto
- Ilustrações de Anderson Monteiro· CulturaVisão clara do cliente para a capa · Estilo de arte infantil e imperfeito · Ilustrações por capítulo e constelações · Processo manual vs. digital · Fundo da capa e silhuetas
- Processo de escrita e organizaçãoPlanejamento mental vs. escrita espontânea · Anotações e notas de voz · A importância do feedback · Lidar com críticas construtivas · Erros e contradições na escrita
- Atribuição de autoria Rui Barbosa Erasmo· CulturaO conto 3027 e suas origens · Morte e Ressurreição · Diferença entre escrever e publicar · O poder do protagonismo e Deus ex machina · A importância de amigos para feedback
- Fim dos Jogos GladiatoriaisFinais abertos e melancólicos · A evolução do personagem através do sofrimento · Momentos Marcantes em Jogos · A importância das consequências na narrativa
- Producao AudiovisualDificuldade em criar audiolivros · Profissão de Diretor de Elenco · Producao Audiovisual · A voz ideal para cada personagem · O futuro dos audiolivros em português
Quase inicia uma live, mano.
Eu quase iniciei uma live, uma naive, mano.
Eu vou me espreguiçar enquanto você fala, cara.
O legal de quando você espreguiça é que dá para ver seu mamilo através da blusa.
Para, cara, pessoal vai ficar imaginando mamilo em casa agora.
Vou mostrar esse vídeo, esse episódio com vídeo só para todo mundo ver a mesma coisa que a gente tá vendo aqui.
Ver o meu mamilo?
Não, não, deixa quieto. Oi, tudo bem, meu amigo?
Eu estou, cara, estou bem, estou animado.
Eu vou apresentar o Felipe Vieira, perguntar se ele tá bem, e depois você apresenta o convidado, certo?
Certo.
Que chique!
Você está bem, meu amigo?
Cara, eu tô bem, mano, tô sim. Acho que só um disclaimer: meus olhos agora precisam de um artefato para conseguir se lubrificar.
Parece um RPG, né?
Uma poção, uma poção, pelo amor de Deus!
Deixa de ser, né? Uma poção arremessável, né?
Por que arremessável?
Porque você não bebe, mano.
Gotável, né?
Você arremessa nos olhos, só que você arremessa de muito perto, cara.
E o pior de tudo é que é uma gota densa, ele não pinga como se fosse água, ela parece uma gota de cuspe caindo assim, ela vai descendo, é muito ruim. Mas é isso, 30 ou não é beber.
Mas tem que pingar quantas vezes por dia?
É o quanto eu quiser.
Mas quantas em média você tem feito assim?
Ah, ela falou que no mínimo 2 vezes ao dia, que é legal, mas se eu quiser usar mais, tranquilo.
Hoje já foi 3, hoje foi 3. Vênus, conta até 3 então, por favor.
1, 2, 3.
Olá, amigos, tudo bem? Eu sou Bruno da Serra Amália, sejam bem-vindos ao podcast Leigos Intelectuais semanal, toda quarta-feira no seu timeline. E Vênus TV é com recado, depois apresenta a convidada.
Beleza, mano. Ô, rapaziada, será que a gente não pode ver isso no Google? Porque você vai falar, nossa, o Spotify vai ver a gente, vai falar, uau, esse menino é muito bom. Vou dar dinheiro para ele comprar mulheres, iate, carros e afins, porque isso que a gente quer no final de tudo, apenas dinheiro, não é mesmo?
Zeppelins também.
Zeppelins? A banda?
Não, é também.
Beleza então. Segue a gente também no Instagram, @brunodeserramalha, @felipeveira_, @venustv e @legosintelectuais. Conteúdos de não sei que dia, porque era segunda, quarta e sexta, né? Mas o Bruno ficou com preguiça, não faz mais um Polis sem contexto a 600. Não é? Então tudo bem, válido o seu argumento.
É tipo você falando de comprar casa, né?
É, foda que eu tô acabando minha casa, eu vou mudar, eu tenho que achar outra coisa para falar.
Parece um jogo de 10 centavos na Steam. Vamos comprar ele? Pô, não dá, mano, comprei minha casa.
Mas é 10 centavos, eu não tô zoando, entendeu? Tipo assim, eu tô falando sério, eu não consigo comprar. Eu comprei uma casa, mas enfim, tô quase me mudando. Notícias legais, hein? Em breve algum LEGO desse ano ainda eu vou gravar na minha casa nova, uma com eco que nem eu fiz quando eu mudei para cá, mano. Se pá não, que eu acho que já vai ter alguns móveisinho já para mim.
É o estúdio, cara, você tá achando que ele vai entrar?
É um estúdio, velho, que não tem nada, mas eu chamo de estúdio. É só um cômodo com PC.
É só chamar de estúdio que é estúdio, cara. Você dá o nome do seu cômodo, cômodo chama estúdio, né?
Eu vou colocar na porta para todo mundo saber que é um estúdio. Em inglês seria estúdio. Estúdio, estúdio, estúdio, com IS, estúdio.
Perfeito.
Mais recados ou já li todos?
Cadê todos? Ah, o arroba da convidada também tá aí, né?
Ah, com certeza.
O site, talvez, não sei também.
Portfólio, talvez.
Contato para contrato.
Contato para contrato, não existe. Eu não gostei dessa frase, mas sei lá, para mim, um cara disléxico, foi estranho. Pode ser assim, possa me autodenominar.
Cara, é proibido errar nome de convidado que já veio, né?
Proibido. Mas eu já dei um Google aqui, um Google não, já dei uma pesquisada no Instagram, era do jeito que eu achava que era. Porque eu falei, mano, eu sei que é isso. Aí eu falei, mas se não for?
Você descobre agora que é outro sobrenome, nada a ver.
Exatamente. Que convidado já participou? A convidada ou a—
os as—
ou as—
pode ser mais de uma pessoa também. Então posso? Por favor, senhoras e senhores, muita palma, muito barulho para Júlia Mamuto! Yes, conseguimos!
Você acertou meu nome, parabéns!
Nice, mano, tá vendo? Eu sou um— eu tô melhorando a cada dia.
Então muito obrigado.
Não, não, acertei!
Não, eu só tô feliz, tô comemorando a vitória dele.
Acertou duas seguidas, mano!
Raro, mas raridade.
Pode pedir música.
Ai, sim, mano! Quem sabe eu posso convidar? Eu só vim acertar.
Mas aí, galera, obrigada por ter me convidado.
É, a Júlia tá aqui, rapaziada, por um motivo muito simples. Dois motivos muito simples. Um, a gente gosta dela bastante.
Aí sim, é verdade.
E ainda vai sair um episódio sobre castores?
Ainda vai, porque ainda tem que fazer esse episódio só sobre castores.
Não pode ter nenhum outro assunto?
Não, nenhum. Quero falar sobre ornitorrinco? Não pode.
Mas pode ter tipos de castores? Sim. Rodeiros, talvez?
Não, só castor. E aí você tá limitado a 2 tipos.
Aí você pode falar de filmes sobre castores?
Só tem 2, o que tem aqui na América do Norte e na Europa.
Mas tipo assim, rola uma rixa entre castores? Tipo, ah, esse castor é melhor que o outro ou não?
Não, a gente ama todos os castores.
Aliás, comunidade unida também.
Tem castor extinto?
Tem, você pode falar sobre ele também, eu também permito.
Um abraço aí.
Pré-histórico assim, gigante?
Eu acho que eles eram maiores.
Que tudo que foi extinto era maior.
Meu conhecimento de castor antes do podcast.
Não gasta não, não gasta não. E o segundo motivo? É que ela trabalhou caríssimo, paguei $12.000 na capa do e-book em barras de ouro, que vale mais que dinheiro, na capa do e-book do que vamos debater aqui hoje, certo?
Certo, mano.
Então eu, como sou o alvo, escritor, eu vou me abster e vou deixar para o O Fipo, vê não, apresentar, tomar as rédeas aí do programa, que eu não sei o que falar, não sei o que perguntar para mim mesmo ou para Júlia.
Ah, mas eu acho que você não precisa se perguntar, você pode apresentar o seu trabalho, né? Ninguém melhor que você mesmo para apresentar.
Ó o gato, Léo!
Oi, gente, é o Léo!
Nossa, ele tá muito frustrado de alguma coisa, você viu?
Ele tava tipo, além ele é todo pretinho, né?
Falei o gato, os cara achou que eu tava falando do Léo, não do Felipe, né, mano? Os cara louco.
Enfim, hoje nós vamos falar sobre o conto de Bruno de Serra Amálio. Novo conto?
Novo? É, não é tão novo no sentido—
e não é inacabado, não é inacabado nem de advogado nem dos humanos.
Mas ele não—
tem humanos, mas ele não é novo de lançamento. É isso que eu ia falar, ele é novo de lançamento, mas ele não é novo. O arquivo original foi aberto há anos.
Caramba, faz sentido. E o senhor Felipe Vieira não tinha lido, lido, é certo? Lido antes, quando a gente comentou no set. Você tinha, você leu?
Não, não li não, não li nem tinha comprado. Sou bem, bem real.
Que isso, mano, o cara não é amigo de verdade. Quiser, te mando na pirataria aqui, eu dou um Ctrl+C, um Ctrl+V no teu Discord.
É só a favor, pode piratear à vontade.
Não, mas eu comprei rapidinho, consegui ler na hora do almoço, fiquei até feliz.
Nice! E aí, eu quero saber de você primeiro, Fizinho.
O que que você achou, cara? Assim, de praxe, primeiro achei a leitura fácil, achei legal, tem um começo, meio e fim, né? Tipo, não tem muita coisa assim que se aprofunda muito fora da história, deu para conseguir entender. E achei bem legal a parte das constelações. Mas de praxe, de praxe não, de primeira assim, eu lembrei do Clube da Luta. Falei, porra, legal, trouxe uma referência do Clube da Luta, que você fala aqui você não pode falar lá fora.
E achei bem legal o final, que tipo deixa aberto, é mais para uma reflexão do que uma história de fim, né?
Não tem um ponto final, tipo é isso, né?
Mas é engraçado ler algo que alguém que você conhece fez, porque você pega muita referência do autor, nesse caso o Bruno. E eu não sei se ele quis, né, realmente fazer isso, ou é porque eu conheço ele e ocasionou nisso, né?
Até privilegiar mais, né?
Então falou que o início não era, né, declarando, né, não dedicatória para mãe dele. Falei, legal, beleza. Mas o restante, eu falo, caramba, eu conheço o Bruno, eu acho que tem um pontinho ali. E foi engraçado.
Minha mãe leu, ela falou assim, nossa, primeiro assustei, depois entendi.
Falei, eu ia perguntar isso para você eventualmente, se você mostrou para ela.
Sua mãe é mó fãzona que você escreve, ela lê tudo? Ela leu 3027 completo?
Não sei, não sei, sendo honesto, não sei. Mas ela tem o livro dela lá.
Ah, pô, se ela não tivesse era sacanagem, né?
Spoiler aqui também, eu não sei.
Ah, vai, cara, vai, porque eu acho que esses continho pequenininho é mais— eu não sei explicar, eu não sei se a Ju— eu acho que dos três, tirando eu, Dos 3 que mais lê, acho que é a Ju. É, eu não sei, vai saber se você do nada, da noite pro dia, você começou a ler 15 livros.
Eu leio um PDF por ano, mano, no máximo, de 3 páginas.
Contrato da sua casa nova.
Mano, se pá eu nem li, eu só assinei.
Não, esse ano você leu 2, porque você leu o do Bruno também.
É verdade.
É verdade, li 2. Olha, tô evoluindo.
Mas eu acho que esses continho pequenininho assim, que é bem curto, é mais sobre Você lê e você absorver a forma que você tá lendo. Não é mais sobre tipo spoiler, fim, não tem muito spoiler.
Ô Bruno, não te interrompendo no seu raciocínio, mas eu esqueci de falar o nome do conto. Então por favor, já aproveita e fala.
Posso brincar de host um pouquinho?
Deve.
Eles estão sempre toda semana aí, eu vou pegar as rédeas aqui.
Então vai te contratar, viu? Você que fica esperta.
Opa, mais dinheiro! Milhões que já foi pago pela Caixa. Aí sim, daqui a pouco sou eu comprando uma casa. Bom, então a gente veio aqui falar sobre o livro, o conto do Bruno, certo?
Que foi publicado, a gente publicou semana passada, o dia exato aqui, dia 14 de julho de 2026, certo?
Você já é um autor com muitos livros aí. Então você tem o— eu sou ruim com número, eu esqueci, mas é 3000 e muito, 3000 e tanto.
3027, link na descrição.
Vai ser bom, vai ser fácil, que ano que vem é 2027, vai ser 1000 anos certinho de diferença.
Boa, perfeito. Então você tem o 3027, que é um livro gordinho e suntuoso, e você tem outros contos também. Né? E aí agora você publicou esse conto que é As Estrelas-Guia dos Pais.
Mudou o nome recentemente, então tá, a gente tá ainda acostumando, né?
Isso, no começo do projeto era Os Garotos que Educaram os Pais. E como eu sou incapaz de pegar um projeto e não querer dar um pitaco Eu falei assim, mas por que os garotos? Tem garotas também no meio.
Elas são bem importantes, inclusive, né?
Então fiquei, mas por que você traduziu tipo The Kids e aí ficou os garotos? Por quê? E aí a gente fez ali um brainstorming e conseguiu e pensou, né, juntos, em outro nome. Achei que foi com um nome muito bonitinho e ficou funcional.
Eu até falei para ela, quando eu vou dar um nome, eu penso Eu gosto de pensar em inglês também, né? Não que eu vá traduzir, nenhum livro meu foi traduzido ainda, mas eu gosto de pensar.
Eu ia te perguntar como é que é Os Contos Inacabados do Advogado dos Humanos em inglês.
Pô, agora de cabeça eu vou ficar te devendo, mas foi pensado.
Obrigado.
E as estrelas, os garotos que educaram os pais ficava mais legal em inglês do que em português. Aí não faz sentido, né? Tipo, eu tô lançando um negócio em português, tinha que ficar mais ou no mínimo igual ou mais da hora em português.
É que eu sabia que trocou de nome, mas eu não lembrava o nome antigo. Porque quando você me apresentou, né, que eu tive o privilégio de ler antes que todo mundo, eu acho, né?
Então... Antes de mim.
É, antes de você, né, que escreveu. Então eu falei, cara, eu não lembro com o que trocou, mas eu lembrava que trocou. Eu ia te perguntar o motivo, mas eu achei legal o motivo que a Júlia apresentou, né? Tipo assim, mas tem meninas também, por que só tem garotos aí? Tem garotas. Eu falei, cara, faz sentido mesmo. Agora eu entendi. Ficou bom esse nome, eu gostei. Esse aliás aqui dos pais.
Que bom, feliz. E eu tenho muito medo de ficar dando muito pitaco porque assim que eu recebi o manuscrito, então tipo a primeira versão, né, eu fiz várias anotações. E aí eu mandei para o Bruno, falei, ó Bruno, pelo amor de Deus, você me fala se eu tiver atravessando uma linha aqui, porque você me contratou para fazer a capa só e eu tô revisando seu livro, eu tô dando pitaco do que mudar, do que colocar onde. Então por favor me fala se eu Se eu passar alguma coisa aí, mas ele é um forro. Isso. E aí eu ganhei.
Nice! Por isso que tá.
E esse ouro roxo aí que tá passando já, a gente apostou uma porcentagem do Lego. Por isso que ela vai estar aqui agora toda semana, rapaziada.
Agora é meu, vocês podem me chamar de chefa.
Beleza, chefa.
Não vai ser co-host, né?
Então acabou a hora de almoço, tá bom? Vamos trabalhar.
Como assim acabou? Vocês estão almoçando?
Olha, mais um!
Nice! Como que ele chama?
Ela?
Ele?
Ela é a Poeira e ela é muito obesa.
É muito obesa mesmo.
Caramba, o Léo também é obeso. Será que é do estilo?
Eu acho que é dessa marca de gato podre aqui.
É sinais de bons tratos. Tá demais.
A gente tentou trocar a ração, mas ela não gostou da ração nova.
Ela gosta da ração ruim, da ração que deixa obeso, né?
É, exato. Mas tudo bem.
Bruno, perguntar para você: o nome veio antes da história ou depois da história? O nome veio antes da história. O nome, título baseou-se a história?
É normal isso. Não só, não só esse. Normalmente eu penso no título, não exatamente no título Mas é na premissa, por exemplo, 3027 nasceu como Terras Inundadas, era para ser um RPG só, não era para ser um livro. Inclusive, então, por que que era Terras Inundadas? Porque o Vênus me apresentou um RPG chamado Terras Devastadas, aí eu fui criando uma variação que virou Terras Inundadas. Só que, mano, Terras Inundadas é muito nome de RPG, muito de sistema, né? Aí já se passava em 3027 a história. Aí eu falei, uai, você passa 3027? 3027.
E pô, 3027 tem muito mais carisma que Terras Inundadas.
Tem bem mais.
Ah, eu gostei de Terras Inundadas também. Não, é bom. Eu achei muito bom de livro.
É, não é ruim, mas eu acho que 3027 é um carisma.
Eu fiquei com medo de ser muito associado aos Terras Devastadas, né, que é um RPG.
Ah, tá.
É. Tipo assim, era literalmente uma cópia, né? O nome, no caso, era literalmente. Eu não fui nem— baseei, eu só copiei.
Só trocou, né, o negócio devastado e inundado.
Exato.
Mas e o Quando os Inacabados Advogados Humanos, você fez isso também?
Foi, não era exatamente esse nome, mas eu queria que tivesse advogado dos humanos.
Ele era um, podia ser tipo o advogado dos humanos.
Então, só que o advogado dos humanos me parecia muito sério, muito sério, fazer um livro de filosofia antiga, tá ligado?
Que alguém da OAB leria tranquilamente.
Não, não pode ser, pode ser.
Tô no fórum aqui, vou ler um livro.
Você puxa lá, tem Advogados Humanos, uma ET de toalha.
Oxi, o que tá acontecendo aqui?
Filosofia pura, ET de toalha.
Péricles. Oxi, enfim, foi, veio antes o caso.
Nice, mano. E o Bruninho sempre tem uma inspiração, que nem você falou, né, de 3027. Fala sobre terras inundadas e tudo mais. Creio que seus livros são tipo o seu livro que foi inspirado no RPG e tudo mais. De onde veio a inspiração para fazer As Estrelas Guia dos Pais? Você fala que foi mais um brainstorm do nada? Você pensou, cara, crítica social braba? Ou você teve uma inspiração? Você olhou alguma coisa e falou, vixi?
Eu tava pensando muito em dois filmes específicos, Os Goonies e um filme chamado Stand By Me, que acho que é Conta Comigo em português. É tipo assim, aquele filme anos 80, 90, aventura de crianças, assim, um grupo de crianças fazendo heroísmo do jeitinho deles.
De 86, mano, é muito bom, é muito bom, é bem antigo.
É Conta Comigo em português. Conta Comigo, Conta Comigo é muito divertido. Sim, é um filme que Mano, é o River Phoenix faz filme, é o irmão do Joaquin Phoenix. Loucura, tá?
Um abraço.
Não dá para abraçar mais, já, já não.
Para o Joaquin.
Ah, tá, beleza. É um filme que eu assisti com minha prima e é tipo assim uma aventura infantil, crianças. Realmente os Goonies é muito assim, né? É um pouco mais leve que Stand By Me. É uma criança se aventurando, fazendo coisas, tipo aprontando, fazendo Até crimes, de certa forma. E eu pensei em algo assim, só que bem mais leve e bem mais brasileiro, né, do que Goonies ou Stand By Me.
E essa foi uma pergunta que eu te fiz em algum momento enquanto a gente tava conversando, mas tipo, qual que é o seu processo quando você pensa numa história? Então, tipo, a ideia vem e aí você se senta e só cospe no papel e depois você vê o que que você vai arrumar, como que você vai fazer, ou você tenta estruturar, tipo, o começo vai ser assim, o meio vai ser assim, o final vai ser assim? Tipo, você é mais espontâneo ou planejador assim na sua escrita?
Eu acho que eu planejo muito mentalmente, eu vou cozinhando na cabeça, né? Tipo assim, ah, legal, os Goonies é legal, Conta Comigo é legal, uma aventura de crianças. Aí começa a montar na cabeça, na cabeça, na cabeça. Depois de muito tempo elaborado na cabeça que eu começo a escrever. Ou o que acontece também é tipo assim, eu escrever um parágrafo e deixar lá.
Faz bastante isso, né?
É tipo assim, numa praça, ah, nome de praça, Nicolau João Abdala, sei lá qual que é o nome da praça. Isso é Schmidt, acho que tem Schmidt, que era conhecida como Praça da Constelação. Beleza, aí escrevi isso, aí eu deixo lá, aí o resto vai na minha cabeça. Acho que tá pronto, eu vou para lá.
Só que tipo Mas você pegou o conto e escreveu todo de uma vez, uma lapada só, tipo? Ou você fez esse comecinho, parou um tempo e depois escreveu tudo de uma vez? Você vai picadinho, picadinho.
Eu fiz esse parágrafo, sim, e fiquei cozinhando na cabeça. Depois foi tudo de uma vez, porque é bem curtinho, né? Assim, não sei se foi tudo de uma vez literalmente no mesmo horário, mas com certeza, sei lá, em 2 dias.
Nice, foi bem rápido então.
Tipo, depois que eu comecei a escrever assim, geralmente faz anotação do processo.
Por exemplo, eu, onde eu trabalho, com que eu trabalho, eu anoto bastante coisa via voz, tipo, faço notas de voz, né? Não só escrevo, porque às vezes é mais fácil eu falar do que escrever, principalmente dependendo de onde eu tô. Esse processo seu, sempre na escrita mesmo? Sei lá, você pega um bloco de notas ou abre o celular ou escreve na folha? Como que você—
quando é curtinho assim, fi, vai no, vai no se Deus quiser, vai escrevendo. Aí na hora de, na hora de você fazer a revisão, você fala, pô, aqui eu falei que o cara chama Guilherme, aqui eu falei que ele chama João, carai, aí eu tenho que arrumar, eu errei, né, no processo. Quando é curtinho é mais fácil, mas por exemplo, quando é muito grande, 3027, que tem muita coisa, tem geopolítica, né, aí eu anotava no bloco de notas, tipo, o nome dos países, o que, quanto é a população daquele país, mesmo que eu não vá usar no livro, Ele criou por algum motivo, né? A população da Nova Rússia de 200 milhões de habitantes, tá lá.
E recentemente eu fiz um quiz com você, né, do tipo, tinha coisas que não tem no livro. Eu, mano, eu tava sem nada para fazer, esperando a hora do meu, da minha terapia, tava sentado num ponto de ônibus, cheguei muito cedo, uma hora e meia mais cedo. Aí eu falei, cara, o que que eu vou fazer? Fiquei pensando assim, eu tava lendo 3027, eu falei, cara, eu vou encher o Bruno de pergunta sobre Tipo assim, perguntas que eu não vi no livro ainda. Aí saí enchendo, ele respondeu todas. Eu fiquei tipo, putz, droga.
Ele perguntou assim, como que eles renovam oxigênio do bagulho lá? Porque ele tava lendo o capítulo que tem uma manutenção nos tubos de oxigênio.
Como é que é feito?
Aí expliquei, ele ficou meio chateado, tipo.
O meu objetivo, tipo assim, como eu não tava entediado, eu falei assim, mano, meu objetivo é pegar o Bruno pra ele falar, putz, não pensei nisso, não consegui, desculpa, tentei pelo menos.
Com certeza tem alguma coisa que eu não pensei nisso.
Nossa, tem que pensar nessa então.
Mas tá aí um convite interessante, né, para quem ouve o podcast e leu o livro enviar suas perguntas. E isso é verdade, enviar de alguma forma que só você, o Vênus, ou só o Felipe que vejam. E aí vocês escolhem as melhores ali, e aí vocês tentam pegar o Bruno, ver se o Bruno com certeza vai ter alguma coisa, com certeza consegue lembrar de tudo, ou tem alguma coisa que, putz, nossa, Não, isso eu realmente não pensei. Isso foi um acidente, alguma coisa divertida assim.
É tipo assim, você tenta pensar em tudo ou não quando está escrevendo?
Eu coloco assim, em 3027 as aulas, o trabalho é de segunda a quinta, não tem sexta-feira, é folga, é final de semana. Aí eu tô escrevendo, eu escrevi sexta-feira, caralho, vocês não têm aula, tem que arrumar. Então tipo assim, eu montei a grade curricular de aulas da Laura. Então de segunda ela tem aula disso, terça, quarta, quinta ela tem aula daquilo. Então na hora que eu tava no dia da semana, eu tinha que, caralho, qual que é a aula que ela tem hoje?
Ah, geografia, pá, tinha que colocar ela tendo aula de geografia. É, por exemplo, tem um desfile de 7 de setembro no livro, 7 de setembro. Eu tive que ver que dia da semana caía 7 de setembro em 2027. Falei, não vou mostrar.
Olha que detalhe, você foi na agenda, mano?
Você foi lá? Não, acho que eu fui na IA mesmo. Confiei. Se tiver errado, a culpa é da IA. Olha aí, usou IA pra escrever um livro? Meu Deus, cancelado! Eu tentei, eu acho que eu tentei ir no calendário do Google aqui, mas acho que nem dá. Deixa eu ver se dá. Nem dá, mano.
Acho que dá, mano. Acho que dá.
Vou tentar chegar em 2027 aqui enquanto vocês falam.
Mas tipo assim, esse nível de detalhe é pra ficar—
Não dá, não dá.
Só vai até 2126. faltou pouco tempo.
É, mas esse nível de detalhe que você tenta buscar é mais pra deixar o leitor imersivo ou é algo mais pra você mesmo? Tipo, putz, eu curto muito fazer isso.
Para mim, mano, eu quando eu tô lendo o livro, eu gosto, por exemplo, de George Orwell, que ele escreve aquelas histórias que ele pega um bagulho real e transmuta uma historinha ali. Então, tipo assim, ele tá contando sobre o Rei Arthur. Pô, Rei Arthur foi uma figura que talvez existiu, talvez não. Então ele pega relatos reais, acontecimentos reais, e ele introduz lá o Merlin, que talvez tenha existido, talvez não. A Morgana, Le Fée, enfim. E eu gosto, eu acho muito massa isso. Então é o que eu gosto, então eu faço.
Não, mas para você mesmo do que para imersão? Ou você acha que também—
eu fico tentando caçar um leitor do mesmo estilo que eu. Sim, eu quero que o meu perfil de leitor seja quem tá me lendo, me lendo, me lendo, me lendo, lendo Bruno.
E é muito frustrante, né, quando você tá lendo um livro e você que você pega uma, alguma coisa que o autor se contrariou ali, você fala, poxa vida, ninguém pegou isso, né? Todo o processo de escrita desse autor publicado e tal, ninguém pegou isso.
E acontece assim, você vai errar, mas é um pouco frustrante assim. Nesse continho de 23 páginas, Ju falou, ué, você errou isso aqui, isso aqui, isso aqui. Foi, pô, verdade.
Pô, eu acho que eu achei um em 3027 que a gente tinha mudado o nome da da irmã do Morgan, só que eu acho que na versão final a gente esqueceu de mudar.
Ah, mas só nós, tá errado para nós só.
É só para nós, agora gostou do público que vai ouvir esse episódio, né? Mas eu lembro disso, eu falei, cara, na hora que eu li eu falei, ué, a gente não tinha trocado esse nome? Aí eu acho que eu perguntei para você, você também não lembrava, né? Eu fiquei, caramba, mano, vai mudar nada, mas tá bom.
Passou por tantas mãos, sabe? Quando eu peguei uma controvérsia assim, a gente ainda tava num processo de de edição, criar o livro juntos ali, né, de edição e tal. Então aqui ainda tá ok.
Então você não só fez a capa, você ajudou também com os negocinhos ali.
Porque eu falei, eu não consigo não dar pitaco, eu sou muito chata.
Não, isso não é chatice, nada a ver.
Não, mas eu entendo o que ela quer dizer. Tipo assim, tem gente que não sabe lidar com isso, gente que não sabe. Tipo assim, você vai falar tipo, cala a boca aí, faz a minha capa, né?
É tipo A pessoa só faz essa ilustraçãozinha aqui, deixa eu escrever com um pai, né?
Nossa, isso é uma arrogância inacreditável, mas as pessoas são assim.
Deve ter bastante pessoa assim, inclusive.
Acho que artista num geral transmite esse ar, fica meio preocupado de posso ou não posso falar.
É, acho que eu tenho medo de duas reações, né? A primeira reação ser essa: eu descobri que a pessoa com quem eu tô trabalhando é um cuzão, que que se acha nesse nível. Mas eu acho que a preocupação maior era de te magoar de alguma forma, sabe? Que é isso que você falou com arte assim. Eu acho que o trabalho que a gente produz tá muito ligado a quem a gente é. Não é só um trabalho que eu fiz, faz parte de mim, sabe? Então uma crítica àquilo é uma crítica a você mesmo.
É, seria equivalente eu falar assim: nossa, Ju, a sua capa aqui, a cabeça ficou meio proporcional, não ficou não? Você pode tomar aquilo como que eu errei, mas o livro também pode ser técnico.
Mas você pegar e falar tipo, ah não, não ficou legal, não gostei.
É quase que um ataque pessoal, será?
Para arte, eu acho que é tipo ofender seu filho, entendeu? Chegar e falar assim, ó, seu filho é muito bagunceiro. Tipo, como assim você tá falando do meu filho?
Mas seu filho, você pode, é mais difícil corrigir um filho do que um livro.
Ah, eu acho que eu prefiro corrigir um filho, sacanagem.
Faz um aí pra nós verem.
Eu acho que é mais tipo, eu não gosto da personalidade do seu filho. Aí você fala, como assim você não gosta da personalidade do meu filho? Você é tipo, não, seu filho fez uma coisa errada, tá, eu vou corrigir, desculpa.
Mas você não vira e fala, eu não gosto da personalidade dele. É, não te ofende diretamente, o que eu quis dizer com filho é isso, não te ofende diretamente, mas ofende algo que você ama muito. Claro, entendeu? E aí você fica tipo, putz, cara, não precisava ofender desse jeito. Às vezes a pessoa nem ofendeu, né? A pessoa só falou, pô, muda isso aqui. A pessoa fica totalmente triste.
Ah não, mas tem que ser.
Isso tem muito a ver também com quão maduro você é com a sua arte, seja podcast, seja a ilustração ou a escrita, sabe? Eu acho que se você falasse isso, tipo, ah, a proporção tá esquisita, eu ia ficar, putz, é mesmo? Vamos arrumar, não sei o quê. Porque eu acho que eu já Consegui passar desse nível de não aceitar feedback bem. Acho que eu já estive lá, mas acho que eu já passei por isso. E a mesma coisa eu acho que o Bruno, né?
Você já escreveu bastante, você já publicou com uma editora, então é bem mais cruel que você.
Editora nem lê, né? Passa, próximo.
Não, mas é muito legal ter feedback assim. Tipo assim, é, você não aceita, evolua, porque é a melhor coisa que faz. Porque assim, se todo mundo passa, se todo mundo agir que nem a IA, fala, olha que incrível, parabéns, você é incrível. É, Olivia tá com erro, porque ela, ela não é aquela tipo assim, ela não mudou a premissa, tipo, nossa, muda esse final, tá ruim. Não foi isso que ela falou, falou, pô, aqui tem certeza que é isso aqui?
Aí, caralho, é verdade, cara, eu tenho certeza que o título fica bom assim, entendeu? Tipo Tá passando o título, ele passa a mesma mensagem, ambos os títulos, só que um tem uma inclusão e o outro não, entendeu? Então ela teve essa visão, foi uma crítica que faz sentido, não foi destrutiva, né? Foi totalmente construtiva.
Então acho que, acho não, tenho certeza que é muito válido ter amigos próximos que falam abertamente. O Vênus, é o que eu disse, ele não é um leitor assíduo, mas às vezes ele Aconteceu já, mano. Ele não sabe expressar da forma que a Ju expressou. Ele fala, mano, nada a ver. Ele fala isso, eu entendo, e eu consigo entender que ele tá querendo dizer exatamente o que eu falaria, mano.
Nada a ver isso aí.
E funciona, funciona, é legal, legal, mano.
Eu, o Bruninho, pode falar.
Desculpa, não necessariamente ele tá certo também. Ele pode estar nada a ver, aí cabe você entender o que ele falou. Eu relei e atendeu ou não a feedback dele.
Também tem a ver com maturidade, né, de você entender que nem todo feedback você precisa aceitar, que às vezes é mais da pessoa, e acreditar também na sua visão artística ali do negócio.
Tanto que, por exemplo, a Ju, ela falou assim, você não vai mudar o final? Porque o final do livro ele termina com os garotos que educaram os pais, ele termina exatamente dessa forma. Você não vai mudar, já que a gente mudou o título? Fiquei pensando, eu falei, pô, eu vou, eu quis manter para ter lá o título, o título original que eu pensei tá no livro ali. Porque eu pensei assim, ao final, ah, eles se tornaram as estrelas guia dos pais, mano, não tá tão da hora, não tá tão crocante.
Aí eu não acatei essa sugestão dela, faz parte também. E ela não se ofendeu com isso, eu acho.
Estou ofendidíssima, nunca mais falar com você.
Então eu ia perguntar para você se esse conto você escreveu junto com A Morte é Apenas Uma Criança, tipo, porque A Morte é Apenas Uma Criança foi publicado antes, que é As 3 Guias do Pais. Só que eles foram escritos juntos. Eu lembro que você, quando você me apresentou, acho que você já tinha uns 2, não tinha? Já tava os 2 prontos, mas A Morte é Apenas Uma Criança foi escrito bem antes, bem, bem antes que esse conto, mas ambos estavam prontos sem ser publicados.
Em algum momento da vida eles estiveram prontos sem estar publicados.
E por que que você decidiu postar primeiro A Morte é um Peso de uma Criança e depois de tanto tempo postar esse outro?
Boa pergunta, cara. A Morte é um Peso de uma Criança, eu publiquei ele quando a gente tava tendo o quadro com a Cacá Zaguete, e ela, pô, ela entrou na minha mente, ela falou: para que que você tá com essas paradas aí? E foi um episódio que a gente falou especificamente desse.
Obrigado, Kaká, agradeço.
Aí eu falei, pô, vou lançar esse. Aí ficou, entendeu? Tipo, foi por isso que veio antes. Eu fiz a revisão, fiz a capa. Inclusive, eu adoraria trocar a capa, com todo respeito à pessoa que fez a capa, mas eu quero outra.
Com todo respeito também, eu gostaria de outra capa. Tem nada a ver com o assunto, mas por favor, outra capa.
Você vê, colocar a morte apenas uma criança e as estrelas guias do pai, você chora.
A gente trabalhar na capa, hein? A gente precisa.
A morte é muito melhor, com certeza. Eu nem sei quem é essa criança, essa criança, que essa menina. Enfim, eles coexistiram bem próximos, se pá foi no mesmo ano assim, 2022, 2023, foi escrito.
E por que você decidiu só lançar agora esse último conto?
Cara, eu de vez em quando eu reabro os meus arquivos e começo a ler. Falo, nossa, isso aqui, caralho, tem isso aqui. Aí eu falo, aí eu mando para o Vênus, mano, nada a ver lançar isso aqui. Ele falou, lança. Eu falei, tá bom.
Toda vez essa é a minha resposta, nada a ver isso aqui. Eu assim, lança agora, por favor.
Eu viro mestre, eu reabro os arquivos.
Você só esqueceu que você que tava ali.
Não esqueço, eu só deixei lá, larguei na gaveta, entre aspas. Mas tem muito texto meu parado, né? Tipo, o Vênus já viu. Quando a gente começou a amizade, eu mostrei tudo para ele, mano. Até composição de música, tá, tem lá parado. E bizarramente eu tenho uma composição chamada Vênus antes de conhecer ele. Eu sou filho prodígio, sobre a deusa Vênus, né?
Mas enfim, e triste agora falar que é sobre mim só para mim.
Tem essa de Rain sobre você, cara, que eu compus.
Puta, não me lembra disso, cara. Não precisa.
Enfim, então é isso. Tem vez em quando eu abro lá, tem muita coisa que eu começo, faço esse primeiro parágrafo e fica lá largado.
E é bom distanciar um pouco também. Às vezes você faz uma coisa e deixa ela ali para você olhar com Olhos mais frescos depois.
É porque se eu escrevi em 2022, 2023, e eu fui reler em 2026 agora, tem outro olhar completamente novo. Você quase esquece a história, né?
Você lê como um leitor mesmo, né? Eu geralmente eu não escrevo coisas, né? Eu só escrevo RPGs para os meus amigos. E geralmente eu faço uma premissa de RPG, eu escrevo ela bonitinha Depois de meses eu volto a trabalhar nela. Eu falo, nossa, que horrível que eu escrevi isso aqui. Aí eu faço tudo de novo. Então imagina escrever um conto inteiro e voltar a ler depois de anos, né? Você evoluiu muito como pessoa e como leitor também. E como escritor também, né?
Você leu... Você lembra que esses dias eu encontrei a sua primeira ficha de RPG da história?
Lembro, mano. Completamente ridícula.
Pô, eu que fiz isso? Que lixo!
Que lixo! Mas tipo assim, tem o seu valor histórico. Entendeu? Tem o seu valor histórico.
Mas às vezes você não encontra alguma coisa que você escreveu ou fez assim, você fala, caramba, tava bom isso daqui e eu não tinha gostado, que bobo.
Tem também, acontece o reverso, entendeu? O que aconteceu? Ah tá, achei que você tinha feito tipo algum sinal de que mutasse ela.
Eu fiz sinal de sabor.
Ah tá, acontece um sinal de sabor, para mim é mais ou menos assim.
É, fiz o reverso, né, que você falou reverso.
Sim, acontece.
Teve, eu tô tentando lembrar o nome agora, mas tá me fugindo. Mas eu tenho o meu livro mais empacado que nunca consegui sair do lugar. Eu comecei a escrever ele bem adolescente e alguém, nossa, que lixo, eu paguei. Ele não tava muito, 500 páginas, sei lá. E depois eu voltei, reescrevi, travei de novo. Mas enfim, mas Eu odiei com 15 anos, depois com 20 muitos. Eu falei, mano, nada a ver ter odiado isso, é mó bom.
Enquanto o Bruno vai procurando, você vai se inscrevendo no canal, tá? Muito obrigado.
Não tinha nome, mas por exemplo, era um livro que se passava na Primeira Guerra Mundial. Era, não é, né, que não tá pronto. Passava na Primeira Guerra Mundial e seguia um homem, ele não sabia que ele era, que ele estava fazendo. Ele só sabia que ele tinha que impedir a guerra de acontecer antes, né? Então inicia assim em Zaravejo no dia da morte do Arquiduque. Arquiduque, tá certo essa palavra? Palavra estranha, né? E vai acompanhando esse cara tentando impedir a guerra.
Vai ficar pronto um dia?
Essa é minha pergunta. A última vez que eu escrevi foi 13/01/2022.
Ô, me manda, deixa eu ver. Se bem que você já me mandou um que eu não li ainda, preciso muito ler.
E escrito também, eu quero ver aqui a primeira, a primeira. Eu voltei a escrever em 2020 e parei em 2022, nunca mais mexi nele.
Nice, mano, eu já tava aí já. Eu lembro que você me mostrou, eu lembro que falou, eu tenho isso aqui também, tal, tal, tal. Eu falei, por que você não lança? Porque você não acaba. Aí você deu algum motivo muito plausível para ligar.
Eu não consigo, faz sentido. Não conseguia, era incapaz.
Eu acho que travou numa cena específica. Você lembra daquela cena que você falou que você travou?
Não, saí daquela, saí.
Nice, mano! Evolução.
Exato.
Isso é uma coisa que acontece também bastante, né, de travar no meio de um processo.
Então, tipo assim, era literalmente, era literalmente uma cena de sexo. Eu falei, mano, como que eu escrevo isso? Sem ser absurdamente constrangedor, tem que ser interessante, tem que ser interessante. E era de um ponto de vista de uma mulher, que eu não sou uma mulher, não sei se vocês estão sabendo aí.
Tu não é uma mulher?
Não sou. Então escreva uma cena de sexo em primeira pessoa, uma mulher sendo homem, sem ser constrangedor, e ainda tem que ser interessante e tem que ter um porquê daquilo. Tipo assim, não é sexo, descreva o sexo, não é isso, mano?
E você perguntou para mim, o que que eu vou ajudar?
Se os ouvintes não sabem, Vênus também não é uma mulher.
É bom fazer esse adendo também, mas na época achei que era, vai saber. É, não, mas você já me viu algumas vezes de que era, cara.
WTF, mano, não dá para ter certeza.
É verdade. Mas legal que ele perguntou para mim, eu falei, mano, não sei como você faz isso, vai que eu não escrevi nada. Que legal que você saiu dessa cena, achei que você tava preso nessa ainda.
Mano, eu concluí.
Nice, mano.
Uma pergunta, eu não sei você, mas todos os seus livros você tem eles de cor na sua cabeça assim? Porque dependendo do que é meu assim, às vezes eu tenho os preferidos, as coisas preferidas, Mas assim, às vezes eu esqueço totalmente, não sei o que eu fiz algum período da minha vida. Eu falo porque eu fui numa feira esses tempos atrás e tinha um cordelista, né, um cara que escreve cordel. E ele simplesmente apresentou cordel, cordel, como se fosse uma história cantada, né, é uma poesia cantada.
Tem o repente que é a música em si, mas a letra de repente geralmente é um cordel. Ele é feito por estrofes, né, por alguns parágrafos certinho, tem toda uma técnica. E eu achei engraçado que esse cara, ele tava apresentando o trabalho dele, ele já fala de uma forma cantada, da mesma forma que ele escreve. Ele ensinou um pouco da arte ali, né, das rimas, e ele simplesmente recitou um dos cordéis dele. Ele decora de cabeça e falou, ó, leva esse aqui que é bom.
Ele começou a ler uma história que era uma outra, mas não lê. Começou a falar a história como se fosse decor, né? Tipo, ele tinha um decor salteado. E eu falei, caramba, que louco, porque ele não tinha 1, 2, 3. Ele falou, não, esse aqui eu fiz em 2000 com meu pai, não sei o quê. Esse daqui em 2003 eu fiz numa, no evento da Unicamp junto com uns 4 ou 5. Meu, como assim de cabeça? E você, nos seus livros? Você acabou de responder assim que não, mas tem algum que você fala assim, não, esse aqui eu não preciso nem abrir o arquivo que eu sei a história completa dele, ou algo assim?
A história completa, a história sim, sei todos. Mas tipo assim, qual referência, qual piada eu fiz quando o William Miller foi jogar basquete nos Contos Inacabados? Pô, não vou lembrar. Qual camisa é, qual o número de camisa que ele usou? Não vou lembrar. Qual o nome do planeta, da lua do qual planeta que ele destrói? Não vou lembrar, tá ligado? Mas sei que acontece os bagulho.
Você lembra que ele destrói uma lua de um planeta.
Perfeito. Isso, não, eu lembro.
E tem muito a ver com música também, você decorar mais facilmente, né? É porque você tem que cantar com ajuda da música. Não, mas não só isso, mas assim, com ajuda da música e do ritmo você lembra, vai lembrando as palavras.
E após até com esse dedo grande, você lembra disso? Para perperante, me ajuda. Não, que isso? Vocês aprenderam as preposições com música?
Não, mas eu sei até hoje a diferença entre o plateuminto e o nema teuminto. Porque não confunda o nema teuminto com plateuminto, que é outro bichinho muito lindo que não acha, tadinho.
Felipe, você não aprendeu preposições com músicas?
Não.
Tá bom, então volta a música. Então, A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q.
Será que é melhor começar de amor, B de baixinho?
É verdade também, melhor, né?
Mas achei engraçado isso porque é como se fosse um filho mesmo, né? Você deu à luz a ele, você deu o mundo. Não necessariamente você vai lembrar da história completa de cor, mas eu achei engraçado esse esse ponto, porque ele de uma forma assim, falei, caramba, não tinha. E assim, ele tava recitando, provavelmente por conta da música que vocês disseram, né, que você vai tendo acima e vai lembrando. Mas ele recitou inteiro, completo, e quase falou o nome das pessoas que ajudaram ele assim.
Eu falei, caramba. E não foi tipo de ontem, 2000, 2005, e 2027, link na descrição.
Aí, do jeito que você descreveu também, né, ele foi lembrando de várias coisas que a gente também tem que lembrar, que tem gente que tem uma memória muito boa, gente que é boa, só isso.
Exato, muito bom.
R$1,99, barato demais. Mas vamos ser honestos, cobrar mais do que isso para um bagulho de 23 páginas seria um crime social.
Com certeza não, vale muito mais, tá? Valorize sua arte, tá? Ela vale muito mais que isso. Aqui você é gente fina.
Podia lançar cupom de desconto, entendeu?
Lança por 30, é o menor preço possível.
É o menor mesmo.
É o menor.
Tem cupom de desconto para o menor preço possível.
E eu não sei que loucura que acontece, porque você tem que colocar em dólar. O menor preço possível, $0,99. Dá mais do que R$1,99. Então aproveita antes que a onça apareça.
Localizados ou não? É direto?
Não são localizados, cara.
Bruninho, eu queria te perguntar também A crítica social braba que você lançou, aquela lá, aquela lá, As Estrelas Guia dos Pais.
Gostou do plural no Estrelas e Guia?
Não, mano, não, não gostou? Me embanana, porque eu sou muito português.
Eu vou confessar que também eu tenho que pensar duas vezes antes de falar, mas a gente foi pesquisar qual que era o jeito certo, né, de escrever, pra ficar certinho. Mas eu tenho que parar e pensar um pouco antes de falar.
Não, fala rápido.
As estrelas guia do pai, mano.
As estrelas guia, vou chamar, né?
Porque as estrelas guia é verdade, né?
Sem os dois pais, tudo tem essa. Só o guia que não tem. Tipo, as estrelas dos pais.
É, entendeu? Pô, aí você confunde.
Mas é bom, é bom que dá um hate bait em quem, tá ligado? A pessoa, mano, por que que ele não colocou um S ali, caralho?
Engaja.
É.
E os fãs, né, quando você não fala, que você fala com S, a gente fica puto, né? Tipo, não tem esse S, cara. E aí, meu?
É tipo Qual que é o nome do personagem do Naruto que todo mundo fala errado? Um dos principais. Sasuke.
É, o Sasuke.
Se você falar Sasuke, o cara fala: como assim Sasuke, meu irmão?
É, mano, não vem com Sasuke não, mano. Enfim, a crítica social braba que você lançou no conto, você pensou junto com a premissa ou você queria— você pegou sua inspiração, você falou: tá, eu vou fazer tal coisa E você deu uma olhada nas notícias, na atualidade, você tentou pegar algo que você viu referência pessoal ou você só falou, tá, vai ser isso?
Cara, eu queria fazer aventura infantil, né? Tipo quebrando um pouco a lei, meio disruptivo, meio revolução, crianças revolucionistas, né? Nice. É... E não tinha, não tinha exatamente. Eu falei, mas o que crianças podem causar revolução do quê? Legal, beleza. Revolução infantil. Aí, aí, eu penso, eu acho que, mano, não vou lembrar exatamente o que aconteceu, mas é muito curioso quando a gente fala assim, ah, a gente talvez tenha sido a última geração que brincou na rua, né?
Tem gente, fala, a galera mais velha, pô, as crianças de hoje em dia não brinca na rua. Quem é responsável pela segurança das crianças somos nós. A culpa da rua tá uma bosta e não tá segura para eles brincarem, é culpa nossa, caralho. Nossa como sociedade, né, adulta. Não é culpa deles. Então foi esse pensamento assim, foi nada específico, foi conversas e percepções de que as crianças não brincam mais na rua.
Algo que eu achei interessante de quando eu descrevi, né, o que falei para amigos e família assim, a capa do livro, do que que eu tava fazendo. Eu descrevia como, ah, é um grupo de crianças que elaboram um plano mirabolante para poder tirar os pais do celular e fazer eles prestarem atenção nos filhos, né? E aí todo mundo fica, nossa, que fofo! Achando que tipo é um livrinho fofinho, tipo de diversão, sabe? É um livro fofinho, diversões, mas tem esse esse tom um pouco mais melancólico do que isso, assim, um pouco mais triste, porque realmente é pelo ponto de vista das crianças.
Então é pesado para eles. É, tem isso também, né? Tem violência envolvida, assim, não é só tipo— eu acho que eu falo de um jeito muito fofinho, talvez seja o jeito que eu descrevi o livro.
É, não é os Goonies, né? Tipo, caça de tesouros.
Não, e o Gunes também tem assuntos mais pesados assim, mas realmente tem um glitter ali em cima, né? Mas eu achei bem interessante quando você me falou da premissa, eu achei que ia ser mais leve também, mas lendo você vê que é um pouquinho mais pesado, mas também não o suficiente para você ficar deprimido.
Você deixaria seu filho de 10 anos ler tranquilamente? 12, talvez.
16?
Não, eu não tenho filhos, né?
Então pesado assim mesmo para uma faixa etária dessa? Eu sou meio fora.
Não, acho que cada pai, cada mãe sabe onde que o filho— tem filho que é mais para frente, mais inteligente. Mas, mas, por exemplo, eu sinto, eu que a minha ideia é, até falei para Ju na hora de fazer a capa, sabe aqueles livros que a gente pegava na escola pública quando a gente era muito criança? Os Caravelhos do Diabo, que é infantil, mas tinha um bagulho mais pesado até no nome, né? Os Caravelhos do Diabo. Eu queria fazer essa parada com cara de livro, de e-book, né?
De quase educacional, quase um negócio que tipo assim as escolas falam: olha, gente, vocês estão na 4ª série, lê isso aqui. Era essa pegada que eu tentei acertar, né?
Eu acho que é um pouco a pegada de É Lord of Flies, né?
Senhor das Moscas. Isso que o Vênus me deu de presente. Muito obrigado, Vênus TV.
Um abraço aí pelo livro. Tamo junto, tamo junto, cara. Mas eu acho que você acertou o que você é, sua premissa, Bruno. Eu deixaria meu filho ler sim, até para ele aprender que é crítica social. Eu gosto disso. Ele falar, falar, ó, entendi agora. Eu, uma parte que eu gostei muito Eu não me lembro o nome dos personagens, mas eu acho que era o Corvus, que é o menino de cabelo raspado, né?
Sim, isso.
Ele no final ele cita, né, tipo que os filhos poderiam raspar a cabeça que os pais não iam nem perceber, e ele tá com a cabeça raspada. Então ele fez isso de propósito assim, tipo, para ver se a mãe dele percebia ou não?
Cara, não sei, vou ser honesto, não sei. A ideia dele ter o cabelo raspado é porque ele é quase um militar ali.
Militar, é.
Ele tem toda uma postura de líder, tem toda uma postura de falar mais sério, de subir no banco, pegar o microfone e falar: rapaziada, organiza aí, é nós, é nós. Então ele tem toda essa natureza dele aí.
Se algum adulto perguntar, eu tô jogando RPG de mesa. Legal.
É muito engraçado porque eu conheço o Bruno, meu, e assim, militar, RPG de mesa, cidade pequena, você fala: caramba, não tem como tirar, né?
Muito legal, né? E a praça, eu imaginava a praça que eu jogava bola. Loucura, né? Agora eu só percebi isso agora.
Nice, mano! Chamava o mesmo nome?
Chama, sacanagem. E não dava para ver estrela.
Eu achei muito legal uma não dedicatória à minha mãe, porque quando você mandou para mim que tinha isso, aí eu falei assim, mano, você queria dedicar, falar tipo, mãe, obrigado por me criar, enfim. Aí falou uma não dedicatória, eu falei, que que é isso, cara? Depois que você lê, você entende. Falei, cara, que massa essa jogada aqui.
Imagina alguém ler e falar, nossa, A mãe dele, isso é mó ruim, né? Tipo, Helena ficando tipo, como assim? Não, não é para mim, é outras mães. Outra, dá-me.
Nice, mano, legal, legal.
É que quando a gente lê, a gente pensa que o autor teve uma experiência similar ao protagonista, né? Eu acho que isso, você assistir um filme, você vai achar que o diretor tá indo pelo protagonista.
Eu acho que isso é, no caso do Contos Inacabados, o Bruno passou realmente o que o William passou, né? Você foi defender a humanidade e tudo mais.
Só que não, os contos da história, eu sei que você ia falar, mas não tá aqui hoje para aleijar, né? A gente tá aqui conversando. Um abraço aí para o William, aqui um dos maiores pau no cu da história da humanidade.
Mas ele fica bonzinho no final, não fica?
Ah, mano, não sei se ele tem uma redenção, ele continua sendo pau no cu. É que acaba o segundo livro, é que acaba a oportunidade, né, dele ser pau no cu. Essa é a diferença, tipo, é verdade, né?
Não tem mais oportunidade, nada, dá para ser, né? Enfim. Esporadicamente ali em outros, de vez em quando, entendeu? Ocasionalmente, ocasionalmente dá para ser, cara. Eu acho que a gente tá falando muito da escrita, muito do Bruno. A gente poderia ir para outra parte também, né, que é a parte da capa, que é a parte da ilustração, que dá para a gente falar bastante também, não é mesmo?
Tá com um grau de excelência assim de 0 a 10, uns 4, 5.
Cara, o Dili, você chegou perguntando pro Bruno qual que foi o processo criativo, né? Se ele consegue fazer tudo de uma vez, não sei o quê. E eu pergunto pra você, qual que é o processo criativo de fazer uma capa? Tipo, o Bruno, ele veio com a ideia já? Tipo, ah, eu queria um menininho em cima de um banco com um megafone? Ou você leu o conto e já imaginou uma capa?
O Bruno, ele veio com uma ideia bem clara do que ele queria. Então isso foi bem interessante assim de trabalhar em cima. Então assim que ele entrou em contato, entrou em contato comigo, coloquei minha voz profissional de repente. Assim que o cliente entrou em contato comigo, ele já falou, ó, eu tenho uma visão bem clara do que eu quero, a história é essa e eu queria uma capa assim meio que pintada por uma criança mesmo. Exatamente porque as crianças são o foco aqui, eu quero que dê para ver que foi uma criança que pintou aquilo.
Então, tipo, meio falhado, meio as bordas meio não tão definidas assim, uns cantos que meio que deu um pouco de preguiça de pintar essa parte, sabe? E foi muito interessante porque o finalzinho da ilustração eu fui visitar minha sobrinha postiça, que é postiça porque ela é filha— ai meu Deus, ela é neta do marido da minha sogra. Sobrinha. E ela tem 5 anos e a gente tava brincando de colorir e tal, e tipo, eu vi ela pintando o céu assim, tipo Tipo, tá bom, já deu, né?
Isso, tá, é, não, eu falhei um pouco nisso quando eu fui realmente fazer a capa. Tipo, ah, entendi, realmente tinha que ser assim, né? Então ele veio com essa visão bem clara. Nem sempre algum cliente ou alguém que quer uma ilustração, alguma coisa, vai vir com uma visão tão clara, sabe? Mas ele veio já e veio com imagem de referência, e a gente foi conversando e foi trabalhando em cima. Aí eu li todo o conto, fui anotando as coisas que eu achava interessante, importante, para depois perguntar para o Bruno também, tipo, ah, como que é esse personagem?
Como que é aquele? Porque nesse ponto eu ainda tava pensando em colocar todos os personagens na capa. Então eu pedi descrição mais detalhada de cada personagem, porque no livro, o livro tem 7 capítulos, né? E os 6 primeiros são dedicados— não, os 5 primeiros são dedicados cada um a um membro principal ali do grupo que a gente segue na história. E alguns têm mais, é, mais descrição, mas assim, alguns, alguns é mais para andar a história, outros é mais para apresentar um personagem específico.
Ou aprofundar mais num acontecimento. Então nem todos têm super descrição. Então eu fiquei perguntando por que não é importante, ou porque você pega por outros capítulos, ou seja lá qual foi o motivo. Então eu perguntei para o Bruno, e aí a gente foi conversando e tentando ver como que a gente tava imaginando isso tudo. Aí eu mandei para ele o meu, minha tabelinha de referência, que o Bruno até brincou que é, como é que você falou, É a pessoa que gosta de mood board, que mais gosta de mood board do Brasil, mano.
O bagulho tem 23 páginas, ela fez um mood board de 500 páginas.
Não, foi só uma página, nem vem. É que o arquivo descrevendo as coisas tinha mais páginas, mas o mood board em si, mais que o livro, vender como um livro isso aí, é, né? Making of, né, que tem isso também, que foi uma coisa que eu pedi ajuda para ele. Eu falei, Bruno, eu tenho essa mania de ir um pouquinho mais além do que precisa e demorar muito e ficar dando atenção a coisas que não são necessárias. Então até falei para ele, tipo, se eu tiver fazendo muita coisa, você me para, pelo amor de Deus, senão a gente vai ficar aqui por 5 meses.
É que porque é isso, né? O Bruno é meu amigo. Assim, se for cliente que eu não tenho uma relação, eu acho que eu consigo ser mais direta. Mas exatamente por a gente já ter amizade, eu fico meio tipo, não, eu quero fazer super para ficar muito legal, e é um conto que meu amigo escreveu e tem que ficar do melhor jeito possível.
Então o cliente tem prazo, né? É diferente, né?
É, o cliente não paga o valor que o Bruno pagou também, né? Que é um valor adulto.
Aí não desnaviou ainda, ela não recebeu ainda.
Eu tô muito empolgada, eu já tô olhando para casas que eu vou comprar, iates e mulheres. Mal posso esperar para comprar minha primeira mulher.
Então vem aí, cara. Desmontou, velho, o cara morreu ali.
As coisas que eu falo, mano, tem que repensar na minha vida.
Quando você escuta alguém falando, você percebe absurdo, mano.
E aí, é, daí depois vieram os meus pitacos, que eu falei, vamos colocar uma imagem em cada capítulo, porque eu descobri que as constelações têm meio que ícones.
E aí era isso que eu ia perguntar, se foi você que fez também, que ficou muito bonitinho. Eu falei, caramba, que legal!
Obrigada, eu gostei também. Então tem o do Corvus, que é tipo um, é uma patinha, né, de corvo. A ideia é o mais legal assim, parece um negócio meio japonês assim, é tudo bem trabalhado, né? Dourado ao peixe, que é um compasso, que eu até falei tipo, normal é o mais chato, e você não é o mais legal.
Tá bom, é uma hipotenusa.
Fora que normal é literalmente Andressa, é uma, é uma, um esquadro, e o nome dela é Andressa.
É a primeira palavra do negócio do normal, é Andressa.
Não, mas entendi que ela quis dizer a constelação é mais sem graça, né?
A constelação é mais sem graça, mas o capítulo dela foi bem legal. E tanto quando eu tava perguntando para como que era fisicamente os personagens, você falou, ah, é minha esposa. Aí Dourado é isso, né? Um peixe. Aí tem Andrômeda, que é algo, a corrente de Andrômeda. Isso, perfeito. E aí o outro é Cavaleiros da Constelação.
Aí eu peguei alguma coisa, acho que representa o sol, o sol das cartinhas do Yu-Gi-Oh.
E o fim?
E o fim é o fim, não tem nada do mundo.
Eles podem tudo, o fim é o fim, porque não tem nada.
Então quer dizer que o final ele é aberto. Pode ter qualquer coisa ali depois.
Afinal, ele pode ser o começo da revolução, né?
No final pode ser literalmente erguendo de novo os bagulho e os pais volta à vida normal. Tipo, quer dizer que deu certo, né?
Como que você imagina, vocês imaginam os finais?
Primeira coisa que eu pensei foi, pô, caramba, meu tigrinho acabou! Na hora eu pensei nisso, na hora.
Minha iada Virgínia, como é que eu vou ver a história da Virgínia?
Cala a boca, mano. Mas foi legal, foi interessante porque é muito real, né? Então a gente coloca coisas da realidade.
Aí ela, a Juliana falou assim, pô, mas a torre de rádio vai cair fora o walkie-talkie? Pô, verdade, né? Eu acho que não, mas as crianças não sabem disso. E como a gente tá vendo pelo ponto de vista deles, mesmo que tiver errado, tá tudo bem.
Entendeu o modelo certinho?
O quê? É isso, eu achei muito legal. Eu tava lendo, eu falei, caramba, o modelo do walkie-talkie, cara.
E o site também, né? O site existe. Você entra lá no site conexes.org, consegue ver todas as torres de comunicações que tem na sua cidade. Só não vai existir.
Eu falei, caramba, eu acho que não, mas pode ser. Existe mesmo então?
Só não vai usar isso para fazer as coisas que as crianças fez, pelo amor de Deus, gente.
Todos em Novaes, deve ter uma, duas, tem duas em Novaes. Eu pesquisei duas.
Estouramos!
Não, estourou não, deixa em pé.
Não é, não estouramos não, não, calma, não é isso, estouramos não, quer dizer, bombando. Não, bombando também não, mano, deixa aqui, ó, esquece que eu falei, velho, cancela.
Que é um plano muito bom, né, que as crianças resolvem assim. Para quem não leu, e já que tá liberado o spoiler, no final o grande plano das crianças tem a ver com as torres, né, de de comunicação.
Bota uma granada, né, explodem todas e acabou a comunicação.
Por isso que ele é militar, né, ele tem granadas em casa e pega nada do pai dele, né, que guarda na gaveta.
Não é, gente, do campeonato, né, achei muito tipo nada a ver. Da onde ele vai tirar? Aí do nada surge um campeonato, um jogo, fogos de artifício para comemoração. Falei, caramba.
Pra quem não sabe, pra quem quer saber, era Mancha Verde, era um palmeirense que ele tava lá assistindo o jogo.
Palmeirense, mano. Isso, isso é legal, tu. O Bruno, ele já sofreu uma crítica do livro dele sobre isso, né, Bruno? De os protagonistas serem protegidos demais, né? Sim, em 1327, que falou que a Laura Smith tinha umas enrascadas absurdas e saía tranquilamente.
Poder do protagonismo.
Fazer o quê, pô? O cara do Naruto lá usou o anime inteiro, o meu amigo não pode usar também? Como assim?
É o tal do Deus ex machina, né? É difícil você escrever uma história e não dar uma pelada de vez em quando, é muito difícil. Acontece. Sinto muito, foi mole. Vou melhorar.
E você tem sempre que lembrar que a história tá sendo contada por quem sobreviveu, né? Por quem conseguiu continuar existindo para escrever a história.
É verdade, né? Assim, ele é exceção, ele é a exceção, né? Nossa, o Percy Jackson é muito apelão. Sim, ele é o filho, ele é o nome do livro.
O Kratos matou o Olimpo inteiro.
Vamos contar a história de God of War pela visão de Afrodite, vamos lá.
Pesadão, mas eu gosto muito quando o personagem principal ele Vai levar consequências também, tem consequências pesadas.
Falando nisso, Júlia, eu percebi ultimamente que todos os meus jogos favoritos só tem finais ruins. Todos, sério, todos. Meu top 3, nenhum deles é personagem bom. Vamos lá, o único acho que é Skyrim.
Ah, mas é porque não tá, é final aberto, né?
É final aberto, entendeu?
The Last of Us, é, não precisa falar mais nada.
É, entendeu?
Cyberpunk não existe final feliz.
É, não existe. Aí tem o Plague Tale, é Plague Tale também no pâncreas. Eu falei, cara, eu gosto muito de histórias que o protagonista— é, mano, eu gosto muito de desgraça. Mentira, eu gosto muito de histórias que o protagonista sofre consequências. Eu acho isso muito legal, tipo do Last of Us 2, a quebra de expectativa absurda.
Você identifica com ele, cara?
Não sei. Eu acho que para mim evolui o personagem. Personagem que não sofre consequências não evolui, que torna a história mais real, né?
É tipo, todo dia não é um dia maravilhoso, entendeu? Tipo, não é todo dia maravilhoso, mas existem dias maravilhosos. Mas é quando você assiste um filme onde o filme inteiro é maravilhoso, você fala, caramba, pegou um monte de dia de um monte de anos e fez.
Se você quer final feliz, assiste La La Land até a metade. Acabou, para, sai daqui!
Eu gosto do final de La La Land.
Eu também gosto, mas ele também é um soco no pâncreas.
Acho que todo mundo, né?
Inclusive arrumaram a mão do Ryan Gosling, né?
Sim, com o Rocky!
Arrumaram finalmente o pôster! Tem que assistir, droga! Arrumaram o pôster, ele tava com a mãozinha assim.
Eu vi ele fazendo tipo, vou arrumar com o Rocky, que ele fez o projeto Hail Mary. Aí ele faz com um rock assim. Gente, assistam Projeto Hail Mary, é muito bom.
É Devoradores de Estrela em português.
Ah, é? Nossa, é bom demais!
Obrigado, Bruno, tô indo pesquisar agora, mano.
Já tá na, tá no streaming aí, não sei qual.
Se tiver oportunidade, ouve o audiobook, tá muito bom.
Tem em português?
Eu não sei, é que eu ouvi em inglês, tá maravilhoso. Em português eu não posso Deus, mas eu recomendo.
Ele vai fazer o Motoqueiro Fantasma, né?
Vai, mano. Audiobook do seu e-book.
Audiobook do seu e-book?
É audiobook do seu e-book, do seu conto. Eu tava lendo para minha esposa, eu falei, poxa, ela falou, coloca o audiobook, hein? Falei, não tem, cara. Eu falei, que legal, né, mano?
Sonho. O Vê Não Sabe tá ligado que é um sonho antigo. Todos por mim, eu queria fazer todos. Só que demanda algumas coisas mais dinheirais, mais capitalistas.
Olha, com a voz do Felipe eu ia gostar muito de ouvir essa voz calma assim.
Então é assim, demanda muito tempo primeiro. Por exemplo, eu teria que começar com um curto, né, para a gente ir se aperfeiçoando. Não vou começar com 3027, que é o maior, mas vou começar com esse, por exemplo. É, parece que é simples, que é só ler, mas não é só ler. Assim, eu teria que dirigir, ou eu achar um diretor, mas para economizar eu teria que te dirigir, teria que te— são blocos, não é tão simples, não é só ler, né, tudo mais, pontuação.
Comecei a escutar o vampiro, como que chama aquele vampiro famosão?
Drácula.
Eu comecei a ouvir audiobook do Drácula. É sério, tipo assim, depende do que você tá pensando, o início pelo menos os 2 capítulos que eu ouvi do início mesmo, cara, se você não tá acostumado, você tem que entender qual que é a vibe do negócio, porque é diferente de um podcast de crime, diferente de um vídeo que você vai assistir, diferente um audiobook. Ele tem uns sons ali, ele vai, é como se o autor, é, o autor quisesse que você lesse daquela forma e não corrido, ou não fazendo uma outra coisa, ou não achando pontuações e plataformas.
Ele até coloca umas musiquinhas entre alguns trechos. Eu achei bem legal, mas achei diferente.
É, pô, é muito acostumado.
Que ficou muito boa o audiobook em inglês. Pode ser que em português, pode ser que em alemão fica uma merda por conta da pessoa que tava fazendo, né? Das pessoas. Isso você tem razão.
E tá cada vez mais comum.
Perdão, eu vou falar rapidinho. Se for uma pessoa só, tipo fazendo as vozes dos diferentes personagens. Eu acho que foi de Game of Thrones que eu ouvi, que você sabe exatamente capítulo de que personagem que é por causa do narrador em português.
Ele é muito bom, ele sabe fazer uma voz mais calma. Mas então tá cada vez mais comum em inglês. Em português vai demorar um pouco, infelizmente, mas tá cada vez mais comum. Eu sei que, por exemplo, Harry Potter, eles fizeram áudio livro agora em inglês. Cada personagem, cada frase de um personagem, cada trecho é um ator. Então tipo assim, é o Dumbledore que vai falar, é um cara que vai narrar. É o Harry, é um cara que vai falar o Harry.
Hermione, dublagem por livro, mano, quase uma radionovela, legal, audiodrama, perfeito. Nossa, radionovela foi para 1500 e tantos anos atrás.
Aqui acho que hoje em dia a gente fala audiodrama, mas áudio Trama é um radionovela, sim, plágio para livro, né?
Então, por exemplo, pô, 3027, eu adoraria que tivesse audiobook e eu adoraria que fosse uma mulher narrando porque é a Laura protagonista.
Top, faz sentido.
William Miller, adoraria que fosse um pau no cu, não é sacanagem? Vendo as TV, dá raiva, não é sacanagem? Então já quero fazer, adoraria, mas é muito complexo. Eu acho que não tenho tempo, porque demoraria muito tempo e habilidades que talvez eu não tenha ainda. Mas nunca deixei de correr atrás.
É legal, é legal, porque tem gente falar tudo, tudo posso, tudo aquilo, né? Tipo, nada é impossível. Você fala não, não é impossível, mas tem que ir bem, senão uma merda.
Não é legal isso, não vai ficar excelente, mas minimamente ok tem que ficar, né?
Ouviu?
Se assim existe, mas é legal começar pelos contos, né?
Mais curtinhos, né?
Sim, com certeza.
Tipo esse do Estrelas Guia, A Morte de uma Criança, são contos, mini contos, né? Pô, primeiro teria que ser narrado por um cara com uma voz mais pesada, mais mais triste. Então, tipo assim, talvez tem que ser um ator, você entende? Que tipo não é tão simples na sua ler, né?
Dublagem feita por artistas que não são dubladores, não são artistas da voz, né?
Olha, eu conheço um carinha que inclusive escreveu o livro, que dubla personagens aí.
Sério?
Quem?
Mas a voz dele não é grave, não é profunda, é uma voz mais jovial.
Mas não daria para ficar velho então. É, fuma um cigarro.
Nice, mano, é verdade.
Dá uma tragada e grava logo em seguida. Pronto, mano.
Mais triste, a única vez que eu me apresentei fiz um bêbado. Eu nunca fiquei bêbado na vida. Como é que você finge um bagulho que você nunca foi?
Mas é caricato.
Você foi bêbado?
Eu bebi no pau.
Nice, mano.
É álcool mesmo?
Não era água da torneira. Mentira, não sei o que acho. Alguém me deu, e era água, não sei do que água era, eu tomei.
Aí você sai do painel que você já viu na vida assim.
Não, é muito legal, todo mundo com a garganta secaça no meio da peça e você tomando água.
Eu literalmente bebi água no meio da peça.
Legal, ótimo papel.
Mas eu ainda acho que daria para tentar fazer. Talvez só porque você, exatamente porque você conhece esse processo, exatamente porque você sabe toda a complexidade que pode envolver, daí você já quer fazer super bonitinho e certinho, sabe?
Mas fazer mais simples, no caso, né?
Dá para ter uma, dá para atacar de uma forma mais simples, sim. Mas eu entendo você querer fazer do melhor jeito possível.
Melhor audiolivro que eu já ouvi. Eu até recomendei para Ju recentemente, que é O Primeiro Eu Tive Que Morrer, que a gente fez episódio também aqui no Guia de Livros KKK. Cara, é muito bom aquela atriz, não sei se é qual que é o termo, aquela leitora de audiolivros, atriz, né, mano? Ela é absurda. Eu quero contratar ela para 3027, foda-se. É R$10.000? Toma na sua peça, sacanagem! Ela é muito zica, mano.
Assim como você escreveu algo sobre Vênus e Vênus apareceu na sua vida, você tem que falar que você quer.
Foi o Vênus que você queria, mas é o que tem, né? Também não é assim, velho. A deusa apareceu, um deus grego aqui que sou eu.
A altura você tem, né?
Tem que colocar aí no universo.
Físico também, fisiculturista, mano.
Tu conta mais gente cabeça chata, sabia?
Eu também, mano.
Que sintonia, telepatia, comunicação pelo vortex.
É que eu tive enxaqueca durante a semana, é o final de semana, então eu tô reverberando ainda.
Reverberando?
É, tá reverberando, tá ainda o finalzinho, sabe? Reverb reverberando ainda. Porque esse ô aí no meio do nada, que eu acho mais legal que reverberando. Reverborando é muito mais legal.
Você tá arborizando e reverberando aí, reverborando.
Vou tomar água.
Reverborando.
É isso, gente, comprem. Você tem Kindle Unlimited, é 100% de graça.
Não, compra e compra. É verdade, Júlia, para fazer ilustração, né?
É. Oi. Eu não terminei de responder a pergunta. É verdade, menino Felipe, menino Vênus, juntos meninos aqui presentes. Mas resumindo rapidamente, então depois de eu dar pitacos e a gente decidir colocar ilustraçõezinhas em cada capítulo, aí eu fiz o primeiro, o primeiro rascunho e passei ali Aí eu pintei. Aí o menino da capa eu tinha pintado com uma blusa verde, e aí eu mostrei para o meu marido e ele falou, por que que Cebolinha tá aí?
Ai, sim, mano, careca, branco e de camiseta verde.
Nice, é o Cebolaço!
Eu falei, nossa, é verdade, que ódio. Aí eu fui, pintei de azul. E vermelho. Perguntei para o Bruno qual que você acha mais legal, né?
A gente ficou com vermelho, que nós é comunista, rapaz.
Isso.
Aí eu fiz uma capa alternativa porque eu não tava gostando, então eu falei vamos fazer uma alternativa. Tem aí, mas Bruno gostou mais da ideia original.
Yes, baby!
Aí você ficou bem bonitinha essa capa.
Obrigada, que bom que você gostou. Aí depois foi fazer ajustezinhos.
Compramos, mano.
Se fosse físico, pelo menos, entendeu, mano? É para fazer esse efeitinho ali que você fez de giz, mais ou menos ali, deu um trampinho legal da sobra.
Hoje em dia eu colocaria no computador, colocaria no Illustrator e faria o preenchimento automático, que você consegue colocar tipo a cor sólida e falar, ah, faz esse efeito aqui para mim. Mas a inteligência aqui falou, não, tem que ficar lindo e perfeito, vou fazer na mão, risquinho por risquinho. E eu me arrependo muito. Eu falei até para o Bruno, Bruno, nunca mais deixa eu fazer isso na minha vida, pelo amor de Deus. Minha mão tá caindo.
Essa cabecinha embaixo, a árvore, o tronco, né?
Tudo isso daqui foi risquinho por risquinho e Eu posso até exportar o timelapse, mas foi muito rápido.
6 horas de timelapse.
Aí eu não sei porque o Procreate, ele, o programa que eu uso, ele, ele deixa tudo.
É, o atendinite veio, mas a capa saiu.
Saiu, saiu, a capa veio no fim. Eu gostei, no fim das contas. Eu tive um momento ali no meio que foi isso que eu falei, às vezes é interessante você deixar respirar e fazer outra coisa. Sim. Então tiveram uns dias que eu falei, Bruno, tô deixando respirar. E aí depois eu consegui voltar.
A vantagem de não ser um cliente desconhecido, né?
Eu respirar, né? Não é nem a ideia. Deixa eu respirar que eu não aguento mais fazer risquinhos. Cara, que bonito! É mais legal saber que você fez tudo na mão assim, dá até mais valor. Fica, nossa!
Ah, vou cobrar mais caro então.
É, então é o segundo avião que você tava enviando, né? Foi por causa disso. Falei, pode mandar mais um aí com mais ouros porque tá foda. Mas uma coisa que eu fico meio triste assim do resultado final é que eu gastei muito tempo no fundo. Então as primeiras versões da capa assim, o fundo ele tava muito detalhado. E aí no final eu percebi que o fundo fica melhor, só a silhueta.
Então tinha muito mais detalhes, só que ia acabar tampando o título.
O fundo não é importante, né? Então não é para chamar atenção do olhar assim. Então às vezes você gasta muito tempo numa coisa que você acaba não usando, mas o importante é o resultado final ficar bom, né?
Então deu certo, deu certo, deu super certo, ficou bonito. Eu gostei muito do O Bruno desse ramalho, as e dos pais tá escrito como se fosse realmente um giz numa lousa, e as estrelas guias tão como se fosse umas estrelinhas assim, umas constelações. Ficou bem, bem, bem bonitinho. Lá no fundo tem as anteninhas, tem as casinhas ali, uns pardinhos. Ficou massa.
Ainda tô em pé as antenas, né?
É, é isso que foi antes, né?
Antes e depois.
É, uma das ideias que eu tinha dado era exatamente isso assim, a gente fazer o personagem só silhueta olhando pra cidade destruído assim com fogos e tudo mais.
Esse também seria bem hardcore.
Só a capa era maior de 18.
Entendi.
A gente ficou tipo, vamos não dar spoiler na capa, vamos não dar spoiler na capa.
Já estamos dando spoiler no podcast.
É, mas eu acho que seria um spoiler legal porque a pessoa vai olhar a capa e falar, putz, o que aconteceu, meu? Não tá ligado? Tipo, a pessoa sabe o final, mas não sabe o que rolou. Às vezes a história sobre isso, né? Sabe o final, mas não que como acontece.
É o filme do Christopher Nolan, né?
Um abraço pro Christopher Nolan, então.
Que começa do meio, volta e vai, vai pro final e começa.
Gosto um pouco do Christopher Nolan. Se ele tiver interesse em vir aqui dar uma entrevista pra gente.
Você entrevistaria o Christopher Nolan?
Mano, não, porque eu não sei falar.
Enfim.
Seus olhos falariam, iria brilhar todo o seu trabalho maravilhoso.
Que isso, filho?
É que eu não assisti.
O quê? A de série também?
Eu não assisti Interestelar.
Ah, também não, você acredita?
Nice! Assistiu?
Ah, que fofo!
Eu não assisti.
Retire agora essa sacanagem!
Ela se retirou, mano. É bizarro, tipo, nunca assisti Interestelar e tipo, não Eu quero ver, mas era urgência.
É mó coisa de nerd, né? Ainda não viu.
É, então acho que vocês vão gostar.
Vamos assistir, fazer um episódio semana que vem, mano. Eu topo, eu real topo.
Vocês vão assistir, eu vou vir aqui com perguntas, e aí a gente vê quem que faz mais ponto.
Mas aí é sobre memória, aí azedou para mim, entendeu?
Nossa, depois a gente faz episódio sobre castores.
Isso, episódio sobre castores semana que vem, gente.
Já que vocês fazem perguntas e a gente vê se eu consigo.
Top 3 castores, só tem 2. Ué, eu tenho instinto, então traz aí top 3. A gente pode falar não, mas qual que é primeiro, segundo, terceiro, entendeu?
Todos são lindos.
Não, não pode.
Mas eu acho que o top 1 é o instinto, mano.
Todos são iguais aos olhos de Júlio.
Não pode. Toda mãe tem filho preferido, ela só não vai assumir, né?
Eu sou da minha, tranquilamente, assim, não queria dizer nada. Um abraço para todos os meus irmãos.
Gente, a gente tá entre amigos, eu vou fazer uma pergunta muito honesta. Eu estou real com muita dor de cabeça. Temos mais perguntas ou podemos encerrar?
Não, acho que podemos, cara. Acho que deu bom, acho que deu bom.
Magui, tem mais uma hora aqui de coisa.
Então, aí eu tomo remédio e volto. Calma aí, eu tenho essa opção também.
Mas eu queria agradecer muito pela oportunidade de fazer a capa, porque foi muito divertido e foi muito legal as trocas que a gente fez. Eu tô muito feliz, orgulhosa de ter um livrinho.
É verdade, vamos trabalhar mais vezes. Deixa aqui registrado.
Foi sua primeira capa que você fez, Júlia, de livro publicado?
Sim, fiz para estudo já. Mas que dá para você comprar uma coisa assim.
Ju, manda para nós aí seu site, suas redes sociais, seu preço, seu serviço. Não seu, não de você.
Você não pode comprar mulheres, sai daqui.
Não pode.
Tá bom. Bom, então o meu site vai estar na descrição, né? Mas é juiaillustrations.com, ponto com só, eu acho. A pessoa não sabe o próprio negócio, né?
É bom, hein? Eu gostei.
Ponto com ponto só.
Isso é juiaillustrations.com. Tô vendo se é isso mesmo. É juiaillustrations.com, illustrations com dois L's. E com S no final. Se você der de cara com um castorzinho, você tá no lugar certo. Então você pode dar uma olhada lá nos meus trabalhos. Eu preciso atualizar agora com a capa. E tem também o meu Instagram, que é o @julia.illustrations. E se você quiser colaborar comigo para a gente fazer algum projeto similar, eu prometo que eu cobro menos do que os 2 navios cheios de barras de ouro que eu cobrei.
Vale mais que dinheiro.
Então entre em contato aí comigo, vamos fazer coisas divertidas e seja legal com ela, senão não vai sair na mão.
É, irmão, isso é contato, cara.
Meu contato é 991.
É, mano, não tem contato. Você vê que a pessoa é nova quando ela não fala o 9 e depois fala o número.
É 991.
Quem é velho fala meu número é 9, aí que eu falo o número.
Não, é 991.
Nossa, que horrível! Gente, que loucura!
É, mano, é 991 que eu falo.
Não, horrível, para! Não, igual tem gente que não sabe falar CPF. Ao invés de falar de 3 em 3, fala tipo 15. Então começa 15, 15 o quê?
Não, não, aí é pabo de sair no soco.
É 3 de 3, até um ponto ali já.
Ponto. Doença, você vê, né?
O que que é o antes do CPF?
Já tenho depois o CPF.
Pessoal chega, qual que é teu CIC? Meu Deus, eu tenho, não sabia. Enfim, rapaziada, é, pô, 5 estrelas aí, né, mano? Tem tantas estrelas guia dos pais, não vai dar 5 para nós, entendeu? Por favor, 5 estrelas. Você não tá conseguindo avaliar é porque o episódio ainda não acabou. Espera, já tá acabando, Bruno tá com dor de cabeça, ele quer ir embora. Então eu vou falar rápido, tá? 5 estrelas, por favor. Segue a Júlia no Instagram, tá todas as redes sociais dela lá embaixo, tá?
Artista talentosíssima, íssima, íssima, tá? E gente fina demais. Por favor, é absurda, absurdamente absurda, tá? Então é isso.
Não é tudo isso, gente, meu Instagram tá meio morto, eu peço perdão.
Não, mas nós vai resolver isso aí, ela vai pegar um dia e botar ela para trabalhar.
Nós vai lá na casa dela com chicote.
Às vezes falta isso, às vezes falta um amigo para dar uma chicoteada nas suas costas. Tomar vergonha na cara e atualizar seu portfólio.
Que isso, velho, para de falar assim com ela, dá mó gente fina.
Não, mas eu tô errado, Ju?
Sem comentário, senhor.
Jogou bem, jogou bem.
E o bastão tá na sua mão.
Bastão para mim? Não, no próximo episódio eu falo meus contatos de trabalho também, né? Tá faltando um eu nessa, verdade, né? Mas fiquem aí com o próximo capítulo. De roupa também.
Ah, o cara tá preparado, mano.
Ah, não gosto de você mesmo, cara.
É isso, eu não sei mais como usar o bastão.
Eu acabei já aqui, viu?
Se quiser que eu bastão, cara, podcast é seu também. Sabe o que você faz quando você não sabe? Você fala assim: toca, Dili, faz, fala.
Toca, Dili Faz.
Olha lá, olha lá, olha lá, olha lá, olha lá, olha lá, olha lá.
Pera aí, eu vi o Dili Faz agora.