93# Por trás da Confraria Tech: quem é Jean Lucas Lima
- Confraria Tech e LiderançaHistória da Confraria de CTOs · Evolução para Confraria Tech · Modelo de negócio da comunidade · Membership e atividades econômicas · Eventos como AI Tuesdays · Viagens técnicas ao Vale do Silício · Rebranding para Loop Tech · Criação de conteúdo e Instagram · Pesquisa de CTOs no Brasil · Gerenciamento de comunidade online
- Inteligência Artificial no MarketingMercado de IA inflado e valuations · Julgamento Sam Altman vs. Elon Musk · Demanda real por GPUs · Digitalização de processos · Impacto da IA no mercado de trabalho · Modelos de IA open source · Competição e nichos de mercado em IA · Carros chineses como paralelo · Preços de serviços de IA
- Viagem ao Vale do SilícioEmpresas visitadas (Anthropic, Resolve AI, Persona, Google, Meta) · Desafios na organização de visitas · Importância de contatos e credibilidade da comunidade · Demo de IA por Matt Veloso
- Hobbies e tecnologiaExperiência em tecnologia desde 2008 · Atuação como programador e community manager · Organização de eventos de comunidade (Node.br, AI Brasil) · Atuação em GraphQL e Viaduct (Airbnb) · Desenvolvimento de carreira em tecnologia
Nos meus pouco mais de 10 anos criando conteúdo pra internet e pra área de tecnologia, eu já fiz bastante coisa diferente. Mas tem uma coisa que a gente faz no meio desse caminho que são amigos. Gente que você conhece, que muitas vezes é um contato profissional, mas com o tempo vai passando, vocês vão conversando e acabam criando uma relação de amizade. Tem uma pessoa que eu acabei criando uma relação assim, chamada Fabrício Buzeto.
Ele foi um dos fundadores de uma fintech chamada BX Blue. E hoje ele trabalha no Brex. Uns dois anos atrás, o Fabrício perguntou se eu não queria participar de um evento de networking que ia rolar do Brex em São Paulo. Pra ser bem honesto, esse tipo de evento...
Não me atrai tanto na maior parte das vezes. Eu sou um cara um pouco estranho socialmente. Mas eu vi no Fabrício, um cara que já tinha uma relação de amizade ali na internet. E a gente nunca tinha se encontrado. Eu falei, ah, por que não? E lá a gente estuda num bar super legal em São Paulo. Chamado Deus Ex Máquina. E eu fui. No fim foi muito divertido. Tomei várias cervejas. Conheci um monte de gente. E quase no final do evento, quando eu tava pra ir embora.
Veio um cara falar comigo, eu sinceramente não lembro do que a gente conversou, mas o nome dele é Jean. E eu fui descobrir depois que o Jean é um cara que toca a maior comunidade de sitios do Brasil, chamada Confraria Tech. O Jean é um cara bem experiente no mercado de tecnologia, acompanha muitas tendências e tem uma visão muito legal sobre muitas coisas que a gente não tá vendo. Hoje a gente conversa um pouco aqui sobre a história dele.
como é liderar a comunidade de C-Levels a um nível tão grande, e um pouco dos bastidores do que ele tem construído lá dentro. Recentemente, um spoiler, mês passado eles fizeram a primeira visita ao Vale do Silício com membros da confraria. Olá jovem, eu sou o Gaps Ferreira e no episódio de hoje, por trás da confraria tech, quem é Jean Lucas Lima?
E antes da gente falar da confraria e do que você tá fazendo agora, dá um background rápido de quem é você, mano. O que você fez aí pra chegar até onde você tá hoje? É engraçado se definir de tempos em tempos, que aliás é o legal de poder gravar um podcast, né?
Mas, cara, eu acho que a melhor definição pra mim é que eu sou um nerd da área de tecnologia que tá ativo desde os anos 2010, 2008. 2008 eu posso falar, primeiro, nota fiscal. Posso garantir que tava emitindo nota fiscal. Então, tô no mercado de tecnologia desde 2008. E nesse momento, hoje...
Tenho dois formatos que eu trabalho. Um é o braço de comunidade, que é uma área que sempre me encantou muito, é uma área que ainda me encanta muito, então eu faço esse trabalho de community. E o outro lado é o lado de programador mesmo, de tecnologia, que eu ainda continuo programando, estou testando tudo que sai de tecnologia, tenho paixão por testar, e tenho continuativo nessa área. Então, isso é o que eu tenho feito ultimamente.
Indo um pouco mais a fundo, já organizei alguns eventos de comunidade aqui no Brasil, ajudei a organizar a primeira conferência de Node, quando eu era ativo na Node.br, lá nos idos tempos de 2014 e por aí. Ajudei a organizar também um grupo de AI chamado AI Brasil, que não é o AI Brasil famoso hoje em dia. Era em 2016, na época de Watson, porque em 2016 eu acreditava que a AI era o futuro.
Em 2016, se você estava no mercado, se você estivesse vendo o que estava rolando, todo mundo sabia que a EA era o futuro. A IBM cometeu o mesmo pecado que ela cometeu de outras vezes, de prometer muito antes da hora. E aí eles prometeram basicamente que o Watson ia ser um chat GPT antes do chat GPT existir.
Teve esse lado mexinho lá dos programadores que falavam cara, tá indo nessa direção. Uma hora vai ter algo tipo Watson, só que que funciona, né? E temos hoje, né? Que é o Chat EPT, que são esses outros todos aí. E estou agora bem ativo nos assuntos de AI e nos assuntos de especificamente GraphQL, né? Que é aquela alternativa a B-Rest. E é isso. Isso é o que eu tenho feito ultimamente por aí. Como eu me defino em tecnologia.
Boa. E bom, quando eu te conheci, você era o cara que tinha criado essa... Não sei se comunidade é a palavra certa, mas vamos chamar de comunidade, na falta de um nome melhor, que é a Confraria Tech. Antes era a Confraria de CTOs e hoje é a Confraria Tech, certo?
E assim, como confraria de CTOs Eu gosto sempre de deixar isso por escrito Bem, eu não criei a confraria de CTOs Eu fui convidado Para ser parte do grupo E pouco a pouco fui virando a pessoa que toca o grupo Mas agora a empresa que surgiu Ao redor disso É a confraria tech e essa empresa Fui eu que criei
Ah, entendi. Então a Confraria nasceu como um grupo, uma comunidade, que você foi convidado para participar. E aí, a partir disso, você foi pegando responsabilidades ali até um ponto que você falou, pera, eu acho que isso aqui não é só mais uma comunidade, isso aqui está virando uma empresa, eu preciso de um CNPJ, e tem muito mais coisa que eu posso fazer aqui dentro.
Mas na verdade, como empresa, e aí que é algo que no Brasil, talvez soa mais como paradoxo, mas de forma geral, a Confraria Tech, pra mim, ela é uma empresa que serve pra tocar uma comunidade. Porque eu não vejo uma separação de que comunidade não pode ser empresa. Pra mim, uma comunidade pode ser uma empresa.
Assim como uma comunidade pode ser um braço do marketing de uma empresa maior, assim como uma comunidade pode ser algo sem fins lucrativos, ou pode ser só um grupo de WhatsApp, né? Então, digamos assim, tem vários formatos que algo pode ser uma comunidade técnica, e essa aqui é uma comunidade técnica de pessoas que estão nesse cargo de liderança de tecnologia. Eu fiz questão de separar do nome Confraria de CTOs por uma questão histórica. O Confraria de CTOs é a comunidade de Slack que nasceu lá em 2015.
Mas também porque CTO, na época, era um cargo novo que estava aparecendo. E hoje em dia, você tem pessoas que fazem o papel de CTO numa empresa sem ser CTO. Então, eu quis chamar de Confraria Tech porque não é só para quem é CTO, é para quem está no cargo de liderança de tecnologia da empresa. E mantive o Confraria por nome histórico, mas no meio da conversa eu vou te contar um rebranding que a gente está tentando agora.
Então conta o que é a Confraria hoje, 2026. 2026, primeiro semestre, o que é a Confraria? A Confraria Tech é uma empresa que serve para viabilizar a comunidade Confraria Tech. Então a empresa Confraria Tech existe para ter atividades econômicas que estão em retorno e que retornam em serviços para a comunidade. Vou te dar dois exemplos reais do que a gente tem feito hoje.
A gente tem um membership. Os membros podem pagar um valor. E esse valor é revertido em atividades do grupo. E tudo mais. E manter as pessoas que tocam o grupo. Inclusive eu. E o membership é o formato mais simples. É o equivalente de um Patreon. O pessoal paga porque quer. Não no sentido que a pessoa paga para fazer parte. Ninguém é obrigado a pagar. E hoje nem 50% dos membros pagam. Ninguém é obrigado a pagar para participar. Porém.
Se você sente que o grupo é útil, se você sente que o grupo é legal, eu faço aquela chamada quase de youtuber ali, eu falo, cara, dá um like, subscribe, se quiser, tem uma assinatura de membro, entendeu? Então, é bem tranquilo quanto a isso, e o pessoal paga porque, querendo ou não, estando no cargo de liderança, tudo mais, a maioria tem os meios pra pagar isso. Então, eu tenho uma, entre aspas, taxa de conversão alta, comparado com um canal de YouTube.
Mas ainda assim eu tenho um público muito menor porque é um grupo de WhatsApp. Esse é o membership que é mais que a confraria faz hoje. A gente hoje tem evento chamado AI Tuesdays. Onde a gente chama esses líderes de tecnologia. Pra contar como eles estão adotando inteligência artificial. E esse AI Tuesday é um formato de exposição mesmo. Cada um traz exatamente o que está fazendo no momento. Se gosta ou não gosta daquilo. E o que está dando certo, o que está dando errado e tal. E nesse formato eu falei...
É online, pode ser híbrido A gente quer fazer um presencial daqui a pouco Mas também vai ser gravado online Porém, nesse exato momento Eu captei dentro do grupo Falei, pessoal, vocês estão gostando desse material Então vamos fazer o seguinte Vamos trazer empresa pra patrocinar Porque se as empresas patrocinarem, eu abro Pra vocês levarem esse conteúdo pros seus funcionários
Então a gente conseguiu captar dois patrocinadores E a gente vai abrir isso Como conteúdo no YouTube pra eles poderem divulgar Dentro das empresas e tudo mais Então isso é o que Tá viabilizando E na verdade em termos De faturamento Tá rapidamente alcançando O membership Então é
Legal, porque assim, legal, se isso ir crescer, o membership continua sendo opcional. Eu não sou obrigado a cobrar dos membros, porque tem outras atividades, mas essa atividade é possível porque os membros estão pagando, né? A gente também faz eventos, aí os eventos podem ser patrocinados, ou podem ser pagos, ou podem ser gratuitos. Tudo depende do arranjo de cada evento, evento maior, evento menor, por aí vai.
E a última atividade que a gente fez esse ano, que tem dado retorno financeiro, foi viagem para São Francisco. Especificamente de viagem, qual que é a ideia? A gente encontrou um ângulo muito lindo. A gente encontrou um ângulo que é mais fácil você levar 20 sitios do Brasil para o Vale, do que você trazer 20 empresas do Vale para visitar o Brasil.
O que você sabe muito bem que é de verdade. É difícil fazer o pessoal fazer isso. Então a gente falou. Cara, porque a gente não faz uma viagem técnica. A gente visita várias empresas no Vale. Houve CTOs lá. E troca algumas coisas entre a gente. E isso gera um material. Por que não? Então a gente tá fazendo isso nesse momento agora. A gente fez um primeiro teste de viagem pro Vale do Silício agora em abril. Um mês e meio atrás dessa gravação. E foi entre os períodos 4 a 11 de abril. Então foi exatamente um mês atrás.
E foi um sucesso, foi muito bacana e a gente tá agora considerando repetir esse formato pra outros locais né, tô considerando repetir esse formato pra China, eventualmente no segundo semestre e também de novo pro Vale do Silício de ano que vem ou no segundo semestre se tiver interesse pra uma outra turma né, acho que pro mesmo pessoal que foi repetir agora, seja ser demais
Mas é legal para conhecer as empresas de AI, é legal para estar por dentro do mercado lá dentro, sabe? Então, foi algo bem interessante. E eu tenho mais um assunto, mais uma novidade. Você participa da nossa comunidade lá, você é um convidado especial lá da nossa comunidade. E você sabe que a gente sempre teve essa vontade de fazer conteúdo. Então, a gente começou uma parceria esse ano com uma criadora de conteúdo.
E a gente criou uma marca própria no Instagram, que são resumos e curadoria de conteúdo do grupo. Então a gente... É, você viu, né? É... Então, a gente começou isso duas semanas antes da viagem, então um mês e meio atrás. E nesse momento que a gente começou, cara, deixa eu até abrir aqui o Instagram. A gente já vai postar o de hoje já lá. E a gente já tá em... Deixa eu pegar aqui... E...
8.900 seguidores, com sorte a gente bate 9.000 seguidores hoje, mas é bem legal, porque o projeto começou do zero e mostrou que existe interesse do mercado, né? Então a gente tava lá com o nome arroba looptech, a gente queria, arroba loop é arroba l8p.tech, né? A gente queria um nome diferente de confraria, o motivo de sair do nome confraria é porque é algo muito específico da comunidade, mas não comunica direito o que é de tecnologia, né? E com o tempo começaram a aparecer outras confrarias.
Então, não é um nome simples de falar. Nem todo mundo entende o que é. Já teve confusão no passado, falando que confraria encontro de um tipo específico de pessoas. O que na origem da palavra não é. Então, assim, você sabe que a palavra também muda o significado com o tempo. Então, a gente decidiu... Eu decidi puxar pra um brand um pouco diferente e decidir pra onde vai, tá? Bom, então a gente tem feito esse Instagram aí, que a ideia é fazer resumo de notícia baseado nas notícias que aparecem no grupo. A gente faz entrevistas com os sitios do grupo.
E a gente faz até um negócio de opinião Tudo mais, eu tenho feito esse trabalho Pela primeira vez na vida de escritor De conteúdo, então eu escrevo conteúdo A Maria, ela entrou como sócia Nesse projeto especificamente, a Maria Ela não só faz a leitura, como ela ajuda Também a rever o conteúdo, ver parcerias Tudo mais, mas esse é um projeto que a gente No momento, agora, com um mês de idade Nem começamos a pensar em comercialização A gente queria ver se tinha interesse E depois eu te mostro a proposta A gente fez uma proposta até pra falar Com umas marcas aí pra patrocinar Depois eu te mostro a ela Depois eu te mostro a ela
o primeiro mês, né, antes de lançar. Eu falei, ah, vai que tem alguém interessado, né, a gente jogou, ninguém se interessou, a gente falou, tudo bem, a gente não esperava isso, mas na proposta, nossa meta era em três meses ter 5 mil seguidores. A gente tá um mês e meio e já tem 8.900 seguidores. Eu falei, cara, poxa, bacana assim, tá um projeto que tá crescendo bem.
Esse projeto, cara, todo projeto que eu entro, eu tento virar um projeto de tecnologia no meu estilo, porque é onde eu tenho chance de expressar a minha tecnologia, né? Então eu tô tentando transformar ele numa empresa, entre as suas AI natives, né? Que é o termo do momento agora, de notícias. Então a gente tá usando umas automações e tudo mais pra capturar muitas notícias e ajudar nessa curadoria. Eu leio ali os resumos do WhatsApp e isso ajuda a criar um conteúdo. Então tá nesse momento assim de...
É o meu brinquedo favorito no momento Foram as outras coisas de trabalho Que eu tenho feito também Mas por mais incrível que pareça Tudo isso eu toco no meu tempo livre A comunidade tá gerando caixa ainda Ela tá longe de sustentar E paga o editor A gente paga o editor de vídeo Então hoje assim, isso é o que eu faço de tempo livre
No meu 9 a 5 hoje, eu trabalho num projeto chamado Viaduct, que é um open source do Airbnb. Então, eu não sou funcionário do Airbnb, eu sou contratado para ser Developer Relations do Viaduct, que é um servidor de GraphQL que o Airbnb criou e que agora ele é open source. Eu estou ajudando no projeto open source a divulgar isso no mercado global, com foco maior no mercado americano. Então, estou indo para São Francisco agora em maio palestrar na GraphQL Conference, e a gente vai apresentar esse projeto para algumas empresas.
empresas, e eu tô nesse papel assim de meio developer relations, meio evangelista, meio vendedor, meio marqueteiro do projeto. Porque assim, ele é um projeto muito legal, ele é um projeto que hoje, se você pegar um projeto open source que consegue lidar com o número de usuários do Airbnb, é um sucesso. Mas como projeto, ele só tem um usuário, que é o Airbnb.
Mas o Airbnb é um baita usuário, né? Então eu quero ter mais empresas utilizando, mas é um projeto tecnicamente complexo de instalar. Não é uma ferramentinha que você instala no cantinho e ele vai, né? Ele substitui a sua API GraphQL, né? Legal, cara. Tá fazendo pouca coisa então, hein, Jean? Tá variado. Como sempre, cara.
Cara, sobre essa expedição que vocês fizeram aí pro Vale do Silício no mês passado, eu vi que vocês foram em várias empresas legais. Fala umas aí pra gente ilustrar pra galera. Startups, assim, essas startups novas estão surgindo por aí, tal de Antropik, resolve AI. A gente visitou também, deixa eu lembrar aqui na ordem reversa, a Persona, a Persona é startup que processa mais RGs e passaportes no mundo nesse momento.
Antes disso foi a Antropic. Antes disso foi a Resolve.ai. Se você for ler em português, resolve aí. É uma setup que faz agentes de devolve, basicamente. Tem uns agentes que ficam olhando o sistema em produção. Aí se algo estourar o número de memória, a memória do servidor, ele manda uma mensagem, o que qualquer software faz hoje.
Só que ele já lê qual foi o comit que causou isso e já fala, olha pessoal, eu não mexei no ambiente de produção, mas esse comit causou esse código que tá estourando memória. Se você for arrumar, tá aqui uma sugestão de caminho, mas pode ser isso e aquilo. Achei assim, muito legal, muito bem feita mesmo. O CEO recebeu a gente.
Aí a gente recebeu alguns diretores. Recebemos diretores da Google, da Meta. A gente teve um brasileiro palestrando, o Matt Veloso. O Matt Veloso, ele é um cara lendário, assim, do Vamo do Silício. Ele é bem famoso mesmo. E aí o Matt fez uma demo maravilhosa de AI lá pra gente, que ele pediu pra gente não divulgar. Então, não posso divulgar o que foi. Espero que ele deixe público. Eu não sei o que vai ser feito com o que ele tá sugerindo, não.
visitamos também um co-working brasileiro que tem lá de hardware foi legal, foram dois dias de palestras o resto a gente tava tendo BSV ao mesmo tempo, o pessoal foi no evento do BSV foi pra outros lugares então cada um fez o seu passeio em paralelo e só nos últimos dois dias que a gente juntou e fez uma agenda mais a fundo
E pra ter acesso a essas empresas maiores aí, como Antrop, como é que foi? Você tinha algum contato lá dentro ou canal oficial? Estou indo com uma delegação de CTOs, por favor, deixa a gente visitar a empresa. Não, não, eu gostaria que fosse, inclusive, assim, pra ser mais fácil, mas não foi, foi na verdade engraçado, por isso que eu digo que tem que ter essa empresa ao redor da comunidade, foi um trabalho...
pesado, tá? Foram, assim, umas semanas pra organizar isso, umas semanas bem intensas, indo dentro da comunidade e vendo quem tinha contatos lá. Então, uma empresa da comunidade é um dos maiores usuários da OpenAI da Antropic na América Latina e aí essa empresa conseguiu o representante deles. Aí o representante deles dentro da Antropic tchau tchau
Não pôde, cancelou de última hora Porque ele ia até Nova York E aí ele passou pra uma outra pessoa Que passou pra outra E aí tinha um outro grupo de brasileiros indo E por acaso a gente foi, estou falando o caso de uma empresa Todas as empresas teve essa negociação assim É claro que tem empresas As menores, né, porque tipo Você tá visitando uma Antropoc No momento que o Claude era o favoritinho de todo mundo Porque agora, um mês depois Tudo mudou de novo, né E aí
Mas na época, com o Antropic que estava no topo de tudo, era difícil eu conseguir contato com eles. Agora, outras empresas, a gente já falava, cara, tem um grupo aqui de 15 sitios, e depois a gente vai fazer um evento no Brasil, falando o que a gente viu em São Francisco, vocês querem abrir as portas?
Nossa, o comercial Chegou assim, falando Pelo amor de Deus, vem aqui, tirar foto A gente te dá água Refrigerante E deixa a gente falar por uma hora que tá tudo certo E foi, cara, e foi muito bacana É legal assim, pro time de marketing também Porque faz uma ativação, fala, pô, essas empresas do Brasil Vieram aqui conhecer e tal, então assim
É um ganha-ganha, mas é um ganha-ganha porque a gente já tinha esse nome de poder bater na porta e falar, olha, nós somos uma comunidade de CTOs que existe desde 2015. Querendo ou não, isso dá uma credibilidade, né? Agora, por outro lado, esse é o outro motivo que a gente começou a colocar o nome do...
porque confraria um americano não consegue falar aí depois loop e foi somos a loop e tal, a gente faz isso eles acharam bacana e qual que é a ideia? Expandir agora o alcance com essa nova marca e criar mais canais de comunicação em torno de loop não sei o quanto que você pode me contar também
Contigo eu gosto de contar tudo, cara. A graça é poder te contar aí o que vai acontecer mesmo. Existe um fator aí de dar certo ou não, né? Mas quais são os planos, tá? Primeiro, a empresa ainda continua existindo pra servir a comunidade. Então, eu tenho três...
Pilares. O meu primeiro pilar é ajudar os CTOs a trocar conhecimento. Isso é o grupo de WhatsApp, isso são os eventos, isso são curadoria de conteúdo. Então, os próprios CTOs são pessoas que estão acompanhando o nosso Instagram porque eles falam, cara, é legal porque tem um resuminho do que a gente tem visto de notícia, então é útil pra eles.
Agora, do outro lado, o meu segundo pilar é viabilizar que os membros façam negócio entre si. Então, se eu tenho algum membro que está lançando um projeto, ajudar essa pessoa a chegar a isso de uma forma que não seja muito spam para os outros. Então, se eu sei de alguém que está procurando uma solução, sei lá, de AI, e tem um membro que está produzindo uma solução de AI.
Por que não? Por que eu não posso conectar eles? Então eu continuo fazendo essa parte. E o terceiro pilar, que é o que motivou criar o Instagram, é mostrar o que o Brasil tem feito de tecnologia. Então a gente está com dois projetos agora. Um projeto é o Instagram, que toda quinta-feira a gente faz um perfil sobre algum CTO, algum material desse tipo, algo de dentro do grupo.
eu quero agora dois projetos novos. Eu quero criar uma newsletter, porque a gente seleciona, cara, 200 notícias pra aparecer. A gente consegue ler umas 10. Mas tem essas outras 100 notícias que não apareceram, que dá pra montar uma newsletter. A gente quer montar uma newsletter em cima disso. O motivo da newsletter é que eu acho que é um conteúdo que vai mais a fundo do que o Instagram. Então, não é pra competir com o Instagram, é pra ficar lado a lado.
E o último projeto aí que tá ainda sendo discutido é criar um site brasileiro aqui nosso, um site nosso, pra dar um realce nas tecnologias do Brasil. Então eu quero fazer tipo assim, um catálogo das tecnologias brasileiras. A gente chama ali de tipo um Made in Europe, que a gente viu aí, mas um Made in Brasil.
E a ideia é divulgar startups e tudo mais que estão amadurecendo no Brasil e vira um espaço de cases ali, né? Então, vira... Aí dentro dessa missão de divulgar o que os CTOs têm feito. E acho que pode ser bem interessante. Eu falei dois projetos que tinham dois, mas pensando aqui tem um terceiro projeto, que não é como loop, como Instagram, nada. Mas o terceiro projeto é dentro da comunidade, eu quero fazer uma pesquisa de CTOs do Brasil.
Eu sempre quis fazer essa pesquisa. O motivo que eu não tinha feito antes era que era muito difícil conseguir patrocinador. Aí esse ano, agora com o membership e tudo mais, eu falei, cara, eu posso usar o próprio membership para dar um funding nessa pesquisa, né? Para ser quem paga pela pesquisa. Então a gente vai fazer um... Eu quero, no segundo semestre, lançar uma pesquisa do que os CTOs têm feito no Brasil, mas é uma pesquisa do mercado brasileiro, né?
Imagina se ter, assim, 400 CTOs falando como eles têm gasto com nuvem, com AI, quais stacks que eles têm utilizado.
Dá um exemplo de duas perguntas que são interessantíssimas e daria um podcast, só essas duas perguntas. Você pretende aumentar o número de programadores na sua empresa? Ou você pretende diminuir nos próximos seis meses? E nessa estatística, baseada nessa resposta, você pretende contratar o pessoal com mais experiência ou com menos experiência do que o que você tem contratado agora? Só essas duas respostas de 400 empresas dá um conteúdo muito bacana, né? É algo interessante de saber.
Eu queria ouvir essas respostas, com certeza. Hoje, Jean, quantos membros está a confraria, mais ou menos? Por volta de mil membros, se eu for considerar membro, se tchou. Agora, de forma geral, a gente tem umas 1.400 pessoas. Por quê? Eu tenho um canal dedicado de AI. Nesse canal dedicado de AI, eu tenho convidados de AI. Eu tenho um canal de vagas. Nesse canal de vagas, a gente chama Redis de RH.
E a gente chama recrutadores. Para olhar o que está ali no canal de vagas. Porque no canal de vagas o pessoal divulga não só vagas. Mas perfis de programadores. Porque imagina você na posição do CTO. Você teve que demitir porque a empresa decidiu fazer um layoff. E você demitiu pessoas que você não necessariamente considera ruins. São pessoas que são bons programadores. Se tudo mais você quer ajudar a pessoa. O que você faz? Um caminho que a gente oferece.
esse cara, divulga aqui perfil de pessoas boas que estão disponíveis no mercado, então vira uma rede de indicação de pessoas, e também uma rede de vagas ali, um indica o outro então é bem interessante assim o potencial ali desse canal de vagas esse canal de vagas tem vários recrutadores e redes de RH convidados também porque é um complemento bacana então se eu fosse falar assim a comunidade geral tem mais de 1400 membros agora de pessoas que quando entraram no grupo eram sitios por volta de mil e aí
Agora, como que é você gerenciar uma comunidade desse tamanho? Hoje você tá sozinho ou tem gente que te ajuda a ficar de olho nas mensagens, nos spams ali? Porque é 24 por 7, né? A comunidade não para. Eu não sei como te responder isso.
Porque assim, a comunidade não é tão grande. É só mil pessoas. Vamos lá. Vocês sabem, tem comunidade de discorte que tem mais de 15 mil pessoas. Não é tão grande. O segundo ponto é que assim, é um grupo só de adultos. E eu digo isso no melhor sentido da palavra. Onde quem foi convidado está num cargo de liderança de outras pessoas. E são pessoas com experiência na área. Não é pessoas recenseiras da faculdade. Geralmente não é.
Então, é um grupo muito maduro no sentido de profissionais. Aí eu tenho algumas regras bem básicas, que se alguém fura essa regra, eu apago a mensagem e depois pergunto. E tem coisas que são mais na conversa. Então, por exemplo, assunto político. Eu apago ponto, não tem discussão. Não tem exceção nem pra mim. Assunto político apaga ponto.
Agora, se eu for entrar em assuntos do tipo, ah, eu tô divulgando a minha startup, essa semana tem uma empresa lá no grupo que tá divulgando as novidades deles. Mas não é spam, realmente é interessante. Os caras criaram uma AI no WhatsApp pra quem tem dúvida de como abrir fintech.
Cara, isso é do caralho, isso é legal ter lá e tal. Eu voto por deixar. Aí se alguém reclamar e tal, a gente discute. Mas os caras postaram e ninguém reclamou. Então, pô, bacana. Então tá valendo, digamos assim. Agora chegou uma pessoa e fez uma oferta de cloud lá dentro. Porque eles são 500% melhor que a AWS. E quem entrar nos próximos 10 minutos no link... Apago, entendeu? Eu apago o converso com a pessoa. Eu gostaria de fazer isso falando sobre o cloud que eu trabalho.
sobre o Galaxy. Mas não pode. Eu sei, eu sei. Porque senão vira... Senão todo mundo vai querer fazer e aí não dá. Aí vira zona. Aí perde o propósito. Sem querer me gabar, mas só pra dar uns name dropping. A gente tem a Galaxy lá dentro, mas a gente também tem a Evel.
que é uma outra pegada. A gente tem a Cent lá dentro, o CTO tá lá dentro, e a gente tem o CTO da Magalu Cloud. Então, assim, tem um bom número de concorrentes ali dentro, e os concorrentes podem conviver ali dentro, porque não é uma disputa de quem grita mais alto, entendeu?
É, o intuito não é esse, né? E eu lembro que quando a gente conversou nas primeiras vezes sobre a comunidade, eu lembro de você me falar que teve pouquíssimos casos, assim, onde você teve que ser extremo de tirar a pessoa mesmo, né? De, tipo, tirar alguém porque não dava, né?
Eu continuo na média de um por ano, reenfatizando que é média. Tem ano que eu tiro duas pessoas, tem ano que eu não tiro. Mas da última vez que a gente conversou, já faz mais de dois anos aí, desde a nossa primeira conversa, eu acho que eu tirei só dois membros do grupo. Um que por acaso não era uma pessoa que ela sitiou, era um convidado para o canal de AI, e a pessoa queria muito divulgar o evento dela, e começou a causar e tal, e aí tirei a pessoa.
E o outro caso, eu não lembro o que foi. Ah, tem uma coisa que tá começando a acontecer mais agora. Muita gente usando o bot pra ler o próprio WhatsApp. Aí o cara tá lá programando, faz um bot de resposta automática, o bot começa a responder, responder, responder no grupo, aí eu chuto a pessoa. Mas assim, mas geralmente casos desses são acidente, né? Então mesmo quem eu tirei desse tipo, depois a pessoa pediu pra voltar, eu deixei. Eu só falei, se acontecer de novo, vou disfarçar de novo.
E aí tem fila pra entrar, né? Então, eu tenho esse lado aí. Então, assim, nunca teve... Eu não tenho muitos problemas lá. Mas é porque, assim, hoje o grupo não é de porta aberta, tá? Pra você entrar, você tem que ser indicado por algum membro. Na prática, esse é o principal critério.
E você tem que estar no cargo de CTO ou equivalente. Você pode ser o CEO, pode ser o VP de engenharia. Mas você tem que ser a pessoa que, se eu for no teu Instagram e tiver lá que você é o líder da empresa, beleza, se não... Porque tem gente que, a gente sabe que o mercado é feito de muitos perfis de pessoas diferentes, mas tem caso de pessoa que pediu para entrar, eu fui lá ver no LinkedIn, a última atualização foi de 10 anos atrás.
Falei, cara, você consegue atualizar seu LinkedIn? Pode ser que você está na empresa. Ele tá falando, eu não posso, porque eu tô em dúvidas ao mesmo tempo. Falei, cara, desculpa, mas eu não tenho como verificar que você tá nessa empresa, né? Então, tem esse ponto de verificação externa e de indicação de um membro. Quando um grupo desses é só por pessoas que se indicaram, claramente a pessoa vai fazer merda, assim, porque ela sabe que ela vai se queimar com a pessoa que indicou ela.
Então, acaba que é bacana. O seu caso mesmo, a gente só começou a falar porque o Fabrício apresentou a gente.
E eu falei, ah, legal, o Fabrício estava no Brex, né? A gente foi lá, tal, começou a conversar. Aí a gente falou, pô, bacana. Por que você não entra no grupo? Eu te convidei, entendeu? Porque esse fritério que eu usei contigo é o que eu uso com todo mundo. A gente quer pessoas que entendem a pegada da comunidade. Da hora demais, cara. E fala uma coisa pra mim. Hoje você tem o seu trabalho e você tem várias coisas orbitando aí. Mas o seu plano no médio e longo prazo é trabalhar full time na confraria?
Se a confraria crescer no ritmo que está crescendo e a gente encontrar formas de monetizar que são sustentáveis, sim, eu ficaria full time na confraria fácil por mais uns 10 anos. É porque eu gosto, eu gosto, é uma forma legal de estar informado no meio de tecnologia. O que eu tenho visto hoje é que tem sido mais saudável para o grupo, de forma geral, o crescimento ser orgânico e não forçado. E eu tenho uma barreira muito grande que é, não existe grupo de WhatsApp saudável com mais de...
mil membros. Mesmo do jeito que está hoje, eu não acho que está saudável. Eu acho que, por exemplo, o grupo de São Francisco teve mais trocas porque a gente criou um grupo só para viagem e o pessoal fez um monte de troca ali no grupo e tal. E por ser uma semana juntos, gerou mais contatos de longo prazo. Então, tem algum formato aí que pode ser interessante. Tem alguns produtos que podem surgir disso, mas nesse momento eu estou deixando crescer mais organicamente.
O outro ponto que eu vejo é, eu acho mais fácil eu ter um projeto que nasceu ali dentro ser divulgado internacionalmente, do que, por exemplo, o próprio Viaduct de GraphQL. É uma vaga que me ofereceram, porque eu tinha essa experiência de comunidade com um grupo de CTOs, e falaram, cara, vem aqui fazer esse projeto crescer. Eu acho que você tem mais potencial de virar uma empresa de escala do que a confraria. Por definição, quantos CTOs tem no Brasil? Não tem tanto CTO no Brasil, porque CTO é um por empresa. Então...
por empresa ser muito generoso muita empresa não tem CTO e não precisa ter CTO então eu acho que é um cargo assim que é um mercado muito pequeno o da confraria mas eu acho que se eu pudesse ficar eu ficaria full time sim não é viável ainda, espero que um dia seja
Bom, e pra gente fechar essa conversa, você que tá indo pro Vale do Silício, conversando com um monte de sitiosos e acompanhando um monte de novidades de perto, qual que é a sua previsão pra o mercado de inteligência artificial em 2026? Essa bolha vai estourar hoje? Tem a bolha?
alguns pensamentos em relação a isso. Nesse exato momento, enquanto a gente conversa, o Greg Brockman, que é um dos sócios da OpenAI, ACTO da OpenAI, ele acabou de... ele está nesse momento depondo pro governo americano lá no julgamento do Sam Altman contra o Elon Musk.
Eu estou ouvindo esse julgamento, eu parei pra ouvir pra gravar esse podcast agora e depois eu vou voltar lá a ouvir, que tem broadcast pelo YouTube. E... Cara, eu vou te falar assim, eu acho que esse julgamento é um bom resumo do que tá acontecendo aqui agora. Esse mercado está claramente inflado de valores.
É muito difícil uma empresa com a Antropic ter o mesmo valor que uma empresa como a Apple. Eu estou usando um MacBook aqui, tem dois iPhones aqui perto de mim e um iPad. A Antropic, por mim, é substituível. Eu não acho que a Apple é tão substituível quanto a Antropic. Então, eu acho que os valores estão fora do normal, o que é natural para qualquer mercado.
O mercado de tecnologia é um mercado de booms e depois de depressões. É natural isso. A gente teve uma depressão grande no mercado depois de 2001. Teve uma depressão grande no mercado que quase pouca gente entende. Entre 2018 e 2020 o mercado deu uma caída feia. Na pandemia explodiu de novo.
E é natural que tenha um declínio de novo agora. Então, assim, eu acho que vai ter essa mudança. Significa que AI vai parar de ser usado? Eu não acho. Eu não acho que AI é como o blockchain, por exemplo. E diferente de blockchain ou de outras modas que teve em tecnologia, existe uma demanda real por GPU. E eu acho que quanto mais fácil é digitalizar processos, mais processos vão ser digitalizados. Eu tenho visto cases interessantíssimos de pessoas...
Fazendo coisas que elas só fariam antes com uma agência de 5, 6 pessoas de marketing. Porque uma ia trabalhar no Photoshop, outra na edição de áudio, outra no conceito visual. E hoje uma pessoa só consegue fazer isso. E isso gera demandas porque essa pessoa está gerando demanda. Então, assim, está uma dinâmica e o mercado está mudando muito rápido. Então é difícil fazer previsões. Mas dado esse disclaimer gigantesco, a OpenAI...
se o Sam Altman perder esse processo pro Elon Musk e nesse exato momento, eu que tô ouvindo todos os testemunhos que foram dados até agora eu tô com muito pouca fé que eles vão ganhar e eu não sou necessariamente um fã do Elon Musk mas o que foi feito ali de criar uma ONG, usar o dinheiro da ONG pra investir em outras startups virar diretor das startups e depois chutar o pessoal da ONG, isso não cai bem com o júri tchau
independente de ser tecnologia ou não. Então, eu fico assim, cara, poxa, querendo ou não, o cara colocou 45 milhões ali em investimento e abriu contato com eles com várias empresas. Isso tem um valor e isso eu acho que vai ser julgado de forma bem interessante. Esse pode ser uma coisa que vai abalar o mercado de AI na questão de valuation. Mas isso não afeta Antropic, isso não afeta outras empresas. Eu acho que os programadores não vão usar menos AI olhando daqui pra frente.
Essa ideia de que, ah, mas o código da AI nunca vai ser tão bom quanto o código de um programador. Eu não sei, eu já contratei muito programador, eu não sei se eu compro essa ideia 100%. Ah, mas agora só vai contratar programador senior e não junior. Também não compra essa ideia, cara. Eu acho que nesse exato momento, se eu fosse contratar uma pessoa pra automatizar o projeto de notícias que eu comentei ali...
eu traria um programador júnior que já pensa em AI desde o começo pra ver pra onde ele leva isso, e eu vou ajudando essa pessoa a amadurecer. Então assim, eu acho que o mercado tá mudando muito rápido, eu acho que não tem como voltar o gênio de volta da lâmpada, não tem como, a caixa de Pandora de AI já foi aberta. Eu não acho que é tão apocalíptico que nem o pessoal fala.
Mas eu acho que o mercado tá com valuation muito grande. Mas esse valuation do mercado, vamos lá, cara. Pra você bebendo o seu café, que eu assumo que é café, hoje, faz diferença pra você que a OpenAI vale 1 bilhão ou 10 bilhões? Não faz. Não faz diferença nenhuma, exato. Então assim, o pessoal fica muito...
preso nesses headlines que a OpenAI conseguiu um investimento de 40 bi que não é verdade eles não receberam 40 bi na conta do banco eles receberam em contratos futuros de nuvem baseado em número de usuário, então assim considerando isso
Eu acho que o mercado vai dar uma desinflada. Os valores que vão aparecer são menores. As startups vão começar a ficar muito uma pisando no pé da outra. Porque hoje é cada uma tocando o seu, né? OpenAI tem tantos mil usuários. Agora vai começar a dar overlap. O pessoal vai falar assim, peraí. Eu tô pagando pelo OpenAI e pelo Cloud. Se eu fosse pagar por um só, eu pagaria qual? Vai começar a ter umas brigas nesse sentido. Mas eu não acho que o pessoal vai parar de usar.
E não acho que vai ser uma bolha igual na bolha.com onde foi um momento de extinção, sabe?
Vai morrer muita coisa, é natural. Mas se alguém vira assim e fala vai ficar mais caro? Eu não sei, tá? Eu não sei. Nesse momento eu não sei. Não, não. Olha só, e-mail ficou mais caro depois da Borea.com? Não ficou. Não ficou. Eu acho que AI pra Enterprise, pra empresas que tem 10, 15 mil usuários
Ah, talvez pra eles fiquem mais caros, sim. Mas o custo por token tem diminuído consistentemente. Então, elas por elas? Não sei. Enterprise é um jogo muito diferente. Enterprise o pessoal tenta cobrar o máximo que pode. Pro usuário final, cara, não sei. Você acha que o pessoal ficaria na OpenAI se o preço dobrasse? Eu não acho. Eu acho que o pessoal troca pelo Jimena e pelos outros. Eu troquei já três vezes, cara. Nesse exato momento eu tô utilizando o chat GPT pra gerar imagens.
A última imagem que eu gerei é porque eu comprei uma mala toda amarela. E eu queria fazer uma tag amarelinha pra poder pendurar na mala e ter umas piadinhas ali. Aí eu usei o ChatGPT pra isso. Um mês atrás eu tava usando o Nano Banana com Gemini. Antes disso eu tava utilizando o Firefly da Adobe. Sim, eu como consumidor eu vou no mais barato pra mim. E nesse exato momento o ChatGPT Plus pra mim tá num preço ótimo. Se a Opinion aumentar o preço eu vou falar, cara, eu vou pro Gemini. Não é tão bom quanto, mas é bom o suficiente.
E eu acho que a gente vai ter cada vez mais ofertas de modelos também, né? Open Source agora, tem muita coisa chegando, né? Mas é o que você falou, cara. Eu não acho que as pessoas vão parar de usar. Eu tenho uma aposta em cima disso, do que você falou de modelo Open Source. Eu acho que vai acontecer um pouquinho como os carros chineses estão acontecendo agora. Eu tava na rua aqui agora, cara, e apareceu um Uber com um carro de uma marca.
Que eu falei, cara, essa marca não é britânica? Ele falou, essa marca é britânica. É tipo uma alternativa da Jaguar, que eu nunca tinha visto no Brasil. Aí ele falou...
Eu falei, cara, que curioso, por que que tá aqui? Aí eu fui ver, é uma marca britânica que tá utilizando carros chineses elétricos por baixo e expõe a marca deles pra entrar em mercados que eles são mais confiados do que os chineses. Aí os caras são uma alternativa britânica ao modelo de carro chinês.
Daqui a pouquinho você vai ter empresas como o Cursor já fez, que usam o modelo chinês por baixo, empacotam por cima e falam nós somos uma empresa americana que utiliza um modelo chinês mais barato. Compre da gente. Aí o pessoal vai comprar porque o consumidor brasileiro tem uma tendência a confiar mais em marca americana do que chinesa. Ou vai ter marca chinesa que vai entrar também. Mas isso é uma coisa que eu acho que vai aumentar muito a competição.
E a competição entra por nicho, porque ninguém vai ter grana como a da OpenAI pra ter uma competição aberta geral. Então você tem uma competição de um modelo só que gera PowerPoint. Competição de um modelo só pra quem é na área de jornalismo. Isso, isso, e que direito já tá mostrando isso. Já viu que já tem um monte de setup na área de direito? Todas elas são envelopes em cima de modelos open source chineses. Por quê? Porque ele roda na máquina fechado sem estar conectado na nuvem. Então ele é melhor do que a OpenAI porque ele não vai vazar seus dados.
Apesar de que em termos de segurança, isso não necessariamente é verdade. É, mas é legal você trazer esse ponto aí da China, porque eu lembro que quando carros chineses começaram a chegar no Brasil, com a Cherry, que ainda não era a Caoa, e tinha umas outras lá, eu lembro de falar de uma coisa de carro chinês, e a opinião geral dos entendidos de carro, era tipo, ah, isso aí não é carro chinês, mas vai comprar carro chinês, tá maluco, isso aí vai dar manutenção, ninguém vai cuidar disso aí, não sei o que.
E pula pra 2026, né? A gente tem BYD e várias outras marcas aí que hoje eu olho e falo, cara, eu acho que eu deveria comprar um carro elétrico, um carro híbrido, porque eu moro em São Paulo, eu não ando tanto, eu não rodo tanto. E eu imagino que algo parecido vai acontecer com os modelos daqui a um tempo. Ao invés de estar pagando sei lá quanto numa subscription de Cloud Pro, Cloud Max, que eu tô pagando hoje aí, eu vou olhar pro chinês e falar, pera, mas tem o chinês aqui e esse aqui faz a mesma coisa, é melhor, enfim.
Posso te falar um movimento que eu tô vendo, uma coisa que eu tô vendo nesse momento, que talvez isso só existe em 2026 e nunca mais exista. Ou talvez isso vire um padrão do mercado, é impossível dizer agora, mas o pessoal tem combinado modelos chineses. O QAN é um exemplo disso, mas essa semana, Gypsy, que o pessoal tá fazendo mesmo. E o pessoal combina esse modelo chinês com o Cloud Code. Então o Cloud Code faz o plano.
E na hora de escrever o código, ele chama esse outro modelo pra você não gastar o seu plano inteiro do Cloud Code. E o pessoal usa os dois ali. Que parece muito com isso que eu te falei antes, da marca britânica com o carro chinês por baixo, entendeu? Porque a marca britânica dá o visual, o look and feel, o UX, e o modelo por baixo é o modelo chinês. E nesse exato momento no Brasil, o carro mais vendido do Brasil é o B.O.I.G. Dolphin. Então... Então eu não comprei.
Então, o pessoal falar que não tem como, nem nada assim, é bem curioso. Eu lembro que em 2015, um executivo sair de uma empresa e ir para uma empresa chinesa era, entre aspas, um suicídio de carreira. E hoje quem fez isso é considerado visionário. E o cara lá atrás e foi. Então, assim, as opiniões mudam muito rápido não, né? Cinco, seis anos de trabalho é bastante numa empresa, né? Então, as coisas mudam.
Cara, acho que tá na hora da gente fazer nosso podcast, Jean, de notícias de semanal, eu e você debatendo o que aconteceu na semana, eu acho que ia dar um ia dar uma boa, viu, cara? Agora que eu vou ter que escrever a newsletter, eu vou te falar que tá bem mais fácil de eu fazer isso, porque eu já tô parando pra escrever, eu já tenho um insumo.
olha aí, você que tá ouvindo a gente nesse momento então, se você quer um podcast Gás Ferreira e Jean Lucas Lima sobre as notícias de IA e o que tá acontecendo no universo tecnologia com debates a fundo sobre as polêmicas desse universo deixa um comentário aí, deixa um like deixa, enfim
Eu queria deixar claro aí que eu me comprometo a fazer um podcast com o Gia acontecer se a gente tiver um apelo popular razoável aí, hein? Então, deixe comentário nesse episódio. Compartilhe nas redes, faz barulho, enfim. O que você achar que faz sentido? Porque eu queria muito criar um podcast com o Gia. De verdade. Eu acho que...
Ele é o tipo de cara que dá pra ficar horas e horas conversando sobre tecnologia, carreira e vida. E assunto não vai faltar. Jean, obrigado pelo seu tempo. Parabéns pelo trabalho aí com a confraria. Só quem já lidera a comunidade sabe o trabalho que dá fazer esse tipo de coisa. Porque você precisa estar presente. São pessoas, né? Você precisa mantê-las unidas e com um objetivo em comum. Porque se não tem objetivo, o negócio não vai pra frente. Eu agradeço você por ter ouvido até aqui. E te vejo em breve, jovem.
Obrigado.