Os principais destaques da Agrishow 2026
O Hora H do Agro dessa semana, apresentado por Mariana Grilli, traz os principais assuntos da Agrishow 2026.
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- Impacto da Guerra no Oriente Médio em FertilizantesAumento dos custos de combustível e fertilizantes · Dependência de importação de fertilizantes · Relação de troca entre insumos e commodities · Estreito de Hormuz
- Setor AgropecuárioCrédito rural e seguro agrícola · Regularização fundiária · Entrega de maquinários agrícolas · Tarcísio de Freitas · Geraldo Melo Filho
- Gasolina com EtanolAvião Ipanema da Embraer · Sustentabilidade e custo operacional · Diferenças entre aviões e drones · Sany Onofre · Combustível SAF
- Convidados políticos evento LidePré-candidatos à presidência · Críticas ao governo Lula · Agenda conjunta de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas · Ronaldo Caiado
- Plano SafraPedido de R$ 623 bilhões · Subvenção ao prêmio do seguro rural · Uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal · João Martins · André de Paula
- Inadimplencia AgronegocioAumento de casos no primeiro trimestre · Impacto da taxa de juros · Acesso restrito ao crédito · Edemilson Virtua Vicente · Rodrigo Galegos
- Queda nas vendas de máquinas agrícolasQueda nas vendas no primeiro trimestre de 2026 · Fatores que justificam a queda (juros, commodities, câmbio) · José Veloso · Pedro Estevam Bastos
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Olá, bem-vindos a mais um Hora H do Agro. Eu sou a Mariana Grilli e nós estaremos juntos na próxima hora falando sobre as principais notícias do agronegócio. E é claro que o programa dessa semana está dedicado à AgriShow, uma das maiores feiras do agro do mundo.
teve cobertura da Jovem Pan e nós preparamos um programa especial para vocês, incluindo as repercussões mais quentes aí da feira sobre juros, diesel, fertilizantes. Então fique por aí, porque o H do Agro está só começando.
Jovem Pan na AgriShow. Apoio, a maior regularização fundiária do Estado. São Paulo são todos. Oferecimento, Volkswagen Caminhões e Ônibus. Entrega mais valor para o seu negócio entregar mais. Se crede, o agro acontece aqui. E FAESP na AgriShow. A força do agro paulista.
Uma das grandes novidades da Gris Show desse ano foi a nova linha de financiamento voltada ao setor de máquinas agrícolas, anunciada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Batizada de Move Agrícola, a iniciativa prevê a liberação de cerca de 10 bilhões de reais em financiamentos para aquisição de tratores, implementos, colheitadeiras.
Quem conferiu esse anúncio e está acompanhando o AgriShow desde o comecinho, ao longo de toda a semana, é o repórter Marcelo Matos, com quem nós conversamos agora, está em Ribeirão Preto. Matos, o clima aí em Ribeirão é sempre marcado pelo calor, teve chuva durante a semana também, mas eu queria saber como que está o clima dos produtores aí no corredor da feira, como que foi a repercussão desse anúncio da nova linha de financiamento.
Já que juros é o sobrenome da Grishow esse ano, né?
Sem dúvida, Mariana, é um prazer estar aqui no Hora H do Agro. Claro que nós tivemos esse anúncio, como você bem colocou. Ainda os segmentos pretendem entender o modelo. Foi feito anúncio na abertura oficial com a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente da República. Nós tivemos também a participação de ministros do governo do Lula, diferente do ano passado, né? Fávaro não veio. Nós tivemos, então, ministro da Agricultura, ministra do Desenvolvimento Agrário.
E ele lançou, portanto, essa linha. Mas conversando aqui com até os que fazem parte de todo esse esquema, seja aquele que vai comprar o produtor, seja aquele que vai vender, e também a questão dos financiamentos, ainda haverá um detalhamento para explicar, evidentemente, essas linhas, porque não está ainda muito clara a situação, como ela vai ser efetivada na prática.
Nós tivemos, então, 10 bilhões de reais, esse foi o anúncio. No ano passado já tivemos 10 bilhões em relação aos caminhões, nós tivemos uma queda bruta, de fato, né? E agora fica a expectativa de que possa haver, então, um detalhamento por parte do governo federal e também os organismos que são responsáveis. Mas como você disse, né?
Nós já temos problemas de sobra internamente, né? E a partir do momento que tem esse choque do petróleo, também problemas externos vieram aqui a gravar esse cenário, num anticlímax, inclusive, aqui da AgriShow, né?
Nós temos o descasamento dos custos de produção com o dólar, a queda do dólar. O pagamento ficou mais difícil da colheita. Os insumos mais caros. Havia uma expectativa, vai iniciar a queda de juros selic. O ano passado, 15%. O Banco Central ia fazer esse início. Daí a guerra, Irã, Estados Unidos. Tivemos, então, apenas para 14,75%. Então, uma situação bastante delicada. E aí, é claro, né?
que nós vivemos também um ano de eleição, nós tivemos um anúncio expressivo aqui por parte do governador Tarcísio de Freitas aqui para São Paulo. Se há uma grande cobrança do governo federal, renegociação de dívidas, também a apresentação do plano safra.
a expectativa aqui é mais do mesmo, ou seja, muito próximo do plano que está sendo encerrado, o governo do estado de São Paulo partiu aí para trazer, de fato, o maior crédito que foi anunciado aqui na Agri Show, R$ 455 milhões aqui no estado, R$ 400 milhões para o crédito rural, seguro, também a regularização fundiária.
55 milhões para máquinas agrícolas através do FIAP paulista, né? O FIAP mulher também 25 milhões, o pró-trator, inclusive nós tivemos aqui contato com o Cicred, né? E de fato essa linha pró-trator, a questão dos juros é mais baixa que os atuais modelos, o governo garante menos 20% em qualquer linha.
E de fato se crede garantindo que está funcionando mesmo essa linha para pequenos e médios produtores, aqueles tratores menores. E também seguro, né, 100 milhões foram destinados. E além da regularização fundiária, a gente sabe, né, que há uma história aqui de 5.300 títulos que foram regularizados, né, a maior regularização num governo estadual, e que abrange 250 mil hectares também. 40 títulos foram entregues aqui justamente na AgriShow.
e 90% para os médios e pequenos produtores. Como você disse, então, Geraldo Alckmin anunciou 10 bilhões para máquinas e equipamentos. A BIMAC também está tentando entender esse modelo de financiamento. De qualquer forma, nós acompanhamos a coletiva da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, que é um termômetro também dos bens de capital no Brasil. E nós tivemos uma queda trimestre agora, 25 contra 26, de 16%. Tudo indica, então, a soja, o milho...
A grande força do agro brasileiro é 60% da produção. Essa questão dos preços, então, há uma expectativa muito difícil para esse ano, agravada por questões do choque de petróleo, da questão dos adubos, fertilizantes e insumos, né, Mariana? Então, uma questão curiosa, né? Eu falava para você o seguinte, estava entrando no banheiro outro dia...
Uma pessoa falou assim, olha, está sobrando espaço aqui no banheiro, a Agri-Show não está cheia. Claro que é preciso que as pessoas venham aqui, aquelas pessoas que podem fazer o seu investimento. Essa é a expectativa dessa de uma das maiores feiras do mundo, a principal do Brasil, é que as pessoas certas venham aqui e fechem seus negócios. Mas o ambiente, de fato, Mariana...
É muito desafiador conversando aí com a maioria dos produtores e a expectativa, um ano de eleição e todas essas questões também que envolvem a economia do Brasil e do mundo também.
Pois é, Matos, eu ia pedir para você encerrar rapidamente falando sobre isso. Foi uma feira que logo no começo já abriu ali então com o vice-presidente, também o ministro da Agricultura, mas nos dias seguintes foi palco para os pré-candidatos à presidência da República se aproximarem do agro. Como que esse palco político de alguma forma refletiu aí no número de visitantes e ajuda a gente a dar uma observada como que está a feira aí agora também?
Vamos pedir para o Guilherme Cassiano fazer uma geral para você aqui da feira. Bastante gente, como sempre, evidentemente. Mas você falava. Então tivemos essa questão política. A gente sabe que há toda uma identificação do espectro da direita em relação ao agronegócio. O presidente Lula não costuma comparecer aqui, mas o vice-presidente-geral do Alckmin compareceu.
portanto na abertura oficial. Nós tivemos uma agenda política, Tarcísio de Freitas, primeira agenda de pré-campanha com o candidato Flávio Bolsonaro do PL, muitas críticas ao governo, na sequência Romeu Zema também, ex-governador, pré-candidato, ele portanto também...
Fez muitas críticas ao Supremo Tribunal Federal e depois nós tivemos o Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás. Evidentemente, ele também fazendo críticas, claro, são adversários de Lula. Com uma curiosidade, né, Mariana? Porque Caiado e Lula disputaram suas primeiras eleições à presidência da República, em 89.
O Caedo falou o seguinte, eu me sinto raiz aqui, tem muita gente que quer se aproximar do agronegócio, mas eu sou raiz. E se a gente lembrar, em 1989 ele estava em cima do cavalo e era o candidato do setor rural. Então ele falou assim, estou me sentindo aqui em casa na Agri Show. E curiosamente, então, eles podem disputar novamente Lula.
que busca seu quarto mandato, e o Ronaldo Caiado, que foi várias vezes governador de Goiás, senador e agora tenta, então, pelo PSD, uma tentativa para se tornar presidente da República. Então tem todo esse lado. A gente observa o seguinte, há uma grande movimentação, portanto...
que muitas vezes tem gente que reclama, né? Quem está aqui para vender máquina, conversar, essas visitas, muitas vezes eles vão visitar os estandes, tem toda aquela aglomeração em torno, o expositor em si não gosta tanto assim, mas ano eleitoral, evidentemente, que eles não iriam perder, muito menos aqueles que são mais ligados, claro, justamente ao agronegócio, estiveram por aqui. Então teve esse lado político, mas no ano passado nós recebemos até mais governadores, não era eleição aqui na Agri-Show, mas de qualquer forma...
Fica toda essa questão agora, imaginar o que vai acontecer. O desejo aqui do setor é que essa questão, pelo menos externa, possa haver cada vez mais aí uma tentativa de abertura do estreito de Hormuz, porque evidentemente já há uma preocupação com a futura safra. E é claro, esse ano que só está começando e esse desempenho começa a ser negativo nas colheitadeiras, por exemplo, na venda das principais colheitas aqui também, plantações no Brasil, Mariana.
A gente vai desdobrar bastante dos temas que você resumiu aqui para a gente, por exemplo, os números de Abimac também. Vamos trazer, inclusive, uma reportagem tua ali mostrando essas falas em conjunto entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Agora, para a gente encerrar, e você falou, né, Matos?
Tem alguns expositores que realmente não gostam muito de toda essa presença política, até porque isso influencia no número de visitantes da feira. Você ouviu sobre isso? Houve uma diminuição aí de visitantes? Não só por conta dessa agenda política, mas esse é um dos fatores?
A questão é a seguinte, quando tem esse alvoroço, porque as agendas duram muito de fato, a gente acompanhou agendas que eram para começar 9h30 e vão invadindo até a tarde, então eles fazem a visita aqui, é claro que todo mundo quer acompanhar, ver de perto o candidato, então os expositores em si, eles querem fechar negócio, afinal de contas aqui...
É uma das maiores feiras do mundo e também há um investimento pesado aqui para estar aqui, para se apresentar. É um momento chave aí. A gente sabe que essas máquinas são fantásticas, né? Nós vamos trazer também aí vários exemplos também no ARAH do Agro. Tem máquina com inteligência artificial autônoma, cada vez mais a conexão no campo. Evidentemente, a produtividade é muito maior se você investir. Agora, como investir com essa situação? Esse é o ponto. Quem está bem capitalizado...
Aquelas culturas que estão ainda reagindo muito bem, esse vai fazer um investimento que sabe que vai conseguir na frente um lucro maior. Mas fica toda essa questão também da questão política. Evidentemente a gente sabe que o espectro da direita é mais ligado ao agronegócio, os políticos passaram por aqui, mas tem realmente essa questão de público.
Dá a entender esse ano aqui, conversando com os expositores, é que o ano passado tinha mais gente. Agora, se é uma questão eleitoral ou não, ou se é uma questão econômica, eu acho que até é uma questão mais econômica do que eleitoral. Mas, ao final desse processo, nós teremos aí a totalização dos negócios. E é engraçado também que, às vezes, falam assim, olha, não fala que vai vender tantos bilhões, senão o governo pensa que a gente já tem dinheiro, não precisa, e a gente está chorando à toa.
Também há esse controle das vendas, porque evidentemente quando se fala assim, venderam não sei quantos bilhões, então olha, o governo pensa assim, olha, eles estão muito bem sim, está vendo o que vendeu lá na Grichô. Então tem tudo isso também, são assuntos estratégicos, máquinas aqui que estão apresentadas, a etanol, todas as fabricantes praticamente estão nesse caminho.
A Embraer também com o seu avião aqui, nós vamos trazer uma matéria especial que fizemos também, né? De pulverização, modelo nacional fantástico, né? E, claro, a defesa aqui do setor, da nossa energia limpa, dos biocombustíveis, que estamos no caminho certo.
que o Brasil preserva o meio ambiente, que tem possibilidades, além do etanol, do biodiesel, também do biometano, biogás, enfim. Nós sabemos aí então que estamos, segundo os discursos daqui, muito preparados aí para essa conversão energética, evidentemente. Tá certo, Mariana?
Muito obrigada, Marcelo Matos, que é isso, vai voltar aqui ao longo do nosso programa com várias informações que ele foi recolhendo, muita apuração. Obrigada, Matos, e bom retorno para vocês, porque merecido aí um descanso depois de uma agri-show de uma semana inteira. Obrigada, viu? Até mais!
E o anúncio dos 10 bilhões de reais para uma nova linha de financiamento de máquinas repercutiu diretamente nas instituições financeiras que estavam presentes na AgriShow. Rudeney Fischer, ele é presidente da Sicredi Valor Sustentável, afirma que a cooperativa de crédito já sinaliza interesse na nova iniciativa.
O Cicred vai estar junto sim. Estamos aqui na feira já protocolando pedidos nesta nova modalidade. Falta nós entendermos alguns pormenores ainda, mas sabemos que tem mais de 10 bilhões disponíveis e obviamente que vem um momento muito oportuno para ajudar o nosso futuro rural a se estruturar. Nós temos visto.
É uma situação muito pontual do nosso porto rural com relação à degregação das próprias atividades dele no sentido de maquinário. Então é necessário um investimento. O agro nosso precisa passar por investimentos. Então o investimento não é uma vez só na vida, não. Periodicamente você tem que modernizar a sua frota, modernizar o seu equipamento, tecnologias novas, para que nós possamos, da mesma propriedade, produzir muito mais.
Então esse é o propósito nosso, o Cicred, enquanto financeira cooperativa, é também estar junto, ser um parceiro do agro, estar junto nesses momentos, nessas fases que o produtor está passando, para trazer, sim, recursos oficiais, mas talvez trazer recursos nossos. Nós temos também recursos através das linhas do BNDES, do BRDE também. Temos trazido ao nosso associado, ao nosso produtor rural, para que ele possa alavancar, se fortalecer, se estruturar, estruturar a sua atividade produtiva. Então o Cicred...
não poderia deixar de estar participando junto, estar trazendo novidades, diversas modalidades, linhas de crédito, recursos novos, estar trazendo para atender o seu produtor rural nesta feira aqui. Então, um convite aos associados, aos produtores, quem não é associado, visitar o Cicred, olhar seus equipamentos que nós temos, que o mercado possui e vir ao Cicred aqui para nós fazermos orçamento, fazermos cotações e ver as formas que nós temos de viabilizar esse empreendimento para ele.
As pessoas olham, as pessoas manifestam interesse, mas o fechar do negócio, muitas vezes, tanto com as empresas fornecedoras de equipamento, quanto com as instituições financeiras, acontece no pós. Então, obviamente, nós temos todo um período posterior que a gente está aberto para atender ainda reflexos da feira.
Outro assunto muito comentado pelos corredores da AgriShow, inevitavelmente, foi a elevação dos custos do combustível devido à guerra no Oriente Médio. Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura de São Paulo, a FAESP, fala sobre a importância de apoiar o produtor rural para fortalecer a competitividade do campo, incluindo alternativas para reduzir a dependência do diesel e aderir à energia limpa.
A AgriShow vem trazer essa experiência interessante da resiliência do homem do campo. Porém, nós temos essa guerra aí, muito complexa, mas 80% desse, do óleo diesel que sai, o petróleo que sai do estreito de Moro, vai para a Europa.
Então você vê, eu estava lá recentemente, a semana passada, fazendo uma palestra na Espanha, e muito engraçado, você via aquele pessoal todo de carro elétrico, todo mundo abastecendo carro elétrico, mas a energia vem de onde? Vem de uma energia, de energia suja. Por exemplo, a Alemanha que voltou a utilizar usina de carvão.
para carregar os carros elétricos. Então, é meio complexo no processo todo. Depois vem falar do Brasil. Mas, sem dúvida nenhuma, nós perdemos oportunidades importantes. Poderíamos ter a nossa refinaria aqui, não temos a refinaria. Então, nós temos de vender o nosso petróleo para trazer refinado. Então, a gente vai perdendo a oportunidade de fortalecer o processo macroeconômico do país. Isso que não pode acontecer. E aumentou os combustíveis, aumentaram os combustíveis, aumentaram os fertilizantes.
E ficou realmente uma... aí é justa o produtor. Então, hoje nós temos aí 7,8% de produtores endividados, né? Temos aí uma projeção para 13%, é muito difícil. Então, nós temos de arrumar uma forma. Hoje, a Frente Parlamentar da Agricultura está trabalhando, sem dúvida nenhuma, o processo como um todo, para que nós possamos utilizar um fundo estratégico que é da própria pré-sal, para que nós possamos readequar.
Não queremos nada de graça, readequar o enquadramento de quem está devendo para a gente fazer um plano de safra. Agora, o que acontece? A responsabilidade do produtor brasileiro é muito grande. Hoje nós alimentamos 10% da população mundial. 50% de tudo que é exportado do Brasil vem do agronegócio. No ano passado, 27 a 28% do produto interno bruto veio do agro. A responsabilidade é muito grande.
Então nós precisamos ter, sem dúvida nenhuma, não uma sugestão de anúncio, mas realmente anúncio que realmente faz você fazer a tua planificação, fazer o seu plano de negócio para que a gente possa produzir, pagar e ter rentabilidade e trazer segurança alimentar.
A AgriShow é organizada por diferentes entidades setoriais que compõem a cadeia produtiva do agro. O presidente da feira, João Carlos Marquesan, conversou com o repórter Marcelo Matos e explicou o contexto da feira esse ano.
É, realmente é um momento muito complicado para o agro. O agro já vinha sofrendo de três anos para cá. O agricultor se descapitalizou porque os preços dos produtos baixaram e os custos subiram. E agora com essa situação geopolítica...
Você sabe muito bem, não precisa contar, os jornalistas estão contando todo dia a questão da guerra lá no Oriente Médio. Isso afetou muito os preços dos fertilizantes e, consequentemente, também dos combustíveis, diesel, gasolina, principalmente o diesel.
O Brasil é altamente dependente, somos muito dependentes de importação de fertilizantes. Então, isso de certa forma impactou bastante. A gente entende que a expectativa é que isso acaba logo para poder as coisas se estabilizarem. Muito embora os custos sobem do elevador, mas ele desce de escada. Então é diferente. Vai ter que passar um tempo. A gente está muito preocupado com essa situação, muito preocupado com as coisas.
Passam, que precisam resolver pelos próximos dias, no máximo duas semanas ou um mês, porque a outra safra vai começar a ser plantada em setembro. Meado de setembro em diante já começa a plantar a safra em verão. Por outro lado, a indústria de máquinas não falta dinheiro, tem dinheiro, juros equalizados, inclusive, do Bodefrota, que não foi usado. Muito dinheiro. O agricultor não está tomando, porque o juros está muito alto.
Então, agora está sendo esse projeto de dever pactuar as dívidas dos agricultores, que vai ser muito importante, são quase 90 bilhões aí, que vai dar um fôlego para que eles possam voltar até Crente.
A feira é um ambiente muito marcado pelo encontro de aliados para propor melhorias ao setor produtivo. Quem falou isso foi o Sérgio Bortoloso, presidente da Sociedade Rural Brasileira, uma das entidades que faz parte da organização da Grishow.
Quando a gente vem aqui para o AgriShow, é o momento de a gente procurar aqui os aliados, porque nós fazemos parte de uma cadeia, tanto a área de mecanização, quanto a área de tecnologia, quanto a área de insumos, então nós estamos todo mundo aqui reunido procurando uma solução para isso. Então, sempre a expectativa é boa, é de chegar aqui a gente perceber que se você analisar a agricultura como uma cadeia produtiva...
e que envolve todos esses setores, você tenta chegar numa solução, por isso que é muito importante. A Rural é uma das sócias da AgriShow, a Rural está tocando muito essa questão do endividamento, do seguro agrícola, essa questão do Conselho Monetário Nacional agora, dessa resolução com relação ao PRODES, ou seja, nós estamos trabalhando aqui tudo o que é de interesse do produtor rural.
Falar em agrichou é falar de máquinas agrícolas. Isso significa olhar para um segmento que atende a diferentes tipos de cultivos. O presidente executivo da Associação da Indústria de Máquinas e Implementos, a Abimac, o José Veloso, se mostra muito otimista para esse ano, mesmo diante dos desafios da economia.
Se a gente olhar, por exemplo, para grãos como soja e milho, nós estamos com um grande problema, né? Queda de preço, enfim, nós vamos ter uma boa safra, mas com preços muito baixos. Aliado com uma taxa de juros altas, temos um problema. No entanto, a agricultura vai além. Então, por exemplo, a pecuária está indo bem, o café está indo muito bem, a laranja está indo bem, açúcar, o etanol, poderia estar melhor, poderia, mas está indo bem também. Então, o agro, ele tem altos e baixos.
Enfim, a gente vende máquinas para vários setores. Então, na média, nós estamos andando de lado. A nossa expectativa até o final do ano é que a gente tenha um volume parecido com o do ano anterior. Logicamente que...
Agora começa o Banco Central a flexibilizar a taxa de juros, então podemos ter uma melhora, boas notícias até o final do ano. O importante é que nós temos uma boa colheita, nós vamos ter uma boa safra esse ano, os indicadores estão muito bons e com isso existe uma expectativa de vender máquinas naqueles setores que estão indo melhor. A questão só é que mesmo...
recursos equalizáveis, com a alta da taxa de juros, alguns agricultores ainda ficam receosos. Mas eu diria que os taxas hoje, que na média tem em torno de 13,5%, de 12 a 13,5%, são taxas...
para um país como o Brasil, são ainda taxas muito boas com subsídio. Então, a gente, vamos lá, recursos nós temos. Temos tecnologia e temos uma boa colheita no ano. Então, enfim, temos motivos para estar otimistas, mas lembrando que tem algumas culturas que, pela queda da renda, não deve haver tantos investimentos como teve no passado.
Então agora vamos entender como foi a performance do setor no primeiro trimestre de 2026, porque a Abimac levou dados atualizados para a AgriShow. A receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos agrícolas do primeiro trimestre desse ano caiu 16,4% em relação ao mesmo período de 2025, somando o total de 12,8 bilhões de reais.
Pedro Estevam Bastos, que é presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da BIMAC, resumiu os três fatores que justificam, então, essa queda entre janeiro e março.
As vendas no primeiro trimestre desse ano caem em 16,4 e são basicamente três coisas. Taxa de juros muito alta, o agricultor não quer fazer investimento, ele está pegando todo o recurso dele e fazendo custeio, porque se ele for no mercado pegar dinheiro e fazer custeio é muito caro, então ele posterga o investimento e pega o dinheiro dele e faz custeio.
O preço das commodities internacionais não está tão baixo, mas não está num volume alto, num preço alto. Para a gente ter uma ideia, lá quando lá 20, 21, 22, que a gente vendeu muita máquina, o preço da soja lá em Chicago estava a 17 dólares o bushel, que é 27 quilos. Então, 27 quilos custava 17 dólares. Hoje custa 10 dólares, então caiu bastante. E um outro problema que afeta muito a rentabilidade da agricultura é a taxa de câmbio. Lembrando que no ano passado a taxa de câmbio...
Ela chegou a 6,20, agora estamos em 5. Então, você diminuiu a rentabilidade do agricultor, porque a correlação é direta. Caiu 15% na taxa de câmbio, caiu 15% na rentabilidade do agricultor. Então, isso tem feito com que as vendas também caiam, porque diminuiu a rentabilidade. A AgriShow também costuma ser palco para os pleitos sobre o próximo plano safra. E nós vamos falar mais sobre isso ao longo do programa. O Pedro Estevam também falou sobre essa expectativa.
A expectativa nossa é um plano de salva muito parecido, talvez com um pouco volume, um pouco maior, e talvez com juros menor se a gente, a taxa se ele cair. Acho que se a taxa se ele cair em uma velocidade razoável, existe a expectativa de você ter juros menor no plano de salva. Fora isso, a gente não vê muito espaço para ter grandes revoluções. Pode ser que aconteça, né? A gente nunca sabe o que o governo está fazendo lá, né? Mas, nas conversas iniciais, me parece que não tem algo muito diferente.
A renovação da frota de caminhões também é um dos focos dos visitantes da AgriShow, já que o setor é movido pelas estradas do Brasil. Pensando em contemplar todo tipo de necessidade dos empresários rurais, a Volkswagen Caminhões expõe as tecnologias anualmente na AgriShow, conforme nos afirma Sérgio Pugliese, diretor de vendas de caminhões da companhia.
O Volkswagen Caminhões de ônibus sempre presente nessa feira tradicional, é uma presença marcante, sempre tradicional. E é uma feira que realmente tem muita identidade com a nossa marca, veículos robustos, veículos de simples operação, veículos que entregam muito, então com um custo-benefício muito interessante.
E veículos que participam do agro. O agro no Brasil realmente é muito desenvolvido, a parte de tecnologia, mas o transporte é relativamente simples. Num país que tem uma infraestrutura ainda precária, de estradas, rodovias, acessos, então a robustez fala alto. Então, nesse quesito, a Volkswagen Caminhões e ônibus já se destaca bastante.
É uma feira que tem hoje uma abrangência nacional, ela não só atua aqui. Então, nós temos representantes de Minas Gerais, da Bahia, do Ceará, então, clientes do sul do país que visitam essa feira aqui com bastante frequência. Então, é uma feira que a gente faz muito contato, muito relacionamento. As intenções de compra saem daqui e elas se realizam em grande parte no decorrer dos próximos dois, três meses.
Luciano Cafuri, diretor de marketing da Volkswagen, destaca a atuação da montadora nas diferentes cadeias produtivas dentro e fora da porteira.
O agronegócio que movimenta fortemente o mercado de caminhões no Brasil, principalmente o mercado de caminhões extra pesados, seja ele no quesito rodoviário, onde nós temos a linha completa de produtos também, que está presente aqui na feira, como os produtos fora de estrada, que movimentam principalmente o plantio de cana-de-açúcar e o madeireiro. Então, somos fortemente inseridos nesse segmento.
com toda a nossa gama de produtos oferecendo todo o suporte, e lógico, com o suporte de toda a nossa rede de concessionárias espalhadas por todo o Brasil. Nós também fomos apurar informações sobre o segmento de fertilizantes, já que o setor é impactado diretamente pela guerra no Oriente Médio e se tornou uma preocupação para os produtores que se preparam para a safra 2026-2027. É isso que nós vamos conferir agora na reportagem de Matheus Lopes.
A alta nos preços dos fertilizantes e as alternativas de abastecimento ao mercado interno foram assuntos pelos corredores da AgriShow. Ingo Plogger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, explica o motivo de a guerra no Oriente Médio pressionar tanto a cadeia produtiva no Brasil. São três safras, uma empurra a outra e, pelo lado contrário, vêm os insumos e vêm os fertilizantes.
diferente do hemisfério norte e do hemisfério sul. Então essa nossa dinâmica é muito forte na área tropical. Então nós estamos sofrendo duas vezes em relação a isso. E a possibilidade de você trazer alternativas, não é só ver a próxima safra, mas a outra também já. Então você está observando a cadeia produtiva integrada.
E não há como você ter estoques intermediários quando você está nessa dinâmica. Então a gente trabalha com outro princípio, é das velocidades relativas. E essas velocidades você tem que ter uma redundância. E isso nós temos...
tentando organizar de novo. Então você tem que ter outros fornecedores, você está buscando fornecedores locais e você tem também os seus clientes, que também estão de olho em você, se você consegue entregar ou não.
Embora ainda seja cedo para afirmar, a expectativa da indústria é que as importações de fertilizantes sejam reduzidas entre 5% e 10%. A queda atinge diferentes tipos de adubo, conforme explica Diogo Rezende, vice-presidente de vendas da Iara Brasil. Além do encarecimento dos fertilizantes, a queda do dólar no período de comercialização dos grãos prejudica a relação de troca entre insumos e commodities.
O custo em dólar está muito elevado, então subiu muito, uma orelha praticamente dobrou de preço do ponto de vista de custo. Então, por mais que o dólar recue, o produtor não está vendo essa diferença, esse impacto do câmbio, porque a alta em dólar é muito mais impactante. E eu acho que o segundo ponto é o preço do grão, vou trazer o produtor de soja de novo, é dolarizado. Então, ele está vendo um grão perder força por causa do câmbio, dessa valorização do real.
e o fertilizante, e não compensando essa alta de dólar muito mais expressiva. Então a relação de troca para o produtor de fato piorou muito e por isso que a gente vê um atraso no mercado, um mercado um pouco mais reticente em tomar posição de compra.
Prática comum no agro, a modalidade de barter também tem demonstrado um encolhimento mediante ao desfavorecimento da relação de troca. Fernando Degobi, diretor-presidente da Cooper Citrus, afirma que a cooperativa sentiu a diferença, mas consegue se beneficiar da própria produção de fertilizantes.
No começo do ano rodou muito a venda de fertilizante para o café nessa modalidade de barter, porque estava com a relação de troca bastante atrativa. E no pós-guerra, na medida que essa carteira foi diminuindo, os preços novos chegaram, então essa relação já não ficou tão atrativa, houve uma redução de vendas. Mas abriu espaço para fertilizantes organominerais, nós temos uma planta que produz...
fertilizante organo mineral, então metade desse fertilizante é matéria orgânica que não tem impacto da guerra que a gente tem aqui no Brasil mesmo. Isso tornou esse produto mais competitivo e fertilizantes também à base de algas, outros fertilizantes com polímeros, que enfim, já estavam encarterados aqui no Brasil e a gente vê agora aqui na feira esse tipo de produto tendo mais destaque e tendo uma melhor relação custo-benefício.
O presidente da Abag, Ingo Plogger, ressalta o esforço do setor produtivo em reduzir a dependência de importação. A parte de alternativas estão sendo alocadas constantemente. E também a parte de você buscar fornecedores nacionais não é uma coisa...
Para já. Então, você tem que trabalhar esse tema. O Congresso, a Frente Parlamentar Agrícola, que tem uma liderança muito forte, está aqui, na AgriShow, ouvindo, olhando e trabalhando nisso. Qualquer decisão que eles tomarem hoje para agilizar a parte de investimentos em fertilizantes vai levar três a cinco anos para ter respostas. Então, o que a gente constata? A gente não fez a nossa lição de casa três, cinco anos atrás.
Então, esse é um trabalho que nós temos que fazer e não podemos mais esperar. A gente tem que fazer já. A guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022 provocou mudanças na estratégia da Iara Brasil, conforme afirma Diogo Rezende. Nós temos a produção nacional, que é a planta de Ponta Grossa, Rio Grande e Cubatão. Então, em torno de 2 milhões de toneladas, a gente consegue produzir no Brasil.
Algumas matérias-grimas, obviamente, são importadas, como rocha, uma fosfática, mas a gente acaba trazendo para o Brasil e acedulando aqui no Brasil. E também, em 2022, a Yara aprendeu muito a trabalhar com um modelo com menos dependência desses países que têm algum risco de crise geopolítica. Então, nós sofremos muito ali com a crise da Ucrânia e com a Rússia.
Tivemos que nos readaptar a esse mercado e aí a estratégia foi diminuir o risco. Então hoje a gente traz muitos produtos das nossas próprias plantas da Europa que acabam atendendo a demanda. O setor produtivo ainda carrega a esperança de que a guerra se encerre no curto prazo, para que preços e abastecimento de fertilizantes se normalizem até o início da safra verão, em meados de setembro.
Nós vamos fazer um breve intervalo e na volta seguiremos falando de AgriShow aqui no Hora H do Agro. Jovem Pan na AgriShow. Apoio, a maior regularização fundiária do Estado. São Paulo são todos. Oferecimento, Volkswagen Caminhões e Ônibus. Entrega mais valor para o seu negócio entregar mais. Se crede, o agro acontece aqui.
E FAESP na AgriShow, a força do agro paulista. Hora H do Agro.
45 anos. No primeiro caminhão, aos mais de um milhão. De um único produto a uma linha sob medida. A presença traz confiança e constrói liderança. A liderança leva a eficiência e a sustentabilidade. Sempre numa via de mão dupla. Porque quando os clientes prosperam, nós crescemos junto. Volkswagen Caminhões e Ônibus. 45 anos entregando mais valor para o seu negócio.
O agro começa no campo, mas ganha o mundo e acontece em todo lugar. Do plantio a colheita, da lavoura à indústria, das estradas ao Brasil inteiro. Acontece nos mercados, nas feiras, nos armazéns e nas mesas. Em cada canto onde o campo é indispensável. O agro acontece em você e se fortalece com as parcerias que te fazem crescer. Se crede na AgriShow, o agro acontece aqui. Se crede, é ter com quem contar.
O agro paulista é grande, diverso e cheio de gente que não para. E esse campo inteiro se moveu até Ribeirão Preto. A FAESP mobilizou 160 caravanas com 10 mil produtores rurais de todas as regiões de São Paulo para ver de perto o que move o agronegócio da América Latina. A AgriShow 2026 foi um encontro do campo com o futuro.
Programa GE e as semeadoras do agro mostraram que o campo tem quem o faça crescer. FAESP e SENAR, a força que vem do campo. FAESP na AgriShow, força do agro paulista. Pátia Leone desembarca na maior cidade do Chile. A gente vai fazer um giro por alguns dos lugares que nós ainda não conhecemos em Santiago. Com visitas à Igreja de São Francisco de Assis e a bairros marcados pela sua arquitetura.
Ter um pouco da história, mas também ter vistas maravilhosas, 360 graus. Você conhece os encantos de Santiago. Mala Pronta, comigo, Pat Leone. Hoje, duas da tarde, na Jovem Pan. Hora H do Agro.
Estamos de volta com o Hora H do Agro aqui na Jovem Pan. A pauta das recuperações judiciais continua perseguindo o agro. Nos primeiros três meses desse ano, o número de casos de RJs teve um aumento de 58%, segundo o monitor RGF. Quem explica mais sobre os números é a repórter Camila Yunis.
Os dados do primeiro trimestre mostram um cenário que vem gerando alerta no agronegócio há algum tempo. O setor lidera o número de recuperações judiciais. Nos primeiros três meses deste ano, o número de casos de recuperação judicial no agro teve um aumento de 58%, quando comparado com o mesmo período de 2025.
Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, o avanço foi de 9,3%. Os dados são do monitor RGF, da consultoria RGF Associados. O advogado especialista em recuperação judicial Edemilson Virtua Vicente diz que o conflito no Oriente Médio fomenta esse cenário.
É um elemento que acresce nos fundamentos da crise, mas não é exclusivo. A taxa de juros que tem sido cobrada no país, ela também é causa para várias distribuições de recuperação judicial.
Além dos juros elevados, margens apertadas e acesso restrito ao crédito contribuem para o endividamento dos produtores. O especialista em reestruturação de empresas e sócio da RGF, Rodrigo Galegos, explica como essa dinâmica ocorre na prática. Esse custo financeiro apreta diretamente o seu resultado. Então, se você não consegue fazer com que a SAF gere um resultado suficiente para pagar, além desse custo financeiro, todos os demais gastos que a empresa teve,
e também o que é esperado e também o resultado que ela precisa, qualquer problema que ocorra no meio do caminho afeta diretamente o resultado e aí o produtor fica numa situação difícil. O episódio que exemplifica foi o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, com forte elevação no preço dos fertilizantes e, consequentemente, impacto nas produções. Segundo Rodrigo Galegos, pequenos e médios produtores são mais afetados pelas recuperações judiciais.
é um perfil que poderia, inclusive, não entrar em recuperação judicial, são os produtores entre pequenos e médios que têm uma gestão muito mais familiar e não profissionalizada. E qual é o motivo, Daniel? A culpa não é do produtor em si. Mas as regiões em que eles operam não têm mão de obra qualificada.
Ele descarta que produtores estejam antecipando os pedidos de recuperação judicial com base nas expectativas e especulações do mercado. O advogado Edemilson Virtuma Vicente orienta uma administração financeira detalhada antes da solicitação.
A distribuição de pedidos de recuperação judicial, ela prescinde de uma análise financeira, ela indica o melhor caminho para o empresário, se ele realmente precisa de uma discussão pontual, se ele precisa de uma recuperação extrajudicial ou uma recuperação judicial que seria mais grave. O mais importante é o empresário não deixar isso chegar no limite.
Então, se antecipar a esse estudo, olhar para a sua empresa, identificando até quando essa situação se mantida, mantém a atividade, mantém a viabilidade do negócio. Para isso, o advogado afirma ser essencial que o produtor tenha bons profissionais que possam fazer uma análise fidedigna do negócio.
Em paralelo à AgriShow, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária, João Martins, entregou essa semana um documento ao ministro da Agricultura, André de Paula, com 10 propostas para a próxima safra. Entre elas, o pleito de 623 bilhões de reais para o Plano Safra 2026-2027.
Sendo mais de 518 bilhões de reais a agricultura empresarial e quase 105 bilhões de reais para a agricultura familiar. O pedido também considera 4 bilhões de reais no orçamento do programa de subvenção ao prêmio do seguro rural.
No documento, a CNA demonstra preocupação com a falta de sinergia entre o orçamento anual e o ciclo do Plano Safra. Esse desencontro do calendário dificulta o planejamento das operações dos produtores, cooperativas e agentes financeiros. Além disso, também preocupa a insuficiência de recursos previstos no Orçamento Geral da União, incompatíveis com a necessidade do setor.
A confederação também pede medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural, com redução de burocracias para o crédito rural e apoio à aprovação do projeto de lei 5.122 de 2023, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento a produtores afetados por eventos climáticos.
E agora nós vamos voltar a falar de AgriShow, trazendo o assunto da aviação agrícola, com uma entrevista bem bacana que o repórter Marcelo Matos fez com o Sanyo Onofre, responsável pela área de aviação agrícola da empresa brasileira de aeronáutica, mais conhecida como Embraer.
Jovem Pan na AgriShow. Apoio à maior regulação fundiária do Estado. São Paulo são todos. Stand da Embraer, para ter o prazer de conversar com o Sani Onofre, que é o líder da aviação agrícola da empresa. Eu queria que o senhor falasse desse, a gente está vendo esse avião aqui.
que inclusive movido a etanol, um projeto brasileiro, e a sua eficácia hoje no mercado, prazer ter você conosco aqui na programação da Jovem Pan. Prazer é meu, Marcelo, obrigado pela oportunidade de compartilhar um pouco da história do Ipanema e da Embraer. Esse, como você falou, o Ipanema é um senhor...
de mais de 50 anos de vida, com evoluções tecnológicas incessantes, que é uma característica da Embraer. E como você citou, desde 2005 a Embraer desenvolveu motores a etanol, a gente converte motores a etanol, e a gente entrega esse bem para a sociedade, que hoje a gente trata como sustentabilidade, e lá atrás, na vanguarda, a gente tinha uma preocupação evidente de promover o uso do álcool naquela ocasião, e trazer para os clientes uma opção.
muito mais vantajosa em termos de custo operacional. Então hoje a gente tem duas vantagens, a vantagem da sustentabilidade, da questão ecológica e também do custo operacional para os nossos clientes. Agora a gente fica imaginando, a gente observa em uma feira como essa, o crescimento dos drones.
O senhor avalia que eles serão complementares? Quer dizer, o avião ainda é insubstituível em determinadas tarefas? Algo vai ser complementar ao outro? E a eficácia de cada um? Sem dúvida nenhuma. A sua observação está perfeita. Hoje são equipamentos complementares, como a gente tinha no passado, trabalhando simultaneamente máquinas terrestres e aviões. Hoje a gente também tem os drones como uma solução boa, vantajosa para os nossos clientes.
mas são características muito distintas. Os drones são dedicados a operações menores, a trabalhos específicos, que não concorrem exatamente com os aviões. Hoje, para a gente manter a produtividade que se tem no país e a produção que a gente precisa gerar para alimentar toda a população, os aviões são essenciais para esse trabalho.
com muita segurança, com muita precisão, com muito respeito à questão ambiental. Os aviões bem operados, eles não têm problema nenhum, são importantes, essenciais para a nossa economia. Sânia, a gente vive um choque de petróleo mais uma vez, infelizmente, e muito se fala dessa tempestade perfeita, infelizmente também negativa, que poderia ser uma tempestade perfeita positiva.
E aí a gente está falando de etanol, então quer dizer, além dessa questão toda importante ambiental, a sua eficácia, mas também chama a atenção o fato dele não depender de um combustível fóssil para poder operar.
Sem dúvida, principalmente no Brasil, que a gente tem uma fartura de produção de etanol, seja de milho, como a gente estava conversando, seja de cano, como tradicionalmente as pessoas conhecem. O Ipanema opera independente do tipo de etanol. E é bom lembrar que o etanol que a gente usa não é um etanol específico para avião, é o etanol que a gente tem nos postos de gasolina nas nossas ruas, o mesmo que a gente usa nos nossos carros.
nenhuma mudança? Nenhuma mudança no combustível, o avião está preparado para isso, certificado para isso, então é muito fácil usar. Hoje ele tem mais essa vantagem, felizmente os nossos clientes não estão sendo impactados tanto por essa questão geopolítica, embora o etanol também tenha sofrido algum reajuste, mas a gente não pode comparar hoje o etanol.
Comparado com o querosene de aviação, ele está praticamente três vezes menos, mais barato. Então isso entrega uma vantagem ainda maior para os nossos clientes quando compara com outras soluções. É, quer dizer, nesse momento então não dá nem para fazer a comparação do querosene de aviação comum, natural, com o etanol.
É, já não dava. Hoje a gente não para para fazer conta. Quem pode estar deixando de operar os seus aviões à querosene e usando mais os Ipanema movidos a etanol. Sani, me explica qual é o público hoje de vocês. São os grandes produtores.
Ou são empresas que operam nesse setor para fazer a pulverização, para fazer esse trabalho? Qual é o seu cliente hoje? Nós temos esses dois perfis, Marcelo. A gente tem os produtores médio e grandes, produtores com 2 mil hectares para cima.
já pagam o investimento feito no Ipanema, já traz um retorno suficiente e eles ficam muito felizes por ter um ativo disponível para qualquer momento que eles precisem. Mas a gente também tem os clientes super importantes que nós chamamos de aeroagrícolas, são empresas de aviação que prestam serviços de pulverização para produtores menores ou até produtores que já poderiam ter aviões, mas preferem não ter por alguma razão. Então a gente tem esses dois tipos de clientes que compram os Ipanemas.
Sérgio, a gente sabe que o Brasil é continental, tem várias realidades. Hoje existe um certo equilíbrio da utilização do avião em todas as regiões ou as regiões mais ricas são as que mais usam? Como é essa distribuição também dos seus clientes?
A gente tem hoje uma demanda maior para o centro-oeste, nordeste e norte do Brasil, mas os nossos clientes do sul também continuam comprando Ipanema. Mas nos últimos anos o mercado tem crescido mais para o centro-oeste, nordeste e norte do país, pela característica da necessidade dos campos. São plantações maiores, produções maiores e mais larga escala, o que se caracteriza mais, que se aproxima mais para o uso do Ipanema.
Sany, eu queria que você lembrasse desde o início do Proalco e também as entidades que surgiram, e é claro, eu imagino que vocês tenham um contato direto, tem uma aproximação muito grande para testes e também sempre pensando no aprimoramento, na autonomia, no menor gasto, que é isso que todo produtor quer e a própria Embraer também fornecer isso.
Não só para o etanol, a gente volta nessa pauta, mas toda a tecnologia embarcada no Ipanema, ela depende de parceiros que nós temos. Então os parceiros contam conosco para poder testar suas tecnologias e nós também estimulamos o desenvolvimento de novas tecnologias, sempre visando o bem lá do cliente, a melhor solução para os clientes. No caso do etanol, sim, a gente conta com universidades ou qualquer outro combustível sustentável, a gente conta sim com entidades, tanto...
produtivas quanto acadêmicas. No caso do etanol na Argentina, por exemplo, que a gente estava conversando na abertura do mercado na exportação, a gente já tem uma proximidade muito grande com o Paraguai. Recentemente a autoridade de aviação certificou toda a linha de Ipanema para trabalhar por lá. E a gente vem um trabalho muito forte também com parceiros argentinos também para prover etanol para os nossos potenciais clientes que estão por lá.
Muito brevemente, a gente espera que a gente tenha aviões Ipanema voando na Argentina com etanol. Sany, eu imagino que nós estamos na verdadeira vanguarda dessa questão, que é muito antiga, porque hoje se fala...
A gente está falando de um avião operacional, de pulverização profissional, mas também do SAF. A gente vai caminhar para isso, a Embraer está preparada para isso há um bom tempo, mas esse será o futuro da aviação? Será possível esse combustível SAF passar a equipar os aviões, sejam operacionais, também de passeio, de viagem?
Eu acredito que sim, Marcelo. A Embraer tem um compromisso com a sustentabilidade. Há muitos anos a gente melhora os nossos aviões nessa questão, para que eles consumam menos combustível, isso já é uma entrega de sustentabilidade. Tem um time de engenharia muito forte voltado para esses estudos. A gente não sabe precisar exatamente quando, mas o trabalho continua muito intenso em busca de combustíveis, de soluções, não só de combustível, mas de soluções ainda mais sustentáveis, seja para a Ipanema, seja para outros aviões da Embraer.
Sobre este assunto de combustível, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, aproveitou a ocasião da AgriShow para reforçar a redução de pis e cofins para a importação do diesel no país.
O governo está até reduzindo carga tributária. Se você pegar o setor... Eu citei aqui carros sustentáveis, fabricado no Brasil, flex. Zeramos o imposto, zero, zero, zero, de IPI. Então, o que você tem na área de insumos, especialmente fertilizantes, é que nós importamos muito fertilizante. E aí é afetado pela guerra.
O petróleo que estava em 70 e poucos dólares, o barril, foi para 110. Aliás, o governo está procurando minimizar os efeitos da guerra.
dizendo, olha, eu vou tirar o imposto, tirou todo o imposto, Piscofins é zero para o diesel, tirou todo o imposto para a importação e ainda estimulou os estados. O repórter Marcelo Matos também acompanhou a agenda dos pré-candidatos à presidência da República, incluindo a agenda em conjunto entre Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro cumpriram a primeira agenda conjunta da pré-campanha 26. O governador de São Paulo, no ambiente acolhedor da Grichou, em Ribeirão Preto, reforçou as críticas ao presidente Lula na condução das políticas voltadas ao segmento.
A gente tem falado que não pode, todo ano, a gente entrar numa discussão interminável sobre o plano safra. A gente tem que dar perenidade ao plano safra. O produtor precisa saber exatamente o que esse ano vai ter, o que ano que vem vai ter e que condições ele vai ter. O plano safra todo ano muda e acontece que o juro que está sendo cobrado, que está sendo operado hoje, acaba sendo impraticável.
O produtor já não tem como oferecer mais garantia. Então a gente precisa passar a limpo, resolver o problema dessas dívidas para trás e estabelecer e dar uma perenidade para o plano do SAF, como a gente está fazendo com o FEAP aqui em São Paulo. Todo ano a gente tem uma manutenção de condição, manutenção de valor. Observe, todo ano a gente consegue operar com o mesmo valor de FEAP, com o mesmo valor de subvenção de seguro. Não tem aquela situação de você subtrair o valor do seguro rural.
Então isso é uma coisa para nós muito importante, porque a gente sabe o peso que o agronegócio tem.
Então a previsibilidade é a palavra-chave. Com uma camiseta que dizia orgulho do nosso agro, Flávio Bolsonaro percorreu aqui as avenidas da AgriShow, juntamente com o governador Tarcígio de Freitas, e também reforçou as críticas ao governo Lula e a sua condução no agronegócio.
Tem que tratar o agro com respeito. Não pode o governo federal asfixiar o agro, tratar o agro como se fosse o vilão. O agro é solução. Como é que a gente faz isso? Que é simples. É dar previsibilidade para o Tom Sarko, como foi dito aqui, reposicionar as linhas de crédito como acabaram. Há juros completamente absurdos. Em alguns casos, os produtores rurais estão chegando a tomar juros a 25% ao ano. Isso é impagável. Já estão tão endividados.
O governo federal não faz uma linha de crédito acessível, não coloca dinheiro suficiente no fundo que vai garantir a subvenção aos seguros para o árbitro. Então assim, eles estão completamente em mãos atadas, apesar de superprodução, está todo mundo endividado. A agenda em Ribeirão Preto colocou lado a lado o deputado Guilherme...
Iderrit, ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, Podemos, e o presidente da LESP, André do Prado, PL, praticamente definidos na disputa pelo Senado em São Paulo, no campo da direita.
A AgriShow é responsável por movimentar não somente a cidade de Ribeirão Preto, mas ela é relevante para o estado de São Paulo como um todo, pois é a oportunidade de visitantes do Brasil e do mundo conferirem a ciência e a tecnologia do estado paulista. São Paulo anunciou um pacote de 455 milhões de reais para o agro e a gente confere agora mais informações.
O governo do estado de São Paulo anunciou na principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, a AgriShow em Ribeirão Preto, um pacote de R$ 455 milhões em investimentos e medidas estruturantes para o fortalecimento do agro paulista.
O pacote foi anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas, durante encontro com o setor e parlamentares. No montante, R$ 400 milhões são destinados à ampliação do crédito rural.
a expansão do seguro agrícola ao avanço da regularização fundiária. Os outros R$ 55 milhões contemplam a entrega de maquinários agrícolas para os municípios paulistas. Os investimentos e medidas estruturantes...
representam o maior pacote de subvenção e crédito rural da história do Estado de São Paulo. São linhas de financiamento e subvenção para produção, investimento e seguro rural. O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, argumenta que as políticas públicas...
apresentadas pelo Estado, são necessárias para oferecer condições compatíveis com o setor para que os produtores consigam enfrentar as adversidades econômicas impostas por fatores externos, como taxa de juros, mercado internacional volátil e até mesmo as guerras.
A regularização fundiária também entrou na agenda de anúncios do governo de São Paulo, nesta edição da AgriShow. Foram entregues mais 42 novos títulos rurais, fazendo o Estado alcançar 5.300 títulos concedidos.
desde 2023, marco celebrado pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho. Na prática nós temos famílias que estão há mais de 100 anos em cima da terra e que, bem ou mal, seja por que motivo, a sua propriedade foi questionada. Isso leva ao quê? A insegurança.
A violência, mais do que a regularização fundiária, a gente está fazendo uma pacificação fundiária. Estamos levando paz para esses lugares, estamos dando a essas pessoas a segurança que podem investir, que podem produzir. Dando a essas pessoas, por exemplo, uma terra que serve como alavanca para o crédito, para a produção. Estamos mudando a realidade fundiária. São mais de 250 mil hectares já regularizados só nesses últimos três anos.
São mais de 250 mil hectares regularizados, com uma arrecadação que supera R$ 300 milhões, que serão revertidos para políticas agrárias. Além da ampliação do crédito e da regularização fundiária, o governador Tarcísio de Freitas anunciou um conjunto de ações voltadas à modernização e competitividade do agropaulista.
Entre os destaques, a entrega de tratores por meio do programa ProTrator e a posse de 37 novos pesquisadores da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios. Jovem Pan na AgriShow. Apoio à maior regulação fundiária do Estado. São Paulo são todos.
Nosso programa fica por aqui, mas você continua conectado nas nossas redes sociais, ligado na programação da Jovem Pan. Muito obrigada pela sua companhia. Eu agradeço a todo mundo que faz esse programa junto comigo aqui em São Paulo, lá em Ribeirão Preto. E a gente te espera na semana que vem. Até lá. Hora H do Agro Hora H do Agro
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