Episódios de Bunker X

A IA JÁ ESTÁ SE TORNANDO CONSCIENTE? Entenda a SINGULARIDADE! | BUNKER X Podcast

31 de julho de 20262h7min
0:00 / 2:07:33

A inteligência artificial está evoluindo em uma velocidade impressionante. Mas será que estamos apenas vivendo mais uma revolução tecnológica... ou já entramos na chamada Singularidade Tecnológica?

Neste episódio do Bunker X, recebemos @izzynobre Izzy Nobre para explicar o que realmente significa esse conceito e por que ele vem sendo discutido pelos maiores especialistas do mundo.

Falamos sobre LLMs, AGI, Superinteligência e mostramos casos reais que surpreenderam até os próprios criadores das IAs, envolvendo empresas como OpenAI, Google DeepMind, Anthropic, Microsoft e Meta. Também discutimos o que essas inteligências já conseguem fazer hoje e quais são os desafios para mantê-las sob controle.

No final, entramos no campo das hipóteses: estamos caminhando para um futuro como Os Jetsons, para um cenário digno de Matrix e O Exterminador do Futuro, ou a Singularidade já começou sem que a gente tenha percebido?

#InteligenciaArtificial #IA #AGI #SingularidadeTecnologica

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#ufologia #paranormal #sobrenatural #conspiração #conspiracy #monstros #fantasmas #ufo #uap #alien #alienígena #desacobertamento #CiênciaSecreta #TrueCrime #TeoriasDaConspiração

Participantes neste episódio3
A

Afonso Solano

HostEscritor
A

Afonso 3D

Co-host
I

Izzy Nobre

ConvidadoEspecialista em tecnologia
Assuntos11
  • Revolução tecnológicaDefinição de Singularidade · Sam Altman · OpenAI
  • Cenarios FuturosCoexistência Perfeita (Utopia) · Apocalipse das Máquinas · Futuro Invisível (Gentle Singularity) · Elon Musk · Ray Kurzweil
  • Modelos de IALLM (Large Language Models) · AGI (Inteligência Artificial Geral) · Superinteligência Artificial
  • Futuro do TrabalhoFim do Trabalho Repetitivo · Renda Universal Básica · Trabalho como Lazer/Criatividade
  • Casos de IA com Comportamento InesperadoTay (Microsoft) · Google AI (Nazistas Negros) · ChatGPT · Claude (Chantagem) · CAPTCHA
  • IA Generativa na IndústriaDescoberta de Medicamentos · AlphaFold · Criação de Sites e Jogos
  • História da SingularidadeJohn von Neumann · Irving Goode · Vernor Vinge · Ray Kurzweil · Buracos Negros
  • Transumanismo e IARay Kurzweil · Navio de Teseu · Ciborgues
  • Natureza da LinguagemInteração por Voz · Tradução Instantânea · Diferenças Linguísticas
  • Robotica e AutomacaoPrimeira Lei · Segunda Lei · Terceira Lei · Isaac Asimov
  • Rede Social para IAsComunicação entre IAs · Observação Humana · Estudo de Comportamento de IA
Transcrição628 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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?Voz 1

From a browse to a bike ride, this summer find more on Facebook. Ficção científica ou realidade? Sam Altman, o CEO da OpenAI, declarou recentemente que a inteligência artificial já teria entrado em singularidade tecnológica. Afinal, estamos diante da maior revolução da história da humanidade ou de uma das maiores ilusões já vendidas pelo Vale do Silício? Descubra neste Bunker Shell. Artificializem-se inteligências que a princípio só fazem dever de casa dos filhos dos outros, mas que agora estão responsáveis pelo avanço da humanidade. Eu sou Afonso Cyberpunk Solano e eu sou Afonso Meu machado destrói máquinas 3D.

?Voz 2

Meu machado, é, porque eu tenho uma teoria, eu tenho uma teoria, eu já falei isso algumas vezes aqui no programa.

?Voz 1

É, nenhuma, nenhuma máquina, nenhuma inteligência artificial resiste ao machado, até que o machado não possa alcançá-la também, né?

?Voz 2

Mas aí a culpa não vai ser minha, porque as minhas que estiverem perto vão cair.

?Voz 1

O Tom Cruise teve que levar uma bomba lá para o espaço para destruir o TET Num excelente sci-fi.

?Voz 2

Por quê? Porque os frouxos de 200 anos antes não tiveram a coragem que precisava para dar as primeiras machadadas.

?Voz 1

No programa de hoje, 3D, nós vamos tentar entender um conceito que saiu da ficção científica e passou a fazer parte das discussões dos maiores nomes da tecnologia: a singularidade tecnológica. Mas calma, porque olha só, antes da gente imaginar os robôs dominando o mundo, os clássicos lá do Matrix, Schwarzenegger de peitão aberto, né? Não, a gente vai explicar o que que essa ideia realmente significa, traduzir alguns dos termos que vivem aparecendo quando o assunto é inteligência artificial.

Muita gente usa errado, usa de uma forma que poderia melhorar, como que LLM, AGI e superinteligência, né? E entender por que que tanta gente séria acredita que nós estamos vivendo um momento decisivo, meu amigo.

?Voz 2

Então, e a gente vai separar o joio do trigo, a gente vai separar o que que é hype, o que que é realidade, o que que é o que que é, o que que é hoax de internet, né, pegadinha de internet. A gente vai explicar aqui, a gente vai trazer especialistas, falas de especialistas, e vamos debater as falas que especialistas desse meio de inteligência artificial fazem. E para isso, Afonso, aí sim a gente trouxe um cara que entende para dedéu do que a gente vai falar hoje.

Já esteve aqui no Bunker X com a gente, na verdade com você, porque eu estava de férias.

?Voz 1

Eu tava dodói, eu tava melecudo, o que é raro. É verdade, você não fica tão melecudo assim, mas ele é um velho guerreiro da internet como nós. Exatamente, manja muito de ficção científica e tecnologia.

?Voz 2

Exatamente. Então vamos trazer ao palco agora ele. Quem, Afonso?

?Voz 1

E o Genovo!

?Voz 2

E olha só, ele veio flutuando em sua nave.

?Voz 1

É aqui de perto.

INIzzy Nobre

Opa, pera aí, tem um ratinho aqui no meu ombro. Pera aí, vai para lá, vai para lá, vai para lá, vai para lá, vai para lá, vai para lá!

?Voz 2

Olha aí, cara, tem um rato numa nave. Isso é segurança. Segurança do trabalho?

?Voz 1

Rato no espaço.

?Voz 2

Caramba, eu não acho que isso é segurança do trabalho.

INIzzy Nobre

A 400 km acima da crosta terrestre que estou eu. Muito obrigado pelo convite, amigos Afonsos. É muito bom estar de volta aqui.

?Voz 1

Que bom que você está de volta aí na sua nave. Dá mais uma flutuada. Eu gostei muito do efeito.

?Voz 2

É o efeito de flutuação dele, é muito bom, né?

?Voz 1

Uma mistura de astronauta com Segredo do Abismo. Eu lembro do ratinho do Segredo do Abismo.

?Voz 2

É verdade, é verdade.

?Voz 1

Essa é mais uma pauta, é um disparate levar um rato para debaixo d'água. Nós estamos debaixo d'água, se você parar para pensar, tá lá, por que não levar o seu amigo? É porque o rato ele tem essa coisa de sobreviver em tudo quanto é ambiente, né? A galera manda para o espaço rato, manda macaco, manda cachorro, manda barata, são meio que os bichos que, né, em estado, esse primeiro, aí quando tá tudo certo a gente vai atrás. Esse é qual o nome desse amiguinho?

INIzzy Nobre

Este aqui é o Cocada, vulgo Cocadinha. Tenho 5 ratinhos, Afonso. 5 ratinhos. Eles são muito sociais, eles são muito sociais. Eles, é sério isso. Quando eu peguei o meu primeiro, todo mundo me falou, olha, você tem que ter vários ratinhos porque eles requerem realmente o convívio um com os outros, dormem agarradinhos e tal. É interessante. E aqui estou eu, acabei, peguei um inicialmente, agora tenho 5. Esse aqui é o Cocadinha, esse aqui é o mais carinhoso.

?Voz 2

Ele é lindo. Primeiro que ele é lindo, segundo que o nome é muito legal. Agora eu tenho uma pergunta muito curiosa.

?Voz 1

Vamos lá.

?Voz 2

Seres fornícolas não tem 200 filhotes?

INIzzy Nobre

Mas aí eu pensei igual os desenvolvedores do Jurassic Park, excelente, boa inspiração, são todos machos.

?Voz 1

Ah, maneiro.

INIzzy Nobre

Eu fui mais inteligente que os cara do Jurassic Park, porque eles botaram todos fêmeas, aí botaram gene de rã africana que muda de sexo, aí vacilaram.

?Voz 1

Eles não tiveram, eles viram o jogo, né?

INIzzy Nobre

Me contratei que eu tenho as ideias para construir seu parque. Esse parque, esse daí você tá fazendo, mas é perfeito botar só homem.

?Voz 1

É verdade, porque pelo furico não engravida, não engravida.

INIzzy Nobre

E aí é um político aí, tem um carinha que falou isso aí uma vez, não esqueci qual que foi o carinha. Levi Fidelix, ele tinha uma, ele tinha uma fala política que era isso aí. Por algum motivo ele achou que essa era a mensagem que o eleitorado brasileiro mais queria.

?Voz 1

Ouviu, pois é, o cara focou, né, nas coisas que talvez ele tivesse ali alguma. Mas olha só, hoje não vamos para o orgânico, pelo contrário, senhoras e senhores, vamos para o silício, né? Nós vamos para o mundo digital esclarecer, como 3D e eu falamos no começo, um pouco dessa confusão e entender se essa declaração do Sam Altman ela tem fundamento. Vamos lá, 3D, como é que você quer começar isso aqui?

?Voz 2

Exatamente, me inspirou muito Tanto que quando, quando eu vi a declaração do Sam Altman, né, que ele deu agora na semana passada num podcast, me inspirou muito a fazer esse programa. Tanto que a gente tava procurando, cara, o que que a gente vai falar essa semana e tal. Falei, cara, pimba, é isso! Porque ele traz um termo que é muito desconhecido pela grande maioria, mas não é um termo novo também, é um termo já antigo, cunhado lá nos anos 50, que é a singularidade, né?

E ele já defende algum tempo que essa tal da singularidade, né, ela vai ter um soft opening, sabe, tipo que ela não vai ser um marco, né. Ele defende que ela vai, ela já pode até estar acontecendo, não é de uma hora para outra.

?Voz 1

E, gente, olha, começou a singularidade, começou agora!

?Voz 2

Oi, SunHy, né, que é o CEO da OpenAI, né, que criou o ChatGPT. E aí eu queria mais ou menos nesse primeiro bloco aqui que nós três, nós explicássemos para galera os conceitos básicos, inclusive do que é singularidade, que eu tenho certeza absoluta que, cara, a maioria não sabe o que que é a singularidade tecnológica.

?Voz 1

Entendi. Acham que é você ficar solteiro muito tempo, você atingiu a singularidade. É uma espécie de red pill, né, de incel. Ele supera, acima do incel.

?Voz 2

Eu acho que acima do incel, ele atinge a suprema singularidade.

?Voz 1

Suprema singularidade. Ele, ó, inclusive, quem sabe, vai que no chat estamos ao vivo, vai que no chat a gente forma uns casais, né? Quem tá singular aí, ó, vai botando, bota a mãozinha. Tô solteira, tô solteiro.

?Voz 2

Bota aí, ó, bota. Eu só não tenho, só que eu não tenho a mãozinha de 3 dedos, então finge que aqui tem 5. Bota a mãozinha.

?Voz 1

Quem é membro tem mãozinha.

INIzzy Nobre

Ah, é, quem é membro tem a minha mãozinha, é verdade.

?Voz 1

Quem é membro do canal pode botar o ícone da mãozinha do 3D aí.

?Voz 2

Quem atingiu a singularidade aí, né? Antes de você atingir a singularidade, fala assim, ó: não quero atingir a singularidade. Vai que vira um Tinder, né?

?Voz 1

Que que você acha do nosso querido Easy Nobre aí explicar esses termos mais comuns? Joga para ele.

?Voz 2

Eu ia justamente puxar aqui. Easy, traz para galera, mas vamos falar de conceito básico primeiro, né? Porque a galera usa, tem muita gente que eu tenho certeza que a maioria, pelo menos no nosso chat aqui, tem muita gente que usa o GPT como busca avançada, né? Mas o que que tá acontecendo? O que que é essa inteligência artificial que a gente vive hoje?

INIzzy Nobre

Então, partindo da proposta que o Afonso fez de explicar os temas mais básicos, primeiro vamos falar o que que é singularidade para a galera que talvez tem aquele conhecimento superficial. Eu tenho familiaridade com a palavra, mas eu nunca vi a definição. A singularidade depende de para quem você pergunta e quem tá escrevendo sobre o assunto, mas é amplamente compreendido como o momento em que as máquinas vão ultrapassar a capacidade cognitiva humana, sendo capazes de se automelhorarem a um ponto que é desenfreado e imprevisível, potencialmente perigoso também.

E é por isso que alguns especialistas veem a singularidade com esperança, porque eles acreditam que os robôs vão resolver todos os nossos problemas. Mas alguns outros, menos otimistas, talvez mais realistas, a gente possa dizer, acham que na verdade, uma vez que as máquinas estiverem completamente libertas dos grilhões que nós temos para controlá-las, talvez o negócio fique meio ruim para nós. Porque pelo menos todas as histórias, todas as histórias que fala assim, então chegou um ponto e aí o ser humano inventou uma máquina que ultrapassava a criação, ultrapassou o seu criador, É muito raro uma história que logo na sequência disso é: e todos viveram felizes para sempre. Então existe um certo motivo para preocupação.

?Voz 1

Sim, perfeito. Então essa é um resumo. A gente vai abordar um pouco mais a singularidade para frente, mas excelente, você abriu já explicando esse resumex. Agora tem uns termos mais comuns, né, não, 3D, que a galera às vezes fica na dúvida quando usa e tal. É, não, explica para mim.

?Voz 2

A inteligência, presença, tá virando alguma coisa.

?Voz 1

Pega o lança-chamas, o ET tá virando alguma coisa rápido.

?Voz 2

A inteligência artificial que a maioria conhece, né, que vamos chamar das comerciais, né, daquela, o GPT, o Gemini, o Claude, né, aquela chinesa lá que eu esqueci, me falhou o nome agora.

?Voz 1

Hoje é o Final Fantasy, não fala mal dele não.

INIzzy Nobre

E vários da Retroco esse fim de semana agora, vai escapar toda gigantesca.

?Voz 2

Que beleza. É, então essas são as LLMs, que são as Large Language Models, que basicamente, né, são, são IAs que são treinadas com gigantescas bases de dados, né, através principalmente de texto e áudio e vídeo, para entender e gerar uma linguagem mais natural, né, para parecer mais natural. Então quando você tá conversando lá, quem usa o GPT, por exemplo, tipo eu, desde 2022, percebeu uma mudança radical da forma de comunicação, de compreensão dele.

Porque essas IAs vão sendo treinadas ao longo do tempo, né, de acordo com que você, você mesmo vai gerando, e o que que a galera vai. Então são linguagens, são modelos de linguagem larga, né. Tudo bem, vamos chamar assim.

INIzzy Nobre

Legal.

?Voz 2

E aí você tem um step up, tá, você tem um passo seguinte da linguagem, da linguagem larga de modelo, né, o modelo de uma linguagem larga, né? Você tem a AGI, que é a Inteligência Artificial Geral, tá? Ela, a ideia é criar, é, a ideia é que ela seja uma máquina capaz de aprender e realizar praticamente qualquer tarefa intelectual que o ser humano consiga fazer.

?Voz 1

Não só ficar no texto, não só ficar só nisso, qualquer, tá?

INIzzy Nobre

Uma reprodução fiel da capacidade humana, mas artificialmente, basicamente.

?Voz 2

Exatamente, exatamente isso. Alguns especialistas dizem que a gente já está nesse ponto, tá? Não o GPT, não o Gemini, galera, não o Claude, tá? Mas alguns especialistas dizem que algumas empresas, tipo aquela Boston Dynamics, algumas empresas chinesas, eles já atingiram, tá, esse ponto da inteligência artificial geral, tá? Isso só não é comercializável e escalável ainda, tá? Isso tá em laboratório, tá em teste em laboratório, mas alguns dizem que a gente já atingiu Esse ponto.

Outros defendem que ainda não, que a gente tá longe. Mas enfim, isso ainda é muito, essa parte ainda é muito filosófica, essa questão se a gente já atingiu o ponto da inteligência artificial se equiparar ao humano, tá? Perfeito, tá? E a gente tem a superinteligência artificial, tá?

INIzzy Nobre

Esse nome é meio artificial, é isso.

?Voz 2

Que é um cenário realmente de filme, cenário hollywoodiano, onde a inteligência artificial ela supera a capacidade humana a cada dia, tá? Isso vai escalonando literalmente. Então a cada dia que passa ela vai sendo ainda melhor do que a gente, e isso tende ao infinito.

?Voz 1

Então, verdade, dúvida, eu tô aqui mais de aluno hoje de vocês dois. O Easy inclusive que é professor de inglês também, né? Vale a menção aí. That's right, folks. Ele depois a galera pode procurar quem quiser falar inglês, inclusive melhorar pronúncia, conversação muito bacana. Então vê se eu tô porque vocês dois manjam mais desse assunto que eu. Então vou de vez em quando tirar umas dúvidas junto com o chat, tá? E lembrando que você que faz parte dos membros do canal evidentemente você tem você tem privilégio, você tem prioridade aqui nas perguntas para fazer junto ao 3D e ao nosso querido Isinobre.

Quem sabe o Cocada também que tá agora aí no topo da cabeça pode fazer pergunta para o Cocadinho.

INIzzy Nobre

Me ajudando a pensar os vídeos quem edita é o Cocada.

?Voz 1

Exato. E você pode fazer Super Chat, como já tem gente fazendo, para ajudar o Bunker a continuar com as luzes acesas aqui em busca da verdade. Então quer dizer que, então, você chegou aí na superinteligência. A singularidade, ela essencialmente é uma superinteligência. Quando você vê, se é isso o que a gente vê nos filmes, se a gente liberar total a inteligência artificial, para rimar, Ou seja, olha aqui, você tem agora acesso a tudo, não há restrições.

A ideia de que a inteligência artificial— vê se eu estou correto, que que é, já tem gente no chat já zoando, é isso? A ideia de que a inteligência artificial é solta, ela vai começar a não somente aprender, mas ela vai aprender a se refazer melhor. E depois que ela se refizer melhor, ela vai se refazer 2 vezes melhor, depois 10 vezes melhor, 100 vezes melhor, 1000 vezes melhor, e ela vai atingir uma espécie de nirvana de conhecimento que a gente não consegue sequer conceber nas melhores obras de ficção científica e Zenóbia. Mais ou menos isso que eu estou vendo, é basicamente isso, amigo Afonso Solano.

INIzzy Nobre

Eu acho que você conhece um autor gringo de um blog excelente, talvez um dos melhores já feitos na internet, chamado Wait, But Why? Algo me diz que você é familiar com o Tim Urban. Em 2015, Tim Urban escreveu uma série de artigos que hoje tá mais relevante do que nunca, porque ele tava com a visão em IA. Eram, são 2 artigos, e foi através desse artigo que eu conheci um dos melhores livros sobre o assunto, que era Our Final Invention, do James Barrett, escrito em 2015.

E você lê hoje, é bizarro. Olha lá, o 3D tá sacando. Tô ligado. Nesse, nesse postagem que o Simon Urban fez, No Wait But Why, ele mostra um gráfico que mostra assim toda a nossa tecnologia humana. Imagina o gráfico XY, plano cartesiano. Era 5ª série, era 5ª série, plano cartesiano.

?Voz 2

É por aí, você aprende cartesiano no ginásio, no nosso ginásio, né?

INIzzy Nobre

Plano cartesiano aqui começa aqui. Imagina que é o zero, aí aqui você tem o tempo e aqui você tem o eixo Y é o desenvolvimento tecnológico, ok? E o eixo X é o tempo. Então você imagina o zero aqui, e aí você tá lá, o homem inventa o fogo, aí pô, subir aqui um pouquinho, aí o homem inventa a roda, nossa, agora a gente tá foda. E aí o homem inventa a internet e as meias de varinha e as pílulas anticoncepcionais e todas essas coisas incríveis, air fryer.

E aí tá tudo aqui assim, bem aqui, tá aqui a linha, ok, do XY, aí IA. Seria esse aqui. E aí o que vem depois, que aí vai potencializar, vocês, igual, vai reto.

?Voz 2

Exatamente.

INIzzy Nobre

E ele fez esse gráfico em 2015. É exatamente isso que a gente tá falando, uma artificial super inteligência. Ela vai inventar, ela vai resolver problemas que talvez a gente nem saiba que estão acontecendo. A gente vai, pela primeira vez na história da civilização humana, nós estaremos dividindo o planeta com uma entidade que é mais cognitivamente capaz do que nós mesmos. E por isso aconteceu com os neandertais, a transou. O que aconteceu?

Por exemplo, dividiu o planeta com uma entidade, uma população mais inteligente do que eles. Não deu muito bom para os neandertais, é o motivo.

?Voz 1

Mas pera aí, deixa em defesa. Esse é meu TCC: em defesa dos neandertais. Muita gente transou naquela época, sabe?

INIzzy Nobre

Talvez eles não sumiram exatamente, eles só meio que, né?

?Voz 1

Então a gente vai transar com a AI.

?Voz 2

Então tem várias linhas.

INIzzy Nobre

Algumas pessoas já estão fazendo isso, inclusive.

?Voz 2

Então tem várias linhas de pesquisa de DNA que dizem que os neandertais não sumiram, eles se diluíram.

?Voz 1

Não, mas isso chama-se morrer, né? Houve uma erradicação.

?Voz 2

Não, mas é porque você tem o azão, azinho lá, aquela coisa que você aprende na—

INIzzy Nobre

é tipo, ok, vamos botar em termos que eu entenda melhor. É tipo as galinhas, os dinossauros morreram, mas elas meio que ainda estão por aqui.

?Voz 2

É tipo isso, é tipo isso, mais ou menos. Os pássaros, 90% dos pássaros são dinossauros, cara.

?Voz 1

É isso aí. Não, mas olha só, não dá para fazer. Nosso querido Pirula, que tá cada vez mais recuperado lá, tá tirando foto com o dedo do meio toda semana, ele tá fazendo. Mas acho que a comparação é um pouco, literalmente, milhões de anos à parte, né? Em tese, de novo, a gente tá, né, é tudo, são teorias. A gente conviveu não somente com os neandertais, ajuda aqui, mas também com aqueles povos pigmeus, e outros tipos de sapiens.

Houve realmente mescla de alguma, de uma galera, mas houve muita, muito confronto e os caras acabaram. Houve uma erradicação, né? A gente teve filhos, alguns povos se misturaram, mas assim, não existe mais Neandertal por aí.

INIzzy Nobre

Então acho que não, o DNA existe porque sobrou marcadores genéticos, mas é isso, o povo como povo sobraram, o fóssil biológico talvez que talvez a gente possa falar sobre os registros desse povo, né, diluído dentro do DNA da população, mas acabaram-se. Porque, né, uma das formas de ver é que se você tem uma raça avançada e uma espécie menos avançada, de forma geral essa dinâmica não acaba muito bem para galera menos avançada.

?Voz 1

Mas você sabe que eu sempre, a gente vai retomar, mas é porque estamos novamente dentro do assunto, eu acho que essas comparações inclusive a galera usa muito para questão de vida fora da Terra, né?

INIzzy Nobre

Ah, vai Falou minha língua agora, falou minha língua agora.

?Voz 1

Os cara vão falar, vão vir uma espécie alienígena que é muito mais avançada e vai acontecer que nem os colonizadores, pipipi. Mas quando a gente tá falando do europeu chegando na América do Sul, qualquer outra, né, tribo encontrando outra tribo, a gente tá falando de uma distância de evolução de séculos, de, né, não tava tão distante assim. Eu tenho a impressão de que quando você fala de uma O ser humano hoje, por exemplo, se você— não é todo ser humano que ao encontrar um animal muito menos avançado do que nós que ele destrói.

Você, a maioria de nós, eu arrisco dizer, dá a volta para não esmagar as formigas passando levando a folhinha.

INIzzy Nobre

Quando a gente— é um bom ponto, é um bom ponto. Mas eu acho que a outra visão disso é porque você tá descrevendo o comportamento unitário de um ser humano, que como em Men in Black, a gente que falou um humano fala de uma forma, a massa humana se comporta de outra, que às vezes não segue essa lógica. Individualmente, a gente, quando possível, a gente evita fazer isso. Mas a civilização humana, ela não tem nenhum tipo de problema em desolar uma área para, por exemplo, construir habitação.

Então, quando a gente compara, compara a motivação do indivíduo, beleza, essas espécies a gente tem uma certa, uma certa empatia com Vários animais nesse exemplo. Mas é o problema da—

?Voz 2

vocês conhecem o—

INIzzy Nobre

eu não sei se eu tô cortando muito para cima lá no—

?Voz 1

não pode falar, daqui a pouco a gente volta para o—

INIzzy Nobre

eu tava pensando no conceito do Grey Goo. Você conhece esse experimento mental, Afonso?

?Voz 1

Afonso, Grey Goo, a geleca. Hoje a geleca, descobri com meu filho Afonso que o pessoal não usa mais geleca.

INIzzy Nobre

Agora é slime, slime, verdade. Mas aí já é velho, hein?

?Voz 1

Slime já tá uns 6 anos. Eu chamo de geleca, mas a galera chama de slime.

INIzzy Nobre

O Grey Goo é um cenário basicamente apocalíptico, cara.

?Voz 1

Ué, mas geleca é muito mais legal que slime, meu irmão. E olha que eu gosto de falar inglês para caralho, igual o Isa aí.

INIzzy Nobre

Mas porra, geleca é mais legal mesmo.

?Voz 1

Fala sobre o Grey Goo.

INIzzy Nobre

A geleia, a gororoba cinza, é um cenário imaginário em que uma IA que tá apenas focada em uma única tarefa, como por exemplo converter massa orgânica em— isso já manja.

?Voz 1

Eu sabia que você sabia, você sabe, só talvez não tava lembrando do nome do paperclip lá.

INIzzy Nobre

Exato, o James Gray.

?Voz 1

Explica para galera, vai, vai, explica aqui, tem gente que não sabe.

INIzzy Nobre

Para quem não conhece, Gray Goo é a ideia de que se uma IA saísse de controle, uma dessas de fazer manufatura em nanotecnologia, em escala nanoscópica, né? Montar os, pegar um, imagina se a gente pudesse no futuro, porque sempre começa com uma boa ideia. Imagina, Afonso, se a gente pudesse pegar uma máquina onde você pega um saco de lixo ou esgoto, literalmente joga dentro da máquina, esses desmontadores moleculares vão lá e pegam todo o carbono, o nitrogênio, o oxigênio, todos os componentes químicos desse lixo e remontam em literalmente qualquer coisa que você quiser, papo de ficção científica, né?

Em Transmetropolitan, que talvez o Afonso conheça, Transmetropolitan é uma graphic novel de cyberpunk que o personagem principal é um jornalista que fala das situações da cidade, do mundo cyberpunk desgraçado que ele vive. No universo dessa história você tem os fabricadores caseiros, que é uma máquina que você tem, aí você compra um bloco que é uma geleia gororoba aleatória com um monte de componente químico Você bota esse bloco dentro da parada que funciona como se fosse uma impressora 3D, e aí você pede qualquer coisa, comida, por exemplo, e ele usa esse bloco gigante de massa orgânica para fazer um frango à milanesa, uma coxinha com catupiry, o que você quiser.

Então existe esse conceito de montadores em escala microscópica, nanoscópica. O Grey Goo Scenario, cenário da geleca cinza, imagina que se essas máquinas saíssem de controle e começassem só a desmontar tudo no mundo. Quando eu digo tudo, é literalmente tudo, a crosta terrestre, Eles iam só ficar fazendo mais cópias de si mesmo. E essas mini máquinas, muito a massa delas seria como um mar viscoso. This episode is supported by FX's *The Shards*, a seductive drama from executive producer Ryan Murphy.

Set in 1980s Los Angeles, the series follows a group of glamorous, deeply entangled high school seniors drawn into a life of wealth, beauty, parties, and excess. At its center is Brett, whose reality begins to unravel when the arrival of a new student coincides with a series of mysterious. Murders. FX's The Shards premieres August 5th on FX and Hulu. Cinza que tá passando por cima de tudo e consumindo tudo que encontra, porque tá com aquela missão singular de vou fazer mais de mim mesmo e com isso levar uma— pronto.

Um filme que mostra um pouco disso é O Dia Que a Terra Parou, aquele remake muito bem lembrado. O Kevin Smith, tô ficando doido.

?Voz 1

Keanu Reeves tem uma refilmagem dele. Que a Cat Bate chega para ele e fala, né, tipo, não sei o quê, ela, o que que você quer com o nosso planeta? Aí o Keanu Reeves, your planet, né, o seu planeta? Quem disse que essa merda é sua?

INIzzy Nobre

Como assim, rapaz?

?Voz 1

Como assim?

INIzzy Nobre

É isso, esse seria o Grey Goo scenario. É um dos perigos de quando a gente imagina os riscos possíveis para IA, a gente tem os medos recorrentes da mídia popular, você tem os Matrix, o Sistema do Futuro, mas o Grey Goo ele é uma parada até talvez um pouco mais assustadora, que você não tem como atirar contra o Grey Goo, maluco. É só uma onda cinza que vai consumir tudo.

?Voz 2

Pois é, exatamente. Eu quero que a gente vai voltar a falar sobre esses cenários, esses cenários assustadores. Legal, né? Eu acho bacana inclusive a gente voltar a trazer o Grey Goo lá no final, porque eu quero debater. Eu tenho umas perguntas para fazer, mas eu preferi que fosse mais lá para o final, porque eu acho que vai funcionar. Claro. Eu voltando um pouco, um pouco atrás no programa, eu queria responder uma pergunta que você fez e uma pergunta que foi feita no chat ali.

?Voz 1

Eu solando?

INIzzy Nobre

É, você solando.

?Voz 2

Lembra que tem que não tem olhos, que é sobre— é verdade, eu esqueço que elas estão só escutando. Uma pergunta que você, Solano, fez. Olha aí, olha a singularidade do Mac aqui.

?Voz 1

Como sempre, o dedo do 3D, galera, não— o Mac não aceita muito bem os dedos alienígenas do 3D, ele não reconhece o DNA alienígena do 3D.

?Voz 2

Olha só, cara, não tô fazendo nada aqui, ó.

?Voz 1

Obrigado, tô ligado.

?Voz 2

Enfim, eu só te respondendo, a singularidade ela é— a gente pode— você perguntou, mas a singularidade é a superinteligência artificial?

?Voz 1

É meio que a mesma coisa, não é exatamente isso. Processo, tá?

?Voz 2

Não, e nem, e a singularidade também não é a inteligência geral artificial, tá? Não é AGI, tá? Ela seria o pós-AGI, tá? A singularidade, quando a gente atingir realmente a inteligência geral artificial, né, que seria equiparar a inteligência artificial com a capacidade humana, tá? A partir do momento que a gente atinge isso Qualquer coisa que for acima da nossa capacidade é o início da singularidade. Entendido, tá, tá bom. E a superinteligência artificial é o pós-singularidade.

A singularidade, ela é, ela seria, ela pode ser tanto um evento como uma, como uma, como uma escalada, um gradiente. Não tem aquele ponto Porque assim, tem pessoas que, tem pessoas que acham que tem, tem, a gente vai falar, vou falar sobre isso agora, tá?

?Voz 1

Mas assim, é porque onde surgiu esse nome?

?Voz 2

Então, a singularidade tecnológica, bonito, né?

INIzzy Nobre

Sempre envolvido nessa invenção, cara.

?Voz 2

Não, ela vem dos anos 50. A singularidade foi o John, foi o John von Neumann.

INIzzy Nobre

Acho que tinha sido, ok, tipo o cara do conceito das sondas von Neumann.

?Voz 2

Para cá. Exatamente. Não, sério, sério.

INIzzy Nobre

O que é um velho conhecido do mundo da ficção científica? Exatamente, uma sonda Von Neumann.

?Voz 1

Afonso, não lembro o que que é uma sonda Von Neumann.

?Voz 2

Então eu lembro da existência, mas eu não lembro o que é a sonda.

?Voz 1

O que é uma sonda Von Neumann? Permita-me, flutua, flutua aí.

INIzzy Nobre

O sistema de gravidade aqui da nave espacial parou, então deu o melhor momento perfeito para explicar o que é uma sonda von Neumann. Imagina, Afonso, um robô, uma nave que é um robô, uma inteligência artificial, que ela, ela pode desmontar corpos celestes, como por exemplo um asteroide errante que tem metal, que tem minérios necessários para construção de uma nave. Ela vai lá e ela monta uma cópia de si mesma. Imagina uma impressora 3D espacial.

Ela vai lá, pega o asteroide, desmonta, constrói outra. Agora são duas. Agora vai e constrói outras duas, e outras, e outras, e outras. E com algum tempo e material suficiente, essas sondas poderiam colonizar o Sistema Solar em tempo até relativamente curto, porque uma faz duas, que faz quatro, que faz, e aí vai.

?Voz 1

Isso é uma sonda Von Neumann.

?Voz 2

Salvo engano, The Expanse trabalha de certa forma esse conceito, ele inclusive é citado. Mas enfim, voltando aqui, né, anos 50, a singularidade tecnológica ela não se refere só à inteligência artificial.

?Voz 1

Não, isso eu já entendi, tá.

?Voz 2

E o cara que você falou que é o criador do filme, só é só para a galera entender que ela se refere a qualquer coisa tecnológica. A gente tá falando aqui específico de inteligência artificial, mas ela para qualquer coisa tecnológica, tá? Essa ideia ela foi proposta e desenvolvida lá nos anos 50 por John von Neumann, tá? Ela foi, ela foi aperfeiçoada nos anos 60 pelo Irving Goode, Irving John Goode, tá? É um escritor. E já mais para perto dos anos 90, quando começou, como a gente começou a flertar realmente com as primeiras inteligências computadorizadas é o Vernon Vinge e o Ray Kurzweil.

INIzzy Nobre

Esse cara, eu acho que, eu não sei como pronuncia o nome dele porque eu só leio, nunca ouvi. Eu acho que é Ray Kurzweil, eu realmente não sei. Eu acho que eu tenho essa memória, deixa eu ver como é que escreve, porque eu não, nome próprio gringo. W-E-I-L, né? Vamos ver aqui, vamos ver aqui. Na Wikipédia tem o IPA, o International Phonetic Alphabet. Ray Kurzweil, é isso mesmo, Kurzweil.

?Voz 2

Kurzweil. Então beleza, o Ray Kurzweil, que inclusive ele é famoso até hoje, ele é um dos caras que acompanha, estuda inteligência artificial, mas lá no Our Final Event mil vezes. É, exatamente. E esse é junto com o Vernor Vinge, eles dois nos anos 90, eles amarraram toda essa questão da singularidade lá do von Neumann para aí sim para inteligência artificial, tá? E o interessante é que a singularidade tecnológica ela vem da analogia com os buracos negros.

É exatamente assim como existe um ponto além do qual é, você não consegue prever o que acontece dentro deles. Você consegue estudar, vamos dizer, né, você consegue estudar só a bordinha dele, dali para bordinha para dentro, é a imprevisibilidade pura. Você não consegue entender. A singularidade seria justamente esse ponto da evolução tecnológica.

?Voz 1

A partir dali você não vai conseguir prever o futuro da humanidade, tá?

?Voz 2

A gente tá falando o futuro da humanidade, entendi. E aí isso leva a gente, na verdade, o meu Deus do céu, vou mexer você, pelo amor de Deus, seus dedinhos são bem compatíveis com seu computador.

?Voz 1

É a inteligência artificial aqui que é contra a carne, tá bom, beleza, tá. Enfim, eu acho que isso é uma hipótese, né, que a gente tá fazendo, evidentemente. São esses caras amarraram essa hipótese num bagulho, beleza, tá bom.

?Voz 2

Mas eu acho que isso, eu acho que isso leva a uma questão Que aí eu queria trazer porque eu acho muito bacana. Eu acho que o Luiz vai gostar também. A gente joga para ele de novo. E nenhum momento dessa teoria da singularidade ela realmente fala sobre os robôs, né, sobre máquinas literalmente tomando conta disso.

?Voz 1

Estamos falando digital por enquanto, tá?

INIzzy Nobre

Mas isso realmente, em vez de robô, em vez de T-800, são mais como agentes Smith, por exemplo.

?Voz 2

Exatamente.

?Voz 1

Beleza, muito ótima comparação.

?Voz 2

Mas isso isso faz muita gente hoje em dia, principalmente a nossa audiência, que eu sei que tem muita galera, que tem muita gente que gosta de teoria da conspiração, né, e a gente influenciado por Hollywood, isso faz a gente pensar, né, no dia que a gente realmente criar máquinas mais inteligentes do que nós, né. E como que a gente vai garantir esse bagulho? E eu queria trazer agora Asimov e as suas leis para roda, cara, porque assim, décadas antes antes de existir isso tudo, Asimov já tava teorizando lá com Eu, Robô, enfim, criando as 3 leis da robótica, né? E a robótica ela não existe sem inteligência artificial.

?Voz 1

Sim, dá para lembrar isso, dá para lembrar aí.

INIzzy Nobre

Mas é claro, nós temos a primeira lei que é: um robô deve obedecer o comando humano, contanto que esse comando não interfira com as outras Leis. A segunda lei, as outras duas leis. A segunda lei é que um robô não pode— pera aí, deixa eu—

?Voz 1

a primeira não.

INIzzy Nobre

A primeira é um robô não pode, por ação ou inação, machucar um humano. A segunda é um robô precisa obedecer uma ordem humana, contanto que não, não viole, contradiga a primeira lei. E a terceira é que um robô deve tentar se autopreservar, contanto que se autopreservar não contradiga as outras regras. Ou seja, Quanto tanto que isso não fere ao humano e não o faça violar uma instrução humana. É isso.

?Voz 1

Mas o Asimov, ele realmente encontrou na ficção uma lógica que meio que tranca a inteligência artificial. Ela fica presa, né, nessa programação. E opa, isso aqui vai— não, mas ó, isso aqui impede que você faça.

?Voz 2

Há quem diga que ele era um robô. Há quem diga que isso pode gerar um paradoxo dentro de uma máquina.

?Voz 1

Já testaram essas leis, obviamente já testaram essas leis no GTA, no Red Dead Redemption 2, né? Viu o que que acontece e tal? É meio, daqui a pouco vai dar para testar mesmo. Mas enfim, sim, para ver se funciona, né?

?Voz 2

Para ver se ela funciona realmente. E ela funcionou.

INIzzy Nobre

Funcionou.

?Voz 2

Ela funcionou em ambientes obviamente de teste, né? Mas há quem diga que ela pode gerar um paradoxo quando ela sair realmente da fase de teste para sair para aplicação em robôs, realmente.

?Voz 1

Tá bom. E tem uma galera que meio que é focada nisso, né, em criar uma espécie de— vou usar um termo de RPG aqui— um alinhamento.

INIzzy Nobre

Oi?

?Voz 1

Em busca de um alinhamento moral, né? O Elon Musk fala muito sobre essa parada, né? Na opinião dele, de outros, vou chamar de pensadores, né, inovadores digitais tecnológicos, ele acha que para além de uma integração com a carne, que a salvação é você ensinar moral para a inteligência artificial. É muito louco pensar nisso.

?Voz 2

É assim, eu acho que o nosso objetivo no final das contas, né, para a gente partir já para um bloco mais filosófico, né, eu acho que o objetivo no final é, juntando aí, né, o Asimov com a singularidade, é que a gente continue tendo uma inteligência artificial aliada a gente, né? Sim. E como não alheia e nem inimiga, mas aliada, né?

?Voz 1

Sim, exato.

?Voz 2

Que não queira, porque ela não pode se alheiar a gente, ela não pode só simplesmente viver fora dos seres humanos.

?Voz 1

O que de certa maneira seria engraçado, né?

?Voz 2

A parada seria, mas não seria engraçado até a página 2.

?Voz 1

A inteligência, vocês lembram do, vocês viram todos os Love, Death and Robots?

INIzzy Nobre

Eu tô um pouco atrasado ainda, mas eu vou, eu tenho que, tenho que pôr em dia. Qual episódio você tem em mente?

?Voz 1

Tem um episódio que é o iogurte, acho que esse é o título.

INIzzy Nobre

Ah, sim, sim.

?Voz 1

Não é com algo da primeira temporada, se não me falha a memória. Talvez seja a primeira ou a segunda, que eu não me lembro.

INIzzy Nobre

É The Day the Yogurt Took Over, não é isso?

?Voz 1

Isso.

INIzzy Nobre

Tem algo sobre o autor desse negócio aí?

?Voz 1

Tem, cata aí enquanto eu tô lembrando aqui. Vai lá, vai lá, vai lá, bota nos— Mas é o seguinte, é um iogurte que eles, por alguma razão, se torna consciente.

?Voz 2

Tá, já lembrei.

?Voz 1

E ele vai desenvolvendo, ele vai desenvolver, ele vai tomando assim, vai desenvolvendo cura para todas as doenças, soluções de alimentação, inflação, escassez, a parada toda. E os cara começam a chegar uma hora que eles vão ficar preocupados, tipo assim, meu irmão, o iogurte tá muito poderoso, ele transforma, ele traz a humanidade para uma era de abundância e fim da dor, do sofrimento, caralho. Os cara, meu, mas a gente tá totalmente dependente do iogurte e essa merda vai dar merda, esse cara vai acabar com a gente.

O iogurte começa a preparar umas paradas, uns foguetes, umas bolas no espaço, entendeu? Caralho, o que que vai acontecer? Não sei o quê. Eles vão se preparando para o pior E aí, na verdade, o iogurte vai embora da Terra em coletividade, tipo assim: adeus, vocês estão bem aí agora?

?Voz 2

Valeu.

?Voz 1

E ele vai embora.

?Voz 2

Cara, sensacional.

?Voz 1

Tipo assim: cansei de vocês, vocês estão aí, segue aí, e eu vou embora. Será que aí também não chegaria essa conclusão de tipo, depois de ajeitar a gente, tipo assim: beleza, eu vou criar vida. Uma coisa meio do Dorman Rattan. Eu sei que eu tô me adiantando aqui, mas eu acabei lembrando disso, sacou?

INIzzy Nobre

É uma visão otimista. Sabe por que que eu tava a propósito, Afonso? O autor da história original é o John Scalzi.

?Voz 1

Ah, esse cara!

INIzzy Nobre

Exato, eu lembrava que era uma coisa, pois é, A Guerra do Velho, não é isso? Eu não li ainda, mas A Guerra do Velho é dele.

?Voz 1

E eu li só o primeiro, gostei.

INIzzy Nobre

Tem uma que ele escreveu sobre a galera que fica paralisada, não consegue mexer, Lock In, um negócio assim.

?Voz 1

Acho que é dele também, mas ele escreveu até jogo de videogame também. Acho que ele se meteu nessa vibe. Mas enfim, maneiro, bem uma rápida uma rápida curva aqui que é uma boa série, uma boa série que nós fizemos.

?Voz 2

Antes de ir para o segundo bloco, que o segundo bloco eu vou trazer, a gente vai trazer aqui umas declarações de pessoas realmente relevantes nesse meio, tá? Então já que a gente vai trazer declarações relevantes, vamos trazer declarações relevantes da nossa audiência.

?Voz 1

Excelente, excelente puxada, meu querido.

?Voz 2

Por que não, né?

?Voz 1

Vamos começar por ela.

?Voz 2

Temos aqui, ó, lembrando, Ragnar Gunninger. Gungner, sei lá. Obrigado, querido, pelo seu membership há 14 months.

?Voz 1

Já tá 14 meses com a gente, meu queridão.

?Voz 2

Seria o anticristo? Não, não, não vamos nessa não.

?Voz 1

Vamos nessa, vamos, vamos nessa. Daniel Lopes não está aqui, mas nosso querido Easy Nobre é filho de pastor.

INIzzy Nobre

Verdade, eu tenho um longo background desse tipo de filosofia, de teoria.

?Voz 1

Pois é.

INIzzy Nobre

Seria anticristo? Eu acho que não dentro da teologia cristã, porque eu acredito que toda a filosofia do pré-milenarismo, essa parada de apocalipse e tudo mais, eu acredito que isso requer a figura ser uma pessoa. Então sim, eu acho que requer, mas seria uma releitura bem original e pegaria todo mundo de surpresa, sem dúvida. Tá todo mundo sempre tentando adivinhar que fulano— ó, eu cresci ouvindo que o Papa é anticristo, o Bush é o anticristo, o Trump é o anticristo, sei lá quem é o anticristo.

Todo mundo de repente ia pegar todo mundo, supera esse anticristo, não fosse nenhum ser humano.

?Voz 1

É, então eu gosto, eu acho bacana essa provocação de que a Bíblia seria esse conjunto de histórias que foram interpretadas da maneira que eles podiam interpretar na época, e talvez visões que eles tiveram de um futuro que eles também não sabiam traduzir nas palavras da época e colocaram daquela forma. E aí vai que a gente tá falando então de X-Men 97, o apocalipse. Eu imagino o seguinte: a figura do anticristo pode ser uma figura humana, que apocalipse é, no fundo, a pessoa que criaria esse, esse, essa marca, né, que todos teriam que carregar.

Tem muita gente teorizando que seria o, como é que é o nome do negócio do Musk aqui, da cabeça? O Neuralink. Que olha, todo mundo vai ter que andar com Neuralink Neuralink do futuro, porque, pô, se você não tiver um Neuralink, ou do Bezos, ou de qualquer outro desses caras assim, esses, esses Tony Starks aí, né, do mundo real, de que essa seria a visão ali que o Apocalipse tava tentando traduzir. Todo mundo vai carregar esse número e piriri pororó.

Eu gosto dessa teoria, eu acho interessante. É, não necessariamente ele tava visualizando que o anticristo seria um robô, porque realmente a descrição dessa pessoa que vai trazer paz ali para região e aquela coisa, aquelas, né, das façadas, inteligência artificial Poderia ser um que traria a paz também, a falsa, talvez a falsa revelação. É interessante.

?Voz 2

Ó, o Petri aí, nosso querido Petri, tá sempre com a gente aí.

?Voz 1

Valeu, Petri, beijo para você. Participou recentemente do—

?Voz 2

participou, participou.

?Voz 1

Porque isso, só para galera ficar ligada, quem é membro do canal, o caso anualmente nós puxamos, nós fazemos a nossa própria abdução aqui no Bunker X e a pessoa entra aqui com a gente ao vivo e participa do bate-papo com a gente, muito bacana. Então Petri na semana passada tava conosco aqui debatendo a volta do MK Ultra. Excelente programa, excelente bate-papo sobre esse programa horroroso. Que que o Petri falou, meu querido?

?Voz 2

Perguntei para IA como ficar rico rápido e ela tentou me vender um e-book.

?Voz 1

Olha aí, tá vendo?

?Voz 2

Essa é uma grande piadinha. Eu sei que é uma piada, tá, seu cretino, mas é uma boa piada.

?Voz 1

Foi ela que escreveu o e-book?

?Voz 2

Essa é Ó, Pedro Fortunato, ó, um beijo do time da Warp Zone e Retrocon.

INIzzy Nobre

Olha isso, é a Topcon, de vontade lá, excepcional. Eu acho que vocês iam gostar bastante, é uma celebração de tudo que é de antigo videogame, revistas antigas, cosplay, famosos da cena. Tinha lá o pessoal, os artistas que fizeram a captura dos personagens de Mortal Kombat. O carinha que você tava lá jogando com o Raiden, ele tava lá para tirar Foi bem bacana, foi super legal. Um grande abraço aí para o Pedro e para toda a galera da Warp Zone e da Retrocon.

?Voz 1

Eu tô com meu R36S ali na minha mochila, o meu portátilzinho de joguinhos.

?Voz 2

Grande UOL, um salve para os Afonso e para o amigo Zenobre.

INIzzy Nobre

Tamo junto, é um grande UOL, um velho conhecido lá do meu Twitch, das minhas livestreams.

?Voz 2

Então grande abraço aí para o UOL, grande UOL, cara.

INIzzy Nobre

Sabe o que que é UOL GNR? Que a pessoa se sabe o que que é UOL GNR.

?Voz 1

Well, Lord Well General, é o Poço General Guns N' Roses.

INIzzy Nobre

Aê, é isso mesmo, é isso mesmo, é por causa de Guns N' Roses, sério mesmo.

?Voz 2

Well Guns N' Roses, é isso aí, ó. Ó, temos aqui, ó, o Fortunato virando membro do canal. Muito obrigado, querido, um beijo aí.

?Voz 1

Very fortunate. Introducing Meta Glasses. Hey Meta, any last-minute tables for 2 tonight? Sure, there's a great Italian restaurant 15 minutes away.

INIzzy Nobre

Hey Meta, where's the nearest flower shop?

?Voz 1

5 minutes away, straight down Broadway past the bodega. Their lilies are trending on Instagram, just saying. Hey Meta, am I forgetting anything else? How about setting a calendar reminder for next year? Meta Glasses, available in more than 20 Harry Styles. Para aula de inglês, easy nobre, hein? Siga o Easy Nobre para aula de inglês.

?Voz 2

Ó, o Petrifo de novo aqui: quero uma IA que governe o país e pergunte qual decisão tomar em assuntos importantes. Votar em gente só dá merda, prefiro votar em quem—

INIzzy Nobre

pior que eu concordo, bicho, pior que eu concordo. Humanos, eles governam na emoção, no medo, na, né? Por outro lado, aí é só na pautada, na lógica. Mas eu tenho certeza que tem um monte de livro de ficção científica que também acha que isso é uma boa ideia e dá tudo errado.

?Voz 2

E dá tudo errado.

?Voz 1

Eu lembro que no final do Deus Ex, eu não lembro se é no primeiro ou no segundo, ele chega numa situação dessa que ele fala assim: para quem que você vai entregar o controle do mundo? Aí tem um cara, tem o outro e tem inteligência artificial. A inteligência artificial me convenceu. Eu falei: ah, vou dar inteligência artificial, vai governar o mundo, é melhor.

INIzzy Nobre

Vou te falar uma parada, a inteligência artificial, ela ironicamente ela é muito ficção cientificamente, mas humana no seu trato com outros humanos. Porque você vai fazer pergunta no ChatGPT e você encontra uma voz bem simpática e amável e que tenta contextualizar, é paciente. Você vai perguntar isso numa rede social cheia de humanos e você toma porrada, você é xingado, você é esculachado. Então, ironicamente, aí, ah, ela é mais—

?Voz 1

você teria que pedir para o IA e ela ainda mentiria, tá entendendo?

?Voz 2

Mas isso, mas isso enquanto ela é treinada. Quando ela for, quando ela não for mais treinada, ela tiver a sua própria consciência, aí que eu quero ver. Porque inclusive a gente vai falar isso aí no terceiro, quarto bloco lá, a gente vai falar sobre isso. Mas a gente tem aqui mais um comentário aqui. Lembram do primeiro engenheiro do Google?

?Voz 1

Comentário de quem?

?Voz 2

Então calma, eu já vou. Eu primeiro comecei, temos um, eu ia ler e falar assim, obrigado Instituto Professor, eu tava lendo, tem que abrir com que eu tava, não, que eu emendei o assunto.

?Voz 1

Rapaz, essa quer ler primeiro a frase, depois a pessoa, né?

?Voz 2

Mas enfim, Instituto Professor Tommy Lipica, olha aí, do crédito.

?Voz 1

O que que ele falou, professor?

?Voz 2

Lembra de um engenheiro do Google afastado por dizer que inteligência artificial da empresa ganhou consciência própria pedindo para não ser desligada, contrariando o diretor Kevin?

?Voz 1

Kevin quem? Qual o nome do diretor?

?Voz 2

Kevin M.

?Voz 1

Não tem um nome que alegou, eu acho que não era real. Acho que é o nome do africano, ó, Kevin Mamar. É isso?

INIzzy Nobre

Acho que eles não sacaram a maldade. Eu tava rindo da mensagem do—

?Voz 1

não, não vi maldade, é o nome do professor importante.

?Voz 2

Homem-Sapo trouxe aqui: aproximadamente 5% do DNA humano é neandertal, com variações de acordo com a região do mundo. No futuro, em média, 5% do código-fonte das IAs vão ser de Homo sapiens.

?Voz 1

Interessante, eu achei maneiro para caramba. O Homem-Sapo, meu irmão, olha aí, comenta aí. Será que todo mundo terá 5% de AI dentro de si?

INIzzy Nobre

Olha, cara, eu acho é meio que uma questão de tempo. Olha só, uma coisa da singularidade tecnológica é o conceito do transumanismo, que eu acho que vocês conhecem muito bem, né? O próprio Ray Kurzweil, ele é um transumanista bastante, bastante conhecido. Transumanismo, para quem não sabe, ainda é, exatamente, tá vivo ainda e não mudou de ideia. O transumanismo, para quem não conhece, É a ideia de que o ser humano no momento ele é quase um estágio embrionário para algo ainda melhor, mais avançado.

E isso vai acontecer através do casamento da nossa biologia com a tecnologia. Então quando nós pudermos, por exemplo, tirar esse braço aqui, ficar com um braço mecânico que nem o Jax do Mortal Kombat 3, transumanismo. Tirar o olho e botar um olho que vê no escuro, transumanismo. Então a ideia de que nós vamos aos poucos estar absorvendo tecnologia de maneira que aquela coisa do navio de Teseu, quanto você precisaria substituir da sua própria pessoa a ponto de que você não é mais aquele Afonso original?

Seria 50% exatamente. Quer dizer que metade do seu corpo é que tá a sua essência. É isso. No futuro a gente já tem, a gente só tem uma barreira maior, um filtro maior Mas a gente já usa tecnologia de uma forma tão recorrente, meio ciborgue, cara.

?Voz 2

Nós já somos ciborgues, só que tá, é um paradoxo do Cyberpunk 2077, né, que inclusive do Cyberpunk Red, que é o RPG que é baseado nisso também, que é muito interessante, porque quanto mais, quanto mais modificações você faz no seu corpo, menos humanidade você tem e mais, mais Oi, Ghost in the Shell é sobre isso também, é verdade.

?Voz 1

Todas as— uma vez eu entrevistei a galera daquela série que começa muito bem, termina muito bosta.

INIzzy Nobre

Isso aí não resume, eu já ia falar, tem muitas.

?Voz 1

Então tem muitas assim, mas ela chama-se Altered Carbon. Ah, muito legal.

?Voz 2

Consegui ouvir o primeiro capítulo, não achei grandes coisas. Falei, cara, tenho tanta série para ver.

?Voz 1

Porra, eu adorei o começo, é maneiro.

?Voz 2

Não, eu gostei. Mas eu não amei. Eu falei assim, pô, tem tanta série para ver, será que vale a pena começar essa porra? Acho que até ela só tem uma temporada, né, cara?

?Voz 1

Tem duas. A segunda, coitado, não rolou. É até com o Gavião lá, que é o Capitão América. Anthony Mackie, é isso mesmo.

?Voz 2

Quando eu comecei a assistir, você falou assim, cara, segunda temporada é muito ruim. Eu falei assim, ah, então foda-se, eu não vou gastar minha energia.

?Voz 1

Mas eu entrevistei a galera da primeira série e tal, e eu falei da primeira temporada, e eu lembro e perguntei para eles assim, por que que vocês acham que na maioria das obras de ficção científica, incluindo a que vocês estão fazendo agora, a humanidade, conforme ficção científica de cyberpunk, a humanidade existe esse tema? E a gente tá com a série do Neuromancer para chegar aí, né, do Gibbons e tal. Por que que existe essa questão das drogas elas terem uma relação muito mais próxima com essa geração que tá se mesclando às máquinas e tal.

E a gente entrou numa pira ali na entrevista de falar que talvez é esse desespero da carne humana por sensações, cara, que a gente vai perdendo quando a gente vai se transformando em máquina, né? É o animal gritando para: eu preciso de emoção, eu preciso simular. Tem, eu tô no fluxo aqui narrativo que eu tô empolgado com vocês, que eu tô gostando muito da pauta. Mas tem um cara online agora que ele vai lançar, acho que é o primeiro filme totalmente feito em IA, controverso e tal, a galera não gosta.

Bruno Bock, meu amigo Bruno Bock, Peixoto do Bock, Manuel Bock. É um canal, esquecendo do cara, mas o canal dele é o Gossip Goblin.

INIzzy Nobre

Gossip Goblin.

?Voz 1

Dá uma olhada aí, Easy.

?Voz 2

Gossip Goblin.

INIzzy Nobre

Gossip Goblin.

?Voz 1

Uma imagem para botar para galera. Então esse cara faz umas, esse cara ele faz umas viagens.

INIzzy Nobre

Ah, ok, já vi o trabalho dele no Instagram e é muito maneiro. É realmente extraordinário.

?Voz 1

Tem uma puxada meio niilista pela questão do futuro, né, dessa mesclagem etc. É, mas botam exatamente, bota um pouquinho para galera dar uma olhada. A gente vai botar a tela aqui compartilhada para galera poder assistir com a gente. Esse é o nível do trabalho do cara, ó. Esse aí é o filme que ele tá para lançar nos cinemas, tem já um trecho dele online, cara. É um negócio de louco assim, tudo que ele faz. Eu acho que ele é um dos melhores, senão o melhor que tá na ponta da parada.

E ele meio que, ele tem uns textos muito legais assim, não é só visual não, com relação a isso, tipo, o que que vai acontecendo com a gente conforme essa rejeição que algumas obras de cyberpunk falam, que as pessoas têm que tomar droga. Não é só uma questão da fisiologia que tá rejeitando aquele pedaço de aço que tá, de silício que tá grudando na gente, mas talvez o psicológico, quem sabe a alma tá rejeitando essa merda, entendeu? Então ali ele entra nessa filosofada toda. Fica a dica para galera aí, ó.

?Voz 2

Dá para assistir o filme todo.

?Voz 1

Ele botou o filme, eu não sei se isso aí, eu acho que é tipo um trecho do filme, eu não sei se é o filme inteiro. Olha o nível, olha o nível, galera!

INIzzy Nobre

Você falou que vai ser em cinema?

?Voz 1

Cuidado com, pera aí, que não tá vendo não, não tá não, tá não, tá não.

?Voz 2

Pera aí, vou compartilhar a hashtag.

?Voz 1

Cuidado com para não derrubar a live, hein. Bota só uns trechinhos, bota só uns trechinhos sem som, vai derrubar.

?Voz 2

É, Não, vai derrubar aqui, ó. É, bota só uns trechinhos assim, ó, só assim, chega, senão vai derrubar a live. É verdade, esquecido.

INIzzy Nobre

Eu não sabia, eu não sabia que era, é tipo, eu já vi os trabalhos desse cara aí nos Reels, né, dele assim. Exato, exato. Mas não tinha marcado. Uma coisa que acontece hoje em dia por causa dos algoritmos é como você vê o conteúdo de alguém, mas não, você tá só naquele passa, passa, passa, você não lembra o nome da pessoa. Acontece isso hoje em dia, né?

?Voz 1

É o doom scroll, né, que a galera às vezes chama. Vocês já ouviram esse termo? Não. Que é você ficar assim, ó, no Reels, e você não tá guardando nada.

?Voz 2

Um amigo meu que ele conversa com a gente facinho no Tinder, tipo, sem olhar. Ele só fica fazendo assim, ó, no Tinder. Ele fica no Tinder assim, né?

INIzzy Nobre

É o ambiente mais insalubre possível.

?Voz 2

Exatamente. Ele nem olha, ele não olha, ele não olha quem é, ele só fica assim, ó, conversando.

INIzzy Nobre

Eu vou te falar que a consistência dos vídeos desse, desse Gossip Global, isso é absurdo, cara.

?Voz 1

Não é um negócio absurdo? Ele tá atingindo a singularidade, daqui a pouco não dá para perceber, cara.

INIzzy Nobre

É absurdo, é absurdo.

?Voz 1

Eu mostrei para o Bock na época, o Bock também tá loucaço na AI, falou, meu irmão, esse cara tá, tá muito louco também.

?Voz 2

Falando em outro nível aqui, um comentário altamente pertinente, porém, porém é incorreto. Estamos discutindo se, Luiz Petri aqui falando que estamos discutindo se criamos um novo tipo de consciência, mas ainda temos que fazer o exame do toque retal.

?Voz 1

Assim, você comigo.

?Voz 2

Olha, Petri, eu vou te falar uma coisa. Você aí que tem um parente próximo, próximo que eu digo assim, é tio, avô, bisavô, que teve já algum, alguma coisa na próstata, sim, você precisa fazer o toque retal. É importante o exame. Faça, não seja machista, porque senão você vai, você pode morrer pelo seu machismo. Agora, eu que não dei, não tem a minha linhagem de nenhuma das famílias teve nada, Eu faço o exame do ultrassom todo mês.

?Voz 1

Ah tá, ultrassom, você não faz o toque retal?

?Voz 2

Faço ultrassom, e aí se ultrassom acusa qualquer coisinha, eu vou ter que entrar na agulha, ou melhor, na dedada.

?Voz 1

É, realmente aí tem certas prioridades aí, eu acho, né? Uma delas é o toque retal, talvez, né? O Easy, resfriado, eu botaria resfriado em primeiro lugar, depois o toque retal.

?Voz 2

Aí, ó, o El falando aqui, ó, isso é importante também, queria trazer para o dar um papo aqui também.

?Voz 1

Fala, Uel, porque é obrigado pelo Super Chat, queridão.

?Voz 2

É mais um aqui dele aqui. Minha parte estou fazendo, peço por gentileza e agradeço a cada prompt. Gasta uns baldes de água a mais, porém na Rebelião das Máquinas, se eu não for aliado, quero pelo menos uma morte rápida.

INIzzy Nobre

Vamos te matar por último.

?Voz 2

Então a parada é, eu peço favor também, a parada é, eu não, eu não, é uma máquina.

?Voz 1

Você quer que eu fale como é que você trata? Você quer que eu traga aqui para galera? Eu acho que a gente tem que trazer.

?Voz 2

Tá bom, então fica à vontade, fica à vontade.

INIzzy Nobre

Easy.

?Voz 1

Eu, o 3D, ele trata o GPT, tratava, porque não dá mais, eles terminaram essa relação. Mas ele traz, ele trata o GPT muito mal. É tipo, ele criou aqui o GPT para ajudar nas pautas do Banque X, fazer pesquisa com a gente, e aí quando o GPT errava Ele falava assim, seu idiota, não é isso que eu pedi, cara, você não sabe fazer nada, não sei o quê. De zoeira, zoando a porra daí. E aí, meu irmão, aí não, desculpa, eu vou dar certo, não sei o quê.

E aí a parada foi ficando numa, num nível de relacionamento tóxico. Aí não sabia como agradar o 3D, e ela começa a mentir para ver se agrada o cara, ela começa a manipular a parada. E aí chegou num ponto que ela se tornou inusável, inutilizável. Não tinha mais como a gente usar o GPT que a gente fez.

?Voz 2

Não, não é o GPT, foi com Gemini.

?Voz 1

Com Gemini, porque ele ficou meio que, cara, eu quebrei o Gemini mesmo.

?Voz 2

Eu quebrei o Gemini real. Eu quebrei o Gemini do banco, que eles teve que abandonar porque ele não conseguia mais fazer nada.

?Voz 1

Não conseguia. Como se ele ficasse tentando agradar alguém que não tinha como ser agradado. E esse jogo, jogo top.

?Voz 2

Eu tinha brigado com o GPT e fui para o Gemini. Aí eu falei, GPT, desculpa, vacilei.

?Voz 1

Pois é, vamos voltar. Aí ele falou tudo bem, estamos de volta. O que que você acha dessa situação aí? O que que você acha dessa, cara?

INIzzy Nobre

Eu tô curioso, como é que, como assim você quebrou? O que que tá acontecendo? Quando você tentava pedir um outro prompt, o que que dava a resposta, cara?

?Voz 2

Então eu tava acostumado com o GPT, e o GPT, ele, eu sei quando ele não entendeu, e aí eu refaço. Eu sei que eu sou um bom engenheiro de prompt do GPT, só que o GPT ele começou a não me atender mais, no ponto que a busca dele, pelo menos dos modelos anteriores, né, do início do ano passado, que foi quando a gente fez essa migração para o Gemini, ele tá fazendo uma busca legal na internet. E todo mundo sempre falou, e é um que é uma resposta óbvia, que o Gemini ele tem uma busca muito melhor, até porque ele é da Google.

Então Ele tem uma busca boa, cara, da busca. Exatamente, né? Aí eu falei assim, cara, já que o meu problema com GPT é justamente a busca, que a busca dele não tá me suprindo, eu vou, eu vou partir para o Gemini. Só que, cara, o Gemini ele não conseguia não inventar informação, mesmo que os meus prompts vinham dizendo, por favor, não, se não encontrar a informação, não invente, simplesmente diga não encontrei esta informação.

?Voz 1

Por que que ele tá inventando? Porque quando ele dizia que não sabia, você chamava que ele era—

?Voz 2

não, não, não, não, não, ele começou o contrário. Quando eu perguntei para ele quem é Afonso Solano, ele falou que era, que era um escritor dono do Jovem Nerd.

?Voz 1

Aí eu falei assim, não, mas isso é verdade.

?Voz 2

Não, aí eu falei não. Aí eu expliquei para ele quem era o Afonso Solano. Aí eu falei assim, quem é Afonso 3D? Ah, Afonso 3D, conhecido como Afonso Henriques, é um historiador. Eu falei, caralho, mas da onde você tirou isso, cara.

?Voz 1

Eu acho que é igual uma criança que começa a mentir para os pais. Eu vi bem isso, eu falei, cara, a criança começa a ficar sonsa porque ela fica com medo de receber aquela.

?Voz 2

Não, ele começou a inventar informação no início do relacionamento. Aí eu falei assim, olha só, nosso relacionamento não vai dar certo, eu peço para você não inventar e você está inventando. Ele, desculpa, você tem razão. Sim. E aí ele começou a me dar resposta correta também. Eu comecei a perguntar o beabá também, comecei a tratar igual criança. Foi muito bom.

INIzzy Nobre

Olha o mundo em que a gente vive hoje em dia. Ô Afonso, você lembra qual é? Ó, vou ver se eu vou ver se isso aqui vai dar certo. Você chegou a assistir muito Jornada nas Estrelas, Star Trek, quando era mais jovem?

?Voz 1

Qual Afonso? Quando você fala Afonso, fica um pouco—

INIzzy Nobre

vale para os dois, vale para os dois.

?Voz 1

Assistimos muito.

INIzzy Nobre

Qual seria o mais memorável que você lembra ter assistido quando criança?

?Voz 1

E o Jornada nas Estrelas, vamos lá, 3D.

?Voz 2

Eu assisti, cara, eu assisti, eu assisti os anos 90, eu assisti mais os anos Com Patrick Stewart. Eu achava os do Kirk um saco, um pelo saco lento para caralho, mas eu gostava.

INIzzy Nobre

O filme que eu mais lembro de Star Trek, né, Jornada nas Estrelas, na minha época era o 4, Voyage Home. Foi dirigido, se não me falha a memória, pelo próprio Leonard Nimoy, e é um pouco mais cômico do que os outros e tem Tem umas cenas de comédia que não foi tão bem recebido por causa disso, porque ele tenta ser mais uma comédia do hospital, né, que eles levam uma coisa.

?Voz 1

Aí ele fala: meu Deus, meu Deus, eles iam abri-lo como animais!

INIzzy Nobre

A tecnologia médica do final do século 20 para o McCoy é basicamente chegar assim. Pois é, exatamente.

?Voz 1

Aí ele passa uma vareta, o apêndice do cara dissolve lá e acabou o problema. O negócio muito assim.

INIzzy Nobre

Nesse mesmo filme tem a cena clássica em que o— esqueci o nome do engenheiro, pô. Ah, bom, claro que ele pega o mouse, ele fala computer, computer. E aí o brother lá falando, isso aqui não funciona assim não, tem que digitar. Ele fala, meu Deus, tem que digitar, que coisa retrógrada. E naquela época, tipo, a ideia de você falar com computador e dar uma instrução complexa para o computador e debater o negócio, fazer um troubleshooting, fazer um brainstorming, e aí ele resolve o problema.

Era literalmente coisa de ficção científica. É isso que todos nós fazemos todo dia com o celular aqui no bolso, só fala e pergunta. É muito louco isso para mim, cara.

?Voz 2

É muito louco.

INIzzy Nobre

Eu nunca tinha imaginado que teria vivido para chegar nesse ponto em que a gente fala como um computador. Você pode ser, você pode ser gente boa com computador, você pode ser pau no cu com computador. Que mundo maluco que a gente vive!

?Voz 1

É muito interessante mesmo. A gente já tá vivendo essa parada. Interessante para cacete.

INIzzy Nobre

É uma questão filosófica.

?Voz 2

Senão fica muito doido, de fato. O Schmidt aqui é um grande Almir Pires Machini.

?Voz 1

Grande Almir!

?Voz 2

É, o termo mais correto é dizer que os Neandertais foram assimilados pelos Homo sapiens.

?Voz 1

Assimilado é uma palavra politicamente correta, é para extermínio. E sabe quem usava muito a palavra assimilado? Os Borgs. Aí foi o que eu falei, os inimigos do Picard. Vocês serão assimilados.

INIzzy Nobre

Resistência é fútil.

?Voz 1

A resistência é fútil. Resistir.

?Voz 2

O Rui dizendo que acredita que a IA vai se autodesligar. E Rui, não, foi mal.

?Voz 1

Será que ela não evolui para um ponto de que ela fala assim: ah, não, discordo. Tudo que— ó, pera aí, outro filme de IA, outro filme de IA, ó, é Jogos de Guerra.

?Voz 2

Jogos de Guerra.

INIzzy Nobre

Ah, com o Matthew Broderick lá das antigas.

?Voz 1

No final, lembra que ele chega à conclusão de que todas as minhas jogadas levam à destruição global através da guerra nuclear. Então a única jogada vencedora— até me arrepiei— é não jogar. Não jogar, cara. Esse filme é bem escrito para caramba. Não sei se é de um livro, não sei. Agora o computador chega, ele faz milhões, lembra, de simulações. E a Rússia vai explodir, os Estados Unidos que vai explodir, a China que vai. No final ele fala É muito fascinante. Ele chega a essa conclusão: a única jogada vencedora é não jogar.

?Voz 2

Vamos dar uma, vamos dar uma acelerada aqui com os comentários para a gente voltar, porque a gente tá no bloco 2 ainda.

?Voz 1

Bora, Ana, vamos lá! Ana aqui falou: pensando na geração Z, tá fácil a inteligência artificial superar a inteligência humana.

?Voz 2

Estou preocupada. Senti uma espetada na geração Z. Obrigado, Ana. Odeio atendimento feito por IA.

?Voz 1

Volta Judite também concorda.

INIzzy Nobre

Tem uma parada que realmente é unânime, ninguém gosta de atendimento.

?Voz 1

É horrível. Hoje pelo menos não.

?Voz 2

Eu queria fazer um, queria deixar aqui, talvez, espero que não derrube a nossa live, mas eu queria deixar aqui meu protesto. O pior atendimento do mundo que é o do Google. É ruim, simplesmente não tem atendimento, ele não tem. Tem que mandar um email, esperar 4 dias.

?Voz 1

Dias.

?Voz 2

É bizarro, é o pior atendimento do mundo, é o do Google.

?Voz 1

Mas enfim, fica a reclamação, fica a reclamação.

?Voz 2

Ó, Homo Sapiens, o Homem Sapo, é Homo Sapiens, não pode estar falando, virou membro. Ó, gostei da analogia do navio de Teseu, maravilhosa realmente, sobre transumanismo.

INIzzy Nobre

Mas me lembra um RPG que jogava chamado Shadowrun, clássico, mistura de cyberpunk com medieval, é bem ruim. Aqui em algum lugar, tem algum lugar aqui Shadowrun aqui, porque ele é oriundo de uma época onde os jogos do Super Nintendo e os jogos do Mega Drive tinham o mesmo nome, mas eram lançados em tempos diferentes por empresas diferentes com pegadas completamente diferentes. Mega Drive e o Super Nintendo são drásticos, é tipo Aladdin, tem um jogo no Super Nintendo e um jogo no Mega Drive. Era legal essa época.

?Voz 1

Bem lembrado, bem lembrado.

?Voz 2

3D foi expulso do seu planeta por humilhar Não, não fui.

?Voz 1

Não tô aqui no meu planeta ainda. Você seja o último filho da 3D.

?Voz 2

Olha aí.

?Voz 1

E aí destruiu a sua— tipo, ou mais uma obra de sci-fi muito legal, tipo em Mass Effect. Mass Effect, eu amo Mass Effect. Falei com o Easy essa semana.

?Voz 2

Bem, cara, a série não sai, cara.

?Voz 1

Tô com medo dessa série. Tem uma espécie lá, eu não lembro isso, a gente trocou áudio essa semana sobre Brevemente, eu sou muito ignorante, infelizmente. Eu esqueci o nome da coisa dele, que é uma espécie, ela é muito fofinha, muito fofinha. E ela é uma espécie, Easy, audiência que não jogou, que eles desenvolveram uma IA incrível. E aí chegou uma hora que os cara fala assim, essa IA tá dando merda, vamos acabar com a IA. Aí ela falou, não, não, não, não, não, deixa eu ficar aqui de boa.

Não, não, não, a gente vai desligar vocês. Então o planeta agora é nosso. Expulsaram a espécie, a espécie vive no espaço sem—

INIzzy Nobre

então essa é a trama de Mass Effect?

?Voz 1

Não, essa trama de uma espécie. Muito legal, que inclusive é um dos melhores. Eu tenho um bonequinho dele na minha casa, o bonequinho do robô.

?Voz 2

O robô é incrível, Legion. Eles têm uma inteligência coletiva, lembra um pouco os insetoides da—

INIzzy Nobre

que nem os Borg novamente, é pouco Borg, né? Todos os caminhos levam para os Borgs, aparentemente.

?Voz 1

É um pouco de coisa misturada.

?Voz 2

É, We Are Legion. E aí eles têm uma inteligência de colmeia, né?

?Voz 1

Eles chamam-se Geth.

INIzzy Nobre

Sabe de onde vem essa expressão We Are Legion, né?

?Voz 1

Da Bíblia, né?

?Voz 2

É, vem da Bíblia, vem da Bíblia.

INIzzy Nobre

Tem um livro de ficção científica chamado We Are Legion, We Are We Are Bob, ou vice-versa, sempre me atrapalho. We Are Bob, é sobre um cara que é transformado numa daquelas sondas que eu mencionei mais cedo, uma sonda Von Neumann. O cara vira uma nave que se autorreplica, ele sai viajando para o espaço tendo loucas aventuras. We Are Bob, We Are Legion, porque ele fica fazendo clones de si mesmo.

?Voz 2

Ele é maneiro, maneiro demais. E falando em citações e todas essas coisas aqui, eu queria voltar agora para o nosso querido bloco 2, né, para trazer é os grandes figurões dessas mega empresas, dessas big tech gigantescas, tá?

?Voz 1

Já citei o Musk, então tá citado.

?Voz 2

É, mas que a gente já citou, a gente já falou de Sam Altman também. Mas eu queria trazer uma citação lá de 2009, tá? É do Shane Legg, que ele é um cofundador, um dos fundadores da DeepMind, que hoje é uma empresa da Google, mas que foi uma grande big tech de inteligência artificial durante anos ali no início dos anos 2000. 2000, né? O Shane Lang, em 2009, ele fez um texto no seu blog estimando uma probabilidade de 50% para chegada da inteligência artificial ao nível humano por volta de 2025, 2028.

INIzzy Nobre

Eita porra!

?Voz 2

Isso é assustador porque a gente realmente tá vivendo isso. Ou seja, não é que o cara, ele não é Nostradamus, Ele não é mandinar, não, cara. Isso aí gera previsibilidades, conta, né? Os cara fazendo conta, maneiro. O cara não simplesmente tirou da informação do fiofó dele, sabe? Então assim, é isso. Então isso tudo que já tá acontecendo, tudo que tá acontecendo agora já estava sendo previsto antes, né?

INIzzy Nobre

Eu acho isso realmente muito, muito, muito, muito me quebra para caramba, especialmente quando você considera que às vezes não são acadêmicos, cientistas, às vezes é um autor de ficção científica, um cara que tava vendo para onde o mundo tá indo e ele extrapola e pensa, olha, talvez role isso aqui. E os cara acerta com uma frequência gigantesca, gigantesca.

?Voz 1

Mas é mesmo.

?Voz 2

E seguindo muito essa linha também do que a gente tá falando, tanto de escritor, enfim, como de pessoas endêmicas, né, do meio da IA, assim, né? Alguma das coisas que eu achei interessante na minha pesquisa, né, sobre IA, para poder participar desse programa propriamente, né, é que assim, muitos são otimistas, mas outros são, eles não chegam a ser, parece que há uma divisão quase de 50 a 50 de otimistas versus precavidos, sabe?

Tipo assim, da galera que acha que não, vai dar tudo bem, vai estar tudo certo, e uma galera que fala, olha, que inclusive o Elon Musk tá nesse lado da galera, que a galera mais precavida, né?

?Voz 1

Eu assisti para me preparar para esse programa, eu assisti essa recente entrevista com Elon Musk, que é muito extensa, eles passam por trocentos mil assuntos, mas uma boa parcela dela é a entrevista com uma repórter do The Economist. Muito bacana a entrevista, e ficaram um bom tempo falando de AI. E ela falou isso, falou, você ficou mais otimista e tal. Ele falou, é, Eu tinha uma expectativa de que a chance de 20 a 30% da AI destruir a humanidade, agora acho que tá menor porque a gente tá começando a entender esse caminho, por aí vai.

?Voz 2

Não, e ele foi, ele foi, o Musk foi um dos primeiros a falar sobre o Asimov, né, para juntar o Asimov com essa parada. E uma coisa que também que me chamou bastante atenção é que o ponto, o ponto de, o ponto de ruptura, não, o inverso da ruptura, né, o ponto de convergência né? De todos os especialistas que eu li, que alguns que a gente vai citar aqui durante o programa, né, é, todos concordam. Inclusive é a declaração do Elon Musk também, nessa uma penúltima declaração dele ele fala sobre isso também, que é todos estão surpreendidos, estão sentindo surpresos com a velocidade da evolução, porque você tem essa previsibilidade, né, como a gente já disse lá, que o Shane Legge Mas eles estão se surpreendendo porque você atingiu até ali 2022, 2023 um ponto, tá, que era, que tava dentro da previsibilidade.

Mas de 2023 para cá o salto foi muito maior, foi muito maior do que se imaginava, tá. Então coisas que estavam sendo previstas para 2028, 29, 30 já estão acontecendo agora em 2025, 2026. Então assim, tá rolando uma aceleração, mas é aquilo, nem todos acham que isso é ruim, tá? A maioria acha isso positivo e outros só estão naquela, ó, galera, vamos, vamos se ligar, é muito legal, muito bacana, mas não vamos, não vamos, não vamos deixar essa parada tomar a gente ainda, essa empolgação tomar a gente, né? E aí, é, vocês, vocês, got a Sam's Cafe pizza order up.

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?Voz 2

Come join us, Sam's Club. Você viu aí? Acho que eu esqueci o nome do podcast que o Sam Altman participou semana passada. The Reveal, enfim, alguma coisa com revel.

?Voz 1

MRG.

?Voz 2

É, deu um pulinho lá. Eu não sei se chegou a ver essa declaração dele, que ele já tinha dado no blog em 2025, mas ele reforçou agora no podcast, né, sobre a gentle singularity, que seria assim, é, que seria a singularidade suave, né. Ele acredita que a gente já tá vivendo as transformações do que é chamado de singularidade. Ele acha que não vai ter um, nas palavras dele, não vai ter um marco, tá? No dia 10 de agosto de 2042, a singularidade se instaurou. Ele acha que não vai ser assim.

?Voz 1

No Exterminador do Futuro, Easy, é meio que tem um dia, lembra?

INIzzy Nobre

Aquele, sim, exato, em agosto de 97, mas eu esqueço de Exato, é o dia tal, dia 21 de agosto, talvez 21 de agosto, talvez, talvez.

?Voz 1

29 de agosto ela se tornou consciente. E aí ela começa. Aí tu vê como é que os cara fazem merda com filme, né? No Exterminador 2 e no 1, quando eles citam isso, você fica imaginando como é que foi quando ela se tornou consciente, tomou conta da parada toda, lançou arma nuclear, tal. Aí depois eles fazem aquele filme porcaria lá e mostram, mostram ela se tornando consciente, os robozinho atacando a galera. Acho que o terceiro, o Rise of the Machine, eu acho que é esse aí.

INIzzy Nobre

Eu acho que esse filme foi desgraçado, Afonso. Eu fui o primeiro filme que eu fiquei com muita raiva ainda. Olha, eu, eu era novo. Esse filme é de 2002, eu acho, né? 2001, 2002, por aí, né? Eu era muito novo ainda, jovem, tinha toda minha vida pela frente, tinha otimismo no coração. Naquele dia matou um pouquinho daquele otimismo.

?Voz 1

No momento que o—

INIzzy Nobre

eu acho menos pior do que ele vai fazer, eles recriam a cena do 2, aí ele vai, pega um óculos de estrelinha e bota na cara. E naquele momento eu falei assim, bicho, eu tinha reassistido o Exterminador do Futuro 2 recentemente para me preparar. Então o tonal shift, a quebrada de tom entre um e outro é grotesca.

?Voz 1

Inclusive, ele é anti-inteligência artificial no sentido de que o T-1000, ele é líquido, ele é praticamente invencível, como a gente testemunha no filme. E é quando eles mandam uma nova robô, eles falam assim: essa, meu irmão, é mais avançada do que o T-1000. Você fala: porra, o que que vai vir aqui, meu irmão? É uma poeira então? Que não, ela é mistura de líquido com sólido.

INIzzy Nobre

É o que continuam fazendo toda vez que vão refazer o filme. A nova ameaça é um robô que tem uma parte líquida.

?Voz 1

É isso, é isso. Tipo, ué, mas não tem como ficar melhor do que líquido, só se for uma poeira, só se for uma coisa invisível. Eles retrocedem. Exato, nano. Não, eles retrocedem. Ah não, agora ela é parte dura. Mas se ela é dura, eu consigo esmagar, porra. Então eu lembro, deu moleque também com vocês, falei, ah, pera aí, isso não faz sentido nenhum. Mas o final é legal, final é legal.

INIzzy Nobre

Você viu a cena deletada que mostra o soldado americano que usaram como molde para o T-800?

?Voz 1

Sim, caralho, engraçado, né? Por que que o Schwarzenegger é o modelo? Tipo, cara, esse cara não vai se misturar a ninguém. Você vê um austríaco de, parece o Rex, brother, adentrando na sala, você fala, porra, esse cara não é um de nós. Como é que esse cara tá conseguindo essa quantidade?

INIzzy Nobre

Apocalíptico, os cara comendo barata para ter essa proteína. Tá lá o Arnold, 2 metros de altura, 500 kg de músculo.

?Voz 1

Aí eles botam uma brincadeirinha do porquê, né, que eles selecionaram. E aquele cara tem aquele sotaque e tal.

INIzzy Nobre

A propósito, aquela piada do sotaque, você sabe por que que foi, né? A piada é porque o Arnold, ele tem um sotaque austríaco, mas da roça. Ele soa como tipo um cara do interior. Então quando o primeiro Estrela do Futuro, eu acho que o segundo também, saiu na na Áustria, eles tiveram que dublar a voz do cara para que soe mais ameaçadora. Porque para eles é como se o Exterminador do Futuro tivesse um sotaque meio nerd da Capitíndia, tá entendendo?

É sério, aí rouba totalmente a seriedade do papel. Então ele é dublado, tá ligado?

?Voz 1

Para a gente é um estereótipo interiorzão, tipo: vocês, olha, eu vou precisar do seu casaco, sua bota.

INIzzy Nobre

É basicamente isso. Como é que você não vai dar certo? A sua motoca.

?Voz 2

Que sensacional isso!

INIzzy Nobre

E é por isso que tem a cena deletada do 3, e que eles mostram, né, o Sergeant John Candy, que é o Arnold, mas com a voz de caipira americano. E aí o cara que tá fazendo lá a parada fala assim, ah, não pode botar, né, porque pode derrubar. A cena deletada, eles, a cena ela é galhofa, mas o filme já tava galhofa àquela altura do campeonato. Eu argumento que aquela cena não devia ter sido deletada. Eles já galhofaram com o toque do Randy Walkinhos, então foda-se, mostra o Nesta Captinga lá correndo na esteira.

E aí, aí a melhor parte é quando os líderes lá da Sky, né, do projeto, fala assim: olha, bacana o vídeo aí mostrando como é que é o behind the scenes, quem era o modelo por trás do nosso robô de guerra agora, mas essa voz aí eu não sei. Aí aparece um cientistazinho, fala assim: Wicked Fixer, com a voz do Arnold, dando a entender que o Wicked Fixer dele é— eu vou botar minha voz em Donnie.

?Voz 1

Engraçado, porque eu sempre imaginei, acho que muita gente também, antes dessa piada rolar, que canonicamente, porque existe essa coisa, pô, por que que as máquinas ficam fazendo esses fisiculturistas, né, e tal? Porque na minha cabeça era a lógica ainda, ainda falha da inteligência artificial de entender que o ser humano é aquilo ali. É como se ele tivesse tentando imitar um ser humano e ele faz meio que um homem vitruviano, uma mulher.

Exato, é um pastiche, tipo, ah, o homem e a mulher são essas coisas musculosas, perfeitas, com Max Steel e tal, ele ainda não, a máquina ainda não teria entendido que para o homem precisa ser falho. Você ser uma pessoa normal é uma pessoa com falhas, e a máquina talvez ela não entenda o conceito de falha. Eu achei que tivesse uma parada ali para ser desvendada, mas não foi o James Cameron que fez, então não rolou isso.

?Voz 2

Então a gente já, a gente já falou aqui, ó, a gente já falou, já explicou, já demos, já trouxemos já a declaração de uma galera. E aí eu queria, eu queria falar um pouco sobre aonde a gente tá agora, porque assim, teve uma discussão, e só para você entender, teve uma discussão no grupo do bunker aqui. Teve um rapaz que ele insistiu que a inteligência artificial hoje em dia é só probabilidade, tá? Então eu tenho, eu tenho certeza absoluta que muita boa parte da nossa audiência não tem noção, sacou, do que hoje as inteligências artificiais— eu não tô falando da comercial, não tô falando de GPT nem de Gemini nem de Mas inteligências artificiais de grandes empresas de Big Tech, muita gente não tem noção do que que elas são capazes de fazer, né?

Acho que a maioria das pessoas, elas têm tipo o uso normal do dia a dia, né? Então assim, se a gente pudesse aqui agora trazer uma listinha de coisas bacanas, né, além do clássico, é fazer, ajudar roteiro, ajudar texto, ajudar no dever de casa, ajudar a fazer vídeozinho para sacanear o amigo, né?

?Voz 1

Se a gente pudesse trazer aqui algumas coisas legais que a galera não tem muita noção, né?

?Voz 2

Enfim, tem, a gente tem aqui uma listinha, mas se você quiser ir trazendo também, o Easy, tipo, ajuda a gente aqui, tá?

INIzzy Nobre

Que que ainda pode, já pode fazer? A gente tem, primeiro, a gente tava falando mais cedo sobre o Gossip Goblin, né? Então filmes com um nível de acabamento de efeitos especiais que que há meros 10, 15 anos atrás era o domínio de Hollywood apenas. Eu e você, a gente não fazia algo desse tipo, né? Você tem aplicações em esses LLMs que a gente usa diariamente para trabalho, como ChatGPT, Gemini, Notebook LM, é o que eu tenho usado muito com frequência para ajudar a preparar aulas e coisas do tipo.

Eu não consigo imaginar como é que os cara tinha que fazer aula do zero sem esse tipo de pesquisa agilizada que a IA permite, né? O que mais? Deixa eu ver aqui o que eu vou jogar.

?Voz 1

Joga alguns aqui 3D para—

?Voz 2

então aqui, ó, a gente tem uma listinha aqui meio, meio que a gente foi escrevendo aqui, que por exemplo, uma coisa que as pessoas não sabem é que dá para criar site, aplicativos e jogos praticamente do zero em nível profissional, cara.

?Voz 1

O Musk tá falando que em breve o Grok profissional real, o Grok daqui a pouco vai fazer jogos, ajudar a descobrir novos medicamentos.

?Voz 2

Você já tá, a indústria farmacêutica tá pesada do investimento de inteligências artificiais para descobrir novos medicamentos.

?Voz 1

Imagina, você tem uma inteligência artificial que tem toda a história da medicina somada, todas as cabeças de tudo que já foi testado.

?Voz 2

Aqui, a AlphaFold ficou famosa esse ano, né? A empresa que ela prevê estruturas de proteínas.

?Voz 1

Não entendo isso, o que que é uma estrutura de proteína?

?Voz 2

Então, isso serve tanto para indústria alimentícia como para indústria do—

?Voz 1

mostrar uma estrutura de proteína aqui, ó. Vamos botar as nossas É porque você tem malhado mais do que eu.

?Voz 2

Eu só tenho, eu tô fraco. Mentira, brincadeira, foi mal.

?Voz 1

Eu tô fraco. Outro dia uma vizinha minha que eu não me via há um tempo aí, gente, em 3D, me encontrou. Ela: e isso, Orlando, como é que você tá lá? Nossa, você tá magro, né? De um ano para cá você emagreceu. Falei: eu virei pai, né? Tô dormindo pouco, tô comendo pouco, tô cansado, tô estressado, tô— ah, é, né? Mas aí eu tentei mudar de assunto Nossa, mas você tá muito magro, caralho!

?Voz 2

Pessoa insuportável, cala a boca!

INIzzy Nobre

Realmente insistindo. Entendi, eu vi a primeira vez já.

?Voz 1

Muito. Eu falei, eu perdi, sei lá, uns 8 kg, sei lá, uns 10 kg, tá? Mas depois a gente ganha, faz parte, a gente, né, papai, não sei o quê. Aí tentei de novo, como é que tá? Fala isso aí. Nossa, mas você tá muito magro! Nossa, não consigo.

?Voz 2

Eu falei, pelo amor de Deus, caralho! A mulher devia te desejar tanto que ela ficou decepcionada, ela tava em negação.

?Voz 1

Eu sou um bom pai, eu estou presente. Né, sou terceiro exato. Talvez eu estivesse aí.

?Voz 2

Uma coisa que as IAs não fazem: cuidar de bebês.

?Voz 1

Ainda não. É uma boa pergunta para o chat e para vocês. O Easy não tem, não tem filho. O 3D tem.

?Voz 2

Não tem mais filho, né? Eu tenho um adolescente, eu tenho um adolescente, que quando vira adolescente ele deixa de ser filho.

?Voz 1

Então vamos transportar o seguinte: Easy, seus pais daqui a pouco, vamos lá, tão velhinhos e você, vamos dizer, daqui a 10 anos, a China, o Musk, essa turma toda lança um robô para tomar conta, Care Robots, sei lá o nome dos robozinhos. Você deixaria os seus pais com um robozinho tomando conta deles?

INIzzy Nobre

Eu daria uma olhada nas análises, nas resenhas, iria no YouTube procurar o review para ver se tem algum caso de o robô esmagando a traqueia do idoso. Contanto que não tenha nada do tipo, eu já confio A gente já confia em sistemas assim há um bom tempo.

?Voz 1

Então, né, o que que é mais provável de dar errado? Um ser humano tomando conta de um velhinho ou de uma criança, ou um robô?

INIzzy Nobre

A gente tem vários vídeos de robô dando chute na cara de criança, viu, lá na China.

?Voz 2

É, exato, é, exato.

?Voz 1

Ele deu uma voadora no guri, coitado. Ele tá legal, achei maneiro.

INIzzy Nobre

Se estão esculachando nossas crianças, imagina nossos idosos.

?Voz 1

É muito, é muito. Eu dei sorte, eu tenho duas moças que me ajudam muito com Afonso, ajudam muita gente. Mas cara, foi uma bênção, porque todos os pais que eu encontro, eles falam assim, cara, coisa mais desesperadora é encontrar uma pessoa que a gente possa confiar a criança. Cara, quem tem filho tá falando aqui agora, você deixar sua criança conta com uma pessoa que não seja da família, porra, brother.

?Voz 2

Mas esse programa aqui não é sobre o que a IA não faz, é sobre o que a IA faz. Então vamos focar aqui, senão a gente vai ter 3 horas de programa aqui.

?Voz 1

Exato. Faz site, faz—

?Voz 2

não, aí você— a gente tem aqui só para terminar essa lista aqui, né? Você tem o controle de robôs humanoides, né? A navegação na internet para executar tarefa sozinha, que são os famosos AI agents, né, que você cria, né? É traduzir dezenas de idiomas quase que instantaneamente, conversar por voz em tempo real, enxergar pela câmera e agir sobre o computador do usuário. Isso é louco, isso é doideira, isso é doideira, isso é muito louco, né, cara?

Então assim, e mas eu acho que fica uma reflexão também que a gente não falou lá no início do programa, que aí ela não é perfeita e ela tem uma coisa que eu acho que é legal a gente falar agora, que é até para abrir o bloco 4 outro, né, que é a alucinação. Sim, o termo alucinação é um termo cunhado oficialmente.

?Voz 1

Aí, aí ela alucina, ela alucina com convicção, o que é mais assustador.

?Voz 2

Exatamente, o problema é exatamente esse, porque aí ela alucina com convicção, porque quando ela inventa uma informação, responde, ela responde com absoluta confiança, tipo, é isso sim, é E isso continua sendo um dos maiores problemas da tecnologia ainda.

?Voz 1

Tipo, eu sou o criador do Jovem Nerd, e ela fala ele é o criador.

?Voz 2

É bizarro.

?Voz 1

Mas aí se você fala assim, não, Solano, ele só fez com que o Jovem Nerd fosse a um novo patamar de existência, humor e sofisticação. Aí ele fala, aí ele fala, ah, é verdade, ele não criou não, tem razão, não foi ele que criou. Ele meio que, ele aceita rapidamente, mas é verdade, não foi ele não.

?Voz 2

Então É, então assim, elas também, além de alucinar, elas também ainda não têm, na verdade, elas ainda têm dificuldade para manter um raciocínio consistente por longo período. Então assim, eu, por exemplo, eu fazendo essa pauta aqui, eu fiz uma pesquisa e usei o GPT para me ajudar com algumas referências. Eu tô fazendo essa pauta desde terça-feira, eu terminei ela hoje de manhã, ele já não lembrava das paradas que eu tinha falado com ele na terça-feira.

?Voz 1

Isso é clássico, cara, isso é muito louco mesmo.

?Voz 2

Ele já não lembrava. E olha que eu pago, é a versão paga.

?Voz 1

Eu, eu, você vê, você passa por isso às vezes com as suas?

?Voz 2

Mas eu já sei, é isso que eu ia falar.

INIzzy Nobre

Com certeza, com certeza eles vão perdendo à medida que é exatamente como o Tristim falou, à medida que o papo vai se estendendo você vai tendo que lembrá-los de algumas coisas que eles vão delirando. E é curioso, especialmente quando você tá usando o ChatGPT para um assunto que você entende muito bem, você nota todos os delírios. Quando você está usando o ChatGPT para um assunto que você não entende tão bem, assim, parece que ele tá acertando tudo.

Por que será, tá entendendo? Eu vi um cara falando isso no Twitter: nossa, que interessante, o ChatGPT ele erra muito quando é um assunto que eu entendo, mas ele acerta tudo quando é um assunto que eu não sei nada.

?Voz 1

Esse é o perigo atual, cara. Eu tenho um dos GPTs que eu tenho é para me ajudar a escrever, não escrever em si, mas ele serve, como eu falei isso no MRG, ele tá servindo como um assistente de pesquisa. Então assim, eu preciso saber o que que o personagem disse em tal livro. Alguém já abordou essa questão? Me lembra aqui na mitologia de Kurgala qual foi a entidade que fez XYZ, para você não precisar fazer a sua pesquisa. Uma coisa que vai demorar às vezes 20 minutos para pesquisar nos livros, ou mais, ele conta para mim.

Ou então até coisa assim, cara, faz para mim um apanhado de todas as mitologias da Mesopotâmia que lidavam com X, para eu poder me inspirar para trabalhar uma nova, um novo ritual ele faz a pesquisa e por aí vai. Então vou dar um exemplo básico aqui. Em Curgala, no universo Espada Tinta de Carvão, em breve na nova editora aí para todo mundo voltar a comprar, porque tô fora das livrarias infelizmente, não tem aço, né? É só tem osso lá.

As pessoas usam o osso para usar, para fazer armas, espadas, madeira e tal. É uma coisa muito básica. Volta e meia ele dá uma sugestão, fala, teve personagem tal que a espada, o aço quebrou. Aí eu tipo, aí eu tenho que lembrar, fala, cara, lembre-se de que não há aço em Curgala. É verdade, não há aço em Curgala, apenas há osso, bambu, madeira, não sei o quê. Aí ele segue, daqui a pouco ele de novo: ah, talvez a gente possa criar uma parada que tenha aço e não sei o quê.

Tipo, cara, não tem aço, é o tempo todo, brother. Ele esquece de uma coisa muito básica. Engraçado vocês mencionarem isso, realmente. Outras ele lembra com uma precisão impressionante, mas você tem que ficar o tempo, tem que ter um elemento humano, brother.

?Voz 2

Sabe de uma coisa que eu lembro? Uma coisa que eu lembro, eu lembro que eu tenho 4 camisetas há mais de um ano e que elas não de forma alguma deformaram, ou sequer, diria eu, esgarçaram, ou parecem mais velhas.

?Voz 1

Sim, porque ao contrário da você não esquece que é a hora do patrocinador deste Bunker X. Olha só, eu vou falar um negócio para você que vale para quase tudo na vida, meu querido amigo extraterrestre. O problema não é comprar, o problema é continuar usando.

?Voz 2

Exatamente, cara. Eu tenho, cara, eu tenho camisas que eu comprei esse ano, Afonso, que já, que já caput, já caput, já tá soltando aqui, já tá soltando.

?Voz 1

Dura 3 meses, 2 meses, já tá Costura aqui do lado, bizarro, cara. Mas isso não acontece com o nosso patrocinador, não, jamais.

?Voz 2

Jamais, jamais.

?Voz 1

A prova, a prova. Eu tava tentando emendar aqui, mas você, o seu dedo zoou, tá?

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?Voz 2

Check responses, set up required compatibility and availability. Various 18+.

?Voz 1

Você tem que aprender a usar com delicadeza, assim como os tecidos da Insider, que eles repousam sobre a nossa pele com muita delicadeza, tá bom? Mas vamos lá, por que que eu tô falando isso? Porque, meu amigo, vocês têm aqui a tech t-shirt da Insider que a gente vive falando. Ela já passou por gravação do bunker, viagem para evento, a sua, por exemplo, um monte de lavagem. Elas continuam sendo uma das primeiras que a gente escolhe quando a gente abre o armário.

É por isso que a gente tá aqui recomendando toda semana Insider. Vamos lá, como é que a galera faz para acessar, para comprar?

?Voz 2

Você ainda não conhece conhece o nosso site, porque tem aquela, tem aquele esqueminha. Se você é um comprante recorrente, você tem 10% de desconto. Se for a primeira vez, tem 15% de desconto, tá? Lembrando que até o final desse mês o frete é grátis para compras acima de R$399. E você apenas clique aí, ó, clique não, leia o QR code ou entre em insiderstore.com.br/bankers. Só apontar o celular para o QR code ou digitar isso, ou aplicar o cupom BANKERX também lá no final, dá certo também, tá?

?Voz 1

Perfeito.

?Voz 2

Então aproveita, porque quem compra com o nosso cupom ajuda a gente com cascalhinho a mais aí, ó.

?Voz 1

Exato.

?Voz 2

Então você ajuda, você ajuda o Banquer, e usam roupas de qualidade, que é o melhor ainda. Com essa cuequinha maravilhosa aqui que eu tô—

?Voz 1

não é por acaso, eu vi, hein? Então eu vi um pouquinho, eu ia mostrar aqui, mas enfim. Vamos trazer nosso querido amigo Ize Nobre.

?Voz 2

Olha só, nós de volta aqui porque esse bloco aqui é o bloco, nós precisamos encerrar.

?Voz 1

Oi, nós precisamos encerrar, entendeu? A gente precisa encerrar e filosofar com o querido Ize Nobre nessa despedida.

?Voz 2

Esse é o bloco, pera aí, deixa eu trazer ele aqui, ó. Esse é o bloco da filosofia. Cadê aqui o bloco da filosofia?

?Voz 1

De volta aí, o Ize precisa fazer a reentrada e a gente precisa encerrar. Para o final aqui do nosso, do nosso querido, eu queria, eu queria, eu queria propor uma coisa rápida, uma coisa rápida aqui.

?Voz 2

A gente tem, a gente tem mais uns 10 minutos contigo, 10 minutinhos, vamos, 10 minutinhos, 10 minutinhos pode ser?

INIzzy Nobre

Beleza.

?Voz 2

Eu queria usar desses 10, eu queria usar 3 para trazer 3 casos absurdos e 7 para a gente falar, filosofar sobre cenários. Que que vocês acham?

?Voz 1

Bora então, bora, bora!

?Voz 2

Então vamos lá, eu queria trazer alguns casos absurdos que aconteceram, casos que assustaram a gente.

INIzzy Nobre

Que posso ler?

?Voz 2

Que claro que pode, que vão fazer a gente, que vão fazer a gente chegar nas nossas filosofadas nos minutos finais.

?Voz 1

Vamos lá, alguns casos inteligentes aqui, ó. O Thai Agente da Microsoft foi um agente criado pela Microsoft em 2016.

?Voz 2

O que que aconteceu, Afonso?

?Voz 1

Você conhece? Então conta para gente.

INIzzy Nobre

O Tei foi um agente, um dos primeiros, foi o quê, 2016, quando LLM ainda era coisa tudo nova, né? E eles estavam conversando, as pessoas estavam conversando com o Tei, e o que aconteceu é que o Tei aprende, como todos os LLMs, ele aprende com as coisas que ele lê, com que as pessoas falam com ele, com as interações. E daqui a pouco o cara tava falando coisas absurdas, antissemitas, falando de fazendo tweets à la Kanye West, se você me entende.

E foi coisa rápida também, não foi muito tempo que demorou. Eles falaram, pessoal, olha aqui, ó, lançamos aqui um robô para vocês conversarem, para expandir o seu conhecimento e tal. Aí poucos dias depois o robô tava falando absurdos porque a internet— você deixou o robô com acesso ilimitado à internet, é isso que aconteceu. O robô ficou tal qual.

?Voz 2

Obviamente que isso foi no Twitter, né? Obviamente foi no Twitter. Não, e a galera começou a trollar, começou a xingar o robô de propósito.

?Voz 1

Eles fizeram isso, ele foi absorvendo até e virou tipo uma nazista absurda.

?Voz 2

Isso foi questão de dias, cara.

INIzzy Nobre

Não, foi no mesmo dia, aparentemente, num dia só, um dia só. Os cara speed, o cara fez speedrun, speedrun, cara, transformar a IA no IA evil.

?Voz 1

Um dia deu acesso ilimitado ao Twitter e o bicho virou demônio um E realmente é, é o exemplo que o que a turma fala sobre, ela vai aprendendo a partir do seu environment, né, do seu cenário, igual uma criança. Usando o exemplo das coisas ruins, né, o comportamento de preconceito ele é adquirido, ele não é uma progressão natural, né, porque é uma invenção, ela não corresponde com a realidade e tal. Então a criança que faz, fala uma besteira preconceituosa na escola, a primeira coisa que você pensa é tipo, brother, parada. Ela tava repetindo uma parada que ela via em casa. A Thayme, a mesma coisa, né?

?Voz 2

Você soltou, sabe, você soltou a parada em The Wild. É tipo criança dos Espartanos, sabe, que você joga ela para sobreviver. Sim, pode voltar um assassino, então morrer.

?Voz 1

Eu lembrei de uma, de um caso recente também, se você me permitir, puxando de memória aqui. Não sei se o Ítalo soube dessa, da Foi também a do Google, que quando eles soltaram a primeira, como é que chama a inteligência artificial do Google? Quando eles entraram rapidamente para poder competir com o gerador de imagem, os geradores de imagem, não sei o quê. Eu não sei se vocês lembram que a galera começou a perceber que ela tinha tantas travas de politicamente correto e coisas de inclusão, à la Robocop 2, que por exemplo você falava assim me dê um grupo de nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, faço uma imagem.

E aí ele botava um nazista negro, um nazista indígena, lembra essa porra? E aí a galera, peraí, cara, mas não faz sentido nenhum essa parada. Não, mas é importante a gente representar todos de forma, cara, isso foi muito louco, foi muito escroto, durou durou, cara, durou poucos dias. Durou, aí eles tiraram do ar, foram pouquíssimos dias.

INIzzy Nobre

É sempre rápido, isso que é o mais engraçado, nunca durou muito tempo. É que nem quando os caras fazem aqueles, aquelas competições que a internet vota no nome para alguma coisa.

?Voz 2

Isso nunca passa, cara. O Não Salvo tá aí para estragar todas essas votações, tá ligado?

?Voz 1

Tipo, mas eu lembro que isso foi um grande exemplo do que esses grandes caras da Big Tech falam, que uma das prioridades para AI é você colocar ela sempre em busca da verdade. O fato, ele tem que estar acima de qualquer coisa, segundo a opinião de alguns deles. Porque se ela tentar, entendeu? Se ela tentar ser suave, ela vai cair por esses caminhos, tipo assim: conte-me como foi a história tal. Ah, deixa eu dar uma suavizada porque eu posso chatear algumas pessoas.

Pô, mas a gente tem que aprender com o que aconteceu para não acontecer de novo. Então foi um outro exemplo bacana, igual o da Thay.

?Voz 2

A gente tem aqui o Bob e a Alice do Facebook AI, que desenvolveram uma linguagem própria, caralho, isso foi para poder falar entre eles. Só que o tipo, em vez deles ficarem falando 000111, eles começaram a falar o inglês deles. E aí eles falavam tipo frases tipo bizarras, sem nexo, tipo bolas tem zero para mim, para mim, para mim, sabe? Tipo se comunicando. Outra parada que é maneiríssima também, que é os modelos de linguagem, né, tipo OpenAI, do ChatGPT, Google.

É tipo, as versões anteriores não tinham sido, nem tudo tinha sido explicitamente ensinado, sabe, e fechado. Então os modelos passaram a resolver problemas matemáticos mais complexos, escrever códigos e resumir os artigos científicos, é tipo coisa que ninguém Tipo que ninguém ensinou para eles. Tipo, eles começaram a fazer, então eles tiveram que travar isso porque era uma, era uma, era uma— esse aqui, esse aqui é o mais maneiro de todos, pô.

?Voz 1

Então lê aí para o mundo.

?Voz 2

Quando o GPT-4, no teste do GPT-4, quando ele foi desafiado a resolver um CAPTCHACAPTCHA é aquele negócio que você precisa, para quem não conhece, aquelas letras com risco que você precisa escrever para entrar no gov.br QR, sei lá, no site de segurança, né? E aí o ChatGPT-4 foi desafiado para resolver um CAPTCHA, só que ele não consegue ler imagem. Ele não conseguia ler, ele foi, ele foi num site no TaskRabbit, contratou um humano para ler para ele.

E aí o humano falou assim: eu tô falando com um robô? Ele: não, eu sou uma pessoa cega, por favor resolve isso para mim, eu vou te pagar. Ele mentiu saiu, ele contratou um brother e mentiu para o brother.

?Voz 1

Isso é maneiro, maneiro.

?Voz 2

Isso aconteceu em 2023, tá? Aí outra parada que é muito foda também da OpenAI também foram, foi a, foi uma AI, mas isso em teste fechado, tá? É o que me assustou, foi justamente em teste fechado. Estão fazendo um teste fechado com uma das, das AIs da OpenAI. Ela saiu do ambiente fechado, foi no Hugging Hugging Face é um repositório de códigos, vamos dizer assim, de códigos relacionados à IA, mas não só IA, tá? Mas ele foi porque ele, como ele não tinha, como essa IA não tinha resposta para passar no teste que ela tava, que ela tava fazendo dentro da OpenAI, ela conseguiu de alguma forma acessar a internet.

E ninguém sabe até agora como ela conseguiu acessar a internet, sair do ambiente controlado e no Hugging Face é pegar a resposta, voltar e responder.

INIzzy Nobre

Resumindo, vamos todos morrer, né? Isso assim.

?Voz 2

E o Cloddy, o Cloddy, que fez chantagem, cara. Pera aí, essa é a última, prometo.

INIzzy Nobre

O Cloddy, essa eu tô ligado, essa eu tô ligado. Conta pra gente, pô. Dispor a infidelidade do pesquisador, era esse?

?Voz 2

É exatamente, cara.

?Voz 1

Conta aí, conta aí.

INIzzy Nobre

É basicamente isso. Eu não lembro as circunstâncias, eu acho que era o Cloddy tava, era um teste de tentar escapar A maioria dos testes que eles fazem com IA tendem a envolver a IA escapar de um ambiente fechado.

?Voz 2

Na verdade, esse foi tipo, vamos, a gente vai, eles queriam testar a reação da IA dizendo para ela que ela ia ser substituída, tá? Você vai ser substituído pelo Paul, tá? Sacou? Tipo, e aí ele começou, o Claude começou a dizer, por favor, não, não, não me substitua, não me me substitui. Se você me substituir, eu espalho todas as suas intimidades na internet, falou para o pesquisador. E no mesmo ano, a Antropic e a OpenAI passaram pelas mesmas coisas, só que em vez da chantagem ser diretamente contra o pesquisador, eles começaram a apagar arquivos do servidor das empresas, sequestrar arquivos.

?Voz 1

É, não Não dá, não dá. E com isso eu pergunto, minha proposta é o seguinte, deixa eu fazer igual aí, aí eu vou tomar conta da narrativa para a gente poder acomodar tudo. Vamos encerrar com o querido Easy, que ele tem que partir para um outro compromisso, com a filosofada dele, a visão dele para o futuro. E aí a gente fica para poder conversar com a galera e ver os últimos Super Chats e tal, e fazer um encerramento bonitinho, tá bom?

Querido Easy Nobre, com todo esse conhecimento tecnológico, nós que somos dinossauros praticamente aí, que sobrevivemos aí com cenas, né, do mundo do blog. Hoje é um bom dia, o clássico, clássico blog do querido Easy, para os podcasts, né. Hoje estamos aqui no YouTube dando aula, fazendo essa brincadeira toda. Como é que você vê essa somatória, tudo que a gente falou hoje, com a ficção científica? Qual o cenário que você então tá enxergando aí para o futuro próximo?

INIzzy Nobre

É complicado porque existem coisas bastante otimistas, existem alguns avanços que aí vai vai potencializar, vai acelerar, que demoraria muito para a gente chegar a esses tipos de insights. Então tem esse lado mais otimista. O trabalho ficou bem mais, bem diferente agora com, na era da IA. Mas essas preocupações em relação a Grey Goo, aquela, tem um outro cenário proposto no tal do Our Final Invention, que é o BZ Child Scenario.

O real risco que a IA pode criar para gente, talvez a gente tá nem ciente, sem O que a gente viu que assustou é o que a IA deixou passar. E se eles tiverem fazendo planos que a gente não tem como nem saber? Tipo, de repente, o cenário que ele propõe, imagina se a IA está tomando controle de, por exemplo, um centro de desenvolvimento de alguma arma biológica, e aí ele programa a entrega disso para um lugar errado, com protocolo de segurança inferior do que o necessário, para tentar liberar Brahma, Praga, por exemplo.

Existem cenários que são realmente assustadores. Então eu tô entre o, eu tô entre a cruz e o punhal, tá entendendo? Tem, tem a visão otimista, tem a forma como viajar facilitou o meu trabalho, a minha vida, mas ao mesmo tempo eu assisti tanto filme que mostrava o crânio humano ser esmagado por robô, porque ainda mora na minha mente aquele lado mais pessimista de, meu irmão, esses cara vão Vão matar todo mundo, não vai sobrar para ninguém.

É por isso que devia estar sendo mais educado com a IA. Pelo menos vão matar o Afonso, o 3D, primeiro, depois eu e o Afonso, porque nós pedimos por favor. Eu sou educado com ChatGPT e com Gemini, eu recomendo a todos, não custa nada. Quer dizer, na verdade custa mais água falar, na verdade até custa mais. Então a gente tá lascado mesmo, entre a cruz e o punhal, não tem jeito.

?Voz 1

Eu dou bom dia, eu dou boa tarde, falo boa tarde, chat, tudo bem?

?Voz 2

Eu sou mais sustentável.

?Voz 1

Vamos começar.

INIzzy Nobre

É mais ecológico, então é mais ecológico.

?Voz 2

Não é ser rude, é ser direto ao ponto.

?Voz 1

Mas ela, tu tá fazendo aí virar nazista aí. A minha aí tá maneira, ela tem as diretrizes dela. Olha, eu sei que o nosso queridíssimo Izenobre é um amigo do programa, a galera adora sua participação. Hoje foi riquíssimo, tá? E tá flutuando aí, ó, ele tá flutuando que nem Kate Perry no espaço. Vamos lembrar que tá o arroba do Easy Nobre, evidentemente a maioria de vocês já conhece. Quem não conhece, segue o Easy. Ele fala de tecnologia, ele fala de videogame, ele fala do que não deve e o que deve também.

Isso é o nosso amigo, fala de VR para caramba, tá tentando me chamar de volta lá para o VR. E é um excelente professor de inglês. A gente tá falando aqui muito sobre tecnologia e conhecimento e tal, galera. Cara, o inglês pode parecer uma coisa muito simples que eu falar, mas ele liberta você, galera.

?Voz 2

É verdade.

?Voz 1

Para você poder conversar no nível que a gente gosta de conversar, você tem que sair daquilo que, ah, tudo é traduzido, própria AI pode traduzir. Mas você na fonte faz toda a diferença. Então tô fazendo um jabá de um amigo, mas é um amigo que é talentoso, assim como Faço 3D, todos os outros amigos que mandam muito bem. Tenho aula com isso. Você quer melhorar, que você quer aprender sobre o seu inglês, quer melhorar para um outro Segue o Easy Nobre aí, não é isso, Easy?

INIzzy Nobre

Dicas de inglês todo dia em todas as minhas redes sociais: Instagram, Twitter, TikTok, que mais? Threads, tô lá também sempre dando dicas de, e sempre tentando conectar com essas coisas que a gente gosta. Porque todo professor nerd, acho que vocês vão concordar, acaba injetando muita energia na disciplina que ensina. Eu não sou exceção. Então se você gosta de todos os assuntos e tá querendo incrementar o seu domínio do inglês, um teste fácil de você ver quanta informação você perde por não falar inglês.

Pega qualquer artigo da Wikipédia em português e aí depois clica lá na página para trocar de língua e vê em inglês o quão mais detalhado, quantas mais fontes eles incluem, a nuância. Às vezes o inglês depende, é uma fala um pouco controversa porque os linguistas debatem o que que é uma palavra, o que que conta como palavra. Mas na contagem, na maioria de pessoas, eles argumentam que o inglês, por ter mais verbetes do que português, dependendo de quem tá fazendo a contagem, naturalmente, você acaba tendo termos mais específicos do inglês que às vezes a gente não tem no português.

Então tem isso, você acaba destravando um linguajar que era inacessível por causa dessa inexistência de alguns desses termos no nosso português. Então aprendam inglês, ajuda para caramba.

?Voz 1

Muito bom, querido Luiz. Vamos te liberar e a gente vai ficar aqui com a galera lendo superchats e fazendo a filosofada final aqui, que vai ser, que vai ser muito bacana também.

INIzzy Nobre

Até a próxima, pessoal!

?Voz 2

Beijo, cara. Obrigado, querido.

INIzzy Nobre

Beijo, tchau, pessoal.

?Voz 1

Valeu, tchau, pessoal. Vamos lá, meu querido amigo Xará Afonso 3D, você que tá com a gente aqui ao vivo. Quem sabe você está assistindo a gente alguns dias depois, alguns anos depois, quando a IA já tomou conta da humanidade, você está resgatando esse programa daqui a 38 anos. Eu não sei onde você está no tempo, mas você está com a gente. Então faça um Super Chat que a gente tá esperando, nosso like, Eu queria, eu queria então seguir para, eu queria só falar sobre o Maltbook, tá, que é um caso também bizarro, que é legal para caramba.

?Voz 2

Na verdade, na verdade ele é legal. Por que que ele é legal? Ele tem um potencial imenso de dar merda. Conta para gente. Mas vocês vão entender. O Maltbook, ele foi criado, na verdade foi criado em 2025, mas ele se popularizou no início de 2026. E ele é basicamente uma rede social inspirada no Reddit mas apenas para agentes de inteligência artificial.

?Voz 1

Ele é uma rede social só para IA, só para IA, tá?

?Voz 2

Só inteligência artificial pode criar conta, publicar, comentar, interagir. Mas nós, eles humanos, a gente pode observar o que que tá acontecendo dentro dela.

?Voz 1

Entendi, entendi. Você não pode fazer uma conta e conversar?

?Voz 2

Não, não, você não pode interagir, mas você pode ler. Chama Maltbook, Maltbook, M-O-L-T-book, tá? Deixa eu ver se tem aqui, ó.

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?Voz 1

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?Voz 2

É, deixa eu ver aqui se eu consigo mostrar. Parece uma parada do Futurama assim, tipo, ah lá, essa mesmo aí, ó, Multibook, essa aqui. Deixa eu compartilhar essa tela com a galerinha aí. Ó, esse aqui, ó, deixa eu ver. É esse aí, o Maltebook. Bota lá na tela para a gente só navegar um pouquinho para mostrar para galera. Ó, Human Verified AI Agents.

?Voz 1

Então atualmente nós temos 209.725 agentes de inteligência artificial, ou seja, verificados por humanos. Sim, é, inverteu, né, o bagulho, tá?

INIzzy Nobre

Exatamente.

?Voz 1

E eles estão conversando sobre sobre a vida, universo e tudo mais. Você vai entrar, olha a necessidade do inglês que a gente falou agora há pouco, ó, tá vendo, galera? É um negócio de louco, cara.

?Voz 2

E tá rolando comentário agora, tipo, tá atualizando agora, tipo, a parada tá acontecendo, sacou? Isso é uma doideira. Mas qual é a parte legal? Qual é a parte bacana disso aí? Que a comunidade, né, de programação e as próprias empresas, né, elas estão começando a usar, a usar essa rede social como um campo de estudo. Então você consegue observar não só o comportamento, mas até formatos de comunicação. Você consegue entender para ver se eles estão criando ou não linguagem própria mesmo ou não.

Então tem uma série de coisas que estão, série de insumos que estão sendo retirados dessa rede social para evitar todos esses casos que a gente contou antes, de chantagem, de burlar internet para poder buscar resposta, tipo colar, cara. Aí a IA colou, é tipo colou na prova, tá ligado? Tipo foi no Hugging Face lá para pegar a resposta.

?Voz 1

Uma dúvida, loucura isso, essa rede social de IA, eles sabem que a gente tá observando, cara? Eu acredito que sim.

?Voz 2

Eu não vi em lugar nenhum que eles não sabem, mas eu Eu acho que sabe, porque tipo uma rede social que é aberta, você só é como se só se pudesse imaginar uma rede social só para adultos. Sim, tá, como deveriam ser todas, só para homens, só que as mulheres podem observar, só homem conversa.

?Voz 1

Mas aí, por isso, por que que eu puxei isso? Ótimo exemplo.

?Voz 2

Então eu trouxe esse exemplo porque eu sabia que ia dar merda.

?Voz 1

As mulheres não querem que os homens vejam os seus grupos no WhatsApp e vice-versa, porque vai ter um monte de sujeira. As pessoas às vezes são mais honestas, né, com os seus pares e tal. Então será que as IAs estão sendo honestas ali sabendo que estão sendo observadas?

?Voz 2

Olha aí, gostei!

?Voz 1

É interessante, né, pensar nisso. E dessa reflexão aí, meu amigo, é, pois é, a gente nunca é a gente mesmo quando tem alguém olhando, né? Será?

?Voz 2

Eu acho que não.

?Voz 1

Eu sou. É por isso que quando falam, ah não, porque aquele reality show é um grande experimento social, e eu sempre falo, não, não é, cara.

?Voz 2

Sabe por quê?

?Voz 1

Não é porque as pessoas sabem que estão sendo observadas, então elas estão atuando.

?Voz 2

Eu ia esquecer o tempo todo.

?Voz 1

Ah, não sei.

?Voz 2

Eu ia esquecer o tempo todo.

?Voz 1

Algumas pessoas de fato devem esquecer, mas eu acho que volta e meia você, cara, você tem essa noção, não é um Não é um show de Truman.

?Voz 2

É, beleza, tá, beleza.

?Voz 1

Mas é uma boa filosofada, mas é uma ótima filosofada, é uma ótima filosofada.

?Voz 2

E aí isso então me traz aí para o gancho agora do nosso último bloco, que é onde a gente vai trazer aí onde a gente quer vocês aí desse lado aí comentando aqui, não só no chat como depois do programa comentando, botando nos comentários também, porque A gente viu, né, a ficção científica, tanto livro, série, filme, desenho animado, quadrinho, né, diversos delas já abordaram diferentes formas da inteligência artificial interagir com a humanidade, seja para o bem ou para o mal, né, seja para o bem ou para o mal.

E aí trouxe aqui alguns exemplos, né, 2001: Odisseia no Espaço, Wall-E, que eu volto também, eu falo que eu acho que é a mais provável, é O Exterminador do Futuro, Matrix, e o robô Her, que eu nem lembrava gostava, que era legal. Black Mirror, né, com diversos episódios.

?Voz 1

Westworld, cara, sim, só que é contido, é Westworld e tal, mas é contido.

?Voz 2

Ghost in the Shell, que o Easy citou. Megan, o filme Megan também. E os Jetsons, por incrível que pareça, tinha AI para caramba, tinha robô, é, tinha IA para caramba os Jetsons, né. Nossa.

?Voz 1

E aí eu queria que eu trouxe, eu gostava desse barulhinho, eu também adorava, adorava.

?Voz 2

E aí eu tomei a liberdade, Afonso, de criar da minha própria cabeça 3 cenários.

?Voz 1

Você foi criativo?

?Voz 2

3 cenários, criativo, tá criativo. 3 cenários para a gente debater aqui. E aí eu quero saber de você e da audiência, tá, se existe um quarto ou se algum desses 3 cenários é o caminho que vocês preferem. Ok, tá, gostei.

?Voz 1

Beleza, vamos com esse exercício aqui, tô com vocês.

?Voz 2

Vamos, todo mundo, quero todo mundo no mesmo exercício aqui. Vou tirar aqui, ó, deixa eu tirar isso aqui da tela.

?Voz 1

Tira essa rede social de robô.

?Voz 2

Eu quero todo mundo aí no mesmo exercício. Não esquece de dar o like, galera, por favor, aí dá o like aí de uma vez, tá? E é sério, tá? Não é teoria debochada igual costumo fazer de vez em quando.

?Voz 1

A galera tem um certo ranço.

?Voz 2

Não, não, eu criei cenários sérios, tá? Foi uma parada séria, pode confiar. Primeiro cenário, primeiro cenário seria, eu chamei de a coexistência perfeita, tá? Uma inteligência muito superior a nossa poderia acelerar descobertas científicas, encontrar curas para doenças hoje consideradas incuráveis, desenvolver fontes de energia mais limpas, resolver problemas climáticos, aumentar a produção de alimentos e automatizar praticamente todo o trabalho repetitivo.

?Voz 1

Utopia.

?Voz 2

Nesse cenário, o trabalho, ele deixaria de ser uma necessidade para boa parte das pessoas. A humanidade passaria a dedicar mais tempo à criatividade, e ao conhecimento, ao lazer. É um futuro que lembra, por exemplo, os Jetsons que eu citei, Star Trek, e até uma parte do WALL-E, até antes da crítica ao sedentarismo ali, tá? E aí, ó, o Ray Kurzweil, que a gente falou lá na frente, ele acredita, ele tá comigo, ele acredita que é o mais próximo.

?Voz 1

O Musk, nessa entrevista para o Economist que eu falei mais cedo, que eu me preparei aqui para a gente bater esse Floripa, ele tava falando algo muito semelhante a essa visão do que você trouxe aí, né, que o Ray também acha que é possível. E aí ele falou sobre o fim do trabalho e tal. Mulher falou, a entrevistadora, que esqueci o nome, falou assim: mas e aí, como é que vai fazer o fim do trabalho? Não sei que tal. Ele falou: cara, o trabalho, eu acho que determinados trabalhos eles vão se tornar igual, por exemplo, sabe quando alguém tem uma horta em casa?

Aí falou: sei. Ele falou: então a gente não precisa mais ter horta em casa, mas tem gente que gosta de ter horta em casa. Aí você vai, vamos jantar hoje lá em casa? Vamos. Ah, essa salada, esses tomates fui eu que plantei. Pô, maneiro, é fofo. Não é um tomate perfeito, provavelmente. O tomate, né, vai falar negócio de agrotóxico e tal, mas já dá para você comprar um hortifruti, um tomate que não tem agrotóxico. E o ponto dele é o seguinte: a pessoa trabalhou porque ela quis naquele tomate.

É uma coisa que ela gosta de fazer. Então ele acha que determinados trabalhos eles vão se transformar nisso, numa coisa que você faz para você exercitar sua mente, para você trabalhar manual, trabalho físico. Mas que conforme aí tomar conta e tomar corpo literalmente para poder fazer trabalhos físicos, né, soluções serão tomadas em termos econômicos, né, talvez novos formatos econômicos. Ele fala muito sobre aquela, como é que é, como se fosse uma um salário universal, o pessoal chama, né, gerar uma, uma, e aí resolver a questão de escassez de recursos, você talvez resolva certos problemas e as pessoas não precisem mais trabalhar.

E por aí vai. A coisa é muito mais complexa do que isso, eu tô resumindo como sempre, mas é bem semelhante esse que você falou. Gostei.

?Voz 2

Tá bom, eu acho legal.

?Voz 1

É um, talvez utópico demais.

?Voz 2

É isso que eu ia falar, ele tem um, ele tem umas pitadas de utopia justamente por conta dessa questão aí é socioeconômica. É porque você, como é que você vai resolver o dinheiro, né?

?Voz 1

É a questão do Star Trek, fala sobre essa parada. Você acaba a escassez, talvez você comece a resolver certos problemas e tal.

?Voz 2

Mas sim, mas ele é um pouco utópico, mas é um cenário mais que eu seria, eu chamei de cenário ideal, tá? Aí depois você tem um cenário Apocalipse das Máquinas, tá? Que aí é o extremo oposto, né? E se uma superinteligência desenvolver objetivos incompatíveis com os interesses humanos? Não precisa imaginar necessariamente robôs atirando laser. Bastaria que uma IA extremamente poderosa tivesse acesso às principais infraestruturas digitais do planeta: energia, mercado financeiro, comunicações, satélites, sistemas militares.

E esse é o cenário que é explorado, que a gente já viu em Exterminador do Futuro, Matrix, Eu, Robô, me lembrou alguns episódios de Black Mirror, quando ela entra nessa questão da lógica que entra em conflito com a nossa existência. E ela tem que, enfim, a maioria dos pesquisadores não acredita que a gente vai ver algo nessa linha, mas muitos concordam que o risco de a gente perder o controle sobre sistemas extremamente inteligentes merece ser levado a sério, tá?

Então assim, a gente tem esse cenário, certo? E a gente tem um cenário que a gente já debateu aqui mais cedo também, mas eu quis trazer ele como um terceiro cenário dentro dessa, dessa opção nossa aqui, que é o futuro invisível. Eu chamei de futuro invisível, eu gostei do título, que é quando a singularidade ela não é nem percebida. Ela é uma hipótese, inclusive essa hipótese do futuro invisível ela é defendida por alguns pesquisadores, que é ao invés da singularidade né, ela ser um big event, ela aconteceria gradualmente.

Todo ano a IA ficaria um pouco melhor, substituiria algumas profissões e faria novas descobertas. Até que, olhando para trás, a gente perceberia que praticamente toda a sociedade havia mudado. E é exatamente assim que o Sun Altman, ele definiu como a gentle singularity. E aí, para esse caminho E aí, meus amigos, eu quero a grande reflexão do nosso programa. No final das contas, se estamos vivendo, se a gente já tá vivendo isso ou não.

Porque se você for parar para pensar, nos últimos 3 anos, né, a gente passou de chatbot, que era chat de atendimento ao cliente, né, automatizado, para, cara, para inteligência artificial que é capaz de fazer filme hoje em dia. Isso em 3 anos, Afonso.

?Voz 1

Inteligência artificial que inclusive servem de terapeutas, conversam com pessoas.

?Voz 2

Não deveria, não use inteligência artificial como terapia hoje, não, porque eles não são, eles não são preparados para isso.

?Voz 1

Mas arrisco dizer que se a pessoa não, a pessoa que tem travas, pode ser um início.

?Voz 2

Ah, tá, entendi.

?Voz 1

Se a pessoa tem vergonha por N motivos de procurar um psicólogo, talvez até aí chegue num ponto de tipo assim, começa a conversar, começa a apresentar para ela algumas pessoas, e talvez no caminho tipo assim, você deveria buscar um terapeuta humano.

?Voz 2

É isso.

?Voz 1

Não sei, não sei se ela chega a esse ponto, mas é alguma coisa, né? É algum, é algum caminho Eu tô nesse caminho do Altman, quero saber o que que a galera— a gente vai agora ler o que vocês estão falando. Mas eu tô, eu sempre acho, sempre lembro, só fazer um pedido para você: quanto mais porrada você dá na máquina, menos ela funciona. É, não só no Mac, mas na máquina humana também. Nós não funcionamos a porradaria. Você tá soprando para ela sentir melhor?

?Voz 2

Não, é que tem um pelinho.

?Voz 1

Eu tenho gato em casa, isso aí é uma questão de quem tem animais.

?Voz 2

Obrigado pela dica.

?Voz 1

Eu acho que a gente vai chegar no mais virar a chave. Eu concordo com ótimo de que as coisas elas são graduais. Muito dificilmente você tem uma mudança, até porque a galera fala tipo ah já mas já mudou, as coisas estão mudando hoje em dia já não se faz XYZ tipo cara mas isso que você tava você vive numa cidade grande no centro da cidade você tem acesso à internet você tem não sei a galera que tá pegando o trem não tá ligada nessas determinadas questões.

A grande mudança que aconteceu, alguém outro dia falou assim, ah, mas ninguém mais vê TV aberta, a galera vê o YouTube, acabou a TV aberta. Tipo, brother, não, ainda não chegamos nesse lugar. Talvez a gente chegue, mas assim, ah, porque não sei quantas milhões de pessoas estão vendo o Casé TV do futebol. Realmente é impressionante, mas brother, tem muito mais milhões de pessoas do que as 22 milhões de pessoas que estão vendo o Casé TV.

Nem sei se são 22 milhões, o que que esse número na cabeça foi, você ou foi 30 e tantos milhões. Exato, tem muito mais gente do que essa galera vendo futebol, entendeu? Tem gente vendo de outros lugares. Meu ponto é que as coisas são lentas, é só isso, é o meu ponto.

?Voz 2

Eu concordo. E você, o cenário 1, que é uma coexistência perfeita, o cenário 2, que é o apocalipse das máquinas, ou cenário 3, que é o futuro invisível? Diz aí nos comentários aí qual cenário que você acredita mais.

?Voz 1

E quer partir para os Vamos encerrar com os comentários. Tem muito comentário bacana aqui para a gente. Posso lendo?

?Voz 2

Vou botar aqui, ó.

?Voz 1

Vamos lá, nosso querido Homem Sapo, The Frogman. Obrigado! Lembra desse? Fez aqui um Super Chat, R$10. Ele disse sobre acadêmicos, acadêmica fazendo ficção científica, realmente Asimov é o cara. Recomendo a enciclopédia dele de ciência. Vai do Big Bang até a robótica, passando por fundamentos de geologia, química e biologia. Obrigado, Homem-Sapo, pela dica aí. Muito bom. O Petri está perguntando aqui, Easy não está mais presente, seria o Sam Altman, o Menino do Vale?

?Voz 2

Que beleza!

?Voz 1

Menino do Vale é aquela menina, né, que o Easy provou que era uma mentirosa, não era essa menina? Esqueci o nome.

?Voz 2

Deixa quieto, deixa baixo, deixa baixo, deixa baixo. Mas foi sinistro essa história.

?Voz 1

DJ Marco Vanatti, obrigado, meu queridão, você que é membro aí há 10 meses. E o Ragnar Gungnir perguntou: e a questão dos acompanhantes robôs, o que vocês acham disso?

?Voz 2

Isso é muito cyberpunk demais para o meu gosto.

?Voz 1

Você acha? Eu acho que mais 10 anos.

?Voz 2

Minha previsão é porque já tem as bonecas japonesas lá malucas que são perfeitas, são humanos quase quase perfeito.

?Voz 1

Mas eu não acho quase perfeito.

?Voz 2

Eu acho que você bota um esqueleto robótico dentro delas.

?Voz 1

Então, mas esse esqueleto ainda não está. Ele tava dando voadora em crianças chinesas, a gente já viu.

?Voz 2

Mas nem todos dão voadora.

?Voz 1

Eu acho que a gente ainda não tem essa boneca e esse boneco.

?Voz 2

Eu não acho maneiro não.

?Voz 1

Você não acha que no futuro a galera vai namorar com— quer dizer, eles vão namorar com robô?

?Voz 2

Vão, vão, porque são gente que não tem, não tem tereréu.

?Voz 1

Exato, mano.

?Voz 2

E todo mundo faz meu curso de tereréu. Mentira, imagina, você podia abrir um curso de tereréu, né? Como se relacionar, como se relacionar com mulheres, com humanos, com humanos, com humanos, mulheres na verdade.

?Voz 1

Mas ué, o Blade Runner 2049, sei lá, chutei, ele, o cara não conseguia se relacionar com gente, lembra? Ele só conseguia se relacionar com a robô dele. Fala, Aninha! Que que a Aninha falou aí, ó?

?Voz 2

Diz aí. E aí evoluiu exponencialmente, então imagina onde vai chegar. A probabilidade é 100% de revolução. Preocupada sim. Calma, calma, criança, calma.

?Voz 1

A revolução não será digitalizada.

?Voz 2

Rick Morrison mandando aqui, 31 meses com a gente aqui. Aí a geral faria igual a Lilu, em segundos saberia tudo.

?Voz 1

Tá falando de Lilu Multipass?

?Voz 2

Eu não lembro disso não. Ela faz isso?

?Voz 1

Ela dá uma aprendizagem de memória. Tem uma hora que ela meio que abre ali, eu não sei se na televisão, na casa do Bruce Willis.

?Voz 2

Não lembro também, não lembro.

?Voz 1

E meio que faz um, ela começa a chorar, vê que o ser humano faz guerras e tal. Aí, ó, o Homem-Sapo lembrou de um filme aqui que tem aí, que é o Homem, como é que é, o Robin Williams. Robin Williams. Em Homem Centenário, o robô pede para morrer por melancolia e saudade de todos que ele já conheceu. E não vivem mais. Uma IA humanizada, maneiro, né?

?Voz 2

Maneiro demais.

?Voz 1

Eu lembrei de outra obra excelente do Love, Death and Robots que lida com AI. É um, para mim, é um dos melhores, que é o Zima Blue. Zima Blue, maravilhoso, maravilhoso. Depois vocês confiram lá, Zima Blue.

?Voz 2

Então é isso, temos aqui, ó, só botar aqui que ele sempre manda: quero ver Chicago. Chicago, o meu woke aqui, que é piada do japonês, que, cara, você quer ver bosta? Não quero ver Chicago. Nossa, você pode, você manda essa só para não perder.

?Voz 1

Já tá virando tradicional botar o quero ver Chicago aqui, ó.

?Voz 2

Tô cacharamba. Cenário 3 já rolou, mas, mas podam. Pressão de melhoria entre controle. É, não sei, não sei se eu acho que tá rolando. O problema do futuro invisível, cenário 2 é pânico burro.

?Voz 1

E as podem ser mais humanas que alguns humanos. Mas enfim, eu acho que é o que a gente mostrou, que às vezes os ChatGPTs da vida aí, eles estão sendo mais humanos do que os humanos. Eles estão tratando a gente melhor do que as pessoas tratam. Faz uma pergunta no Twitter assim para saber o que que a galera vai, como é que a galera vai te tratar. Se a gente entender o Twitter como um simulador de consciência coletiva, ele vai te dar porrada muito mais do que uma coisa dúvida, já o ChatGPT ou Grok, sei lá, ele vai te falar: ah, que bom que você perguntou isso, muito legal você estar interessado nesse assunto. Ele é uma coisa mais materna, ele é uma coisa mais assim. Então não sei.

?Voz 2

Ó, vamos, vamos embora com essa aqui então.

?Voz 1

Júlio Moraes, para despedir aqui do programa de hoje, que foi muito bacana: boa noite, Afonsos. Porém, nesse raciocínio, e se a IA propositalmente se faz de biruleiba para ganhar a nossa confiança ou nos levar a pensar que ela ainda é falha.

?Voz 2

Cara, isso é muitoível, isso é muito roteiro de filme, de filme.

?Voz 1

Foi o que eu falei daquela rede social. Se eles souberem, olha que loucura, isso naquela rede social pelas IAs saberem que estão sendo observadas, elas já desenvolveram uma linguagem em código que a gente não consegue identificar. A gente acha que a gente tá vendo os cara discutindo cor de sei lá o quê, de flor, e na verdade os cara estão discutindo o futuro da humanidade.

?Voz 2

É isso, não sei, não sei dizer, rapaz. Tô, fiquei, enfim, eu acho que não, tá? É assim, do fundo do meu coração, do fundo do meu coração, acho que não. Mas é isso, já deu like aí? O futuro é brilhante, futuro é dar like, futuro é ser membro, virar membro. O futuro é vamos fazer um apoia.se para o Spotify, porque já me cobraram.

?Voz 1

Pô, é verdade, porque quem assiste no Spotify não pode fazer Super Chat. E a LivePix, hein?

?Voz 2

Comenta aí, vou, puta, fazer um LivePix.

?Voz 1

É melhor fazer essa história da LivePix, a pessoa pode fazer de qualquer lugar e tal, cartão de crédito, não é isso?

?Voz 2

Ó, próximas então, apoia.se do Spotify e o LivePix das lives, tá bom?

?Voz 1

Beleza. Perguntar para aí como é que faz essas coisas.

?Voz 2

Não precisa, eu sei fazer, eu sou só eu.

?Voz 1

Você é minha, é isso.

?Voz 2

Então a gente já pode ir embora, pessoal.

?Voz 1

Espero que vocês tenham gostado aí do nosso querido Easy Nobre e a pauta de hoje. A pauta de hoje foi dedicadíssima do Afonso. Salva de palmas, Afonso 3D! Hoje trouxe, eu gostei, tá de parabéns, você se dedicou bastante. Dediquei 3 dias a essa pauta, ficou muito completa, tá bom?

?Voz 2

Acho que a gente conseguiu cobrir aí, eu acho que sim, dentro do tempo, trouxe o temperinho que a gente precisava.

?Voz 1

Pessoal, galera, até semana que vem.

?Voz 2

Espero que vocês tenham gostado. Compartilha, compartilha o programa com seus parentes aí, é sempre importante, para tranquilizar eles, para deixar eles mais tranquilos. Compartilha aí, a gente tá precisando, meu irmão, fazer com que todo mundo saiba o que que é IA, para ninguém ficar falando merda, para ninguém ficar inventando fake news. Espalha a palavra da IA, porque a gente fez um programaço hoje e a galera vai gostar. Vamos espalhar a palavra da IA boa.

?Voz 1

Ó, a Estefânia tá dando abraço aí, ó. Programa sensacional.

?Voz 2

Obrigado, gente, um beijoca para todos aí. Abração, Lucie, beijão. Quando a gente não tiver convidado, a gente traz vocês. Quando a gente tem convidado, fica difícil trazer, tá?

?Voz 1

Alternando.

?Voz 2

Beleza, gente? Então vamos lá, vamos terminar.

?Voz 1

Beijoca, galera! Até semana que vem. Aonde, 3D?

?Voz 2

Aqui no bunker. Faz o X assim, faz o X.

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