Episódios de isso não se diz

ep.155

10 de maio de 202645min
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ep.155
Assuntos8
  • Natureza dos PensamentosConceito de pensamentos que criamos como problemas · A necessidade de atribuir peso e dimensão a pensamentos · A importância de não perder energia com assuntos pequenos
  • Boletim médico e estado de saúdeAumento do colesterol · A relação entre idade e colesterol · A importância de comer bem · Aumento da frequência de micção
  • Dicas culturaisLivro 'Tudo na Natureza Apenas Continua' de Yuen Lee · Filme iraquiano 'O Bolo do Presidente' · Concerto da Billie Eilish em 3D no cinema
  • Estudos de idiomas e preparação intelectualA liberdade de inventar palavras e frases · Comparação com a criatividade de Miyakoto · A dificuldade em falar português corretamente
  • Cuidados com PlantasDificuldade em cuidar de bonsais · A paciência necessária para cuidar de bonsais · Diferença entre cuidar de plantas comuns e bonsais
  • Agradecimento à Nau de CacauRecebimento de chocolates da marca · Agradecimento pela quantidade de chocolates recebidos · Impossibilidade de Marco comer doces
  • Crise ClimáticaGranizo e trovoada em pleno maio · Acender a lareira como forma de protesto · A paragem da chuva após acender a lareira
  • Diferenças de ritmo e intensidadeNovo café expres
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Ai, vocês, vocês, mal as vossas merdas, mal as vossas draminhas, mal as vossas situaçõezinhas, mal as vossas coisinhas da pizza. Porquê que eu introduzi logo a palavra pizza nos primeiros segundos deste podcast?

pessoa doente é que eu sou, que necessidade é que há de introduzir logo este palavrão, ainda por cima, forte, agressivo, pissa, é logo uma coisa que tem ali um corpo, tem ali um músculo, tem ali uma força, esguicha, enfim.

Achei que era importante. Como é que vocês estão? Tão bem? Sentem-se bem? Sentem-se fortes? Sentem-se rígidos? Sentem-se com vitalidade? Sentem-se fracos? Frágeis? Com dores de amor? Com dores de corpo? Como é que vocês estão? Será que se sentem esvaziados, sem energia e sem explicação para isso?

Será que nós, eu por acaso penso nisso, que é, eu quanto menos faço, menos energia tenho. E quanto mais faço, mais energia tenho. Mas eu não sei se não é uma energia meio doping, que é uma energia que o corpo gera só para estar à altura da minha cabeça. Mas depois quando eu paro é tipo, ah foda-se, claro. Claro que agora vou pagar isto tudo. Claro, claro que sim. Portanto não sei. E também não sei se vou arranjar uma resposta para isto aqui.

Importava saber se vocês estavam bem. Já que vocês não respondem, vamos seguir em frente. Como é que eu estou? Pergunta cerca de ninguém. Estou bem. Foi uma semana boa, média. Foi uma semana média, foi uma semana bandeira amarela.

amarela, a tirar para o verde mas ainda assim amarela com situações da vida porque a vida acontece, não é? É esta merda, que às vezes é bom, outras vezes é mal mas é a vida, a vida é tão boa não temos que levar com tudo e só aceitar às vezes é isso Eu li um livro esta semana que vai ficar para baixo isto estão preparados? Agarrem-se que se chama como é que se chama o livro? Foda-se

O livro chama-se... Ah, Tudo na Natureza Apenas Continua, de uma autora que se chama Yuen Lee, que é sobre uma mãe que perdeu dois filhos que se suicidaram. Pronto, eu disse que isto ia ficar alegre e confirma-se.

É uma biografia, é duro, mas é um livro extraordinário, ganhou-se, não estou a errar agora, o Pulitzer de melhor biografia. Mas nesse livro, que é muito racional, é estranhamente lúcido e objetivo e muito pouco lamesas, embora o tema se prestasse facilmente a isso e com toda a razão.

mas é mais do que isso, não fica nesse conceito, mas ainda assim a autora a certa altura fala num conceito que é pedrinhas de pensamento. O que é pedrinhas de pensamento? É um conceito que ela desenvolveu, ou melhor, uma amiga dela que lhe falou a certa altura quando ela estava...

a falar sobre um assunto qualquer, e era relativo a um assunto que não era bem um problema, mas que ela estava a criá-lo naquele momento. Ou seja, era um pensamento que ela estava a desenvolver como se fosse um problema, mas não era. Portanto, ela apelidou de pedrinhas de pensamento. E eu acho que nós estamos pejados de pedrinhas de pensamentos que são coisas que nós...

tentamos forjar de maneira a que seja um problema maior, porque às vezes estamos para aí virados e queremos criar problemas. O meu pai é que dizia muitas vezes a frase, as pessoas cansam-se de estar bem, e é verdade, e perante coisas tão grandes, de facto fica mais fácil de analisar o que é que são pedrinhas de pensamento, que são pensamentos que nós estamos a tentar atribuir-lhes um peso e uma dimensão que eles não têm, e que somos só nós a entretermos com...

com um assunto que de certa maneira nos está a entusiasmar, ainda que seja uma força negativa, mas está a nos entusiasmar para fazer daquilo um problema maior. E portanto às vezes é mais fácil à distância perceber que há coisas que não vale mesmo a pena perder energia com isso e essas pedrinhas de pensamento é um conceito que eu acho que vou adotar. Porque eu às vezes sou especialista em pedrinhas de pensamento que são merdas.

que eu fico ali, eu decido ficar ali, num assunto que até é pequeno, mas eu começo a arranjar na minha cabeça justificações para eu estar a dar tanta atenção àquele assunto e convenço-me de que aquilo é muito maior do que na realidade é. Pronto, é um exercício às vezes doloroso, que não acrescenta à ponta de um caralho. E às vezes é só uma questão de se ter a lucidez, de conseguir mudar a direção.

da nossa cabeça e seguir em frente. E se for um assunto verdadeiramente grande, que não seja uma pedrinha de pensamento, ele há de voltar a manifestar-se de outra maneira até nós o resolvemos. Mas, regra geral, eu acho que diria que 80% dos problemas da nossa vida são pedrinhas de pensamento.

Pronto, era isto que eu tinha para dizer, começou pesado, é pá, começou, olha, é um belo livro, aconselho, começo já com as minhas sugestões culturais da PISA, é esse livro, e um filme que eu acabei de ver agora, que é absolutamente extraordinário, que se chama O Bolo do Presidente, é um filme iraquiano, é pá, é tão bonito, é tão bem filmado, a protagonista é uma miúda, para aí, de uns 10 anos, 9 anos.

É inacreditável. E adorei. Acabei de ver agora há uma hora, se tanto, e entrei na lista dos meus filmes preferidos deste ano. Deste ano que já é do ano passado, se não estou em erro. É do ano passado? Não sei. Pronto, os filmes preferidos recentes, por assim dizer. Mais coisas que eu possa sugerir culturalmente que vocês estão tão desejosos de saber, desde cabeça de caralho, qual é a sua orientação cultural que a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época a mesma época

que eu vou ver, ah, fui ver o concerto da Billie Eilish, em 3D, no cinema. Foda-se, que experiência incrível. Pá, a Billie Eilish é incrível. É muito bem feito. E musicalmente é muito bom. A miúda tem uma cabeça muito interessante e há uma justificação para tudo o que acontece ali. E é muito bem filmado. É filmado pelo James Cameron, o realizador do Avatar, do Titanic, entre outros.

E aquilo é muito bom, é uma experiência mesmo imersiva. Só senti falta no cinema do som estar um bocadinho mais alto, que é para nos dar aquele ambiente de concerto. Acho que faltou isso, mas achei interessante, estavam muitos miúdos a assistir.

e de repente estavam a aplaudir no final de cada música, na última música foram todos lá para a frente dançar, achei bonito, achei assim um gesto de liberdade refrescante. Pronto, uma vez que a maior parte das pessoas está assim muito presa à pose, de repente aquilo fez com que a sala se desinibisse. E é muito bem filmado, é mesmo uma experiência que vale a pena, para quem gosta de música e para quem gosta especialmente de Billie Eilish, para quem não gosta.

Epá, fiquem em casa, o que é que querem que eu vos diga? Arranjem um cato e comecem só a podá-lo. Ou um bonsai. Um bonsai e eu adorava conseguir, por exemplo, Ricardo Ribeiro, fadista, voz enorme da nossa praça. Esta expressão também é um bocado de conas, não é? Voz da nossa praça. Uma grande voz. Ponto final. E artista de quem eu gosto muito.

É especialista em bonsais. É uma pessoa bonsai ou bonsai? Bonsai, bonsai, bonsai, bonsai. Bonsai, vou dizer-me um misto dos dois, bonsai. Bonsai, bonsai. Lá está, uma pessoa com paciência, que está lá no Alentejo, na sua casa, a podar, poda daqui, poda dali.

Tem tempo para ver aquilo crescer, dá valor ao tempo, dá valor à natureza, para a natureza seguir o seu curso. Ora, pode daqui para ali crescer com mais força. Epá, eu não. Eu mate catos. Catos? Ah, boa, Bruno. Foda-se. Parabéns. Se nem sequer consegues seguir a tua linha de raciocínio, estás a falar de bonsais e agora já vais para os catos outra vez. Já tinhas abandonado há 15 dias. Parabéns.

E o mato de bonsais, que não é brincadeira. Uma vez mandaram-me cá para casa dois bonsais. Bonsais, bonsais, bonsais, bonsais, bonsais, bonselais, bonselis. Mandaram-me dois coitos pequeninos, árvores pequeninas, e eu consegui, epá, matá-las. Parabéns, Bruno. Disseram-me assim...

é pá, isto aqui, não sei o que, é deixar assim, é dar umas indicações. Foram pessoas impecáveis que me disseram assim, é pá, isto para tratar, é assim, é assim, é assim, faz isto, isto, isto. E eu, sim senhor. Pumba, o monro bonsai que já tinha ali não sei quantos anos de vida, consegui fode-lo em três tempos. E eu que até tenho uma mãozinha verde. Pá, tenho muitas plantas aqui no escritório, tenho plantas em casa, tenho árvores, e até me considero uma pessoa...

com algum talento para a planta, sei onde é que é de podar, sei como é que é de podar, epá, mas o bonsai, bonsai, bonsai, bonsai, bonsai, bonsai, bonsai, bonsai, chegou aqui e pensou, ui, não, não, não, isto implica delicadeza, meu menino, não, não, vou-me matar, não, não te mates, bonsai, não, vou-me matar, epá, se é este gajo a tomar conta de mim, vou-me já matar, queres ver eu a secar as raízes?

Não faças isso. Secou. Ficou para a lenha. Foi para a lareira. Impecável. Por acaso cabia bem na lareira. Tinha o tamanho certo. Por falar nisso, também acendi a lareira hoje. Foda-se, se isto não é esquisito, também é da primavera. De repente estava em casa. Estava tudo muito bem. E começa a chover. Mas foda-se, a chover, parecia que os bombeiros estavam lá em cima. A mandar cá para baixo, só para curtir. E de repente vem granizo.

como assim graniz e trovoada? E há graniz e trovoada nesse focinho, só para não teres a mania, as raspas de gelo aí a caírem no chão, que não é brincadeira. E eu estava assim mais chiquinho e pensei, ai é? Ai vocês pensam que vão ficar a ganhar? Ai não era abril águas mil? E agora estamos em maio e estão ainda a querer a merda do provérbio que nem sequer já rima? Maio águas que? Maio águas como caralho? Como caralho?

E então acendi a lareira, como forma de protesto, que é, ah é, então eu vou fazer uma coisa que também não é suposto. A ver se vocês não... E olhem, parou-te chover. Não sei se lá em cima não perceberam a indicação, o que é certo é que parou-te chover. De nada. Se vocês estavam a apanhar a chuva e de repente pararam de apanhar a chuva, muito a mim me têm que agradecer. Muito me têm que agradecer. Muito agradecer a mim me têm. Muito de vocês me têm que agradecer a mim, vocês todos.

português não temos hoje, não sei se vocês já repararam não estou bem a conjugar, as frases também estão um bocadinho assim à zona mas também acho que é interessante, acho que é cansativo esta ideia de uma pessoa ter que falar sempre o português que toda a gente fala e que vem nos livros porquê? Então o miacoto não inventa palavras e agora sou eu que não posso inventar a frase, queres ver? Pera lá, o que é que eu sou a menos que o miacoto? O que é que eu sou a menos que o miacoto? Sou uma pessoa como o miacoto?

Miyakoto começou a dizer coisas tipo Terra abençoada. O que é isso? Abençoada. É abençoada com sonhada. É. E agora? O que é que vais fazer? Nada, nada. Mas vais imprimir isso? Já, vou fazer livros com esta merda. E agora? Ok, está bem. Respeito. Eu até gosto. Mas não é estranho. Não. Foi uma decisão minha. E tu, Bruno?

Então vou fazer frases que não fazem sentido. E quê? E quê? E vão dizer o quê? Não posso? Pá, não sei. Ah, mas tu não és o miacoto. Pois não, nem o miacoto é eu. Nem o miacoto ser eu. Nem o miacoto ser mim. Apeteceu-me. Disse ser mim. E quê? E quem é que vai aqui dizer alguma coisa? Vá, desafio-vos. Venham-me aqui interromper o podcast e dizer não podes falar assim. Venham, carolho. Venham.

venham-me, estão-me a apetrecer uma sapa no focinho a alguém, caralho. Vão aqui dizer assim, ou nos comentários dizer não se fala assim em português. Vão com o coca, olha. Mas não é nos comentários da pizza, sem cara. Eu quero assim, à minha frente. Não se fala assim. É!

de corpo ai a foda-se tu é descontrolado porra tu é disperso até o meu contact e-mail para olhar para mim tu é disperso foda-se the fuck que é isto mano o que é que está a acontecer mano estás mesmo todo perdido mano o que é que se te lutar está a acontecer mano

pronto, queria dizer isto o que é que eu tenho mais para vos dizer que não é mentira absolutamente nenhuma ah, queria agradecer, pronto, agora tenho que fazer o agradecimento no episódio com o Marco eu falei sobre uma marca que é a Nau de Cacau, lembram-se de ter falado dos chocolates, porque são ótimos é uma marca portuguesa

E nós falámos, e eu até disse assim, olha, agora se mandam só uma tabletezinha da pizza, depois do que nós falámos aqui, epá, eles até exageraram, mandaram dois caixotes, são dezenas de tabletes, mas dezenas, aqui eu tenho chocolate até...

até ao leite da minha morte. Eu vou estar no hospital, não sei com que anos, mas vou estar a levar soro e chocolate. Portanto, agora tenho que agradecer, porque não é cabe-me a me agradecer, mandar um caixote para mim e um para o Marcle. Só que o Marcle, infelizmente, não pode comer agora coisas doces.

Portanto, não sei se não vai ter que ficar aqui. Não queremos que ele tenha mais um problema de saúde. Por que é que eu estou a falar com esta voz? Também não sei. Mas é uma voz que eu acho interessante. Olá, pequeninos. Vamos ouvir a história desta noite. É a história de um senhor que era pescador. E um dia foi com... Não sei.

Um menino para a beira de um lago, para a beira de um lago. E agarrou na cana e enfiou no cu do menino. Moral da história, nem todos os lagos têm peixes. Uau, ok.

Eia, estou mesmo disperso. Parabéns. Eu acho que há muito tempo que não me sentia tão disperso. Mas é assim, não é? É aceitar. Eu antes de começar o podcast, eu pensei, está-me mesmo a apetecer gravar o podcast. Sabem, há semanas em que é tipo, foda-se, hoje estou e de certeza que estou fluido. Porque há alturas em que eu falo e venho para aqui e é tipo, eia, pá, pá, pá, pá, pá, pá, pá, está tudo certo. E há outras alturas... E...

que eu acho que estou fresco de cabeça e acho assim, hoje vai ser bem, esqueçam. Hoje aqui, vocês não estão a ver. Hoje eu estou mesmo afinado. Estou apurado, apuradíssimo. E esta merda que vocês estão a ouvir desde o início deste podcast, que é zero. Vocês espremem isto e deu. Cerca de zero. Nem em português está. Está em crioulo ou em latim ou... Nem sei bem. Enfim, mais coisas que eu tenha para vos dizer. Ah, fiz análises.

Fora-se. Isso se calhar nem vai para o ar este episódio. Porque sou só eu a dizer coisas, não é? Os outros também são, mas eu sinto que este é mais eu a dizer coisas do que nunca. Este é mesmo só... O que é que foi este episódio? Ouviste o episódio? Ouvi. Então, era o Bruno a dizer coisas. Ok, está bem. Então, fiz análises. E o que é que eu tenho... Porquê é que eu fiz assim agora? Fiz análises. E o que é que eu descobri? Descobri...

Foda-se, então o colesterol agora já está no limite? Eu estava sempre... Aquilo vem o histórico. Quando vocês fazem análises, vem o histórico tipo 2024, 2025. Então agora que eu estou a comer melhor do que nunca, ainda não está acima do valor, do valor mínimo. Não está. Pronto, estamos bem nesse aspecto.

Mas já está a subir e eu penso, foda-se como? É a idade, não é? Tipo, uma pessoa vai ganhando anos e vai ganhando colesterol. E depois é tipo, foda-se. Olha, aguenta-te. Mas eu estou a comer melhor que nunca. Não estou a comer merda. É raro comer merda. Volta e meia como uma merdinha. É pá, sim. Mas também a vida não é isto. De vez em quando não temos que ir ao armário e comer um bocado de merda. Ou num restaurante. É pá, olha, vou perder a cabeça, vou comer um bocado de merda. Mas foda-se.

Agora que eu estou a comer muito bem, com pequenos almoços incríveis, é que me dão ali, tipo, olha que isto está a subir. Eia, por amor da santa. E estou, pá, de resto impecável. Eu até acho que às vezes é mau ter boas análises de sangue. Eu já disse isto aqui. Uma pessoa ter boas análises, às vezes é mau sinal. Porque uma pessoa fica logo, ui, então estou bem.

Ui, então vou começar aqui a fazer merda. E depois dá merda. Será que eu fiz merda da última vez que recebi as análises e agora estou a pagar e não me dou conta? Não, mas estou a comer melhor. Não, não, desculpem, estou a falar comigo e por acaso está a gravar. Não, não, estou a comer melhor. Estou a comer melhor, estou a comer muito melhor. E sinto-me mais saudável. Como é que é possível? Agora estou a mejar muito.

Eu sei, quem é que perguntou foi aí na segunda fila. Estou-me já muito. Mas muito, não sei o que é que aconteceu. Nos últimos três dias... Ah, já sei o que é que foi. É que houve uma noite que eu acordei assim às cinco da manhã, meio com calor, meio com frio, porque tinha havido pessoas doentes aqui em casa. Nem sei quem é que tinha estado doente, não sei o nome das pessoas que moram cá, mas tinham estado doentes e então, se calhar apanha ali qualquer merdinha, mas às cinco da manhã...

Estava a tomar uma coisa efervescente, que também vos digo uma coisa, é deprimente uma pessoa acordar e ter que tomar uma merda efervescente. Porquê? Porque tenho que esperar que aquilo efervesça, que acho que é mesmo a conjugação do verbo, que aquilo efervesça. E então, tomei a dormir...

meto uma merdinha, pá, que é uma espécie de aneuroma, mas efervescente, num copo, e fiquei assim, de olhos meio fechados, meio zombie, à espera de parar de ouvir aquele...

Pronto, quando para podes beber, mas até lá a espera é muito triste. E depois vi e acordei assim um bocadinho melhor. Agora, anda a mijar? Porra! Vai estar lá a mijar para o caralho, meu mano, meu boy. E não é tipo como se fosse infecção urinária, que é cada vez... Cada vez? Cada vez...

Estou a falar um pouco de... Não sei que gosto de falar... Também não tenho capacidade de falar de outra maneira. É um podcast que estou a tentar falar português. Não estou a conseguir. Estou a falar meio que russo, meio que ucraniano. Mas estou a tentar. Estou meio que leste. Meio que, assim, uma língua de leste. Mas estou a tentar o melhor que sei.

Já nem é nada, isto já nem é leste, não é nada. Mas, cada vez que mijo, é pá, é aos litros de mijo. Como é que é possível? Eu já devia estar, tipo, aquelas embalagens, sabem quando acabam de beber um sumo com palhinha e depois chupam tudo o que lá dentro dá e fica só aquilo sem nada? Pronto, eu sinto-me assim.

Mas estou a beber muita água, também deve ser disso, não é? Mas estou a beber a mesma água que bebia antes. O que é isto, Bruno? Porquê que isto é um episódio? Porquê que esta merda está a ser um episódio? Como é que é possível isto ser um episódio? Não é possível, isto não é um episódio. Considerem que isto não é um episódio. Imaginem só que isto foi tipo um sonho que vocês tiveram, um daqueles estranhos que correu mal. Pronto, adiante.

Ouvintes desse lado, seguidores da Delta Q, para quem é fã do 10, chegou agora o 11. Ouviram bem? O 11. Para aqueles que não gostam de cafés intensos, sinto que ainda não viveram o suficiente. Para aqueles que achavam o 10 intenso o suficiente, desenganem-se, chegou o 11. Um expresso intenso, encorpado, com notas de cacau e avelãs torradas.

Reparem bem no nível a que estamos a chegar. Isto já é o campeonato dos especialistas. Já não basta ser um bom café, agora há notas e aromas e tudo. Sintam o cacau, sintam a avelã, sintam a vida a melhorar depois do vosso novo café preferido. Se gostam de café a sério, daqueles que não pedem licença, experimentem o Delta Q Intensidade 11. E onde encontramos, perguntam vocês, nos pontos de venda habituais e ainda a deltahouse.com, onde podem usar o meu código BRUNO NUGUERA20.

e ter 20% de desconto em toda a loja. Porque vocês querem, vocês têm de nada. Abreu também está presente neste podcast. Há viagens que começam do outro lado do mundo e depois há Marrocos. Está aqui tão perto e parece outro mundo. Começou em Casa Blanca, tudo tranquilo, e de repente estão nas cidades imperiais como Fez ou Marrakech, no meio de Medinas, onde o Google Maps simplesmente desiste e ainda passam por Rabat.

Claro, alguém tem de manter alguma compostura no meio disto. Os sucos estão intensos, cores, cheiros, gente a negociar e vocês a tentar perceber se precisam mesmo de um tapete. Depois há palácios, palavras... palavras? Não. Praças cheias de vida e paisagens que mudam sem aviso. Do caos ao silêncio. E o melhor...

não têm de tratar de nada. Está tudo organizado. Voos, hotéis, guias. Portanto, se querem trocar o trânsito por outra realidade ou uma rotina por uma medina, é seguir caminho. Passem em abreu.pt ou numa loja Abreu ou por videochamada através da Abreu Experience. Marrocos está perto, mas parece longe. E ainda bem.

Também queria dizer uma coisa, chamar a atenção e agradeço, porque nós estamos sempre a crescer. Nós estamos em constante crescimento. Nós somos um bicho em constante evolução. Que não é QR Code. Uma polémica, como outra qualquer, lá estará. É importante arranjar polémicas. Mas é QR Code. E faz sentido, porque de facto o Q é less Q em inglês e não key. Mas de facto dissemos assim durante muito tempo, não foi?

Mas temos que nos habituar a esta nova realidade. É QR Code. Está bem? Obrigado por estarem desse lado e obrigado por compreenderem. Também queria dizer o seguinte. Fiquei muito contente porque no último episódio chamei para aqui um amigo, o Rui Lopes. E eu pensei assim, esta é uma pessoa que eu gosto tanto de ter na minha vida e com quem eu me rio tanto. Será que as pessoas que ouvem o podcast...

Também vão achar, porque às vezes há este desfazamento, não é? Nós achamos que uma pessoa vai funcionar de uma maneira numa conversa no podcast e depois, afinal, o público não agarra. E não é que vocês adoraram Rui Lopes.

quantidade de mensagens que eu recebi porque é uma alegria contagiante, não é? Uma pessoa ouve Rui Lopes a falar sobre o que quer que seja, pode ser bacalhau à Brás ou pode ser sei lá, um caderno e há ali uma alegria e as pessoas gostam de alegria.

mas também tinha medo porque há pessoas que reagem mal à alegria. Há pessoas que ficam chateadas com a alegria dos outros e imbicam com a alegria dos outros. Mas não foi o caso. Portanto, sinto-me vitorioso por um amigo ter saído vitorioso. E um dia destes, se ele estiver para aí virar, porque ele também é uma pessoa, como vocês perceberam, tem a sua vida, teve que ir à Disneyland Paris acompanhar um grupo de pessoas e ser uma espécie de guia turístico.

Um dia deste está de voltar, está bem? Mas obrigado pelo vosso feedback. Queria uma ajuda vossa, pode ser? Podem-me dar uma ajuda de construção civil? Epá, eu gostava muito, porque nós temos que ser uns para os outros. Não temos? Pois temos migas. Nós não estamos aqui para ajudar-mas às outras.

Eu queria fazer no meu jardim uma... É assim, eu tenho uma zona do jardim que tem pedras. Tem pedras. E eu não gosto dessa zona. E isto é um problema. Eu sei que há guerras, mas isto é um problema que já me diz muito há muito tempo. Porque eu não consegui arrasar uma solução.

Eu sei que vocês, ao mesmo tempo que estão aqui para rir, também estão para ajustarem. Porque nós queremos ajudar o outro, tal e qual, como fez nosso Senhor Jesus Cristo, que Deus o tenha em descanso. Ao seu filho.

que é o seguinte, eu tenho uma zona que é, tem pedra, é um chão de pedra, e eu não gosto, porque depois durante o inverno começa ali a ficar mais escuro, com o verdete e o caralho, pois é perigoso, enfim, enfim, não vou, eu vou-vos poupar, isto é um assunto tão difícil, que eu vou-vos poupar ao sofrimento.

E eu queria, é pá, disseram-me isto aqui, para trocar este tipo de chão, temos que arrancar esta pedra toda, foda-se, marteles pneumáticos agora, ali no jardim, pá, pá, pá, pá, pá, para arrancarem a puta da pedra. Não. E há uma solução que eu já vi em algumas casas, mas que ainda não sei bem como é que se chama, é possível que seja resina, mas não sei bem, que é, basicamente, a mesma coisa.

Uma tinta que eu ponho por cima, estão a ver? Ponho por cima daquilo, não preciso de fazer nada. Ponho só uma tinta por cima daquilo e posso escolher a cor. Vá que eu posso pôr uma cor assim, cor de barro, ou posso pôr aquilo que eu queria, que é assim um amarelo torrado mais para o escurinho, estão a ver?

E queria pôr isso, mas que não fique escorradio. Porque depois também há essas tintas que uma pessoa é tipo Ah, é muito linda. É linda, é pico os cornos ao chão. E rebentas a boca toda. Nós não queremos isso. Queremos uma coisa que mantenha algo mais presa para fazer ali retenção no téni, mas ao mesmo tempo dê um ar mais limpo.

Percebem? Quero alegrar aquela zona. E podem-me só dizer, se sabem, qual é o material que se usa para fazer isso, se quiserem até me podem mandar diretamente a referência, dizer assim, olha, então isto é naquela loja, é esta referência, isto é, tens de pedir a uma pessoa para... Não sou eu, vou pôr... Eu suponho, já vos expliquei, dá merda, não é?

dá merda, eu se puser alguma tinta sem querer vou arranjar a maneira daquilo, não sei sem querer vai parar uma janela e nunca mais sei, ou sem querer eu vou engolir a tinta e vou-me matar só a tentar pôr tinta e vai ser triste para todos

Portanto é isto, se me souberem ajudar é para agradecer-vos tanto, mas tanto. Em relação às janelas, vocês também me disseram, Bruno, qual é o contacto das janelas? Tu tinhas problemas com as janelas, finalmente conseguiste resolver. Qual é o contacto? Malte, eu disse que vos ia dar o contacto, ia-vos dizer o nome, quando vierem terminar aquilo que têm para terminar, que vai ser se tudo correr bem, esta semana, em que vocês estão a ouvir isto.

e se correr bem, que eu não quero também mandar-vos ao engano, se correr bem eu depois, até agora correu já resolveram 50%, esses 50% disseram, toda a gente disse que era impossível resolver, eles resolveram se eles resolveram os outros 50% eu digo-vos o nome da empresa pode ser?

Se eles acharem bem, acho que vão achar bem. Não tem nada que achar mal, não é? Muito pelo contrário. Mas pronto, também queria dizer isto porque temos de ser umas para as outras. Pois é? Não temos de ser umas para as outras? O que é mais? Eu não sei se já repararam. Se calhar podem não ter reparado. Mas eu hoje estou só a disparar assuntos para o ar.

Não sei se... Pronto, para lá. Tenho andado a dar particular atenção... Tirei, imagina, eu estou com tempo, não é? Estou com tempo. Estou aqui numa pausa das filmagens, falta-me só uma semana, e depois é a montagem, ou edição, como quiserem chamar, mas vou estar a tratar disso. Vai ser um processo longo, mas agora ando com tempo. E como ando com tempo, ando a fazer um exercício que é o seguinte, e vocês vão dizer, ó Bruno, vai para o caralho.

O que é que isso interessa? Mas pronto. Anda a fazer um exercício de dar especial atenção às coisas belas. Pronto. Eu sei que isto parece meio aqueles poços da pizza de autoajuda. Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei. Mas pronto, é uma coisa tipo... Reparem.

As coisas bonitas, as coisas belas, a maior parte das vezes estão à nossa volta. Aliás, as coisas belas até podem estar em coisas que à partida, a uma vista mais desarmada, vai parecer uma coisa feia. Mas de repente há ali uma beleza qualquer que nós conseguimos transformar numa alegria para nós. E prestar atenção às coisas belas é um exercício como outro qualquer.

Como, por exemplo, meditação. Meditação é um exercício. Para quem gosta de fazer meditação, para quem se sente bem com isso, ótimo. Para quem gosta de fazer yoga ou pilates, epá, ótimo. Dar atenção às coisas belas é um exercício também que requer muito foco. Porque, para já, nós temos que estar predispostos a ver o belo em vez do feio.

Que é uma coisa que, mais uma vez, eu tenho que contrariar naquilo que é a minha profissão. Que é dar atenção àquilo que corre mal e ter o foco no erro. Pronto, portanto, é limpar isso. E depois é aceitarmos que também não podemos forçar coisas belas. De repente é ridículo. Estarmos a querer forçar. Aí, olha aquela lâmpada de 60 watts. Uou, que beleza. Não, foda-se.

Não. Quer dizer, se calhar para vocês pode ser. Mas estão a ver o que é que eu estou a querer dizer? Às vezes é, imagina, é um recorte de luz que a determinada altura do dia vos entra pela janela e faz uma forma geométrica no chão que por alguma razão vos toca. Outras vezes pode ser só a maneira como um avô atravessa a estrada com o neto. Não sei.

Enfim, cada um tem a sua lista e cada um também há de encontrar a beleza em coisas que provavelmente eu não encontro. Mas é um exercício que requer uma predisposição e também uma espécie de foco apurado para que seja mais fácil de identificar. Mas quando nós estamos predispostos a isso, quase como se nós tivéssemos vontade de apontar num caderno coisas belas que nos rodeiam. Se vocês fizerem esse exercício...

Até pode ser durante uma hora do dia, ou meia hora, pronto, que se foda. Também não tem que ser uma hora. Para mim, por exemplo, há um exercício que eu adoro, já partilhei aqui convosco, que é ver pessoas. Epá, adoro, mas adoro. Ver pessoas em casa, então adoro. Eu sei que dá cadeia, mas estou a dizer que quando eu estou na rua e ver janelas e ver o que é que está a acontecer, aqueles recortes de vida, não sei, deixam-me feliz por alguma razão.

Às vezes entristece-me, mas é assim uma espécie de tristeza bonita. Não sei dizer de outra maneira. Mas este exercício também é um exercício bom. Às vezes não é difícil de incorporar isto na nossa vida porque estamos ou azedos, ou de mal com alguém, ou chateados, ou doentes.

E torna-se difícil, talvez, encontrar alguma motivação para procurar essas coisas belas. Mas há tanta coisa e em alturas particularmente difíceis ou tristes, ajuda saber que há sempre qualquer coisa salvífica no momento que nós não estamos à espera. E também em momentos que, à partida, não estão destinados a serem bonitos.

Porque encontrar coisas belas em coisas que já estão preparadas para ser belas, sei lá, em quadros, em música, em pôres do sol, isso são coisas que à partida já estão predestinadas a estar no lote de coisas belas ou bonitas que nos rodeiam.

Mas quando são surpreendentes e quando são quase... É quase encontrar o belo no inesperado e no feio, que é um exercício que eu acho também se treina, é como o miró ao ginásio, acho que há sempre qualquer coisa boa que pode sair daí. Quanto mais não seja a espera e a tentativa e a procura num sítio inesperado de algo bonito e belo.

Pronto, está-me a irritar a ouvir-me. Estão a ver, sabem, quando uma pessoa começa a falar e começa a irritar-se das palavrinhas que está a dizer. Está-me a dar até... Estou quase com vontade de vomitar na própria boca. Também estava só a partilhar o que estou a fazer. A primavera também presta-se muito a isso, não é? Na primavera também é um bocado de batota, porque tem doping. Na primavera é quase difícil uma pessoa só prestar atenção às coisas feias.

É preciso estar muito mal com a vida para pensar, tipo, o que é que está mal aqui, nesta beleza toda que me rodeia?

E pronto, terminamos esta parte Do podcast que é então dedicado O que é que foi cão? O que é que estás a fazer? Sai daí Porquê que este caralho, este cão Tem que encontrar sempre Há tanto espaço E ele tem que meter tipo o focinho dentro do lixo Porquê? Não, agora não é momento para isso Sai, para lá para o fundo Por favor

Ok? Dá-me espaço. Dá-me espaço. Isto não é saudável. Sai. Malta, é assim. Eu ando já há algum tempo a dizer o seguinte. Vou fazer pilates, pá. Vou fazer pilates. Eu preciso de fazer pilates. Eu não tenho flexibilidade. Eu vou fazer pilates. Mas cheguei à conclusão que eu já diga esta frase sem pensar. Eu nunca decidi mesmo fazer pilates. Sabe o que é uma pessoa dizer uma frase?

só porque acha que ela fica bem. No fundo, o que eu estou a dizer é Bruno, tu tens que dizer esta frase porque isto é o que tu devias estar a fazer para não chegares aos 70 anos se lá chegares.

E não seres um caralho de um boneco enforrejado de ferro e pau. Isto é o que eu digo para me convencer a mim próprio de que era essa a escolha que eu devia fazer. O que é que sucede? É insuportável a dor de ganhar flexibilidade. É das dores mais insuportáveis do mundo.

É uma dor que me dá quase vómitos. Quando eu estou a fazer alongamentos, tipo depois de um treino de tênis, treinei tênis esta semana, e depois estou-me a alongar, alongar dentro do possível. Estou a fazer aquilo que o meu corpo me deixa em termos de alongamentos.

E é uma dor que vai ali a um sítio que quase me dá um vómito. Que é tipo, ai, é como caralho? Eu sei que devia aguentar para aí 30 segundos nesta posição, mas foda-se. Vamos só fazer 7 e está bom. Fica assim, ninguém tem que saber. Quem é que tem que saber? Que eu fiz só 7 segundos. E portanto...

Eu agora decidi, não, eu tenho mesmo que fazer pilates. Tenho que fazer. Para a postura, que eu já estou a melhorar, porque já estou a pensar sempre, todos os dias, tipo, em direita, te foda-se, imagina sempre que tens assim um cordel a puxar-te aqui pelo topo da cabeça. É isto que eu penso. Portanto, é mais um exercício de memória do que um exercício físico.

É um exercício de mostrar constantemente a lembrar, até já vi uma merda na internet, não sei se já viram, que é uma coisinha, uma espécie de um colar que se usa e que tem um sensor que vai aqui para a zona de trás, das costas. E que cada vez que sente que a vossa postura não está boa, aquilo dá só assim, treme um bocadinho, tipo...

E é tipo, oi, caralho. Porque no fundo é só um lembrete. Eu já sei que tenho que estar direito. E quando eu me lembro, estou direito. Só que a maior parte das vezes, como estou muito habituado a não ter que pensar nisso, ando mais curvado. Mas eu não quero isso. Eu não quero envelhecer assim. Foda-se, eu não quero ser daqueles velhos que parecem que estão sempre à procura de moedas no chão. Não quero. E tenho que tratar disso agora.

E não é só isso. É, eu não quero ser aquela pessoa... E não quero ser aquela pessoa...

Que de repente, chega a uma idade em que é e agora vou pôr as meias. Vais ao caralho. Como é que vais pôr as meias? Se tu não consegues chegar lá abaixo porque estás todo fodido em termos de... Não consegues, esquece as meias. Vai só de chinelos.

Vai de chinelos. Ah, é inverno que se foda. Não vais poder pôr meias. Nem atar atacadores. Tipo, como é que tu te curvas todo? E eu não quero isso. Eu quero, principalmente, da minha cintura para baixo, ganhar elasticidade. Na picha, por exemplo, gostava muito de ganhar elasticidade na picha. Ok? Mas pronto, tirando a picha, queria ganhar. Pá, é sobretudo nas pernas. Meu, eu tenho mesmo que ganhar, tenho que conseguir abrir mais as pernas para levar forte neste cu.

sabem o que é que é? Eu vi esta frase a chegar, é uma espécie de Toretto no fundo, com todo o respeito para as pessoas que têm Toretto, mas é eu vi a frase a chegar e pensei, Bruno mantém-te só na flexibilidade porque é disso que estás a falar mas depois pensei, Ia, mas está mesmo a pedi-las, esta frase que tu criaste está mesmo a pedir este ponto final que é levar forte no cu a pedi-las

Pronto, mas preciso de ganhar rapidamente. Portanto, queria-vos dizer isto. E como estou a dizer aqui, publicamente, é uma maneira de eu assumir esse compromisso convosco e comigo, porque agora sinto-me responsabilizado, porque agora já não há volta a dar, de que vou fazer Pilates.

Mas já andei há para... Eu sei, também já me mandaram sugestões, mas depois eu penso muito. Lá está a Pedrinhas de Pensamento, que é este sítio é fixe, mas e se eu fosse antes a este? Ok, mas se calhar o outro eu vou gostar mais. Mas já tem que ser aulas privadas. Isso esqueçam. Ah, mas por que é que não faz aulas de grupo? Porque tenho autoestima e quero mantê-la. E não quero acabar na merda.

Não quero sair de lá a pensar foda-se, está ali um homem de 94 anos que faz mais do que eu. Não quero isto. Isto eu não quero. E portanto, tem que ser privado. E tem que ser, eu ainda fui ver um sítio que é tipo, as aulas privadas são onde? São aqui. Aqui? Então, mas aqui é onde está toda a gente.

Ah, pois é, pois é. As pessoas normais estão aqui mesmo ao lado e tu, que tens problemas físicos, estás então aqui ao lado das pessoas que são saudáveis, só mesmo para elas verem a figura de merda que tu estás a fazer. Não, isto idealmente era numa cave.

Era uma pessoa que estava na cave comigo e eu só saía para a luz do dia quando acabasse a aula. Mas já nem era equipada, era tipo a civil. Mas pronto, mas vi outros sítios também que é... Não, isto é... As privadas são ali naquela sala onde tu podes sofrer à vontade e ninguém vai ver, a não ser a professora, vai ver a figura que tu estás a fazer. Ou o professor. Quem for. Ou o professor I.

não sei como é que é neste caso, a pessoa que faz de professor. Não sei se isto é... Não estou a ser... Não sei. Vocês perceberam, não é? Masculino e feminino e também in between. Porque eu quero ser in between. Pronto. Perceberam ou não? É isto. Portanto, o Bruno Nogueira diz-vos, nesta semana de Maio, que vai começar Pilatos. Ainda não sabe onde.

mas sabe que vai começar aulas privadas de Pilates e agora o que eu vos peço é vão-me perguntando Bruno, já começaste o Pilates? Até eu vos dizer, porque eu conheço-me se eu não sou pressionado e não é um compromisso eu não vou fazer.

Eu tenho que me sentir, por exemplo, eu queria muito saltar de paraquedas. Sabem como é que eu arranjei de maneira de saltar de paraquedas? Estava sempre assim, vou saltar de paraquedas. Fiz uma série que se chamava Odisseia, com o Odenton e com o Tiago Guedes, e escrevi uma cena em que eu e o Gonçalo saltávamos de paraquedas. Pronto, está resolvido, não há volta a dar. Está ali, está na folha de serviço, amanhã saltas de paraquedas de fotos. E saltei.

Está feito. E isto tem que ser a mesma coisa. É este compromisso. Mais uma coisa. A velã de Santini não continua. É assim que se diz, Bruno. Continuar não está boa. Pronto. Queria dizer isto. Recebi feedback. Recebi feedback. Não me venham com merdas. Recebi feedback de pessoas que estão desapontadas. Também houve uma ou outra que gostam desta nova velã. Não vou mentir. Eu estou aqui para dizer a verdade. Mas a esmagadora maioria é...

preferia à antiga Avelã. Ok? Portanto, manifestem-se, até vos digo mais, manifestem-se mesmo na página do Santini, a vossa preferência em relação à Avelã. Sejam verdadeiros. Sejam verdadeiros. Aliás, até desafio uma coisa. Desafio uma coisa. Santini, eu sei que vocês estão a ouvir o que nós temos falado. Portanto, eu desafio-vos a uma coisa, que é façam um post.

na vossa página, a fazer uma sondagem em relação à Avlan. Façam uma sondagem. Por que é que não fazem uma sondagem? Estou com medo de quê? Façam uma sondagem e eu aceito o que a sondagem disser. Pode ser assim? Podemos estar de acordo? Vocês fiquem atentos.

a ver se o Santini faz esse post, peço-vos que façam, e depois, se fizerem esse post, eu peço que vocês vão lá dizer honestamente a vossa opinião em relação ao novo sabor da velã. Se preferiam como era, doce, suave, doce já era, Bruno, cala-te, suave, assim, uma espécie de seda quando vocês passavam a língua, ou isto com pedaços daquilo que nem sabem o que é que é. Dizem que é velã, mas para mim é tipo uma noz ou uma amêndoa verde.

Pronto, é isto que eu quero que vocês me digam. Tá? Desafio Santini e desafio os ouvintes deste podcast e do mundo. Desafio os ouvintes do mundo.

Pronto. Por falarem a ouvintes, queria só terminar com uma história que eu achei muito bonita. No outro dia estava num supermercado e já veio um miúdo pai de 17 anos. Enfim, por aí. Falar do podcast e não sei o quê, pá, uma conversa muito fixe. Muito fixe. Agora senti-me velho a dizer muito fixe. Uma conversa muito boa e foi porreiro. E é uma coisa que eu tenho que vos dar os parabéns.

Vocês são bons a interagir. Vocês são pessoas que vão me conhecendo e percebem que levam o melhor de mim quando falam normalmente e são educados. E não é tipo, olha o rosto, anda cá! Isto esqueçam, isto não funciona. E portanto, parabéns pá, vocês são mesmo exemplares. Vou-vos dar uma medalha de picho.

Viram? Pus aqui no vosso peito. Vem um senhor, nesse mesmo supermercado, minutos mais tarde, para aí de 80 anos, à vontade, a dizer Então Bruno, estás bom? O que é que andas aqui a fazer? E eu, ah, já sabe, as compras, não sei o quê. Ah, está bem, está bem, vai lá, vai. Pronto, e seguiu a sua vida. Passados para aí 10 minutos, estava eu nos frescos. Estava eu nos frescos.

E vem o senhor ter comigo, vejam-me a doçura deste homem. E disse assim, oh Bruno, desculpe, eu há bocado falei consigo, e eu depois fiquei a pensar porque é que eu estava a falar consigo assim, mas é que eu ouço todas as semanas do podcast,

Pronto, e sim, de alguma maneira já o conheço, mas peço-lhe desculpa de ter falado assim, como se você fosse o meu colega da escola. E pá, e eu tive lá a conversa com o senhor mais um bocadinho, e ele deve estar a ouvir isto de hoje todas as semanas, um abraço para si, meu senhor. E ele foi tão educado, e foi tão bonito da maneira como ele falou, e também fiquei muito comovido.

de um senhor daquela idade, se calhar 70 e tal, 80, se calhar o senhor tem mais 70 e tal, eu estou a dizer 80, ele vai ficar triste, a ouvir o podcast. E também aquele jovem 17. Achei bonito, comoveu-me. Olha, lá está. Foi uma pequena coisa bela que me aconteceu. Está bem? Pronto.

E pronto, foi isto. Foi isto. Provavelmente o episódio mais disperso de que eu tenho memória. Mas também não é importante haver às vezes isto. Assim, uma espécie de zapping temas. Tem de ser sempre temas desenvolvidos e com ele a dizer coisinhas chatas.

Bem, muito obrigado por estarem desse lado, obrigado por me maturarem, obrigado por me ajudarem a pensar alto e já sabem, se desta mão tirarem um grãozinho de areia que seja, já não é nada mau. Adeus e até para a semana.

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