Episódios de Modo Avião

Retrofit, Habitação Social e o futuro dos centros urbanos, com Maria Eugenia Fornea

06 de maio de 202632min
0:00 / 32:24

Neste episódio do Podcast Modo Avião, Renata Maciel recebe Maria Eugênia Fornea, CEO da Weefor e presidente da Ademi-PR para uma conversa sobre o papel social do incorporador, o futuro das cidades e as inovações no mercado imobiliário. 

Maria Eugênia compartilha insights valiosos sobre como a incorporação pode transformar comunidades, promover a sustentabilidade e atender às demandas habitacionais de forma mais humana e conectada.

Conheça mais sobre o CUPOLA Summit

Minutagem do Episódio:

00:56.8 Apresentação da Maria Eugenia Fornea e da Weefor.

04:44.8 O papel social do incorporador e a construção da cidade.

07:41.8 Metodologia Weefor: coleta de dados humanizada e concursos de arquitetura.

12:54.0 O instituto WF e projetos de impacto urbano.

15:22.8 Retrofit: sustentabilidade e revitalização do centro da cidade (edifício brasil).

20:08.3 Convite para o CUPOLA Summit.

21:17.2 Atuação na Ademi e a agenda de habitação de interesse social.

30:20.4 Sustentabilidade no mercado imobiliário.

35:13.9 Encerramento e agradecimentos.

Modo Avião é um conteúdo original do Imobi Report, com realização da CUPOLA.

Apresentação: Rodrigo Werneck, Renata Maciel e Michel Prado.

Entrevistada: Maria Eugenia Fornea da @weefor

Ficha Técnica

Roteiro: Angela Matos

Produção: Isabelle Saldanha e Angela Matos

Coordenação de Produção: Fabiana Fortes

Direção de conteúdo: Michel Prado

Direção de produção: Greice Nardelli

Edição e pós-produção: Dicemasters

Participantes neste episódio2
R

Renata Maciel

HostApresentadora
M

Maria Eugênia Fornea

ConvidadoCEO da Weefor e presidente da Ademi-PR
Assuntos7
  • Retrofit: sustentabilidade e revitalização do centro urbanoEdifício Brasil · Revitalização urbana · Sustentabilidade · Habitação acessível · Mercado imobiliário
  • Metodologia Weefor: coleta de dados e concursos de arquiteturaWeForEco · WeForArc · Coleta de dados humanizada · Concursos de arquitetura · Edital de concurso
  • Habitação de interesse social e desafios urbanísticosMinha Casa Minha Vida · Região metropolitana · Qualidade de vida · Condições urbanísticas · Políticas públicas
  • Instituto WF e projetos de impacto urbanoInstituto WF · Casa da Cultura da Vila Joanita · Projeto Movimenta · Bicicletários em terminais de ônibus · Revitalização de praças
  • Papel social do incorporadorConstrução da cidade · Demanda habitacional · Habitação transitória · Movimentos especulativos · Cidade que acolhe
  • Próximos projetos da WeForRetrofit Edifício Brasil · Empreendimento Água Verde · Mercado de retrofit
  • Sustentabilidade no mercado imobiliárioCertificações · Alto padrão · Casa Azul (Caixa) · Plano diretor · Práticas sustentáveis
Transcrição87 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

O incorporador é o motor da construção da cidade, é quem acredita muito em escutar muito antes de projetar. Muito legal isso, né? Está lá ouvindo a comunidade ali, a partir disso, a cocriação faz com que surja um projeto, uma proposta.

que está afinada com o que está efetivamente acontecendo ali dentro daquele espaço. Exato. O edifício mais sustentável é aquele que já existe. Já faz parte do modo de vocês fazerem, incorporarem. Também entra no que nós falamos no início. É um modo diferente. Já é uma consciência que está no DNA e no posicionamento da empresa. Sim. O modo avião é produzido com apoio de empresas que transformam o mercado imobiliário.

Alpop, PipeMob, Laís, Auxiliadora Predial, Crede Aluga, Arbitralis, Remax Brasil.

Olá, ouvintes e espectadores do Modo Avião. Eu sou a Renata Maciel e eu estou hoje aqui com a Maria Eugênia Forneia. Maria Eugênia é CEO da WeFor Incorporadora, uma empresa de Curitiba, fundada e liderada por mulheres, uma empresa que trabalha arquitetura autoral e que trabalha arquitetura no contexto, na comunidade, que busca realmente fazer um trabalho diferente da incorporação tradicional.

A Maria Eugênia também é hoje presidente da ADM, Associação dos Incorporadores aqui do Estado do Paraná, onde ela também está buscando levar essa proposta diferente de pensar as cidades e o papel dos incorporadores dentro da cidade.

Maria Eugênia, um prazer receber você aqui no Modo Avião. Eu que agradeço, Renata, muito feliz de estar aqui conversando com você. Fico feliz pelo reconhecimento da UIFOR, da minha trajetória enquanto profissional e me sinto honrada de estar aqui conversando com você hoje. Para a gente é muito especial ter você aqui.

A gente estava conversando antes aqui do início do episódio, né? Eu pesquisando um pouco mais sobre vocês para a nossa conversa aqui. Eu fiquei bastante impactada com o vídeo que vocês têm no site de vocês falando sobre as cidades inteligentes, como elas são construídas, né? Que elas são construídas, precisam ser construídas por todos.

Mas, na verdade, as cidades hoje, de maneira geral, acabam sendo construídas pelos incorporadores, pela maneira como eles enxergam, como eles pensam. Então, você fala que se a forma de pensar do construtor não mudar, as nossas cidades também não vão mudar. Então, eu queria te perguntar, na tua visão, na visão da UIFOR, o que precisa, o que pode mudar na forma de incorporar em Curitiba, onde vocês atuam hoje?

Ótima pergunta, Renata. E legal que você viu esse vídeo institucional, porque ele é longo. A gente quis contar um pouquinho do que é o Ifora de forma rápida, porque o conteúdo hoje é rápido, e ele acabou ficando com oito minutos. Não, mas é emocionante. Mas ele conseguiu explicar tudo o que a gente faz e como a gente pensa.

Mas, de fato, o incorporador constrói a cidade e o incorporador tem uma função social. Assim como a própria propriedade privada. Eu sou uma apaixonada por cidades, eu estudo urbanismo. Então, as coisas têm uma razão de existir no nosso contexto social. Então, tudo tem uma função.

O incorporador é o motor da construção da cidade. É claro que tem a construção da infraestrutura, tem a construção das ruas, das praças, das escolas, dos hospitais, mas lote a lote é o incorporador. Em sua grande parte, uma construção de residências, de lares. E para quem que a gente constrói? A gente vê aí o boom dos estúdios, ele tem uma razão de existir, uma razão, uma função social, uma demanda de uma habitação transitória.

Mas no final do dia, qual é o volume e qual é a demanda para isso? Então, eu acho que o incorporador precisa cuidar muito com movimentos mais especulativos quando ele produz algo para a cidade, porque ele tem uma função de alguém morar. Então, a gente tem que sempre estar olhando para a renda, quem pode comprar, como vai poder comprar, qual é o produto que se adequa, com o objetivo de gerar realmente uma cidade que acolhe.

as pessoas e não torna uma cidade mais restritiva para poucas rendas, né? É claro que isso não compete somente ao incorporador, mas é possível fazer... É uma parte importantíssima para isso, né? Exato, exato. A construção, a incorporação, atendendo a demanda da cidade, atendendo o que a cidade precisa, para onde ela pode ir, para que essas pessoas sejam acolhidas, e não o contrário, né? E não as pessoas se adaptando ao estoque, ao perfil que já existe, né?

Exato. A gente acredita muito em escutar muito antes de projetar. Eu tenho uma amiga que trabalha no boticário, hoje ela é perfumista lá. E há seis anos, sete anos atrás, a gente fez uma conversa que ela me falou que eles estavam desenvolvendo um batom. E eu falei, nossa amiga, mas que legal, lança o que ano que vem? Ela, não, imagina, daqui uns três, quatro anos só. Então assim, eles estavam começando o projeto pra fazer um batom. Quatro anos pra... Quatro anos pra...

desenvolver o batom. O incorporador em sua maioria leva três meses pra pensar o produto, aquele que pensa mais assim, então assim, e é um produto um ticket muito maior. Sim. Então acho que assim, a provocação é muito mais o quanto que a gente escuta e estuda de fato o nosso ecossistema que é a cidade, pra projetar algum produto, né? Então... Impacto muito maior e muitas vezes definitivo pra tanta gente. Exato.

Uma pausa rápida no seu voo para um aviso importante. Você pode até colocar o celular no modo avião para ouvir esse episódio com tranquilidade, mas a sua imobiliária não pode parar. É para isso que a inteligência artificial da Alaí serve. Enquanto você ouve a gente, a Alaí está lá, atendendo e qualificando seus leads e pré-agendando visitas para o seu time. 24 horas por dia, 7 dias por semana.

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Isso que você trouxe, eu acho que conecta com duas frentes, né, da atuação de vocês, que são o We for Eco e o We for Arc, né? Eu entendo que isso é parte de você estudar a comunidade e, de alguma forma, planejar algo bastante afinado, né, com o que essa comunidade precisa. Conta pra mim, quais são as bases do We for Eco e o We for Arc?

O Ifareco consiste numa coleta de dados cidadãos, que a gente fala, né? Ali daquele microambiente que é o entorno daquele terreno. A gente tem acesso aos dados demográficos e aos dados de mercado, que existem excepcionais empresas de pesquisa que hoje fornecem dados. Mas eles são dados mais frios, né? Eles são dados... Um four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four four

números. São números, não tem a conexão com as pessoas. Exato, e aí o WeForEco são essas ações pra gente ter uma leitura mais humanizada. Exato, então o último WeForEco que a gente fez, alguns exemplos de ação, a gente fez Batel de bike, que é o empreendimento mobile ali no Batel. Então uma pessoa estava ensinando as pessoas a andarem de bike na cidade, então dando dicas e ele fazia um trajeto.

A cada parada tinha um QR Code que as pessoas batiam o celular e respondiam um questionário do que elas tinham sentido naquele trajeto, quais foram as percepções, o que na vida delas aquilo se encaixava ou não se encaixava, porque o MOVA é um produto focado em mobilidade. Sim.

Outro exemplo de evento, a gente fez um evento cultural e que o ingresso para aquele evento era responder uma pesquisa. E dentro do evento tinham várias iterações, de colar adesivinho na foto e tal. Então, a gente usa da criatividade para coletar dados de uma forma menos chata que aplicar uma pesquisa para uma pessoa e conseguir pegar essas percepções mais subentendidas ali, subjetivas das pessoas.

Você qualifica os dados através de uma interação direta com o entorno ali, com as pessoas no entorno. Exato. E tudo isso a gente faz para criar um documento, uma base de dados que fica bastante extensa. Tem muito mapa, tem muita leitura de dados espacializados, leituras também de sustentabilidade. Então, água de chuva, incidência solar, ventos, a gente faz todas as simulações. Tudo isso para virar um edital de concurso.

Então, o edital do concurso que a gente faz, ele provém de toda essa colheta de dados que a gente faz na comunidade e cria esse edital para convidar arquitetos que queiram projetar aquele desafio que foi proposto pela comunidade. Então, a gente fica somente como um interlocutor. Então, comunidade, o que vocês querem? Arquitetos, é isso que eles querem.

Então pensem, né? Usem a criatividade de vocês, a competência de vocês, para entender o que é melhor para esse lote. Maria Eugênia, mas isso é a partir de um terreno que já existe, que já está comprado. Já está comprado, exato. E aí a gente fez, lançou o primeiro WeForArk em 2020. A gente achou que ia ter 30 inscritos, 30 escritórios de Curitiba participando. E para nossa surpresa, teve 204 inscritos de 16 estados do Brasil. Uau!

Então, que foi o nosso primeiro empreendimento muda, que fica na Água Verde, ganhou diversos prêmios de arquitetura. E a gente ganhou uma projeção no mundo da arquitetura muito legal. Então, hoje a gente é mais conhecido em São Paulo do que em Curitiba, por conta do concurso.

Então, a gente já está indo para a quarta edição no próximo ano do concurso. Ele está cada vez maior, cada vez mais estruturado e, assim, modéstia à parte, é o melhor concurso de arquitetura do Brasil. Os editais públicos, eles não têm essa profundidade tão grande de dados, como a gente tem, até mesmo das questões de sustentabilidade e conforto, que a gente avança bastante para dar um material muito qualificado para os arquitetos, também nas questões de legislação, enfim, então...

É algo muito legal, muitos arquitetos participam, então por isso que a gente fala que nossos empreendimentos são cocriados. A gente simplesmente alinha os astros para sair o melhor empreendimento possível. Muito legal isso, né? Está lá ouvindo a comunidade ali, a partir disso, a cocriação faz com que surja um projeto, uma proposta que está afinada com o que está efetivamente acontecendo ali dentro daquele espaço. Exato.

E o IforArc é o primeiro prêmio desse tipo, né? É o primeiro concurso da iniciativa privada, né? E voltado para o residencial, né? Exato. Nós estamos falando. Legal.

Como é que essas duas frentes conectam hoje com o Instituto WF? Porque eu entendo que isso funciona numa tríade, né? Sim. São os três pilares da UFR, que é o ECO, a colheita de dados, o ARC, que é o concurso, e o FIM, que é o Instituto WF. A gente destina 1,5% do nosso VGV, então...

É uma verba bacana, né? Então, o Muda, a gente fez uma doação de 800 mil reais. Agora, para o MOVA, a gente vai estar fazendo uma doação de 1 milhão e 100 mil reais. Para o próximo empreendimento, mais 1 milhão e 300 mil reais. Que são doados para as nossas próprias ações de impacto urbano. Então, o primeiro, a gente construiu um centro comunitário na Vila Joanita. Que hoje é a Casa da Cultura da Vila Joanita. Um monte de gente já foi lá conhecer. A dona Júnia é uma líder comunitária.

super relevante em Curitiba, então é um projeto que a gente tem muito orgulho e mudou a vida de muita gente mesmo ter um espaço de representatividade. O segundo, que é o projeto Movimenta, a gente está construindo bicicletários nos terminais de ônibus das cidades da região metropolitana para promover a intermodalidade entre os modais urbanos de transporte.

Então, a pessoa consegue ir de bike, deixar a bike no terminal, pegar o ônibus, vir para Curitiba, voltar, pegar sua bike e ir para casa. Coisa que a gente só acha bacana na Europa, né? E aqui a gente não tem muito mais por falta de infraestrutura do que de vontade, de fato, das pessoas. Então, é um projeto muito legal que a gente está fazendo em parceria com a MEP, que é o órgão que regulamenta o transporte Curitiba à região metropolitana. Então, para ter acesso aos terminais, é uma parceria que a gente fez com eles.

E o próximo projeto, que é do nosso terceiro empreendimento, a gente vai adotar cinco praças em Curitiba e revitalizá-las, né? Com essa verba que vem do VGV do empreendimento. Todo esse processo segue o mesmo processo dos empreendimentos, então coleta de dados, entendimento do que se querem para aquela praça.

Semana que vem a gente vai apresentar o projeto da praça para a comunidade. Então, ele realmente fecha tudo aquilo que a gente acredita, assim, que construir cidades é muito mais do que só dos muros para dentro. Arquitetura e urbanismo na veia, né? Total. Acho que respondemos aí, né? Como é que vocês pretendem, como é que a UIFOR, na verdade, traz uma proposta de incorporar de uma maneira diferente, né? Muito mais humana e conectada com a cidade, né?

E aí, eu queria aproveitar esse gancho, né? Você falou do próximo projeto, das praças. Tem essa tendência, né? Do retrofit. E eu sei que o próximo empreendimento de vocês tá indo nesse caminho do retrofit.

A gente falava antes, né, eu acabo de comprar um apartamento que é retrofitado, tô super feliz com isso, entendo que muita gente ainda não conhece, tem às vezes algum preconceito, né, sobre o que é, bom, eu vou comprar um apartamento usado, reformado, e isso acaba às vezes ficando muito no meio, né, de quem conhece um pouco mais de arquitetura.

que tem todo um trabalho que vocês vão desenvolver e esse tripé que você explicou aqui pra gente, eu acho que ele é fundamental e está totalmente conectado com essa tendência, né, que é buscar as pessoas buscarem uma moradia também mais sustentável. Eu vejo o Retrofit como algo bastante sustentável e conectado com essa proposta, né.

Sem dúvida. Tem uma frase famosa que diz que o edifício mais sustentável é aquele que já existe, né? Então, não precisa demolir coisas que já existem para construir novas. O retrofit é algo que a gente olha desde 2022, inclusive o Edifício Brasil, que é o prédio que a gente vai revitalizar por completo.

está sendo negociado desde 2022 e só agora a gente conseguiu fazer com que essa conta fechasse. Então, uma somatória de fatores fizeram com que isso acontecesse. Uma delas é toda essa comoção municipal para a volta ao centro.

Tem se valado em retrofit, tem sido... Pra quem não é de Curitiba, conta um pouquinho, onde que tá localizado, assim, como é a característica dessa região? O Edifício Brasil, ele fica a uma quadra do bairro centro, ele é Mercês já, mas ele já tá mais pra região central de Curitiba, que é onde, é igual o centro de toda a metrópole, né? Ele tá envelhecido, ele tá, de certa forma, abandonado, ele tá esvaziado. E o município de Curitiba, assim como...

São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, já estão fazendo esforços para resgatar esse centro e levar gente para o centro. Então, hoje habitam o centro de Curitiba, acho que 40 mil pessoas, é muito pouco. Então, realmente, o centro está esvaziado e está sendo fomentado, e já saiu legislação para fomentar o retrofit em Curitiba. Então, esse somatório de questões, algo que está mais na boca do pessoal, nos encorajou a seguir.

com esse projeto e com certeza a gente vai surfar mais nessa onda, já estamos negociando outros prédios, porque a gente vê aí um mercado que deu muito fit com a nossa marca. Porque a gente, no próprio prédio, a gente já vai fazer um impacto urbano muito relevante pela própria revitalização.

Se a gente conseguir, de fato, fazer esses projetos acontecerem, revitalizarem mais áreas, tem tudo a ver com a UFOR e é o que a gente quer fazer, primeiro no Brasil e depois em outros empreendimentos. Então, o edifício Brasil é um prédio pequeno, ele era 11 apartamentos de 100 a 110 metros quadrados, aproximadamente, e a gente vai transformar em unidades menores de 40 a 55 metros quadrados.

por uma questão de fit de renda também, né? A gente sabe que o metro quadrado, ele não vai custar super barato, nem tão caro quanto o lançamento, então o retrofit, ele, em todos os mercados já tem acontecido isso, ele vai ficar ali no meio termo, entre não é um usado, também não é um lançamento, ele vai ficar no meio termo.

E a gente está vendo uma aceitação muito legal do público. A gente postou um vídeo sobre o retrofit. Foi mil comentários, três mil não sei quantos compartilhamentos. Foi uma comoção. A Gi que trabalha com a gente estão parando lá na rua. Olha a moça do prédio. Então, o negócio foi comprovadamente que está todo mundo querendo saber de retrofit. É incrível, né?

E você comentou sobre a ação na praça, está totalmente relacionada com o lançamento. O lançamento é em breve, né? O lançamento do Retrofit é em breve. O lançamento da praça é relacionado a outro empreendimento, que é o Nágua Verde. Tá. E eu queria aproveitar, né, gente? Nós estamos falando aqui de transformação, né?

Seja pelo retrofit, seja através do impacto social que a WeFort está procurando provocar. Queria convidar vocês ainda para o evento que transforma o mercado imobiliário. Nós estamos há poucas semanas do Cupola Summit, o evento que transforma o mercado imobiliário. Lembrando que vai ser dia 20, 21 e 22 de maio.

No dia 20 a gente tem visitas para operações de imobiliárias e incorporadoras. Nos dias 21 e 22 nós temos um monte de conteúdo, possibilidade de networking. A gente tem aí, são imobiliárias, incorporadoras, corretores, gestores de todo o Brasil que vão estar participando do Cúpula Summit. E o objetivo ali é realmente a gente...

trocar, compartilhar o melhor do que está sendo feito no mercado imobiliário no Brasil e todo mundo sair aí com um monte de ideias para implantar nas suas empresas. A gente vai ter mais de 100 horas ali de programação para você, então quem ainda não comprou o ingresso, tem no site, pode entrar aqui na descrição do episódio, a gente tem o link para o site do evento. Então, eu queria convidar. Maria Eugênia, estou contando com vocês. Muito presente.

Então a gente vê, teve a questão da linha verde, quando lançaram a operação consorciada da linha verde, que era para ter um boom, era grande, né? Era a linha verde, quando aquilo foi lançado, todo mundo tinha uma grande expectativa e aquilo não pegou, né? Hoje a gente tem uma produção de imóveis de Minha Casa Minha Vida, em Curitiba, que é inferior a 7% quando a gente vai até a faixa 4 do Minha Casa Minha Vida.

E as pessoas estão sendo, de fato, empurradas para fora de Curitiba, né? Estão indo para a região metropolitana, para lá, para, assim, regiões que são distantes. Mais afastadas. E é caro para o município, que tem que deslocar todo mundo. As pessoas consomem em seus municípios, não consomem em Curitiba.

E a qualidade de vida despenca. As pessoas passando duas horas para ir, duas horas para voltar do trabalho, é algo que não é desejado por ninguém. Eu acho que isso preocupa o mercado e a gente quer produzir habitação acessível. E para isso a gente precisa de condições urbanísticas. E longe de nós, da ADEM, achar que isso é uma solução simples.

De fato, não é. É um problema de todas as metrópoles. Mas a gente quer estar perto do poder público para ajudar a fazer essa conta fechar. Como que a gente consegue produzir Minha Casa Minha Vida dentro de Curitiba? Então, isso tem sido um trabalho que a gente tem feito de forma muito forte a partir de grupos de trabalho que a gente montou dentro da ADM.

Então, a gente trouxe analistas, coordenadores, gerentes das empresas para participarem da diretoria a partir desses grupos de trabalho e a gente conseguir realizar análises técnicas e, de fato, contribuir. Então, a prefeitura quer lançar um decreto.

Se a gente conversar antes e ver, calibrar juntos, qual que é a medida desse decreto para, de fato, destravar esse tipo de habitação, quem sabe a gente consiga ter políticas públicas mais assertivas. A gente tem tido diálogos muito bons com o poder público, com esse olhar, então é uma porta que está se abrindo agora, é uma nova parceria, e, é claro, o poder público tem todas as responsabilidades deles, o cuidado com a cidade, mas a gente está falando muito disso porque a gente acha que é muito importante.

Muitas empresas do mercado curitibano que antes atuavam no Mercado da Minha Vida, agora estão todos no médio alto padrão, no compacto, que é o mercado que fecha a conta hoje em Curitiba. Então, é algo que a gente tem trabalhado, tem conversado, e queremos nos estabelecer nesse lugar de parceiros do município com um braço técnico de políticas públicas que peguem.

Então, hoje, o trabalho está muito no sentido de pensar e elaborar propostas. Exato. E partir de vocês, dos incorporadores, do empresário, para o poder público. É, nem tanto pensar, mas contribuir com o que está sendo pensado. Tá. Parte dele, sempre, as proposições. Tá.

E quais são hoje os principais, eu digo, empecilhos mesmo que precisam ser resolvidos pelo poder público para que vocês encontrem caminho para poder contribuir na oferta desse tipo de unidade hoje? A gente tem uma série de questões regulatórias em Curitiba que acabam fazendo com que a conta de fato não feche. Um exemplo, a MRV, por exemplo.

Eles estão construindo em Campinas, hoje, 4 mil unidades. Em Curitiba, 200. Se não for 200, é 300, é alguma coisa assim. É discrepante a diferença. Campinas é uma cidade que tem um tamanho muito similar à Curitiba, então deveria estar um pouco mais proporcional.

E o que eu estou trazendo, o que meus diretores de habitação social trazem? Nós temos um problema grande de densidade, então os parâmetros permitidos em termos de densidade, então você pode construir 200 habitações por hectare. Então são questões bem técnicas, mas que fazem com que a gente não consiga diluir o custo a ponto de fechar a conta.

Então, a gente pode construir muito pouco dentro de um lote e aí fica muito caro, não enquadra no programa Minha Casa Minha Vida. Outros parâmetros são como a Coab funciona para a venda desses imóveis, como que a fila da Coab roda. São algumas questões bastante regulatórias que acabam travando. Então, hoje a gente tem um teto máximo para ser comercializado pela Coab, que é de 220 mil.

E às vezes a empresa não vai conseguir vender por 220 mil por uma série de questões. Então, é um grande quebra-cabeça de regulações que precisam ser revistas para que essa conta comece a fechar e a gente consiga, de fato, produzir habitação. Interesse social, faixa 1, faixa 2, faixa 3 e faixa 4. Entendi.

Eu achei muito interessante você trazer a preocupação de vocês, né, daí falando da UIFOR, com o envolvimento da comunidade. Como que vocês estão pensando também em trabalhar isso? Como trazer a comunidade para essas discussões? Faz sentido? É momento? Como que a gente pode ampliar esse tipo de iniciativa, né, de vocês da UIFOR?

Seria muito legal, acho que a diretoria hoje na ADEME é bastante jovem, são incorporadores novos, com uma cabeça muito aberta, e que já tem desenvolvido trabalhos mais abertos também. Eu acho que não tão profundos como a gente, que a gente gosta, mas é bem a fundo do negócio. Mas...

Ainda é um desafio, assim. Acho que a Demi, a gente está conseguindo criar esses grupos de trabalho que é algo novo. A gente começou esse ano para trazer, pelo menos, sair só de diretoria das empresas e ir para o pessoal que está desenvolvendo os trabalhos de fato. Eu acho que isso já é uma escuta mais qualificada. A gente sai...

Porque quem sabe a dor ali da aprovação do projeto, ou a dor da obra, ou a dor de viabilidade, é muito mais quem está ali rodando várias viabilidades no dia ou quem está indo aprovar projeto na prefeitura. Então, acho que trazendo essas pessoas para o grupo de trabalho, a gente já está tendo uma escuta mais qualificada. Escutar a comunidade, eu acho que ainda para a ADEME, fica um pouco distante. A gente tem muitos dados qualificados, né?

A gente contrata uma pesquisa mensal de dados do mercado curitibano e região metropolitana.

E a ADM Paraná é a ADM que há mais tempo coleta dados. Então, foi a gente que começou com essa ideia de coletar dados, é desde 2006 que a gente coleta dados, então vai fazer 20... Não, desde 2008. Em 2028 vai fazer 20 anos que a gente já coleta dados de Curitiba, então, uma base de dados enorme.

E hoje a nossa escuta parte mais dessa pesquisa, não existe uma coleta. Eu acho que isso fica um pouco também com o poder público, que tem os programas de Fala Curitiba, uma série de escutas qualificadas. Mas é uma boa provocação para ficar pensando nisso. Eu acho que é um exemplo muito legal que vocês dão com o Iforeco, que isso poderia ser realmente amplificado.

E quando você fala do desenvolvimento das cidades, de soluções, a gente não pode deixar de falar de sustentabilidade também. Você trouxe a preocupação de vocês com mobilidade, com o MOVA, por exemplo, e construindo esses bicicletários nos terminais.

Como é que as incorporadoras estão lidando com esse movimento, né, que a gente vê acontecendo, ao mesmo tempo que, não sei também quanto ainda não são iniciativas muito para diferenciar, de repente, o empreendimento, mas quanto isso está sendo uma demanda da comunidade, o que vocês estão sentindo com isso? Para onde está caminhando a discussão?

sobre sustentabilidade, sobre clima? Ainda é muito focado no alto padrão, né? A partir das certificações, a gente vê que isso caminhou bastante e as grandes incorporadoras já têm padrões de sustentabilidade bastante sérios e elevados. Trabalham com consultorias, trabalham com certificações, mas isso está muito no topo, né? Então, é uma parcela ainda muito pequena.

Mas a gente tem visto que as políticas têm premiado boas práticas de sustentabilidade. Querendo ou não, o mercado vai ser muito difícil que venha pela própria consciência do incorporador, que seria o ideal, porque é o mínimo a gente fazer as coisas de acordo com...

com a legislação e com a prática correta, mas esses incentivos têm empurrado o mercado cada vez mais para essa consciência. A Caixa hoje tem a sua própria certificação, que é o Casa Azul, que ele te propõe uma taxa melhor para financiar sua obra se você fizer essa certificação.

A prefeitura agora, nessa revisão do plano diretor, muito provavelmente vai premiar também práticas sustentáveis nas construções. Então, um pouco empurrado, um pouco consciente, mas a coisa está caminhando bastante. É claro que...

Eu vejo que o único caminho concreto vai ser quando for mandatório. Eu acho que ainda existem escapes para a sustentabilidade acontecer de fato, mas temos que acreditar na consciência também das pessoas. Na UIFOR a gente fez uma certificação, mas não faz mais, porque a gente acredita que é o mínimo que a gente tem que fazer e a gente não precisa de uma certificação para fazer as coisas certas. A gente já vai fazer tudo o que uma certificação pede, mas sem precisar certificar.

Já faz parte, né, do modo de vocês fazerem, né, incorporarem. Também entra no que nós falamos no início, né, é um modo diferente. Já é uma consciência que tá no DNA e no posicionamento da empresa, né. Sim, sem dúvida.

E eu queria, para a gente encerrar, saber quais são os próximos projetos, o que vocês têm no radar hoje, o que são ainda desafios, sonhos, a plena realização do propósito da UIFOR e da Maria Eugênia. Bom, pela UIFOR a gente tem esse lançamento do Retrofit para esse ano, do Edifício Brasil.

esperamos lançá-lo quanto antes, mas a gente está em fase de aprovação de projeto, que vai ser o nosso primeiro retrofit. No início do ano que vem, a gente vai lançar um empreendimento no Água Verde, que vão ser 90 apartamentos, aproximadamente de 65 a 100 metros quadrados. Vai ser o nosso maior empreendimento, são 15 mil metros quadrados, um VGV de 100 milhões, então vai dar um projetão no Instituto.

A gente está bem animada, porque na frente do Muda, do prédio que a gente já construiu lá atrás, então esse projeto a gente está bem animado, desenvolvendo ele. Então são esses dois lançamentos previstos. Mas o sonho da UIFOR é pegar esse retrofit e ir com tudo para isso. A gente tem olhado bastante para prédios na região central.

A gente vai apostar nisso, porque tem tudo a ver com a gente. É arriscado, é difícil, mas a gente vê que faz muito sentido, a cidade precisa e as pessoas estão amando. Então, acho que tem demanda, tem incentivo e tem vontade de fazer. Então, acho que Retrofit, pra U4, vai ser o grande mercado.

E com o Maria Eugênia, eu estou muito feliz. Estar na DEM me amplia muito a possibilidade de ação, então estou muito feliz em contribuir com política pública, com cidade de todas as formas possíveis, porque é por isso que eu sou apaixonada e sempre vou estar trabalhando por isso. Ah, que lindo.

Estaremos aqui na torcida por todos esses projetos, todas essas realizações. Obrigada, Renata. Bom, pessoal, é isso, então. Fico muito feliz com a nossa conversa. Comentei com você no início também, que me chamou a atenção, que hoje o slogan de vocês é Viver é Transformar.

tudo isso que você trouxe é a transformação e isso conecta muito com o propósito da Cúpula, que é transformar o mercado imobiliário. Então, fico feliz da coincidência de propósitos aqui. Desejo bastante sucesso e vamos nos encontrando por aí. Obrigada, Renata.

Obrigada, pessoal. Então, agradeço você também que está aí ouvindo, assistindo o Modo Avião. Quero convidar vocês a compartilharem, curtirem e compartilharem o episódio para que a gente leve aí a mensagem da WeFor para outras pessoas aí também do nosso mercado. Obrigada a todos e até o próximo Modo Avião.

Modo Avião é um conteúdo original e Mob Report, com realização da Cúpula, com apoio de Alpop, Pipe Mob, Laís, Auxiliadora Predial, Credialuga, Arbitrales e Remax. Na apresentação, Rodrigo Werneck, Renata Maciel e Michel Prado, com roteiros de Angela Matos, produção Isabelle Saldanha e Angela Matos.

Coordenação de produção, Fabiana Fortes. Direção de conteúdo, Michel Prado. Direção de produção, Grace Nardelli. Edição e pós-produção, Dice Masters Podcasts Multimídia.

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