Episódios de Virando a Chave - O podcast que impulsiona a comunidade de corretores

EP 82 | O futuro da IA - Tendências para trabalho

06 de maio de 202641min
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A Inteligência Artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar o motor de produtividade do corretor moderno. Mas em meio a tantas ferramentas e informações, como separar o que é apenas "hype" do que realmente traz agilidade e qualidade para o fechamento de negócios? É hora de entender como surfar essa onda sem ser atropelado por ela.

Neste episódio, Thiago Ely https://www.instagram.com/othiagoely/ recebe Luís Veloso https://www.instagram.com/luisfelipeveloso/, Chief Revenue Officer (CRO) da Morada.ai, e Sandro Jerônimo https://www.instagram.com/sandro_ja/, Professor, pesquisador e chefe de departamento na PUC Minas, para discutir as ondas de evolução da IA, a orquestração de agentes inteligentes e as ferramentas práticas que já estão transformando o dia a dia do mercado imobiliário.

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00:00 Introdução

01:43 Ondas da Inteligência Artificial

03:03 Transformando o mercado imobiliário com IA

03:50 Velocidade X Qualidade

06:55 E quando a onda passar? Falando sobre o Inverno da IA (A.I. Winter)

09:25 Quem usa bem a IA? Como está sendo a adoção?

11:18 Experimentação ou Educação?

17:15 Orquestração de Agentes de IA. Isso vai chegar no ser humano comum?

20:56 Há riscos?

23:50 O que a gente não sabe que não sabe?

25:44 Testando hipóteses para construção do conhecimento

29:06 O que você já aprendeu com IA?

30:17 Melhores ferramentas para o corretor

36:13 "Você já perguntou para o Chat GPT antes?"

37:17 Bola de Cristal da IA: qual é a próxima grande transformação?

40:00 Dicas

41:20 Encerramento

GLOSSÁRIO

MVP (Minimum Viable Product - Produto Mínimo Viável) é a versão mais simples e enxuta de um produto, contendo apenas funcionalidades essenciais para validar uma ideia de negócio com usuários reais.

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Assuntos9
  • Orquestração de Agentes de IAAgentes como funcionários virtuais · Interação com IA (Slack, Dolly) · Recursos Humanos Robóticos · Teste de Turing · MCP (Antropic)
  • Ferramentas de IA para CorretoresChat GPT (agentes customizados) · Google Gemini (geração de imagens) · Kling (geração de vídeo) · CapCut (edição de vídeo) · Análise de dados com IA (Power BI)
  • Velocidade vs. Qualidade na IATestes rápidos de ideias (MVP) · Validação e qualidade na entrega · Papel do ser humano na supervisão
  • Ondas da Inteligência ArtificialDemocratização do acesso à IA · Adoção da IA no dia a dia · Inverno da IA (AI Winter)
  • Adoção e Hype da IAMudança de comportamento e cultura · Importância do aprendizado e ensino · Superficialidade vs. Profundidade no uso · McKinsey
  • Test and Learn com IADefinição de problemas e hipóteses · Desenho de experimentos · Ciclos de aprendizado rápido · Rex (aceleradora de startups)
  • Riscos Políticos e InstitucionaisAlucinações e erros da IA · Governança e auditoria de IA · Mitigação de riscos em sistemas críticos · Guardrails (estruturas de segurança)
  • O que não sabemos que não sabemos sobre IAConsciência da própria ignorância · Trabalho com hipóteses e validação · Potencializar sistemas existentes
  • Próxima Grande Transformação da IAComputação quântica
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O que me impressiona também é a velocidade. Porque é isso, está tudo muito rápido. Então, de um dia para o outro, surge uma solução, as coisas avançam, a gente avança muito rapidamente. Você consegue criar uma solução, você testa, você erra. E na mesma velocidade, você vai aperfeiçoando muito rapidamente. Então, isso tem sido muito bacana. Mas eu diria que a gente está vivendo um momento mais singular, onde a gente conseguiu democratizar o acesso. Eu acho que isso foi um elemento que muda bastante.

Virando a Chave, o podcast que impulsiona a comunidade de corretores. Fala pessoal, sejam bem-vindos ao podcast Virando a Chave, mais um episódio pensado para você, corretor e corretora de imóveis, que busca conhecimento, informação para fazer cada dia melhor o seu trabalho, um pouquinho todos os dias, com certeza você vai ter cada vez mais sucesso.

E hoje nós vamos falar sobre inteligência artificial, coisas que estão chegando, coisas que a gente não sabe, que a gente não sabe. E eu tenho certeza que os nossos convidados aqui vão ajudar demais. Sandro, Luiz, sejam bem-vindos, obrigado demais. E vamos desvendar o que a inteligência artificial pode ajudar nesse mundo do varejo que tem aqui na corretagem.

Exatamente, agradeço pelo convite e vai ser um papo interessante. Exatamente, muito obrigado por nos receber e vamos lá, vamos bater esse papo. Sandrão aqui conhece de tudo há muito tempo, a gente está falando offline aqui, que está há muito tempo já imerso na tecnologia, né Sandro? E é pesquisador da PUC, enfim, tem uma série de projetos.

Mas conta, Sandro, o que que te chama mais atenção? Eu acho que todo mundo já conhece a inteligência artificial, não vou ficar falando aqui do quanto ela vai mudar a vida das pessoas, mas o que que te chama mais atenção nessa adoção da inteligência artificial no dia a dia das pessoas? Certo.

Bom, a gente viveu várias ondas da inteligência artificial, né? Desde a década de 40 já existem esses movimentos. Mas eu diria que a gente está vivendo um momento mais singular, onde a gente conseguiu democratizar o acesso. Eu acho que isso foi um elemento que muda bastante, né? E quando você começa a democratizar, você tira a coisa só dos laboratórios de pesquisa e começa a levar para o dia a dia. Empresas conseguem desenvolver soluções que geram valor mais rapidamente e adoção.

E aí nesse ponto eu posso dizer assim, hoje está muito fácil criar aplicações com inteligência artificial. Algo que às vezes a gente levava dois anos fazendo um projeto, hoje a gente faz isso porque esses serviços já estão prontos. Então você desenvolve uma aplicação conectando. A gente estava falando, desenvolvendo games, você faz isso muito rápido, construção às vezes de alguns materiais. Então esse é o ponto interessante, ela está acessível.

Isso é muito legal, porque as pessoas, como ela vem para ajudar na geração de eficiência para rotinas que até então demoravam muito, só não faz quem não quer. E aí, Luiz, você está aí com a morada AI, com uma bela ampliação, por onde eu vou em eventos de mercado imobiliário, a morada está lá, enfim. É muito legal ver o quanto o mercado está sendo transformado por soluções como a de vocês.

Exatamente. E eu acho assim, pegando o gancho do Sandro, o que me impressiona também é a velocidade. Porque é isso, tá tudo muito rápido. Então, de um dia pro outro, surge uma solução, as coisas avançam, a gente avança muito rapidamente. Quando a gente começou a morada, primeiro a gente tinha uma imobiliária. A gente vendia MRV, inclusive. Fazia parte da base de corretores parceiros. E aí a gente desenvolveu as soluções com base nessa experiência.

Só que foi tudo muito rápido. A velocidade me assusta às vezes. Isso é bem impressionante para todo mundo se atentar. Olha, está tudo rápido. E aí, como é que a gente entra nessa onda? E aí, na percepção dos dois, como é que velocidade versus qualidade joga nesse ambiente? Você está certo, tudo é muito rápido. Você consegue criar aplicações, sei lá, e um dia você botou alguma coisa, um MVP, um modelo já para testar.

será que está indo com qualidade? Será que não está perdendo um pouco das essências?

No meu ponto de vista, eu acho que a velocidade está ligada a você testar uma ideia muito rapidamente. Eu acho que isso é positivo. Mas a construção disso não é tão raso assim. Você tem etapas posteriores, como por exemplo a validação. Quantas vezes a gente cria uma aplicação rápida, prototipa, mas na hora de validar o negócio não dá certo, alucina, gera algum problema. Então tem uma etapa posterior que é importante, que é exatamente onde vai garantir a qualidade.

E aí é onde entra o ser humano Porque é exatamente isso, eu consigo fazer uma coisa muito rápida Só que se essa coisa que eu criei Não for bem assistida por um humano Que tem uma boa compreensão Vai dar errado, se não tiver o esmero O cuidado na entrega, vai dar errado Então é isso, olha, faz rápido Mas como é que a gente cuida desse negócio Pra que ele seja bem feito, que ele seja bem produzido Posteriormente

Mas acho que tem um ponto, acho que é como você ganha velocidade e aí depois vai melhorando, né? Acho que vocês dois falaram sobre isso, mas é legal a velocidade e aí você vai cuidando, vai fazendo, vai botando a mão do humano para ir ajustando. Mas o melhor é quando você não para de desenvolver, né? Porque é isso que eu tenho visto também. Você consegue criar uma solução, você testa, você erra.

E na mesma velocidade você vai aperfeiçoando muito rapidamente. Então isso tem sido muito bacana. É um negócio quase metalinguístico, né? Que é a IA ajudando a produzir ela mesma. Então você criou com o IA. Você vai usar a IA também para te ajudar a ir melhorando, e melhorando, e melhorando, e melhorando. E o que mudou, por exemplo, quando a gente fala do nosso time de desenvolvimento, é que hoje o desenvolvedor que usa IA, ele produz muito mais rápido. Só que o que produz bem, geralmente é o que entende a regra de negócio.

Porque consegue conversar com a IA. Quando a gente fala em regra de negócio, a gente está falando de como o sistema tem que operar, quais são as características. Quando o cara conhece isso, o resultado é muito melhor. Porque, cara, não é mais uma questão de código, de programação. É muito uma questão de entender o problema, entender a dor, entender o que está sendo resolvido. Isso que muda o jogo, né, Sam? Exatamente. E tem um ponto também interessante nessa história toda, que é a capacidade daquilo também ser efetivo e gerar valor.

Porque a gente às vezes pode prototipar rápido, pode até validar, mas às vezes não gera valor nenhum. É, não tem usabilidade, né? Não tem, não tem. E é um desafio. É demais. E aí o meu ponto é exatamente isso. Até que ponto tem overdose? Até que ponto todo mundo só fala disso, só fala disso, só fala disso. E aí vem o teu ponto que para de pensar. Então você está perdendo o valor do entender o negócio, entender o problema.

em prol de entender muito da ferramenta. E aí é onde o ser humano começa a falhar, porque ele começa a ficar superficial, correto? Sim, e aí entra muito uma analogia que eu gosto de fazer, que é o seguinte, a gente está vivendo o hype. O que é o hype, gente? Quando a gente fala de hype, é uma onda. Está passando uma onda tecnológica. Essa onda vai se manter depois. Só que quando a gente passa a onda, entra aquele ponto que você vê quem está nu, né? Quem realmente não tem o background, não tem a estrutura para fazer.

Passou a onda, a gente vê que realmente, olha, essas pessoas aqui vão ficar para trás. E é normal, toda onda tecnológica é assim. A gente passou por outras, por blockchain, outras ondas que teve um caminho e que as coisas não ficaram. Então essa não vai ser muito diferente, né? No caso da AI especificamente, existiram ondas históricas e tiveram vales após essas ondas, que hoje a gente chama de AI Winter, o inverno da inteligência artificial.

que foi exatamente um confronto dessa inabilidade de gerar valor em várias situações, né? Está muito distante ainda, então, pessoal, opa, a expectativa estava muito alta porque ela é capaz de entregar. A gente nunca sabe se a gente vai conseguir passar sem cair num vale posteriormente, mas é algo a gente ficar de olho.

Eu acho que o vale sempre existe. O ponto é você saber lidar com ele e sair o mais rápido possível dele. Mas acho que o ponto principal, acho que a inteligência artificial já teve um boom nessa entrada do GPT, enfim, e parece que ela deu uma normalizada. Não sei se é a percepção de vocês. E aí eu entendo agora que ele é muito mais numa capacidade do ser humano a ter a percepção de onde ela joga melhor.

Então, eu acho que nesse ponto, eu não sei se você vai concordar comigo, o que acontece? Os vales e as ondas continuam acontecendo. Sim. O que a IA fez foi que ela deixou tudo tão rápido que é o negócio seguinte, ah, tem o chat GPT, ele alucina, ele continua alucinando, e aí fala, esse negócio não funciona, ele alucina. Mas depois sai uma atualização de um cloud, que um cloud é outra ferramenta, que ela é muito mais rápida.

E aí o ciclo está ficando muito curto. Então você continua tendo um vale, só que já sai um outro lançamento muito rápido, muito rápido. Os intervalos dos vales ficaram muito menores. A frequência está mais alta. E no frigido dos ovos as pessoas acabam encontrando a aplicação que mesmo com aquela limitação funciona. Eu estava vendo, por exemplo, um estudo onde mostra que as pessoas já, vamos dizer assim, economizam mais de quatro horas durante uma semana no seu trabalho tradicional porque usam, por exemplo, chá de GPT. Perfeito.

Então, apesar de todos os problemas, já encontrou. Já chegou ali numa curva de compreender. Agora, como é que vocês estão vendo a adoção? Porque eu ainda vejo, quando eu chego nos plantões e converso com muita gente, quem usa? Todo mundo usa. Todo mundo usa. Se é efetivo, a mensuração é muito difícil. Então, por exemplo, eu vejo pouca gente com o celular gravando uma conversa com o cliente para fazer um resumo depois.

É raro ainda. Então, tem uma mudança de comportamento ainda para a adoção completa de uma série de funcionalidades que dependem de um ajuste do ser humano. Como é que muda isso? Como é que acelera isso na visão de vocês? Eu acho que é uma questão cultural. E eu, às vezes, me pego numa situação parecida.

depois que eu faço algo, puxa, poderia ter usado IA, e aí claro depois eu experimento, aí começa a adoção, eu acho que é como todo grupo que compartilha vamos dizer assim, ideias, é interessante entre as pessoas também haver essa discussão ou as empresas oferecerem ambiente para isso, o que você está fazendo diferente como é que você está usando essa troca eu acho que isso é algo que favorece

Demais, demais. Caminhar nessa direção. Eu acho que é cultural, mas também tem que ensinar. É porque muitas vezes as pessoas não sabem usar do jeito certo. Então quais são os melhores... Tem um negócio que a gente fala que é o prompt, né? Que é como conversar com a IA. Quais são os melhores prompts para um corretor usar?

O cara não sabe, não está no dia a dia dele. Então a gente tem que ensinar, tem que passar isso. Olha, vamos ter esse conhecimento, mostrar que existem possibilidades. Poxa, eu posso mostrar para ele que tem funções que ele nunca imaginou. Porque saiu uma pesquisa recente da McKinsey que mostra que da população, quem realmente está usando profundamente IA é menos de 1%. O que é isso?

Porque o grande ponto é esse Porque é saber usar a ferramenta da melhor forma Então eu posso ter uma furadeira sensacional Se eu não ensinar as pessoas a furar a parede Como que usa Elas também não vão usar direito E aí você acha que ainda tem um gap E aí minha pergunta é Joia, como fecha?

Porque sim, existe, e aí é o seu ponto. É meio hábito, né? É meio costume das pessoas. Não é nem dificuldade, é o novo. Mas é como você muda rotinas da sua vida para botar alguma coisa diferente no meio delas.

É muito difícil, não é nem resistência, é falta de... Não é nem metodologia, é rotina mesmo, de acompanhamento, de fazer, botar isso no teu dia a dia para que aconteça. É mais difícil fazer essa adoção, não?

Eu acho que tem a questão do conhecimento também. Porque por mais que a gente está falando em, às vezes, oferecer oportunidade para as pessoas, esse conhecimento não está escrito em lugar nenhum. Você não vai achar um livro que fala assim, olha, como aplicar IA nas principais áreas hoje? Você não tem, isso está sendo construído. E outra, tem muita questão ferramental. Hoje você tem uma ferramenta, amanhã você tem outra, depois outra.

Então essa velocidade, por isso que eu acho que os espaços são importantes. As empresas...

favorecerem de alguma maneira essa troca de conhecimento. Porque é assim, a gente acaba aprendendo muito em grupo. O ser humano é um ser social, então o aprendizado dessa maneira favorece bastante. Acho que tem dois pontos. Tem um também que ele é geracional. À medida que novas gerações vão chegando, fica mais usual para elas. Então, por exemplo, a geração de agora já entrou no mercado de trabalho com o chat GPT. Ela vai usar esse negócio um pouco melhor.

Agora, quem está para trás, a gente realmente tem que ensinar, como o senhor disse, muito bem. E mais que isso, criar contextos onde permita que essas pessoas experimentem. Então, lá na minha empresa, a gente teve que fazer isso. Olha, eu vou te dar aqui, deixa você aprender. Usa.

a erra, dá problema, mas usa à vontade. E aí a gente foi incentivando as pessoas a usar. Por quê? Embora a gente seja uma empresa de tecnologia, não era usual. Não é usual para as pessoas. Até numa empresa de tecnologia, não é fácil. Aí a pergunta é, dado isso, você trouxe uma boa dica. Então, para você que não usa...

não tenha medo, use, né? Acho que esse é o ponto, é, defina. E acho que o Sandro trouxe um outro ponto, é, são tantas ferramentas, defina aquilo que é realmente relevante pra você. Daqui a pouco a gente falar mais cedo sobre lovable, aí daqui a pouco, aí traz outra, aí tem chat GPT, aí tu cria uma própria da tua empresa, cada um começa a criar e você começa a dar tanta opção.

que começa a ficar até uma quantidade de ele não saber como usar e para que usar. Então, acho que é botar também o que é realmente relevante e qual o resultado que você espera. Eu acho que um norte que ajuda nisso muito é pensar em cima das dores. Quando você coloca na mesa as dores, ali todo mundo concentra e se direciona. Então, acho que a gente não pode abandonar a responsabilidade.

das empresas, obviamente, sempre estarem buscando, mapear, como que ela resolve as principais dores do dia a dia dela. Eu acho que esse é um bom caminho, porque aí pelo menos você se direciona e começa a filtrar. Mas aí, Sandro, como a pessoa, vamos sair da empresa, vamos pensar nesse universo de corretor, vamos pegar esse universo de imobiliários, como o ser humano mapeia suas dores?

Esse é um desafio, né? Porque muitas vezes você não quer nem olhar para a sua dor. Ah, esse é o ponto, exato. Ou você não reconhece elas, né? É, será que isso vai me substituir? É melhor eu não mexer com isso, porque eu vou estar provocando algo que, né? Que é um medo muitas pessoas têm, eventualmente, de serem substituídas por aquilo que está ali na ponta. É isso. Mas no primeiro ganho de valor que aquela pessoa tiver, ela dá uma virada.

E aí tem um amigo meu que ele é advogado. Pensa, advogado sempre vai ser o último a adotar qualquer coisa, porque advogado é normativo e tudo mais. E ele trabalhava num banco grande, bancão internacional, área de compliance, então você imagina. E aí ele tinha uma... E o banco era proibido, não podia usar GPT, Nadia, questões de segurança. E tinha uma planilha que ele pegava essa planilha todo dia e conferia linha a linha.

Aí um dia ele virou pra mim e disse assim, cara, não tem como eu automatizar esse negócio no Excel, não. Fazer um negócio aqui que automatiza pra mim. Por quê? Eu disse assim, ah, eu gasto três horas por dia só pra conferir. Olha, por que você não conversa com o chat de GPT? Ele disse, o banco não deixa. Eu vou enviar no seu computador sem entregar dado pro GPT e converso com ele. Fala, tem uma planilha assim assada, precisa automatizar.

E a planilha fez um macro pra ele, que é um código do Excel, né? A planilha não, o GPT fez um macro pra ele. Ele usou, aplicou e automatizou o trabalho dele. Cara, esse cara, ele virou assim... Ele saiu do banco. Ele foi trabalhar no WhatsApp. Ele virou, assim, o advogado da IA. O guru. E aí, ele assim, e aí, cara, deu certo? Assim, cara, deu, só que eu tive um grande problema. Isso, ele tava no banco ainda.

Agora, para o banco, eu sou o mago do Excel. Eu sou o cara que sabe fazer tudo. Então, esse cara agora, ele virou evangelizador. Ele virou o cara que está defendendo esse negócio. Por quê? Ele teve resultado. Quando o colaborador na ponta tem o primeiro resultado tangível, ele adota. Esse é o grande ponto. Esse é o grande turning point, que é o ponto da virada da pessoa começar a usar com mais frequência. É isso.

e ela inclusive começa a falar para as outras, começa a evangelizar como você colocou aí eu acho que aí é o efeito do colaborar dentro do ambiente fiz isso, faz aquilo e começa a divulgar as melhores práticas que é o ponto do, muitas vezes as pessoas tem medo de usar o prompt

porque não sabe qual é o prompt ideal. Ah, faz essa pergunta, para mim funcionou. E aí começa o prompt a divulgar. Acho que isso facilita e acelera a utilização, é isso? Exatamente. Eu acho que, inclusive, hoje, eu mesmo trabalho num projeto de uma plataforma agêntica, onde a gente tem um recurso que é exatamente isso. Você marca com um coraçãozinho o seu prompt, e aí você começa a compartilhar na rede. Legal. E as pessoas começam a usar aquilo que está dando certo, e vão ganhando likes. Então, como uma espécie de uma rede social, onde você pode socializar,

a sua experiência, isso é interessante eu queria dar um passo um pouco mais profundo agora usando a inteligência de vocês a gente já está saindo desse universo de um agente para ter os orquestradores e aí você consegue ter e aí a gente está indo para um nível bem mais complexo que é você consegue ter vários agentes, especialistas e um que te orquestra organiza tudo isso como isso vai chegar

no ser humano comum? Como é que vocês acham que isso facilita? Ou se é que chega, não sei nem se chega. Bom, respondendo aqui primeiro, assim, na estrutura, até na estrutura da empresa, a gente já tem um agente que ele está conectado no RP, no CRM, em sistemas externos, redes sociais, e ele tem um agente principal que orquestra a estrutura. Na prática, o que está acontecendo é tudo que a empresa faz, e aí tem uma lógica técnica para garantir que isso funcione melhor.

os colaboradores, eles têm que usar esse negócio. Tá no dia a dia deles. Então, lá a gente apelidou ela internamente Dolly. A Dolly, ela orquestra a minha operação inteira. E aí, esses dias, eu fui olhar como é que tá o ranking de uso. E eu achei, cara, eu uso todo dia muito. Eu devo ser um dos caras que mais usa. A empresa tem 60 pessoas. Eu sou o 15º que mais usa e eu sou gestor, poxa.

Porque está tão introjetado no trabalho deles agora, que tudo resolve por lá, que tudo eles resolvem por lá. E aí eu preciso criar um relatório para o cliente, eu não vou mais no PowerPoint. Eu vou na Dolly, converso com ela, faço um relatório assim, assim, assado. Ela puxa os dados. Então isso acabou ficando introjetado. Na prática, a gente trata esses agentes como funcionários.

Então é seu colega. A Dória tá no Slack. Você conversa com ela no Slack. Porque ela é funcionária. Você marca ela no Slack, ela responde. E aí a gente construiu, aí entra a cultura. Ela de uma forma que ela seja ácida. Então, você conversa alguma coisa com ela, vai ser ácida com você. Vai te provocar. Vai provocar. Então, no dia a dia, o que eu acredito é, esses orquestradores, eles passam a ser...

funcionários também. É como se fosse seu colega. E aí, talvez, eventualmente, nós temos recursos humanos, nós vamos ter que ter recursos robóticos. Como é que eu administro a interação desses agentes com os funcionários? Você concorda comigo? Não sei se... Não, eu concordo. Isso faz a gente lembrar, né, lá do teste de Turing. A ideia do teste de Turing é se você interage com a máquina sem saber que aquilo é uma máquina, né, então você tem uma inteligência ali que realmente está sendo...

muito efetiva, né? Então, quando você trabalha numa estrutura multi-agente, que você tem ali um manager, geralmente, que é quem recebe a sua demanda e distribui ela numa hierarquia de agentes, começa a responder. Na verdade, você nem tá enxergando, muitas vezes, como é que tá sendo a comunicação de um agente com o outro. Porque você já, inclusive, personificou aquilo de tal maneira que você tá como se trabalhando como se fosse um colega, como você mesmo colocou. Isso é muito interessante. Isso muda a nossa...

Isso, assim, pra quem se interessa, e a gente fala pro pessoal que tá nos escutando e nos assistindo, precisa. Tem uma estrutura que é o MCP, que foi desenvolvido pela Antropic, que é a empresa lá do Cloud, que ela torna isso muito mais eficiente. Então, quando a gente usa uma estrutura com MCP plugada em diferentes sistemas, o negócio fica muito eficiente. E a diferença é o seguinte, imagina, eu preciso saber se um cliente da empresa pagou ou não, se ele tá de implante ou não.

Eu pergunto para o agente, ele acessa o ERP, ele acessa o CRM, ele acessa os dois ao mesmo tempo e me entrega uma análise. Isso muda, porque se eu não preciso mais entrar no sistema XY, faço tudo por aqui, deixa eu fazer com ele. E é muito mais fácil, muito mais prático. E isso muitas vezes já está na mão do WhatsApp. Você consegue facilitar, fica muito mais fácil. Você conversa por WhatsApp que conecta todo o resto. Exatamente, e muda seu mundo, porque fica fácil.

A hora que fica fácil, cara, eu vou usar esse negócio. E aí eu volto no meu risco.

onde mora o risco disso tudo? Primeiro que eu acho assustador em muitas situações. Foi o que eu falei, pra mim é louco isso. Mas há um risco e a gente não pode ignorar. Porque, na verdade, aí depende muito da qualidade, de como que a coisa foi feita, como foi validada.

mas há sempre risco, por exemplo, algum tipo de alucinação. Então é importante ter algum nível de governança também para reportar o que está acontecendo, para o próprio time que sustenta essa solução conseguir fazer algum tipo de, vou dizer assim, auditoria, de interpretabilidade daquilo. Então isso é importante. Em situações críticas, sistemas críticos, dependendo, você pode...

matar uma pessoa, obviamente, se aí a forma como ela está sendo usada, né? Por exemplo, na área de saúde. Então, é importante ter mecanismos. E aí, hoje em dia, há toda uma área de governança que estuda mitigação de riscos. Mas é da mesma maneira como o ser humano também é. Não, total. Mesma coisa. Tem risco pra todos os lados. Só que esse é um risco que a gente não conhece ainda, né? Exatamente. Atravessar a rua, a gente sabe o risco. Ficar criando um agente.

você vai botar ele com algumas funcionalidades, é completamente desconhecido pra gente. Exatamente. E acho que a parte mais divertida, porque assim, vocês estão falando dos riscos, mas eu olho pra diversão do negócio também. Não, total. A parte divertida é que hoje são agentes que eles são passivos. Você conversa com ele e ele te responde.

Existem estruturas já onde eles podem ser ativos. Eles mesmos tomam as decisões sem que você tenha que instigá-los para isso. Perfeito. E aí, quando eles tomam as decisões, aí eu gosto sempre de falar que IA é como uma lupa. Se você tem um bom processo, ela vai amplificar seu bom processo.

E você tem estruturas de segurança, governança, tudo bem feito. Se o seu processo é ruim, ela vai amplificar o ruim também. E aí pode virar uma catástrofe. Então, acho que o maior risco, na verdade, é nós colocarmos IA sem pensar nos processos, nas estruturas, na governança, no que tem um nome bonito em inglês, que é o guardrail, né? Estrutura de segurança.

Sem pensar nisso, colocar E.A., aí acho que é o principal risco, porque você não consegue controlar nada, né? Sim, mas existem medidas, né? Então, por exemplo, você pode usar o chat GPT para fazer uma atividade matemática. Eu peço para calcular quanto que é 2 mais 2, vai falar que é 4.

Só que digamos que você está em uma operação muito crítica. Eventualmente o que você vai fazer é pedir um agente desse que ele use uma calculadora de verdade. Ele não precisa ficar tentando fazer a conta. Então essa é um exemplo de uma medida que você pode tomar para reduzir. Acho que tudo é o ponto de...

A forma como você pergunta pode trazer respostas diferentes. Acho que essa é ter a consciência de que se você perguntar da forma errada, possivelmente você pode ter uma resposta talvez não normalizada como você esperava. Tem que ter muito claro para todo mundo. E aí, mudando um pouco, acho que a gente falou de orquestrador, falou de a gente.

O que a gente não sabe que a gente não sabe? E essa é a pergunta, porque tem tanta coisa, todo mundo diz, ah, o GPT, o AI, enfim. O que as pessoas não sabem? Porque acho que muitas vezes a gente está muito tentando usar a ferramenta naquilo que a gente já sabe. Onde estão as oportunidades daquilo que a gente não sabe que a gente não sabe? Estou indo um pouquinho mais profundo aqui.

Eu diria assim, eu acho que se a gente pegar o senso comum, muitas pessoas não entendem como que a IA funciona de verdade. Então, às vezes, elas subestimam ou superestimam aquela tecnologia. Então, por exemplo, eu posso eventualmente estar entendendo que eu vou resolver um problema de logística com a IA, sendo que eu não tenho que usar a IA, porque isso pode gerar algum problema ali.

o negócio pode entregar para alguém errado então acho que ter essa consciência é interessante, porque aí você consegue explorar melhor o que é adequado para ser usado em conjunto com aquela tecnologia então se você já tem um outro sistema que funciona bem às vezes a IA vai ser uma camada que vai conversar com aquilo, mas não vai substituir então eu acho que tem muita oportunidade nesse sentido da gente explorar o que já existe

trazendo a IA pra potencializar isso. Fiz, é um ponto. Acho que a inteligência tá aí, é ter consciência da própria ignorância, do que a gente não sabe. E o grande ponto é nas coisas que não existe clareza ainda é trabalhar com hipótese. Se você tem uma hipótese, você vai validar ela de alguma forma. Então não é aplicar o negócio e falar, ah, funciona.

Não, olha isso aqui, eu não sei o desempenho. Então deixa eu testar, deixa eu comparar. Talvez compara, vamos comparar com o comportamento humano na mesma função. E a gente começa a entender, acertou mais, errou mais, qual que é a estrutura para isso? Então tudo tem que partir de hipótese.

Vamos pegar esse ponto, Luiz. Eu adoro essa tese e quanto mais você vai filosofando, você consegue construir. O brasileiro, na média, as hipóteses, por vezes, não são suficientemente profundas para criar um case. Como é que vocês recomendam, nesse processo que você está trazendo, que eu acho que é sensacional,

Como é que deveria acontecer um processo de um test and learn, uma testagem, um piloto, com base em hipóteses? Como é que normalmente é feito? Bom, acho que o Sandro vai responder até melhor que eu, mas trazendo um pouquinho de experimento.

Quando a gente tem algumas teses, alguma coisa que você não sabe, são achismos. Esses achismos nós vamos pegar um nome bonito e falar. Então são hipóteses, né? Tem uma hipótese. Eu acho que esse negócio vai se comportar desse jeito. Então estabelece seus achismos. Escreve eles num papel. Ah, então é isso aqui que eu acho.

Bom, a primeira parte é a seguinte, como é que eu vou descobrir se isso aqui é verdade ou mentira? Eu tenho que, se é um achismo, né? Se realmente não funciona ou não funciona? Eu tenho que desenhar um experimento. Então eu vou estipular, olha, como que eu vou testar esse negócio? Ah, eu vou testar assim, assim, assado. Se tiver o resultado X, funcionou. Se tiver o resultado Y, não funcionou. E aí eu invalidei ou validei uma hipótese. Então o modelo mental é esse, olha, pega seus achismos, desenha o experimento.

Testa. Funcionou? Roda o próximo ciclo. Agora, eu vou te contar uma história. Em 2016, eu estive na Rex. Rex era uma grande aceleradora de startups e fazia projetos de eletrônica. Sim. E aí tinha uma unidade em San Francisco e uma unidade em Tianjin, na China. Tianjin é o grande polo de eletrônica.

E aí eu falei com eles, olha, qual que é a diferença da Rex aqui em San Francisco, nos Estados Unidos, e da Rex na China? Pô, que na China todo mundo testa as coisas muito rápidas. Porque você pega, constrói o negócio, era Tianjin, que era super eletrônica, tinha engenheiro pra tudo quanto é canto.

constrói um negócio e testa. Aqui a gente tem que validar, tem que passar por uns experimentos. Perfeito. O que a IA mudou é que hoje você consegue testar versões mais acabadas muito rápido. Então, se eu quisesse fazer um aplicativo há cinco anos atrás, eu quero te dar um exemplo, eu demoraria um tempo para fazer. Hoje eu consigo produzir uma versão muito próxima da real, muito rápido. Então, eu testo muito mais rápido com uma coisa mais perto do que é a realidade. Você concorda comigo?

Sim, agora indo nessa linha de hipóteses, até hipóteses de negócio, a gente pode tentar criar mil e uma estratégias, mas você tem que testar. Chega num ponto que você não consegue ver para além de um determinado nível, então você tem que experimentar. Só que a forma como você sequencia esse teste dessas hipóteses pode reduzir bastante o tempo. E eu acho que quando vocês fazem isso, o legal é definir o problema, os achismos que o Luiz trouxe.

quais são as possibilidades de solução, né Luiz? E aí como é que a IA te ajuda? É aí onde entra o ponto, não adianta você, eu tenho uma hipótese joga a IA para resolver, não. Quais são os pontos que você quer e aí, vamos lá, agora deixa eu ver se o agente me ajuda a acelerar. E acho que é aí que consegue ganhar velocidade de aprendizado nesse processo.

Isso eu acho fenomenal que a gente está vivendo. E quando você está aberto para fazer esse tipo de interação, você também aprende bastante com a própria IA. Porque, querendo ou não, ela tem informações, ela leu, ela é armazenada. Então, aquilo vem para você e te explica dentro do processo também.

O que você aprendeu da IA Jassa? Ah, por exemplo, ontem mesmo eu estava tentando fazer um vídeo com o IA. E aí é aquela história, você põe um roteiro muito grande e o vídeo é 8 segundos, não dá certo. Ela falou, não, quebra isso em pedaços. Exatamente. Fazendo cena, depois você compila. Não é minha área, mas eu achei fantástico aprender isso. E é uma coisa que está muito em alta hoje, por exemplo, para o corretor que está nos vendo.

Tá super em alta, vídeos com IA. Se apresentar imóvel, você ver o prédio subindo, tudo mais. Quer um bom experimento? Então pega o corretor de imóveis, testa um vídeo seu, você gravando, testa um vídeo seu que você insere alguma coisa de IA. O que deu mais resultado? E aí vai experimentando, vai mudando.

Você vai ter que ir aprendendo também, porque o negócio vai aprendendo com o processo. Mas quando ele faz isso, você começa a ter uma experiência real e você começa a ver a conversão de verdade. E se o vídeo converteu, opa, tem um negócio ali. É uma coisa diferente. E até a própria edição ficou muito mais simples. Antes você tinha que gravar, gastava um tempo. Você faz, organiza, filma, bota os efeitos que você precisa e rapidamente está pronto.

E quais são as, dada a profundidade de vocês, o que vocês veem de ferramentas que funcionam bem para corretor? Quando a gente está falando especificamente de vendedor, corretor, nesse universo, vídeo, conversa, informação, onde é que vocês acham que estão os sweet spots, aquilo que é mais eficiente para que o corretor foque em duas, três ferramentas?

para aprender. Vamos começar do básico, assim. Um chat GPT bem usado. Pouquíssimas pessoas, e principalmente, eu converso muito com corretor. Semana passada estava com mil corretores no evento. Pouquíssimos corretores usam, por exemplo, a estrutura de agentes do chat GPT. Que não é conversar com aquele GPT geralzão, que é a primeira tela. É você construir um agente direcionado para os seus pontos específicos.

Então tem lá, você clica nos meus GPTs e cria um agente. Isso. Isso é básico. Para a gente é básico, né? Mas para o cara, já vai mudar a experiência dele. Porque ele vai dar uma base de conhecimento, vai dar uma estrutura, vai dar uma lógica para fazer as coisas de uma forma mais eficiente. Então esse é o primeiro ponto.

A estrutura de vídeos tem muito corretor fazendo também. E você mescla nos seus vídeos. Aí a gente tem o Google Gemini, que produz imagens melhor. A gente tem também uma estrutura de vídeo que se chama o Kling, que também produz melhor. E para a edição a gente tem o... Agora até esqueci o nome da estrutura de edição, que é o CapCut. Que nem é IA, né? Só a estrutura de edição. Então são coisas muito simples.

Que o cara vai aprendendo, vai aprendendo, vai aprendendo, vai aprendendo. Mas o principal para o corretor é, ele precisa gerar demanda e atender cliente. Perfeito. Então, GPT e Gemini, e VIT e tudo mais. Eu ia nessa linha exatamente. Lá no Gemini você tem o GEMS, né?

Eu tenho contato, né? Tem um vendedor numa das empresas que eu atuo Que ele tava querendo fazer uma espécie de venda técnica Mas ele não é técnico Olha, eu te passo alguns arquivos aqui E aí ele insere o link da empresa Do site e aí o sistema ali já gera Algumas possibilidades Não pode ser de propostas, mas de ideias Então isso acelera bastante

A outra questão também é análise de dados. Se o corretor, por exemplo, tiver estruturado numa planilha, conseguir acesso a algum dado, por exemplo, num sistema, ele poderia trabalhar isso, fazer perguntas, gerar gráficos, gerar análise até estatística mesmo, com perguntas simples.

Isso é muito fácil, porque muitas vezes da rotina de um, vamos pensar, um líder comercial de qualquer tipo de empresa, toda manhã você deveria fazer um planejamento do que foi o dia anterior, ou como está o seu mês, enfim. E hoje abre um monte de Power BI, enfim. E esse é um ponto que acho que poucas pessoas usam a inteligência artificial que está lá no Power BI já embutida. E aí você começa a fazer análise através de perguntas, e isso facilita demais a vida das pessoas, né?

E uma coisa que facilita também, até para o corretor, é o seguinte. Como que ele vai dar comandos para esse negócio? Isso cada vez menos está importando porque os sistemas estão evoluindo muito. Perfeito. Mas os comandos, olha, assuma a função de um gerente de vendas, de imóveis experientes, tal, tal. Primeira coisa que você fala, por quê? Isso dá para o agente um pouco da personalidade que ele vai ter. Sim. Depois dá um contexto.

Olha, qual que é o contexto do seu atendimento? Depois evolui nas ordens e principalmente em cadeia. Olha, primeiro faça isso, depois faça isso, depois faça aquilo. Porque você está dando uma estruturazinha. E aí, por exemplo, uma das coisas que o corretor poderia fazer é grava uma visita, depois transcreve essa visita numa ferramenta de edição e coloca para um agente avaliar. O que você pode melhorar? O que você poderia fazer diferente?

Quais são os pontos de atenção? Aí ele vai começar a ter uma experiência diferente. E ele vai ficar assustado também.

e eu acho que essa é uma dica boa muito interessante isso, todos nós quando participamos de alguma reunião e já pegou o resumo da reunião é curioso quando você pede insights sobre aquilo, a IA ela é interessante nesse sentido, ela consegue gerar alguns insights, não muito fora da caixa mas assim, insights que num senso comum, se você não estiver muito acostumado você vai aprender com aquilo, é muito interessante principalmente acho que para corretores estiverem começando também, eu acho que GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN GEN G

Deve ajudar bastante. Ou começando ou pegando uma venda diferente do que ele está acostumado. Por exemplo, eu tive uma experiência com uma venda de um imóvel para investidor em Manaus. Que não tinha. Era novo para a estrutura de Manaus vender para investidor. Ou seja, os corretores não sabiam vender. Sim. Como que a gente ajuda esses caras? Através de IA. Então faz o cara começar a conversar com a IA para ele entender de rentabilidade, entender de conversa, como que ele lida com aquele cliente.

Só que ele tem que saber conversar também. Acho que o grande ponto é esse. É aprender a conversar com esse tipo de ferramenta.

Isso é muito bacana. E aí, quando você pega, Sandro, na linha do assustar, por que eu acho que é importante? Porque as pessoas têm que estar abertas a isso. É uma parte do comportamento do ser humano. Você vai perguntar em site, você vai olhar e vai dizer ah, mas isso aqui é... não serve pra nada. Eu acho que o pouco é também do comportamento de estar aberto, assim como a gente tem que estar aberto a escutar numa negociação pra entender as demandas, as necessidades do cliente, é estar aberto também pra...

ouvi ou ler, pelo menos me dá um insight, o que eu poderia ter feito melhor, com base em que? Com qual objetivo eu quero? E aí, com aquilo ali, refletir um pouco mais sobre os próximos atendimentos. Acho que isso muda completamente. A gente tem um agente interno da MRV, que é justamente para ajudar nesse processo de maturação de novatos. E quem usa, que é difícil, é um percentual pequeno, a velocidade que faz a primeira venda é enorme.

Então é isso, o ponto é da usabilidade e estar seguindo aquilo que você treinou. Muitas vezes, quando você monta um agente, você treina, capacita com aquilo que você acredita. Claro que você pode botar um GPT que é aberto, que está aprendendo com todo mundo, mas quando faz um fechado, você já está mais direcionado.

Quando você começa a entender que o método funciona e as pessoas entendem, isso catapulta demais os resultados. E aí na cultura da empresa, tem um negócio que a gente até coloca lá na empresa, que é o seguinte, você vai me fazer uma pergunta. Você já perguntou para o chat GPT antes? Ele já te deu alguma resposta?

Depois, você pode me perguntar, não tem problema nenhum, vou ter o maior prazer em te esclarecer, mas primeiro tenta um pouquinho aqui pra esclarecer esse negócio. Acho que o agente de vocês lá tem que ser um pouco disso também. Olha, você entrou agora, você tem uma dúvida, pergunta pra esse negócio aqui primeiro. Ele não te respondeu uma coisa boa? Aí pergunta pra mim. Normalmente as pessoas preferem sentar do lado e perguntar, né?

Exatamente. E aí é dois tempos perdidos, o dele e o do amiguinho que tá do lado. Acho que esse é o ponto, ajuda a dar motivação pras pessoas utilizarem.

E eu acho que também, assim, você começa a ter esse movimento de incentivo, de mostrar o uso de ferramentas, as pessoas também, elas param, ou elas começam a mover a prioridade delas, né? Porque a prioridade antes era registrar uma informação no caderninho e ir anotando. E assim, quando você vai fazendo aquele movimento, né? Você teve uma reunião, você mesmo vai anotando, você não tá colocando tudo que tá ali, né? Você perdeu alguma coisa.

Então, você começa a ir pra um nível onde você consegue explorar isso muito melhor.

E agora, gente, usando um pouquinho da bola de cristal de vocês, que eu sei que os dois têm, o que é a próxima grande transformação? O que vocês acham que vai movimentar com toda essa tecnologia que está, velocidade que a gente já falou um pouco, toda a parte de profundidade que vai melhorando? Onde é que vocês acham que senta a próxima grande transformação?

Eu acredito assim, a gente tem um desenvolvimento que a gente sempre tem feito, que é na área de hardware. Então você vai vir com evoluções, por exemplo, no novo paradigma de computação quântica, que deve permitir acelerar isso. E daqui a pouco a gente vai ter capacidade de ter esses modelos ainda de forma mais aprimorada. Então eu acho que esse é um ponto.

É quase que no sentido de evolução, não é nem no sentido de revolução. E o outro ponto eu acho que é essa, a questão da geração de valor. Os cases vão ficar cada vez mais claros, porque nós estamos numa fase muito experimental ainda. Então a gente vai começar a ter consolidação em alguns segmentos, entendendo, olha, aqui a IA vem, ela pode ficar, e isso sim vai aumentar muito a produtividade. Hoje a gente ainda disputa muito. É, exatamente.

Eu acho que nessa toada, as pessoas começaram a usar cada vez mais e mais ferramentas como o ChatGPT. Tem um movimento que já está acontecendo, que é o movimento que a gente chama de Vibe Coding. É V-I-B-E Coding, né? Coding. Que é basicamente você desenvolver sistemas conversando com o IA. Isso já está acontecendo, mas não chegou ainda no...

grande público, não é uma coisa comum. Então isso pra mim já é a próxima onda que já tá acontecendo, mas agora vai popularizar um pouco mais. Depois disso, eu imagino muito um caminho de mais autonomia pros agentes. Que é o que você falou, dos orquestradores, dos operadores. Provavelmente eles vão começar a tomar cada vez mais decisões sozinhas. E aí você vai tendo um caminho onde eu já tenho GPT, eu tenho sistemas sendo desenvolvidos com conversa e eu tenho operadores.

Imagina um ambiente onde esse operador consegue criar sistemas e já tomar decisões sozinho. Aí é um mundo diferente. Eu diria assim, que são os três pilares. A gente passou pela área de análise de dados, olhar para o passado e fazer uma análise. A gente foi para o segundo nível, que são os modelos preditivos. Que é, olha, o que vai acontecer aqui? A gente vai chegar no nível dos modelos prescritivos, que vai dizer, faça isso, isso, isso.

Muitas vezes você não vai nem falar, né? Ele vai falar sozinho, né? É alucinante isso, gente. Eu não sei se a gente se preocupa mais ou não, mas eu acho que é muito legal porque a gente está vivendo uma transformação e aí o quão mais rápido as pessoas entenderem o impacto, acho que essa é a grande mensagem, né? O quanto isso aperfeiçoa a vida de todo mundo. Gente, o papo está sensacional. Estamos já a 40 minutos top para terminar.

Se a gente tivesse que deixar uma dica, e eu gosto sempre de deixar falando muito para o corretor ou para o gerente do mercado imobiliário, o que seria a dica do Sandro e a dica do Luiz para a turma? Nós falamos aqui de medo. Eu acho que a dica é não tenha medo, experimente, porque no final das contas, a gente não sabe exatamente para onde essa onda vai, mas você experimentando, você se abrindo, eu acho que você está em um caminho bom para poder aprender e se tornar um profissional melhor.

independente da sua idade, acho que o Luiz trouxe aqui de gerações, mas acho que está tão fácil e tão direto que independente se você tem 18, 19 anos, ou se você tem 65 ou 70, use que com certeza vai te ajudar. Correto, acho que esse é o ponto. Legal.

Eu acho que nesse caminho também é... Seja corajoso em começar. Em usar, em fazer alguma coisa, em ver o resultado, em colher erros também. Que pode acontecer. Mas, cara, usa. Seja curioso ali. Mexe. Fuça nas coisas. Tenha esse tipo de espírito. Porque as coisas acontecem. E aí, realmente, o resultado vem porque você começou a se movimentar. Então, não fica parado, não. Movimenta. Vai atrás. Seja curioso.

dê o primeiro passo, né, Luiz? Pelo menos vá, comece, monte um agente, comece a se organizar para eles, né? Gente, obrigado, espero que vocês tenham aproveitado. Valeu!

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