VOCÊ ENXERGA O RISCO ALÉM DO PROJETO? | PÍLULAS DA PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO #782
Bom dia!
A pílula de hoje, com a PrevAluna Laylla Thayres, mostra por que alterações na edificação podem comprometer a detecção e criar riscos invisíveis no projeto.
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- Detalhamento técnico em PPCIEspecificação de luminárias de emergência · Nível de iluminamento e autonomia · ART (Anotação de Responsabilidade Técnica)
- Gestão de RiscosAprovação de projetos pelo Corpo de Bombeiros · Performance luminotécnica de equipamentos · NBR 10898 · Responsabilidade técnica do engenheiro
Quarta-feira você já sabe, é dia de convidado aqui na Preve Pílula. E hoje é dia de um preve aluno que faz parte do movimento junto com a gente. Ele vai compartilhar com você algumas dicas e informações mega importantes.
Aproveita! Oi pessoal, eu me chamo Laila Taíri, sou engenheira civil aqui no Piauí e trabalho com PPCI. E hoje eu quero trazer uma provocação técnica para quem projeta PPCI no dia a dia, porque isso é algo que eu mesma reviso constantemente nos seus projetos. Você já parou para pensar no que o Corpo de Bombeiros realmente está aprovando quando aceita seu projeto? Você coloca o símbolo da luminária de emergência na planta, o Corpo de Bombeiros analisa e aprova.
Mas pergunta: nesse projeto tá especificado quantos lumens aquela luminária entrega? Qual o nível de iluminamento previsto para rota de fuga? Qual autonomia mínima da bateria. Na maioria das vezes não tá, e o Corpo de Bombeiros aprova assim mesmo, porque o que se analisa é a presença do símbolo, a distribuição no layout, o atendimento à distância entre os pontos, e não a performance luminotécnica do equipamento, pelo menos na maioria dos Corpos de Bombeiros que eu conheço.
Isso significa que tecnicamente o projeto passou, mas o problema não é aprovação, é o que acontece depois dele. Na hora da execução, quem instala é o eletricista encarregado da obra, às vezes o próprio síndico comprando o que tá disponível no mercado. Ele vai simplesmente colocando um bloco autônomo qualquer, muitas vezes o mais barato, sem nenhuma referência de que aquele ponto específico da planta exige um nível de iluminamento X e uma autonomia Y, né, conforme a nossa NBR 10898.
O resultado prático: a edificação tem AVCB, tem projeto aprovado, tem um símbolo certinho na planta. E numa emergência real, com fumaça, pânico, saída sendo usada por gente que não conhece o prédio, a iluminação pode simplesmente não entregar o nível de iluminamento necessário para guiar aquela rota de fuga com segurança. Então aqui entra o ponto que mais interessa para a gente como engenheiros: quem assinou o ART ART, que foi você e foi eu.
Se o detalhamento não existe no projeto, a responsabilidade técnica sobre adequação da luminária instalada fica em aberto. O documento te protege até onde ele te obriga a detalhar. Se você não detalhou, ele não te protege. Então, a prática que eu deixo aqui para você aplicar ainda essa semana: não coloca só o símbolo, especifica na planta ou na memória descriptiva, o modelo de referência, o fluxo luminoso mínimo em lumens, o nível de iluminamento exigido conforme a NBR 10898 para o tipo de ambiente e autonomia mínima da bateria.
Isso não é excesso de zelo, é o que nós devemos fazer em todo PP CI. É o que garante que ele foi projetado, que o que foi projetado é o que vai ser instalado e não uma aproximação genérica de mercado. A aprovação é o mínimo, detalhamento é o que protege de verdade o cliente e nós engenheiros. Então, gente, se você gostou desse conteúdo, me segue lá no Instagram, é @eng. lailataires, e muito obrigada por ouvir até aqui.
Tem uma diferença muito clara na nossa área: quem consome conteúdo e quem começa a tomar decisão técnicas de verdade. E essa virada não acontece sozinho, ela acontece quando você começa a conviver com quem já está nesse nível. A Prev Weekend é esse ambiente, não é sobre assistir, é sobre estar dentro. Se você sente que tá pronto para o próximo passo, chama o time da Prev Week, a gente vai te direcionar.
Laylla Thayres
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