Superstições dos Antigos Vol. II | DC 340
🧹 **Você passa embaixo de escada? Deixa o chinelo virado? E assovia dentro de casa à noite?** Existem superstições que ouvimos tantas vezes quando crianças que, mesmo depois de adultos, ainda pensamos duas vezes antes de desafiar. Afinal... vai que é verdade? Em mais um **Superstições dos Antigos**, a guilda relembra as crendices, histórias e ensinamentos estranhos que atravessaram gerações — geralmente transmitidos por aquela fonte absolutamente incontestável de conhecimento: nossas avós. 🐍 **Neste episódio:** • assoviar dentro de casa realmente atrai cobra? • orelha quente significa que alguém está falando de você? • por que colocar uma vassoura atrás da porta? • chinelo virado pode trazer desgraça? • assoviar à noite chama coisa muito pior que cobra? • corujas conseguem prever a morte? • signos, astrologia e o bom e velho viés de confirmação • histórias de infância que quase fizeram a gente acreditar em tudo isso Entre causos de família, coincidências assustadoras, astrologia, cobras e explicações extremamente questionáveis, tentamos descobrir por que algumas superstições sobrevivem por tantas gerações. 🔮 E você? Qual superstição sua família te ensinou quando você era criança e que, até hoje, você evita desafiar? 📜 Mande seu pergaminho para a guilda e conte sua história!
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- Superstição de orelha quente· SociedadeAlguém falando de você
Olá!
Aqui é o Tia Mati, Draconato Monge. Hoje teremos mais um volume 2, uma continuação tão aguardada de um outro episódio de Dragão Careca.
Baú do Tesouro 2.
Não, que... Para com isso, sério.
Esse já teve, esse já teve.
Já teve? Tu botou Neymar no meio, ficou louco. Não, não, vocês quiseram botar o Neymar. Hoje continuaremos então nosso papo sobre superstições, um papinho que a gente começou lá no DC 204, Superstições dos Antigos. E hoje a gente tá aqui para falar sobre aquela superstição que você ouviu desde criança, que nunca foi capaz de contrariar, porque apesar de achar que não dá certo, vai que você esteja errado, não é mesmo?
É, não, na dúvida é melhor não tentar, né?
Vai, na dúvida é melhor não fazer nada e acreditar em tudo.
É isso, é, não, claro, na dúvida acredite no sim.
Como assim?
Não entendi.
Na dúvida, acredite no sim. Que frase é essa? Eu uso isso, isso explica bastante coisa, tá?
Então, por via das dúvidas, eu vou pedir aí para os teleouvintes que estão acompanhando a gente aí, por favor, para eles falarem mal de mim nesse momento, que tá frio aqui, eu quero esquentar a orelha.
Ah, mas qual orelha que é? Nenhuma delas quer falar mal.
Não, pera aí, é uma orelha só.
Claro, todo mundo sabe que é a direita.
Onde é que você pegou as minúcias dessa superstição? Que eu nunca li isso.
Não, eu já ouvi falar isso também, que é uma orelha só.
É uma orelha.
E se Se a orelha não tiver essa orelha, vai esquentar o quê?
Esquenta o lóbulo.
É o que Van Gogh faria.
Van Gogh nunca acreditou nessa superstição. Para mim nunca deu certo isso aí.
Quero ver alguém falar mal de mim agora. Aí ele corta a orelha esquerda e era direita, porque ele não sabia da regra.
Na verdade, vão falar muito mal, só você não vai ficar sabendo, só isso.
É verdade.
Boa. É porque você fica sabendo, né, pela orelha.
Tá certo. A orelha é o radar.
Orelha é um radar, só que de sons, né, Trota?
Faz sentido.
De temperatura.
Na verdade, de temperatura também. A temperatura aferida no ouvido é bem precisa.
Sério?
Melhor que nas axilas?
É melhor.
Bom saber.
Se o Bron tiver com febre, é só eu botar a orelhinha na testa dele para ver quanto de febre ele tá.
Bota aqui, ó.
Tu vai botar a orelha dele na testa dele?
E morreu.
É isso. Aí eu acho que febre vai saber logo. Problemas que ele vai ter.
O Tiamati, que gosta das coisas bem precisas mesmo, ele já tem uma certa experiência assim, ele pode fazer a medição mais precisa que tem.
É igual de cachorro, né?
Não, não venha, eu já sei que tu vai falar, tu vai falar coisa que o Troca falaria. Não vem com esse papo.
Não, não, mas é ciência, é uma das mais precisas que tem.
Não, não, mas essa ciência tá errada aí, ó. Às vezes tem que ter limite na ciência também, né?
Você que sabe. É que eu sei que você prefere as coisas certinhas, né? Então, próxima vez que você for medir, aí você mede a temperatura retal.
Ah, não, não, Não, mas faz parte do cálculo, de qualquer cálculo ter uma margem de erro, e essa tá bem aceitável.
Chamati nunca mais vai colocar coisas no reto.
De novo, levar mais um episódio sobre isso, não aguento mais.
Olá, eu sou o Galdrim, elfo mago, e eu vim testar uma superstição aqui que diz que se sua esposa tiver junto com você, os bardos param de fazer talaricagem instantaneamente.
É mentira!
Acho que já perdemos já.
Essa aí já tá, já foi. Só pelos bastidores, o Troy já deu em cima do casal umas 4 vezes.
Que mentira! Teleovinte vai ficar imaginando coisa.
Perguntou para confirmar se eles ainda estavam casados umas 2, só para saber mesmo.
O Troy é aquele meme, né, do oi, casada.
Esse vai ser um episódio difícil para o Troy gravar.
Olá, aqui é o Bron, o mano bárbaro, e eu vou contar agora aqui para vocês uma superstição que eu aprendi com quem? Com o Galdrim. Olha só, que é se prender o flato, né, não deixar ele sair, ele vira uma Caramba, cara, que nojo, cara!
Isso não é superstição, cara.
Ele falou lá no Professor Jubileu aquela vez.
Eu espero que toda escatologia do episódio tenha essa introdução e depois não tenha mais, tá?
Espero.
Não vai acontecer, fique tranquilo.
Oi, aqui é a Ânia, meio elfa curandeira científica, e hoje eu vim aqui para descobrir onde que o Gualdrim tá aprendendo aquelas coisas lá.
Eita, que coisa é o Troca?
Essas coisas que ele anda fazendo.
Tem umas coisas que eu ensinei para ele, mas não sei se ele tá aplicando.
Tá aplicando, tá aplicando comigo.
Tá, mas é isso.
Não, mas pera aí, é aqueles negócios daquele livro lá que o Trota tava lendo, Galdrinho?
Ah não, o que que é isso, cara?
Sim, é superstição, né? Física 3 com o Hibbler.
Então não é os meus livros então que eu tô achando.
É, tem a ver com física.
Não é os meus livros.
Galdrinho deu uma machadada no chão lá pra afastar a chuva aquela vez, essas coisas aí.
Pô, se você entrar na guilda, eu vou botar o PDF desse livro lá.
Do what you want, 'cause a pirate is free.
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Vai tomar um processo, né?
Vai tomar um processo por pirataria.
Parabéns!
Eu comprei, paguei, tem direito de botar onde eu quero.
Que isso, caraca!
É episódio sobre superstição, não sobre— não é isso que você está pensando, tá? Só para deixar claro.
Olá, aqui é o Troá, bardo e humano. E hoje, para o desgosto do Tia Mate, para o desgosto do Bron, talvez do Galdrin, talvez da Hoje eu vou falar da fazendinha outra vez.
Então vai ser mais episódio como todos os outros, né?
O que que tu vai fazer com cocô de bosta da vaca lá?
O quê?
Cocô de bosta? Caraca, ele é concentrado, bro! Como assim?
Tá, responde, mostra, seu trouxa!
Não vou falar, eu não quero falar com bandeirantes. Entendo que você quiser.
Poucas ideias.
Episódio sobre suspense.
Aventureiras e aventureiros, vou no bônus e sejam muito bem-vindas e bem-vindos a mais episódio de Dragão Careca. E hoje, antes da gente falar de superstições, que são coisas que muitas vezes não se confirmam, vamos falar sobre uma coisa que certamente se confirmará, que é a sua alegria ao entrar na Guilda do Dragão Careca. O que que é a Guilda do Dragão Careca, Troca? Conta pra gente em 7 segundos.
A guilda é aquele espaço confortável onde você pode conhecer o grupo do Dragão Careca.
E acabou, Troca. Procure lá na descrição para você descobrir o que que é a guilda.
Ele tinha mais 2 segundos.
Olha aí, ó.
Não, continua. Ela tá correta, vai lá, Tron.
E nesse lugar você pode... Aê, agora sim!
Confira os links na descrição aí, como você faz pra nos ajudar, pra entrar na guilda lá e ganhar recompensas por isso, né? E além disso, não se esqueça, se você estiver ouvindo pelo Bardo Verde, dá 5 estrelinhas lá no Spotify. É fácil, é rápido e vai ajudar bastante a gente. Se for pra dar menos de 5, não dá também, já tá ajudando. E se você quiser conversar diretamente conosco, quer ter o seu causo, Você gostou de alguma coisa que a gente falou aqui e quer compartilhar também sua experiência?
Meu telefone é 5199...
Não, não tem telefone.
Você pode mandar um pergaminho para contato@dragãocareca.com. Se você se esquecer, também tá na descrição, hein? Só dá uma olhadinha, tá tudo lá que você precisa pra ser feliz com a gente.
Lá tem dinheiro. Isso.
Já dizia aquela superstição: quem não dá 5 estrelas no Bardot Verde cai o dedo.
Parece verídico, hein?
É isso aí.
E sem mais delongas, vamos então para o nosso episódio sobre... Superstições dos antigos, parte 2.
É, gente, quando eu lembro de coisas da minha juventude, da minha infância, aí eu lembro de muitas dessas crendices. Só que eu tenho que falar, gente, do lugar que eu morei. Eu já falei aqui, mas tem teleouvinte que não sabe.
Em Médson.
Errou! Não, em Médson foi uma fazendinha, num lugar remoto. E lá eu convivi com minha família e teve uma época que a minha vovozinha, né, morava lá também com a gente. E a minha avó, ela ensinava coisas para minha mãe e minha mãe ensinava coisa para mim, que é a lógica das coisas que acontece na vida, né?
É, não sei, depende.
Antes da IA era assim que acontecia, era o conhecimento que era o passado de pai para filho, de filho para neto, de neto para bisneto, de bisneto para tataraneto, de tataraneto para tataraneto. Tatara Neto.
Ai, cole-se, cole-se, cole-se, você me deixa louco!
Isso aí, vai lá, vai lá.
Não, vamos deixar continuar, vamos ver teu potencial.
Todo mundo, episódio inteiro, o Thiago querendo parar mais.
Não, você errou, tentar mais.
E aí essa fazendinha era um lugar assim no meio do campo, no meio de mato, essas coisas.
Então é óbvio que tem, como todas as fazendas, né?
Pois é.
Que tem a natureza lá exuberante, a natureza no seu auge. E aí a gente lá no meio, né? E eu me lembro, recordo aí de vários momentos em que eu era uma criança alegre, sorridente, serelepe e pipoqueira.
Do Neyda.
E andava pela casa aqui.
Pipoqueira.
Vendia pipoca.
É, trabalhei em infantil e crime, né, troço, você sabe.
O cara fica inventando coisa.
Você vendia pipoca?
Tinha pipoca doce também?
Não, pipoqueira no sentido de ficar saltando.
Assaltando? Assaltando.
Caraca, era um assaltante de pipoca quando era criança.
Eu andava frequentemente pela casa alegre e assoviando melodias que me vinham à mente. Ixi.
E sempre que minha avó me via assoviando lá, ela dizia: se você olhar muito tempo para o abismo, o abismo vai achar que você quer dar o coração para ele.
Cala a boca, mulher!
Para de assoviar, guri!
Como assoviar mal?
Meu avô quer dormir, para de incomodar.
Tá fora do tom.
Ela dizia: para de assoviar, guri! E aí eu ficava com aquela cara assim, sabe? Porque, caraca, dizia Não, daí aquela hora vocês falaram, cabeça.
É que tal com eco, né, em Morro da Caverna?
Ela falava duas vezes, vai chamar cobra. E aí eu, como assim? O que que eu tava falando? Como assim chamar cobra? Eu nem sei como chamar cobra. E na época eu nem tinha, eu nem conhecia Harry Potter, essas coisas, né? Não tinha essas coisas.
Pois é, eu ia comentar isso, cara. Isso daí quer dizer que daqui a pouco tu é da família lá dos conversador de cobra, cara, da Sonserina.
Ofidioglota? Não, nada disso.
Ah, é o nome disso, tu sabe.
Aí eu falava, eu tô, tu é, mas ofidioglota O filho de ogrota tava na ponta da língua, parabéns.
Tive que sair do personagem.
O filho de ogrota.
Um pouquinho às vezes é bom. E aí eu parava de assoviar. Só que assim, cara, ela falava que era dentro de casa. Então lá fora eu assoviava de boa e ela não falava. Era só dentro de casa que a minha avó cismava comigo que eu não podia assoviar, que chamava cobra. Nunca vi uma cobra dentro de casa. Quer dizer, em outras situações até já vi assim, tipo, surgir e tal.
No banheiro.
Tá, não, não, não, sem intimidades. Não, sério mesmo.
Mas essa coisa de criança, a minha família toda dizia, mas é principalmente a minha avó ficava me publicando, né? E uma vez, cara, realmente aconteceu algo parecido com isso.
Apareceu uma cobra?
Eu estava muito belo soviando.
Vai me dizer que tu ofidioglotou e veio a cobra? É só o que falta, né?
Cara, deixa eu parar de falar cara, pera aí, um pouquinho me concentrar. Eu sou capaz, eu sou capaz, porque a consciência tá aqui, a consciência tá. O negócio é aplicar ela na vida, né?
Mas tá pesada, né, rapaz?
Mas rapaz, Olha só, meu, seguinte, é pior ainda meu, prefiro se de cara. Se for falar meu, não, não vou falar nada.
Não tem gravata.
Tava eu assoviando no pátio quando me deparo, eu estava numa situação que é tipo um campinho assim próximo ao lugar que a gente jogava futebol. Tava eu assoviando muito feliz porque já que eu não estava dentro de casa eu podia assoviar com louvor que não ia aparecer cobra.
Ah, tu era crente?
Sempre fui. Olha pro chão e vejo um negócio comprido na grama, meio serpenteado, vibrando, meio pastoso.
Ah, era o Tia Mate comprido com escama.
Ah, não sou muito comprido.
É, tem uma longevidade, né? E na mesma hora, hoje o Troá tá se passando no vocabulário expansivo dele. Não, nada normal, nada fora do normal. Poxa, vamos parar de interromper.
Eu quero, não vou conseguir falar o troço.
Tadinho do Troá, não vou conseguir falar.
Tem uma parte dentro do Troá que quer falar a verdade. Entendeu? E daí ele fica oprimido, mas às vezes sai.
E na mesma hora que eu vejo aquela criatura—
Pare de interromper ele, deixa ele contar.
Quando eu vejo aquela criatura no chão, minha alma assim parece que sai, porque cobra é um negócio complicado, ainda mais grande daquele jeito. E era uma cobra campeira. Não sei se você já sabe o que que é, mas aquelas cobras que correm.
O quê?
Não.
E parecia que a cobra começou a andar. Eu não sei.
O nome disso é lagarto.
Se a cobra corre, é um lagarto. Não, ela corre circundante, né?
Ela serpenteia.
Isso, serpenteia. Ela começou a andar numa direção meio na diagonal aonde eu tava.
Acabou de dizer que serpenteia, ela andou numa direção.
Ah, modo de dizer que ela tava percorrendo, percorrendo no chão com o corpo rebolando. E naquele mesmo instante, cobra carnavalesca, eu saí correndo numa direção, parecia que ela vinha na minha direção, porque ela corre, é uma cobra muito, estamina, né, rápido. E aí entrei para dentro de casa. Cheguei na minha avó e disse, vó, tu tem razão. E aí, cara, eu comecei a acreditar nisso, porque cobras são atraídas por assoviôs.
A superstição é não assovia dentro de casa, que atrai cobra, certo?
Exato.
Eu não sei se aquela cobra tava surgindo, tava vindo na rua, é outra superstição.
Pois é, né?
Mas às vezes ela tava com delay, né? Ele assoviou dentro de casa também.
Ah, ela já tava a caminho da casa, só demorou para chegar.
Mas e se a superstição é É, se você assoviar, entra cobra dentro de casa. Mas não diz que é assoviar dentro de casa. Eu posso assoviar na rua e ela vai entrar dentro de casa.
Tá, não, então peraí. Se só assoviou na rua, atraiu ela. Se entrou dentro de casa, parou de assoviar, ela não vai entrar. É tipo um ferrolho daí.
Isso, isso. É tipo isso. Ela para de se mover.
Não, mas peraí. Outro A. Olha só. Eu tinha essa superstição pra mim, que era o seguinte: eu não poderia— já fui várias vezes repreendido— que eu não poderia assoviar dentro de casa no escuro.
Nossa!
Não no escuro, é de noite, né? No escuro, na... Fora. Então tinha essas 3 condições.
O teu era só assoviar aleatoriamente, é só assoviar.
Mas só que o meu tinham várias condições. E também não era só cobra, era o capiroto também, cabeça de morcego, o mochila de criança.
Isso mesmo, isso eu já ouvi falar também.
Já ouviu, Anny?
Já ouvi falar e fiquei morrendo de medo, porque a minha baba é ucraniana, né? Ela falava a mesma coisa, que não podia assoviar de noite dentro de casa. Aí a minha baba falava que não podia assoviar dentro de casa de noite, que atraía o diabo.
Isso.
E um dia era bem Bem tarde, às de noite, ela falou isso. Eu tava assoviando toda felizinha assim, ela falou e apareceu o diabo. Aí ela foi dormir.
Aí ela não me conheceu.
Ai, gente, que horror!
Maldito dia, maldita noite!
Eu era criança. Aí eu comecei a ouvir um assovio de volta. Aí eu comecei, eu fiquei morrendo de medo. E o assovio vinha da rua. Eu fiquei morrendo de medo e corri para dentro do quarto dela. E ela falou, viu você ficar assoviando atrás diabo, né?
Na verdade era o Michael Jackson.
É, só que depois de mais velho eu descobri o que que era esse bendito assovio. Era o guardinha da rua que passava assoviando.
Poxa, que decepcionante.
Se for da perspectiva de um bandido que queira assaltar, pode ser o diabo para ele.
E aí, é verdade?
Então, mas como eu já vi o Michael Jackson, né, então vai que era ele.
Você já viu?
Eu já vi também foto.
Não, mas aí nomearam ele, né? Mas eu vi o bichão, né?
Ah, é, a Aninha falou num episódio Foi Halloween que ela viu o Michael Jackson, né?
Ah, verdade, era o Michael Jackson, as pernas dançantes.
Eu tenho uma tática aqui que é a minha superstição, que pode te ajudar a lidar com esse problema aí do assovio.
Qual é?
O que que é a cobra que tá vindo na sua casa?
Ela vai combater microciência. Não é microciência o nome, né?
Não, microciência.
Como é que é o nome?
Microscópio.
A cobra não era tão pequena assim, cara.
Vai ter o— como é que é o nome da ciência que é só pseudo? A pseudociência.
Micro, isso.
Micro, tá tão errado. Micro e pseudo é quase a mesma coisa, é igualzinho.
Mas eu vou combater essa superstição tua aí com a minha superstição, que assim, minha família nunca foi de acreditar muito em superstições, né, céticos, né. Mas eu sempre vi que tinha aquele negócio, aquele padrãozinho de, ah, desvira o chinelo, né, para mãe não morrer, esse tipo de coisa que todo mundo já conhece. Mas às vezes eu vi uma vassoura posicionada estrategicamente atrás da porta.
Como assim?
E era bem no dia que a gente queria descansar, aquele domingo que Você queria ficar dormindo, descansando, vendo uma TV. O que que é a cobra na sua superstição? Nada mais é do que uma visita, e ela vai entrar na sua casa se você assobiar. Então, se você colocar uma vassoura atrás da porta, como diz a superstição, a visita não vem. Eu não sei se ela vem até a porta e volta, ou se ela só não vem.
Qualquer visita, qualquer visita, ela chega, olha pela janela, vê se tem vassoura, e daí, se tiver, nem bate.
É isso aí, ela já sabe que não é bem-vinda.
Não, mas ela não enxerga se tiver atrás da porta, mas fica uma aura.
É tipo a versão que eu via nos filmes que que o pessoal, quando tava tipo, quando ia dormir junto assim, sabe, tava acompanhado, ele botava uma meia na maçaneta que é para ninguém vir visitar.
É, não, mas daí é porque tinha coisinha lá, né?
Que coisinha? Putaria.
Ué, não sabe?
Não.
Uma vassoura dentro da meia.
É grande, cara.
Quando colocava uma meia quer dizer que você estava fazendo saliência, fornicações. Ah não, tem Sério, Tia Mati? Não sabia.
Não, não é possível, cara, não é possível.
Tia Mati usou essa tática.
Não é possível que tu não sabe isso, cara.
Tia Mati, os anos saindo como transante. Na verdade, ele só não queria ser incomodado.
Mó barulho tinha, né?
Quando eu tava no intercâmbio, eu botava meia pra não me incomodar, porque eu queria ficar jogando LOL.
Mudou de nome.
Foi assim que ele conseguiu a fama dele.
Ô, Tia Mati, se você quiser mais objetivo específico, não bota meia, deixa a porta aberta.
Típico Esse lamento que só poderia vir de um bardo, né?
Ô Galdrinho, olha só, eu tô pensando uma coisa aqui. Você falou isso, tá, eu considerei.
Obrigado você.
Só que eu fiquei pensando, considerei, dane-se. A sua magia ela é mais forte que a do Troá, ou uma combate a outra? Como é que funciona? Porque se um chama e o outro repele, que que vai acontecer?
Você vai atrair, mas o impedimento tá em entrar na casa, né? Ela não vai conseguir entrar.
Ah, vai ficar ali na volta, mas não vai entrar.
Isso aí tu tem o Michael Jackson te olhando lá de fora, porque um vai atrair, outro vai puxar, daí ele vai ficar dando um passinho para frente, um passinho para trás, e aí ele fica só te observando.
Exatamente.
Não, vocês não perceberam o que o Galdrin falou. Ele disse que ela é colocada estrategicamente atrás da porta, o que significa que ela fica emperrando a porta na diagonal e a pessoa não consegue entrar. O miserável é um gênio!
É verdade, é isso, era assim que funcionava então.
Ah, então tinha, tinha uma pseudociência que não era tão pseudo, então era uma grande ciência cultural chamada física.
Tá aí comprovado mais uma teoria muito Ô Galdrinho, hoje, hoje, quem você não gostaria que entrasse na sua casa?
Sei lá, cara, talvez a Polícia Federal. É, Polícia Federal. Elon Musk, eu não gostaria do Elon Musk na minha casa.
Por quê? Ele já tá aí já.
Ah não, cara, não fala isso, tá entre nós.
Tem uma notícia, é, de certa forma, ele é onipotente, é onipresente.
Mas tá bom, gostei.
E eu queria aproveitar o episódio aqui, e eu acho que agora a gente vai ter que ser um pouquinho mais sério aqui nas coisas que a gente tá falando, porque eu vou trazer um assunto muito polêmico. Eu sei que tem gente que vai me zoar, vai falar que eu tô absolutamente errado, que não sei nada do que eu tô falando.
Tem gente que vai quitar o episódio nesse momento, teleouvinte.
O que que é quitar, doutor?
Apagar todas as contas dele.
Dá quit, vazar.
Apagar as contas que tem conosco. Ah, vai pagar se tiver atrasado os apoiadores da guilda? Espero que sim, doutor.
Eu acho que é um assunto delicado para algumas pessoas que acreditam nisso. Tá tudo bem você acreditar, tá? Mas eu tenho—
Acho que eu já sei o que que é.
Não fala aí, doutor, mas não precisa falar, só tu fala aí, doutor.
Cavalo.
O Bruno não percebeu que eu tô fazendo todo um mistério aqui.
Não, não percebi que tá sendo desagradável.
Não, não tá também. Não precisa brigar vocês dois, deixa que só eu brigo.
Não me manda não brigar.
E eu vou falar sobre signos.
Ah não, bicho! Ah não, lá vem!
Dependendo de qual astrologia, beleza.
Como assim, de qual? Tem mais de uma?
Pois é.
É, não vai falar do zodíaco, por por exemplo? Sim. Ah não, então é besteira mesmo.
A única coisa legal que eu devo admitir dos signos, que isso eu acho super legal, é para você descobrir qual cavaleiro do zodíaco você é.
Aí tudo bem.
Aí eu acho, para mim, que tá liberado. Inclusive eu fomento e apoio esse tipo de iniciativa. Esse negócio de, ai, você nasceu no dia 30 às 6 horas, então olha esse animal aqui, ó, tá vendo esse animal? Você é do signo desse animal aqui, ou desse objeto aqui, ó, ou desse tema.
Sim.
E aí agora, porque você nasceu isso, os planetas se alinharam, isso vai afetar todo o seu comportamento e você vai ganhar toda uma Uma coisa para justificar muitas vezes você tá fazendo coisas erradas, tá tratando gente mal. Ah, porque eu trato mal porque eu sou de Gêmeos, eu sou comilão porque eu sou de Touro.
Tá falando que eu trato mal as pessoas?
Esse episódio era só para falar isso para ele, que você trata mal as pessoas.
Aliviando um pouco a sua ignorância, tia Mati, só para dar uma expandida assim na sua mente um pouquinho. Assim, não é que eu acredite, mas eu vou revelar o outro lado do negócio, tá?
Parece que sim.
O lado simplório é acreditar que o signo solar é o que manda em tudo, né? Você nasceu, parabéns, existe só 12 tipo de pessoas no mundo, um abraço. É isso.
Não, eu tô falando porque eu conheço, eu sei que tem signo chinês.
Isso. Quando você nasce, todos os 12 signos em posições diferentes regem aquele momento.
Caramba.
Entendi.
Então é uma soma de posições quase geográfica, vamos dizer assim, espacial, vamos pensar assim, né, de coordenadas que vai apontar aonde está a Lua, onde está Júpiter, onde está não sei o quê, o oposto não sei do quê, onde está— que eu desconheço algumas coisas, tá? Mas tem um monte de coisa que aí existe uma possibilidade quase infinita de formas, de desenhos, entendeu? Então o solar é apenas uma das coisas que simplifica algo, mas não é isso, entendeu? É uma soma de coisas. Que bom!
Cadê a parte que você vai explicar?
Não, não, é porque daí, tipo, da forma que você falou, realmente é meio bobão, sabe? Tipo, ah, só porque eu sou Gêmeos é isso, então todos os Gêmeos. Não, né? Na verdade você tem os 12 em posições diferentes e aí existe uma complexidade. Eu só quis dizer isso.
E troca, vou concordar com você em certo ponto. Fizeram meu o mapa astral, né? O pessoal do trabalho falou, vamos ver o mapa astral aqui do Galdrin e tal.
Tu achou One Piece astral?
Exatamente. E aí, exatamente, continua a história. E aí existia uma ferramenta lá, um aplicativo que não tava funcionando no momento. Daí a gente foi para o famoso, famoso ChatGPT, né? E aí colocaram lá a data, horário que eu nasci, tudo bonitinho, o local geográfico, né? Porque tudo isso influencia, né?
Exato.
Cara, foi saindo os resultados e tava assim, meu ascendente em Sol, não sei o que lá, em Lua, e foi, tinha uns negócios assim bem legal.
É o signo do Egito, eu não entendo, não entendo.
Eu só acreditei, né, porque eles foram falando e tudo foi fazendo sentido. Por exemplo, você é uma pessoa dosada, porém quando te irritam você não é.
Nossa, 99% das pessoas também.
Olha, nossa, e o melhor de tudo, depois que que acabou, a gente foi em outra ferramenta de inteligência artificial e foi diferente. E foi diferente porque o acidente tava todo errado. A gente foi pesquisar, não tinha nada.
Problema é a fonte, né, meu amiguinho?
A fonte, a ferramenta.
Mas assim, ó, deixa eu fazer o contraponto aqui. E se for apenas um viés de confirmação?
Não me diga!
Ué, não, isso eu concordo totalmente. As pessoas usam qualquer coisa para justificar comportamento delas e muitas vezes para se eximir de culpa de ter feito uma coisa errada, porque a coisa mais difícil que a gente tem é admitir que tá errado, tá?
É verdade.
Talvez eu esteja errado nisso, mas não vou admitir também.
Tem gente chega e fala assim, porque eu sou um bardo, eu sou um conquistador, eu tenho que fazer essas coisas.
Exato.
É complicado. E aí fica dando em cima de casais, das duas pessoas do casal, e ninguém quer jogar RPG comigo.
Já tá meio chato isso aí, hein, o que não quer falar nada.
Mas se tá chato para ti, imagina para eles.
Mas vocês que criam isso.
Mas assim, ó, essa parada eu vou dizer que eu tenho até um pouquinho de preconceito, mas é um preconceito saudável, tá? Se a pessoa diz Se você é do signo tal, então é sinal de que a gente vai se dar bem.
Eu falo assim, não, não é não, já vou comprovar que eu não vou me dar bem não só por causa do signo, tá? Já vou sendo contra aqui.
Só porque você acredita não vamos nos dar bem.
O cara já vai de teimosia, né?
Acho que todas as crenças que a gente tem, até certo ponto, elas são benéficas porque elas ajudam muitas vezes a gente a delimitar coisas que muitas vezes são bom senso para não fazer, mas podem contribuir ali para ajudar. E ao mesmo tempo, às vezes até para direcionar para alguma coisa. Só que a gente não pode pode ter isso como uma verdade, ter isso como uma coisa que rege a vida, porque daí já passa do ponto de até onde isso é saudável, do meu ponto de vista, claro, né?
Gente que não acredita, é polêmico mesmo, tia Mati. Tem um vídeo até que tem na internet que eu— é um vídeo antiguinho, mas é muito bom, de um stand-up americano, acho, sei lá. Ele tá falando com a plateia.
Ah, eu sei que vídeo é.
Aí ele fala sobre— entra no assunto de signos, ele fala, né? Ah, sou do signo de Aquário, e como todo aquariano, não sei o quê, não sei o quê. Aí todo mundo concorda nele. Não, eu tô mentindo, vocês acreditaram, né? Eu sou na verdade signo Escorpião. Aí todo mundo, eu sabia! Aí ele, é, porque Escorpião é assim, né? Mas pra vocês terem uma noção, eu tô mentindo. Na verdade, eu sou de Câncer.
E aí uma pessoa aleatória lá no fundo grita, eu sabia! Ela voa lá do fundo.
Todo canceriano é meio mentiroso mesmo, né, cara?
Pra mim, tá? Do meu ponto de vista. Eu sei que tem vários teleouvintes que estão ouvindo e falando assim, nossa, tá falando besteira. Esse Tia Marta não sabe de nada. Mas pra mim, ela é tipo aquele livrinho que na escola você às vezes preenchia com vários dados seus pra ver com quem você vai namorar.
Então você era desses?
Não, não preenchi, né? Por isso que eu nunca namorei.
Faz sentido então.
Eu acho que é bom essa crendice aí, tia Mati, porque no fundo, se aquilo é meio genérico ou não, vai fazer tu ler de uma forma que tu quiser. Então é quase um espelho. Então se tu tá lendo uma coisa que te ajudou a refletir sobre o teu dia, parabéns, já é uma coisa boa.
Não, eu concordo.
Às vezes é o que todo geminiano falaria.
Eu não sou de Gêmeos, mas ascendente Então eu tenho duas superstições aqui, então vou deixar vocês escolherem se vocês querem a mais leve ou a mais pesada. Mais pesada, mais leve, a mais pesada. Ela é complicada, bem coisa de canceriano. Mais uma que a minha, a minha baba, né, falava, e minha mãe também falava dela, foi ensinando para gente, né. Meus irmãos depois começaram a acreditar, e eu custei acreditar assim, até que um dia, né, meio que a baba é a tua Vovó?
O Rubens Barrichello entra no estádio.
É minha avó, minha avó.
Achei que ninguém ia perguntar.
Caramba, aquela música da Kelly Key então é vovó, baby, baby, vovó.
Ai, bom que vocês estão descontraindo, porque agora o negócio vai ficar triste.
Opa, não, pera aí, então agora eu me Eu me preparei.
Era o seguinte, às vezes a gente tava assim num dia assim tranquilo em casa, só às vezes passarinho cantando lá fora.
Que casa era essa?
Não, aquele dia normal assim que você escuta os passarinhos cantando, discoteca, tá um solzinho. Aí do nada, de repente, do nada, você escuta uma coruja cantando e vai morrer alguém. Ah, mas daí o Bron já contou a história.
Desculpa então, mas é isso, o fato é esse. É o troll na história do cachorro do Galdrin lá, né? Falou na hora ali o troll.
Ah, mas como é que a coruja canta? É tipo cucucucucucucucucucucucu?
Não, caramba, que fixação nisso, Tia Mati.
Cantar da coruja, gente, como que a coruja faz? Uhu, eu não sei.
Ô troll, imita uma coruja cantando aí.
Ai, cantando é complicado porque depende, tá?
Tá, mas pode ser a tua versão aí, eu confio em ti.
A minha versão?
Uhuu.
Cara, muito bom, né?
Essa coruja bateu com o dedinho na quila com certeza.
Afinadinha, coruja.
Chegou a subir a fita no fim.
Então, se você escutava a coruja cantando perto da sua casa, queria dizer que alguém próximo ia morrer. Ah não, algum conhecido, alguém.
Meu Deus!
E por incrível que pareça, né, sempre falecia alguém. Claro, é o viés de confirmação, né? Só, pois é, deve ter outras vezes que ela canta e não acontece nada.
Mas assim, morria na hora, tipo, morria, sei lá, no ano seguinte.
Aí tu, nossa, morreu mesmo no mesmo dia? Não, no mesmo dia, 7 anos depois.
Morreu, olha lá, eu falei, ó, coruja maldita.
Tem que ser nas próximas 14 horas.
Cidade pequena, sabe, que daí passava uma meia hora assim, de repente vinha aquele carro do som anunciando nota de falecimento.
É o carro do ovo passando aqui na sua rua.
Morreu fulano num carro de som anunciando a morte.
Nunca vi isso, sério.
Ô louco, lá em cidade pequena tem isso?
Essa cidade da Ânia, fazendinho do Trolla.
Fulano irá morrer.
A cidade da Ana, quando ela fala, eu Eu imagino tipo a fazenda do Coragem, o Cão Covarde, sabe, que é tudo ao contrário, tudo esquisito.
Ô louco, uma cidade pequenininha, mas normal, não tem.
Não, mas pera, o carro anuncia tipo fulano vai morrer às 14 horas?
Não, não, né, gente?
Venha conferir a morte do fulano hoje às 19 horas.
A Ânia viu uma coruja hoje às 4 da tarde, morre o fulano.
Já botava até o paletó para esperar.
Tem que dar chance, né?
Nossa, enfim, acontecia, ou a gente recebi a ligação tipo, ai, morreu parente tal, não sei o quê.
Ah, eu já recebi essa uma vez. Eu recebi, ah, o seu parente tá morrendo aqui, a gente precisa de uma doação de 5.000 peças de cobre. Olha só, eu doei isso. Eu vou ter que dar o braço a torcer aqui que funcionou, tá? Eu doei esses 5.000 peças de cobre, no outro dia encontrei esse parente meu na rua, super bem, saudável, como se nada tivesse acontecido. Nem lembrava o que que tava mal.
Vivíssimo! Olha só, bom saber que você é caridoso.
Não, só um pouquinho. Tu achou ruim encontrar ele feliz, cara, tu salvou ele.
Eu não tô louco, eu não tô louco.
Tu entendeu o que eu falei?
Sim, mas tu entendeu a minha piada?
Tá prestando atenção no programa, Tron?
Essa foi boa, Tron.
Eu ouvi uma frase, vocês falando em pessoa morta, eu ouvi uma frase muito boa que era o cara falando assim: não, não pode, acho que não vai poder, vamos lá, vamos ver se vai poder. Tá se fazendo de morto para ganhar sapato novo. Não, gente, não, porque o morto ganha um sapato novo. Eu não sabia disso.
Não, mas vocês não sabiam que quando falece geralmente vai escolher a roupa. E daí você quer vestir bem, né, o falecido.
Não pode ser um sapato bom usado já por ele, pela própria pessoa?
Segundo a minha baba, não, porque diz que você vai entrar no céu, daí você tem que entrar com a roupa nova, né?
Toda roupa, não só o sapato. O paletó também, é o vestido, tem que ser novo.
Eu acho que é bom o sapato ser novo porque talvez o chão que ele vai pisar esteja muito quente, vou proteger o pezinho.
Mas, ô, né, eu acho muito estranha essa história aí, porque uma pessoa que vive numa floresta, por exemplo, vai ter morte o tempo inteiro do lado. É uma pessoa que mora na cidade, é mais difícil morrer. É estranho isso aí.
Então não sei, né, mas acontecia.
Mas eu acho que faz sentido, porque a floresta é bem mais perigosa que a cidade. Outra floresta tem cobra.
Mas aí só tava você e aí um monte de coruja na volta. E aí?
Mas na floresta as corujas elas não ficam cantando à toa, elas têm que caçar, elas têm que—
ela só canta quando alguém vai morrer, entendeu? É que você tem que diferenciar o que que é canto e o que que é conversa. A gente tem que trazer um druida aqui para fazer um falar com animais e poder entender melhor. Pode ser preconceito também, né? Daqui a pouco a gente tá vendo viagem preconceito aqui de perguntar para coruja, nunca ouviu falar nada disso, é um preconceito aí.
É que assim, ó, pessoal, todo mundo sabe que eu já fui druida, né?
Ah não, de novo não, de novo não!
Lá vem, lá vem!
Por que o Raul não foi, né, cara?
Cara, isso é uma coisa que todo mundo não sabe.
Desempregado, fazia de tudo para ganhar dinheiro, lembra?
Não, é que assim, os indígenas têm muitos druidas.
Não, assim, a gente era, eu tinha uma tribo de druidas lá. E é a seguinte, uma vez eu falei com uma coruja, perguntei, Dona Coruja, o que que o senhor tá fazendo aí? E ela falou, não, eu tô conversando aqui, tô caçando e tal. É sempre essa minha voz, mas o pessoal eles não gostam de me ouvir. Só que a gente fica anunciando a morte das células no corpo humano, então a todo momento tá acontecendo morte. Só que a pessoa bate a coincidência de morrer o vovozinho.
Ô, Bron, por que que ela é seletiva? Ela te falou? Porque só o corpo humano aí para Draconata ela não faz serviço, ela presta aí só para os seres humanos.
É, infelizmente sim, é o universo feito só para seres humanos, né?
Eu tenho que falar aqui, ó, vou ter que usar esse espaço aqui para poder fazer uma declaração aqui. A gente tem que parar com essas coisas. Tem banheiro que é só para os humanos entrar, que Draconata humano não pode entrar, não pode entrar elfo porque o banheiro não é adaptado para esse tipo de gente, porque tem cauda, né? Não que o elfo tenha cauda, no caso também, né?
Vai ter esse rabão aí.
O quê?
Não vi.
Ela falou que tinha um rabão.
Ah, sim. Não, mas é justamente por isso.
E aí é isso aí, valeu.
E toda a sociedade é preparada somente para os humanos. Eu quero saber cadê coisa para draconato. Eu não quero nem segregação, eu quero que seja no mesmo lugar, tá? Draconato, elfo, anão, halfling, todo mundo tem que poder frequentar o mesmo lugar, tudo no mesmo banheiro.
Não, mas um de cada vez, no caso. Ah, tá.
E é só isso mesmo que eu queria falar. Obrigado, pessoal, por me ouvirem.
Nada.
Uma boa noite pra você.
Mas assim, pessoal, o Tia Mati hoje tá gripado, tá doente.
Não, não tô gripado.
O Troá parece que tá também.
Caraca.
Galdrin tosse toda hora, tá?
Que isso?
Tem que falar isso pra vocês aqui, que eu não vou esconder dos ouvintes. Tá tossindo toda hora, ajuda um maluco que tá doente.
Tô gripado, cara.
E eu também, pessoal. Quando era um mini Draconatinho, né, quando eu era pequeno, era Draconato, como todo mundo aqui sabe. E eu ficava muito doente.
Ai, tô ficando cansado disso já.
Minha garganta ali tava sempre mal, sempre mal. Tipo de coisa assim, para pior que isso. Toda vez que engolia, doía, tá horrível.
Equipe de druidas que tinha perto lá, tu falou, equipe especializada lá em manutenção de corujas.
É que druida era só na adolescência, isso aqui acontecia muito quando era pequeno assim, depois diminuiu. E aí, pessoal, tinha um xamã, um velho xamã lá da minha, da minha tribo, né, grande cantor, que ele fazia uma simpatia, eu acho, não sei o que que era exatamente, que ele embebia, embebia um pano em álcool. A gente produziu nosso álcool lá de batata, e aí ele embebia aquele pano, ficava bêbado, é, embebia lá, colocava no seu dedo, no meu dedo, no dedo dele, no teu, no dedo, no meu, o dedo do enfermo, no dedo do dedo da mão, mas dele ou seu, do dedo.
Idiotas!
E aí, pior tipo de dedo possível, ele botava na mão dele aquele pano embebido no álcool e falava assim: Bron, abre a boquinha.
Não, sim senhora, colocava o dedo de álcool na boca lá no fundo.
Exatamente, é, ele pegava, imagina a cena, Bronzinho de boca aberta, ele com aquele pano embebido, enfiava na minha na minha goela.
Que isso?
E girava. E eu, aquele negócio era horrível assim, e pegava e girava, esfregava assim de cima para baixo, da esquerda, esfregava aquilo lá e puxava.
Tanto que o Bron vomitava, pessoal.
Não dava algumas horas e eu já tava 100%.
Não, claro, porque a dor que ele te proporcionou é muito pior que você até esqueceu a outra.
Só que eu também, se ele não fizesse isso, eu estaria curado também, tá? Porque eu era muito, muito bom em matar minhas próprias infecções, assim como eu mato os outros guerreiros, né? Mas aí eu nunca soube se era porque eu era muito forte, que eu ia acabar sendo curado igual, ou se isso realmente curava, né, matava os germezinhos, curava a dor de garganta e nunca mais acontecia isso.
Ou daqui a pouco ele enfiava o dedo lá dentro e acertava o botãozinho para fazer o reset de fábrica também, né, Bruno?
Você tá falando uma coisa de curar e a gente tem aqui a Ânia, que é uma curandeira científica, ela pode dizer isso aí com propriedade.
Pois é, Ânia, enfiar o dedo na garganta dos outros sem o consentimento, embebido em álcool, para fazer uma cura, tem viés científico?
Tem viés.
Eu não acredito no que eu ouvi, não acredito no que eu ouvi. Não pode ser verdade isso que eu escutei agora.
Ah não, não pode ser não!
Tô assim, eu chocadíssimo.
Brincadeira, brincadeira, gente. Não, no máximo vai fazer uma desinfecção do local, né? Porque o álcool vai ali, vai limpar só, mas não vai limpar até a vida que existe ali.
Interessante essa teoria aí, bom, porque eu vi um vídeo em que os indianos fazem muito pior que isso. Tem uma técnica indiana milenar, eles engolem um pano inteiro, tipo, nossa, não, esse é horrível, de alguns metros, uma faixa para limpar o sistema gástrico. É uma faixa isso, e eles vão depois tirando, né? Não sei se tem algum produto também, álcool, alguma coisa assim, e depois eles vão tirando devagar para ir saindo toda a doença ali, né, no pano.
Aí ele engole e depois puxa, tipo um mágico lá com um pano infinito.
Isso, fica só pontinha. Que loucura! Exatamente.
Caraca, não pode ser, cara.
Sabe a faixa de enfaixar o braço quando você machuca assim? Gás, é aquela comprida, tipo metros. Eles vão engolindo aquilo, eles dão até uma chacoalhada assim, que é para limpar bem o estômago, né? E depois puxa aquele troço.
Então meu xamã provavelmente viu isso dos indianos, adaptou, né? Mas ele bota só o dedo, né?
Pelo menos essa medicina milenar sempre funciona.
Levar no médico para quê?
E hoje, Bron, quando você não está na companhia de pessoas que possam te ajudar, mas tá doente, tu faz isso consigo próprio?
E quando você não tá na companhia de pessoas que pode te prejudicar também, aparentemente.
Ele enfia o dedo sozinho?
É que eu não consigo, tem que ser outra pessoa.
Tem que ser outra pessoa para enfiar o dedo em você. Ah, é tipo o exame que eu fiz lá, só que na outra extremidade.
Ah, Tia Mati, e se ele fez a mesma coisa? Se o que ele colocou no dedo não foi um lubrificante, foi álcool, e ele curou a sua próstata? Pode ser igual, é o mesmo processo, né, cara?
Eu acho que se fosse álcool tinha sido pior ainda a experiência.
É que ele reclamou tanto, achei que fosse álcool mesmo.
Se fosse álcool, eu tava chorando até agora, eu acho. Por que que eu fui contar essa história, Tia Mati, agora?
Chorando ali no canto.
Você quer ver essa cena aí de perto, né?
Não, não quero não.
A do Tia Márcia, a do Band.
Como assim quer ver de perto?
Eu vou mandar lá na guilda para quem tiver lá um vídeo. Passou pelo meu feed esses dias, né? Passou pela minha rede social um vídeo de uma mãe fazendo isso com o filho. Nossa, mas ela é com uma vontade que ela faz.
Meu Deus, pera aí, fazendo o quê?
Enfiando o dedo na goela da criança.
Ufa! Nossa, eu também pensei outra coisa aqui, fiquei com muito medo.
Eu chego, o Gualdir ia falar: se você entrar na guilda e pagar o plano mais caro, você vai poder enfiar dedo no Tia Marta.
Você escolhe na boca do Bron ou no Tia Marta, mas não pode ser o mesmo dedo, tá?
Senão dá problema. Que nojo!
Esse é o plano premium, né?
Esse é o tipo de cálculo matemático que a ordem dos fatores influencia totalmente o resultado.
Claro, tá errado.
Começa no fim, termina no começo.
Que cena horrorosa! É tipo a música do Raulzinho.
Qual música?
É tipo essa aí mesmo.
E antes de conquistar o mundo inteiro, ouça atentamente um anúncio importante de mais um patrocinador.
Oi gente, tudo bem?
Meu nome é Renan e eu sou do condado de Port St. Lucie, na Flórida.
Também sou um apoiador do podcast Dragon Careca, o melhor podcast pra você escutar enquanto usa seu lava-bumbas ou enfrenta um crocodilo gigante.
Eu vim fazer o convite pra você fazer parte da guilda, são apenas 10 peças de cobre.
Lá nós temos concurso de beleza, rinha de maromba e duelo de bardos quase todo dia.
Link na descrição.
E pra encerrar esse episódio, como nós também somos uma fonte comprometida com a informação, né, com a veracidade, trazer fatos aqui, não trazer só superstições. A gente também vai agora na nossa conjectura aqui, né, sem precisar pesquisar, porque esse negócio de pesquisar é coisa de quem não sabe, né? Se você é burro, a gente vai descobrir aqui de onde, qual que é a origem de cada uma dessas superstições que a gente falou, tá?
E eu vou começar com a mais fácil aqui, né, que eu acho que não vai ter ninguém que vai discordar de mim, que é sobre os signos, que com certeza, sem sombra de dúvida, se originou na Grécia, né? Alguém discorda disso?
Acho que não.
Eu discordo.
Como assim? Por quê? Por que que você discorda? Fala para mim.
Ah, eu não gosto quando você fala.
Obrigado, amigo, você é um amigo.
Caraca, meu!
Não, aí, aí você foi só agressivo, Goldrinn. Não gostei do teu comportamento. Pode ser agressivo, tá? Mas tem que ter um—
Na verdade é porque eu não vi Cavaleiros do Zodíaco, então eu não entendo muito sobre essa questão.
Ah, pode ser então. Aí faz sentido.
Vou deixar para os especialistas. Até hoje eu não sei meu signo nem qual cavaleiro eu era.
Não, mas o signo não tem nada a ver com anime, tá?
Você pode saber, não tem nada a ver.
É, eu acho que faz sentido, Tia Mati. Eu acho que a Grécia foi o berço aí de algumas culturas, embora copiou o Egito, né, e só mudou o nome.
É, principalmente da cultura grega, o miserável, principalmente a cultura grega.
Mas assim, um beijo para eles, um beijo para cultura grega. Mas eu acho que se fosse o caso, os deuses não iam gostar disso, cara, porque os deuses do Egito, por que que eles iam querer uns nomes, umas coisas aleatórias e não o nome deles?
É porque foi se transformando, né?
Eles não eram egudos, né, cara?
Pode ser a coisa do ego, né?
Eles eram deuses humildes, tanto é que hoje eles nem são tão lembrados, que eles não fizeram tanta questão por causa da humildade. Apesar daquele deus lá que a gente sabe que ele botou o nome dele num número para que todo mundo soubesse dele, né?
Qual deus?
O Sete.
Nossa, aí tu saiu da cultura, né?
Não pode mais sair da cultura agora.
Não sai da cultura.
Ó, o Sete é egípcio, não é?
O Seth.
Tem que falar com o Sotaque grego. É egípcio.
Ah tá, desculpa.
Mas por falar nisso, né, o que o Bron fez me lembra o quê? O som que faz o quê? A serpente.
Vento.
Ah sim.
Não, não, não, não, não, não, a serpente não faz. A serpente faz. É diferente.
Por isso que me lembrou, né?
Pode ser uma serpente fanha, né?
Pode ser também.
Tá bom. Não é só falar a região, tá? Tem que falar o porquê que é naquela região.
Ah, mas falou.
A Grécia. O Cavaleiro do Zodíaco na Grécia. Não assistiu o anime, ô Bron?
Presta atenção!
Era na Grécia, não me lembro. Eu quero um local Japão, sei lá.
Tinha a deusa Atena lá, não tinha?
Podia, não sei, né?
Subir o Monte Olímpico. Era em Esparta, que também ficava na Grécia.
Ele sobe as 12 casas do Monte Olímpico lá, não?
Poderia ser uma cópia japonesa.
Pior é que eu pensei no Japão também, mas Japão para signo não faz sentido, gente.
É porque é um anime, né?
Não, lá vocês têm que assistir o anime do Jackie Chan.
Ah, esse é bom.
Ah, é o do cavalo cachorro.
Só que o Jackie Chan é chinês, né? Você sabe.
Ô cara burro! É verdade.
Olha só, ao mesmo tempo que a gente traz a ignorância, a gente traz a correção na hora, que é informação que teleovinte tanto gosta, né?
Isso que é importante, nenhuma informação passa batida aqui.
Eu vou, já que a gente tá falando de culturas diferenciadas aí, e o som da cobra, que é, ou não importa, pode ser falando também, me remete a outras culturas aí também. Todo mundo sabe, cobra falando, que uma certa pessoa estava muito feliz de comer uma fruta, estava tão feliz que assoviou, que a cobra veio. E foi no paraíso que surgiu essa superstição.
Olha só, agora me veio uma dúvida, outro. Se assoviar faz a cobra vir, qual é o som que você faz para fazer a cobra fumar?
Eu achei que era cobra subir.
Não, nada. Aí essa cantando, é o bardo, né? O bardo sempre com saliência, né?
Tem que tocar flauta.
Aí essa cantando é o tio mesmo. Não, para ela fumar tu tem que bater na cabeça dela, né?
Sério?
Não sei, cara.
Que isso?
Mas parece que faz sentido.
Não, não, outro, você tá fazendo errado, que vai ter teleovinte que vai sair agredindo os animais que você inventou Falei uma besteira aí.
É, não, não, não, não faça isso com a cobra, não é legal.
Peça desculpa.
Não, eu acho que para fumar você tem que— para fazer a cobra fumar, como é que é, Galdri?
Você tem que chamar o Exército Brasileiro.
Ué, como assim?
Boa referência.
Quem pegou a referência?
Entendi a referência aí. Muito bom.
Caraca, sou eu que não entendi.
Não, eu também tô contigo, Brom, bate aí.
Era o lema do Exército Brasileiro, a cobra vai fumar.
As cobras fumantes eram um grupo do Exército que participou da Segunda Guerra.
Caramba, vocês são muito sei lá o quê.
É que eles não estudam tanto sobre futebol, né? Sobre outras culturas eles estudam.
Ah, e eu estudo sobre futebol, eu sei tudo sobre o Vozinha.
O Vozinha, né?
Olha isso, muito bom.
Imita uma vozinha aí, outro.
O quê?
Nessa linha que você falou ainda, que foi no início da civilização, né? Então a questão da cobra ali, provavelmente, né, os dois ali assoviaram, né? Foi um problema grave. O início da humanidade, como todos sabem, que foi na Mesopotâmia, né, que fica ali no meio da Europa, ali alguns países.
Mesopotâmia, rios, entre os Rios, Tigres, Eufrates e Nilo, né?
Para quem não sabe aí, na Europa não, né?
Tem um pedacinho na Europa sim.
Que Europa, cara?
Não tem um pedacinho na Europa?
Onde é que fica o Tigre e Rio? O Tigre e Eufrates? Onde é que fica o Eufrates e Rio de Tigre?
Onde é que fica o Tigre e Rio? É que o Troll tá aprendendo japonês aí, ele tá lendo o troço para frente.
Mas é Mesopotâmia então, surgiu, é isso?
É, isso foi lá na Mesopotâmia. A gente pode escolher um.
Onde a Mesopotâmia surgiu? Acho que não é relevante para o episódio. Tem vários lugares na Mesopotâmia.
Sim, sim.
Eu acho que foi bem no meio ali, bem na bordinha ali, né?
Depois da terceira árvore, na Síria.
Na Síria? O cara quer falar assírios e falou Síria.
Que é a Síria onde antigamente era Síria, antes, né? Virou a Síria, não é mais a Síria.
Faz sentido. Era os sumérios. Sumérios.
Olha, vocês estão falando qualquer bobagem, alguém corrige depois, por favor, me corrijam.
A gente não sabe, meu problema.
Então a verdade é minha. Vai lá. Foi na Mesopotâmia. Fim.
Fim.
Não, pera aí.
Não, mas eu acho importante a gente ter mais detalhes sobre isso, porque só falar, ah, foi lá e pronto, não. A gente tem que debater que por que que foi lá, tem que ter um porquê.
Não é por causa do início da humanidade com Adão e Eva, né, a maçã?
Aí eu já vou ter que toda hora vou ter que ficar fazendo coisa aqui, né? Que por que que tudo começou com a humanidade? Por que que a gente vive nessa sociedade humanocentrista aqui?
Chamar-te é chato com isso, cara.
Ai, lá vem.
Por que que tudo é humano?
Todo mundo sabe que os draconatos são invasores nem são desse mundo.
Eu vou dizer, tá? Eu já tô ficando de saco cheio desse preconceito.
Todo mundo sabe disso, cara. Pensa na Babilônia, na torre, ô Galdrinho.
Torre de Babel, né?
É isso.
Pensa, pensa aí.
Caraca, a Torre de Babel se chama Babel porque era da Babilônia?
Acho que não.
Caramba, nunca pensei nisso. Deve ser mentira.
Existe uma grande chance de ser mesmo.
Era isso, tu que é um conhecedor?
Isso.
Eu tô esperando desenvolvimento.
Era isso.
Pensa na torre, tá bom.
Não, eu só lancei para você enriquecer seu argumento aí, só te dei umas pistas.
Para você pensar, tá, Lu? Era para reproduzir lado.
Entendi.
Eu já nem sei do que a gente tá falando mais, tô perdido.
Faz tempo.
Na próxima não lança nada, doutor.
Não, é sério mesmo, tô muito confuso.
Ó, a do Bron, a gente já deduziu, né, que é indiana. Ah, é verdade, é verdade, a origem é indiana. Daí foi adaptado, né? Isso, deu uma amenizada. Ele não faz, ele não precisa engolir, só passar na garganta.
Não é nas indianas.
O quê?
Indianas.
Não é na Índia também que surgiu os engolidores de espada?
Também.
Ah, então daqui a pouco é um treinamento, né? Começa a engolir um pano para ser mais leve, e aí vai evoluindo. Um pano, depois um cabo de vassoura, e no fim uma espada.
Verdade.
Tu controla o teu esôfago ali para ficar, né, na posição, e bota chácara, abre os esfíncteres. Eu acho que pode fazer sentido.
Tem que cuidar disso aí, porque senão a vassoura, se abrir todos os esfíncteres, a vassoura entra do lado, vai empurrar uma coisa para sair do outro.
E a coruja pitando?
Você não pita não?
Não.
Que bom, mas eu pito, eu pito muito.
Pitando? Tá fumando a coruja?
Depois da gente falar que a cobra fuma, vem a coruja também, né?
Porque tinha uma coruja.
Hoje a coruja vai pitar fumando na janela.
Tu olha para ela, tá fumando ali, te olha com um olhar e diz: eu sei que vai morrer alguém hoje.
Ela pegando com pezinho o cigarro.
Daí a Guruja, todo mundo sabe que é o símbolo da sabedoria, né?
Sim, sim.
Não, não sabia.
É, Guruja, a gente tem que pensar em algum país que seja sábio, que seja sábio.
Não, a gente não, é você que tem que pensar. Não vem aqui dar trabalho para mim.
Não, é todo mundo, Bruno.
É todo mundo.
Pode contribuir também, pode contribuir. Eu vou sugerir um lugar, tá, que é provável que eu, para mim, o exemplo máximo de sabedoria seria uma grande biblioteca perdida de Alexandria. Então talvez lá tivesse muita Guruja, lugar Bastante propenso a ter coruja no meio do deserto.
Vai ver, era por ter menos coruja. Então sempre que cantava ia morrer alguém mesmo.
Então, porque era uma raridade. Então como não morria muita gente, quando a coruja aparecia, morria, porque justamente não tinha muita coruja.
As corujas importadas, ela só vinha para anunciar mesmo.
Faz sentido.
Então na Biblioteca de Alexandria. E por que que pegou fogo?
É porque a coruja ela era da funerária, não dos bombeiros.
Nesse negócio aí de superstição, tem coisas que eu acredito e tem algumas outras que eu tenho medo de acreditar. Então meio que eu escolho nem saber e nem ver. Não sei se faz sentido, mas enquanto estou aqui nessa taverna tomando um ensopado e sentindo a minha orelha quente, me recordei da vez em que nosso amigo bárbaro lutou contra uma força invisível. Estávamos terminando de completar uma quest moderada naquele dia. Eliminar a ameaça que andava roubando as ovelhas do vizinho.
Tava tudo correndo certo e até tranquilo. Estávamos averiguando no bosque próximo da fazenda.
Ó, pessoal, acho que é por aqui.
Tia Mati havia notado pegadas que nos levaram a um pequeno acampamento na entrada de uma caverna. Se aproximando para observar, ali escondidos detrás da moita, vimos que um O grande Bugbear preparava um ensopado em uma fogueira. Tentando facilitar a batalha para Bron, que já chamava o bicho para um duelo, Galdrim teve a ideia de lançar uma magia para enfraquecer o inimigo. E consultando muito rapidamente seu livro, fez um gesto com suas mãos e proferiu umas palavras e eu ali bem tranquilo com a situação peguei minha viola e narrei o momento.
O bicho tremeu e a gente só observou. Desapareceu e o Bron assustado ficou. Disse o Galdrin que acha que se confundiu. Aquela magia faz ficar invisível.
Vão lá ajudar o Bron, ele não sabe onde é que o bicho tá.
Vão lá ajudar o Bron, ele não sabe onde é que o bicho tá. Nem eu, ele não sabe onde é que o bicho tá.
Sem eu.
Vamos correr, pois complicou. E mais um episódio chega ao fim. Esperamos que tenha sido uma ótima aventura, e se você quiser descobrir mais sobre o grupo, é só entrar nos links na descrição do episódio. Foi muito bom ter a sua companhia até aqui, mas agora o bardo se despede. Obrigado por nos acompanhar e até a próxima!