Mitologia Maia: As doze casas e o futebol de bumbum | DC 339
🎧 No episódio de hoje do Dragão Careca: Será que uma serpente emplumada, um jogo de bola no submundo e o formato de um idoso explicam toda a cosmologia maia? Neste episódio de bate-papo descontraído, os aventureiros mergulham na mitologia maia para explorar suas divindades, mitos de criação e rituais marcantes. Entre piadas sobre o calendário maia e trocadilhos geográficos, o grupo examina o papel de entidades centrais, a estrutura do cosmos e as narrativas folclóricas dessa civilização, relacionando esses conceitos antigos com referências da cultura pop e do futebol. A conversa detalha as atribuições de Itzamná, a figura icônica de Kukulcán e as provações enfrentadas no submundo de Xibalbá. Os participantes abordam o jogo de bola ritualístico e as lendárias casas de desafios, finalizando com o deus da morte Ah Puch e a invenção cômica de uma nova divindade para o panteão. Destaques do episódio: • A criação do mundo e as características de Itzamná • Kukulcán, a serpente emplumada, e a arquitetura de Chichén Itzá • O mito de Hun Hunahpu e o jogo de bola ritual no submundo • As perigosas armadilhas e casas de provação em Xibalbá • O deus da morte Ah Puch e seus significados de renovação e ciclo Se você gosta de mitologia antiga e conversas caóticas sobre folclore, este episódio é para você. 📢 Qual das casas de desafios de Xibalbá você encararia primeiro?
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Olá!
Aqui é o Tia Mati, Draconato Monge, e hoje teremos um episódio de comer-se—
Errou!
Conhecimento! Falaremos sobre a mitologia maia.
Eba! É energia aqui, ó, lá em cima. Carnaval, alegria.
Quem é que foi essa ideia de mitologia maia?
Baia, mitologia dos cavalos.
Quem foi essa ideia?
Essa ideia foi do Bron, né? Aí eu tentei expandir e vocês me reduziram.
Não foi minha não, queria falar dos índios americanos.
Ué, são os maias do norte.
Vamos falar sobre algumas das entidades do folclore maia. Queria começar aqui falando que para fazer esse episódio, né, como de prática, como nós somos especialistas aqui, há toda uma preparação. Eu estudei bastante ali sobre a mitologia maia. Só queria dizer que eu acho um absurdo que até no tempo dos maias os pobres dos homens eram discriminados e o eufemismo fez um calendário ter só 11 meses por pura exclusão.
Como assim, meu?
Ué, entendi nada.
Aí tiraram maio, né? Que merda, hein? Todo dia tem uma merda. Ah não, pera aí, não acredito.
Ah, fiquei triste.
Faz outra, faz outra.
Inclusive são 13 meses, um abraço aí.
Caraca, seriam 14 então.
Não é possível.
O cara vai de novo.
Quer fazer mais uma aí?
Melhor não, hein, Rogerinho.
Olá, aqui é o Troá, bardo e humano, e eu tenho uma charadinha.
Ó, charada eu gosto!
E essa charadinha é para o Galdrinho.
Olha só, para mim?
Eu achei que era para todo mundo, fiquei triste.
Mas vai ser, pode ficar tranquilo.
É para o Galdrinho, mas dá para eu e o Bron ficar tentando acertar?
Não, todo mundo vai saber, muito óbvio.
É o maio. Não!
Mas aí eu pergunto pro Galdrinho, porque o Galdrinho ele respeita, né, e diz que não sabe.
É, vai lá. Gostei do respeito.
Por que que quando perguntam pro historiador da cultura maia o que que ele estuda, ele cai no chão quando responde?
Cai no chão quando responde?
Não sei, cara.
Ele cai no chão, pera. É o cai, cai.
Maia?
É porque ele diz maia. Ah, não.
Cara, essa foi boa, troá, foi boa.
Foi boa, foi boa, gostei, Zé.
A gente falou, inventei.
Não, tu inventou sozinho, troço. Falando sério, não teve ajuda de nada.
Na verdade, a minha cadelinha passou na minha frente, eu tive essa ideia.
Ué, nome dela é Maia?
É, minha cadelinha se chama Maia.
Sério?
Não, é sério.
Sério, cara?
Não é possível.
Ela se chama Maia, tua cadelinha?
Sim, a magrinha, aquela se chama Maia. A gordinha se chama Pupu e a magrinha Maia.
Qual foi a referência que fez tu dar esse nome?
Porque eu gosto dos povos maias.
Ah, não é possível, tá tudo interligado.
Muita, muita loucura isso, cara.
Não, não pode ser, cara. Eu tô ficando com medo desse episódio já.
Que mês ela nasceu?
Não foi em maio, né?
Sei lá, que tipo de roupinha ela gosta de usar? Outra não disse que é maior.
Ah não, meu Deus, não é? Tá bom, obrigado.
Antes que coloque um tempo de silêncio, eu vou responder.
Agora é tarde, meu amor. Não, eu sei que tu gosta bastante dela, né, Troy? É quase um amor assim, é amar e a coisa horrorosa.
Nossa, meu Deus, tá, vai lá, Rodrigo.
Se força mais. Olá, eu sou o Galdrin, é o Fumago, e vamos parar um pouco de falar aqui da Cadelas do Troá para falar da relação entre Shakira e os maias.
O quê?
Caraca, é verdade, né?
Porque caso vocês não saibam, vou queimar um pouquinho da pauta aqui, eu vou falar sobre o Itzaminá que tá na música da Shakira, Itzamináminá, ê ê, waka waka, ê ê.
Que merda!
E o Aka também tá, né?
Aí eu já não sei, só conheço um deus.
E o E também, ele faz crossover porque ele tá na música da Xuxa também.
É?
Ah não, é o irmão dele.
Ah, é parente, mas deve ser mudanças, né?
A família dos vogais, né?
É, eu achei bem mais ou menos essa piada.
Falar que é o Bron, humano bárbaro. E pessoal, ali que nem eu tinha falado, né, que os maias a gente sabe que é, tá na cultura aí que a gente se lembra primeiro Primeiramente é o calendário maia, tá? Sim, como todo mundo sabe aqui, imagino que ele é um sistema não só para medir o tempo, mas organizar a vida religiosa, que era muito importante, agrícola também, e a política da civilização maia, tá? Isso tudo englobado ali. Só que o mais importante de tudo, pessoal, é que o calendário maia, tá, ele, para você que não conhece, ele tá estampado na camisa do México.
E lá vamos nós!
Olha só, do México de 2026, que jogou a Copa do Mundo, foi até as oitavas, ele foi eliminado pela Inglaterra, infelizmente, tá? 3 a 2. Só que eles deram 23 chutes a gol, né, contra 2 apenas. E depois a Argentina ganhou da Inglaterra, né, a Argentina ali da América Central, ele conseguiu fazer essa vingança, digamos assim, tá. O México também, ele tem o grande atacante Jiménez, que encontrou o crânio jogando contra o Davi Luiz, brasileiro também.
É, tá tudo relacionado aí à seleção, tá, do México. Primeiramente, só pra falar aqui, foi pelo goleiro ali, começa o Raul Rangel, depois lateral direito Jorge Sánchez, depois o zagueiro César Montoya.
2000 anos depois.
Bron, você falou de calendário maia, eu tenho uma curiosidade aqui antes da gente começar, que o primeiro calendário que foi achado, ele tava sujo. Tava, sei, sabia assim, melecado, porque eles foram redigir ali o calendário, né? Ele falou, ah, qual que é nesse quinto mês aqui? Daí falou, ah, é maionese, é maionese.
Tô triste, tô triste, não tô feliz.
A gente é ruim, mas a gente não é tão ruim assim, Galdrinho.
Calma lá, começa episódio aí.
Aventureiras e aventureiros, sejam muito bem-vindas e bem-vindos a mais um episódio de Dragão Careca. E antes da gente começar a falar sobre a mitologia dos maias, né, dos maianos, né, os maieiros, os maiôs. A gente vai falar sobre uma outra coisa que a gente não quer que vire mitologia, a gente quer realidade, que é a Guilda do Dragão Careca, o nosso sistema de apoio para você que escuta o Dragão Careca, gosta dos episódios, quer o episódio, gosta quando ele é lançado toda sexta e aparece no feed para você ouvir um episódio fresquinho de Dragão Careca, você poder ouvir almoçando.
Olha que delícia ouvir a gente almoçando, depende do momento, né, principalmente quando o Trofa fala dos assuntos que ele gosta, né, é muito bom.
Então se você quiser saber como você faz fáceis para apoiar.
E não vai apoiar de graça não, tá? Não é só apoio aqui, você recebe recompensas. Tem vários tipos de recompensa, até falar diretamente com a gente, ter o episódio, receber o episódio antes, ter uma ilustração personalizada do nosso ilustrador aqui, né?
Customizada, porque ela demora.
Isso demora.
Então dá uma olhadinha nos links que estão na descrição para você saber como fazer para apoiar. E já que está na descrição do nosso episódio, se estiver usando o Bardo Verde, o Spotify, não esquece de dar 5 estrelinhas. Ajuda a gente bastante para a gente poder ter mais alcance e trazer mais Ajuda muito a trazer aventureiros para guilda, né? Enriquecer esse nosso reino com novas personalidades.
Exatamente.
Ouviu, Júlio?
Entendeu, mano? Que não, pera aí, o troço repetiu alguém aleatório.
É o primo dele que ele tá ameaçando.
Pior que tem um primo chamado Júlio mesmo.
Se não entrar na guilda, vai quebrar outra perna, Júlio. Fica atento aí.
Fala o nome de um teleouvinte aí que tem que se tornar apoiador, Bruno, ou uma teleouvinte.
Senhor Josezinho.
Josezinho, você Você que é José que tá ouvindo a gente, considere apoiar.
Não, Josézinho, calma lá, falei o troço.
Você, Galdrinho?
Adalberto.
Adalberto, para virar apoiador. Vocês não querem apoiador?
Eu conheço Adalberto.
Eu vou falar uma apoiadora, tá? Você que se chama Bruna ou Brenda ou Brama, que é uma deusa hindu, você está intimada a se tornar uma apoiadora da Guilda do Dragão Careca. E sem mais delongas, vamos então para o nosso episódio sobre mitologia hindu. Ô cara burro! Ah não, é Maia.
Isso.
Ah não, pera aí. A Maia que era, né, papel da famosa ali Juliana alguma coisa que fazia a Maia no Caminho das Índias.
Fazia. Exatamente.
Não tem nada a ver com o repertório de Maia.
Vocês cantaram a música.
Ô Bron, olha só para situar aí para o telespectador, quando a gente fala dos povos maias, a gente tá falando de qual região do mundo mais ou menos?
Ali mais ou menos, né, pelo Caribe, México, Guatemala.
Olha, pega um pedaço disso aí também.
Ah, tu achou que eu não sabia, né?
Ah, ele quis te humilhar.
Ah, eu achava que tu ia falar uma besteiraça.
Não, isso aí eu falo no decorrer do episódio. Agora eu falei sério, cara.
São os antepassados do Bronco. Como que você quer que ele não saiba?
Sim, antecipassados.
Os antecipassados.
É, o Bronco tem um pouquinho de tolteca, né?
Na verdade não, Tró. Eu só passava as férias lá. A minha tribo realmente era mais uma questão mais tupi, mais ao sul.
Essa galera É mais para baixinho, né?
Ou lá para cima, lá eu tinha uma mágica que eu fazia, que eu ficava sempre no norte ou sempre no sul. No centro ali eu não era muito, sabe? Mas esse dos maias normalmente é lá, o pessoal me falava lá na minha época.
É Yucatán, né?
É, pois é, parece verídico, hein?
Eu vou começar aqui porque o meu Deus que eu trouxe aqui para trazer, ele foi o grande criador de tudo. Então eu vou começar aqui com o já citado na música da Shakira, Itzamná. Não confundir com Itzamináminá.
Como é que é a pronúncia dele?
Itzamina.
Como é que se escreve?
Itzamina se escreve Itzamina.
Ah, é o deus da medicina também.
É, eu acho que ele pode ser o deus da medicina mesmo.
Itzamina, ele vai te examinar, verdade. Ele sabe que é pior que tá certo.
Perdeu a piada.
Tem muita relação com medicina.
Não, mas na real pode estar relacionado, tá? Pode ser o latim da palavra examinar, pode ter a ver com o nome do deus. Isso não é nem sacanagem.
Pode ser sim.
Então a origem do nome dele demorou muito tempo para achar, porque ele primeiro foi representado em quadros assim.
Tiveram que examinar, né?
Naquela naquela época era, o pessoal perdia muito RG, né?
Perdia, não tinha registro no cartório, o cartório pegou fogo, foi bem complicado. Mas eles tinham registros em imagens, então eles sabiam que tinha um deus com aquele, aquelas características dele, que era um senhor idoso, às vezes aparecia com um dente só na boca aparecendo, tinha um formato do idoso com as runas que tinha ali em volta.
Nossa, formato de idoso, formato do idoso, formato idoso, caraca, corcunda, o formato do idoso numa fila.
Ô Galdrinho, deixa essa parte aí para o Conta esse papel aí.
Ah não, pera aí, eu não quero ser cancelado hoje não, deixa pro Bron.
Já foi, já.
Formato do idoso.
Desculpa, idoso, eu quis dizer o ícone.
Explica pra gente como é que é o formato do idoso, quais são os caracteres.
Faz com a mão, faz um movimento com a mão aí.
É mais ou menos assim, ó.
Caraca, essa pessoa tá muito velha, cara.
Respeita.
Ajuda o maluco que tá doente. Aí, ó, falando em velho, segura aí, Troca.
É assim o idoso, eu travei, eu vou mostrar ao vivo.
O formato do idoso é muito foda.
Pô, é um erro que vai levar o resto da vida para esquecer. Um pouco mais, daqui um ano vocês vão falar tudo. E nem foi tanta besteira assim.
Formato do idoso, ele tem o formato do idoso.
O ícone ali do idoso, né, com esse elemento do dente ali, os símbolos que tinha em volta, normalmente eles sabiam que era um deus que tava sendo representado em vários locais, né. Só que eles chamavam de o deus D, né, porque eles sabiam que tinham vários ali. Ele era o D na ordem ali da numeração, né.
O quê?
Certo ano eles conseguiram estudar a linguagem, né, deu uma letra, tá, né, o número. Mas O que que eu falei? Falou na numeração, o Deus dê, cara.
Alternativa, alternativa C de 3.
D é o 4.
D4, que delícia, cara!
Isso, o Leonardo que vai interpretar no filme.
Isso, tô maluco hoje, cara.
Faz tempo.
Hoje, Bruno, então acompanhando, acompanhando. Ah, para, não começou já? Começou o riso frouxo aí. Ó, esse riso solto aí.
Tu não ouviu o troço?
Falou errado as coisas.
Ocupa tudo, besteira.
A primeira frase da etologia é o formato do idoso acompanhando.
Entrou, atrapalhou o Galdrin falando mal dos velhos aí.
É complicado, é complicado.
Formato do idoso tem só um dente.
Então deixa eu continuar aqui, caramba.
Ah, é assim mesmo, tá bravo.
Então, como eu tava dizendo, para você ver o formato do examenar, você tinha que ir acompanhando o formato do Não fala a palavra formato!
Nem idoso.
Nem fala nada, acabou, acabou!
É isso, acabou, era isso que eu tinha pra falar.
Caraca, não, pera aí.
Acabou o episódio, gente.
E ele criou tudo? Então ele criou tudo?
O miserável é um mula!
Ah não, pera aí.
Como isso é melhor do que deixar ele falar, cara?
Pelo amor de Deus. Top 10 afirmações fodas.
Não, isso tá muito absurdo.
Deixa eu falar uma coisa mais absurda ainda, né?
Meu Deus do céu. Caraca, eu soltei gênio aqui, cara.
Cara, a gente tinha combinado de não usar droga antes de gravar, cara. Não é possível isso.
Tá, eu parei.
Acho que a gente finalmente achou o limite do humor.
Caraca, não tem um calorão aqui. Valeu a pena.
Caraca, tem o Jaque Robbins aqui com nós agora.
Bora!
Como ele criou tudo, né, ele era representado aí como um idoso muito sábio. Vou tentar falar mais 3 palavras aqui antes de sair alguma besteira. Ele tinha um atributo de vários animais assim, então às vezes aparecia com atributo de cobra, às vezes aparecia com atributo de aves, de serpentes diversas, de vários animais. Então eles meio que misturavam, né? Em cada região tinha uma forma diferente de ver, né, o deus ali. Ele moldou o mundo a partir do caos.
Então assim, não tem muita explicação isso, mas para os maias tinha uma questão de caos, de equilíbrio. A partir do caos ele criou o mundo, dando equilíbrio para o mundo. Então ele que deu origem ao ciclo de vida e morte, ele que que foi o arquiteto do cosmos, né, deu essa ordem natural para o mundo e deu forma a tudo que a gente conhece. Então rio, vale, montanha, tudo isso, né. E separou o céu da terra, como, né, em outras histórias por aí.
Instaurou as leis naturais espirituais que regem o universo e deixou tudo em harmonia, exceto o que a gente fala que não deu certo, porque isso aí não é natural, isso aí não acompanhou. E como o Trá fez a piadinha ali, mas é verdade, ele é um deus que era muito relacionado primeiro a sábios, aos sábios, dos cientistas em geral, consequentemente aos médicos. Ele era o mestre que guiava os seres humanos em direção à sabedoria. Como ele criou tudo, ele sabia de tudo, né, como Torá diz também.
Então ele conseguia levar as pessoas pelo caminho da sabedoria. Então ele que trazia conhecimento, né, para as pessoas aprenderem novas técnicas, novas ferramentas, novas tecnologias na época. E guiava também os líderes espirituais, daí a parte de religião, né, a parte menos científica e mais espiritual, né, se bem que era tudo meio interligado ali, né.
Eu gosto de trazer essa cultura ancestral agora para os dias de hoje, o Pedrinho, quem você acha, ou o que você acha que representa o examinar na nossa cultura hoje de podcast aqui?
Boa, certo, certo, não havia pensado nisso.
Não, eu já tinha pensado, mas é que eu tô na dúvida ainda. Eu fico na dúvida entre primeiro luva de pedreiro, né, que sim, muito importante aí para a sociedade hoje. E o outro é o—
ele recebe, né, o conhecimento.
Receba isso. Ah, você pegou a ideia, muito bem, recebeu o conhecimento. Acho que eu vou ficar com luva de pedreiro mesmo.
Perder, perder, perder, perder. Luva Muito bom, gostei.
Ele é tipo Zeus do panteão, é isso?
É tipo Zeus do panteão, só que sem o raio, sem a parte de fazer muitos filhos e sem a parte de ser Zeus.
Ah, tá, tá, fora isso.
E será que ele criou os outros deuses também?
Então, não, na verdade não, na verdade não fala de criar outros deuses não. Ele criou o mundo, os objetos, né, as coisas, os materiais, os elementos, objetos inanimados.
Porque no livro que eu li dizia que ele tinha criado sim tudo e criou os seres humanos, mas só que ele não criou a inteligência no ser humano. Que os seres humanos eram animais que faziam coisas aleatórias. Eles demoraram até começar a ter uma vida civilizada, né? Inclusive, uma divindade aí...
Tá querendo dizer que animais são aleatórios, doutor?
Hã?
Ah, merda! Animais são aleatórios.
Seguem instinto básico, né?
Isso não é aleatoriedade.
É previsível, na verdade.
Pô, você é burro?
Ué.
Todos os animais são previsíveis.
Ser previsível não é aleatório.
É sim.
É sim.
O aleatório é só uma previsibilidade que ainda não...
Não, não foi descoberto. Vai tentando aí, continua atrás, explica, ilustre-nos com sua sabedoria.
Mas aí o que que acontece? As pessoas estavam tudo meio animalescas, aleatórias.
Vai insistir, vai lá, vai dar certo.
E aí surgiu esse ser que unia o que está embaixo, que está em cima, que era chamado de Cucucã.
Olha só, cuidado com esse nome.
Era o Kukulcán, que era uma serpente emplumada. E ele era esse deus aí que supostamente, de acordo com as crianças das mitologias dos maias, no caso, eles associam à sabedoria. Aquele que ensinou o ser humano a construir, a fazer o início ali, né, da ciência, a engenharia, medicina, astronomia. Foi esse, esse ser aí que era basicamente uma serpente compridaça, voadora, com asas e plumas para ETs.
E essa serpente, ela vem falar de ET, dominava ali toda, não perde uma oportunidade.
Que merda, de novo, cara! Foi uma divindade aí que teve uma relação direta com os humanos e ensinou tudo isso a eles. E eles cultuavam eles e criaram um grande palacete, um lugar monumental que era a Pirâmide Chichén Itzá, aonde eles colocaram lá, adornaram com a serpente representando isso, né? E é um lugar que tem até uma curiosidade, tanto é que tem outras culturas que estão relacionadas com isso, que é os astecas ou os incas, agora me esqueci.
Aqui tem informação, um desses aí, que tem o Quetzalcóatl, também tá relacionado essa divindade, né?
É, na verdade a pronúncia é Quetzalcóatl, tá? Porque ele é uma das invocações do Final Fantasy 8, ele é o deus do trovão, ele é um bicho elemental alado, é tipo uma serpente com asas que é do elemento do trovão ali. Ele traz as tempestades.
Tia Mati falando Final Fantasy, eu falando de futebol, os dois a 80 por hora.
E aí tem um pássaro que se chama quetzal, eu acho, sei lá como é que se chama, mas parece que é assim mesmo, que ele faz um sonzinho diferenciado. Não é um som meio tipo assim.
Ah não, esse aí é o quetzalquite.
Quando você bate palmas no templo do Kukulcán, no templo dele da serpente, os sons que reverberam na acústica do lugar foram exatamente construídos para parecer esse pássaro. Olha só, eles tinham toda uma engenharia acústica.
Esse templo até hoje, só que aí o que que acontece, né? Ignorou.
Faz templo, né?
Os maias duraram.
Ouve as pessoas, turma, tu não ouve ninguém, as piadinhas dos caras. O Galdê fez 7 piadas, tu ignorou.
Pelo amor de Deus, cara, porque eu, professor linguista, eu não ouvi piada nenhuma. Não foi piada não, foi a pergunta.
Ah tá, mas eu vou te dizer que no Pokémon Então existe um Pokémon também inspirado, né, nesse pássaro, que é o Zapdos, que é o Pokémon do trovão. É um dos 3 lendários.
Entendi.
Olha aí, pode continuar.
Mas qual é a relação dele em gostar tanto assim de cabelo? Porque falou que ele queria serpente.
Você tá confundindo, Brown. Os brons, os índios queriam serpentes. É que virou sinônimo já, Brown de índio. Cara, eu tô bugado hoje. Hoje tá estranho, né?
Tem alguma Tá meio troá hoje, né?
Tá troazinho hoje, tô troá.
E aí os maias, eles estão relacionados a vários ciclos, inclusive quando termina uma era, eles acreditavam que morriam várias pessoas e aí renasciam várias outras pessoas, e aí é tipo um reset. E aí esse Kukulcán vinha, tinha que ensinar de novo pra ver se dava certo dessa vez, né?
É.
E aí tinha toda essa ideia. E ele era o deus da sabedoria também, relacionado, deus da...
Peraí, peraí, peraí, peraí, que o deus do Galdrin era o deus da sabedoria também.
É verdade.
Pois é, e o Galdrin falou que ele ensinou inclusive arquitetura pras pessoas, né? Então tem livros conflitando aí.
Tem, tem livros conflitando. Mas o meu tá certo, o teu tá errado.
É, se ele criou tudo, né?
Pode ser.
É, você vai duvidar do cara criou tudo?
De repente ele criou, e aí ele ensinou, e aí não deu muito certo. Aí ele—
É, pode ser.
Esse cara aí desceu emplumado.
Não, e pensa bem, é muita gente pra um deus só cuidar.
Exato, cara, ele já tinha criado tudo.
O cara criou, cansado.
Aí, poxa, vou ter que ensinar também.
Pode ser que era estagiário também, né?
Do deus grandão lá.
Pode ser, mas não tinha nada a ver com isso não.
Pode, ah, pode ser. Aí depois ele conta a história e fala que foi ele que ensinou. É verdade, todo mundo sabe que os estagiários não levam créditos e que o estagiário só fazia café.
Aí cada um fala por si. Eu não vou aqui diminuir o trabalho, o ofício dos estagiários que são quem move o Brasil.
Porra, louco, quem move o Brasil! Caraca, é realmente fazer café é importante.
Caraca, mas esse aí então, pelo que eu vi aí, foi o grande deus aí que também tá relacionado ao trovão, que tá em cima, tá embaixo.
Repete agora todos os nomes que você falou, que voa, pra gente decorar.
É o céu e o vento.
Ignorou também.
É verdade.
Ele se move e ele canta e ele ensina. Esse é o Cucucã.
Ah, capaz que você não ia pegar um deus que canta, né? Que é do canto. Capaz que o bardo não ia pegar.
Essa parte até eu inventei.
Ah, merda!
Não, só menti aqui pra ficar bonito.
Confesso, confesso aqui que eu dei uma enfeitada.
Eu não gostei, eu tava confiando em ti, cara.
Eu vou rever outras coisas que eu falei.
Mas já que você tá falando de deus e que o Galdrin falou de deus, Inclusive, estamos falando de mitologia, né? Não, não, não, mas porque na verdade eu quero...
Já que vocês estão falando de maias...
Eu quero destoar um pouco disso, eu quero ser um pouco controverso aqui. Eu quero falar de alguém que não é um deus, mas já foi confundido com deus. Deus do milho.
Eita!
Deus. Deus. Mas na verdade eu tô falando aqui dele que é um coadjuvante na própria história mitológica, que se chama Hun-Hunahpú. Hun-Hunahpú.
Hun-Hunahpú.
Soletre.
Aplicação numa frase: o Hun-Hunahpú tá aí.
Caraca, que grande frase. Mas o Rum Runapu, o Bron vai gostar. Sabe por quê, ô Rum? Errou!
Cara, vocês estão—
Não, cancela hoje, vamos lá.
Não, hoje tá difícil.
Chega.
Sabe por quê, ô Bron, que tu vai gostar?
Por quê?
Porque ele era um exímio, ou diriam, alguns diriam que ele era o melhor jogador de bola do mundo.
Ah, ele jogava a bola dos maia.
A bola dos maias. E a bola dos maias, eu até fui dar uma pesquisada pra ver se era parecido com o pé-bola que o Bron gosta.
É, ele gosta.
E não tem nada a ver. Ele é um Bumbum, vôlei que se joga com bumbum.
Ai, é a Shakira!
Olha a relação com a Shakira, olha só, tudo interligado.
Joga assim, ela dá quadrilzada na bola, o clipe do 2010.
E tu sabe como que é o nome do lugar onde o pessoal joga? Se é com quadril, é hip-hop estádio, é a quadra. A quadra vem de quadril, de jogar com bumbum.
Não pode ser, tudo tá relacionado, gente, tudo tá relacionado.
Só que assim, ó, era um esporte que era muito perigoso porque Porque você podia até, se você perdesse, você ser sacrificado. Mais do que um esporte, era um ritual que era feito ali quando acontecia os jogos, né? E ele passava o dia inteiro jogando o Hun, né? Desocupado aqui, o coitado. E o irmão dele também, o irmão mais novo dele, que é o Vukubi Hunapu, também ficavam sempre jogando.
Ah, também, cuidado aí.
Era um ritual religioso esse jogo de bola que eles tinham, né? Inclusive, alguns lugares, né, só trazendo curiosidades aqui antes da gente falar do Hun, ele representava às vezes o movimento do sol. Olha, A luta entre a vida e a morte, essa eterna dualidade, e até a ordem do universo. Ou seja, é um pouco mais importante que futebol.
É, a luta entre a vida e a morte é quando eles jogavam com uma bola pegando fogo.
Eles jogavam de cabeça?
É, na verdade não dava pra jogar de cabeça porque essa bola—
Eles não tiravam a cabeça pra jogar, né, Eltro?
Não, não, não. Usavam a cabeça.
Não pode, Eltro, porque essa bola ela era muito pesada. Então uma cabeçada e você virava sacrifício.
Não, não, a bola era uma cabeça.
Ah, não. Era uma bola de couro, feita de tiras de couro.
Ah, eu vi num livro que era uma cabeça. Na cabeça tem couro, faz sentido.
Tem por um na cabeça também, que aquela música da Argentina, famoso tango, né, que o Lionel Messi ele ouvia sempre antes de jogar a final da Copa.
Cara, não fala do Lionel Messi que ele fracassou.
Não foi a primeira vez. Ô Tia Mati, é uma curiosidade legal para trazer, não sei se você ia trazer, mas é que tem praticantes desse esporte até hoje.
Eu vi uns videozinhos aí pelos, inclusive o pessoal que perde é sacrificado também até hoje.
Exatamente, até hoje não vão no norte do México, famosos Estados Unidos, né?
Só que que acontece, eles eram pronzinhos, que eles viviam tanto pelo esporte, se doavam tanto pelo esporte, que começou a incomodar outras pessoas. E era tão alto o barulho que eles faziam jogando dia e noite, dia e noite, aquilo chegou ao submundo. E aí os senhores da morte, que são Shinigamis, os senhores de Xibalbá, né, que era o submundo que tinha nesse, os povos maias, Xibaobá. Xibaobá, correto?
Xibaobá.
Tu já tá falando palavras aleatórias.
Xicacá.
Não, não, Xibaobá. Então eles simplesmente olharam assim, esses mortais aí, eles fazem muito barulho, tá incomodando a gente, tão atrapalhando. Em vez de ir lá e pedir para desligar o som, a gente vai fazer um convite para eles, vamos chamar eles para vir jogar aqui.
Olha que gente boa.
Mas não vai ser um convite de verdade.
Ah, é que você traz o seu inimigo mais próximo de você, né? Já diria o Sun Tzu. Exatamente, porque que era chinês, para quem não sabe, chinês da China jogou a Copa do Mundo de 2018.
Não era um convite para eles, era uma armadilha. Eles foram chamados para uma armadilha. Só que o Hun acaba aceitando. Ele é um Hades mortal, como é que ele não vai aceitar um convite dos deuses da morte, né? São deuses, afinal.
Bebia demais, né?
Só que Xibalbá lá era, ela tinha muita ilusão. E ela aqui tem várias referências. Você consegue pensar em várias referências que tem com vários, várias coisas que a gente consome da cultura pop, jogos, animes, enfim.
Eu vou ir falando e vocês vão pensando na referência, tá, cara? Eu penso se eu quiser, cavalo. Caraca, o cara agora vai mandar no meu pensamento.
E aí ele chegou lá. Quando ele chegou, ele apareceram aqueles senhores, né, os deuses da morte, né? E ele começou a cumprimentar os senhores, né? Ô fulano, primeiro deus.
Como é que se cumprimenta um deus da morte?
Babão, babão. Você chama ele de babão?
Chamou de babão, não faz? Dá gatilho.
Bom, tem uma vírgula ali, vocês não ouviram.
Ah tá, chama. Eu e o Troll, a gente tem um cumprimento especial quando a gente se via, que a gente fazia Que era o seguinte: a partir do momento que a gente tinha um contato visual um com o outro, podia estar um em cada esquina, tá?
Nunca mais foi visto.
A gente tinha que levantar a mão em aceno mais alto que conseguisse e tinha que andar com a mão levantada até chegar no seu amigo, né? No caso, eu chegando no Troll, o Troll chega em mim. Daí, quando a gente chegava perto, a gente dava um high five bem alto.
Cara, pior que esse cumprimento é tão legal.
Para nós era legal, para as pessoas que estavam vendo a cena, talvez nem tanto.
É tão legal esse cumprimento. Vou te amar te explicando isso, parece muito idiota.
É idiota, não parece?
É, ainda bem que a gente nunca mais fez.
Então, e aí Os dois irmãos, né, cumprimentaram os deuses e começaram a ouvir aquela chacota, aquela risaiada. Olha lá ele, que otário. Quando eles olharam, eram bonecos de madeira. Ah, os deuses botaram manequins para enganar eles, porque o objetivo dos deuses era destruir o emocional, era pegar no emocional ali e machucar, era humilhar. Essa foi a primeira derrota que os irmãos tiveram nessa humilhação.
Caraca, meu, agora tudo fez sentido, porque os selos do calendário maia se chamam Manequim. Ele criou manequim.
Meu Deus, não pode ser.
Não, mas assim, você falou que tudo fez sentido, você falou que tudo fez sentido, mas não é tudo, porque eles ajudaram a construir todas aquelas pirâmides ali, toda aquela arquitetura maia, né, por um motivo muito simples.
Qual que era o motivo?
Que eles eram pau para toda obra.
Caramba, não, cara.
Olha a referência, tem uma referência de um jogo que a gente jogou aí, que tem uns manequins que conversam com a gente, que enganam muitas vezes.
Naruto?
Não, o Bron sabe que jogo que é.
Tekken 3, que tinha o pedaço de pau lá?
Não, cara, é um jogo de expedição.
Ah, Expedition 666. E você, Satanás?
666, a tropa para o inferno do jogo dele. Expedition 33, você conversa o jogo inteiro com manequins feitos de pincéis de madeira. Me trouxe essa referência na hora que eu pensei.
É assim mesmo, às vezes é.
Todos controlados pelo famoso titereiro, que eu já expliquei nesse programa o que que é, não vou explicar de novo.
É o que produz titereiro.
Isso, me lembro disso.
E aí os deuses se cansam de rir e falam assim: foi só uma piada, vocês caíram, a gente é muito cômico, sentem-se aí, vamos fazer um banquete. Os dois irmãos se sentam, quando eles se sentam, eles se levantam imediatamente com o bumbum em chamas, eles acabaram de sentar em pedras escaldantes.
Não, não pode ser.
Os deuses eram chacoteiros, queriam humilhar eles e depois ainda matar eles se desse tempo. E aí o que que acontece? Olha aqui a outra referência, tá? Eles vão ter que passar passar por várias casas para chegar até os deuses.
Caramba, meu!
Ah não, os gregos imitaram o Shiryu.
Tem a casa escura, tem a casa fria, tem a casa dos jaguares, tem a casa do fogo, tem a casa das facas. Então eles passam por todas, todas essas casas.
Ô, Bron, o que que tu acha mais perigoso? A casa de um jaguar, a casa escura, a casa das facas ou a casa fria?
Não acho nada. Quero ouvir a história do Tia Mati. Para de interromper ele, ô troço!
Gente, os elegantes!
Não, eu acho da faca, sabe por quê?
Não, eu não quero saber, cara, só perguntei para atrapalhar mesmo.
Não quero saber se tu sabe, mas eu quero falar que é outro arco. Uma arma, tá, uma arma ela pode errar, só que a faca ela é a coisa mais perigosa que tem, porque é muito difícil a pessoa errar uma facada em você. É verdade, ela vai acertar mesmo que corte a tua camisa. Às vezes é uma camisa cara, você pode estar com a camisa da seleção da Inglaterra de 2018 que jogou a Copa do Mundo, foi até a semifinal.
Chega, bro, tava bom as primeiras 5 vezes, tava bom já. Já passou, já passou.
Pode seguir, daqui a pouco tem mais.
E aí a seguinte, a próxima armadilha que eles têm, eles são dados, os deuses da morte dão um desafio para eles, né, que os irmãos eles acabam recebendo uma tocha que tá acesa e dois charutos que estão igualmente acesos. E eles dão somente uma ordem: vocês vão passar a noite aqui e amanhã vocês têm que devolver esses charutos e a tocha exatamente como vocês receberam.
Nossa, mas e aí?
Não tem como, né, porque se eles apagarem já não tá mais exatamente, e se eles manterem acesos vai se consumir, né, vai apagar. Então Eles até tentaram manter aceso, só que foi consumido, né, pelo tempo ali, foi tragado o charuto pelo vento, né. E no outro dia eles desobedeceram, né, deixou queimar durante a noite, desobedeceram. E daí os deuses falam: vocês falharam e agora vão morrer.
Não era só apagar e acender de novo no dia seguinte?
Não, porque tinha que estar exatamente como. Mesmo que eles apagassem, não tava mais exatamente como.
Tudo bem.
A melhor maneira disso é parar o tempo e voltar, muito mais simples.
É a maneira mais fácil.
Mas aí, se parar o tempo, como é que vai entregar na noite seguinte?
Que daí o tempo é relativo, né, daí você consegue fazer um salto temporal e avançar para aquele tempo lá.
Ah, entendi.
Não manjo nada de viagem no tempo.
Isso mostra como os deuses da morte, eles eram injustos, né? Eles criam regras que são impossíveis só para poder justificar o que eles querem, que é poder condenar. E aqui eles não passaram desse julgamento, aqui eles foram mortos, né? Foram sacrificados. Mas só para falar, porque quais são as casas que tinham, né? Então a gente tinha a Casa Escura, que era a casa que não tinha nenhuma luz e tu tem que atravessar ela inteira sem enxergar nada. Se não enxerga nada, nada, nada.
Eu sou bom no tato.
Sai daí!
Não, sério, eu me tateio bem no escuro.
Parece uma pornô.
Já se tatuou?
Já se tateia ou tu tateia os outros?
Não, tateio as coisas. Eu sou bem bom no escuro.
Sim. Aí nós temos a Casa Fria, que tem tempestades congelantes, granizo e ventos que são sobrenaturais.
Tempestades, eu gosto.
Tempestades é pro Galdrinha, é bom isso aí.
Friozinho.
Nós temos a Casa dos Jaguares, que são repletas de jaguares famintos. Você já viu um jaguar na selva, Bruno?
Só um jaguar. E aí o objetivo tinha que ser sobreviver a noite inteira.
Qual a diferença de um jaguar e de um leopardo?
A gente já discutiu isso uma vez.
Ah, então tá.
Claro que já, velho.
É claro que já.
O leopardo, ele não tem pintas, né?
Não, até o ouvinte vai falar aí nos comentários do Bardo Verde pra gente.
Todos têm pintas. Até a onça preta tem pinta.
Ah, tá confundindo.
Aí a gente tem a Casa dos Morcegos, que é a mais famosa, que é o lar de uma besta, né, chamada Camazotes, que é um morcego gigante que até serviria pra ser falado aqui como parte do folclore. Mas infelizmente a gente não tem tanto tempo, né? A gente tem a Casa das Facas, que é repleto de facas vivas e que se movem sozinhas e atacam qualquer visitante que chega.
São facas animadas?
É, objetos animados com lâminas. E por último, e não menos importante, nós temos a Casa do Fogo, que tem brasas, lavas e chamas eternas.
Ah, o Tia Má tava bem.
Não, eu tenho bastante tolerância ao calor, mas eu não sou imune, tá? Se eu cair na lava, acabou.
Mas tem fogo numa casa, normalmente não dura muito, né?
Exatamente. A casa Queima, né?
Que bom!
E o que que aconteceu? Só que aí que tá, agora que começa a loucuragem, é agora. Os dois irmãos foram sacrificados, seus corpos foram enterrados embaixo da quadra de jogo.
Ah não!
Só que o Hun foi decapitado e colocaram a cabeça dele numa árvore para exposição, para deboche, né, para aumentar a humilhação. Só que o que que acontece quando ela é colocada na árvore? Ela se mistura no meio dos outros frutos da árvore e não tem mais como saber o que que é o quê.
Ah, eu já sei disso, eu já falei sobre isso.
Olha Olha que loucura, a partir do momento que a cabeça dele é colocada, a árvore começa a dar muitos frutos, ela se transforma na árvore da vida. Isso a gente tem uma referência, né, a outra mitologia, mitologia nórdica, que é Yggdrasil, né, árvore da vida. Então aqui tem mais uma, as mitologias também são bem próximas, se alimentam muito umas das outras, né.
É, pessoal não é muito criativo, mas aí tu tá desmerecendo as mitologias, coitados.
E aí o que que acontece? Tem uma princesa que é filha de um dos deuses desse submundo, que a isquique, que ela acaba se aproximando dessa árvore e ela conversa com—
chutava bastante.
Só que a cabeça do Hun, ela continua viva nessa árvore, né? Ela se tornou parte da árvore, como quase como se fosse uma entidade. E ela começa a conversar. E vocês sabem, né, o Hun, o Hun, ele era carioca, né? Ele tem as manhas, né?
Porque, como assim?
Sem nada, de certo tem as manhas.
Fale mais sobre isso.
Tá explicando muito certinho, tem que falar uma besteira aqui no meio. É bom demais para você descer, velho.
Ele tem as manhas, ele Começa a xavecar a Skik, né, porque você é muito bonita, né. Conversa vai, conversa vem.
Ela dá um sorrisinho, né, dá uma cabeça na árvore, uma cabeça ali conversando com ela.
Exatamente, quase como se fosse o quê? O fruto proibido, né, seduzindo, né, a mulher ali.
Aí, ali, o fruto proibido não seduziu, foi a serpente, tá?
Mas o fruto, a ideia do fruto proibido também seduz, porque é uma coisa que é proibida, é mais gostoso de fazer.
Aí cada um fala por si.
E aí a princesa se aproxima, estende a mão, né, para a cabeça do Hun. E o Hun, num ato traiçoeiro, né, um talarico, né, um artimanhoso, ele dá uma cuspida na mão dela.
Ih, rapaz, esquisito isso aí.
Quando ele cospe na mão dela, o que acontece? Adivinha o que que acontece?
Ela fala: ai, que nojo.
Mas pera aí, só um pouquinho, pera aí, só um pouquinho. Se ela estendeu a mão com qual objetivo?
Se ele era apenas uma cabeça, talvez pegar algum fruto ali, sei lá, uma reverência, não sei. Gostou do papo dele.
A pergunta que fica é: Troá, você já cuspiu na mão de alguém?
É, eu não queria falar sobre isso, né?
Que nojo!
Você gosta de tapas e de cúspides? Você gosta? Quando ele cuspiu na mão dela, ela imediatamente, instantaneamente, aquele era a árvore da vida, ela ficou grávida.
Nossa, era o que eu imaginava.
É, o Thor cuspiu mesmo na mão de alguém.
Metáfora funcionou.
O Thor já cuspiu na mão dos outros, hoje ele tomou de água, né?
Acho que considerando a história, acho que o Thor cuspiu na mãe de alguém.
Que isso?
Desculpa.
Desculpe! E ela ficou grávida. E quando ela fica grávida, ela dá à luz a dois irmãos, que são os filhos do Hun. Que aí sim, eles vão depois percorrer todas essas casas. Por isso que a gente tem referência das outras casas. Porque o Hun morreu logo no começo lá, né. Nem chegou direito nas casas. Eles são dois irmãos que vão passar por todas essas casas, todo esse desafio de Cavaleiros do Zodíaco. E vão vingar o pai, né. Vão acabar vingando o pai.
Mas aí é um assunto pra outro podcast, é pra outra história. Porque são os heróis gêmeos, né, que...
Pois é, o Tia Má, o Tio... São concebidos.
Só para mim dar uma luzinha aqui, ó. Tu tá falando sobre o quê mesmo?
Tô falando sobre o rum. Por quê?
Não, só para saber. Porque eu falei, eu entendi, me perdi um pouco assim.
Talvez não funcione com burros.
Eu achei engraçado ali, Tia Mati, que você falou que se a pessoa, por exemplo, ela tiver numa floresta muito escura, é só ela engravidar alguém.
Por quê?
Pessoa vai dar à luz. Meu Deus, cara.
E qual a diferença do poste, da mulher?
É que assim, pessoal, o Tia Mati ali tava comentando, né, sobre a xibaubá ou xibauba, que é submundo, tá? E aí, pessoal, quero trazer para vocês aqui algumas informações sobre o Apuk, ou Apuch, que é o deus da morte.
Ih, rapaz, tem medo!
Ele é o deus da morte, o deus das coisas ruins.
Acho o nome tão fofinho.
É verdade, é que parece puke-puke, né? Mas respeita aí, por favor.
O que que é puke-puke?
É uma coisa fofinha ali.
Puke, não existe isso, você tá inventando palavra!
Eu nunca ouvi essa expressão.
É um poke-pute.
Caraca, referência do bro de coisa fofinha, coisa poke-pute.
É que não existe.
Não, é tipo poke. Vocês não conhecem essas coisas?
Não, poke é uma comida.
Não, não, é poke de P-O-C-H. P-O-C-H? Não, P-O-K-E.
P-O-K-E?
Sei lá, esqueci das coisas.
Nossa, poke é cutucar.
É tipo isso, cutucazinha, negócio de fofinho.
Ah, entendi.
Ah, porque tinha o Buddy Poke no Orkut, que era o bonequinho bonitinho cabeçudo.
Tem isso.
Entendi.
Mas esse não tem nada de bonitinho não, troca. Apesar do nome, ele é uma coisa ruim, ele é coisa do set pele, do mochila de criança, cabeça de morcego, o sinteco gelado.
Ah, por que que ele não pode ser bonito?
Por que não?
O ardiloso, ele é belo para seduzir.
É, esse era feio, na verdade, tá? Apesar do nome, ele era tipo— deixa eu ver como é que eu posso descrever para vocês. É tipo belo original, tipo um sapato, é tipo um crânio, é tipo um esqueleto, é tipo um gato, é tipo uma árvore. Ele é coisas negativas assim, sabe? Para mim, pelo menos. Tipo um morcego, uma coruja, uma—
ai, uma coruja é tão legal! Uma carranca, sabe o que arranca.
Sei, é tipo isso, umas penas, os negócios meio seco, sim, meio vermelho, meio marrom, meio estranho, tipo um tipo, um zumbi, tipo um tipo, tipo um tipo, é tipo um esqueleto em decomposição. Pensa só um pouquinho de pele, um pouquinho de carne caindo, mas a maioria, maior parte ali, 97%, é osso.
Ah, sim, é tipo decomposição, um zumbi não.
Então é uma coisa meio, meio rígida, uma coisa, uma costela meio undead, é mancha, coisa assim, costelinha 12 horas. Pensa num olhar vazio ao horizonte, ao longe. É tipo isso.
Caraca, um olhar ao horizonte vazio, que aquele olhar fundo, né, de valeta, tipo um cachorro magro.
Sim, o Galdan tem trauma com cachorro magro, hein?
Não fala isso, ele tava bem gordinho, cara.
É uma etapa lá. Além dele ser, né, esse deus aí do Xibalbá, do submundo, ele é também uma coisa negativa.
Eu nem sei como é que é, mas deve ser. Eu sabia que você não sabia e me corrigiu, eu tenho certeza disso.
É tipo vinculado à doença, então assim, tipo, o que tá dando de errado, tipo coisa ruim, tipo, tipo, tipo, tipo.
Eu acho que tem muito preconceituoso tudo para coisa ruim, coisa ruim, tá muito genérico.
É verdade, é, a doença não pode ser boa agora.
É o meu deus, respeita isso, troca.
Ah, é, tu venera ele?
Claro, você venera o deus da morte?
Sim, porque o deus da morte ele é o mesmo deus da vida, só que ao contrário.
É droga se venerar de cabeça para baixo, é tipo puxar o saco do teu chefe para ele não te prejudicar.
Isso. Então ele também representa doença, essas coisas assim mais é ruim, epidemia, pandemias, esse tipo de enfermidades.
Ah, por isso que o Bron venera ele, porque daí ele tem doença venérea. O quê?
Ah não, foi boa, foi boa, gostei.
Mas assim, ó, pessoal, o que que a gente acreditava, tá?
Que não era só isso, não era só essa coisa ruim, tipo assim, ah, você tá meia hora falando que é coisa ruim e agora você vai falar que não é.
Não era só isso.
Vamos ver.
Só isso, tá, Galdinho?
Deus da doença venérea é o deus do Bron, deus deste Bron, deste, deste.
Como assim?
Não entendi.
Que não entendi. Entendi nada.
Ele já tava só falando palavra aleatória, mas o que que a gente pensava também, tá? Outro A, uma coisa que a gente já até falou aqui no episódio, é que a gente imaginava ele como o deus do desafio também, que era uma coisa assim de provação. A gente tinha que passar por um desafio, tinha que passar por uma coisa ruim para o quê? Para poder melhorar, para poder dar um passo além na nossa função de vida, da nossa tarefa, do porquê que eu estou aqui.
Então ele era um caminho necessário para alcançar esse objetivo maior, ou seja, na própria história como um todo, né? Eu tenho a coisa boa ali, eu aprendo isso, eu passo por uma provação, e aí depois eu tenho o ápice, a coisa boa. Essa era a provação também.
Eu odeio provação, cara. Eu já compro as roupas tudo pronto. Isso aí que você disse é tudo burrice.
Então é isso, a gente pensava mais uma coisa assim, mais de desafio, né, de complexidade, de refletir sobre a vida, sobre o que que é a vida, não simplesmente só.
Então isso teria uma relação com desafio, tem relação com futebol, então podemos dizer assim, é bem relacionado, porque eu por exemplo, hoje em dia, 2026, o Inter.
O Inter tá muito ruim porque a gente não tem central.
Eu tava esperando o Bruno falar que não e só ficar em silêncio.
Tu gosta, né, o Galdrinho?
Eu gosto de escutar do Inter.
E ele era tipo aquele deus que quando a pessoa morria levava as almas para o submundo, alguma coisa assim?
Ele tinha um barco também.
Aquele lá é o Caronte.
Então, mas pode ser parente.
O que que é o submundo dos maias? Ou é uma coisa embaixo da terra mesmo, Bruno?
É, e a gente não estudou sobre, né, outro ato.
Se contém a nossa Fica aí para o próximo episódio.
Passou 1 centímetro da parede do script, crashou o jogo do Bruno, hein?
Que a gente pensa algumas coisas e outras não, né?
Essa é uma das não, uma das várias não.
Se o Bruno não respondeu, eu vou responder, porque o Xibalbá é embaixo da terra.
Nosso mundo fica literalmente embaixo da terra, como se fosse um inferno, e só tem terra embaixo.
É tipo um túnel subterrâneo que vai para um lugar nefasto.
Tá bom também.
Não sei, né, acabei de inventar esse jeito.
Mas assim, outro, eu não tô focado aqui no inferno, né, eu quero falar só da coisa do deus específico ali, né, do Apuk. Puxa, que aí também a gente pensava aqui que ele era tipo um ciclo, ele era um necessário, né, para conseguir contemplar esse nosso ciclo de vida. Então ele não era um fim, a nossa vida não era só um fim, ela era parte de um ciclo de transformação, de renovação também, e para manter o equilíbrio com a natureza.
Ou seja, eu agora, por exemplo, entrei numa guerra guerra lá contra os astecas, que era muito frequente, tá? Eu não gostava deles. Eu poderia morrer naquela guerra lá. E aí, o que que acontecia? Eu morria. Já morri várias vezes. Eu virava adubo para as plantas, para colheita, que o pessoal ia lá, colhia para poder se alimentar daquela terra. Então isso tudo até, né, surgiu toda uma questão assim de o que plantar, de o que fazer, justamente pelo calendário maia lá e tal.
Eu gostava, por exemplo, de ser morto sempre na segunda quinzena de agosto, que era a melhor época da safra do grão de trigo.
E agosto é o mês que não acontece muita coisa, então Então você não perde muito, né?
É, é.
O que que acontece? Diz um negócio legal aconteceu em agosto aí.
Ah, teve aquela vez que teve a batalha lá pela torre.
É verdade, eu lembro disso.
Entendi.
É que na verdade só disseram que o Bron podia morrer do jeito que ele quisesse, entendeu? Só que ele interpretou errado, porque falaram pode morrer agosto.
Não, pera aí.
Muito bom, muito bom.
Caraca, então a gente passou. Nossa, a gente tá temperando tudo errado.
Aí eu não sei, é só específico que pode.
É, com certeza.
E antes de conquistar o mundo inteiro, ouça atentamente um anúncio importante de mais um patrocinador.
Olá, eu sou Ana Seigan, falo de Londrina no Paraná e sou apoiadora na Guilda Dragão Careca, o melhor podcast para ouvir quando quiser dar boas risadas, ou seja, sempre. Venha fazer parte você também, link na descrição.
E para encerrar esse episódio, eu sei que a gente tinha muito mais coisa para falar, tem todo um panteão de deuses aí. A gente não falou da Ixtchel, a gente não falou do Chaac.
Só que joga basquete, né?
O Chaac, ele inclusive tem, são 4 deuses, cada um para cada ponto dos pontos cardeais, e ele carrega um martelo das Tempestades. Olha aí, ó, qual outra referência que a gente tem, né? Mas então a gente vai falar na verdade agora sobre um deus que ninguém fala. Se você procurar na cultura maia, ninguém fala porque ele tá, é um deus perdido, que agora a gente vai trazer a referência dele para recuperar ele, trazer a história dele para o panteão de deuses maias.
Primeiramente, vocês perceberam aí que não há muitas divindades que são manifestadas pela forma feminina. É verdade, trata-se de uma deusa que foi esquecida.
Olha só, uma deusa, como uma deusa.
Exatamente.
Você me mantém, é uma deusa.
E obviamente, né, ela foi calada, ela foi ocultada porque ela está associada a uma coisa meio polêmica, que é o quê, Bruno?
Aquilo lá, hein?
É justamente por isso, porque ninguém fala dela. Ela é uma coisa que ficou oculta, ela é uma coisa secreta.
Vamos ver o que vem.
E o nome dela é Segrega, que ela é a deusa dos segredos.
A única deusa dos mais que não queria ser demais, né? A ser grega.
Não, é segrega, segrega.
Ela queria ser grega, né? Os homens para cá, as mulheres para lá.
E ela tá associada ao quê?
O segredo, aos segredos, trato. Sabe por quê?
Não, lá vem.
Não vou te falar que é segredo.
E ela também é a deusa da divisão, né? Também, porque ela segrega.
Eu fiz essa piada tem 2 minutos, parabéns.
Mas ela tinha uma forma, Galdrinho, muito peculiar, tá?
E você vai falar para gente que forma era essa?
Qual era a forma dela?
Era a forma de um velho.
Ah não, de novo não, de novo não!
Não, pera aí, a formato de velho tinha o formato de uma velha.
É o ciclo mesmo, sempre volta para o mesmo lugar.
Tá, vamos repensar o que a gente tem aí, ó.
Eu sei a forma dela, que a forma dela, como vários deuses mais ali, era meio animalesca, né, tinha relação com animais. E ela era um passarinho, porque a gente sempre fala que um passarinho me contou. Então é isso, foi É daí que veio essa expressão.
Sim. Mas por que que não falam muito dela? Por que que ela não é reconhecida no panteão?
Porque é segredo, né, Tronco?
É segredo, não posso te falar.
É por isso então?
Vai ficar o resto da explicação toda agora.
Ah, então tá explicado, é isso aí então.
Uma boa noite pra você. Não, na verdade, na verdade, por que que ela não é muito citada? Porque ela vivia se escondendo, porque o Hun, o Hun Pakku lá que eu falei... Não é Hun Pakku o nome dele?
Com certeza não é isso, não, eu queria zoar.
É o Hun Hunapu.
O nome dele, se você fosse traduzir para a linguagem comum que a gente tem hoje, né?
Dela não é dele, é do Rumpaku.
Ah, do Rumpaku.
O Rumpaku, né, o nome dele fosse traduzir para o idioma comum que a gente tem hoje, né? Dela não é dele, é do Rumpaku. Ah, do Rumpaku. O Rumpaku, né, o nome dele fosse traduzir para o idioma comum, seria um caçador com zarabatana.
Ah, Timo, que foi mal, desculpa.
Nossa, o cara me veio no Dragão Careca usar referência de League of Legends, cara. Meu Deus do céu, que tristeza!
Meu Deus, não entendi nada.
Capitão Timo no comando, vai lá. Nossa Senhora, bota risadinha do Timo no fundo.
A deusa, ela vivia mascarada, em segredo, ninguém podia saber quem era ela, e por isso ela nunca podia abandonar a forma de um pássaro, né? Só que ao mesmo tempo ela se escondia, porque corrobora com a natureza dela, né, de ser um segredo, e também para ela não ser caçada. Olha só, o pessoal cruzava bastante sarabatana para conseguir o alimento e não morrer de fome.
Interessante.
E ela conhecia o segredo de todas as pessoas.
Conhece até hoje, ela sabe daquilo que você tá escondendo.
Quando você tá ouvindo um segredo de alguém que você não pode contar para ninguém, qual é a primeira coisa que você vê na janela da sua casa te observando?
Um sabiá.
Exatamente. Que é o quê? Ó, se você pegar o nome, sabia.
Tem que ser um não sabia.
Não, mas aí pode ser um disfarce.
Não, não é não sabia.
Meu Deus, cara, de repente a palavra muito feia. Então tá, a gente tem uma deusa. Como é que é o nome da deusa mesmo? É a Segrega, né?
Segrega.
Mas aí eu acho que a gente tem que associar alguma coisa também ao calendário maia, né, da natureza, né?
É, da natureza, calendário maia.
É porque ela tem que ter uma relação com que é natural também, porque, ah, um sabiá, beleza, mas e dos elementos assim? Pode ser o vento? Não, o vento já tem, né?
Isso, ela é a deusa do vento porque ela controla com as asinhas dela, né? Mas é bem pequeno o vento que ela controla.
É um ventinho, é só uma brisa, né? É uma marolinha.
Eu tô imaginando assim, ó, uma moça, né, uma mulher, cabelos longos, com penacho na cabeça, penacho azul escuro, com pássaros na volta, com uma chave na mão.
Isso.
Ai, gostei!
A chave segredo ali.
Daí os pássaros estão na volta e ela manda nos pássaros.
Ela era deusa também, né? Porque ela tem que ser deusa de algumas coisas, né? Ela era deusa das grandes celebrações, né? E das grandes congregações, grandes reuniões de povos, né? Porque daí o pessoal olhava e pensava: o que que é aquilo?
É evento.
Eu não estou suportando mais.
Aí não, né?
Eu não gostei.
Tudo relacionado, cara.
Eu acho que ela pode ser também a deusa da sabedoria e da medicina, igual aos outros. Tá precisando?
Ué, ué, mas já tem já.
E ela criou tudo.
Caraca, são tudo concursados, né, esses deuses? Meu Deus do céu, todo mundo foi para o mesmo cadastro.
Ela é deusa das licitações.
Ah, ela pode ter estudado.
Que que é uma licitação? Eu não sei.
Que isso, cara?
O que que você ia falar?
Perdi o embalo já, velho.
Fala. Não, agora fala, fala sem segredo.
Não, não.
No próximo episódio, o Ela vai dizer o porquê que ela é essa deusa aí.
Deusa do embalo também, ela vai te dar a bênção.
Deusa do embalo?
É, para dar embalo para o Troá falar.
É droga em todo lugar, Simone. Como assim, cara? O que tá acontecendo?
Ele falou que ele perdeu o embalo. Eu falei, ela também pode ser a deusa do embalo para te dar embalo, te abençoar.
Ah, é só isso?
É só isso. Caraca, mas não falei nada demais.
Espero que ela seja a deusa da esquizofrenia.
Nem foi uma piada.
Tem o formato de um idoso.
Mande um pergaminho pra gente contando o motivo que você acha.
É, vai acompanhando aí.
Mande um pergaminho contando um segredo pra nós.
Isso.
A gente não vai ler porque é segredo.
Coisas mitológicas são assuntos que você já deve ter percebido que o nosso grupo curte. Pode até não manjar muito, mas curte. E enquanto estou aqui nessa cafeteria descansando e pensando sobre toda essa conversa que tivemos, me recordei da vez em que nosso grupo quase morreu por causa de um item que estava relacionado ao futuro da humanidade. Pouca coisa. Certa feita, o grupo estava envolvido em encontrar uma estatueta do milho sagrado, relíquia esquecida a qual textos antigos e proféticos indicavam estar nas profundezas das pirâmides de Chinchen, Chinchen, pirâmides as quais eu não consigo pronunciar.
E após uma jornada por selva densa, lá estava o grupo subindo os degraus daquela elevação geométrica de pedras para adentrar em seu interior. De acordo com o mapa, a cada passo Tiamati administrava o mapa e decifrava as direções.
6.000 degraus, mais ou menos.
Galdrin ia averiguando as inscrições e passagens secretas, enquanto o Bron, sempre com sua marreta espada-martelo, em riste de prontidão para qualquer ameaça que surgisse. E eu, envolto em mistérios e conectado com aquela ancestralidade toda, me animei em fazer ecoar minha canção naquele lugar.
No meio das pedras, o Gaudry mexeu, pressionou com o pé e o chão já tremeu. Já mate em seu mapa, olhou, vamos entrar. Achar esse milho que eu mencionei dos lendários Maias, lendários Maias. E ali mais em cima, acima de nós, algo se aproxima voando tão sólido. Era uma serpente que o bro tentou atacar, mas tome cuidado. Esse é o deus dos lendários maias, lendários maias, lendários maias.
E mais um episódio chega ao fim. Esperamos que tenha sido uma ótima aventura. E se você quiser descobrir mais sobre o grupo, é só entrar nos links na descrição do episódio. Foi muito bom ter a sua companhia até aqui, mas agora o Bardo se despede. Obrigado por nos acompanhar e até a próxima!