Episódios de Terror Sem Medo

#166 - Não Se Preocupe, Querida | Terror Sem Medo Podcast

17 de agosto de 202636min
0:00 / 36:00

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👯‍♀️🙍‍♂️ Imagina voltar para os anos 50, em que as mulheres sofriam lobotomia para controlar seus comportamentos "anormais", como falar abertamente sobre s3x0, pedia divórcio ou, simplesmente, não queria se relacionar com ninguém.

É isso que vemos em "Não Se Preocupe, Querida", de Olivia Wilde. Um filme que retrata o pensamento perturbador de qualquer r3dp1ll.

Com atuação impecável de Florence Pugh, este novo título que entrou agora no HBO Max acompanha a ascensão dos "Incel Movies".

E aí, já assistiu? Deixa sua opinião nos comentários!

Lives do Giro do Terror: https://www.youtube.com/playlist?list=PLidOL9zft2zlYcdBeM5J291HLU_z70f7R

Participações da Cal e Fábio em outros Podcasts: https://open.spotify.com/playlist/6CD0fXgGeys5jdqo7cfqkj

Retrospectiva Sexta-Feira 13: https://open.spotify.com/playlist/5tiU5qFxD27lvlFQhBmNBu

Pauta da Podcast:

00:00 - Abertura

01:21 - Sobre "Não Se Preocupe, Querida"

33:27 - Notas

Participantes neste episódio2
C

Cal

Host
F

Fábio

HostAdvogado, professor de direito, teólogo
Assuntos6
  • Não Se Preocupe, Querida· EntretenimentoNão Se Preocupe, Querida·Olivia Wilde·Florence Pugh·Harry Styles·Chris Pine·Inspirações (Show de Truman, Matrix, Alice no País das Maravilhas)
  • Comunidade Utopica e Red Pill· SociedadeComunidade experimental utópica·Red Pill·Masculinismo·Projeto Vitória
  • Gaslighting e Controle em Relações· SociedadeGaslighting·Abuso psicológico·Controle e manipulação·Propriedade da mulher
  • Simulação e Realidade Paralela· TecnologiaSimulação tecnológica·Realidade virtual·Lapsos de realidade·Flashes de memória
  • Analise de Personagens e Motivacoes· EntretenimentoAlice·Margaret·Bunny·Violet·Frank
  • Lobotomia e Controle Social Feminino· SociedadeLobotomia·Controle social·Papel da mulher nos anos 50
Transcrição132 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Eu e você para sempre, e agora fodeu.

?Voz B

Esse é o Terror Sem Medo Podcast, eu sou a Cal, eu sou o Fábio.

?Voz A

Quem não gosta de estar no controle de uma situação? Eu gosto, você gosta, muita gente gosta. O problema é quando a situação é simplesmente a vida de uma outra pessoa. Isso fica ainda pior quando este terceiro é a pessoa na qual escolheu de livre e espontânea vontade seguir a vida junto com você. O O que pra você é estar no controle da situação? Oferecer o melhor caminho pra que ambos evoluam e conquistem seus objetivos individuais e de casal?

Ou apenas criar o mundo perfeito em que você tenha seu parceiro ou sua parceira ali, disponível pra você durante as 24 horas do dia? Mas claro, com total liberdade pra fazer o que você manda. Hoje vamos falar sobre... Não se preocupe, querida. E temos sinopse para esse filme, Boris? Temos.

?Voz B

Uma dona de casa dos anos 50 que mora com o marido em uma comunidade experimental utópica começa a se preocupar com a possibilidade de sua empresa glamourosa estar escondendo segredos perturbadores.

?Voz A

E onde que a gente pode assistir esse filme?

?Voz B

No HBO Max.

?Voz A

E hoje teremos spoiler de Não Se Preocupe, Querida. A gente comentou aqui, né, que o filme tá disponível no HBO Max. Ele acabou de entrar no HBO Max, então tá lá quentinho.

?Voz B

Imagino que vai ficar bastante tempo por lá.

?Voz A

E ele tá fazendo bastante burburinho também, né, por conta do lançamento de Obsessão, né, que do convite também, né. Obsessão por conta da temática, né, que tem essa temática de você ter uma pessoa para você ali para sempre, né, você controlar a vida dela. O convite porque quem faz a direção desse filme é a Olivia Wilde, inclusive é a diretora desse filme também, né. Ela também tá nesse filme. Ela é uma diretora que gosta de aparecer bastante nos filmes dela, né.

?Voz B

Então ela é a azeitona selvagem.

?Voz A

Azeitona selvagem?

?Voz B

O que que é isso? Olivia Wilde.

?Voz A

Ah, nossa Senhora! Eu achei que era um termo do cinema, tipo quando o diretor ele aparece muito, ele é uma azeitona selvagem. E para esse filme, né, a diretora, né, Olivia, ela teve como inspiração o filme A Origem e Show de Truman.

?Voz B

Tem muito de Show de Truman.

?Voz A

Tem muito de Show de Truman.

?Voz B

A Origem eu acredito que sim, por conta das curiosidades desse filme, sabia? Então eu vejo muito de Matrix, tem muito de Matrix, tem muito de Ghost in the Shell.

?Voz A

Eu não sei por que que ela não colocou aqui Alice no País das Maravilhas, né? Porque a inspiração é totalmente, né, tipo, ela esqueceu o nome dos personagens.

?Voz B

Sim, é Ghost in the Shell por causa da trilha sonora.

?Voz A

Mas assim, tem muita inspiração, sabe? Imagino que ela tenha pegado também por conta de toda a história ali e tal, Alice no País das Maravilhas. É baseado num livro. Tem um livro que inclusive tava aqui nas curiosidades, eu acho que eu não coloquei. Acontece as mesmas coisas assim, sabe? Até o final lá da faca que coloca na barriga do cara, né, que é o Frank, que é quem controla tudo ali. Nesse livro também acontece as mesmas coisas.

Então assim, é bem baseado, é praticamente copia e cola do livro assim. Não copia e cola, né, porque se inspira e tudo tal, né. Mas o filme, ele não é a obra, uma adaptação do livro, mas tem bastante inspiração assim, sabe? Ele teve o orçamento de 20 milhões e ele faturou mais de 87 milhões também mundialmente. Tá pago. Interessante, porque eu fico pensando, será que ela tem uma relação assim, né? A gente vê nos bastidores que ela não tem uma relação legal com as pessoas, né?

Mas eu fico pensando, cara, 20 milhões, os atores que estão nesse filme, né, as atrizes, os atores, ou eles estavam ali começando um pouco ou o cachê deles era um pouco mais baixo mesmo, né? Porque assim, o filme 20 milhões tem toda uma questão de criar cenário, porque ali não existe, né? Então é uma cidade cenográfica ali. Tem o Caxias dos Atores, né? Fora, ela é a única atriz famosa do filme, mas os outros também são, não são grandes?

?Voz B

São coadjuvantes de luxo de outros filmes, inclusive a própria Olivia Wilde. Entendi.

?Voz A

Ele é o Harry Styles, que tem o Chris Pine, tem a participação dele tão pequenininha. É verdade. Tem um outro lá também que sempre faz uns filmes que eu não coloquei ele aqui, que é o vizinho, o que namora— namora, ó, ele é casado com a Bunny mesmo.

?Voz B

Mas ele é coadjuvante, tá tava sempre em vários filmes assim, né?

?Voz A

Ah, tá, entendi. Porque eu olhei assim, cara, eu conheço todos eles quase, sabe? O Nick Kroll.

?Voz B

É, então ele faz muita série, né? Faz série de comédia inclusive, bastante.

?Voz A

Sim, tem até uma curiosidade sobre esse filme relacionada a Florence Pugh. A princípio, a Olivia Wilde ia fazer o papel principal, né, de Alice, mas ela se colocou como coelhinho, né mesmo? É tipo a Bunny. Ela tinha visto Midsommar e aí ela adorou a atuação da Florence Pugh lá, trouxe ela para fazer aqui.

?Voz B

Ela tava começando, é porque Depois ela faz Adoráveis Mulheres, ela é uma coadjuvante no filme também. A Viúva Negra, que ela é protagonista depois, ela só estoura mesmo depois que ela vai para Marvel.

?Voz A

É bem isso. Ela tá em Oppenheimer também, 2023, né, que aí já é ano seguinte, né. Sim, mas ela tá muito bem nesse filme.

?Voz B

Sim, ela é uma excelente atriz.

?Voz A

Nossa, eu adoro ela! E ela é muito corporal também, né, ela atua muito com o rosto, com o corpo, tudo. Então é perfeita. Nossa, aqui também a gente tem o Harry Styles, né. Que tá fazendo Harry Styles. Ele tá em Dunkirk, eu não sabia que ele tava em Dunkirk. Em Eternos eu também não sabia, mas você— eu não lembrava dele em Eternos porque eu tinha assistido, mas eu assisti tipo assim.

?Voz B

Ele é o Starfox, ele aparece na cena pós-créditos de Eternos. Ele é o irmão eterno do Thanos.

?Voz A

É foda que ele não continuou, né?

?Voz B

Tipo, não sei se não apareceu mais nada de Eternos.

?Voz A

Tá nesse filme, ele não é um ator lá, aquelas coisas assim, tipo, enfim, né?

?Voz B

Ele é péssimo. Poderia ter pego outra pessoa, mas a gente sabe porque ele tá no filme, né?

?Voz A

E também temos o Chris Pine, né, que tá fazendo Frank aqui nesse filme. Ele tá em vários filmes, né, tipo muita comédia. Ele faz de tudo, né? Ele faz comédia romântica, ele tá em Mulher Maravilha também, que ele é o piloto lá do avião. Dungeons Dragons, tá muito bom o personagem dele, que ele é o bardo, né? Ah, é verdade, é verdade.

?Voz B

Mas ele faz muito filme, muito filme. Ele atua há muito tempo.

?Voz A

Inclusive, ele tá, se eu não me engano, ele tá nos Diários de Princesa, e ele vai estar no Diário de Princesa 3.

?Voz B

Eu Eu achei ele o melhor personagem, melhor ator para colocar nesse filme, porque ele é um personagem esquisito e ele é um cara esquisitão.

?Voz A

Ele é um cara esquisitão, ele tem a cara do personagem dele, sabe? Aquela pessoa bem controladora assim, porque aqui nesse filme ele é quem controla tudo. Eu não sei se ele é o dono da empresa, porque ele lá, ele é o dono da empresa, né? Eu imagino que sim, porque inclusive na cena em que o Jack, que é o Harry Styles, o Jack ele é promovido Eles estão dançando lá, né. E o Jack, ele tá dançando de uma forma muito estranha, assim, sabe.

E isso foi proposital, porque ele tá dançando meio que um boneco de ventríloquo. E aí, o Frank tá atrás falando: Dança, Frank! Dance, Jack! Dance, Jack! E no palco aparece escrito: Vamos fazer ele girar, vamos! E aí, cara, então significa que ele tá controlando. Então todas as situações ali, parece que ele tá controlando tudo. Até o que os caras fazem lá dentro. Então ele é o chefe-mor de tudo aquilo lá. Sabe? Então isso que eu achei muito interessante. Esse filme, ele tem muitas dessas nuances assim, né?

?Voz B

Ele tem subtexto bem legal assim o tempo todo, praticamente, né?

?Voz A

Inclusive tem o momento em que a Margaret, ela tá— Margaret é aquela que cai do prédio, cai da casa, né? Se joga, né, da casa. Que a história que eles contam é que ela caiu da janela enquanto ela tava limpando a janela, né? Então cortou o pescoço quando tava limpando a janela, né? Se jogou, cortou o papel. Cortou com papel, cortou com papel. Vocês nunca fizeram um cortinho no vão do dedo com papel? Aqui é o vão da cabeça e o corpo, né?

Então cortou. Esse filme é basicamente sobre gaslighting, né? Praticamente. Por exemplo, o Fábio pegou a garrafa e colocou no chão. E aí eu pego a garrafa e coloco na mesa. E o Fábio chega pra mim e fala, não, eu que coloquei na mesa. Eu falo, não, fui eu que coloquei. Não, fui eu que coloquei. E não, você tá ficando louca. Tipo assim, em nenhum momento a mulher é chamada de louca, mas ela parece.

?Voz B

Dentro do filme tem uma explicação rapidinha sobre isso, né? Alice fala pro Jack, fala assim: Ah, eu pedi ajuda e você me chamou de louca.

?Voz A

Porque assim, o gaslighting é basicamente um abuso psicológico, né? Que daí, no caso, o agressor, né, a outra pessoa, ela vai manipulando a informação. Então, por exemplo, vai negando fatos, mente, e você não tem nem como... Você não tem... Argumento ali pra você sobrepor algo.

?Voz B

Acontece também no filme no avião, né? Na hora do avião.

?Voz A

Acontece no avião.

?Voz B

Tem o gaslighting que acontece no filme.

?Voz A

E não é só do marido com ela, é do chefe, de todo mundo, né?

?Voz B

É com tudo, uhum.

?Voz A

Com todo mundo. Até entre as próprias mulheres ali. Ela vê um avião, o cara fala que não tá vendo nada. E existe o avião. Então assim, gaslighting é basicamente você tá sendo manipulada, você não tem nada tangível pra você provar. Porque a prova tá ali, tá acontecendo, sabe? Eu gostei muito desse filme. Porque pra mim, assim, ele materializou o que é um gaslighting. Tipo, ele colocou ali e você sabe, porque a gente tá assistindo, a gente sabe o que tá acontecendo.

E a gente vê acontecendo. E aí o cara fala que não. Eu falo, gente, tá todos os telespectadores com você, Florence Pugh, sabe? É isso. Então é... Então eu gostei muito, muito, muito, assim, sabe? Porque tem esse subtexto, tem o momento em que ela tem os lapsos ali, né, de que algo tá errado, algo tá estranho. É como se fosse uma intuição, sabe? Tipo, cara, eu tô sentindo que tem Eu alguma coisa errada. tô sentindo que tem algo ali, mas eu não sei explicar.

Porque eu não sei. Voltando ali na história da Margaret, ela vê, né... Tem um momento lá que o Jack é promovido, tudo, né. E aí tem todo um discurso bonito, né, antes dessa festa. A Margaret, ela meio que tá dizendo lá, não, porque aqui a gente não deveria estar aqui. Aqui tá tudo errado. E o marido dela leva ela pra um cantinho lá, leva ela pra casa de volta.

?Voz B

Não, é dentro, é um bangalôzinho dentro da casa do próprio Frank mesmo, né?

?Voz A

E aí a Alice tá percorrendo pelo espaço tudo e ela vê a Margaret ali. O marido dela fecha a porta. No que fecha a porta e fecha também a cortina, tudo, não lembro se ele fecha só a cortina ou a porta, porque no reflexo, que teoricamente deveria vir o reflexo dela, um jequitia ali assim rapidinho, sabe? Tem que essa imagem é muito rapidinha. Esse filme tem muito disso e é uma imagem da Alice com um um óculos de realidade aumentada.

Então, cara, esse filme é muito foda porque ela sabe que tá acontecendo também, entende?

?Voz B

Então as duas ali assim, até nos flashes do que a gente vê no final, né? Da coisa que ela vê na cama lá.

?Voz A

Sim, exatamente.

?Voz B

Então assim, ela faz balé, que é uma coisa que tá no flash, né?

?Voz A

Não se preocupe, querida, ele começa com um casal, né? No caso, essa história ela vem lá no final, né, pra gente, né? Porque tu começa nos anos 50, a gente acha que tá assistindo o mesmo filme dos anos 50. Tem algumas coisas assim que as pessoas corrigem, né, quando vão ver esse filme assim, quem não compreende muito bem o filme vai corrigindo, tipo, ah, mas não tinha sabonete líquido dos anos 50. Ah, mas o Frank, quando tá falando no microfone, ele segura o microfone que deveria segurar de frente, ele segura como microfone de hoje em dia.

Mas, cara, é que lá o contexto é, eles estão contemporâneos com a gente. Esse filme é de 2022, eles estão em 2022, só que a vida acontece em 2000, nos anos 50. Então as pessoas não pensam que, ai, tem que ter uns anos 50 na visão de uma pessoa atual de 2022, uma realidade criada, né?

?Voz B

Quer ver uma coisa assim que para mim é muito nítido? O pneu, isso eu não tinha prestado atenção, até porque eu nem sabia que sabonete não tinha, não existia sabonete líquido. Mas o pneu do ônibus é um pneu de ônibus novo. Sério?

?Voz A

Nossa, gente, eu não percebi isso na hora que a gente tava assistindo, né?

?Voz B

A gente já tinha assistido, a gente reassistiu o filme e eu olhei, eu falei, caraca, mano, é tipo, eu fiquei pensando assim, será que Será que a produção esqueceu ou é só um tipo, mas cara, é muito easter egg porque até a linguagem, né, o pessoal falar, mas ninguém falava assim em 2050.

?Voz A

Não falava porque eles não estão em 2050, 2050, estão no futuro, né? Mas eles não falavam mesmo, sabe? Ninguém ali é dos anos 50, todo mundo é de 2022, saca? Eles querem na real é o modo de vida dos anos 50, mas até porque a gente vê que tem lobotomia, né, em assim, a única coisa real ali é lobotomia, né, e as vestimentas. Foda isso, né, quando a gente vê essa questão da lobotomia que acontece tudo, né, ao longo do filme. Só agora eu vou contextualizar mesmo, porque eu tô meio que indo e voltando, indo e voltando, né.

Um marido que ele fica em casa lá e tal, né. Eu não sei com o que que ele trabalha, se ele trabalha, ele fica na internet o tempo inteiro.

?Voz B

Ele é um masculinista que flerta com red pill, que naquela época desse filme já existia, mas não era uma coisa que tá igual tá agora, né? Então tipo, esse filme ele entrou no momento muito bom inclusive, né? Tipo, de HBO Max, que não é uma Netflix, mas tipo entrou no momento onde essa questão de masculinismo, de red pill, esses é woke, essas merdas aí estão em alta por conta do macho achar que tá perdendo espaço, né? É que é o filme, é isso, o filme é exatamente isso.

?Voz A

Porque ele acha que tá perdendo espaço ali também enquanto marido, sei lá, porque ele quer que a esposa dele fique em casa assim, fique disponível para ele. Só que assim, eu não sei se ele trabalha, então quem que vai dar dinheiro para casa, sabe?

?Voz B

Então assim, cara, é uma parada muito falida assim. Primeiro que é como se fosse como se o Calvo do Campari criasse essa merda desse homem.

?Voz A

Com certeza ele criaria.

?Voz B

O Frank que é o Chris Pine, ele é o calvo do Campari. Ele é, ele fala coisas aleatórias que não fazem sentido nenhum, que soam como um coach. O Jack é um, assim, para o mundo dos Estados Unidos, ele é um loser porque não tem, não trabalha, é bancado pela mulher e tudo mais, né? Ela é uma mulher que faz o que ela gosta, apesar dela estar cansada e tal, só que ele não é satisfeito com aquilo. E aí ele quer inverter né? E por isso que é engraçado, que inverte e volta no tempo, né?

Dá um tempo onde as mulheres não trabalhavam, fazia— você depois até comentou comigo anteriormente, né, fora, em off, que essas mulheres quisessem trabalhar e sofriam lobotomia para não trabalhar. Isso é uma loucura do caralho.

?Voz A

Se elas quisessem sair do casamento, é lobotomia também, porque tá indo fora dos costumes.

?Voz B

Porque, cara, aquilo ali tá materializado muita coisa, que muito discurso de merda que tem na internet agora, né? E assim, esse discurso de merda tem proliferado bastante assim, em pessoas onde a gente não imagina. E aí de repente você ouve uma palavra de uma pessoa assim, isso é tão podre e tão complicado. Porque eu tô falando isso porque eu sou homem, eu convivo com muitos homens. Às vezes você pega uma palavrinha de um cara, às vezes não muito próximo, às vezes próximo, você fala, esse cara ele acompanha aquele conteúdo.

?Voz A

Como você falou, né, sempre numa palavrinha, num termo que a pessoa usa, que você fala, ah tá, já entendi.

?Voz B

Aí você fala, mas Fábio, como é que você sabe? Porque eu sou homem, eu nasci no mundo masculinista e Eu tô tentando mudar, mas eu meio que teoricamente, sem eu querer, eu fiz parte disso.

?Voz A

Sim, e assim, você é uma pessoa que também tá inserida, porque querendo ou não, outras mulheres na sua vida que também são pessoas que assim, são pessoas tipo feministas e tudo tal. Então você não é uma pessoa que rejeita essa ideia, sabe? Você é uma pessoa que tá ali e você não tá nem tipo, ah, estou aprendendo, como você falou. Cara, você é uma pessoa que tá em constante melhora, entende? Você não é uma pessoa péssima nem nada, você procura entender e tudo.

Então isso é diferente, isso é uma coisa que é É importante, assim, sabe? Não é uma coisa que é tipo, nossa, parabéns, né? Você é tipo, né?

?Voz B

É uma coisa que... Eu acho que é uma obrigação de todos os homens fazer isso, né?

?Voz A

Mas não é uma coisa que a gente... Um cara que respeita outras pessoas e respeita principalmente outras mulheres que não seja só mãe, irmã e mulher. Porque eu penso assim, cara, não é porque você tem mãe, irmã e mulher que você vai respeitar. Não, mas é que eu tenho mãe. Tá, beleza. Eu também tenho mãe, você tem mãe, todo mundo tem mãe. Mas você respeita sua colega de trabalho? Você respeita sua amiga? Você respeita outras pessoas, né?

Outras mulheres da sua vida? Que estão na sua vida, você consome mulheres assim? Tipo, não. Então tá, mano. Tipo assim, não significa que você gosta de mulher, porque sua mãe você tem que amar mesmo, sua esposa você teoricamente tem que amar, sua irmã você tem que amar. Pessoas que você não tem que amar, você admira elas, sabe assim? Você tá ali junto e tal. Ah não, nem sei o que estão fazendo. Então você não curte mulher, cara. Você gosta da sua mãe, irmã, esposa.

?Voz B

Esse mundo que é criado pelo Frank é tão merda. E os caras ficam com aquele discurso, ah, a gente está mudando o mundo. Cara, tem 72 pessoas conectadas, 72 pessoas. O mundo tem 8 bilhões de pessoas. E aí é legal porque isso diminui esse discurso, tipo, esse discurso red pill, discurso masculinista e tal. Ele é pequeno, só que ele é barulhento, é agressor, é assassino. A gente não, não desfaz disso. Mas esse filme, com uma pequena frase, ele diminui essa potência que esse movimento idiota acha que tem, entendeu?

?Voz A

É verdade. E é tão o cara querer, né, controlador mesmo, controlar tudo e achar que a mulher é uma propriedade dele. Que assim, quando você— ele tá lendo, né, todo o formulário para ele fazer parte do Projeto Vitória, porque aqui eles têm o Projeto Vitória, né, que o nome da cidade é Vitória e tal. Tem a inscrição ali, né, que o Jack tá preenchendo, e um dos tópicos é relacionamento pré-existente. Ele marca sim. Ele tem um relacionamento pré-existente real assim, né?

E ele marcou sim. Se ele quiser pegar qualquer mulher, vai pegar qualquer mulher, porque o que tá sendo efetivo ali é o que ele tá dizendo. Não que é. Então isso que é preocupante, sabe? Você olha e fala, cara, um dos casais ali, né, que inclusive é a Violet e o Bill, que é a que chega depois e tal, que vai do Alien lá, a menina do Alien, né, da série do Alien, que a gente fez podcast da série, que a gente fez podcast. Inclusive ela tá aqui no Alien tudo.

E aqui quem faz, né, é a Sydney Chandler, que é o nome dela, ela faz a Violet e filha filha do Lanterna Verde.

?Voz B

Ela é filha do Kyle Chandler, do Lanterna Verde, o Lanterna Verde da série que vai estrear hoje, que a gente vai assistir hoje na data da gravação. Mas para você que tá assistindo podcast, já estreou. Ela é filha dele.

?Voz A

A Olivia Wilde, ela falou para esse casal, né, para o Bill e para Violet, foram os únicos que não tiveram os seus papéis ali no roteiro. Eles tinham fala e tudo mais, mas a história do personagem foi os únicos que não tiveram história de personagem. Eles puderam criar a história que eles quisessem. Então isso ia mudar, né? Então tem o roteiro ali, a forma que ela ia falar, fazer a personagem, ia ser de acordo com o que a história do personagem, né?

A história da Violet e do Bill. Cara, foi incrível, porque o que que eles fizeram? Como eles já sabiam a história toda do filme, contexto e tudo, ela resolveu pensar que ela era uma mulher sequestrada pelo Bill que tá ali. Pô, faz sentido, faz sentido.

?Voz B

Porque daí faz sentido até com a questão questão de no formulário relacionamento pré-existente.

?Voz A

Sim, porque ela é uma mulher, ele quer essa mulher, relacionamento pré-existente.

?Voz B

Aí quando ela chega, ela fala assim, ah, eu tive uns flashes e falaram que é por causa do avião e tal. E é engraçado que o avião é uma questão nesse filme, né? Tipo, tem a única cena que eu não entendi porra nenhuma foi aquele avião que a Florence Pugh vê. Mas também tem muita questão do avião, da Violet, da Margaret, do filho dela brincar com avião, e na real o filho dela não existe, porque a gente sabe que crianças não estão lá de verdade, são E ela tinha um aviãozinho, né, que ela ficava arrastando.

Tem, cara, tem uma outra coisa que esse filme tem. Não sei se é uma inspiração, mas tem um quadrinho do Visão, o Visão da Marvel. Ele tem um quadrinho onde ele cria, acho que é do Tom King até, ele cria a família dele e tipo ninguém existe. Ele também, isso não tá ligado ali, mas ele e a Wanda também tem dois filhos que não existem lá no Hex, por exemplo, é da série da Wanda, né, é o WandaVision. Ela tem dois filhos com Visão.

Que não existe. Não existem lá. No caso é o contrário, ela que prendeu, ela que prendeu, né? Mas prendeu ele não porque ele não existia, mas ele tinha sido destruído, né? Até ele era uma materialização da mente dela. E é meio contemporâneo, sim, na época parecida, né?

?Voz A

Porque a gente vê até a questão da Bunny, né? Que a Bunny, quando ela vai contando a história dela lá no final do filme, nisso a Alice já sabe, né, todo, tudo que tá acontecendo já, já foi desvendado ali para ela, né? E ela diz, ai, Mas meus filhos, eu não quero deixar meus filhos aqui, ela comenta. Alice fala para ela, mas meus seus filhos não existem. Aí ela comenta uma coisa que eu fiquei pensando, cara, o marido dela é tão cruel, mas tão cruel, porque provavelmente os filhos dela são— ela teve um aborto, ou então os filhos já morreram, sei lá, de alguma forma.

E assim, ele trouxe eles de volta, sabe? E ela fala, mas aqui eles existem, lá eles não existem, aqui eles existem. E eu fiquei assim, mano, ele é muito cruel porque ele prendeu ela. É o lance de filho prende casamento, entende? Então esse filme trabalha com essa questão também. Então assim, se ele quiser separar dela, ela vai separar, mas ela vai perder tudo que ela tem e vai perder inclusive os filhos. Porque no mundo real não tem filho, não tem nada.

Filhos morreram, ela vai viver com uma tristeza aqui. Tanto é que os filhos dela nunca vão crescer, né? Porque vai ser criança para sempre.

?Voz B

A moça lá que tá grávida tem o tempo inteiro, que tá sempre grávida, né?

?Voz A

E a gente percebe que tá sempre grávida porque vai contando os dias, né? Projeto Vitória, dia 900 e não sei quanto. Cara, ela já tá grávida faz 3 anos, então 900 dias, né?

?Voz B

Então tem várias subtextas até no nome, né? O Jack Chamberlain, né, que chamber é câmara, né? Então ele meio que prende ela numa câmara dentro da cama, né, dentro do quarto e tal. Ele, esse filme, ele é o que eu na revisão eu gostei muito mais do que da primeira vez. Primeiro que da primeira vez a gente assistiu legendado e o Harry Styles é um péssimo Péssima atuação, péssima atuação. E eu fiquei preso com a péssima atuação dele, que a Florence Pugh engole ele porque ela é foda.

E agora dublado, pelo menos o dublador salvou, porque o dublador prometeu dar uma atuação melhor para ele.

?Voz A

Verdade.

?Voz B

Aí quando a gente assistiu esse filme, tava na pandemia, cabeça tá meio fodida, pô, né? A gente não tava no estado de vida bom para assistir um tipo de filme desse assim, né? Cheio desse subtexto de prisão e tal. Aí tem umas coisas que eu não gostei no filme. Eu achei que poderia ter mostrado um pouco mais fora. O final, ela salvou ela mesma, ela não salvou as outras pessoas, né? Porque a gente não sabe onde estão presas as outras pessoas também.

E ela acabou matando o marido. A gente não sabe se a esposa do Frank matou o Frank porque ela queria dominar tudo ou porque ela queria se libertar. A gente não sabe, porque aparentemente conivente com ele, mas todo mundo ali era conivente com seus maridos. Então a gente não sabe sabe, né? Eu acho que faltou um pouco desse background dela para a gente entender o porquê que ela matou. A Alice foi a causadora do motim. Tipo, a Bunny, a gente tem uma frase, a gente tem o background dela, e ela expõe a outra moça que tá grávida, que provavelmente é uma pessoa que não poderia ficar grávida e tá grávida para sempre ali.

Tem a outra, tem a Violet, que ela mesma fala que, ah, eu cheguei aqui. Agora, a esposa do Frank não. Eu fiquei pensando, será que a esposa do Frank Frank. É o Frank também.

?Voz A

Nossa, é verdade! Então matar ele é indiferente porque ele tá— nossa, gente, não pensei nisso.

?Voz B

Pensei, ou ele, ou ela não existe, ela é o Frank também, tá só matando para tipo dominar de uma outra forma.

?Voz A

Porque se for— nossa, que foda! Porque se for pensar bem, o Frank é tão merda que ele não deve ter uma esposa, não deve ter ninguém com ele.

?Voz B

Calvo do Campari, velho.

?Voz A

É, então faz sentido, porque se ele é muito sórdido desse jeito, ele vai querer ser a mulher para poder dominar todas as mulheres ali.

?Voz B

Caralho, foi isso que eu pensei, né, depois assim e tal. Porque a gente não tem muito do background de outros personagens, a não ser os personagens que estão ali em volta e de fora do mundo também, né. Eu achei que faltou um pouco o fora do mundo para a gente, porque assim, é, o filme é bom, eu gostei, mas a gente não tem muito fora do mundo, fora daquilo ali. Quando a gente descobre que simulação, a simulação, beleza, sai da simulação e mostra pra gente.

E ela podia se salvar fora da simulação e não dentro da simulação. Tipo, poderia mostrar ela conseguindo sair da simulação, mas e aí? E o fora, sabe?

?Voz A

Então o problema é ela tava sendo meio controlada ali, né? Então não tinha como ela sair sem chegar naquele momento, naquele prédio ali, naquela construção ali de espelho, sabe?

?Voz B

Então talvez ali ela ia sair um epílogo depois mostrando ela fora.

?Voz A

Talvez esse epílogo seja aquele, aquele último suspiro dela de tipo liberdade. Eu acho que sim, sabia? Porque isso mostra que tipo ela conseguiu se libertar, porque a gente não vê ela chorando, a gente não vê na verdade nada, né? Porque fica toda tela preta e ela faz: será que não é o momento que ela acorda lá na cama?

?Voz B

Aí é isso, ela deve esfaquear o cara Aí tudo bem, né?

?Voz A

Daí isso aí é o que a gente imagina assim, sabe? O que eu faria se eu fosse ela? Daí eu dar alguma coisa para ele beber ali e dizer que tipo ele fez isso.

?Voz B

Ou ele pode ter morrido já nesse tipo assim, igual Matrix, por exemplo. Entrou, morreu dentro da Matrix, morreu fora, né?

?Voz A

Talvez sim. Essa falta de explicação ela não me fez falta assim no filme, porque sabe quando você vai meio que completando com a sua mente assim, sabe? Tipo, ah, eu acho acho que é isso, eu acho que é aquilo. Essas nuances assim, sabe, de aparecer flashes de algo e tudo, para mim foi o suficiente para eu chegar e falar, cara, esse filme é muito bom, eu gostei.

?Voz B

Não, eu também gostei. Que ele assim, ele tem 2 horas de duração. Nossa, 2 horas! E aí ele fica tipo assim, a gente já sabe que é uma simulação e meio que, tá, ela saiu e agora, né? O que que a Alice fora da simulação vai fazer, né? Eu achei que poderia mostrar, eu não sei, eu senti falta. Não sei você que tá assistindo a gente, deixa nos comentários o que que você achou. Você acha que precisava mostrar fora, sabe, ou ficar só dentro da situação?

?Voz A

Porque assim, eu acho que lá eles mostram 3 perspectivas, né, tirando a Violet, né, que no caso ela tá ali, não sabe muito bem por que que ela tá ali e tal. Provavelmente foi sequestrada mesmo, né, e tudo. Então é, provavelmente não, né, porque a personagem dela ali no background ela criou sequestrada.

?Voz B

No final ela vai se afastando do cara, né, e E o cara fica assim, não, não, não, tipo desesperado, como se fosse pego, né?

?Voz A

Porque assim, ela não sabe porque ela tá ali, mas ela tá aceitando, tá indo, né? Agora a gente tem a Margaret, que ela realmente sabia o que tava acontecendo, queria falar para as pessoas e ninguém ouviu ela. Eu acho que até o motivo pelo qual a Alice ela se salva sem salvar outras pessoas é porque, cara, o quanto que a Margaret não foi considerada louca por todas as pessoas, inclusive pelas mulheres, porque ela tava falando outras pessoas, olha, gente, vamos salvar, vamos sair daqui, aqui não é nosso lugar, que ela acaba sendo morta e ela não existe mais e pronto.

A gente tem também Bunny, que ela sabe que é uma simulação, ela entende que tudo isso tá acontecendo, mas ela quer tudo isso. Então isso demonstra até essas pessoas, né, que tipo estão no relacionamento ruim, estão num relacionamento péssimo, porém não querem abandonar o status quo de estar no lugar perfeito, de não precisar trabalhar, ou querer trabalhar e entender que não pode, mas tipo, mano, vou simplesmente aceitar. Talvez pelo fato até de não conseguir sair, sei lá.

E aí a gente tem a Alice, que tá num relacionamento ruim, que sabe que tá num relacionamento ruim, e ela quer fugir também. Ela tenta ajudar as outras, assim como a Margaret. Só que assim, a Margaret em momento nenhum ela tentou se salvar, ela tentou salvar todo mundo. E olha o que aconteceu, ela acabou sumindo. Então a Alice foi pelo caminho do meio lá, Sabe? Ela sabe o que tá acontecendo, não quer aceitar. Tentou ajudar os outros, viu a Margaret morrendo.

Então todo mundo vai ter que ver isso por conta própria. Pá, e ela se salvou. Então eu acho que ela foi a pessoa mais sã ali, sabe? Mas eu acho que ela só foi sã porque ela não teve... Porque ela teve a Margaret como exemplo, entende? Porque se não tivesse, eu acho que ela iria querer salvar todo mundo. Porque ela, inclusive no jantar que tem ali da promoção, né, antes da promoção e tudo, Ela comenta que ali parece uma simulação.

Ela chega e fala: sua lua de mel foi aonde? Em tal lugar. A minha também. A sua foi aonde? Em tal lugar. Foi no hotel tal. Todo mundo foi no mesmo hotel, todo mundo foi no mesmo lugar. E você percebe que, cara, como que todo mundo tem a mesma história, sabe? Todas as mulheres têm a mesma história ali. Isso eu achei muito interessante, que ela vai tentando avisar, mas ninguém ouve ela.

?Voz B

E tem uma coisa também que eu acho que eu achei interessante, que eu não tinha pego da primeira vez é que assim, ela não é a especial, a escolhida. Ela, a simulação começa a falhar nela por falta de cuidado do marido, né? Porque ela tem, ela não pode ficar na simulação o tempo inteiro, né? Então pode, tem que desligar a simulação. Mas ele não, não ouve. Ele é um merda, ele não consegue, mano. O cara não consegue fazer um purê de batata, velho.

?Voz A

Não consegue fazer um purê de batata.

?Voz B

A água quente do apartamento dele parou de funcionar e ele não é capaz de consertar. Tudo bem, assim, depende. Eu entendo que tem gente que não é é capaz de consertar. Mas assim, velho, se você tá em casa e o outro está trabalhando, tenta. Puta, velho, liguei pro cara 500 vezes, o cara não veio, fui atrás de outra pessoa, sei lá, velho, se vira, mano.

?Voz A

E outra, mano, se você não consegue e você mostra que você tentou, sabe, tipo, cara, fui na cidade inteira, não tem água quente porque eu não consigo consertar isso, mas eu chamei a cidade inteira para vir, eles vão vir tal dia, cara, dá um caso, então, sabe? Tipo, chega e faz alguma coisa. O cara não é capaz de pedir um jantar, sabe assim?

?Voz B

Nem pedir, né? É só pegar o telefone, ligar, não, mas pegar o celular e pedir no iFood.

?Voz A

Então assim, cara, ele fala: ah, porque você não viu a mensagem, não sabia o que você queria. Mano, você tá com a pessoa, cara, em um ano você já sabe o que a pessoa gosta, que não gosta, sabe assim? Pelo menos por cima ali, entende? Tipo: ah, eu não sei o que ela gosta de comer, eu não vou, não sei fazer pizza, eu vou pede uma pizza, pede alguma coisa que ela gosta, sabe, mano? É muito foda. Então assim, que é o lance dela gostar muito da vida dela antes, assim, sabe, que fez isso com que ela acordasse com mais consciência.

?Voz B

Mas eu acho que foi falha do cara, né?

?Voz A

Foi falha dele. Até porque esses lapsos, com certeza foi falha dele.

?Voz B

É, não, até porque assim, não acontece só com ela, né? Acontece com a Margarete também, que possivelmente foi falha do cara.

?Voz A

Sim, com certeza. E tem um momento lá que a gente vê que ele tem, como ela fica com o olho totalmente aberto o tempo todo lá na cama, na vida real ali, meio Laranja Mecânica, né? Meio Laranja Mecânica, isso mesmo. E ele tem que colocar colírio, né, no olho dela para não secar nem nada. Tem um momento no filme que é até estranho quando você vê pela primeira vez, que ela tá limpando o copo e ela faz assim com o olho e volta. É uma coisa muito sutil ali, mas é para mostrar o que tá acontecendo.

Com certeza o olho dela tá meio estranho assim, sabe? Tá seco. Então, mano, é É muito, cara, esse filme é muito foda, sabe assim, por conta dessas nuances. Sobre o lance de Origem que a gente comentou, né, que uma das inspirações é o filme Origem. Quando a Alice, ela encontra, vai procurar lá o prontuário da Margaret, ela abre ali e ela vê tudo preto, ela não consegue ler o que tá acontecendo, então ela não entende. Quando a gente vê pela primeira vez, assim, né, é um burburinho lá da internet e tal.

Né, que quando você vê pela primeira vez você pensa, né, ah, tá escondido porque ela não pode ter acesso. Talvez esse daqui seja fácil para ela porque provavelmente qualquer um pode entrar aqui e pegar, deve estar tudo escondido. É, dizem que pelo fato de você no sonho não conseguir ler as coisas, escrever e tal, no caso ela tá vivendo meio que um sonho ali, entende? Então ela não consegue ler não porque ela não pode ler, mas porque talvez ela não seja capaz porque ela tá no estado de inconsciência.

Entra naquela parte do filme A Origem, entende? Que tudo ali tá no inconsciente, ela não tá vivendo consciência ali. Interessante. Eu achei bem legal essa parte, que daí pelo menos tem aquela explicação do motivo pelo qual ela não soube.

?Voz B

Eu já vejo de outro jeito, porque como é uma simulação, penso pela parte tecnológica. Como é simulação, ela não tem acesso àquilo. Eu já vejo dessa forma.

?Voz A

Pode ser, pode ser também. Limites depois escapam, e depois de você falar que assistiu a primeira vez, parará, não curtiu muito, agora você curtiu. Quero saber a sua nota.

?Voz B

Minha nota para este filme é 3,5.

?Voz A

Nossa!

?Voz B

Mas tem uma outra coisa que a gente ficou discutindo no final do filme, para você ver como é que realmente é uma simulação, que as pessoas não têm nem porra nenhuma. Tem um carro de 1961 dentro do filme, que é o Corvette, e é um carro que chega a 200 e tantos quilômetros, que a gente tava pesquisando. Eu não sou manjador de carro, mas Mas eu sei, mas por tanto, por jogar tanto videogame e carro de corrida, é, eu sei que nenhum daqueles carros que eles usam é capaz de alcançar um Corvette igual eles conseguem fazer.

Não é só porque o Corvette chega a 200 km/h, também porque é um carro aerodinâmico, um carro feito para isso, e ele é um carro muito mais leve, e ele é um carro com 11 anos de tecnologia de diferença dos outros carros, que são carros dos anos 50, né, que são carros pesados, rabo de esse carro são muito pesados e muito grandes, eles não correm tanto. Então aquilo é uma cena meio inverossímil assim para mim. Mas como é uma simulação, então verdade, ele pode falar que um carro assim que de 250 corre mais do que um carro.

?Voz A

Ele tá assim, né, brincando assim.

?Voz B

E você, qual que é a sua notinha para esse filme?

?Voz A

Minha nota é 4,5. Eu curti muito o filme. E a nossa média, Beats?

?Voz B

Nossa média é 4.

?Voz A

Aí, olha, passou de ano, passou gostoso de ano, muito bom.

?Voz B

Bom, deixa no comentário a sua opinião.

?Voz A

Eu quero saber a opinião dos nossos ouvintes agora. Então deixa seu comentário aqui, tanto no YouTube quanto no Spotify.

?Voz B

Se você quiser ouvir a gente em vídeo, estamos em vídeo no YouTube, no Spotify, em áudio nas demais plataformas. Se você tiver no Spotify, não esquece de dar 5 estrelinhas, estamos 125, a gente quer chegar a 150. Se você tiver no YouTube, não deixe de dar like, porque o like ajuda a impulsionar o vídeo. Um like ajuda 3 pessoas, 3 novas pessoas assistirem o filme. A 3 novas pessoas assistirem ao vídeo.

?Voz A

Se der pra hypar, hypa também.

?Voz B

Se der pra hypar, hypa. Não sei, nunca tentei hypar um vídeo nosso. Eu não sei se eu posso, talvez a gente não possa, né? Não sei.

?Voz A

É verdade.

?Voz B

Eu nunca entrei com o meu perfil particular pra ver.

?Voz A

E muito obrigada pra você que chegou até aqui. E pra continuar, vai assistir nosso episódio sobre obsessão.

?Voz B

Também vou recomendar o Casamento Sangrento.

?Voz A

Não esquece de se inscrever no nosso canal. Não se esquece de se inscrever no nosso canal. Até semana que vem.

?Voz B

Tchau!