Episódios de Alimentação e Sustentabilidade

Alimentação e Sustentabilidade #68 – Como funcionam a rastreabilidade e a certificação de carnes no Brasil

25 de maio de 20265min
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A pecuária bovina está associada a impactos socioambientais muito negativos no Brasil, mas ao mesmo tempo a atividade também tem potencial de contribuir para a regeneração dos ecossistemas quando boas práticas de manejo animal e de pastagem são adotadas. Rosana Maneschy, professora da Universidade Federal do Pará e pesquisadora parceira da Cátedra Josué de Castro da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, fala sobre a importância de garantir a rastreabilidade e certificação da cadeia bovina para que o consumidor saiba qual foi o modelo de produção que originou seu alimento.

Rosana explica como funcionam as fases de produção bovina. “As fases da pecuária bovina são: cria, recria e engorda. Na cria, ocorre o nascimento e a desmama dos bezerros, geralmente entre seis e oito meses, quando atingem cerca de 160 kg a 200 kg. Na Amazônia, essa fase é majoritariamente conduzida por agricultores familiares, com predominância de animais de dupla aptidão, isto é, voltados para leite e carne. Isso influencia o desempenho produtivo, porque esses animais tendem a ter ganho de peso mais lento e levam mais tempo até o abate, em comparação com rebanhos especializados de corte com genética melhorada. Na recria, os animais seguem em crescimento até cerca de 24 meses, alcançando entre 300 kg e 380 kg, e, na engorda, que dura de três a seis meses, chegam ao peso de abate, normalmente entre 480 kg e 550 kg.”

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