Mudar de perspectiva, com Gustavo Teixeira
Referência no universo da tatuagem, Gustavo Teixeira Franzoni tornou-se triatleta amador enquanto trata, desde 2007, um câncer. Autor do livro "Perspectiva Consciente - Você ainda tem tempo de mudar sua história, mas você quer?", ele compartilha ferramentas que nos ajudam a mudar de perspectiva para enxergar mais beleza na vida.
Acompanha o episódio #360 do podcast Jornada da Calma, apresentado por Helena Galante.
- Cancer e SaudeA jornada de tratamento do câncer desde 2007 · A importância da comunicação e da voz para superar a doença · A arte como ferramenta para lidar com a doença · A perspectiva positiva e propositiva diante da doença · A relação entre corpo, mente e tratamento
- Consciência e localização da menteMudança de perspectiva na vida · O processo de escrita do livro · A importância de escrever a própria história · A arte como ferramenta de expressão e sobrevivência · A relação entre arte e tatuagem
- Acessibilidade na ArteA arte como forma de expressão pessoal · A tatuagem como profissão e sonho de infância · A arte como fator de força e superação · A arte como meio de comunicação e mensagem
- Lição do IronmanA jornada no triatlo e a busca por superação · O desafio do Ironman e a mentalidade necessária · A relação entre esporte, tratamento e corpo · A importância do esporte para o corpo e a mente
Olá, sejam muito, muito bem-vindos ao podcast Jornada da Calma. Eu sou Helena Galante, companheira de Jornada de Vocês, e hoje eu tenho a alegria de receber aqui no estúdio o Gustavo Teixeira Franzoni. Ele que é autor desse livro incrível que eu estou lendo, Perspectiva Consciente, você ainda tem tempo de mudar sua história, mas você quer.
Ele também é podcaster, ele tem um podcast muito incrível que se chama Pode Curar-se, ele com a Pathy, que eu já tive a honra de estar lá também. Gu, que bom te receber agora aqui no Jornada, seja muito bem-vindo. Muito obrigado, muito obrigado mesmo pela oportunidade, porque eu falei, né, quando eu te conheci, eu achei muito legal, lá no podcast mesmo, né, esse bate-papo, essa sinergia, essa importância dos assuntos que a gente traz com tanto carinho, cuidado e atenção pra quem quer ouvir.
Eu acho que isso é uma forma da gente retribuir tudo o que a gente escutou para estar aqui e conseguir superar e levar a vida adiante. Então, muito obrigado mesmo pela presença, por me convidar e também por poder conversar com quem está aí escutando e assistindo.
Que legal. Eu fiquei muito... é engraçado, né? Quando a gente muda de lado, quando a gente está perguntando, quando a gente está respondendo. Mas eu acho que o gostoso é essa conexão que você falou, quando a gente está, na verdade, descobrindo o caminho um pouco juntos. Sim, sim. E eu sabia pouco da sua história quando a gente conversou. E quando você me entregou o livro e eu comecei a ler, eu fui me encantando um pouco por descobrir...
Quantas voltas o mundo teve que dar para você chegar aqui hoje. E esse processo de escrita do livro também foi um processo de você revisitar um pouco a sua própria trajetória. Quanto para você é importante isso? Comunicar, falar e escrever para até dar conta de tudo o que aconteceu. Eu acho muito engraçado que quando eu estava no colégio, quando eu ia falar eu gaguejava, eu travava.
ficava nervoso e travava. E aí eu quis, não sei porquê, mas eu queria superar esse trauma. E na faculdade, eu sou formado em cruzado de propaganda, eu falei, deixa que eu apresente, eu vou gaguejar, mas vou apresentar. Com certeza, Gustavo, sim que eu quero. E aí nisso comecei a superar esses meus traumas de gaguejar e aprendi com o tempo a me comunicar. E eu acho que isso foi realmente a importância para eu conseguir dar voz a esses assuntos que a gente tem que conversar. E o livro foi extremamente importante.
Eu acho que todo mundo precisa escrever, não precisa nem publicar. Mas você escrever a sua história, você encontra padrões que você segue, que você precisa mudar. Você vê o quão forte você é perante tudo que você passa. E pra mim não tem história maior ou menor. A sua história é mais importante porque é a sua, que você sente na pele, aquilo que está latente em você.
E eu acho que esse livro foi muito importante para me conectar com o Gustavo e descobrir quem é o Gustavo. Tanto que o livro... Isso eu já posso dar um spoiler já. Você está lendo ainda? Estou lendo, mas... Começa com uma pergunta e o livro acaba com uma pergunta. Tanto que eu acabei o livro com uma pergunta e na hora de definir a capa, eu falei, a capa também tem que ser uma pergunta. Também tem que ser porque sempre vai ficar essas suas decisões, essas suas dúvidas.
Então foi muito importante escrever, reviver os momentos. Teve parte do livro que eu tive que pular porque...
Não estava preparado para poder falar, parte do meu pai que não estava no livro ainda não estava preparado para poder escrever, parte que eu ia que voltava. Então, nossa, foi maravilhoso escrever. Nunca imaginei, eu acho que na história, na minha história, se eu fosse ticar algumas coisas, escrita estaria a última. Porque eu sou da arte, sou do desenho, escrita não. Mas fico muito feliz de ter escrito o livro mesmo.
Eu acho legal isso que você falou sobre todo mundo precisar escrever. Não é que todo mundo precisa publicar um livro, ter um filho plantar uma árvore, não acho que é isso, mas todo mundo precisa escrever. Como é esse processo um pouco terapêutico de você entender tudo o que acontece com a gente. Mas você falou que você é da arte, você é tatuador.
Claramente, gosta de tatuagem, estamos aqui um pouquinho. Você estava me contando também que a arte do livro, toda a arte, você fez e foi trabalhando tudo. Eu queria começar te perguntando um pouco sobre essa forma de expressão, porque ela, para mim, é muito distante. Eu...
Tentar desenhar qualquer coisa vai ficar muito difícil. Eu não consigo me expressar, não consigo nem entender. Mas, ao mesmo tempo, eu gosto muito. Eu recebo essa comunicação de uma forma muito intensa, mas eu não consigo me expressar através dos desenhos. Como foi que você foi entendendo essa forma de se comunicar? E também dentro da tatuagem e achando esse caminho do tribal e da experimentação.
Para mim, qualquer tipo de arte é arte, seja um desenho vulgamente feio ou bonito, porque a arte é você expressar o que você está sentindo. Às vezes, em dois traços, você expressa alguma coisa e ali faz sentido e acabou. Então, para mim, a arte é você expressar. E desde criança eu sempre desenhei, sempre gostei muito de desenhar.
Eu sempre fui muito colado na minha mãe e nas férias, a gente ficava junto sentado, ela comprava aquelas revistas de mangá, de sombra e luz, de corpo humano, e eu ficava junto, adesendo com ela. Isso eu sempre gostei muito e desenhava muito. A parede do meu quarto inteira é desenhada, as quatro paredes, o pedaço do teto, caixa de som, shape de skate, prancha, qualquer coisa que eu pudesse colocar arte, eu tinha que colocar. Então, desde criança, a arte sempre teve presente comigo.
E a Tatu apareceu sempre também. Eu tinha, quando criança, dois sonhos. Ou ser surfista profissional ou ser tatuador. E eu consegui virar tatuador e o surf é de esporte. Se fosse o inverso, com certeza, eu não teria a parte da Tatu. Então, eu fico muito feliz de ter um sonho de criança e ter realizado, que é trabalhar com a arte, que é o que me dá muita força também para...
passar tudo o que eu passei, que no livro também conto, a arte foi e é um fator principal para eu entrar no mundo do Gustavo, na bolha do Gustavo, porque na arte é o que mando, eu que escolho que desenho que eu faço, que elemento que eu faço. Então, até tem que ter uma passagem no livro, na minha vida, que foi muito importante, que eu lembro que quando eu fiz duas vezes transplante de medula, comecei a tratar em 2007, para contextualizar, desde 2007 eu trato de um câncer, linfoma de Hodgkin, e em 2012, 2013, eu tive que fazer dois transplantes de medula.
E, pô, é os médicos? Tá, faz exame, faz cirurgia, toma isso, come aquilo, toma banho agora. Você não manda em nada, você só obedece ordem. E não desenha o que mandava. Eu que escolhia que elemento, que cor, que formato. Eu entrava ali na minha bolha. E o mais engraçado...
como a gente cria ferramentas para a gente sobreviver. Eu fazia três, quatro desenhos por dia e eu não acabava um desenho. Pode ser que faltava um quadradinho para pintar. Eu deixava no outro dia para preencher, porque eu queria estar vivo para no outro dia continuar. Então a arte me deu força. O primeiro livro que eu publiquei, na verdade, foi de desenho, que eu criei no hospital. Eu fiquei 15 dias internado, porque começou a dar febre, o tratamento estava dando direito.
Fiquei internado, não tinha o que fazer e comecei na peste de desenhar. Então a arte sempre...
Eu acho que Deus falou, Gustavo, você vai passar por muita coisa, mas você vai ter um prazer muito bom que é arte. E também a arte da tatuagem me colocou num patamar muito grande dentro realmente da parte da tatuagem, onde eu tenho um nome grande dentro do tribal, mas eu entendi que é a forma de eu me inserir num mundo um pouco diferente para levar a minha história.
Não é que eu tenho fama só por ter. Não, é isso atrelado à sua história. E aí cada vez mais eu tento me enfiar no mundo da tatuagem e passar minha mensagem. Então é isso que eu fico muito mais feliz. Agora quando as pessoas não vêm só falar comigo pela tatuagem. Gustavo, a sua história me transformou. Minha mãe leu o seu livro, eu vi um poste seu que está tratando e se transformou. Nossa, isso é... Ai, estou no caminho certo.
Nossa, acho tão importante ouvir você falar disso, porque eu até tenho um... Talvez seja uma trava, não sei, ou um cuidado, e principalmente depois de ter passado eu por um tratamento de câncer também, que...
Eu sempre tinha um pânico de virar a paciente, como se isso fosse a minha identidade. E você é tanta coisa, e você faz tanta coisa, e junto com isso você trata desde 2007 de um câncer. Isso é uma parte sua, essa não é a sua parte inteira. Como é que foi para você também entender o quanto falar ou o quanto não falar? E como você cuidou também para isso?
não ser tudo e ter espaço para sua arte, ter espaço para sua vontade, para sua autonomia que você valoriza tanto, por exemplo. Eu percebi, na verdade, tudo que eu faço de me comunicar é para o Gustavo de 2007, quando descobri o câncer. Se eu tivesse encontrado um Gustavo que mostrasse que você vai sofrer, você vai passar por muita coisa, como todo mundo passa.
Mas você não precisa dar tanta importância para isso. Todo mundo sofre. Olha o lado positivo. Você vai pegar cachorro, você vai pegar carro do sonho, você vai ter a profissão, você vai viajar, você vai ser uma pessoa normal. Então eu faço isso para o Gustavo de 2007. Para as pessoas que estão descobrindo um diagnóstico ou estão perdidas, calma, é possível. E em 2018 foi que eu comecei a me comunicar mais.
Eu falo, é muito difícil contar do Gustavo tratamento e tatu separado, porque anda junto. Em 2018, eu participei do Tatuí, que é uma comissão de tatuagem, e eu levei um cliente que eu fechei o corpo inteiro dele, parte de cima toda. E eu só queria pegar pelo menos terceiro lugar. A gente quer o primeiro, mas eu quero pelo menos ficar em terceiro. Pode. O que eu posso é subir no palco para poder passar a mensagem. Fiquei em segundo lugar.
Peguei o microfone e falei, gente, essa tatuagem eu fiz durante três anos, eu estava tratando, tive que parar a tatuagem e conseguir o prêmio. Então, assim, a minha carreira, eu comecei a tratar em 2007 e a tatua apareceu em 2009. Então, toda a carreira é tratando de um câncer. E eu estou aqui para poder mostrar que é possível ter seus sonhos. Meu, o pessoal levantou, bateu palma, que eu falei, meu, eu acho que eu tenho voz.
E aí cada vez mais eu comecei a me comunicar, quando eu ia tratar, quando tinha internação, quando tinha, enfim. E aí eu falei assim, eu acho que esse é o caminho. A arte é o que está me dando agora a voz para poder conversar com as pessoas. Primeiro eu atraí o olhar com a minha arte, agora eu estou tendo atenção com a minha vida. E aí foi que me transformou mesmo.
Nossa, isso é muito importante, porque a gente encontra a nossa voz, né? E acho que encontra o que falar. E no livro isso vai ficando muito claro, porque você vai contando a sua biografia, então um pouco do que foi acontecendo, mas principalmente de como você foi escolhendo olhar para isso. E esse lugar de tomada de decisão, né? Que é um lugar que você chama a gente com essas perguntas logo desde...
Aquelas cutucadas bem profundas, assim. Você vai chamando a gente também que está lendo para esse lugar de decisão. O quanto você tinha de, naturalmente, talvez uma tendência a olhar para esse lado positivo? Ou o quanto você acha que isso foi uma habilidade que você foi trabalhando? Ou uma soma das duas coisas?
É uma soma, mas o ambiente te molda muito, né? Em casa, graças a Deus, minha mãe e minha família sempre foram muito positivas. Minha mãe sempre gostou muito do lado espírita e autoajuda. Eu lembro que eu tinha 16, 15, 16 anos, eu comecei a fazer curso com o Luiz Gasparito. E eu ia lá no espaço dele, eu lembro que eu era o xodó das veiaradas, se eu posso dizer assim. A criança, né? A criança, porque ninguém ia. Homem também era difícil ir, porque tinha muito preconceito com ele também.
E eu ia e eu achava maravilhoso. Então eu fazia cursos e cursos. E eu, a minha madrinha e a minha mãe, a gente fazia muito curso. E isso começou a me despertar, mesmo antes de ter o câncer. Então eu vejo que a vida já estava me preparando para isso. Em 2007 foi o que eu comecei a tratar. Mas há uns dois anos antes eu já estava frequentando, lendo algumas coisinhas ou outras. Então isso foi o que me ajudou realmente a ter esse começo de mentalidade. E aí depois eu vi que eu tinha que buscar algo, porque senão sozinho não dava.
E aí eu fui treinando minha mente com exercícios, com coisas que eu consumo, cada vez mais para passar, para poder passar. Sim. Perspectiva é uma palavra importante, né? A primeira palavra do título e você conta também uma história de como essa palavra chegou até você. O que ela significa para você, perspectiva, e como a gente pode trabalhar a nossa própria perspectiva também. Já chegou nessa parte do livro? Ainda não, mas eu já sei, porque eu fiquei folhando aqui, eu sei que essa parte tem. Então eu quero te ouvir.
A parte da perspectiva onde eu conto, eu tomo muito atenção às coisas que acontecem na vida, né? Em significados, em palavras. E eu lembro que eu tive um sonho, que eu lembro que eu estava... Eu sempre sonho, quando a minha mente sonha com coisas de elevador, é uma forma que a minha mente quer mostrar alguma coisa para eu não acordar. Então, quando tem elevador, eu estou consciente no sonho. É muito louco. É a minha forma que o cérebro...
Tipo assim, ó, você não vai acordar e você presta atenção. E nisso aconteceu alguma coisa, que eu conto no livro.
Que aí eu vi, tipo assim, que veio a palavra, Gustavo, olha por outra perspectiva, olha outro elevador. E aí eu lembro que eu estava na praia, estava lá também, meio que eu tinha, eu fui para poder relaxar, para poder surfar, fazer esporte, travei as costas, não consegui fazer as coisas que eu queria e tive que mudar um pouco. E aí eu tive que realmente mudar a minha perspectiva.
E aí, quando eu estava voltando, depois eu estava em casa meditando, lá na praia, eu falei, mano, perspectiva, perspectiva. Eu lembro que eu estava olhando um pássaro, falei, nossa, deve ser muito louco ter perspectiva diferente da vida e tal. Eu falei, é perspectiva, a minha vida é moldada em perspectiva. É como... E aí eu também comecei a parar para refletir. Sempre quando o câncer aparecia, quando eu tinha uma dificuldade, eu era obrigado a olhar o outro lado. E aí, beleza, voltei para casa.
E aí tem um livrinho que a Márcia, que está lá no estúdio, deixa, que chama Mensagem dos Anjos. Tem, acho que, 200 páginas. Eu falei, deixa eu abrir. No que eu abri, acho que era 173, sei lá que página que era. Naquele trecho tinha também a palavra perspectiva. Eu falei, é isso. Essa é a vida do Gustavo, é como o Gustavo consegue fazer tudo. Porque eu lembro também que muitas pessoas falam, Gustavo, como você consegue ter essa força de vontade, tudo que você passa, o que já aconteceu? E eu ficava um pouco frustrado de não conseguir explicar.
E aí depois, pensando nisso, foi o que eu entendi. É a perspectiva. E a perspectiva consciente. Perspectiva que todo mundo tem. Mas é você trazer consciência para o que você quer olhar. E o livro traz essa noção. Daquela dificuldade, você tem que olhar o ruim para ver que lado você quer ir. Então a perspectiva...
Só num tatu que a médica não deixa mais, senão também é tatuar a perspectiva. Uma perspectiva grande, assim. E eu acho que é engraçado isso vir junto para você, num sonho com essa imagem do elevador, né? Porque é esse lugar que facilmente a gente muda de perspectiva.
A gente imagina como um pássaro olharia uma situação que é diferente da nossa, mas normalmente a nossa perspectiva é viciada, né? A gente olha a coisa de um jeito e a gente só olha a coisa de um jeito. E mudar esse ponto de vista, às vezes, depende de um chacoalhão da vida, né? E depende também de você.
E de você? Depende de você. É você mudar o ângulo. Você pode estar vendo a sua história daqui. Muda um pouquinho. Muda um pouco. Se aqui não está bom, vai mudando que chega o maior, você fala, agora faz sentido. E aí que você começa a mudar. Muita coisa acontece e toda hora eu também tenho que mudar essa perspectiva. Então, assim, escrever o livro, me comunicar, falar com as pessoas.
Eu falo, eu me escuto, né? A orelha mais perto é a minha. Então, pelo fato que eu falo, eu escuto e lembro de todos os ensinamentos, para os momentos difíceis, eu realmente ter que lembrar essa história do Gustavo e continuar para cima.
E como é para você essa... A gente usa muitas vezes a imagem da montanha-russa para a vida. Tem um momento que você está lá subindo, tem um momento que está descendo e está gostoso, tem um momento que você está desesperado. E todos esses momentos acontecem. E eu estou achando muito legal na leitura do seu livro, porque você é bastante transparente também. Você não fica durando a pílula, nem guardando. O que você sentiu, você conta o que você sentiu.
independente de que momento da montanha-russa você está. Como é para você fazer as pazes com essa instabilidade, talvez, que faz parte da vida, mas que eu, pelo menos, muitas vezes no meu sonho idealizado, você fala, ah, seria só um passeio no parque aqui, todo tranquilo, não ia ter tanta emoção assim. Tem furatão, tem tornado, tem carro não saindo voando da montanha-russa. Tanto que, pelo fato, você fala que eu sou transparente, né?
Eu estou agora novamente num pedaço da minha montanha russa, onde eu fui ontem na médica, e o tratamento vai mudar, porque eu fiz o PET scan, a doença deu uma descontrolada, então novamente a gente vai ver o que vai fazer. Provavelmente eu vou ter que fazer rádio, ela vai estudar, então assim, seria um...
Eu peguei o exame na segunda-feira. Olhei o exame, já, putz, que eu falo, posso dar aula de oncologia, que eu já entendo quase tudo, né? São 19 anos tratando. E eu falei, nossa, já estava sentindo também um escarocinho diferente e tal. Olhei o exame e falei, putz, vai mudar. Falei, mas eu achei engraçado que essa vez não me deu tristeza. Tipo assim, só a preocupação de como pode ser. Mas falei, tá bom, é isso. O que eu posso fazer?
Falei, já sei o que eu vou fazer. Eu quero entender mais o cérebro do Gustavo, porque naquele momento onde eu olhei o exame...
eu senti uma força maior de querer superar isso de novo. Eu falei, tá, tem alguma coisa a mais que eu faço que é diferente dos outros, assim, dessa força de vontade. Não falando que eu sou especial nem nada, mas alguma coisa quimicamente, não sei o que eu faço.
Eu falei, já sei, então nesse novo período aí de tratamento eu vou estudar neurociência positiva para poder entender meu cérebro, para poder me comunicar melhor com as pessoas. Porque o lado espiritual eu já entendo bastante. Esse outro lado eu quero entender mais para poder juntar e me comunicar mais ainda. Então veio essa nova dificuldade. O que eu posso fazer? Estou vindo de fazer uma pausa agora de neurociência e comportamento.
Maravilhoso. É o que faz sentido para mim. É muito... Para mim dá muita esperança te ouvir, assim. Porque eu ainda, talvez, emocionalmente, estou aprendendo a entender tudo que acontece, assim.
e tentar deixar também as emoções virem, não bloquear elas, ser transparente comigo mesmo e entender o que está acontecendo. Me conectar com pessoas tem sido muito importante também, essa troca que a gente está tendo agora me ensina e eu acho que isso é importante.
Mas é bom saber que também tem um outro jeito que talvez seja não só mais positivo, mas mais propositivo também, assim, que dá um sentido para as coisas que estão acontecendo. Você fala, tá, beleza, então agora eu vou entender o meu cérebro, o que está acontecendo. Já entendi espiritualmente, existencialmente, aqui é coisa, vou entender neurologicamente.
E eu queria te perguntar também sobre a questão do corpo, do físico, porque uma das coisas também que você faz, que você está inclusive com o casaco do Ironman, é o esporte de altíssima dificuldade também, uma entrega, um esforço gigante. Imagino que você conte no livro.
Eu ainda não cheguei nessa parte, mas eu queria te ouvir sobre como surgiu esse desejo e como é treinar e lidar também com essa... Não sei se máquina é a melhor palavra para a gente descrever o nosso corpo, mas esse organismo aqui que a gente está habitando.
Eu sempre fui de esporte, desde criança sempre fui de esporte, comecei a surfar, era criança, como eu falei, que era só um exercício de esporte, porque eu já gostava muito. Era goleiro de futsal e handbol, fazer ginástica, qualquer esporte, eu me enfiava no meio. Em 2018 também eu desenvolvi polo em neuropatia. Devido a tanto tempo de medicação, o corpo começou a travar. E na pandemia foi o ápice, que eu não conseguia se eu pulasse, se eu pulava e o corpo travava. Se eu fechava a mão assim, ela demorava para poder voltar.
Eu falei, nossa, ferrou. Ferrou. E aí os neudos falavam, alguns neudos falavam que era difícil voltar, que não tinha o que fazer, que era aceitar. E aí eu fui contra um pouco. Comecei a... Fui num outro neuro, que ele falou, Gustavo, você tem que realmente forçar um pouco o corpo para poder mostrar que é possível isso. Então quando travar, você força um pouco mais. E aí eu comecei a fazer pilates, acupuntura, RPG. Foram, acho que dois anos e meio, para eu conseguir mudar um pouco também da alimentação, para conseguir deixar o corpo bom.
para depois começar a treinar. Comecei a treinar normal e aí caí meio que de paraquedas no triatlo, tanto que foi quando eu conheci a Pathy, que eu comentei, que a Pathy ela é também triatleta, medalhista pelo Brasil nos Jogos Olímpicos, transplantados. Estava no Agacor fazendo exames, escutei o nome dela e aí entrei no triatlo.
Eu queria ir para os Jogos Olímpicos, mas eu lembro que não podia na época, porque eu fiz transplante com a minha medula e eles não aceitavam. Eu até brinquei, falei, pô, eu tenho dois transplantes, não vale um passo para poder ir? Só não, não pode, beleza. Eu falei, tá, para mim o ápice era ir nos Jogos Olímpicos.
Comecei a fazer as provas, comecei a subir os treinos e falei, eu acho que é possível, acho que dá para poder fazer um pouco mais. Conversei com a minha médica, que eu queria fazer o Ironman, o 70.3, não é o full. Ela falou que não, mas ela me conhece, ela sabe o que eu ia fazer, que eu ia treinar. Porque ela sabe que ia me deixar bem. Conversei com a minha assessoria também, com a DLB.
E eles falaram, Gustavo, vamos, vamos, então acompanhando tudo, exame de sangue e assim por diante. Foi difícil porque conciliar treino longo com o tratamento, eu perdi muito treino longo por causa da imunoterapia, que às vezes ficava um pouco cansado, no final de semana eu não ia forçar muito, mas consegui fazer a prova. Foi horrível a prova, tá? Foi horrível. Foi porque eu não estava muito bem preparado. Entendi.
Mas me deu uma mentalidade surreal. Porque eu lembro que eu quebrei logo no começo da bike. E aí eu nunca tive isso. Eu comecei a ter síndrome do pânico. Porque eu achava que eu ia ficar no final nos túneis parado, ninguém ia me pegar, ninguém ia me encontrar. Todo mundo me passava, não via mais ninguém em volta. Eu falei, mano, eu estou sozinho. E eu vou ficar aqui preso. Gustavo, quieto, você não tem isso. Continua pedalando.
E aí eu lembro que a gente pedala 1.9 km, desculpa, a gente nada 1.9 km, pedala 90 e corre 21. E a transição que a gente faz é na USP, a gente corre, dá 3 voltas 7 km. Eu lembro que quando eu estava chegando, eu falei, não quero mais fazer isso, eu quero provar isso para quem? E eu estava esgotado, com dor no rim, não estava tomando muita água, porque eu estava muito cansado. Quando eu comecei a chegar perto...
da corrida, eu escutei o pessoal gritando, comemorando, eu falei, eu tenho que viver isso. Eu tenho que sentir essa energia, o pessoal com megafone, o pessoal com cartaz. E eu lembro que quando eu estava chegando, assim, já para a parte da transição, eu vi uma moça que me segue, a Soninha, com cartaz, tipo, esmagando o câncer, vai, Gu! Falei, eu tenho que ir. A hora que eu peguei, parei e deixei a bike.
E aí que foi a maior briga que eu tive e como a gente se sabota. Eu lembro que eu deixei a bike, todas as bikes já estavam lá, todo mundo já estava correndo. Eu vi gente que estava com a medalha, eu peguei e deitei no chão e falei, não vou conseguir, estou muito cansado. Aí a mente, é Gustavo, você tem câncer, você colocou uma meta muito grande e você não vai conseguir de novo. Deixa seus sonhos para lá. Eu falei, não, eu vou conseguir, porque eu meditei muito, eu me vi passando com a plaquinha.
Eu falei, mas eu senti, é real. Então vai e levanta. Pô, eu tô cansado. Você é fraco, você tem câncer. Eu lembro que eu xinguei, coloquei o tênis, fui todo cambaleando.
E fui realmente fazer a prova. Tive algumas dificuldades de cansaço e tal, mas consegui finalizar. Eu encerrei a prova, mas consegui passar. Fiz em 8 horas e 34 minutos. Então, o que ficou disso? Quando eu achava que eu ia entregar a prova, que eu estava cansado no meu limite, eu consegui mais 3 horas e meia correndo. Então, isso me deu uma força. Eu acho que tudo isso do livro, do podcast, do Ironman, dessas conexões...
É para eu ter mais ferramenta para essa nova etapa do Gustavo. Então eu quero mais ferramenta ainda. Eu acho que nem o fato de desistir de ser forte. Não, é buscar ferramenta que faça sentido, que te deixe forte. O que para você te deixa forte? Seja fazer um yoga, uma meditação. É muito importante cuidar do corpo da mente. Então, o Ironman, o triatlon, o esporte em si é extremamente importante. Para o corpo, para a mente e para tudo. Eu sou um Ironman.
A pessoa fala que não conta semeio. Claro que conta, pelo amor de Deus. Quero ver fazendo tratamento, se consegue. Quero ver. Quero ver sem tratamento também. É muito difícil. É muito difícil, mas é muito legal. E eu acho muito legal porque você conta isso de um lugar que...
É além do lugar da superação. Eu entendo o lugar da superação. E ele motiva a gente também. É importante. A gente se coloca de frente de desafios. Também voluntários. Porque ninguém te obrigou a fazer. Você quis fazer. É muito diferente. O pior de tudo. Então, é importante. Mas para além da superação, eu acho que tem um aprendizado de vida que você traz. E você falou sobre essa questão da mentalidade.
E uma das frases que tem destacada no livro é essa, assim, a mente pode ser um labirinto ou uma ponte. Tudo depende da coragem de olhar para dentro. E eu fico pensando que você tem esse exercício muito grande de olhar para a sua própria mente, né? De olhar para esse labirinto que às vezes vai colocando a gente e fala, nossa, vai estar errado, ninguém vai vir me buscar e eu estou aqui sozinho. Ou para uma ponte de hora que eu acho que eu estou no maior cansaço da vida, eu na verdade ainda consigo correr mais três horas e meia, assim.
Você falou também das ferramentas, Gu. Quando você pensa na relação com a sua própria mente, hoje em dia, quais são essas ferramentas? E você falou dessas ferramentas novas. O que você sente falta ainda que você acha que, não, isso daqui eu tenho vontade de, talvez, ainda descobrir um outro jeito de poder lidar?
Eu acho que essa ferramenta nova que está vindo é a parte de entender mais agora o cérebro, mas entender mais como o cérebro realmente funciona. Tanto que eu já estou pegando livros para poder estudar, mas eu gosto muito, eu já fiz curso de reiki com o Sarguayahuasca, gosto muito, muito de meditação. Meditação é uma coisa que eu acho que deveria ser obrigada nas escolas ter.
Porque é extremamente... é a calma. É a sua jornada para a calma interior. A meditação. E muitas respostas eu tive meditando, muitas. Tanto que até que eu comento que o podcast com a Pathy foi numa meditação que eu tive. Vê, Gustavo, conversa com a Patrícia e faz um projeto para poder comunicar com as pessoas. Então, eu acho que assim, a gente tem que buscar ferramentas. Seja ela qual for. Se para você faz sentido, te faz bem.
Busque aquilo. A gente às vezes se afunda em vícios, em muita coisa negativa, que a gente tenta buscar a resposta. Eu acho que a gente sempre tenta buscar a resposta. Mas às vezes a gente vai para algum lado errado que não tenha resposta. A gente está mais se sedando do que realmente buscar a resposta. Eu acho que se fosse uma dica principal para todo mundo seria a meditação. Que é uma coisa que depende só de você.
Coloca um fone, uma guiada, fica num canto lá e silencia. Ah, eu não consigo e tudo mais. Beleza, eu também não conseguia. Eu tinha que fazer o exame do PET scan, que é 15 minutos parados, sedado. Hoje eu consigo ficar duas horas, às vezes até três horas quieto lá meditando. Tanto que de tanto que eu meditar, me deu trombose. Você tem ideia? Porque eu fiz 42 dias num preceito, ficar tanto com a perna cruzada assim, me deu trombose.
Ou seja, é bom se mexer um pouquinho também. Exato, pelo menos um pouco. Então, tudo tem o lado bom e ruim também, né? Mas eu acho que a parte da meditação seria a dica principal. Faça a meditação, porque vocês vão ver o nível que você consegue chegar dentro de você. É impressionante. Porque, para mim, tudo está dentro da gente, né? Tudo passa pela mente, para depois e para fora. Como que você enxerga o mundo exterior é como está o interior.
Então tem gente que vê... Aquilo que a gente também conversou, que tem até aquele corte maravilhoso seu, como que você vai enxergar o mundo pode estar muito difícil, mas busca olhar o lado bom e ser uma pessoa melhor. E a meditação traz muito isso para mim. Isso eu vou contar que eu dei uma espiada ali no final do livro, né? A gente faz isso quando dá vontade de começar. E no final eu acho que tem uma sensação que você traz de entrar em...
Em harmonia, talvez, com as coisas. Quando é uma superação desse sentimento de batalha também e de entrar em paz com você. Você, Gustavo, independente da doença, do tratamento, do diagnóstico. E isso, inclusive, depois que você escreveu o livro, a vida continua acontecendo. E as coisas continuaram acontecendo. Essa semana aconteceu. Enfim, novas informações. E tudo sempre continua acontecendo. E tudo sempre continua acontecendo.
Essa sensação de paz ou de calma, como a gente fala aqui, você sente ela hoje mais firme, assim, como se ela te acompanhasse mesmo em todos os lugares, ou ela, às vezes, também é um pouco fugidia, assim, sabe? Ela estava lá e aí ela...
Sumiu e agora não? Peraí, deixa eu voltar aqui para ela. É exatamente isso. Eu consigo voltar mais rápido para a paz. Porque pelo que eu percebi, a vida continua igual. A vida meio que não muda. Eu sofro, eu choro, eu rio, eu faço coisas que eu gosto. Tudo igual.
Mas eu percebi que nos momentos de dificuldade eu não fico mais tão preso naquilo. A minha tomada de decisão para perspectiva consciente e positiva é mais rápida. Então isso eu acho que foi o gatilho principal. Eu até tenho uma passagem no livro, uma coisa que também em Meditando veio, que o pessoal fala que é do inferno que se vê o paraíso.
que você vê a luz, você vê o lado bom. Mas para mim a ideia é a caminho do inferno que você vê o paraíso. Você não precisa chegar lá. Você para no meio do caminho e você sabe que você pode se afundar mais. Então já olha o lado bom. Então acho que a minha mentalidade, isso que eu quero entender, que eu quero estudar, para poder explicar, não só no sentimento, com mais às vezes ciência um pouco mais, essas coisas de padrões de hábitos.
em que momento ou o que eu faço que eu consigo ter essa tomada mais rápido então acho que é isso é a calma eu consigo puxar a calma mais rápido quando eu vejo ela ainda eu já tá não adianta vamos olhar calma já puxa a calma a paz o amor e quando precisar eu choro eu brigo eu xingo mas é rápido porque aí eu acho que fazer isso você dá espaço ao novo se você retém aquilo você está escondendo você está colocando por baixo por baixo então assim tô triste vou chorar vou ficar bravo depois
Tá bom, agora vamos trazer a paz. Então, acho que essa tomada de decisão é que eu consigo mais fácil ter essa paz, essa rapidez, não ficar preso naquilo.
Muito legal, porque muitas vezes as pessoas associam a calma com o que é devagar. E parece que você tem que ser lento para ser calmo. E, na verdade, às vezes uma tomada de decisão muito rápida é a coisa mais calma e em paz que você pode fazer, né? Tem um treino de urgência e para isso acho que a prontidão, tanto do esporte quanto da meditação e da própria arte também, né? Eu imagino que a hora que tem uma inspiração, a coisa tem que ser rápida, conecta, né? No fim.
É isso que você falou, que eu acho também importante o pessoal entender. Que o pessoal acha realmente que a calma é algo... Também é, mas você precisa chegar naquilo. E eu acho que quando você está estressado e irritado, buscar alguma coisa que te acalme. E isso pode ser rápido. Então, fazer um esporte, vai correr, vai meditar, vai desenhar, vai fazer alguma coisa que traga essa calma para você. Então, assim, essa vontade da calma tem que ser rápida para depois você conseguir ficar calmo.
Você falou de muitas vontades aqui também que você tem, desse estudo, por exemplo, do cérebro e da neurociência. Em algum momento entendi que tem outro livro nascendo também, não sei como é escrita, mas queria te perguntar dos sonhos que você tem hoje de realização. Que você quer esse quadradinho que a gente deixa, que você fala, não, isso daqui eu quero fazer. O que você quer fazer? Eu tenho muito em...
Uma outra passagem, eu conto todas as coisas que eu conto, também tem um livro, né? Mas teve uma passagem que eu tive 1% de chance de reverter um quadro, né? Estava tomando morfina, eu fiquei com mucosite, ficou em carnívoro da boca até o ânus, eu tomei muita medicação, nossa! E eu lembro que eu estava morrendo mesmo, né? E aí eu lembro que naquele momento que eu também tinha perdido a fé, tudo.
Não queria que ninguém fizesse nada para mim, não queria que Deus conversasse comigo, minha mãe dar os passos de luz, eu não queria nada, a medicina acabou. E quando eu escutei um enfermeiro conversando com a minha mãe, que a minha situação estava difícil, eu estava tomando morfino, eu estava maluco, morfino é uma beleza, você está sofrendo, mas você não sabe, né? Eu falei, nossa, eu acho que eu estou morrendo. Puts, olhei para o meu corpo e falei, nossa, eu estou muito magro, eu estou aqui há tanto tempo, eu para ficar quatro dias, estou quase 20.
Falei, nossa, meu Deus, Buda, Alá, o Gum, o Xossi, quem estiver do meu lado, por favor, me ajuda, eu quero viver. E aí o meu exame de sangue estava cada vez mais caindo, caindo, e quando eu pedi perdão, pedi ajuda, eu acho que eu resgatei essa vontade de viver, pedi para minha mãe dar o passe de luz dela também.
No dia seguinte, meu exame de sangue começou a mudar e eu estou aqui. Então eu falo, eu brinco, que eu devo ter feito um trato com Deus. Eu vou voltar, eu vou ter a minha vida, mas você vai ter que se comunicar, você vai ter que passar essa história para frente. A tatuagem é o que me dá o meu lucro financeiro, mesmo para eu poder ter a minha liberdade de fazer tudo, mas a minha vontade maior mesmo...
Se for alavancar, é eu cada vez mais conseguir me comunicar com as pessoas, montar palestra, igual o podcast que veio, numa meditação. Então eu vejo que eu estou realmente conseguindo. Eu estou buscando também ferramentas, primeiro para mim, para me acalmar, me trazer conhecimento para passar para as pessoas. Então eu tenho certeza que vocês vão ver mais do Gustavo aí rodando o mundo mesmo, conversando. É louco, mas eu tenho certeza disso.
Tanto da convicção de vida que eu tenho, essa convicção da minha voz para poder ajudar as pessoas.
Igual eu queria ajudar o Gustavo em 2007, o Gustavo e a família dele quando o Câncer apareceu, que achou que ia ali encerrar a história dele. Não, tem muita história do Gustavo para ajudar as pessoas ainda.
Deus do céu, Gustavo, é tudo que eu quero nessa vida. É ver isso. Queremos. Queria te agradecer muito. Me emocionei com você na primeira conversa. Me emociono com você agora de novo. Me emociono com você lendo. Que bom que você está aqui. Muito obrigado. Que bom que você está dividindo isso com a gente. Muito obrigada. Eu te agradeço. Foi muito bom. Obrigada, obrigada, Gu.
Obrigada a você também, companheiro de jornada. Mexeu aí fundo, né? Aqui também. Obrigada. Obrigada pela sua confiança, obrigada pela sua abertura. E a gente se vê na próxima segunda, no próximo Jornada da Calma. Um beijo. Tchau, tchau.