Episódios de Augustus Nicodemus

18. A Disciplina de Deus - (Hb 12:4-13)

05 de maio de 202638min
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Participantes neste episódio1
A

Augustus Nicodemus

HostPastor
Assuntos6
  • Obediencia a DeusSofrimento como disciplina divina · Sofrimento como prova de amor · Sofrimento como prova de filiação · Submissão à disciplina de Deus · Participação na santidade de Deus · Fruto pacífico de justiça e paz
  • Sofrimento humanoVisão bíblica vs. visão secular do sofrimento · Sofrimento como purificação da fé · Sofrimento como correção de caráter
  • Gonzalo Plata disciplinaTristeza momentânea e fruto pacífico · Crescimento e amadurecimento espiritual
  • Visão bíblica da depressãoFogo e fornalha para purificação · Disciplina paternal e açoites
  • Comparação e favoritismo parentalRespeito à autoridade paterna · Diferença entre disciplina terrena e divina · Objetivo da disciplina divina para a eternidade
  • Dia das MãesPapel da mãe na disciplina dos filhos · Amor paterno e materno na correção
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Carta aos Hebreus, capítulo 12, dando continuidade a nossa série de mensagens nesse livro. Hebreus, capítulo 12, de 4 a 13, onde o nosso autor explica aos seus leitores como eles deveriam agir debaixo dos sofrimentos considerados como uma disciplina da parte de Deus.

Ouçamos a leitura de toda a passagem. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até o sangue? Estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco. Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem diz mais quando por ele és reprovado. Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita todo filho a quem recebe.

É para a disciplina que perseverais. Deus os trata como filhos, pois que filho há que o pai não o corrige? Mas se estáis sem correção de que todos se têm tornado participantes, logo sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne que nos corrigiam e os respeitávamos. Não havemos de estar em muito maior submissão ao pai espiritual e então viveremos?

pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia. Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina com efeito no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza. Ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por eles excitados fruto de justiça.

Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trópicos e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco antes seja curado. Segui a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando diligentemente porque ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus, nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe e, por meio dela, muitos sejam contaminados.

nem haja algum impuro ou profano como foi Isaú, o qual por um repasto vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora com lágrimas o tivesse buscado. Até aqui a leitura da palavra de Deus. Meus irmãos, os sofrimentos que acontecem com os crentes em Jesus Cristo e Ashley Ashley

Eles têm vários objetivos, de acordo com aquilo que a Bíblia nos diz. Para quem não usa a Bíblia para entender a realidade, a dor, o mal e o sofrimento são coisas aleatórias, sem propósito e sem sentido. Mas para quem crê na Bíblia, nada acontece por acaso.

E de acordo com a Bíblia, os sofrimentos que vêm sobre os crentes têm como objetivo, entre outros, desapegar os seus corações das coisas desse mundo, fazê-los ansiar pela eternidade, mantê-los humildes e dependentes de Deus, e também é uma ocasião para que eles deem testemunho ao mundo da paz e da mansidão em Jesus Cristo.

Mas provavelmente o objetivo mais importante do sofrer na vida do crente é a correção dos erros de caráter, crença e conduta que todos nós temos. Não quer dizer, e não estou dizendo, que todo sofrimento sempre...

é Deus corrigindo algum erro, alguma heresia, algum pecado em nós. Mas o que eu estou dizendo é que, com frequência, o sofrimento é usado por Deus como disciplina para corrigir falhas no nosso pensamento, na nossa conduta, e nos amadurecer em alguma falta no nosso caráter.

A Bíblia, quando se refere ao sofrimento, usa várias figuras que mostram isso. E a mais importante delas é a ideia do fogo ou da fornalha. A nossa fé sendo um objeto precioso, ouro ou prata, que passa pela fornalha da aflição para ser purificada, para ser limpa dos elementos que a prejudicam e que a contaminam. Pedro, por exemplo, com frequência usa essa figura.

Lá na primeira de Pedro, capítulo 4, verso 2, ele diz assim, meus irmãos, não estranhem o fogo ardente que surge no meio de vocês, destinado a provar-vos. Estava se referindo então aos sofrimentos como sendo uma fornalha na qual a nossa fé, a nossa paciência, o nosso amor, o nosso caráter de maneira geral são provados.

E aqui no texto que eu li, o nosso autor usa uma outra figura, também muito comum na Bíblia, com respeito aos sofrimentos e o seu propósito, que é do sistema de correção de filhos. Aqui Deus é representado como um pai amoroso que castiga com açoites o seu filho para fazê-lo crescer, para corrigi-lo.

Talvez essa figura fizesse mais sentido naquela época em que as pessoas levavam a sério a criação de seus filhos. Levavam a sério a criação de seus filhos. Naquela época, no mundo oriental, na cultura hebraica, os filhos eram criados debaixo de disciplina estrita. Não quer dizer que era uma rigidez brutal, mas um amor que se revelava...

na preocupação com o caráter e a conduta dos filhos. Os pais estavam mais preocupados em dar aos filhos uma herança espiritual, moral, uma boa educação, do que deixar uma herança. E eles investiam nisso. Até no mundo greco-romano, isso era verdade. Os filhos dos nobres eram sujeitos a uma disciplina severa. Os pais contratavam tutores que se encarregavam de treinar os filhos.

E os filhos eram submetidos a um treinamento tão severo que mais pareciam escravos, que incluía estudos, exercícios físicos.

fazer tarefas as mais meniais, ou tarefas que pareciam absurdas, indignas, com o objetivo de que quando os filhos alcançassem a maioridade, eles tivessem condição, maturidade e preparação de herdar o nome da família e de herdar a herança da família. Então é nesse contexto que o nosso autor...

fala de Deus como um pai que disciplina e corrige seus filhos, visando o aproveitamento deles. Infelizmente, em nossos dias, essa imagem se perdeu um pouco. Porque ele faz uma pergunta aqui, qual é o pai que não corrige o seu filho? E nós diríamos, a maioria deles aqui. A resposta que ele está querendo é, não, não existe um pai que não corrija seu filho. Mas infelizmente, hoje a resposta seria, a maioria não corrige.

A maioria não disciplina, a maioria não ensina, a maioria não sujeita o filho à autoridade paterna e à orientação que vem da palavra de Deus. Hoje nós estamos falando, hoje é o dia das mães.

Eu estava pensando em como ia relacionar essa mensagem com as mães. Eu acho que encontrei aqui o caminho, não é? Encontrei aqui o caminho. É bem verdade que a figura é do pai, porque na Bíblia o pai é o responsável pela disciplina. Mas nós sabemos que se a mãe não estiver junto com ele, a disciplina dos filhos não vai acontecer. Não vai acontecer.

Essa passagem, então, só vai fazer sentido para nós se nós tivermos em mente esse quadro, que o ideal de Deus é que na família, o pai, responsável pelo bom andamento do seu lar, ele corrige, disciplina, castiga, açoita os seus filhos, não com o objetivo de destruí-los, mas de prepará-los para a vida, para que eles possam herdar o nome da família, para que eles sejam dignos da herança.

que o seu nome representa. E é claro, a mãe, embora em nenhum momento mencionada no texto, faz parte disso. Eu não vou fazer como aquele pregador que pregou sobre a mãe do filho pródigo. Porque a mãe do filho pródigo nem aparece na parábola, mas ele disse, bom, se é filha é porque tinha uma mãe. E aí fez as suas argumentações. Eu não vou cair nesse erro homilético.

Mas é claro que a gente sabe pela vida e pela experiência de que nenhum pai pode de fato exercer a sua função se a mãe, se a sua esposa como mãe não ajudar e não orientar na educação dos seus filhos.

Muito bem, esse então é o centro do nosso capítulo, que Deus como pai amoroso e a semelhança do que um pai terreno deveria fazer, ele usa o sofrimento para corrigir os seus filhos, com o objetivo de que eles sejam participantes do reino celestial. O nosso autor então faz cinco esclarecimentos sobre o sofrimento, versos de 4 a 11,

E em seguida ele menciona cinco atitudes que os seus leitores deveriam tomar debaixo do sofrimento. Lembremos que os nossos leitores aqui, os primeiros leitores, eles estavam passando por severos sofrimentos, estavam sendo perseguidos por causa de Cristo, assediados pela polícia, intimidados, havia ameaças, alguns haviam sido presos.

E com isso eles estavam muito tentados a voltar atrás, a abandonar a fé em Jesus Cristo, porque era por ela que eles estavam sofrendo, e voltar ao judaísmo, voltar à religião dos seus pais. Por isso era necessário que eles entendessem a razão do sofrimento e fossem orientados a respeito das atitudes corretas que deveriam tomar.

Em primeiro lugar, então, os cinco esclarecimentos a respeito do sofrimento que o nosso autor coloca. O primeiro deles é que ainda não estava tão ruim quanto poderia ser. Eles estavam querendo desanimar, mas ainda não tinha ficado tão ruim quanto poderia. Poderia ficar muito pior. Verso 4. Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até o sangue.

Eles estavam engajados numa luta e o adversário era o pecado. E embora o nosso autor aqui não mencione um pecado específico, é evidente pelo contexto que o pecado contra o qual eles estavam lutando era o pecado da incredulidade, da apostasia, do desânimo e de voltar atrás na fé em Jesus Cristo.

E era uma luta intensa. A palavra que é usada aqui para luta, na vossa luta, é a mesma palavra grega, é a mesma raiz grega de onde vem a nossa palavra agonia. Era uma luta agonizante. Era uma luta que...

os envolvia completamente ao ponto deles agonizarem no sofrimento. Só que apesar de ser uma luta intensa e agonizante, ela ainda não havia chegado, como diz o nosso autor, ao ponto do sangue. Eles eram como lutadores de luta livre, que estavam resistindo, apanhando de um adversário maior, mas ainda não tinham sangrado.

mas ainda não tinham sangrado, quer dizer, podia ficar muito pior. Quem já assistiu essas lutas livres aí sabe que, numa certa altura, o sangue começa a correr mesmo. Eles estavam na luta contra o pecado, mas ainda o sangue não tinha corrido, ou seja, podia ficar pior. Não é tão ruim como parece.

E essa é uma palavra boa para quem está sofrendo, porque às vezes quem está sofrendo acha, ah, eu nunca sofri tanto, não pode ficar pior do que isso, ninguém está sofrendo como eu. Nada diz o autor de Hebreus, eu não estou vendo nem o sangue correr do nariz ainda. Vocês não estão nem sangrando ainda.

E quando ele diz isso, imediatamente nós lembramos dos outros lutadores que já foram mencionados. No capítulo 11, ele menciona heróis da fé, pessoas que também haviam lutado contra o pecado e dado testemunho de Cristo. E olha o que ele diz a partir do verso 35. Mulheres receberam pela ressurreição seus mortos, alguns foram torturados, não aceitando seu resgate para obter superior ressurreição.

Outros passaram pela prova de escárnios, açoites, algemas, prisões, verso 37, foram apedrejados, provados, cerrados no meio, mortos ao fio da espada, andaram peregrinos pelo mundo, nas cavernas, ora, diz o escritor de Hebreus, vocês não chegaram nem perto dos heróis da fé ainda.

Na luta de vocês contra o pecado, vocês não chegaram nem ao sangue. E um pouquinho antes ele tinha dito, olhem para Jesus, capítulo 2, 12, versos 2 e 3. Olhem firmemente para Jesus, o qual em troca da alegria que estava proposta, suportou a cruz e sangrou ali. Então tem dois exemplos de sangue, de pessoas que lutaram até o sangue para fazer a vontade de Deus. Eles não tinham chegado ainda nesse ponto.

Então está aqui a primeira explicação que ele dá a respeito do sofrimento. É que sempre pode ser pior. Não pense que não pode. Então é como se ele dissesse, para de reclamar. Você ainda não está sangrando, não estou vendo ainda o sangue descendo, como poderia acontecer. Lembra de Jesus que sangrou, lembra de outros que sangraram.

Mas, embora sua luta seja intensa, uma agonia, ela não chegou ao ponto do sangue ainda. Ela não chegou ao ponto do sangue ainda. Portanto, ainda não é a hora de desistir. Ainda não é a hora de jogar a toalha, mas de perseverar. A segunda explicação que ele dá a respeito do sofrimento é que os sofrimentos devem ser vistos como essa disciplina paternal de Deus. Versos 5 e 6.

Estais esquecidos da exortação que como a filhos discorre convosco, filho meu, não me nosprezas a correção que vem do Senhor, nem diz mais quando por ele és reprovado, porque o Senhor corrige a quem ama e açoita todo filho que recebe. Isso aqui está escrito em Provérbios 3, de 11 a 12.

Como os judeus, os leitores da carta, conheciam bem o Antigo Testamento e conheciam bem o livro de provérbios, e particularmente essa passagem que é citada muitas vezes no Novo Testamento. Esse capítulo de provérbios que é citado muitas vezes no Novo Testamento. Lá estava escrito que Deus castiga e corrige os filhos a quem ama e a quem recebe. Portanto, eles deveriam...

Evitar três coisas, que é o que geralmente acontece quando o menino está apanhando. Menino quando está apanhando, ele tem três reações. Criança quando está sendo disciplinada, ele pode ter três reações erradas. Primeira é esquecer. Verso 5, estáis esquecidos da exortação. Esquecer aqui significa não prestar atenção. Sabe menino que apanha e faz de conta que não está apanhando? Que está sendo disciplinado, que está sendo castigado, corrigido?

Ele diz, não estou nem aí, eu não importo com isso, não ligo.

Pode fazer o que quiser, para mim tanto faz. Então essa era a primeira atitude. O autor da carta aos hebreus diz, prestem atenção. Não esqueçam que está escrito, que Deus corrige os que são seus. Preste atenção no sofrimento, não leve o sofrimento à contrariedade e à adversidade em vão, ou como coisa leve, mas medite.

no motivo e na razão pelos quais essas coisas estão acontecendo.

Segunda atitude que eles não deveriam ter, ainda no verso 5, não menosprezar a correção de Deus. Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor. Menosprezer é pior do que esquecer, porque significa endurecer o coração, blasfemar contra Deus, colocar a culpa em Deus no meio do sofrimento, como às vezes alguns filhos fazem quando estão sendo disciplinados, se voltam contra os pais.

Em vez de se quebrantar, se humilhar e aceitar a correção, eles ficam raivosos, colocam a responsabilidade nos pais e o coração fica mais duro ainda. Mais duro ainda. Então é a segunda coisa que eles deveriam evitar, menosprezar a correção de Deus.

Terceira, não desmaiar. Aqui é o oposto. Tem crianças que debaixo da disciplina e da correção e do castigo, elas desmaiam, elas desanimam, elas perdem o ânimo, elas se tornam apáticas, elas desistem de tudo. Elas lamentam e se pudessem elas iriam embora, não quero mais saber dos meus pais, não quero mais saber da minha família.

Essa é a terceira atitude que nós não devemos ter debaixo do sofrimento como disciplina de Deus. Não desmaie, final do verso 5, nem desmais quando por Deus és reprovado. Reprovado no sentido de que Deus está usando o sofrimento porque ele viu alguma atitude sua errada, reprovou aquela atitude e está usando o sofrimento para corrigir. Então quando Deus fizer isso, não desmaie.

Tem gente que desmaia com muita facilidade, né? Tem outros que não. Tem gente que desmaia se vir sangue, né? Não tem gente assim? Se vir o sangue correndo, desmaia na hora. Outros são mais resistentes. Então, o que o nosso autor está dizendo aqui é o seguinte. Sejam resistentes. Não desanimem. São três atitudes, aliás, que ele diz que nós não devemos ter. Não. Não levem em pouca conta.

Não menospreze, mas também não desanime. A atitude correta, ele vai dizer mais adiante, nós devemos nos sujeitar a Deus e aprender, aceitar a correção de Deus, porque só assim nós podemos crescer. Mas antes dele dizer isso, ele explica por que nós não devemos menosprezar e desanimar. Ele diz no verso 6, é porque Deus faz isso porque nos ama.

Porque o Senhor corrige a quem ama e açoita todo filho a quem recebe. Eu sei que é muito difícil para um filho que está sendo açoitado dizer, isso é porque papai me ama. Eu sei que é. E é a mesma coisa na vida. Quando nós estamos no meio do sofrimento, no meio da dor, da perda, da morte, do acidente, da tragédia, do inesperado, da calamidade. É muito difícil a gente dizer, não, isso aqui é o amor de Deus por mim.

Mas nós não andamos por vista. Nós andamos por aquilo que a Bíblia diz. A palavra de Deus é a nossa única regra de fé e prática. E mesmo que você não sinta, e mesmo que não pareça, mas os açoites de Deus na sua vida são porque Ele ama você.

Porque ele corrige a todo filho que ama. A correção é prova de amor. Se você ama o seu filho, você vai corrigi-lo enquanto você tem a oportunidade. Amar o filho não é deixar ele fazer o que ele quer, crescer aprendendo o errado, desenvolver hábitos errados que vão prejudicá-lo depois como adulto. Se você ama o seu filho, você vai corrigi-lo enquanto você pode. De todos os meios possíveis. De todas as formas necessárias.

E isso nos leva ao próximo ponto, a terceira explicação dele, é que a correção, na verdade, é a prova, mais do que uma demonstração do amor de Deus, é a prova de que nós somos filhos dele. Está aí no verso 7 e 8.

É para a disciplina que perseverais, Deus vos trata como filhos, pois que filho há que o pai não corrige? Mas se estáis sem correção de que todos se têm tornado participantes, logo sois bastardos e não filhos. Ele diz aqui no início do verso 7 que o objetivo...

da nossa perseverança, ou seja, ficarmos firmes debaixo do castigo de Deus, sem desanimar, sem menosprezar e sem esquecer, o nosso alvo é aprender a disciplina. É para a disciplina que perseverais. A disciplina aqui é uma vida...

Cristã, disciplinada, equilibrada, madura, cheia do fruto da paz e da justiça. É o caráter cristão. É isso que Deus deseja. É para isso que nós perseveramos debaixo do sofrimento. É por isso que a gente aguenta os açoites de Deus, porque Ele está querendo nos ensinar a termos uma vida disciplinada. Só que Ele faz isso exatamente porque somos seus filhos. Versos 7 e 8, como eu disse naquela época.

Os filhos dos nobres, eles eram submetidos a um treinamento severo, até com escravos, antes de poder herdar o nome e a fortuna do pai. Então, mas o filho bastardo, o filho ilegítimo, o filho da amante, esse o pai, o nobre romano, ele sustentava. Mas ele não discipulava, ele não disciplinava, ele não corrigia, ele só dava o sustento, só pagava a pensão.

Mas o filho da esposa, o filho legítimo que ia herdar o nome dele, ele submetia a uma escola severa. Tinha que aprender, aprender muito, sofrer. Então, o sofrimento que vem sobre você com o açoite de Deus é a prova de que você é filho legítimo de Deus. E não um bastardo.

Quando uma pessoa, a pessoa pode se enganar aqui, não é? Ela pode imaginar que, ah, estou vivendo bem, está tudo dando certo na minha vida, mesmo que eu faça um monte de coisa errada, só dá a coisa certa, isso deve ser porque Deus me ama. Não. É exatamente o contrário. Porque se Deus amasse você, Ele não deixaria você continuar no erro. Se Deus amasse você, Ele ia mandar o açoite quando você erra.

Então não se iluda pensando que porque tudo vai bem na sua vida, isso é um sinal de que Deus lhe ama. Especialmente se você está fazendo alguma coisa errada. Porque na verdade pode ser um sinal de que você não é filho dele. Porque como vocês sabem...

Embora todos os seres humanos tenham sido feitos à imagem e semelhança de Deus, isso não significa que todos são filhos de Deus. E uma das marcas de ser filho de Deus é que a gente recebe o açoite dele. Por isso o sofrimento, longe de ser uma prova do desamor de Deus, é o contrário.

Na verdade é a prova do amor dele, porque o pai que ama o filho e quer o bem do filho, vai corrigir o filho. Vai disciplinar o filho, ainda que para isso tenha que infligir alguma medida de dor e sofrimento na criança.

Essa é a prova de que somos filhos de Deus, é a terceira explicação que o nosso autor está dando. A quarta é que para que essa disciplina funcione, produza efeito, é preciso que nós nos sujeitemos a Deus.

E aqui ele faz uma comparação entre os pais terrenos e a nossa sujeição a eles, e a Deus como pai espiritual e a nossa submissão a ele, versos 9 e 10. Além disso, tínhamos os nossos pais, segundo a carne, que nos corrigiam e os respeitávamos. Não havemos de estar em muito maior submissão ao pai espiritual e então viveremos?

Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia. Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes na sua santidade. Ele está fazendo uma comparação aqui que fazia perfeito sentido naquela época, eu já disse. Ele diz assim, olha, nós tínhamos os nossos pais, segundo a carne, que nos corrigiam. Naquela época isso é verdade.

Infelizmente hoje, como eu já disse, nem sempre acontece, pai não corrige filho. E ele diz, e nós os respeitávamos. Também era verdade naquela época que os filhos respeitavam os pais. Hoje em dia é muito difícil encontrar um filho que mostre de fato respeito aos seus pais. Acato. Honra.

Você vê muita rebeldia, rebelião, desprezo, tratamento indigno do pai, da mãe. Mas como eu disse, a Bíblia que é a nossa regra de fé e prática, de acordo com ela, compete ao pai corrigir o filho e compete ao filho se sujeitar ao pai. E é partindo desse paradigma que ele faz a comparação ou paralelo com a correção que vem de Deus.

Ele diz assim, os nossos pais nos disciplinavam

por pouco tempo, é só o tempo da nossa vida, faziam isso conforme achavam correto, portanto eram limitados, e visavam somente corrigir falhas e defeitos presentes. Em contraste, Deus é o nosso Pai espiritual, Ele não é o Pai carnal, mas o Pai espiritual, que sabe todas as coisas, Ele nos disciplina aqui para que nós sejamos participantes na eternidade da sua santidade.

Esse é o alvo dele. Portanto, aí vem a pergunta, que está no verso 9. Não haveremos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual? Se nós, como filhos, nos sujeitávamos a papai e mamãe quando nos corrigiam, acatávamos, nos quebrantávamos e obedecíamos quando éramos crianças?

Muito mais então não deveríamos nós nos sujeitar, nos humilhar diante de Deus, quando Ele nos corrige com a soite da dor e do sofrimento, e dizer, Senhor, corrija a minha vida, aqui estou eu diante de Ti, eu quero mudar. Eu sei que isso está acontecendo para o meu bem, por favor me ensina.

Esse é um argumento muito forte, mas que pressupõe esse paradigma de que pais corrigem seus filhos e que os filhos se humilham diante da correção do pai para obedecer e fazer o que é certo. E queridos, prestem atenção no que ele diz aqui. O objetivo de Deus, final do verso 10, é que nós sejamos participantes da sua santidade. O nosso Deus é santo.

O nosso Deus ama a pureza. O nosso Deus é reto, justo e verdadeiro. A santidade de Deus fala da sua glória, da sua beleza, da pureza de Deus. E Ele quer que nós participemos dessa qualidade dEle. Esse é um dos atributos transferíveis de Deus, a santidade. Tem coisas de Deus que Ele não pode transferir. Transferir onipotência, onisciência...

Onipresença, eternidade, infinitude, isso Deus não transfere para as suas criaturas. Mas tem outras coisas em Deus que ele transmite, que ele transfere, e uma delas é santidade.

Deus quer que nós sejamos participantes da sua santidade. Nós nunca seremos igual a Deus, mas nós podemos participar da santidade dEle. Isso começa aqui. Enquanto nós estamos aqui, os açoites de Deus é para isso. Aprenda a ser santo, aprenda a fazer o que eu gosto, diz Deus, e deixe de fazer o que eu não gosto. Ande no meu caminho, obedeça as minhas leis, ande no Espírito, ame o meu filho Jesus.

Deus quer nos fazer participantes da sua santidade, não só agora, mas também em toda a eternidade. Os nossos pais nos corrigem por um pouco tempo e depois nós morremos. Eles morrem e nós morremos, mas a correção de Deus diz aqui, redunda em vida. Final do verso 9, Então, havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e então viveremos.

E não viveremos de qualquer maneira, viveremos como participantes da sua santidade. É isso que é a glória, é isso que é o céu, é isso que nós almejamos, ser santos como Deus é. E isso um dia irá acontecer, mas Deus está nos preparando para isso, está nos disciplinando e nos corrigindo para isso. A última explicação que ele dá aqui, queridos, a respeito da natureza do sofrimento, é que o resultado...

Final compensa. Verso 11. Toda disciplina com efeito, no momento, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza. Ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados fruto de justiça.

Ou seja, no momento presente, a disciplina de Deus não parece de fato ser um motivo de alegria. Eu não me lembro disciplinando os meus quatro filhos de nenhum deles que ficava alegre no momento em que a gente tinha que sublinhar alguma verdade que tinha sido esquecida ou desobedecida. O que tinha era choro, o que tinha era rostinho triste.

Nariz fungando, lágrimas correndo, era isso que tinha. Então, no momento, não parecia motivo de tristeza. Mas eu não sei quantos de vocês, pais, se recordam que depois da disciplina aplicada, como a criança se alegrava. Quando passava aquele momento e ela aceitava, ela se sentia livre, ela se sentia feliz, abraçava a gente, beijava a gente, dizia o quanto nos amava. Eu tenho certeza que todo pai e toda mãe que corrigiu seu filho da maneira correta percebeu isso.

No momento era nariz fungando, lágrima escorrendo e tristeza no rosto. Mas depois um coração alegre, um sorriso, um beijo e um abraço. É assim que funciona também, no momento, o açoite de Deus. Ele não parece motivo de alegria, mas de tristeza. Aliás, o alvo de Deus é nos entristecer mesmo, é tirar do nosso rosto esse riso falso. E dizer, não está na hora de você estar rindo.

Você tem que chorar pelos seus pecados. Você tem que se entristecer pelo que você fez. Então a disciplina produz essa tristeza segundo Deus. E depois ela vai produzir, ainda verso 11, o fruto pacífico de justiça aos que têm sido exercitados pela disciplina.

aos que têm sido trabalhados pela disciplina, os que se submetem e acatam, depois vão colher o resultado, que é o fruto da justiça e da paz. Esse é um fruto difícil de obter, não é? Paz e justiça, santidade, tudo isso é coisa que Deus quer operar em nossa vida. Mas essas coisas, elas não vêm.

Somente indo à igreja, escutando sermões, lendo bons livros, fazendo a hora devocional, tudo isso ajuda. Essas coisas só acontecem na escola da vida. É claro, não estou dizendo só na escola da vida, no sentido de que Deus só usa isso. Mas Deus toma isso que nós aprendemos, por exemplo, aqui hoje, e na próxima vez que você estiver sofrendo, Deus vai dizer, lembra o que você escutou? É isso aqui que está acontecendo.

É na vida diária que Deus nos ensina, pela dor, pelo sofrimento, pela tristeza, pela perda. E o objetivo em tudo isso é o que Deus nos ensina.

que o nosso autor deseja que os seus leitores estejam cientes. É porque Deus nos ama e Ele visa o fim maior. Não tem jeito. Deus tem que cortar aqui, emendar ali, costurar acolá para nos fazer semelhantes a Seu Filho, para que nós sejamos participantes da Sua santidade.

Hoje à noite eu termino o sermão, porque ele acabou ficando muito longo, não é? E eu não quero aqui ser disciplinado pelo pastor por estourar o tempo da escola dominical. Hoje à noite nós continuaremos a segunda parte, mas deixe-me concluir com isso.

nós seríamos mais felizes, nós seríamos crentes melhores se nós usássemos o sofrimento que nos acontece, a perda, a contrariedade, como instrumento de Deus para nos corrigir.

E a orientação que eu daria a nós, a você, no dia de hoje, nessa manhã, é que quando a dor vier, quando o sofrimento vier, não faz mal você chorar, não faz mal você ficar triste, não faz mal você ficar abatido, mas não desanime, não menospreze a correção de Deus e não esqueça de que Deus faz isso com quem Ele ama. Isso não é um sinal do desfavor de Deus ou do desagrado de Deus, ao contrário.

É Deus fazendo o seu papel de pai. É isso que Ele está fazendo com você. E cabe a você perguntar, Senhor, exatamente o que o Senhor está querendo corrigir na minha vida? Onde é que eu preciso crescer? Às vezes você precisa aprender a ser mais humilde.

Às vezes você precisa aprender a dar mais tempo a Deus, porque você está muito envolvido com as coisas desse mundo, até legítimas, mas não tem tempo para Deus, não tem tempo para ler a palavra, para comunhão, para conversação, para estar participando com o povo de Deus, das coisas de Deus. Às vezes você está num relacionamento que não é bom para você. E Deus vem em cima. Se Ele ama você, Ele vem em cima. Cedo ou tarde Ele virá. E quando Ele vier, se submeta a Ele.

diga sim Senhor, obrigado, porque o Senhor me corrigiu. Obrigado que o Senhor me fez ver uma coisa que eu não estava vendo. Obrigado que o Senhor me dá a chance de eu crescer e de mudar. Que Deus abençoe a sua vida, meu irmão e minha irmã. E a última palavra é...

Hoje é o dia das mães, não é? E é claro, nós temos, e eu quero fazer duas aplicações, a primeira dela para as mães. Eu creio que está muito claro, embora o pai tenha sido o objeto principal do texto, a importância da disciplina do filho, a importância de corrigir o seu filho. E a segunda aplicação aqui é para os filhos. Eu espero que vocês tenham compreendido a importância de seus pais.

Embora a mãe não seja mencionada, ela está incluída aqui. A responsabilidade deles, portanto, quando papai e mamãe corrigem, quando papai e mamãe dizem não, não vai, coloca de castigo ou qualquer outra medida mais séria, é apenas dizendo eu amo você tanto que eu não vou deixar você fazer o que você quer. Eu te amo tanto que eu vou negar o teu desejo.

para o teu bem, porque eu sei melhor, porque eu já vivi mais, porque eu conheço o mundo.

no qual você está apenas começando a se aventurar. E que no dia das mães, então, hoje, você se lembre disso. E diga assim, mamãe, eu estou te dando um beijo, um abraço, não estou pedindo para você me dar uma surra, mas eu quero dizer que eu quero acatar a orientação que você e papai me derem para que eu possa ser melhor e servir a Deus. Amém?

Nosso Deus, oramos pela igreja, oramos pelos que sofrem, os que estão debaixo do teu açoite, dá que eles não menosprezem, dá que eles não esqueçam, e dá também que eles não desmaiem. Mas, Senhor, que entendam a tua mão bondosa, e que possam se corrigir, crescer, para serem participantes da tua santidade.

para viverem e produzirem o fruto pacífico de justiça. Oramos pelas mães aqui presentes também, por aquelas que têm filhos rebeldes.

Maridos omissos na disciplina dos filhos e na conduta do lar. Dá-lhes a tua graça e misericórdia. Oramos pelos pais da igreja que aqui se encontram. Ó Deus, que eles sejam levados à sua responsabilidade. Que eles possam refletir a paternidade divina. Amar o seu filho tanto que se preocupa com a vida dele e na correção dele. É o que nós te pedimos em nome de Jesus. Amém.

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