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Abstract #Ep. 13 da 4ª Temporada | Fonoaudiologia: Comunicação, Cuidado e Propósito

04 de maio de 202614min
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Neste episódio do Abstract, recebemos a professora Stella, fonoaudióloga convidada para a aula inaugural da primeira turma de Fonoaudiologia da Unidavi.
Em uma conversa inspiradora, falamos sobre a essência do cuidado e da comunicação, a importância de um atendimento humanizado, os desafios da profissão e as diversas oportunidades de atuação na área!
Mais do que técnica, ser fonoaudiólogo é atuar com ética, responsabilidade e sensibilidade, respeitando o tempo e a história de cada paciente.
Participantes neste episódio2
P

Professora Stella

Host
E

Estela

ConvidadoPodcaster
Assuntos5
  • Fonoaudiologia e CuidadoEssência do cuidado e comunicação · Atendimento humanizado · Desafios da profissão · Oportunidades de atuação · Ética, responsabilidade e sensibilidade
  • Mensagem para Futuros FonoaudiólogosProfissão com possibilidades de reinvenção · Realização pessoal · Busca por dar o seu melhor · Responsabilidade no cuidado do outro · Necessidade de estudo contínuo
  • Paternidade e MaternidadeDiagnóstico e identidade · Expectativas e desenvolvimento infantil · Gagueira e a importância da forma · Vínculo e estímulo parental · Trabalho em conjunto profissional-família
  • Atuação do FonoaudiólogoAperfeiçoamento da comunicação · Prevenção e reabilitação · Motricidade oral · Comunicação em equipes de saúde · Gestão do trabalho fonoaudiológico · Promoção e educação em saúde
  • Importância do lazer para desenvolvimento infantil e saúde públicaIdentificação precoce de patologias · Qualidade de vida na vida adulta · Tratamento com pais e professores · Escalas de desenvolvimento · Processos individuais de desenvolvimento
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Olá, para vocês que nos acompanham, mais um Abstract da Unidave. No episódio de hoje, possuímos uma convidada super especial, a professora Estela, que vai nos contar um pouquinho sobre a fonoaudiologia, que é o nosso curso, a gente está com a primeira turma. Então, professora Estela, muito bem-vinda. Gostaria que você se apresentasse. Quem é a Estela?

Boa tarde, eu sou Estela, sou fonaudióloga, sou professora da Univali em Itajaí, lá eu trabalho no curso de fonaudiologia, trabalho em disciplinas integradas e no mestrado em saúde e gestão do trabalho.

Hoje a gente está aqui contigo, que a gente vai fazer a nossa cerimônia do jaleco, né? A primeira turma da Fono. Eu gostaria de saber um pouquinho sobre o tema, do que você vai abordar com nossos acadêmicos, com a nossa primeira fase. Então, quando eu recebi o convite, né? Eu conversei com a Manu, a coordenadora, e pensei no tema Fonoaudiologia e Cuidado.

E, organizando a minha fala, eu relembrei o que é ser um aluno do primeiro período. Sim. Que é um momento de muitas descobertas sobre o curso em si e da vida universitária. Então, é um momento que, ao mesmo tempo, é de muita alegria, também de muitas dúvidas, inseguranças. E, dentro disso, eu pensei assim, o que liga os profissionais de saúde? Sim.

normalmente as pessoas que escolhem a área de saúde, elas têm o desejo de cuidar. E o que é cuidar? É entrar em contato com o outro, é entrar em relação. E nisso a gente chega no objeto da fonodiologia, que é a comunicação. Então, sem a comunicação, impossível esse contato. Então, a partir dessa questão do cuidado...

Eu vou entrar na questão da fonodiologia e eu fiz um levantamento da distribuição dos fonodiólogos em Santa Catarina e no Alto Vale, para mostrar para eles. Então, a fonodiologia existe aqui no Alto Vale, mas como está essa distribuição? Quais as possibilidades?

de integração deles na rede de atenção à saúde. Então, eu vou, a partir de uma reflexão deles chegando na universidade, até eles começarem a olhar também para essa questão do território.

onde eles irão atuar. Como é a nossa primeira turma da Fono, os acadêmicos, os estudantes que estão chegando na universidade, ou quando a gente teve o nosso processo seletivo, eles não conseguem imaginar qual é a grandeza de ser Fono, da Fonoaudiologia, né? Porque a gente não tem o curso na nossa região. A gente tem a Univali como referência, a gente agora tem a Uniplac também como referência. O que é ser Fono, Prof. Stella? Qual é a grandeza dessa profissão?

O fonoaudiólogo, eu acho que uma das alegrias mesmo de ser fonoaudiólogo é que a gente pode atuar em muita coisa. Sim, sim. Então, a gente pode atuar desde o aperfeiçoamento da comunicação. Então, vamos pensar, eu sou um jornalista e eu quero... eu vou fazer uma locução num jornal e que existe uma colocação específica.

Então, o fonaudiólogo pode ajudar, pode ajudar o ator a construir o personagem, pode ajudar os cantores a protegerem sua voz. Então, isso numa questão assim, antes dele ter alguma alteração, o fonaudiólogo já pode atuar.

Fazer a prevenção, né? Depois, quando já existe algum sinal de patologia, a gente pode atuar na reabilitação. Então, são os tratamentos, a gente atua com as dificuldades da comunicação desde origens neurológicas até origens emocionais.

Então, passa por vários quadros e envolve todo o ciclo da vida, desde o aprendizado da fala até os processos de finitude. E a gente tem também, então, atuação.

Acho que a Fono tem um leque bem abrangente, porque a gente tem questões que envolvem a questão da linguagem, da audição, que são...

Elas têm um componente subjetivo importante. E a gente tem áreas de atuação, como a motricidade oral, em que a gente vai trabalhar com musculatura. Então, acho que a gente consegue se identificar com diferentes perspectivas.

E, então, além disso, que é o contato direto com as pessoas, com os pacientes, com as pessoas que querem aperfeiçoar sua comunicação, a gente tem o trabalho com as equipes de saúde, que ele precisa ser mais explorado, a comunicação dentro da equipe.

E os aspectos também relacionados à gestão do trabalho do fonoaudiólogo na saúde. Então, eu acho que a gente pode lidar desde aspectos administrativos, que são ligados à gestão, terapêuticos.

E a parte onde eu trabalho mais, que é a questão da promoção e da educação e saúde, que é atuar para a criação de ambientes saudáveis em relação à comunicação. Então, aí já é uma parte bem nos territórios. Então, também facilitando esses processos de comunicação nos grupos.

E agora eu vou puxar um pouquinho pra mim. Vou lá, vou pegar um pouquinho do ambiente familiar, né? A Profitela conhece o Pietro, sabe das condições dele. E ontem eu me peguei em sala de aula, trazendo o estudo de caso pra fono e pros nutricionistas, né? E eu ando trazendo muita coisa relacionada ao bebê, a criança ali na primeira idade, né?

O que que tu vê de importância da gente estar identificando as patologias ou as dificuldades lá na primeira infância para ele chegar em uma vida adulta com uma qualidade de vida boa? O que que tu vê, assim, de importância da gente estar tratando esses pacientes junto com pais, com os professores, que a gente tem que ter essa conversa, né, para a gente levar a terapêutica do paciente mais a fio, assim, para dar uma qualidade melhor?

Qual é a importância disso? Agora eu puxei um pouquinho pro meu lado. Então, eu acho que a importância é... Daí é o meu olhar, né? Sim, isso. É o meu olhar. É o meu olhar. É da gente preservar essa relação mãe-bebê. Porque, assim, o que acontece? Às vezes, você recebe um diagnóstico. E esse diagnóstico...

passa a ser a pessoa. Ele não é mais a tua criança. Então, eu acho que é assim, porque a comunicação vai se desenvolver na relação. Então, para eu conseguir me comunicar com você, eu tenho que conseguir olhar, te ver, e ver como você está me respondendo.

Então, agora, se eu fico com uma expectativa que é além do que eu posso te dar, então você já não vai reagir a mim. Então, eu vou te dar um exemplo que é muito comum nos casos de gagueira. Certo. Então, a criança chega correndo para falar com a mãe com muita vontade de falar.

E a mãe, ela fica, o tempo todo que a criança está falando, ela fica calma, para e respira.

Então, o que acontece? A mensagem que está sendo passada para essa criança é que o que eu tenho para falar não é importante. O importante é a forma. E daí o que um fonoaudiólogo... Porque daí você me perguntou, tá, qual a importância disso? A importância disso é você ter alguém com quem você possa conversar, se relacionar e entender o comportamento do teu filho no vínculo.

E poder estimulá-lo do teu jeito. Você não vai ser uma fonoaudióloga. Sim. Mas você também tem as possibilidades de criar. Então, é um exemplo rapidinho que eu sempre conto em sala. Que eu tinha uma mãe que tinha uma criança. O filho dela era surdo.

E aí eu queria que ele percebesse que saía ar da boca dele, para depois perceber que tinha som, que mexia e tal. E daí eu falava, eu cheguei um dia para ela e falei, eu não consigo, não consigo fazer isso, o que será que a gente pode fazer? Aí na semana seguinte ela chegou no consultório e falou assim, Estela, eu consegui? Eu falei, é? Como?

Ah, Estela, eu via sempre que ele adorava quando o gato mexia a orelha, e o gato mexia a orelha quando ela soprava. Então, eu mostrei pra ele isso. E aí, ele adorou, e daí ele fazia. Então, quer dizer...

Quando que eu, num consultório, iria perceber isso? Sim, sim. Agora, quando que eu, num consultório, se eu não abro um espaço de diálogo com a mãe e dizendo assim, não, eu não sei tudo, né? Nós vamos trabalhar juntos pra acompanhar o teu filho, né? Então, eu acho que é... Daí, por isso que eu falo que esse é o meu olhar, né? De um trabalho em conjunto. Sim, sim.

E entendendo que a gente tem escalas de desenvolvimento, mas que cada um vai ter o seu próprio desenvolvimento. Não é uma receita pronta. Não tem assim, vamos seguir isso daqui, que é isso que vai acontecer. Não. E daí por isso que a gente tem que...

Se dedicar muito para conseguir entender o desenvolvimento e ver quais as possibilidades de desenvolvimento que existem, mas sem limitar. Então, acho que... E sem rotular também o comportamento dos pais. Acho que tem que ser bem um espaço dialógico mesmo. É um trabalho em conjunto, profissional, a família, para chegar em algo que os dois estão na expectativa de acontecer algo.

E que na sociedade que a gente vive é muito complexo, porque a gente vive o tempo todo bombardeados pelo como deve ser. E daí quando a gente se torna mãe, conversa de mãe em sala de espera mesmo, então é um horror. Ah, meu filho já está fazendo isso. Porque tem uma validação.

Quando eu fiz o mestrado, a minha dissertação era em sala de espera. E eu via, assim, de manhã as mães conversavam uma coisa comigo. Mas, frente às outras mães, assim... Uma falava, eu tenho problema de tirar a chupeta. Eu não, eu consigo.

Então, esse espaço de afirmação. Então, acho que a gente tem que trabalhar para as pessoas conseguirem entender que cada um tem o seu processo. Cada um tem o seu processo, tem o seu tempo. Isso. E para a gente finalizar, eu gostaria que tu deixasse uma mensagem.

para a nossa turma de Fona, nossa primeira turma, e para os futuros profissionais que vão estar em mercado, as próximas, futuras turmas, o que você tem de uma frase, de uma mensagem que você queira deixar para eles, para eles pensarem no futuro.

Então, vocês estão começando numa profissão que tem muitas possibilidades, ela tem muito espaço para a gente se reinventar dentro dela. E eu desejo, principalmente, que a fonodiologia seja um espaço de realização pessoal.

E de busca por você dar o seu melhor. Porque, retomando o meu tema de hoje, não é pouca responsabilidade a gente cuidar do outro. Então, o outro está depositando uma confiança e uma responsabilidade em nós. E a gente vai atuar de uma forma corresponsável nesse processo.

E para isso a gente precisa ser muito técnico, acompanhar as pesquisas, estar estudando sempre. Então, acho que o que eu desejo principalmente é isso, que a faculdade e a nossa profissão sejam um espaço de realização.

Professora Stella, eu agradeço a tua presença aqui na Unidave, né? Eu te desejo uma excelente palestra daqui a pouco, né? E muito obrigada por estar aqui conosco. Eu também agradeço a professora Emanuela, que me deu esse prazer de estar aqui contigo. E obrigada a vocês também que acompanham mais um episódio do nosso podcast.

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