Level 9999 #044 - Disgaea Mayhem, Deathbulge, Scale the Dephts, Lost & Found, Finding Polka, Beast of Reincarnation
Neste episódio, falamos sobre os jogos Disgaea Mayhem, Deathbulge: Battle of the Bands, Scale the Dephts, Lost & Found: A This Bed We Made Story, Finding Polka, Beast of Reincarnation.
EDIÇÃO & CAPA: Gilsomar Livramento
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- Análise do jogo Disgaea Mayhem e suas mecânicas de RPG MusouDisgaea Mayhem·RPG tático·Musou·Item World·Character World
- Deathbulge: Battle of the Bands, um RPG musical com humor e personalidadeDeathbulge: Battle of the Bands·RPG de turno·Webcomic Deathboge·Five House LLC·Humor inglês
- Finding Polka, um jogo de exploração visualmente único e cheio de minigamesFinding Polka·Shinozuki Kamazawa·Leadlocks·Laranja Mecânica·Naruto
- Beast of Reincarnation, a nova aposta da Game Freak com combate e narrativaBeast of Reincarnation·Game Freak·Pokémon·NieR: Automata·Soulslike
- Novidades da Disney na D23 e o futuro de Kingdom Hearts 4D23·Disney·Marvel's Wolverine·Kingdom Hearts 4·Coco: A Vida é uma Festa
- Scale the Depths, um jogo de pesca relaxante com puzzles e humorScale the Depths·Lago Ness·Pesca guiada·Minigame de escamar peixe·Cozy game
- Lost & Found: A This Bed We Made Story, um mistério de detetive em um transatlânticoLost & Found: A This Bed We Made Story·This Bed We Made·Lowbirth Games·Agatha Christie·Exploração em terceira pessoa
- Críticas à repetição e problemas de câmera em Beast of ReincarnationRepetição de inimigos·Problemas de câmera·Verticalidade do gameplay·Design de chefões
- A profundidade e o potencial da narrativa de Beast of ReincarnationPós-apocalipse·Clichês narrativos·Emma·Kō·NieR: Automata
Começando mais um episódio do Level 9999. Eu sou o Gilson Malivramento, mas pode me chamar de Gil, e aqui comigo fazendo esta breve introdução, Matheus Farina. E aí, mano?
Não ri não, segue o fluxo. Meu nome tem a ver com comida, mas eu não sou o Cyberlique, eu prometo. Eu juro que eu vou tentar fazer essa abertura ser breve dessa vez, viu? Porque os ouvintes não sabem, mas a gente tá quase 40 minutos antes da abertura só batendo papo aqui sobre as coisas. Então já gastamos o tempo que tinha pra gastar.
Então, Matheus, né, do dia 14 a 16 de agosto aconteceu o D23, aquele evento da Disney onde eles falam das novidades, né, do que tá por vir em termos de entretenimento, né, seja nos parques dele, em filmes, séries e Olha só, jogos. Vamos dar só um foco rápido aqui nos jogos, pois mostraram um novo trailer do Marvel's Wolverine que tá para sair aí pela Insomniac Games. Deram um destaque bacana, mostraram mais coisas, legal, show.
O jogo já tá perto de lançar também, tá previsto para setembro desse ano de 2026. Então assim, mostra menos e vamos esperar o jogo chegar, vamos guardar a surpresa. Mas admito que o trailer foi legal, mostrando umas gameplay bacana. Ainda continuo com aquele sentimento de Eu acho que eu estou vendo um Uncharted ali, mas legal, me agrada. Porém, entretanto, todavia, para minha surpresa, também deram um destaque em Kingdom Hearts 4, cara.
Parece que agora a coisa tá andando, Matheus. Finalmente esse jogo vai ser lançado.
É que a gente esquece, mas Kingdom Hearts é só metade videogame, a outra metade é Disney.
É, considerando que o Sora não é bem um personagem da Square, né, da Disney, e Enfim, pera, pera, pera, pera, pera.
Aí, aí a gente jogou o tempo rápido no espaço. O Sora é da Disney?
Até onde eu sei, a Disney ela é dona dos direitos dos personagens, não apenas do Sora, mas também da Kairi, do Riku e de outros, né, que aparece assim nessa joint venture entre Disney e Square Enix nesse mundo de Kingdom Hearts. Mesmo Nomura sendo o criador, né, e é tudo da Disney. Detalhes à parte, mas Falaram de Kingdom Hearts, mostraram até um trailer novo ali, e claro, né, já mostrando o mundo de Coco: A Vida é uma Festa, que vai estar no jogo. E cara, que coisa linda!
Nesse primeiro ponto eles fizeram sem avisar nada, né? Só tava um trecho de Coco: A Vida é uma Festa passando no painel principal ali da D23. É um trecho que realmente parecia o filme, sem tirar nem pôr, assim, era só um desbunde visual. E aí do nada, no meio do filme ali, no meio da cena em que o garoto tá prestes a cantar, eu tô indo um pouco louco, um pouquinho louco, Nasce uns Heartless ali, velho, doneida. Aí você fala, pera aí, eu tava no cinema, eu vi esse filme, não tinha isso.
Sora é o Forrest Gump dos videogames, né? Ele tava ali no meio de todos os filmes, a gente só tá vendo.
Basicamente isso, né? E assim, eu já adianto que tudo bonito e tal, e eu espero muito ver outros mundos do universo Disney, né? Certamente vai ter Moana, confia.
Que fizeram de Moana? A Moana agora é talvez o principal conteúdo da Disney que não seja Frozen, né?
Então, de tudo que mostraram nos painéis ali, vai ter um monte de continuação, né? Então assim, eu não sei se vão pegar embalo ou não, que é muito conveniente, né? Tipo, eles mostrarem Kingdom Hearts 4 e tal, e botar o mundo de Coco, A Vida é uma Festa. E também já anunciaram a continuação do filme de Coco, mas focando aqui também mostraram um pouquinho mais do mundo de Verum Rex lá, que é como se fosse o mundo real com Sora, com aquele visual mais realista, sem o sapatão.
Que eu já comentei com você, já comentei com várias outras pessoas, eu gosto da parte caricata de Kingdom Hearts e já adianto, eu não gostei muito desse visual do Sora não. Tá legal, mas sabe, parece que há explicações, né, muita coisa meio que ainda tá por alto ali, então não cabe explicar aqui, senão eu vou abrir um livro que não é muito saudável.
Caro ouvinte, eu estou quieto não é porque eu não estou interessado, eu não estou dando muita trela porque a gente já perdeu 40 minutos batendo papo sobre isso antes.
É, tá bom, o Matheus já viu o meu órgão programa da saga, pelo menos faço isso mais para mim mesmo.
Eu fechei mais abas relacionadas a Kingdom Hearts quando a gente tava falando do que eu tinha abas abertas relacionadas aos jogos que a gente vai falar hoje.
Pois é, né? Mas assim, eu só quero dizer que beleza, Kingdom Hearts vai acontecer, vai sair em 2027.
Ah sim, e teve isso também, né? Foi no Moura, foi no Moura, que 100% de certeza que vai acontecer em 2027.
Vai acontecer porque, bom, agora o Final Fantasy 7, né, o Revelation, que é a parte 3 dos remakes que estão acontecendo aí, vai sair esse ano. Então o Tetsuya Nomura estará livre e focado 100% em Kingdom Hearts, que ele meio que já tá, né, já meio que beleza, vai fazer isso aqui. E agora ele pode surtar de vez e também aproveitar e anunciar uma animação do universo Kingdom Hearts, que não, não é com Sora, é com um outro personagem para explorar aquele universo.
Acabou de descobrir que o Sora não pode aparecer em animação, então, né.
E também dessa animação não mostraram absolutamente nada, né, só uma tela estática ali com um boneco de costas. E o Nomura vai estar envolvido também nessa animação, né. Vamos ver até onde vai esse cânone aí, se a animação vai entrar nas sequências malucas de jogos. Ainda vai ter muita coisa para acontecer. Embaçado é que, cara, eu sei, talvez não só eu, né, muita gente que é fã tá aceitando qualquer migalha sobre Kingdom Hearts aí para começar a movimentar as coisas.
Já deu tudo um burburinho aí, mas não dá para falar muito, né? E dá até para especular aquele mundo de Veron Rex lá onde o Sora tá e tal, que aparece os outros personagens ali, que não vamos entrar em detalhe, mas você já viu por alto aí no organograma, né, quem que pode ser, o que que é e o do porquê. Eu já meio que expliquei por alto, mas parece também que você vai poder jogar com alguns personagens individualmente, né, além do Sora.
Tipo, você vai poder controlar o Mickey, mas aí é tipo como se fosse no mundinho de minigames ali. Então também vai poder controlar o o Donald e o Pateta de forma individual, né, que antes era você só controla o Sora e os bonecos eram pré-programados quando você dava certas regras de comando ali para eles agirem e reagirem, né, no combate. Mas vamos ver, né, mais detalhes virão ao longo do ano até o seu lançamento. Certamente o Nomura vai começar a soltar uns trailers com pedacinhos de outros mundos da Disney que vão aparecer.
Eu até queria falar do leak de GTA, né, que a gente fez a piadinha ali no começo, mas É melhor esperar, né, cara? Netflix já vai soltar o trailer aí, ou até a publicação desse episódio já soltou o trailer estendido lá com gameplay.
Então, de fato, é que esse é o produto individual de ultrapop, talvez posso dizer assim, mas de jogo de videogame mais valioso do momento, talvez atrás apenas de Star Citizen. Mas aí é outro meme que a gente entra depois.
Isso aí é lavagem de dinheiro, cara.
Meu advogado me proíbe comentar, mas GTA tem mais mais voz, né? Tem mais apelo que qualquer outro conteúdo.
Ele é mais abrangente também, né? Porque Star Citizen, se perguntar, tipo, não é todo mundo que sabe o que que é. Não, não, fala de GTA, todo mundo sabe o que é.
A obra de mídia que vai aí furar a bolha. E todo mundo tá brincando, né? É o jogo que vai matar a indústria.
Caramba!
Não, vai, cara. Depois dele, o que vai ter de empresa tentando lançar jogo gigantesco, colossal? A indústria já tá sambando como tá, vai vir um negócio desse ainda? Ainda tenho que olhar um monte de empresa lançando uma tonelada cúbica de jogo num espaço de 2 meses só para fugir desse jogo. Vai ter um monte de empresa que vai tomar na taraqueta porque tá querendo fugir do jogo. E aí vai estar todo mundo amontoado, todo mundo vai vender meia dúzia de cópias só, um monte de estúdio vai flopar forte.
É difícil, é muito complicado, cara. É, e a indústria de games tá indo para o vinagre, né? Ah, vamos lançar triple A, ou é flop ou é o novo jogo do momento. Da última semana.
Só tem essas duas opções, né? Ou o jogo flopa miseravelmente, ou ele é o gote, não tem nada melhor que isso. Ele é a última Coca-Cola geladinha do deserto.
A indústria de games vai sofrer um reset futuramente, porque, cara, a gente já passou do limite do insustentável, né, para os AAA.
A gente não vai falar mal da Sony agora, a gente deixa para falar mal da Sony quando a gente for falar do preço dos jogos, viu?
Tá bom, né? Já prolongamos demais aqui, então vamos falar, vamos falar de joguinho, vai.
Quero falar de joguinho.
Aí, vamos lá. Pois é, Matheus, e agora que você sabe que eu sou um apaixonado dodói por Kingdom Hearts, vamos falar de uma outra franquia que eu também sou muito apaixonado e dodói.
Dá nome para o podcast, inclusive, né?
Pois é, vamos falar de Disgaea Mayhem. Então, cara, assim, vou mandar aquele papinho: quem me conhece sabe o quanto eu gosto da franquia Disgaea. Mas por mais apaixonado que eu seja, que eu tenho muitas coisas positivas e felicidades que eu tenho com todos os jogos que eu joguei, e não são poucos, eu devo dizer que esse Disgaea Mayhem, ele tá bem no limite do limite ali, assim, de ser um jogo mediano, né? Ele não é ruim. Como um fã, por mais que eu tenha muitas restrições ali, ele não é ruim.
O problema é que se você joga muito o RPG tático, né, que a franquia é muito galgada em cima disso e tudo, esse Mayhem, ele é basicamente, ele pega o RPG tático, tem, e só bota numa camada no estilo Musou de jogar ali, né, de pancadaria e tal. E aí quando você entra nessa moda, você fala, ah, beleza, o cara que não gosta de jogar muito RPG cabeçudo né, de se aprofundar na lore e tal, ele vai ver isso aqui desse outro modo que parece divertido e tal.
Só que pelo menos para mim eu não achei ele tão, tão divertido quanto ele deveria ser, embora ele tenha muito carisma, tenha personagens e efeitos e tal. Mas aí tudo que deveria ser alto nível, como claro nem todos os episódios da franquia principal tem isso, mas a grande maioria é sempre alto nível de enredo, de personagens, de carisma, de situações, de tudo. Esse jogo ele também, ele tem um pouco disso, só que é tudo vai tipo oscilando, é do médio pra baixo, aí sobe um pouquinho e vai, sabe?
Ele não consegue se definir assim, tipo, ah beleza, isso aqui vai ter numa crescente, né? Mas o que eu gosto dele é que ele traz mais um capítulo desse mundo, desse universo que eu adoro, né? Que ele é muito vasto, tem muita coisa pra falar, mas nesse aqui ele meio que compacta tudo e é um jogo muito enxuto, objetivo, o que é bom pra quem gosta desse tipo de jogo mais muçol, ação, pancadaria. Né, mas ele tem toda essa camada RPG, você tem que evoluir, aí tem uma porrada de armas e estilos.
Só que ele não tem tantos personagens pra você ter uma equipe, né? Você basicamente tem um protagonista chamado N.A., né, que é—
Esse é o nome dele mesmo, né?
É, é que ele é um mercenário, ele é tão discreto que o nome dele não está disponível, né? Não é acessível.
Ok, ok. O humor de Disgaea continua presente no jogo, pelo menos. O humor tá no tom.
É, o nível é no sense. O curioso é que assim, O protagonista, né, o N.A., ele é todo sério, ele é todo sisudo, sabe? Só que você é contratado pela filha do senhor desse submundo, né? Ela tá tomando o título do pai porque o pai dela faleceu. E ela contrata esse cara porque ela diz que, ah, o meu pai sempre falou de você, que você e ele são os melhores amigos, né? São BFFs. Aí o N.A. fala, BFF, que que é isso? É nesse nível, sabe? Tipo, a menina é toda pagassa.
Eu também gosto muito do conceito de meu pai sempre falou de você, senhor. Nome não disponível.
Tá bom, né? Você tá pagando, qual que é a missão? Como essa menina, né, a Tichelle, que ela vai ser a nova senhora do submundo. Só que assim que ela assumiu o título sendo a herdeira, aí todos os subalternos do pai dela, as pessoas que respeitavam, se rebelaram e falaram: não, agora eu vou querer ser o senhor desse submundo, né? Submundo super duper. Você é contratado por ela para barrar 7 dos grandes líderes da rebelião. E aí você pensa, caramba, né?
Aí quando você vai ver, tá, mas por que que seu pai morreu? Foi assassinado? Ela, não, ele morreu cumprindo uma missão muito, muito importante, que era criar o pudim definitivo.
É, olha, é pudim, é uma receita complicada, mas calma lá, né?
E aí você tem toda essa questão de, beleza, eu tenho que recuperar o pudim e ao mesmo tempo barrar esses 7 grandes líderes que tem por aí. E é basicamente isso de enredo, né? Assim, não é nada muito profundo. Ele brinca muito com essa dinâmica do sério com a palhaçada, o que eu gosto.
Isso é bem Disgaea.
Mas no enredo deste jogo em particular, cara, a história ela é muito, muito fraquinha. E aí entra naquele formatinho que eu te falei do mundo de Disgaea, né? Que aí você tem o castelo dela, que funciona como um hub principal. E dentro dessa sala você tem várias coisas, porque ele traz tudo aquilo que tem no universo dos gaias que eu te falei. Por exemplo, tem o Item World, que aí você entra ali, o que que você faz? Você vai pegar um item que você gosta, vai entrar no mundo desse item, vai enfrentar vários inimigos e batalhas malucas.
E toda vez que você completa essas camadas, né, que aqui no caso vão vir em ondas, então dependendo do item vão vir 5 ondas que você vai ter que vencer e Aí tem quantidades de inimigos, você matou todos, beleza, você consegue escolher entre 3 atributos para evoluir o item que você pegou, né, ou seu personagem. Vai abrindo várias camadinhas ali que você vai surtando. E aí se você for, sei lá, ah, eu quero montar um setup definitivo para o boneco com roupa, tem as botas, a roupa de corpo, luva, né, que atribui status de melhoria.
Então você tem toda aquela maluquice dos números de RPG, de, ah, se eu colocar uma luva tal, vou aumentar força, vou baixar resistência. Isso, né, vai de sua preferência. Ou você pode automatizar, você aperta um botão, ele pega os melhores itens que você tem equipando seu boneco. E aí também tem o Character World, né. Que que acontece aqui? Serve para você aperfeiçoar as habilidades do seu personagem, atributos físicos, atributos, habilidades, status no geral.
Na hora que você entra nesse Caraworld, aí funciona como se fosse um Mario Party, sabe? Tem um tabuleirozinho, aí você joga com a princesa, né, a Tchela, e com ela você vai pulando alguns quadradinhos ali e você vai ganhando condições. Ah, virou um dado, avançou até a casa tal, aí você ganha atributo tal, aí tem a penalidade tal, tem a condição tal, e assim vai, você vai brincando.
Ele tem um esqueminha isométrico aqui bonitinho, né?
Como se fosse um outro jogo dentro do jogo, o que é legal. Aí tem também, tem o cheat mode, que é isso. Com o tempo você vai avançando na história, você desbloqueia isso, né, que é uma parte de tribunal. Aí já é uma outra coisa, porque isso aqui, quando você habilita, você, como o nome diz, cheat mode, você começa a ter modificadores de estatísticas, né, que decide tipo, ah, o jogador, quanto de, a quantidade de XP que eu vou aumentar, dinheiro que eu vou ganhar, ou alma, ou outras condições que você vai usar para comprar, comercializar e fazer evoluções dentro desse universo, né, o que é legal.
Mas isso tá muito associado com missões que você vai cumprir. Então tem missõezinhas paralelas ali. Isso ajuda e facilita bastante a você não só entender as mecânicas, e é divertido para caramba também, como evoluir um pouquinho mais rápido, né. Tem também o modo Reincarnation, permite você pegar outros personagens, né, do que você evolui. Lógico, você não joga com eles, mas tá associado ali com o seu personagem, você vai evoluindo eles para, por exemplo, entrar num tribunal ali e às vezes tem que fazer votação.
Aí, ah, você pode subornar alguns, dar porradas em outros. Só que a loucura desse tribunal aqui é que acontece uma disputa para ver quem cozinha o melhor pudim. E aí é por votação. Aí aparece dois Preen, esses pinguins malucos aí. Aí é a votação, o sim, não. Aí dependendo da votação, quem ganhar, o pudim do outro é queimado. E aí É, gente, tem coisas que você tem que entrar de cabeça aqui.
O humor de Disgaea é muito legal, vamos combinar, ele é muito divertido, é maravilhoso.
E aqui nesse Reincarnation, conforme você vai tendo essa evolução de aliados, você vai pegar esses aliados e vai incorporar a existência deles a você. Ou seja, você vai subindo de novo, vai tendo aprimoramentos. Então você meio que tem um aprimoramento de status específicos que podem evoluir mais rápido, né, porque você vai fazendo essa, digamos, fusão E tem uns modificadores gerais, né, que traz melhorias em gerais, que é você em lojas, aí você compra armamentos, equipamentos, itens, equipa, porque no combate você pode equipar itens no direcional digital, né, que aí você coloca 4 itens enquanto no ataque você tem os 4 botões ali.
Então em vez de você abrir menu, essas coisas, você dá um toque no botão, usou o item que você equipou ali, facilita, ou troca de arma. Enfim, e o seu personagem, como ele é um mercenário solo basicamente, então ele meio que pode incorporar vários tipos de classes, digamos assim, né? Você pode usar espada, lança, machado, cajado, arco e flecha, ou usar umas luvas para ir no corpo a corpo, porque na franquia Disgaea, nos RPG estáticos— e aqui como ele funciona como um musou, ele é um jogo de ação 3D, visão de trás, câmera aberta, dinâmico, tem um mapa com várias áreas e o objetivo é em cada área você vai massacrar todos os inimigos, bater um chefe, um subchefe ali para abrir a área e vai e vai e a história vai intercalando e vai abrindo esse caminho, né?
A estética mussou, eu não sei o quanto funciona a estética, o gameplay mussou, não sei o quanto encaixa em Disgaea, mas eu imagino que assim outros jogos de combate tático já tiveram versões Sou, como por exemplo até o próprio Fire Emblem.
O jogo ele não parece muito bonito, tem um visual bacana, tá ali entre o caricato e uma coisa meio anime sério, sabe? Mas assim, ele caracteriza muito o universo Disgaea, mas ele é ok. Talvez ele pudesse ser um pouquinho mais caprichado nisso, mas não é feio.
O Disgaea eu não sou fanático que nem você, eu joguei bem pouquinho de Disgaea, mas só que mais ali no PSP joguei. Ele é um jogo isométrico, ele tem aquela carinha dele, ele um visual bem característico dele, que é bem bacana.
Ele é RPG tático, então você move boneco por quadrinhos na tela e tal.
Mesmo esquema anime dos personagens, eu digo. Ele tem essa característica que tá aqui, né? Eu consigo ver a cara do NA e até a cara da Tichelle, tá bem assim. Mas eu não sei, o jogo ele não— eu tô olhando ele na página da Nintendo porque eu tinha visto, inclusive eu vi coisas sobre esse jogo no Switch que eu fiquei assustado, como Aí eu já vou entrar na parte que assim, eu não cheguei a jogar, mas eu ia te perguntar: esse jogo é pesado?
Não, ele é um jogo muito leve. Inclusive, ele é um jogo muito curto, principalmente quando você pensa em Disgaea, né? Claro, se você começar a mergulhar nas camadas ali, você vai ficar muito mais tempo do que deveria. Mas se você focar em: eu quero terminar, sabe? Eu quero derrotar todos os inimigos, cumprir a missão e ver os créditos, cara, dá um, sei lá, de 7, 8, 9 horas de jogo, né? Mecanicamente ele é um pouco estranho de jogar, porque a ideia é legal, mas sabe a sensação tipo o personagem ele é muito leve, ele parece que não tem o peso dele mesmo, né?
Então fica meio estranho de você ficar batendo, não é gostoso você dar porrada, sabe? Ele é bem básico, digamos assim, como se faltassem coisas. Porque, por exemplo, voltando sistema de batalha, né? É bem básico. Você dá porrada, você tem soco fraco, soco forte, pulo e dash, basicamente. E aí você tem combinações, né? Tipo, você segura o L1, por exemplo, joguei no Play 5, espero ter uma barrinha que vai carregando ali. Aí você aperta um triângulo, aí você dá um ataque especial.
Então você tem 4 espaços para 4 tipos de ataques especiais correspondente a segurar o L1 e apertar o botão, né, que é o quadrado, triângulo, X ou bolinha. Ou dependendo do videogame que você tá, os 4 botões frontais do controle ali combinado com o botão de ombro. E aí, ok, e você pode fazer combinações, o que eu acho legal. Por exemplo, de socos, né? Por exemplo, você pode apertar o botão de soco fraco várias vezes, ele dá um combo.
Se você apertar 2 vezes e colocar o soco, o botão de ataque forte como terceiro, ele dá um tipo de combo. Se você apertar, sei lá, 3 vezes o fraco e depois o forte, ele dá um outro tipo de combo. Apertou 4 vezes o triângulo de novo, ele dá um outro tipo de combo. Então, sabe, ele vai tendo essas brincadeiras. E dependendo da arma, né, que meio que muda a sua classe, e isso também muda a forma como o seu boneco ataca. Então você tem uma diversidade monstruosa de tipos de ataque dependendo da arma que você tá.
Isso é bem legal visualmente, e é bem legal mesmo se você tem essa variedade toda Inclusive no logo do jogo ele tem diversas armas, né? Então é bacana.
Isso eu acho bem legal, bem criativo. Mas de novo, mecanicamente falta peso. A câmera também ela é meio confusa, né? Que é assim, é um problema de jogos de mundo entre aspas aberto ou área aberta, né? Que a câmera ela vai passeando onde você tá batendo. Então às vezes tem muito inimigo no local, você dá uma sequência de golpe, você não consegue direcionar aquilo, aí a câmera tipo vai para um lado, você vai lado para o outro. Aí você tem que ficar acertando meio que na alavanca, né, ali para direcionar a câmera e ter um controle da câmera além do próprio boneco.
O que para mim isso já meio que natural, já acostumei, o jogo oferece isso, beleza. Mas pela proposta dele de ser uma coisa mais rápida e a ação, né, ser mais frenético, a câmera ela não acompanha direito o que o boneco se propõe ali no combate, sabe. Então fica meio estranho, fica bem abaixo do que eu gostaria que o combate que fosse para ser um combate gostoso. É funcional, mas tem esse pequeno detalhe que me incomoda bastante.
Não, é, entendo. A minha pergunta do peso do jogo foi uma que assim, primeiro, na hora que eu abri aqui para ver, eu vi uma imagem que eu lembrei que esse jogo ele tem a maravilhosa cena do pudim zero caloria, e ele é zero caloria porque ele tem um furo no meio. Não pudim furado no meio do jeito que você tá pensando, querido ouvinte, é um pudim furado na transversal. É maravilhoso, que não faz sentido. Enfim, eu vi essa imagem, eu queria muito lembrar isso.
Mas é que esse jogo ele tem uma coisa muito engraçada, que na página da Nintendo eles têm que botar o tamanho do arquivo do jogo, né? E aí o jogo para Nintendo Switch ele tem 1,9 GB, e para Nintendo Switch 2 ele tem 1,9 GB. É um jogo minúsculo. Mas sabe o que que mais me irrita? É o fato de que esse jogo para Nintendo Switch, o jogo tá no cartucho, mas para Switch 2 não, é um game keycard.
Eu não vou entrar nessa questão porque eu não tenho um Nintendo Switch.
Nesse caso, eu tendo a acreditar que a Nintendo não disponibiliza um cartucho pequeno o suficiente para valer a pena as publicadoras comprarem, e eles preferem lançar um Game Card, que deve ser mais barato. Ao mesmo tempo, se você tem o mesmo jogo para Switch 1 e Switch 2, que claramente é o mesmo jogo, não tem uma versão diferente na loja para você comprar, é só a mesma. Por que diabos eles não lançam só a versão de Switch 1, e na hora que você bota no Switch 2 ele tá na caixa. Ai, meu Deus do céu, é tão maluquice isso, viu?
Explicar isso é tão bizarro.
Mas aí a segunda coisa que mais me pega, Gil: esse jogo, ele é bom o suficiente para me convencer a pagar R$524 na edição Ultimate dele?
É, então, cara, preço é uma questão em todas as plataformas, infelizmente, porque assim, eu nem entrei nas outras, preço base mesmo próximo dele, por exemplo, né, como eu disse, eu joguei no PlayStation 5, ele é R$315. E esse jogo ele tá muito no limite da média ali, né. De novo, não é um jogo ruim, mas pelo valor que ele cobra aqui, pelo que ele pede, tá caro. Tipo, espera uma promoção que eventualmente vem, demora um pouquinho, mas vem.
Eu admito que eu comecei essa conversa achando que a gente ia falar muito mais mal desse jogo do que bem.
Eu já posso criticar também aqui, ó, o universo de Sky é muito rico na quantidade de inimigo, tipo de monstros e situações. E nesse jogo, cara, é tudo tão enxuto, é tão meio que insosso, não tem muita variedade de inimigo, né? Tem os Prinnes, aí tem alguns inimigos muito básicos ali que você encontra, mas não vai mais além disso, cara. Então é só quantidade de coisas básicas e não cria situações, não traz novidade, porque esse mundo eu acho que ele dá abertura para isso, né?
E eu sinto que esse jogo ele é meio que tentar pegar muitas coisas prontas, juntar numa nova ideia ali, né, para se repetir e entregar algo extremamente básico do básico sem avançar. Diverte, mas sabe, eu acho tudo muito limitado.
Isso aqui é complicado. Eu tô olhando aqui comparando ele, ó, eu tenho que fazer um mea culpa. Quando eu tava olhando as imagens dele no Switch, ele tava realmente feio. Na página da PlayStation Store tá mais bonitinho, tá? Então o jogo ele deve ter sofrido um downgrade forte para rodar no Switch.
Por mais que eu goste mesmo, diria que espera uma promoção, cara, para pegar ali para jogar esse jogo.
Você chegou a jogar o conteúdo das expansões ou não?
Ainda não, eu foquei 100% no jogo e eu vou platinar ele.
Claro que você vai platinar ele, viu?
Eu não sei se eu volto para as expansões, mas dependendo da expansão, quem sabe, né? Assim, era um jogo de desgaia que eu esperava bastante, principalmente por causa dessa mudança de ares, né, de sair do RPG tático e vai para um RPG de ação meio que focado mais na pancadaria. É, não tem legenda PT-BR, isso também para um RPG é meio crítico, porque também tem isso, né?
Não tá traduzido.
Eu tava com um pouquinho de expectativa de que, né, a Nippon Ichi de alguma maneira ia botar uma legenda PT-BR ali, mas né, é complicado.
Tudo bem, é um jogo baseado na jogabilidade, mas pô, a história é importante.
Pelos valores, ó, que na Steam o jogo base você até paga um preço bacana, né, R$185.
Tá bem legal na Steam perto dos outros.
Aí você vai para o PlayStation 5, R$340.
No Switch ele tá R$315, a versão básica.
É difícil recomendar, é um jogo bacana, mas Mas eu esperava muito mais dele. Vamos falar de mais alguns joguinhos. Vamos na pauleira aqui no rock and roll. Death Bolt: Battle of the Bands. Que jogo sensacional! Eu fiquei muito, mas muito surpreso, mano, que eu não esperava muita coisa porque eu vi o trailer e tal, falei, ah, parece divertidão, meio diferente. Comecei a pesquisar, jogar, fui me afundando cada vez mais. Aí daqui a pouco eu descobri que tinha um webcomic que começou a ser publicado lá em 2012 eu comecei a ver esses negócios.
E isso explica muita coisa do porquê que o jogo é daquele jeito. Querendo ou não, para você se afeiçoar aos personagens, você meio que tem que entender como é que funciona o webcomic. Porque quando você chega no jogo e os personagens é como se fosse seus amigos de anos— mas eu sei, eu tô me atropelando.
Volta aqui, Gil.
Vamos lá, vamos lá. Esse Death Bones foi desenvolvido, né, pela própria galera que fez a webcomic, né, que é também chamada Deathboge e pela Five House LLC. É um estúdio indie basicamente, mas que jogo espetacular! É um joguinho de RPG estilo musical com muito rock, trilha sonora incrível e um visual sensacional.
O destaque vai todo para o visual desse jogo porque ele tem toda uma personalidade muito clara, tem toda uma carinha de fanzine, uma carinha de desenho feito à mão bem heavy metal mesmo. Eu ia puxar um pouco para essa parte da Five House porque essa Five House LLC, se você entrar no site deles, é engraçado que eles 3 jogos. O Potion Lore, que é de 1º de setembro de 2012, um jogo lançado para Windows Phone. Eles têm um outro jogo chamado T01H, foi um jogo lançado para o Windows em outubro de 2012.
E eles ficaram desde 2012 até agora, 14 aninhos. Aí agora lançaram Deathbolt. E foi 2012 que você falou que começou o quadrinho, a webcomic.
Então os cara, os cara foram construindo isso, mano. Mano, e assim, o jogo culmina tudo que o quadrinho evoluiu até tipo 2026, né, as webcomics que eles lançaram. E temos esse jogo que é um espetáculo, né, um RPG de turno todo tracejado, bem único. Ele lembra um pouquinho, não sei se você chegou a ver aquele desenho que passava na Cartoon, também passou no SBT há muito tempo, chamado Mucha Lucha.
Total, ele tem esse mesmo estilo, tem uma vibe assim, apesar do traço meio sujo, traço meio rabiscadão desse aqui, mas justamente isso é aquele traço sujo, até um pouco Nickelodeon ali, aqueles desenhos passavam na Nick que tinham aquele traço bem rabiscado. Ele tem bastante isso. E é engraçado que você entra nesse jogo achando que é uma coisa, porque, ah, você olha assim, ele é de fato um jogo de RPG. E aí você entra no jogo, ele tem a música dele, é muito boa.
Então você vai começando a prestar atenção nisso, é um jogo de banda, então faz sentido que a música seja boa. E o estilo artístico dele tem uma característica e ele tem muita personalidade. Depois você descobre que tem toda essa parte do quadrinho por trás. Mas principalmente quando você vai para as batalhas dele, ele é um jogo de música na sua essência, ele tem um ATB e ele é uma batalha de turno bacana que você tem que ter uma estratégia.
O jogo ele é muito bom, é maravilhoso.
O que que é o humor desse jogo? Assim, desculpa, o jogo não está em português, infelizmente tem que ser jogado. E eu não sei se ele conseguiria trazer humor para o português, porque parte do humor dele é justamente no trocadilho do fato do jogo ser um jogo de banda, um jogo de música, um dos instrumentos da banda ser um baixo, um bass. E um dos elementos principais que tá no jogo quase inteiro é o fato de que bass também é o nome para robalo, o peixe.
E você faz esse trocadilho o jogo inteiro e ele não cansa. E eu, quando eu tava falando desse jogo para um amigo, ele falei desse trocadilho dando risada, ele perguntou para O jogo é de humor inglês. Eu tava olhando agora e é assim, os desenvolvedores são 5 caras e 2 deles são ingleses.
É muito genial as brincadeiras com as palavras, né, usando a sonoridade, o significado e esses trocadilhos, e associar com música e tal. Mas além disso, né, tem 3 personagens no seu, na sua banda, né, é a Faye, que é a guitarrista, o Ian e o Brief, então o baterista maluco.
O baterista, o Ian é o baixista e a Fê é a guitarrista.
Você tem a sua cidade ali, um bairro e tal, e quando você começa a jogar isso aqui você vai gostar tanto, eu tenho certeza que você vai querer muito abrir portas na base do chute. Eu adoraria fazer isso, mas se eu fizer em casa vai dar ruim.
Não é recomendado, mas a Fê, logo no começo você não abre porta, você chuta a porta, a porta vara o cômodo em que você está entrando e geralmente é cravada na parede oposta. E tem, é claro, piada de quando você vai bater na porta de um cara que é muito gente boa, que ele fala, não, essa pessoa é muito legal, eu não posso fazer isso com ela, eu não posso quebrar a porta dele. Não dá.
É muito tentador, mano. E o engraçado é que mesmo que você tente ser, digamos, sutil, né, pra ir nos lugares e tal, sempre vem aquela atitude meio rock and roll.
Não existe sutileza.
O que que acontece nesse jogo, Matheus? Explica o que que tá acontecendo.
O começo do jogo você tá ali num palco, você vai entrar e a sua guitarra sumiu, e você aprende os controles básicos ali andando por esse palco. E logo depois você tá acordando naquele exato momento com duas amigas suas falando: olha, então a gente tá indo, a gente vai se inscrever na batalha de bandas e você deveria ir também. Você vai andando pela cidade, você tem que procurar ali os seus colegas, etc., mas você vai se inscrever nessa batalha de bandas.
E aos poucos você vai entendendo como é que esse mundo funciona. Quando você consegue se inscrever nessa batalha de bandas nem um pouco suspeita, tem o host ali nem um pouco suspeito, coisas acontecem, né?
Que assim, vamos deixar superfície, porque é muito mais interessante você ir pegando essas coisas e ver o nível de loucura escalando. É muito engraçado, é muito divertido.
Você vai pegar porque tá ali. E todos os personagens que você interage, mesmo os NPCs, todos têm muita personalidade. Tem um molequinho que tá trancado em casa, que tem um monte de board game. Os diálogos dele são muito legais, as coisas que ele fala pra você. Ou tem um velho que você entra na casa do cara, a troco de nada você fala com ele, cara, você vai me dar alguma coisa? Porque as pessoas, elas te dão itens, te dão missões, e você vai tentando ajudar.
Tem uma menina que tá com medo de ser posta pra fora de casa e que você faz uma festa no apartamento dela, aí você tem que convencer pessoas a irem para lá para fazer a festa.
Ia fazer a festa barulhenta demais, barulhenta o suficiente, música, né, o rocão sujo para tocar ali.
Me marcou demais foi logo ali no começo que eu dei muita risada, que era o velho do queijo. Eu quero queijo azul. Aí você abre a geladeira, tem o queijo amarelo, verde e vermelho. Aí você pega o queijo verde, ele: não, eu falei que eu queria o queijo azul da prateleira do meio. Aí você olha lá na geladeira e só tem queijo na prateleira de cima e na de baixo. Aí você fica Caralho! E você acha que o cara tá te sacaneando, e de um lado ele tá, mas por outro de fato existe esse queijo, só que você vai ter que dar uma volta para achar.
E é claro, você tá no começo, tá controlando a Faye, que é essa menina rock and roll, cabelo rosa e os caramba. E aí você vai aos poucos avançando na história, aí você entra na floresta do músculo e encontra o seu brother ali, que é o baixista, que é uma caveira musculosa. E aí você vai avançando. Uma das coisas mais legais é assim: depois que você se inscreve nessa batalha de bandas, tem que encontrar sua banda e comunicar para eles que vocês estão inscritos numa batalha de bandas.
E você vai entender o sistema de batalha desse jogo, que é um sistema muito interessante, porque ele é um sistema muito único, muito. Ele é um RPG de turnos, só que a velocidade que a sua barra de ação enche, ela é em decorrência do personagem que está ativo naquele momento, tipo de personagem que tá ativo. O personagem que tá ativo, além do seu personagem que vai fazendo a sua barra correr, é o personagem que vai ser alvo dos ataques.
Então é importante você, pô, vou botar o personagem que é forte na frente, mas ele tem um tempo de carga mais lento. Se você quiser botar um personagem que é rápido, você talvez fique muito frágil se você tomar um ataque ali naquele momento. Então é um jogo de batalha de turno que é muito dinâmico. Você tem que estar o tempo todo trocando de personagem, entendendo quem é que vai atuar e como você vai fazer. E quando você vai escolher a sua ação, para começar, todas as ações são atitudes de rock.
Você vai fazer headbanging, você vai fazer um solo, e aí cada coisa tem um efeito diferente nos oponentes e na barra desses oponentes, porque os oponentes também têm uma barra de ação que corre. E se você já estudou música algum dia, você entende que é uma barra de 4/4, ela é uma barra de tempo, né, basicamente musical. Mas o que tem naquela barra afeta o que vai acontecer com os personagens enquanto a barra corre.
Sim.
Então você tem um ataque de fogo, né, um ataque ali de headbanging, que você causa 2 elementos em 2 espaços da barra do oponente. Beleza, o que que significa? Que enquanto o ícone do oponente tiver passando e correndo naqueles pedaços da barra, ele vai sofrer dano de fogo.
Uma das coisas mais maravilhosas que eu gostei nesse jogo é que assim, ele brinca com essa ideia do RPG mais clássico tradicional, né, porque você tem as opções ali quando você vai dar ataque, você escolhe o tipo de ataque. Então tem um menuzinho, né, com os nomes de som ou nome de música, tudo relacionado à música, claro. E tem toda essa brincadeira porque primeiro você não tem encontros aleatórios, isso já é incrível, né. O inimigo ele tá no cenário, então você quer batalhar, você vai de encontro a ele, entrou na batalha, começou a Tá? Não quer batalhar, vai fazer outra coisa.
Ótimo jeito de farmar, inclusive. O jogo, ele tem um nível de dificuldade até ok no começo.
No começo ele é bem de boa, depois ele vai dando uma escalada porque ele exige que você pense a respeito de tudo que você tá fazendo e também que você melhore o equipamento da galera, né? E aqui no caso, as melhorias são tipo uns sticks que você gruda nas suas roupas e tal, os pets, e você vai aplicando diferentes efeitos e estatísticas ali que você vai mexendo e vai fortificando e tal. Cara, é muito criativo como eles conseguem fazer isso.
E a forma de jogar mesmo, sistema de batalha, como você bem falou, assim, no começo ele parece estranho porque ele tenta subverter e simplificar tudo que a gente conhece de RPG mais tradicional de turno, né? Aquela coisa do ter um menu, escolher a opção, confirma. Enquanto você tá fazendo essas escolhas, tá acontecendo coisa na tela. Aí você dá ação, a barrinha tá indo ali, aí você tem que saber o que você tá fazendo posicionamento do personagem, quem vai na linha de frente, quem vai atrás, quem vai tomar o dano, quem não vai, pensar nessa parte estratégica.
Só que é tudo tão agradável, e do jeito que a gente fala assim, parece que é muita coisa, é muito confuso no começo, mas com o tempo isso se torna tão natural, cara, e fica tão prazeroso de jogar, é tão viciante, né? Talvez assim, é claro, eu como um bom apreciador de RPG mais clássico e tal, e de RPG no geral, eu sou meio suspeito para falar, mas O sistema de combate desse jogo aqui, como você falou, ele é muito único, é muito original, é muito criativo e é simplesmente incrível. Gostei para caramba.
Ele é muito bom, ele é um jogo muito cheio de personalidade em cada aspecto. Isso foi uma das coisas que eu mais gostei nele, porque ele é um jogo que logo no começo eu dei uma torcida no nariz, porque eu fiquei tipo, nossa, será que vai ser legal isso aqui? E ele te ganha muito rápido, demais. Ele te ganha na historinha, porque você tá ali, você começa a entender que aquelas personagens personagens, elas são cheias de personalidade.
E de fato, logo no começo, talvez você se sinta um pouco descolado deles. Eles parece que tem história pregressa, e de fato eles têm. E acho que esse é que é o ponto de você entender essa cola. Eles têm história pregressa, e é por isso que eles têm tanta personalidade. Mas ao mesmo tempo, você vai se afeiçoando a eles, você vai entendendo qual é a pira daqueles personagens todos. O mundo, ele é muito interessante, porque você vai entrando, você vai conversando com os personagens, e vai conversando com os NPCs e vão acontecendo coisas.
E apesar de ele ser um jogo de RPG com história, ele não é um jogo maçante, porque tá tudo, é tudo muito rápido. Você não tem muito mais do que 3 diálogos com personagem, e os diálogos eles são curtos e são legais, e são coisas que acontecem e tem piada o tempo inteiro. É o tempo todo você tá dando uma risadinha de canto de boca ali, acontecendo alguma coisa, cara. E você escolhe ter o cara ali batendo o pé, você fala, pô, é, então tinha uma festa de uma amiga minha que tava querendo ir.
Você chama o cara que tá batendo o pé para ir no apartamento da menina, e depois você chama o cachorro para ficar latindo no Reforçando isso que você falou, cada NPC nesse jogo ele também é muito único e cada NPC tem a personalidade, que é um negócio que normalmente em RPG de forma geral você tem uns NPCs-chaves, né, que te dão coisas e objetivos, e outros que só estão ali para preencher o mundo, para, né, dar um pouquinho de diversidade visual e algum contexto e tal.
E aqui não, aqui você fala com todo mundo, todo mundo sempre tem alguma coisa para dizer, sempre rola uma zoeira, uma coisa. E a riqueza de mundo que esse jogo cria, né, já levando em conta que tem essa história pregressa, que os personagens eles já conversam entre si como se você, o jogador, já conhecesse tudo deles ali. Tipo, cara, são amigos de 10 anos aí que você já sabe como é que funciona. Só vamos e vamos entender o que tá acontecendo, que é só mais um dia para resolver aqui, para a gente afinar nossa banda aqui, participar da competição.
Competição e vamos nessa. Esse jogo ele consegue te capturar nisso, cara, de uma maneira que eu já adianto, o jogo assim, se você jogar e se dedicar, mais ou menos umas 20, 25 horinhas você termina ele de boaça e termina naquela coisa do eu quero mais, né? Porque ele é um jogo indie, mas ele é tão rico, ele é tão cheio de coisas no mundo dele que ou você faz que nem eu e vai clicando em cada coisinha querendo interagir, descobrir e fuçar, ou simplesmente vai no objetivo.
E mesmo assim, tudo ao seu redor é tentador, que você vai querer, tá, pera aí, se esse boneco falou, né, uns bagulho doido aqui, deixa eu ver o que que aquele outro fala. E os diálogos não se repetem, né, assim, entre os NPCs. E o que isso é outro detalhe interessante. Então dá para ver que a galera caprichou muito em cada detalhezinho para deixar o jogo de uma maneira muito, muito atraente, cara, muito rico, que é uma coisa que dificilmente se vê hoje em dia.
São poucos jogos de RPGs assim que tem muito a dizer de uma forma tão objetiva e dinâmica, e mesmo assim é muita coisa para se explorar, né?
E o jogo, acho que o grande ponto dele é que ele foi feito com paixão, e você vê, isso transpira pela tela, o carinho que todo mundo teve de fazer esse jogo. E ele passa isso em todos os aspectos dele, teve esse carinho, teve esse cuidado, teve essa vontade de fazer isso passar para o Eu achei muito legal.
Pois é, cara. E claro, a trilha sonora é um arregaço, é um jogo de música, é o coração do jogo, sempre encaixando com qualquer situação para ter uma experiência plena e você se divertir, ficar com aquele sorrisinho, e às vezes até batendo cabeça junto lá da batida das músicas. Cara, que trilha sonora maravilhosa!
Ah, mas vale a pena.
Esse jogo foi uma das maiores surpresas desse ano que eu já vi.
Não é um jogo que entrou no radar de ninguém. Ele é um jogo com pouquíssimas reviews, até tem menos de 500 reviews no total na Steam, por exemplo. E eu acho que ele vale a pena pelo menos conhecer por tudo isso que a gente falou. Ele é um jogo de RPG, então os personagens eles têm classes, e as classes na verdade são como as profissões, as roupas que você vai colocar nesse personagem, sim, afetam os comportamentos deles em batalha.
Então você pode ter a Faye que tá causando ali dano, mas você pode ter ela com outra roupa, outro outfit, que vai fazer ela ter um outro papel dentro E isso se reflete visualmente na tela, né?
Então, sei lá, tem 5 roupas diferentes, né? Cada roupa meio que uma classe. Então, e é tudo baseado naqueles visual bem metal. Aí tem uma coisa meio metal gótico, metal pauleira, o metal, sabe, demoníaco, metal espadinha suave.
Se você entrar na página da Steam desse jogo tem as 5 estilos ali do Ian, por exemplo, que é o baixista. Aí tem ele normal, como ele fica no jogo ali de verde, tem ele de cabelo punk, tem ele meio Elvis ali, meio pop com cabelão coisado, tem ele azul assim. Esse aqui eu não desbloqueei, meio bizarro.
E tem ele com chifrão assim vermelhão, meio demônio, pesado.
E é legal, cara, é bacana pra caramba.
É difícil de ficar descrevendo esse jogo porque embora ele seja curto, ele tem muita coisa para fazer. E é aquele muita coisa que você, pelo menos eu, né, eu tomei gosto e eu não consegui avançar enquanto, ah, deixa eu ver o que que tem tudo para fazer aqui, tudo que eu posso fuçar. E depois que eu terminei, bateu aquela sensação de, caramba, que jogo incrível, eu quero mais! Que eu acho que é aquele efeito que um bom jogo ou qualquer meio de entretenimento, né, um bom livro, um bom quadrinho, um bom filme, que termina, deixa aquele gostinho de queria mais isso aqui, mas o jogo ele soube terminar e encerrar ali de uma maneira que te deixou para cima, sabe? Deixou feliz, cara.
E uma dúvida agora, Gil, que você que jogou e leu o quadrinho, você acha que o quadrinho vale para quem já jogou e vai ler o quadrinho, ou você acha que ele é melhor se você não jogou ainda e lê para depois pegar pique de jogar?
Cara, quando você joga esse jogo sem ter conhecimento prévio de que existe um webcomic de vários anos aí Foi meu caso, né? Então você se afeiçoa aos personagens, mas fica com aquela estranheza de, caramba, essa galera já se conhece, parece que já rodou um monte de história aqui, que para eles é só mais um dia e eu tô entrando aqui de, para entender a coisa. Mas eles tratam o jogador como se o jogador ele já conhecesse tudo aquilo.
Então é, vamos só resolver a situação, sabe? Você se enturma muito fácil. Se você conhece a webcomic, muito do contexto da webcomic se reflete na personalidade de todos os bonecos na tela ali, que aí você vai entender por que que a Fê é daquele jeito, que o baterista é daquele jeito, por que que eles fazem o que eles fazem, como é que eles agem entre si. Você vê cada detalhezinho, então uma coisa complementa muito a outra. Você vai para webcomic, aí você começa a fazer associações, entender a evolução do traço, por exemplo, do quadrinista.
E uma das últimas historinhas que lançaram, assim, que o traço ele já é basicamente o jogo. O jogo é a webcomic em movimento, cara. E aqui, ó, para a gente finalizar, que se começar a falar mais a gente vai começar a entrar em outros detalhes e pode estragar.
Aí entra história. Conseguiu passar bem tudo do jogo sem falar de história, e a história desse jogo é legal jogar, experimentar.
Sim, sim, né? Então aqui, ó, na Steam ele está saindo a R$60, o mesmo no Switch. No Xbox ele tá R$75, ok? E no PlayStation eu quero chorar, ele tá R$115. Por quê? Eu não sei.
Eu não quero dizer que o jogo não vale R$115, mas ele tá R$60.
Quando você vê nas plataformas concorrentes com preço mais baixo, eu fico pensando: tudo bem, Sony, desce desse pedestal.
É a Ferrari dos games, é a Ferrari dos games. Mas se você tiver um Switch, joga no Switch que tá muito legal, tá valendo muito a pena.
Vai onde o bolso alcança, né?
Se você tiver um PC, ele vale também jogar no PC. Ele roda muito bem no Steam Deck e o jogo é levíssimo, levíssimo. Se a sua única opção for o Play 5, sinto por você.
Espera uma promoçãozinha aí, deixa na wishlist, porque vamos fazer a Sony descer desse pedestal aí que tá complicado, bicho. Aqui a taxa otário foi na estratosfera.
Se a sua única opção é o PlayStation, você é parte do problema.
Pois é, eu sou um otário. E aqui, saindo de uma batalha de bandas malucas de um RPG para um jogo mais relaxante de pescar e fazer alguns trocadilhos, de filetar peixe, preparar, vamos falar de Skyward Sword.
Esquerda, a gente era um heavy metal até agora. Agora nós somos só a parte do metal sem muito heavy, somos um robozinho simpático.
Bom, você sabe por que que eu chamei você para falar desse jogo, né?
Sim, esse jogo foi divertido porque o meu contato com esse jogo foi o seguinte: tem um jogo aqui que você tem que jogar sem saber nada, você aceita? Falei: bora, manda, cara, eu vou abrir live, minha primeira interação com esse jogo tem que ser gravada. E de fato foi, e é um joguinho extremamente divertido, hein? Qual que é a pegada? O que que é Scale the Depths? Scale seria de justamente escama e Depths de profundeza. Nesse jogo você controla um simpático robô que tem um barquinho e tá pescando.
Por que que ele tá pescando? Tá pescando para poder alimentar a vida ali. Ele tem consumidores ou outros seres que aparecem ali falando, tô com fome, me dá peixe. Você vai, pesca. Só que aí é que tá, você não só vai e pesca. Você tem toda uma mecânica para sua pesca, porque sua pesca ela é uma pesca guiada. Você tem o seu anzol e a sua linha, você só vai quando você desce o anzol, você vai. E o grande lance é que você tem que controlar a sua linha, você tem que controlar o seu anzol, tem uma quantidade de dano que ele causa, você tem uma quantidade de linha que você consegue descer.
É, tem um carretel mostrando ali, conforme você vai esticando a linha ele vai esvaziando. Na hora que ele esvazia, automaticamente ele recua tudo. Que você começa de novo a ter que jogar.
Exato. E você vai ter que lidar com os peixes que você pescou ou não, porque você tem uma quantidade ali de quantos peixes você consegue armazenar no seu balde. E depois que você tiver pescado, lotou seu balde, você tem que lidar com esses peixes. Agora você tem que justamente escamar os peixes e prepará-los para os seus consumidores, sejam eles aves, aves pequenas, albatroces, sereias, um leão marinho, é o marinho Às vezes um monstro, porque essa que é a pegada.
Ele também é um jogo extremamente bem-humorado e você começa esse jogo no Lago Ness, tá pescando no Lago Ness. Então você vai alimentar a vida marinha do Lago Ness, né? Então uma lontra, um leão marinho, às vezes aparece uma sereia. E esses personagens, cada um deles, eles têm preferências. Quando você consegue alimentar eles, eles te pagam em dinheiro, eles te dão dinheirinho. Quão mais difícil é alimentar ele, mais dinheiro ele te paga.
E se você— cada um deles tem preferências, inclusive do tipo de peixe que eles gostam, e não é muito claro logo no começo. Você às vezes vai ter um personagem que vai falar: eu gosto de peixes coloridos. Só que aí você tem que entender que, tipo, não adianta você pescar um peixe preto para eles, tem que servir um peixe colorido. Se você perceber um peixe colorido, a barra de saciedade dele vai encher mais rápido. Então você vai precisar de menos peixes para encher aquela barra de saciedade, e logo você vai conseguir com menos peixes ganhar mais dinheiro. Uma pegada assim, uma lógica meio assim.
Uma curiosidade assim, que quando você joga seu anzol, né, a isca dentro da água e você começa a controlar, ele meio que vira um jogo da cobrinha, né, assim, de você ter que passar pelo peixe, encostar e enrolar o peixe ali e tal. Tem esse lado criativo que você, claro, o ambiente ali submarino, ele também é cheio, é meio labiríntico, né, tem obstáculos. Então você tem que guiar a linha ali, saber os caminhos dá para você encontrar caminhos secretos, rotas secretas onde você encontra outros tipos de peixe, né, que tem uma variedade muito grande.
Então tem tamanhos, cores, e isso influencia diretamente na dificuldade e também na captura, né, para escamar e saciar os seus clientes, né. Afinal, você é um robô pescador.
Exatamente. O jogo, ele tem justamente essa parte subaquática. Você tem uma região ali que é meio labiríntica, tem puzzles, tem às vezes caminhos que você tem que realizar coisas em outras áreas do mapa para conseguir abrir. E muitas vezes você não vai conseguir fazer isso com o seu tamanho de linha inicial, então você tem que ir alimentando o máximo possível dos seus consumidores para que você consiga juntar dinheiro, para que com dinheiro comprar equipamentos, né, evoluir seu equipamento, que te permita ir mais longe, mais profundo, ser mais eficiente, causar mais dano nos peixes maiores.
Você vai conseguir resolver mais isso, você vai aumentar sua linha de carretel, que permite que você fique mais tempo debaixo d'água. Porque como eu falei, você inicia a descida, a linha vai, não importa se você vai ficar a 30 cm de profundidade ou 30 metros, a sua linha tá indo. Se você ficar rodando ali em cima, sua linha acaba, você volta, pescou ou não, você vai lidar com isso depois. Logo no começo ali, para a parte superficial, os peixes são muito pequenos, não tem muita vida, não tem muita resistência, também gera um pouco retorno para os consumidores.
Os peixes maiores estão mais profundo. Às vezes você tem que descobrir a melhor forma de você chegar até uma certa área, tem que ter aberto um caminho antes. E muitas vezes os peixes grandes, você, depois que você conseguiu pescar um peixe grande, também tem a parte de escamar esse peixe. E escamar o peixe é todo um outro minigame que tá envolvido o tamanho da sua faca e a sua proficiência com isso. Ou seja, você tem que passar a faca num sentido, você não pode machucar o peixe, senão você acaba com a qualidade da carne.
E por consequência você acaba com uma quantidade de dinheiro que você vai receber por esse peixe. Então tem toda uma mecânica.
E aí, por exemplo, quando você tá escamando um peixe, né, tem uma barrinha na parte superior que é dependendo da sua lâmina, né, qualidade da lâmina e o tamanho do peixe ali ou da criatura que você vai escamar. Aí essa barrinha vai enchendo. Então você tem que ter todo um cuidado no jogo ali para chegar no limite, limpou, beleza, aí acabou. Aí você termina de limpar, né, corta cabo, tira as sobras e deixa só a carne ali. E cara, eu peguei um monstro gigante que é tipo como se fosse uma centopeia do mar, só que eu fiquei assustado, cara.
O quão profundo eu preciso chegar e o que eu posso encontrar, né, além dessas coisas meio bizarras?
No começo do jogo, como eu falei, você tá no Lago Ness, e aí você vai pescando e você vai descobrindo o que que tem ali. Aí chega uma hora que você descobre um monstro gigantesco pesco. Você depois, você conseguiu pescar, você às vezes você não vai conseguir de primeira, mas ele vai estar ali naquela região. Então você melhora o seu equipamento, volta lá e consegue pescar ele. Depois que você consegue, agora tem que escamar ele.
Será que a faquinha que você tem é o suficiente para isso? Às vezes tem que estar com uma faquinha no início, aí depois você vai trocando, você pega uma maior, uma espada. Eu juro que tem uma que parece a Buster Sword, tá, do Final Fantasy.
Eu peguei uma katana, eu peguei uma faca que ela tem uma lâmina, ela é toda curvadinha, sabe? Sabe, ondulada, como se fosse uma serpente andando. Peguei uma que ela é grossona, que lembra muito a faca do Rambo. Então assim, ele tem muita diversidade de lâmina e, né, e tamanho e fio e qualidade. É crucial, cara.
É o que é legal também, assim, a partir do momento que você termina uma área, essa área ela tem um bioma específico, ela tem os clientes específicos. Só que o jogo ele não termina em uma área. Você termina, tá, você tá no Lago Ness, o monstro mais legal que vai aparecer, não para você pescar, mas para para você servir é o monstro do Lago Ness. Essa Nessie, né, que eu gosto de chamar, é uma criatura, né. Tem toda a galera aí do How I Met Your Mother que gosta muito do monstro do Lago Ness.
Enfim, depois você termina isso, ele abre uma outra área do mapa para você e você vai pescar nessa área. E aí você vai pescar para todo um outro grupo de clientes, pescar outros peixes, você vai liberar outras armas, outras espadas, outras facas, outras coisas. Inclusive essa segunda área, se eu não me engano, é a área maia asteca. Aí desculpa, eu não sei a diferença.
E os puzzles vão mudando também, né? Os puzzles físicos mudam. Então esse jogo ele me surpreendeu, e isso porque eu nem me aprofundei muito, hein? Ele parece que ele é só mais um, deve, o dito cozy game, né? Que é um joguinho para você jogar para relaxar, porque ele é todo agradável. Você começa a brincar com o negócio da linha tentando fazer as coisas melhores, você começa a evoluir, juntar grana e tesouros e começar a tentar entender e atender, né, cada um desses seus clientes animais que aparece ali.
As criaturas você tem que servir, que eles têm preferências, né, eles têm personalidade. Eu, isso achei engraçado, porque tem bicho ali, sei lá, tipo tubarão, ele gosta de um tipo específico de carne, de certos peixes. A sereia é toda fresca, ela prefere outra coisa, e por aí vai. Então você tem que sacar essa e saber o que você vai pescar e como pescar. Então E isso é gostoso porque ele vai te incentivando e quando você se dá conta, cara, você lá umas 2, 3 horas fazendo os negócios até que, ah, eu acho que eu consegui tudo aqui, né?
Aí quando você vai ver, tem segredo para achar, tem item secreto para pegar, tem colecionável, daí começa a ver outros puzzles físicos onde você vai usando o seu anzol para empurrar as coisas ou tocar e interagir.
Ele é um jogo cozy, tá? Você falou certo, ele é um jogo cozy, ele é levinho, ele é gostoso. Ele é um jogo feito para você jogar e ir relaxando. É claro, ele tem uma camada mais de puzzle, etc., se você quiser se aprofundar.
Mas ele é um jogo profundo, Matheus, pode falar, os trocadilhos são inevitáveis. E não, você começa aí cada vez mais fundo e tem que ter mais coisas. E se abre o seu menuzinho aí e dá para personalizar o seu robozinho, deixar muito estiloso, o seu barco. Então, sabe, uma coisa começa a te levar para outra e você cria aquela dependência e você não para. Eu, pelo menos, foi difícil de parar, cara. Isso que eu joguei pouco.
Ele é um pouquinho de quem gostou bastante de Dave the Diver, vai matar um pouquinho da sede. Não é a mesma coisa, mas ele mata um pouquinho.
Até porque esse aqui, eu acho que ele, em comparação ao Dave the Diver, ele é um pouco mais dinâmico na forma que você resolve as coisas, né? Que o Dave the Diver tem todo um processo de mergulhar, é uma coisa mais física.
E ele é menor também, né? Então ele é mais direto ao ponto, a pesca dele é mais direta. E eu acho que ele é muito divertido porque quando você fechar a história, né, fechar todos os lugares dele, você vai ter se divertido encontrando. Porque sempre eu acho que o mais legal do comecinho desse jogo é justamente você tentar qual é o próximo consumidor, o que que eu tenho que servir para esse cliente, para onde eu vou daqui, qual que vai ser a piada, qual que vai ser o gimmick dessa região.
Você vai pescar numa região onde você alimenta o chupa-cabra.
Exatamente.
Olha aí, tem um kelp também. Eu tava tentando completar toda uma lista de peixe ali que eu tenho que pegar. Isso já é um problema para quem gosta de caçar coisas.
E ele é um jogo que dá para ser porcentável, ele é bem tranquilo e bem gostosinho para isso.
Por outro lado, ele também infelizmente não tem PT-BR, né?
Não tem, era o que eu ia comentar. Ele é um jogo que não tem em português do Brasil.
E outra coisa também, né, que ele só tem para Steam, não tem nos videogames. Isso aqui seria Então é um jogo muito gostoso de jogar, um bom passatempo. Aí aqui na Steam, ó, ele tá saindo a R$37,50.
Baratinho, vale para caramba, cara, vale a pena. Espero que a desenvolvedora Glass Gecko lance ele para outras plataformas. É um jogo que seria muito bom de jogar no Switch. Se você tiver um Steam Deck, você pode aproveitar como é esse jogo no portátil.
Eu queria ter um Steam Deck, Matheus, mas eu não tenho, eu não sou rico.
Também queria ter Steam Deck, agora acho que ninguém vai ter Steam Deck, tá caro.
Né, mais um joguinho aqui. Se você gosta dessa pegada cozy, mas quer mergulhar na diversão, Skate Death, jogaço. E este bloco eu vou falar com ela, Vanessa Raposa Vick.
E aí, e aí, é sempre um prazer participar.
Eu trago muito uns joguinhos artísticos, umas coisas meio confi, que eu sei que você gosta. Então acho que dá mais propriedade para você falar, e pessoa que trabalha com arte. Vamos lá, para não tomar muito do seu tempo, já vamos direto ao ponto. Vamos falar de dois joguinhos aqui que eu fiquei maravilhado. Vamos começar aqui falando primeiro desse Lost and Found: A This Bad We Made Story.
Eu não sabia na verdade que tinha um jogo antes dele, né? Mas acho que não precisa jogar para entender a história não.
Esse que a gente vai falar aqui é, ele é basicamente uma DLC standalone, né? Ou seja, uma DLC que funciona independente do jogo base. Você pode jogar ele como se fosse um jogo à parte, mas ele tem ligação com o anterior, embora seja uma outra história e tal. Inclusive, o jogo do qual ele veio é um chamado, como é que é, This Bad We Made, né? Que é de uma camareira ali, eu acho que era nos anos 50, pelo que se eu não me engano.
É por aí, né?
Ela funciona como se fosse uma detetive, né, resolvendo uns mistérios, né, enquanto trabalha e tal. No jogo original, né, começa num hotel. Nessa Lost and Found é justamente num transatlântico.
Eu achei a história assim meio— no começo eu achei um pouco estranha, porque assim, você joga com personagem chamada Sophie, ela é a camareira, né, e ela começa a trabalhar num navio E aí vem o chefe dela e fala assim, olha, algumas coisas, né, estão sumindo, parece que alguém tá roubando uns negócios, mas eu não quero alertar os passageiros, né, para eles não se sentirem incomodados, sentirem que a gente tá, sabe, acusando alguém de roubar, né? Então você pode entrar no quarto das pessoas e dar uma bisbilhotada?
Tipo, eu acho legal porque ele tem um quê muito de de Agatha Christie, né, de cria uma situação que você fala, tá, mas isso aqui é muito estranho, é muito esquisito, mas por que que essa mulher vai fazer isso? E aí você começa a bancar a Sherlock Holmes ali, né?
É assim, de certa maneira eu acho interessante porque você vai mexendo nas coisas, né? Me sinto um pouco mal por ficar ali, né, xeretando, mas você vai mexendo.
Eu não fico não, porque assim, só para deixar um pouquinho mais claro para quem só tá que estão ouvindo isso aqui, esse jogo ele é um jogo de exploração todo em terceira pessoa, tá? Então você tem uma visão de trás da personagem ali, tem os ambientes e tal, e você vai interagindo e fuçando em tudo que você vê ali. Normalmente tem um promptzinho ali de ação que aí você interage e obtém certas informações ou funcionalidades, e até como que algo que você mexeu pode ter alguma relação ou uma pista para algo que você vai ver mais para frente, e por aí vai. É bem interessante.
É, além de que você também tem que limpar, né, o quarto.
Afinal, né, seu trabalho.
Tem uns passageiros, uns hóspedes ali que eles são— nossa, que isso! Parece que a pessoa passou na lama antes de entrar na banheira, não parece?
Eu não sei o que que essa pessoa fez, mas ô banheira imunda! Que nojo! Umas manchas!
Ah, nossa! Esquisito demais, né?
Meu Deus, o que que essa pessoa fez? Como é que ela conseguiu? Parabéns para as camareiras, viu? Deve ver muita coisa assim, gente que trabalha em hotel, essas coisas.
Eu já vi uma vez no YouTube uma pessoa que trabalha com isso falando das coisas, e você fica tipo, ai, nossa, imagina o que ela não encontra.
Imagina um monte de coisa que ela nem pode falar, né? Porque olha, deve ser assustador, viu? Mas esse jogo aqui, o que eu gostei dele é que ele tem esse ar aventuresco, né, assim de, sei lá, eu acho que ele tem uma vibe um pouquinho dos Resident Evil clássicos, só que claro, né, com uma função totalmente diferente, mas com Q de exploração, de um mistério se desenha, você vai ter que resolver. E como é que você faz isso? Aí vamos fuçar as coisas e descobrir, juntar os pontos, entender.
E tem até uns puzzles bacana, né, tem negócio de carta rasgada ali documentos que você começa a juntar os pedaços. Aí tem como se fosse um quebra-cabeça ali para você organizar e tal. Não são difíceis, mas é interessante para o contexto de como tudo funciona, né, em torno do mistério.
É, e conforme você vai fazendo essas coisas, você vai juntando umas informações, ela vai tipo escrevendo num caderninho, né. Então tipo tem várias coisas que você pode ler, que você vai descobrindo sobre cada passageiro, os objetos que sumiram, né, são objetos assim sem valor monetário, né. Tipo, acho que o primeiro lá é um terço, né, do amigo dela, tipo um terço mó velho desbotado que tinha um valor sentimental. E você não sabe por que que sumiu, né, por que que a pessoa que roubou roubou aquilo. É interessante. Depois você descobre por quê, né, é bem legal.
Embora ele funcione muito bem, ele é um jogo muito gostosinho de jogar. E apesar de ser curto, eu acho que ele atende bem várias características do que ele se propõe, né? Trilha sonora ali é uma coisa mais suave e tal, né? Tem muita conversação, muito diálogo. Às vezes você tem que trombar com algumas pessoas, né, que estão hospedadas ali, que você tem que trocar ideia, tem que saber arrancar informação, que às vezes você vê que tem uns comportamentos estranhos.
Mas não são todos não, né? Tem, às vezes tem alguns passageiros que estão ali e às vezes você tem que esperar ele sair sair do quarto para poder entrar, né? Aí você conversa.
Tem esse fator curiosidade. E é interessante assim, tudo bem que a expressividade dos personagens não é assim algo incrível, mas eu acho que ela convence, né? Até porque o jogo ele tem uma estética assim não realista, mas meio caricata, mas ainda galgado numa realidade, né? E eu acho bem interessante, ele é bem atraente, mas infelizmente, né, ele não tem legenda em português e muito menos dublagem.
É mesmo.
Ainda assim, acho que ele não tem diálogos complexos, né? Então se você tem um mínimo de conhecimento em inglês ali, consegue se virar bem. Mas seria muito, muito bom, né, se esse jogo fosse localizado. Bem ou mal é um jogo de narrativa, né? Então isso pesa um pouquinho quando o principal é a história, né?
Tem que ter uma adaptação mesmo.
Mas ainda assim, joguinho muito bacana, bem envolvente, né? Né? Ele foi desenvolvido pela Lowbirth Games e também lançado por ela. Se você quiser pegar, até recomendo também para jogar a parte, você gostou do ritmo, do mistério, da coisa que eu acho bem legal, você pegar o jogo base, né, que é o This Bed We Made. Também foi lançado, deixa eu ver isso aqui, nossa, ele é de 2023, então já foi lançado faz um bom tempo. É um estúdio pequeno, mas que manda bem aqui, pelo menos eles capricham na parte estética e de como a coisa funciona e entrega uma boa narrativa.
Aqui, ó, esse jogo, esse Lost and Found: The Bad Remake Story, capítulo à parte, ele tá baratinho. Infelizmente disponível só para Steam por enquanto, né? R$26,75.
Ah, legal, preço bom pelo que ele entrega, muito bom mesmo.
Se a gente sai de um jogo de Sherlock Holmes e vai para um outro joguinho de busca e procura, agora a gente vai falar desse Finding Polka.
Eu acho que para começar a falar dele, né, tem tem essa questão do desenho que é muito legal. Parece assim, a pessoa saiu desenhando num papel forever, né?
Pois é, e sair, foi desenhando, desenhando e foi criando e ampliando.
E não é um desenho assim rebuscado, sabe? É como se você tivesse fazendo um desenho ali no saco de pão, né? Ele é bem rústico.
Se tivesse rabiscando ali, fazendo um rascunho, mas é um rascunho muito gracioso, sabe?
Ele é bem charmoso, ele é todo animadinho também. Bem legal. E é uma animação bem simples, né? Parece que tem 2 ou 3 frames só.
Eu ficava encantada, e eu admito que eu ficava muito, mas muito tempo observando cada detalhe, movimentozinho das coisas, e afastar um pouquinho para aqui. A gente falou de um outro jogo há um tempo atrás que era essa pegada, né, de exploração, de caçar coisa, que era um point and click. E esse aqui tem essa vibe também, né? É um jogo com visão isométrica ali onde você tem todo um ambiente gigante desenhado, tem alguns outros desenhos que interagem.
Assim, é uma viagem, mas muito interessante, né? Porque quando você bate o olho e as coisas começam a acontecer e você começa a explorar, é difícil de você parar e não ficar reparando, sabe? Às vezes você passa mais tempo observando as coisas acontecerem do que procurando o que tem que fazer. Então você começa a dar zoom, aproximar, distanciar, entrar dentro de lugares.
Tem, ele é cheio de surpresinha, né? Porque no primeiro momento eu achei que era só para ficar andando ali, né? Que no comecinho você não interage tanto, você vai interagindo mais conforme você vai avançando no jogo. E aí, tipo, a cada interação parece que vai aumentando assim o tipo de coisa que acontece, né? Primeiro você encontra uns objetos, conversa com os personagens. Acho que você tem que encontrar uns objetos para trocar com personagem, e aí você vai indo.
Aí lá mais para frente você até ganha uns poderes também, sabe? A pessoa que criou o jogo é muito otaku.
É, nome da pessoa que criou é Shinozuki Kamazawa. É um estúdio japonês, é basicamente estúdio de uma pessoa que levou muito, muito tempo para fazer esse jogo. E quando você começa a ver a dimensão que a coisa tomou, você entende, fala parabéns. E o nome do estúdio, que é o mais curioso, Leadlocks, né? Você sabe o que que significa isso, Vanessa?
Não sei não.
Você assistiu aquele filme Laranja Mecânica? Ah, eu já assisti, já lembro Sabe aquela última parte que o cara tá amarrado na cadeira, que bota um negocinho para manter ele de olho aberto? É aquele objeto, nome do estúdio, que põe no olho para você ficar olhando sempre o que tá na tela. Porque a proposta do jogo é essa. Às vezes tem lugares que é tão grandioso assim, a dimensão do cenário é tão gigantesca que seu boneco vira quase que um pontinho na tela e tá acontecendo tanta coisa e tem tanto elemento que você tem que interagir, sei lá, às vezes escalar uma torre, ou você tá numa área muito como se fosse de noite, né?
Então tá tudo escuro, aí tem um monte de ponto luminoso, aí tem constelação, tem desenhos, aí do nada aparece uma baleia gigante saindo do fundo da terra e te engolindo. O que que tá acontecendo, meu Deus? Era só um joguinho de explorar e interagir e descobrir o que que tem que fazer, mas de repente o negócio começa a ganhar graus de loucura. Que vão te levando para uns lugares que você não quer parar.
Agora que você falou do significado aí do negócio, eu fiquei aqui pensando, né? E é claro que o jogo prende a sua atenção, mas é de uma maneira mais cozy, sabe?
É bom lembrar porque tem esse lado, né? Apesar do significado do nome do estúdio ali, ele é um jogo relativamente tranquilo.
Sim, sim. E ele tem uma historinha, na verdade. Você tem um objetivo principal no jogo que é encontrar o seu cachorro que é o Polka, é o nome do jogo.
O nome da sua personagem é Friend, né, que ela vive nessa cidade calma com seu cachorrinho ali, o Polka.
Na verdade ela tem dois, né, é o Polka que foge, tem um cachorrinho que tá sempre junto com ela, é um cachorrinho que ajuda ela.
É o Jazz mesmo. Ela e o Jazz vão ter que procurar o Polka e começa essa jornada maluca, divertida, bonita, tranquilo.
É, e eu tinha falado ali que a pessoa que fez o jogo é muito otaku, porque tem muita referência Naruto.
Tipo, a pessoa é, né? Primeiro, estúdio japonês, e foi feito por uma pessoa só. E essa pessoa, pelo que eu tava pesquisando, ela gosta muito de anime.
Então tem muito ninja, tem muito aqueles selos lá do Naruto, sabe?
Aí tem uns desenhos da mãozinha ali quando você cumpre certos objetivos, que dá tipo um toca aqui, né, na tela, aparecem umas mãos grandonas.
Ah, sim, sim.
Quando você interage com bichos e outras criaturas. Mas ele é um jogo de exploração e buscação, né? Aí tem muita coisa gestual que você tem que interagir para falar com outras criaturas ou pessoas nesse mundo enquanto, né, tá viajando. Tem hora que eu não sei se chegou umas partes que tem tipo umas áreas de esporte, você joga vôlei de areia. Aí de repente tem alguém passando de parapente assim por cima de onde você tá. Aí em outro lugar tem um campinho de futebol e você joga, né, começa a dar chute.
Eu acho que eu ainda não cheguei nessa parte, mas eu sei que passa umas coisas no ar, né, tipo o pessoal voando no balão assim. Só que às vezes esse balão eu acho que me atrapalha, porque eu tô tentando encontrar as coisas ali e o balão tá passando na frente.
Você não tá entendendo, Vanessa, eu passei Horas andando em cada lugarzinho de cada área que eu cheguei. Ainda não terminei o jogo, tem muito terreno para explorar.
Ele é meio compridinho, não é tão curto assim não.
É porque ele tem muita coisinha e tipo tudo tem movimento. Aí, por exemplo, que nem a parte do esporte, lá você joga vôlei de areia com a galera lá. E é que nem eu te falei, tá acontecendo coisas, né? Então tem um monte de pessoas se mexendo e torcendo ali do seu lado. Aí você começa a olhar e falar Ué, mas por que que tem um bicho que parece tipo uma caixa com garras de caranguejo torcendo ali no cantinho? Tem umas coisas meio surreal ali, tem umas coisas muito doidas, né?
Então tem todo esse charme que dá a entender que você tá realmente no ambiente vivo, né? E é bacana porque é tudo como se fosse uns desenhos animados ali com 3, 4 frames de animação, e é muito bacana. E tem minigames também, tem um negócio de bater em toupeira, né? Esconde-esconde. Enfim, tem um monte de coisinhas e interações que na hora que você começa a ver, você fala, é, realmente não é só um jogo de exploração, de andar e sair buscando.
Você tem ambiente, você tem que pular, interagir, empurrar coisas, procurar um lugar ali que você vai debaixo da terra, né?
Aí tem tipo as toupeiras lá, e aquele lugar é tipo um labirinto porque você vai, volta, desce, sobe, você acha passagem secreta. Aí você descobre um negócio lá que a topeira tava procurando, aí tem que voltar para entregar para ela, para ela abrir uma outra passagem, sabe? Fica um tempinho lá dando volta.
Quando você tá nessas áreas subterrâneas, é tudo preto com contornos brancos, né, esbranquiçados.
Esse aí fica passando os fósseis de dinossauro na frente dela.
Esse jogo ele te surpreende a cada momento, com cada detalhezinho que você começa a bater o olho. Então é difícil você chegar no um cenário que tem muito movimento, sei lá, tem um trecho da cidade que aconteceu um acidente no meio de um cruzamento na rua ali, e a câmera tá distante e é tanto elemento assim ao seu redor que se você ficar parado você simplesmente desaparece, esquece onde está o seu boneco porque tem muita coisa acontecendo ali, perdeu o personagem.
Aí na hora que você mexe o boneco, ah tá, eu tô aqui. É maravilhoso assim a riqueza de detalhes. Lembra de novo onde está o Ali, né? Só que num grau ainda mais insano, porque é tudo meio preto e branco com alguns tons de amarelo ali, e é tudo muito simples. Mas ao mesmo tempo, assim, é um jogo que conforme você vai explorando, você vai descobrindo camadas e camadas de situações e de histórias que vão sendo contadas ali em silêncio, né? Onde você só tem a música e interação do que que tá acontecendo na tela.
Ah, é verdade, ele não tem uma língua, né? É tudo por desenhinho.
Ele é muito visual, ele é muito visual. E assim, tudo que você faz tem um propósito ali, e qualquer pessoa consegue identificar o que tá acontecendo.
O jogo assim é bem legal, né? Bem interessante.
Eu acho isso lindo, né, que ele consegue entregar essa linguagem visual onde ela é universal. Qualquer pessoa, independente do idioma, vai jogar aquilo, ah tá, eu tô entendendo o que está acontecendo. Nossa, é um jogo simplesmente gracioso, muito divertido, né? E quando você você se dá conta, já se passaram-se boas horas e você não quer parar. É aquele joguinho que eu quero fazer tudo, e isso para mim é um problema, porque esse jogo ele tem muita coisa para ver e muita coisa para interagir.
Mas aí a gente vai jogando aos pouquinhos, né?
Sim, é um jogo que você não tem que jogar com pressa de, ah, eu tenho que descobrir. Não, vai de boa, joga um pouquinho, que às vezes também tem que admitir, ele dá cansada porque é muita informação, né? Então aqui a visão começa a embaralhar. Mas tudo bem, isso sou eu depois de 5 horas jogando no final de semana direto, sem parar.
5 horas!
Mas ainda assim, que joguinho delicioso de jogar, de passatempo. Tem muita coisa para você fazer, por mais que elas sejam bem espaçadas. Tem muito minigame, muita coisa de esporte, muitas histórias a serem contadas, atividades. Tem muita coisa opcional e secundária que isso é o que me quebra né? Mas o objetivo é você encontrar o cachorrinho.
É que toda vez que você encontra ele, dá um jeito de fugir de novo, né?
É um excelente jogo passatempo, sabe? E aqui ele também, infelizmente, só tá disponível na Steam, né? Um precinho também, ó, ele tá R$38. Joguinho sensacional, ô delícia de jogo!
Super recomendo!
E aqui para fechar mais este episódio, vamos falar de um jogo que tá dividindo opiniões por aí, mas aqui a gente vai falar de Beast of Reincarnation. E aqui comigo, Bruna Penilhas e Cláudio Prandone. E aí, meus queridos, como estão?
Beijo, Pranda! Um prazer estar aqui com vocês, obrigada por mais esse convite aqui. Salve, galera!
Fala, Gil! Fala, Bru! Tô animado pra gente falar desse jogo.
Vamos lá, né? Beast of Reincarnation, um dos grandes jogos da Game Freak, mais conhecida aí por fazer os joguinhos de Pokémon, joguinho de monstrinho. Conseguiu se juntar com outros estúdios aí para lançar uma coisa grande e totalmente diferente de Pokémon. Eu admito que eu tava com certa expectativa para ver jogo diferente da Game Freak depois de tantos anos. E sim, já adianto que eu gostei bastante de Beast of Reincarnation, mas embora ainda não tenha terminado, no ponto que eu cheguei eu já sinto que o jogo ele começa a sofrer com algumas repetições e limites que parece muito básico para esse tipo de jogo, né?
E isso passou a me incomodar, mas eu ainda vou terminar. O que vocês acharam? Acharam dessa nova aventura da Game Freak?
Olha, de cara, o que me chamou atenção é que é um jogo bonito, que bate muito com aquela narrativa de, ai, a Game Freak não sabe fazer jogo 3D bonito. Tudo bem, né, são estúdios terceirizados e tal, mas acho que o Beast of Reincarnation prova que a Game Freak sabe produzir um jogo bonito. E de resto, assim, para mim ele é meio que um NieR: Automata menos apelativo, é, mas ok. Para mim é um dos melhores double A de 2026.
Eu acho que infelizmente é um jogo que no momento que a gente tá gravando esse episódio ele já foi esquecido pela galera. Eu ainda vou soltar meu review, né, talvez quando o episódio for ao ar e já esteja, o meu review já esteja no ar. Eu sei que o Prandas já soltou o dele, né, Prandas, mas eu achei um jogo jogo, até falo na minha análise, eu acho um jogo quase bom. Ele não chega a ser bom, mas ele também não chega a ser ruim.
Eu não acho que ele é uma catástrofe igual todo mundo tá falando. Ele tem uma gameplay gostosa, o combate dele foi o que me prendeu ali. Então eu achei interessante também que ele não tem quase nada de Soulslike. Ele tem algumas mecânicas ali similares, mas em termos de desafio, para se ele fosse um Soulslike, eu não ia eu ter aguentado jogar, porque é o que eu tô falando, eu não tenho paciência e eu não tenho habilidade barra experiência para jogar soulslike, porque realmente não é um gênero, eu não tenho paciência e pronto.
Então assim, eu sofri para alguns chefões ali, mas nada que tenha levado mais de um dia, sabe, para passar. É um jogo gostoso, mas é um jogo que sofre muito com repetição em diferentes níveis, assim, ele é repetitivo de muitas formas diferentes.
Eu tô num misto entre a sua opinião e a do Prandinhas, porque eu gostei da ideia do jogo, acho que em tudo que ele entrega assim é muito interessante, mas tem coisas que eu acho que ele se desgasta muito rápido, né? Normalmente quando eu pego um jogo aqui para falar em podcast, ou até coisa para eu jogar mesmo porque eu quero, é um jogo que ele tem alguma coisa que ele me divirta. E esse jogo aqui ele me agrada em muitas coisas, mas talvez por ter muitas experiências assim de jogos muito parecidos, né, em diferentes camadas, e joguei alguns Soulslikes, eu também, eu descobri que eu sou muito incompetente para jogar Soulslike.
Bem-vindo ao clube!
E eu sinto que esse jogo aqui ele não me cansa, mas ele me frustra um pouquinho por causa de algumas repetições, porque o mundo em si eu achei muito bonito, muito interessante, né? E outra coisa, vocês tiveram algum problema de mecânica, de bug, alguma coisa assim, não, quando vocês jogaram? Aliás, vocês jogaram em quais plataformas?
Eu joguei no Play 5 base.
Eu joguei no Play 5 base também e eu tive alguns problemas com a mecânica de, ai, quando você segura X e você segura o pulo, e aí ela invoca ali um tronco gigante que eleva ela.
Ela.
Sim, então essa é uma mecânica principal do jogo, né, para quem ainda não tiver jogado ou visto gameplay. E ele dela traz muita verticalidade para o gameplay, então consequentemente os mapas e o combate ele pode ser muito vertical por causa disso. Então eu tive alguns problemas nisso de às vezes cair em umas áreas que não tinha onde ela pousar, ela ficava ali flutuando, só que aí o jogo me levava um lugar normal. Mas acho que o problema que mais me incomodou foi a câmera desse jogo, gente.
Tiveram algumas batalhas com chefões porque a grande parte dos chefões desse jogo são criaturas gigantescas. E aí você tá ali pulando, segurando o pulo, indo lá para cima, e aí de repente você invoca um monte de planta gigante, flores e não sei o quê, aí o bicho gigante vindo na tua cara, e aí a câmera ia para o beleléu. E aí tinha uns lugares lugares também mais apertados, corredores, prédios fechados, em que tinha todas essas coisas acontecendo com inimigos menores.
Eram inimigos pequenos assim, comuns. E a câmera, eu, cara, tem um chefão específico que eu falei, cara, isso é ridículo, é o design dele é ridículo, não foi pensado para o gameplay do jogo. Que é um chefão que são dois, né, mas é a mesma mecânica, é o que voa. Você sofreu com ele também, Pranas? Eu fiquei Entendi de nada com esse chefão, cara.
Amiga, quando você começou a falar, eu pensei nele na hora. Que é uma situação, Ju, absurda, em que assim, o gameplay não dá conta do chefe. Assim, eu me sentia incapaz, limitado, sabe? Ó, as ferramentas que o jogo me dá não me permitem fazer essa luta direito.
Eu entendo, eu sei do que vocês estão falando, gente. Eu sofri. Olha que eu sou teimoso pra desafio. Quando eu vejo coisa assim que que, né, por esse jogo em algumas partes eu penso, ah, eu acho que eu não deveria estar aqui agora, né. Embora o jogo ele tem uma exploração meio linear em alguns momentos, né, mas tem combate contra chefe. Eu acho que eu não deveria estar enfrentando esse bicho agora, né. Eu concordo com a Bruna, tem hora que para algumas coisas a câmera ela dá uma surtada, mas se bem que talvez isso seja um mal para esse tipo de jogo de ação 3D com um pouco de plataforma e movimentação muito rápida, né.
Então câmera, acho que ela não consegue focar num modo confortável, ou tenta te acompanhar ou fica zoado.
Mas aí assim, os produtores que decidiram fazer um jogo de ação desse jeito, né? É, a Bruna tava falando dos ambientes fechados, eu concordo completamente. Assim, tem momentos que você entra, sei lá, num prédio, você tá andando por corredores, a câmera não dá conta. E eu me pegava pensando, por que que eles fizeram um corredor tão estreito? Não precisava, sabe?
Pois é.
É, eu pensei a mesma coisa. E em um dos patches pós-lançamento, eles inclusive incluíram ajustes de correção de câmera, mas eu já tava muito avançada no jogo. E eu entendo isso que você quis dizer, Gil, em algum jogo. Mas eu penso que assim, uma coisa é o caos na tela, tipo muita coisa acontecendo. Outra coisa é simplesmente a câmera te atrapalhar e tornar aquele momento, aquele combate extremamente frustrante. Mas assim, ó, para ser justa, tiveram chefões bons.
É, no geral o combate é legal. A câmera ela deu problema em chefões específicos, mas assim, não deixa de ser frustrante. Aí eu voltando para o assunto de repetitividade rapidinho, isso também acabou desgastando um pouco a minha vontade de continuar jogando, porque eu diria que assim, lá nas minhas primeiras 17, 18 horas eu tava querendo explorar cada canto do mapa, porque os mapas são bem diferentes. Uns são mais retões, outros exploram mais a verticalidade da gameplay.
E eu tava querendo achar as coisas, mas aí os inimigos são os mesmos do começo ao fim. Aí eles começam a repetir chefão, cara. E aí de repente, e tipo, o chefão repete e é o mesmo moveset. Então chega uma hora que eu já decorei o de parry dos inimigos. E aí o desafio que tava equilibrado e interessante para mim, que não gosta de soulslike lá no começo, chega lá no final já não tá tão legal assim, porque eu já sei exatamente o ritmo de cada um dos inimigos que eu tô vendo desde o começo do jogo, cara.
É bizarro assim a repetitividade. Eu lembro que tinha uns inimigos comuns ali, um urso que a gente encontra no jogo inteiro, de repente ele vira um chefão. Com o mesmo moveset do inimigo básico.
É, eu acho que para a galera da Game Freak aqui são muitas boas ideias, né, como dito, mas acho que a execução e a união da execução de todas essas mecânicas e conceitos e do game design, embora meio confusa, e eu fiquei meio frustrado mais com a repetição de inimigos do que com, sabe, de exploração de ambiente ou a parte de algumas plataformas que eu olho, né, a verticalidade legal, aquela plataforma alta ali, como é que eu faço?
A usabilidade da Emma aqui e tal, subo os cabelos dela, usa a árvore para plataforma, dou um pulo, beleza, cheguei. Deu um trabalhinho, foi legal até, mas aí eu chego naquela bendita plataforma e não tem nada lá, é vazio. Quando eu jogo esses jogos assim que tem muita coisa para coletar, tipo um Assassin's Creed da vida, eu não consigo avançar enquanto eu não explorar o mapa, eu não limpar tudo que eu puder ali que eu conseguir.
E aí nesse jogo eu ficava com esse ímpeto de, ah, cheguei nessa área mais aberta aqui, né? Ah, tem uns negócio aqui, deixa eu tentar ver ali, eu tenho habilidade para isso. E às vezes eu tentava quebrar o jogo, burlar regra tal, né, para chegar em tal lugar. E na hora que falar, consegui, mas aí não tinha recompensa, sabe?
Eu sinto que no geral o Beast of Reincarnation ele peca pelo excesso em muitos departamentos, sabe? Ah, ele quer ser um jogo longo, daí para isso ele repete chefes, ele tem cenários enormes e vazios, os itens que você encontra assim eles te ajudam mas não ajudam muito. E para mim a prova definitiva disso é a árvore de habilidades da Emma e do lobo, né, do Co. Você tem uma infinidade de habilidades diferentes que você, mano, assim, Até a última batalha você tá aprendendo novas habilidades e você pode evoluir o nível delas.
Só que eu sinto que o jogo não te incentiva a experimentar essas habilidades. Eu terminei assim, acho que 80% dos golpes que eu usei até o final do jogo eu já tinha desde o começo, eu só fui melhorando eles. Então eu acho que o jogo peca por isso de, nossa, você tem dezenas de habilidades, tá? Mas eu não entendi muito bem qual que é a diferença diferença dessa, da habilidade A para habilidade B, sabe? É, isso aqui é melhor para grupos, isso aqui é melhor para o stealth, isso aqui é melhor para chefões.
Eu acho que o jogo não se presta muito a explicar isso. E para mim essa é a prova definitiva de que, putz, o Beast Reincarnation ele é bem feito, ele é até bem intencionado, mas acho que ele quer ser tão grande em tudo que acaba sendo um excesso meio vazio.
É, eu concordo contigo que Jogo, quando tem muita habilidade, eu quero que essas habilidades elas sejam úteis, né? Ela tenha um propósito. Assim, senão eu monto um set básico ali, funciona, funciona, e vou, sabe? Tipo jogar um God of War das antigas, quadrado, quadrado, quadrado, quadrado, e vai. Bem isso.
Tem muita coisa. Eu ainda tentei me esforçar ali para ver quais habilidades, por exemplo, as habilidades do Co, que você invoca ele ali no meio da batalha, tem algumas que dão É, eu sei que o jogo tá legendado em PT-BR e tal, ok.
É que o nome do lobo, né, para os ouvintes, o original é Ku.
Em japonês ela fala tipo Ku, é com biquinho, é com biquinho. Mas é foda, né?
É que brasileiro é uma desgraça. Por que que não arquivou isso aqui? Porque assim, 5ª série vai gritar alto aqui, eu não vou conseguir me controlar. Tem um lobo, né, ele chama Alpha Co e você consegue interagir com ele. Aí se a gente for falar das interações que tem um propósito, aí fica mal a gente falar, né, fazer carinho no cu, lavar o cu.
Tá muito bom.
Alimentar o cu.
Eu fiz essa piada, eu falei: vocês estão lavando o cu direitinho? Ele tá sujo, hein.
Bom, mesmo assim parabéns para localização, né, que teve esse tato de localizar como Kō, embora o jogo só tenha dublagem japonês e inglês, né, e pronúncia nesses idiomas não ajuda muito também. Então, bom, já que a gente falou do lobo, né, do Kō, ele é o seu companheiro de jornada e tem interações com ele, né, fora de batalha. Além do efeito fofura, né, essas interações também fazem com que ele ganhe melhoria nas habilidades, evolua e tal.
Inclusive, o sistema de combate desse jogo, como ele é bem bacana, você também usa o lobo para, né, ter mais opções de ataques ali, porque às vezes você tem que cumprir certas condições para encher uma barrinha para poder usar ele, para ele ter uma eficiência verdadeira contra inimigos, né. Isso eu gostei, mas eu sinto que que poderia ser um pouquinho melhor.
Eu achei que ele tem bastante, porque além de você selecionar as habilidades dele, são muitas. Eu não fiquei testando todas que eu desbloqueei, mas como eu tava falando, tem algo— eu tava tentando pelo menos prestar atenção no tipo de habilidade, porque cada inimigo tem sua fraqueza. E se você usar habilidade do co que corresponde à fraqueza daquele inimigo, isso você vai, né, dar mais mais dano. Mas além dessas habilidades, eu achei legal que tem uns mods ali para essas habilidades.
E também tem os— no jogo chama de incensos, não lembro— que são habilidades passivas, né, em que então o Co pode tacar vida em você, pode tirar certas condições tipo veneno e tal. Eu achei bem variado assim, achei legal a participação dele bem ativa, tanto que tem Se a gente para para pensar como é o gameplay sem o co, é bem diferente, né? Um pouquinho mais difícil, um pouquinho mais desafiador. A árvore de habilidades, ela é muito vasta, ela dá muita liberdade para você escolher o estilo de jogo que você quer.
Mas é isso, eu não senti muita vontade de explorar muito a do co, cara. Chegou uma hora que a do co eu só falei, ai, tá legal assim, ele já tá com uma variedade legal de tipos de ataque, agora eu vou focar só em melhorar todas as coisas que eu realmente já tô acostumada a usar com a Emma. E foi isso.
De novo entra naquela questão de muita coisa para usar, mas você não é estimulado, né? Não tem 3 coisas, funciona, fica aquelas 3 coisas até o fim.
Ele tem uma habilidade lá desde o começo que ele atira, sei lá, umas bolotas, isso recupera sua vida. Meu, quando eu entendi como isso daí funcionava, eu evoluí ao máximo. Isso daí me salvou várias vezes no jogo.
Eu me forcei a tentar evoluir ganhar o máximo de coisas dele para testar mesmo, né? Mas já com a Ema, tipo, eu fiquei em 3, 4 coisinhas ali que eu vou brincando, alternando, porque simplesmente funciona. Então não tem por que testar o resto, né? Na parte de enredo, gente, vocês também acharam meio confuso e monótono ali?
Dio, vai ficar ainda mais confuso, vai, eu te garanto.
Ai, Deus. É porque assim, né, a gente até pular etapas aqui. O jogo ele se passa num Japão bem no futuro, né, no ano 4020 alguma coisa, em que o mundo foi para o vinagre, né, num pós-apocalipse que a natureza dominou tudo. Então natureza consumiu máquinas e se misturou até com organismos ali, causando mutações e tal. E a Emma é uma guerreira que ela sofre de uma espécie de maldição, ela é uma exilada dos outros, né? E meio que ela tem essa missão de tentar encontrar essa, tipo, criaturas pestilentas, né?
Derrotar essas criaturas com habilidade que ela tem e derrotar a besta da reencarnação, né? Tá causando essa mutação que perdura, é uma contaminação geral, né? E é isso que a gente sabe por boa parte do jogo, que quando você começa você tem lá mais um tutorialzinho, assim funciona tal, não sei o quê, avança um pouquinho flashback, vai mostrando as coisas meio que aos pedaços. E tá, eu quero entender o agora, mas sabe, eu achei meio confuso os momentos assim. Então eu só basicamente fui avançando e fiquei na curiosidade, né?
Eu achei confuso, eu achei que alguns momentos são muito clichê, e para mim parece que eles colocaram esses clichês só para de novo esticar a história. Mas eu acho a premissa toda muito boa, Muito legal. Eu primeiro gosto dessa coisa do pós-apocalipse muito distante, porque é tipo, nossa, não é que, ah, passou 100 anos, a humanidade está na merda. Não, é tipo, meu, passou séculos, passou 2000 anos. É tipo, é muito, muito longe.
Então eu compro a ideia de, ah, agora a gente tem bicho misturado com planta, tem humano misturado com planta. E quando chega os momentos derradeiros assim que o jogo vira e fala, tá bom, eu vou te contar tudo. Eu acho que tem algumas surpresas muito boas, ainda também que tenha outras que me frustraram um pouco. Assim, não vou dizer que eu acho ruim, mas acho que eu esperava mais porque o jogo é tão ousado em alguns momentos.
E aí também eu trago aqui o fato de que claramente o Beetle Reincarnation ele se apoia demais no NieR: Automata, seja pela premissa, pela da protagonista. As músicas do jogo são completamente, né, NieR: Automata. O NieR: Automata, eu acho ele um jogo fantástico. E a cada run, ele truca a própria história e vai ficando mais maluco e meio metalinguagem, né. O Beast of Reincarnation, ele não truca, ele só, ele, ah, tá bom, essas são minhas cartas e é isso aí.
E acho que fica aí, parece que ele promete tanto que na hora que ele entrega, tipo, ah, não é ruim, mas eu esperava mais.
Mas sim, eu sinto que ele é um jogo que ele fica muito no quase lá, sabe?
É exatamente isso.
Trilha sonora, por exemplo, eu gostei. Tem uma hora que é coisa mais suave, mais diferentona, mas eu sinto que passei muito tempo explorando, às vezes parece que a música ela vai se repetindo demais.
É a mesma música ambiente o jogo inteiro. Tem tipo a música de combate e aí tem uma outra musiquinha que toca em momentos muito específicos. Agora, a música de exploração é a mesma, que fica uma vozinha ali.
Eu achei bem abaixo do que eu gostaria que fosse, né? De novo, quase.
Então é tudo quase. Mas nessa parte de narrativa, eu comecei com um pouquinho de ranço porque é esse o clichê, é a protagonista sem sentimentos que não sorri, não faz nada. A trilha sonora com aquele jeitinho de NieR: Automata e Stellar Blade. E aí, de novo, Stellar Blade, mesmo tipo de protagonista também. E aí eu fiquei, ai, que saco, não tava interessada na história. A única coisa que eu tava interessada e que me despertou qualquer tipo de emoção foi o Ko, por motivos óbvios, né?
Porque é um animal, ele é fofo, ele é lindo, eu não quero ver ele se machucando. Então é também é outro clichê de tipo animais em jogos. Então a história começou, não me pegou, e ela vai desenvolvendo bem, bem devagar mesmo. Mas eu concordo com o Prandas que chega ali, chega ali no final, quando a gente recebe algumas respostas, a gente tem algumas premissas bem interessantes. Eu também gosto dessa ambientação muito, muito no futuro.
Só que, cara, eu fiquei meio perdida porque a informação principal, as principais respostas é uma mensagem de áudio enquanto você está explorando, não é uma cutscene. E é tudo, é tudo de uma vez, cara. Aí eu tenho que estar prestando atenção para onde eu tô indo, que eu tenho que fazer, informações extremamente importantes que aquele diálogo tá me dando. Então assim, eu ainda fiquei um pouco confusa com alguns dos conceitos que o jogo apresentou.
Tinha potencial para ser algo muito legal. Eu acho que ele foge um pouco de de muitos clichês, no final das contas, de games ambientados no futuro. Mas aí tem vários problemas, né. Eu cheguei a ficar um pouco emocionada ali no final. Mas de novo, por causa do cô, do gostamos de animais e é isso. Mas eu não sei, eu acho que não é uma história memorável. E eu não me apeguei aos personagens humanos. Aquela menina que fica com a gente, ela é muito chata.
Outro personagem que fica com a gente, ele só é ok. A Emma é isso. A Emma é o clichê que eu falei, é a personagem que não tem sentimentos, que quer descobrir o que que é amar, que é a vida. E eu já tô de saco cheio de personagem assim. Felizmente ela fugiu do clichê do Stellar Blade, do NieR: Automata, de ser uma personagem sexualizada, né? Felizmente o design dela é lindo, gente. Você chega ali no final do jogo e as flores estão no rabo de cavalo dela inteiro.
É linda, é muito, muito bonito. Mas é uma história ok. Tudo nesse jogo, no geral, o resultado é ok.
É, eu acho que para essa nova, digamos assim, empreitada da Game Freak, né, é ok, tá no caminho. E eu sinto que como uma nova franquia, uma nova IP, aí sim eu acho positivo, né. Eu creio que se tiver uma continuação, né, se eles persistirem em tentar evoluir esse esse mundo e ver como é que eles podem fazer mais e melhorar, né, porque agora você tem uma base. Eu sinto que a gente pode ter uma boa franquia aqui, né.
Eu concordo, eu não dispensaria uma sequência, mas não sei se eu tô sendo pessimista, mas eu acho que não rola, viu, porque justamente porque eu não acho que esse jogo teve um impacto grandioso assim o suficiente para ganhar uma sequência. E assim, posso ter analisado errado, mas eu não vejo abertura para isso ali no final.
Sempre tem um perigo, né?
Assim, até tem, tem como inventar, mas eles não deixam isso escancarado ali.
Para mim é um universo interessante o bastante para eu querer ver outras histórias daquele mundo, sabe? O Beast of Reincarnation, ele é só no Japão. E no resto do mundo, sabe? O que aconteceu na Europa, na África, na Oceania, aqui no Brasil, sabe? Acho que se eles quiserem contar mais histórias, dá. Para contar mais histórias. Uma coisa que eu queria comentar ainda nesse tópico é que a Game Freak é famosa por Pokémon, mas ela já fez outros jogos que não são Pokémon, né?
Inclusive até muito no passado assim, para Mega Drive, sei lá. E na minha opinião são sempre jogos muito diferentões, meio maluquinhos, meio experimentais.
Eu gosto, hein? Eu sinto falta disso hoje em dia. Não tem muita margem para você experimentar, né? Ou você acerta ou você se ferra.
Por exemplo, um dos meus favoritos da Game Freak sem ser Pokémon é o Drill Dozer, que é um jogo de aventura de furadeira para o Game Boy Advance, que tem rumble, é muito legal. Mas assim, o que eu queria comentar é que para mim o Beast of Reincarnation é o melhor jogo da Game Freak que não é Pokémon em qualquer aspecto. O que acho também isso diz muito sobre esses títulos do passado, sabe? São títulos diferentes, criativos, divertidos, mas que acho que ainda faltam mais capricho e qualidade técnica.
Também jogos que ficam muito no quase, mas o Bissau Reincarnation é o que foi mais longe no quase.
Sou sempre a favor de hoje em dia a gente ter mais esses jogos double-A, né, os jogos de meio de caminho, porque triple-A são legais, mas demoram para ser feitos, e quando sai é caro, e às vezes é formulaico, que Ah, sim, a galera gosta, não vai reclamar, gente, só segue, né? Ou tem que fazer uma coisa muito experimental, muito teste, que nem, sei lá, o Kojima fez com Death Stranding, por exemplo, né? Que os jogos dele, Death Stranding, eu particularmente não consigo gostar de jogar, gosto de ver, mas, cara, não tem como criticar aquele jogo no que ele se propõe a fazer, né?
Na ideia, no conceito, que é bem diferentão. Mas aí aqui o Beast of Rancanete, ele tá no meio do caminho, mas tropessa muito ali para tentar fazer muita coisa, e isso me deixa um pouco triste. Mas por outro lado, eu tô torcendo para que a coisa vingue. Assim, eu sinto que tem jogos que a gente pega em função de muita coisa que a gente tem hoje, que consome, até muita coisa com visual parecido, temáticas, ideias, que dá uma saturada.
Então às vezes também bate aquela coisa do, ah, eu já vi isso aqui, eu não quero jogar porque, né, eu tô cansado. Mas Mas quem sabe, acho que para um futuro, eles fazendo outras coisas ou revisitando esse mundo, eu acho que vinga, cara. Eu tô bem positivo quanto a essa ideia, quero muito que isso dê certo.
Tomara, porque você falando isso, Gil, eu fiquei pensando muito em como para mim gameplay é a melhor parte de Beast of Incarnation.
Ah, sem dúvida, o jogo tem parry, esquiva, já é gostoso demais.
Inclusive, galera, a janela de parry dele é bem alta, tá? Não é uma janela pequena, isso Por isso que eu terminei o jogo também. Eu acho que ele ousa na ambição, na escala do que ele se propõe a oferecer, porque no gameplay ele ousa ser diferente, mas dá certo na maior, na maior parte das vezes, todo com todo esse lance de verticalidade. E aí você consegue tumonar uma flor lá no fundo do cenário durante uma batalha contra chefão, e aí você consegue usar o cabelo da Emma para aí até aquela flor, puxar e tal.
E aí ele traz um estilo de gameplay ainda, ela ainda tem uma espada. Então no fim das contas a espada vai ser o básico, isso a gente já tá cansado de ver em outros jogos, mas funciona. E aí juntando isso e a movimentação que você pode ter vertical e bem ágil com essas habilidades da Emma, eu acho que torna esse um combate que merece mais espaço, porque ele realmente, ele não é um feijão com arroz de ação, combate de ação, não é.
Até porque, por exemplo, quando você consegue dar parry no momento certo, você dá uma lentidão no inimigo, né? Então você tem abertura para atacar ele ali, causar mais dano e ser mais eficiente. Eu sinto também que esse jogo assim, em função da dificuldade dele, que ela não é tão grande quanto eu imaginei que seria, né, na hora que você vê combate, essas coisas sem jogar, eu sinto que ele é um jogo convidativo para novos tipos de jogadores que não estão acostumados com isso.
E sei lá, talvez pensar, Game Freak, deixa eu ver o que eles fazem além de Pokémon, né? Porque eu acho que para a gente que já pegou a manha ali e tal, a gente se habituou. O combate é fácil, é gostoso, mas, né, fica fácil porque ele não exige muito assim de, não, você tem que evoluir, você tem que ter uma habilidade específica que vai facilitar muito, né? E Então, para isso, eu acho legal esse nível de acessibilidade para tentar atrair mais público fora a galera mais hardcore ou que já tá acostumada com esse tipo de jogo e quer mais.
Eu gostei dessa ideia de na hora que você enche a barrinha ali do combate, que você vai usar habilidade, o jogo ele dá uma câmera lenta, aí você pode escolher o que você vai, né, combinar ali para fazer uns ataques mais eficientes e tal. Então, realmente, acho que o combate, acho que é a melhor coisa desse jogo. Jogo é diferente, tem um quê de originalidade ali, né? Embora ele pareça um hack and slash meio Souls-like com turno e elemento de RPG, tá no caminho, sabe?
Ele tem pelo menos esse diferencial assim que deve agradar todo mundo ali. Se bem que comparado a todo o resto do jogo, acho que é a melhor coisa que ele tem, fora o cu.
Eu lembrei de uma coisa em relação ao combate que eu acho que eles também precisavam ter dado mais atenção e realmente só tá lá por estar, que é Níveis de dificuldade. O difícil dele é besta, você só toma mais porrada. Aí depois que acaba o jogo abre um New Game Plus, eu não explorei, mas eu acho que eles deviam ter feito um nível de dificuldade com uma dificuldade realmente mais, um pouquinho mais desafiadora, um pouquinho mais bem trabalhada ali, porque a diferença entre jogar no normal e no difícil não é tão grande não, viu?
Sei lá, que desse para ajustar o tempo de janela de aparo, coisas desse tipo, sabe? Porque só colocaram ali por colocar.
De novo, quase, né? Vamos torcer para que as coisas evoluam, vão bem.
No geral, acho assim um double A muito esforçado, ok. E tá no Game Pass, né? O que acho que para muitas pessoas acaba sendo uma barreira de entrada bem mais baixa. Então vale conferir, pelo menos o no começo assim, não sei se vale a jornada até o final, porque é um jogo longo e repetitivo, mas acho que vale conhecer.
Eu concordo, concordo com o Prandas. Acho que se você não tiver o Game Pass, talvez numa promoção, mas numa promoção daquelas muito boas assim que eu sei que tem de vez em quando, quando você não tiver nada mais interessante para jogar também.
Na Steam o jogo ele está R$200, né, R$199,99. No Xbox ele tá saindo R$250, né, se você não for jogar no Game Pass, você for comprar. E no PlayStation também, né, R$250. Aqui pelo menos a Sony não meteu a taxa otária de lançar um pouquinho a mais além de todos os outros. E chegamos a mais um final de episódio. Agradecer a todo mundo que chegou até aqui, seja você baixando isso em MP3 como eu faço, ou nos seus agregadores de podcast por aí, ou indo lá no nosso canal no YouTube, né, o Level 9999 Podcast.
Você acha lá onde a gente bota gameplay do que a gente tá falando aqui. E também agradecer a todos amigos que participaram. E Vanessa, seja da casa, dá teus caminhos onde as pessoas te acham.
Vocês podem me achar nas redes sociais como Raposa Vicky. Eu tô mais presente na Twitch, é no YouTube também, eu tô fazendo live lá, mas eu faço live quase sempre desenhando. Aí uma vez ou outra eu jogo alguma coisinha, né, porque a gente quer se divertir um pouquinho.
Claro, Mateus.
Se você gostou de me ouvir falando bobagens e abobrinhas, é só me seguir me seguir lá no Bluesky, @matheus.farina.
Bruna Penilhas, não dá teus caminhos, das tuas redes sociais aí.
Obrigada mais uma vez pelo convite. E para quem quiser acompanhar meu trabalho, pode me seguir no Instagram, pesquisar por B Penilhas, é onde eu posto mais conteúdo. Também de vez em quando apareço lá no X do Controle junto com o Prandas, que vai falar agora.
E você, prendi, dá teus caminhos.
Gil, obrigado aí pelo pelo convite. Para quem quiser me acompanhar, acho que o melhor caminho é nas minhas lives toda segunda-feira a partir das 9 da noite. Eu tô sempre jogando joguinhos antigos. E aí tem os meus conteúdos também nas redes sociais, em texto, em vídeo, mas a live é a base de tudo, na Twitch ou no YouTube.
Maravilha! Então é isso, pessoas, até o próximo episódio e tchau, tchau, tchau, tchau!