Level 9999 #042 - Söldner-X 2, Atomic Owl, Love Chemistry, 9 Years of Shadows, Realm of Ink e Hell Clock
Neste episódio, falamos sobre os jogos dos eventos Xbox Showcase 2026, Nintendo Direct e as decisões de Xbox e PlayStation na segunda parte da "não-E3". Também falamos dos jogos Söldner-X 2: Final Prototype, Atomic Owl, Love Chemistry - Sibella's Formula, 9 Years of Shadow, Realm of Ink e Hell Clock: Guerra Maldita.
EDIÇÃO & CAPA: Gilsomar Livramento
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- ID@Xbox ShowcaseGears of War: Re-Day · Persona 6 · State of Decay 3 · Senua's Saga: Hellblade II · Fable · Clockwork Revolution · Sea of Thieves · Halo: Combat Evolved
- Nintendo DirectXenoblade Chronicles 3 · Fire Emblem: Engage · Final Fantasy VII Rebirth · Dragon's Dogma 2: Dark Arisen · Kingdom Hearts IV · Zelda · Metroid Prime 4 · Muramasa: The Demon Blade
- Hell Clock: Guerra MalditaGuerra de Canudos · Pará · Antônio Conselheiro · Guerra do Paraguai · Dublagem em Português · Rogue Snail · Relíquias · Constelações
- Mudanças no XboxFechamento de estúdios · Legado de Phil Spencer · Sarah Bond · Game Pass · Hi-Fi Rush · Falta de concorrência
- Realm of InkRoguelite · Hades · Vampire Survivors · Arte Chinesa · Builds de Personagem · Colaboração BlazBlue
- Sekiro: Shadows Die Twice· EntretenimentoMetroidvania · Europa · Pino · Origem da Abertura de Cavaleiros do Zodíaco · Michiru Yamane · Norihiko Hibino · Pixel Art
- Preço e lançamento GTA 6Rockstar Games · PlayStation 5 · Mídia Física vs Digital · Preço R$ 450 · Preço R$ 550
- Söldner-X 2 Final Prototype· EntretenimentoShmup · Bullet Hell · Ikaruga · Playstation · Nintendo Switch · Challenge Mode
- Atomic OwlRoguelite · Plataforma · Hidalgo Blade Wing · Omega Wing · Zeta Meta · Câmera Distante · Estética Neon
- Love Chemistry: Sibella's FormulaPlataforma · Synthwave · Estética Retrô · Mega Man · Platina Fácil · Preço R$ 34
Começando mais um episódio do Level 9999, aquele podcast que não é caixista e nem nintendista, mas que vai falar também dessas duas plataformas e de algumas coisas que andam acontecendo no mundo dos videogames. Eu sou Gilson Malivramento, mas pode me chamar de Gil, e aqui comigo eles estão de volta para continuar esta sequência falando de eventos e jogos e coisas legais da não E3: Eliezer Ferronato e Mateus Farina. Olá mais uma vez, senhores!
E aí, pessoal?
E aí, queridos amigos?
Só o que a gente não pode dizer é que não foi o mesmo movimentado assim no mês de junho A gente teve ali no comecinho a não E3, no episódio anterior falou de PlayStation e Summer Game Fest, e arranhou um pouquinho ali do Latam Game Show também. Pois é, já faz tempo que tudo isso aconteceu, mas né, a gente faz no ritmo que dá para fazer aqui, o editor pede desculpas. E como é muita coisa para a gente falar, vamos tentar ser breve.
Então vamos começar com Xbox Game Showcase de 2026. Em ritmo de evento, eu posso dizer que eu gostei de como eles mostraram as coisas, né? Que é trailer, trailer, trailer.
Eles não tiveram muita pausa, né? Foi uma pegada meio The Game Awards e o Xbox Game Showcase. Foi a entrada da Asha Sharma se apresentando nesses eventos e a gente teve um ritmo bem acelerado também, né? Que a gente falou, pô, legal. Mostra joguinho. Mostrou jogo, mostrou exclusividade para algumas pessoas. Assim, vamos combinar, a Microsoft ela mostrou Persona 6.
Um jogo de 2 personas para Xbox. O Persona 4, o Survival.
Persona 6 lançaram um trailer de logo e a gente sabe que a cor verde é predominante.
Tudo bem, mas mostrou Persona 6, a gente sabia que deveria sair, né? Mostraram State of Decay 3, mostraram Senua, que é mais um jogo ali da Ninja Theory. Nada de ruim pode acontecer com esses estúdios, não é mesmo? Mostraram ali Fable, aquele Clockwork Revolution também.
Eu gostei do que eu vi.
Clockwork Revolution, eu já adianto, eu gostei para caramba. Assim, é um dos meus grandes interesses. Ele e o Fable, né? Fable ficou para ano que vem.
O cara tá muito lindo, tá muito legal, filho.
Esse tá animador. Chega de jogo esse ano, não é mesmo?
A gente tá chegando no momento aí, um jogo para todos dominar.
Tem muita coisa, tem muita coisa para falar.
E uma curiosidade aí é que o Gears of War: Re-Day, o trailer parece que ele ia ser apresentado no evento da Sony, né? E foi mudado de última hora.
O que é bizarro, esse foi um dos dois jogos que a Asha Sharma anunciou console exclusivo para Xbox.
Então, mas aí que teve, parece que teve uma treta, né? Tá naquele movimento de fazer um reset, né, na divisão Xbox ali, para vamos mostrar no videogame que vai ter os seus exclusivos e vamos tentar reatar com todo mundo e não sei o quê. Beleza.
Só que aí vai rolar um banho de sangue em demissões eventualmente, porque, né, nesse momento que a gente tava na história, a gente só tava olhando um monte de jogo e falando: uau, Microsoft, o futuro é brilhante!
E aí nessas conversas de bastidores, quando falaram: ah não, agora a gente tem exclusivo aí, não sei o quê, aí depois Aí veio o discursinho, né? Não, mas veja bem, a gente já tinha conversado disso faz um mês. Tá, mas você avisou para galera que tinha contrato que isso ia acontecer? Avisou para os lojistas que já estavam fazendo pré-venda?
Mas como evento eles já me ganharam na apresentação do Gears of War, que foi a primeira vez que eu vi um gameplay desse jogo. Deu vontade demais de jogar.
Gears é um jogo legal, foi um jogo ali da geração retrasada, Xbox 360. Foi bem grande durante a geração.
Ah, cara, mas assim, eu sou fã de toda franquia e meu preferido é o Gears 4, mas também gostei muito do Gears 5. Só que esse Gears novo eu quero demais jogar, parece que tá muito bom.
Esse Gears aí dele é um prequel, né, mostrando o comecinho de tudo lá, o começo da guerra. Eu gosto da ideia, eu acho que eu vou me aventurar mais, porque eu admito, eu joguei só o primeiro Gears quando lançou lá no 360 ainda.
Gears 4 aí, Engil, Gears 5, nossa.
Eu peguei o remake Num PlayStation.
Talvez por esse novo movimento seja só esse que fique. Pois é, veremos, veremos, o futuro vai dizer, cara. Mas assim, foi um evento no ritmo alucinante, foram 28 jogos, foi bastante coisa.
Uma coisa que me surpreendeu também é o Sea of Thieves, cara, ele ainda continuou ganhando coisa. E eu assim, não é muito meu estilo de jogo, né, mas eu joguei com galera para testar e tal. É divertido quando você jogar com grupo na zoeira. Pelo que eu vi, ele tá bonito, tá bem otimizado, ele tem coisa para cacete agora. Tem uma atualização 2.0 que eles anunciaram ali. Parece bem legal pra galera que tá imerso nessa comunidade aí, que é bem bacana.
Mostraram também um pouquinho mais de UOL 2, né, Wings of Amber. Eu fiquei interessado. O Senua eu achei curioso, porque caramba, esse é o 3? Não, é só Senua, não tem subtítulo, não sabe se é uma continuação, se é uma prequel.
Ele só falou que ele vai ter uma pegada um pouco mais voltada pra ação, né, enquanto acho que o primeiro era menos isso e tal. Eles tentaram fazer isso no segundo, o segundo foi um que flopou um pouco no meu entendimento, né. Não, é que o segundo ele era muito mais um jogo de andar e assistir, né?
Visualmente ele é um espetáculo.
É, eu não gostei do segundo. Agora, o que eu gostei foi também o Halo, o Campaign Evolved, o remake do primeiro Halo. Até porque o primeiro Halo, apesar dele ter um remaster, revisitei ele há pouco tempo e, cara, jogabilidade não tá tão legal.
Eu fiquei interessado nesse Campaign Evolved também. Eu só espero que eles não façam cagada, né, que nem fizeram naquele Infinite, né?
Ele não é ruim, mas ele não é cativante como os outros foram. Eles também mostraram o Call of Duty do ano, que vai ser o modo Modern Warfare 4.
E aí vai, né, levar a guerra lá entre Coreia do Norte e do Sul.
Pelo que eles mostraram ali, eu também gostei muito do que eu vi.
Eu tô curioso.
Eles mostraram aquele Resonance, né, do Plague Tale. Eu não sabia que isso tinha virado uma série maior, mas aparentemente o pessoal gostou. É um jogo bonitinho.
Mas teve também títulos de outras publicadoras, né? A gente teve aí da Konami um título que assim aqueceu muito meu coração, Castlevania: Belmont's Curse.
Lindo, novo Castlevania, hein?
2D bonito.
Nossa, eu tô empolgado também.
É, quando sai um Metroid, sai um Castlevania, a gente para e analisa, sem dúvida. E os últimos Metroids que tem saído foram muito bons. Quero ver esse Castlevania.
Isso é pela galera que fez, viu?
Empire, Emote Twins, Deltarune. Isso aí, cara, eu acho que eles entregaram na mão das pessoas certas.
Ah, sem dúvida que os caras fizeram uma homenagem, entre aspas homenagem, né, com a DLC lá de Castlevania, que é fantástico. Na hora que todo mundo jogou aquilo no Dead Cells, falou: essa galera tem que fazer Castlevania. E meio que foi o que aconteceu, né?
E o jogo também é entrado 23 anos depois do Castlevania, o Dracula's Curse, 89. E ele vai mostrar o crescimento da Rose Belmont, que é filha do Trevor. Finalmente teremos uma protagonista Belmont feminina, porque a gente já tinha a Maria no outro.
É, mas é que aqui essa é a protagonista, né? No outro, a Maria era uma semiprotagonista, cara.
Me animou demais. Ali pra comunidade retro também apareceu Crazy Taxi, o World Tour.
Então, esse Crazy Taxi... Teve polêmica de IA nele, né?
É, tem esse detalhe. Eu tô numa sinuca de bico com Crazy Taxi, porque assim, eu quero muito jogar isso, mas eu não tô tanto numa vibe de jogo de corrida de carro. Mas é Crazy Taxi, é divertido pra caramba, sabe?
Cara, depois do anúncio eu tive que ligar o Dreamcast e dar uma jogadinha. E o Metro 2039?
O trailer, ele me vendeu muito. O universo desse jogo me fascina. Quero ver o rumo que ele vai tomar aqui.
Eu tava fazendo uma conta aqui de padaria. Dos 28 jogos que eles anunciaram, quase um terço disso é jogo de tiro em primeira pessoa ou um shooter, como o Gears of War, que tá, não é em primeira pessoa, mas é um jogo de tiro.
Xbox, assim, pelo menos pelo que eu me lembro, tá? É um preconceito que tem muito enviesado. Quando eu conheci a Xbox, muito dele era voltado pra jogo de tiro. É como se eles estivessem trazendo jogos de tiro de PC pro videogame. Halo foi a coisa que definiu ali, ó, dá certo, gente, dá para fazer uns jogos bacana de tiro.
E dá para fazer algo de tiro em videogame que não é o 007 GoldenEye. Mas jogo de tiro ainda teve o Doom, né, o Doom da arcade, o Revelations, Metro. Eles ainda mostraram Fallout 76, que ainda é um shooter.
Eu ia falar, teve muita coisa, teve muito estilo de jogo, teve até plataforma, o jogo novo do Spyro.
Finalmente um jogo novo da franquia Spyro, um jogo inédito.
O ouvinte que tá aqui bocejando para jogo de tiro em primeira pessoa, olhou aquele Magician's Curse e falou, legal, mas aí é primeira pessoa, cansei, não quero jogar nada de tiro. Eu tô contigo e vamos lá, vamos torcer para Bad Magpie e Vivarium, tá? Dois joguinhos que, meu, Bad Magpie, sucessor espiritual do meu querido amado Antaeus Games, jogo idiota de você fazer merda como um pássaro. É muito bom o jogo do ganso, mano. É um jogo idiota e é para isso que videogame é feito. E Vivarium, que É o quê? Jogo com estética Ghibli, é o que eu quero.
Pode crer, cara. Nossa, eu tava tentando lembrar o nome desse jogo.
Não faço ideia do que esperar nesse jogo. Estética Ghibli, vamos embora.
Tô junto contigo. É isso aí, cara.
Eu não posso deixar de citar também o Resonância, Plague Tale: Legacy.
Exato.
Plague Tale, eu preciso jogar o 2.
É muito bom também. E o que foi o Valor Mortis, que vai ter o Vincent Cassel com a voz do Napoleão Bonaparte?
É, o Valor Mortis é esse que tem o Napoleão, né? Tipo Passou completamente por mim esse.
Tô curioso, mais pelo que tá por trás dele do que pelo jogo em si. Embora eu acho que o jogo deve ser legal.
É, é o Soulslike, só pra mostrar que tem muito jogo de tiro, mas também tem muitas outras coisas, né?
Pois é. No aval geral, de novo focando no que o Xbox apresentou no showcase dele, eu gostei.
Cara, eu não posso deixar de citar a Jiu, aquele Wo Long 2, que jogo, cara!
Preciso jogar o primeiro, tá difícil tempo pra jogar, né? Mas chegaremos lá. Bom, mas aqui a gente saindo de Xbox, vamos para Nintendo, que a Nintendo aqui já é um outro patamar, é uma outra pegada.
Teve muita pedrada também.
Essa Nintendo Direct eu terminei ela falando sensacional, foi incrível, foi perfeita, eu amei tudo. E eu ouvi gente falando, e foi uma Nintendo Direct fraca. Eu fiquei, a gente tava vendo a mesma Direct?
Eu entendi o que essa pessoa quis dizer, pelo menos eu acho, né? É que assim, Pra quem só tem console Nintendo e um PC, alguma coisa assim, não tem outras plataformas, mais de 70% de todos os jogos foram mostrados aqui vai ser inédito pra ele, o que é maravilhoso. A biblioteca da Nintendo tá crescendo e o seu videogame vai ter todo tipo de opção, todo gênero de jogo, os triple A, third parties que a Nintendo tava devendo, aí agora o Switch 2 aguenta o tranco, né?
Então ele tá absorvendo isso em todas as plataformas, vai ter os mesmos jogos. Só que muito do que foi apresentado aqui é remaster de coisas que a gente já viu de, sei lá, 5, 6 anos atrás, né?
Para quem tem PlayStation e Xbox, essa foi uma sensação que eu vi uma galera falando. Mas quem gosta de Nintendo também comeu bem nessa Direct.
Sim, Xenoblade, cara, eu vi Xenoblade Genesis. Nossa, ali já me ganhou.
Vão relançar os 3 Xenoblades, um pacotão ali, tudo para Switch 2. O único único jogo de tudo que tá mostrado aqui que me faria comprar um Switch.
Pois é, cara, mas é que, Gil, esses 3 eu já joguei. Tem um Xenoblade novo, nossa!
Eu não tinha jogado Xenoblade 3 e eu tava querendo comprar ele porque todo mundo fala que é o que tem a melhor história, mas de fato o jogo está feio no Switch 2 porque ele é um jogo de Switch, ele foi ali, esforçaram para caramba para fazer o jogo sair. Aí eles anunciaram que vai sair a Nintendo Switch 2 Edition no final do ano, mas eu já podia trocar o meu voucher do Nintendo Switch 1 que eu tinha guardado com muito carinho.
Então eu já troquei e agora eu sou um feliz detentor de Xenoblade Chronicles 3. Tô só esperando o final do ano para lançar a Nintendo Switch 2 Edition. Vou pagar 50 conto nesse jogo.
O que me incomodou depois, assim, já adiantando um pouquinho, é que na hora que eu fui ver que a Nintendo anunciou, não, a trilogia vai estar aqui, ó, atualizada para Switch 2, coisa linda, linda, maravilhosa. E a diferença de qualidade é gritante no Switch 2, pelo que eles mostraram ali. Só que aí você vai ver cada jogo preço cheio. Ou seja, se eu for comprar os 3, é 900 pau, bicho.
É, se você for bonzinho, né? A gente pode ficar muito feliz. Eu, como um dono de Switch 2, estou muito feliz. A Direct foi muito animadora. Eu fiquei feliz de ouvir a data de lançamento do Fire Emblem: Fortinuites. Já tava animado. Aí eu fiquei infeliz quando eu vi o preço. É mais um jogo de $80.
Tem esse detalhe, né, cara?
Eles pegam, sabe, Xenoblade Genesis, eu não duvido que vai ser um jogo de $80 também.
Espero que não, que aí vai ser proibitivo, irmão. Aí complicado.
Aí anunciaram um DLC do Popopia. Estou muito feliz. Aqui nessa casa serão duas DLCs compradas, porque tem eu e tem minha esposa. Mas a DLC, o pacote é 120 conto. Não é barato.
E o Final Fantasy Resonance, cara, esse jogo me animou muito.
Aquele HD 2D, né?
Então, esse Final Fantasy você sabe, né? Pegaram um gacha que morreu no Japão.
Essa que era a minha pergunta, era aquele que você jogava?
Não cheguei a jogar esse gacha, é o Exvius, né? Então eles pegaram muito da história e vão condensar num RPG mais, entre aspas, tradicional, que eu gosto também.
Bah, um Final Fantasy de volta às origens.
Como eu não joguei e eu quero muito Final Fantasy, eu gosto muito da coisa mais das antigas, lembra muito Octopath Traveler, me animou muito esse. Outra coisa que a Capcom anunciou, o Dragon's Dogma 2 Dark Arisen, né, que é uma expansão que vai ter.
Na verdade é a versão Dark Arisen do Dragon's Dogma 2, porque Dragon's Dogma 1 também tinha o Dark Arisen.
Que no caso esse Dark Arisen do 2, ele vai vir com a expansão e claro melhorias de qualidade, um monte de coisa que aí quem tem o jogo chega nas outras plataformas também, né, mas eles anunciaram isso na Nintendo. Porque esse jogo, enfim, ele é meu xodozinho, né, Dragon's Dogma, por causa do universo dele de capa, espada, fantasia e monstros. E cara, eu gosto muito do primeiro. E aí eu vou ter que pegar para atualizar essa expansãozinha, né?
Ah, cara, ficou— no papo de vai sair para outras plataformas, mas anunciaram na Nintendo Direct, o que dizer de Kingdom Hearts 4, pô? É bom. Adultos grandes chorando, gritando.
Eu sei, eu também conheço dois.
Um beijo, PH.
É, beijo, Bruna Penilhas. Eu gostei que eles lembraram de Kingdom Hearts 4, principalmente no evento da Nintendo, que é curioso. Mas o trailer que eles mostraram, cara, é basicamente uma reciclagem do que foi mostrado há um tempo atrás, antes do Nobura entrar em hiato por causa de Final Fantasy.
Não tinha cena nova ali?
Só que aqui deram uma expandida, que mostra daquele mundo, entre aspas, real que o Sora tá. Que aí um Heartless gigante invadiu. Já tinham mostrado aquilo antes, só que agora deram um pouquinho mais de escopo e mostraram outros personagens. E mesmo assim não foi nada tão estrondoso, mas foi para lembrar que, ó, gente, tá produzindo, tá? Final Fantasy vai sair agora, que a última parte. O próximo é Kingdom Hearts, beleza? A gente tá fazendo.
E claro, né, uma das coisas interessantes também é que agora toda a franquia tá disponível para Nintendo Switch 2. Você pode comprar o pacotão completo.
Quase que eu comprei isso aí, apesar de ter no PlayStation, quase que eu comprei no Switch.
E a surpresa do third party?
Pois é, jogos third party grandiosos aí que por causa da limitação do videogame anterior estavam de fora e agora, cara, é legal. Tudo bem, ainda vai ter uns ajustes ali para adaptar para o que o videogame consegue entregar, mas ainda assim fabuloso, bicho. Rayman Legends Retold, né, que a gente já comentou no episódio passado, vai estar aqui também. Jogo lindo. Eu Insisto, ainda preferia que ele tivesse com a engine de desenho animado dele e não esse 3D, porque tá bonito, né?
Mas enfim, me animou muito também ver Stellar Blade chegando no Switch 2 e Lies of P Complete Edition chegando no Switch 2.
Mais um, o Lords of the Fallen 2, Devil May Cry 5, tá?
E um jogo que eu queria ver muito, muito, muito, muito alguma gameplay dele foi o The Duskbloods, exclusivo do Switch 2 da FromSoftware. E lançamento para esse ano.
Quem gosta desse tipo de droga que é jogo da From realmente tá ansioso com isso daí. E não tem nada, né? Não tem nada desse jogo ainda, só anunciaram que vai ter essa beta de net, né, no verão do hemisfério norte desse ano ainda.
É aquela coisa, na From a gente confia, embora não é o tipo de jogo que eu gosto muito, né? Assim, o Souls eu acho legal, mas eu gosto mais de ver do que tentar jogar.
Multiplayer com 8 jogadores 5 tênis do mesmo mapa, bah, promete muito, hein.
Será que eles estavam trabalhando nele em paralelo ao Elden Ring de Switch 2? Que o Elden Ring agora que vai sair também, né, foi, ele ainda não saiu. E pelo que eu lembro de conversa e vazamentos até um pouco no começo da vida do Switch 2, é que ele tava ruim, ele não tava bem portado, tava difícil, tava complicado de jogar. Então talvez o Duskbloods também tivesse enfrentando um momento de difícil acesso à jogabilidade dele, tipo, ele fosse ficar difícil de ficar bom de jogar.
Então acho que eles tiveram esse tempo aí para, pô, trabalhar o Elden Ring e aí encontrar as melhores tecnologias para trazer para o Duskbloods. É que é foda que a Nintendo anunciou Duskbloods junto na primeira leva lá de jogos como para 2026. Então a gente tá aguardando, talvez ele seja lançado junto com GTA e desbanque GTA, não sei. Sonhar não custa nada.
É, vai ter público, jogo da Sony.
Atrasarem para entregar qualidade, cara, justíssimo. Jogo, né, jogo não falta agora, mas que entreguem pronto, né? É outro jogo que eu fiquei surpreso porque é um retorno e eu vou ter que jogar ele pela terceira vez.
One Piece Grand Gourmet, não, brincadeira, não é o Muramasa Revenant Blades.
Verdade, Muramasa Revenant Blades, um 2D muito legal, hein, cara?
Eu vi todo mundo que é 40 a mais falando bem desse jogo.
Não, ele é fantástico, cara, é a coisa mais linda do mundo.
Eu olhei para ele e falei, ah, legal. E eu vi gente assim, meu Deus, Muramasa! Eu fiquei, ok, talvez eu tenho que prestar atenção.
É muito legal, um 2Dzão assim, ágil, rápido, muito massa.
Ele é da Vanillaware, que normalmente só faz jogo ridiculamente lindo. E esse parece que vai ser o primeiro jogo deles que vai vir para PC. Ou seja, então há um potencial aí de outros jogos abrirem a porteira e virem para PC, né? E além do próprio Nintendo Switch, por exemplo. Esse Muramasa é um arregaço e ele vai ganhar uma versão ainda mais lapidada com mais conteúdo, né?
E a Capcom trouxe ainda Onimusha: Way of the Sword.
Esse já é o novo do Onimusha, não é, cara?
Lindo, lindo, lindo, lindo, lindo!
Eu vou ficar curioso nele. Mas, ó, ouvinte, ouvinte, ouvinte, você que vibrou quando eu falei de Vivalium, você mesmo, você, Fernando.
Caramba, tá dando nome aos ouvintes!
Não sei, deve ter algum Fernando que ouve. Deixa aí nos comentários, Fernando. Orbitals, pô, jogo maravilhoso, né? Na pegada aí desses jogos que estão fazendo bastante sucesso, tipo o Split Fiction, tipo o It Takes Two. Orbitals, maravilhoso, com estética de anime dos anos 80, lindíssimo. E tem umas gameplays que estão saindo maravilhosas. Tô bem animadinho para ele, mais um desses jogos que vai inundar setembro.
Oi, parece bem bacana.
O jogo tá mó legal, cara. Tem tanto jogo bom para jogar.
Proprietário do Switch 2 tá servidaça.
Não estamos passando fome. Aí você fala, ah, eu queria comprar o Metafor, mas eu não quero jogar Metafor no Play 5. Vai sair Metafor para o Switch. Ah, eu queria jogar Stellar Blade, mas eu gosto de jogar no portátil e eu não posso jogar o PlayStation Portal no trem. Você pode jogar no Switch. Tem bastante coisa. Dragon Quest Monsters: The Withered World anunciaram também. Quer dizer, já tinham anunciado naquela Dragon Quest Direct que fizeram. E agora trouxeram mais coisa.
É sempre bem-vindo.
Mas teve um jogo que foi o mais esperado de toda a Direct.
Com certeza, Rhythm Heaven Groove.
Olha aí, a gente não pode deixar de falar dele, né? O grande jogo que eu sei que mora no coração de muita gente, The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake.
Aí é que tá, esse anúncio ele me prova que a gente tem que parar de dar atenção para leaker. Calem a boca dos leakers, eu não aguento mais. Eu seria uma pessoa mais feliz se eu tivesse ficado surpreso com essa história, cara.
Mas foi, primeiro, eu achei lindo o que eu vi, gostei demais.
Eu não gostei do trailer não.
Tem muita emoção envolvida, né, Gil? É difícil ouvir Ocarina of Time e não ficar emocionado, não tem.
Eu fiquei feliz com o anúncio, eu não fiquei feliz com o trailer. O trailer eu achei ele estranho, esquisito. Eu não sei se eu gostei da estética. Todo mundo tá falando do nosso querido paianinho de Hyrule, né, que o moleque parece o Baianinho das Casas Bahia, aquele 3D estranho. Mas tudo bem, beleza. Eu quero ver gameplay, eu não quero—
eu quero ver mais.
Sim, eu quero ver mais, eu quero ver gameplay, eu quero ver como é que ele tá.
E eu quero ver uma edição especial do Ocarina of Time, que aí sim eu acho que eu vou entrar para o sítio dele.
Cartucho dourado, se ele tiver um cartucho dourado, porque afinal de contas, mídia física, o que que poderia acontecer com o mundo das mídias físicas, não é?
Ai, para com isso, Marcelo. Que bate-assopra é esse? Que maldade!
Desculpa, ouvinte.
Ocarina of Time me ganhou e certamente eu tenho muita esperança que tenha uma edição especial do City 2 do Ocarina of Time, que aí sim eu não vou aguentar.
Mas vai ter, não é? Tava no leak do Nathan maldito lá.
Tava, mas ninguém anunciou nada até agora, né? E a gente sabe que o Ocarina of Time é esse ano.
É, espero que sim, né? Falaram que é 2026.
Mas uma coisa que que mais me entusiasmou foi saber que ele vai ter uma localização completa em PT-BR.
Isso é legal, parabéns Nintendo, só não me cobre 500 conto.
A gente tá feliz e puto, mas não deveria ser uma surpresa. Afinal de contas, eles localizaram os dois Legend of Zelda anteriores, né, o Breath of the Wild e o Tears of the Kingdom, e já tinham localizado Echoes of Wisdom. Já tem material localizado de Zelda oficialmente.
Gostei do anúncio, mas eu achei que ele que merecia uma coisa mais grandiosa e não mostrar com aquele gráfico estranho.
Isso aí foi só um teaser, mas eu gostei mais disso do que passar o que eu passei quando eu vi um logo só de Metroid Prime 4, esperei 7 anos.
Nossa, pois é, aliás, então eu tô torcendo para que ele dê certo.
Nessa conversa de Zelda é grande demais, eu tive uma conversa com uma pessoa que virou para mim e falou: o que você acha que vai ganhar Jogo do Ano? Legend of Zelda ou GTA 6? Eu tive que olhar para a cara da pessoa e ficar: está realmente comparando essas duas coisas assim? Tipo, Zelda é tão grande quanto GTA? E eu tive que abrir as contas e falar: amigo, GTA 5 vendeu mais do que todos os Zeldas somados.
Eu te rebato que a maior nota do Metacritic de qualquer jogo de todos os tempos é do Ocarina of Time.
Eu concordo. E foi o outro argumento que eu dei para ele. Eu também falei: você pode acreditar que dependendo do jogo e como ele for recebido pela crítica, o nosso querido amado Astro Bot ganhou o melhor jogo do ano, não é mesmo?
E é bom, mas a gente tá falando de GTA 6, cara.
Essa merda tá lançada a $100, não tem uma porcaria de gameplay e tá vendendo feito água. Desculpa, eu precisava comentar, tirar do peito.
Vamos comentar porque faz parte do processo, né? Como a gente gravou isso bem depois também, anunciaram finalmente valores de GTA 6, cara.
Vai começar ladeira abaixo agora já?
É, já vamos começar Vamos, porque também teve muita coisa ruim acontecendo. Por que ladeira abaixo quando se fala de GTA 6, o jogo mais esperado da década, quiçá do século?
Porque esse jogo vai matar a indústria, só por isso.
Ele veio numa caixa vazia para o Play 5.
Mas tá tudo bem, Eliezer, porque não vai ter mais jogo em caixa para o Play 5.
Então, e depois disso veio essa pedrada ainda por cima, daí foi só ladeira abaixo.
GTA para vocês anunciado valores, né? Ele é um jogo de $100, mas aí tiraram algumas coisas de recursos do jogo, mais coisas estéticas e firulas e perfumarias, para lançar uma versão de $80, né? Então a versão de $100 você tem algumas lojas a mais, mas a de $80 você fica limitado sem essas lojas, mas o jogo tá completo teoricamente. A questão é que o jogo ele vai ser ser lançado primeiro em formato digital. Então se você comprar o jogo, você compra a caixinha física, dentro dela vai vir o código para você baixar o jogo.
Falaram que nos Estados Unidos a mídia física, entre muitas aspas, ouvinte, entenda que tô fazendo aspas no ar, vai ser inclusive enviada antes do lançamento para os compradores, para que eles resgatem o código e joguem já na data de lançamento.
É para você fazer o preload, porque Eu imagino que quando esses preloads começar, a internet mundial não aguenta, os servidores vão cair, cara.
Não, não, vai ser muito grande, vai ser muito grande. Foi muito tempo de espera. Eu imaginei que esse jogo ia sair no Brasil custando muito mais caro. Eu tava pensando em algo em torno de R$600. A versão base dele vai sair por R$450, a versão Deluxe R$550.
Se você pegar o podcast anterior aqui, o Level, episódio 41, durante um papo com o Felipe De Martini coração, Dema, que a gente falando de pragmata especulou preço, eu cravei. No mínimo esse jogo vai sair a R$450. Se for muito acima disso, ele fica inviável, não faz sentido para o brasileiro. Embora vai ter um monte de louco gastando.
Eu escutei, eu escutei demais de uma pessoa: se GTA for R$1.000, eu compro.
Não, não, eu não compro. Eu conheço gente que compraria, mas como eu já tô me preparando para comprar esse jogo há muito tempo, já tenho R$300 no rewards do Xbox não vai sair tão pesado, mas igual ele tá muito mais caro do que deveria ser.
E aí, como o Matheus tinha comentado, né, esse jogo abre um precedente para um monte de coisa que aconteceu posteriormente aos eventos aí fechando o mês de junho, porque daí parece, né, que de uma hora para outra daí acabaram as boas notícias. Pois é, cara, normalmente o mês de junho era aquele momento da se empolgar com que por vir com as novidades e tal. Mas aí de repente a festa começou a virar um enterro, cara, sabe?
Tipo, me dá muita raiva, me dá muita angústia, porque eu era proprietário e eu era console war de Xbox na época do 360, final do 360, começo do Xbox One. Eu era muito fã de Xbox, começo da geração do Xbox One, eu fui defensor daquela jossa. Me dói na alma ver que a Sony vira e faz o movimento de vamos parar de fabricar jogos em mídia física e não tem um filha da puta na Xbox que vira e fala faz um vídeo agora falando é assim que você compartilha jogos em mídia física no Xbox e sempre vai ser não teve um então não teve porque o Xbox também não tá produzindo mídia física cara eu sei isso que me mata mas o problema é que eu acho que eles também querem fazer isso o Xbox não produz mais nada Por que que a gente vai falar do Xbox?
A gente falou mais cedo, ah, Senua da Ninja Theory, ah, tem o jogo lá da Double Fine, a gente não falou da Double Fine, ah, tem o State of Decay 3. Esses 3 estúdios, querido ouvinte, se na data de publicação desse podcast não tiverem fechado, porque assim, meio que já acabou a lua de mel, né?
Passou os eventos da não E3 aí, aí agora a Shasharma vai tentar corrigir o curso da divisão Xbox, né? Pra fazer a coisa dar lucro e aí consequentemente cortar um monte de gente. Fazer um todo um alinhamento da cadeia de liderança ali, ordem, né, dentre os estúdios e tal, as conversas. Porque pelo que foi dito, parece que era uma bagunça interna, ninguém sabia direito o que tava fazendo. E vai ser aquela coisa, muito corte de custos ali.
Inclusive, afiou o facão e tá passando.
A divisão Xbox tá na lista.
Eu acho que uma decisão acertada deles foi tirar o Call of Duty do Game Pass.
A única, né?
Pelo menos alguma coisa tinha que fazer certo.
Eu não sei se isso é certo ou não, porque eles só tiraram porque eles estavam perdendo dinheiro, né?
Mas aí agora a gente tá pagando o pato de toda essa gestão maluca do Phil Spencer, que tudo bem, gente, o Phil Spencer foi bem legal, mas aí teve todo aquele lance de— aí da Sarah Bond, é, não, mas eu digo toda a parte da gestão de sair comprando tudo achando que vai resolver todos os problemas do mundo com dinheiro infinito, cara. A conta chega. Aí a Microsoft compra um monte de estúdio, fecha um monte de estúdio, cara. Lembra do Hi-Fi Rush, cara?
Aquilo ali foi uma facada no meu coração.
Como que você me fecha o estúdio que lança um jogo bem recebido, um jogo legal?
O jogo tava no Game Pass, foi um shadow drop e foi um jogo sensacional, um jogo original, que é uma coisa que você não vê com muita frequência assim, tipo um estúdio grande lançar um jogo original do nada assim, o negócio ser bom.
A Microsoft, ela tem assim vontade de errar, parece. Ela toma decisões erradas uma atrás da outra.
Teve Teve todo aquele movimento gigantesco, né, que ela e a Sony tava medindo o pau para ver quem comprava mais estúdio. Porque no caso do Xbox você tinha que ter estúdios produzindo jogos para abastecer o Game Pass, uma valorização compreensível. Só que não saiu tanta coisa assim desses estúdios comprados para o Game Pass, né, para abastecer. E o que saiu também era coisa meio que questionável ali, meio que foi um pouco disso.
Filosofia do Game Pass, ela causou isso nas pessoas. Então muita gente não comprava os jogos, aí assinava, acabava não jogando, e você não tinha uma métrica de sucesso para essas coisas. Aí os jogos, eles iam ficando meio esquecidos. Empresas como as do Hi-Fi Rush foram vendidas, foram fechadas, estúdios assim. O próprio Game Pass, ele foi um produto legal para os usuários, mas me parece que ele fez mais mal do que bem para a própria Microsoft a longo prazo.
É porque você condicionou a galera, tipo, ah, vou esperar sair no Game Pass, eu vou assinar o Game Pass que é mais barato e eu vou ter o jogo lançamento day one. Muita gente não comprava o jogo, logo uma grana não vinha para empresa e que seria repassada para os estúdios. Eu tava até vendo uns dados aqui, parece que de 2024 para cá a estrutura Xbox como um todo ela teve um custo operacional muito grande, né, e uma queda de receita e lucratividade muito grande também, cara.
Daí a gente tem que falar também porque políticas da própria empresa, né? Então quando você tem uma marca e começa a enfraquecer ela da maneira que eles estavam fazendo, sabe? O nosso foco não é mais caixas, pô, mas daí tu faz o quê com aquela base, sabe, de seguidores e de fãs que tá 25 anos apoiando o Xbox?
Aquela galera foi negligenciada também, né?
Focaram todo o esforço em serviço, desdenharam da base instalada de console. Aí o pessoal foi perdendo o console, eles focaram no serviço, mas aí depois começaram a quebrar o serviço também. Então você não tem mais nenhum serviço, nem a base instalada, você não tem mais nada.
Eu já joguei, por exemplo, Xbox da nuvem, eu não gosto. Eu gosto de ligar o meu console e jogar em casa. Eu também tenho jogos que ficam melhor.
O que eu não me conformo assim, criando até um contraponto com o evento deles, né, que mostraram no Xbox Showcase tal, teve toda aquela pompa, um monte de jogo maravilhoso, tudo foi legal, divertido, ritmado. E aí chega depois aí para a galera que foi na Xbox Fan Fest, né, que eles voltaram com esse evento. Sim, teve isso também, era o fã, né, receber um Xbox, acho que edição 25 anos, né.
Ah, teve isso que a gente não falou, o Series X 25 anos, verde transparente e tal, bonitão.
E aí beleza, aí você pensa, ô, que legal, Microsoft tá voltando. Aí depois vem, agora galera, a gente vai ter que cortar um monte de gente aqui, vão talvez fechar uns estúdios se eles não se comprarem. E se bancarem.
Imagina, você, por exemplo, não acha que tem muito da bolha da COVID ainda estourando?
Tem, mas você entende que quando você investe muito numa coisa e de repente a gente entrou naquele processo, a gente já falou disso também, que o homem da cadeira lá de cima fala: não, gente, precisa fazer isso, e mete, e aí de repente todo mundo é só: sim senhor, sim senhor, e negligencia tudo que aconteceu e negligencia o fã e tipo, ah, não importa o que o fã quer, vamos conciliar isso aqui, mas não vamos arrancar mais dinheiro, vamos aumentar o preço do console que já não tá vendendo. Aí é complicado, né?
Afasta tua base, mata a marca.
A essa altura do campeonato você tentar voltar com Xbox Series X a ser o que ele era e tentar empoderar mais para o fã e até tentar agradar a galera que ainda tá segurando a mão do Xbox ali, mesmo xingando, Xbox não tá me ajudando, você vai ter uma geração mais longa Talvez uma geração com mais tempos aí com os consoles, dado tudo que aconteceu.
A gente tá vivendo o Armagedom, então não tem componente, não tem memória RAM, não tem SSD. Então talvez esses lançamentos eles vão ter que, dos consoles novos, da nova geração, a gente veja por um pouco mais adiante ainda.
Eu acho bacana o Xbox ele tentar voltar e trazer os seus jogos de volta.
Eu acho que eles viram, digo que assim, como nós vamos ter ficar mais tempo no mercado, não adianta agora abandonar o Xbox sem ter nada novo para lançar.
Cara, assim, um Xbox Series X, o base, né, porque ele tinha aquele acho que 2 TB, que é inviável de produzir hoje em dia. Cortaram de 2 TB, eu acho que não tem mais. E o básico agora tá quase $1.000.
Cara, o Xbox Series S, $600.
Complicado, né?
Aí eu comprei bem no começo da geração Tô deixando ele preparadinho, foi pra manutenção, troca de pasta térmica, porque eu quero jogar GTA nele.
Nossa, se você ainda tem o seu Series X, segura, cara. Isso aí vale uma nota e cuida bem.
Mas aí é até um pouco do que eu falei. Eu sinto que eu parei de comprar jogo no Xbox quando eles lançaram o Game Pass.
A matemática não fechava, a não ser o fator dinheiro infinito da Microsoft ali subsidiando a coisa toda, né?
Mas ainda tem coisas que eu gosto na loja do Xbox, cara. Tem cada promoção maluca de jogo. Isso é coisa que eu não consigo ver no PlayStation.
Pois é, isso que me deixa puto, Eliezer. Todas as plataformas conseguem regionalizar o preço aqui no Brasil, cara. Nintendo, Xbox, assim, dessas pelo menos.
Mas dos third parties não é tanto.
Exato. A própria Steam é o maior exemplo disso. A Epic sempre tem um precinho ali de alguns jogos que se equivalem, sabe? Tudo bem, Steam ainda parece que consegue Acer ser um dos mais baratos ali, até com a Epic brigando e tal. Mas de PlayStation, cara, a porra, além do preço ser caro, tem a taxa otária que arredonda o valor para cima, tá acontecendo um monte de coisa. E o PlayStation, como ele não tá tendo concorrência, né, torço para que o Xbox consiga voltar e que a Nintendo trazendo os third party consiga encostar ali para fazer, porra, por que que os cara vão gastar mais grana ali, não vão gastar em mim?
Pô, baixa o preço ali, tentar rivalizar com a galera. A falta de concorrência é uma desgraça, cara.
E tem coisas ainda na plataforma do Xbox que eu gosto muito. Por exemplo, esses tempos eu achei o The Witcher 2, cara, tava por R$12. E do lado da Sony, né, quando eu vi que eles começaram já a lançar videogame sem drive e vender drive separado, o próximo passo na minha cabeça era lógico: não ter mais mídia física.
Aqui eu vou entrar com a teoria da conspiração, tá? Loucura total, chapéu de alumínio, e tudo. Eu imagino assim, a Sony esperou a Rockstar anunciar o preço, Rockstar vai, lança o jogo digital, que aí já anunciaram a pré-venda, aí vão lançar tudo digital porque mídia física pode vazar, né? Então vai todo mundo jogar igual. Aí a Sony aproveita que todo mundo fez porrilhões de pré-compra do jogo digital antecipado pagando altos valores aí, e aí anuncia online então, né?
A partir de 2028 a gente não vai mais fabricar jogos em mídia física para o nosso videogame. E zás, ou seja, PlayStation 6 não vai ter mídia física, tudo é só digital. Ou seja, você paga para jogar uma licença, não é dono de nada, né? Só que aí depois que a Sony fez esse anúncio bombástico aí, que logo em seguida mandou também que vai encerrar a PS Store de PlayStation 3 e de PS Vita, ou seja, vai matar uma porrada de jogo digital que não existe, investir em outras maneiras de jogar.
E a Sony também, ela não vai botar isso disponível na biblioteca ali digital com retrocompatibilidade, né, para a gente poder, sei lá, comprar e jogar num Play 4, num Play 5, futuramente no Play 6. Afinal, por que você ter acesso à sua biblioteca e a todo um backlog de anos consumindo a marca, né, se a ideia é fazer você ficar com vontade de comprar o próximo jogo, entrar no próximo hype, gastar um dinheiro de momento ali por impulso comprando a coisa nova.
Toda plataforma agora quer ser Steam, né? Tipo, você quer concentrar os jogos no seu ecossistema para você ficar preso ali. Você vai oferecer a mesma vantagem que a Steam? Vou ter jogos a um preço acessível? PlayStation não vai, né, mano?
Eu tava ouvindo alguns argumentos jurídicos em relação a isso. Tem, já tem gente falando do que configura monopólio, porque você vai comprar jogo jogo só, ou eles vão lançar esses jogos cartões digitais em lojas.
E que assim, é legal que as empresas de videogame elas consigam lançar seus jogos e permitir que outras empresas produtoras third party lancem seus jogos ali, e que não deixa um puta de um filão de dinheiro para os caras, e o produtor do jogo ganhar pouco, quase nada em retorno.
É, mas o consumidor também sai prejudicado a partir do momento que tu não tem livre concorrência, Exatamente. Então, e outra coisa, a gente também não pode esquecer que a mídia física ela tem valor de revenda. Sim, vai revender jogo digital como?
E não só o valor de revenda, né, cara? Com o tempo, se a empresa quiser, ah não, gente, acabou não sei o quê, tal, de repente toda a grana que você investiu comprando coisa digital, eles viram a chavinha, acabou, desligou. E aí, por exemplo, voltando para uma Steam, um GOG da vida, muitos jogos ali não tem o sistema de DRM, né? Então você baixa faz rodar no seu PC independente da loja tá funcionando ou não, né? Mas com a biblioteca de PlayStation, né, e toda a grana que você investiu ali vai ficar preso lá.
Então como é que vai ser isso? Não tem isso nem fisicamente como uma forma de armazenamento a mais separado do sistema. Se bem que hoje em dia um monte de jogo que é lançado tem a tua porra da atualização, Day One, blá blá blá. E não sou eu, né, mas certamente muita gente aí já sabe que é praticamente impossível a Sony reverter essa decisão dela de não produzir mais disco. Aparentemente o futuro vai ser: monta um PC bacana aí com tempo para você jogar tudo que é multiplataforma, tem acesso a Steam, um monte de opção ali.
E sei lá, se você vai ter um videogame, uma caixa fechada com sistema fechado, é só para jogar os exclusivos deles.
E olha lá, me preocupa, por exemplo, tendo Play 6, tem jogos que eu vou gostar de jogar do Play 1 que eu vou querer jogar nele. E aí, como é que eu vou fazer?
Eu não sei se você viu, depois que a PlayStation anunciou essa coisinha de, não, a gente vai parar de fabricar mídia física lá a partir de 2028, teve uma busca gigantesca na internet sobre jailbreak, né, que é o negócio da quebra do sistema para piratear PlayStation 5. Entendo, porque, cara, muito desses jogos vão sumir, como muitos jogos já sumiram, né, de biblioteca digital.
Depois que sumiu, sumiu. Pois é, não tem o que fazer.
Ah, não, mas o cara ripou, pirateou e não sei o quê. Tá, mas se o cara não faz isso, como é que ele vai ter se nem oficialmente ele consegue mídia física mais?
No Play 3, por exemplo, eu adorava jogar Lollipop Chainsaw.
E aí, pois é, não tem digital. Então, e a mídia física é cara para cacete, é complicado. Por exemplo, outro jogo que não tem mídia digital no PlayStation, Asura's Wrath. Ele não existe digital no PlayStation Play 3, só no Xbox, porque tem a rede.
Xbox eu tenho ele e comprei na Retro por uma promoçãozinha, eu acho que foram R$11.
Ou seja, fisicamente ele também é caro para caramba. Se você quiser comprar um de Play 3, ele não tem a versão digital, então você não consegue nem jogar ele num Play 4, um Play 5 retroativamente. É um bom jogo, é um jogão, cara.
E aí, pô, Gil, foi desenterrar Asura's Wrath, cara.
Pai, é maravilhoso, eu adoro. Esse jogo. É claro, né, a Capcom mancou ali porque vendeu um final à parte como uma expansão, mas outra questão, outra coisa para falar aí. É, eu acho que tá bom, né, a gente já chorou bastante, falou bastante do joguinho.
Teremos que ver os próximos capítulos, né, Gil, porque eu acho que não vai parar por aí.
Vamos ver, tá rolando todo movimento aí. A gente viu o VHS morrer, fita cassete, o CD, o GD, o DVD, e agora a gente vai do Blu-ray, um mundo digital não é tão legal assim, embora videogames ainda continuem sendo legais, né?
E por isso que a gente tá aqui falando disso.
Já fiquei triste.
Agora fala de coisa boa, pelo amor de Deus, eu não aguento mais sofrer.
Vamos começar o episódio mesmo, e tem bastante coisinha pra gente falar.
Então vamos lá.
E aqui, Eliezer, vamos seguir para um time-upzinho. Soldier X2 Final Prototype.
Cara, um jogo muito legal, muito rápido, e uma sequência, né, uma sequência direta do Soldier NX. E gostei muito, Gil, porque nesse eles aprimoraram muito a jogabilidade. O jogo tá muito mais na mão, gostei bastante disso principalmente. E que também o Soldier NX 2, ele tem horas que ele chega a flertar ali com Bullet Hell. Pois é, minha cara, dá bastante clareza Eu sou muito fã de Icaruga, né?
Então quem não é fã de Icaruga tem probleminha.
Pois é, essa parte me fascinou assim no jogo. Outra coisa que eu gostei bastante é que eles pegaram tudo aquilo que tinha funcionado no primeiro jogo e trouxeram para esse assim só pitadinhas de melhoria numa coisa, na outra. Na verdade, ele é uma continuação direta, mas eu gostei mais da jogabilidade desse segundo jogo, viu, Gil?
Eles conseguiram dar várias qualidades de vida assim de melhoria, de de resposta, né, de movimentação. É gostoso de você movimentar a navinha e parece que ela é muito mais responsiva. Exatamente, sabe assim, aquela mais na mão. É, talvez para quem olha de fora assim possa até fazer aquela coisa do, ah, é tipo um FIFA, né, que todo ano sai um e você não vê a diferença a não ser que você jogue. É esse jogo que ele tem altos graus de refinamento em termos de jogabilidade, então ele tá mais gostoso.
Só consegue identificar se você pegar para jogar o anterior, que a gente já falou aqui também no podcast alguns episódios atrás, e esse que assim não é uma diferença gritante, mas na hora que você começa a jogar você sente, aí você começa a entender muita coisa boa. Até porque também vale lembrar, né, esse jogo ele saiu há muito tempo atrás para PS Vita, para PlayStation.
Então aí que eu quero chegar, eu gosto de me aprofundar bastante, eu fui conhecer a versão original, joguei um pouquinho dele no Vita também.
Então eu tenho ele no Vita, eu nunca platinei esse jogo, beleza, porque ele é difícil para um inferno na telinha do Vita.
Ele é difícil. E o Vita eu achava ele muito difícil, mas agora sabe que no controle, no controle grande faz toda a diferença. Uma coisa que me incomodou bastante desse jogo do Vita é que o Vita é muito pequenininho, é, os controles não ficam tão precisos. E agora nessa nova versão ficou gostoso demais de jogar.
É que a minha crítica para o Vita assim, ele é bom de jogar, gostoso, só que com a tela pequena e às vezes o jogo ele fica meio frenético com tiro, aí é difícil de você controlar com fineza ali para fazer o que precisa fazer. Já aqui eles deram uma melhoria muito nisso, inclusive tá excelente, né? Aumentaram também o frame rate, o que para um jogo de nave, para jogo de luta e para jogo de tiro, isso é muito importante.
Ele tá rápido, rápido, ele me chamou atenção para isso.
Exato. Então você consegue ter reações melhores também, cara. Assim, ele é um jogo renascido, basicamente. Além de revisado. Então aqui você tem 10 fases para se divertir. A fase segue aquele ritmo de continuismo, né, tipo uma fase ela vai transmigrando para um outro cenário, ele vai se transformando. Então tem aquela coisa meio, e foge da repetição, né, que normalmente jogo de navio ele cai numa repetição dependendo do jogo. E esse aqui não, ele começa de um jeito, aí a fase vai mudando, vai transformando.
Batalha contra chefe continua excelente, mas sempre naquele ritmo frenético. Pois é, batalha contra chefe que continua excelente, né? Os chefes gigantes, cara, é um dos charmes desse jogo. Claro, trilha sonora maravilhosa. E você tem 3 navezinhas aqui para escolher, né? Cada uma com um jeito bem próprio de você jogar, que dá uma outra camada ali de desafio e, digamos assim, um fator de, um fator replay, né? Para você querer jogar de novo e tentar dominar as 3 naves.
Ele tem também uma boa parte que tem grindar, né, Gil? Tem grind no jogo também, tem um pouquinho de grind sim, porque para conseguir desbloquear quase tudo é complicado numa run só.
Vai, é, vai umas jogadas, vai uma trabalheira. Assim, eu para esse tipo de coisa, para jogo de navinha, eu acho que é bem-vindo, né? Aquela coisa, você vai jogar de novo, eu jogo pelo prazer e pelo desafio. Mas se você tem recompensa e tem, ah, mas por que que eu vou jogar de novo? Ah, tem isso aqui para você fazer. Então você vai associar o prazer de jogar de novo com esse benefício de, ah, vou ter essa melhoria ao habilitar isso, né?
Pois é, isso aí que eu gostei, né, Gil? Ele não se prende só aquele estilo de jogo só de desviar e atirar.
Sim, tem que ter um pouco de estratégia também nesse jogo. É, você também tem uma variação de bônus para você habilitar, né? E aí é o lance de você persistir e refinar o seu jeito de jogar cada vez mais, aprimorar seu reflexo. Que jogo de nave é muito isso, né? Antigamente era muito por pontos e testar suas habilidades. E hoje em dia isso continua, mas a gente tem aquelas facilidades de não ter que gastar um caminhão de dinheiro com ficha, né?
Não que o jogo esteja saindo barato, né? Mas já é uma facilidade. Pelo menos você pode jogar ali a hora que você quiser, encher o saco, vai fazer outra coisa, depois volta, cabeça pensando diferente. Assim, ele é um bom jogo, mas para quem quer entrar nessa vibe dos jogos de shmup, né? Eu sempre fico— é bom deixar o aviso, ele é um jogo que ele exige, ele é difícil. Para quem já tá nessa área vai sentir, mas consegue, né, ir superando ali.
Agora você tá vindo assim, ah não, eu quero testar isso aqui, cara, você vai sair muito frustrado.
É melhor começar por outros jogos. Esse é um pouco já mais hardcore, já para quem tá mais compatibilizado com esse tipo de jogo. Para mim, eu gostei bastante dele, mas ele é um jogo que não é aquele jogo tipo passatempo, tem que se dedicar um pouquinho mais.
Então ele exige atenção, é aquele jogo que você tem que focar 100% da sua atenção. Infelizmente não é daquele jogo que você, sei lá, tá escutando um podcast, escutando alguma coisa, né, e jogando ali. É bem complicado, mas ainda assim joguinho maravilhoso de jogar, as mecânicas são bacanas.
Eu simpatizei demais com as naves, gostei de todas.
É, então eu admito que o que me comeu a alma e eu fiquei frustrado e ainda não superei, mas eu vou chegar lá, tem jogar com paciência. Aí eu tenho que pegar emprestado Switch do meu amigo de novo para jogar, porque a gente tá falando desse jogo aqui é a versão de Switch 2, no caso, que recebe esse monte de melhorias e tal. Mas voltando aqui, é que eu me frustrei bastante aqui jogando, foi no Challenge Mode, cara. Que inferno, bicho! Eu me senti um inútil jogando aquele desafio, parecia que eu não sabia jogar.
Vergonhoso!
Ele pega muito pesado na dificuldade, ele bota a barra muito em cima, Jota.
Ah, pois é. Então aí eu tenho o desafio de tempo também. Então assim, foi uma escadaria de desafios ali que eu fui tentar fazer, que eu falando, pô, eu jogo jogo de navinha mais de 30 anos, né, bicho, desde os fliperama. Não que eu seja um bom jogador, mas eu sou muito persistente e uma hora eu melhoro. Mas esse aqui ele continua me comendo a alma. Eu lembro quando eu joguei no PlayStation 4, quando relançou e tal, sofria muito no Vita, que eu não consegui platinar, mas no PlayStation 4 G4, acho que ficou faltando um troféu só que eu não consegui pegar, que era, nossa, era muito cabeçudo e não tinha tempo e tal.
Então era uma coisa de novo de se dedicar muito para fazer. Mas jogar isso num portátil continua uma delícia. Na tela do Switch é um deleite isso aqui. Então para quem curte um upzinho, fica a dica, excelente.
É um jogo bastante, ele tem um fator de replay bom, vai te render umas boas horas de jogo. Ele não é aquele jogo que você senta se termina em 2, 3 horas.
Não sei se seja muito bom, e para ser bom você tem que treinar muito, né?
Então é isso, cara. E ele tá no preço muito bom, né, Gil?
Isso. Como a gente tá falando da versão de Nintendo Switch, ó, ele tá disponível por R$69. Por tudo que ele entrega, cara, e pela qualidade. E já entra naquela coisa que a gente conversou lá na abertura também, né? Para Nintendo Switch, que agora tá recebendo um monte de jogo que já foi lançado em outras plataformas jogos alguns anos atrás. Se você quer mais de Nintendo, só teve console da Nintendo, você tá muito bem servido com um monte de jogo.
E tem esse aqui também, cara, vale muitíssimo a pena. E neste bloco é sempre bom ter o retorno deste camarada que gosta de joguinhos e que não tem papas na língua. Patrô, como é que tá, meu querido?
E aí, Gil, tudo bem? Manda um salve aqui para galera tá escutando a gente também. É sempre um prazer voltar aqui, subir, né? Eu sei que o level cap aqui é 9.999, mas por fora a gente tenta agregar, trazendo aprendendo mais alguma coisa, né?
Grande de conhecimento é sempre bom, e falar de joguinho é sempre bom também. E aí, como é que tá, cara? Semana corrida.
Se fosse só a semana, tava bom, né, meu amigo? A coisa tá feia para tudo quanto é lado.
A vida cobra.
É isso, esse é um grande ditado: a vida cobra.
Ninguém manda você não nascer filho de herdeiro, não ter uma herança pendente aí.
É para dar mais emoção, né?
A gente joga a vida no hard, cara, não é nem no normal.
É exatamente, é isso. Até porque normal a gente não é, né? Já começa por aí.
Não posso negar, não tenho como contestar isso. É paciência. Mas aqui então, ó, já vai começar a falar de um joguinho de plataforma que eu achei curioso porque eu conheci ele como um roguelite e quando ele foi lançado para os videogames ele virou simplesmente um jogo de ação plataforma lateral.
É isso.
Então a gente vai falar aqui de Atomic Owl.
Inclusive, ele tem uma coisa que eu sempre quis nesses jogos, que é dar para você a opção de ser um roguelite ou ser um jogo sem esse sistema, o que para mim é incrível. Eu gostei muito. Já me adianto de que este aspecto eu achei um aspecto bastante interessante.
Esse jogo foi desenvolvido pela Monster Theater e tá sendo distribuído aqui pela East Asia Soft Limited. E já entrando no jogo, o que que acontece aqui? Primeiro, o protagonista é um ser aviário, ele é uma coruja.
Tem um dado curioso que já começa pelo nome dele, né? Ele se chama Hidalgo.
Que nome foda, mano!
Não existiu e quiçá nunca mais existirá um protagonista chamado Hidalgo. Nos jogos Hidalgo.
O nome completo dele, Hidalgo Blade Wing. Cara, que nome foda, mano, na moral, incrível, cara.
E ele é, ele é uma coruja meio samurai, né, porque ele tem aqueles chapéus de cone, né, tipo Aventureiros do Bairro Proibido, né, que é tipo Raiden, né, chapéu de Raiden. E aí ele tem ombreiras de samurai. E eu tô falando isso tudo olhando para o ícone do jogo aqui no console, ó. E ele tem ombreiras de samurai com cachecol assim, né, que deixa ele muito estiloso, meio shinobi, e com a jaqueta vermelha do Michael Jackson, né, cheia de zíperes. Então ele é definitivamente um dos designs já feitos.
É incrível, cara, é diferenciado. Isso a gente não tem como negar. Eu pelo menos não lembro de um protagonista que é uma ave antropomórfica antropomórfica samurai. E para a gente continuar o assunto aqui, ó, esse jogo ele se passa num mundo futurista, né, com esses seres antropomórficos. E a tribo do Hidalgo, né, a tribo dos Blade Wings, que são de guerreiros, foi atacada, né, por um sujeito, é o Omega Wing, se eu não me engano.
Até já deixar um ponto negativo aqui, que esse jogo infelizmente não tem PT-BR, tá? Então vamos falar com os nomes em inglês aqui, que é o que tem. E esse Omega Wing, ele tá capturando os amigos do Hidalgo e corrompendo os caras, né, transformando eles em criaturas submissas e malvadas. E o Hidalgo, claro, foi capturado e tá aprisionado numa árvore mágica, né. E aí passa-se um tempo até que aparece uma espada chamada Mesa Meta.
Ó o nome da espada, né, que liberta ele. E essa espada tem poderes, e essa espada fala, obviamente.
Eu já ia fazer essa observação. Não é uma espada, é uma espada falante que desde o primeiro momento que ela te falar o primeiro oi, ela nunca mais vai calar a boca nesse jogo, né?
Pois é, cara, tipo, no começo eu gostei, mas o jogo ele não é longo, mas conforme eu fui jogando, que raiva dessa espada, bicho, que ela não cala a boca.
É, eu achei que ela interrompe muito assim, é um jogo, ele é interessante, tem várias qualidades, eu quero falar de algumas delas depois, mas ele é um jogo que interrompe muito para trazer muito diálogo em muitos momentos, ele corta um pouco a vibe assim. Ele é um jogo que ele tem muitas pausas para diálogos que você sente que nem foram tão importantes ou que poderiam ter aparecido de forma conjunta no outro momento assim, e que talvez se nem aparecesse também não ia dar muita diferença assim.
Porque a grande verdade é que ele é um jogo que tenta trabalhar bem alguns aspectos de história, mas a gente sabe que na maior parte das vezes às vezes a história em jogos de plataforma e de exploração assim, ela é um pano de fundo para justificar o que tá acontecendo ali na tela, e tá tudo bem. Aquela linhazinha fina só para você seguir e justificar o que você tá fazendo, para te dar uma motivação, para não jogar assim no lado e falar: putz, eu sou uma coruja samurai, por quê?
Porque sim.
Então tem muita interrupção assim na história, e essa Zeta Meta, essa espada aí do Hidalgo, que tem uma participação importante na lore, acho que podia falar menos, né? Ou talvez nem ser falante.
Poderia ter essa opção, cara. É que é um jogo que exige precisão, e aí tem esses cortes que incomoda, mas pode dar um skip ali. Vai ser um incômodo para quem só quer ação, mas sabe, nada que comprometa o jogo em si. Mas de resto, aliás, mecânicas assim, como ele é um jogo de plataforma Como você falou, né, você pode desabilitar essa parte roguelike, focar só em plataformas, que são 7 estágios, né, se você joga nesse modo, 7 estágios diretos.
Então você não tem aquela necessidade de ficar evoluindo loucamente habilidade e morre e volta e, né, essas coisas. Então tem checkpoint, morreu, continua o jogo de plataforma, vai. Isso é excelente. E mecanicamente eu gosto, eu só tenho outra coisa para apontar que me Omoda é que eu acho a câmera muito distante. O jogo, ele é bonito, cara, ele é muito colorido, cara.
Eu ia falar isso.
E aí, com essa câmera muito distante, fica tudo pequenininho demais.
Eu ia fazer essa observação, amigo, pelo seguinte: como que consiste a jogabilidade dele, né? Você tem algumas armas que você muda com o R, que tá na frente do ZR. Então eu acho que é só R mesmo. Então, o Switch, que eu sempre me confundo aqui, tem um menu que é meio como se fosse um menu de disco. E aí você tem 3, 4 armas ali. Tem um machado, tem uma corrente, tem uma espada, espada, e tem mais alguma outra coisa, se eu não me engano.
E aí você troca entre eles, você pode usar livremente, né? E aí o machado, ele é um arremesso de arco, tipo Castlevania. A espada é um golpe reto. Chicote tem um alcance maior, mas tem um dano menor. Essas coisas assim, o básico. E a espada, que é a Z-Meta, você também consegue arremessar apertando o X, né? O botão que você bate é o Y. E ele tem pulo duplo, tem wall jump, né, o pulo na parede. Então ele tem uma jogabilidade muito interessante, muito precisa.
Mas eu queria justamente fazer esse comentário que você já entrou fazendo, que é da câmera ser muito distante. Porque eu joguei no Switch Lite, que a tela é pequena, e caso as pessoas elas não tenham isso muito claro, né, o Switch Lite você não tem como tocar ele. Então o que acontece, você não tem acesso às imagens desse jogo numa tela grande, se você tiver esse console, se você optar por jogar nele, o que já compromete muito a sua experiência a partir de um ponto de vista da jogabilidade.
Por quê? Porque ele é um jogo que tem muita, ele exige muita precisão, ele tem trechos bem desafiadores lá para frente, e por mais que ele seja fantástico na ambientação, trilha sonora desse jogo é incrível, desde no começo, cara, que ela tem uma vibe mais zen assim, porque esse jogo ele tem uma vibe que é uma mistura de atmosfera asiática oriental meio monge com retrofuturismo assim. Então a trilha sonora ela consegue te embalar nessa atmosfera que é apresentada também pelos gráficos e pela ambientação.
Ele é muito colorido, ele tem muito aquela estética do neon, é tipo o futuro distópico dos anos 80, tem essa vibe. Só que a câmera é tão distante, o seu bonequinho aparece tão pequenininho na tela que muitas vezes a sua diversão ela fica prejudicada, porque isso impacta não só numa decisão de design, né, e construção assim das imagens na tela, mas também na jogabilidade, porque compromete. Como você não tem uma proximidade do personagem, você não tá vendo os pequenos detalhes ali, você não consegue consegue, por exemplo, calcular o momentum do pulo, que momentum, como que eu vou explicar isso?
No design de jogos ele é o impulso que existe e é o limite do impulso que existe entre você tá na ponta de uma plataforma e conseguir pular com esse impulso para poder atingir um outro lugar. E aí no design de jogos tem uma combinação do momentum com o arco do pulo e com o seu controle durante arco do pulo. É o que diferencia, por exemplo, Ghouls 'n Ghosts de Mega Man ou de Mario, Castlevania clássico também, que são alguns jogos que você não controla o arco do pulo, né?
Você pula e você tem que aguardar o personagem completar aquela trajetória no ar, você não consegue movimentar ele no ar. Esse jogo ele te permite uma movimentação muito livre no ar, ele te dá um controle muito bom do personagem, é muito responsivo, muito eficiente. Existe uma habilidade também que você usa com o botão R, que é você, na sequência do pulo duplo, você conseguir dar um dash no ar. E esse dash funciona tanto para frente quanto para cima.
Então ele é um jogo muito aéreo, e essa escolha de jogabilidade ela é muito interessante porque ela reflete o fato do seu personagem ser uma ave, né, ser uma coruja. Então assim, tudo casou muito bem. Exceto que o seu personagem estando muito distante da câmera, você se sente muitas vezes jogando com bonequinho que é do tamanho do Meat Boy, assim, um pitoquinho assim na tela. E aí é muito ruim, cara.
Isso assim, tô jogando no PlayStation 5, né, e eu jogo no meu monitor aqui de 75 polegadas, cara. Na tela eu jogando de perto é muito pequenininho. É que o jogo tem esse ônus, mas também tem um bônus de como essa câmera é distante, você tem uma visão privilegiada da ambientação do cenário. Então você não vai se perder, porque o cenário, além de comprido, ele é alto para cima e para baixo. Então tem hora que você pula e cai de lugares muito altos e cai por muito tempo.
Então você pode aterrissar numa plataforma ou cair num buraco, né, e se ferrar, o que acontece muito. Mas você jogando num portátil, o que deveria ser maravilhoso, sei lá, deveria ter um trabalho ali ali para dar uma aproximação, esse jogo fica minúsculo. Como você falou, tem uns momentos aqui de precisão de pulo e de fuga, quando você, principalmente quando você tá naquela espécie de realidade virtual e não sei o quê, que vem uma mão gigante te perseguindo e você tem que ser rápido para escapar do negócio e fugir, sabe?
Você não pode cometer erros ali. E esse jogo, ele, num detalhe que me incomoda um pouquinho, né, mas você já acostuma, é que o personagem na hora que ele se movimenta é Não sei se você jogou os remakes do Crash Bandicoot, da trilogia. Joguei, e eles têm justamente um problema de momentum do pulo, que às vezes você cai na beira de plataforma, parece que o boneco desliza. É, o sistema de colisão não te trava ali reto, ele tenta fazer uma coisa mais, entre muitas aspas, realista.
E aí o seu boneco simplesmente cai na ponta e de repente ele escorrega. Isso me incomodou porque tava curtindo, né, a precisão do jogo. Você é calculista ali, frio calculista, quase um Peaky Blinders dos videogames. Mas na hora que eu comecei a escorregar, eu falei, ah não, pera aí. Aí você tem que, você tem que se condicionar a atrasar o seu cérebro e sua reação em quase meio segundo ali para você pular do momento certo, senão você desliza e cai direto.
Aí, ô, fora esse detalhe, né, e esse outro da distância da câmera, que jogo fantástico, bicho. Assim, eu consegui terminar ele, eu acho que umas 4 vezes seguidas, porque ele é um jogo curto. Depois que termina a primeira vez que você pega as coisas ali, pega o time. Ele é um jogo gostoso de jogar.
Eu gostei também, terminei rapidinho assim, terminei uma vez só por enquanto, mas ele é um jogo que eu me imagino jogando de novo. E aí eu quero depois experimentar como que é o modo rogue dele, porque eu só joguei o modo direto assim.
Então eu terminei no modo direto. O rogue eu não sou muito fã desse estilo de jogo, né, mas eu tô, eu tô me afeiçoando, eu tô jogo eu tô me esforçando um pouquinho. E tem jogo que me pega e outros eu me forço. Isso aqui eu tô me forçando jogar no modo roguelite. Não é ruim, mas tem esse fator de, ah, morreu, beleza, volta, vamos preparar aqui, fazer as melhorias e tal. Enquanto no jogo normal de plataforma, né, você arma, vai melhorando as suas habilidades ali e vai progredindo.
Não tem essa coisa do morreu, voltou. E, né, isso me incomoda um pouquinho. Mas pelo tamanho do jogo aqui, pelo ritmo também e depois que você pega o jeito é até aceitável. Então eu vou fazer a minha quinta run nesse modo roguelite, foi a única que eu não testei para avaliação, não terminei ainda.
Apesar de alguns problemas assim, por exemplo, alguns desníveis, né, desbalanceamentos na dificuldade, tem área que o bagulho enfia o dedo na ferida e torce, bicho. É assim, ele fica muito difícil, depois fica muito fácil, aí muito difícil, muito fácil, meio que não tem uma coerência em alguns trechos. Mas apesar deste problema e Apesar do problema da câmera ser muito distante, com a ressalva de que eu não indico jogar num console portátil, que foi o que eu fiz, eu recomendo esse jogo fortemente porque todos os outros aspectos dele são muito bons.
A história, ela é qualquer coisa assim, mas ela também é interessante. Depois você descobre uma certa destinação que os seus amigos tiveram, e enfim. Enfim, você vai explorar ali, vai ver. Mas, cara, muito gostoso de jogar. E assim, e vou te dizer, ele é um jogo muito bom para você jogar uma hora direto e é um jogo muito bom para você fazer sequências de 15 minutos bem rápidas assim. Ele é muito interessante. Então eu indico quase sem ressalvas.
E foi uma grata surpresa, cara. É um jogo que, sendo bem sincero, eu colocaria ele na classificação de jogos para jogar na entre-safra de grandes títulos. Ele não é um jogo que eu vou indicar para uma pessoa: nossa, você precisa jogar isso aqui, é imperdível. Não acho que seja esse tipo de jogo, ainda mais que hoje em dia a gente vive uma época que a gente é massacrado com quantidades enormes de jogos, né? Então tem muito jogo no mercado, mas se a pessoa chegar para mim e me pedir uma dica Olha, eu queria um jogo assim, assim, assado e cair em algumas dessas características que a gente tá dizendo, esse jogo certamente eu indico.
Ele é um ótimo jogo de entre-safra e uma vez que você provar ele nessa condição, talvez você queira voltar mais para ele em determinados momentos assim.
A gente já falou disso quando a gente gravou sobre o Lollipop Chainsaw. Eu acho que esse jogo ele também se encaixa naquela vibe do jogo mediano necessário, sabe? Que você vai pegar, você vai curtir, vai gostar, e depois beleza, próximo. E eventualmente você volta porque tem alguma coisinha ali que não vai agradar todo mundo, mas ele te fisga ali, você volta e, ô, deixa eu testar isso aqui.
É isso, perfeito, cara. É double A's, ou até os jogos que nem são muito double A's. A gente tem que aceitar o jogo médio, cara, os grandes clássicos da indústria que que o pessoal fala aí, tudo jogo médio, é tudo jogo mediano. Então, pô, se divertia pra caramba lá nos 16, nos 32 bits, jogava o jogo assim, jogo assado. Cara, quando a pessoa fala isso e ela fala dos grandes jogos da infância e da adolescência dela, a chance dela falar uma cacetada de jogo médio é uma chance muito alta.
Até porque também, né, hoje em dia quantos mil jogos são lançados por mês só na Steam? Opção tem de monte, agora tempo para jogar tudo não dá. Então quando pinta esses joguinhos assim, que para você fugir muito dessa dicotomia maluca que a galera prega de ou o jogo ele é uma porcaria ou é o jogo candidato a GOT, não é assim. Tem tanto jogo mediano bom aí, cara.
A única ressalva que eu faria para indicar esse jogo é que como ele não tá em português, e isso é lamentável, se fosse uma condição de indicar ele para alguém que quer aproveitar a história, você tem que saber se a pessoa vai querer encarar assim em inglês e tal. Até porque, como a gente falou, ele tem bastante diálogo. Mas fora isso, se a história não for um aspecto pelo qual você vai indicar para alguém, eu recomendo bastante, cara.
Ele é um jogo bem honesto, ele é bem bacana. Parabéns aí para os desenvolvedores, valeu muito a pena, cara. Foi uma ótima experiência, compactou contigo, cara.
Assim, uma outra crítica que eu até deixo, eu acho que eu pelo menos, né, chegou um ponto que eu comecei a fazer meio que um speedrun. Eu comecei a pegar uns glitches, umas coisas de instabilidade ali que compromete um pouquinho quando você quer fazer a coisa rápida. Mas se você joga de boaça assim, né, tentando matar os inimigos ou só fazendo o que precisa para avançar sem forçar muito, ele funciona. Se você corre demais, uma coisa que O jogo até pede assim, né, ele meio que te empurra, falou, ô, tenta agora fazer isso.
Ele dá uns glitches ali, mas espero que arrumem também, né. Se o jogo bater com suas vibes aí de plataforma e tal, de boa. Até porque, ó, precinho aqui na Steam, R$42. No Nintendo Switch, R$54. No Xbox, R$60. No PlayStation tá R$74. Fica de olho aí, Atomic Olds. Se puder, até espera umas promoçõezinhas que rola aí, que dá aquela acertada na sua grana e você fica feliz. Patroa, você ainda continua comigo porque agora a gente vai falar de um outro jogo retrozeira, gostosinho de jogar, plataforma, mas esse ele é mais feijão com arroz, mas gostosinho de jogar. Vamos falar um pouquinho aqui desse Love Chemistry: Sibella's Formula.
Pois é, meu amigo, plataforminha honesto, plataforma bonito, plataforma formoso, com qualidades assim que eu achei bastante semelhantes ao que a gente acabou de falar. Por exemplo, ele tem uma ótima trilha sonora realmente bem trabalhada, melhor dizendo, em relação ao padrão do jogo. A gente vê que é um jogo de plataforma de baixo orçamento, bem independente, feito ali por poucas pessoas, e isso fica muito claro nos aspectos técnicos, né?
Mas ele também tem ótimas qualidades, cara. Além dessa trilha que eu acabei de comentar, que ela tem um estilo bem synthwave, meio que como se fosse uma herança dos sintetizadores dos anos 80, mas com uma linguagem musical sonora um pouco mais contemporânea.
Eu diria mais que esse jogo ele se galga tanto naquela coisa bem retrô, ele tem uma vibe muito o jogo do Nintendinho, né? Claro, com a qualidade visual um pouquinho acima, umas movimentações, umas animações mais caprichadas, né? Porque os cara tem como fazer isso, mas emulando uma estética 3x4, né, de tela que é quadradinha, não é widescreen como a gente costuma ver hoje. Então talvez se você que gosta de um plataforminha vai olhar isso aqui, vai pensar, ué, isso aqui é algum jogo de Nintendinho, de Super NES que os caras estão trazendo?
Não, só replicar a estética. E aí é quadradinho também, mas cara, que joguinho delicinho de jogar, hein?
Ele tem esses gráficos bonitos assim. Eu até achei, cara, que o estilo, o desenho dos bonecos, da pixel art, me lembra um pouco assim River City Girls.
Eu senti essa vibe também, também um pouquinho de Chip Dale do Nintendinho, né? Só que lá o gráfico era grandão, né? Os bonecos era grandão. Aqui ele tem um quê daquela estética, só que os bonecos são mais pequenininhos e tal.
E aí você joga com uma professora, né, que é uma professora assim que você vê que ela é meio que de algum ramo científico, alguma coisa do tipo, né? Porque ela tá com um jaleco branco, ela tem ali uma seringa, umas coisas assim. Eles deram aquele visual meio apelativo né, para ela.
Mas é claro, né, botaram uma gostosona, pelo menos na arte é muito bonita, mas muito sugestiva.
Mas aí também o jogo ele tem um pouco dessa premissa, porque ele brinca um pouco com esse fetiche assim da professora gostosona, meio sexy e tal. E aí o plot é meio qualquer coisa, né, porque ela quer fazer com que todo mundo fique caído aos pés dela, uma coisa do tipo assim. E aí ela inventa meio que essa, como se fosse uma poção do amor, vamos chamar assim.
Ela consegue corromper qualquer ser vivo, até máquina, a sucumbir a ela, né? E aí, tanto é que a seringa, na base de jogo normal, pensa num, para você que está assistindo no YouTube lá, de ver na gameplay ou só tá ouvindo, pensa num jogo como um Mega Man clássico assim, da geração 8-bit, na forma de jogar, onde você controla essa cientista professora e ela dispara um monte de seringas, né, como se fosse os tiros normais dela. São tiros infinitos, então você tem que acertar inimigo várias vezes e tal para até causar o dano suficiente para ele ficar subjugado.
Aí você chega junto desse inimigo, aí ela faz um abraço, faz carinho, dependendo do tipo de inimigo, né, aquela coisa. Aí o inimigo ele vira seu seguidor, aí tá safe, aí você vai para o próximo. Só que muito, tudo na premissa de plataforma, né? Então tem escada, tem obstáculos, buracos, coisa para você pular, inimigo para desviar, aquela coisa toda. E ela também tem um ataque especial, né, que ela faz uma chuva de seringa, e tem uma barrinha ali que você gasta e tal.
Então a proposta dele é bem simples na ideia, mas ao mesmo tempo acho que para a gente das antigas que viu essa evolução toda, e eu pelo menos eu sou muito fascinado com joguinho de plataforma, e quando ele faz mas bem feitinho, é gostoso de jogar. Cara, esse aqui você joga que você nem percebe o tempo passar, né?
Eu achei ele bem bonito assim, bem agradável. Quando a gente olha ele, meio que compara com Mega Man, que é um pouco inevitável essa comparação.
Ah, sim, não tem como, né?
Para quem tem essa bagagem de Mega Man, do Nintendinho, e depois até do Mega Man X assim, a gente vê que o design das fases ele é muito mais simples assim, ele não é tão rebuscado quanto alguns Mega Man, assim, por exemplo. Ele não tem muita exploração dentro daquela proposta, é basicamente só você andar da esquerda para direita. Você sempre tá indo para frente nesse jogo, não tem muito o que você fazer ao longo desse percurso, assim.
Então ele é um jogo mais simplório, e apesar dele durar pouco assim, né, porque entre o começo e até rolar os créditos, para mim que foi mais ou menos 1 hora e meia, 1 hora e 35 ali, eu acho que ele tem uma progressão razoável dentro desse percurso. O problema é que a gente não varia muito de ambientes, né, porque ele tem 3 fases, e aí as 3 fases elas são bem esticadas, são bem longas, mas você tá sempre mais ou menos dentro daquela ambientação.
Então as limitações dele, além dessa duração, assim, aí tem tudo aquilo, né, se você jogar um Mega Man antigo, você consegue terminar ele em menos de 1 hora e meia hoje em dia, entendendo, sabendo todas as mecânicas. A gente tem vários speedruns aí que termina em 30 minutos, 40 minutos. Mas a questão é que, primeiro, que o design das fases é feito para você explorar, né, do Mega Man. E aí você tem uma variedade de ambientação e um ciclo de jogo muito mais diverso também, porque você pode escolher a ordem das fases que você vai jogar, Você tem aí um ciclo com fases intermediárias depois das 8 fases.
Geralmente você tem um castelo com 2, 3 etapas, aí você enfrenta todos, repetição dos chefes também, né? Isso, todos os chefes de novo. Aí você tem o último chefão. Então assim, dá para você fazer uma speedrun de 1 hora e meia em Mega Man passando por ambientes muito mais variados e com um ciclo de gameplay muito mais interessante do que esse jogo que você joga em 1 hora e meia, 3 fases que são um retão e com pouca variedade de gameplay, com nenhuma exploração.
Então a minha crítica seria essa, que o jogo é muito simples, ele bastante simples. Mas eu também tenho uma recomendação aqui, Gil. Como a gente jogou ele no Nintendo Switch, isso não se aplica muito, mas me parece que para os platinadores ele é aquela platina que vem muito fácil no final de uma gameplay aí.
É, ele é o famoso platina garapa, mas diferente de outros jogos que os caras tipo, ah não, eu quero vender o troféu e aqui o jogo é qualquer coisa, esse aqui o jogo ele é algo e a platina é qualquer coisa. Então ele une o prazer de jogar com a felicidade de, ah, tá pipocando coisa na tela ali e beleza, porque igual o jogo, a platina ele é muito direto e reto, é basicamente terminar o jogo. Aí tem algumas coisinhas ali de tantos inimigos, vencer chefe e tal, e é de boassa, cara.
Assim, ele não é um Ratalaika, né, que vai te 5 minutos uma platina, mas ele também não é, sei lá, o Demon's Souls.
É, ele não te consome horas e horas e não tem uns desafios meio esdrúxulos. Sim, o único problema que ele é um jogo muito direto e reto, né? Vai da esquerda para direita, passa inimigo, derrota chefe. Uma crítica que eu tenho é que eu acho a movimentação da boneca ela é um pouco devagar. Eu não sei se é porque, tudo bem, a gente tem vários comparativos e a gente jogou muito plataforma, então é inevitável você não sentir, né, essas nuances.
Mecanicamente eu só acho ela um pouquinho devagar, né? Até o Mega Man clássico ele é um pouquinho mais rápido, por exemplo. Na minha percepção. Aí aqui eu acho que faltou isso, né, ser um pouquinho mais ligeiro para você conseguir ser mais reativo, senão fica muito básico. E a personagem ela só tem basicamente o pular e atirar, né, ela não abaixa, não mira para cima. Isso me incomodou, falei, pô, podia ter, né, ter essas brincadeiras, já que alguns inimigos têm isso.
Mas de resto eu acho que talvez, né, falta desafio, mas eu acho que para uma galera que tá começando, tá curtindo um plataforma e não quer sofrer tanto, cara, é um bom jogo de entrada. Ele até para crianças também assim que querem brincar e querem algo mais, esse jogo oferece. Para nós adultos cachorros velhos que já estão nessa corrida faz tempo, só quer mais uma novidade dentro desse mais, eu acho ele um jogo bom. Só que para gente eu acho que falta desafio.
O maior desafio que tem eu acho que são os combates contra chefes, né, que exige um pouquinho mais, que às vezes tem uns ataques de inteira e de distância, né? Mas acho que fora isso, cara, como um joguinho indie pequeno porte feito por pouca gente, ele tá num bom caminho. E é sempre aquela coisa, né? Eu torço para que a galera se dê bem aqui e disso, né, consiga evoluir, cara, e trazer um próximo jogo com mais melhorias, mais ideias, mais personalidade.
Que no geral esse jogo aqui ele é muito bom. Inclusive ele replica jogos das antigas, das meninas, porque tem até a fase do transporte lá na motinha, tem esse momento que você tá passando pelo esgoto ali. Então, cara, é difícil não lembrar de outros jogos do passado em função disso, mas ele é um jogo padrão, simples, mas ele tá naquela linha.
Eu acho ele bem bonito mesmo. Eu espero que assim, é que também, né, a gente não sabe, a gente fica meio que no campo da especulação, né? A gente não sabe como que foi o ciclo de desenvolvimento, tal, se o pessoal tinha um prazo Alice, acabou o recurso. Mas é que você vê que, por exemplo, a pixel art desse jogo, ela não é qualquer coisa, ela é bem bonita, ela é bem rebuscada, cara, porque ela, né, tem um capricho ali na animação dos inimigos também e tal.
Então tem futuro, cara, se o pessoal tivesse mais tempo de desenvolvimento para aprimorar algumas coisas, ou se eles resolverem dar uma continuidade assim, dá para fazer alguma coisa bem legal com isso aqui, cara. Eu encaro assim, Isso aqui foi um bom ensaio, acho que pelos valores de produção, pelo quanto custa e pelo que ele entrega, pode ser visto dessa forma. Mas aí num eventual 2, cara, num desdobramento aí, pô... Num próximo jogo novo, né?
Nem que não seja um derivado desse, mas com base nesse a galera aprendeu. Nossa!
Concordo.
O que eu fico feliz, cara, é que se a gente levar em conta na tonelada de jogo que sai pra Steam, Eu fico muito feliz quando essas publishers, né, tipo a Eastas e a Soft, ela pega essa galera indie pequenininha e traz: ô, vamos lançar um jogo aqui, vamos tentar lançar para o máximo de plataformas para chegar, né, para dar uma visibilidade. Porque é difícil quando você é indie, tenta brigar sozinho para ser o seu próprio publicador, divulgador, vendedor.
E aí é legal quando pelo menos tem uma publisher que tá dando esse aporte ali de traz o jogo, a gente entra com o resto e faz um bem bolado, né? Porque esse jogo aqui ele foi feito uma equipe chamada Mail Doll junto com a EastAsia Soft, né? Mas a EastAsia Soft tá distribuindo o jogo. É um papo que a gente já falou muito tempo atrás e a gente vem se repetindo, né? É sempre bom ter jogos de meio de caminho ali que é sempre gostosinho de jogar e te lembrar, pô, videogames são legais, né, cara?
Esses joguinhos, essas experiências assim, sejam elas breves ou bem desafiadoras, mas que te pega ali de momento ou te marca de alguma maneira, tá lá, né? E esse joguinho, acho que ele também se encaixa nessa gavetinha aqui do meio.
Eu concordo em absoluto, amigo. A gente tava até falando em off aqui, né? Eu tenho experimentado muito com os meus consoles e tenho procurado experiências assim que não estejam apenas presentes nos triple A's. E eu vou te falar uma coisa, vou confessar aqui, eu gosto muito de um triple A, assim, eu gosto. Gosto mesmo. Eu acho que é interessante a gente ver inclusive como potencial dos videogames, potencial narrativo, tecnológico, de entretenimento massivo.
Agora eu sinto muita saudade, e eu não sou uma pessoa totalmente saudosista, eu acho que a gente tem que olhar para frente, para o futuro mesmo, mas eu sinto muita saudade de jogos despretensiosos. Eu sinto saudade, por exemplo, de ligar o videogame e ter um Silent Bomber para jogar, sabe? Um ômega boost.
É o famoso passatempo.
Exato.
Eu só quero dar uns tirinhos, eu quero que mecanicamente seja gostoso e que de vez em quando eu volte para ele falar, deixa eu testar de novo aqui, sabe? E pega, e você pega de novo naquela de, pô, gastei uma horinha jogando isso aqui, eu só queria testar. Eu sinto falta disso também, cara. Novamente, Love Chemistry: Sibelas Fórmula, eu achei muito bom. Ele é um bom joguinho de entrada, é plataforma gostosinho. E pelo que eu vi aqui, ele só tá disponível em duas plataformas, né, que é para PlayStation, que ele tá saindo a R$34, né, R$33,90.
Tem uma taxa otária ali, Sony, você tá complicado com nós, hein. E para Nintendo Switch, tava pesquisando aqui, eu não vi na loja nacional, né, brasileira, ele disponível, só na gringa. E na gringa ele tá $6, ou fazendo uma conversão, como que você falou aí, chutando mais ou menos uns R$30 por aí, né?
É que assim, proporcionalmente, né, dentro da realidade de poder de compra, $6 pesa muito menos para as pessoas do que R$35, né? Então ele deveria custar sim um pouquinho mais em conta. É uma conversão direta esse custo aí na PSN, tem uma taxinha, uma coisinha ali tudo.
Mas assim, pode falar, Patrulha, taxa otário, Sony mercenária.
Desgraçados. Mas se você pagar aí R$20, tá bem pago.
Mas é isso. Neste bloco, chamando ele de volta, feliz faceiro, um pintor na hora de platinar jogos, Marcelo Guaxinim. E aí, mano?
Olá, um pintor é uma boa definição, sempre um prazer estar aqui. Aqui, querido.
Ah, sempre um prazer ter você aqui para falar de joguinho. Até porque a gente vai falar de dois joguinhos aí. Primeiro vamos falar de um que tava aqui no meu backlog, Nine Years of Shadows. E aí, Guaxa, o que que você tem a dizer deste Metroidvania de excelência? Experiência, né? A gente tá numa safra muito, muito boa nos últimos anos de Metroidvanias que vão elevando o nível cada vez mais. E esse Nine Heirs of Shadow aqui, embora ele tenha saído já faz um tempinho, cara, que jogo espetacular!
Eu gostei bastante, tanto que fiz a platina, né? Não que isso seja obrigatório, né? Tem muito jogo ruim que a gente acaba platinando também. Esse foi um jogo bem legal.
Isso é um problema agora, acho, para você e para mim. Isso é só um problema para pessoas normais Esse é um detalhe.
A gente vai falar de dois jogos hoje, né? Entre um e outro eu platinei Persona 5 Royal, só outro jogo de cento e tantas horas ali.
Ou seja, você é uma pessoa mais problemática do que.
É verdade. Mas assim, esse jogo eu demorei um pouco a clicar o estilo de luta dele comigo no processo que a gente falou um tempo atrás. Tu tinha uns comandos ali para fazer e era bem simples quanto esse: o quadrado e o triângulo. Não são ataques que se conectam, né? No processo era uma— dependendo, algumas ferramentas até funcionava. Aqui o ataque, o triângulo, ele é necessário para te causar mais dano. Então ele tem um combinho básico ali para estar fazendo. Achei alguns chefes assim bem difíceis, ou eu sou muito ruim.
É difícil, eu concordo contigo. Eu gosto de jogo difícil, mas aqui tem uns que você tem que exigir muito.
Eu paro pra pensar, pô, será que tem outro caminho para eu fazer? Como eu vou passar por isso? Tanto que alguns opcionais Chegando no final do jogo, a gente vai liberando armaduras, né, durante o jogo. A última, aí eu voltei e matei uns que tava difícil, que foi muito fácil assim. Eu só fiquei spamando ali, os bichos foram morrendo. Bem bacana a ideia de que cada armadura meio inspirada em Cavaleiros do Zodíaco, né. Eu senti muito uma vibe Cavaleiros do Zodíaco ali.
Tu controla a menina que tem o machado, né, uma halberd. O nome do estúdio é a arma que ela usa. Achei bacana.
É trocadilho, né. É que jogo aqui, ele foi desenvolvido pela Halberd Studios, né, e distribuído pela Indie.io. O jogo aqui você controla uma guerreira chamada Europa. Ela tá dentro de uma espécie de um gigante mecânico, né, que tá sendo todo corrompido por dentro. Ela é basicamente uma entidade, digamos assim, né, uma guerreira entidade. E aí a sua função é combater essa corrupção, nessa escuridão dentro dessa máquina, para evitar uma catástrofe.
E assim como outro jogo que a gente vai falar, ele começa com a ideia de cores, né? O jogo começa preto e branco e daí acontecem coisas.
Até dá para falar, mas eu acho que para pessoa, quando ela for jogar, eu acho que ter esse elemento surpresa é legal porque ele é muito instigante, né? Então se a gente quebrar um pouquinho isso para quem não jogou, se você jogou, não fala para o seu amiguinho, fala para ele jogar. Se ele gosta de Metroidvania, ele vai curtir. É uma boa pedida, cara, é um bom jogo de exploração. E o que eu achei interessante nesse jogo é A parte visual dele, ele é bem bonito, achei ele bem interessante.
É um pixel art, né? Ele é como dito metroidvania, então muita exploração, muito vai e vem, muito mapa para abrir, muitas conexões para fazer, bastante coisinha para você se atentar aos detalhes, muito coletável ali, os negócios como o Guaxa falou, né? Caçar umas armaduras, fazer melhorias, upgrades. E como existem muitos outros metroidvanias aí que não deixam a desejar, cara. O páreo é duro, mas esse jogo eu acho que ele consegue se destacar.
Ele tem méritos para dizer, o próprio desafio. Eu achei assim cadenciado no modo de exploração de fases. Claro, merecia um pouquinho mais de atenção e melhorias ali em alguns detalhes visuais, tipo quando, né, você tá com armadura lá que você vai andar na água, né, em vez de se afundar você fica meio que como se fosse um frame parado em pé flutuando ali, acho que dava para dar um efeito mais legal ali. Mas aí você tem que pegar o equipamento certo, tudo e tal.
Algumas áreas eu achei assim meio— eu não entendia para onde eu tinha ido ou se eu já tinha passado, porque tem algumas áreas são muito parecidas umas com as outras, né? E daí eu dava uma viajada ali. Eu cheguei a pegar um bug, tem um chefe, toda vez que eu passava lá ele tava vivo, eu matava ele, dava a história de que ele morreu, mas se eu voltasse lá ele tava lá. Eu não sei se é um erro do jogo, se alguma coisa que eu não entendi, Mas o cara tava lá, contou o troféu, contou as coisas. Então tá bom.
Difícil é quando você faz a coisa e o troféu é no pipoca, aí tem alguma coisa errada.
É assim, o jogo chegou a me enganar porque se tu pausar, tu vê lá os espaços das tuas habilidades. Eu tinha pego todas e tinha uma coisa que eu não conseguia acessar de jeito nenhum. Eu pensei, porra, tô fazendo algo errado, por que que eu não chego lá? Não é que daí uma das habilidades some por um motivo específico e daí surge uma outra que, ah tá, beleza, agora eu consigo. Mas assim, até eu aceitar que não era para ir naquele lugar mesmo tendo tudo, eu passei um bom tempo ali.
É que o jogo ele tem dessas, né? Ele mesmo ele sendo um Metroidvania, e quando você escuta isso, pelo menos eu acredito, né, que todo mundo que escuta esse termo sabe que, ah, é um jogo de buscação, né, que você tem que ir no local pegar coisas, melhorias que você pode usar em outro lugar para poder avançar ou abrir caminho. E nesse aqui ele não é muito explícito nisso, né? Ele sugere, mas tem coisa que na hora que você insiste muito, fala, caramba, eu não consigo passar daqui, ou morre muito, aí você, bom, vou fazer outra coisa.
Aí depois você vai, né? Aí você, ah tá, entendi. Então eu acho que faltou alguns detalhes de sinalização, mas nesse caso do jogo aqui eu não acho isso ruim, tá? Eu pelo menos eu gosto de ficar explorando, eu gosto de ir aonde eu não deveria ir. Às vezes eu tento quebrar o jogo, mas eu não consegui fazer isso aqui. Ele é bem punitivo quando você insiste muito.
Tinha umas salas de espinhos que depois precisava de um pulo maior, eu consegui fazendo dano, cura, dano, cura, eu consegui buscar o negócio.
É, funciona, mas é desgastante, bicho. Um erro no time ali, você se ferra. Infelizmente eu joguei ele a conta-gotas, né? Eu fui jogando aos pouquinhos, então toda hora eu tinha que me situar de novo o que que eu tava fazendo, para onde eu tenho que ir. E claro, você também tem um companheiro de aventuras, né? Um auxiliar ali que vai te ajudando, a Pino, né? Se eu não me engano. Tipo um ursinho flutuante, um bichinho fofinho, ursinho de pijama.
É, ele manifesta as habilidades mágicas, né? Então você lança projéteis, magia, essas coisas através dele. Enquanto com a Europa você é mais o combate físico, né, com machado ou arremesso de arma secundária e tal. E tem também, claro, os acessórios, equipamentos que você pega, fazer melhorias, né? Então tem um punho lá para você, ele dá um soco meio que explosivo, né, de longo alcance. Para você quebrar coisas. Tem também, você pode lançar, se eu não me engano, acho que é uma magia de ciclone, um mini tornado.
É bem interessante, né? Tem um efeito bumerangue inclusive quando você usa com o Apino.
E as armaduras, né, que tu vai trocando, tem uma armadura para cada elemento mais ou menos. Por exemplo, tem a da água, do fogo. Tem áreas que tu tem que usar uma armadura específica, mas assim, tem outras áreas mais avançadas que tu precisa ficar trocando loucamente as armaduras, porque cai na água, pula no fogo, veneno, aí precisa passar pelo encanamento e tu vai ficar alterando essas armaduras o tempo todo ali.
Tem alguns pontos que é quase como um jogo de ritmo ali, né, que você tem que calcular o que que você vai fazer, o que que você vai cair, o momento que você vai pular e trocar para cair no ponto certo para você não tomar dano e sofrer e usar o efeito da sua armadura para conseguir progredir ou atravessar um obstáculo ali. Mas assim, eu achei de boa porque no começo parece complicado, né, toda hora você ficar trocando, porque às vezes Você tá em combate, dependendo do que você tá usando ali, é mais vantagem você usar uma do que a outra.
E aparecem inimigos que causam conflito, né? Tipo, ah, com essa armadura aqui você vai ter desvantagem em relação a ele, mas em função de outro tá de boa e tal.
Ele é bem óbvio assim, ele não é aquele jogo que você fica adivinhando qual é o ponto fraco. Não, não, ele mostra um contorno, tu só tem que cadenciar o que tu tá fazendo.
Exato. Aí bateu com o seu contorno da armadura ali, se caso você tem algum problema de daltonismo, né, confunda as cores, só ver o tipo de contorno ali que o jogo ele pelo menos ele é bem muito visual em identificar isso. Então é fácil de você pegar na hora que você assimila essa ideia, e de resto é brincadeira e teste de habilidade, né, para você brincar ali com terreno, elementos de água, terra e fogo. E também tem a parte musical, cara, que bom, eu acho que é o forte do jogo, né, o grande trunfo.
Eles têm uma banda, né, parte da história é uma banda. Então, pô, tinha que tem alguma coisa legal. E é muito, muito bom, me lembra muito Castlevania.
Não, mas sabe por que te lembra? Porque a compositora que participa é a Michiru Yamane, da série Castlevania. Tem também o Norihiko Hibino, o da série Metal Gear Solid. Então a trilha sonora desse jogo é um arregaço à parte e tem esses elementos dentro da própria história, né, dessa banda. Então, cara, assim, essas brincadeiras e como ele consegue misturar essa série de elementos dentro dessa fórmula de Metroidvania, porque vemos e convemos, né, acho que Metroidvania hoje em dia tá tão martelado e tão comumente difundido quanto beat 'em ups e jogos de navinha nos anos 80 e 90, né.
Tem muita coisa para você explorar. Quanto mais elementos que dão esse diferencial, dão essa camada, dão esse saborzinho único para o jogo, é um destaque à parte. E esse jogo aqui ele faz isso com mestria, bicho. Eu fiquei bastante surpreso. Inclusive, assim, para quem for, quem curte o jogo, ele não nem é muito longo. Eu terminei ele, foi, eu levei acho que umas 6 horinhas, né, que eu fiquei caçando coisa. Então, a hora que eu me perdia e tal, que é, embora o jogo tenha mapa, tem essa parte de alguns trechos são muito parecidos, então é fácil se confundir na hora que você tá no meio da ação ali e tal, né.
Mas de resto, cara, ele é um jogo muito gostosinho. O desafio é na medida, claro, tem uns combates ali que exigem mais, principalmente contra chefes. Tem uns desafios ali que às vezes você tem as habilidades certas e as coisas certas para você poder vencer. E senão, ou você tem que ser muito habilidoso e muito sortudo, ou você fica travado ali, você vai ficar frustrado.
Eu não sou tão habilidoso, acho que eu levei umas 10 horas, talvez teve uns chefes que realmente me pararam ali. Eu tive que aprender a cadência deles para poder fazer. Chefes assim, muitos, muitos chefes simples, mas muitos chefes grandes, bonitos assim, alguns chefes pontuais.
É, então a parte estética dos chefes é que na forma de combater eles assim, modo geral, é até que parecido, né? Mas a questão de você pegar o ritmo deles ali, o que que cada um faz, explorar os momentos. Mas a parte visual, a estética, além do próprio jogo ser bonito, os chefes são bem interessantes.
Tá legendado em português, tem assim bastante É excelente. Tem opção em português, eu sempre vou preferir, né? Sempre tem elevador, tem uma conversinha, pô, é bem bacana assim, jogo bem divertido, vale a pena.
Voltando um pouquinho das armaduras, a transformação, né, que você sofre algum para você fazer a transição de alguns elementos de cenário, cara, é muito bonito. Eu gostei para caramba. Na hora que você tá dentro d'água, você vira tipo uma sereia para você atravessar, sei lá, trechos subaquáticos, cachoeiras, né, para você subir. Aí com armadura de Gaia, cada terra, se eu não me engano, que você meio que faz como se fosse por umas raízes, né, você se desloca rapidamente e tal.
E também as artes que aparecem, pixel art, né, da personagem, que é outro capricho também. É isso aqui, ó. Jogo foi lançado em todas as plataformas. Na Steam, R$58. No Xbox, R$75. No Nintendo Switch, R$60, pelo amor de Deus, vai lá. E claro, né, na Sony, R$115. Taxotário tá gritando aqui, bicho. Vai onde o bolso alcança. 9 Years of Shadow, jogo fantástico. E seguindo aqui para o nosso segundo jogo, guaxa, agora a gente vai falar de um outro que é um roguelite, tá bem na moda também, né, esse gênero.
E aqui a gente vai falar do Realm of Ink. Esse jogo aqui ele é bem mais curto, ele é um daqueles roguelites muito gostosinho de jogar. E eu tenho um problema com esse tipo de jogo, cara, mas ultimamente coisas que eu tô jogando, já até falei de outros jogos do gênero com a galera que participa aqui do episódio, né, que eu acho que eu tô pegando gosto por esse gênero. Mas nesse caso aqui eu admito que além das mecânicas rápidas e tudo e a parte estética é nessa brincadeira chinesa ali com a mulher guerreira, né?
E ela é incrível no combate e tem essas coisas do usar a tinta, né, como parte das mecânicas de combate. Isso me pegou, eu curti o jogo, ele é muito bonito, muito divertido. E o que você tem a dizer?
Assim, me pegou completamente de surpresa. Eu joguei o primeiro Hades e terminei ele uma vez, fui descobrir que precisava terminar sala mais 9. Mas eu tava satisfeito. Eu disse, não, ok, não quero mais. É o tipo de jogo que eu particularmente não sou muito fã, porque parece que eu joguei, sei lá, uma hora e não ganhei absolutamente nada por isso, né? Dizem que o 2 resolve um pouco esse problema, mas o 1 era o meu sentimento. 2 eu não cheguei a jogar.
Quando o Gil veio me falar desse jogo, ah, tá a fim de jogar e tal, eu vi um vídeo, pensei, ah, é um dislike, né?
É basicamente.
Quando eu terminei, eu tava sentindo jogando um Vampire Survivor, porque as builds são muito mais assim, elas escalonam de uma maneira muito mais maluca do que o Hades. Quando eu platinei, eu tô dando para ver as estatísticas, eu não sei como, mas tá lá escrito que eu causei em um ataque meio milhão de dano. Assim, como chegou nisso?
Aí os cara olharam para o Disgaea, Disgaea deu um joinha, tá aprendendo.
O jogo tem um personagem E tu pode liberar vários outros, né? Depois que eu encontrei a minha boneca, cara, o terceiro capítulo em diante eu ficava parado na porta segurando o quadrado e todo mundo morria. E daí eu avançava para a próxima área. Mas o que que é? É um jogo tipo o Hades, né? Tu joga 4 fases, cidade, subchefe, 4 fases, cidade, o chefe do capítulo, próximo capítulo, repete isso.
Basicamente, em cada fase você tem que eliminar todos os inimigos para abrir caminho, obviamente, né?
Isso é tudo uma sala, tem que limpar a sala, com exceções, mas sim.
E aqui você tem aqueles mesmos tipos de mecânicas comuns nesse tipo de jogo, né? Que a cada tantos inimigos vencidos você vai fazendo melhorias, você vai ganhando presets, aí você abre habilidades para você escolher ali, habilidades passivas que você vai equipar. Então você vai escalonando selecionando o tipo de ataque, a forma, movimentação, vai tendo tiro auxiliar, complemento, assim vai, o negócio vai enlouquecendo. E diferente de outros jogos desse gênero, esse aqui a sensação de poder assim que quando você começa a boneca tá meio mirradinha, né?
Se bem que como você joga começando com a guerreira chamada Scarlet, que ela é a samurai, então você tem uns ataques de investida e corte e basicamente os outros personagens que você vai habilitando, cada um tem um tipo de habilidade normal, tipo de ataque nativo dele comum. E aí você vai pegando outras habilidades passivas que quando você faça algumas fases, se eu não me engano, são de duas em duas, né? Você tem que sempre escolher entre uma ou outra.
E aí vai equipando e conforme você vai evoluindo, coletando coisas também para aumentar o seu nível. Você tem hora que eu acho que esse jogo ele parece um bullet hell.
Sim, para mim ele é um bullet heaven porque os inimigos estavam um problema comigo.
Tem essa. Você já jogou algum Touhou da vida?
Já joguei Touhou.
Então eu sinto que esse jogo ele tá mais nessa vibe Touhou, mas com essa pegada de roguelike, do que ele ser um roguelite em si. Pega esse gênero do Vampire Survivors, Hades, e por aí vai.
Ele tem todo um visual muito bonito assim de arte chinesa. Às vezes uma sexualização um pouco exagerada, às vezes os personagens peitudo tomando um banho, mas ok.
Os caras sabem apelar, embora Não me incomode, mas eu entendo que possa incomodar pessoas. Os caras sabem mirar no público que eles querem, né?
Tem vários personagens pra liberar, todos são meninas, né? Menina coelho, menina gata, menina não sei o quê.
Raposa, enfim.
E daí tu tem esse personagem, tu vai catando os negócios de tinta. Eles têm bônus, sei lá, um de madeira, de vários elementos, fogo, etc. e tal. E daí tu pega duas dessas tintas, tu tem sempre um bichinho contigo, que ele é neutro sem essas duas tintas. De acordo com as tintas que tu pega, além dos bônus que essa tinta te dá, esse bicho muda, né?
Por exemplo, a Red, na hora que você solta um ataque especial dela de tinta, né, um ataque pesado, parece um tigre, né?
Depende, assim, cada arma tu pode achar modificadores que mudam completamente um ataque. Sei lá, tem mais de 10 personagens, cada um deles com variações que tu vai encontrando pelo cenário. Todos têm esse bichinho com eles, mas aí, sei lá, uma delas tem bônus de dano pra esse bichinho. Então eu fiz a minha build com a 6, né, que é uma que tu libera, que ela joga moeda. O dano é um dos mais baixos, mas ela ataca muito rápido e ela joga moeda.
Aí eu acho um modificador para ela que essas moedas vão perseguir os inimigos. Depois eu botei um modificador que essas moedas vão ricochetear, basta que o inimigo vão para outros. E daí eu foquei em sangramento e crítico. Então por mais que meu dano era baixo, ele dava 90% das vezes crítico e multiplicava por 500, sem contar o hit contínuo É, e cara, assim, o negócio vai escalonando, mas tem personagens que tem que jogar colado, que ele tem um ataque curto.
É, então é que eu gostei muito de jogar com a Red, eu habilitei os outros personagens. Tem um inclusive que eu só fui descobrir que na hora que eu fui pesquisar, um personagem do BlazBlue Entropy, que não é nem jogo de luta, é um outro jogo de pancadaria que foi lançado recentemente aí, excelente, a gente já falou aqui no podcast, tem esse crossover, né? Então você tem essa boneca aí, cara, é loucura jogar com ela, né? Ela tem uma forma disponível chamada ORED, se eu não me engano, que aí é o negócio de os ataques de tinta e aço. E é muito louco.
E assim, tu termina ele em pouco tempo, 20 minutos, se tu não morrer, né? Você vai morrer algumas vezes, sei lá, no primeiro, segundo capítulo. Só que ao contrário do Hades, como eu reclamei, tu ganha um recurso. Eu vi melhorar exponencialmente o personagem cada vez que eu morria. Eu tinha coisa para fazer, eu alimentava meu bichinho para melhorar, tem uma skill tree, né, lá do lado.
Exato, é isso que diferente de outros roguelikes eu sinto falta, porque toda vez que normalmente na hora que você morre você volta da estaca zero, né, você tem até algumas melhorias permanentes ali, mas você volta meio mirradinho, aí você tem que evoluir, evoluir e depender de habilidade passiva, de coisa de cenário para voltar a ficar um monstrão, né, nos ataques. E na hora que você morre e volta, é tudo de novo, dá um desânimo.
Mas nesse jogo aqui eu não fico desanimado porque a sensação de progresso continua, porque eu tenho coisa para fazer. É claro, quando eu vou voltar eu vou ter que evoluir os meus tiros de novo, né, fazendo melhoria de cenário ali para eu poder progredir e tal. Eu não tenho aquela sensação de caramba, eu perdi tudo, tem que começar tudo mirradinho de novo, sabe, aquele ataque bostinha, o tiro que não sai do lugar, que não tem alcance e tal.
Então também tem um problema que eu gosto, essa sensação do power fantasy, sabe? Na hora que você pega um jogo, um boneco, que você começa a virar quase que uma divindade ali, destruindo tudo e todos que aparece ao seu redor, só quer mais, só quer mais. E esse jogo ele consegue segurar essa sensação. Então esse aqui eu me diverti mais do que em outros jogos.
Esse assim, não, achei bem dosado a ideia de eu vou morrer, Voltar, eu vou melhorar uma coisinha que seja, mas eu vou jogar de novo e vou estar melhor, vou mais longe, ou às vezes até terminar. À medida que tu vai terminando, tu vai liberando dificuldades maiores, né? Ele te dá duas dificuldades iniciais. Tem um hub, né, também. Sempre que tu morre, tu volta pra esse hub. Tem uns NPCs pra conversar, umas piadinhas, uma coisa meio Hades também, né?
Aquilo de tu ter um lugar que tu volta sempre que tu morre. Essa morte é justificada dentro do jogo. Tem uma história assim simples, mas bacana de acompanhar. Intrigante. Essas tuas mortes fazem parte da história, né? Sempre que tu morre, volta para o lugar. Ou mesmo quando terminar a primeira vez e voltar, isso é levado em consideração e as pessoas vão falar sobre isso. Então não é só, ah, eu morri, então eu vou só voltar no tempo.
Não, não, realmente tá voltando para aquele lugar e coisas estão acontecendo, diálogos estão mudando. Eu achei assim bem divertido. Como tu mesmo falou, é um jogo curtinho, é um jogo, sei lá, eu tenho aqui 20 minutos, vou fazer uma corrida. Eu fui dormir a primeira vez que eu comecei a jogar, eu fui dormir a madrugada porque eu ficava nessa, poxa, mais uma só e rapidinho. E daí eu chegava no final e tinha ponto para comprar não sei o quê.
Eu tinha visto uma habilidade, pô, essa habilidade aqui, se eu juntar com aquela outra daquela outra run, vai ficar incrível. Aí eu tento de novo para pegar ela de novo, cara, assim, é maravilhoso.
Ele tem bastante coisinha para coletar, né? Tem acho que umas 150, 200 relíquias. Tem os tesouros de tinta também. Então conforme você vai encontrando essas coisas e você vai tendo inúmeras combinações ali para você montar sua build, as formas de poderes, e dependendo do personagem ainda tem esse outro fator. Então são combinações quase infinitas, né, de coisas que você pode fazer. E é viciante, isso é instigante. E aí também tem alguns mapas que tem sala secreta.
Então toda hora que você vai jogar você começa a fussar as coisas ali e meio que sala secreta.
Eu não encontrei nenhuma, não tem troféu relacionado porque eu não tinha ideia.
Mas tem sala secreta onde você pega coisinhas ali e tal, ganha vantagem.
Eu não achei nada, eu só ia reto, sabe, matar todo mundo e vambora.
É, então eu não conseguia, eu, né, ficava numa movimentação estratégica tal, aí de vez em quando eu encostava em um ponto.
Eu cheguei a tocar o sino, eu vi que dava para tocar o sino.
É, então é um sino e foi embora. E fora o jogo base também, ele tem um modo infinito. Esse você joga e vai até onde você aguentar, que aí a dificuldade vai escalonando, aumentando e tal. Mas de modo geral, esse jogo ele é viciante, cara. A trilha sonora é boa, o ritmo de jogo é gostoso. Termina uma vez, você quer jogar mais, não é aquela coisa preciso parar. Embora eu ainda não platinei, tá? Falta fazer certo final no jogo, que ele tem mais de um final.
E nesse daqui, toda hora que eu termino ele, eu tenho que me obrigar a parar, porque senão eu quero— ah, eu acho que eu consigo fazer melhor, e agora eu vou testar essa build aqui. É que eu preciso jogar com outros personagens também, né? Por enquanto eu foquei muito na Red e testei a menina do BlazBlue aqui, que eu nem sabia que tava aqui essa colaboração, e ela é muito caótica, é muito boa. Então assim, eu acho que esse jogo Fora, acho que a gente que gosta de caçar troféu, essas coisas, tecnicamente ele tem um fator infinito para você jogar ali.
E pelo que eu vejo, ele vai ter muito mais colaborações e vai ter mais coisinha, mais conteúdo a ser acrescentado com o tempo. E isso vai fazer você querer voltar. Eu pelo menos vou ter que revisitar. Vai ser aquele joguinho de, ah, deixa eu relaxar aqui 20 minutos, 30 minutos, deixa eu tentar aqui, deixa eu ver o que eu consigo.
Eu não apaguei. Normalmente eu platino e apago, né?
Mas esse menorzinho Não, esse aí mantém. Quando surgir uns update, pode acreditar, vai vir mais um ou dois troféuzinhos aí no embalo. E eu acho que vai ser aquele que, ah, eu vou pegar isso aqui porque o jogo é bom, é gostoso de jogar.
É bacana, assim, a gente falou, tu tem as fases, tem mundos, né? Como a gente falou, tem estrutura. Mas, por exemplo, tu não vai jogar todos. Chegou no final, tu vai começar outra. Talvez a tua fase inicial seja outra, a tua segunda fase.
O que é legal, que aí isso também quebra aquela sensação de, ah, eu só vou repetir uma sequência. Ele te joga meio que aleatório ali também, né?
Tem, sei lá, 300 itens diferentes para te pegar, e quase literalmente isso, mas tu tem como rerolar. E daí depois uma das coisas, evoluções, tu pode comprando é mais opções, mais vezes para rerolar esses itens. Tem muito item, por exemplo, eu joguei com a build de sangramento, não tem só um item que dá isso, tem vários itens que dão esse aumenta crítico e dá mais um sangramento, esse dá não sei o quê.
Dependendo do item, ele brinca com um ou mais atributos, né? E aí você bota na balança, isso é vantagem para você, combina com o que você tem, o que você quer. E tem também o lance, né, do próprio hub lá, de tempos em tempos você tem que interagir com as figuras que você encontra nesse mundo, né? E quanto mais afinidade você vai criando e desbloqueando novas conversas, você vai tendo elementos extras ali coisas a mais de enredo, né, coisinhas à parte, o que é legal e também te ajuda a ter certas melhorias.
É o outro fator que também me prende. E de novo, ele segura a sensação de eu estou progredindo. Esse jogo, ele tem uma porrada de coisas, de elementos, embora curto, mas é aquele curto que você vai querer jogar inúmeras vezes. A parte folclore da estética é um arregaço. E para quem gosta assim dessa pegada, o oriental chinesa, de seres místicos, né, dessa brincadeira nesse mundo onde é um mundo de tinta, né, basicamente. Mas tem umas figuras ali que, como o Guaxa falou, né, apesar do apelo da sensualização, são muito bonitas.
E tem uma animação até que simples, né, que são movimentos com pequenos pedaços se mexendo ali, dá um efeito legal. Não é nada tão rebuscado ou muito elaborado, mas é suficiente tempo que ele precisa, né, para ter essas conversas, entregas. As fases são bem variadas, que é uma outra coisa que eu não gosto muito nesse estilo de jogo, que dependendo do jogo ele se prende muito numa fase muito aberta, gigante, né, e vai se repetindo.
E nesse aqui, pelo menos, a parte estética é um incentivo também para você buscar abrir caminhos nas fases e tal. Sensacional, cara. Sinto que eu tô ficando viciado nesse tipo de jogo.
Se eu posso deixar uma reclamação, ele tá traduzido para português, mas ele tem alguns erros, tanto de alguns personagens têm uma descrição do personagem e embaixo as habilidades. Alguns personagens, o bloco de texto da descrição do personagem, das habilidades, tá um em cima do outro, porque o texto em português ele acaba sendo maior do que em inglês, né? E imagino que mais ainda do que o chinês, que as letrinhas faz uma palavra inteira.
Eu peguei muito disso também, cara, infelizmente. Então tem coisa ali que precisam de uma adaptação melhor para encaixar.
A própria protagonista, a descrição na caixa de texto, o nome dela tá, sei lá, Vermelha, e daí chama ela de Scarlet, ou ao contrário. Tem um personagem que tem um nome, um pronome neutro, aí o tradutor botou entre colchetes it, tipo, ah, depois eu mudo isso aqui, e ficou it, tá lá o it para sempre, a definição. Mas a tradução é boa, texto é adaptado, tem algumas piadas ali. Só faltou lapidar e ajustar, é isso, tá faltando um acabamento A versão de Steam, eu fui ver uns vídeos depois, já tem diferenças da versão de console, né? Porque lá eles conseguem atualizando mais rápido, né?
É, tem esse detalhe. No videogame tem umas burocracias, então é de tempos em tempos, né? Enquanto numa Steam, num GOG, enfim. Certamente, como já tá aparecendo aqui para versão de videogame, deve rolar mais umas atualizações também. E aqui, ó, é um joguinho desenvolvido pela Leap Studio e distribuído distribuído pela 4Divinity. E eu tava dando uma fuçada nessa Leap Studio, cara, eles têm um bom catálogo de jogos aqui interessantes, cara.
Tem um aqui que é um tactical roguelike chamado Dicefolk, e tem outro aqui que é um beat 'em up roguelite chamado Tunch.
A China, que antigamente era muito conhecida por MMO, ela tá se distanciando bastante. Finalmente estão focando no mercado deles, né? Então tá saindo bastante coisa boa.
É o que é legal. E tem muita coisa que tá escoando para o ocidente, né? Mas enfim, Hell May I Think, ó, aqui na Steam e no Switch, ó, R$74. No Xbox tá R$122 e no PlayStation R$142,50.
Um jogo que tá menos atualizado que o do PC, que tá mais pela metade.
Mais uma vez, Sony, tira essa taxa otária, pelo amor de Deus! E você ou é o 20? Vá onde o bolso alcança, mas é jogão também, viu? E Mateus, volta aqui comigo. Eu sei que a gente já chorou e se lamentou por todas as coisas que aconteceram lá no Abre. Vamos falar de Hell Clock.
Quem tá ouvindo a gente, sua edição maravilhosa, ouve a música. Eu não estou ouvindo a música ainda, mas eu consigo ouvir a música no meu coração porque hoje o joguinho faz assim Esse Hellclock, ele foi lançado originalmente para PC lá em 2024, se eu não me engano, acho que em dezembro. Isso, final de 2024. E essa versão que a gente tá jogando agora é uma nova versão que ela vem junto com a DLC, né, expansão Cursed War, ou Guerra Maldita, que é essa expansão de história e de jogabilidade, claro, né, que traz mais coisas, mais conteúdo para Hellclock, que é o Hades brasileiro, você pode dizer assim.
Vamos dizer isso, né, mas Hades, assim, por alto, vamos explicar o que que acontece aqui, né? Como é um jogo brasileiro e ele inspirado na Guerra de Canudos, só que lógico, leva aquele tom todo fantasioso aqui e vai para o outro caminho videogames, né?
Eu até brinquei de Hades justamente porque ele é tão realista com a Guerra de Canudos quanto Hades é realista com a mitologia grega. Ele leva muita coisa da realidade para o jogo. Queria muito ter jogado Hellclock quando ele saiu lá atrás. Mas agora que saiu essa expansão, e eu fiquei muito feliz de jogar, que joguinho maravilhoso! A minha mãe é nordestina, então eu cresci bastante imerso nessa cultura.
Eu também sou, tá? Eu sou paraibano.
É verdade, você é paraibano, minha mãe é do Pernambuco. Eu tenho bastante ligação com toda essa história. E ver essa parte tão interessante que é, às vezes a gente esquece, né, da história da Guerra de Canudos. Muitas vezes a gente nem aprende, é uma vírgula ali, passa de um capítulo na história do ensino médio?
Cara, no meu tempo de escola, assim, eu não sou nerd, já deixando claro aqui. Eu gostava muito de ler gibi, além do Turma da Mônica, né? Gostava de ler umas histórias mais tipo de fantasia, herói capa-espada e tal. Eu lia muito Conan o Bárbaro, né? Tinha um tio meu mais novo que ele tinha um monte de revistinha do Conan e tomei gosto. Aí eventualmente na escola acabei lendo O Escaravelho do Diabo, né? Eu tinha uma professora de português que ficava me empurrando um monte de livro da coleção Vagalume.
Só depois de mais velho mesmo é que eu fui atrás de ler Machado de Assis, Guimarães Rosa, uma coisa ou outra já da Clarice Lispector. Tem um amigo inclusive, já quando eu trabalhava com revista de videogame na época da Gamers, o Eric Araque, ele me deu o primeiro volume filme de O Senhor dos Anéis, cara. E aí depois disso foi, comecei a ir atrás de tudo que era livro de fantasia. Só depois de muito mais velho mesmo é que eu fui atrás de livros com abordagens históricas, ou até de história do Brasil, de guerra, essas coisas, né.
Mas assim, eu admito que pelo menos no tempo de escola eu achava muito chato os livros de história, né, que era muita decoreba de coisa. Mas enfim, a gente tá fugindo do tema aqui, vamos Voltar para o jogo.
Continue aí. Tá tudo meio que interligado, porque o que acontece, o jogo base, primeiro você tá justamente falando da Guerra de Canudos. Você pode chamar de Guerra de Canudos ou de Massacre de Canudos, aí é mais de qual lado da história você está, não é mesmo? Quanto mais você aprende, mais você troca guerra por massacre. E você tá controlando um personagem que é uma pessoa que de fato existiu, que é o Pajeú. E você encontra personalidades históricas como João Abade, você tá falando de resgatar o espírito, o que seja, que é de Antônio Conselheiro, que era o líder dessa cidade de Canudos, que foi ali justamente a cidade que foi massacrada, né.
Eles resistiram a 3 incursões ali do Exército da República, mas eles não aguentaram a 4ª incursão e basicamente foram totalmente massacrados. Idosos, crianças, velhos homens, mulheres, todo mundo. E Hellclock, basicamente você tá controlando esse Pajeu, que é esse personagem, e ele começa o jogo de uma forma meio Hades mesmo, no início você acorda e você, beleza, tenho que entrar aqui, vou resgatar o Antônio Conselheiro que foi levado pelo anticristo.
E assim, o jogo ele tá bem fantasioso desde o início, você vai adentrando ali cada andar do porão da casa do cara. Só que claramente o jogo ele vai para um lado de fantasia muito rápido, porque, meu, você tá num porão e do nada você tá numa floresta densa e bizonha, e depois tá no inferno, e você vai avançando e matando cadáveres. Então assim, fantasia Só que o jogo ele tá o tempo todo falando de coisas reais. Um dos inimigos que você enfrenta logo no começo do jogo, e aí ainda tô falando do jogo base, é um comerciante que fez contrato com os moradores ali de Canudos e não honrou com isso.
E basicamente foi a traição dele que fez com que Canudos fosse desgraçada. Você enfrenta os soldados e o jogo ele é maravilhoso com isso, porque lá na frente é engraçado, porque você enfrenta um outro soldado que era um soldado fujão que é o Tamarindo. E aí você fica, nossa, hahaha, ele existiu! Esse Tamarindo existiu de verdade! Eu fiquei, caraca, pera aí, é sério? Então o pessoal da Rogue Snail teve um cuidado, um carinho muito maravilhoso de colocar personalidades que de fato existiram, estão ali envolvidas na história da Guerra de Canudos.
E você vai entrando nisso. E o jogo assim, como o jogo ele tem todo esse background, ele tem todo um discurso muito legal sobre igual desigualdade de raças, sobre o papel do sertanejo, como eles são tirados ali para sub-raças, né, subclasse mesmo. Pessoas no terceiro ato inteiro é sobre isso, é sobre como o povo nordestino e o povo miscigenado é inferior. E por definição, ele não chega a falar isso exatamente, mas por definição o homem branco é superior.
E você vai ouvindo isso de personagens no jogo que estão sofrendo essa lavagem cerebral e dá um pouco de raiva você saber que tudo que tá ali são coisas que de fato aconteceram, sabe? Talvez não daquele jeito, mas de certa forma. E o jogo ele pega bastante pesado e o tempo todo ele tá com uma jogabilidade deliciosa. Hellclock em si, o nome do jogo, ele vem desse relógio, é que no começo do jogo você até é chamado de relojoeiro.
Você tem uma pistola e um relógio, é o que você carrega com você. E essa pistola, amigo, é a pistola do Dante basicamente, o Devil May Cry, né? Dá tiro para caramba.
Eu diria mais, você tem uma pistola, um relógio e ódio no coração, muito ódio no coração.
E você vai avançando e matando, e você vai equipando as habilidades. Só que o jogo, ele tem esse loop de gameplay que seria simples de explicar, no sentido de o relógio, ele tem um tempo pré-determinado de 7 minutos, e quando acabar os 7 minutos ou quando você morrer, você volta e tem que fazer uma nova run. Simples o suficiente. É claro que o jogo, ele vai aumentando ali a sua possibilidade, porque muito rapidamente você desbloqueia uma árvore de habilidades gigantesca, que entre as habilidades você tem a possibilidade inclusive de aumentar o tempo do seu relógio até 11 minutos.
Eu consegui. E durante as fases, alguns oponentes, quando você mata eles ou quando você abre alguns baús, você consegue alguns segundos a mais no seu relógio. Então eventualmente você vai fechar cada uma das runs dentro ali do ato 1, ato 2, ato 3, você vai fechando elas ali dentro de 10, 15 15 minutos. Quanto mais você avança, mais você fica mais forte. Algumas coisas você vai levando consigo de melhoria. Então melhorias para sua arma, melhoria, você troca de arma e pega armas mais poderosas, você troca de habilidades e você equipa relíquias que vão fazer essas habilidades melhorarem, e você melhora essas relíquias.
Isso tudo você vai equipando e levando consigo para cada uma das descidas, e isso vai fazendo com que você limpe o mapa cada vez mais rápido. Inclusive, tava brincando que eu falei, nossa, esse jogo é maravilhoso para jogar no Steam Deck. Mas aí tem que ver se o Steam Deck aguenta, porque o meu computador ele é tão forte quanto o Steam Deck, mais ou menos. E rapaz, eu fiz uma combinação ali que o jogo ele enche, ele enche o mapa de inimigo.
E aí eu fiz uma combinaçãozinha que era uma relíquia que fazia o seguinte: quando eu matava um inimigo com um ataque específico, esse inimigo explodia e causava uma explosão que causava 300 240% de dano tóxico. Só que é isso desencadeava, maluco. Eu dava um tiro, matava 70 inimigos de uma vez, era maravilhoso, virava um moço essa porra.
Até para fazer uma adenda aqui também, que assim, para quem tá ouvindo ou tá assistindo nosso gameplay lá no nosso canal no YouTube, no level 9999 podcast, esse jogo também, embora ele pareça assim insano, ritmado e frenético e repetitivo, porque você tem que repetir runs. Se você quiser jogar no modo assim, jogar mais de boa, ele tem modos de jogo, tá?
Você pode escolher o modo tranquilo, que aí ele tira a pressão do tempo, né?
Vai da sua habilidade ali, vai curtir a história e tal. Agora, se você quiser desafio mesmo, você aí você pode testar seu limite jogando no modo hardcore lá na dificuldade máxima, que aí é pressão de tempo, é inimigo. Aí você tem que usar tudo que você tem de habilidade de movimentação, mobilidade, a construção da build que você tá levando, né? Porque a cada nova run você vai ganhando certas habilidades, cartas que aparecem para você escolher, né?
Cada fase você basicamente, ele usa aquela escolha uma de três, isso, um de três coisas para comprar, um de três habilidades. Quando você sobe de nível é um de três melhorias que você vai fazendo e vai indo.
E aí você vai tendo essas melhorias e tal. Claro, sua árvore de habilidade, como você falou, é gigantesca. Até então haja run para fazer. Só que é sempre uma delícia, né, fazer essas runs, que toda hora você vai querendo, tá aí. E se eu testar isso aqui, né, que agora que eu habilitei certas coisas, deixa eu mexer nessa configuração aqui, um tipo de ataque, um tipo de mobilidade, um tipo de efeito. Então tem tiro que você dá, que é como se ele fizesse um ricochete, ele vai onde ele vai batendo, ele vai multiplicando o tiro e vai se espalhando.
Uma coisa que eu tô gostando muito nesse tipo de jogo jogo, né, porque ele é um action RPG roguelike. Assim, o roguelike me incomoda, mas eu tô aprendendo a gostar, porque de novo, camarada Alex Rakesho deu uma amostrinha de droguinha, agora eu tô indo buscar mais para jogar, tô gostando, né. E Hellclock é isso, cara. Então, ah, é, tem um negócio das constelações também, né.
Então, e aí é que eu ia falar, o jogo ele vai aprofundando em alguns níveis de mecânica que são bizarros. Porque você tem as relíquias que elas fazem com que as suas habilidades, você escolha habilidades diferentes para você poder montar sua build. Além das relíquias, você vai tendo toda uma questão das constelações que você encontra ali, a Benta, que ela vai liberando aquela parte ali das constelações. E você tem a constelação da Fúria, da Inteligência, da Fé e da— esqueci mais uma, que era uma verde.
Mas aí cada uma delas você vai liberando com conforme você vai fazendo algumas coisas e liberando uns desafios que você faz dentro dessas runs, que tem uns momentos ali que você tem que purificar esses pontos. Só que o grande ponto é que se você quiser masterizar isso, se prepara para jogar muito e na dificuldade mais difícil, porque o jogo ele vai liberando isso conforme você vai avançando. Isso, se você quiser liberar essas constelações, elas também vão combando e colocando mecânicas em cima.
Às vezes você tá ali fazendo o ajuste fino do fino O que eu diria. E aí o que é muito legal é que o jogo, eu sinto que ele tem uma gama de possibilidade que ela é ampla o suficiente para você não é muito do hardcore, você gosta de fazer uma build só e do começo ao fim com ela, o jogo ele até te permite isso. Ele não te exige a dominância absurda de todas as mecânicas dele para você conseguir fechar. Ele acaba sendo um pouco mais esse action RPG que você vai meu, dando murro em ponta de faca até matar ele, você consegue.
Mas eventualmente, como tem esse saborzinho assim de você jogar, e mecanicamente ele é muito confortável, ele é muito atraente, eventualmente você vai se testando e vai querendo mais. E aí você fala, não, pera aí, deixa eu subir para o próximo nível, que você já dominou a base.
Mas aí é que tá, o grande ponto é que às vezes você se apegou àquela uma mecânica, aí puxa, eu vou pegar as peixeiras e uma um dash e vou fazer um não sei o quê. Ah, tá de boa, não precisa muito fazer uma outra variedade de skill. O jogo ele tem 4 árvores de habilidade, quer dizer, o jogo tem 3 árvores de habilidade ali iniciais, e a DLC você vai ter uma quarta. E aí a gente entra na DLC já já. Cada uma dessas árvores de habilidade ela puxa para uma coisa diferente.
E é claro que quando você tá jogando no começo você se apega um pouco mais àquelas habilidades iniciais, que são as habilidades de pistola e tudo mais. Mas cara, depois entra um um monte de outras habilidades que de verdade você vai querer testar, você vai querer testar. E às vezes você descobre uma outra build que vai fazer diferença. Eu percebi que eu cheguei num ponto que numa das minhas runs do ato 3 eu tava super me achando, falando, nossa, agora eu fecho o jogo sem problema.
Eu tava com uma build que eu não estava gastando nem MP para poder usar habilidade, de tão rápido que eu tava regenerando MP, e a minha habilidade tava regenerando minha vida quando eu dava dano. Ou seja, enquanto se eu segurasse o R2 ali, que eu tinha botado minha habilidade, que isso você também configura aonde você quer colocar as habilidades, né, que você vai usar. Tu tivesse apertando R2, nada me batia, não tinha problema.
Até que eu cheguei num boss e esse boss tinha muita vida e a porrada dele ardia. E aí eu cheguei num ponto que eu falei, cara, eu vou ter que me esquivar muito, bater muito e torcer para ele não bater a ponto de— em algum momento ali eu vacilei, ele me acertou um golpe. E eu percebi que mesmo se eu não tivesse morrido no golpe, eu tava acabando o meu tempo porque eu ainda estava dentro do prazo ali do real clock. Eu fiquei, é, tá, então não é só isso.
Eu vou ter que subir a minha habilidade, vou ter que subir o nível de força daqui, vou comprar uma melhoria para cá, vou melhorar minhas relíquias até conseguir fechar o jogo.
Que eu gostei nessa parte do jogo é que ele te dá uma certa flexibilidade para você moldar, né, o seu estilo de jogo ali. Ah, como é que você tá confortável? É um tiro com a pistola?
Vai.
Ah não, você tá misturando as relíquias aqui e tal e tá pegando novas habilidades e você vai testando, você vai criando um gostinho. Na hora que você acha, ah, tô confortável, tô invencível, que nem você mesmo falou, pô, tô causando dano, não tô gastando MP, ainda tô recuperando vida, fácil. Sempre vem um chefe, eu venho alguma ocasião ali que te quebra totalmente, fala, pô, não, eu tenho que mudar, eu tenho que continuar me adaptando e me ajustando ao que o jogo quer.
E muitas vezes você pode dobrar o jogo, mas eventualmente o jogo te dobra de novo, fala: não, vamos, pensa de novo aí, não fica tão confortável assim não, não é tão fácil. Isso eu acho legal, cara, porque de novo é um jogo que ele tem muita coisa para ser explorada. Tem jogos que te deixam muito fácil você se acomodar a algo, e aí você não testa aquele porrilhão de coisa que é legal, né? E você vai, terminou o jogo, aí depois que você falar: é só isso, aí você não quer testar.
E isso, claro, vem do Hades, né, que no Hades é a mesma coisa, ele te dá muitas opções, você vai se testando. Ah não, agora deixa eu testar tal coisa, e muda totalmente a forma de jogar e como você pensa as estratégias. Então isso é legal, que o jogo sempre tá fresco, né, porque, meu, você vai tentar, tem coisa diferente para fazer e muda a dinâmica de jogo.
Você fica lupando o gameplay desse jogo maravilhosamente bem.
Outra coisa, a identidade visual desse jogo, ela é bem bacana. Bacana, né? Isso que eu ia falar, a gente consegue ter muita aquela brasilidade que é legal de ver, e principalmente, né, na identificação das relíquias ou relicário.
Sim, cada uma delas é bem individual, bem única. Você tem a bandeira do Brasil ali em uma das relíquias.
Como a gente tem muito elemento religioso, né, simbólico, muitas das relíquias a gente vê muito dessas coisas, né? Tem alguns que são rosários, você tem umas contas, você tem mistura também de outras coisas.
Bastante. Você tem algumas simbologias ali de religiões de matriz africana, você tem bastante coisa ali que o jogo ele, ele tá o tempo todo falando disso tudo, ele não se esconde quanto a isso.
Legal, cada detalhezinho, né? Ele traça é muito único, é bem identificável. Aí ali também, dependendo do tamanho das relíquias, né, você tem que fazer uns encaixes ali no seu mostruário para comportar aquilo, porque você tem um espaço é limitado. Para esse tipo de jogo é muito comum a gente ver um grande mapa igual e se repetindo, só que acobertado por hordas e hordas de inimigos. Aqui tem isso, mas que nem você falou, né, cada ato tem cenários diferentes, ambientes diferentes e obstáculos, né.
A fase tem os seus obstáculos físicos, então você tem que calcular como é que você vai atacar o inimigo, passar pelas hordas, aonde que você vai, o espaço que você tá. E esteticamente é muito bonito, cara.
Sim, completamente. A arte desse jogo é maravilhosa. Eu tava até procurando se eu achava o nome dos artistas que foram envolvidos nesse trabalho, mas é bastante gente. Dessa parte das fases, eu acho que inclusive foi uma coisa que eu fiquei olhando e percebendo. As fases, elas não são aleatórias, elas são meio que pré-determinadas. Tem ali algumas, você não vai sempre seguir as mesmas fases, fases, mas elas têm ali algumas coisas que elas vão estar sempre meio na mesma posição.
Acho legal de posicionar também, né, porque tem gente que não gosta do game design ter feito aleatoriedade, né, procedural.
Eu gosto dessa parte assim, é que para mim numa fase o que conta é, além de você ter um ambiente propício para esse tipo de combate, né, que é massivo, é muito inimigo e tal, e você tem que ter mobilidade, eu não gosto que ele seja também só tipo um campão aberto, sabe, tipo uma arena gigante. Então eu, cada cenário tem personalidade, né, tem uma estética, tem, que nem você falou, tem uma área que é muito arenosa, outra é pantanosa, de floresta, tem hora que você tá no subterrâneo lá, então tem pouca luminosidade, aí mais chão é quebrado, aí tem buraco, aí tem ponte.
Não, e o jogo traz toda essa visualização desse cenário, né. Acho que inclusive no ato 1 você vai entrando mais nesse cenário meio inferno bíblico católico, inferno católico. O ato 2, ele é muito mais da questão da Caatinga. Você tá ali no deserto árido do sertão, da Caatinga mesmo. Você começa nesse deserto, depois você vai passando pelas fases de destruição da cidade, que tá sendo representado ali a cidade de Canudos. E aí no ato 3 você tem ali uma virada um pouco maior na parte da história.
Então tem toda a questão de você ir para um lugar diferente, até um momento no tempo diferente. Não vou entrar muito quanto a isso. Vamos já já entrar também na parte do Ato 4, que é onde eu acho que fica mais legal, porque o Ato 4 ele é antes e você tá vendo ali a construção do Pageu. Principalmente porque o Ato 4, que é a expansão, que é a Guerra Maldita, fala de uma outra guerra bem importante para o Brasil, também muito vergonhosa na história brasileira, que é a Guerra do Paraguai, que é uma guerra extremamente sangrenta.
Horrenta que a gente fez parte. E mais uma coisa que a gente não acompanha com carinho devido na escola, eu sinto, e a gente acaba esquecendo o quão nós fomos desgraçados para os nossos vizinhos aqui, né, cara?
Pois é, eu lembro que muitas dessas guerras, tipo Guerra de Canudos, Guerra do Paraguai, outras guerras de menor ou maior escala que o Brasil teve, né, aqui no caso, nessa expansão, ele meio que conta vamos dizer, meio que dá as origens do Pajeú ali, né, do que ele era antes de chegar ao que aconteceu na Guerra de Canudos.
É, aí entra mais uma parte da fantasia da coisa, né. A gente tem relato do Pajeú envolvido na Guerra de Canudos e não na Guerra do Paraguai. Mas aí você coloca ele tendo essa origem aí na parte do videogame, na parte fantasia da coisa. Você tem essa parte da história, ao menos que aí algum historiador queira me corrigir, aí eu vou ficar muito muito feliz de descobrir esse tipo de ligação, mas eu não sabia.
Manda bala aí para nós, estamos sempre abertos à informação.
A minha pesquisa de menos do que 4 anos de bacharelado não me coincidia as duas coisas, até porque tem um tempo aí de quase 30 anos de distância entre as duas coisas, né, entre a Guerra do Paraguai, depois o Massacre de Canudos. Mas basicamente a Guerra do Paraguai ela foi ali um evento que aconteceu em meados ali de 1800, foi de 1865 a 1870, e aí teve justamente essa questão, envolvimento do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai ali, maior conflito aqui da América Latina.
E a gente tem uma parte histórica bem intensa quanto a isso, porque foi uma guerra que destruiu e dizimou a população paraguaia um pouco. Você consegue colocar o paralelo, tanto quanto foi feito em cima dos sertanejos em Canudos ali décadas depois. E aí você coloca o Pagéu nessa briga, né? Você coloca o Guruja nesse lado e vivendo essa questão de como foi o envolvimento dele nessa guerra. E aí eles vão trazendo isso mecanicamente, o jogo ele se desdobra mais ou menos parecido, mas é claro que tem um novo ato, você vai ter novas habilidades, novas formas de utilizar, novas armas para você utilizar, novas relíquias que vão se abrir, novos biomas, né, ou seja, mais cenários estilizados, lindamente estilizados, belissimamente estilizados, e chefões também, né, novos chefões que você tem ali o Marechal.
Marechal, não terminei ainda a expansão porque eu fiquei muito empolgado, cara. O jogo ele é maravilhoso. A expansão ela é conteúdo pós o jogo principal, então você tem que fechar a história do jogo, né, fechar os 3 primeiros arcos, aí entrar no 4º arco. Ela envolve bastante isso e ela é um conteúdo ali que dificulta um pouquinho mais. Então é aquilo, você vai apresentar uma dificuldade, o cara tá muito empolgado, cara. É um jogo muito gostoso e você vai vendo coisas que aconteceram.
E tudo bem, você tem que ter um pouco de descolamento da realidade para aproveitar, né? Eu acho mó legal. Eu acho que Hellclock é um baita de um jogo, um baita de um trabalho super legal. Eu tô muito feliz de ter essa expansão agora que tá falando justamente dessa guerra maldita, dessa Cursed War que foi a Guerra do Paraguai. Se você já jogou Hellclock, vale a pena jogar, voltar agora para pegar mais coisa, pegar mais conteúdo, construir mais builds.
Você sabe que Existe muita variedade. O jogo ele tem bastante conteúdo para quem é mais hardcore gamer mesmo, né.
Essa expansão ele também adiciona muito conteúdo pós-jogo, né, que depois que você terminou a expansão tal, você abre mais coisas para fazer ali, mais habilidades, mais coisas para testar, ir além do seu limite. Aí dá para você brincar também na de correr contra o tempo, né, que quanto mais avança, mais forte vai ficando. Então menor o tempo que você tem para chegar que é um chefe, dá para cortar caminho, e a ideia é você terminar antes do tempo limite ali do relógio, né? Tem vários incentivos para você brincar.
Só tem coisa boa, cara!
Entrei neste mundinho do action RPG roguelike e tá difícil de largar, irmão. Eu não era assim. Que jogo espetacular!
E outra, né, 100% localizado, até porque o jogo é brasileiro, ele está dublado maravilhosamente bem. Ele está dublado por dubladores que ou eles me enganaram bem ou eles são de fato nordestinos e tem ali um sotaque característico que é bacana, que tá bem localizado.
Nordeste wins, mano!
Nordeste wins!
Eu perdi o meu sotaque, infelizmente, né?
É muito legal você tá atirando lá alguma coisa, você escuta o Paju: é o filho do cabrão! Coisa, fica: caralho, bom demais, galera!
A galera da Rogue Snail tá de parabéns, só pedrada, cara. Quem for jogar isso aqui vai curtir, vai pela história, porque pela história você vai ficar pelo gameplay, pelo gameplay você vai querer ir mais para frente para saber o que que vai acontecer, como vai acontecer e por que vai acontecer, apesar de todo o contexto histórico ali, né. E aqui, ó, só para a gente finalizar, na Steam, se você não tem o jogo, ele tá saindo a R$60 e a expansão, né, a DLC, a Guerra Maldita, ela tá saindo R$37,50.
No Xbox, o jogo que já vem com a expansão, ele tá saindo a R$121,95. E no PlayStation, R$142,50.
Se você jogou, tem a expansão agora para jogar, tem todo um baita conteúdo. Volte para jogar, vamos embora que Dá para fazer, meu, tem bastante carne para morder nesse joguinho.
E chegamos a mais um final de episódio. Episódio. E novamente agradecer a todo mundo que acompanhou, seja pelos agregadores de podcasts ou se foi através do nosso canal, onde a gente bota o gameplay do que a gente tá falando aqui para você assistir e se situar melhor, né? E também agradecer os amigos que participam da conversa aqui. Guaxa, dá teus caminhos, já é de casa, sabe como funciona.
Querido, sempre um prazer estar aqui. Quem quiser me encontrar no Blue Sky como Marcelo Guaxinim. Eu faço parte de alguns podcasts o SciCast, que é de divulgação científica, o Missangas, que é um podcast de humor e entrevista. Mas assim, meu xodó principal é o Realidades Paralelas do Agostinin. Você procura RP Guaxa lá no Spotify, onde você escuta o Level 999. Tem no YouTube também, eu acho, só o áudio, né? Eu gravo como RPG no Discord, depois isso é editado para virar tipo um audiodrama, e tem aventura sobre os mais diversos temas. Convido vocês a conhecerem lá.
Vamos lá, Elias. Onde as pessoas te acham?
Ah, muito obrigado a todos que tiveram com a gente até agora. Vocês podem me achar, eu tô no Instagram, tô também no ex-Twitter, @eliferroonato.
Mateus, tô no Bluesky, que é a rede da resistência. Então é só procurar lá, @mateusfarina.bsky.social. Esse arroba maldito, mas é, tô por lá, Mateus Farina.
Patrulha, vamos lá.
Tô por aí nas redes sociais como @patrocine @BlueSky ou @gamer.antifa no Instagram. São as duas redes principais que eu uso. Eu tenho um podcast também que chama Regras do Jogo, e me acompanhar nas redes sociais ou acompanhar os perfis do Regras do Jogo, que vocês encontram como @holodeckdesign, vocês vão acompanhar lá os eventos que a gente faz. O FHC e a Flávia, eles estão envolvidos com a firma também, né?
Bom lembrar.
A Chirba Game Dev é um coletivo que faz eventos relacionados a jogos, eles estão relacionados também ali com o jogatório, com uma série de coisas. Então enfim, a gente procura fazer acontecer, principalmente com a cena independente de desenvolvedores locais. E aí eu tô nas redes sempre falando de jogos e de outras coisas que eu acho que são interessantes.
Maravilha! É isso, gente, até o próximo episódio. Próximo episódio e tchau, tchau, tchau!
Valeu todo mundo que escutou!
Valeu!