Emílio Martins analisa os impactos na escala de trabalho e discute autosserviço nos postos de combustíveis
Durante a conversa, foram abordados os reflexos econômicos da medida, os impactos para pequenas empresas, a dificuldade de adequação das atividades que funcionam sete dias por semana e as discussões em andamento no Congresso Nacional.
Entrevista concedida aos jornalistas Marco Massarelli, João Carlos de Freitas e J. Tannus.
João Carlos de Freitas
J. Tannus
Marco Massarelli
Thanos
Alexis Fonteyne
Emílio Martins
- Lei sobre auto-serviço em postosProibição do autoatendimento no Brasil · Projeto de lei de Aldo Rebelo · Projeto de lei de Rogério Marinho · Projeto de lei do senador Jaime Bagatoli · Flexibilização do autoatendimento · Sobrevivência do setor de combustíveis
- Jornada de TrabalhoProposta de redução da jornada de trabalho · Escala 6x1 · Escala 5x2 · Escala 12x36 · Flexibilidade para funcionários
- Impacto em pequenos negóciosAumento de custos com folha de pagamento · Margens de lucro apertadas no setor · Dificuldade de adaptação para pequenos negócios · Diferença entre grandes e pequenos grupos
- Cultura e Valores do McDonald'sEscala 5x2 como opção · Flexibilidade de horários · Jornada intermitente · Bruno Meier
Então deve ser uma sensação. O que é um filé mignon? É filé mignon, deve ser, né? Deve ter na sulina essa carne. Filé mignon com certeza tem lá. Não, com ouro lá? Não, não. Lá tem comida boa, de verdade. Para ser humano de verdade. Muito bem. Porque quando você chega a botar ouro, eles engolem pérolas também. Qualquer coisa. Não há colonoscopia que dejeitam num troço desse. Muito bem. Não há colonoscopia que resolva isso. Deixa eu perguntar para o Emílio Martins se tem ouro na sua carne, Emílio. Bom dia. Bom dia.
folhada. Não, não tem ouro. Nem folhada? Nem folhada. Tá certo. A gente não tá com essa bola toda. Tá certo. Não temos um cliente como o Vorcaro. Tá bom. Mas você tem um cliente chamado Pedro Serafim, esse é bom?
Bom, esse é bom, né? E o doutor Thanos, é bom? No Thanos, no Thanos. Thanos, Thanos, Thanos. E o Maciarelli não tem ido lá. Coitado do Maciarelli, Emílio. Coitado, coitado. Maciarelli gosta de pastel. É, e olha lá. Pastel e torresmo. É, e o Candreva, né?
Emílio Martins, que prazer tê-lo aqui. Prazer, eu falei para toda a bancada, quem está aí hoje? Hoje está o Alexis. Grande abraço, Emílio, grande abraço. Grande Alexis, grande Alexis. Está o Thanos e o João Carlos e Freitas, os únicos que não visitam frequentemente por conta das condições nossas.
Vai de Uber. A questão não é sair. Está nos ouvindo, Emílio? Estou ouvindo. Fala para aproveitar que o Alexis está aí. Vai pedir o quê? Alexis é um grande amigo, um grande parceiro. Só avisar para ele que eu estou aqui na creche hoje. E eu estou com o Geraldo. O Alexis, sabe o que nós estamos falando? Falei com ele ontem. Como é que nós vamos cumprir?
o que foi aprovado pelos congressistas antes de ontem. Exatamente. Pegou todo mundo, né? Vamos discutir daqui a pouco. É isso que nós vamos falar. Quem está mandando um abraço aqui, acho que para o Alexis, o doutor André Camargo foi seu vizinho. Ah! É? Foi? Mas só tem gente boa ouvindo a gente, né? O Pedro Serafim deve estar em Santos nessa hora, né? São Vicente, Santos.
Que estraga o programa, eu e o Jô e o Tasca, né, João? Bom, vamos lá, vamos falar coisa certa.
está lá mandando um beijo para você, Emílio você dá audiência vou colocar você todo dia agora aqui que bom Emílio, o que que acontece já vou colocar você na fogueira eu vi uma entrevista do presidente da rede do McDonald's Brasil até no programa do do Ratinho aqui na Jovem Pan do Bruno Meier
Ele falou que a escala 5x2 eles vão se adaptar e que hoje eles olham pelo que o atendente, pelo que o funcionário está precisando. E eu sei que você vai falar um pouco da escala que ainda não está aprovada no Senado, hoje temos 6x1 e está aí para ser aprovada 5x2. O que acontece? Que o McDonald's Brasil, o cara falou que dá para adaptar e parece que a sua visão é outra.
Tem categorias que vão, tem empresas que vão se adaptar mais facilmente, com menos dificuldade. E tem outras que vão ter mais dificuldade, dependendo do número de funcionários, a carga de escala ou no horário de funcionamento. Então, provavelmente, o McDonald's deve ter alguma peculiaridade lá, ou então ele deve estar falando de McDonald's nos Estados Unidos.
Brasil, Brasil, Brasil. Ele é o presidente Brasil. Ah, tá. Tá. Não, é só pra fazer essa colocação. O restaurante, ele vai se adaptar muito fácil, olha só. É. Tem razão. Ele vai colocar um tablet na mesa lá, ok? E vai eliminar. Eliminar a mão de obra que ele... Porque custo todo mundo vai ter. Área alimentar, pôr de gasolina é 25% de aumento.
na maior despesa que a gente tem, que é folha de pagamento. Hoje eu conversei com um proprietário de postos e combustíveis, e ele disse que no setor pode ser afetado fora a questão da mão de obra, que está difícil de achar. É mais o setor do combustível que você prevê essa dificuldade? Eu acho que setor hospitalar, setor assistencial.
alimentação, mas postos de gasolina é um problema sério, é uma atividade essencial. Nós temos que ficar abertos longos períodos com muita gente. E ainda aqui no Brasil nós temos uma dificuldade muito grande que outros países não têm. Desde o ano de 2000, através de um projeto de lei que foi aprovado do deputado Aldo Rebelo, que é deputado ainda hoje,
O autoatendimento é proibido no Brasil. Ninguém pode ter autoatendimento. Existe um projeto de lei que proíbe o autoatendimento nos postos de gasolina. E agora, com um projeto desse, nós estamos lascados. Como é que eu não vou fazer? Como é que eu vou tirar dois dias? Nós funcionamos sete dias por semana. Sete dias por semana. Não tem folga imposto de gasolina. Horário estendido, às vezes em madrugada.
Como é que nós vamos tirar? Nós vamos ter que colocar, eu fiz umas contas aqui, eu tenho no meu posto, tenho 27, eu vou ter que colocar três funcionários para cumprir isso. Ou então, diminuir, fechar um dia, que eu posso fazer isso, um ou dois, e perder a venda esse dia, para poder dar o descanso.
É um problema sério, a gente está de cabelo em pé com isso. Apesar que hoje parece que entrou um projeto de lei novo, do Rogério Marinho, meio que adaptando isso, nós não entendemos ainda, porque não temos detalhe dele, mas estamos tentando entender. Emílio, eu vou fazer mais uma pergunta, depois eu vou abrir para os demais aqui. O fechamento aos domingos poderia ser uma alternativa para não ter esse custo?
É, mas veja bem, nós trabalhamos com uma atividade essencial. Como é que nós não vamos abrir domingo? Vai ficar sem... Nós já tivemos isso no passado. Tinha venda clandestina de combustível. Como é que vai fazer as rodovias? E aquela pessoa que sai para viajar no domingo, como é que faz? Não tem como fazer isso aí. Para nós até seria bom fechar domingo. Muitos povos de gasolina têm venda fraca no domingo. Mas tem que abrir, tem que atender a clientela.
Certo. Alexis, Thanos, tem permiso. Muito bom falar com você, e você vê a dor de cotovelo aqui da Sulina, é um negócio muito sério aqui, do Macearelli, mas eu vou estar semana que vem com ele aí e com o Pedro Zerafim.
O, Emílio, a pergunta é a seguinte, para quem vai para a Europa, vê isso a todo momento, né? Já há uma, eu sei que você disse da lei, que existe uma lei proibindo e tal, mas lei é feita por deputado, e tem muito deputado hoje ligado aos sindicatos patronais, ligados aí a, inclusive, empresários de postos que estão lá já eleitos, né?
Então, lei se muda. Aliás, se muda, parece que com uma facilidade, inclusive uma norma constitucional como essa, que eu acho que nem deveria ser. Mas vamos voltar lá. Vamos voltar, só para finalizar. Eu quero fazer uma observação. Pois não. A maioria dos congressistas nossos aqui, com as exceções, inclusive um que está sentado aí na bancada, acho que nunca assinou uma carteira de trabalho, nunca rodou uma folha de pagamento.
para provar tanta manha, tamanha bobagem como essa daí. Diminui a carga horária e diminui a escala. Essas pessoas não sabem o que é empregar, se não é uma carteira de trabalho. Com algumas exceções, como eu falei. O self-service foi proibido.
É assim na Europa, essa era a pergunta. Por que não investimos nisso aqui no Brasil? Nós aqui proibimos. Proibimos através de uma lei, que hoje é uma lei de... Estamos em 2026, tem 26 anos essa lei.
E ela, nós nunca tivemos problema com essa lei, porque nós até achamos que o consumo, o mercado brasileiro, não tem maturidade para absorver o self-service, nem temos também muito motivo para mexer com isso. Mas, agora, o próprio presidente da nossa federação, o James Torpe, que o Thanos conhece, nós já estamos em contato com o senador Jaime.
Bagatoli, que é um senador de Rondônia, que tem um projeto de lei para flexibilizar para os postos de gasolina poderem operar com o self-service e 50% dos seus equipamentos. Nós concordamos com isso, porque tem muitos postos. Veja bem, o Brasil é um país muito heterogêneo. Tem municípios, hoje, que se aplicar essa lei, pode até faltar combustível.
que ele vai ter que fechar dois dias, de repente tem dois postos, como é que faz? Os dois postos resolvem fechar o posto no mesmo dia, porque são dias de pouco movimento. Como é que vai fazer? O cara vai ter que ir para outro município para baixar o posto? Fora que vai haver demissões. Eu não tenho a menor dúvida disso. Eu não tenho a menor dúvida disso aí. E eu quando vejo, eu vi ontem, antes de ontem.
Os representantes dos frentistas são pessoas que nós temos o maior respeito, o maior respeito, pessoas sérias. Estavam lá, de camisetinhas, fim do 6x1, fim do 6x1. Mal sabem eles que daqui a pouco eles vão ter que falar assim, não queremos autosserviço, porque nós vamos trabalhar.
para que isso, pelo menos, seja flexibilizado. Porque é uma questão de sobrevivência. Não tem como a gente não ter essa arma. Quer dizer, o restaurante vai ter a condição de usar a tecnologia, o tablet lá, e nós não temos condição de fazer nada disso. E as nossas bombas já estão adaptadas e aptas para receber essa tecnologia. Nós temos que ter a opção. Apesar de eu não gosto muito.
dessa ideia, porque eu acho que nós vamos ter muitos problemas. Eu queria só abordar, por exemplo, na Sulina, ele tem uma equipe de garçons, de pessoas que nos atendem muito bem lá, são pessoas que sempre muito carinhosas. E quando você fala que vai colocar tablet...
A pergunta que fica aqui, Emílio, primeiro, os 10% vai para 12%, 15%, porque o cliente não vai mudar o dia, ele vai comer naquele dia, e se você fechar o restaurante, não vai ter, está certo? Você vai ter que colocar tabo e tirar. Como é que a visão dos gastos sobre isso? Eu vou contratar três funcionários. Oi? Eu não vou contratar, eu não vou colocar tabo, eu vou contratar gente. Três funcionários a mais.
É um custo. Os empresários, cada um vai escolher um modo de cumprir essa legislação. Gente vai mandar gente embora, colocar o tablet, tem gente que vai contratar gente, eu já optei, eu vou contratar gente.
Não tem alternativa. Isso aumenta custo. E o custo vai parar no preço das coisas. 25% vai aumentar. Entre 20% e 25% é o custo da área de alimentação. Quem vai pagar é, no fundo, o consumidor, né, Emílio? É, veja bem. Sempre é assim, né? É hipocrisia falar que não, nós vamos absorver. Não tem almoço grátis, certo? Aumenta o custo, você tem que repassar. Não tem como ser diferente. Senão você tem que perder qualidade, né?
e aí é pior. Então é melhor a gente trabalhar dentro da realidade.
João Carlos de Freitas, sua pergunta para Emílio Martins, presidente do Recap. Deixa eu examinar com o Emílio aqui uma questão, ele como empresário também deve refletir sobre isso. Emílio, vamos dizer assim, a atividade, no caso do posto, restaurante, enfim, algumas atividades de varejo, elas também são frequentadas pelo grande capital, mas também pelo pequeno capital.
Por exemplo, essa medida também não fica um pouco...
elitizada comercialmente, ou seja, agora mesmo nós tivemos a palavra do McDonald's. McDonald's é uma potência, diferente da lanchonete do Zé das Neves. Então, os grandes grupos de operação, esses vão perdurar novamente. E o varejo, a distribuição daquele pequeno comerciante, enfim, varejista, é esse quem vai, de repente, sentir na pele?
Exatamente. Essa cobertura que a Jovem Pan está fazendo, falando com os mais diversos empresários de atividade, é comum a gente ver...
declarações desse tipo. Quem vai sofrer? O pequeno empresário. Aquele cara que tem cinco, seis funcionários, ele vai sofrer mais, porque o impacto percentual vai ser maior. E, obviamente, uma empresa grande, ela tem uma solução melhor, porque ele tem mais gente, geralmente é indústria, é fácil você remanejar o chão de fábrica.
Mas o pequeno comerciante, aquele cara que tem uma equipe pequena, que divide o trabalho com a equipe, trabalha junto com a equipe, que é o caso do posto de gasolina, que é o caso do pequeno restaurante, eles vão ter uma dificuldade enorme. Ah, mas e a rede de postos? A rede de postos é formada por vários postos pequenos, médios. Vai ter uma dificuldade muito grande, muito grande.
E o custo no nosso setor é impactante, porque as nossas margens são pequenas, apertadas. E aumentar 25% no custo, que é o maior item de despesa que a gente tem, mais de 50% de despesa dos postos hoje é concentrada na folha de pagamento de seus reflexos.
É gravar aumentar 25% e ficar por isso morre. Não dá. O Emílio, eu peço um segundinho da sua atenção. O Thanos falou que eu vi no Ratinho o Bruno Meyer fazendo uma entrevista com o presidente do McDonald's Brasil. E não foi, foi aqui na Jovem Pan News Campinas. Foi na rede Jovem Pan. Eu vou colocar um trecho da fala do presidente do McDonald's Brasil com relação à escala 6x1. Vamos ouvir.
Me chamou a atenção uma postagem recente de uma pessoa, aliás, que eu nem conheço, sobre um anúncio de vaga do McDonald's no estado de São Paulo, com todas as informações, as descrições desse primeiro trabalho. O salário, que se eu não me engano era de R$ 1.900, com todos os benefícios, plano de saúde, plano odontológico. E essa postagem mostrava que vocês davam como opção a esse novo atendente.
ou a escala de trabalho 5 por 2, ou a escala de trabalho 12 por 36. Vocês sempre tiveram essas opções de trabalho? Essa pergunta, evidentemente, é por conta de uma pauta nacional em relação à escala 6 por 1. Queria saber a sua visão em relação a isso.
A gente vem ajustando, de novo, por isso é importante escutar, entender o que está acontecendo no mercado, qual é a necessidade. Essa geração, ela pede flexibilidade, ela precisa disso. E a gente precisa ajustar o negócio também à realidade, de novo. Se a gente escuta os nossos clientes, temos que escutar também os nossos funcionários. A flexibilidade é uma delas.
Existe por lei. A jornada 6.1, ela está na legislação, ela é uma opção de trabalho. A jornada 12 por 36, muito utilizada em hospital, área de segurança, a gente também faz essa jornada. Existem pessoas que preferem fazer essa jornada e para a gente funciona super bem. É jornada intermitente, são funcionários que trabalham em determinado dia da semana e funciona super bem. Como também a jornada 5.2 para alguns restaurantes em determinado horário. Então, o atendente, quando se candidata...
ele pode se ajustar ou escolher a jornada que melhor se adequa dentro da realidade. Então existe uma, existem algumas jornadas que façam sentido para o atendente que está começando e para aquele restaurante naquele momento. Quer dizer, para você e para a sua empresa, essa discussão em um possível fim da escala 6x1 não vai alterar nada?
A gente tem que se ajustar, tem que se ajustar. Na verdade, tudo tem exceção. A gente só ter 6.1 ou 6.352, não sei se vai funcionar. A gente vai ter que se ajustar e cumprir, obviamente, o que determina a legislação. Para a gente, o que funciona mais é essa flexibilidade de ajustar os horários em função daquilo que o atendente precisa para aquele momento.
Muito bem, está aí a fala ao Bruno Meia, do presidente do McDonald's Brasil. Tem que ajustar, é lógico que a questão da rede é o primeiro emprego, é aquele jovem que se não tiver algumas regalias ele não vai trabalhar, mas eu acho que a gente tem que negociar, conversar e ver os dois lados. Mas só uma questão, o McDonald's não tem 10%, os garçons lá do Emílio.
Não. O garçom. Não, mas o Emílio não. Não, não. Mas lá no Emílio, ele vai trabalhar um dia menos. Então o garçom no fundo vai ganhar menos, porque 10% significa 12% do vencimento de um garçom, Emílio.
Eu não entendi a sua pergunta. A pergunta é quantos por cento do vencimento de um garçom vem dos 10% da gorjeta que os clientes vão aí deixar? Metade. Mas, por exemplo... Metade é um dia menos. Bom, eu acho que tem que se negociar, tem que sentar. Governo, trabalhadores, sindicatos, políticos... Mas não foi provado ainda. Foi para o Senado agora.
Mas você acha que alguém vai votar contra? Não, não vai. Não vai. Agora, espera um pouquinho. Vamos lá, vamos pôr no papel, né? Você é matemático, né? Vamos lá, agora. Não, é tão fácil. Hoje são 44 horas. Sim. Então vai mudar para 40 horas. Vai para 40. É. Agora, essas 4 horas... Vira hora extra.
Se ele trabalhar. Se ele trabalhar, certo. Então você tem que compor essas quatro horas, para você não pagar, para você não ser onerado, você tem que compor essas quatro horas em atividade, em banco de horas, vamos dizer assim. Seria isso, quer dizer...
Existe, mas para você não dispender. Quer dizer, para você não dispender. Porque também nós estamos discutindo aqui, são 10% é isso, né? 10% só nas horas, fora a jornada, né? De 5 por 2. O banco de horas funciona muito bem em algumas categorias, em outras não. Mas eu estava ouvindo as colocações do executivo do McDonald's.
grupo como um McDonald's do que o alanchonete do seu Zé, que acho que emprega muito mais se você somar responsabilidade de empregos no Brasil, são empresas pequenas, é muito diferente você tomar a decisão de um grupo pujante e com a receita de um grupo McDonald's.
uma empresa só, do que uma empresa com cinco, seis trabalhadores, colaboradores. É bem diferente, cada um vai ter uma solução diferente. Um vai demitir, o outro vai fechar e demitir, o outro vai distribuir melhor os horários, vai estar com hora faltando, tem que pagar hora extra. Então, é muito diferente. Ainda bem que nós vamos ter um prazo para...
para adaptar, se não me engano, são 14 meses. 14 meses, isso. E tem um projeto novo que vai entrar hoje, se não me engano, já está com mais de 40 assinaturas no Senado, que é a livre negociação entre as partes. O que pode ter aí é alguma dificuldade na legislação, porque não são todos os itens.
onde prevalece o negociado em cima do legislado. Não é tudo. Então, eu acho que isso aí poderá ser bom também. Mas como foi aprovado por grande maioria, inclusive a própria oposição, está sendo muito criticada, votou a favor disso. Ninguém estava ali pensando no empresário. Todo mundo estava pensando na eleição.
não é no empresário, nem no empregado, está pensando na eleição. Agora, é uma mudança brusca, é uma mudança brusca, que sai fora do que se pratica há décadas, e eu acho que nós vamos ter muita dificuldade em implantar isso no Brasil sem transtornos. No meu setor de combustíveis...
nós precisamos conversar um pouco mais com relação a trazer para o Brasil a autorização do autoatendimento, que pode servir a alguns e pode não servir a outros. Mas eu não posso, nós temos que dar opção para as pessoas. Porque se tirar essa opção, que é uma modernidade, você veja bem, nós estamos falando de um modo de atendimento.
que funciona há décadas no mundo inteiro. Nós nunca tivemos a intenção de derrubar, de brigar pelo autoatendimento, porque nós nunca sentimos necessidade de fazer isso aí e temos o maior respeito pelos funcionários. Afinal de contas, nós temos 500 mil frentistas no Brasil. Só em São Paulo deve ter mais ou menos 100, deixa eu ver, 60 mil...
Frentista só em São Paulo. Tá certo. Então, a gente não vê, vamos dizer, um momento adequado. Mas agora colocaram um momento adequado. Fizeram uma mudança tão grande. Emílio, obrigado. Um abraço para você. Bom final de semana. Até mais. Um forte abraço para todos aí. Valeu. Vamos lá para o intervalo. A gente volta já.