Aprofundando a Meditação
Aprofundando a Meditação: Acolhendo a Inteireza
Essa meditação nos convida a observar, acolhendo o que vier, agradáveis e desagradáveis imagens e experiências. Buda nos falou que reconhecer o sofrimento é a primeira nobre verdade. É a partir disso que podemos buscar meios para lidarmos e transformarmos nossas percepções, reconhecendo que aquilo que nos assombra, uma vez reconhecido, pode nos abrir portas para uma potência criativa e um novo posicionamento no mundo, mais alinhado com quem somos mais profundamente.
A filosofia do yoga, chama de “klesha” aquilo obscurece a mente e provoca aflição, o budismo chama dos venenos da mente, a psicologia de Jung, nos leva a reconhecer as sombras e a atuação de complexos autônomos que atuam e que no processo da análise e do trabalho interno podem vir para a consciência. Todas essas visões reconhecem a ignorância e a inconsciência, como a principal razão do sofrer.
Nossa primeira reação frente a dor, seja ela qual seja, é buscarmos as razões dela fora de nós, criando um elo de causa e efeito com situações e pessoas. Sim, fatores externos provocam sofrimento pelo impacto de circunstâncias sobre nosso sistema, mas sempre existirá um link em nós que de algum modo nos levará a vivenciar de um determinado modo àquela experiência.Nos responsabilizamos pelo que depende de nós e o que fazemos com as situações e vivências é nosso aprendizado.
Isto não é um processo simples e nos convida a uma descida aos reinos mais profundos da alma e aos nossos sótãos. Quando nossa meditação se aprofunda, podem surgir desses níveis mais profundos memórias, imagens e o se dar conta de quanto guardamos ou reprimimos determinadas emoções por algum medo ou por estas ainda não estarem tão claras e conscientes para nós.
O reconhecimento disto pode levar a uma liberação, mas mais do que isto, deve nos convidar a uma contemplação equânime das condições envolvidas e da nossa própria condição.
A compaixão não é um sentimento passional, nem é a negação de nenhuma dor, ao contrário, ela só desperta realmente num coração que já passou por provas e se mantém fiel a seus valores internos, para além de qualquer coisa.
Que a divina Mãe nos ajude a lidarmos com todos os desafios externos e internos que nos testam na nossa capacidade de amar e ouvir a sabedoria da alma.
Ana Cláudia
- Meditacao e Bem-EstarReconhecimento do Sofrimento · Práticas de Auto-observação · Liberação de Emoções Reprimidas · Compulsão e Compaixão
Olá, sejam todos bem-vindos a mais um encontro da nossa meditação na jornada da Ticelã, na conexão com a nossa alma. Eu sou Ana Cláudia e estou aqui para te conduzir.
Nesta jornada de meditação e busca interior. E hoje eu te convido para um momento de aprofundamento na sua meditação. Ouvir, sentir.
mais profundamente. Para isso, sente-se de forma confortável. Se possível, deixe os seus pés apoiados no chão ou cruzados, se você estiver sentado sobre um almofado. Mantenha a sua coluna ereta.
Imagine uma linha de energia que liga você do céu à terra, que liga o lado direito ao lado esquerdo do seu corpo. Imagine e sinta.
a sua presença neste corpo. Imagine que ao inspirar você absorve uma nova energia. Vai sentindo a expansão da caixa torácica, do peito, do abdômen. E ao exalar, vai soltando o ar lentamente.
Imaginando que ao soltar o ar, você libera toda e qualquer tensão. Vai soltando-se mais e mais. Continue respirando profundamente.
criando esse espaço interior de abertura, de auto-observação. Concentre-se agora na sua narinha.
Imagine, na base da narina, a entrada e a saída do ar, pela narina direita, pela narina esquerda, apenas contemple, o ar entra e sai suavemente.
Imagina a ponta do nariz formando um triângulo com a base da narinha. Este é o portal da vida. E você só observa. O ar entra e o ar sai suavemente.
Você mentaliza, eu inspiro, eu exalo, permaneço no momento presente. E observe o fluxo. Observe as sensações. Observe as suas emoções.
Observe seus pensamentos. Contemple-os. Sem julgamento. Qualquer desconforto físico, emocional. Qualquer imagem que venha.
Respire. Inspire ao exalar. Diga mentalmente para si mesmo. É acontecendo.
Alguma sensação? Alguma emoção? Alguma memória? Apenas afirme mentalmente o que você está sentindo. Reconheça. Inspire e solte. Solte-se mais e mais.
Eu inspiro, eu analisava, permaneço no momento presente. Se tiver alguma sensação, emoção de desconforto, observe o que acontece.
Para onde vem, para onde vai essa sensação? Respire profundamente. E observe que ao reconhecer qualquer dor...
qualquer emoção, qualquer sensação, ela simplesmente vai passando. Reconhecer o sofrimento, segundo o Buda, é a primeira nobre verdade da existência. Todos sofremos de algum modo.
Quando meditamos, devemos observar o conforto e o desconforto como sinais de um fluxo interior de consciência. Essa observação é amorosa, ela é penânime.
Apenas acolhemos o possível, inspirando e soltando o ar. Deixamos o fluxo da vida e estabelecendo o processo de autorregulação. Reconhecendo a intermoneia.
de todas as coisas. Que importância terá daqui a uma hora, daqui a uma semana, daqui a um ano que você sente agora.
O que de fato importa.
Amém.
Respire profundamente mais uma vez, inspirando e exalando devagarinho. Ao expandir o peito, o abdômen, venha voltando a perceber o seu corpo físico, venha percebendo a sua respiração, venha percebendo as sensações.
se tornando observadora e observador de si mesmo. Inspire, e valente a mente, percebendo a presença af af
Sua presença nesse corpo, percebendo suas emoções. À medida que a gente vai se aprofundando na nossa meditação,
Vai vindo emoções e sensações mais profundas. Um convite a liberarmos memórias, emoções reprimidas que podem adivinhar para a consciência. Nossa primeira tarefa é reconhecer. Muitas vezes frente a dor.
Queremos negá-la ou permanecemos aprisionados na identificação com ela. Não importa as razões, as origens, o modo como a percebemos faz toda a diferença.
O modo como a nossa alma vai sendo desvelada, novas perspectivas vão se desvelando a cada inspiração e a cada exalação. Este processo é um processo de se dar conta, paciência.
tranquilidade, compaixão, são cultivações por quem passou por provas e busca se manter fiel a própria alma, que a divina mãe nos ajude.
a reconhecer e a passar pelas trocas e desafios da nossa vida. Com coragem, abertos à sabedoria da alma. Respire profundo, mexa-se um pouquinho, entregue-se, confie. Que é a senhora
E até o próximo encontro.