BH e Epa se tornam um grupo só
Inácia Soares
- Fusão BH e EPAFusão de redes de supermercados · BH · EPA · Mineirão · Grupo DMA
- Posicionamento do setor de supermercadosAbras · Mateus Supermercado · Açaí Atacadista · Carrefour
- Impacto da fusãoPoder de compra · Fornecedores · Oportunidades de carreira · Consumidor
- Empresas FamiliaresCrescimento acelerado da rede BH · Longevidade do grupo EPA · Sucessores dos fundadores · Empreendedor
- Armadilha da AprovaçãoConselho Administrativo de Defesa Econômica · Ministério da Justiça e Segurança Pública
- Reações no setorRedes mineiras · Comprar redes menores · Aumentar poder de compra · Remanejar o negócio
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A notícia se espalhou e virou manchete nos principais veículos de comunicação. Acaba de ocorrer a fusão de duas das maiores redes de supermercados do país, ambas mineiras. O BH, que ocupa a quarta posição, anunciou uma fusão com o EPA e o Mineirão, que estão na 14ª colocação, segundo o ranking da Abras, Associação Brasileira de Supermercados. O EPA é mais antigo, tem 76 anos de mercado e o BH está completando 30 anos.
Com a compra do grupo DMA, a posição do BH vai continuar a mesma no ranking nacional, pelo menos por enquanto, já que o faturamento estimado do novo grupo é de R$ 35 bilhões. Ficando atrás do terceiro lugar na pontuação nacional, que é o Mateus Supermercado, sediado em São Luís, no Maranhão. O Mateus fatura em torno de R$ 43 bilhões por ano. Na segunda posição está o açaí atacadista, do Rio de Janeiro, e o número 1 é o Carrefour, sediado em São Paulo.
Essa operação é um marco no setor supermercadista brasileiro e certamente vai provocar outras mudanças nos bastidores. Duas empresas de culturas fortes estão se unindo, o poder de compra do novo grupo aumenta, o que mexe com os fornecedores e as oportunidades de carreira na gestão do grupo crescem.
Só não está claro o que o consumidor pode ganhar com isso. O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ainda precisa aprovar a operação entre o BH e o EPA. São eles que vão avaliar o impacto dessa operação.
Como mineira, olho com admiração o crescimento acelerado da rede BH, ao mesmo tempo em que chama a atenção a longevidade do grupo EPA. Ambos são empresas familiares. Enquanto o EPA é administrado pelos sucessores dos fundadores, o BH ainda é comandado pelo empreendedor que deu origem ao negócio.
Não há dúvida que as outras redes mineiras que atuam em Belo Horizonte, pelo menos, se não foram surpreendidas pela fusão, já estão certamente se movendo para reagir a ela. Comprar redes menores e aumentar o poder de compra? Remanejar o negócio? Com certeza seremos testemunhas de mais mudanças em pouco tempo. Eu fico por aqui, mas você me encontra nas redes sociais no perfil Inácia Soares.
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