Episódios de Atualidades com Terra Negra

Embaixador brasileiro no Irã

05 de maio de 20262min
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Participantes neste episódio2
L

Léo Pérez

ConvidadoEngenheiro
W

Walter Navarro

Convidado
Assuntos2
  • Placas de veículos e ruasLéo Pérez · Savaski · Paris · Geografia afetiva · João Pessoa · Lavras Novas · São Vicente de Minas · Recife
  • Memórias de infânciaPastilhas de aniversário · Domingos de futebol · São Luís do Maranhão · Anos de chumbo · Meus Oito Anos
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Olá amigos da Band, meu forte abraço em pauta bolo e brigadeiros e vídeo da minha coluna Dot Vita, escrita bem e redigida hoje, sobretudo com a expertise e o olhar de Walter Navarro, nosso parceiro a vida inteira aqui.

Bem, em Poema Sujo 76, Ferreira Goulart utiliza a expressão pastilhas de aniversário, domingos de futebol, que bem mais tarde ganhou linda música de Milton Nascimento para evocar, através da memória, a infância e a simplicidade da vida em sua terra natal, São Luís do Maranhão. Essas imagens, tão banais quanto abstratas, representam o cotidiano afetivo e precário que o eu lírico tenta resgatar do exílio na Argentina.

As pastilhas de aniversário com feitos coloridos, como jujubas e confete, os domingos de futebol, são símbolos da cultura popular e da inocência infantil, memórias que surgem no poema para contrastar com a...

paridez do exílio e a tensão dos anos de chumbo, obviamente, entre aspas, do regime militar. Elas fazem parte de lembranças domésticas, como cadeiras, garfos, pratos e o cheiro de comida que o autor revisita. Essa saudade, nostalgia, melancolia tem ar de outras primaveras, outros carnavais e de outros poemas. Meus Oito Anos, de Cassimiro de Abreu, publicada em 58 ou 59. Vamos lá, extraída pelo Volta.

Oh, que saudade que tem da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais. Oh, trocando em nudos, como era verde o meu vale, quando eu não sabia que minha história era mais bonita que a de Robson, do Zoé.

Essa introdução é para anunciar a interessante texto. As placas dos veículos de Léo Pérez, engenheiro cronista, apaixonado e saudoso admirador da Savaski, bairro que defende todo o santo dia. Amo a Savaski, entre aspas, dizia ele. Assim como as placas de carro, as de rua também não são as bismas.

eram lindas em metal e alto relevo. Tinha uma história como as de Paris, que continuam as mesmas, ainda mais Paris, que é de Waltin, né? Por falar em Paris, na França também as placas de carro eram mais originais. Por exemplo, toda a placa terminada em 1975 era de Paris. Hoje, sabe-se lá, o critério é usado, mas é bem menos charmoso. Daí voltamos ao texto de Léo Pérez. Houve um tempo em que as placas dos veículos...

Eram pequenos mapas para parar num posto na estrada para um café, um cafezinho. Era um exercício de geografia afetiva. Bacana, né? No estacionamento do hotel, na praça de uma cidade turística, as placas dos veículos nos contavam de onde vinham as histórias que ali desembarcavam. Bastava um olhar rápido para identificar quais regiões mais visitavam nossas montanhas.

De João Pessoa, Lavras Novas, o São Vicente de Minas era o gatilho para uma viagem interna. O que dizer então sobre uma placa de Recife, Salvador ou Porto Alegre? É isso aí, gente. Forte abraço e até o próximo.

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