O senador Rodrigo Pacheco não se vai ser candidato ou não e até fim de maio ele diz que tomará uma decisão
- Possíveis candidatosEstratégia de suspense na decisão · Impacto no padrinho político Lula · Desastre para substitutos em potencial · Falta de disposição de Pacheco
- Contexto político de Minas GeraisCongresso Mineiro de Municípios (AMM) · Postura de Rodrigo Pacheco e Cleitinho Azevedo · Matheus Simões e seu discurso · Troca de farpas entre Matheus Simões e Luiz Eduardo Falcão · Alexandre Calil e suas críticas ao governo · Gabriel Azevedo e a resposta a Calil
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Bom dia a todos. O senador Rodrigo Pacheco do PSB não deve nem querer ser chamado mais de pré-candidato. Aquela condição em que o político pode vir a ser candidato ou não a governador. Ontem ele divulgou nota para dizer que ainda não sabe se vai ser ou não e que até o final deste mês de maio poderá tomar uma decisão. Se vai tomar uma decisão, ela pode ser positiva ou negativa. Se for positiva, ou seja, ele vai disputar o cargo de governador.
Vai sugerir então que essa demora toda foi estratégica, que foi inteligente em criar o suspense para manter seu nome na mídia espontânea. Por outro lado, se não for, será um desastre para o seu padrinho político desse projeto que ficará frustrado, que é o presidente Lula, que busca montar um palanque forte aqui em Minas Gerais, um Estado estratégico na disputa presidencial. E mais, para piorar, tomou tempo de eventuais substitutos que teriam ou ainda tem interesse em disputar.
Pacheco não deixa sinais positivos, ao contrário, passa a impressão de que não teria gosto e disposição para essa disputa, que estaria empurrando com a barriga uma decisão sobre o futuro, não só do projeto político dele, mas dos próximos quatro anos de Minas Gerais.
estratégias à parte, já passou da hora de assumir o compromisso público, vai ou não vai, não é possível que um presidente da República o convoque para ser candidato e petistas como a ex-prefeita de contagem, Marília Campos, façam apelos e o senador permaneça em cima de um muro, enquanto o tempo vai passando.
E ontem, no primeiro dia, o Congresso Mineiro de Municípios, da Associação Mineira de Municípios, a AMM, esquentou a pré-campanha eleitoral de Minas Gerais. Rodrigo Pacheco e outro senador, Cleitinho Azevedo, que é favorito nas pesquisas, não foram se omitindo, como quem não sabe ainda se serão ou não candidatos. O pré-candidato a governador pelo PSD, Matheus Simões, não quis se misturar e foi apenas na condição de governador. Ainda assim, Simões não escapou do roteiro.
Fez seu comercial perante os prefeitos e prefeitas, já que tudo que governador pré-candidato faz tem relação com as eleições. E nem escapou também de embates e troca de farpas. Seu bate-boca foi mais a menos dessa vez, quando rebateu o ex-presidente da AMM, Luiz Eduardo Falcão, que fez insinuações de uso de um figurino para ficar simpático com as pessoas.
do interior, classificando a situação como caricatura do interior. Simões respondeu, sem ficar irritado, e pediu que a atual gestão da AMM, presidida hoje pelo prefeito Lucas Vieira, lá de Guatama, retomasse o diálogo com o governo do estado.
Em outro episódio, as trocas de fapas ocuparam outro palco. O pré-candidato do PDT, Alexandre Calil, atacou projetos do atual governo, afirmando que iria desfazê-los, citando, por exemplo, a construção do Rodoanel Metropolitano na Grande BH, a renegociação da dívida de Minas com o governo federal e até a iminente privatização da Copasa.
O contraponto dele veio do pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, que viu aí desconexão de Calil com a realidade, afirmando que as suas propostas seriam como rasgar dinheiro público. Tudo somado, os movimentos no Congresso da AMM foram uma prévia do que será a futura campanha eleitoral em Minas Gerais para governador. É o que eu tenho para vocês hoje. Quem quiser saber mais, veja meu blog no www.blogdorion.com.br. Um abraço a todos e façamos um bom dia.
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