Episódios de #Podcast_treinadormental

Isso vai dar Conversa - Éric Pereira e Kleber Donady

13 de maio de 202655min
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O ISSO VAI DAR CONVERSA é uma Live que acontece todas as terças, 21h de Portugal no canal do Youtube @ericpereira_treinadormental (venha assistir Ao Vivo)
Assuntos8
  • Mensagem para o MundoColocar coração e intenção no que faz · Ser bom naquilo que se propõe
  • Ser Pai e o ExemploEducação baseada em exemplo · Medo de fracassar como pai · Maratona de Berlim como aprendizado
  • Trajetória Profissional de Bruno PaixãoInspiração para ser consultor · Formação em Administração · Experiência na Ernst Young · Desafio em consultoria de prevenção de perdas
  • Consultoria para Pequenas e Médias EmpresasMetodologia dos 4 P's (Plano, Processos, Pessoas, Performance) · Dificuldade em delegar · Posicionamento de mercado
  • Perspectiva e visão de mundoPreocupação com o futuro das gerações · Efeito multiplicador do bem · Empresários como sustentadores da economia
  • Equilíbrio entre Vida Profissional e PessoalPrioridade da família · Impacto do workaholism na empresa
  • Portugal e experiências de MarceloAcolhimento de brasileiros · Adaptação cultural · Diferenças culturais entre Brasil e Portugal
  • O Papel da Fé e EspiritualidadeCrença em Deus como energia universal · Conexão com a natureza · Universalidade das religiões
Transcrição145 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Vamos começar mais uma live. E hoje é terça-feira, 21 horas em ponto. Eu recebo aqui hoje com todo carinho o Kleber. Kleber. O disco vai dar conversa. Espera. Boa.

Tô com musiquinha aqui pra gente poder curtir a entrada Enquanto o pessoal vai entrar Vai entrando o clima Trescendo os motores Vamos mergulhar nisso hoje Que o papo vai ser intenso

entrando, vamos participar eu espero que isso seja a conversa mesmo obrigado por você estar aqui, hoje eu estou com meu querido amigo Kleber consultor de empresas que eu conheço de outros carnavais não só nesse país, mas também na Suíça, só pra ficar chique a live, tá Kleber? nós já andamos pela Suíça e por alguns lugares assim perfeito

Seja bem-vindo, tudo bem? Obrigado, cara. Obrigado mesmo. É um prazer conversar contigo, compartilhar um pouco das nossas histórias. E a ideia é bater um papo mesmo. Acho que essa aqui é a conversa. Adoro conversar, então acho que o ritmo vai ser esse. Quando eu pensei em trazer uma live para convidar pessoas, a minha ideia foi assim.

alguém da minha equipe perguntou, mas o foco é o profissional? O foco é a gente trabalhar empreendedorismo? Eu falei, não, o foco é saber se isso vai dar conversa, a gente bater papo mesmo para que as pessoas conheçam, porque eu acho que atrás do consultor, do terapeuta, atrás do profissional tem um ser humano, que é você, e que eu não sei se todas as pessoas te conhecem a fundo, mas vão conhecer hoje com as perguntas que eu tenho.

Mas, Cláudio, sabe o que eu queria começar? Perguntando quantos anos você tem? Eu tenho 46 anos. Tá noviso, né? 46, agora esse ano vou fazer 47. Casado? Casado já há 20 anos, uma filha. Nem parece, né? A barba... Não, não, não, eu achava que... Eu ia até perguntar se eu sonhava com esse pai. Quantos anos sua filha tem?

Fez 14, acabou de fazer 14. Uma adolescente. Boa. Ela é mais adolescente ou mais aborrecente?

Ah, cara, eu acho que mescla um pouquinho, viu? Tem dias que ela acorda de um jeito, tem dias que ela acorda de outro. Mas, brincadeiras à parte, ela é fantástica. Não tenho o que reclamar, não. Ela puxou pro pai. É? Ah, deixa a Fernanda ouvir isso, calma. Deixa ela ouvir isso. Ô, Kleber, sabe que eu queria começar esse papo te perguntando por você ser brasileiro? Quanto tempo você tá em Portugal?

Esse ano vai fazer nove anos. A gente chegou em 2018, julho de 2018. Ok, nove anos é bastante tempo, né? Bastante tempo, bastante tempo, já, quase. E você se sente, assim, pertencente a esse país? Sinceramente, por ser brasileiro, nós temos uma cultura muito forte. Como é que você se sente aqui?

Cara, é impressionante, porque a nossa mudança foi estruturada e ela foi pensada. E nós não viemos aqui para tentar a sorte. Então, acho que tem um pouco de diferença de alguns brasileiros que vêm para cá. Está dando uma cortada no seu áudio.

estava mais consciente do que poderia acontecer. Então, desde o primeiro momento, a gente se sentiu muito bem acolhido aqui. Foi impressionante, porque a gente veio com uma mente muito aberta. Acho que essa também tem uma grande diferença. Para quem vai para um outro país, precisa estar com a mente aberta.

E acolhei também aquele país, sabe? Então, a gente chegou aqui com a mente aberta, eu acho que a gente teve muito um acolhimento gostoso até. Eu nunca fui mal atendido, é impressionante, assim. Eu tive várias histórias, assim, de coisas que aconteceram com a gente, do tipo, a gente ir comprar carro e o vendedor da concessionária fala vocês estão saindo agora, assim, você não quer carona? Eu deixo vocês ali na...

na cidade que vocês vão, eu moro ali um pouco perto. E a gente falou, não, não, não precisa. Ele falou, não, eu faço questão, eu deixo então pelo menos vocês ali perto de não sei aonde e tal. Então, assim, a gente sempre foi muito bem acolhido. Então, hoje, sim, eu me sinto pertencente desse lugar.

principalmente, eu acho, pela nossa forma de encarar essa mudança, entendeu? A gente veio de coração aberto e fomos recebidos de coração aberto também. Acho que a energia que transita... Acho que essa frequência faz diferença. Porque a gente ouve muitos casos, com certeza, você já ouviu casos de brasileiros que falam mal do país, que falam mal, mas estão aqui, né? Estão criticando, mas estão aqui. Mas falam que fossem maltratados, xenofobia.

E, na verdade, nós também nunca passamos isso. É muito legal nós estarmos num ambiente onde nós nos sentimos em casa. Sim, sim. É impressionante. Eu não tenho do que reclamar, de verdade. Eu nunca tive nenhum problema. É claro que, vez ou outra, você tem algum desentendimento com alguma pessoa, mas eu não senti que era em função de eu ser brasileiro. Muito pelo contrário. Todas as pessoas me acolhem muito bem. Por exemplo, lá na empresa, depois a gente vai falar um pouco sobre a empresa.

Talvez 99,9% dos nossos clientes sejam portugueses. E eu nunca senti nenhum tipo de diferença. Muito pelo contrário. Tem vários que chegam e já começam a conversar e falar porque eu tenho um primo, eu tenho uma tia, porque eu moro no Brasil e eu venho para cá. Entendeu? Tem muito essa questão de troca. Eu vejo muito isso. Pelo menos comigo e minha esposa, que também tem empresa aqui, a gente não sente nenhum tipo de diferença. É impressionante.

inserido, acho que faz com que a gente se sinta muito melhor. Cleber, eu te conheço pela fama que você tem, pelos outros grupos que nós estamos participando, de ser um consultor que consegue ler muito bem os empresários, de ajudar eles para um up de transformação. Eu queria muito... Eu estava mais ansioso para mergulhar nisso, para tentar entender assim, antes de você falar sobre a transformação que você faz...

Eu queria entender se lá no passado o que foi feito para o Kleber ser construído. O Kleber de hoje foi forjado de que forma?

Tá, vamos lá. É assim, o meu perfil, é engraçado, que desde criança eu sempre tive um perfil de ensinar as pessoas, eu sempre gostei. Então era impressionante, assim, na escola, o que eu aprendia eu queria repassar, sabe? Eu era aquele aluno que quando aprendia alguma matéria eu queria ensinar todo mundo para ir bem na prova.

E aí eu fiquei com isso na cabeça. Pô, eu gosto de compartilhar conhecimento, eu gosto de ensinar, eu gosto de dividir o que eu sei e tudo mais. Quando eu entrei na faculdade, foi muito louco, porque eu tinha uma ideia do que eu queria ser no futuro, já ligado a ser empreendedor, a ser empresário, mas eu ainda não tinha muito bem definido. E foi impressionante, porque na primeira aula que eu tive com um professor que era consultor de empresas,

eu escutei ele falando sabe quando você até se inclina assim pra frente, a linguagem corporal pra tentar absorver mais e eu falei, é isso que eu quero ser por quê? Porque ele trouxe exatamente a teoria ligada com a prática então ele era consultor de empresas então ele começou lá a explicar, não lembro qual que era a matéria eu acho que era

alguma coisa de produção, não lembro agora, faz muito tempo, mas era planejamento de produção, alguma coisa assim. E ele começou a falar a teoria e explicar, falou, olha, eu fui numa empresa e eu prestei uma consultoria onde eu apliquei exatamente isso aqui, eles tinham um determinado problema assim, assim, assado.

Nós colocamos essa teoria e o resultado foi XYZ. Quando ele colocou aquilo da teoria ligado para a prática, eu falei, é isso, eu quero ser consultor. A partir daquele momento, eu falei, eu quero ajudar as empresas a crescerem.

com esse tipo de ensinamento. Eu quero pegar a teoria, que eu sou formado em administração de empresas, eu peguei a teoria para aplicar nas empresas, para ajudar as empresas a crescerem. Foi no começo da universidade? Foi, talvez, no primeiro ou segundo dia. Foi numa das primeiras aulas. Mas aí você passou o seu curso tendo um olhar diferente para os empresários e para as empresas?

Então, eu passei o meu curso praticamente inteiro fazendo conexões do tipo, o que eu estou aprendendo aqui, eu consigo aplicar numa empresa? E aí é interessante, acho que um ponto interessante, que eu lembro que na faculdade eu fiz administração e os professores falavam muito, ah, quando você for um gerente de empresas, quando você for um gerente, e o meu questionamento maior era assim, peraí, a gente não está num curso de administração?

Se eu estou fazendo um curso de administração, eu quero aprender a administrar a empresa e eu quero também ter a minha empresa para fazer tudo isso. Eu não quero ser um funcionário de uma empresa. Então, a minha visão sempre foi como é que eu coloco esse tipo de teoria na prática.

e faço as empresas a crescerem. E aí eu sempre gostava muito mais daqueles professores que traziam lições práticas do dia a dia para compartilhar. Então, eu sempre era muito curioso a respeito disso. Ah, na empresa, como é que funciona? Tá, mas e como é que você fez? E qual foi o principal desafio? Como é que você enfrentou essa barreira? Então, sempre teve essa chama, assim, né? Ok. E depois que você terminou a faculdade, você...

Foi trabalhar em outras áreas ou foi direto focado já nisso? Não, eu comecei na faculdade. Eu trabalhava numa empresa pequena, eu fiz um curso de Senai, um pouquinho da minha trajetória. Eu fiz um curso de mecânica, aí meu primeiro emprego foi numa empresa ligada à mecânica, mas eu já...

já falei, não era isso que eu queria, aí eu fui galgando experiência até chegar na consultoria, mas se eu não me engano, acho que no segundo ano de faculdade, eu já consegui entrar numa consultoria, na Ernst Young, que é uma das maiores do mundo, a famosa Big Four, então eu já entrei nesse mundo de consultoria, e aí, a partir daí, meu rumo sempre foi consultoria, talvez eu tenha saído uma ou duas vezes do caminho, falado...

vou para outro lugar. Uma vez até foi um cliente que quis me contratar em função de um projeto que eu fiz, ele me contratou para ser o gerente. E, no final, acabou nem dando tão certo essa situação, porque o meu negócio era realmente atuar como consultor. O Kleber, e nessa ideia ainda de você, o que forjou você para ser quem você é hoje, você consegue lembrar de alguma história assim?

que você passou profissionalmente, que você sentiu que foi um desafio daqueles de eu não vou conseguir resolver, ou caramba, onde eu me meti? E de repente você deu a volta sobre aquilo ou não deu a volta também, não tem problema. Você lembra de algo assim?

No mundo da consultoria tem vários, tem muitos. Eu sempre trago um exemplo que talvez tenha sido um dos mais fortes, até pela presença ali e pelo desafio que foi. Eu me lembro que a gente foi fazer um projeto de prevenção de perdas, era uma consultoria de prevenção de perdas no varejo para um grande cliente na região norte do Brasil.

E aí nós fizemos lá todo o acompanhamento, pegamos os números, fizemos uma série de coisas ali, umas tabelas malucas para saber as perdas ali do hortifruti da empresa, enfim. E aí nós fizemos uma apresentação onde mostrava que a empresa estava perdendo muito dinheiro ali com a operação. Ela não tinha uma operação eficiente, desde o momento que entrava o produto no centro de distribuição, saía para as lojas e era vendido, tinha uma grande perda.

E aí eu nunca me esqueço que o presidente estava lá junto com o diretor financeiro assistindo aquela apresentação. E na época a gente devia ter uns 20 e poucos anos, todo mundo lá na frente apresentando os números. Os desmados!

E com aquele receio, né, do que, qual vai ser a reação. E aí o presidente, ele perguntou pra gente, ele falou, esses números estão certos? E nós, aquela coisa, né, esses foram os números que nós pedimos pro seu setor de informática, e ele nos passou. Ele falou, não, porque assim, essa pessoa que está aqui do meu lado, que era o diretor financeiro,

Ele falou, essa pessoa não entende absolutamente nada de tomate, de hortifruti, mas ele entende de números. E se esse número que vocês estiverem mostrando estiver certo, essa pessoa vai ser demitida agora.

Então, foi aquele desafio, assim, talvez seja o mais, como é que eu posso dizer, colocado na parede que a gente teve, assim, com 20 e poucos anos, imagina você ser o responsável por demitir um diretor. Os números não tem esses números. E aí, assim, o que a gente fez foi, olha, a gente vai checar novamente os números, enfim. Mas lá era uma operação bem complicada. No final, os nossos números estavam realmente certos.

Enfim, aí tem uma série de outras conversas que saem daí, mas foi uma situação extremamente delicada. E nós, como consultores, a gente não pode... E muitas vezes os consultores também são colocados em algumas situações onde nos deixam em situações, até para demitir pessoas. Então é um trabalho bem delicado, muitas vezes.

Cleber, e você acha que existe muita diferença em fazer uma consultoria para uma empresa aqui em Portugal e no Brasil?

Olha, Eric, eu acho que tem um pouco de diferença cultural. Os empresários daqui pensam um pouquinho diferente dos empresários do Brasil. Tem questões legais, questões fiscais, que são um pouco diferentes. Tem outros desafios, que aí você tem que se adequar à realidade do lugar onde você está fazendo a consultoria. No Brasil, a gente já conhece várias...

vários caminhos diferentes, e eu já estou mais acostumado. Aqui é um pouco diferente, principalmente a parte de gestão financeira, fiscal, legal, é um pouco diferente. E você acha que aqui o pessoal investe com mais tranquilidade numa consultoria ou o brasileiro está mais acostumado em ter um consultor?

aí o brasileiro está mais acostumado. O brasileiro está mais acostumado a investir nesse tipo de coisa. O português é um pouquinho mais reticente. É claro que assim... Tem empresa familiar aqui também, não tem? Então, eu peguei um dado. Semana passada, retrasada, a gente foi num encontro de empresários também. Tinha uma advogada que era ligada justamente nessa...

nesse mercado, mercado de sucessão de empresas. Ela falou um número mais ou menos, eu acho que 85, 87% das empresas em Portugal são empresas familiares. Muito bem. Então, o português, eu não gosto de generalizar, eu não gosto de falar assim, o português é assim, ou o brasileiro é assim, porque é muita gente, né? Falar o português é assim, são 10 milhões de pessoas, o brasileiro é assim, são 200 milhões, tem muita diferença.

mas pelo menos as pessoas que eu tenho conhecimento... É uma cultura um pouco diferente. Ok, ok. O brasileiro é um pouquinho mais aberto a inovações. Apesar de eu sentir que Portugal, eu não sei se tem uma impressão minha, mas os portugueses, por exemplo, mais viajados, eles têm uma cabeça um pouco diferente, uma cultura... Já foram experimentar beber água em outros lugares, então eles já trazem uma experiência de fora também.

Sim, eu tenho grandes amigos que são empresários, mas é justamente esses que foram para outros lugares. Eu tenho um grande amigo meu que é empresário, hoje tem uma empresa super famosa aqui em Portugal, ele veio da Venezuela, ele morou um tempo na Venezuela e veio aqui para Portugal. Então, sim, quem já foi para fora, já conheceu outras culturas, acaba tendo uma mente um pouquinho mais aberta, mais exposta a novidades. Olha, conta para nós aqui, então,

falando ainda sobre empresa, nós vamos passar para outros setores. Claro, vamos lá. Qual é o case que você teria para nos contar ou mais atual ou que você tem mais feito para quem estiver te vendo, depois ouvindo em forma de podcast, possa entender como você poderia somar na empresa dessa pessoa?

Bom, vamos lá. O que eu tenho mais trabalhado atualmente é um pouco da minha metodologia que eu desenvolvi para a gestão de empresas. Eu chamo de quatro P's, que é plano, processos, pessoas e performance. Então, isso é o que eu... Fala de novo. Plano.

Processos, pessoas e performance. São os quatro pilares fundamentais para você conseguir estruturar muito bem uma empresa. É uma metodologia já validada. Metodologia já validada. É o que vai dar certo. E aí, assim, atuando com... O meu negócio está muito focado, basicamente, em pequenas e médias empresas.

principalmente nessas pequenas e médias, eu costumo levar muito à prática. Então, assim, quando a gente fala de plano, o que é o plano? Plano é basicamente aonde você quer chegar com a sua empresa. Eu não gosto de complicar muito. Tem gente que fala de planejamento estratégico, vamos fazer X planilhas, planejamento com 10 páginas. Eu não gosto muito disso, eu gosto de facilitar. O que é mais importante para pequena e média empresa?

Então é assim, aonde você quer estar e como que você vai fazer para chegar lá. Basicamente esse é o plano. Então eu gosto de facilitar muito. Isso é o que eu mais tenho feito atualmente.

Isso se aplica, lógico, também para grandes empresas, para multinacionais. Para grandes empresas é de uma forma um pouco mais estruturada, é diferente, porque você já tem vários departamentos, você já tem que vender para um diretor, para o diretor passar em cascata para as outras pessoas. Agora, quando a gente atua com pequenas e médias empresas, é o próprio empresário mesmo que tem que fazer isso acontecer. Cláudio, mas quando você fala dessas soluções, você conseguiria trazer para nós aqui,

talvez duas ou três dores que a empresa tem que ter para pensar em fazer uma consultoria? Por exemplo, hoje eu tenho muitos casos de empresários que não conseguem sair das suas operações de jeito nenhum, senão a empresa trava. Então, é aquele caso clássico, que a pessoa viaja, mas ela tem que ficar com o celular, porque o celular vai ficar tocando.

a todo momento, e a pessoa não vai conseguir se libertar. O que acontece muitas vezes? Aí a gente tem que fazer um diagnóstico, mas alguns casos é em função da pessoa não conseguir delegar. Que até foi um pouco do...

daquela palestra que a gente fez no Selegacy. A pessoa não consegue delegar, ela tem um apego muito grande, ou um ego, ou então não sabe estabelecer processos para a sua empresa. Então, ela não consegue transferir aquilo que ela sabe para outras pessoas. Engraçado isso porque... Desculpa, eu te interromper. Muita gente fala do ego, e eu também acho que pode ser.

mas às vezes não é mesmo, às vezes é porque a pessoa não sabe delegar, ela nem tem essa noção de como seria o processo ela automatizou tanto aquilo dentro dela, que eu sei eu fazer agora eu explicar para outra pessoa e a gente acha que a pessoa não vai ser nem tão bem feita como a gente que não é possível e às vezes uma pessoa até faz melhor então é que assim, acho que tem um passo anterior até em função disso, que é assim, muitas empresas nascem como? Como um autoemprego daquele empresário e aí e aí e aí e aí e aí

Então, não é que ele abriu uma empresa, é que ele quis abrir alguma coisa e ele foi lá e começou a fazer. Era aquela necessidade dele. Era aquela necessidade dele. Então, a empresa virou ele.

Então tem isso também. Então é aquela dificuldade. Esse é o meu trabalho. Como é que eu vou deixar que a outra pessoa faça o meu trabalho? Essa pessoa não vai ser capaz. Ela não vai fazer com a mesma qualidade. Ela não vai fazer do jeito que eu faço. E é engraçado que eu já atendi vários empresários que sempre caem na mesma coisa. Ah, eu quero que as pessoas sejam iguais a mim.

É engraçado isso. E você fala, cara, não existe pessoas iguais a você. O que você faz é totalmente distinto. Tem pessoas que podem fazer igual, melhor ou pior. Agora, igual a você é muito difícil. É engraçado isso. É mesmo engraçado. Você acha que tem mais alguma dor que passa na sua cabeça que é fácil para o pessoal precisar do seu trabalho?

Uma outra dor que eu tenho sentido é com relação a posicionamento de mercado. Eu acho que tem algumas empresas que acabam se perdendo.

E aí, assim, deixa eu trazer de forma mais clara o que seria posicionamento. Posicionamento é, mais ou menos, você ocupar uma cadeira na mente do seu cliente. Imagina o seguinte, se eu perguntar para você, Eric, me fala um restaurante aconchegante. Com certeza você vai ter lá na sua mente um restaurante que você atribuiu aquela cadeirinha de restaurante aconchegante.

Muitas empresas têm essa dificuldade de se posicionar corretamente na mente do seu cliente. Então, assim, eu quero ter uma empresa que a minha empresa seja de melhor qualidade. Como é que eu me posiciono desta forma?

Dentro da mente do meu cliente? Como é que eu mostro para ele que eu sou de qualidade? Ou então, como é que eu mostro para ele que meu produto é barato? Percebe? Então, eu tenho sentido muito isso. Essa dificuldade de posicionamento. Às vezes, a pessoa acha que ela está cobrando pouco, ela acaba cobrando mais. Só que ela cobra mais sem se posicionar corretamente na mente do cliente. E parece que não vale aquele valor.

Então, a pessoa não atribui aquele valor para a empresa dela. Então, tem essa dificuldade também. De como que eu me posiciono? E aí, envolve uma série de fatores. A gente está falando, basicamente, de marketing ali, né? Marketing, divulgação, posicionamento, segmentação, enfim, uma série de fatores.

Boa. Cléber, vamos misturar os temas aqui para a gente falar da vida pessoal também. Só aqueles segredos que você me disse que não queria contar. Mas como nós não combinamos nada, e agora falando sério, o que você aprendeu sobre ser empresário e pode não ter aprendido nada, tá? Com o seu pai e com a sua mãe. Tem algo que você trouxe lá de trás? Ah, não. Não. Com os meus pais de empresário, não. Muito pelo contrário, assim.

Aprender o que não fazer Então, minha mãe era Altamente

Contra não, mas é aquela coisa, aquela cultura muito antiga, você vai trabalhar numa empresa e vai crescer, vai ser supervisor, vai ser gerente até alcançar um cargo de chefe. Era aquela coisa. Aliás, eu sou da região do ABC Paulista, onde tem todas as indústrias automobilísticas, o sonho de qualquer mãe vai ali era que o filho fosse para a indústria automobilística, se tornasse... Porque eu sou da mesma região. É, então...

O sonho da minha mãe é que eu trabalhasse na General Motors. Então, basicamente, não tinha lição sobre empresário. Imagina, não tinha. Eu é que fui o rebelde. E, aliás, parece que tem essa... Você que estuda aí de comportamento, falam que sempre tem um filho que quer ser contra o preceito da família. Quebra mesmo o sistema, vai para um lugar.

E acaba que depois as outras gerações, os filhos, os netos, começam a ter essa possibilidade também, porque você quebrou um padrão. É, exatamente. Você foi fora da curva, então. É, eu fui totalmente contra. Tu é casado com uma pessoa que eu conheço pouco, mas a Fernanda tem uma...

uma energia de negócio que é brutal. Eu vejo os vídeos dela apresentando as casas e o pouco que eu convivi com ela, eu fico pensando sempre que são duas energias fortes. Você trabalha com empresa, ela também trabalha com pessoas e vocês estão muito ali. E com ela, com certeza, pode não ter aprendido com os pais, mas nessa relação, houve um aprendizado com a esposa em relação a isso.

Então, o mais engraçado é que a família da Fernanda, o pai dela é um empresário há muitos anos. Ela nasceu com um pai empresário. E ela, durante muitos anos, não quis ser empresária. Muito pelo contrário. Ela sempre foi meio que contra ser empresária. E aí, o mais engraçado foi que ela se baseava muito em mim. Ela falava, pô, é interessante como você tem coragem de empreender.

Porque eu não teria essa coragem. Mas ela já tinha o bichinho dentro dela, da família, né? Então você ativou aquilo nela. Então, eu não sei se foi eu. Talvez eu acho que tenha sido a situação, principalmente quando a gente veio aqui pra Portugal. Porque ela sempre trabalhou em empresas e ela sempre foi uma pessoa que gostou muito da questão da segurança.

Eu não quero também falar tudo a respeito dela, que depois talvez você possa convidá-la para uma live, seja interessante ela falar da vida dela. Mas eu sempre percebi que ela preferia mais a segurança.

E aí depois, a nossa vinda para Portugal é que fez com que ela fosse... Acho que foi atirada, sabe? O universo também, de vez em quando, ele fala assim, eu acho que você daria certo nisso, então vai. Aí ele te empurra, porque um pouco antes da gente sair para o Brasil, várias coisas foram acontecendo para que a gente viesse mesmo e viesse assim.

com o nosso plano de estrutura, mas a gente não tinha um emprego, nada seguro aqui. A gente veio para construir. O Feministado foi conduzindo ali. Foi construindo para se transformar nisso. E é engraçado, porque ela falava para mim, ela falava, eu gosto dessa sua energia de empreendedor, mas eu não sei se eu teria coragem. E hoje ela é mais até empreendedora do que eu. Aí hoje ela me puxa de vez em quando.

Isso é muito legal, isso é muito legal. Olha, e tem algum modelo que você olha assim, que você se inspira? Ou um player muito conhecido, ou alguém que ninguém nunca ouviu falar também, que você olha e fala assim, caramba, isso aqui é o modelo...

que você leu em algum livro ou que você se espelha para você continuar fazendo esse trabalho nas empresas? É que eu pego vários modelos e vários pedaços de várias empresas que eu fui tendo a oportunidade de trabalhar junto.

Então, por exemplo, método de gestão, método de gestão da Ambev funcionou muito bem, quando eles entravam nas empresas, dava aquele choque de gestão. Ao mesmo tempo, esse método também em algumas localidades não foi muito bem visto.

Eu tenho vários exemplos de empresários que eu já fiz consultoria. Então, eu vou pensando várias coisas. E mesmo de empresários pequenos, às vezes que eu faço mentoria, consultoria, eu vou sempre pensando alguns ensinamentos, sabe? Tem aquelas pessoas que eu vejo que são atiradas, são mais arrojadas. Eu vou pensando assim, eu não tenho um modelo.

Eu não falo assim, essa pessoa eu queria ser igual a ela, sabe? Porque eu acho que todos os modelos também têm pequenas nuances que poderiam ser... Você pega do todo um pouco do melhor de cada lugar que você está ali. É, exatamente. Tem coisas, por exemplo, tem vários modelos de gestão americano.

Amazon, tem várias coisas que eles fizeram que são fantásticas, mas elas não são replicadas para todos os lugares do mundo. É verdade. Tem muito sistema americano que não funciona em alguns países, por exemplo. Que é do americano, né? É, exatamente. Então você tem que ir pensando. Eu gosto de ir pegando. Eu gosto de entrar, quando eu entro na empresa mesmo, eu gosto de...

de conhecer muito a cultura. Eu já tive tanta lição, isso que é o mais rico do meu trabalho e que é o que me move. Sabe, você entrar numa empresa e, de repente, ouvir as histórias das pessoas sobre o fundador da empresa, sobre o que ele construiu ou como construiu, qual foi a visão dele para construir aquilo. É muito interessante. Eu nunca me esqueço uma vez que a gente fez um projeto para uma...

Uma drogaria. Drogaria, lá no Brasil, é rede de farmácia, farmácia grande. E era uma rede gigantesca, que hoje está na faixa dos bilhões em faturamento. E eles comentavam, os funcionários comentavam sobre a visão de um dos diretores lá, que era um dos fundadores, que o diretor chegava em cada loja, pegava os funcionários, tirava os funcionários da loja, falava, vem cá, vem aqui para fora.

Olha com o olhar de cliente entrando na loja. O que é que você está vendo? Qual é a sua percepção? Se você fosse um cliente, o que é que você veria? Percebe? Então, assim, são essas histórias, são esses ensinamentos que eu busco captar.

e falar assim, eu vou aplicar. Porque você nunca vai conseguir ter um modelo totalmente redondo para a realidade, sabe? Então, eu vou pescando essas lições para serem aplicadas nos lugares. Eu adorava quando eu dava mentoria para profissionais de hipnose, eu adorava fazer as pessoas tentarem na cadeira.

passar pela recepção e olhar. E às vezes eu falava, você está vendo o lado de cá, mas se você sentar desse lado, você está vendo a parede suja, a cortina que não está boa, aquele objeto que não deveria estar ali. Tem umas coisas que são a planta que está morrendo. Como é que você vai se tratar com alguém que está morrendo? É exatamente isso. Essas coisas são absolutamente importantes. Numa escala, quando você vai olhar para isso, o quanto você acha que é importante a cultura dentro da empresa? Dez.

10, 10, 10. Empresa que não tem cultura, sempre falo, empresa que não tem cultura, é engraçado, eu gosto de relacionar assim com os cães, né? Eu tenho três cães aqui, eu estudo bastante sobre cães. Qual que é a raça deles? Tenho dois schnauzer e uma vira-lata, uma rafeira. E os cães, eles atuam como matilha.

e eles vão sempre atrás de um líder. Então, para criar cão, você tem que ter uma liderança forte. E eu gosto de relacionar isso com a empresa também. Todos os funcionários da empresa vão sempre olhar para alguma liderança. Isso é meio que natural. E se a empresa não tem uma cultura forte, não tem uma liderança forte, eles vão olhar para alguém que tenha essa liderança. E pode ser um dos funcionários.

que pode não ser um funcionário muito bom. Então, eles vão pegar... É comum, às vezes, a empresa ter uma cultura que é de algum funcionário que exerce uma liderança ali.

Isso é péssimo, porque a empresa deixa de ter cultura. Percebe? Então, cultura é 10. O empresário que quer ter sucesso, quer ter uma empresa de sucesso, ele tem que implementar uma cultura 100% forte, a cultura dele. Senão, a empresa dele não vai ter a cara dele. E como é que ele faz isso? Ele vai olhar para o quê? Para os valores? O que soma a cultura? A ética, a missão da empresa?

essa somatória para resultar na cultura. E a gente vai para um ramo que é gigantesco, mas basicamente... Resumo. É assim, são os valores da empresa, e aí quando eu falo de valor, não é aquilo que se escreve. Eu vejo muita empresa falando que o valor é transparência, é integridade, é blá, blá, blá. Essas palavras bonitas não significam...

Bosta nenhuma, desculpa o perdão da palavra. Porque no final, o que vai funcionar, o que vai delimitar ali o comportamento, vão ser as ações. O que a empresa realmente valoriza? Então, os valores estão muito mais ligados ao comportamento. O que o empresário valoriza? E o que ele faz? Então, é transparência, tá bom. Mas ele é 100% transparente com os funcionários?

Se ele for 100% transparente nas relações dele, aí sim pode se transformar num valor. E principalmente comportamento. São aquelas ações do dia a dia. Isso vai se transformar em cultura. As pessoas olham não o que você fala, mas sim o que você faz. Isso é uma verdade. Para criar filho, não adianta a gente ficar falando. A gente tem que fazer. Porque o filho vai imitar exatamente o que a gente faz, não o que a gente fala.

Então, a cultura da empresa é isso. É um conjunto de um monte de coisa, mas principalmente daquilo que o empresário faz no dia a dia. Ok. Eu também acho que é legal falar disso, porque às vezes as pessoas usam nomes tão elegantes e tão bonitos, mas que é mais para mostrar lá para fora, e a pessoa entrar e falar, uau, essa empresa tem uma cultura, mas aqui dentro não existe cultura nenhuma, existe uma grande bagunça.

e depois as pessoas não entendem. Tem tanta cultura e não tem tantos resultados, mas é porque não tem, na verdade, cultura. É, mas no final as pessoas estão falando mal do outro, estão processando a empresa, estão se matando. Putz, já vi tanta coisa acontecer que é feio. Acaba sendo um pouco muito complicado. Olha, me fala uma coisa. Você falou de exemplo.

O que é ser pai para você? Aqui nós vamos de uma ponta a outra, tá? Vai, eu tô percebendo. Cara, eu acho que é um grande aprendizado e é uma grande lição justamente disso que eu acabei de falar. Sobre o exemplo que você vai dar e não sobre o que você vai falar. Desde que eu quis ter filho, eu sempre soube que eu ia errar. Você já teve medo? Eu ia perguntar isso. Você já teve medo de fracassar como pai ou teve uma atitude que você pensou, que você achou, putz.

Porque não veio o manual de instrução, né? Na sua época não tinha ainda, né? Manual de instrução.

Já, já, várias vezes. Várias vezes. Assim que a gente engravidou, já falei, ixi, e agora? Como é que vai ser? É uma vida nova. O que eu faço? É uma vida nova. Tudo que eu falar, eu vou ter que pregar. E aí eu acho que é interessante. Eu vou contar aqui um caso que aconteceu comigo que eu fiz uma... Uma vez eu fiz uma maratona. Não sei se eu já te contei, mas eu já corri duas maratonas na minha vida.

E numa delas, eu estava me preparando pra caramba e a gente foi pra Berlim.

Fui fazer a maratona na Alemanha. E lá no meio da viagem, a minha filha, ela fez alguma coisa. Sabe aquela coisa de adolescente, assim, que estava com preguiça? E aí eu dei mó lição nela. Falei, filha, você não pode ter preguiça, você tem que encarar os desafios. Olha eu aqui, eu me preparei, eu corri para encarar o desafio e tal.

E aí, depois de eu ter dado todo aquele sermão nela, no dia seguinte eu fui correr. E no quilômetro 10, eu comecei a sentir muita dor no pé, comecei a passar mal. E aí eu só pensava naquele contexto, dando bronca nela, falando para ela. Como é que eu volto agora e falo para ela?

Aí, você acredita que eu terminei a maratona justamente porque eu falei, não, se eu dei todo aquele exemplo, agora eu vou ter que fazer. Então, assim, o ser pai é justamente isso. O que eu falar, eu vou ter que fazer. Eu vou ter que ser o exemplo para que as coisas aconteçam. Foi uma força extra que você veio buscar.

Exatamente. Porque, assim, você não... Errar, eu sempre soube que eu ia errar. Mas a gente sempre se força a fazer o melhor. Kleber, tem uma frase que eu falo muito, e eu gosto muito de falar ela, que é nenhum sucesso profissional justifica um fracasso familiar. Como é que você encara isso quando faz consultoria ou mesmo dentro da sua casa e nos negócios de vocês?

Como é que tu encara esse lance de... Às vezes, nós estamos aqui no pique de trabalhar, de fazer, de querer acontecer, e vamos deixar na casa de lado, o sexo de lado, o amor de lado. Às vezes, nós estamos tão pilhados que temos que falar com o cliente naquele momento, 11 horas da noite, a esposa está do lado ali, ou a filha já foi dormir, nem teve aquela tensão. Eu acho que isso acontece com todo mundo, né? Aqui em casa não acontece, porque eu sou muito desesperado. Acontece em todo lugar. Agora, como é que tu encara isso para a tua vida...

porque você também tem um pouco de desenvolvimento pessoal ali no que você faz, né? Como é que você vende essa ideia ou entrega essa ideia para um empresário, talvez que seja absurdamente louco por trabalho? Mas eu queria saber primeiro na sua vida. Tá. Então, tem aquela história que, assim, atrás de um CNPJ sempre tem um CPF. E tem quem fala, não existe CNPJ forte com CPF fraco.

O pessoal de Portugal acho que não sabe o que é CPF, mas é o nosso cartão de cidadão, o número fiscal. Eu gosto muito, gosto muito não, eu preconizo muito a família, até mesmo porque a gente trabalha para quê?

principalmente para a gente poder desfrutar de um tempo com a família, ou ter uma família mais próspera, então eu sempre penso o seguinte, se eu posso aproveitar hoje, por que eu vou me esforçar um pouquinho mais hoje para aproveitar amanhã?

Então, não sei se eu estou me fazendo entender assim. Eu sempre preconizo muito a família. Independente, tem cliente, tudo. Eu acho que a gente tem que sempre colocar na mente que o cliente, às vezes, ele pode esperar um pouquinho, mas a nossa família é mais importante, porque é o que vai dar o nosso alicerce.

No final da vida, se você tiver algum problema de saúde, quem vai estar do teu lado vai ser a sua esposa ou o seu marido, não vai ser o cliente que você atendeu no domingo. E na sua casa, quem cobra mais essa atenção puxar para a família? Você ou Fernanda? Ou não tem isso? Não, eu puxo mais. Eu puxo um pouquinho mais. Se ela trabalha mais.

É, a Fernanda é um pouquinho mais workaholic e eu tento mostrar pra ela que a nossa vida também tem que ter os nossos momentos de família. Às vezes, se você deixar um momento de família passar, aquele momento não volta. Eu entendo o total, como é que se diz, a importância do trabalho. Nunca deixo de trabalhar também. Você tem que trabalhar no sábado, enfim. Já passei vários sábados trabalhando. Mas...

Em termos de valores, eu preconizo muito a família. Ok, legal. Isso é muito legal. E como é que você traz isso para dentro da empresa quando você percebe que o cara só quer trabalhar?

Você se mete nisso ou... Não, não é minha área, não vou falar sobre isso. Então, depende da abertura que o empresário me dá. Tem empresários que acabam dando um pouco mais de abertura, tem empresários que não. É que assim, quando você percebe, quando a pessoa é muito workaholic, mesmo ele não dando abertura, você tem que falar. Porque essa questão do seu workaholic também, às vezes, acaba atrapalhando a empresa.

Então, tem empresário que é muito focado ali no trabalho, que quer ficar lá 24 por 7, só que nem todas as pessoas estão na mesma página que ele. Então, ele tem que entender isso. E, às vezes, esse 24 por 7 acaba prejudicando as demais pessoas que estão no trabalho com ele. Então, nem todo mundo está determinado a trabalhar 24 por 7 como empresário. O Kleber, indo aqui já para um... Caminhando aqui pelo horário para o nosso final,

Se eu te perguntar uma coisa agora, que é uma curiosidade que eu quero trazer para todo mundo que eu trouxe aqui, eu quero trazer, não todas, mas essa pergunta específica. Eu acho que o mundo está vivendo, mas é a minha percepção, um momento muito louco, é guerra num lugar, guerra no outro, é briga, pai que mata filho, coisas que eu não sei nem se pode falar aqui, mas são absurdos, incríveis, que às vezes eu acho que muitas dessas coisas já aconteciam, mas não chegavam nos nossos ouvidos, agora a internet potencializou.

Então, isso chega muito mais rápido para a gente. Como é que você, Kleber, pessoa individual, como você é o Lincolente CPF, você é pessoa física, olha para o mundo e percebe a insegurança que nós estamos vivendo? Que tipo de mundo está ficando para a sua filha?

E, dentro disso, o quanto o Kleber acha, sinceramente, que está contribuindo para o mundo melhor? Não para a sua família, mas para o mundo melhor mesmo. Acha que falta você contribuir mais? Está consumindo o suficiente, em excesso? Como é que você enxerga isso? Tem um ponto interessante dessa pergunta que você falou. Que mundo que eu estou deixando para a minha filha? Às vezes, eu me preocupo. Que filha que eu vou deixar para o mundo?

Também. Eu tenho essa preocupação. Uma das coisas que eu mais me preocupo na educação da minha filha é que pessoa que eu quero deixar para o mundo. Eu acho que se cada um tiver essa preocupação, o mundo vai acabar sendo um pouco melhor. Percebe? É a questão do exemplo. Lembra que eu falei do...

O exemplo é o que vai arrastar. Se eu pego o papel e jogo fora, minha filha vai olhar e vai jogar fora. Se outras pessoas fizerem, é aquela velha história, né? O certo é certo, mesmo que ninguém esteja fazendo. O errado é errado, mesmo que todo mundo esteja...

esteja fazendo. Essa questão do mundo, cara, eu vejo que, assim, a gente está passando por uma grande transformação, mas eu não sei se é tão diferente das transformações que já existiram. O que eu cada vez mais prego e vivo e tento passar para quem eu conheço é, assim, se cada um fizer pelo menos a sua parte...

mesmo que o resto esteja errado, as coisas vão melhorando, ou pelo menos a sua vida vai melhorando, ao redor de você vai melhorando. E aquilo vai atingindo cada vez mais pessoas.

Eu lembro do filme A Corrente do Bem, que era aquela... Eu faço bem para uma pessoa, então essa pessoa vai fazer para outra. Sabe? Eu sei que é um pouco... É um efeito multiplicador. Eu sei que é um pouco romântico, mas o que eu busco deixar para o mundo é justamente isso. Eu tento trazer o máximo de conhecimento, compartilhar. Estou sempre compartilhando coisas que possam ser interessantes.

A minha atitude de ser consultor, de querer ajudar empresas, não é só visando o lucro. Eu sempre busco a melhoria, e principalmente melhoria das empresas, que vão ajudar outras pessoas. Eu vejo o mundo crescendo muito mais se as empresas crescerem cada vez mais. Eu não enxergo o empresário, por exemplo, como vilão. Eu enxergo como pessoas que vão sustentando essa economia. Então, a minha parte eu faço nesse sentido.

Entendi, obrigado. Sua resposta foi muito boa. Olha, outra coisa. Quando você fala em espiritualidade, que é um assunto mais delicado, responde só se você quiser. Claro, claro. Porque eu sei que você vai querer. Tô brincando. Quando você olha pra isso, como é que você encara a tua vida? Tu acha que tu é um... Eu não sei se eu já te perguntei isso também, se você acredita em Deus. Eu acho que já. Sim. Acho que foi até na Suíça.

Mas pronto. Se você acredita em Deus, ou como você olha para essa parte espiritual, como é que tu vive isso? Isso é uma coisa que está impregnado em você, faz parte de você? Ou é algo que, de vez em quando, quando você precisa, fala Deus, por favor, me ajuda? Não, faz total. Eu não gosto muito de misturar religião. Eu creio em Deus.

E gosto de usar Deus como uma energia que está em tudo e está em todos. Então eu acredito muito nisso. Eu não gosto de ficar culpando, sabe? Ah, isso foi culpa de determinada coisa.

Então, eu vejo a espiritualidade extremamente importante na nossa vida, mas é essa espiritualidade de estar conectado com um sagrado superior, com uma energia que existe ali superior, governando sobre tudo, sabe? Sem religião. Eu também não gosto muito de falar de religião.

Uma conexão com o cara lá de cima, como eu falo. Com uma energia maior. É o sentir, por exemplo. Tem um... De vez em quando, eu e a Fernanda, às vezes a gente sai para caminhar aqui próximo.

e eu gosto, tem uns passadiços aqui, que tem um rio, às vezes a gente fica ali e se conecta com a natureza. Você pode chamar de Deus, o outro pode chamar de universo, o outro pode chamar de qualquer coisa, mas eu acredito muito nisso, é se conectar com o sagrado, porque eu acredito que existe um sagrado por trás de tudo isso. Por que as coisas acontecem, tudo existe esse sagrado.

E eu gosto muito de me conectar com isso.

Muito bom, muito bom. Sem ficar entrando muito na religião, porque eu acho que agora... A paranoia, né? É, eu não sei. As pessoas estão muito... Está muito flaflu, sabe? Aquela coisa de... Ou é azul ou é vermelho. Então, eu prefiro não ficar nomeando coisas. Eu, particularmente, gosto muito de Deus e eu falo de Deus. De outro dia, eu falo de Deus numa live. Alguém me falou assim, como alguém fala de Deus e tem um Buda em casa?

e um Buda, e eu não lembrava que atrás tem um Buda, e eu pensei, mas isso é só o Buda, qual é o problema? Eu não estou entendendo, eu não posso ter um Buda em casa agora, falar de Deus eu não posso ter outras coisas, isso é imoral, e eu penso, uau, é imoral a pessoa não cuidar da vida dela, às vezes, mas as pessoas não sabem o que está dentro de nós, dos nossos sentimentos, e acham que para você fazer uma coisa você não pode fazer mais nenhuma outra coisa, só que ele acabou.

Não, exatamente. E uma coisa interessante, porque quando você começa a estudar as religiões, eu gosto muito de estudar, eu gosto muito de pesquisar várias coisas. E você percebe que, no final, todas as religiões falam basicamente a mesma coisa. Elas só têm uma linguagem um pouco diferente, entendeu? Uma pode chamar de Deus, outra pode chamar de Alá, outra pode... Sei lá, enfim, qualquer nome.

mas a linguagem é sempre universal. Ela está sempre falando, faça o bem, ame você próprio primeiro, cuide de você, olhe pelo próximo, faça o bem. Então, enfim, a gente não precisa ficar entrando no mérito religião, mas pode sim praticar o que isso nos ensina. Ok.

Conta uma coisa, para finalizar isso aqui com uma chave de ouro mesmo, o que você deixaria... Vamos lá que o papo está bom. Está bom, eu falei que ia dar conversa esse papo. O que você traria aqui como uma... O que você, se você pudesse, imagina que essa fosse a sua última... Falar assim vai ficar estranho, sua última gravação, não. Se você fosse deixar uma gravação, porque isso aqui vai ficar para as outras pessoas.

Qual era a mensagem que você poderia deixar aqui, mas que está ligada à sua experiência de vida até agora, do zero à sua idade atual, que você fala assim, caramba, se eu tivesse que dar um ensinamento para alguém que fosse um estranho, não da sua família, eu falaria assim, faça isso ou não faça isso e o porquê. Porque é muito importante, porque todos nós, o mapa não é território, como diz a PNL, e cada um de nós carregamos o nosso mapa.

Deve existir, eu acredito que exista dentro do Kleber, algo muito forte que o Kleber pode falar assim, olha, se eu tivesse que ensinar só uma coisa, seria essa. Qual seria essa? Se é que você consegue pensar assim, que vem aqui, bate aqui dentro, você fala...

Eu acho que eu deixaria essa mensagem para o mundo. Se eu tivesse que escrever ali por uma cápsula, qual seria a mensagem que você deixaria para o mundo? Agora, você me falou, vem uma frase que eu sempre falo para a minha filha, por exemplo, quando ela fala, eu não sei o que eu quero ser. Eu falo, filha, pouco importa. O importante é, o que você definir ser, seja muito boa. E coloque coração e intenção naquilo que você está fazendo. É simples assim.

Ah, tal coisa não dá dinheiro. Cara, pode dar sim. Se você colocar coração, intenção e for boa naquilo, pode dar dinheiro. Ou vai dar o suficiente para você viver muito mais feliz do que se você ganhasse mais fazendo alguma outra coisa. Então, a sua experiência diz que a intenção e colocar o coração nas coisas é o que realmente nós deveríamos fazer.

E ser muito bom naquilo que você faz, naquilo que você se propõe a fazer. Coloque tudo, tudo o máximo que você puder. Entende? Se você quer ser terapeuta, cara, seja o melhor terapeuta. Coloque o coração na terapia, estude, ame a pessoa que você vai dar terapia, se interesse. É isso, assim. É colocar essa vontade. É intensidade.

Boa, tá bom. Essa é a grande missão. Kleber, obrigado por você ter cedido quase uma hora para a gente estar aqui e ter falado um pouquinho de cada coisa. Eu acho que isso é muito legal. A nossa ideia aqui é que...

temos lives segunda, quartas e sextas, às sete da manhã, onde eu falo sozinho sobre liderança. Terças da noite eu vou trazer um convidado para dar conversa mesmo, das mais diversificadas, para fazer as pessoas pensarem que o mundo está um pouco chato, na minha opinião. Às vezes eles só querem trazer um tema, um tema, um tema, e tem que dar conversa aqui. Nas quintas-feiras eu e Sheila fazemos aqui um papo terapêutico que já é mais voltado ali, mais específico.

para uma terapia. Foi muito bom falar com você. Depois eu gostaria que, depois que a live tivesse, você puder nos comentários colocar ali o seu nome, seu WhatsApp, o seu YouTube, alguma coisa, porque as pessoas vão ver, e eu gostaria muito de ter isso. Depois isso vai para quase 50 plataformas de podcast amanhã, e quando a minha equipe colocar, eu vou pedir para colocar lá também o seu telefone, para que se alguém puder te recomendar.

Eu já te recomendo, porque eu já sou fã de carteirinha, e sei o talento que você é como homem, como empresário.

como pai, como marido, mas acho que as pessoas também podem comprar essa ideia aqui. Claro que estou falando isso, porque o Kleber me pagou mil euros.

É brincadeira, porque realmente eu admiro você, já te vi em palco, já viajamos juntos, e eu sei que você tem um coração muito legal. E uma coisa que mexe comigo, às vezes, que eu tive com você, é que você tem uma paz muito grande para transmitir as coisas. Então, o cara que fala, do jeito que você está aqui agora, você é no dia a dia e fala, e transmite, entrega, e a gente sente essa paz também, e a gente fala, que bom estar aqui. É uma coisa que a gente quer estar mais junto.

Obrigado por você ter. Obrigado, Eric. A recíproca é verdadeira, é a mesma. É muito bom estar com você, conhecê-lo melhor na viagem, que a gente pôde conversar, pôde estar mais juntos. E adorei essa iniciativa de live, conversar, as histórias das pessoas têm muita coisa atrás. Também acho. Tem paz às pessoas no final.

Queridão, beijo no seu coração. Valeu, obrigado. Obrigado. Até a próxima. Valeu, obrigado. Tchau, tchau.