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A mais política das Copas do Mundo

11 de junho de 202633min
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Convidados: Guga Chacra, comentarista da Globonews, da TV Globo, da CBN e do jornal O Globo, e André Rizek, editor-chefe e apresentador do Seleção Sportv e Fechamento Sportv. O Mundial de futebol que começa nesta quinta-feira (11) tem dois ineditismos: será disputada por 48 seleções (eram 32 até a última edição, em 2022) e terá três países-sede (EUA, Canadá e México). Durante pouco mais de um mês, milhões de pessoas irão aos estádios para participar da maior festa esportiva do mundo. O problema é que muita gente está enfrentando barreiras de duas ordens: financeiras – os ingressos são também os mais caros de todos os tempos – e políticas – sob a administração Donald Trump, os EUA estão dificultando a entrada de torcedores e até de atletas e delegações que disputarão a Copa do Mundo. Dentro de campo, o Mundial deve marcar o fim da Era Messi e Cristiano Ronaldo, e a Seleção Brasileira busca vencer as desconfianças para levar o hexa – o Brasil foi penta em 2002 e é o único a ter cinco títulos até hoje. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois jornalistas que falam diretamente dos Estados Unidos. Primeiro, Guga Chacra fala sobre o clima político nos EUA e explica a relação entre Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump. Depois, André Rizek faz a análise esportiva da Copa do Mundo: quem são os favoritos e o azarões, e quais são as chances do Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti.
Participantes neste episódio3
N

Natuza Nery

HostJornalista
A

André Rizek

ConvidadoEditor-chefe e apresentador
G

Guga Chacra

ConvidadoComentarista
Assuntos6
  • Contexto esportivoFavoritos ao título · Prateleira de favoritos (França, Espanha, Argentina, Portugal) · Prateleira abaixo (Brasil, Alemanha, Inglaterra) · Potenciais surpresas (Holanda, Noruega, Japão, Equador) · Brasil como desafiante · Carlo Ancelotti como técnico · Mudança geracional na seleção brasileira · Vinícius Júnior como possível craque
  • Geopolítica e futebolBarreiras políticas de entrada nos EUA · Donald Trump · Gianni Infantino · Relação FIFA e Trump · Política imigratória xenófoba · Cotas de ingressos para torcedores iranianos · Vistos de turismo suspensos
  • Campeonato Brasileiro de FutebolBusca pelo Hexa · Perda de brilho como favorito · Impacto do 7x1 · Apostar em técnico estrangeiro (Carlo Ancelotti) · Neymar e sua condição física · Estevão (lesionado) · Hendrick como surpresa
  • Expansão da Copa do MundoAumento para 48 seleções · Efeito político e econômico · Novas economias ricas e futebol · Vagas para África e Ásia · Evolução do futebol mundial · Disparidade entre seleções
  • Venda de ingressos para Copa do MundoIngressos mais caros da história · Comparativo com Copas anteriores (94, 22) · Aumento geral de preços em eventos esportivos · Resale e oferta e demanda · Mudança no consumo de multimilionários · Impacto de comunidades locais em Nova York
  • Escócia na Copa do MundoTrês países-sede: EUA, Canadá e México · México como sede pela terceira vez · Copa da América do Norte · Maior parte dos jogos nos EUA · Candidatura de múltiplos países · Mudança no contexto da Copa
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?Voz A

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?Voz B

Sabe o que eu quero? Eu agora vou viver um momento especial, porque eu passei a Copa do Mundo inteiro chamando o Brasil. Começava com o Holodum, ouvia o ritmo do Holodum e ficava imaginando como estaria o Pelourinho, como estaria. Agora eu posso ver pela primeira vez, eu vou poder ver.

?Voz C

Eu vou poder ver a Bahia, vou poder ver o Rio, vou poder ver São Paulo, vou poder ver o Rio Grande do Sul, ver o Paraná, ver o Brasil inteiro, vou poder ver tudo.

NNNatuza Nery

Na Copa, eu quero estar com o meu povo. Esse foi o sentimento narrado por Galvão Bueno na gravação que você acabou de ouvir lá de 2002. Naquele ano, a gente conquistou o pentacampeonato mundial de futebol no Japão. Até hoje, 24 anos depois, o Brasil é o único penta. Que que você pensou assim, a primeira vez que o juiz apitou?

?Voz C

Ainda não caiu direito a ficha ainda que é campeão.

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NNNatuza Nery

Nem é preciso gostar de futebol para entrar nessa euforia. E a psicologia explica isso, tá? A Copa do Mundo não é apenas futebol. É um dos raros momentos em que milhões de pessoas pausam suas rotinas e nutrem a necessidade de estarem juntas. Além de assistir aos jogos, muita gente quer estar do lado do seu próprio povo. E isso se chama pertencimento.

?Voz C

Agora fica até difícil calcular, praticamente 4 quarteirões da Avenida Paulista tomados pelo povo vibrando.

NNNatuza Nery

Essa mesma torcida empurrou o Brasil para a final de hoje e agora comemora feliz, chorando, a conquista do penta. O penta que é só nosso. É só nosso. A Copa do Mundo tem este poder, o de transformar o "eu" em "nós". E assim, subitamente, estamos todos em campo. E ainda mais quando a gente olha para um país muito dividido. O valor disso fica muito maior. E essa é justamente a mágica de uma festa como a Copa. É claro que a euforia não é só nossa.

Nos outros países, ela tem cores diferentes. Este Mundial será o maior da história até aqui. 48 seleções. Bilhões de pessoas vão assistir pela televisão ao maior torneio esportivo do mundo. E milhões viajarão para o Canadá, para os Estados Unidos e para o México nas próximas 6 semanas. Ou pelo menos vão tentar. Porque essa Copa tem algumas barreiras. Barreiras econômicas. Nenhum ingresso sai por menos de R$4.000 e pode chegar a até 10 vezes isso em jogos mais importantes. Mas tem as barreiras políticas também.

?Voz E

Federação de Futebol do Irã diz que os Estados Unidos retiraram a cota de ingressos destinada aos torcedores iranianos. Ela correspondia a 8% dos bilhetes reservados para a torcida do país. Isso significa que muitos torcedores que já tinham planejado a viagem para acompanhar a seleção agora não conseguem acesso aos ingressos. E esse não é o único reflexo do conflito na Copa. Os jogadores do Irã receberam autorização para entrar nos Estados Unidos para treinar e disputar as partidas, mas não podem permanecer no país entre um compromisso e outro.

NNNatuza Nery

Você pode pensar: "Por que estragar toda essa diversão falando de política?" Ora, alguns dados para você: não foi só a seleção do Irã que foi afetada. O Haiti também está impedido de ter a sua torcida nas arquibancadas. Torcedores do Senegal e da Costa do Marfim, por exemplo, também têm pouquíssimas chances de conseguir estar lá, já que os vistos de turismo para esses países foram amplamente suspensos. Para você ter uma ideia, a administração Donald Trump chegou a exigir que torcedores de vários países pagassem um depósito de aproximadamente R$80 mil para entrarem nos Estados Unidos.

Essa medida, ao menos, foi revogada. E este que deveria ser o mais inclusivo Mundial de Futebol de todos os tempos, pelo número de países participantes, sob Donald Trump, tornou-se a mais política das Copas do Mundo. Da redação do G1, eu sou Nathuzaneri e o assunto hoje é: A mais política das Copas do Mundo. Neste episódio, eu converso com Guga Chakra, comentarista da GloboNews, da TV Globo, da CBN e colunista do jornal O Globo, e com André Rizek, editor-chefe e apresentador do Seleção EsporteV e do programa Fechamento EsporteV.

Quinta-feira, 11 de junho. Meu amigo Guga Chakra, essa Copa vai ser a maior edição já realizada, ampliação do número de participantes para 48 seleções. Novo formato da competição, objetivos políticos, econômicos na mira da FIFA. Me conta um pouco de como você tá enxergando essa Copa do Mundo.

GCGuga Chacra

Olha, Natuza, o aumento no número de participantes é algo que vem ocorrendo progressivamente. Até 78 eram 16 participantes na Copa do Mundo, em 82 aumentou para 24, e foi assim 82, 86 e 90. Eles ampliaram para 32 times. 32 e 16 é melhor Porque fica certinho, você não precisa fazer aquela repescagem para terceiro colocado, toda aquela complexidade. Então ficaram 32 times até a última Copa do Mundo. E a partir de agora passa a ser 48.

Por quê? Existe o efeito político em primeiro lugar, porque mais participantes, mais votos pro Infantino no Congresso da FIFA, tudo isso acaba valorizando. Mas tem também a questão econômica. Em primeiro lugar, você aumentando para 48 times, você abre espaço para economias ricas conseguirem se classificar, o que não aconteceu mas havia talvez a esperança de que a China, a Índia mais difícil, mas a China se classificar para a Copa do Mundo.

Eles foram em 2002, mas na época eles não eram tão ricos como hoje. Mas você tem uma seleção chinesa, os direitos de TV, claro que os chineses assistem a Copa do Mundo de qualquer maneira, mas é diferente quando você tem teu time. Então buscaram outras economias ricas, as do Golfo, por exemplo, o Qatar se classificou, Arábia Saudita também, que agora Arábia Saudita já é um pouco melhor mesmo, mas os Emirados Árabes ficaram fora.

Mas a intenção era ampliar para todos esses países, dar mais vagas para os países do continente africano, para países da Ásia. Então tudo isso acabou impactando nessa decisão de ter 48 times. E o futebol evoluiu bastante em relação ao que era em 78. Hoje você vê boas seleções em todos os continentes. O Japão é uma seleção que pode dar trabalho, como já deu em outras Copas. A Coreia do Sul, que já foi semifinal de Copa do Mundo em 2002.

A gente vê duas seleções africanas muito fortes, Senegal e Marrocos. Marrocos, que foi semifinal na última Copa do Mundo. Está no grupo do Brasil. Então hoje não era daquela forma como até 78, que se você colocasse 48 times, a seleção brasileira pegaria alguns e trucidaria, enfiaria 10 gols, 8 gols. Tomou de 7 a 1 da Alemanha, mas aquilo é um acaso. Mas seria muito uma disparidade muito grande, diminuiu essa disparidade. Mas claro que por ser 48, tem aquela questão dos terceiros colocados, né, Natuza?

Porque além dos 2 primeiros, se classificam os 8 melhores terceiros para ficar 32 na segunda fase. Então assim, é mais complicado para algumas pessoas entenderem. E também pode acontecer o que aconteceu com o Brasil em 90. No caso, o Brasil enfrentou a Argentina. Argentina, que se classificou em terceiro lugar da chave, acabou pegando o Brasil. Aquela jogada do Maradona para o Caniggio, o Brasil foi eliminado.

NNNatuza Nery

E essa história de ter 3 países sede? E não dá para ignorar o contexto anti-imigração, sobretudo nos Estados Unidos. Queria que você falasse um pouquinho sobre isso também.

GCGuga Chacra

É a primeira vez que tem 3 sedes. Em 2002 tiveram 2 sedes. A Copa foi no Japão e na Coreia do Sul na ocasião. Dessa vez, Estados Unidos, Canadá e México, Copa da América do Norte. Vamos colocar assim, aliás, o México é o primeiro país a ser sede de Copa do Mundo por 3 vezes, e eles tiveram o privilégio de em 70 ter o Pelé e em 86 ter o Maradona. Quer queira quer não, nessa Copa tem o Messi, e aí então os 3 maiores jogadores da história terão jogado uma Copa no México.

Não sei se a Argentina vai chegar a jogar alguma partida no México, mas enfim, foi organizado dessa forma. Claro que os Estados Unidos é onde ocorrerá a maior parte dos jogos. Então terão alguns jogos, inclusive abertura no México, no Estádio Azteca. Vão ter jogos no Canadá, mas a base mesmo será nos Estados Unidos. Politicamente, claro que facilita. Se tem uma candidatura de 3 países, fortalece essa candidatura, porque daí são 3 países buscando votos.

Estados Unidos havia perdido a disputa para ser a sede da última Copa em 2022. O Catar teria até comprado votos na ocasião para ser sede. O Catar, que é um país minúsculo, é sem tradição no futebol, todos os jogos ali eram ao redor de Doha, é muito questionável a Copa ter sido realizada lá. Antes foi na Rússia, que é um país continental, mas a próxima Copa já também será em mais países. Vai ter Espanha, Portugal, Marrocos, vão ter jogos no Uruguai, no Paraguai, na Argentina.

Tá mudando um pouco o contexto da Copa do Mundo, daquela noção de ser em um lugar apenas. Até porque com 48 times, a quantidade de estádios necessários fica muito mais complicada. Poucos países— Estados Unidos seria um que daria para fazer sozinho, o Brasil seria um gasto enorme, mas talvez conseguisse, dadas as dimensões continentais, número de cidades grandes China, mas são poucos lugares que poderiam organizar uma Copa com 48 times.

Então, com 3 sedes facilita até questão política, tudo acaba sendo melhor, né, essa Copa de 3 países. Claro que daqui um tempo é difícil falar a Copa nos Estados Unidos, México e Canadá, né, como a gente fala a Copa da França em 98, a Copa do Brasil em 2014, mas isso acaba sendo um detalhe.

NNNatuza Nery

Me chamou atenção na tua coluna do Globo quando você menciona a relação entre o presidente da FIFA, o Infantino, com o Trump, você chega a dizer que o Gianni Infantino é um bajulador do presidente dos Estados Unidos. Qual é o resultado disso na prática?

GCGuga Chacra

O resultado disso na prática é que a FIFA se curvou ao presidente dos Estados Unidos. Só para explicar, o Infantino, ele é um bajulador puxa-saco do presidente dos Estados Unidos. Vocês recordam que o Trump, ele tem uma questão que ele sonha em ganhar o Nobel da Paz porque o Obama ganhou. Basicamente esse é o principal motivo, ele acha que merece o Nobel da Paz. No ano passado ele acabou não ganhando, quem ganhou foi Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana, que até deu o prêmio em si pro Trump, posteriormente uma atitude patética, mas enfim, o prêmio é dela, continua sendo dela, o Trump não ganhou o Nobel da Paz.

Mas daí o Infantino decide, quando sorteiam os grupos da Copa aqui nos Estados Unidos, criar o prêmio FIFA da Paz e dar para o Trump.

?Voz C

A gente tá vendo imagens do presidente Donald Trump, que a FIFA vai estabelecer no sorteio um prêmio pela paz mundial.

GCGuga Chacra

Surpresa de zero pessoa.

?Voz C

O escolhido foi o presidente dos Estados Unidos, amigaço do Gianni Infantino, Donald Trump.

?Voz G

Obrigado, senhor presidente. Senhor presidente, esse é o seu prêmio, o Prêmio da Paz. E há também uma linda medalha para o senhor, que o senhor pode usar onde quiser. Pera aí, eu vou botar bem agora, inclusive. Deixa o senhor segurar o seu microfone. Ah, foi fantástico, excelente.

GCGuga Chacra

É uma coisa, não é nem patética, é ridícula. E semanas depois, o Trump realiza uma ação militar para capturar um chefe de Estado de outro país, no caso Maduro. Mas mais grave do que isso, no final de fevereiro, o Trump ordena, junto com Netanyahu de Israel, uma ação militar contra o Irã, dando início a uma guerra que ainda está em andamento. Para o Trump, o Infantino deu esse prêmio. Mas a FIFA também se curvou em outros temas.

Por exemplo, o Trump tem uma política imigratória xenófoba. Ele proíbe que entrem nos Estados Unidos naturais de alguns países, pessoas, cidadãos do Irã, cidadãos do Haiti, cidadãos Somália. O Irã tá em guerra com os Estados Unidos, mas Somália, Haiti, absolutamente não estão em guerra. Senegal também não estão em guerra com os Estados Unidos. Ele simplesmente proibiu que pessoas desses países entrem nos Estados Unidos. A gente vê situações, como a gente observou, do árbitro somali que acabou sendo barrado ao chegar nos Estados Unidos. Um árbitro da FIFA pitou a final da Copa Africana, ele não pôde entrar.

?Voz H

E o árbitro da Somália barrado nos Estados Unidos foi recebido como herói na volta de casa, Os torcedores lotaram o estádio na capital, Mogadíscio. Hoje, nas arquibancadas, a multidão agitava as bandeiras somalis, cantavam e dançavam. Solidariedade a Omar Artan. Ele foi barrado pela imigração americana no aeroporto de Miami. O governo Trump afirmou que a entrada foi recusada porque Artan teria ligações com suspeitos de pertencer a organizações terroristas.

O árbitro não vai mais poder participar da Copa. Ele agradeceu a FIFA a Cuba e ao povo da Somália.

GCGuga Chacra

O Trump, ele tem um problema maior em relação à Somália. Ele chama os somalis de sujos, nojentos. O país Somália ele chama de lixo. Ele fala abertamente que ele tem nojo da Somália e das pessoas somalis. Ele fala isso publicamente, ele não tem o menor problema. Isso é porque uma das maiores opositoras ao Trump nos Estados Unidos é a Ilhan Omar, que é uma deputada somali. E a Somália tem a questão de que eles são negros e muçulmanos.

O Trump é islamofóbico e racista e xenófobo. Então tudo acaba se juntando na questão da Somália, embora com Haiti ele também seja muito racista. Ele fala que os haitianos comem gente, a gente se recorda disso que ele falou. Parece uma distopia falando tudo isso, mas o presidente dos Estados Unidos fala essas coisas mesmo. Em relação ao Irã, claro que tem a nuance dos dois países estarem em guerra, mas a forma de proibir, por exemplo, a vinda de torcedores iranianos é algo muito questionável.

Só para lembrar, o Qatar Catar, que não tem relações com Israel, e Israel não havia se classificado para a última Copa, Catar permitiu que torcedores israelenses fossem à Copa do Mundo torcer para Argentina, para o Brasil, para França, para quem eles quisessem, eles puderam ir à Copa do Mundo, jornalistas de Israel foram credenciados, não teve o menor problema. E a China, na Olimpíada de Pequim, permitiu que Taiwan, que a China considera uma província rebelde, competisse com a bandeira de Taiwan, porque tem que respeitar as regras do COI.

O Trump não respeita as regras da FIFA e o Infantino absolutamente realmente não faz nada, se curva ao Trump como mais um capacho, que a gente observa muito é na relação com o presidente americano.

NNNatuza Nery

Tem outro dado, esse chama muita atenção, que é o preço do ingresso. Guga, quem é que tá podendo comprar esses ingressos? Porque olha só, se a gente for voltar no tempo, Copa de 94, que foi realizada nos Estados Unidos, os ingressos mais caros custavam $475. E aí, se a gente corrigir pela inflação americana, vamos aqui colocar $1.030. Só que os ingressos da final já são vendidos por mais de $10.000. Se a gente for comparar com a Copa do Catar em 22, que você citou agora há pouco, a FIFA multiplicou o preço dos ingressos para algumas categorias em mais de 20 vezes. Que que tá rolando?

GCGuga Chacra

Primeiro, há um aumento nos ingressos para eventos esportivos como um todo em diferentes lugares do mundo. Preços de ingresso subiram aqui nos Estados Unidos. O US Open, até antes da pandemia, eu conseguia comprar ingressos para semifinal, para final, por pouco mais de $100. Hoje é completamente impossível que você vá assistir uma semifinal, uma final de US Open, por menos de $500, $600. Para final tende a ser até mais do que isso.

Então, se levaram os preços para o jogo do Knicks agora, sim, os ingressos mais baratos, porque daí é claro, entra cambista, o que eles chamam de resale aqui nos Estados Unidos, os os ingressos estão ali, ó, é para cima de $5.000, $6.000 os ingressos mais baratos para assistir o jogo do Knicks contra o Spurs. Então os ingressos como um todo subiram bastante. Estados Unidos tem essa questão do preço dos ingressos ali no resale, de seguir a questão de oferta e demanda.

Para alguns jogos talvez abaixe bastante o preço, por exemplo, Áustria e Jordânia não é um jogo tão atrativo. Colômbia e Portugal, muita gente quer ver. França e Senegal são grandes jogos, agora falando na primeira fase. Brasil e Marrocos, Brasil e Marrocos, além de ser um jogo entre a mais poderosa seleção africana, pentacampeã mundial, dois países com comunidades aqui em Nova York expressivas, populações grandes nos arredores de Nova York, que Nova Jersey está de mais subúrbios de Nova York, poucos quilômetros, 20 minutos de trem de Nova York.

Então é muito fácil acesso com todo o dinheiro que tem aqui em Nova York, não só pessoas brasileiras, marroquinas, mas pessoas de qualquer nacionalidade que querem ver um grande clássico da Copa do Mundo. Então preço mais barato no chamado resale, que é o vista na prática, tá ali ao redor de $1.700, $1.800 por ingresso. $1.800 já tá subindo para quase $2.000. Então é o fato, você tá em Nova York, é muito dinheiro. E por último, Natuza, tem uma questão que é uma mudança no consumo da pessoa muito rica, dos multimilionários, tudo, que eles sempre quiseram comprar o relógio caro, o carro caro, mas hoje existe uma noção que eles querem estar nos grandes eventos.

Então as pessoas muito ricas, ele quer estar na final de Roland Garros, quer assistir a final da Champions League, ele quer Quero assistir o Super Bowl, quero assistir um jogo da Copa do Mundo. Então isso acaba inflacionando. Cara quer tirar foto, colocar no Instagram: aqui, tô vendo Brasil e Marrocos. Então isso acaba afetando. Jogos do Brasil estão muito caros. O mais acessível acaba sendo nessa primeira fase Brasil e Haiti, que é na Filadélfia.

É o Haiti, é um time mais fraco, mas mesmo lá o ingresso mais barato tá ao redor de $700. Brasil e Escócia, por ser em Miami, é claro que o ingresso acaba ficando bastante caro. Tem uma comunidade brasileira rica em Miami, fora que o acesso a partir do Brasil tudo acaba sendo simples, mas acho que tudo isso acaba pesando no preço do ingresso. E tem muito questionamento aqui da prefeitura de Nova York, mandando a governadora, o governador de New Jersey, todos questionando o preço dos ingressos aqui no estádio.

O estádio da Fala Nova York, é sempre importante lembrar, fica em Nova Jersey. Nova Jersey é um estado, não é uma cidade, fica em Nova Jersey, próximo a Nova York. Até aquela pergunta só para terminar, que falam qual que é o único time de futebol americano da NFL do estado de Nova York. O único time do estado é o Buffalo Bills, porque o Giants jogam no estádio, que é o estádio da Copa e vai ser o estádio da final, que fica em Nova Jersey.

NNNatuza Nery

Torcer muito pelo Giants, mas isso é uma outra história. Seu palpite para o primeiro jogo Brasil e Marrocos, qual é?

GCGuga Chacra

Eu sempre aposto no Brasil, assim, eu sou muito sempre pessimista quando é o Palmeiras, mas com a seleção brasileira eu sou muito otimista. É claro que assim, eu mudei para cá em 2005, eu lembro que em 2006 o Brasil era favoritaço, aquela outra época. Hoje em dia assim você vê as pessoas falam Brasil virou um país, um time grande, né, mas é colocado abaixo da França, da Espanha, e da Argentina vem ali no segundo degrau, ali no Portugal, com Inglaterra, com Alemanha.

Não está abaixo, mas é uma sensação meio que nem a Ferrari para Fórmula 1, sabe? Todo mundo sabe a camisa amarela, que nem o carro vermelho da Ferrari, mas não ganha mais, né?

NNNatuza Nery

Assim, uma última coisa: essa desconexão, ou pelo menos perda de brilho do Brasil, foi por causa do 7x1, na tua avaliação?

GCGuga Chacra

Começou a partir dali, mas eu lembro que 2018, 2022, o Brasil ainda era colocado entre os grandes favoritos para Copa do Mundo. Até 2006, o Brasil era considerado um super time, era o Brasil ali, Ronaldinho, Ronaldo, Roberto Carlos, Cafu, Rivaldo, Kaká, Adriano, era uma coisa acima. Depois passou a ser ali dos grandes favoritos. Nessa Copa é a primeira que não se fala do Brasil como favorito. Isso já ocorreu no passado, em 94, não é a primeira vez, em 90 também. 90 e 94 o Brasil não era colocado entre os favoritos, e o Brasil acabou ganhando em 94.

Então assim, é algo que já ocorreu antes, mas que agora volta a ocorrer. E o bom, quando ocorreu antes, a Copa foi nos Estados Unidos, foi, foi 94, né? E o Brasil acabou sendo campeão mundial. Vamos torcer para que seja de novo.

NNNatuza Nery

Valeu, Guga, um abração para você.

GCGuga Chacra

A você também.

NNNatuza Nery

Espera um pouquinho que eu já volto para falar com André Rizek.

?Voz A

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NNNatuza Nery

André Rizek, eu não podia estar no dia de hoje sem conversar com você, então eu já quero de pedir para você dizer quem é que tá na prateleira dos favoritos, quem é que tá na prateleira dos azarões, quem é que pode surpreender. Faz um sobrevoo aí de drone rizequiano para mim, por favor.

?Voz C

Boa noite, mas é um prazer falar aqui no assunto. Adoro podcast, minha companhia preferida dos podcasts. É um prazer estar aqui com vocês, um abraço a todos que nos ouvem. Boa Copa para Olha, eu acho que dá para dividir os favoritos, ou seja, aqueles times que sonham com o título em duas prateleiras. Na prateleira prime, assim, as seleções mais fortes, né, que chegam como as principais candidatas, a gente coloca a França porque tem os melhores jogadores, a Espanha, que é o jogo mais bonito de se ver assim no ciclo, o jogo coletivo mais forte.

A Espanha campeã europeia é muito forte também. Essas são as seleções assim mais badaladas. Aí vou colocar também, impossível descartar a Argentina. A Argentina tá vindo com certo cinismo aqui para os Estados Unidos, né, os atuais campeões do mundo. Fala assim: 'Não, nosso time tá velho, vamos só para fazer uma homenagem ao Messi, última Copa do Messi, do Depor.' Não caiam nessa, é tudo cinismo. A Argentina vem muito forte também.

A Argentina decidiu enfrentar no ciclo as piores seleções já formadas na história da humanidade em amistoso, mas quando eles jogaram a vera, né, competição oficial, eles foram campeões da América e foram o melhor time das eliminatórias com o Messi inteiro das eliminatórias, ganharam do Brasil no Maracanã e em Buenos Aires, deram uma surra na gente em Buenos Aires. Argentina não dá para ser descartada, é porque estatisticamente é muito difícil ganhar duas Copas seguidas, né?

Só o Brasil em 58, 62, e a Itália lá atrás nos anos 30 conseguiram. Mas a Argentina vem muito forte. E Portugal, que tem uma excelente geração de jogadores, é impressionante a atual geração portuguesa. E Portugal bateu a Espanha na Nations League, que é o segundo torneio mais importante do futebol europeu de seleções. Então essas quatro seleções para mim são principais candidatas. Aí numa prateleira abaixo assim, sonhando com o título ainda, né, tem o Brasil.

Brasil é sempre candidato, mas a gente não tá entre as seleções mais fortes, a gente vai ter que evoluir durante a Copa. A Alemanha, que não dá para descartar. A Alemanha caiu na primeira fase nas duas últimas Copas, né. Depois do 7x1, a Alemanha caiu nas duas Copas seguintes na primeira fase, mas tem muita tradição.

NNNatuza Nery

Isso foi uma praga minha, né, você sabe, isso foi uma praga minha que eu joguei.

?Voz C

É de todo mundo, nunca dá para descartar a Alemanha, na mesma vibe do Brasil assim, né. Você descarta uma seleção forte como essa. É, a Inglaterra tem excelentes jogadores, mas é incrível como eles não conseguem jogar bem. A Inglaterra, para mim, tem jogadores muito bons, mas o time ainda não conseguiu engrenar. Eles têm um treinador alemão, o Thomas Tuchel. A ver como vai ser nessa Copa. E assim, e aí, correndo por fora, para fechar a prateleira desses 8 times que eu acho que podem sonhar com o título, a Holanda, que nunca foi campeã do mundo e tem alguns jogadores interessantes.

Aí a Holanda talvez assim possa surpreender. Acho bem difícil que a Holanda seja campeã, mas eu colocaria essas 8 seleções com condição de sonhar com o título. E você perguntou de quem pode surpreender, quem pode furar a bolha, né? Olha, eu acho que assim, Noruega, que teve o ataque mais positivo das eliminatórias europeias, estava no grupo da Itália nas eliminatórias. A Noruega tem jogadores muito bons, tem o Haaland, né, que é um dos melhores centro-avantes do mundo. O Japão, que deixou a Alemanha de fora.

NNNatuza Nery

Antes de você falar do Japão, a torcida norueguesa é muito impressionante fazendo aquela remada viking, né?

?Voz C

E você sabe que o Brasil nunca ganhou da Noruega em Copas, né? Uma pedra no sapato que a gente tem. Ela é do Gagão da Noruega, e nenhum jogo é uma pedra no sapato que a gente tem. E eles têm um time encardido, viu? Vou te falar que a Noruega não vai ser campeão, né? Tô falando que pode fazer uma boa Copa. O Japão é que tirou a Alemanha na última Copa do Mundo na fase de grupos, ganhou o amistoso da Alemanha, ganhou o amistoso do Brasil.

É uma seleção que pode aprontar alguma coisa aqui. E na América do Sul eu tô botando fé no Equador. O Equador tem um zagueiro que é um dos melhores do mundo, que é o Pacho, um meia, o Caicedo do Chelsea, que é muito bom. E eles se defendem muito bem. Muito difícil ganhar do Equador. Eles tiveram uma campanha bem melhor que a nossa, inclusive nas eliminatórias. Eles têm dificuldade de fazer gol, mas eles se defendem muito bem. E se eles conseguirem melhorar a pontaria, eu acho que é um time que pode aí sonhar com umas oitavas, talvez quartas.

Eu acho que esses são os times que podem furar a bolha assim, dá uma aprontada aqui na Copa do mundo.

NNNatuza Nery

E no nosso caso, eu queria te perguntar onde é que você acha— eu fiz essa pergunta para o Guga, né— onde é que você acha que, em que momento a gente começou a perder o brilho, né? Quando eu falo brilho, eu falo esse lugar de ser uma seleção favorita. Tem duas novidades nessa Copa que eu também queria que você incluísse aí na tua avaliação. É a primeira vez que a gente vai para o torneio com técnico estrangeiro, e isso a gente pode esperar o por quê?

E a outra coisa, é a primeira vez também que o Neymar não chega como o lastro, né, da seleção, o grande protagonista. Assim, durante uma década a seleção brasileira girou em torno do Neymar, e dessa vez não, né? Que tipo de resultado isso também pode trazer para gente?

?Voz C

Olha, dá tudo. Futebol brasileiro sempre foi muito baseado no talento, né? Se você pegar as Copas que a gente ganhou, a gente tinha excelentes jogadores, não todos merecendo os técnicos, não, todos muito antes, mas a gente sempre tinha jogadores, no plural, entre os melhores do mundo, se não os melhores do mundo, né? A última Copa em que a gente chegou com esse talento todo foi 2006, em que o Brasil foi uma grande decepção. Ali a gente tinha Ronaldo, Kaká, Ronaldinho, Adriano, Cafu, Roberto Carlos.

Aquele time era, como a gente fala assim, era sacanagem, assim, era excelente plantel no papel. Na prática, foi um time muito decepcionante. Mas desde 2006, a gente não chega para uma Copa ostentando assim: nós temos a seleção mais talentosa. Então a gente deixou de ter, a gente não forma mais jogadores como a gente formou. A gente ainda tem bons jogadores, mas não no nível em que a gente teve quando ganhou os títulos, né, os 5 títulos.

E é justamente por isso que o Brasil decidiu apostar em treinadores assim, falo no plural porque o Brasil quando acaba a Copa de 22, ele mira o Pep Guardiola. Pep Guardiola nem quer conversar, não tem interesse, não tinha interesse em dirigir seleção. E aí ele vai no Carlo Ancelotti. São os dois grandes treinadores, né, do futebol de clubes, clube do mundo. Treinador que trabalha em clube assim desse nível é muito difícil aceitar a seleção, paga menos, é um outro tipo de trabalho.

O Ancelotti teve esse interesse, né, de dirigir uma seleção. Ele já jogou Copa pela Itália, ele era o auxiliar da Itália em 94, né, quando eles perderam para gente a final da Copa do Mundo nos pênaltis. E o Brasil começou a namorar o Ancelotti muito em função disso. Ó, a gente tá parando, o Brasil ele foi eliminado desde que ele foi campeão. Sempre que a gente enfrentou um europeu em jogo eliminatório, em todas as Copas, 2006, 10, 14, 18, 22, a gente voltou para casa, né?

A gente foi eliminado. No caso, a gente ficou em casa em 14. E aí o Brasil pensou: poxa, eu preciso apostar num treinador de um nível que a gente não tem aqui no nosso futebol. Isso não é um demérito para os nossos treinadores, é simplesmente o fato de o cara ser o maior vencedor da história do futebol de clubes, campeão em 5 ligas diferentes, o maior vencedor da história da Liga dos Campeões, um baita treinador, né? E aí o Brasil apostou no Ancelotti.

E essa vai ser a primeira Copa em que a gente não vai ter nenhum treinador brasileiro. Olha Olha só, como a gente sempre foi dirigido por brasileiros e havia outras seleções de vez em quando treinadores brasileiros, essa vai ser a primeira da história sem treinadores brasileiros, né? A gente vai ter o nosso italiano, Carlo Ancelotti. Então foi nessa aposta de que, já que a gente não tem, a gente não ganha mais no talento, a gente precisa trazer um treinador muito especial.

Só que ele chegou tarde, né? Ele tem 12 jogos à frente da seleção brasileira. O ciclo foi muito tumultuado. A gente começou com o Ramon, depois com o Diniz, aí com Dorival. Ele é o quarto treinador do ciclo. A gente teve os piores maiores resultados da história da seleção brasileira desde que o Brasil é Brasil nesse ciclo. E não deu muito tempo, na minha opinião, dele nesses 12 jogos conseguir realmente revolucionar a seleção brasileira.

Vamos ver se durante a Copa a gente cresce. A gente está muito bem servido de técnico, sou muito fã do Ancelotti, e eu acho que foi uma tacada certeira buscá-lo para tentar uma façanha, porque o Brasil chega na condição de desafiante aqui na Copa do Mundo, viu, Natuza?

NNNatuza Nery

Em termos de jogadores, que jogadores brasileiros você acha que podem surpreender? Eu te pergunto desses jogadores porque a gente tá numa troca geracional, né? A última Copa do Messi, a última Copa do Cristiano Ronaldo, do Neymar me parece óbvio também. Quem que a gente tem que prestar atenção, né? Quem vão ser os nossos craques, independentemente do resultado?

?Voz C

Na abertura da Copa serão 25 dias que o Neymar não vai a campo. Ele se machucou no jogo com o Curitiba na véspera da convocação.

?Voz I

A CBF informou que novos exames apontaram uma evolução no tratamento da panturrilha direita de Neymar. O atacante segue em processo de recuperação e só deve ser relacionado para a segunda partida do Brasil na Copa contra o Haiti.

?Voz C

Então assim, é muito tempo sem bola, sem treinamento, né? O talento do Neymar não se discute. As questões do Neymar são físicas. Então eu acho que é imprevisível nesse momento projetar qual será o papel dele. Por enquanto, Neymar tem que se recuperar, voltar a campo, e é óbvio que ele pode ajudar. Não se vê mais o Neymar como protagonista assim para jogar, começar jogando, mas que ele possa entrar em alguns jogos e fazer diferença.

E talento para isso ele tem. A ver como será o desdobramento. A gente perdeu aquele que vinha sendo o melhor jogador da Ancelotti, que é o Estevão, um cracaço de bola, ex-Palmeiras, atual no Chelsea. Vai fazer muita falta para seleção.

?Voz G

O técnico da seleção, Carlo Ancelotti, deixou Estevão fora da lista com 55 nomes que podem disputar a Copa do Mundo. Estevão sofreu uma lesão na coxa direita e não vai se recuperar a tempo da competição.

?Voz C

Perdemos o Rodrigo também. Temos o Vinícius Júnior. Eu acho que o Vinícius Júnior tem tudo para ser o grande nome do Brasil na Copa, porque o Vinícius Júnior se tornou o jogador que é, né, um dos melhores do mundo, nas mãos do Carlo Ancelotti no Real Madrid. Então, se tem um treinador que conhece o Vini Júnior, é o Carlo Ancelotti. Então, aposto muito que essa Copa vai ser o desabrochado Vini, né. Ele já disputou 22, foi bem, não foi um absurdo de destaque.

Eu acho que essa Copa pode ser o desabrochado Vini Júnior assim na seleção, porque no Real Madrid ele já é um dos melhores jogadores melhores do mundo. E assim, você falou de surpreender, o Brasil traz para essa Copa os dois jogadores mais jovens do plantel desde o Ronaldo Fenômeno em 94. Ele era meio que o mascote do time, né, que são o Ryan, atualmente no Bournemouth da Inglaterra, e o Hendrik, que é jogador do Real Madrid e tava jogando no Lyon emprestado.

O Hendrik é um jogador de muita estrela. Ele só tem 3 gols pela seleção brasileira, marcou recentemente agora contra o Egito, terceiro gol dele.

?Voz I

Você devia estar com uma vontade de fazer um gol, né, cara? Porque você sofreu um pênalti, deu uma assistência, 2 anos daquele teu gol no amistoso contra o México. Fala um pouquinho dessa sensação e de como é que é tá uma semana de disputar a primeira Copa do Mundo da carreira com 19 anos.

GCGuga Chacra

Boa noite.

?Voz C

Pô, é uma sensação maravilhosa. Acho que tem essa sensação, é uma coisa inexplicável. E ele é um jogador assim de muita personalidade, ele não se intimida, ele entra em campo assim com fogo nas ventas, assim, ele é um cara que decide partidas jogadores grandes, tem muita personalidade. Eu acho que o Hendrik tem tudo para ser um dos destaques. A FIFA tem aquele prêmio de jogador jovem da Copa, né? Mesmo sendo reserva, eu acho que o Hendrik é um cara que vai chamar muita atenção.

Eu boto muita fé que o Hendrik vai ser um dos grandes atacantes do futebol mundial. Ainda não é. Eu acho que o Hendrik é um candidato assim a ser uma surpresa muito positiva, ainda que provavelmente ele comece a Copa e a tendência é que ele saia do banco para resolver jogos. Eu acho que é algo que ele tem condição de fazer. Para gente que é apaixonado Copa, tudo é importante, né? Essa seleção, vai que a seleção não vai tão bem, eu acho que essa Copa ela tem questões importantes para a gente ver fora de campo, mas dentro de campo eu acho que a gente vai assistir uma grande Copa.

E olho num garoto, o La Mina Mau, de 18 anos, que você falou de troca de guarda, eu acho que ele é o futuro rei do futebol assim, o jogador da Espanha de 18 anos. Se alguém vai substituir, tem condição de pegar esse legado aí do Messi, do Cristiano Ronaldo, é esse jogador La Mina Mau. Ele é um capeta em campo. E ele já é uma realidade. Então assim, olho nesse moleque, que esse cara tem chance assim de ser o próximo— é, rei só tem um, né? Então de ser o próximo príncipe do futebol.

NNNatuza Nery

Tá certo, tá certo. Vou ficar prestando atenção nele. Zeque, super obrigada por ter achado aí um tempinho, que eu sei que tá corrido, tão os rufando os tambores, e você topou conversar aqui com a gente. Obrigada, meu amigo.

?Voz C

Obrigado, e uma grande Copa para gente. Boa sorte para o Brasil. Valeu, Natuza. Um beijo!

NNNatuza Nery

Este foi o Assunto, podcast diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do Assunto estão Luiz Felipe Silva, Sara Rezende, Carlos Catellan, Luiz Gabriel Franco, Juliane Moretti, Stephanie Nascimento e Guilherme Gama. Eu sou Natuzaneri e fico por aqui. Até o próximo Assunto!

?Voz A

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