Celulares no ensino superior: proibir ou não?
- Proibição de celulares em universidadesDebate sobre autonomia em ambiente adulto · Redução de distrações e melhora na concentração · Impacto no aprendizado · FGV · Insper · ESPM
- Estudos sobre impacto da proibição de celularesEstudo na Índia (17 mil estudantes) · Estudo na China (foco em jogos) · Estudo nos EUA (Universidade do Texas, sistema de recompensa) · Melhora na aprendizagem · Benefício para alunos mais jovens e de pior desempenho · Efeito contágio do uso de celular · Impacto no mercado de trabalho e empregabilidade
- Uso de tecnologia e formação de adultosDesenvolvimento cerebral em jovens · Transição para a vida adulta · Cultura de uso responsável · Competência no uso de tecnologias · Uso no mercado de trabalho
- Perspectivas futuras para proibição de celularesObservação de iniciativas · Diferença em relação à educação básica · Ganhos significativos, mas não solução única · Necessidade de outras ações para qualidade educacional
- Estatísticas de uso de telas e redes sociaisTempo médio global em frente às telas · Tempo médio de uso de celular no Brasil · Tempo médio em redes sociais no Brasil · Uso de telas por crianças e adolescentes
A cena é cada vez mais comum nas universidades: o professor entra numa sala de aula e começa a falar. Ele faz perguntas, provocações e... silêncio total. As cadeiras estão todas ocupadas, as pessoas estão ali, mas a atenção e os olhares estão em outro lugar: nas telas. Enquanto o professor tenta discutir conceitos importantes ou dá instruções para um trabalho, Os alunos estão concentrados no scroll sem fim das redes sociais ou nas conversas paralelas por mensagens.
Assim, o ensino compete com um fluxo infinito de informações e muitas vezes perde feio. Foi por isso que universidades particulares tradicionais de São Paulo tomaram uma decisão drástica: proibir o celular em sala de aula, com exceção do uso para fins pedagógicos. Para muitos estudantes, foi um choque.
Como assim faculdade está proibindo o uso de celular agora em 2023? Eba! Gente, hoje foi meu primeiro dia de aula e eu achei muito interessante trazer essa review, como é viver na Idade das Pedras. Como que eles vão fazer isso com adultos formados, gente? E pior, não é só celular, é celular, tablet e computador. Antigamente as pessoas usavam o iPad para poder fazer anotação, enfim. Agora eles estão estimulando o uso de voltar, né, o uso do papel e da caneta. Caderno, entendeu?
Para outros, a medida faz todo sentido.
E eu já precisei desenvolver estratégias pessoais para ficar menos no celular durante a aula, porque acontecia várias e várias vezes de eu ir para aula e sair sem saber nada, porque eu tava o tempo inteiro no meu celular. Também já aconteceu de alguns professores se chatearem ao olharem para sala estar todo mundo de cabeça baixa no celular enquanto o professor tava ali dando aula para ninguém. Eu tava no meio dessas pessoas. Então eu consigo entender o quão chato é isso, até porque ninguém quer ser desvalorizado no seu trabalho, né? Se ele tá lá para ser ouvido, eu acho que o professor merece ser ouvido.
Claro que as regras estão longe de ser consenso e expõem uma discussão bem mais profunda: os limites da autonomia dos alunos adultos, o papel da universidade diante das tecnologias e os desafios de ensinar Numa sociedade dominada por telas. Da redação do G1, eu sou Natuzaneri e o assunto hoje é: celular no ensino superior, proibir ou não proibir? Meu convidado é Antônio Góes, jornalista de educação desde 1996. Antônio é colunista do jornal O Globo e autor de 3 livros: O Ponto a Que Chegamos, 4 décadas de gestão educacional no Brasil e líderes na escola.
Quarta-feira, 18 de fevereiro. Antônio, faz pouco mais de um ano que foi sancionada uma lei que proíbe celular nas escolas, na sala de aula de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Essa foi uma— a gente pode dizer que essa foi uma lei que pegou. E você escreveu numa coluna recente no jornal O Globo algo curioso, que agora é a vez das faculdades. Explica pra gente que movimento é esse, quais instituições já andam adotando essa proibição aqui no Brasil e como é que se justifica essa medida.
Exato. Aliás, faz um ano dessa proibição às escolas de educação básica em todo o país. E nesse início de ano letivo, justamente, começaram algumas notícias, foram publicadas em principalmente os jornais de São Paulo, porque isso começou em São Paulo, né? Então a FGV, a Winsper e a ESPM, 3 instituições bastante conhecidas, anunciaram que já estão adotando ou que planejam adotarem brevemente, né, restrições ao uso de celular durante as salas de aula.
É óbvio que no ensino superior a lógica é bem diferente da educação básica. Na educação básica isso pode ser decidido por lei, por um decreto do secretário de distração. No caso do ensino superior, cada universidade tem sua autonomia, então esse é um movimento que é autônomo, né? Mundialmente a gente ainda não vê assim um grande movimento de universidades orientando todos os seus professores a fazerem o mesmo, mas em salas de aula os professores em todos os lugares do mundo já começam a relatar esse problema da distração e a sugerir ou a pedir que seus alunos— e aí cada professor tem também autonomia nessas universidades que não tem uma orientação clara.
O INSPER diz que a decisão busca fortalecer a excelência acadêmica e que a tecnologia continua sendo um eixo central do modelo de ensino, mas com uso intencional. Na Fundação Getúlio Vargas, a restrição começou há um ano e agora está sendo ampliada para outros cursos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Mas enfim, o argumento básico de todas essas instituições é o pedagógico, ou seja, tal qual acontece na educação básica, ter o celular à disposição ou outros aparelhos tablets, notebooks, isso aumenta a dispersão, a distração, prejudica o ambiente acadêmico, prejudica a concentração nas aulas e logicamente tende a resultar em perda de aprendizagem no ensino superior também.
Bom, então de um modo geral ficou mais difícil ensinar também mesmo quando o aluno é um adulto.
Exato, mas a gente precisa lembrar, né Natuza, que essa, a gente está falando do ensino superior. Um aluno que tem a sua trajetória regular, ou seja, sem nenhuma evasão ou reprovação, ele completa o ensino médio ali aos 17, 18 anos e ingressa no ensino superior aos 18 ou 19 anos. Não existe um botão que faz o aluno de 17 de repente virar um adulto aos 18. São jovens ainda em formação também, mesmo no ensino superior, que obviamente é um público mais amadurecido do que o ensino médio, mas são todos jovens em transição, né?
Então, até mesmo do ponto de vista do desenvolvimento cerebral, eles estão em estágios parecidos. Então, não existe um botão que de uma hora para outra você apaga um estudante de ensino médio, um adolescente de ensino médio, transforma ele num adulto de ensino superior. Então, é um processo, é uma transição, e tá começando a ocorrer esse movimento, essa discussão também no ambiente acadêmico universitário.
A professora do curso de engenharia entende que a medida vai ajudar na concentração dos alunos.
Tem aumentado bastante assim o número de alunos que ficam fazendo duas coisas ao mesmo tempo, atento na aula, ficam tentando prestar atenção e tentando jogar ou enfim nas redes sociais, trocar mensagem. A gente está querendo que os alunos também estejam fazendo as atividades, estejam discutindo, debatendo.
Antônio, você analisou 3 trabalhos que acompanharam estudantes de ensino superior em salas de aula na índia, na China e nos Estados Unidos. Eu quero começar pela índia e lá Mais de 17 mil universitários foram acompanhados em 10 universidades. Quais foram os achados lá?
Pois é, esse é o estudo mais amplo que já foi realizado até agora no ensino superior. Foram 17 mil estudantes e é um estudo que trabalha com o chamado padrão ouro da metodologia para avaliar impacto. Que que é isso? Eles separaram alunos em dois grupos de comparação, dois grupos separados de forma completamente aleatória. Um grupo de alunos foi sorteado para estar em salas de aulas onde a proibição de celulares ia ocorrer, e um outro grupo foi sorteado para estar em salas de aulas onde essa proibição dos celulares não ocorreria.
E o resultado, principal resultado desse estudo, foi ter identificado a melhoria da aprendizagem dos estudantes em geral, né, na média, os estudantes das salas de aula onde o celular foi proibido tiveram desempenho acadêmico melhor durante o semestre em que a proibição vigorou. Esse estudo, né, Durante um semestre acadêmico apenas, mas os resultados foram melhores, com algumas coisas muito interessantes que avançam no entendimento do que a gente tem sobre esse assunto.
Os alunos mais jovens, né, João Pino, primeiro ano, e aqueles alunos de pior desempenho acadêmico foram os mais beneficiados com a medida, o que são resultados que ainda não haviam aparecido em outros estudos. Isso se explica porque esse estudo trabalhou com uma amostra bastante grande, 17 mil alunos em 10 universidades, então Foi possível identificar que o efeito da proibição não é igual para todos. Alguns alunos se beneficiam mais do que outros.
Pesquisas indicam que a simples presença do celular à mesa reduz a capacidade de concentração, mesmo quando ele não está sendo usado.
E a evidência era super clara. O grupo sem os celulares aprendeu muito mais do que o grupo que tinha acesso aos celulares durante a sala de aula, né, isso no nível universitário. E a intervenção, que foi remover os celulares, beneficiou sobretudo aqueles alunos que começaram mais atrás na aprendizagem.
Eu queria agora então passar para outra análise que foi na China. O que que o estudo mostrou por lá?
Esse estudo da China, ele tem um modelo bastante interessante também, uma metodologia bastante interessante, quase impossível de fazer um estudo parecido no Brasil. O foco desse estudo estava mais no uso de aplicativos de jogos. Na China, esse era o principal problema, tanto que lá houve uma proibição, uma restrição, né? Os aplicativos de jogos, eles precisam, quando o usuário é um adolescente, eles têm que restringir o tempo de uso.
Isso é uma preocupação grande na China. E um jogo em especial que é citado nesse estudo é uma espécie de RPG que os alunos lá jogam muito, jogam inclusive durante o tempo das aulas. Isso era um problema que foi identificado na China. Então, esse estudo analisou durante toda a trajetória acadêmica, ou seja, durante todo o período de ingresso até a conclusão e na verdade até o ingresso no mercado de trabalho, acompanhou jovens de uma universidade em específico na China, não cita qual, mas uma universidade grande na China, e o estudo também por meio de uma operadora de celular conseguiu identificar o momento em que os alunos estavam usando e se tinha ou não um colega do lado dele quando estivesse no campus.
Então o que esse estudo mostra? Também, a exemplo do estudo da India, também mostrou que o desempenho acadêmico aumenta quanto menos os jovens fazem uso do celular. No caso, o estudo específico, principalmente, né, com o intuito de jogar. Mas o desempenho acadêmico aumenta quanto menos os jovens fazem uso do celular em sala de aula. Um dado interessantíssimo desse estudo é que ele comprovou o efeito contágio também. Se um jovem começava a jogar, automaticamente aumentava a probabilidade de que colegas ao seu lado, em sala de aula ou em dormitórios na universidade, né, eles também tendem, tem um efeito contágio aí.
E esse estudo foi interessante porque ele acompanhou inclusive esses jovens no início da carreira profissional deles e mostrou que isso também teve impacto em rendimentos iniciais no mercado de trabalho e na empregabilidade. Ou seja, esse é um estudo também muito interessante, muito robusto, que chega a mostrar inclusive efeitos no mercado de trabalho disso.
Bom, agora a gente entra nos Estados Unidos e lá a dinâmica foi, foi diferente, para não dizer curiosa, né? Se criou um sistema de recompensa. Então, no período de aula, quanto menos o estudante usava o celular, mais moedas para usar no campus ele se ele ganhava, esse estudante ganhava. E o que que os alunos e os professores relataram sobre essa tática?
Ela funcionou? Pois é, aí é um estudo que analisa o impacto, né, de um aplicativo, né, da disseminação de um aplicativo. E aí a lógica é mais do incentivo e menos da proibição, né. No caso da índia era um estudo sobre proibição. Nesse caso desse estudo ele até cita, é da Universidade do Texas, e é um aplicativo que ele é georreferenciado e você instala ele no celular, percebe que você tá no campus, e quanto menos você usa o celular enquanto você está no campus, mais você vai acumulando moedas que você depois troca por descontos em lojas do campus.
Aí o principal impacto nesse caso, desse estudo específico, foi reportado pelos próprios alunos. Eles, alunos, disseram que se sentiram mais concentrados, menos ansiosos, e houve também algum ganho em termos de maior frequência às aulas, né? Então isso tudo foi identificado nesse estudo. Obviamente, aqui a gente está tratando de uma iniciativa que é voluntária, que vai pelo incentivo. Então, quando a gente olha os efeitos disso no desempenho acadêmico do estudante, eles não são tão grandes quanto os verificados, por exemplo, na índia.
Espera um pouquinho que eu já volto para continuar minha conversa com Antônio Góes. Pensar de uma maneira geral na proibição de celulares em universidades é algo que esbarra num aspecto muito simples, né? A gente está falando de adultos. Ainda que você tenha feito essa ponderação de que quando se entra na faculdade, na universidade, se entra muito jovem, ainda assim parece não combinar muito, né? A proibição com o ambiente adulto, digamos assim.
O que que daria para fazer? Por exemplo, daria para ensinar, se a proibição for impossível de acontecer, daria para ensinar os alunos, os estudantes a usarem a tecnologia de forma adequada, de forma saudável? Teria aí contornos a se fazer se fosse para evitar a palavra proibição?
Claro, primeiro assim, no caso do ensino superior, até do ponto de vista jurídico, legal, eu não vejo como uma lei federal poderia impactar na rotina acadêmica de universidades que têm sua autonomia pedagógica, enfim, ninguém está discutindo isso. E a questão também da proibição é que nós jornalistas, quando a gente publica uma manchete, a gente simplifica. Então, ah, o INSPER está proibindo o uso de celular, mas quando você vai ver a resolução, na verdade ele está orientando É assim, é inimaginável que no ambiente acadêmico essas universidades vão perder tempo colocando, sei lá, inspetor olhando cada sala de aula.
Isso vai do bom senso, isso é uma cultura, né, Nathuzo? Acho que esse é o ponto. Você tem que criar uma cultura de uso responsável do celular ao mesmo tempo em que você tem que criar, e aí assim, desenvolver a competência no estudante de fazer um bom uso dessas tecnologias. E isso, claro, assim, desde a discussão na educação básica até a educação no ensino superior, quem mais se opõem em algum grau a essas medidas, o principal argumento é esse, assim: você não pode proibir por completo o uso de celulares em salas de aula, seja na educação básica, seja no ensino superior.
Se isso for levado a ferro e fogo, você pode prejudicar um desenvolvimento de uma competência, de uma habilidade de fazer bom uso desses aparatos digitais e de ser também, de entender também o tempo de usar, o tempo de não usar, ou seja, um amadurecimento para usar isso, porque a gente usa no nosso mercado de trabalho, no nosso dia a dia, na nossa rotina. Todo mundo usa celular, todo mundo, eu, você, qualquer pessoa que tá nos ouvindo também certamente sofre os efeitos dessa distração, também é vítima disso, e cada um busca suas soluções.
Então eu não acho que, não me parece que nenhuma dessas medidas, nenhuma dessas universidades estão adotando isso a ferro e fogo, né? É uma cultura que se quer desenvolver. Agora é muito importante, esse, a sua pergunta, acho que permite a gente caminhar nessa direção do raciocínio, é muito importante que essas universidades, o mesmo vale para as escolas, não percam de mão, não deixem de trabalhar o uso responsável, pedagógico das tecnologias digitais.
Elas podem ser aliadas se bem direcionadas, se houver uma intenção pedagógica na ação, elas podem ser ferramentas muito proveitosas e não fazer uso dessas ferramentas também seria um erro por completo.
Ao todo, o mundo passa em média 6 horas e 37 minutos por dia em frente às telas. Considerando que uma pessoa geralmente fica entre 16 e 17 horas acordada, esse número corresponde a 40% do dia. O país que mais usa telas é a África do Sul. Aí o Brasil vem logo em seguida, com uma média de 56,6%. O que dá cerca de 9 horas e meia. Nós brasileiros passamos 32,46% do dia só usando o celular, o que equivale a cerca de 5 horas e meia por dia.
O Brasil também ocupa a segunda posição quando o assunto é uso das redes sociais. Em média, os brasileiros ficam online nas plataformas por cerca de 4 horas diárias, ou seja, 22% do tempo. E o público que passa mais tempo vidrado nas telas justamente são as crianças e os adolescentes. 70% de jovens entre 10 e 19 anos têm o hábito de passar mais de 2 horas por dia diante de aparelhos eletrônicos.
Eu acredito que aí nesse caso, o principal, o que vai determinar se vai ser positivo ou negativo é o bom senso e a capacidade dos professores e dos alunos de fazerem bom uso pedagógico nos momentos em que isso for bom uso pedagógico dessas tecnologias, no momento em que isso for apropriado. Que em outros momentos é melhor, em momentos, por exemplo, no ambiente acadêmico, que você exige uma leitura de um texto e que você quer discutir entre alunos um texto, então você precisa, quanto mais você estiver focado, escutando as pessoas ao seu lado, sem estar distraído com outras coisas, melhor vai ser para o ambiente acadêmico.
E para finalizar, Antônio, Eu queria ouvir a tua avaliação. É factível, é possível que outras instituições de ensino superior sigam esse caminho de proibir celular na sala de aula?
Possível é. Eu acredito que outras instituições vão observar, né, estão observando a iniciativa que essas outras universidades adotaram. Então eu acho que é provável que mais universidades adotem, mas é diferente do caso da educação básica, onde foi o efeito, digamos, contágio dessa medida foi muito rápida, porque um secretário de educação, por decreto, podia fazer uma orientação à sua rede e dizer: a partir de agora, os professores, as escolas estão orientadas a não usar, não permitirem o uso de celular em sala de aula.
Depois de um ano da lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, pais, professores e alunos veem como positivos os impactos dessas restrições nas salas de aula. Com a lei, Ficou mais fácil pra gente porque nós passamos a ter um respaldo e aí isso nos ajudou bastante pra que tivéssemos esse controle de ambiente, digamos assim.
Eu percebi que a sala tem interagido mais com as aulas, tem prestado mais atenção e consequentemente também tem aumentado um pouco mais nas notas em geral e as anotações em geral também são muito melhores.
É diferente, no caso do ensino superior a gente está falando de uma multiplicidade de de instituições, isso tende a acontecer de maneira gradativa. Agora, é importante também a gente ter em mente, alinhar bem as expectativas, né? Banir os celulares da sala de aula, o que esses estudos todos estão mostrando, e também os estudos que olham para educação básica vão nessa mesma direção, os ganhos são significativos, mas os problemas de aprendizagem, especialmente aí na educação básica, eles são muito amplos, né?
Então assim, há muitos obstáculos, é uma ladeira muito íngreme que a gente tem que subir, principalmente no Brasil para garantir aprendizagem adequada para todos, desde educação básica ao ensino superior. Então você proibir, ou restringir, né, a palavra mais adequada, o uso de celular em sala de aula, é de se esperar que tenha um ganho a partir dessas evidências que começam a surgir, mas obviamente há muito mais coisas a fazer para a gente avançar na qualidade tanto da educação básica quanto do ensino superior.
Antônio, muito obrigada pela participação, foi um prazer enorme ouvir você aqui. Muito obrigada.
Eu que agradeço a oportunidade.
Este foi o Assunto, podcast diário disponível no G1, no YouTube ou na sua plataforma de áudio preferida. Comigo na equipe do Assunto estão Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sara Rezende, Carlos Catellan e Luiz Gabriel Franco. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo. Eu sou Natuzaneri e fico por aqui. Até o próximo assunto.