Episódios de Novelíssimas

Episódio 085 - Entrevista com Mini Kerti

28 de abril de 20261h14min
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ESTAMOS NO AR!

É hora de mergulhar no universo de Juntas & Separadas - série que está em alta no streaming.

O bate- papo, com a diretora geral da série, Mini Kerti, é um prato cheia para os amantes do audiovisual.

Dá o play que está imperdível!

Participantes neste episódio3
B

Bruna Rabinowski

Host
R

Rafa

Co-hostMenina
M

Mini Kerti

ConvidadoDiretora e documentarista
Assuntos5
  • Série Juntas e SeparadasRepresentatividade feminina · Relações e amizade entre mulheres · Desafios da menopausa
  • Série Sob PressãoRealidade da medicina no Brasil · Impacto social da série
  • Carreira de Mini KertiExperiência no audiovisual · Impacto social no cinema
  • Evolução das mulheres no audiovisualAumento de diretoras mulheres · Desafios enfrentados por mulheres
  • Direção e trabalho com atoresPreparação de elenco · Improvisação nas cenas
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Olá, estamos começando mais um Novelíssimas, o seu podcast sobre novelas brasileiras. Eu sou Bruna Rabinowski e hoje estou acompanhada na condução do episódio. Junto a mim está o Rafa, que vocês começaram a ver na página do Instagram no último mês, semanalmente com o quadro Televíssima, que fala de bastidores da televisão. Seja bem-vindo, Rafa!

Oi, pessoal, olá a todos. Muito obrigado pela recepção, espero que a gente tenha um excelente bate-papo aqui, muito feliz em participar desse projeto.

E hoje, juntos, temos a felicidade de receber Minikert, diretora, documentarista e sócia da produtora Conspiração, que acaba de completar 35 anos. Atuando no audiovisual desde os anos 90, Minikert passou por funções como produtora e assistente de direção, até consolidar uma carreira autoral no cinema, na televisão e no streaming.

A viral doutoral acontece ao dirigir o documentário Chame Gente, uma história do trio elétrico, em 2005, e segue com contratempo em 2008. Em 2009, dirige Refavela 40, sobre o álbum de Gilberto Gil, indicado ao Emmy Internacional. A filmografia inclui ainda o longa Muitos Homens Num Só, de 2015, vencedor de 10 troféus no CinePE.

Na televisão e no streaming, Minnie é uma das criadoras e uma das diretoras de Sob Pressão, série médica com direção geral de Andrusha Waddington. A produção Infanto Juvenil Acampamento da Magia para Jovens Bruxos marca a primeira experiência como diretora geral de uma série de ficção. Seja muito bem-vinda, Minnie!

Obrigada, Bruna, Rafael. É um prazer estar aqui no Novelíssimas. Obrigada por me receber. Ai, gente que agradece. E eu acho que a primeira pergunta, quando eu comecei a construção desse roteiro, eu acho que não tinha como ser diferente. As suas obras, existe um interesse constante por memórias, narrativas reais, impacto social e fala muito de experiência feminina.

Eu queria saber como você define a sua própria identidade e como ela fica presente dentro dos seus trabalhos.

Eu sou uma mulher, nascida no Rio de Janeiro, mãe, hoje tenho 56 anos, então, uma vida construída dentro do audiovisual. Eu cheguei a fazer, prestar vestibular para a história, mas fiz seis meses e saí.

porque era muito pacato para mim, acho que sou uma pessoa muito ativa, gosto de me movimentar, na mesma época eu dançava, eu acabei indo para dança na época, e um tempo depois eu comecei a trabalhar.

e no audiovisual eu tinha amigos que trabalhavam, e aí eu comecei a fazer assistência de produção e tal, e aquilo me sugou, assim, eu sempre gostei muito de cinema, na época que eu estava me formando, era a época do Estação Botafogo, aqui no Rio, que era um cineclube, que passava muitos filmes, e mesmo a televisão adorava, a televisão assistia muita coisa, novela.

Sessão da Tarde, eu sempre fui uma pessoa muito da imagem. E aí, aos poucos, eu fui mergulhando nesse universo do cinema, da televisão. Na época não tinha... É...

cinema no Brasil, na época que eu comecei a trabalhar foi na época do Collor, e a opção era você ir para a TV Globo ou você ficar no mercado independente, mas aí o mercado independente era basicamente publicidade e a MTV que começava na época. Então, a minha formação, eu tenho uma base de formação muito envolvida com a música.

e com a publicidade na prática do set. E eu fui assistente de direção, fui assistente de produção, fui pesquisadora, porque eu sempre me interessei por histórias, tanto que eu fui fazer história. Então, a pesquisa do roteiro, da vida, do documento, isso tudo sempre me interessou muito. Então, sempre trabalhei, e aí, aos poucos, virei uma diretora.

E depois, saí da publicidade, fui fazer programa de TV, fiz o Super Bonita há algum tempo, depois tive duas filhas, que hoje são grandes, uma de 20, outra de 16. Enfim, então eu sou uma mulher que trabalho há muitos anos.

e procurei me realizar profissionalmente e como mulher ao longo da minha vida. Eu acho que essa é a nossa constante batalha. Acho que não sei se eu respondi a sua pergunta, Bruna.

Não, respondeu sim, já deu super para entender um pouco da tua identidade, através desse resumo que você fez aí da tua trajetória, e dessa sua vontade de fazer as coisas, e ter já circulado, né?

em música, esse flerte com história, acho que já deu para tangibilizar muito o que a gente vai conversar ao longo desse episódio. Eu acho que o documentarista, por natureza, ele é muito interessado pelo outro, então, por universos que não são o dele próprio, ou até o dele próprio também, de um outro jeito. Tem muitos documentaristas que falam sobre si mesmo.

mas eu tenho uma curiosidade muito pelo outro, eu já sou muito cheia de mim, minha vida já é a minha vida. Então, o que pode me transportar para outros lugares, outros universos, mesmo na ficção, como mulher, outras personagens, outros universos, o universo médico, o universo feminino, de outras mulheres, tudo isso me interessa, quer dizer, sair desse...

do eu, ir para o outro, porque eu acho que quando você vê o outro, quando você pesquisa sobre o outro, está atento ao outro, você também tem uma autodescoberta aí, você descobre coisas de repente sobre você mesma e sobre o mundo que você não conhecia e você pode mostrar isso.

para outras pessoas também. Eu acho que o audiovisual tem essa facilidade de comunicação, de você mostrar visualmente, textualmente, com a música, que são muitos recursos para envolver o espectador. Você usa música, você usa diálogo, você usa imagem, você usa luz, você usa arte, é muito completo.

São várias formas de tocar o telespectador, e eu acredito que isso é o que você falou, toca vocês também, e acaba provocando essas reflexões, e a partir dessas vivências, até despertem vocês outras coisas que não é comum, não é do cotidiano. Acho que é esse o poder do audiovisual.

E até indo pela ordem cronológica, que antes da gente entrar da série do momento, você falou da questão médica ali, eu só gostaria que você compartilhasse um pouquinho com a gente, porque a sobrepressão é minha série da vida. É uma série que eu tinha até cuidado em maratonar ela, porque eu não queria deixar de sentir tudo ali e assistir um episódio atrás do outro para ir aproveitando aquela experiência.

E o que eu acho, enquanto espectador, é que essa série conseguiu nos passar um viés médico desse cenário da medicina, mas uma coisa muito real, porque a gente vê em outras séries vindas de fora, essa questão ali de um hospital mais elitizado.

tinham as tramas da vida, só que aí a sobressão nos colocou para a realidade do Brasil mesmo. Acho que isso que acabou me aproximando e tantas outras pessoas que ficaram meio tristes com o fim, mas eu queria saber de ti como foi essa experiência lá na série, porque o que eu destaco, além do roteiro, eu acho que o que me acabava chamando a atenção era a questão da direção mesmo, porque eu achava muito impecável.

Obrigada, Rafa. A gente adorava fazer, né? Eu acho que o Sob Pressão realmente é uma série que tinha essa vontade de fazer uma série médica com a cara do Brasil, falando dos problemas da medicina no Brasil, do sistema de saúde brasileiro, que é um sistema...

que é um sistema de saúde ímpar no mundo, né? Poucos lugares têm um sistema tão bom, tão estruturado. Claro que ele tem defeitos, ele não é perfeito, mas é... E aí valorizar esse sistema de saúde, quem trabalha lá dentro.

as minhas primeiras pesquisas, de novo, eu nas pesquisas, fui eu folheando a Veja e aí tinha uma matéria que era exatamente sobre o dia a dia dos médicos num hospital público, como é que eles lidavam com as questões de enfrentamento...

de armas e de acidentes que no Rio de Janeiro, no caso, que, enfim, são muito constantes, casos de bala perdida, é uma realidade muito nossa, todas as questões da saúde pública e tal.

Então, a gente achou o livro do Márcio Maranhão e fizemos um casamento de narrativas ali, veio o Lucas Paraíso, o Jorge Furtado, o Guelha Reis, o Andrúcia, o Washington. Então, a gente ali criou um time, uma equipe. Esse projeto demorou muitos anos para acontecer, cerca de sete anos, oito anos, desde a ideia inicial até finalmente a gente conseguir filmar.

E ele tinha essa outra coisa que também faz muito parte, eu acho, do meu estilo, da minha vontade, do meu desejo, que é lidar com a realidade, né? E dessa questão do documentarista. E o Andrusha imprimiu muito isso e eu do lado dele ali, a gente...

Por isso que tinha esse tom muito real, muito realista, brasileiro. No início a gente ficou na dúvida se aquilo ia dar certo, porque eu acho que não tinha nenhum paralelo na dramaturgia na televisão brasileira.

E deu certo. Então, tanto que a gente, não é? Nós fizemos cinco temporadas do Sob Pressão, fora o Sob Pressão Covid, fora o filme. Então, é um caso de sucesso, assim, né? E a equipe tinha muito prazer, Rafa, de trabalhar, porque você sentia...

que você tinha aquelas cartelas no final, né, que dizia, se você doe sangue, ligue para tal número, se você sofreu violência doméstica, então ele...

tinha uma preocupação de impacto social, como a gente falou aqui no início do podcast, que eu acho que é uma preocupação realmente que eu tenho e que o Sob Pressão tinha de ajudar, de trazer informações, da pessoa se reconhecer ali na questão que ela tem de vida, de saúde, e ao mesmo tempo de valorizar o nosso sistema único de saúde.

E além de toda essa questão dessa parte do sistema de saúde, os conflitos contemporâneos misturados, da doação de sangue ser uma questão para alguma religião.

algum acidente de trabalho que acontece por negligência das empresas. Então, acho que é uma série que abordou muitos temas, como você falou, esse impacto social mesmo. É, porque ele tinha sempre três ou quatro... Tinha um personagem só daquele episódio, casos episódicos, que a gente chama.

tinham casos de garco longo e tinham casos episódicos só daquele episódio. Então, você conseguia ter uma gama de histórias realmente muito grande, que era difícil uma ou outra pessoa não se identificar com aquilo.

E aí, Marcio Aristiano e Julinho Andrade encarnaram ali Carolina e Evandro de uma maneira maravilhosa, uma sorte e um trabalho também profundo dos dois e de toda a equipe médica, a Drica Moraes, o Bruno Garcia.

A gente teve... E era muito legal, porque um convívio com muitos atores diferentes, porque cada temporada, como tinham esses casos episódicos, tinham muitos atores diferentes. Então também para mim foi uma escola de direção de ator muito importante, porque era muito ator, muito ator bom, você lidava com várias histórias e várias...

questões dramatúrgicas, então era muito bacana. Legal. Acho que pegando o gancho aí das histórias, não tem como não entrar logo de imediato em Juntas e Separadas. Essa série que é uma delícia, escrita pela Thalita Rebouças, e está maior sucesso no Globoplay. E aí a gente queria saber um pouco como que o projeto entrou na sua vida e como que é o sentimento de ver uma repercussão tão positiva.

A gente fica torcendo porque a gente quer fazer a segunda, terceira, quarta temporada, principalmente um projeto que foi tão gostoso de fazer, divertido, porque o Sob Pressão tem toda essa importância social, mas era barra pesada, tinha questões difíceis de abordar.

importantes, pertinentes, que é isso, como eu disse, a equipe ficava muito se sentindo fazendo bem, sabe? Tinha uma coisa de eu estou aqui fazendo bem para o mundo, assim, quase um serviço social mesmo.

No Juntas e Separadas é uma outra situação. Eu me sinto também fazendo bem para as mulheres, porque eu acho que a gente se ali esclarece, fala de várias coisas, quebra diversos tabus, mas o tempo todo com leveza, com humor.

com brincadeira, tem drama, eu acho que quem levou o drama para a série, inclusive, fui eu, eu sou responsável, porque acho que sou um pouco dramática, mas a Thalita vem com aquele humor, com aquela leveza, com aquela alegria, e foi um projeto que chegou a mim através da Renata Brandão, que é a nossa CEO da Conspiração, a nossa produtorona executiva.

e ela perguntou se eu queria dirigir. Eu li o texto, uma primeira bíblia que a Thalita tinha desenvolvido, a gente se encontrou...

para conversar, para ver se ela gostava de mim, se eu gostava dela, se havia sinergia ali entre as duas. E foi ótimo, a gente se deu super bem. E aí a gente começou a trabalhar no roteiro, porque não tinha ainda os roteiros dos episódios. Então, o trabalho de sala de roteiro foi feito, eu participei.

bastante, assim, da sala, né? Mas os personagens, várias cenas, as histórias, elas estavam todas lá, assim. A Joana, que eu acho uma personagem maravilhosa, que a Luciana Paz faz.

A Laura já era uma apresentadora preta que estava se separando, então, ela que a Sharon Menezes faz, a Debinha, a Débora Lan, que faz uma professora, mãe de duas meninas, que tem crise com a mãe, enfim, todos esses personagens, a Ana Lia, que a...

a Natália Laje faz, e que tem dois filhos adolescentes, que começa a ter um relacionamento, vamos dizer, não convencional no início da temporada. Então, assim, isso já estava desenhado ali. O que a Thalita já trouxe, assim, eu dei algumas ideias. Eu, por exemplo, sugeri...

que o Marvio fosse ex-marido da Analia, ele não era, ele só era a pessoa com quem a Laura trabalhava, e a Analia trabalhava. Por que eles não são ex-maridos? Então, você acaba participando ali, pensando, dando ideias ali que são incorporadas, outras ideias que você dá não são incorporadas, mas...

Foi um trabalho junto com a Juliana Araripe, que é outra roteirista que escreveu juntas. E tinha essa coisa da identificação, porque isso foi há dois, três anos atrás. Eu tinha acabado de me separar, vivia todas as questões da menopausa, tinha acabado de passar. E Thalita também tinha se separado anos antes e também estava passando por todas as questões da menopausa.

Então, a gente colocou ali muita coisa de cenas de, ah, os calores, coisas que nós tínhamos, cenas e situações que nós tínhamos vivido. Então, com muita propriedade ali a gente falava daquilo. Eu acho que assim, o que a gente, tem um trabalho que eu acho que eu fiz com a Thalita, que foi...

No início, quando eu li, eu achei que os homens estavam muito mal colocados, no sentido de que eles, quase estereótipos do homem que você não quer, sabe? E aí eu acho que a gente fez um trabalho ao longo do processo de roteiro de amenizar, de dar mais camadas.

para esses personagens masculinos, porque as mulheres estavam muito bem desenhadas já. Eu acho que os personagens masculinos é que a gente foi suavizando eles, fazendo eles ficarem menos horrorosos.

E eu, assim, sou super suspeita pra falar da série, porque eu realmente, eu comecei, eu assisti todo num sábado. Eu tava num sábado, despretensiosa em casa, não tinha programação. E falei, e foi bem na semana que lançou. Falei, vou assistir. Mas eu imaginei que eu assisti um episódio atrás do outro, assim. É muito gostoso. Eu tava até falando com uma amiga, né, falando pra ela assistir.

eu falei, olha, você vai dar o play, você não vai conseguir parar. E é uma série que é difícil hoje em dia você se desconectar do celular e de outra coisa, né? Você está assistindo e é uma competição muito grande com outras coisas. Eu não peguei no celular. Eu fiquei assim, mergulhada. E foi muito legal, porque eu estou, assim, super embaixadora, estou divulgando para todo mundo. Porque eu acho que ela funciona para diferentes idades assistirem. E eu acho que o que mais me tocou, assim, foi a sensação...

de ser uma coisa parece que tão familiar, era como se você assistisse sendo amiga das personagens. Você se vê naquela roda, você se vê no bar do Leme com elas, você se vê participando, ou você vê a minha mãe, que já está nesse período de menopausa, você vê conversas parecidas com o que tem com as amigas, com as tias.

Então, eu acho que são tantos assuntos, assim, que por mais que você não está vivendo, de fato, algum deles, você conhece mulheres, tem mulheres do teu convívio que passam, é muito gostoso, assim. Eu fiquei bem... A temática já me chamou a atenção, mas assistindo, assim, eu falei... Quando terminou, eu falei, nossa, quando será que começa a segunda temporada? Quando que a gente vai poder acompanhar mais?

Que maravilha! Eu tinha muita preocupação de trazer intimidade entre essas quatro personagens. Eu achava, como a gente estava falando de quatro amigas, é uma série sobre amizade também.

a gente tinha que acreditar que, de fato, essas quatro mulheres eram amigas, apesar da Sharon não ser amiga na vida real da Débora, que não é amiga, sei lá, a Lu e a Débora ainda são amigas. A Nath está morando em São Paulo agora, mas conhece a Débora há um tempão. Enfim, tem ali uns núcleos, elas se conhecem, mas elas não são.

Amigas que nem as personagens. Então, com a Helena Barbac, preparadora de elenco, a gente fez vários ensaios, preparação, para trazer esse convívio, essa intimidade, exatamente. E começamos a filmar pelo Bar do Leme, porque era exatamente onde elas se encontravam. Então, se eu fortalecer meu pensamento, esse núcleo...

de amizade, porque se elas começassem a filmar cada uma separada, quando elas juntassem, sei lá, eu acreditava que aquilo, que era melhor começar pelo junto para depois separar. Então a gente começou por isso, porque isso era uma característica importante.

dentro da... E aí, quando elas se separassem, elas já teriam aquele link que foi criado ali, né, quando a gente fosse para o set de cada uma, porque a estrutura é basicamente esse bar e a casa de cada uma, sendo que a Laura tem um estúdio, né, a Annalia também vai para esse estúdio e a Joana e a Débora, enfim, é mais casa e rua e, enfim, outras locações, mas não tem.

Então, a gente acreditou nisso, que era importante a gente começar estabelecendo esse link entre elas. E eu acho que trazer também essas coisas do telefone, das mensagens, da divisão de tela, essa linguagem, que é uma linguagem que a gente está muito acostumado hoje, a falar com o vídeo.

mandar mensagem, eu acho que isso também traz para o espectador uma proximidade, uma sensação de que eu estou dentro dessa conversa. Não sei, pensei isso agora aqui falando com vocês.

Não, mas eu acho que é, traz esse cotidiano muito real, muito comum o nosso, e o Bar do Leme, eu concordo, assim, eu não tinha pensado por esse lado, dessa intersecção que você trouxe, mas pra mim ele fica muito claro que ele é como se fosse um personagem. O Bar do Leme, ele tem essa força de um personagem ali na história. É, tem até o Thelmo Fernandes, né, que faz o Maravilhoso. Que faz o Lacerda, que, enfim, é a personificação do Bar, né. Exato.

E até, você comentou anteriormente, né, que foi, acho que, rodado há uns dois, três anos atrás, né? Quatro. E aí, eu tô no quinto episódio, quinto ou sexto, aí hoje eu tava vendo o filho da Analia...

E aí, na hora, eu relacionei com a atualidade nessa coisa dos adolescentes. Hoje em dia, agora, 2026, está muito conectado a páginas que disseminam aquele pensamento da mulher 40 a mais, da mulher 50 a mais e tal. Aí eu olhei naquele momento ali e, na hora, captei para a atualidade. E eu achei que muita coisa ali...

É bem atual. E também serviu, para eu que sou do gênero masculino, muitas dramas serviam para mim também. E eu gosto de coisa dramática também. Não é à toa que eu gostava de ir sob pressão. Essa parte dramática eu acho que dá uma pinceladinha legal ali na série. Eu acho que a série tem comédia e drama. Ela vai ali nos dois... É uma dramédia que a gente fala. Ela tem as duas coisas ali. E ela tem...

ela é carregada nos dois universos ali. E outra coisa, você citou essa história do Bar ali, delas se conectarem primeiro e tal, e aí entra uma curiosidade, que eu tenho muita curiosidade de saber como é esse processo do diretor e da diretora. Como é o teu formato de trabalhar com os atores? Porque a gente citou aí vários atores lá na outra série.

agora essas juntas e separadas, eu queria saber como é o formato, prefere seguir um roteiro mais à risca, dar espaço para improvisação, para o que surge ali no momento da cena, eu tenho muita essa curiosidade de saber, e primeira vez que eu converso com o diretor, então estou bem curioso.

Eu acho, as cenas mais importantes você ensaia, você faz um trabalho de preparação, que não necessariamente é com as cenas, depois você ensaia as cenas mais importantes, você não consegue ensaiar todas as cenas, porque é muita coisa.

Mas você vai discutindo o personagem, conversando com o personagem, com o ator. Ah, esse personagem é assim, eu acho que ele tem isso. Você sempre tenta trazer... Eu com a Helena, Varvá, que eu fiz muita aula com ela também, porque eu disse para ela, ao longo da vida, desde o Sob Pressão, porque...

Quem me trouxe, a Helena, foi a Marjorie Estiano, e eu queria desenvolver um método de direção. Não é um método para eu ficar presa nele, mas eu queria entender uma métrica que se eu tivesse perdida numa cena, porque o que acontece na direção geral, você, são muitos assuntos, a equipe vem para o diretor para perguntar qual é o almoço de hoje, sei lá,

E qual é a lâmpada, e qual é a roupa, e qual é o óculos, e qual é o fundo, enfim, são trilhões de perguntas. E você tem que dirigir a cena. Então, como se você tivesse um guia para, se você ficar muito perdida, você se agarrar àquilo.

eu tentei com a Helena desenvolver um processo mesmo de direção que me ajudasse quando eu tenho muita coisa na cabeça e tal e a gente tem uma uma

E eu acho que o improviso, a improvisação, ela faz parte da cena, sabe? Os atores vêm sempre muito... Enfim, eu nunca trabalhei fora, mas o ator no Brasil é muito bom, eles são muito bons, muito dedicados, os atores todos dos Juntas e Separadas eram maravilhosos. De novo, eu trabalhei com o Bruno Garcia, o Bruno Mazeu não conhecia, nunca tinha trabalhado com ele, maravilhoso, o Matheus Solano,

uma beleza. As cenas dele com a Luciana Paz são engraçadíssimas. O Armando Babayoff foi maravilhoso. Ele trouxe várias questões e são atores interessados no personagem, que trazem questões, que discutem. Então você aprofunda aquilo e você tem que confiar no seu ator, porque ele sabe mais do personagem do que você.

Você sabe, não é? E a Thalita sabia muito. Eu gostava muito de ouvir as cenas da Thalita lendo, porque a Thalita tinha um humor que eu precisava imprimir nas cenas. Então, é muito importante você ouvir. Eu gostava muito de ouvir ela lendo as cenas, porque vem o humor que é dela, sabe? E eu acho que para os atores também é importante ouvir a Thalita, porque...

É isso, vem dela. Claro que todo mundo colabora, os atores colaboram, eu colaboro, o fotógrafo colaboro, o diretor de arte, mas a falisca inicial, o texto que é dito é da Thalita. Então, acho que tem que ter um respeito com o texto, mas isso não quer dizer que você não vai improvisar.

Isso não quer dizer que você não possa improvisar. E aí, na ilha de edição, depois, você pode fazer escolha também, porque, diferente de novela, que eu acho que novela tem uma coisa muito, se filma muito e não tem tempo para editar. Numa série, você tem tempo de editar. Então, não é que você...

Eu vejo que a novela, eu nunca fiz novela, mas eu vejo, ouvi a Maíra de Médici contando aqui de beleza fatal para vocês, enfim, maravilhosa. Você tem que filmar, editar e já vai. Acho que o Beleza até teve mais tempo de edição do que na Globo geralmente as novelas têm.

E aí na edição você consegue dosar, mudar a ordem da cena, porque às vezes é isso, isso aconteceu muito, eu mudei muito a ordem de cena, cena que era de um episódio foi para outro. Na série você tem tempo de burilar essas coisas, um pouco mais do que eu acho na novela. Perfeito.

E só para complementar uma curiosidade que surgiu também, na série em específico Juntas e Separadas, teve alguma cena ou algum arco dramático de uma das personagens que foi mais desafiador para você? Alguma história de bastidor para compartilhar com a gente? Eu acho que o mais desafiador era a Laura. E...

Eu acho que foi desafiador achar o tom da Laura, sabe? O tom desse personagem com a Sharon. Eu fiquei ali, eu trabalhei muito com a Sharon, eu e ela. Eu acompanhei todos os... Eu estava em praticamente todas as diárias dela.

porque eu achava ela no papel já uma personagem mais complexa mesmo, e tinha essa questão, e o Babaioff também, o personagem dele, o Ricardo, também era um personagem que eu também tinha, ele falava coisas que para mim soavam bastante estranhas, e ele também tinha uma certa dificuldade, então a gente foi tateando ali para achar o tom dele, sabe? Que tom...

é esse Ricardo, o quanto ele é verdadeiro e mentiroso, qual o tom da violência dele, porque ele é uma pessoa um pouco violenta, um personagem violento.

E aí também trazer as diferentes, porque o Bruno Garcia, que faz o marido da Claudinha, que é o Caio, ele também tinha, ele passeava na mesma área do Ricardo. Então, como fazer um Ricardo diferente de um Caio, eles não estarem no mesmo lugar?

Eu acho que tem esses desafios. E a Luiz Cardoso, maravilhosa, que faz a mãe da Débora, que também, para mim, é a pior personagem, a personagem mais malvada da série. E eu dizia, você é a vilã, Luiz, Deus do céu, sério.

porque eu tinha ódio do texto da Thalita, que estava na boca da Luísa, sabe? Porque ela é muito terrível com aquela filha. Então, eu acho que também ali foi um desafio da gente entender, mas a Luísa fez magistralmente, com humor, que eu acho que foi... A Giela e a Débora em cena, eu adoro.

A Louise e a Natália Laje, só um comentário, são duas atrizes que eu adorei ver na série, porque, como eu falei, eu gosto muito de assistir desde muito pequeno novela, série e tal, e elas são atrizes que, para mim, lembram muito das obras do passado, assim, para mim foi muito surpreendente ver elas ali nessa série.

É, porque a Natália é atriz desde pequenininha. Eu fiz um trabalho com a Natália quando ela tinha, sei lá, 12 anos. E eu tinha, sei lá, acho que a Natália uns oito anos mais nova que eu, eu tinha 22, sei lá, 24, e ela tinha 12, 13, sei lá, era uma...

E aí a gente já se reencontrou, no Sob Pressão ela fazia, a primeira mulher do Evandro e tal. Então, acho que a gente tem uns encontros. Eu acho ela uma grande atriz, adoro o trabalho da Natália.

E a Louise também, eu lembro do bate-papo virtual que teve para a imprensa, eu estava presente, e eu lembro quando ela respondeu algumas perguntas e ela já deu esse spoiler na época que ainda não estava no ar, ela falou para a gente que ia ser... Ela falou, nossa, mas a personagem fala coisas horrorosas para aquela filha.

E quando eu comecei a assistir, eu entendi que eram coisas horrorosas mesmo, né? E como elas atuaram muito bem juntas, é inegável. Ela e a Débora fizeram uma parceria muito, muito legal e que foi muito tocante, porque as coisas que via uma mãe falar para uma filha, era muito pesado.

É, e a gente, enfim, a gente achava e falava, Thalita, mas mamãe não vai falar? Fala, fala sim, fala. Eu falei, tá bom. Então, deixa, vamos aí. Vou matar essa mãe até o final da série, mas tudo bem. É isso, porque eu acho que a Thalita tem uma coisa legal, que você não pode ter medo de botar certos diálogos, todos os...

os livros falam isso, né? Porque você não pode ter medo da personagem ser ruim, você não pode ter medo da personagem dizer, e ela não tem, entendeu? Então, ela fala mesmo, ela faz o personagem, e ao mesmo tempo é isso. É uma mãe, é uma mãe. Então, você tem, e ela, na loucura dela, ela está agindo com carinho, sei lá, entendeu? Mas não é que ela é uma maluquice mesmo.

E uma pergunta de Leigo, Mini. Essa parte da... Nossa, esqueci o que eu ia perguntar. Eu esqueci o que eu ia relacionar. Você falou uma coisa, eu ia relacionar, mas acabei perdendo. Mas essa parte da personagem da Louise, da mãe e tal, ela falava coisas terríveis, mas eu já tive relatos de amigas que vivenciaram isso e eu queria saber na tua opinião.

a importância dessas histórias nos dias de hoje, onde o público busca essa identificação, esse pertencimento das histórias. Agora eu lembrei que eu ia perguntar. Eu ia comentar, anterior a essa pergunta, como funciona a escolha, porque eu percebi que todas as cenas foram gravadas em ambientes externos, em casas, etc.

Essa escolha, de onde surge essa escolha? Pergunta de leigo, assim. É da direção? Como é que faz essa escolha? E depois queria passar para essa parte da importância das histórias. Eu acho que tem a ver com a minha formação de documentarista, de publicidade, que eu sempre filmei muito em locação. A minha vida toda. Eu não tenho uma relação com estúdio.

Eu gosto que o lugar que eu vou filmar tem elementos reais, entendeu? Que aquilo tenha matéria, assim, me dá um pouco de aflição o estúdio do nada. Eu sou uma pessoa de locação. Então, e eu acho que tem essa coisa da relação com o lado de fora, né? Você pode ir para uma janela, você tem uma entrada de luz, você tem um fundo real.

Enfim, eu gosto muito dessa materialidade das locações de verdade. Então, o mesmo bar era um restaurante de verdade que estava fechado e que a gente reformou, arrumou para virar o nosso bar.

isso me interessa, e para mim é mais familiar, é mais gostoso, é mais interessante. Eu acho que num estúdio do zero eu ia ficar um pouco perdida. Mas eu acho que sim, respondendo a sua outra pergunta, que essa série tem muitas histórias.

pertinentes ao dia de hoje, histórias de separação, histórias de como ser mulher, histórias de como viver a morte, a separação não deixa de ser um processo de luto também, como se reinventar enquanto mulher, as questões geracionais entre...

entre filhos e pais e mães. A questão homem e mulher, que é uma questão que eu acho que...

A mulher ocupando tantos espaços, ganhando tanta independência, a vida também está sendo mais longa para todo mundo, para homens e mulheres. Hoje em dia a gente vive 90, 80 anos. Antigamente as pessoas...

as pessoas viviam 60, 70, né? Então, assim, essa pós-andropausa, pós-menopausa, como é que é isso, né? Esse fim do ciclo reprodutivo, como é que é isso para as mulheres? E eu vejo os homens interessados também, porque eu vejo que está todo mundo tentando compreender esse novo jeito, né? Eu continuo uma mulher...

independente, tendo os meus relacionamentos e as minhas filhas também. Antigamente, você via aquela mãe envelhecer, se separar, sem trabalho. Hoje em dia, mães e pais trabalham, não querem se aposentar, se aposentam mais tarde, têm uma vida sexual ativa, têm uma vida amorosa ativa, até bem mais velhos. E isso faz com que você se...

se rejuvenesça espiritualmente, uma vida produtiva de trabalho, e isso muda as relações com os filhos, muda todas as relações sociais. Então, acho que são questões, o Juntas e Separadas traz questões.

relativas a essas questões da sociedade para o homem e para a mulher. Eu vejo vários homens dizendo que eu quero assistir, que eu quero entender vocês. Sei lá. Mas eles não sabem que eles vão se entender um pouco também quando assistir. Porque é isso. Como é que essas relações se renovam? Como é que é envelhecer? Para os dois casos. Como é que é você...

manter uma juventude, e que não é uma juventude física, é uma juventude de espírito, de desejo, e ao mesmo tempo ter que lidar com todas as mazelas do envelhecimento, porque tem a dor disso, a dor daquilo, o remédio que você tem que tomar, a reposição hormonal que você tem que fazer.

mas isso, a medicina, de novo, né, sob pressão, a medicina salvando a nossa, né, a nossa velhice, a nossa, eu não vou chamar de velhice, o nosso amadurecimento, sabe, porque é isso, você, graças à medicina, a gente pode, né, ainda ter uma vida muito longa.

E eu acho que você já falou de vários exemplos aí, de vários temas abordados que são muito atuais. E eu fiquei pensando aqui, fora toda essa lista que você falou, tem vários outros, se a gente parar para pensar, né? Síndrome do Ninho Vazio. Me pegou muito, porque eu lembrei, quando eu saí de casa, a minha mãe via ela em várias cenas. Em várias cenas, eu via ela preocupada com o que vai comer, levando coisa para a geladeira. Acho que o...

o desafio de uma nova não uma nova profissão mas um novo desafio também que tem a Annalie a Laura, que elas juntas enfrentam e vão para novos desafios profissionais então acho que são tantos temas você foi falando e eu fui lembrando de outras coisas também, eu acho que muito por isso se dá esse sucesso da série porque acho que é isso, ela conversa com todo mundo ela conversa com homens, com mulheres

idade de idade de adolescente em personagens adolescentes né tá

E eu queria entrar agora um pouquinho falando mais sobre a mini profissional. Acho que você falou até um pouco do episódio da Maria de Médicis aqui, e até foi uma pergunta que a gente também fez para ela, porque o audiovisual sempre foi majoritariamente masculino por trás das câmeras. Então eu queria saber como você enxerga a evolução do espaço para as mulheres na direção de grandes produções hoje em dia.

Eu acho que está aumentando, assim, eu acho que cada vez mais as mulheres estão ocupando cargos que antes, funções, ofícios, que antigamente, quando eu comecei, eu estou nesse...

fazendo o que eu faço, nesse mercado, há 35 anos. Então, você via poucas mulheres diretoras quando eu comecei. Tinha na publicidade a Flávia Moraes, e na televisão eu me lembro da Denise Sarraceni, que é um...

uma diretora bastante antiga. Na dramaturgia você tinha, né, Janete Clare, sempre teve uns expoentes mulheres. E na parte técnica do audiovisual, se eu não via uma diretora de fotografia, era bastante difícil, assim, né? Mas, assim, quando eu comecei, tem uma geração da minha idade que começou junto comigo, a Maria...

A Maria de Médicis começou na Globo, a Mora Maltner, a minha sócia Carol Jabor, na Conspiração, tem em São Paulo várias diretoras, a Dainara Toffoli, tem a Isabel Jaguaribe, enfim, tem uma...

um número maior, eu acho mesmo, de mulheres. A Yasmin Tainá, a própria Jéssica Queiroz, e a Rebeca Diniz, que fazem juntas comigo. Eu acho que Jéssica e Yasmin são mais novas. Mas, enfim, eu vejo que é um mercado...

Tem a Juliana Vicente no documentário, fez um documentário lindo sobre os racionais, tem a Elopácio, que é da minha geração, enfim, vou ficar aqui citando nomes, mas tem uma geração de mulheres que veio abrindo caminhos, eu acho, ao longo desses anos, e hoje você vê...

mais mulheres dirigindo, mas eu sinto ainda que existe uma, por exemplo, a Maria de Médicis fez uma série que se chama Beleza Fatal, que o tema é beleza, mulheres e tal, né? Eu fiz uma série juntas e separadas que o tema é mulheres também, então há uma, eu acho, ainda uma...

E assim, a outra série que eu fiz era uma série adolescente, então a Tainara eu sei que dirigiu, a Maria também. Eu sinto que tem a Joana Jabás, que já fez o Dias Perfeitos, enfim, que não está nesse lugar. Mas eu sinto ainda um pouco como se a gente...

fizesse coisas para mulheres, entende? Ou para adolescentes, que a gente vai falar de filhos, ou para crianças, que vai falar bem, entende? Eu ainda acho que tem uma...

que os espaços podem se abrir ainda mais, sabe? E que a gente precisa ficar teimando nesse lugar, insistindo, e trazendo mulheres juntas e separadas à equipe majoritariamente feminina. Tem a Janice Dávila, que faz fotografia, e o Lula Serri.

um homem e uma mulher. A Kit Duarte faz a direção de arte, a Helena Bighton que faz o figurino, então, assim, tem muita mulher, assim, duas diretoras mulheres além de mim, então...

É isso, é você trazer as mulheres para junto, e eu sempre fiz isso, eu sempre tive equipe muito feminina, não na direção de fotografia, porque eu sempre tive parceiros muito fiéis, homens, assim, muito...

mas na direção de arte, no figurino, sempre trabalhei muito com mulheres, preparadoras de elenco, enfim, eu acho que é uma... Eu vejo que as mulheres estão cada dia mais, mesmo executivas, a Luísa Barbosa, Lorena Bondarovski...

que são as produtoras executivas do Juntas. A Conspiração hoje tem um time de mulheres muito grande, basicamente mulheres, assim. A Tânia Pacheco, que é a nossa produtora geral, a Adriana Basbaum, que faz toda a parte de pós-produção, são mulheres, assim, é um time muito feminino, muito feminino.

Até uma coisa que se tem comentado muito hoje em dia, é da direção ocupar histórias em que os diretores tenham aquele famoso lugar de fala e tal, mas também o contrário também acontece, como você comentou, não é só porque vai falar de temas femininos que eu vou ser chamada para esse trabalho, então eu acho que tem um pouco de tudo.

Exatamente, Rafa, eu sinto isso. Ao mesmo tempo é isso. Por exemplo, o Dono Onete, que foi esse documentário que eu fiz agora, que é sobre a cantora de Carimbó, uma mulher maravilhosa.

Estou indo para o Hot Dogs agora com esse documentário, que é um festival de documentário importantíssimo em Toronto, que eu estou super feliz deles terem escolhido o filme para estar lá. É uma história de uma mulher. Então, assim, no passado, acho que talvez é o primeiro documentário sobre uma mulher que eu fiz, e ao mesmo tempo...

realmente, por mais que ela seja uma mulher do norte do país, numa realidade totalmente diferente da minha, tem uma conexão pelo fato de ser mulher que é muito única. Então, eu acho que a gente pode falar de qualquer coisa, é isso que eu falei anteriormente, me interessa o outro, me interessa o diferente de mim.

e achar semelhança nessa diferença, achar o que há de comum nessa diferença, achar o que é diferente, o que é comum, sabe? Trabalhar isso, descobrir essas nuances do ser humano.

das histórias de cada um, dos personagens, da vida, enfim, isso me interessa muito. Então, ir para um universo diferente, que não é o meu, que ou seja homem, seja mulher, seja do norte, seja do sul, seja do centro-oeste, é o importante, seja do agro, seja urbano, seja...

O importante é você achar com essa história alguma identificação e ouvir e tratar daquelas diferenças com respeito, sabe? Porque é isso, e com profundidade, porque é isso que vai...

fazer ficar interessante. Eu acho que o Juntas tem isso, ele trata com profundidade e leveza e curiosidade. Eu acho que a curiosidade pelo outro, sabe? Pelo personagem, por essa Laura, por essa Joana, por essa Claudinha, quem são essas mulheres? E no que elas têm diferente de mim e de parecido.

E, Mili, a gente, no decorrer aqui da conversa, foi citando alguns trabalhos teus, né? E agora eu queria saber de ti, assim, qual projeto mais te tirou da zona de conforto e por que é esse projeto?

Olha, o Juntas é... Eu nunca tinha feito comédia, né? Eu, assim, isso é muito legal também, na minha vida, eu acho. Porque eu fiz videoclipe, aí depois eu fui fazer publicidade, fiz anos publicidade, muitos anos, aprendi muito na publicidade. Aí fui fazer programa de televisão, fiz o Juntas, fiz o...

super bonita, com a Ivete. Fiz muita música, conheço muita gente da música, adoro esse universo da música. Fiz DVD, que hoje se chama audiovisual, de música, de show. Fiz documentários musicais, basicamente. E fiz ficção, fiz o meu primeiro longa em cima de um livro do João do Rio.

que é um autor que fala sobre o Rio de Janeiro, maravilhoso, que era um drama. Aí fiz o Supressão, que era um dramalhão, um drama bem brasileiro nesse lugar. E aí, de repente, fiz uma série de bruxos, com magia, com coisas e efeitos especiais. E aí, de repente...

estou fazendo Juntas, que é uma série de comédia que eu nunca tinha feito. Então, estou sempre experimentando um lugar diferente, uma coisa, não fiz drama a vida inteira, não fiz, ou só documentário, ou consegui navegar entre a ficção e o documentário.

Agora estou fazendo um true crime, que eu nunca tinha um documentário true crime, que eu nunca fiz, o maior desafio está sendo dificílimo. Mas, enfim, é isso. Você vai... É um privilégio. Eu me sinto sortuda de poder fazer, de ter construído uma produtora independente, ajudado a construir.

com um monte de gente, com os meus sócios, Claudio Torres, Andrúcia Watson, Carolina Jabô, Pedro Buarque, Renata Brandão, e muita gente que passou ali, que trabalhou e trabalha com a gente. Construir uma produtora independente no Brasil, que não é fácil, não é bolinho de 35 anos de trabalho.

e consegui ainda navegar entre gêneros, entende? Então, assim, eu sou uma sortuda, né? Tudo bem, trabalhei para caramba, adoro trabalhar, sou uma batalhadora, vou continuar trabalhando, acreditando nos meus projetos, mas eu também, é isso, o Juntas é um projeto que chegou para mim, o Dono Onete é um projeto que eu procurei, você também saber dar e receber nesse sentido, né? Deixa eu receber esse projeto aqui da Thalita.

vamos ouvir o que tem de interessante nele, no que eu posso melhorar ele, no que ele pode me melhorar. Aprendi muito com a Thalita, muita, muita coisa.

Eu acho que essa é a riqueza, né, gente, do audiovisual, né? Porque acho que não só um tira da zona de conforto, como todos, né? Uma hora é o documentário, outra hora é a ficção, outra hora é a drama, a comédia. Acho que esse é o mais interessante, né? São muitos processos, sabe? Por exemplo, o roteiro é só quatro pessoas numa sala, né? Então você fica ali, quatro pessoas numa sala, durante seis meses. Sei lá.

Quanto tempo? Aí depois você vai para a pré-produção. Aí são 40 pessoas, todo mundo perguntando, e agora? O que é isso? Aí visita a locação, faz não sei o quê. Muda todo o... Você está montando a sua produção. Toda a dinâmica muda. Aí vai para a filmagem, que é sete, sete, câmera, câmera, mais três meses, que é outra coisa. Aí isso tudo termina. Você vai para a ilha de edição, você fica trancado num lugar.

escuro, com o editor e o monitor na sua frente, vendo tudo que você filmou, que você escreveu, que você pré-produziu, vendo os erros que você cometeu, tentando resolver os erros.

E vendo as coisas boas que você fez também. Aí depois tem a finalização, os efeitos, a luz, a cor, o acabamento de tudo. E depois ainda tem o lançamento. Então, assim, são muitas etapas, sabe? Que você... Com muitas demandas diferentes de você, da sua pessoa. Não são as mesmas habilidades que você tem que ter para cada etapa. São habilidades diferentes, né?

É interessante, é maluco, assim, às vezes, mas é meio esquizofrênico, mas é ao mesmo tempo, eu sou uma pessoa que nunca gostei muito de rotina. Então, isso é ausência total de rotina, porque você cada hora está fazendo alguma coisa.

ausência total de rotina e muita doação, né, porque acho que você fala muito dessas histórias, né, do que você coloca de você e o que você recebe, eu acho que é isso, né, você resumiu aqui muito rapidamente esse processo, né, que demora muito tempo.

todas essas etapas, o quanto de pessoas você encontra nesse caminho. Eu não tenho dúvidas de que você sempre sai diferente de um projeto, né? Você sempre, você bebe de várias fontes, de vários conhecimentos, de trocas, e acho que deve ser muito enriquecedor mesmo, fazer parte de tudo isso.

Muito, eu sou muito feliz na minha profissão, muito mesmo. E é isso, você conhece um monte de gente, um monte de lugar que você nunca imaginou que ia conhecer, um monte de pessoas que você nunca imaginou. É uma profissão que te leva a muitos universos, e isso é muito maravilhoso.

E eu queria saber mais uma curiosidade sobre você, essa em específico de redes sociais, que antes do advento das redes sociais, era muito boca a boca, tinha, claro, veículos especializados que falavam, mas era muito grupo familiar, grupo de amigos, indicando, falando, e hoje com as redes sociais, é ali em tempo real, as pessoas vão assistindo, comentam, indicam, criticam, fazem meme, como que você...

Você acompanha essa repercussão dos seus trabalhos? Como é você com as redes sociais? Não tem muito como não acompanhar, né? Dá uma curiosidade, você fica... Ah, eu quero saber o que está acontecendo. A Thalita me manda mensagem. Nini, olha aqui. Aí ela manda as mensagens que mandaram para ela.

Então, no Twitter, eu não tenho Twitter, mas eu tenho um amigo que tem, ele fica me mandando, olha, os comentários, a Ana Lia, a Ana Lia, o caso com o menino, enfim, polêmico, ah, isso, estão assistindo. Você fica, eu me lembro, no Sob Pressão, a gente ficava...

Em tempo real, assim, quando ia ao ar, a gente ficava no Twitter, na época eu tinha Twitter, 30 topics lá, né? Porque o Twitter é muito um termômetro, né? Desse lugar, assim, do que as pessoas estão achando, né? Do que dá certo, do que não dá, do que vira meme, do que não vira, né? Eu acho que as redes sociais são fundamentais para essa...

para esse boca a boca, né? Que devia ter outro nome agora, né? Devia ter de rede social, de rede social, sei lá. Mas é muito importante, assim, né? Você estar ali, responder, estar ativo ali, e as atrizes também compartilharem, e esse feedback também, até para a próxima temporada, né?

e também como fonte de informação. Outro dia eu mando muitas coisas para a Thalita para a próxima temporada já, sabe? Coisas que eu pego nas redes sociais e falo, olha isso, Thalita.

assuntos que é para a gente tratar, porque tem assuntos muito novos, e hoje em dia tem uma produção de vocabulário muito grande também, palavras novas, que significam coisas novas, de tanto de relacionamento. Outro dia eu li um artigo que era sobre limerência.

que era sobre essa questão de você se envolver com alguém que foge do relacionamento, enfim. Agora eu não vou lembrar exatamente, mas aí tinha uma... Eu mandei para a Thalita, aí tinha um outro que era mulheres de 50, mas estão aumentando os casos de HIV.

por exemplo. Então, assim, assuntos que, aí de novo, eu e o impacto social, né? Então, vamos tratar desse assunto para as pessoas não se contaminarem de HIV, e a Thalita embarca total, ela tem isso também. Então, a gente, sabe, nossa, a gente já vai ali alimentando essa...

essa malinha, esse baúzinho de temas e histórias para a próxima temporada, torcendo para a Globoplay fazer a próxima temporada. A Thalita diz, vão ser 17 temporadas. Foi lá. Estamos todos na torcida aqui.

Até no episódio que eu assisti hoje, dos temas da realidade, da atualidade, teve Love Bomb e teve a Gamia. Aí duas coisas que já estão bem atual, gostei. A Tom Tom, que é a personagem da...

Esqueci o nome da filha da Ana Lia agora, mas ela é contra o amor romântico. Ai, mãe, amor romântico não está com nada. É maravilhoso essas discussões, esse conflito geracional. É muito legal que a Thalita trouxe.

Massa, e outra coisa, Emine, você citou anteriormente o projeto do True Crime, e conta um pouquinho para a gente, então, o que vai ser esse projeto, aqui até a gente destacou que tem dois projetos que estão por vir aí, esse com previsão para 2026, o lançamento, a série documental do caso da Doutora da Morte, que conta a história da Virgínia Soares de Souza, que é chefe da UTI.

do Hospital Evangélico de Curitiba. E aí, para a galera que está ouvindo, a médica ficou conhecida por surpresa, sob a suspeita de antecipar a morte de mais de 300 pacientes. A produção é a tua estreia nesse gênero, como tu comentou, e vai ser lançada agora ainda em 2026, correto? Espero que sim. A gente está trabalhando na edição fortemente.

É como eu disse, é um desafio, eu não posso falar muito, porque como é um true crime, ele tem... Você tem que engajar ali na história, tem que ir entrando no...

no que aconteceu ali, nessa investigação, enfim. Então, é difícil de falar desse projeto, mas é em Curitiba, ela é uma personagem do Sul, do Hospital Evangelico de Curitiba.

e está sendo um desafio, assim, é um lugar que eu nunca trabalhei, então a gente já filmou tudo e agora a gente está na edição, estou editando. É, foi um caso bem melemático em Curitiba, eu lembro que os noticiários, assim, foram tempos reverberando muito, eu fiquei bem curiosa em saber que, se tudo der certo, estreia esse ano ainda.

porque me marcou bastante na época esse caso. É, ela é uma figura, assim, né, muito emblemática, e ela, era uma salcunha para ela, né, de doutora morte, então é uma expressão muito forte, né, uma história, enfim, impactante.

Curioso aí para assistir. Também tem a série documental sobre a Preta Gil, que vai revisitar momentos marcantes da vida e da carreira dela. O que mais tu pode nos contar também? Já que a gente está conversando aqui, tem alguma novidade aí também sobre o andamento?

Então, a Preta a gente também filmou, já filmei bastante coisa, a gente está trabalhando tudo, já acabaram as filmagens, a gente está trabalhando na edição. A Preta é uma pessoa importante na minha carreira, porque quando eu comecei a dirigir, a Preta me deu a mão e falou assim, vem aqui que eu vou abrir uma produtora e você vai dirigir nessa produtora.

E aí eu fui com ela, fiquei três anos na dueto filmes com ela, foi quando eu comecei a dirigir publicidade, dirigindo videoclipe.

E depois eu acabei saindo de lá e voltando para a conspiração, porque eu trabalhava na conspiração, fui para a dueta e depois eu voltei para a conspiração. Mas foi uma pessoa muito importante, uma amiga querida, então é muito difícil falar sobre ela e filmar tudo. Na semana passada eu chorei todos os dias da semana.

É complexo, mas enfim, eu estou aqui, essa semana já está mais tranquila, e a gente está editando, são quatro episódios, e que vão contar a vida dela, muito em primeira pessoa, mas tem muitos depoimentos de amigos e parentes, amigos, enfim, falando sobre ela, ela falando sobre a vida dela.

Eu acho que vai ser bacana, é uma homenagem que a Preta merece. A Preta, enfim, falando de redes sociais, é uma mulher que tem... Que hoje, no Instagram, tem 12 milhões de seguidores, né? É uma loucura. Então, é uma mulher que galgou a sua vida.

no que ela acreditava e por isso enfrentou muitas dificuldades. Ela foi uma mulher que se expôs muito, mas muito espontaneamente. Então, é uma mulher que levantou pautas importantes.

sem querer levantar pautas, simplesmente porque ela era essa pessoa, ela era uma mulher preta, ela era uma mulher gorda, ela era, enfim, bissexual, e sempre falou isso abertamente, e fez questão de falar porque ela não, enfim, ela era...

aquilo e o que ela era, ela queria que o mundo soubesse, e com isso ela ajudou muita gente, eu acho a Preta tem uma coisa de que as pessoas se identificavam com ela e viam nela quase um apoio, assim, para assumirem quem elas realmente são, eram, enfim, então ela dá esse lugar.

ela se apropria dela própria, da pessoa que ela é, e ela dá esse direito aos outros também de se apropriar. Então, é uma pessoa que tinha muitos fãs, muitos seguidores, ao mesmo tempo tinham...

os haters e as pessoas que ela processou, teve processos, pessoas que falavam mal dela, ou gratuitamente, enfim. Então, uma mulher muito batalhadora, que foi empresária, cantora, mil coisas, dirigiu clipes também, enfim, fez muitas coisas, teve uma carreira prolífica.

E eu acho que é isso, uma mulher generosa, corajosa e que merece todas as homenagens.

Exatamente, acho que foi uma personagem que merece essa homenagem, a gente, enquanto espectador, merece assistir também, essa obra apontando, porque ela foi, o fato, a representatividade dela, ela colocou a cara em várias questões, representando várias camadas da sociedade, como você falou, a mulher preta, gorda, enfim.

Acho que a gente merece também ver essa obra, assistir. Dá um senso de responsabilidade muito grande, sabe? Mas eu estou fazendo com muito carinho, muito amor. Então, é isso que importa. Tem uma coisa muito pessoal para mim nesse projeto, sabe? Enfim, mas desafiador de qualquer jeito.

Acho que a gente já viu muita coisa bonita ao longo desse ano. O capítulo final de Vale Tudo, quando homenageou ela. A foto em Garota do Momento, que também foi simbólico, retratando ela. O carnaval desse ano, o espetáculo com os drones. Agora, saber que vem essa série documental também, acho que já deixa a gente aqui curiosos mesmo para ver mais essa homenagem merecida.

Eu estou aqui trabalhando loucamente para ficar lindo. E acho que agora, Minny, a gente está se encaminhando para o fim já desse papo, mas eu não poderia deixar de perguntar, afinal o podcast é novelíssimas. Eu queria saber se você acompanha o gênero, se você tem uma memória afetiva com alguma novela em especial.

Super, imagina, Dancing Days, Rock Santeiro, Avenida Brasil, Pantanal, eu amei o último Pantanal, achei ótimo, já tinha visto outro, Marquinhos Palmeira, maravilhoso, sei lá, Rock Santeiro, falei. É assim, eu...

Eu acho que como profissional do meio, eu preciso assistir. Eu assisti, não é que eu assisto a novela inteira, porque eu não tenho esse tempo, mas eu assisti Três Graças, eu assisti Vale Tudo. A novela das seis e das sete é mais difícil, atuais, porque é uma hora que eu não estou em casa, se bem que tem na Globoplay, daria para assistir. Mas eu procuro me atualizar, e porque são...

Você precisa estar atenta, vendo tudo de dramaturgia, de atuação, novos atores. Eu acho que é um lugar onde você se informa também sobre o mundo de hoje, sobre tudo isso, sobre novos profissionais. É uma produção...

A novela, acho que é do audiovisual, é o que é mais brasileiro, né? Então, é maravilhoso. Amor de mãe. Enfim, claro que eu assisto novela.

O Rafa, ele tem um gato que ele pegou na época de Pantanal. Ah, verdade. A hora que você falou do Pantanal, eu lembrei. E ele deu homenagem à novela, o nome do gato dele é um dos personagens. É Tibério, o meu gato, por causa do Tibério do Pantanal. E o próximo que eu tiver, que eu quero dar um irmãozinho para ele, também vai ter um nome novelístico, não tenha dúvida disso.

Mas acho que é isso, Minnie, a gente já se encaminhou aqui para o final, eu queria te agradecer mais uma vez por tirar, disponibilizar o teu tempo, uma agenda tão corrida para falar aqui com a gente, falar sobre os seus projetos, sobre a sua história, foi um prazer, foi uma delícia, acho que a gente não viu nem o tempo passar, foi um bate-papo muito gostoso e que a gente saiu muito inspirado em escutar mais histórias, assistir mais histórias, acompanhar e deixar elas tocarem nosso coração.

e trazer sempre algo a mais, algo complementar nas nossas vidas. Obrigada mesmo. Obrigada a vocês. Obrigada a vocês.

E é isso, o episódio de hoje fica por aqui. Até a próxima. Continuem acompanhando também o Arroba Novelíssimas no Instagram, que lá tem muito conteúdo de Juntas e Separadas. Vai sair o episódio também. E vários outros projetos aí que já estamos na expectativa de acompanhar, Amine. Até mais. Obrigada, gente. Assistam Juntas e Separadas. Isso aí.

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