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Eunício Oliveira abre o jogo sobre alianças no Ceará e disputa ao Senado

08 de maio de 202659min
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Eunício Oliveira, pré-candidato ao senado pelo Ceará nas Eleições 2026, é o entrevistado da Live PontoPoder. O ex-presidente do Senado falou sobre sua pré-candidatura ao Senado, as alianças partidárias no estado, sua relação com o governo e o panorama atual do Congresso Nacional.

Assuntos8
  • Pré-candidatura ao SenadoApoio do MDB nacional e estadual · Transferência de votos · Lealdade na chapa majoritária · Pesquisa Data Info · Eduardo Girão
  • Relação política com Camilo SantanaHistórico de disputas eleitorais · Aliança pelo desenvolvimento do Ceará · Recursos federais para o Ceará · Transposição das águas do São Francisco · Transnordestina · Camilo Santana · Ciro Gomes · Sid Gomes
  • Indicação ao STFAnálise da derrubada da indicação de Messias · Relação do governo com partidos · Indicações anteriores de Lula · Rodrigo Pacheco · Moro e a prisão de Lula
  • Oposição e Ciro GomesMudança de posição de Ciro Gomes · Legitimidade da candidatura de oposição · Debate respeitoso · Ciro Gomes
  • Articulação política no CongressoFalta de articulação do governo · Papel do presidente da casa · Composição partidária no Congresso · Randolfe Rodrigues · Guimarães · Gleisi Hoffmann
  • Cenário eleitoral nacional e CearáDisputa presidencial Lula vs. Bolsonaro · Tendência de queda da esquerda no Ceará · Eleitor indeciso · Radicalismo político · Lula · Flávio Bolsonaro
  • Janela partidária e MDB CearáSaldo da janela partidária para o MDB · Renovação política no MDB · Redes sociais e comunicação digital · Jade Romero · Yuri · Nelinho · Neném Coelho
  • História pessoal e motivação políticaOrigem humilde e luta por educação · Experiência na casa de estudante · Desejo de fazer o bem
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Olá, sejam todos muito bem-vindos e muito bem-vindas à live do Ponto Poder. Eu sou Jéssica Welma, editora do Ponto Poder. Aqui ao meu lado está Wagner Mendes, editor colunista do Ponto Poder. Olá, Wagner. Olá, Jéssica. Muito boa tarde a você. Boa tarde a todo mundo que está nos acompanhando em mais uma live, mais uma quinta-feira de entrevista importante para o cenário eleitoral aqui no estado do Ceará. Já, já você vai anunciar aí o nosso convidado.

Pois é, já tem gente chegando por aqui na nossa live, Paulo Henrique Viana, vamos lá fazer aquele esquema, mandar o link da nossa live pra mais gente. Chama aí quem quiser acompanhar esse debate, fazer pergunta, deixar seu comentário aqui no nosso chat, está aberto.

E hoje a entrevista é muito importante porque a gente recebe uma liderança política do nosso estado com muita experiência, que já viveu muitos cenários da nossa política e como esse 2026 está animado, essa conversa promete ser muito boa. A gente recebe nesta quinta-feira o presidente do MDB Ceará, deputado federal.

pré-candidato ao Senado e olha que já foi presidente do Senado também, Eunício Oliveira. Seja muito bem-vindo. Obrigado, Jéssica. Obrigado, Wagner. Obrigado aos nossos telespectadores, se pode chamar dessa forma, mas de todos que estão nos acompanhando aí nas nossas redes sociais do Sistema Verde e Mar de Comunicação, da nossa rede, da rede de vocês.

Então, eu estou aqui à disposição de vocês para mais esse bate-papo. Agradeço pelo convite. Sempre honrado por participar do Ponto Poder, do Sistema Verde Mar, com a direção do Wagner e aqui com a nossa companhia da Jéssica. Muito obrigado a vocês.

E vou começar, inclusive, como a gente está nessa rodada também de entrevista com pré-candidatos ao Senado, hoje a gente recebe uma pessoa que tem muita experiência, inclusive, com essa relação, como o Senado funciona. Então, vou começar a minha pergunta falando desse episódio recente que a nossa política brasileira viveu.

que foi essa derrubada histórica de uma indicação do presidente da República a uma vaga no STF. O senhor já foi presidente da casa, como eu comecei, trazendo essa parte do histórico. E eu queria muito saber como que o senhor analisa esse momento, como que o senhor atribui essa derrota histórica que o governo sofreu lá no Senado?

Olha, eu até sou suspeito, porque eu tenho muito carinho, muito respeito pelo indicado, que é o doutor Messias. O que aconteceu de fato nesse momento? Primeiro que nós estamos em uma eleitoral. Segundo que há, no meu entendimento, pouca interlocução de participação dos partidos políticos que compõem a base do governo e os que não compõem a base do governo.

Veja que o presidente Lula já teve a oportunidade de indicar o Zanini, que era o seu advogado, e teve a condição de indicar um velho companheiro de lutas, historicamente de esquerda.

que foi o ex-governador do Maranhão, ex-ministro da Justiça e atual ministro do Supremo, que é o Flávio Dino. E nessa terceira indicação, já no ano passado, houve ali um entreverbo, digamos assim, do ponto de vista político, porque havia uma indicação da casa.

quase o nome do nome do Rodrigo Pacheco, um intelectual, um grandíssimo advogado, um grandioso advogado, e também foi um excepcional presidente do Congresso Nacional. Eu conheço bem aquelas pegadas, como a gente diz aqui no Nordeste, de ser presidente de um dos poderes da República num momento difícil, como ele foi mostrando muito equilíbrio.

E havia uma indicação quase unânime do seu nome para essa vaga. E tem uma perspectiva de mais duas, três vagas que serão abertas do Supremo por antiguidade, por aposentadoria por antiguidade, não como a do Barroso, que foi uma antecipação pessoal. Então, de repente, você pega, eu estava vendo esse quadro, e eu sempre fui alguém que votou no Lula quando ele perdia as eleições, mas...

Votei no Lula quando ele ganhou as eleições. Votei na Dilma duas vezes, encaminhado pelo presidente Lula. Eu sou um MDBista histórico, estou há 48 anos no MDB. Nunca saí do partido, nunca mudei de partido.

Mas sempre votei no presidente Lula e duas vezes na sua candidata. Repito, quando Lula perdi as eleições, quando Zezé de Camargo fez aquela música, que é o meu país, a gente estava aqui nas ruas de Fortaleza, defendendo a candidatura do presidente Lula.

Eu, sinceramente, conheço de alguma aproximação com o presidente Lula. Quando o presidente Lula saiu da prisão, do meu ponto de vista totalmente inadequado, aquela prisão dele, arbitrária por um juiz que depois se tornou político, o objetivo dele era se tornar político, no caso Moro. Quando o Lula saiu da prisão, o almoço dele foi aqui na minha casa.

Quando o Lula resolveu lançar sua candidatura a presidente da República, foi na minha casa lá em Brasília, agora nessa eleição passada. Então, o que eu vejo? Eu, sinceramente, vejo pela experiência, como você disse, por ter vivido tudo no Congresso Nacional, por ter sido líder de governo, ministro, líder da oposição, líder da minoria, líder da maioria. Então, a gente convive e sabe como é que funciona aquilo lá.

Você olha uma foto, que acho que é na Folha de São Paulo, no Globo, você tem uma foto onde tem seis ou sete pessoas dando as mãos antes da votação do Messias. Todo mundo sabia que seria uma votação extremamente difícil, extremamente difícil. Estavam seis pessoas de mão dadas ali antes da votação.

Aí você olha para o quadro da foto, você olha para a foto. As seis pessoas pertencem ao Partido dos Trabalhadores.

Um congresso democrático, um país democrático, um congresso extremamente estressado por uma vinculação de um lado à esquerda e do outro lado à extrema direita. No meu ponto de vista, era necessário ou é necessário para que se tenha uma boa relação, que seja mesclada essas lideranças.

Porque, por exemplo, meu partido, o MDB, nós votamos contra a derrubada do veto do presidente Lula em relação ao 8 de janeiro. O MDB votou quase unanimemente. Mas não tem ninguém do MDB para defender isso aqui. Com o advento da Infoleg, os líderes...

encaminha tudo eletronicamente, não tem mais aquela relação pessoal com a sua bancada. Não existe mais, infelizmente, com esse alimento. Presidente, então você acha que houve ali uma falta de articulação mesmo do governo ou foi algo mais pessoal da Alcolumbre mesmo que acabou atuando nesse processo? Olha, o presidente pode muito, o presidente da casa, mas não pode tudo. Não pode tudo. Eu estou dizendo aqui, essa foto, por exemplo, você tem sete pessoas do Partido dos Trabalhadores.

Qual é o partido político aqui que está participando dessa articulação com o próprio presidente da casa? Com os demais líderes da casa? Com os demais membros da casa?

Porque ali é uma casa que todo mundo é igual. Não importa se você tirou 100 votos ou tirou 1 milhão de votos, quando você chega lá o mandato é do mesmo tamanho, do mesmo tempo, do mesmo período, do mesmo horário, do mesmo plenário. Então, o que eu quero dizer com isso? Você pega o Randolfe Rodrigues. Nada contra o Randolfe. Eu fui presidente da casa quando o Randolfe era líder da oposição.

Então, o Randolph, naquela coisa de radicalismo da oposição, ele não construiu relações pessoais ali com as pessoas, até porque ele gostava de ficar um pouco afastado. De repente, o Randolph, nada contra ele, nada contra a sua capacidade, mas de repente ele sai, se filia ao PT e vira líder.

do governo no Congresso Nacional. Ou seja, ele é líder nas duas casas das votações importantes, quando junta as duas casas, o Congresso Nacional. Então, ele é que é o líder para debater qualquer coisa, para conversar com as pessoas. Ele não tem esse relacionamento para conversar com as pessoas. Então, seria uma dificuldade de articulação neste momento.

O Guimarães, por exemplo, pegou o bonde andando. A Gleis não estava preocupada com essa relação. A Gleis era muito fechada em relação ao PT.

Então, ela não abria essa relação. O marido também era líder do PT, que era o Líder Berg, também muito radical nessas posições todas. Então, aquela casa, ninguém manda mais do que ninguém. Então, se você se inscrever, você tem o mesmo tempo que eu para falar. O que acontece?

do meu ponto de vista, precisa ser mesclado a relação do governo com as duas casas. Porque se ficar todos os membros do mesmo partido político, não vai ter relação, não vai ter votações fáceis com os demais partidos. Uma coisa é eu, líder do MDB...

e ser parte dessa relação com o Congresso, chegar para os membros do MDB e conversar com eles, pedir, conversar, negociar, fazer trocas republicanas.

Ah, eu estou querendo ser membro daquela outra comissão ali. Tudo bem, eu te boto, mas você vota aqui com a gente. É uma negociação republicana, não tem nada debaixo do pano, não tem nada debaixo da mesa. Então, no meu entendimento, Jéssica, o que acontece, e vai acontecer muito, vai ser essa corda esticada, por falta, repito, de ter pessoas nesse comando aqui.

Com a mesclagem de que, olha, eu sou do MDB, mas estou lá para defender o governo, não sou apenas um encosto. Você, do Republicanos, está lá para defender o governo que você participa. Antigamente, os ministros tinham esse papel.

Hoje não é mais. Quem tem esse papel do Congresso é o próprio Congresso. Com as emendas impositivas, com o orçamento impositivo, os líderes têm muita força. Às vezes têm muito mais força do que o próprio ministro de Estado.

A gente vai, daqui a pouco, falar mais sobre o próprio Senado e esse funcionamento, até porque Eunice Oliveira é pré-candidato ao Senado e a gente está falando de uma véspera de uma eleição que pode renovar dois terços dessa casa. Então, é uma eleição muito importante em relação ao Senado. Agora, ainda falando um pouco de Brasília, sem ser exatamente do Senado em si, houve uma reunião agora, por esses dias, da bancada do Ceará.

com o deputado federal e agora está ministro das relações do governo, José Guimarães. O que foi tratado nesse encontro? Foi uma reunião que a bancada esteve bem em peso, inclusive com nomes da base da oposição.

O Guimarães fez a primeira reunião com a bancada do Estado já como ministro das Relações Institucionais. O ministro das Relações Institucionais trata exatamente com o Congresso, com a Câmara e com o Senado, as relações institucionais do governo. Mas ele é um membro, quer dizer, e é do Partido dos Trabalhadores.

Ele é um membro e é do Partido dos Trabalhadores. Então ele fez uma boa apresentação, disse que estava ali para cumprir uma missão do presidente Lula em relação ao Brasil, mas também ele se sentia alguém, como eu fui, numa missão de defender os interesses do Estado de Ceará. Foi uma reunião muito boa, o Guimarães é muito suave nessa questão do relacionamento e acho que ele vai ajudar muito o presidente Lula nessa articulação política.

Presidente, falando que o senhor é presidente do MDB aqui no estado do Ceará, recentemente a gente teve aí uma movimentação da janela partidária, eu queria uma avaliação sua sobre o saldo dessa janela para o MDB, o que é que o senhor espera do partido para essas eleições? Naturalmente, defendendo aí o seu nome na chapa do governador, mas também olhando aí para a Assembleia Legislativa, para a Câmara dos Deputados, como é que o senhor espera que o partido se comporte aí nessas eleições de outubro?

Olha, o MDB não saiu dessa janela partidária, que é um momento muito difícil para os partidos políticos. Não saiu arranhado, pelo contrário, o partido ganhou mais um deputado, mais um deputado estadual. Vai manter...

ou seja, manteve os dois deputados federais, no caso eu e o Yuri, nós vamos fazer surpresa nessas eleições pela qualidade das pessoas que se filiaram e que ficaram, e que são pré-candidatos, tanto a deputada estadual como a deputada federal.

deputados, candidatos a deputados e a deputadas. Nós vamos ter boas surpresas em relação ao MDB. O MDB saiu bem. Ah, perdeu o fulano que era suplente e foi para um outro partido da base. Mas, em compensação, nós ganhamos outros nomes importantes que, com absoluta certeza, serão homens e mulheres muito bem votados.

uma experiência de vida e de política do Estado do Ceará, a gente conhece mais ou menos os quadros existentes. Também o MDB deseja fazer uma renovação política, trazendo jovens, atraindo jovens, atraindo mais mulheres. Inclusive, essa semana nós gravamos lá em Brasília as inserções do partido.

E eu fiz questão de a gente dividir as inserções entre homens e mulheres e aqueles que fazem parte do dia a dia do partido, mesmo sem mandato eletivo, pudessem participar, como a presidente do MDB jovem, que é mulher, como a presidente do MDB mulher, que naturalmente é mulher. Então, nós estamos fazendo uma coisa muito democrática dentro do partido.

Primeiro para renovar o partido do ponto de vista político. Segundo que é preciso uma renovação política de verdade, de jovens entrando na política, discutindo. Hoje nós vivemos um momento diferente. Um momento diferente, eu entrei aqui na redação, achei inclusive...

Uma redação imensa aqui. Aqui ainda tem o papel, não alcanço mais o papel do Diário do Nordeste, só na base da... 100% digital. 100% digital, mas eu estou vendo tanta gente aqui. Porque a gente aqui está 24 horas ligado em todo tipo de rede, em todo tipo de comunicação.

eletrônica do ponto de vista de chegarmos à população, de todas as formas, direta e indireta, nós temos que chegar à população. Então, o que eu estou dizendo é o seguinte, nós vivemos um outro momento, um momento das redes sociais, dos programas digitais, dos sistemas de comunicação todos digitalizados. Então, é importante que o partido, nesse momento...

raciocine dessa forma e traga para dentro do partido essa realidade que não dá para fugir dela, não dá para escamotear, não dá para achar que ela não tem a importância que ela tem, ela tem muito mais importância do que a gente às vezes imagina.

Presidente, agora nessa janela partidária o MDB perdeu, claro não era nem na regra da janela, mas perdeu a vice-governadora Jade Romero que se filiou ao PT. Como foi essa saída? Houve alguma tentativa de que ela se mantivesse no MDB? Enfim, como foi essa tratativa?

Olha, a Jade é um quadro importante que nós criamos dentro do MDB. A Jade é muito jovem, em 2010, eu lembro que eu estava chegando para a convenção ali na Duque Caxias, no colégio do Bizerra. Eu não lembro o nome do colégio. E estava começando a questão de Twitter.

Eu, em 2005, tinha sido ministro das Comunicações, tive a felicidade de desenvolver e a gente construir no Brasil e do Brasil, e feita por dois cearenses e um pernambucano, e eu como ministro, a TV digital brasileira.

Naquele momento, começava muito ainda, incipiente, o celular quase não existia. Nós tínhamos 42 milhões de telefones fixos e tinha 150 mil telefones celulares, 2005 para 2006. Então, estava começando a questão de Twitter.

E ela se apresentou lá na convenção, se oferecendo para trabalhar na política nessa questão do desenvolvimento digital, quando estava ainda incipiente. E ela começou a trabalhar, trabalhar dentro do partido, sempre foi uma pessoa muito alegre, muito inteligente.

E depois eu a indiquei para ser secretária da Juventude do MDB, que tinha a secretária da Juventude. Depois ela foi novamente indicada para ser secretária pelo partido. Quando eu digo por mim é porque eu sou o presidente do partido e represento os interesses do partido no sentido de que falo pelos convencionais. Na hora que eles me elegem, eles me dão a oportunidade de falar por todos eles. E nós fizemos essa indicação novamente para que a Jade fosse.

Depois ela participou ativamente das redes sociais, dessa questão de mídias, da minha campanha em 2014 e nas outras campanhas que eu participei, inclusive na campanha de 2018.

houve a cisão política no estado de Ceará, o Camilo e o governador me procuraram, foram várias vezes na minha casa, querendo que a minha mulher fosse a vice, a Mônica. Depois, evoluíram para o Rodrigo, meu filho.

Eu disse, o Rodrigo não tem idade, a Mônica nasceu em Brasília, vem muito ao Ceará comigo, mas não participa do mundo político, do dia a dia. Ela nasceu em Brasília, formou em Brasília, o grupo político social dela está lá, os filhos estão todos lá, os netos estão todos lá.

Ofereci, adulei pela ceia, não sei fazer nada pela metade, não vou ser alguém com condições de fazer o que precisa ser feito numa vice-governadoria e dentro da política efetiva de governar o Estado. Então eu prefiro ficar em Brasília cuidando das nossas coisas. E aí surgiram alguns nomes, outros nomes, e depois surgiu o nome da Jade.

Eu chamei o Camilo lá na minha casa, aqui no Mansão Macedo.

que é um prédio onde era a casa do José Macedo. E tem uma salinha pequena assim, que é o escritório. Eu chamei e depois chamei a Jade. Acertei com o Camilo e com o governador. Essa indicação. Combinei com meus filhos, com minha mulher, essa indicação. Combinei com o partido. O partido me delegou todos os poderes para que eu pudesse fazer a escolha. E eu fiz a escolha sob o nome dela.

chamei o marido dela disse, olha numa campanha majoritária dessa pode, tem todo tipo de coisa, de plantações disso, daquilo, se estão preparados para isso, não, por mim não tem problema, tá ok, então foi combinado com ela e com o marido para que ela fosse a candidata

E nós anunciamos a Jade para ser candidata pelo MDB, uma indicação do MDB feita por mim depois de uma semana de negociações com outros nomes, depois surgiu o nome dela. Então ela foi nomeada, foi eleita junto com o Elmano e depois ela foi ser secretária das mulheres, indicada novamente pelo partido.

Depois, quando aconteceram as mudanças, o governador me chamou e disse que, como havia uma vacância da Secretaria de Desenvolvimento Social, porque a Onélia tinha sido nomeada, tinha sido eleita para o Tribunal de Contas.

que tinha aquela vacância. Eu achei por bem indicar alguém que já estava no governo, já era vice-governadora. Fizemos a indicação novamente da Jade. E ela ficou vice-governadora e secretária de desenvolvimento social. Depois ela disse que tinha desejo de ser novamente vice-governadora.

E a gente conversou sobre isso sem nenhum atrito, sem nenhuma forma de constrangimento, até porque a indicação era partidária. E o partido a nível nacional desejava uma pré-candidatura ao Senado, porque o MDB já tinha sido o maior partido no Senado, com o número maior de senadores.

O partido queria, sabia que não tinha um candidato forte para disputar a presença da República, queria fazer o maior número possível de senadores. E como eu já tinha sido senador e presidente do Congresso Nacional, o partido reuniu e fez a escolha para uma pré-candidatura do nosso nome.

Isso foi conversado com a Jad. Eu até imaginava que meus votos de deputado federal, já que o Rodrigo, meu filho, disse, não, pai, é cedo, eu não quero entrar na política agora. Quero cuidar das minhas coisas primeiro, para entrar na política com a condição de não precisar da política, de não depender da política.

Eu não quero ser candidato a deputado federal agora, não. Eu imaginava até que a gente pudesse ter tido uma conversa, eu mandei o Daniel conversar várias vezes com ela, para que ela pudesse ser a minha sucessora, do ponto de vista dos colégios eleitorais, de amigos que me acompanham há muitos anos, de pessoas que me respeitam, que têm reciprocidade de trabalho mútuo.

Mas ela fez uma opção de ir para o PT. Não, para o União Brasil. Primeiro ela anunciou que iria para a federação. Não, ela foi para a federação, se filiou a federação. Eu acho que no União Brasil, ela se filiou no União Brasil dentro da federação.

Depois ela saiu da União Brasil e foi para o Partido dos Trabalhadores. Está dentro da nossa base, sem nenhum problema, sem nenhum tipo de atrito. Hoje eu vi uma matéria que ela não é mais candidata federal, e sim é candidata a deputada estadual. Espero que ela tenha muito sucesso, ela é uma pessoa preparada, capaz. Não é o fato dela ter saído do MDB, que ela não tem todos os méritos, pelo menos, e reconhecimento da nossa parte, do ponto de vista partidário.

Não tenho absolutamente nada. E para quem agora o senhor pensa em transferir esses votos de deputado federal, já que o foco deve ser o Senado? Olha, dos quase 200 mil votos que eu tive, teria aí 130, 140 mil votos, que a gente chama que são votos de colégio, colégios eleitorais, que essas pessoas ficam esperando...

que eu seja candidato ou que eu indique alguém para me substituir. É um processo natural. Como eu pego todos os valores de emendas, com muita transparência, você pode olhar no jornal de hoje, nas minhas redes sociais, que tem vários, assim, está na conta, está na conta, com muita transparência os valores que são transferidos para os prefeitos.

Então, o que aconteceu? Isso aí eu teria 140, 150 mil votos com possibilidade de transferência. Como eu comecei, eu chamei o Nelinho, que eu nunca tinha tirado licença nesses 34 anos de mandato. Chamei o Nelinho, que é uma pessoa que eu tinha muita admiração por ele. Tirei licença de 121 dias para ele assumir como deputado federal.

E comecei a passar a alguns amigos que estavam me procurando o Nelinho para ser a pessoa que ia receber esses votos. Por surpresa, na janela, ele saiu e foi para o Podemos.

Diz que não tinha absolutamente nada contra o partido, mas tinha recebido um convite para ser presidente do Podemos e saiu para ser presidente do Podemos. O que é que eu tenho feito isso? O deputado Yuri.

recebeu muitos desses colégios, os chamados colégios. O Neném Coelho, que é um dos candidatos nossos. Ex-prefeito. Ex-prefeito e um dos candidatos nossos. Recebeu alguns desses colégios.

E eu tenho procurado, como eu sou candidato a cargo majoritário, e como eu não tenho um candidato específico, eu distribuí muito dentro do partido e até fora do partido, alguns colégios de deputados que me procuraram, que iam completar eleições.

Eu estava dando uma coisa muito republicana, eu fiz exatamente isso, fiz as indicações, escolhendo nomes de pessoas que acham que ou estão no mandato e merecem ser reeleitos, ou estão fora do mandato e merecem a oportunidade de serem eleitos para um exercício de um mandato de deputado federal.

Já temos algumas perguntas aqui, Wagner Mendes. É um comentário aqui do Paulo Henrique falando que a Jade não se filhou à União Brasil. Ela chegou a anunciar, de fato, não oficializou, mas teve o anúncio que ela foi para as redes sociais, de fato, no meio daquele impasse sobre qual seria o rumo da federação aqui no Ceará. Tem uma pergunta do Mikael Johan falando o seguinte. Eunício, quando o senhor não teve o apoio em 2014...

para o governo, rompeu e se aliou ao PSDB, a oposição. Caso não tenha um apoio ao Senado, pode romper de novo ou vai buscar outra postulação para você ou para o MDB? Olha, eu tenho uma relação política e uma relação até pessoal com o ministro e senador Camilo Santana e tenho uma excelente relação com o governador Elmano.

Quando houve a ruptura, o MDB foi o único, fora daqueles partidos da Federação PCdoB, o MDB foi o único partido que ficou aqui, desse lado.

O PSD, o ex-deputado Domingos Filho, foi o candidato a vice na chapa do Roberto Claudio. Nós ficamos aqui praticamente sozinhos e nós ganhamos as eleições com o Elmano no primeiro turno, na eleição passada.

Então eu não trabalho com essa hipótese, eu tenho preocupação, se não quer...

É com a eleição. Eu tenho preocupação com o eleitor, da recepção que esse eleitor vai ter em relação ao nosso nome, a uma candidatura de senador da República novamente. Essa é a minha preocupação. Eu não tenho preocupação. Eu nunca disputei a vaga dentro desse grupo político. Ah, eu estou disputando a vaga. Até porque é o seguinte...

Eu tenho um partido político e sou presidente desse partido. Em 2018, nós fizemos uma aliança e, para surpresa minha e de muitos, a ata que foi para o tribunal não constava o MDB como aliado.

E talvez naquele momento tenha sido meu grande erro. Porque se eu não constava na ata como aliado, eu não era para ter me comportado como aliado. Não tinha obrigações de aliado. Não, não era para ter me comportado como aliado. Eu ia buscar voto aqui, ia buscar voto ali. Não tinha compromisso com ninguém, porque eu não era aliado. Eu não estava na aliança formalmente.

Você não podia inclusive botar no Santinho, chamar de Santinho, você não podia imprimir meu nome, porque eu não estava naquela aliança. Nem na propaganda de rádio, televisão. Nada, nem rádio, televisão. Não podia fazer nada em conjunto, nada. Então é o seguinte, eu fui candidato solteiro. Fui candidato solteiro. E todo mundo sabe o que aconteceu em Fortaleza, na região metropolitana, eu não quero ficar remoendo isso. Todo mundo sabe que eu tinha 40 vereadores que me acompanhavam em Fortaleza, e na última semana, quando eu procurei, desses 40 vereadores, só ficou um.

De repente, a região metropolitana que me apoiava, Maracanau, ficou fora. Calcaia, que graças a Deus hoje está fechado conosco, ficou fora. Aquiraz, que inclusive era o Edson Sá, que era do meu partido, traiu o partido e ficou contra. O Asilon, que ficou contra. Itaitinga, que ficou contra.

Então, região metropolitana, Pacatuba que ficou contra, região metropolitana e mais os 40 vereadores que foram retirados na véspera da eleição, tiraram a eleição e tiraram a presidência do Congresso Nacional das mãos novamente de um cearense.

Em 2018, porque eu tinha 69 assinaturas para ser reconduzido presidente novamente do Congresso Nacional. Se eu tivesse a condição ali de repetir e de trazer a metade do que eu trouxe para o Ceará, eu trouxe 11 bilhões de reais para o estado do Ceará. Eu não tenho construtora no Ceará.

Eu não tenho um convênio, eu não tenho um negócio com a prefeitura, eu não tenho um negócio com o Estado do Ceará, nenhum. Eu não presto serviço para o Estado, zero. Eu não tenho um negócio no Estado do Ceará, zero. Absolutamente zero eu não tenho. Estou dizendo aqui e sei o tamanho da audiência que nós estamos tendo nesse momento e vai se repetir em outros horários.

Então, eu não tenho nenhum negócio com o Estado, não tenho nenhuma preocupação com isso. Então, em relação a uma candidatura, eu tenho um partido político. Eu tenho controle dado pelos convencionais desse partido político. Então, eu não tenho uma preocupação, absolutamente nenhuma preocupação, com a disputa de uma vaga na eleição, na candidatura majoritária. Nenhuma preocupação. Repito, eu tenho um partido político se eu quiser ser candidato a senador.

Eu serei. Eu não preciso ter candidato ao governo, eu não preciso ter outro candidato na chapa. Eu posso ser candidato.

Se eu quiser, se essa for a vontade do meu partido, for a minha vontade, eu vou disputar o voto do eleitor. E graças a Deus, em todas as pesquisas sérias de opinião, eu tenho entre 27% e 34% dos votos consolidados, sem esse grupo político ter dito até hoje.

O candidato da nossa chapa é fulano e ciclano. Então a candidatura é irreversível, independente se estiver na chapa do governador ou não. Eu digo muito que irreversível, certo? Nem a vida é irreversível, nada é irreversível. Mas...

Se você me perguntar, se você está me perguntando se hoje Eunício Oliveira é pré-candidato ao Senado, Eunício Oliveira é pré-candidato ao Senado, com apoio inclusive do MDB do Ceará, com apoio do MDB Nacional e obviamente espero que com o apoio de todos aqueles que nós apoiamos no Estado. Eu queria que o senhor comentasse... Governador, do ministro Camilo, dos demais partidos aliados. Da relação... Até porque, se eu só fazer aqui um parênteses.

O MDB não está tomando vaga de ninguém na candidatura majoritária do Senado. Essa vaga era do MDB.

Essa vai era do MDB. Foi o MDB, através das mãos de Eunício Oliveira, que botou 11 bilhões nesse Estado. Repito, sem nunca ter participado de uma licitação ou de um amigo ter participado de uma licitação. Essa beira-mar que vocês andam aqui, foram quase 900 milhões de reais. Beira-mar e essa parte aqui, a parte da Vila do Mar e essa parte aqui da Vajota, todas foram feitas? Foi feita?

pelo senhor Roberto Claudio, quase 900 milhões de reais que eu trouxe para o estado de Ceará, para a prefeitura de Fortaleza. Hoje você está vendo um TBT do hospital lá do Jaguaribe. Que maravilha que é aquele hospital. Foi na época, nós inauguramos na época da pandemia.

O Estado do Ceará está aqui, o metrô está sendo feito, no escritório da Nascença do Mão, ainda está passando de baixo da Nascença do Mão, chegou a hora que tem um tremopred, barulho danado, mas foi uma obra que eu trouxe, está lá, ninguém mente, está lá, se você pegar um TBT você vai encontrar. E eu esperava que nessa reeleição eu pudesse trazer pelo menos uns 6 bilhões de reais para o Estado do Ceará.

pelas relações que a gente tinha construído, por ser presidente novamente, por ter as assinaturas para ser reconduzido novamente presidente do Senado. Mas, olha, a vida é isso, a eleição é isso, o eleitor é livre, a democracia é linda por causa disso, você tira, você bota, você escolhe, se arrepende por quem escolheu, bota outra pessoa. E eu cheguei um dia a perguntar, vem cá, mas me responde uma coisa. Eduardo Girão, eu fui sócio do pai dele, inclusive, do Clondomia.

Por que vocês escolheram Eduardo Girão? Porque ele não... Eduardo Girão, você ficou amigo do Camilo, trouxe muitos valores de dinheiro para a gestão no Estado do Ceará, que era o Camilo governador. O Ceará é o único Estado brasileiro que tem um centro integrado de inteligência, está lá uma PEC, uma luta do presidente Lula para fazer esse centro integrado em outros Estados brasileiros e não está conseguindo aprovar o projeto.

na Câmara e no Senado, o Ceará é o único Estado brasileiro que tem um centro integrado de inteligência. Porque é bem ali, quando você vai até a Polícia Federal, quando você vai ali naquelas casinhas da aeronáutica, então ali é o centro integrado de inteligência. Fomos eu, Camilo e o ex-ministro que até faleceu, o Jugma, que trouxemos, ele era o ministro da Justiça e da Segurança Pública, e nós trouxemos para o Estado de Ceará. Então o que eu estou dizendo é o seguinte.

Eu não dependo de obrigatoriedade com isso ou aquilo para ser candidato. Claro que eu quero ser candidato desse grupo político, eu faço parte desse grupo político. Nós criamos esse grupo político com a candidatura do Elmano e com a candidatura do Camilo a senador. Eu fui candidato a deputado e sou deputado dentro desse grupo político. Não tem nenhuma pretensão.

de sair desse grupo político. Mas eu estou dizendo com toda clareza. Com toda clareza. Neste momento eu estava vindo ali e me mandaram. Na região do Vale de Jaguaribe, onde está esse hospital, eu tenho 22 prefeitos com declarações de apoio.

Eu tenho mais de 106 declarações feitas, gravadas, espontaneamente, de prefeitos e ex-prefeitos, apoiando a nossa pré-candidatura. Então, minha preocupação agora é com o eleitor, não é com a candidatura.

Presidente, o Paulo Henrique está perguntando aqui sobre a sua relação com o Camilo. Só fazendo uma recapitulação dessa relação, em 2014 o senhor disputou o governo do Estado com o Camilo, foi uma disputa super acirrada. Quando foi em 2018 o senhor já era presidente do Congresso, houve ali uma aproximação grande, inclusive no debate, no último debate, um dos últimos debates da TV Verdes Mares.

O próprio governador, na época, reconheceu que o senhor teria sido o único dos senadores que ajudou o Ceará. Isso, palavras dele, durante esse debate. E aí, houve uma reaproximação. Inclusive, ele esteve no evento do partido, que o senhor fez recentemente. Agora, em que o senhor reforça a pré-candidatura ao Senado. E ele incentivou que o senhor fosse o que o senhor quisesse ser nessa disputa de outubro.

Fala um pouquinho dessa relação, como é que está essa relação hoje com o Camilo, e se essa aproximação que o senhor tem dele, se isso lhe dá mais garantias de que o senhor, de fato, pode integrar e achar para o governador. Olha, se ele dá um pouquinho de tempo, eu não quero ser tão prolíquo, mas às vezes é necessário a gente se alongar um pouco. Essa história é uma história bonita, uma história bonita de dois homens públicos, republicanos, que disputaram uma eleição extremamente acirrada.

A Folha de São Paulo deu na noite anterior à eleição a nossa vitória. Nós tiramos 49, não sei das quantas lá, quase nada para ir para o segundo turno. Uma eleição muito acirrada, onde me tiraram a última semana de publicidade. A última semana.

Acho que a presidente da época era a desembargadora, Irassema, que era presidente do tribunal. Houve um questionamento e ela me tirou a última semana e eu fiquei sem TV e sem rádio. E, à época, o Ciro rodava uma cadeira e me chamava. Venha, Eunice, aqui fazer o debate. Como é que eu podia ir se eu estava impedido pela lei eleitoral? Porque me tiraram a última semana de publicidade. E talvez aí tenha sido o resultado daquele momento da nossa não vitória.

É uma história bonita, porque eu estava, voltei, me elegi presidente do Senado. A minha secretária está comigo há quase 30 anos, a Ana. Entra lá com os olhos desse tamanho. Senador, presidente, presidente, está aí aquele governador do Estado que lhe derrotou. Aí eu digo, olha, governador do meu Estado, manda ele entrar. Se eu vou receber, vou, manda ele entrar.

E ali nós sentamos naquela mesa da presença do Congresso Nacional e ele disse, olha, nós somos dois homens públicos, defendemos os interesses do nosso Estado. Eu me elegi governador, fizemos uma disputa acirrada, mas respeitosa. E eu vim aqui para você ver o que é que você pode ajudar o Estado.

Ele foi embora e disse, olha, voltamos a conversar. Eu fui para casa e não consegui dormir. Eu dizia, olha, ou eu, vou usar um termo aqui bem grosseiro, ou eu esmago politicamente o governador Camilo, ou eu procuro resolver os problemas do meu estado. Foi uma noite difícil para mim. Mas eu, graças a Deus, graças a Deus, eu fiz a opção, naquele momento, de não esmagar.

o meu Estado esmagando o governador. Porque esmagar o governador era esmagar o Estado, evitar que o Estado recebesse recursos. E eu fiz a opção pelo Estado. E ao fazer a opção pelo Estado, eu tive a oportunidade de...

Trazer, repito, 11 bilhões para serem aplicados no Estado do Ceará. Ainda tem obras aqui andando. A Transnordestina, o primeiro trecho da Transnordestina, quem liberou os recursos fui eu. O último trecho da transposição das águas de São Francisco eram 619 milhões de reais. Quem liberou os recursos fui eu. Então, ali nós fizemos uma aliança do bem. Uma aliança não pessoal, eleitoral.

Nós éramos adversários, mas nós fizemos uma aliança do bem para desenvolver o Estado do Ceará. E veja o governo que o Camilo fez no Estado do Ceará e se tornou o grande líder que ele é no nosso Estado, do ponto de vista de gestão e do ponto de vista de política. Eu podia ter ali me autoafirmado e na próxima eleição, saindo da presença do Senado, eu era candidato a governador com muitas chances.

de me eleger governador, mas eu fiz a opção em beneficiar o meu Estado e não pensar apenas politicamente em relação ao mandato. E foi por isso que a gente construiu essa relação política respeitosa, que foi a justificativa que deram depois. Eu perguntei para duas figuras aí, que não vou ficar citando nome aqui, mas vem cá, por que vocês fizeram isso? Qual o motivo dessa traição? Eu só fiz o bem para o Estado.

Eu só procurei entregar minha alma, meu corpo, minha cabeça, minha força, a força que eu tinha externa para trazer benefícios para a nossa gente mais simples, mais pobre. Por que vocês fizeram isso? Quando eu tinha condição de continuar fazendo. Porque você criou uma relação muito próxima do Camilo e vocês iam fazendo o seguinte. Nunca ninguém tratou disso.

Nunca. Uma grande infâmia que criaram para justificar a traição que fizeram em 2018. Então disseram o seguinte, ia ser o seguinte, Camilo lá, Eunício Ká. Eunício Ká, Camilo lá. Nós nunca fizemos, nunca tratamos disso. Nunca. A nossa conversa sempre foi republicana, política em torno dos interesses do desenvolvimento do Estado do Ceará. Nunca falamos de eleição nem eu e Camilo naquela época.

Então, nós criamos uma relação de confiança política e uma relação de confiança e de amizade. Terminou. Nós temos uma relação de amizade pessoal, tanto com o governador, com os demais.

Eu tenho uma relação política, respeitosa, partidária, de confiança, de lealdade, mas com Camila nós temos tudo isso e temos mais uma relação de amizade que se criou e nasceu dessa conversa que eu estou lhe dizendo no dia que a Ana entrou na minha sala apavorada porque achava que eu não devia receber o governador do meu estado e Deus me deu a luz para que eu o recebesse e a gente fizesse o que fizemos pelo estado do Ceará.

Presidente, se eu lembro da eleição de 2014, que foi realmente muito acirrada, com muitos debates públicos. E um outro acirramento muito marcante dentro desse cenário de 2014 foi, inclusive, a relação com o ex-ministro Ciro Gomes, agora pré-candidato ao governo.

ao que tudo indica deve ser de fato esse candidato da oposição ao cargo majoritário no executivo e eu gostaria de saber qual a expectativa para esse enfrentamento de 2026 diante desse novo contexto da oposição que tem agora Ciro Gomes naquela época o senhor era oposição o Ciro tava ali na base com Camilo sendo o indicado à sucessão do então governador Cid Gomes agora ele tá lá nessa oposição

Qual leitura o senhor faz para esse cenário que você desenha? A leitura que eu faço, eu continuo dizendo, é que a democracia é uma coisa fantástica. Quem imaginava que o Ciro fosse agora um candidato da oposição e...

o Camilo estivesse com a candidatura da situação. Então, a política e a democracia é isso, né? Tem essas coisas que a gente tem que respeitar porque elas acontecem.

E acontecem republicanamente, você muda de posição, você respeita. Eu nunca mudei de partido, tenho dificuldade de mudar de posição porque nunca mudei de partido, então eu tenho uma linha de pensamento que não tege verso. As pessoas até às vezes dizem, rapaz, tu tem que ser mais suave, tem que escorregar mais. Eu não sei fazer isso, então eu nunca enganei o eleitor, o eleitor sabe o que eu penso. Então, esse momento...

Vai ser um momento diferente. Espero que o debate seja respeitoso. Ninguém nunca me viu num debate ou fora dele falar mal das pessoas, falar mal da família das pessoas, agredir as pessoas com palavras, com arrogância, com qualquer tipo de posicionamento. Ninguém nunca me viu fazer isso. Eu sou firme nas posições. Eu não tejo e vesto nas posições que eu...

trago o meu partido para dentro, discuto antes, converso com todos eles para que eu tenha o respaldo e que eu possa seguir nessa posição que foi tomada. Mas sempre com muita clareza, ninguém conhece uma história de traição feita pelo MDB desde quando eu inicio é presidente. Eu tive a honra de ceder Mauro Benevides, que está aí com mais de 96 anos, graças a Deus vivo e lúcido.

Então eu tenho um histórico de respeitar, olha, o Ciro, é legítimo que ele seja candidato. Legítimo, por que não?

Ele é um cidadão brasileiro, foi governador do Ceará, foi prefeito, foi candidato a presidente da República. Quer disputar o governo do seu estado? É legítimo. E outra coisa, a gente não pode escolher os adversários. Se a gente pudesse escolher os adversários, era uma beleza, né? Mas a gente não pode escolher os adversários. Os adversários aparecem e a gente enfrenta. E eu tenho certeza que essa eleição vai ser uma eleição bonita.

Espero que a gente vença essas eleições para dar continuidade a esse trabalho de entregas que a gente vem fazendo pelo Estado de Ceará. Agora, inclusive, o cenário eleitoral em relação à disputa nacional. A gente teve a divulgação da pesquisa Quest, de cenário nos estados, de como está essa disputa para a presidência da República. Os principais nomes colocados é o do presidente Lula, candidato à reeleição, e o do senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato.

Pelo PL, aqui no Ceará também são os dois nomes que aparecem melhor colocados. Há uma avaliação do Felipe Nunes, que é o diretor da Quest, em que ele aponta que no Ceará pode haver uma tendência de o PT ter uma certa queda, um pouco de queda em relação ao desempenho da esquerda aqui. Em relação a essa disputa nacional aqui no Ceará sobre a campanha do Lula aqui no Estado, em relação a essa oposição que se une, inclusive com o Ciro...

buscando esse apoio do PL, o senhor acredita que pode ser mais difícil para a campanha, a reeleição do presidente Lula aqui? Não, o eleitor ainda está, se você pegar qualquer pesquisa, tem 40 a 60% de indecisos.

E, normalmente, a candidatura majoritária, mais próxima da eleição, é que ela pega calor. E, porque eu espero, como democrata que sou, que essa eleição não seja radicalizada entre extrema esquerda e extrema direita. Porque o eleitor de centro, o meu partido é de centro, eu me considero uma pessoa de centro-esquerda, é...

Eu não consigo entender esse radical de você votar no fulano porque não importa quem é o fulano, não importa o que ele vai fazer, não importa como ele vai governar. O que importa é que eu sou um radical.

Contra você porque sou contra você. Eu não consigo entender esse raciocínio do contra pelo contra. Até porque na política não devia caber esse tipo de comportamento. Eu não posso ser contra pelo contra. Você pode ser contra por posições ideológicas, eu respeito, não tenho o que discutir em relação a isso. Pensa diferente de mim. Agora, esse radicalismo, de um lado ou do outro.

O eleitor de centro, eu acho que vai mudar esse posicionamento lá no meio do caminho. E o presidente Lula, querendo ou não querendo, você pega... Eu, no dia desse, fazia um desafio, um amigo sentado numa mesa, a gente conversando, jantando, e eu, quando...

Aperta o calor da discussão, eu me retraio para não estragar amizades, porque as pessoas estão dessa forma. Eu vi aquela senhora que, naquele negócio do raio lá, perdeu uma perna e disse que se tivesse que perder outra perna, ela ia novamente para aquela manifestação. Então, quer dizer, meu Deus do céu, a pessoa perde uma perna e disse que perderia outra para ir para a manifestação novamente. Uma manifestação que não tinha nada.

Era um garoto que saiu de Minas fazendo publicidade para criar likes, para botar mais seguidores. Fez uma caminhada de Minas até Brasília. Não tinha nada, não tinha absolutamente nada. Nada de importância do ponto de vista econômico, do ponto de vista social.

Então eu penso muito na melhoria da qualidade de vida das pessoas. Eu não entrei na política para qualquer tipo de coisa, para qualquer tipo de proveito. Eu vejo as pessoas e dizem que a Brasília vai explodir com esse focado. Cada vez eu durmo mais tarde, para acordar mais tarde ainda, porque eu não tenho nenhum tipo de preocupação com esse aspecto.

Então, eu entrei na política para fazer, assim, um menino que veio do interior, que lutou, que foi para a casa de estudante, que sofreu, que dividiu um quarto menor do que essa sala aqui com mais quatro companheiros. A gente chamava belicho de cama, belicho de rede, porque a rede ficava uma sobre a outra. Que fazia filha naquela casa de estudante com 300 pessoas com uma mangueira, enquanto um se molhava, o outro se ensaboava. Então, eu vivi tudo isso.

Então, eu entrei na política, já graças a Deus, realizada do ponto de vista econômico, do ponto de vista social, entrei na política para dizer assim, eu quero resgatar um pouco disso, da minha história, fazendo o bem para essas pessoas que estavam numa situação muito pior do que aquela situação que eu cheguei em Fortaleza. Presidente. Pois não.

Sobre essa chapa que a gente está conversando, essa chapa do governador, além do seu nome na chapa, quem o senhor acha que poderia ser um nome ideal dos nomes que estão sendo cotados na chapa do governador, que poderia ser integrar essa chapa junto com o seu nome? Olha, os nomes citados. Os nomes citados.

São todos nomes que merecem, pelo que eu enxergo, que merecem estar numa chapa majoritária de senador. Infelizmente, só são dois lugares. Infelizmente, só são dois lugares. Então, isso vai afunilar, obviamente, para dois nomes. Qualquer critério que esse grupo entenda ser feito, eu sou de grupo, estou no grupo. Não sou um dissidente de grupo. Então, qualquer critério...

que o grupo combine fazer e desde que seja aberto e leal e me submeta a qualquer critério e se fosse para escolher um nome para fazer aquela dobradinha da campanha de 2010 do quem volta o pimentel volta e nisso que volta e nisso para o pimentel aqueles aquela estratégia toda seria possível repetir a coisa que eu quero honestamente é uma coisa que eu quero é que o meu parceiro ou minha parceira

de chapa, nesse grupo político que a gente pertence, que seja uma pessoa que possa ser igualzinho ao que eu serei. Leal.

Nós vamos ter uma eleição de dois candidatos. Semana passada eles me mandaram uma pesquisa, uma pesquisa importante, pesquisa, entendo eu, séria, muito séria, aqui do Estado de Ceará, a data info, sem demérito as demais, é uma pesquisa que eu acredito muito, muito nela, porque ela acertou, assim, todos aqueles prefeitos que nós fizemos pesquisa com ela, todos eles.

As eleições foram batidas nesse sentido e eu tenho muito respeito por ele. E numa pesquisa que eu recebi, por incrível que pareça, o segundo voto na outra chapa...

das pessoas de centro, eu tenho muito, muito, um dos mais cotados para o segundo voto, na chapa que não era do nosso grupo. Por quê? Porque talvez as pessoas saibam o que eu fiz, o que eu sou capaz de fazer e por que eu quero fazer.

Acho que esse é um ponto. E o outro ponto é o seguinte, que eu defendo a harmonia, a junção dos interesses do nosso Estado e do nosso país. Eu não estou em uma ponta aqui de radicalismo, não estarei em outra ponta de radicalismo em nenhuma hipótese. A única coisa que eu quero, honestamente você está me perguntando como seria meu companheiro de chapa ou minha companheira de chapa, a única coisa que eu quero.

é que o escolhido ou a escolhida

Me trate como eu vou tratá-lo, ou como eu vou tratá-lo. Com lealdade, com correção. Onde tiver um pedido de voto de Eunice Oliveira, um amigo que me acompanha, ou alguém que eu vou pedir o voto, eu não vou pedir um voto para mim, eu vou pedir um voto para mim e vou pedir um voto para minha companheira de chapa ou meu companheiro de chapa. A única coisa que eu não quero ser é como eu fui em 2018. Solteiro. Traído.

Daqui a alguns meses, a gente vai estar vendo, de fato, a chapa se oficializar, esse cenário se desenhar. Nossa conversa vai ficando por aqui, já está chegando a nossa hora. Presidente, um prazer recebê-lo aqui na live do Ponto Poder. Muito obrigada pelos seus esclarecimentos, por trazer sua leitura do cenário. A gente vai seguir acompanhando esses desdobramentos. Vamos estar aqui, apostos, para trazer todas as novidades dos planos do futuro do MDB aqui no Ceará, é claro.

de como vai se desenrolar essa pré-candidatura. Muito obrigada. Jéssica, eu agradeço a você, agradeço ao Wagner, agradeço ao sistema de comunicação, agradeço ao Ponto Poder, que tem muita, muita, muita audiência. Eu sei que vou ficar rolando aqui mais uns 15 dias nessas redes sociais, no YouTube, nos comentários das mesas de restaurantes, de bares. Eu quero aqui mais uma vez agradecer a vocês e dizer exatamente isso. Eu sou uma pessoa de grupo.

Não espere de mim traição, não espere de mim jogo duplo. Quando eu digo que se eu quisesse ser candidato, eu não tenho a preocupação da disputa interna por um lugar na chapa, não estou dizendo que ao dizer que eu tenho um partido político, que posso ser candidato por esse partido político, que eu estou aqui defendendo qualquer dissidência. Meu candidato é Lula, meu candidato é humano.

Meu candidato a senador sou eu e outro nome que vier a ser indicado pelo grupo terá meu integral apoio, sem nenhum tipo de tegiversação, sem nenhum tipo de comportamento diferente. Então, eu estou numa pré-candidatura buscando o seu prestígio, o seu voto nessas próximas eleições.

Muito obrigada. Wagner Mendes, muito obrigada também pela parceria. Obrigado, Jéssica. Obrigada ao deputado pela visita. E já deixar aqui um pré-convite para retornar o mais breve possível para a gente continuar nessa conversa boa.

Com certeza, o convite sempre fica aqui. Obrigado pelas ordens. E muito obrigada a você que nos acompanhou também nessa live, a quem deixou pergunta, deixou comentário. Paulo Henrique Viana, Gelielda, Silvia Calheiros, Mikael, deixa eu ver quem mais, José Glaudinei.

Pedro Moraes, Júnior Soares, Glaice L, muito obrigada a todo mundo, Cíntia Batista, sempre uma alegria ter a companhia de vocês, nosso encontro é toda quinta-feira às 17h, no YouTube e nas redes sociais do Diário do Nordeste, e muito obrigada a você também que nos acompanha pela TV Diário, nos acompanha na programação da Verdinha FM 92.5, o Ponto Poder segue a todo vapor acompanhando o desenrolar desse nosso cenário político, e você é nossa companhia, até mais.

Eunício Oliveira abre o jogo sobre alianças no Ceará e disputa ao Senado | Castnews Index — Castnews Index