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1ª pesquisa Quaest para corrida eleitoral no Ceará | Live PontoPoder

01 de maio de 20261h3min
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Nesta edição especial da Live PontoPoder, os jornalistas Jéssica Welma, Wagner Mendes e Inácio Aguiar analisam os números da 1ª pesquisa Quaest para a corrida eleitoral no Ceará em 2026. O debate detalha o cenário para o Governo do Estado e para o Senado, revelando o atual termômetro político entre a base governista e a oposição.

Participantes neste episódio3
J

Jéssica Welma

HostEditora
I

Inácio Aguiar

Co-hostColunista comentarista de política
W

Wagner Mendes

Co-hostEditor colunista
Assuntos3
  • EleiçõesAvaliação do Governo Elmano de Freitas · Intenção de voto espontânea para Governador · Intenção de voto estimulada para Governador · Cenários com Camilo Santana como candidato · Cenários com Roberto Cláudio como candidato · Cenários para o Senado · Rejeição e desconhecimento de candidatos · Cenários de segundo turno
  • Politicas PublicasPossibilidade de Lula não ser candidato à presidência · Desempenho do governo Lula no Congresso · Polarização entre esquerda e direita · Influência do viés religioso nas eleições
  • Endividamento das famílias brasileirasPercentual de famílias endividadas com bancos · Impacto do endividamento no orçamento familiar
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Sejam todos muito bem-vindos e muito bem-vindas à live do Ponto Poder, edição especial. E dessa vez a gente está conversando não só com quem nos acompanha normalmente no YouTube do Diário do Nordeste, no TikTok, mas também com quem nos acompanha pela Verdinha FM 92.5.

pela TV Diário. É uma alegria estar aqui com vocês. Eu sou Jéssica Welma, editora do Ponto Poder, e vou abrir aqui essa nossa mesa de conversa sobre política, porque eu estou muito bem acompanhada. Estou aqui com o Wagner Mendes, editor colunista do Ponto Poder. Olá, Wagner. Olá, Jéssica Welma. Muito bom dia para você. Bom dia a todo mundo que está nos acompanhando. A Inácia Aguiar, que está aqui conosco, vamos trazer essa primeira rodada da pesquisa Quest com muitas informações aqui para a gente discutir o cenário do Ceará.

Pois é, temos uma conversa animada e sabe quando a conversa é animada, temos também Inácio Aguiar, que é colunista, comentarista de política do Ponto Poder, do Sistema Verdes Mares. Olá, Inácio. Oi, Jéssica. Um abraço para você e para o meu amigo Wagner também, para todo mundo que está com a gente, todos os canais aí.

É uma pesquisa, Jéssica, eu vou fazer aqui só essa introdução, é uma pesquisa que, por um lado, confirma algumas informações que a gente já tem sobre o cenário, mas traz alguns pontos bastante interessantes que a gente pode explorar dentro dessa fase.

Com um detalhe, pesquisa de opinião, principalmente nesse cenário pré-eleitoral, não tem nenhum objetivo de prever o resultado, mas está medindo a temperatura. O que as pessoas estão achando sobre a eleição? E nós vamos falar sobre isso aqui durante um tempo ainda, minha amiga.

Pois é, e você que nos acompanha, se quiser participar também, mandar sua pergunta, seu comentário, pode nos acompanhar também no YouTube do Diário do Nordeste, que lá que está aberto o nosso chat, você pode mandar aí as suas considerações também. E vamos lá para essa nossa conversa, começar trazendo alguns números, enquanto o pessoal vai chegando por aqui. Lembrando, chama mais gente para vir acompanhar conosco aqui na TV Diário, na Verdinha e também nas redes sociais. Manda o link.

Porque essa avaliação desse cenário, a essa altura, vai render ainda muita conversa até chegar o mês de julho, que é quando, de fato, teremos candidaturas oficializadas a partir das convenções que vão do final de julho até agosto.

Tem um chão até lá e a campanha eleitoral mesmo só começa na segunda quinzena de agosto. Agora, se você é desse time que gosta de política, gosta de ficar atento a todas as conversas, não dá pra perder porque a essa altura, finalzinho do mês de abril, o cenário já está pegando fogo.

Vou começar aqui só trazendo a parte mais protocolada, essa pesquisa Quest, que ela foi a campo entre os dias 24 e 28 de abril aqui no Ceará. Foram ouvidas 1.002 pessoas com margem de erro estimada em 3 pontos percentuais, para mais e para menos. E essa pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral, na Justiça Eleitoral, como deve ser, e tem nível de confiança em 95%, tá bom?

Vamos lá começar com os números. Já temos aqui algumas pessoas nos acompanhando pelo YouTube. Samuel, Domingos, Sávio. O pessoal está chegando por aqui para acompanhar essa nossa conversa. Eu acho que já podemos começar aqui, Wagner e Inácio, trazendo a avaliação de governo. Governador Almano de Freitas, que é pré-candidato à reeleição, encerra esse ano o primeiro mandato. A gente já tem alguns números para colocar aqui na tela para quem nos acompanha.

Vamos lá, na aprovação do governo almano, 53% aprova o governo, 30% desaprova, não sabe ou não responderam, são 17%.

A essa altura, Inácio Aguiar, é um dado dentro do esperado? Como que esse número chega nesse cenário do governo? Pois é, Jéssica. A gente até conversava aqui nos bastidores, pra gente começar essa nossa live aqui. As informações sobre a aprovação do governo, neste momento, Jéssica, elas são uma boa notícia pro governador Elmano.

Porque, de alguma maneira, uma boa parte do eleitorado está considerando que ele faz uma gestão boa, mais da metade, tem 53%. Então, a gente até dizia, Jéssica, para resumir um pouco a situação, de que a pesquisa é boa para o Ciro, naturalmente, mas ela, num cenário em que o Elman é o pré-candidato, mas ela também não é um desastre para o governador. Ela traz bons números.

que mostram uma avaliação positiva do governo Elmano por parte do eleitorado. E como a gente está em uma fase ainda longe das definições eleitorais, naturalmente que essa avaliação de governo acaba tendo um peso positivo para o Elmano. Porque, mais à frente, isso é natural, não é porque o Elmano, mas qualquer candidato à reeleição vai apostar na fase de campanha fortemente naquilo que foi feito. E as pessoas estão sinalizando, pelo menos por enquanto, que...

aprovam, a maioria aprova o governo do Elmano. Então, acho que essa é, sim, uma boa informação, um bom dado para a pré-campanha do governador Elmano de Freitas. Agora, isso também não é uma coisa absoluta. Veja que a gente tem que desaprovar 30%.

É 39%. 39%. 30%, né? 30%, 30, né? Fechado. Então, assim, esse é um número, um contingente também que mostra uma insatisfação considerável com o governador. E aí, se você pega, Jéssica, no cenário pré-eleitoral...

uma insatisfação com o governo na casa de 30%, com um nome que tem muito recall, que é o caso do Ciro Gomes, é uma pessoa, uma figura que já está na cabeça do eleitorado cearense há pelo menos 30 anos.

Se a gente esticar um pouquinho, chega nos 40, né? Mas, pelo menos de 30 anos, o Ciro está presente no dia a dia político e eleitoral do Ceará. Então, ele tem um recall muito grande. Então, quando você soma essa insatisfação com o nome de recall, esse nome tende a ter peso nessa campanha, como a gente já vem dizendo, eu venho dizendo nas minhas colunas, que, por exemplo, já que a gente vai ter condição de explorar melhor isso, o Ciro, ele, se não for candidato...

nessa hipótese, será um duro golpe na oposição, porque ele, sem dúvida, é o nome que congrega as forças e que tem esse peso na opinião das pessoas. A Quest acaba confirmando essa máxima. Então, a gente vai ter condição de detalhar melhor isso, mas essa é uma constatação. Bom para o Elmano, esse dado de avaliação do governo, mas mostra que, de qualquer maneira, tem uma insatisfação que ele vai ter que...

atacar, vamos dizer assim, no sentido de tentar dissuadir as pessoas dessa opinião, de desaprovar o governo dele. Nós temos uma outra pergunta que a Quest levou para as ruas aqui no Ceará, que eu acho que ela acrescenta bem esse comentário que o Inácio já estava fazendo, que é a pergunta de, você acha que a Humano de Freitas merece ser reeleito?

E aí a gente tem esse dado aqui, 50% diz que sim, 39% diz que não merece e não sabe, não responderam 11%. Wagner Mendes, um outro cenário que se atrela, de certo modo, à avaliação de governo, também dá aí um respiro.

É, como o Inácio falou, é um dado positivo para o governador Elmano, mas também traz um alerta para o grupo de oposição. O que é que o grupo de oposição tem dito? Nada presta, né? Para a oposição convencer o eleitorado, ela tem que convencer e dizer que a gestão não está funcionando. Para o eleitor cearense, segundo a Quest,

Muita coisa está funcionando, 53% aprovam o governo do governador e 50% dizem que ele merece ser reeleito. Então, a oposição, diante desse cenário, ela precisa convencer o eleitorado de que ela pode fazer mais e melhor, de que o projeto é melhor. Então, o discurso de que o governador...

é incompetente, que ele não sabe gerir a máquina pública, que ele não tem projeto, não se sustenta a partir desses dados. Então, vai exigir da oposição criatividade, projeto, capacidade de convencimento desse eleitorado de que o projeto da oposição é melhor do que o que está colocado aí. Os números para o governador não são ruins, pelo contrário, são bons números. Naturalmente que a gente vai continuar discutindo sobre esse assunto.

Mas isso dá o indicativo de que ele vai precisar convencer o eleitorado de que o eleitorado que aprova o governo é o eleitorado que vota também. Então, se o governador conseguir fazer com que o eleitorado que aprova é o eleitorado que também vai votar nele, é uma reeleição com grande capacidade de ser concretizada.

Tem uma máxima que os especialistas sempre falam, Jéssica, que o modelo de reeleição aqui no Brasil, ele acaba sendo, Wagner, uma espécie de mandato de oito anos com um tipo de plebiscito ao meio. E essa pesquisa, essa pergunta que você falou, Jéssica, ela traz informações sobre isso. O plebiscito é justamente isso. Você acha que o governador que está atualmente, ele merece?

uma chance de mais um mandato, é mais ou menos esse julgamento que as pessoas vão fazer. O Elmano vai ter aí a condição de tentar mostrar para as pessoas que realmente está fazendo coisas que são importantes para o Estado. Um dado importante na estratificação dessa pergunta, Jéssica, que eu trago aqui para compartilhar com todo mundo.

que me chamou a atenção, Wagner, é justamente o seguinte. Quando você faz uma estratificação entre aqueles eleitores que tendem a ser de esquerda, lulista ou não lulista, os independentes e os que se declaram bolsonaristas, os independentes, Wagner, também fazem uma avaliação majoritariamente positiva para o Elmano de que ele deve ser reeleito. É uma leitura que as pessoas têm nesse momento.

Esse dado, eu vou repetir, ele não é uma tentativa de prever o resultado das eleições, pessoal. Esse dado, ele é um termômetro do que as pessoas estão pensando hoje. Porém, em motivos que a gente já está acostumado com isso, esses dados vão mudar, naturalmente. Veja, Jéssica, se você olhar o cenário de 2022, para pegar esse exemplo, o governador Elmano nem citado era ainda nas pesquisas.

e depois se tornou governador. Então, esses dados, eles mudam, são voláteis, são frutos de uma observação do momento, e naturalmente que a gente vai, com a nossa capacidade de análise, com os conteúdos jornalísticos que a gente produz, nós vamos ajudar as pessoas que estão conosco ao longo desse processo.

a fazer as melhores avaliações. Rapidinho, Jéssica, só para complementar o que o Inácio está dizendo, tem um dado da pesquisa também que reforça essa questão da estratégia da oposição, mas também da base do governo. Para 21% dos que responderam a pesquisa, eles querem que o trabalho continue sendo feito do jeito que está. Mas para 38% dizem que...

é preciso mudar o que não está bom. E 35% é mudar totalmente, ou seja, há um desejo de mudança aí de 73% dessa população. Então, do mesmo lado de que a oposição vai precisar se reinventar e mostrar criatividade, o governador vai precisar mostrar que ele pode mudar, que tem capacidade de mudar o que não está bom.

que tem capacidade, condições de aplicar novos projetos, de mudar o rumo dos projetos que não estão funcionando, e também o eleitor vai querer ouvir isso do governador.

Agora, só respondendo uma pergunta aqui do Domingo Sabe no YouTube, ele pergunta quem é o contratante da pesquisa. É o Banco Genial Investimentos. É uma rodada da Quest em vários estados, acho que são nove, dez estados. Ao longo dessa semana foram divulgadas pesquisas no Rio de Janeiro, em Pernambuco, na Bahia, São Paulo, Goiás e o Ceará também nessa rodada. Então, é uma pesquisa que ela inclusive é disponibilizada na íntegra.

pelo próprio Instituto de Pesquisas, quem quiser acompanhar mais, nós estamos com o detalhamento também no site do Diário do Nordeste. E agora, lembrando esse ponto de que estamos ainda no final do mês de abril, ainda tem...

Muita gente que não está se ligando muito sobre essa discussão eleitoral. Tem um dado que é muito revelador, inclusive quando o Inácio lembra que em 2022, a essa altura, o Mano de Freitas nem passava pela lista de possíveis pré-candidatos. É interessante a gente dar uma olhada na intenção de voto espontânea para governador Segunda Quest. Vamos ver esse dado aqui para quem nos acompanha também. Então, na pergunta espontânea, na pesquisa espontânea, que é aquela em que não tem os nomes para a pessoa...

definir por um deles. Ela diz lá, espontaneamente, naturalmente, em quem ela votaria. Então, 9% dizem que votariam em Ciro Gomes, 7% em Almano de Freitas, Camilo Santana e Eduardo Girão chegam a 1%, o candidato do pessoal, Jair Pereira, não pontua, outros nomes também não chegam a aparecer, e aí, olha o tamanho de indecisos, 81%.

do eleitorado aponta essa indecisão. Então a gente tem, olhando para o cenário espontâneo, Inácio, dentro da margem de erro, um empate técnico, então a disputa está meio ali igual para todo mundo. Jéssica, esse dado me traz algumas leituras, que a gente até comentava aqui, eu e o Wagner, nos bastidores. A primeira é que...

Aquele percentual dos eleitores que estão acompanhando desenroladas informações políticas, ele já entendeu na cabeça dele que os candidatos de agora, porque isso pode mudar...

São Ciro e Almano. Se você olhar, a disparidade a gente vai ver mais à frente, por exemplo, a gente vê o Camilo aí citado por 1%, se você vê a estimulada do Camilo, o Camilo lidera os cenários. Então, essa é a primeira leitura que eu tenho desse dado, é que as pessoas estão entendendo

Que a discussão de agora é de duas candidaturas, de Ciro na oposição e de Elmano. Essa é a primeira leitura. A segunda, Jéssica, é uma coisa básica que a gente sempre traz toda a eleição e mesmo assim tem uma galerinha que gosta de distorcer as coisas, que ficam dizendo o contrário. 81% das pessoas não estão ligadas em eleição nesse momento.

Jéssica, a gente está num país em que nós temos...

para falar a linguagem bem popular, que matar um leão por dia. O Banco Central, na semana passada, mostrou um dado, Wagner, de 50% das famílias brasileiras que estão endividadas, que têm alguma dívida com os bancos, não é nem o total. Porque quando você fala do total, com as lojas e tudo mais, isso salta, vai para 80%. Mas com os bancos, metade das famílias brasileiras têm dívidas. Isso quer dizer que...

Quando você tem aqui o bolo do seu salário, quando você vai fazer o corte para dividir com seus filhos, antes o banco tira 30%. É quase um terço do que as famílias ganham. Gente, esse dado é muito preocupante. Então, as pessoas estão matando um leão por dia. A maioria não está olhando ainda para isso. E o que é mais curioso, Jéssica, a gente sempre traz também. Trouxemos em 2022, trouxemos também em 2024. Com o avançar...

das informações, da campanha eleitoral, esse número aí vai baixando naturalmente, porque as pessoas vão sendo expostas com as informações, com as campanhas eleitorais, com os dados nacionais. Com o lembrete de que é uma obrigação. Com o lembrete de que é uma obrigação votar. Então, tudo isso faz a gente dizer, o cenário no momento é de ler e perceber a temperatura do ambiente político.

Não é uma sentença de que as coisas estão resolvidas. Então, eu tenho essas duas avaliações sobre isso. Os indecisos dizem muito sobre essa pesquisa. Eu acho que esse dado também, de que as pessoas já percebem onde está a disputa, inclusive porque um dos argumentos que a oposição tem colocado para cutucar a base governista é de que a humana pode não ser o candidato, de que haveria uma possibilidade de Camilo Santana ter deixado o Ministério da Educação...

para estar à disposição de uma possível troca, mas no eleitorado ainda não parece que isso ressoe naturalmente. E Camilo nega, inclusive, essa possibilidade. Não ressoa, Jássica, só para complementar o que você está dizendo, porque se você pegar assim no pé da letra, Wagner, você chegar assim, um entrevistador...

Em quem você vai votar para governador? Essa pergunta aberta é como se fosse um teste de memória, né? Você vai fazer aqui aquele raciocínio rápido e o nome vai ser citado. Então, se as pessoas não citam o nome do Camilo, Jéssica, nesse momento, é porque eles estão considerando que a disputa é outra, né? Pelo menos na percepção das pessoas por enquanto.

Mas vamos começar a colocar os dados aqui da pesquisa? Vamos ver então como é que está a intenção de voto estimulada, que é de fato quando os nomes são apresentados, são testados quatro cenários aqui no Ceará. O primeiro cenário é o que traz esses dois principais nomes, que é Ciro Gomes e Almano de Freitas.

A preço de hoje, nós temos Ciro Gomes do PSDB com 41% das intenções de voto, temos Zé Mano de Freitas do PT com 32% das intenções, o candidato do novo Eduardo Girão aparece com 4%, o candidato do PSOL Jair Pereira com 1% e o pré-candidato, que são todos pré-candidatos, Zé Batista do PSTU, não pontua. Nesses cenários indecisos são 11%, branco, nulo, não vai votar.

também 11%. Então, Wagner, agora a gente começa a ter um desenho aí da pesquisa já considerando um cenário que se aproxima mesmo de quando estivermos numa disputa eleitoral, que é quando os nomes estarão colocados. Então, esses são os pré-candidatos que temos agora. Eu gostaria de saber que avaliação você faz desse ponto de partida que temos dessa disputa.

Eu acho, Jéssica, quando é a pesquisa espontânea, quando não tem os nomes, e aí você cita um nome, cita outro, mas quando é a estimulada, que você coloca o nome do Ciro, do Elmano, do Eduardo Girão, você percebe já o movimento do eleitorado de uma polarização. A expectativa é essa. Nesse primeiro momento de que essa polarização...

ela já é concreta, ela já é real, mesmo que aconteça, na eventualidade, uma substituição do El Mano pelo Camilo, esse cenário eu não vejo diferença, ele se mantém, essa polarização. Então, o cenário nacional da polarização entre direita e esquerda parece que está se repetindo aqui no estado do Ceará. Há quatro anos nós tivemos ali duas candidaturas, a do Roberto Claudio, que era de oposição, a do Capitão Wagner também.

E o Elmano ali, sucedendo, né? E tendo todo o apadrinhamento do Camilo. E acabou levando ainda no primeiro turno, né? Numa força aí, numa eleição, no retorno do Lula também. Quatro anos depois a gente tem...

A oposição mais unida nesse sentido, tem o Eduardo Girão ali também fora desse agrupamento da oposição, mas a gente percebe ali não mais duas candidaturas de oposição ali, como teve o Roberto Claudio e o Capitão Wagner, mas apenas concentrado no nome do Ciro Gomes, que acaba mostrando desse ponto de partido uma força já de imediato.

Inclusive, a gente vai já chamar a tela 2 e vamos ver outros nomes, que a gente estava comentando aqui sobre o eleitor já perceber que essa disputa se coloca ali entre sírio e humano, mas a pesquisa Quest, ela testa a possibilidade de tanto base como oposição mudarem essa estratégia.

Antes de eu chamar aqui o cenário 2, queria pedir pra você só trazer um pouco em que ponto a gente tá, em que isso ainda pode ser cogitado, assim, que outros nomes são esses que estão colocados pra além de sírio é humano, que é o que a gente já trouxe até aqui.

Pois é, Jéssica. Se você pegar o cenário geral brasileiro, a gente tem dúvidas consideráveis. Por exemplo, no último mês, o crescimento do senado Flávio Bolsonaro nas pesquisas e movimentos do Congresso Nacional, por exemplo, que a gente pode exemplificar como ontem.

a derrota que o Lula teve no Senado na indicação de Jorge Messias para o STF, você começa a considerar a possibilidade, Jesca, até mesmo de Lula não ser o candidato do PT a presidente. Se você me perguntar se isso é uma hipótese grande ou pequena, eu diria que era ínfima.

Na minha avaliação, é muito pequena a chance de Lula não ser candidato. Mas isso, você concorda comigo que isso constitui uma dúvida? A partir do momento que o governo está tendo algumas dificuldades no Congresso Nacional, que o candidato de oposição, que é o mais viável, pelo menos no que as pesquisas indicam até agora, é o Flávio Bolsonaro, e o Lula está numa coisa de estagnação, e no momento em que o país, as pessoas estão sentindo um peso no bolso, porque de qualquer maneira a gente vê um endividamento, como eu falei aqui,

Você é um cenário que você não pode descartar de Lula não ser candidato. Quando a gente puxa para cá, para o local, Jéssica, as instabilidades continuam. A gente tem um líder nesse cenário, que é o Ciro, que ainda não declarou de fato se é pré-candidato ou não. Ele não confirmou. Se ele não confirmou, nós temos que convir aqui que não...

que ainda é uma possibilidade não acontecer. E a pré-candidatura ainda não confirma? Exatamente. Quem dirá nem confirmar a pré-candidatura? Então, veja bem, o que eu estou querendo dizer com isso, Jéssica, é que esse cenário, embora ele seja real, é o que as pessoas estão sentindo agora, ele é muito suscetível de mudanças. Vamos considerar, até pelo que a pesquisa fez, que os candidatos sejam esses, tá?

Olha, Jéssica, esses cenários aí, o que é que vai acontecer? A gente já falou aqui agora há pouco que o Elmano, Wagner, ele vai começar a mostrar as coisas que fez no governo, ele vai começar a mostrar a relação dele com o Camilo, que é um dos nomes mais populares hoje na região Nordeste, ele vai começar a mostrar o contato dele com o presidente Lula, porque o Lula também tem uma aprovação ainda alta aqui no Ceará, e isso pode fazer o número dele melhorar.

Por outro lado, Jéssica, o próprio Ciro também pode ter uma coisa boa para ele. A estratificação da pesquisa mostra que os bolsonaristas, aquelas pessoas que consideram que são seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro, só 11% ainda considera que o Ciro é o candidato do Bolsonaro, vamos dizer assim, das oposições, mas do Bolsonaro. Então isso pode ainda...

fazer o Ciro ganhar uma parte de votos nesse ponto. Outra dúvida que se tem, Jéssica, também, que pode fazer esse cenário aí mudar. Eduardo Girão, como vai se dar a relação da Michele Bolsonaro com os filhos do ex-presidente? Eu li ontem, por exemplo, que já há uma tentativa de aproximação.

Se isso não acontecer, Michele, que é crítica à aliança do PL com o Ciro, pode encampar a campanha do Eduardo Girão. Isso pode fazer o Girão crescer? Claro que pode, porque ela tem uma entrada muito forte, principalmente no segmento evangélico. Então, veja, são tantas nuances que podem acontecer.

que considerando esse cenário aí que a Quest testou, mesmo que você considere que vão ser esses candidatos, ainda tem muitas nuances que podem acontecer para mudar esses dados.

E a gente vai ver o cenário 2, inclusive, que considerando as possibilidades ainda de mudança aqui no Ceará, a gente tem um teste com o nome do ex-ministro da Educação, senador Camilo Santana, e disputando contra Ciro como principal nome da oposição e Eduardo Girão. Nesse cenário, Camilo Santana...

Do PT tem 40% das intenções de voto, o pré-candidato Ciro Gomes do PSDB 33%, Eduardo Girão 5%, Jair Pereira 1% e Zé Batista 1%. Nesse cenário, os indecisos somam 9%, Branco Nulli não vai votar 11%. Esse é um cenário que considera essa...

Essa situação que se formou em torno da possibilidade de Elmano não ser o candidato, algo que a base governista tem descartado, o próprio Camilo Santana tem dado declarações de que vai se dedicar à campanha do Elmano, que é o pré-candidato, que já se colocou, tem reafirmado que é pré-candidato ao governo. Agora, vem aí essa força.

Do Camilo, inclusive contra o Ciro Gomes. E agora a gente tá falando Wagner de dois nomes que tem aí bastante recall.

Tem bastante recall, Jéssica e o Camilo. A memória ainda é muito viva do cearense. Ele deixou o governo há quatro anos. Ele virou ministro de uma pasta super importante do governo federal, em que ele lança um pé de meia, ele faz um movimento de escolas técnicas, ele viaja o país, ele está em evidência a todo momento.

Ele é um ministro que está muito no Ceará, estava muito no Ceará durante os três anos e meio em que ele ficou à frente do MEC. Então, ao fim de semana ele estava aqui conversando com aliados, sempre presente. É um senador que virou senador, que virou ministro, que se preocupa com o Brasil, mas que também não deixou de olhar para o Ceará. Então, essa presença dele no Ceará, a gente fala às vezes, a pessoa vira senador, passa oito anos lá, acaba perdendo um pouco das bases, perde as ligações.

O Camilo não fez isso, pelo contrário, ele manteve ali aquelas alianças com as lideranças do interior, as conversas, continuava recebendo as pessoas em Brasília, manteve essa interlocução local, o que deixa a memória dele muito viva. E vamos lembrar que o Camilo foi reeleito com 80% dos votos. Ele elegeu o sucessor desconhecido.

No primeiro turno. Então, assim, a força do Camilo, do ponto de vista eleitoral, ainda está muito forte. E isso, a pesquisa mostra, ele com sete pontos percentuais à frente do Ciro, que é a grande novidade da oposição. O Ciro sempre olhava para o Brasil, candidaturas, quatro candidaturas a presidente. Agora ele olha para o estado do Ceará, essa candidatura pode se confirmar aí nos próximos dias.

E aí a grande novidade, o eleitora, não, vou votar no Ciro, é uma novidade aqui nesse momento. Nem essa expectativa, essa grande novidade, ela freia as intenções de voto no Camilo. Então é uma força eleitoral de fato que é confirmada.

embora ele diga que não é candidato, mas em uma entrevista ou outra ele diz, olha, mas eu estou pelo partido, eu estou ali, do que precisar eu estou pelo partido. A desincompatibilização dele do MEC no prazo eleitoral de desincompatibilização abre também uma margem para essa discussão, a oposição faz críticas a ele por esse movimento e isso tudo coloca ele nessa expectativa também, embora ele diga que não.

O eleitor, quando o nome dele é colocado, aponta ele como uma possibilidade também. É uma possibilidade real e competitiva de disputar o governo do Estado. Inclusive no primeiro e no segundo turno. Ele tem vantagem contra o Ciro. Então, assim, é uma questão aí que pode ser...

Com certeza está na mesa, a depender dos próximos movimentos do governador, que a gente já falou aqui, o governador está bem, do ponto de vista da aprovação, do merecimento de ser reeleito, do ponto de vista de quem responder a pesquisa, mas tem um Camilo Santana aí com condições jurídicas de disputar e com potencial de voto também. Uma questão interessante, Wagner, que esse cenário, Jéssica, ele aponta para mim também é o seguinte.

Tem outro detalhe que é importante, Wagner. O Ciro, embora ele ainda não esteja confirmando que é candidato, a gente já vê os movimentos da oposição ao redor do nome dele desde meados do ano passado. Então, assim, já tem um tempo que o noticiário e que as ações da oposição no Ceará...

colocam o Ciro na crista da onda desse processo eleitoral. Mesmo assim, como disse o Wagner, o Camilo aparece aí com essa vantagem em relação a ele. Tem outro cenário que esse... tem outra questão que esse cenário me provoca, Wagner, é o seguinte. É a que ponto, admitindo que Lula será mesmo o candidato do PT,

haverá uma interferência da executiva nacional do PT, do presidente Lula, no cenário local. Por que, Inácio? Que relação é essa? Veja, o que fez o presidente Lula ganhar a eleição passada, Jéssica, foi a ampla votação, a ampla margem que ele teve nos estados do Nordeste. 70% na Bahia, 70% no Piauí, também um percentual altíssimo aqui no Ceará.

Então o que acontece? Nesta eleição, Jéssica, mais uma vez o Lula vai precisar, isso aqui é independente dos cenários pré-eleitorais, ele vai precisar de uma grande margem na região Nordeste. E ele não pode correr o risco...

de ter candidatos que não tenham competitividade para vencer o governo e dar a ele, Lula, na disputa nacional, uma margem folgada. Se você olhar friamente para esse dado aqui que a gente está vendo na tela, Jéssica, o Camilo Santana, naturalmente, aí de cara logo ele já parte.

com uma vantagem em relação ao seu adversário. No caso do Ciro, ainda está um pouco na margem de erro, se a gente somar aqui a margem de erro, não dá uma vantagem tão grande, mas para um nome que não é o que está colocado nessa comparação com o Ciro, claro que é um desempenho bastante considerável, a gente vai ver inclusive nos outros cenários daqui a pouco. Agora, me lembrou a entrevista que a gente fez ontem.

com o Roberto Claudio, que é o nome que está colocado para compor a chapa majoritária, tanto pode vir para o Senado, um nome que também aqui na Quest é testado para o governo. E ele falava que a eleição de 2022 foi uma disputa que era muito de apadrinhamentos. Os nomes que estavam colocados, por si só, não tinham um histórico muito forte, uma repercussão nacional, então cada um dependia um pouco do cenário nacional.

acredita isso, a vitória do Elmano, a derrota dele como candidato que apoiava o Ciro, candidato a presidente. E ele diz que para 2026 um grande diferencial é ter Ciro Gomes, um nome de repercussão nacional que tem esse histórico. Aí eu acho que aqui tem dois pontos interessantes. Dois nomes que já tem essa repercussão nacional.

Agora, quer queira, quer não, Ciro Gomes, até há um ano, estava dedicado a esse plano nacional, que depois da derrota em 2022, ele já dizia que tinha deixado de mão. Não é um nome que vinha se dedicando efetivamente a se relacionar com esse eleitorado cearense.

Tanto é que ficou em terceiro lugar no Estado na disputa de 2022, mas chega aqui nesse patamar já perto do Camilo, em todo caso, e aí tem um processo a ser desenvolvido, se Ciro confirmar essa pré-candidatura, que é inclusive se tornar competitivo contra esse plano B, que quer queira, quer não, está posto dentro da base governista. Agora, para a gente continuar falando sobre esse desempenho.

da base governista e da oposição, vale a gente olhar para o próximo cenário, que é o cenário 3, que é o cenário que considera Ciro Gomes não ser o candidato da oposição, mas esse lugar ser ocupado dentro desse grupo por Roberto Claudio do União Brasil. Então, nesse cenário...

Considerando a disputa com o governador Elmano de Freitas, Elmano soma 39% das intenções de voto, Roberto Cláudio, do União Brasil, 16%, nesse caso, Eduardo Girão do Novo vai para 8% das intenções de voto, Jair Pereira, candidato do PSOL, tem 2%, e Zé Batista, do PSTU, 1%. Indecisos nesse cenário somam 13%, Branco Nulo não vai votar, 21%. Inácio.

Agora, a gente já estava falando há pouco da possibilidade aí de a base trocar o projeto aqui no Estado, mudando a candidatura. E isso para a oposição, assim, aqui já dá uma vantagem bem mais ampla.

para o governo? Como você vê essa possibilidade da oposição mudar essa estratégia? Jéssica, eu falei rapidamente aqui no comecinho o que é que está acontecendo. A gente tem que entender, Jéssica, como é que se constrói uma candidatura viável a qualquer cargo do executivo, as chamadas candidaturas majoritárias.

ela se constrói com articulação política, com um discurso que tenha sentido, que seja forte, que toque as pessoas sobre aquilo que elas estão pensando.

E tem que ter uma estrutura partidária. Tem que ter essas três coisas. Quem reúne essa condição hoje na oposição para ser competitivo é Ciro Gomes, inegavelmente, Jéssica. Até porque, vamos imaginar que o Ciro saia dessa disputa para ser candidato a presidente, nada garante que o PL, que é uma grande força da oposição,

Não tenha um candidato próprio aqui. De repente...

Porque ele vai ter um palanque pro Flávio Bolsonaro. Até porque nem anunciou apoio ainda, né? Exatamente. Tá esperando o lançamento da pré-candidatura. Se isso acontecer, o cenário que se desenha é de uma fragmentação absurda. Porque uma coisa, você tá, Jéssica, com o nome aqui, testado já em várias ocasiões, que é o caso do Ciro, um cara que fez essa articulação toda, isso é um mérito dele, tá? O Ciro fez essa articulação. O Ciro conseguiu convencer o PL...

A dizer o seguinte, olha, o candidato a presidente, o Eduardo Bolsonaro, o Flávio Bolsonaro não é o meu candidato a presidente, e o PL mesmo assim vir para o lado dele. Então, pô, isso é o mérito, né? Isso é o mérito de um articulador político. Além disso, o Ciro conseguiu também atrair a Federação União Progressista, que estava em uma disputa muito grande com o governo aqui.

E um peso muito grande, porque tem recurso do fundo eleitoral e também tempo de propaganda em rádio e TV. Então, Jéssica, eu considero, só para reforçar, que se Ciro não for candidato a governador aqui, será realmente muito ruim para a oposição, porque vai ter que sair Wagner.

juntando os carros aí para ver o que fazer para montar uma chapa mais competitiva. E isso, Inácio, é reverberado tanto pelo capitão Wagner, isso eu já falei publicamente isso, Roberto Claudio também fala que o candidato é o Ciro, e quando a gente vê esses números, a gente confirma por que que há esse movimento em torno do nome do Ciro. Porque se você pega os dados anteriores, o Ciro tinha 33 contra o Camilo,

e o Roberto Cláudio fica com 16, ou seja, é a metade desse eleitorado que quer votar no Ciro que fica órfão. Então, 4 pontos vai para o Eduardo Girão, 10 pontos vai para o branco nulo que não vai votar, ou seja, a oposição perde apoio de 16 pontos percentuais. Então é muita coisa, né?

Deixa eu seguir aqui com os números, a gente ainda tem que falar do Senado aqui. A gente hoje, né, estamos falando tanto com quem nos acompanha pelo YouTube, como na Verde FM e na TV Diário também. Então vamos garantir que todo mundo vai conferir todos esses números aqui conosco. Temos o último cenário testado para o governo do Estado, que é o cenário 4, que considera uma mudança aí, tanto na base como na oposição.

Literia, Camilo Santana com 49% das intenções de voto, Roberto Claudio com 12%, Eduardo Girão com 9%, Jair Pereira 1%, Zé Batista também 1%, Indeciso somam 10%, Branco Nulo não vai votar 18%. Aí a gente realmente tem...

Uma mudança que beneficiaria claramente a base governista. E agora um cenário que há possibilidade muito pouca, ainda que na nossa política cearense, a gente não se arrisca mais a descartar quase nada. Era o que eu ia dizer. É um cenário muito improvável esse daí, mas não se descarta. Sim, a questão, Jéssica, central é o seguinte, né? Veja que...

O Camilo Santana, pelo que a gente acompanha de agora, seria uma espécie de tentativa de bala de prata do PT contra o Ciro. Se o Ciro não for candidato, me parece que o cenário para o Elmano, a própria pesquisa mostra de agora, não é um cenário desesperador, você tem que botar o Camilo no jogo.

É pouco provável, é. Mas isso mostra, Jéssica, de qualquer maneira, uma imagem do Camilo realmente muito consolidada no eleitorado cearense. Muito fresca, como o Wagner disse ainda, a memória sobre as gestões do Camilo aqui no Estado. E certamente isso reforça a expectativa da oposição em torno do Ciro diante desse cenário. Vamos dar uma conferida em como está o percentual?

De rejeição, de desconhecimento, acho que é interessante a essa altura a gente entender também o que ainda está em aberto para muitos desses nomes. Então quando a gente olha, a gente tem Camilo Santana e Ciro Gomes como os mais conhecidos.

O eleitorado que participou da pesquisa conhece e votaria nesses nomes. A Humano de Freitas vem ali muito próximo também. A gente vê um maior desconhecimento em relação ao...

Roberto Cláudio, Eduardo Girão, tem aí um lastro maior de possibilidade de chegar nesse eleitorado, de conquistar aí uma faixa ainda do eleitorado. E a gente, olhando para esses números também, dá para a gente...

ver como, por exemplo, o fato de Elmano estar no governo, ele acaba tendo um percentual de rejeição um pouco maior. Ele ali o conhece e não votaria, chega a 42%. Roberto Claudio, que deixou a prefeitura de Fortaleza, é o nome também que disputou a eleição.

Tem esse desgaste de ter deixado a base e já ter disputado como oposição. Isso aí, ele mesmo falou na entrevista que é algo que teve que administrar nos últimos anos. Mas tem um custo aí de você ser a pessoa que está no governo, em todo caso, né, Inácio? Sim, sim, sim.

Esse dado aí, Jéssica, ele mostra um desafio para o governador, né? Porque se você imaginar aí, apenas 13% da população dizem não conhecer, né? Embora seja alto, porque o cara é governador há três anos, né? Ainda tem 13% das pessoas que dizem não o conhecer. É um percentual que ele pode tentar atrair. Agora, tem um grande desafio aí, que é reverter impopularidade, né? Que é a chamada rejeição.

O Elmano vai ter esse desafio aí, pelo menos a preço de hoje. Esses dados, naturalmente, eles podem mudar, mas o Elmano é que tem o maior desafio entre os pré-candidatos aí de reverter esse não votaria, né? Esse conhece e não votaria, que é a maior possibilidade. Eu lembro bem que esse gráfico na disputa à Prefeitura de Fortaleza...

mostravam, logo no começo, André Fernandes e Evandro Leitão com um percentual muito grande de pessoas que não conheciam. Então, ali naquele momento, Jéssica, a gente já dizia, olha, preste atenção nesses dois nomes, porque como eles são muito desconhecidos...

A partir do momento que as pessoas passarem a conhecer o fator da polarização nacional que pega também, pode fazer com que esses candidatos cheguem com mais fôlego lá no final. E foi de fato isso que aconteceu. Esse cenário que se apresenta agora já é um pouco diferente. Nós estamos falando de um governador que está indo para a reeleição. Veja que o conhece e votaria, Jéssica, dele, ainda é maior.

juntando com esses 13% aí que desconhece, é um percentual que o governador pode ir atrás de fazer. Porque a gente sabe que dessas três barrinhas, a mais difícil para o candidato é conversar aquele que diz que conhece e não votaria. Esse é o grande desafio.

Mas tudo isso ainda vai flutuar até o início da campanha eleitoral. Depende também da forma como é que chega esse conhecimento. Ele chega pelo campo negativo e ele chega pelo campo positivo. Então é um desafio muito grande você se tornar conhecido nesse cenário de polarização. Vamos dar uma olhada nos dados de segundo turno também, para daqui a pouco a gente falar do Senado?

considerando o eventual segundo turno, com eventuais nomes, já que estamos falando de pré-candidaturas, a gente tem uma disputa entre Camilo e Ciro, em que Camilo teria 44%, Ciro 39%, Camilo teria o maior percentual, ainda que na margem de erro eles fiquem muito próximos. É, um impacto técnico, né?

Num cenário 2, entre Ciro Gomes e Almano de Freitas, Ciro chegaria a 46% e Almano a 35%, então a vantagem de Ciro em relação a Almano em um eventual segundo turno. No terceiro cenário, que consideram a disputa entre Almano de Freitas e Roberto Claudio, teria melhor o cenário para a base governista, em que Almano teria 46%, Roberto Claudio 26%.

E no quarto cenário, que é esse em que as candidaturas seriam de Camilo Santana e Roberto Claudio, aí Camilo teria ampla vantagem, 58% das intenções de voto contra 20% de Roberto Claudio. Aí a gente tá falando muito lá pra frente.

Dá para entender um pouco como cada nome se posiciona um em relação ao outro. É um cenário que reflete também o que a gente já viu na primeira parte do levantamento, mas os recados são aí muito parecidos, tanto para a base como para a oposição, de que ferramentas cada um tem. Vamos falar do Senado? Acho que temos ainda uns 15 minutinhos aqui, dá tempo de a gente trazer.

Os dados do Senado também. Aqui tem muito nome. Aqui a disputa é animada. São três cenários testados pela Quest, com alguns nomes que já estão colocados. No primeiro cenário, a gente tem o atual senador Cid Gomes, contra o capitão Wagner do União Brasil, Roberto Claudio do União Brasil, Luiziane Lins da Rede, Eunício Oliveira do MTB.

Pasto Alcides Fernandes do PL e Priscila Costa do PL também, que são os que pontuam um pouquinho mais. Nesse primeiro cenário, Cid tem 17%, Capitão Wagner 16%, Roberto Claudio Luiziane 8%, Eunício Oliveira 6%, Pasto Alcides e Priscila Costa 3%.

Outros nomes testados, Chiquinho Feitosa do Republicano, os Domingos Filhos do PSD e General Teófilo do Novo, tem 1% das intenções de voto. Os dois pré-candidatos do PSOL, Ana Carina e o professor Germano Lima, não pontuam. Indeciso, 16%. Branco Nulo não vai votar, 20%. Acho que já olhando, vamos olhar os três cenários e aí depois a gente já comenta com todos esses nomes, né?

No segundo cenário, em que saem alguns nomes aí, né, deixa, não, não, não considera Priscila Costa, Chiquinho Feitosa, Domingos Filho e General Teófilo, o cenário já fica da seguinte forma, Cid Gomes, do PSB, com 16%.

Capitão Wagner também 16%, Roberto Cláudio 10%, Luiziane Lins 8%, Eunício Oliveira 6% e Pachoa Alcides Fernandes 4%. É o candidato do novo general Teófilo com 1%, os dois candidatos do pessoal, Ana Karen e professor Germano 1%. Nesse caso, indeciso são 16%, branco nulo não vai votar 21%. E no terceiro cenário...

que tira dessa conta a pré-candidatura de Roberto Claudio do União Brasil. Cid Gomes e Capitão Wagner teriam 17%, ambos. Luiziane Lins da Rede, 9%. Eunício Oliveira, 6%. Nesse cenário, Priscila Costa do PL é considerada a candidata. Ela chegaria a 4% das intenções de voto. Os demais nomes somam 1%. Aí, indecisos estão em 18%. Branco e nulo...

não vai votar em 24%. Vamos tentar entender um pouquinho mais esse cenário, Wagner, em que há, inclusive, mais de um nome por partido. Agora, estamos falando de duas vagas para o Senado, o que amplia as possibilidades dentro desse cenário, mas uma liderança de Cid Gomes e Capitão Wagner, a preço de hoje, com outros nomes ali numa disputa...

um pouquinho acirrado, empatados na margem de erro. Qual avaliação você faz desse cenário? Que recados ele dá? A gente tem esse cenário aí do capitão Wagner e do Cid liderando esse levantamento. O Cid já é senador há sete anos, tem dito que não quer ser candidato, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Se a gente está falando de um cenário indefinido para o governo do Estado, avalia o Senado.

Então, é um cenário muito aberto ainda. É claro que a pesquisa traz as especulações de hoje, o que está posto na mesa. Então, há um movimento da base do governador de convencer o CID a ser candidato. É isso que o partido quer. Inclusive, o PSB quer que o CID vá para a reeleição.

E o PT, o Camilo, o governador humano, o presidente da Assembleia, todo mundo fala nesse movimento. E o capitão Wagner tem reforçado nos últimos meses a intenção de disputar o Senado, embora ele diga, mas eu posso ser qualquer coisa, mas estou querendo encaixar aqui uma vaga para o Senado. Então, esses nomes, naturalmente, eles vão despontar nesse movimento. Mas a gente tem aí também, não se sabe se o Cid vai de fato ser candidato.

Se ele não for candidato, para onde vão esses votos? Existe esse movimento que precisa se consolidar ainda. Tem o papel do PSD, que também aparece o Domingos Filho Atestado, o que vai acontecer com o Domingos Neto, no caso, se o PSD for encaixar essa chapa do governador. Então, há um movimento. A Luizende vai ser candidata mesmo? O Eunício vai conseguir essa vaga na chapa do governador?

Então, a prece de hoje, a gente tem um, vamos dizer assim, um pelotão da frente, né? Que é o Cid e o Capitão Wagner. Também o Roberto Cláudio também foi testado, mas ontem mesmo ele disse que tem a intenção de ser vice-governador. Então, são oito pontos percentuais ali no cenário um, dez pontos percentuais no cenário dois, que precisaria ser pulverizado também, entre outras candidaturas.

Então, é um cenário de muita indefinição, mas mostra, nesse momento, que o CID é um nome competitivo da base do governador e, na oposição, quem desponta é o capitão Wagner. Tem dois pontos, Jéssica, que eu acho que são importantes a gente observar nesse levantamento aí. Primeiro é o alto percentual de indecisos, brancos e nulos.

Porque, de qualquer maneira, o Jéssica e o Wagner, esse percentual, se você somar, ele dá ali no primeiro cenário 36, no segundo cenário 37 e no terceiro cenário 42. 42% de pessoas que ainda não se decidiram sobre quem vai votar para o Senado. Eu acho que esse é um ponto importante. O segundo ponto é que, nas votações que você tem para o Senado, duas vagas, Jéssica,

Eu considero, rapaz, o segundo voto para o Senado, a maior incógnita que pode ter nos votos de todo mundo, em todas as eleições, é o segundo voto ao Senado. Sabe por quê? Porque se a gente pegar friamente esse levantamento, Wagner, ele vai apontar para a gente o recall desses candidatos, quanto eles são lembrados pelo eleitor. Agora,

O segundo voto, ele tem outras nuances. Nunca esqueça daquilo que aconteceu em 2010, aqui no Ceará, com o Pimentel e o Eunício. Tasso Gereissati era candidato, um político super experiente, com um recall enorme, três vezes governador do Estado, uma liderança lembrada até hoje. Até hoje o Tasso é uma...

grande liderança política, e naquele momento as pessoas tinham o primeiro voto no Eunício, e aquela reta final da campanha, quando o Lula estava no auge da popularidade, o Lula veio para aquele famoso comercial.

Eunice e Pimentel, quem vota num vota no outro e isso transformou a eleição ao Senado. Então, isso é um recall desses candidatos, Wagner, mas essa lógica de você votar em dois candidatos, muitas vezes, não é aquele que você lembra que você vai votar. Você vota, muitas vezes, até pela composição.

das chapas e tudo mais. Então, tem muitas nuances aí em aberto. A gente pode lembrar de 2018 também, né, Inácio? O Eduardo Girão venceu uma eleição apertadíssima ali no segundo voto. O Cid despontou logo na frente e esse segundo voto, ele foi ali entre o início e o Girão. O Girão acabou vencendo por uma margem apertadíssima.

É difícil até dizer que há favoritos para esse segundo sempre, né? Porque o início de Oliveira sai da presidência do Senado. Presidência do Senado. Eu sempre digo, Wagner, que o segundo voto ao Senado é a coisa mais difícil de você saber. Porque o cara... Você escolhe um, Wagner. Na verdade, você escolhe um. O segundo você vai ver aqui, vai fazer uma construção mental sobre quem você vai votar.

Isso é muito comum. E veja como a eleição ao Senado, Jéssica, ela tem as suas nuances. Se você pegar nomes, por exemplo, como a Camila Cardoso, que foi candidata na eleição passada ao Senado...

E ela fez um marketing político muito legal, de dizer que era Camila com A, né? Camila com A no final, porque o Camilo, né? Enfim, esse contraponto com o Camilo, ela tirou uma votação altíssima para a senadora. Foi mais de um milhão, que era ali um desempenho para um estreante de disputa, uma disputa majoritária.

Foi muito alto, mas veja que quando ela foi candidata a vereadora depois, né, aqui em Fortaleza, o desempenho muda completamente, né? Então veja, essa disputa pro Senado, como ele é um voto majoritário, tem suas características próprias. Menos candidatos, né? Menos candidatos também. Vamos aproveitar pra gente olhar como é que tá o conhecimento, o potencial de voto e rejeição aqui dos candidatos ao Senado também, porque...

entra nesse dado da possibilidade de quem tem espaço para avançar. Então, como era de se esperar, Cid Gomes, ex-governador, já é senador, é o mais conhecido, seguido por Capitão Wagner e Roberto Cláudio, também nomes que estiveram na disputa majoritária de 2022.

Vem aí seguido de Luiziane e Eunício Oliveira. Quando a gente olha para outra ponta, para o conhece, não votaria. A gente tem também eles ali empatados na margem de erro, com maior percentual, com maior impopularidade, com esse percentual de rejeição um pouco maior. E tem alguns nomes aí, que aí, nesse momento, tira esse primeiro pilotão dos três primeiros nomes.

E você começa ali a partir da Luisiane, a reparar em quem não conhece, você começa ali a ter quase 50%, até mais que isso, de pessoas que o eleitorado não tem esse conhecimento de quem são. E isso abre espaço, especialmente olhando aí na estratégia da oposição também, que tem esses dois nomes, Pausto Alcides Fernandes do PL, a Priscila Costa do PL também colocada como pré-candidata.

Aí, talvez, nomes que possam lembrar desse exemplo que o Inácio trouxe da campanha da Camila em 2022, Wagner. Como que você olha esse cenário aí pra 2026?

É um cenário que traz, que deixa uma disputa em aberto, né, Jéssica? Se a gente está vendo aí muitas indefinições, inclusive no PL, o pastoral Cedes Fernandes ali e a Priscila Costa, com números muito parecidos. Se você está observando ali.

amplo desconhecimento desses candidatos, né? Você tá vendo aí uma capacidade muito grande, uma possibilidade de crescimento desses nomes, né? Quando vai entrar pra campanha. E tem um diferencial também. A indicação de voto pro Senado, ela acontece ali na última semana, no sábado, na sexta-feira. É ali que o negócio se resolve.

E tem aqui, e a pesquisa traz também sobre a decisão ser definitiva, 60% ainda considera que pode mudar caso algo aconteça, 39% diz que é definitiva, Inácio, então tem chão aí. Pois é, você vê, Jéssica, se você pegar aí, tem algumas informações que até para mim, Wagner, são surpreendentes, por exemplo, um nome como Eunício Oliveira, tem 49% de pessoas que não conhecem, né?

um cara que já foi deputado várias vezes, foi presidente do Senado, foi senador. Candidato ao governo. Candidato ao governo do Estado. É um percentual de desconhecimento muito alto. Eu acho também, Jéssica, assim, como essa lista aí, né, é uma lista muito grande, né, eu acho que o próprio eleitorado, ele se perde um pouco, né.

Não é demais lembrar que nessa pesquisa, Wagner, o Instituto Quest não colocou aí, na pesquisa contratada lá pela Genial, o nome, por exemplo, do Júnior Humano, que é um nome que o Cid vem tentando trabalhar aí. Mas, de qualquer forma, esse cenário, me parece, Jessica, que é realmente...

Porque se você olhar, na campanha, o que é que vai ter? Vai ter um candidato a governador, um vice que fica ali meio escondidinho com o governador, né? E os dois senadores, aí sim. Então ele vai ter esses dois aqui do lado do governo e mais dois ali do outro lado da oposição pra gente ficar nessas maiores forças.

fica mais fácil o eleitor visualizar. Uma lista como essa, que tem muitos nomes, é uma coisa que fica ainda muito distante do que vai acontecer. O avanço também das conversas, de tudo que pode acontecer, eu considero, Wagner, essa disputa ao Senado muito aberta. Você vê, por exemplo, nomes como o pastor Alcides Fernandes, com 78% de desconhecimento.

Essa figura vai ser muito próxima de Bolsonaro, de André Fernandes, de Ciro, se Ciro for candidato. Então, esses números tendem a se inverter completamente. E vou lhe dizer uma coisa, só complementando. Você falou aqui de 2010, né? Eunice Pimentel. Em 2014, a base do governador que lançou o Mauro Filipe perdeu a eleição para a oposição que faltasse. Em 2018, eram duas candidaturas. O Cid foi eleito e o Eduardo Girão, da oposição, foi eleito. Então, assim, são duas vagas que...

A base do governador, embora tenha muita força, não garante que vai fazer os dois candidatos, não. Então, assim, a oposição também pode conseguir surfar, tomar uma vaga. Então, é um cenário muito aberto.

Gente, esses são os principais dados. A gente já vai se despedir aqui da nossa programação na Verde FM e na TV Diário. A gente vai deixar Inácio Aguiar e Wagner Mendes trazerem as considerações finais no YouTube. Então, quem quiser ir lá no YouTube vai ainda poder acompanhar aqui o encerramento da análise dos nossos comentaristas. Lembrando, pesquisa, gente, é...

A preço de hoje é valendo para esta semana, muita coisa pode mudar. Esse cenário, claro, para a gente começar a entender como que se desenha a disputa eleitoral para 2026. Aqui no Ponto Poder a gente vai seguir acompanhando, você segue na nossa programação, no Diário do Nordeste, na TV Diário e na Verde FM 92.5. Muito obrigada a você que esteve conosco, a gente ainda vai ficar mais um pedacinho no YouTube, tá bom? Quem está no YouTube segue por aí, Wagner Inácio, muito obrigada a quem nos acompanha.

na Verdi e na TV Diário. Grande abraço pra todo mundo, meus amigos. Até a próxima. Obrigado, gente. Bom dia a todos. E agora pra gente fechar aqui o nosso o o nosso raciocínio aqui também pra quem tá no YouTube com a gente.

Vamos aqui voltando, estamos só com o YouTube agora, já nos despedimos de quem estava conosco na TV Diário na Verdinha, gente, nessa estreia de falar com mais gente. Agora, para a gente encerrar, para quem está aqui conosco no YouTube, vou deixar Inácio e Wagner, cada um trazerem suas considerações. Só apontando, trouxe o dado de se a escolha era definitiva no Senado, no governo é muito parecido, 41% diz que é definitiva, mas 58% ainda considera que pode mudar.

Caso algo aconteça, tem muita água para passar embaixo dessa ponte. Wagner Mendes, sua análise aí deste ponto de partida. O primeiro retrato da Corrida Eleitoral no estado do Ceará, a gente vê aí alguns recados, alguns movimentos. E claro que essa pesquisa divulgada pela Quest, que acertou em cima o resultado do segundo turno para a Prefeitura de Fortaleza, traz muitos recortes interessantes.

Naturalmente, essa pesquisa vai influenciar na definição dos rumos dessas chapas que vão se consolidar nos próximos meses. É claro que os partidos têm as suas pesquisas que fazem internamente, mas uma pesquisa mais robusta como essa, que traz mais detalhes, que tem uma certa credibilidade já construída nos últimos anos, isso, de certa forma, pode ser definidor nos rumos dessas chapas que vão ser construídas mais na frente.

Inácio Aguiar e as suas considerações para essa primeira pesquisa Quest. Pois é, Jéssica. Primeiro ponto, eu trago isso como um mantra, sabe? Você que está nos acompanhando. Nunca ache que pesquisa de opinião tem interesse de prever o resultado da urna. Não é isso, tá? É uma tentativa de captar os sinais que a população está dando. E isso, para isso, inclusive o Wagner, que é o grande especialista nisso,

tem uma metodologia científica. Você não sai na rua com uma prancheta na mão querendo ouvir um ou outro. Você faz uma estratificação da população pelas faixas de renda, pelas faixas de idade. Você faz uma diferenciação entre as pessoas por religião. É muito comum a gente fazer isso hoje em dia também. Então você divide esse espectro, que é justamente para você ter uma...

um retrato mais fiel da realidade. Então, esse é o primeiro ponto. O segundo ponto, Jéssica, é que neste momento, neste momento, está na cabeça das pessoas o seguinte.

Ciro Gomes lidera a oposição, Camilo Santana lidera a base governista. A minha análise inicial é essa, de que Ciro lidera, na cabeça das pessoas, lidera a oposição e Camilo lidera a base. Outra conclusão que eu tiro, Jéssica, é o Mano bem posicionado do ponto de vista da avaliação de gestão e do prognóstico que as pessoas fazem de dar a ele uma nova chance de ser governador.

E tem o desafio aí de converter esse dado positivo na gestão para intenção de voto. Isso vai ter tempo também para acontecer. E o último ponto, Jéssica, para falar do que nós analisamos aqui, disputa ao Senado. Na minha avaliação, completamente aberta a situação.

com uma probabilidade maior, aí não entra a pesquisa, entra a minha análise, de eleger a base do governo eleger um senador e a oposição eleger outro. Isso não quer dizer que vai acontecer. As coisas vão caminhando e isso pode mudar. Mas a minha percepção hoje é isso.

Ao longo dos dias, Jéssica, nós vamos trazer mais dados. A estratificação da pesquisa tem coisas muito interessantes. A gente tem, Jéssica, por exemplo, só para dar esse spoiler, porque eu vou escrever na minha coluna também, a gente tem, Jéssica, claramente uma divisão, Wagner.

Se tem uma divisão entre esquerda e direita, a gente tem essa divisão entre católicos e evangélicos, que é o cenário de religiões, que é muito importante a gente considerar também, porque, de qualquer forma, esse assunto entrou muito na pauta nacional. Se você pegar o caso de ontem, Jéssica, que foi a sabatina do Jorge Messias...

as abordagens religiosas chamaram muita atenção. O próprio Messias por várias vezes falou em Deus, utilizou o sentimento religioso pra falar sobre o aborto, foi questionado também sobre isso, então nós não podemos deixar de considerar esse viés religioso, porque as pessoas cada vez mais têm colocado isso na mesa na hora de escolher seus candidatos.

E isso é decisão de estratégia de campanha, a gente viu também em 2024 muito claramente, essa atuação na estratificação em relação à idade do eleitorado, em relação ao gênero, como o peso das mulheres na disputa também. Então, gente, tem muito detalhe para a gente discutir ainda. Quero agradecer quem esteve aqui no chat conosco, trazendo alguns comentários. Samuel Matheus, Domingos Sávio.

quem mais? Deixa eu ver Jackson Timbó, Moro Oliveira, Diego Pacheco, Pedro Barreto, Fábio Andrade, muito obrigada a todo mundo que esteve conosco, muito obrigada Wagner Mendes. Obrigado Jéssica e voltamos a qualquer momento, né? Obrigado Inácio. Grande abraço Wagner, abraço pra você também, Jéssica, um abraço pra todo mundo que tá com a gente.

E olha, a gente segue cobrindo a Pesquisa Quest, o noticiário da nossa política, no Ponto Poder, no Diário do Nordeste, na Verde FM 92.5, na TV Diário e nas redes sociais. Próxima semana, quinta-feira, temos o nosso encontro da live às 17 horas, toda quinta-feira.

Essa semana, porque foi semana especial. Mas se você já está aí com a gente no canal do YouTube, pode conferir. Tivemos entrevista com o ex-prefeito Roberto Claudio, presidente do União Brasil aqui em Fortaleza, ontem na quarta-feira e hoje já tem aqui essa live da pesquisa para você. A gente se encontra. Até mais.

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