Fodasse o Mundo
procuras e me encontrarais
- Etica e MoralApresentação de si · Vícios masculinos · Preguiça como superpoder · Execução de sonhos
- Música e Gostos PessoaisChris Isaak · Wicked Game · Gosto por frutas · Novos gostos na vida
- Relacionamento com cachorrosComportamento canino · Comunicação com animais
- Inspiração e ExecuçãoVontade de gravar · Controle emocional · Inspiração intrínseca
- Ser rockstar e os perigosSer rockstar · Egocentrismo e mania · Decisões de vida · Consequências de decisões
É pessoal, gravando mais uma vez esse infame podcast aqui Mais uma vez passeando com esse cachorro Ontem eu ia gravar Sei lá, eu acho que o cachorro ele dá o...
Ele é tipo como se fosse um condensador Sabe uma mesa de som que você consegue regular? É ele que me dá o tom Pessoal, eu acho que muitas vezes eu tô brigando com o cachorro Mas não é, velho Eu tenho que falar mais rígido, mais firme com ele Porque senão ele não escuta Se eu falar, ô, vem Vem aqui, cachorrinho Ele não ouve, então por isso que às vezes eu sou mais ignorante Porque só assim ele vai me ouvir Hoje ele veio de carrinho, passeando Ih, o bicho tá todo feliz
A gente veio curtindo junto o Chris Isaac. Você que não ouviu o Chris Isaac, procura depois aí. É um ótimo álbum. Eu não sei se é um álbum de 95, 98, não sei que ano que é. 92, é dos anos 90, eu acho. É aquela que tem aquela música lá. Puta que pariu. Wicked Game. Wicked Love, Wicked Game. Acho que é alguma coisa assim.
Mas é muito boa. Além dessa música, contém outras músicas aí. Aliás, esse podcast de hoje é um oferecimento... Oferecimento... Oferecimento Hotmans de limão, menta, melão, sei lá. Tem alguém que come melão sem ironia? Ou sem ser ano novo?
Porque sei que o novo pessoal monta uma mesa de frutas ali e bota essas frutas, tipo melão, kiwi, lixia. Mas frutas que você nunca come. Não bota, tipo, uma banana, uma laranja. Bota até bota. Mas é tipo um agregadão ali, né? Ela fica no canto ali fazendo uma sala, como diriam os antigos.
Melão, mas melão falaram que tem gosto. Eu nunca comi, nunca curti. Na verdade eu já comi, né? Mas tipo, sabe quando você fala, porra, isso é o melão? Que merda, hein, cara? Apesar de que quando você vai envelhecendo, você tem que criar novos gostos. Eu preciso criar um gosto por fruta, velho. Eu não consegui ter esse gosto, sabe? Mas nós homens temos hobbies, né? Que são praticamente gostos. Deixa eu te dar uma mijada aqui.
Praticamente são gostos, mas eles são camuflados com outra coisa. Normalmente é com... ou é um vício, ou é um gasto desnecessário, ou é os dois. É, o meu ou os dois. Então, não me julguem. O vício é ser uma pessoa muito boa. Porque normalmente quando você...
conhece uma pessoa, ela só te apresenta as virtudes, não apresenta os vícios dela. Ela parou pra pensar nisso? Nunca vai chegar um cara em você e vai falar, nossa, velho, prazer em conhecer, me chamo Luiz. Pô, gostei de você, mano, acho você um cara bacana. Diferente de mim, né, que sou um filho da puta. Bato na minha esposa, brigo com os meus filhos. Um cara nunca vai falar isso.
Não que ele deva falar também, porque eu acho que é um negócio muito explícito, né? Até que ele... Se ele falar, você vai falar, porra, mano, não quero conviver com esse cara. Mas você entendeu a metáfora. Não vou precisar ficar explicando aqui. Assim como eu explico tudo. É... Seria interessante o cara falar, velho, eu acho que muitas vezes eu sou preguiçoso, sabe? Porque a gente sabe que a gente é, porém não assumimos.
Acho que as pessoas que não são preguiçosas, elas têm um superpoder na mão delas que elas têm que saber usar, velho. Têm que saber usar porque senão você vai padecer ali, você vai ficar tipo, nossa. Eu tenho muitos sonhos na minha cabeça, mas não consigo executar nenhum. O cara que não é preguiçoso, ele é como se fosse um dom divino, sabe?
Um dom divino Vai demorar pra isso aqui engajar, pra começar a rolar alguma coisa, eu tô vendo Eu tava com tanta vontade de gravar, tanta vontade de falar, aí chega na hora Não rola o bagulho, sabe? E tem dias que é o contrário Eu tô sem pique nenhum, sem vontade nenhuma, aí começam a sair umas coisas que eu falo, caralho mano, que legal
É como se eu estivesse dando um banho na alma. É bom pra caralho, é bom. Mas é algo... Intrínseco, sabe? Vem de dentro pra fora. E... E essas coisas não tem como a gente controlar, né? É tipo a raiva.
Alguém tem que fazer alguma coisa pra despertar isso em você. E eu não sei como que eu faço pra despertar essas coisas em mim. Às vezes é falando algum tipo de besteira, às vezes é começando uma história. E aí, através dessa história, eu vou desenrolar alguma coisa, sabe? Hoje minha cabeça tá meio vaga.
Vou tentar fumar mais um cigarro, quem sabe ajuda Pera aí Eu acho que todo mundo deveria
ser rockstar pelo menos uma vez na vida uma vez tô falando sei lá montar uma banda dá também você conseguir se for bom para isso mas sabe o que você fala mano vou despirocar hoje vou tocar o caralho é só que eu acho que se fizeram isso um dia
pode ser perigoso porque você pode ou se tornar um ególatra ou se tornar um maníaco sabe querer sentir isso toda vez e te causar algum prejuízo financeiro ou legal sabe você tem que responder algum processo aí que vai te costar a vida o que acontece na maioria das vezes né e as decisões que a gente toma na vida
Elas são como uma piscina, sabe? Uma piscina bem funda. E você tá com dois blocos de pedra de 100 quilos cada um no pé. Você toma uma decisão ali, você joga um baldinho, uma canequinha de água. Só que tem decisões que você toma que são 10 mil litros de água. E são essas decisões de 10 mil litros de água que podem acabar acarretando o seu afogamento, sabe?
Até porque, pensa comigo, uma decisão que equivale a uma caneca, ela não vai te causar um prejuízo instantâneo. Se você fizer uma conta ali sobre vazão, volume... Tem alguma conta na física que faz isso, mas eu não lembro qual a fórmula. Enfim.
Na física não, na própria matemática, né? Você calcula os metros cúbicos ali Tem 5 metros de largura, 5 metros de comprimento por 5 de altura Aí você vai fazer 5 vezes 5 vezes 5 Vai dar 125 metros, aí você faz vezes mil, vai dar 1250 metros cúbicos Então imagina comigo, você enche uma canequinha, equivalem a 12 metros cúbicos ali
e aí você vai enchendo e enchendo até uma hora não uma caneta não vai dar 12 metros cúbicos né agora foi burro demais vai dar 000,00000012 entende que não é uma coisa que vai e é e causar um um constrangimento na sua alma de imediato sabe e aí e não vai te causar um mal
Perdão, acabei de fazer a conta aqui da 125 mil metros cúbicos. Não é 1250. Enfim, voltando ao assunto. Não vai te causar um mal imediato ali, sabe? Mas talvez daqui 20, 100 anos te cause. Aí você nem vai estar vivo aqui pra sentir isso. É o que acontece na maioria das coisas no mundo. Um guardar os problemas pras futuras gerações e ver o que que eles...
Isso, come mato aí, ó. Vamos, vamos, deixa esse mato aí, caralho. É... Aí eles veem o que eles fazem. Eles que segurem essa pica e se fodam aí pra resolver. E tá certo, velho. Não tá errado não. Por que que eu tenho que resolver o negócio? Vai você resolver. Vai você se fuder aí e... E toma as rédeas aí do negócio.
Aí você fica meio que refém de um negócio que... Que querendo ou não... Faz sentido ali, mas não faz, sabe? Vem, vem! Nossa, o cara vai mentir no carro, velho. É incrível isso, né?
Vamos, deixa o carro aí. Tanto lugar pra você mejar, você vai mejar no carro. Acho que foi desgraçado, né, velho? Eu tenho a impressão que... Que a nossa vida é como se fosse um jogo de tabuleiro, mas...
Vamos tentar usar outra metáfora, porque essa aqui talvez não fique tão clara e tão limpa. É como se fosse um jogo de cartas. Porque seu oponente tem as cartas para jogar e tem o baralho na mão. Mas você não tem nada.
Ou às vezes você tem, mas aí cabe aprender como que joga essas cartas aí, como que manipula esse baralho aí. Vem! Pra cá, vamos! Vem! Como que você manipula esse baralho aí? Aí entra várias coisas, né? Dinheiro, acessos. Eu acredito que mais os acessos, aí entra o dinheiro também, né? Porque uma coisa tá atrelada à outra.
De nada adianta você ter muito dinheiro e ser burro, sabe? Eu me viraria muito bem com o prêmio do Big Brother, com o prêmio da Mega Sena. Porque eu iria viver a vida de acordo com aquilo que eu acredito que é viver a vida. Viajando, tendo experiências, conhecendo coisas, lugares.
talvez gastaria, sei lá, compraria um carro bom e só isso mesmo, não tem muito o que ser feito. Mas a bagagem intelectual acaba contando muito, porque é através dela que você vai se locomover aí nos trechos.
Através dela que você vai se mostrar inteligente, fraco, forte. Pra várias coisinhas da vida aí que ela vai... Ela vai pedir que você tenha isso, sabe? Eu não posso impedir que você faça aquilo que você quer fazer. Sabe? Então...
Faça e arque com os resultados Afinal foi você mesmo quem buscou, foi você mesmo que correu atrás de tudo E estar preparado para encarar isso e aceitar isso é foda velho É foda
Porque quando você entende todos os acontecimentos, você sabe que a decisão que você tomou pode não ser uma das melhores. Mas foi a melhor naquele momento, porque era o que você tinha entendido sobre o assunto.
Acho que um técnico de futebol, quando ele é bem estudado e sabe as peças que ele tem, tem essa sensação. Porque ele sabe o que o fulano tem que fazer, ele sabe o que o ciclano tem que fazer. E quando esses caras não fazem, aquilo gera um ódio, um constrangimento interno nele tão grande, ele fala, puta que pariu, como vocês são burros.
Porque eu sei do seu potencial, eu sei do que você é capaz, eu sei das suas limitações. Então se você fizer aquilo que eu tô pedindo pra você fazer, vai ser bom, sabe? Ou se você fizer a mais ainda, melhor. Porque pensa comigo, o cara fez a mais daquilo que lhe foi pedido.
Então, querendo ou não, isso é um ponto extremamente fora da curva, né? Mas isso ocorre com poucas pessoas e com poucos seres, né?
E eu entender que eu não sou esse ser, que eu não sou essa pessoa me causa muito constrangimento, espanto, sabe? Porque eu sempre esperei que eu fosse render a mais daquilo que me pediam. E às vezes dava certo, sabe? Em algumas coisas, mas... Em outras não, mano.
Eu tenho um sonho muito grande, que é poder trabalhar com isso aqui que eu faço, né? Poder trabalhar com comunicação em qualquer âmbito. Eu acho muito da hora, cara. Você... Trabalhar com isso, se comunicar, se comunicar com outras pessoas. Tô falando de publicidade e propaganda. Ah, eu vou entrar numa agência de marketing. Talvez pode ser bom também, né? Não sei.
Mas você... exercer isso... Vai... Vai completar você? É isso que eu me pergunto.
É isso que eu me pergunto todo dia. Tipo, se você conseguir... Trabalhar dessas formas, se comunicar através das suas palavras... É... É algo bom, mas... É bom pra quem, entendeu? Vem! Vem!
Que nem agora, eu tô gravando e eu não vi que tinha um casal aqui do meu lado. Eles estão parados olhando um pro outro, não medo nada. Acho que o moleque deve tá louco pra comer essa menina aí, eu que tô atrapalhando, né? Vou até me retirar daqui. Eu tava falando muito alto, eu tava bem solto, agora eu me travei de novo, porque tem um cara olhando pra mim, uma menina olhando pra mim. Vem! Vem cá!
E eu travei por causa disso. Você vê quão... influenciável, quão tosco eu sou. Que uma coisinha me abalou de tal forma que... E é muito fácil eu falar, ah, não ligue para a opinião das pessoas, seja você mesmo. Não ligue para aquilo que os outros falam. Mas será que é tão fácil assim quanto as outras pessoas dizem?
Porque é uma coisa você fazer isso em cima de um palco, falando pra milhares de pessoas. Ou você tá bem sucedido em alguma área e tá despreocupado, principalmente no que eu falo de quesito financeiro. Aí você fala pra um moleque, fala, ah, não liga, tá, tá, tá, mas... Pra você tá onde você chegou. Pra você ficar onde você tá, você acabou ligando, cara. Você acabou engolindo sapos, chupando rolas, fazendo coisas que talvez você não queira fazer.
Mas aquilo te rendeu isso, né? Que você está pregando hoje. E talvez você realmente esteja fazendo isso, se autopreservando e não se importando com a opinião de um cara qualquer de terno. Porque hoje você atingiu um patamar que poucas pessoas atingiram.
E hoje você meio que se foda para o que as outras pessoas dizem, que se dane O que... Esses caras falam, mas... Mas é meio que complicado porque... A gente tem que ligar uma hora, né, velho? A gente tem que apertar um botão e falar não
A partir de agora eu atinjo o meu modo sério e sou um cara totalmente diferente daquilo que vocês falam e pregam. E eu visto minha máscara, eu visto minha capa de super-herói e faço aquilo que vocês pedem. Mas chegando em casa eu sou totalmente outra pessoa, a gente sabe que é assim. Porque do mesmo jeito que você age no trabalho, não é o mesmo jeito que você age em casa.
E o mesmo jeito que você lida com os problemas com as pessoas que você ama, não é o mesmo jeito que você lida com os problemas com as pessoas do trabalho. Ah, mas você está falando algo redundante, algo simples. Tá, cara, parece simples, mas não é.
Se a gente pudesse ter um botão que a gente desligasse quando está no serviço de liga, quando está de volta na nossa vida pessoal, eu garanto que 99% das pessoas fariam isso. Ou pelo menos uma grande parcela. Generalizei aqui, mas eu acho que uma grande parcela faria, porque a vida da maioria é estafante, é chata, é repetitiva, é memorizada.
É aquele negócio tipo, ah, bota o casaco, tira o casaco, bota o casaco, tira o casaco. E não tem nada de ruim nisso, mas nós temos outras vontades que não há do nosso serviço, do nosso dia a dia, do nosso laboral.
Você tem outras coisas que te moldam como ser humano. E às vezes você está preso num serviço, num problema ali do seu trampo, pode te desmoldar. É o que eu vejo às vezes comigo, tipo, eu fico preso ali num negócio, num serviço, e aquilo me causa um incômodo, uma náusea tão grande, que eu me permito às vezes...
Me fechar ali, eu falar, ah, velho, não quero lidar com isso, não quero conversar com ninguém sobre isso. E tá tudo bem, você tá certo, não tá errado. Existem pessoas que lidam melhor com as coisas se fechando do que se abrindo. Até porque pra se abrir com alguém você precisa ter...
uma conexão, uma jogada tão rápida... Vem! Vem! Uma jogada tão rápida que aquilo vai... Sabe? Vai casar. Sabe? Tipo um Bebeto e Romaro, Ronaldinho e Ronaldo. É um bagulho que vai dar certo ali na hora e vai rolar uma conectividade tão alta que as coisas vão fluir, vai funcionar jogado e vai sair o gol, sabe?
E às vezes as pessoas que você quer que sintam isso, que façam isso, não estão ligadas a você. Forte ali. Às vezes você quer debater assuntos. Ai, caralho, quase que eu trouxe o pé aqui, tomaram cúma. Às vezes você quer debater assuntos.
éticos e morais, mas o cara só quer saber qual é a mulher mais gostosa que você acha atualmente. E se você estiver preso a essa realidade, se sentir preso a essa pessoa, você vai ter que conversar e debater com ele. Porque é quem você tem no momento ali pra poder te apurar e te aturar. Ah, mas...
Eu não acho certo. Então procure outra pessoa que você acha correto e debata isso com ela. Você sente que você está preso, logo você precisa se libertar. Você sente que está liberto demais, logo você precisa se prender. E qual seria o melhor tipo de regime a se viver? Sei lá, o semiaberto.
Talvez seja bom você ficar de dia trabalhando ali, vivendo, ocupando sua cabeça com um ócio criativo ou laboral, e à noite você se prende na cadeia. A gente sabe que muitas vezes a nossa própria casa é uma cadeia.
O que você faz quando você chega em casa? Você se sente livre? Você se sente aberto a sentar no seu sofá e tomar um vinho? E comer um queijo ali? E sentir um pouco da vida, sabe? Ou você chega em casa, deita no sofá, deita na cama, e fica rolando TikTok, abre o Prime Video, abre o YouTube e começa a receber alguma coisa.
Às vezes na nossa casa, no nosso lugar que a gente habita ali, é só um receptáculo, sabe? É isso, cara. Você senta ali e fica recebendo coisa. Ah, comida. Ah, série. Ah, vídeo. Videogame. Pornografia. Maconha. Drogas. Sei lá, mano. Você vai recebendo aquilo, sabe?
E tá tudo bem, porque é a sua casa também, né, mano? Então cabe aquilo que você faz a você mesmo, né? Não sou ninguém pra ditatoriar algo que tá ali, que é você que tem que cuidar.
E às vezes nem sei se é tão bom sentar no sofá, botar um CD do Clube da Esquina e ficar bebendo vinho, à torto, de direita, falando... Safra Routine 2014, é tão boa, é tão esplêndida, Angélica, asapata.
Os vinhos de Mendonça. Não sei, velho. Porque isso pra mim parece bom. Mas às vezes pra quem você quer que pareça bom? Porque muitas vezes a gente performa pra outra pessoa. Muitas vezes a gente é aquele cara... Meme, sabe? Ah, o performático. É pelo outro. Ah, eu comprei um Dunk porque as pessoas vão pagar pau pro meu Dunk. Mas sei lá, velho.
O Capitão Pátria usa aquela capa, usa aquele traje porque ele precisa daquilo? Ou porque ele precisa que as pessoas acreditem que ele é um ser superior? O próprio Deus? O próprio divino? Porque se ele se sentisse bem em usar shorts floral, uma camiseta branca da Hering, um chinelo havaiano, mas por que ele não usa isso, então? Tem que ter o dia inteiro de roupa de super-herói?
E esses caras nos ensinam muitas coisas, né? Esses heróis, esses anti-heróis. Porque na maioria das vezes é o que a gente é, né, velho? Pessoas vestidas e travestidas de algum tipo de vestimento ali, algum tipo de dogma. Ah, eu sou cristão. Então pressupõe que isso, isso, isso. Ah, eu sou um bandista, então pressupõe que isso, isso, isso.
Mas você é porque você é ou você é porque as pessoas falaram que você tem que ser... Falaram que você tem que agir assim, dessa forma. Os maiores caras que já pisaram nessa terra e já viveram, talvez eles foram só eles mesmos, velho. Não tinha muita coisa ali. É claro, sempre havia ensinamentos a serem passados pra frente, né? Rituais, alguma coisa ali.
Mas no final de tudo é só eles mesmos ali tentando passar uma ideia à frente E cagando ideias e continuando trilhando o caminho Ah, essa ideia é muito boa, meu Deus, que lindo Ah, tá bom, mano, fica com a ideia aí, falou, vou lá
Aí a gente se agarra, aquilo fica tão preso, tão junto, tão conectado que fala Ah, o cara é foda, meu Deus, o cara é isso. O cara é perfeito. Tá, mas ele é perfeito pra você e pras outras 7 bilhões de pessoas. Se não, não haveria o que a gente vê aí, guerras, contradições, brigas políticas e religiosas. Se tudo estivesse alinhado do jeito que falam que é,
Não haveria tudo isso. Era simplesmente você abrir a porta do seu vizinho, dar boa noite pra ele, sentar à mesa dele e começar a conversar sobre o assunto aleatório. Você faz isso? Eu acho que não, cara, porque... é muito difícil você entrar no espaço de outra pessoa sem ter uma intimidade grande com ela. A vida nos prova isso.
Não que eu queira ter intimidade com as pessoas também, né? Porque... Pensa comigo. Você tem que estar disposto a... Encarar coisas que talvez você não queira encarar. E encarar essas coisas...
Ai, nossa, esse carro é baixo velho, ruim pra entrar nele Encarar essas coisas é complicado