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#97 - Um episódio pra você que pensa demais...

07 de maio de 202619min
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Reflexões profundas (e bastante filosóficas) sobre a ansiedade e a constante necessidade de controle que rouba nossa paz! | (link do vídeo mencionado aqui)

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Loba

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Assuntos7
  • Medo e AnsiedadeNecessidade de controle como causa da ansiedade · Sofrer por antecipação · Medos que não se tornam realidade · Armadura de hipervigilância
  • Aceitação do inevitávelFazer as pazes com o inevitável · Confiança na vida e espiritualidade · Flexibilidade e fluidez · Luto temporário e sofrimento como apego
  • Taoísmo e a flexibilidadeRigidez leva ao colapso · O bambu como exemplo de flexibilidade · Coragem e vulnerabilidade
  • A ilusão do controleA mente prega a ilusão de controle · O esforço para controlar afasta · A vida é incerteza
  • Atitude ativa sem resistênciaAgir sem lutar contra o que acontece · Aprender com as experiências · Confiança no processo da vida
  • Incerteza como OportunidadeA vida é feita de altos e baixos · Aceitação traz leveza · Segurança vem da renúncia ao controle
  • A onda e o oceanoSomos parte de um todo maior · A maré controla a onda
Transcrição51 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Você que pensa demais, sente demais, sofre demais com a resistência em relação às coisas que acontecem quando foge do seu controle, bem-vinda. Bem-vinda, pois você é só mais uma entre todos nós, não é mesmo?

Vai ser um vídeo mais filosófico, sabe? Eu até estava pensando em não gravar por vídeo, gravar por áudio, porque eu realmente não quero ficar me preocupando com o cenário, com, ó, está até aparecendo aqui o negócio da luz. Enfim, não quero ficar olhando para mim aqui, me distraindo com a minha beleza. Brincadeira, mas nem tanto, né? É jeitinho desumilde de ser. Porque eu quero controlar o menos possível.

isso aqui, porque é justamente sobre isso que eu quero filosofar com vocês. Eu estava refletindo sobre uma coisa hoje, porque eu assisti um vídeo, cara, bom demais, eu vou deixar aqui na descrição, tá, o vídeo. Recomendo muito que vocês assistam depois. E sabe aquele tipo de vídeo que faz você querer sentar em posição fetal e refletir sobre muitas horas? Porque parece que existem camadas e camadas e camadas de coisas que você pode tirar daquilo e...

Enfim, não é o tipo de coisa que você escuta e segue a vida normal, sabe? E fazia muito tempo que eu não me sentia assim. Inclusive, me emocionei bastante com aquele vídeo. Primeiro assiste o meu, mas depois tu assiste o que eu deixei na descrição, tá? Que é sobre ansiedade, sobre excesso de controle, sobre como abandonar isso. Como deixar de sofrer tanto com a vida, no sentido de fazer as pazes com o inevitável.

Pessoas muito ansiosas são pessoas muito controladoras. Isso é muito comum a gente escutar. Ansiedade é excesso de futuro. Necessidade de controlar as coisas. E o futuro é incerto. A gente não sabe o que vai acontecer. E a gente fica tentando prever o que vai acontecer em uma tentativa completamente inútil de se precaver de alguma coisa. Sendo que sofrer por algo que pode acontecer...

das duas uma ou você vai sofrer duas vezes ou você vai sofrer uma única vez sem necessidade no caso sofreu por antecipação

E a grande maioria dos nossos medos nunca se tornam realidade. Eu já teve pesquisa sobre isso, se não me engano, 80%, 88%, uma coisa assim. E eu, por muito tempo, lutei muito, ainda luto, obviamente, mas eu sempre fui uma pessoa, por exemplo, quando eu digo para vocês do apego ansioso, enfim, da hipervigilância, pelas experiências da minha vida.

que foram muitas, onde eu me senti ferida, onde eu me senti decepcionada, isso não só nas relações amorosas. Tudo isso me trouxe uma armadura que eu chamei de identidade por muito tempo, achando que isso realmente me protegeria de alguma coisa. Só que, na verdade, isso só me colocou em um estado de alerta constante que programou a minha mente para enxergar qualquer tipo de incerteza como uma ameaça.

E uma das coisas que torna mais fácil para mim, mais leve para mim lidar, por exemplo, com coisas que terminam, relações que terminam, planos que não vingam, coisas que estão ali empacando. Hoje, hoje em dia, nessa minha atual fase, eu consigo soltar.

Muito mais. E isso vem de uma não resistência ao que acontece. Eu aprendi a ter uma confiança muito grande na vida e isso vem muito da minha espiritualidade. E não significa que você precisa, enfim, acreditar na vida, sabe? Que as coisas são como precisam ser.

Parece um clichêzão, mas eu tenho essa confiança muito grande. E isso faz com que eu abra mão de controlar, sabe? O inevitável. E o que seria o inevitável, loba? Absolutamente o que acontece. Tudo o que acontece é o inevitável. O que já aconteceu é inevitável. Já aconteceu. O que vai acontecer é inevitável. Não importa o que você faça.

Nós não temos controle em relação à vida, porque a vida é essa constante rasteira quando a gente acha que agora vai tudo andar bonitinho, vou lá, vou perder todo o meu tempo, minha energia, montando um script de como vai ser o meu dia de amanhã, como eu vou acordar, e aí eu acordo no dia seguinte com uma dor de cabeça, ou com alguma notícia ruim, ou sem energia, e aí eu já não consigo cumprir aquela lista, já não consigo mudar toda a minha vida como eu estava achando que mudaria na madrugada, na noite anterior, enfim, porque essa é a vida.

E não é sobre, então eu vou, sei lá, deixar tudo acontecer de uma forma passiva, não. É você fazer as pazes com uma necessidade de se tornar flexível, de fluir conforme o que se apresenta. Então, por exemplo, um relacionamento que terminou.

E isso me deixa muito triste. Não significa que eu preciso negar a dor. Não. Aconteceu, isso está doendo e eu vou viver essa dor, porque nesse momento é o que eu estou sentindo. Mas, quando eu não luto contra o fim, automaticamente esse luto é temporário, porque o sofrimento é o apego ao que já não existe mais. Então eu só fico.

amargurando aquilo, presa naquilo, quando eu não aceito que aquilo aconteceu, entende? Então, quando eu faço as pazes com um término, estou dando o exemplo do término, mas isso vale para qualquer coisa, eu vou sentir o que eu preciso sentir, mas eu não vou ficar estagnada ali, eu vou simplesmente fluir com o que vai se apresentando. Porque o inevitável é incontrolável e absolutamente tudo é inevitável.

Existe uma armadilha que a nossa mente prega, que é se eu me preocupar, se eu sentir medo, se eu lutar, eu vou evitar, eu vou mudar. E isso não é uma verdade. A minha mente tem muito isso, sabe? Essa coisa de, tá, mas e se eu não tivesse ficado tão ansiosa, se eu não tivesse me preocupado tanto, será que teria dado certo?

E a única resposta que eu encontro para isso, quando eu paro para refletir, é não existe outra opção a não ser teria sido ainda melhor, porque minimamente não teria sido com o sofrimento que eu sentia tentando controlar o inevitável, que foi justamente o que aconteceu. Eu sei que aqui eu estou sendo muito abstrata e está difícil, porque eu falei que era um vídeo filosófico, menina, eu falei, eu avisei, mas é o tipo de coisa que a gente tem que sentir mais do que tentar entender, sabe?

Se permita, só por um momento, abrir mão do controle. Assim, simplesmente, cara, a vida vai ser uma constante incerteza. E foda-se. Solta. Solta. Não adianta. Não adianta você tentar prever, não adianta você tentar mudar o que aconteceu. Simplesmente solta. Faça as pazes com ausência de controle.

Tem uma coisa do taoísmo que se fala muito, inclusive esse vídeo que eu comentei fala muito disso, que é entender que a rigidez faz com que a gente atrase as coisas ou até mesmo colapse. Vence.

Vence, entre aspas, porque não é uma luta, quando você entende que tudo é como tem que ser, né? Mas vence na natureza o flexível. Tem o exemplo do bambu. O bambu sobrevive a tempestades e ventanias, por quê? Porque ele é flexível o suficiente para se entortar no vento, mas não se quebrar. O rígido, numa situação dessa, quebra. E o flexível é ser adaptável. Então, ser uma pessoa corajosa, ser uma pessoa...

Porque eu falo muito que coragem e vulnerabilidade, eu e muitas pessoas, coragem e vulnerabilidade andam de mãos dadas, porque a vulnerabilidade é fazer as pazes com o que pode acontecer, e absolutamente qualquer coisa pode acontecer. Você está numa relação, por exemplo, com aquela hipervigilância, com aquele medo constante que essa pessoa vai embora, que essa pessoa traia você, que essa pessoa faz... Isso simplesmente pode acontecer e você tem que fazer as pazes com isso. Porque não existe nada que você faça com controle que impeça isso de acontecer.

Entende? Nada. Porque o inevitável é inevitável. Eu vou dar um exemplo, tá? De novo, eu vou falar muito dos relacionamentos porque é o mais fácil aqui. Ah, enfim. Termina um relacionamento. E você está muito mal com isso. Você não queria que esse relacionamento terminasse. Qual é o impulso da tua mente não aceitando o que aconteceu? Lutando contra isso como se isso estivesse errado.

Na verdade, não tá. Enfim, se fosse errado, não teria acontecido. Filosofia, menina, filosofia. Vamos supor, tá? E aí o que você vai me dizer? Não, mas se eu tivesse, ou se eu for atrás e lutar pra dar certo, aí quem sabe se eu correr atrás, isso não vai acontecer.

Quando uma relação termina e uma pessoa tenta na insistência, o que ela gera no outro é mais repulsa. Isso tem fenômeno dentro da psicologia que explica. Efeitos de reatância psicológica, essa sensação de sufocamento, o outro quer o alívio, porque se terminou, e aí você fica em cima, você fica insistente, e essa sobrecarga acaba... É a famosa analogia da areia que você aperta e escorre.

Então, você correr atrás, você na insistência tentar mudar alguma coisa, só vai afastar ainda mais aquilo de você. Porque dizem tanto que... Cuidar, precisa ter um pouco de cuidado, mas enfim. Quando você solta, é quando, por exemplo, a pessoa volta para você.

Não que a gente tenha que esperar isso. Porque é quando você simplesmente faz as pazes com isso e você solta e você está ali vivendo e as coisas conseguem voltar ao seu fluxo. Eu estou muito filosófica, né, gente? Mas, enfim. E aí aquilo simplesmente desprende e não que a gente tenha que fingir performar uma superação, porque isso não resolve nada. Quando você performa um seguir em frente para atingir o outro, é você ainda tentando controlar.

E quando você solta o controle, você realmente entende que, cara, aconteceu o que tinha que ser, e eu vou continuar, eu vou seguir o fluxo do que está se apresentando nesse momento, isso significa que você vai permitir que as coisas sejam exatamente como precisa. Ou, quando essa pessoa reaparecer, realmente vai fazer sentido e vocês vão reatar, ou essa pessoa aparecer e você...

nem está se sentindo conectada com aquilo mais, então não. Já, enfim, deixei isso para trás e consigo enxergar as coisas com mais clareza para perceber que não era bom para mim. Ou vai aparecer uma outra pessoa, enfim, ou você vai se encontrar, muito bem, obrigada, na sua companhia. O que for acontecer, quando você soltar, é exatamente o que precisa acontecer. Então, a luta não resolve nada. Ela só gera um sofrimento desnecessário.

E essa armadilha da nossa mente de não, mas eu preciso me preocupar, porque se eu me preocupar eu vou fazer acontecer, eu vou ir atrás. A gente precisa entrar num diálogo constantemente com a nossa mente em relação a isso, porque isso não é uma verdade.

Como eu disse, quando eu parei para refletir, mas e se eu tivesse não me importado? Será que eu teria feito tal coisa? Será que eu não teria conquistado? Estou dizendo no sentido, por exemplo, em uma fase da minha vida que eu estava com medo de escassez financeira e eu fiquei muito ansiosa com isso e eu fui atrás de fazer logo alguma coisa para resolver e no fim realmente conseguir.

E eu penso, gente, mas será que se eu não tivesse ficado ansiosa, eu teria feito? E a resposta é sim. E teria ficado ainda melhor. Porque não é uma atitude passiva. Não é, tá, tá assim e pronto. Eu vou esperar o universo resolver pra mim. Não. É uma atitude ativa, mas sem resistência. Então eu entendo que isso tá acontecendo e eu preciso fazer alguma coisa, porque é isso que tá se apresentando. Então tá, vamos lá. Dentro do que eu posso fazer hoje. E é claro que é muito fácil falar. É a mesma coisa que, sei lá, você tá... E aí

Você está sentindo aquela tristeza, aquela dor, e eu falo para você, menino, fica feliz, não fica triste. Porra, vai, né? Mas é uma forma de se pensar, sabe? É buscar essa perspectiva de, eu não tenho controle. E está tudo bem em não ter controle. Eu não preciso ter controle. O controle não resolve nada. A vida vai ser uma constante incerteza. Tudo pode acontecer o tempo todo. Fazer as pazes com o que pode acontecer.

Ah, pode acontecer dessa pessoa me trair. Pode. E você tentar impedir isso vai realmente impedir de acontecer, se for o inevitável? Porque só vai acontecer se for o inevitável. O futuro é inevitável, o passado, mais ainda, porque até já foi, não tem mais o que fazer.

Você não impede nada controlando, você só sofre controlando. Aceitar que as coisas são e serão como precisa ser de forma ativa, no sentido de fazer o que pode ser feito e não tentar fazer o impossível, é o que vai fazer com que você consiga viver no fluxo da vida, com mais desapego, com mais leveza, sem pensar demais, sem esse excesso de ansiedade o tempo todo. E, de novo, está muito filosófico tudo isso, mas é isso, gente, é saber viver.

Não existe nada que eu possa dizer pra você que vai te dar garantia de alguma coisa, no sentido de haja sim, haja assado, e aí você vai ter... Não! Não existe.

Viver é sobre fazer as pazes com as incertezas, com as coisas que começam e terminam. E entenda que você faz parte de tudo isso. Viver também desse vídeo que eu tirei esse insight. A experiência da vida é você ser uma onda que volta e meia esquece que você faz parte do oceano inteiro que está ali naquele caos muitas vezes, mas...

Você faz parte disso. Entende? A onda não controla a força da maré. É a maré que controla a onda, mas você não é a onda. Você é tudo. Entende? Meu Deus, agora sim eu fui longe. Meu Deus, enfim.

Nós somos parte de tudo isso e isso é uma visão realmente bem da filosofia taoísta. Cara, não deixe de ser. Se você parar para pensar assim, fechar os seus olhos e lembrar de todos os momentos que você surtou com coisas que não saíram como planejado e você entende que foi exatamente como tinha que ter sido. Se você em algum momento pensou não, não porque talvez tivesse sido muito melhor se tivesse sido quem te garante.

Quem? Você está convencida disso pela ilusão que você criou, mas é uma criação sua.

Como eu falei, eu tenho esse desprendimento maior de virar página porque eu confio que se fosse para ser, teria sido e ponto. Eu não fico me lamentando, mas não é uma postura passiva de, ok, vou só seguir e fingir que nada aconteceu. Não, ativa. O que eu posso colher disso de aprendizado? O que essa experiência me oportunizou saber mais sobre mim?

O que eu preciso olhar aqui? Como eu posso melhorar para me compatibilizar com experiências ainda melhores? Ou pelo menos não uma repetição? Enfim, diferente para evoluir, não é mesmo? Mas sempre uma evolução. Nunca é do ponto zero que você recomeça. É sempre de um ponto de partida com mais sabedoria. Se você fizer o trabalho de casa direitinho.

Então eu tenho essa confiança muito grande de, cara, se fosse para ser, teria sido. Ai, porque, meu Deus, que droga, não deu. Tá doendo, vou viver essa dor. Mas, assim, era o inevitável, simplesmente porque foi o que aconteceu. E o que vai acontecer amanhã, depois de amanhã, eu não sei. E não adianta tentar controlar, porque também é inevitável. Porque o que tem que acontecer é o que vai acontecer.

Loba do céu, tu fumou o quê? Nada, menina? Nada. Foi só um momento, assim, realmente de epifania e reflexão sobre a vida. E é engraçado porque eu estava, eu estou gravando um curso novo e que eu estou fazendo, assim, com muito carinho, muito amor, assim, estou apaixonada pelo projeto, porque essa sou eu, meu filhão. Eu sempre tenho que criar os meus projetos de um lugar, assim, de cara, eu estou com muita vontade de fazer, então, enfim.

Só que eu percebi que eu tava me exigindo uma pressa, sabe? Ai, tem que ser rápido, porque as pessoas precisam saber disso rápido. E isso tava tirando um pouco o meu melhor dali. Quer dizer, ainda não estava, mas eu percebi que estava. E eu comecei a sentir que a coisa tava meio empacada. E eu pensei, não, peraí, calma, calma. Tá tudo bem. Eu não preciso lutar contra o que tá aparecendo pra mim, que nesse momento é uma necessidade de ir devagar. Ah, mas e se isso resultar em tananã, tananã?

no que vai resultar eu fluir com essa energia, em uma qualidade muito melhor do que eu preciso fazer. E isso, obviamente, vai me trazer os melhores frutos possíveis. Por quê? Porque não é uma atitude passiva de eu vou me sentar aqui, não vou fazer mais nada, não. Eu vou só seguir o fluxo. Hoje eu estou sentindo, hoje eu não estou. Vou fazer o melhor que eu posso com as ferramentas que eu tenho. E hoje era um dia que eu tinha me programado para gravar um monte de coisa para o curso, e eu pensei, não, cara, hoje é o momento que eu estou sentindo de olhar para mim.

E aí eu comecei a filosofar, e esse vídeo apareceu para mim, eu assisti, já comecei a refletir sobre isso, e olha só, o quanto isso me reconectou com coisas importantíssimas, o quanto isso me trouxe de volta de um lugar de anestesia, que eu estava já há muitos dias realmente tentando controlar, e olhando só para fora, e fazendo, e na ansiedade, obviamente, de vamos logo, vamos lá, vamos fazer. É totalmente inútil tentar controlar a vida.

Não só é inútil como não tem como não ser melhor quando a gente faz as fases com as incertezas. Não existe nada que a gente possa fazer que controle o inevitável. O que precisa ser tem muita força.

Então não adianta você tentar segurar o que precisa ir. E não adianta você tentar performar uma atitude para fazer a coisa ser diferente, porque não vai adiantar de nada. Só vai ser diferente se tiver que ser. E isso não exige esforço. O esforço só vai repelir. Entende? Só vai fazer você ficar aqui.

adiando as coisas que precisam chegar, independente de quais elas sejam. Então, eu não sei se esse vídeo fez sentido para vocês, porque realmente eu estou assim no mundo da lua, sóbria, tá? Juro para vocês. Mas é isso, assim, é um conselho de solta. Faz as pazes com as incertezas. As coisas não vão ser como você quer que sejam, muitas vezes, mas nem por isso não vão ser as melhores coisas que poderiam acontecer. Porque vão.

Porque essa é a vida, essa é a beleza da vida. Vai estar tudo bem, daqui a pouco não vai estar mais. Você está lá num momento maravilhoso, daqui a pouco, pah, rasteira da vida, alguma coisa ruim acontece, essa é a vida, não tem como controlar. E a gente tem que aceitar. E é quando a gente aceita que fica mais leve. E é o grande paradoxo. Nós só vamos estar perto do controle que a gente busca quando a gente abre mão dele.

A gente só vai sentir o gostinho dessa segurança quando a gente abrir mão da necessidade dela. Reflita aí, no cantinho da sala. Um beijo no coração. Até o nosso próximo vídeo.

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