Vanuíre
Vanuíre, indígena do povo Kaingang, viveu no início do século XX no interior de São Paulo, em um contexto marcado pela expansão da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e pela intensificação dos conflitos territoriais. À época, o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) atuava sob o discurso da “pacificação”, promovendo intervenções que frequentemente resultavam em violência, deslocamentos forçados e rupturas profundas nas dinâmicas dos povos indígenas. Após ter sua aldeia atacada e ter de ir viver em um acampamento do SPI, Vanuíre passou a atuar como intérprete e mediadora, buscando construir acordos entre seu povo e agentes externos. Reconhecida como uma anciã, Vanuíre destacou-se por sua capacidade de articulação, evitando confrontos diretos e construindo alianças possíveis para garantir a sobrevivência de seu povo.
Esta temporada do Girapodcast é financiada pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPE.
FICHA TÉCNICA:
Produção e Roteiro: Karina Moreira Ribeiro da Silva e Melo, Júlio César Barbosa de Melo e Felipe Tavares.
Locução: Karina Moreira Ribeiro da Silva e Melo.
Entrevistada:
Efeitos Sonoros: Júlio César Barbosa de Melo.
Edição de Som: Almagesto Produtora.
BIBLIOGRAFIA:
BARBOSA, Helena; MILTON, John. “Morrer, se preciso for; matar, nunca”: os intérpretes do Serviço de Proteção aos Índios (SPI). [S. l.]: [s. n.], 2019.
FREIRE, Carlos Augusto da Rocha. Primeiros contatos: atrações e pacificações do SPI. Rio de Janeiro: Museu do Índio, 2010.
FREIRE, Carlos Augusto da Rocha (org.). Memória do SPI: textos, imagens e documentos sobre o Serviço de Proteção aos Índios (1910-1967). Rio de Janeiro: Museu do Índio, 2011.
LIMA, Antonio Carlos de Souza. Um grande cerco de paz: poder tutelar, indianidade e formação do Estado no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1995.