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FRANCISCO ABENÇOADO, OU, O GÓTICO BRASILEIRO[ APRESENTAÇÃO] (2026)- HORRORES ANCESTRAIS INDUSTRIALIZADOS- PARTE 01

21 de setembro de 20265min
0:00 / 5:12

Nos quadrinhos, conhecemos esse tipo de cultura apresentado por Alan Moore no seu tempo roteirizando o Monstro do Pântano (1984–1987), em que o John Constantine leva o personagem título a alcançar poder em níveis planetários. Também há presença desse tipo de hibridismo em animes como Chainsaw Man no qual seres humanos vêm por meio do casamento a se fundir nesses híbridos, coisa presente também no pensamento grego e mesmo no mito amazônico do Boto (NAMEKATA, 2011, p. 100).

Para as referências completas, consulte https://medium.com/@sombrionauta/francisco-aben%C3%A7oado-ou-o-g%C3%B3tico-brasileiro-apresenta%C3%A7%C3%A3o-2026-horrores-ancestrais-fbe4438d9a60

Assuntos5
  • Apresentação do conceito de horrores ancestrais industrializados e o gótico brasileiroobservações sobre cultura popular·filme Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa·jornadas internacionais de histórias em quadrinhos
  • Híbridos e fusão com a natureza em novelas brasileiras e quadrinhoscasamento com seres da natureza·ritual em Renascer·fusão de personagens com a natureza·Monstro do Pântano como elemental
  • Contos de fada como narrativas de horror para crianças e determinismo ambientalindivíduos lidando com o ambiente·atualização de contos de horror·Chaves como conto de terror
  • A cultura indígena e sua semelhança com a cultura japonesa e mangásmundo redondo e migração·atração por mangás·cultura refeita
  • A complexidade da cultura baiana e a presença muçulmana no interiordiferenças entre pessoal da praia e interior·Nagô e orixás·cultura muçulmana forte no interior
Transcrição4 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Então eu tô trabalhando com esse conceito do Florestan. Pode entrar. E aí eu vou usar dois marcos teóricos clássicos. Primeiro, a gente tem que pegar uma coisa onde se falava muito isso. Aqui no Brasil a gente chama de caso curioso, né? Lá vocês chamam de conto de fada.

?Voz B

Sombreonauta apresenta Francisco Abençoado, o gótico brasileiro. Algumas observações sobre cultura popular no filme Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa de 2024. Apresentação feita nas 10º Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos da ECA, no dia 21/08/2006. Horrores ancestrais industrializados Parte 1. Antes de continuar, agradeço se puder compartilhar, curtir e se inscrever no canal deste podcast.

?Voz A

Qual é o problema disso? Contos de fada não passam nada mais nada menos de narrativas de indivíduos que estão lidando com seu ambiente. Nós chamamos isso de determinismo. Então o indivíduo começa a viver dentro do mundo dele. A pergunta é quando você arranca esse mundo dele. E no fundo vocês sabem a resposta. Então o Byrdham vai dizer que há uma proposta desses contos de fada de, na verdade, explicar em situações de trabalho. O que é um conto de fada?

É só um conto de horror para crianças. O que é um conto de horror? É só eu atualizar algumas coisas. Assista Chaves, atualize as idades e você tem um conto de terror funcionando perfeitamente. Então, o conto de uma mesa discutindo sobre ter a criança central— não existe criança central. E também vou pegar essa moça, né, a Renata, e vou pegar um conceito muito comum no Japão, ensinar uma coisa básica para você, para você entender sobre o Japão.

Faz assim, faz logo, pra apontar aqui, certo? Se você partir do princípio que o mundo é redondo, você entende que uma parte do pessoal não saiu por aqui, saiu por aqui. Entendeu de onde vem a cultura indígena? Por isso que parece tão semelhante, por isso que vocês são tão atraídos por mangás, porque vocês não tão vendo só mangás, vocês tão vendo uma cultura que é de cultura indígena. Tem várias discussões sobre isso, então não foi pelo efeito de beta.

Isso vai formar o indígena brasileiro. E isso explica a nossa estranha atração por mangá, porque nós estamos vendo uma cultura refeita. Podemos continuar. É a tese da Navegata, exatamente. Isso aí é o esqueminha básico de vídeo. Se você tá trabalhando com história, faça isso aqui. O problema é, no final, a redação. À medida em que você está criando um objeto científico, você tem que atualizar a redação. Por isso que é um grande problema que está se discutindo com quadrinhos.

No mundo de imagens, Será que os quadrinhos não são a única saída pra gente reconstruir a teoria da história? Vamos pra teoria da história. É muito comum isso, híbridos. Esses híbridos são seres que têm na tese da Namegata, se casam com seres da natureza. Todos vocês conhecem isso e vocês assistiram isso o tempo todo, mas nas novelas brasileiras, principalmente de Ruy Barbosa. Se você assistir Renascer, tem um ritual em Renascer.

E que eu conheço esse ritual porque minha família conhece esse ritual. A gente fazia uns com os outros. Então o que acontece? Há uma fusão desses seres. Se você assistiu a novela Renascer, o que acontece? Tem um personagem principal que vai chegar, ele olha um jequitibá enorme e diz: gostaria de fundir a mim esse jequitibá, colocarei minha força em você. E tal qual Rei Arthur, ele coloca um facão no chão. Aí acontece uma coisa deliciosa, ele tá nas terras de um coronel.

Os coronéis chegam, olham pra ele: então você acha que pode ficar aqui? E fazem uma tradição. Você amarra o cara no jeito que te dá, esfola ele e joga cachaça. E os gritos vão deixar bem claro que você me vê entrar lá. Aí meu pai assistindo isso comigo disse: seu avô fez muito isso. Eu olhei assim, te explico um monte de coisas. Enquanto ele tá lá, os berros, aparece uma pessoa chamada Rashid, um turco. O pessoal também ignora sobre cultura baiana.

Esquece tudo que vocês acham. Pessoal da praia é o pessoal africano, o pessoal do interior é outro, descendente de Nagô Malê. Os Nagô não gostam do pessoal dos orixás e o pessoal dos orixás não gosta dos Nagô. Então essa ideia negros estão todos juntos, não é uma ideia factível. As bancas de heteroidentificação estão deixando isso claro. Então a cultura muçulmana é muito forte no interior. O Turco Rashidi chega e começa a costurar o cara de novo enquanto ele canta, e o Jequitibá e o Coronel se fundem numa coisa só.

Essas novelas aparecem o tempo todo: Renascer, Pantanal, Ana Raiz, Zé Trovão. Então você tá procurando horror? Aí, tava passando às 6 da tarde, e a gente acha que é horror porque foi titulado de horror. Essas mesmas histórias se chamavam Monstro do Pântano, que é a fusão basicamente que tem do Constantine com o nosso amigo Alec Holland, que na verdade é um desses híbridos que a gente chama de elementais. Então, o grande problema disso tudo, por que parece um quadrinho de horror? Porque a proposta é essa.

?Voz C

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