Episódios de Igreja Presbiteriana de Itatiba

O BANQUETE DA GRAÇA: ALIMENTO PARA A JORNADA - 1COR 10:1-4/16-17 E 11:27-29/30-32 #61

06 de maio de 202652min
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Há um chamado claro para viver a fé com consciência, não apenas com hábito. Ao longo da Primeira Carta aos Coríntios, vemos um povo que experimentou provisão, direção e cuidado, mas que, ainda assim, se perdeu por não discernir o valor do que estava diante deles. Essa mesma advertência ecoa hoje: não basta participar, é preciso compreender.

Quando nos aproximamos da mesa, não estamos diante de um símbolo vazio, mas de uma realidade espiritual que exige posicionamento. É um convite à comunhão, mas também um momento de exame, alinhamento e responsabilidade. Ignorar isso não é neutro, afeta diretamente nossa caminhada, nosso discernimento e até nossa força espiritual.

Existe graça disponível, sim. Mas ela não é superficial. Ela sustenta, corrige, fortalece e, quando necessário, também confronta. Participar sem discernimento é perder o propósito; participar com entendimento é encontrar sustento para continuar.

Ouça a mensagem completa e permita que essa verdade ajuste a forma como você tem caminhado.

Assuntos9
  • O Banquete de CristoO Banquete que Sustenta · O Banquete que Identifica · O Banquete que Confronta · O Banquete que Cura
  • O Banquete no Antigo TestamentoO Éden e a Comunhão com Deus · Abraão e Melquisedeque (Pão e Vinho) · José e o Preparo do Banquete no Egito · O Maná no Deserto · Elias e o Alimento Divino
  • O Banquete como Sustento EspiritualA Realidade Espiritual por Trás do Físico · Dependência de Cristo para Sobrevivência · Contraste com a Autossuficiência do Mundo · Dieta Espiritual e Anemia Espiritual
  • O Banquete como IdentificaçãoParticipação como Pacto de Identidade · Coinonia (Comunhão, Tornar-se Comum) · Brasão de Armas da Família Espiritual · Crise de Identidade no Mundo · Renúncia de Outras Mesas e Identidades
  • O Banquete como Confronto e AutoexameNão Discernir o Corpo de Cristo · O Autoexame como Reconhecimento da União com Cristo e Irmãos · A Ceia como Evento Comunitário · Perdão e Reconciliação · A Ceia Gera Reconciliação Ampla e Restrita
  • Corrupção sistêmica na PetrobrasMiscigenação de Mesas · Discussão sobre Participar de Mesas Pagãs · Diferenças entre os Ricos e os Pobres na Ceia
  • O Banquete no Ministério de JesusJesus como Anfitrião · Chamado de Comilão e Beberrão · Alimentando a Multidão
  • Igreja Primitiva e presença de imagensDedicação ao Partir do Pão · Comunhão com Alegria e Sinceridade
  • O Banquete como Cura e FortalecimentoDisciplina para Não Ser Condenado com o Mundo · Remédio para os Doentes e Consolacão para os Pecadores · A Alma Cansada Encontra Descanso em Cristo · Vigor para Continuar a Caminhada · A Comun
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Meus queridos, depois de um ano e meio, nós terminamos o Evangelho de João. Foi uma longa e bela caminhada, onde o Senhor nos chamou a percebermos, não somente o agir de Deus na história, através de Jesus Cristo, mas o agir que continua através do Espírito Santo, nosso Senhor.

Existe tanto a se lembrar, mas eu quero que você lembre como que tudo acabou no Evangelho de João. João, quando estava fazendo a sua grande coletânea, ele decidiu terminar com um banquete na beira da praia. Ele decidiu reapresentar Jesus como o anfitrião da praia. O verbo encarnado.

que agora serve o verbo encarnado, que agora convida a todos os seus discípulos para comer. Mas eu quero que você perceba que esse não é um movimento incomum e exclusivo de João. As escrituras todas estão nos demonstrando esse Deus que quer banquetear-se conosco. Volte seus olhos ao Éden e você verá.

um jardim plantado, com toda sorte de frutas. E o Senhor colocando o homem ali, para de fato alimentá-lo, mas para que esse homem alimentado também tenha comunhão com ele. Então ele desce na virada do dia, para ter comunhão com esse homem.

Se você virar um pouquinho as páginas, você vai chegar na história de Abraão. E Abraão, após uma guerra, onde ele saiu vencedor. Abraão agora tem a visita de um homem chamado Melquisedeque. Um sacerdote do Deus Altíssimo. E esse sacerdote traz a Abraão.

Pão e vinho. Aí você vira mais um pouquinho as páginas da Bíblia e você chega na história de José. José preso no Egito com um copeiro e com um padeiro. O Senhor elevando José na posição de governador do Egito para que José preparasse o banquete de nutrição para o mundo. E então José nos períodos de seca pode dizer ao mundo Isso aí está.

Venham ao Egito comer, venham ao Egito se alimentar. Se você mudar do livro e agora ir para Êxodo, você vai encontrar um povo...

caminhando pelo deserto. E talvez uma das maiores características do deserto é a ausência de banquete, a ausência de comida à vontade, a ausência de bebida à vontade. E é naquele deserto que o Senhor prepara o maná, um pão que todas as manhãs está servido por Deus no quintal do povo. O povo sai e o café está pronto.

Igual em casa, quando minha esposa me acorda e fala, amor, o café está servido. É uma bênção isso, gente. Um dia eu fui tentar fazer o contrário. Preparei o café bonitinho, errei a receita, e aí eu acordei e ela falou, amor, faz o café para a gente. Eu errei. Temos um Deus que não errou no deserto. Esse mesmo povo, está seguro.

Mais para frente, vai ser colocado em uma terra que mana leite e mel. Então é o Senhor novamente preparando um banquete para o povo. Se você entrar na história dos profetas, você vai ver Elias depois da batalha contra os profetas de Baal. Uma batalha famosa, Elias deitando e pedindo a morte. Ele dizendo, Senhor, não preciso mais viver.

Então um anjo acorda Elias diversas vezes e diz, Elias levanta e come. Elias levanta e come. E se você olhar o ministério de Jesus? O ministério de Jesus é talvez o ministério da mesa. Enquanto João era chamado de a voz que clama no deserto, Jesus é chamado pelos mestres da lei de comilão.

e beberrão. Ele não tem o porte de um mestre, ele só se preocupa com as mesas, ele senta com publicanos, ele senta com pecadores, ele se senta com fariseus, com mestre da lei, ele se senta com todo tipo de gente, e ali de fato, as palavras de vida eterna do Senhor na mesa são distribuídas. Quando uma multidão segue Jesus, Jesus dá alimento para todos eles.

Os discípulos viveram isso e entenderam muito bem. Se você lembrar, no livro de Atos dos Apóstolos, o livro vai dizer que eles se dedicavam ao partir do pão. Era algo importante para eles. E diz que eles partiam o pão em suas casas e juntos participavam das refeições com alegria e sinceridade no coração. Isso sempre foi importante para o povo.

Mas em uma cidade, essa prática parece ter se corrompido. A cidade de Corinto vivia uma miscigenação de mesas. E então o apóstolo Paulo agora se vê como impelido pelo Espírito Santo. A conversar com aqueles cristãos. Sobre algumas características do banquete de Jesus Cristo.

que o distingue de banquetes que o mundo nos oferece. Eu quero que você abra sua Bíblia comigo em 1 Coríntios, capítulo 10, e nós veremos quatro características do banquete que Deus nos oferece quando nós estamos reunidos.

A primeira coisa que veremos então está no começo do capítulo 10. Primeiro a Coríntios capítulo 10, nós veremos a primeira característica, que é um banquete que nos sustenta. O banquete que Jesus nos oferece é um banquete que nos sustenta. Os primeiros quatro versículos dizem o seguinte, porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato e não quero.

de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem, e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual, e beberam da mesma bebida espiritual, pois bebiam da rocha espiritual.

que os acompanhava. E essa rocha era Cristo. Assim como eu fiz com vocês aqui, o apóstolo Paulo leva os olhos daqueles cristãos para o povo de Israel no deserto, para nos mostrar uma coisa muito interessante, como um espelho pedagógico, um exemplo antigo que nos ensina algo atual. O apóstolo usa uma linguagem,

propriamente sacramental, uma linguagem sagrada. Ele fala algumas coisas que pareceriam estranhas, mas ele explica depois. Ele fala que todos eles foram batizados na nuvem, batizados no mar. O apóstolo Paulo está preocupado em demonstrar para aqueles cristãos uma coisa muito importante. A escolha de palavras dele é crucial.

A água era física, o maná era físico, a rocha era física, mas existia uma realidade profundamente espiritual em toda aquela situação.

O que ele está dizendo é o seguinte, sim, saiu água da rocha. A rocha era física, a água era tocável, bebível, consumível. Sim, você saia de manhã e tinha uma espécie de sucrilhos, uma espécie de pãozinho adocicado. Você colhia, ele tinha gosto. Dava para tocar. Dava para encher.

Um balde. Inclusive, se você guardasse para outro dia, estragava. Então dava para estragar. Tudo isso era muito físico. O que o apóstolo Paulo está fazendo não é negando o físico em nome do espiritual. Ele está dizendo que tudo aquilo que era físico estava nos ensinando uma realidade espiritual. Ele diz que a rocha espiritual era Cristo. Ele diz que ao mesmo tempo que eles se alimentavam do maná, eles se alimentavam do Cristo.

Eles eram servidos e nutridos por Cristo. Eles tinham a mesma bebida espiritual. Eles tinham o mesmo alimento espiritual. E isso é uma questão importante para nós na nossa compreensão bíblica. Porque geralmente quando nós nos reunimos, nós fazemos diversas coisas físicas, especialmente físicas, no banquete do Senhor. Você entra e você é convidado a...

uma espécie de dança litúrgica, levanta, senta, canta, se aquiete, fecha os olhos, abra os olhos, sente-se, ore, abra os ouvidos, ouça. Tudo isso é muito físico, mas desse banquete espiritual que Cristo nos chama quando nós estamos reunidos.

Significa que tudo isso é muito mais profundo do que nós imaginamos. O fato de nós estarmos diante da palavra de Deus, lida, explicada e aplicada, não é apenas um sermão que o pastor ficou tanto tempo imaginando, desenhando, escrevendo, pensando, rabiscando, para poder passar para vocês como uma espécie de palestra motivacional. O que está acontecendo aqui é um banquete espiritual, meus queridos.

E é isso que sustenta a nossa alma. Quando nós nos chegamos, como no dia de hoje, a mesa do Senhor, o pão é físico. O cálice com suco de uva é físico, tem gosto. Para os mais atentos, talvez perceba até a marca. Mas existe uma realidade espiritual profunda por trás. Por isso que a nossa confissão de fé vai dizer Isso aí

Que essa mesa do Senhor é um perpétuo auxílio e fortalecimento dos crentes. Para nós o banquete do Senhor funciona exatamente como o maná no deserto. É algo físico. Mas que nos ajuda e nos fortalece espiritualmente na caminhada que nós temos.

Os reformadores diziam que Jesus é o único alimento para nossa alma. Por isso, o nosso Pai Celestial nos convida a Ele, para que, alimentados pela comunhão dEle, nós possamos ganhar vigor. O sustento para Paulo, o vigor físico para Paulo, não é apenas algo teórico,

mas é algo profundamente espiritual. Assim como Cristo estava representado naquela rocha que jorra água, Cristo está profundamente representado em coisas estritamente físicas, uma Bíblia aberta, um pão partido e servido. Cristo está alimentando e sustentando as nossas almas.

Essa verdade confronta a nossa natureza, meus queridos, porque nós somos ensinados no mundo de hoje a sermos independentes. Perceba, se no deserto não tivesse o maná, não tinha o que o povo fazer. Se no deserto não jorrasse água da rocha, não tinha pensamento positivo, ideias estratégicas para que o povo pudesse sobreviver. Se Cristo não as sustentasse.

Aquele povo seria morto. Aquele povo no deserto estava completa e totalmente dependente do agir de Cristo. E hoje, nós somos convidados a viver uma vida de independência. Nós somos convidados a olhar para os banquetes que Cristo nos proporciona como opcionais. Nós somos convidados a viver numa espécie de ditadura da autossuficiência.

As nossas dietas espirituais hoje estão carregadas de um açúcar de emocionalismo. Um açúcar de entretenimento. E quando vemos...

por compartilharmos muito desse alimento, nós nos tornamos espiritualmente anêmicos, nós nos alimentamos espiritualmente mal, nós nos alimentamos não das palavras que podem nos dar vida eterna, mas nós enchemos a nossa dieta durante toda a semana do mais generoso banquete que vai nos matar.

E o apóstolo Paulo está lembrando os discípulos naquele momento, os discípulos de Jesus em Corinto. Meus queridos, vocês precisam voltar a ser sustentados por Jesus. Em especial a ceia do Senhor é o momento onde nós paramos de tentar fabricar o nosso próprio sustento. Nós paramos de tentar ganhar o céu.

E nós nos sentamos à mesa e recebemos essa vitamina divina. No seu cotidiano, meu querido, isso significa que você não precisa ter forças em si mesmo para ser um cristão.

O que você precisa é ser sustentado e nutrido pela palavra de Deus e pela mesa do Senhor. Novamente, coisas extremamente físicas, mas que carregam uma realidade espiritual para muito além da aparência. Cristo nunca para de verter água, meus queridos. A palavra de Deus nunca cessa. Cristo nunca se cala.

Então, quando nós nos reunimos juntos no banquete do Senhor, a mesa está posta. O convite que Jesus fez para os discípulos em João 21 continua. Venham comer. Se você continuar comigo lendo o texto de 1 Coríntios capítulo 10, você vai perceber uma segunda verdade. O banquete de Jesus também é um banquete que nos identifica.

Veja no versículo 16 e 17. Não é verdade que o cálice da bênção que abençoamos é uma participação no sangue de Cristo? E o pão que partimos é uma participação no corpo de Cristo? Por haver um único pão, nós que somos muitos, somos um só corpo.

pois todos nós participamos de um único pão. Existe uma palavra que se repetiu aí algumas vezes, participação, participar, participar. Essa palavra até em grego é conhecida por nós. A palavra coinonia, comungar, se tornar comum. Para o leitor do primeiro século,

Isso tinha um peso diferente do que para nós. Para o leitor do primeiro século, participar de um banquete não era um ato neutro. Não era algo que você vai lá, participa, e tranquilo, aquilo não mexeu com você. Mas era um pacto de identidade.

Sabe o que Paulo está argumentando com eles aqui? Deixa eu te dar um pouquinho de contexto. Eu disse para você que Corinto era uma cidade cosmopolita, era uma imensa cidade com vários tipos de religiosidade diferentes, mas todas elas tinham algo em comum. Todas as religiosidades propunham uma mesa. Física também. E qual que era a grande discussão entre os discípulos em Corinto? Alguns diziam, olha, não participe dessas mesas, não.

E outros diziam, esse Deus nem existe gente, isso nem é Deus de verdade, eles inventaram. Então eu posso ir lá, posso participar dessa mesa sem problemas. Porque como o meu Deus é o verdadeiro e o Deus dele é o falso, o sacrifício, a comunhão que ele está propondo com esse Deus dele nem existe, então não tem problema.

O que Paulo está lembrando é o seguinte, biblicamente falando, quando você se senta à mesa, você se torna participante com o anfitrião da mesa. No Antigo Testamento, os sacerdotes, como eles também se serviam do sacrifício, eles eram chamados de parceiros do altar. Quando você levava um sacrifício, uma parte era para o sacerdote.

uma parte era para Deus, uma parte era para você mesmo. E assim todos comungavam, todos se tornavam comum. Essa associação é real e é um pilar da nossa teologia reformada, meus queridos. Novamente, a confissão de fé de Westminster, que é o que nos demonstra a forma como interpretamos as Escrituras.

nos diz que o propósito da mesa do Senhor é ser um vínculo e um penhor da sua comunhão com Ele e de uns com os outros, como membros do seu corpo místico.

Sabe o que isso quer dizer, meus queridos? Que o Senhor não apenas preparou uma mesa para apontar para a sua morte. Como muitas das vezes pensamos, que nós nos colocamos diante da mesa do Senhor, de tempos em tempos, para relembrarmos a morte de Jesus, como se fosse possível esquecê-la em um período de tempo. A nossa confissão de fé, interpretando as Escrituras, nos diz,

que a ceia foi nos dada como um vínculo, uma forma de nos unir. Veja o que Paulo diz, nesses versículos que nós lemos, Paulo está dizendo que, por ser um pão, todos nós que somos muitos, nos tornamos um, cumprindo o objetivo, cumprindo o plano de Deus.

Não é a substância que muda, é quem participa da mesa que muda. A mesa, portanto, é um brasão de armas da nossa família espiritual. Você já parou para pesquisar qual é o brasão da sua família? Eu fui descobrir isso. Eu descobri que os Andrades, além de não serem ricos, eles eram péssimos artistas também. Brasãozinho feio. Mas tinha um brasão. Aquilo que os identificava como o Andrade.

o que nos identifica como cristãos. É estarmos diante do banquete espiritual de Cristo. É partilharmos da mesma palavra. É partilharmos dos mesmos louvores. É partilharmos do mesmo pão. Partilharmos da mesma bebida espiritual. O que isso significa no seu dia a dia, meus queridos? Muitos de nós sofremos com crise de identidade.

Muitos de nós gaguejamos ao responder a pergunta mais simples do mundo. Quem é você? Você já teve que passar para essa pergunta? De vez em quando eu faço isso só para testar o coração de alguns. 99,9999999% das pessoas começam respondendo com seus empregos.

E eu sou obrigado a parar a resposta no meio e falar, eu não perguntei o que você faz. Eu perguntei quem você é. E aí a pessoa entra em crise. Eu não sei. Eu não sei quem eu sou. E o mundo quer se aproveitar dessa crise de identidade que nós vivemos, porque ele tenta a todo momento nos dar identidades que não são nossas.

Às vezes tendemos a responder essa questão e a nos identificarmos politicamente. Eu sou de A, eu sou de B.

como o apóstolo Paulo fala também para os corintios, eu sou de Paulo, eu sou de Apolo. Nós tendemos a nos identificar socioeconomicamente. Então, existe aquela regrinha, você é a média das seis pessoas que convivem mais perto de você, então, de repente, você é com quem você anda. Às vezes, nós tendemos a responder quem somos através das nossas realizações.

A mesa do Senhor nos convida a responder quem somos, olhando para o corpo de Cristo. Eu sou de Cristo. Eu sou cristão. Eu faço parte do corpo de Cristo. Na prática, meus queridos, a mesa do Senhor é uma mesa que exige a renúncia de outras mesas.

O banquete do Senhor é um banquete que exige renúncia de outros banquetes. Termos a nossa identidade firmada em Cristo, exige que nós não nos alicercemos na identidade com qualquer outra coisa que seja.

Nós não podemos dar adjetivos ao cristão. Eu sou cristão, fulano de tal. Eu sou cristão, assim, assim, assado. Eu sou cristão, assim, assim, assim. Meu querido, nós somos cristãos. A mesa nos diz isso. Nós somos convidados por Jesus a participarmos de um só corpo, a igreja de Cristo. Por isso que quando nós nos encontramos é momento de reafirmar quem somos.

É momento de reafirmar quem nos comprou. É momento de reafirmar. Eu sou de Cristo. É momento de você pensar como que está a sua identidade. É momento de você pensar na sua participação em outras mesas. Muitos usam...

A forma como Jesus lidava com as questões. Ah, mas Jesus sentava na mesa com todo mundo. Sim, meus queridos, e todo mundo mudava. Jesus santificava a mesa. Quando você se reúne, meu querido, com seus amigos, quando você está no seu trabalho, você santifica o lugar que você está. Você carrega o brasão de armas, eu sou cristão. Você renunciou à mesa do orgulho.

Você já renunciou à mesa do sucesso profissional? Eu sou fulano de tal. Quem é fulano de tal? Você já renunciou à mesa das palavras maledicentes? Já renunciou ao banquete da fofoquinha?

Posso falar um que particularmente, às vezes, tenta me abraçar? Você já se sentou na mesa dos murmuradores, meu querido? Nada está bom. Ninguém presta. Só você. E só os participantes da mesa.

participarmos da comunhão com Cristo exige renúncia de outras comunhões que não são de Cristo. Por isso que quando nós estamos juntos é tão importante olharmos para dentro de nós e continuarmos respondendo quem eu sou, quem eu sou, quem eu sou. Além disso,

Se nós virarmos o capítulo e chegarmos ao capítulo 11 de 1 Coríntios, é o capítulo mais famoso que fala especificamente sobre o banquete de Cristo, nós perceberemos uma terceira verdade. O banquete de Cristo é o banquete que nos confronta. Veja o que dizem os versículos 27 a 29. 1 Coríntios 11, 27 a 29. Portanto...

Todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo. E então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor come e bebe para a sua própria condenação.

E aqui nós vemos claramente o confronto que a comunhão com Cristo nos traz. O termo comer indignamente aqui tem sido um termo historicamente mal compreendido. Tem dado várias brechas para as pessoas entenderem coisas diferentes do que o apóstolo Paulo ou ainda mais do que o Espírito Santo disse através do apóstolo Paulo.

O que é comer e beber indignamente? O que é participar do corpo de Cristo indignamente? O apóstolo Paulo deixa claro. É não discernir o corpo. Não entender o corpo. No contexto, o corpo...

Não é apenas representado nos alimentos, mas o corpo principal no contexto que Paulo está tratando é a igreja de Cristo. É não entender a igreja de Cristo. É não discernir o povo reunido. Como isso acontecia na igreja de Corinto? Os ricos se reuniam antes. Os ricos traziam de casa. Sabe aquela regra do cada um traz um pratinho de alguma coisa?

Os ricos se reuniam antes com seus vinhos bem fermentados, suas gorduras e carnes bem trabalhadas, e eles tinham o seu próprio banquete. E quando o pobre chegava, o pobre tinha que comer ou a sobra do rico, ou o pobre tinha que comer apenas aquilo que ele trouxe, que talvez é muito pouco se compartilhado com todos os outros.

O apóstolo Paulo está falando, vocês não entenderam o corpo de Cristo.

Vocês estão dividindo o corpo de Cristo. Esse é o principal pecado que o texto ordena, que os corintos analisem em seus corações como vocês estão lidando com a igreja, como vocês estão lidando com os seus irmãos. O autoexame que Paulo exige não é um tribunal de condenação, mas não é um tribunal de condenação.

Para nos afastar da mesa e dizer, olha, esse daqui não pode, fica para o lado aqui. Esse daqui não pode, fica aqui. O autoexame é justamente porque isso estava acontecendo. O autoexame é justamente para perceber e para podermos pregar ao nosso próprio coração. Eu reconheço que esse pão me une a Cristo e ao irmão que está ao meu lado. Eu reconheço que eu sou um com esse irmão. Eu reconheço que eu sou um com aquela irmã.

Eu reconheço que de fato o mesmo Espírito que habita em mim habita nela? Os reformadores sempre deixavam claros que a identidade e a dignidade para sentar a mesa não vem da nossa ausência de pecado, mas do nosso arrependimento ante o pecado e a nossa fé.

Nós temos um outro símbolo de fé importante que todo cristão presbiteriano deveria ler, que é o nosso catecismo maior, o livrinho vermelho, que foi escrito de formas em pergunta e resposta. Para que isso servia? Servia para educar as crianças. Criança trabalha muito bem com pergunta e resposta. As perguntas são curtas, as respostas também.

Mas esse material é tão importante para nós, porque na sua pergunta 171, o catecismo diz o seguinte, os que recebem o sacramento da ceia do Senhor, como devem preparar-se para receber? Que pergunta importante, eu vou ler a resposta para vocês. Os que recebem o sacramento da ceia do Senhor, devem preparar-se para o receber examinando a si mesmos.

se estão em Cristo, a respeito dos seus pecados e necessidades, da verdade e medida do seu conhecimento, fé, arrependimento e amor a Deus. E amor aos seus irmãos. Amor para com toda a humanidade, perdoando o que lhe fizeram de mal. Amor para com toda a humanidade, perdoando o que lhe fizeram de mal.

Receber de Cristo força para uma nova obediência, renovando o pacto com ações de graça, através da meditação nas escrituras e uma oração fervorosa. Como que eu me preparo para o banquete do Senhor? Sim, eu devo me olhar em relação a Deus.

Se Deus é o grande anfitrião que me chama para comer com Ele, como que eu estou me relacionando com Ele? Em termos do meu pecado, em termos da minha vida, em termos do meu coração? E sim, o autoexame é momento para você se perceber em relação a Deus. Mas perceba, isso não é suficiente.

A ceia não é um evento individual para que você e Deus tenham uma comunhão íntima. A ceia é um momento comunitário. Então as escrituras nos ordenam que nós devemos analisar o nosso coração quanto ao nosso irmão. Quanto ao perdão que devemos entregar.

quanto a palavra que devemos graciosamente passar, quanto ao amor demonstrado. É tão interessante, porque Jesus lembra muito bem disso. Quando Jesus está no Sermão do Monte, tratando dessas verdades, Jesus diz o seguinte, se você trouxer uma oferta para o altar e lembrar que o seu irmão tem alguma coisa contra você,

Perceba, não é o contrário. Não é você ter alguma coisa contra o seu irmão. Você se lembra que o seu irmão provavelmente está chateado com você por alguma coisa que você fez. Jesus trata isso tão a sério que ele fala, para o que você está fazendo. Vá se reconciliar com o seu irmão. E depois você traz a oferta para o altar.

As escrituras também nos lembram como que nós podemos dizer que amamos a Deus que não vemos. Se não conseguimos amar o nosso irmão, imagem de Deus. Que nós vemos, está ali. Essa verdade é um choque de realidade para o nosso individualismo.

Muitas vezes nós queremos participar do banquete do Senhor, da reunião dos santos, como se nós estivéssemos em uma bolha, eu e Deus.

Eu vou na igreja, eu propositalmente chego um pouquinho mais tarde para não ter que falar com ninguém. Eu sento, fico no meu cantinho, adoro a Deus, ouço a palavra, recebo o sacramento e vou embora antes do pastor chegar no portão. Essa parece ser a grande meta de alguns dos irmãos da igreja. Sabe por que a gente fala no final do culto, eu quero estar ali na porta abraçando você?

porque eu quero estar ali na porta abraçando você. E Deus é testemunha do quanto eu vou rápido. Eu saio daqui, eu puxo aqui, os irmãos que estão na recepção já veem eu correndo que nem um doido. E quando eu corro que nem um doido, às vezes tem um irmão que já está do outro lado da calçada. Gente, o que é isso? É óbvio que existem questões que a gente entende. Pastor, o meu ônibus está quase chegando.

Se o Senhor quer mais tempo para a gente comunhar, o Senhor precisa aprender a falar menos. Amém, eu recebo a crítica em nome de Jesus. Mas na maioria dos casos nós estamos acostumados a lidar com o corpo de Cristo de uma maneira individual. E a mesa do Senhor está posta justamente para nos lembrar que somos uma comunidade de discípulos. O confronto da palavra de Deus para nós hoje é algo...

mais parecido com, como você pode tomar o cálice do perdão de Cristo se você não consegue dar o cálice do seu perdão ao seu irmão? Quantas pessoas temos na igreja que não conseguem perdoar

Pai, mãe, filho, filha, irmão em Cristo. Quantos mal entendidos poderiam ter sido resolvidos com amor, com graça, com generosidade. Com liberação de perdão. E o confronto que vem na mesa do Senhor é como que você quer o perdão de Deus se você não consegue perdoar o seu irmão.

Esse autoexame não é para descobrir, meu querido, se você é bom o suficiente para a mesa. Não é momento de ser contador. Tem gente que acha que a ceia do Senhor é uma espécie de declaração de imposto de renda espiritual. Uma vez por mês eu me reúno diante de Deus e eu coloco despesas, tudo o que eu fiz de errado, e eu coloco entradas, tudo o que eu fiz de bom.

E aí a pessoa acha que quando ela vai bater o financeiro ali, se pesar positivamente para o lado bom, eu posso participar da mesa. Se pesar mais para esse lado, o meu querido irmão vai me servir e eu faço assim, ó. Não, não, muito obrigado. Não é isso. Não é isso, meus queridos. O autoexame não é para ver se você é bom o suficiente, eu já te dou a resposta. Você não é.

Mas o autoexame é justamente para você dizer ante a Deus e ante aos seus irmãos que você está disposto a abandonar o seu orgulho. Você está disposto a engolir as suas convicções, renunciar aos seus direitos em nome do bem estar com o seu irmão. E aí sim, você pode dizer que você é um, um com Cristo e um com o seu irmão.

A ceia deve gerar reconciliação ampla e restrita. Se a mesa do domingo não muda as suas mesas da semana, não altera a forma como você lida com seus subordinados, não altera o tato ao lidar com quem precisa de você, não altera seus relacionamentos familiares, não altera as suas atitudes com quem pisa no seu calo.

A mesa não está sendo para você bênção. Porque o vigor que nós ganhamos na mesa é o vigor para fazer a vontade de Deus. E a vontade de Deus em Cristo é que nós sejamos um. A última questão está no final desse capítulo ainda. Nos versículos 30.

31 e 32, nós vemos que o banquete de Cristo é um banquete que nos cura. Veja o que diz o texto. Por isso há entre vós muitos fracos e doentes, e vários que já dormiram. Mas se nós nos examinássemos a nós mesmos, não receberíamos juízo.

quando porém somos julgados pelo Senhor. Estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo. Uau! Essa palavra soa muito severa, mas ela é de uma graciosidade implícita. Sabe o que Paulo está desenhando? Paulo está desenhando um contraponto.

Se participar da mesa sem discernir o corpo, gera cristãos fracos, doentes e preguiçosos e sonolentos, espiritualmente falando. Então participar da mesa entendendo o corpo e discernindo o corpo, gera na sua vida vitalidade, saúde, ânimo.

E isso é bom, isso é bom porque nós percebemos que nós não nos curamos para nos chegar à mesa. A lógica de Paulo é que se a mesa pode fazer isso se você fizer errado, se você fizer certo, o inverso é extremamente proporcional. A mesa é o lugar onde Jesus vai confrontar o seu coração, mas ele vai dizer, então venha, venha.

Assim como a nossa liturgia, fomos confrontados quanto às nossas vestes, pedimos perdão ao Senhor e Ele nos purificou pelo seu sangue. A ceia é o lugar daqueles que precisam de cura.

Essa perspectiva é central na teologia de um grande reformador chamado João Calvino. Sabe o que ele nos diz? Ele nos pede que nós lembremos-nos de que este sacro banquete é remédio para os doentes, consolação para os pecadores, liberalidade para os pobres, o qual nenhum benefício é o que ele nos diz?

traria aos sãos, aos justos e aos ricos, se tais fosse possível de achar. Quando ele diz que a ceia é remédio para os doentes, é porque ele está dizendo, é impossível não achar uma pessoa doente, precisando da graça e do remédio do nosso Senhor.

É impossível não nos lembrar da mesa e novamente trazer-nos a figura de Elias. Elias, ante a sua maior vitória, ele mata centenas de profetas de Baal. A sua voz eles são mortos. E agora Elias foge de uma mulher que o ameaçou matar. Elias se senta.

E ele pede a morte. Ele fala assim, Senhor, eu não tenho mais por que viver. Um homem que tinha acabado de vencer uma das maiores batalhas espirituais descritas nas escrituras. Um homem que há pouco tempo havia, pela sua oração, tido a sua oração respondida e fogo desceu do céu. Esse homem pede a morte.

Quantas vezes você pediu a morte? Quantas vezes você achou que era a única saída para a sua vida? Quantas vezes você imaginou que não fazia mais sentido viver? Você não precisa mais estar aqui. Se você se for, ninguém vai sentir sua falta.

Isso é o que a vida pode fazer conosco, meus queridos. Isso são sinais de uma alma que precisa comer. Uma alma que precisa beber. Temos passado na nossa família um período de oração e trabalho com o avô da Isa, meu avô.

E a situação às vezes pede que nós peguemos um cotonete para molhar a boca dele, para ele conseguir tomar um pouco d'água. Espiritualmente falando, meus queridos, existem muitos assim. Almas sedentas. Almas anoréticas de fome.

Almas extremamente anêmicas. Porque elas têm se ausentado do verdadeiro alimento espiritual. Elas têm se ausentado do remédio para uma alma cansada. O que Jesus disse para as almas cansadas? Vinde a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados. E eu os aliviarei.

Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim que eu sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas. Alma cansada, você precisa de Jesus. Nada vai te dar descanso nesse mundo, alma cansada.

As férias podem renovar o seu corpo, as férias podem renovar a sua mente, mas as férias não resolvem a sua alma. O dinheiro pode resolver muitas coisas, mas o dinheiro não te dá descanso na sua alma. Amigos, família, pais, bens, tudo isso pode te ajudar, mas uma alma cansada só encontra descanso em Cristo.

E é na mesa que nós percebemos o Cristo que está disposto a nos alimentar, mesmo conhecendo os porões da nossa alma. O Cristo que conhece o que você pensa, o Cristo que conhece o que você fala, o Cristo que conhece o seu travesseiro, sabe onde estão as lágrimas, o Cristo que sabe tudo o que você sonhou e pensou, e você nunca abriu para a pessoa mais próxima de você. O Cristo que eu me estremeço,

Ao saber que ele lê os meus pensamentos mais ocultos. Esse Cristo que te conhece, ele fala, eu estou pronto para te alimentar. É aqui, é aqui que a alma cansada encontra perdão. Elias ao levantar.

Sendo acordado por um anjo. O anjo não dá para Elias um curso teológico. O anjo não fala para Elias. Elias, é tão errado você pensar em morrer, Elias. Isso não é certo. Preste atenção, Elias. Você venceu os profetas de Baal. Deus está contigo, Elias. Não foi isso que o anjo falou para Elias. Quando Elias acordou, tinha pão e água. E o anjo disse a Elias. Elias, levanta e come.

Elias volta a dormir, o anjo levanta de novo e fala, Elias, você não entendeu, não é para levantar e comer e deitar de novo. Levanta e come, porque a sua caminhada vai ser longa, Elias. Meus queridos, com o vigor daquela alimentação espiritual, Elias caminhou por 40 dias e 40 noites até chegar no monte de Deus.

Talvez tudo o que você está precisando para continuar a caminhada da sua vida é levantar e comer espiritualmente com Cristo. Talvez tudo o que você precisa é mudar a sua dieta. Um pouquinho menos de Reels. Um pouquinho menos de entretenimento. Um pouquinho mais de oração. Um pouquinho menos de notícias.

E um pouquinho mais das escrituras sagradas onde Cristo nos alimenta. Um pouquinho menos de desculpa e um pouquinho mais de mesa. Talvez isso é tudo o que você precisa e Deus está dizendo. A mesa está posta, levanta, vem comer. Muitos cristãos hoje vivem em uma fadiga crônica da alma.

Eles estão espiritualmente fracos, emocionalmente doentes, porque eles tentam enfrentar as batalhas deles isolados da fonte de vigor que é o corpo de Cristo. Gente, pouco sentido faz o que eu sempre ouço. Pastor, não fui à igreja essa semana, porque eu estava me sentindo mal.

E eu me pergunto a todo momento, nossa, é doente, está tudo bem, foi ao médico. A pessoa fala, não, meu coração está meio desanimado, então quando eu animar eu vou. Isso faz tanto sentido quanto você falar assim, eu não vou para o hospital não, porque lá só tem doente. Quando eu der uma melhoradinha, quando passar os sintomas, eu vou no médico.

Não faz sentido, meus queridos. Porque é na comunhão dos santos que Cristo nos alimenta. Através da sua palavra, ele alimenta a nossa alma. Através da pregação das escrituras. Através do louvor espontâneo que o Espírito Santo gera em nós. Através das nossas orações. Às vezes tão falhas, às vezes tão simples, mas tão verdadeiras. Através de um abraço do irmão que está ao seu lado.

através de um tudo bem meu querido, como você está, e você cria coragem para dizer, eu não estou bem, eu preciso de ajuda, ore comigo, ande comigo um pouquinho mais, é na reunião dos santos que Cristo nos alimenta, então a reunião dos santos é lugar para fraco. Eu dou graças a Deus porque o Senhor diz que Ele veio buscar os doentes,

A Bíblia diz que o Senhor escolheu as coisas que não são e as coisas loucas desse mundo, as coisas viz e as coisas que não têm nenhum valor. Todos os itens do meu currículo. A mesa é para você, querido. A mesa é para os cansados.

A mesa é o lugar da troca, é onde você chega com o fardo pesado da sua vida e você fala, Senhor, eis o meu fardo. E é por isso que a mesa remete ao sacrifício de Cristo, porque quando você traz o seu fardo para a mesa, Cristo fala, teu fardo foi pregado na cruz. E agora você toma o meu fardo, e agora você aprende que eu sou manso e humilde de coração.

Cristo quer curar o teu cansaço hoje, querido. Cristo quer te alimentar espiritualmente e acabar com a tua fadiga espiritual. Se alimente da palavra de Deus. Para que amanhã você possa estar revigorado para caminhar aonde Ele te manda. Qual a conclusão lógica que temos de tudo isso? O convite no Evangelho de João continua sendo para nós. Venham comer.

Se hoje a mesa está posta, ela nos ensina a olhar, abrir os nossos olhos e olhar para trás, lembrando do sacrifício de Jesus Cristo. Ela nos ensina a olhar para os lados e percebermos os nossos irmãos e entendermos que somos parte do mesmo corpo. Ela nos ensina a olhar para frente.

e ver o que precisamos fazer, o caminho que precisamos trilhar. Ela nos ensina a olhar para cima, e ansiarmos pela volta do Cristo que subiu, da mesma forma que Ele subiu, ela nos relembra que Ele vai descer. O puritano Thomas Watson disse algo importante, que vai guiar a nossa mesa nessa noite. A ceia do Senhor, diz ele,

É um espelho onde contemplamos a face de Cristo. É um selo que ratifica o perdão. E é um banquete que antecipa o céu. A mesa está posta, meus queridos. Venham comer em nome de Jesus. Feche seus olhos.

O BANQUETE DA GRAÇA: ALIMENTO PARA A JORNADA - 1COR 10:1-4/16-17 E 11:27-29/30-32 #61 | Castnews Index — Castnews Index