O Padrão da Carência: Por Que Homens Maduros Continuam Repetindo Relacionamentos Errados - #20
Por que homens maduros continuam repetindo os mesmos padrões em relacionamentos, amizades e no trabalho — mesmo sabendo que não deveriam? Neste episódio do Pra Homens, Gabriel conta uma história pessoal sobre carência, aceitação e o padrão que ele levou da escola até a igreja sem perceber. Se você quer aprender a diferença entre escolher por identidade e escolher pelo vazio, esse episódio é pra você.Instagram: @gabrieldovino1
- Padrão de CarênciaHistória pessoal de carência na escola · Carência disfarçada de amor e conexão · Aceitação de desrespeito por carência · Medo de ficar sozinho como combustível da carência · Carência na igreja e busca por aceitação · Sansão e Dalila como exemplo bíblico de carência · Identidade vs. Carência nas escolhas
- Escolha por Identidade vs. VazioDiferença entre escolher por identidade e escolher pelo vazio · A importância da identidade em Cristo · O papel do Espírito Santo na formação da identidade · Esperar pelo certo com identidade firmada
- Discernimento e Travessias do Homem MaduroAprender a lidar com a carência na fase do namoro · Discernimento como fonte das escolhas · Nomear as carências como primeiro passo · A iniciativa e a ação após o discernimento
Deixa eu te contar uma história minha, e eu acredito que eu nunca contei ela aqui no podcast até o momento. Quando eu tive uma volta ali de uns 12, 13 anos de idade, eu passei por uma fase bem difícil. Eu sempre quis ser o cara popular. Não o mais popular de todos, mas eu queria andar com os caras que eram populares. Eu não queria ser, sabe, um menino excluído.
Eu era, gente, na época o menino gordinho da sala. Eu fui lá e comecei a sentar no fundão. E eu comecei a andar com o grupo dos caras do descolado da escola. E sabe como é que eu consegui entrar nesse grupo? Eu comprava lanche pros caras. Eu, por exemplo, na hora das provas, eu ajudava os caras a passar, respondia as questões. E chegou um momento que eu fui junto.
E eu comecei a usar narguilha com eles, gente, com 12, 13 anos de idade. Por quê? Por que eu fiz isso? Não é porque eu queria, assim, porque no final das contas, eu precisava pertencer àquilo, não fazia parte do meu mundo. Então eu fazia essas coisas, porque se eu não fosse e se eu não fizesse, eu ficava de fora, sabe? E ficar de fora parecia muito pior que qualquer outra coisa naquele momento. Isso é carência.
No último episódio a gente falou sobre homens que sabem, mas continuam escolhendo errado. Hoje a gente vai num nível mais profundo, porque tem uma pergunta que ficou aberta. Por quê? Por que um homem que já ouviu Deus, que já entende, que já tem maturidade para discernir, continua entrando em coisa errada que só estraga ele?
relacionamento, amizade, trabalho, parceria, a resposta, na maioria das vezes, não é falta de fé, é carência. Deixa eu te falar uma verdade que pode doer e eu espero que doa mesmo. Carência, ela não vem com uma etiqueta. Como assim?
A carência não chega falando para você assim, Oi, eu sou a carência. Ou seja, você nem percebe quando a carência chega, porque carência, normalmente, homens, ela vem disfarçada de amor, a carência vem disfarçada de conexão, de amizade, de relacionamento, de oportunidade. E enquanto você não aprender a nomear ela, ou seja, você perceber a carência, você vai continuar aceitando coisa...
que se você estivesse como um homem maduro e completo em Cristo, você não aceitaria. Você aceita muitas das coisas por conta da carência, e cara, isso é terrível. Você, por exemplo, aceita desrespeito.
Você aceita você entrar num ambiente ou uma pessoa e ela te diminuir? Você aceita, você aceita por conta da carência, você aceita, um outro exemplo, continuar num relacionamento que você sabe que não te faz bem e que não vai te levar a você ser parecido com Jesus e você aceita todas essas coisas por conta de carência. Aí você vira e justifica assim, ah, não, mas é porque a gente tem uma história.
A gente tem muitos anos juntos. Mas sabe como é que é? Aquela pessoa acreditou em mim, sabe? Então tá tudo bem ela fazer isso comigo. Ela me diminuir, ela me humilhar, ela me desrespeitar. Ou às vezes você solta e fala assim, não. Sabe como é que é, né? Essa pessoa precisa de mim. Então por conta disso a gente acaba ficando. Gente, tudo desculpa. Tudo carência. Tudo mentira interna. De verdade, homem. Isso não é amor. Não é amor.
isso é medo de ficar sozinho. E medo de ficar sozinho é terrível. Eu já senti essas coisas. Então, às vezes, a gente disforça essas coisas porque, no final das contas, a gente tem medo de ficar, por exemplo, sem ser convidado para as coisas, sem ser convidado para tudo.
Às vezes a gente aceita carência porque a gente tem o pavor de dar fim a um relacionamento amoroso, a uma amizade tóxica. Eu mesmo já tive um sócio, o cara me explorava, teve um dia que eu chorei de raiva, e cara, eu não conseguia largar aquele projeto, aquela sociedade, porque eu precisava de dinheiro.
Eu me sentia preso. Eu ficava ali então por quê? Por conta de carência, por conta de escolha. E gente, carência tem muitas formas. Mas o combustível sempre é o mesmo. Medo de ficar sem. Sempre é isso. Todas as coisas de carência têm o mesmo viés, têm o mesmo jeito de se manifestar.
Deixa eu te contar uma história minha, e eu acredito que eu nunca contei ela aqui no podcast até o momento. Quando eu volto ali de uns 12, 13 anos de idade, eu passei por uma fase bem difícil. Eu sempre quis ser o cara popular. Não o mais popular de todos, mas eu queria andar com os caras que eram populares. Eu não queria ser, sabe, um menino excluído. Porque, normalmente, eu sempre andava com os netos. E chegou um momento que eu comecei a falar assim, cara, por que aqueles caras ali são mais felizes?
Eles são mais descolados, eles são mais legais, todo mundo vai em cima deles. Eu era, gente, na época o menino gordinho da sala, o CDF. E eu sempre ficava com a turma do CDF. E eu vou falar pra vocês, não era legal, não. Eram os mesmos assuntos sempre e tal. Eu parecia que os assuntos dos outros eram muito mais legais. Então, o que eu fiz? Eu comecei a me mover. Obviamente, eu queria aquilo. Então, o que eu fiz? Eu fui lá e comecei a sentar no fundão.
E eu comecei a andar com o grupo dos caras do descolado da escola. E sabe como é que eu consegui entrar nesse grupo?
Eu comprava lanche pros caras, eu dividia com eles ali. Eu, por exemplo, na hora das provas, eu ajudava os caras a passar, respondia as questões. Literalmente eu respondia e depois passava ali pra eles. E nossa, vou falar pra vocês, hein? Como eu me sentia bem quando no recreio os caras me chamavam, ou quando me chamavam pra sentar no fundão.
Eu me sentia tão aceito ali, parecia que de verdade eu tava começando a ser alguém na vida. Mas olha o que a carência ela faz com a gente. Esses mesmo meninos do fundão, com 12, 13 anos de idade, cara, eles já faziam coisas que pra mim, sendo bem sincero e honesto, não fazia parte ali do meu mundo. Por exemplo, eles fumavam narguile. E chegou um momento que eu fui junto e eu comecei a usar narguile com eles. Gente, com 12, 13 anos de idade. Por quê? Por que eu fiz isso?
Não é porque eu queria, assim, porque no final das contas, eu precisava pertencer àquilo, não fazia parte do meu mundo. Pra você que não sabia, Kenar Guilherme é uma espécie de um cigarro grandão, árabe, que o pessoal, enfim, fuma lá. E, então, eu fazia essas coisas, porque se eu não fosse, e se eu não fizesse, eu ficava de fora, sabe? E ficar de fora parecia muito pior que qualquer outra coisa naquele momento. Isso é carência.
Ela faz com que você entre em lugares que você não deveria entrar. Ela faz com que você faça coisas que você não deveria fazer. Ela faz com que você seja quem você não é, só para que você não fique do lado de fora. A gente tem essa necessidade de pertencer, né? Isso é intrínseco do ser humano. E sabe o que é o mais doido nessa história toda?
Eu pensei que esse padrão de carência dessas escolhas assim ia ficar só na escola, né? Mas não ficou.
Quando eu comecei minha caminhada com Jesus dentro de uma instituição, dentro de uma igreja, eu voltei e fiz exatamente a mesma coisa. Então, ou seja, não achem que só porque você tem seus 35 anos, 40 anos de idade, isso não está dentro de você. Às vezes pode estar até hoje e pode ir até o fim da sua vida, se você não fizer, por exemplo, que a gente vai conversar ali no final desse podcast. Então, presta bastante atenção nessas coisas. Então, conforme eu estava te falando...
Eu entrei na igreja e comecei a fazer exatamente a mesma coisa. Só mudou o cenário, gente.
Eu não estava ali no fundão da escola mais. Eu estava na igreja. E a motivação era a mesma. Eu queria ser aceito. Daí eu dizia assim dentro de mim. Eu quero fazer parte das pessoas, dos caras aqui que tem os ministérios. Porque parece que quem tem mais ministério é mais visto. Eu quero que as pessoas olhem para mim e falem assim. Nossa, esse cara é ungido. Esse cara é comprometido. Ele serve. Ele é excepcional. Ele é confiável. Eu queria...
escutar isso dentro de mim, eu falava e via essa imagem clara dentro de mim. Então eu fazia todas aquelas coisas para ser aceito. Então no começo, eu acho que era 50-50. 50% eu sempre amei profundamente Jesus, mas outra parte dentro de mim também queria muito ser aceito pelas pessoas.
Então, esses outros 50% eram a carência que eu tinha e eu disfarçava essa carência fazendo tudo que tinha que fazer dentro da igreja, entrando em todas as coisas que tinham ali dentro. Você consegue entender? Mesmo padrão, só que o cenário era diferente.
Até que chegou uma hora que uma frase me parou. E alguém falou assim para mim, eu escutei. E se você não fizesse nada por um ano, você ainda conseguiria se sentir amado por Deus? Cara, quando eu escutei essa frase...
Isso mexeu muito comigo, muito, muito, muito. Porque a minha resposta, olhando para aquela época, era não. Eu não conseguia me sentir amado por Deus. Há 10 anos atrás, eu lembro que eu estava passando um tempo com Jesus. Não tinha escutado essa frase ainda. Mas depois de um tempo, eu fui voltar e era como se Jesus já tivesse me dito a mesma coisa.
Jesus um dia virou pra mim e falou assim, eu só quero que você medite e que você contemple o amor que eu tenho por você, e não o amor que você quer provar pra mim que você tem por mim. Entendi, Jesus já tava me falando há 10 anos atrás assim, cara.
Deixa eu te amar. Não queira ficar mostrando com o seu serviço, com a sua disciplina, com a sua motivação quanto você me ama. E eu acho que quando eu escutei essa frase aí, isso selou isso dentro de mim. Então, no fundo, naquela época, eu tinha medo de que Deus não me amasse se eu não fizesse essas coisas, se eu não lesse a Bíblia, se eu não fosse ao culto, se eu não fosse essas coisas.
Então, a carência, gente, ela chega fundo. Ela vai fundo, assim. Ela se manifesta nesse nível. E ela vai até mesmo no seu relacionamento com Deus. Até mesmo lá. E é legal porque se a gente olha na Bíblia, até na Bíblia isso existe. Olha que legal.
Não sei se você lembra de Sansão, mas Sansão foi o cara mais forte das escrituras ali. Ninguém chegava perto dele no quesito fisicamente. Mas Sansão tinha um vazio que a força não conseguia preencher. Ele precisava de ser amado. Sansão precisava de pertencer. Sansão precisava sentir que alguém queria ele ali. E daí a Dalila chegou na vida dele.
E é legal a gente olhar a história porque a Dalila não atacou a força do Sansão. Ela atacou o vazio que Sansão tinha. Três vezes ela pediu para que Sansão contasse o segredo. E três vezes Sansão desviou. Mas na quarta vez, Sansão cedeu. Cedeu por quê? Porque a Bíblia diz que ela opressionou com palavras todos os dias, até que ele ficasse angustiado de morte.
Gente, não foi uma luta física que Sansão sofreu, foi uma luta emocional. Então ele ali, naquele momento, ele não aguentava a dor de perder a Dalila, de perder aquela conexão. Ele precisava tanto daquele amor daquela mulher, que ele entregou o que ele não deveria ter entregado.
E você já conhece a história, né? Ela contou, o Sansão contou ali o segredo para a Dalila. A carência, sempre, sempre, sempre, guarda essa frase, carência sempre cega antes de te destruir. Sansão não caiu primeiro do lado de fora. Sansão caiu muito antes do lado de dentro. E é a mesma coisa que acontece com muitos homens. E esse é o ponto que eu queria chegar com você.
Homem que sabe, homem que sabe quem é, não escolhe pelo vazio, não escolhe pela carência, não escolhe por medo de ficar sozinho.
Quando você tem sua identidade bem clara, isso só é possível. Não é escutando mais podcast, não é vendo mais vídeo, não. É você com o Espírito Santo, porque é somente o Espírito Santo que pode fazer essa conexão, porque é Ele que nos ajuda a chamarmos Deus de papai, ou seja, o Espírito Santo que me ajuda a fazer essa transição para me começar a ajustar a minha identidade, uma vez que eu estou em Jesus. Então você tem que pegar fim com o Espírito Santo e passar muito tempo com Ele, senão a identidade clara não vem.
Então, quando você tem a sua identidade clara, quando você entende quem você é, quando você entende que você é amado, sem precisar de fazer e nem de provar nada, você para de aceitar aquilo que você não deveria aceitar. Sem isso, você vai continuar aceitando, amigo. Não tem jeito. Você pode ser o cara mais maduro, mais experiente, mais velho. Você ainda vai aceitar o que você não deveria aceitar. Você ainda vai aceitar e tolerar desrespeito.
Então, à medida que você começar a amadurecer e se tornar completo, você para de segurar coisas, oportunidades, pessoas e relacionamentos por medo de ficar sem até mesmo dinheiro. Você para de querer segurar com medo de, ah, meu Deus, eu vou perder dinheiro. Não, não, não, não, não.
E é muito interessante a gente analisar que carência e identidade, elas produzem comportamentos completamente diferentes. A gente para para pensar, por exemplo, a carência, ela aceita qualquer coisa que faça a dor parar. Então, ou seja, você vai aceitar qualquer coisa para se livrar do vazio, da sua tristeza e da sua solidão. Mas uma vez que você tem sua identidade firmada, a identidade espera pelo certo.
Isso que é o top. Sem identidade, você nunca vai esperar pelo certo. Você sempre vai agir baseado na sua carência, sempre. Mas se você, uma vez que tem essa identidade firmada, você vai esperar o casamento, você vai esperar a sua empresa, as suas ideias, as suas oportunidades e coisas nesse sentido, tá? Então vamos lá. Deixa eu te fazer três perguntas. Você não precisa de me responder, mas você precisa de ser honesto com você, tá?
O que você está segurando hoje que você sabe que você não deveria? O que te mantém ali? É amor de verdade ou é medo de ficar sem? Analise a sua vida. E se você não fizesse nada por um ano, Bíblia, orar, ir aos cultos, você ainda conseguiria se sentir absurdamente e profundamente amado por Deus? Essas perguntas são muito importantes.
E uma vez que a gente começa a discutir sobre essas coisas de carência, e a resposta para essas perguntas a gente encontra na travessia do discernimento. A gente fala aqui dentro desse podcast que existem sete travessias que todo homem precisa de atravessar para que ele possa se tornar maduro.
Então, por exemplo, você aprender a lidar com a carência é uma coisa que você aprende quando você está ali depois da fase da juventude, que na juventude você aprende a ouvir a voz de Deus, mas quando você entra na fase, por exemplo, do namoro, aí você aprende a lidar com esses aspectos de carência. E onde você verdadeiramente solidifica essa questão sobre o discernimento. E discernir, gente, não é sobre somente ouvir a Deus.
É aprender de onde você está escolhendo, ou seja, aprender a olhar e ter o Senhor como a fonte das suas escolhas. É perceber que você não está tomando decisões por conta do que você está com medo, que você está com solidão. É quando você aprende verdadeiramente a você nomear as suas carências. É quando você aprende a esperar pelo certo sem precisar de ficar fazendo escolhas erradas para preencher um vazio, para preencher as coisas que são do tempo errado.
Então, por exemplo, nos últimos episódios a gente falou bastante sobre a questão do namoro, né? Então, da juventude, perdão. Que é ali que você aprende a escutar a voz de Deus. Então, nessa fase entre juventude e namoro, você aprende a ter ali o discernimento e lidar com aspectos de carência, tá?
Então, antes da gente começar a partir pelo final, eu quero que você guarde três coisas desse nosso bate-papo aqui hoje, tá? Primeiro, a carência não vem com a etiqueta. Ela vem disfarçada, por exemplo, de lealdade, de serviço, de oportunidade e até mesmo de amor.
Se você está em um lugar que te fere e você não consegue sair, para de chamar isso de amor. Isso é carência. O nome disso é carência. Se você precisa de provar e mostrar para as pessoas que você pode, que você consegue, que você é bem-sucedido, para de falar que isso é compartilhar as bênçãos do Senhor. Isso é carência. O primeiro ponto é esse. O segundo.
O padrão se repete. O que você fazia no fundão da escola, você pode estar fazendo hoje. Seja na sua casa, ou seja numa reunião, seja na sua empresa, seja na sua vida profissional. O cenário pode até mudar, mas o medo de ser excluído continua ainda sendo o mesmo. Ou seja, o padrão se repete. Terceiro.
A pergunta é de ouro para você levar para a sua vida. É a prova se você está na carência ou se você não está na carência. Se você não fizesse nada por um ano.
você ainda se sentiria amado? Se a resposta for não, você com certeza não está vivendo a plenitude da sua identidade ainda. Você está vivendo no vazio, na solidão. Então, o seu desafio de hoje é você aprender a nomear. Só isso, nomear. É o primeiro passo.
Então eu quero te convidar a fazer o seguinte, pega o momento hoje, pode ser agora, pode ser antes de você dormir, e escreve em algum lugar essas coisas aqui.
Eu estou segurando isso. Você vai colocar isso. Seja uma oportunidade, uma pessoa, uma realidade. Por carência e não por amor, tá? Preencha essa frase. De novo. Você vai pegar um papel, uma caneta ou um bloco de notas. Você vai escrever assim, ó. Eu estou segurando. Aí você vai colocar isso. Por carência, não por amor. Aí você troca isso por outra coisa, tá?
É o seguinte, pelo amor de Deus, preenche com bastante honestidade, porque esse seu isso que você está segurando pode ser uma pessoa, pode ser um ambiente, pode ser um padrão.
Sabe? Só coloca, só nomeia. Você não precisa de resolver hoje, mas você precisa de aprender a nomear. Porque aquilo que a gente não nomeia, a gente não atravessa. Se você quer se tornar um homem maduro, deixar de ser um menino espiritual, você precisa de atravessar, tá bom? E é o seguinte, gente, como a gente tem falado nesse episódio, carência aceita qualquer coisa que faça a dor parar. E a identidade, ela sempre vai esperar por aquilo que é o certo.
Então, durante muito tempo, eu fiz coisas que eu não deveria...
para ser aceito, gente, na escola, na igreja, no trabalho. E em muitos momentos da minha vida, eu chamei isso de amor, de lealdade, eu chamei isso de fidelidade, eu chamei isso de, sabe, serviço. Mas no final das contas, era medo. Era medo de ficar de fora. Era medo de não ser o suficiente sem aquilo, de não pertencer. E a virada veio quando alguém me fez uma pergunta super simples.
E se você não fizesse nada por um ano, você ainda se sentiria amado? E talvez você precise de ouvir essa pergunta hoje também. Você já é aceito? Você não precisa provar nada?
E quanto mais você entender isso e tomar atitudes em relação a isso, menos você vai tolerar o que você não deve tolerar na sua vida. Tá bom? Maravilha. Muito bom conversar com vocês sobre isso e poder um pouco discutir o que pra mim, nossa, na época...
Se eu tivesse alguém, se eu tivesse um podcast desse, ai, ai, ai. Então vamos lá, homens. No próximo episódio a gente entra numa travessia completamente diferente, porque até aqui o que a gente já construiu, você já aprendeu a discernir. A questão é...
O que você faz com todo esse discernimento? Porque muitos homens até podem discernir corretamente, mas eles ficam parados. Porque normalmente, gente, agir assusta muito mais do que você entender. Assusta muito mais do que você saber. Assusta muito mais do que você ter conhecimento. Então a gente vai falar bastante sobre iniciativa. Sobre o homem que sabe o que precisa fazer, mas ainda não se moveu.
tá bom? Então eu espero no próximo episódio, se você curtiu, já comenta aqui, favorita aqui na estrela pra fazer com que mais pessoas elas possam ver esse podcast também. Meu Instagram tá, minhas redes sociais na verdade tá na descrição, seja no Spotify aqui, seja no YouTube, você pode falar comigo, tirar as suas dúvidas, a gente tá aqui pra fazer com que a gente deixe de ser homens
imaturos, meninos espirituais, e para que a gente possa nos tornarmos juntos homens maduros em Cristo. Tá bom? Eu te espero então na próxima. Até mais.