Episódio 114 - Ditadura, Rock e Anos 80'
Cantar o hino nacional por obrigação ou juntar moedas para o Rock in Rio de 1985? Neste episódio, mergulhamos na máquina do tempo para entender como era ser jovem no Brasil das décadas passadas.
Recebemos o escritor e podcaster Shi (80 Watts) para um debate sobre a opressão silenciosa do regime militar nas escolas e a xenofobia sofrida por imigrantes japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, contrastando com o refúgio seguro que o interior paulista deu aos confederados e nazistas. Na música, relembramos a febre de Kiss, Queen e Sex Pistols, e a época em que aprender inglês significava traduzir encartes de vinil com um dicionário na mão. Um episódio para quem viveu a época e para quem quer entender como a história sempre cobra sua conta.
||REDES SOCIAIS
DO CONVIDADO
DO PODCAST
Formulários de Unificado - Bora comentár?
E-mail: comentaristaspod@gmail.com
Comentaristas de Portal @comentapod no Instagram - Twitter - Bluesky
Econtre todos os nossos links em https://linktr.ee/comentapod
|| CRÉDITOS DAS MÚSICAS
TrackTribe - "Dusk 'til Dawn"
Original COPYRIGHT FREE MUSIC written, performed, and produced by TrackTribe
Demilitarized Zone (Sting)
Original COPYRIGHT FREE MUSIC written, performed, and produced by Ethan Meixsell
News Theme de Kevin MacLeod é licenciada de acordo com a licença Atribuição 4.0 da Creative Commons.
Artista: http://incompetech.com/
- Ditadura e Xenofobia no BrasilOpressão silenciosa do regime militar nas escolas · Xenofobia contra imigrantes japoneses na Segunda Guerra Mundial · Refúgio de confederados e nazistas no interior paulista · Mengele · Volkswagen · Movimento integralista · Comunidade japonesa no Brasil · Campos de concentração para japoneses · Cemitério dos americanos em Americana · Bandeira dos confederados · Interior paulista fascistoide · Barões escravagistas · Base militar dos EUA no Paraguai · Comunidade sírio-libanesa na tríplice fronteira · Lavagem de dinheiro
- Música dos anos 80Rock in Rio 1985 · Kiss · Queen · Sex Pistols · Aprendizado de inglês através de letras de música · Tradução de encartes de vinil com dicionário · Acesso a discografias completas · Kiss (álbuns e músicas) · Queen (músicas) · Sex Pistols (músicas) · Ramones · Johnny Rotten · Separação entre artista e obra · Ice to the Earth · James Hetfield · Man at Work · Crypta · Slaughtered Prevail · Música brasileira dos anos 70 e 80 · Kraftwerk · Beatles · Elton John · ABBA · Guns N' Roses · You Could Be Mine · Nirvana · Nightwish · Linkin Park · Rammstein · Música japonesa e coreana · Fonemas · Dificuldade do português para estrangeiros · Conjugações verbais · Japonês (idioma) · Shogun (série) · One Piece (anime) · Política em One Piece · Live action de One Piece · Dublagem brasileira de animes · Yu Yu Hakusho (anime) · Animes clássicos da infância · Cavaleiros do Zodíaco · Dragon Ball Z · Caverna do Dragão · He-Man · Chaves · Spoilers · Sexto Sentido (filme) · Devoradores de Estrelas · Demolidor (série) · Agente Secreto (filme)
E está começando mais um Comentaristas de Portal, seu podcast sobre notícias, com comentaristas de opinião extremamente duvidosa. Com exceção da opinião dos nossos convidados, nós estamos gravando este programa no dia 4 de maio de 2026. O meu nome é Adrian Lemos e juntamente comigo está ele, o garoto que não pôde pedalar porque o mundo caiu em moreno. Senhor Tiago, ô mi...
Olá, olá, e agora que começou o mês de maio, eu estou entrando aí na crise, né? Porque eu estou muito próximo de fazer 40 anos, mais uma década aí. Uma vez que entra no Zenta, nunca mais sairás dele, é isso aí. E juntamente conosco também...
O homem que fez um programa de podcast com a cara dos anos 80, uma das vozes mais aveludadas desta podosfera, mas que além de escritor é do ramo editorial, Sr. Maurício Chiroma Vuguchi...
Diga lá, Adrian, e aí, Thiago, bora lá, obrigado pelo convite Apesar de achar que eu não vou agregar nada de relevante nesse episódio aqui Mas vamos tentar aí comentar, se possível, fofocar, futricar e fuxicar o que aparecer pelo caminho Ah, vai ser Olha o cara falando isso, a gente conversando ali nos bastidores, já coisa pra caramba E o cara me vê e solta uma dessa, Thiago Não, não, você tem que manter o segredo dos bastidores, é a magia do podcast, pô
Porque aí dá a impressão que é tudo improviso, nem parece que a gente acabou de se conhecer, sabe a história? Sim, sim. É isso aí, meu povo. Bora comentar? Bora!
Chegando aqui na nossa sessão principal, meus queridos, começando esse episódio aqui, Sr. Xi, estávamos falando ali nos bastidores um monte de coisa. Vossa senhoria estava falando que cresceu ali próximo dos anos 80, mas viveu vossa adolescência nos anos 80, na melhor década, né? Com certeza.
Eu queria saber como foi para ti crescer nessa década, na década de 70, que para nós brasileiros que tem um mínimo situado na questão política do país, sabia que o país estava passando por uma ditadura. E aí eu queria saber...
Como foi pra ti crescer nessa época? Só antes de te responder, só uma observação. Eu tava conversando ontem com um amigo meu, Guilherme, sobre como o Brasil é bom em fazer filmes sobre a ditadura. Tem muita obra sobre a ditadura, livros e tal.
E eu falei assim, que eu acho, né? Um, isso é porque a gente tem muitas pessoas vivas que viveram na ditadura ou que os pais sofreram na ditadura, né? E que isso seria um motivo do porquê nós praticamente não temos...
mais nada de Primeira Guerra Mundial e aos poucos está se deslaindo novos conteúdos sobre a Segunda Guerra Mundial, que as pessoas que viveram ou que são descendentes de quem viveu, já não estão mais vivas, né? Vai virando aquela história antiga que não é muito mais contada, né? Mas aí a gente tem aqui o exemplo, né? O Xi realmente viveu a época, né?
Vivi, mas assim, vou te contar a real, para a minha família, o período mais difícil foi o período ali da guerra, a Segunda Guerra Mundial, porque o meu avô já estava no Brasil, ele não participou, a gente não teve nenhum familiar que a gente saiba que esteve envolvido na guerra, mas...
foi muito mais difícil do que o período da ditadura. Por quê? Porque nos anos 70, a minha família era uma família super simples, classe média para média baixa, não tinha nada de preocupação com algo que fosse dito, não sofria a opressão do Estado, não tinha que ficar com medo de chegar a um.
um bando de soldados invadir a casa e levar meu pai. Não tinha nada disso, porque meu pai era mecânico. Absolutamente não representava nada de perigoso para o Estado. Mas o que a gente sofria mais, o que a gente percebia, principalmente na escola, era uma questão de...
da opressão das regras que eram impostas pras crianças, coisas do tipo, tem que cantar o hino nacional. Nossa senhora. E a gente questionar, por exemplo, a professora, mas por que a gente tem que cantar isso todo dia? É o mesmo país de ontem, a gente vai cantar a mesma coisa hoje, não podia cantar só mês que vem, não. E ela mandava a gente calar a boca, sabe? E não se questionava isso, era pra fazer e pronto. E cantar o hino à bandeira, sabe? Essas coisas assim, que a gente... Era uma coisa muito esquisita.
Minhas lembranças na escola já são nos anos 90, né? Eu sou de 86. Sim. E eu não lembro de cantar hino na escola. Talvez eu tenha cantado muito novo, mas eu não lembro. Eu nasci em 88 e eu lembro na década de 90, pelo menos aqui na cidade de Campinas, ainda era bastante comum cantar o hino, entrar em forma na quadra da escola, cantar o hino, hino à bandeira. Sim. Nossa, cara.
Eu cheguei a desfilar no 7 de setembro, a gente era obrigado a desfilar nas ruas com o uniforme da escola, cara. Nossa, chegar a desfilar, eu até cheguei a desfilar, mas porque eu fui obrigado a servir o exército, e aí é um capítulo completamente à parte da questão. Nossa, essa eu dei sorte. Mas nos anos 90 eu ainda lembro bastante de cantar o hino nacional, a gente cantava tudo errado.
Não, a gente tinha que ler, porque naquela época todos os cadernos e livros, praticamente todos tinham impresso nas costas a letra do hino nacional. Pode crer. Então a gente cantava sem saber o que significavam, sei lá, 80% das palavras ali, né? Com certeza. Mas enfim.
Mas isso é bem interessante, né? Porque o hino brasileiro é uma letra gigante. E é muito difícil um brasileiro que não... Um brasileiro adulto. Talvez jovens não conheçam, mas... É muito difícil um brasileiro adulto que não saiba cantar o hino. Que a gente foi forçado a vida inteira, né? Eu não pela escola. Mas eu já ouvi o hino brasileiro muitas vezes de muitas fontes, né? Jogo da seleção, pô, não tem como, né?
Tanto é que, pelo menos essa questão de jogos, essas coisas assim, eles tocam só metade do hino, né? O hino foi literalmente feito pra ser cortado no meio, praticamente. Logo logo vai surgir a versão TikTok também, de 30 segundos, entendeu? Pra fazer cortes de jogos da seleção. Eu não acho difícil, não, cara. O hino brasileiro da Alemanha, né? O segundo mais conhecido, né? Então a gente vê o Schumacher todo domingo de manhã.
Então antes, você estava falando da diferença Na Segunda Guerra Mundial Meu avô já estava no Brasil Ele tinha um cantinho dele lá onde ele tinha construído uma casinha E naquela época Praticamente os japoneses foram Hostilizados, alguns foram até Para campos de concentração e tal Então meu avô deu sorte, ele só foi expulso da cidade Caramba! Onde ele morava, foi expulso Chegaram, a polícia baixou lá E hostilizou, ameaçou E ele mesmo, né
Não entendendo muito bem, ele sacou que era por causa da guerra. E aí ele pegou a família e saiu de lá e foi pro meio do mato, né? Começar tudo de novo. Então assim, pra eles foi bem mais difícil. Completamente xenofobia mesmo. É, porque assim, eu não sei como foi pra comunidade italiana. Não tenho...
ideia, né? Mas, inclusive, até um colega meu, o Mario Jun Okuhara, ele conseguiu que o governo pedisse desculpas aos japoneses. Ele entrou com um projeto de lei e agora essa história dos japoneses, dos campos, da repressão que eles sofreram, vai fazer parte do currículo das escolas. Ele está tentando colocar isso como parte do currículo de história.
É uma parte importante da nossa história, né? Sim, necessário, né? Sim, sim. Pelo que eu lembro de estudos, nenhum imigrante branco foi hostilizado. Italianos ficaram de boas. Nem os alemães, né? E alemães foram... Alemães, ao contrário, os alemães foram muito bem recebidos na América do Sul. Pois é.
E a gente sabe a quantidade de alemão que fazia muito High Hitler, que foi principalmente pra Argentina, né? Pra Argentina. A gente sabe que virou um paraíso pra essa galera. Durante a Segunda Guerra, em Santa Catarina, eu acho que eu me lembro bem, era em Joinville, Blumenau, que eles tinham preparado...
Uma recepção gigantesca pra receber o próprio Hitler que não pôde vir numa viagem. Você tem noção que o George Menguele morreu em São Paulo, cara. Morreu na praia, afogado. De velho ainda por cima. Maldito.
É muito louco, porque tanto por nós não éramos vivos, o próprio Hitler e os braços direitos que eles tinham são figuras quase míticas, sabe? Porque a maldade que eles cometeram é tão grande que parece um vilão de história em quadrinhos, sabe? E aí quando você para aqui no interior de São Paulo, o Mengele morreu no ataque cardíaco quando estava nadando.
É muito bizarro isso. Eu tava ouvindo algum podcast que eu não vou lembrar qual que é agora. Eu não sei se é o da Rádio Novelo ou alguma coisa assim. O pessoal falando que, assim, a Volkswagen chegou a empregar cara que era do alto escalão da SS. Saca? Então, tipo, mano, você imagina, pra essa galera virar...
executivo de empresa como essa gigante do mercado automotivo, tá ligado? É porque essa galera se sentia à vontade demais aqui. E tem aquela questão também, né? O Brasil, quando foi a época da Segunda Guerra Mundial...
Ela tava com os dois pezinhos, uma em cada canoa, até o momento que foi obrigada a se posicionar mais firmemente, né? Que foi quando pendeu mais pro lado dos Estados Unidos. Porque pagaram mais. É, que quando os Estados Unidos fez Alcântara, se eu não me engano, eu acho que foi essa a história, né? E trouxe siderúrgica pro Brasil também. E trouxe siderúrgica pro Brasil também. Então...
Foi nesse momento que o Brasil acabou falando, mas não que não tivesse as mesmas aspirações que estavam tendo na Europa na época, porque o que foi o movimento integralista aqui no Brasil na década de 30 e 40 foi basicamente um absurdo e neguinho voltando até hoje, assim, sabe? Querendo voltar até hoje, trazer basicamente as mesmas pautas, inclusive falas. A gente teve um presidente que usava essas mesmas falas, tá ligado? Brš Brš
Porra, velho. Puta bagulho maluco isso hoje. E se a comunidade japonesa no Brasil já sofreu o que sofreu, calcula nos Estados Unidos, que teve até uma bomba atômica, né? Envolvida ali na história. Porra, pois é. Pois é. Mas assim, o...
Bom, nos Estados Unidos a coisa foi pior, né? Porque lá eles estiveram em campos de concentração mesmo. Inclusive tem japoneses famosos lá que ficaram em campos de concentração e tal. Lá o negócio foi feio. Mas aqui na cidade de São Paulo não tem uma cidade que foi fundada por fugitivos lá da guerra civil americana, os confederados? Tem, é americana. Americana, exatamente. Americana? Olha aí.
Até é muito engraçado, porque acho que foi uns 3, 4 anos atrás, existe um cemitério, porque eu moro em Campinas, Campinas é bem próximo de Americana, né? E tem um local que eu costumo ir pescar, uma represa, que um dia eu tava olhando pelo Google Maps, assim, é muito engraçado isso, porque eu tava olhando pelo Google Maps, assim...
E aí eu vi um pin falando assim, ah, cemitério dos americanos. Aí eu falei, caralho, cemitério dos americanos? Deixa eu ver isso daqui. Aí eu joguei o Google, né, pelas imagens de satélite. Aí logo que eu olhei assim, eu vi aquela bandeira dos confederados americanos, tá ligado? Aí eu falei, peraí, isso aqui é um símbolo fascista, cara. Falei, o que é essa...
Porra que... Aí eu fui procurar alguma coisa assim. Confederados Americana, Confederados Campinas, alguma coisa assim. Primeira matéria. Bom, festa dos confederados é proibida na cidade de Americana por utilizar símbolos fascistas da década da Guerra de Secessão. Então, assim, essa galera... E, cara, nossa, o interior paulista é fascistoide.
caramba, cara do céu e muito eu acho e aí é que é achismo mesmo, é data meu nariz, muito tem a ver não só dos barões escravagistas que comandavam as cidades, não só a cidade de Campinas, mas as cidades em volta
mas também americana que foi invadida por essa galera que veio dos Estados Unidos com todo esse ideal confederado e essa ideia escravagista, sabe? E porra, cara, era um terreno fértil pros caras, tanto que a cidade leva o nome de americana.
Porque é uma homenagem a eles. Essa galera que veio pra cá. É loucura, né? Sim. Mas a história tem essas coisas. Porque a Argentina poderia também ter recebido Hitler. Alguns alegam que recebeu. É. Vai saber. Dizem que Hitler morreu lá de velho. Pois é. E agora tem um movimento também ali no Paraguai. Várias pessoas indo pra lá pra tentar criar essa ideia de um...
Vocês ficaram sabendo dessa história do Paraguai? Então, o Paraguai já vem tendo uma atuada meio estranha. Eles fecharam o acordo com os Estados Unidos para instalar a base dentro do país deles e respondendo às leis americanas, nem respondendo às leis do Paraguai. Tipo, isso já é uma atuada estranha pra caramba, inclusive deixa...
A gente meio que com aquela orelhinha em pé, assim, meio estranho, né? Porque os caras são nossos vizinhos diretos, entendeu? O último que me deixa inculcado é que eles quiseram a base no Paraguai pra fazer treinamento militar. Os soldados não vão responder a lei paraguaia, podem pintar e bordar o que quiserem.
Basta dizer, se eles querem treinar numa floresta fechada como a do Paraguai, o único local que eles querem aplicar esse treinamento é na América do Sul, pô. Não vai ter em outro lugar do mundo floresta como a daqui. Sim, sim. Mas, e aí, cara, parece tanto uma desculpa besta, porque os caras falam que tem uma comunidade, acho que sírio-libanesa, muito atuante ali na tríplice fronteira.
que é ligada ao resbolar, que faz lavagem de dinheiro pro resbolar ali naquela região. Caraca, isso não faz sentido. Cara, pra mim parece muito, sabe, teoria da conspiração que o Anon, assim, uma coisa que não faz muito sentido mesmo. Eu não sei qual é o tamanho da população sírio-libanesa naquela região, realmente, assim, pra falar não.
realmente, a comunidade ali é muito grande. Não tem como, pô, as cidades naquela região são minúsculas e o resto é só mato. Eu não sei dizer. Mato e mato. É, eu confesso que eu não sei dizer, assim, eu acho muito estranho esse argumento em si, sabe?
eu sei que no Paraguai já é estranho porque já tinha um grupo grande de alemães indo pra lá comprando terras e tal então, não sei eu fico meio escismado com essas coisas tudo que envolve alemão fugindo da Alemanha me preocupa um pouco
tinha uma galera também, uma galera mais liberal, eu não sei se eles estavam migrando, se era pro Paraguai ou se era pro Uruguai também com essa ideia de viver a vida mais livre, sem imposto eu não lembro agora se era até vi um pessoal falando um casal falando um casal que era do Espírito Santo que vendeu o apartamento deles no Espírito Santo que acho que a moça faz Brš
conteúdo de... Nossa, cara, puta. Ela escreve livros de conservadorismo hot. Que? Espera aí. Vamos lá, calma. Conservadorismo hot. Vamos lá, ele faz um tipo de pornografia pra conservador. O que é que tem nessa? Ela escreve um policial batendo num favelado de forma sensual? Como é que é?
Vocês estão fazendo essa pergunta pra pessoa errada, cara. Eu só cheguei nesse conteúdo, não me aprofundei. Mas pelo que eu entendi, assim, ó. Apoie o Midcast, tá? Então vai lá, apoie o Midcast. Porque eles falaram que se eles atingirem a meta, eles vão fazer programa especial falando sobre os livros dessa mulher. Então assim...
A gente não tá precisando de grana no momento. Então, assim, vai lá, apoia os caras, entendeu? Diz que chegou pela gente, apoia os caras dizendo que chegou pela gente, porque a gente também quer consumir esse conteúdo, entendeu? Cara, eu fiquei curioso, né? Cara, a gente sabe que, assim, esse mercado hot, de escrita hot, é um mercado gigante, na moral. Assim, tem muita gente fazendo muita coisa, desde a época dos livros dos 50 tons de cinza, olha, olha, olha.
Foi uma coisa que explodiu. Então, assim, muita gente teve contato com esse mundo, considerado um mundo mais liberal, não no sentido político, mas no sentido físico mesmo. Então, assim, muita gente teve contato. Foi um momento que abriu. E aí, cara, fanfic, você tá ligado como é, né? Já começa que 50 Tons de Cinza é fanfic do...
Crepúsculo. Do Crepúsculo, isso. Então, cara, fanfic é fanfic, velho. Uma hora que abre as porteiras e agora com inteligência artificial que escreve livro ruim, mas escreve, entendeu? Aí vai criar as histórias, depois vai criar um roteiro e vai criar o filme pra todo mundo poder ver isso aí também. Vai, vai, com certeza. Com trilha sonora exclusiva e tudo.
Eu tô lembrando aqui, eu acho que é o inverso. Eu acho que o Crepúsculo é que é fanfic do 50 Tons de Cinza. Porque eu lembro de ter visto uma piadinha, uma anedota que era enquanto a mulher o efeito dominou, né? Efeito dominou não. Efeito borboleta, né? Que a existência do 50 Tons de Cinza causou o Felipe Neto, né? A riqueza do Felipe Neto. Que o 50 Tons de Cinza gerou o Crepúsculo e que ele reagindo ao livro Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Br
Acabou ficando rico. Pode ser, pode ser. Pode ser, porque ele ficou famoso mesmo por causa do Crepúsculo, né? Foi, a crítica do seu livro, né? Com aquela cara dele de Edward, né? Com aquele óculos baixado e fazendo aquelas caras muito doidas. E foi aí que ele estourou de ganhar dinheiro.
E que muita gente também tentou depois, inclusive eu. Não, mas então, eu tenho outra coisa aí que o Chif falou que gostava de rock também aí nos bastidores, né? É, sim, sim. E em 1985 você já era quase adulto, né?
Já sei que você vai me perguntar Como é que foi o Rock in Rio? E aí? Deixa eu saber da vida do Rock in Rio Como é que foi na época Não sei se você foi ao festival Mas com certeza você deve ter ficado maluco Sabendo das bandas que viriam Pois é, veja bem, em 85, janeiro de 85 Na verdade em novembro de 84 Quando surgiram os burburinhos Todo mundo queria ir no Rock in Rio Porque era o show da vida É E aí?
A única oportunidade de você ver aquelas bandas, né? Então todo roqueiro que se prezava queria estar lá. Só que tem um detalhe, né? Nem todo mundo tinha grana pra ir pra lá, porque a vida naquela época não era tão simples assim, né? Pra comprar um disco, apesar de ser, sei lá, se você economizasse um dinheirinho da passagem trabalhando como office boy e coisa e tal, você conseguia comprar um disco, mas comprar ingresso, passagem, hospedagem já era uma outra história, né?
E eu tava, eu era menor de idade ainda, então eu não conseguia viajar sozinho no ônibus. Eu tinha que fingir que eu era mais velho, né, mentir, ou eu tinha que ter uma autorização da minha mãe. Que não era o problema, minha mãe nunca me segurou pra, nunca proibiu de fazer nada. Mas a questão financeira era o problema.
Eu tenho um amigo que é dois anos mais velho e ele já trabalhava. E o que ele fez? Ele pegou o dinheiro do ingresso, só foi com o dinheiro do ingresso e um pouquinho a mais pra tomar uma água e foi pro Rio. Dormiu na praia. Caralho! E foi ver o show. E falou que comeu de favor.
Caralho Pediu uma ajuda ali Comer um hot dog Uma coisa assim Ficou só com Tomando líquido No caso cerveja E comendo alguma Um hot dog Alguma coisa que tinha lá Que eu nem lembro mais Eu lembro que a cerveja Ela é malte 90 Que era horrível Mas Mas
Ele teve essa coragem de largar, de entrar no ônibus e ir lá sem lugar pra ficar, assistir o show, dormir na praia, assistir de novo no dia seguinte ou outro dia. Eu acho que ele viveu dois dias. E aí ele voltou pra São Paulo assim, né? Tipo, na loucura. Quando você é jovem, você faz essas coisas. Mas eu não conseguia. Eu não conseguia nem pagar o...
a passagem de ônibus. Então não tinha como ir. E foi uma das grandes tristezas da minha vida, né? Porque nunca mais acontece aquilo, né? O de um show daquele porte ser anunciado dois meses antes, você conseguir comprar um ingresso e poder pagar num preço justo. Sim. Num lugar especialmente construído pra isso. É assim, né?
Nunca mais vai acontecer. Cara, eu não lembro quando foi a última vez que teve shows a preços justos. Na verdade, acho que eu lembro, sim, cara. 86. Eu acho que foi Monster... Acho que a última época que teve show a preço justo foi Monsters of Rock de 2014 e 2015, cara. É, mas show... Sério? É, que ainda tava com preços acessíveis. Dali pra frente, cara, foi só... É, show internacional, cara, não rola mais. Não, foi só a ladeira abaixo.
minha mãe, ela tem uma história muito foda, porque a irmã da minha mãe, minha tia, ela mora no Rio desde os anos 70, trabalhava na Varig, né? Então minha mãe foi pro Rock in Rio 85 e sabia, já tinha um local pra ficar tudo, né? Nossa! E assim, eu sou muito fã de rock, principalmente metal, e eu converso disso com a minha mãe, e ela se gaba de ter visto o Fred Mercury, né?
Ah, pô, isso é uma oportunidade única, cara. É, isso é um troféu, velho. Cara, isso é um achievement que, pô, não tem o que fazer, né? É, pô. Não, não. Quem viu, viu. Então, eu fui gostar de Freddie Mercury muito tempo depois, cara. Eu fui gostar de Freddie Mercury em 2014, 2015. Aí que eu fui me aprofundar em quem era o Queen, quais eram as músicas. Nossa. Eu ouvia.
Quando passava uma música assim, ouvia, sabe? Sabia quais eram, mas assim, não era aquela banda da qual eu me aprofundava, que realmente ouvia um boemia rapzod assim, inteira, sabe? Hoje em dia, boemia rapzod pra mim é música de tomar banho, cara.
o tempo certinho de entrar, tomar banho e sair, sabe? É incrível pra isso. Mas agora, assim, depois de muito mais velho que eu fui entender o porquê, quem era, como esse cara era foda, como as letras do Queen são fodas pra caralho, sabe? E, pô...
Apesar de sempre ter gostado muito de rock, mas minha banda favorita, que era o meu xodózinho, era o Kiss. Então, era a Kiss que eu ouvia do começo ao fim, do primeiro álbum até o último, sabe? Eu sou da geração Kiss total. Kiss, assim, minha cabeça explodiu quando ouvi o Kiss na primeira vez, porque pra mim é que nem eram pessoas, cara. Cavaleiros a serviço de satã, né? Lembra? Pois é. É, Cavaleiros a serviço de satã. Night Distrater Service.
E aí que é o mais legal, porque naquela época não tinha muita informação disponível. Então você criava teorias. Você ficava naquela fofoca de batidores. Tipo, não, os caras estão criando um exército de adoradores de satã. E não sei o que. Opa, eu quero ver onde a gente assina. E onde a gente se filia ao clube.
Ela é muito divertida. Tem fotos de jornal, um jornal da Igreja Universal da época, dos caras, dos crentes fazendo vigília em frente ao show, tipo, o bicho chato. Vigília em frente ao local de adoração do Satanás, sabe? No dia que tem o show do Iron Maiden. Nossa, é... Eu não imagino que loucura é isso do Reino Unido. Que ali de 65 a 75, tem Queen, Iron Maiden, tem Beatles, Gladys Zeppelin, Peaky Floyd.
Sexy Pistols. O que é que os britânicos bebiam, velho? Não, assim, com certeza. De tanta coisa maravilhosa. É, Londres era o lugar pra estar no final dos anos 60. Certeza que a água daquele thames lá era cerveja, velho. Não é possível. Porque, ó, além de Queen, cara, teve Sexy Pistols. Cara, Sexy Pistols foi...
Assim, os reis do movimento punk inglês, sabe? A partir deles que os Ramones nos Estados Unidos, que era um punk mais pop, mas que os caras cresceram muito também. Ah, quem diga que os Ramones são os originais, que eles nasceram em 74. É aquela briga ali. É, então, bom.
Aquela história, né? Quem popularizou na Inglaterra foi o Sex Pistols mesmo. Sim, sim, sim. Com aquele vocal completamente rasgado e fora dos padrões. E era uma coisa incrível, né, cara? God Save the Queen. Puta, que música. Johnny Rotten, que agora é conservador fascista. Nossa. Ai, cara, puta.
vários punks estão nessa vários punks estão nessa como separar artista da obra não tem como vamos ver, porque separar o artista da obra quando você está falando de ultrajar rigor da vida é muito fácil porque as músicas não são de grande coisa e o Roger é um merda isso aí é fácil separar
Agora, por exemplo, eu fui muito fã de trash metal. Tem uma banda chamada Ice to the Earth dos Estados Unidos, que eu sou apaixonadíssimo nas músicas. E o vocalista foi preso na invasão do Capitólio lá nos Estados Unidos. Caralho, ele tava lá? Ficou dois ou três anos preso até ganhar o perdão presidencial quando o Trump foi reeleito. Mano, que doideira, velho. Meu Deus.
E eu continuo ouvindo, que eu não consigo ver. Eu gosto muito da banda. O James Hatch, do Metallica, é antivacina, cara. Quando o Metallica veio trocar no Brasil, ele deu entrevista falando que não viria se eu tivesse que ser obrigado a tomar a vacina da Covid. E você falou, como é que eu vou deixar de ouvir Metallica? Eu não vou.
Tem várias bandas que tem esse problema da vacina. O Man at Work é uma banda que também passou por essa. Não queriam se vacinar, não. É complicado, porque é muito difícil você separar mesmo totalmente. Não sei se você conhece, Thiago, a banda cripta, Death Metal. Brasileira, né? Sim, a cripta é uma banda fodíssima. Ela está sendo criticada porque ela vai fazer shows com uma banda lá, o Slaughtered Prevail, que tem um passado polêmico aí. Então, assim...
Hoje em dia, você, pra se apresentar no festival Você tem que escolher, tipo assim Eu vou entrar depois de quem? Quem vai vir depois de mim? Quem vai abrir pra mim? Qual que é o passado dessa pessoa? Olha a rede social, vê se apoiou Onde quem votou Porque é muito complicado, cara Hoje em dia, as suas escolhas De com quem você anda Realmente dizem quem você é, né?
pelo menos isso na década de 80 90, isso a gente pode dizer que ficou muito no passado mesmo né cara inclusive eu lembro, a gente falou do Rock in Rio tem cenas que você pode achar no Youtube, tem gente lá roqueiros, andando com jaquetas com símbolo nazista sim
E era normal, por quê? Porque era simplesmente o cara rebelde Então tipo, vale tudo Até chocar por esse Mas hoje seria inadmissível Se quer ser linchado no chão Nossa, ia apanhar muito Mudou muita coisa, graças a Deus Mas essa coisa do rock Que eles estavam falando, eu lembro que nos anos 70 Era muito difícil ter acesso A discografias completas Geralmente só quem tinha grana conseguia Comprar todos os discos Sim Brš
E eu lembro que eu tinha um amigo que ele descobriu que um molequinho lá da rua, o pai dele comprou todos os discos do Kiss até naquele ano e deu pro moleque. O moleque devia ter uns 12 anos, sabe? 12, 13 anos. E aí ele ficou sabendo, não é que ele virou amigo do cara só pra poder pegar os discos emprestados pra mim.
Ele ficou amigo do moleque, ouviu tudo e, assim, lá mó cara de pau, tipo. Caralho, velho, que doideira. Porque era muito difícil, né? Então, mas na boa, cara. O Kiss ali, o primeiro álbum deles é de 79, não é? Não, o primeiro é de 74, eu acho. O Kiss Kiss. Dress to Kill, não é? Dress to Kiss. Isso. Vamos ver aqui. Veio Canção do Chris Brown.
fazendo buscas erradas aí, esse histórico tá problemático aí. Caramba. Acho que foi até antes disso, deve ter sido 73. Fiscografia. É, 73. É, álbum de... 18 de fevereiro de 74. 73, em atividade desde 73. O primeiro álbum deve ser ali de 74 mesmo. Mas... Cara, já tinha muita música, muita... Muito álbum bom, cara. Ali...
O Destroyer mesmo, que eu acho que é o ápice do ápice deles. É lógico. Depois vem umas coisas muito boas. Mas o Rock and Roll Over é bom. O Dress and to Kill. Love Gun é muito bom. Love Gun é muito bom, cara. Nossa, esse álbum é bom demais.
O primeiro álbum que eu ouvi do Kiss inteiro foi o Dynasty. E cara... Ah, tá. Que aí já é meio na fase decadente já. Já, mas assim, cara. Você como conheceu, né? Nessa época gostou. É que foi o primeiro álbum que eu peguei pra ouvir. Tipo assim, eu fui no Sebo e falei assim, não, vou comprar esse disco.
era os 15 reais que eu tinha no bolso, sabe? Como criança. E aí comprei aquele vinil, assim, levei pra casa e escutei ele inteiro. Cara, foi a coisa mais gostosa que eu já ouvi na minha vida, sabe? Nossa, I was made for love, Niu.
É a música da minha vida. Olha. Porra. Forever. Juro pra você, cara. Forever. Forever eu canto pra minha esposa. Forever. Porque a música... Eu acho a letra da música Forever incrivelmente linda, cara. É porra. É foda. Essa música é foda demais, cara. Ela pega num cantinho ali do meu coração que... Que porra. É foda, cara. É foda, é foda. Tá aí uma coisa. Vocês sempre me perguntam, né? O que você gostaria de...
que voltasse do passado e coisas e tal. Eu costumo pensar o seguinte, se eu pudesse reviver esses momentos, sabe, em que você ouve uma música pela primeira vez e se apaixona, sabe? Esse tipo de coisa você não consegue nunca mais repetir, né? Não, cara, não. E tem músicas que, nossa, eu lembro onde eu tava, eu ficava coladinho com o ouvido no rádio, ouvindo, falando, meu, isso aqui é incrível.
e correr atrás de informações de banda e outras músicas da banda e tal. Essa sensação é muito legal. A gente tem cada vez menos isso, né? Pelo menos assim, tinha uma época. Eu lembro muito assim, apesar do meu pai ser uma pessoa mais politizada,
Ele era politizado, mas ao mesmo tempo chegava a época de eleição, ele tocava o foda-se. Ele não queria saber de mais nada. Tipo, ele era sindicalizado. Anarquista. Não, tipo assim, ele foi por muito tempo sindicalizado, ele fez parte de partido político, e aí ele se decepcionou muito forte com a política, tá ligado? Ah, como todos. Quando ele descobriu como a salsicha era feita... Bršššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššššš
Aí ele viu que a coisa não era muito do jeito que ele imaginava, entendeu? Meu pai era meio que idealista. Então, aí quando chegava essa época de eleição, a gente costumava desligar a televisão. Então, sempre tinha a parte do horário eleitoral. Então, a gente desligava a televisão e pegava os vinins de casa. E aí, cara, era até meia-noite ouvindo vinil. E assim, era uma pedrada atrás da outra. Era Kraftwerk.
era Beatles bem eclético o som, é muito legal BG's Beatles meu pai tinha muito eletro hits sabe? Ah, sei aí tinha umas músicas estilo tanto que assim, até hoje eu tenho, eu cultivo uma playlist
no Spot Flávio, que cara, a playlist se chama Minha Infância. E tem música ali, cara, só música da década de 70, 80, e música que eu cresci ouvindo, assim, sabe? Então, Elton John, o próprio B.G. O meu pai era apaixonado pelo B.G. Então, Abba, hoje ainda...
Eu tava com uma música, aquela música Rasputin na cabeça. Aham. Aham, Rasputin. Cara, eu tô com essa música na cabeça. Eu acho que desde ontem que eu ouvi o refrão. Você sabe que você tem que ouvir essa música inteira pra ela sair, né? É a tática. Então, eu já ouvi hoje enquanto eu tava indo trabalhar. Aí eu coloquei ela pra tocar. Só que aí eu saí do serviço e eu continuei cantando essa música. Eu ainda tô com essa música na cabeça.
não adianta a única música que tá presa na minha cabeça há uns 3 anos é Mundo Bita e eu ouço todo dia e não para meus sentimentos, cara daqui a pouco calma, daqui a pouco vai a galinha pintadinha fica tranquilo
com ele. Meu Deus, meu Deus. Eu fui adolescente ali no final dos anos 90, né? Começo dos 2000, e o que mais me pegou foi Ganshan Rose. Nossa. Quando eu comecei Ah, sim. Foi assim, foi o primeiro impacto mesmo que me fez me apaixonar por rock. Eu acho que quando eu vi You Could Be Mining, que é a trilha do Exterminador do Futuro 2, eu enlouqueci, pô. E aí eu lembro que foi com o gancho que eu comecei a aprender inglês, que eu não tinha computador em casa, eu ia em Lan House, imprimia a letra Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Br
todas as letras do Gans em fonte tamanho 5, sabe? Num papel, pra caber o máximo de letras possível na mesma página. Impressão que era um negócio caro pra caramba. E em casa, eu reescrevia a letra no caderno e eu traduzia com um dicionário, né? As letras. E aí eu fiz isso com Gans, fiz isso com Nirvana, com Nightwish também, que é da época. Eu tava muito apaixonado.
Linkin Park. Linkin Park também. E aí eu comecei a um ponto chegar a traduzir as letras sem dar mais o dicionário. Caramba, na brincadeira ali eu fui aprendendo gramática, uma base boa de inglês, né? Pra poder aprender a falar.
maravilhoso isso. Eu tenho uma boa história sobre isso, porque nos anos 70, comecei nos anos 80, a gente não tinha acesso a letras, né? Se não tivesse as letras no encarte do disco, você não sabia o que ele tava cantando, porque eu não falava inglês e tal. Então, a tática que a gente tinha, pelo menos eu tinha, era ir numa escola, numa rede de escolas que é a FISC.
que nos anos 70 publicava mensalmente um folhetinho com letras das músicas, né? Tanto as que estavam na parada do sucesso quanto um pouco mais antigas. E todo mês eles lançavam um folhetinho novo que eles distribuíam pra quem pedia informações do curso. O que eu fazia? Todo mês eu ia pedir informação do curso, pegava o folhetinho e nunca me matriculava.
Muito bom, muito bom. Eu juro, eu peguei umas 50, assim, eu tenho umas 50, 50 encartes lá do FIS, que eu devo ter até hoje, eu acho. E eu fazia exatamente isso, Thiago. Eu também pegava o dicionário, eu lia, traduzia palavra por palavra, entendia depois a letra, falava, pô, que legal essa frase aqui, essa ideia é muito bacana e tal. E eu meio que aprendia assim, inglês. Eu sou meio autodidata também, sabe? E quando eu fui fazer o curso em inglês formal mesmo, cara, eu não conseguia ficar na sala de aula. Eu achava tudo muito chato.
Nossa senhora Eu fiz pouco tempo de inglês Justamente por achar chato Mas aí é tudo a questão do meu TDAH Então aí a gente desconsidera Tudo isso, entendeu? Essa questão de sala de aula Além do Gangster, acho que a banda que mais Teve impacto pra mim foi o Humstein Da Alemanha Porra, velho Cara, que eu lembro
É a minha banda favorita e eu lembro muito quando um amigo meu que tinha o quarto disco dele, o Rise, ele me emprestou e assim, só ouve, sabe? E foi um impacto muito grande. Só que com eles, eu não fiz a mesma coisa com o Guns. Então eu ouço muito o Hammerstein até hoje. Eu, eu, é o que eu acho absurdo. Eu entendo o que eles cantam no sentido de entender a palavra que ele tá falando. Eu não sei o que significa. Eu, eu, eu, eu, eu,
Eu canto a música. É muito doido que eu canto a música. E na minha cabeça eu tô pronunciando igual, mas eu não faço a menor ideia da tradução da letra. E tirando uma outra música que tem ali um... Porque ele conta de 1 até 10 em algumas músicas, né? Aí eu... Beleza, aqui ele tá contando. Beleza, eu tô entendendo quais os números. Mas tipo... Uma das melhores lá que tem... No refrão... Um gato vai se vilcai nem gel zain. Meu Deus, o que significa isso? Mas eu adoro.
sabe onde acontece muito isso? encarar o que, cara? eu vejo o pessoal indo cantar música japonesa música coreana, bonitinha e tá falando, pô, cara, deve falar, fala nada ele só tá repetindo os fonemas ali e tal, que ele decorou, é muito louco
O Ibiok fala que pra gente brasileiro aprender coreano ou japonês é fácil, porque os fonemas são iguais. Então é por isso que quem vai cantar em coreano ou japonês consegue cantar, mesmo que você tenha a menor ideia do que é que tá falando. E o alemão é muito próximo do inglês também, né? Os dois têm a mesma raiz. Então pra quem fala inglês, aprender alemão é um pulo. Eu vou te falar uma coisa que eu demorei muito tempo pra entender, Thiago. O português é difícil pra...
É pra caralho. Será mesmo? Não, é pra o estrangeiro é muito difícil. Pra quem não fala português, é muito difícil mesmo. Eu sigo alguns influenciadores gringos e eles aprendem a falar inglês em 2, 3 anos. Estou falando em português, cara. Não, eu achei. Como você aprendeu tão rápido? Português é tão difícil, que a gente precisa fazer quase 13 anos de português na escola. Ah, eu acho que o jogo é forte.
A quantidade de conjugações que cada verbo tem, enquanto no inglês você tem o do, que no máximo o do muda para um do, mano, é muito difícil. Eu acho que o português solo é mais difícil que o árabe, né? Que o árabe tem aqueles fonemas guturais.
Que aí quebra mesmo. Eu diria o russo, cara. O russo deve ser difícil pra caramba. É, não sei. Mas assim, eu sei que cada cultura, cada língua tem uma particularidade. Mas o japonês eu acho bem difícil, viu, cara? Cara, eu tentei japonês. Porque tem umas loucuras, umas viagens japonês, cara, que tipo, no idioma japonês, os adjetivos têm passado. Porra!
Você acredita nisso? Você não fala foi caro Você pega caro e joga um Prefixo, sofixo, sei lá o que E você transforma aquilo em foi caro Caro no passado, era caro Entendeu? Essa coisa de japonês Eu entrei na pira quando Eu assisti a série Shogun Cara, a série Shogun é tão gostosa Eu fiquei doido Essa nova, né? Eu assisti a original Brš Brš
Não, e digo mais. Mas o Shogun tem uma questão lá nessa série que faz com que ela precise ser vista dublada. Por quê? Porque o protagonista... Beleza, o protagonista é inglês, só que ele está numa comitiva portuguesa. Eles são portugueses que estão lá.
Na época que Portugal, eles estavam no Japão tentando ter um comércio lá. E aí, na série, eles falam ali dois, três minutos de português no original e depois começam a falar inglês porque o americano não gosta de legenda, basicamente, né? E aí você só tem japonês quando é japonês falando com outro japonês.
A parte de japonês falando em japonês é linda, cara. Então, se você assiste a série dublado, nos momentos que seriam em inglês, eles estão falando em português, que era pra ser o correto. Eles mantêm ainda o original japonês, né? E aí você, pô, realmente, são portugueses que estão ali. Inclusive, tem dublador português mesmo, com sotaque Portugal, tudo.
Ah, teve, teve mesmo. Mas assim, eu tava na pira de ouvir coisas em japonês. Porque eu tava assistindo One Piece. E não tinha saído a versão dublada, mas eu queria muito assistir. Tava assistindo, você vai assistir pra sempre, né, cara? Ficou One Piece no botão. Ah, caralho.
Eu não vou dizer que eu vou assistir pra sempre, mas até enquanto tiver temporada eu assisto. Mas assim... Isso me lembra da história que a pessoa fala, né? A pessoa que viu lá todos os 1200 episódios de One Piece, ama de paixão, aí fala, putz, eu queria esquecer pra poder ver tudo de novo pela primeira vez. Aí chega o dia e não faz ele esquecer, aí ele olha de novo, mil episódios me fodendo. Foda-se!
Cara, eu vou falar pra você Eu não sei se vocês já assistiram One Piece A série em si Só o live action Cara, o anime Ele é muito gostosinho De assistir, é claro Os primeiros 600 episódios Caraca Olha essa frase, os primeiros 600 episódios Vamos parar por aí essa conversa
Os primeiros 600 episódios é muito parecido com Dragon Ball. Tem muita coisa que enrola, sabe? Eu acho que poderia ser feito ali, cortar muita coisa. Mas é muito massa, porque assim, os episódios têm 20 minutos, na moral. Tem 20 minutos. 5 minutos de abertura. Tem 15 minutos de episódio em si, tá ligado? Então, cara, é muito rápido que você assiste. Se você assistir ele na Netflix, dublado... Cara, dublagem é maravilhosa. Adrian Tattini, ó, sou teu fã pra caralho.
que é o dublador do Usopp e assim, se você pega o dublado, cara a dublagem brasileira é muito incrível, tem uma saga que tem um personagem que chama Pica tá ligado? O cara é gigante o cara é um monstro só que a voz do cara é extremamente fina tá ligado?
E, mano, é uma zoeira, mas é uma zoeira com esse personagem. E em português, fica dez vezes melhor, velho, do que no japonês. No japonês já é bom essa saga. Quando você ouve em português, é incrível, cara, é incrível. A dublagem brasileira faz umas misérias que, porra, até Deus duvida. Pô, mas também deram um personagem chamado Pica pro dublador brasileiro. Isso é até de sacanagem, né, pô? Cara, eu tenho certeza que o Oda fez de propósito, mano.
Mas, cara, porque esse é o nome do personagem em japonês. Eu não sei o que que Pika significa em japonês, tá ligado? Nem sei se eu quero descobrir. É, tem Pikachu, né? É, então, nem sei se eu quero descobrir, entendeu? Mas, levando em conta a zoeira, cara, vale muito a pena, muito, muito. Porra, o que o brasileiro faz de dublagem eu aplaudo de pé, cara. Porque, porra, é cada coisa.
Deixa eu ver se eu entendi. Então a gente começou falando de ditadura e estamos falando de One Piece agora, é isso? De One Piece, cara. Que queira ou não tem o Hello From, né? Tem muito a ver com ditaduras ali, viu, cara? E olha... Cara, você sabe que a parte, quando você pega o One Piece e destrincha ele, até quero muito fazer um episódio sobre... Os primeiros 600 episódios? Não, sobre a política de One Piece. Porque, cara, a política de One Piece Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Brš Br
ela é muito parecida com a política que a gente tem no nosso mundo. Então, você tem uma classe que é extremamente dominante, você tem os governos, aí você tem os piratas, e você tem as ilhas, que seriam como se fossem os nossos países. Tem ilha que tem rei, tem ilha que tem democracia, tem ilha...
Que é uma coisa, tem ilha que é subjugada como foram os nossos negros escravizados. E aí, quando você eleva, você abre o leque, você entende a coisa de forma mais profunda, você entende que não faz o mínimo sentido.
A extrema direita tá tentando copitar essa porra, sabe? Não faz sentido, não faz sentido. Eu até falei disso nos episódios anteriores, que o 04, inimigo da sinapse, ele tava querendo usar o One Piece pra falar, e pra mim é único e exclusivamente estratégia de copitar jovem. Sim. Mas não faz sentido, porque...
dentro do One Piece, o que o Zero 4 tentou falar, é que tipo assim, o pai dele seria o Luffy e na verdade o Luffy estaria dando socão na cara do pai dele, entendeu? Porque o Luffy é esse personagem libertário, ele é um personagem que, ele não se importa com o que você acredita ele se importa se você é livre pra acreditar no que você acredita, e é isso que eu acho incrível em One Piece
E o que me fez assistir One Piece depois de velho. Porque quando eu era criança, One Piece não me pegou, sabe? Quando passava na Globo. Não tem noção disso. O cara tem 40 anos e começava a ver um negócio que já existia quando você era criança. Sim.
É exatamente isso que eu me pego pensando. Mas, Thiago, esse é o ponto. Se eu tivesse assistido quando eu era criança, eu acho que eu não teria a noção que eu tenho hoje sobre o que é a série. Definitivamente não, cara. Sobre o que é a série, sabe? Porque eu fui ver a série depois que eu assisti o live action. Eu falei assim, porra, legalzinho o live action de One Piece. Deixa eu ver o que é isso que todo mundo fala, entendeu? Desses mil episódios.
Tô fazendo nada, né? Tava ali, falou pra mim... Porra, é um monte de nada que você tá fazendo, cara. É isso. É, tem que ser muito nada mesmo. Vamos ali libertar os hebreus? Tô fazendo nada, já tô aqui, né? Vambora. Mas, cara, assim, assistam One Piece. Os primeiros 600 episódios, sabe? O resto não precisa assistir, não.
cara, eu vou falar que eu tenho uma preguiça de ver desses animes, tem muito episódio, tipo, é tipo teve um na Netflix também, o Yu Yu Hakusho não, eu tentei eu tentei é uma mistura de caverna do dragão com o Rick Astley o herói parece o Rick Astley se veste que nem ele, eu achei legal mas eu falei, cara, não consigo não consigo, eu sou velho mesmo, eu gosto dos animes da minha época de criança, sabe? anime nunca me pegou eu
O que você assistia, achei? Pô, assistia Superdynamo, A Princesa do Cavaleiro, Simbo Leão, sabe? Só os clássicos, clássicos mesmo. Caraca, isso é muito clássico mesmo, nunca ouviu falar. Da minha infância, era Cavaleiros do Zordiaco e Dragon Ball, né?
Eu cheguei a pegar Cavaleiros do Zodíaco e ainda curti. Mas eu já achava meio ridículo ficar curtindo aquilo com a idade que eu tinha, entendeu? Mas é o neuro da época, sabe? Porque, vou falar a verdade, eu tenho amigo aí de 40 e poucos anos, tem bonequinho dos Cavaleiros do Zodíaco. É, cara, olha, eu Cavaleiros do Zodíaco assisti só a primeira temporada na época que passou na Manchete. Depois de velho, assisti a primeira temporada, tentei assistir alguma coisa depois. Não consegui, não me pegou assim.
Nunca reassista as coisas que você gostava Quando era adolescente, cara, não faça isso Cara, você sabe que O Cavaleiro do Zodíaco ainda Apesar de ser assim De entender que é uma mídia de outra época Que é extremamente lento Não achei ele de todo ruim, assim, sabe É lento, é cansativo
Mas assim, a história em si ainda É ok, tirando o fato Do véio ter feito um monte de filhos Espalhados pelo mundo E depois colocar eles todos pra brigar Tirando esse ponto A história até que é bacaninha Entendeu?
A gente tava falando de música, você sabe que dizem que o que você ouve, o que você assiste quando você tem ali por volta de 12, 13 anos, é o que fica com você pro resto da vida, né? É o que fica com o resto da vida. Cara, eu com quase 60 anos ainda tô vendo isso, cara. Outro dia apareceu pra mim no YouTube um corte de um episódio do Ultraseven. Eu falei, cara, que legal isso.
Tô viciado, assisti tudo de novo. Minha esposa baixou pra mim uma coleção inteira de Ultraserva pra assistir, cara. Nossa. O bom é que hoje ainda você consegue ter acesso a essas coisas de uma maneira mais fácil, né? Sim, sim. Porque... É o que salva. É, porque, por exemplo, na época que a gente era mais novo, se você não conseguisse acessar isso enquanto tava passando...
depois era praticamente impossível, né? E eu vivi aquela época que você não sabia a ordem dos episódios, então de repente você pegava um episódio que ficava fora de ordem e você falou ué, mas quando foi que essa pessoa surgiu? Pode crer, cara. E isso não era só com anime, não era tudo sério, cara, até era uma...
loucura. A gente nem ligava, eu não sei, pelo menos eu criança ali, pré-adolescente, eu nem me ligava na questão de temporada, sabe assim? Eu fiquei chocado quando eu descobri que Cavernas do Dragão só tem 27 episódios. Eu também. É verdade. São 3 temporadas e são 27 no total. Gente, eu vi muito mais Cavernas do Dragão do que isso.
He-Man também tem poucos episódios. É porque pra gente era tão valioso aquilo que a gente curtia cada segundinha. Parecia que tinha mil temporadas. E o que é mais chocante. Chaves, que a gente via muito, eu vejo até hoje, a gente só viu Chaves, o que foi feito de 72 a 78. E Chaves foi gravado até os anos 90. Só que de 79 pra frente nunca foi ver pro Brasil. Pode crer.
Mas assim, eu acho que a gente foi ter noção sobre o que era coisa sequenciada de anime, no caso, com Dragon Ball. Eu acho que Dragon Ball foi a primeira... Não Dragon Ball, na verdade, Dragon Ball Z. Z. Foi a primeira coisa que entrou sequenciada, que a gente sabia o que ia fazer, o que ia acontecer. Já tomava spoiler no final do primeiro episódio, né?
que é a clássica Goku Morre, no episódio de amanhã de Dragon Ball Z, será Goku Morre. E aí você, o quê? A gente, quem estava acostumado a ver sinopse de novela todo dia no jornal, não é novidade. Eu acho que é por isso que eu não ligo para spoiler, cara.
Porque a gente tomava esses spoilers na cara, assim, a revelia da televisão, né? Então, eu acho que eu sempre sentia... Quando essas coisas aconteciam, eu ficava com mais curiosidade ainda de saber como aquilo ia acontecer. Não tanto o que ia acontecer, mas como aquilo ia acontecer. Mas tem spoilers que acabam com a sua experiência. Não, a gente pode falar aí do spoiler do sexto sentido, né? Esse é o mais clássico de todos, é.
destrói a obra. Mas assim, cara, até hoje, eu, por exemplo, ah, é... Que série que eu fui assistir? Demolidor. Eu fui assistir a segunda temporada do Demolidor nesse final de semana. Eu já tinha ouvido o Nerdcast comentar sobre o Demolidor. Entendeu? Quando passa em outros lugares falando, eu ouço. Normalmente eu ouço...
Os podcasts falando Quantas vezes eu já não ouvi o próprio Agente Secreto Eu já tinha ouvido dois ou três podcasts Falando sobre o Agente Secreto E depois que eu fui assistir o filme E assim, sinceramente pra mim não estragou A experiência, sabe
Não, não. Mas, por exemplo, é como num dos últimos episódios que eu falei pra vocês todo o plot do Devoradores de Estrelas. Que é mais uma experiência visual. Não tem nenhum plot naquele filme que vai explodir a cabeça e lhe surpreender muito. Mas se você vai assistir o filme mãe e eu te conto de cara sobre o que é o filme, você não vai ter aquela experiência de estar assistindo e descobrir sobre o que é e um dominó cair na... não tem a mesma experiência.
Ah, cara, eu não sei, cara, pra ser bem sincero, assim, porque realmente spoiler é um negócio que não me incomoda de forma alguma. Mas spoiler é uma coisa da geração de vocês, né, porque a minha geração não existia esse termo spoiler. É, não, nossa, é muito louco, vocês e eu, vocês, como se eu fosse muito novinho também, né. Pô, 20 anos é muita coisa, cara.
Mas eu sei que no começo dos anos 90 ia ter o Externado do Futuro 2 e as pessoas eram... Faltava duas semanas para a estreia do filme. Exato! Você não tinha nem tempo de ter história. Você nem sabia que o filme ia existir.
Mas então, tinha uma coisa também, eu não sei como, mas assim, tinha cobertura da mídia, das pessoas que iam assistir comentavam com a gente, mas não rolava essas revelações, assim. Eu acho que as pessoas tinham noção e falavam, não vou estragar a experiência da pessoa, vou ficar quieto. Pode ser. Mas vai que vale a pena. A gente assistia trailer, trailer de filme, e no trailer mostravam coisas assim, praticamente, eram as informações principais do filme. O filme inteiro.
é verdade e mesmo assim a gente ia e curtia sabe era uma coisa que é estranha hoje em dia outro dia eu tava do nada apareceu pra mim um spoiler de uma série que eu tava vendo e eu falei caramba do nada o algoritmo mandou pra mim eu falei caramba mesmo que você tome cuidado você não tá livre a salvo dos spoilers eu conheço eu conheço uma pessoa que ela não gosta nem que você fale se gostou ou não do filme o que ela fala que chama de spoiler emocional olha Brš
Então ela não quer nem saber se você gostou pra não criar expectativa. Ela tem razão nisso, né? Mas aí já é um exagero, cara. Não tem como, né?
Eu tenho um amigo que gostava de gravar jogos, porque ele trabalhava, eu não sei exatamente o que ele fazia, mas ele trabalhava e ele não tinha acesso a informações. Então ele gravava lá o jogo e queria assistir à noite sozinho. Então ele evitava falar com as pessoas. Ele não falava nem bom dia pro porteiro, porque pra ele não falar, oh, e o jogão ontem? Ele passava batido, assim. Ele fugia de todo mundo durante aquele dia pra chegar à noite e assistir o joguinho dele. Caralho, velho, que doideira.
Não, eu... Cara, spoiler em jogo. Aí eu vou puxar pra videogame. Se alguém me passa, o que é que acontecia com o Joel no começo do The Last of Us 2 ou com o Arthur no final do Red Dead 2? Dá o porra. Se não ia jogar. Eu ia jogar, porque eu dou uma ponte, velho.
Porra Aí eu também não sei Porque quando eu joguei O Red Dead 2 ali Foi Eu chorei quando aquele cavalo morreu Porra Eu chorei de verdade Olha
Eu fiquei chateado. Porque assim, eu tava jogando em paralelo com o meu enteado. Então eu jogava um pouco, ele jogava um pouco. E aí eu cheguei no final, porque assim, eu não fiz as missões secundárias. Eu só fiz as missões principais porque eu queria saber a história principal logo, sabe? E aí quando chegou no final e aconteceu com aquele cavalo, eu virei pro meu enteado e falei assim, viu? Você não chegou no final ainda, né? Eu falei, não. Ele falou, não. Eu falei, então assim, você vai chorar, mano.
Eu falei pra ele, você vai chorar, velho. Aí você deu o espalho emocional, pô. Não, eu falei pra ele, eu falei, cara, você vai chorar. Ele, mas o que que acontece? Eu falei, não, aí você vai ter que descobrir sozinho. E aí ele jogando, ele virou pra ele, ele chegou assim e falei, pô, Bento, porra, por que que você não me falou que o cavalo ia morrer? Eu tinha ido com um cavalo pior. Porra, não sei o que, meu cavalo morreu.
O único spoiler de Cavalo Aceitável é o spoiler do História Sem Fim que você prepara a criança pro trauma definitivo, né? Há spoilers que vêm pra bem, cara, entendeu? Por exemplo, eu não jogo videogame, né? Eu não jogo videogame, mas assim, eu sabia que o Last of Us era um videogame. Se alguém tivesse me dito que o Joe morria, eu não teria assistido a série, perdido tempo ali torcendo pra ele sobreviver só pra ele morrer daquele jeito idiota, né?
Então há spoilers que vem pra bem. Eu gostaria muito que alguém tivesse me dado spoiler do que aconteceu na série pra eu não ter assistido aquela segunda temporada trágica. Puta, amigo. Eu parei, parei. Cara, ainda não assisti a segunda temporada. Uma hora eu vou assistir, mas... É terrível, a segunda temporada é terrível. Terrível. Todo mundo fala muito da diferença entre a série e o videogame. Porque o videogame...
nada mais do que você tá na pele do personagem, né? E quando você transpassa isso pra série, eu entendi de tudo que foi falado, a série não conseguiu transpassar o mesmo sentimento. Porque você fica entre idas e vindas, entre uma personagem e a outra. Então, quando você vai pra série, pelo que eu entendi, não conseguiu passar essa mesma coisa.
Não, não. Assim, porque no jogo, você segue com um personagem até a metade, pum, troca pra outra. E aí a outra você vai seguir com o outro personagem, só que ao mesmo tempo, sabe? Você vai fazendo ações no jogo que você passou por um hospital, você com a primeira personagem passou por aquele hospital cinco minutos depois, sabe? São as duas terminales seguindo ao mesmo tempo. Você volta pro passado e vai jogar com a outra. Mas...
primeiro teve muitas críticas a escolha da Bela Ramsey pra interpretar a Ellie na série e as críticas eram porque o pessoal achava a Bela Ramsey feia, sendo que a Ellie no jogo é uma personagem bonita até aí, caguei pra isso, que a Bela Ramsey é uma atriz do caralho só que, o que é que eu não concordei com a escolha dela, é que ela já era uma mulher adulta, e eu acho que pra Ellie tem que ser uma adolescente
um adolescente, porque o primeiro jogo, The Last of Us, é um adolescente de 13 anos, e no segundo jogo já é adulta. E aí fica complicado, porque você não vai ter esse tipo de mudança na série, né? Mas aí, mas vamos ignorar essa parte ainda. Eles mudaram completamente a essência da Ellie na segunda temporada, porque no segundo jogo, a Ellie é bicho ruim.
É a assassina. Ela mata todo mundo pra chegar no objetivo dela. E mesmo que você descarte aqueles capangas que vem... Sempre jogo tem 100 capangas que você mata no caminho. Mas descarte ele e coloque só os personagens principais mesmo da trama que cruzam o caminho dela. Ela mata todos sem a menor dó, sem pensar duas vezes, sabe? Porque ela tá no objetivo de vingar. O objetivo dela é vingar a morte do Joel. E então ela vai atrás da Abby com tudo. Matando quem tiver no caminho.
A cena que tem na série lá, que ela tá... Que ela vai interrogar uma mulher no porão do hospital. Que ela vai torturar aquela menina, né? Spoiler alert! Então, ela, na série, ela quase tem pena, sabe? E no jogo, não. No jogo, ela tá quase gostando de fazer aquilo.
No jogo, você mata todo mundo, sem hesitar. E na série, ela mata duas pessoas e uma foi sem querer. E ela já se sente mal pela pessoa que ela matou e tal. E aí tem uma cena específica que é quando ela descobre que a namorada dela tá grávida.
do ex-namorado dela. E a reação das duas é completamente diferente. Porque quando ela descobre que a menina está grávida, elas estavam no trajeto para começar a vingança. Então ela estava focada, sabe? Nada pode atrapalhar ela. Quando ela descobre que a menina está grávida...
Ela fica putaça porque aquilo vai atrapalhar todo o plano dela. Porque ela vai ter que se preocupar com a mulher. Vai ter que mandar ela de volta para o acampamento e tal. Toda uma merda por causa disso. E na série, a Ellie fica feliz e fala Ah, eu vou ser papai. E aí você cagou completamente a essência da personagem. Pior ainda quando a gente depois descobre que isso foi um improviso da Bella Ramsey. E que ela insistiu para isso ficar na série. Aí você desanima completamente.
da segunda temporada da série e a segunda temporada foi tão cagada que o diretor do jogo, que também tava participando da criação da série, saiu e não vai participar da terceira temporada nossa, vai ter terceira, pelo amor de Deus era isso que eu falava, tinha espaço pra uma terceira?
Não, não tem, porque não foi o jogo completo. A segunda temporada foi até a metade do jogo, no momento em que você troca pra Abby, que foi a menina que matou o Joel. E aí você vai acompanhar, ao mesmo tempo que as ações da Ellie, você vai acompanhar a parte da Abby, entender por que ela matou o Joel. E aí toda a terceira temporada tende a ser muito boa, principalmente porque você praticamente não vai ter a Ellie na história. É isso aí. Pô, nossa gente, ó.
uma hora e nove de gravação. Vocês falam muito, gente. Só com coisas... Mas, peraí, mas falando de spoiler, eu quero falar mais uma coisa também. Fica à vontade. Que você falou aqui, você não quis dar o spoiler do cavalo, e eu tive uma puta experiência retirada de mim por causa disso. Por quê? Porque agora em 2025 foi lançado Death Stranding 2, o jogo lá do Kojima, o japonês.
Você falou que até que você tem a tatuagem, né? Isso, o Death Stranding 1 é o meu jogo favorito. Eu tenho aqui, ó, no meu braço direito, o símbolo do jogo tatuado. Meu jogo favorito, acho que é uma história inacreditável de jornada de pai e filha. E ainda mais que eu, na época do primeiro jogo, com a filhinha pequena e tal, me identifiquei muito. E quando veio o segundo jogo, comecei a jogar. E aí eu tava navegando no Reddit e quando veio uns comentários de um filho da mãe...
Deu assim, um puta spoiler do final e eu não acredito, velho. E aí quando chegou o final do jogo veio isso, que eu já tava preparado pra o que era e não teve o impacto que eu teria tido. Se eu não soubesse de nada. Dizem que nada de bom sai do Reddit.
Cara, eu tendo até a amnésia das coisas. Porque, tipo assim, você pode me contar sobre um filme, sobre uma série, e eu vou acabar esquecendo, velho. Eu tenho memória de Dory, tá ligado? Se passar o tempo, sim. Se passar o tempo, sim. Mas vamos supor que a gente não soubesse nada da história mundial. Acabou de sair o filme do Michael, e o cara te fala que ele morreu no final. Aí você tá lá com seu ingresso pro cinema, pô... Brš Brš
Eu vou te falar que o filme do Michael Eu fui assistir no final de semana também Cara, que filme, velho Porra, falar pra você, mano Olha Cara, que filme bom, cara Que filme bom O ator que faz o Michael pequeno Tá incrível, cara Eu lembro de pouca coisa assim do Michael Jackson Pequeno, mas o jeito que aquele moleque Atua, parece muito Michael Jackson
O jeito dele se mexer, o jeito dele cantar. E aí, o sobrinho do Michael, fazendo ele entre adolescência e fase adulta, até ele se libertar do pai, também tá muito foda, cara. Muito foda. O show é idêntico ao show que o Michael Jackson fez. Você diz aquele da Motown em 83? Nessa parte aí, cara, a produção arrebenta.
A reprodução do Lys Vade lá no filme do Queen também, que o Remi Malek era o Fred Mercury. Também, também. Ficou legal, pô. Perfeito. Sim. Não, mas, cara, eu achei o filme do Michael Jackson, assim, muito, muito bom. Apesar de ter sido bem água com açúcar. A gente sabe que o Michael Jackson sofreu muito mais do que ele sofreu ali, sabe? Não é à toa que ele tinha a cabeça fodida do jeito que ele tinha, entendeu? Mas o filme é muito, muito bom. Não sei se vocês já assistiram.
Eu acompanhei ao vivo, na época. É, eu acompanhei ao vivo. Acompanhou o Michael mudando de cor ao vivo. Pois é. Sabe que tem essa história do Michael mudar de cor, cara? Sabe que é engraçado? No Chile, no Chile tem uma praia que tem uma pedra. E essa pedra, ela, com o tempo, ela foi mudando a coloração dela, né? Ficando mais claro. E o apelido da pedra é Michael Jackson. Caralho!
Caralho Eu lembro quando eu era pequeno Essas coisas de molecada conversando e criando teorias A molecada falava que ele tomava banho de ouro Pra ficar branco Que ele não queria ser preto É, eu tinha que fazer tratamento pra ficar branco Porque ele não gostava de negro Gente, na infância da gente Tem a história que o Marilyn Manson Tinha mandado extrair uma coluna Pra fazer o sexo oral nele mesmo Pode crer, cara E a gente acreditava nisso E que ele era o Paul do Anos Incríveis Brš
É, também é. Nossa, velho. Mas a pergunta que fica aí, Adrian, é você acha que tem que ter uma que a gente falou de continuação? Você acha que o filme do Michael merece uma continuação aí só com os escândalos? Cara, vai ter, isso é fato, mas eu não sei se precisava, pra ser bem sincero.
Eu acho que não vai ter porque não precisa e legalmente falando vai dar muita dor de cabeça, eu acho. Então, eu não sei. Eu acho que vai ter sim porque já estão falando já no filme 2. Até minha esposa tá falando aqui que vai ter o filme 2.
Mas eu não sei se precisava, pra ser bem sincero. Cara, sabe qual é a sensação que eu fico? Que eu fiquei vendo o filme? É que ele era uma pessoa muito boa que teve a cabeça estragada, tá ligado? Ele era um cara ali assexual que tinha um hiperfoco em música. O negócio dele era a música, ele vivia a música, ele respirava a música.
Tanto que, assim, ele tinha crises de insônia enquanto ele não colocasse as músicas pra fora. Então, a sensação que eu fiquei é que ele era uma pessoa muito boa que teve a cabeça dele completamente deslacerada, sabe? Eu fiquei muito com essa sensação. Porque, assim, isso passa no filme, eu não lembro se isso... E aí, X, você pode me corrigir, porque o cara dos anos 80 aqui é tu, cara.
Cara, eu acompanhei o Jackson 5 em desenho animado. É verdade. Eu acompanhei a carreira do Michael bem, bem, bem... Mas a ideia que o filme passa é que, assim, ele tava sempre ajudando processos de criança em hospitais, ele ia sempre fazer visita, ele tava sempre apoiando. Quando ele teve o cabelo dele que queimou, né? Na última torneia dos Jacksons, né? Que era um Jackson 4, não era nem Jackson 5, né? Que era...
eram em 5, um dos irmãos saiu e aí eles fizeram aquela última aquele último aquela última turnê, os 4 e quando o cabelo dele queimou, ele inclusive tava ajudando o hospital a grana que ele ia receber de indenização ele quis que fosse pro hospital até porque ele já era rei podre de rico
A gente sabe que, a gente ouve falar, ouvia falar que o Michael fazia muita caridade escondido. Ele não se, ele mandava dinheiro, quase não vendia essa imagem de benfeitor nem nada. Mas também a gente ouvia falar, a gente não tinha, porque ele mesmo guardava segredos sobre isso. Assim, eu acho que o problema do Michael é que ele não era uma pessoa normal, ele não teve uma infância normal, ele não foi. Exatamente.
Ele não teve socialização do jeito que deveria ter acontecido, sabe? Ele não viveu a infância. Então, é muito difícil a gente julgar as ações dele baseado no que a gente conhece como normal. Então, essa é a base do problema, né? Porque, assim, é muito... Você deixaria o seu filho dormir na cama com o Michael Jackson? De forma alguma. Todo mundo vai falar não, né? Porque não é aceitável, não é uma coisa normal pra se permitir. Afinal de contas, é um estranho homem adulto que...
deveria estar com uma criança que não é dele ali, né? Ah, sim. Mas não dá pra dizer que ele simplesmente tinha, se sentia à vontade com crianças porque ele acreditava que elas eram mais puras e que ele podia ser quem ele era mesmo. A gente tem como dizer se ele abusou de algumas ou não, sabe? Tem algumas coisas na história aí dos processos que deixam a gente com a pulga atrás da orelha, né?
Tem aquela história do livro de nulo artístico que ele encontraram lá no quarto dele, onde ele ficava com as crianças. Tem uma história de que um do... Eu acho que o primeiro caso que fez a acusação de assédio sexual, parece que o adolescente descreveu o pênis do Michael Jackson com as manchas do vitíligo. E assim...
Não se sabe, porque só teve acesso a essas fotos e imagens do pessoal que estava investigando ali. Então a gente não sabe se foi um chute, se foi realmente se as manchas bateram, com o que ele comentou no depoimento, ou se foi simplesmente ele viu o Michael pelado em algum lugar e ele ficou com isso na cabeça. Não dá pra saber.
É uma coisa do tipo, é a minha palavra contra a sua, sabe? Mas tem muita coisa esquisita nessa história. O fato dele ter colocado um alarme no corredor, em direção ao quarto dele, sabe? Por que você precisa de um alarme na sua casa, assim? Não sei. É uma coisa muito estranha. É pra avançar, você pega um influencer qualquer, que bate um milhão de seguidores.
o cara começa a ganhar, fica rico, sabe assim? O cara tem 17, 18 anos, fica milionário do nada, porque ele já foda com a cabeça da pessoa. Tem o exemplo aí de Whindersson tatuando a cara, né? Se eu tatua a cara, você sabe que a pessoa não tá bem. E aí, calcula Michael Jackson, por favor.
Até aquela influencer jovem que os pais exploravam ela, que ela processou os próprios pais também depois, eu não lembro. Era Larissa Manoela. Larissa Manoela, isso. Imagina o Michael Jackson, que desde muito criança já era o Michael Jackson. O cara que a vida inteira não podia botar o pé pra fora da rua porque a imprensa e fãs não davam paz. E assim...
O pai dele foi muito abusivo com ele Cara, o pouco que mostrou no filme Eu já tava feliz pra caralho que aquele velho tava sentado No colo do capeta, tá ligado? Porque eu queria que ele tivesse vivo pra ir sentar de novo Porque, cara Velho filha da puta do caralho Mas É, assim Eu acho que muita coisa que ele tinha Do Peter Pan A Terra do Nunca Era a válvula de escape dele Brš
Porque era a criança que lutava contra o adulto. E não só lutava. Ele conseguia ser quem ele queria ser. O Peter Pan que conseguia ser quem ele queria ser. Na Terra do Nunca. E ele falava que ele nunca ia crescer. Cara, isso é uma visão minha. Não tô passando pano pro Michael Jackson. É só uma coisa que eu tirei. Assistindo ao filme. Mas assim, lembrando das coisas que...
que eu me lembro do que era o Michael Jackson antes dele ter toda aquela decadência moral, vamos dizer assim. Mas ele era uma criança grande que não conseguiu amadurecer mentalmente, sabe? Porra, sei lá, cara, é estranho falar, porque assim, parece que eu tô passando pano pro cara nas coisas que ele fez. A gente nunca vai chegar, nunca vai ter uma conclusão definitiva sobre ele, cara. Nunca.
Não dá, cara, não dá, não dá, não dá, não dá. Mas a ideia que eu fiquei é de que ele era uma pessoa muito boa e que teve a cabeça completamente zoada, cara. Tem histórias da época do Jackson 5 em que ele, você falou, né, que ele era uma pessoa assexuada e que ele via os irmãos...
Tô lhe bordando com as fãs nos quartos do hotel. Era isso que eu ia falar agora. Imagina, pô, pra cabeça da criança mesmo. Eu tava ouvindo um modus operandi hoje sobre um caso que aconteceu na Austrália, de que eram dois irmãos, eles tiveram um filho entre eles, aí pai abusava da filha, aí a filha, a mãe que era irmã abusava do filho, e aí gerou toda uma sequência.
É, cara, é um bagulho assim, asqueroso, tá ligado? Uma sequência de abusos e assim, as pessoas foram presas, as pessoas cumpriram pena e hoje as pessoas, é óbvio assim, conseguiram descobrir quem são as pessoas reais, porque saiu na mídia nomes fictícios, mas conseguiram descobrir o nome das pessoas reais e meio que descobriram que essas pessoas voltaram a ter uma convivência próxima. Então, tipo assim...
Você imagina como a cabeça de uma criança quebra, porque lá elas falam sobre o quesito de que as crianças que viveram nessa sequência de abusos, depois que elas foram para outras famílias, elas ainda mantinham esses comportamentos de oferecer crianças, 6, 7 anos de idade.
de se insinuar pra adulto, de oferecer sexo como se fosse uma forma de agradecimento pelo alimento que foi dado. Então, assim, e elas, as meninas, no modo desoperante, elas comentam, tipo, como que a a
A cabeça dessas crianças foi quebrada na infância. E como que elas vão viver daqui pra frente? Tipo, como que elas vão conseguir se livrar desses abusos que aconteceram quando elas eram pequenas pra conseguir viver a vida dali pra frente de uma maneira saudável, sabe?
E aí, cara, eu fiquei tão de estômago embrulhado com esse episódio que eu consegui refletir mais ou menos na mesma coisa do Michael Jackson. Assim, sabe? Tipo, como essa criança com essa cabeça quebrada foi se tornar o homem que se tornou naquela derrocada de pegar a filha e praticamente quase deixar a filha cair na sacada.
do hotel, né? Aquilo ali é assustador. E a cara que ele faz é uma cara de maníaco, né? Sim! Tipo, olha que legal, que linda! Não! O cara tem um olhar estranho, eu não sei, o Michael tinha uns momentos muito estranhos, sabe? Mas, cara, eu acho que é isso. É aquela criança que foi quebrada na infância e...
Ninguém... Porque, cara, o que era terapia na década de 80 e 90? Ah, não. Terapia era pra louco. Era cinta e chinela, cara. Estralando. É isso que era terapia de criança na década de 70 e 80. Sim, fiz várias sessões de terapia em casa.
Então, mano Ele era um cara que precisava De acompanhamento psicológico De muito perto e não teve Ele é um caso único Se eu brincar na história da humanidade De uma criança extremamente Fisicamente abusada E que Se tornou o maior astro Da história da música Tem caso pra comparar, sabe Não, não tem Não tem, cara Não tem, não tem
Eu acho que talvez... Se você pegar pessoas tão grandes quanto a Madonna, Madonna fez sucesso de adulta, sabe? Então ela pôde crescer como uma pessoa normal. Ele não teve isso. Mas, ó, você quer ver quem... Eu vou fazer uma comparação aqui, mas nem se compara a sucesso, tá? Só se compara ao tipo de infância. O Justin Bieber, tá ligado? Porque...
Sandy Júnior. Apesar de que eu vi uma entrevista do Júnior Lima, ele falando que ele fez muita terapia, ligado? Então, tipo assim, os pais deles tinham consciência de que não era só paluco a coisa. Mas a gente pode falar do Justin Bieber, que existe toda essa lore agora de que ele foi abusado pelo Pniri, entendeu? Então, ele é um cara que a gente viu crescer, que era o ídolo da...
da juventude ali, nos anos dois mil... E dez, mais ou menos. É, dois mil e dez. E é um cara que quebrou também depois que ficou adulto. Aquela menina que era da Nickelodeon, que fazia a Hannah Montana também, que tem toda a questão dos abusos que aconteceram dentro da Nickelodeon. A Miley Cyrus. A Miley Cyrus. Então, assim, imagina essa galera. A Britney Spears também. Nossa.
Quase enlouqueceu ela. Entendeu? Essa galera que praticamente quebrou quando era criança, que você teve uma galera fazendo um absurdo na cabeça dessas pessoas, entendeu? E pra você consertar, entre aspas, leva-se muito tempo e uma sabedoria adulta, assim. Sim, sim.
Sabe quem passa por isso atualmente? São as bandas de K-pop da Coreia. Que são adolescentes que sofrem uma pressão estética absurda. Ao ponto que eu descobri recentemente que tanto as bandas masculinas quanto femininas. Elas não podem ter relacionamentos. Aí houve a suspeita de que uma menina de uma dessas bandas super famosa estava namorando. E teve que vir a público. Se explicar quem não estava, sabe? Porque faz parte da mita.
É igual mulher bonita na Twitch, pô. Ela não pode dizer que tem relacionamento porque isso faz com que as pessoas, os caras, dêem mais dinheiro se elas for solteiras. Nossa, cara. É complicado. As bandas de K-pop fazem mais sucesso se os membros forem solteiros também. É por isso que tem muitos deles aí pirando, se suicidando, se retirando antes do tempo, né? É complicado.
E olha que Coreia e Japão já são países com taxa de suicídio alta. Imagina a pressão do sucesso dessas bandas. Pode crer. Porque assim, viver no Japão, viver é viver sob constante pressão, cara. Pressão dos costumes da sociedade, dos modos como a sociedade opera, de padrões que são esperados de você. Você está constantemente sob pressão.
Tem uma lenda que eu sempre ouvi falar que eu nunca confirmei essa verdade. Aí, se tu pode me confirmar, se tu tem conhecimento, de que existe uma grande taxa de suicídio entre adolescentes que não passam no vestibular na primeira vez no Japão. Tem uma taxa de suicídio grande, sim, mas eu acho que na Coreia, hoje em dia, isso tá pior, porque lá, o mínimo que se espera é que você seja excelente e tire esse formato nas melhores faculdades.
Isso é o mínimo. Se você não conseguir nem entrar numa faculdade dessa, você não tem futuro na vida.
E eles levam isso muito a sério, é massacrante o quanto eles exigem dos alunos na Coreia do Sul. Tudo na Coreia é uma pressão grande também, a pressão estética de você estar sempre bonita, ainda mais com os ídolos pop que eles exportaram. Então tem uma expectativa muito grande em termos de beleza, de padrões.
Mas isso com certeza não é saudável, isso não vai trazer coisas boas no futuro, como já está acontecendo nesses dois países onde a taxa de natalidade caiu absurdamente. Mas você sabe que eu vejo muito essa questão da taxa de natalidade, de falar. Eu tendo a dizer que a taxa de natalidade alta, ela só serve para manter o capital.
Sim, tem que pagar os aposentados É Eu acho que é possível ter Uma forma De viver com uma população menor E aí você vai revolucionar o capitalismo É, mas não no sistema atual Que a gente tá, entendeu Eu não vou entrar nesses meandros
Mas relaxa, porque daqui a uns 20 anos ninguém mais vai se aposentar, então tá tranquilo. Pois é, nem me falem. Daqui a uns 20 anos a gente volta pro escravagismo, né? Porque tão tentando, tão tentando. Ai, que tristeza. Começamos triste ou acaba triste. Não pode ser assim, cara.
já me lembrou do Zema flexibilizar as leis de trabalho infantil meu Deus tem gente que merece levar estalinho no saco
Não dá pra Não dá pra ter esperança É isso aí, meu povo Estamos aqui com exatos Uma hora e trinta minutos de bruto Então com isso eu vou me encaminhar A gente nem falou as matérias O Thiago ia trazer matéria Sobre o avião que caiu O Xi colocou matéria aqui Pra falar sobre o fim da Rádio Autorado Aliás, Xi, a gente vai guardar Essa matéria aqui Você vai voltar aqui em algum outro momento Se você quiser, claro E aí
a gente falar sobre isso. Porque a gente falou, falou, falou e não falou as matérias que deveria ter falado. Sim, sim. A gente pode até falar do passado, radiofônico também, né? Sim, caralho. Assim, ó. Com certeza. Então, me encaminhando aqui pro final deste nosso querido programa...
Se as pessoas quiserem entrar em contato conosco, nós temos um meio de comunicação extremamente arcaico, chamado e-mail, que vocês podem encaminhar para comentaristaspod.gmail.com. Estamos no Instagram, Twitter, Blue Sky, como arroba comentapod. No momento, estou mexendo apenas no Instagram. Se vocês quiserem me encontrar, não encontram, porque eu não tenho rede social. Estou apenas no Letterboxd, como arroba Adri Lemos.
Mas não estou movimentando a rede por lá. E onde as pessoas encontram vossa senhoria, Tiago? Arroba Tiago Miro aí pelas redes sociais da vida. É isso aí. E por último, mas não menos importante, senhor X, agora o microfone fica aberto para o senhor fazer jabá, falar das suas redes sociais, também dos seus projetos que estão em certos hiatos, apenas fazendo retransmissões. Fica à vontade aí, X.
Na verdade, eu já voltei já. Então, assim, se você é fã do sonho e da cultura dos anos 80, ouça a minha família de podcasts, 80 watts, onde você encontra ali diversos tipos de programas que lembram programas de rádio, programas que contam histórias. E por falar em histórias, eu recentemente vou aproveitar aqui a ocasião, nesse momento de puro oportunismo. Fica à vontade. Que eu queria recomendar.
um livro que eu escrevi e lancei recentemente. É um livro que foi baseado no podcast que eu produzo lá, O Resumo do Som, que conta as histórias por trás dos sucessos dos anos 80. Então eu coloquei ali as informações como se fosse um livro de consulta e ali você vai ter acesso a histórias de como surgiram 25 músicas famosas dos anos 80, entre elas Take On Me, do Ahá, Jump, do Van Halen, entre outras.
E aí eu conto detalhes sobre como cada música foi concebida, desenvolvida, como foram as gravações, o que aconteceu depois do lançamento, falo dos músicos que participaram das gravações, dou algumas datas importantes, comento, quando eu encontro até falo dos instrumentos que foram usados, né, e...
E até nessa edição do livro eu incluí informações sobre as capas dos compactos. Então assim, se você tem curiosidade de saber, de ouvir essas músicas com outro olhar, ou ouvir com outro ouvido, então dê uma lida lá, resumo do som. Uma ótima dica de presente para os pais, para os tios, avós, que está disponível na WeClap e na Amazon também, em formato impresso e também para Kindle. E você encontra os links lá na rede social, no Instagram, por exemplo, em arroba podcast 80 watts.
Dia das Mães chegando aí, hein? Essa semana ainda. E digo mais, eu olhei aqui e o resumo do som tá incluído no Kindle Unlimited. Você já é assinante, é só pegar e ler. Sim, sim, sim. Isso aí, leiam várias páginas pro XI capitalizar. Ô, XI, deixa eu fazer uma pergunta aqui, capriciosa. Teremos audiolivro? Com essa sua voz impostada?
Não, não. Aí o áudio-livro é a versão em podcast que é um pouco diferente. Eu mudei um pouco a linguagem, porque a linguagem para o podcast é muito mais dinâmica, diferente e tal. E a versão que foi pro livro tá mais propícia pra leitura mesmo, né? Mas o conteúdo é muito parecido. Então se você quiser ver uma versão em áudio do livro, acompanhe lá o podcast e o resumo do som. Isso aí, hein?
Senhores, eu agradeço imensamente vossas senhorias por essa gravação. Opa, eu que agradeço. A gente fica por aqui. Um grandissíssimo abraço. Até o próximo programa. E tchau, tchau. E valeu. Tchau, tchau. Tchau, tchau. Nós estamos gravando este programa no dia 4 de abril de 2026. O meu nome é Adriano Leão. É 4 de maio, né? Isso. Tá certo. Tá certo. Nossa. É isso daí.